RdMCast #564 - Especial Michael Jackson no horror
No dia 2 de dezembro de 1982, um jovem negro levava sua namorada no cinema, para ver um filme de lobisomem. A menina ficou com tanto medo que saiu da sala assustada. O jovem a segue, mas, de repente, eles são cercados por zumbis e tudo acaba em… dança? O clipe de Thriller revolucionou a história da música e deixou explícito o amor do grande Michael Jackson ao cinema de horror. Mas não só de Thriller vive um especial sobre o rei do pop. Ao longo de sua história, Jackson teve vários flertes e romances com nosso gênero favorito. Do clássico cult Ben, o Rato Assassino, de 1972, até o longuíssimo clipe Ghosts (1996), passando pelas nádegas avantajadas de Jermaine Jaafar Jackson, o episódio dessa semana promete muitos gritinhos e moonwalks.
O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabriel Braga, Gabi Larocca e Thiago Natário.
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CITADOS NO PROGRAMA:
Michael Jackson’s Moonwalker – Full Game – Part 1/3
Ben, o Rato Assassino (1972)
O Mágico Inesquecível (1978)
Captain EO (1986)
Moonwalker (1988)
Michael Jackson’s Ghosts (1996)
Michael (2026)
Citações off topic:
Bohemian Rhapsody (2018)
Elvis (2022)
The Dirt – Confissões do Mötley Crüe (2019)
Rocketman (2019)
Calafrio (1971)
O Destino do Poseidon (1972)
A Vingança de Willard (2003)
Blacula, O Vampiro Negro (1972)
Blackenstein: The Black Frankenstein (1973)
Um Lobisomem Americano em Londres (1981)
EPISÓDIOS CITADOS:
RdMCast #318 – Todo Mundo em Pânico
RdMCast #490 – Isso deu um remake: Lobisomem
RdMCast #319 – Especial Lobisomens
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- Videoclipe ThrillerThriller·Michael Jackson·John Landis·Rick Baker·Vincent Price·MTV
- Michael Jackson· EntretenimentoMichael Jackson·Cinema de Horror·Videoclipes·Thriller·Ghosts
- Ghosts (Videoclipe)Ghosts·Michael Jackson·Realização de lucros em ações·Stephen King·Mick Garris
- Ben, o Rato AssassinoBen, o Rato Assassino·Michael Jackson·Willard·Globo de Ouro·Oscar
- Moonwalker (Filme)Moonwalker·Michael Jackson·Peixes-boi Marinhos·Controle do Mega Drive
- Michael Jackson biography filmMichael·Jafar Jackson·Antônio Fuqua·Baz Luhrmann·Elvis·Bohemian Rhapsody
- The Wiz (O Mágico Inesquecível)The Wiz·Michael Jackson·Davi Perini Vermelho·Andrew Schultz·Sidney Lumet
- Captain EOCaptain EO·Michael Jackson·Francis Ford Coppola·George Lucas e sua obra·Epcot
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Bom dia, boa tarde, boa noite, amantes do horror e da música! Sejam bem-vindos a mais um RDMcast. Aqui é o Braga. Hoje um episódio um um pouquinho diferente, né? A gente vai se aventurar não só no cinema, mas também na música, no audiovisual inteiro, videoclipes e pirações e tudo mais, porque a gente vai falar um pouco da relação do Michael Jackson com o horror. A gente sabe que ele era um grande fã e fez muita coisa temática, então a gente vai explorar um pouquinho aí essa relação com horror. E para isso Ela que já assistiu o Thriller mais de 380 vezes, Gabriela Roque.
Ela que faz um moonwalk melhor do que o próprio Michael Jackson. Só nos meus sonhos, né, gente? Porque isso eu nunca nem vou tentar. Porque com as minhas habilidades de dança, é melhor ficar só assistindo Thriller mesmo e cantarolando. Porque é o que basta a nós, reis mortais.
E ele que também tentou formar uma banda com o seu irmão, mas não deu muito certo. Thiago Natário.
Primeiro que não são 5, né? Já fica difícil assim, é um plantel reduzido. Segundo que não tem nem o talento da unha do pé do Michael Jackson, né? Mas enfim, a gente faz o que pode.
Mas você poderia ter o Natário 2 ao invés de Jackson 5, o Natário 2.
Podia, podia.
Mas enquanto a gente aquece aqui o nosso corpo para dar uns passos de dança, vocês ficam com os nossos recadinhos que a gente já volta. Aqui foi, aqui também.
Aí, bom, gente, recadinhos de hoje. Eu tenho dois avisos de conteúdo extra do RTM para dar para vocês. O primeiro é que a gente fez no nosso canal do YouTube na última sexta-feira uma live sobre o melhor e o pior, né, do horror no primeiro semestre de 2026. E foi engraçado porque a gente combinou no começo da live de, pô, vamos tentar manter ali uma hora, uma hora e pouco, né, porque a gente começou até relativamente tarde e acabou ficando quase 2 horas de duração.
Porque esse tipo de live de assim retomada do ano sempre tem bastante coisa para falar, né. E também fazia tempo que a gente não conseguia fazer uma live, então teve bastante pergunta, bastante comentário. E a gente acabou estendendo um pouquinho. Claro que, como a gente sempre fala, né, o mais legal é ver ao vivo, mas dá para vocês assistirem a live posteriormente. Ela fica gravada lá no nosso canal do YouTube, só vocês acessarem o canal, né, República do Medo, e clicarem na abinha ao vivo que já aparece ali.
Vocês conseguem assistir a live inteira. O outro recadinho é que a gente lançou mais um Cabana essa semana e a gente falou sobre o Håkan. Ou como o título em português ficou, né, a gente até comentou isso no episódio, que é O Voo com o Pesadelo da Bruxa. Que é um filme que até gerou bastante expectativa, né, por conta do trailer e por conta de ter o Adam Scott como protagonista. Ele acabou pegando uma janela de lançamento meio ruim ali, meio sanduíchado por Obsessão e Backrooms.
E agora ele tá mais amplamente disponível, né, vamos colocar assim. E a gente conseguiu assistir e falamos sobre o filme. E aí, como eu sempre lembro, né, a gente posta no feed um teaser ali, uma prévia do Cabana, e o episódio inteiro fica disponível pros nossos apoiadores e apoiadoras. E a gente tá fazendo a postagem na Aurélio também, então pra quem de repente ouve por lá ou assina outros podcasts por lá, já é mais fácil. Mas pelo Apoia.se é bem tranquilo de acessar.
Você pode tanto ir pelo aplicativo do Apoia.se como pelo próprio Spotify, né, fazendo uma conexão a partir da sua conta no Apoia.se. Aí você tem um feed separado do Cabana RDM, você ouve do mesmo jeitinho que você ouve o RDMcast. Então vale super a pena, confiram lá no apoia.se/rdm. A partir de R$20 mensais você faz uma contribuição imensa para manter o podcast no ar e também tem acesso tanto ao Cabana RDM sobre Rolf, mas também todos os outros anteriores que a gente fez, todos os futuros também.
Bom, gente, então é isso. Deixo vocês com esse especial sobre Michael Jackson novo.
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That's why I love you. No, I mean I'm different. What are you talking about? Are you all right? Get away! Gente, vamos começar só tirando o elefante da sala, né, que sempre que a gente fala em Michael Jackson, claro, um assunto que atrai muita gente, né, mexe com fandom, mas também mexe com algumas polêmicas. Não vai ser o nosso foco hoje, não sei se em algum momento será, a gente falar exatamente das acusações, né, que o Michael Jackson teve envolvendo questões de pedofilia e todo o processo de julgamento.
A gente não vai abordar isso aqui. A ideia é a gente abordar mais a sua relação com realmente o gênero do horror, que nem destacando algumas participações no cinema e, claro, nos clipes, né, em que ele envolveu gente do horror pra caramba. Ele era um cara que conseguia, sabe, ele fazia o Scorsese fazer kick pra ele, ele conseguia convencer uma galera a de clipe dele. Então a gente foca mais nessa relação dele com horror, não necessariamente depois com as polêmicas na justiça.
Quem sabe um dia a gente possa abordar é um caso real, se vocês aí ouvintes tiverem interesse, mas no momento não será essa a nossa abordagem.
Aí vale dizer só que é bem inconclusivo, né, porque tem caso mais famoso, se eu não me engano é de 2005, que ele foi absolvido, mas tem casos anteriores que foram resolvidos com acordos Aquele tipo de acordo de sigilo, né, que você não sabe o que aconteceu, qual foi o acerto. Aí teve aquele documentário Leaving Neverland em 2019, que foi um pouco ali na época do MeToo, né, e teve uma repercussão bastante grande assim, foram acusações muito pesadas.
Aí tem muitas contestações sobre os acusadores ali, né, do documentário, várias pessoas apontando inconsistências nas histórias e tal. É um espinheiro, né, não é uma coisa que dá pra gente pegar e falar, ah, foi isso, não foi isso. Rola muita discussão, e aí defesa, acusação, enfim. Pra gente tirar o corpo completamente, porque é um tópico muito sensível. Mas é porque realmente não tem muito como, né, dar uma resposta conclusiva, afirmar alguma coisa muito concreta, né.
E acho que também isso foi muito trazido à tona de volta com o filme, né, o Michael, desse ano agora, né, 26, que muito convenientemente corta ali nos anos 80, né. Mas por que vocês cortaram? Porque a gente queria mostrar a ascensão do Astro, né. O que aconteceu depois é— esquece isso aí, né. Vamos focar aqui na venda do thriller e tal, né. Enfim, mas foi uma discussão que acabou voltando à tona, né, porque Não tem como, né? A biografia do Michael Jackson, apesar dele cortar num momento anterior, né?
Eu até falei antes da gente gravar, né, que eu não me sinto totalmente à vontade assim de emitir opiniões, que eu conheço muito pouco, né, sobre o caso, sobre as questões judiciais e tal. Não assisti muitos documentários sobre isso, né? Não tem como gravar um podcast falando disso. Mas já que o Thiago falou do filme, eu tinha pensado em começar já perguntando da relação com Michael Jackson, mas eu vou juntar uma coisa à questão.
Quero saber de vocês Primeiro, como que foi assistir o filme, né? A opinião de vocês sobre o filme. Depois a gente fala da opinião com o Michael Jackson. O que que vocês acharam da cinebiografia, já que a gente tem um produto novo?
Gente, eu vou ser bem sincera, eu não assisti o filme. Eu sei que todo mundo assistiu, mas eu perdi completamente ele do cartaz assim. Eu gosto de Michael Jackson, eu escuto bastante assim, né? Mas não foi algo que me chamou muita atenção. E eu lembro que a minha mãe até falou, não, a gente tem que ir, tem que ir. Eu falei, ó, tô atolada de trabalho, vai você. E ela também não foi. Então agora estamos esperando chegar em algum streaming ou alguma coisa assim, porque eu meio que perdi o timing.
Eu sei que tava em todos os lugares, mas sei lá se foi uma época meio conturbada de trabalho, coisa de casa, eu acabei perdendo. Eu não fui assistir, todo mundo foi, eu não fui. E eu vi que foi bem divisório, teve gente que amou, falou que é muito bom, enquanto a crítica especializada e os produtores de conteúdo que eu acompanho destroçaram. Então eu meio que tô indo, sabe assim, com aquela expectativa bem baixa quando eu for assistir. Acho que é capaz de eu nem odiar tanto, porque eu já tô indo meio que tipo ok.
Então você não viu as nádegas avantajadas do Jermaine numa tela gigante quando ele tá tocando lá Human Nature rebolando?
Não acredito que eu perdi isso! Agora eu tô triste, agora eu tô triste de não ter assistido.
Cara, o filme arrecadou 1 bilhão de dólares. Agora que eu fui olhar aqui, que coisa absurda, né? Acho que pouca gente conseguiria cravar isso, porque Michael Jackson é uma figura enorme, né? Um dos músicos mais conhecidos de todos os tempos. Mas por tudo que a gente falou no começo do episódio, não daria para cravar que seria tão bem-sucedido, né? Enfim, eu não fui ver no cinema, né? Daí como que eu assisti agora fica aí a imaginação do público.
É um filminho safado, cara. Acho o filme medíocre, assim, terrivelmente medíocre. Mas ele também não é tão ruim quanto algumas primeiras impressões sugeriam, assim. Eu acho que quando o filme estreou teve alguns clipes meio fora de contexto, muita gente já criticando antes de assistir. E aí, enfim, o que que o filme entrega? Muito pouco artisticamente como filme, né? A direção é do Antônio Fuqua, que até tem um começo de carreira muito bom, né?
Ele tem uns filmes muito legais. Ele é o responsável pelo Dia de Treinamento, por exemplo, né? Mas, cara, é um pau mandado, né? Vamos ser bem sinceros, é um diretor bem medíocre assim nos tempos pra frente, né? Então é um cara que você contrata que você não quer se incomodar muito. Não vai ser um cara que vai vir com uma visão artística e vai falar, não, vou fazer isso porque eu tenho uma visão aqui que eu vou fazer não sei o quê.
Então Se você comparar com o filme do Elvis, por exemplo, que eu nem sou o maior fã, tá, não acho um filme sensacional, mas o Baz Luhrmann tem uma visão artística bem diferente, né. O filme do Michael é tosquinho, mas cara, o Michael Jackson como artista é impressionante, então acaba funcionando meio que a revelia da produção do filme, né. Acho que funciona pela força das músicas, os clipes e tal. Fico meio, meio termo aí, não acho um filme horroroso, mas tá muito longe de ser tão bom também.
Eu concordo muito com o Thiago, assim, eu achei um filme meio medíocre, meio morno. Ele é divertido, né, tem os seus momentos legais. O Jermaine, não achei que ele tá tão bom assim. Ele tá, ó, claro, dançando igual o tio, né, esses momentos de clipe ele faz bem igualzinho. Mas daí, de novo, se for para ver uma reprodução do clipe fiel, eu entro no YouTube e vejo o clipe do próprio Michael Jackson, né. Não vejo muito sentido assim, sei lá, pagar ingresso para ver outra pessoa fazendo quadro a quadro tudo que o Michael Jackson fez, assim, é muito algumas críticas do próprio filme do Queen.
Nossa, mas eles fizeram o Live Aid igualzinho, tá? Mas se eu quiser ver o Live Aid, eu vou lá no YouTube e vejo o show com o Queen original. Sei lá, pra mim perde um pouco o sentido, né? Também, qual que é o grande problema? Mesma coisa do filme do Queen. Vamos fazer um filme da banda, bota os 3 da banda que estão vivos pra ser produtores. E daí o filme fica tipo: nossa, Fred, porque eu amo muito a minha mulher, eu jamais trairia ela, então eu não vou ir nessa festa com muitas drogas.
Então você vai lá, mas por favor, usar drogas é muito errado. E você fica, ah, gente, para com isso, pô!
Vocês querem ver uma cinebiografia que pelo menos é 100% honesta com a nojeira que são os membros da banda? Assistam o The Dirt, que é Confissões do Mötley Crüe. Tem na Netflix, tá? Porque daí a galera tá toda viva ali. Só que eles sabem que eles são podres, entendeu? Então tipo assim, aí, galera, a gente destruiu o hotel, a gente usou droga pra caralho. Ozzy Osbourne ficou traumatizado de fazer turnê com a gente.
E é isso.
Woz e Osborn.
Essa é massa, viu?
Pô, traumatizar o Woz e Osborn é muito forte, cara.
É como, sei lá, a do Elton John, assim. O Elton John mesmo falou, ah, cara, se é pra mostrar defeito, vai também. Só que daí pelo menos Rocketman dá uma... Ela é meio fantasiosa em alguns momentos. A do Elvis mesmo, né? Tem umas paradas meio loucas, assim. Vai lá e faz isso.
Acho que a do Elvis é um bom exemplo, porque é um filme chapa branca pra caralho também.
Claro, claro.
É um filme que passa pano pra tudo, assim. O Elvis é o cara mais foda do mundo. Meu Deus, o Elvis. Só que pelo menos como filme tem alguma coisa ali, entendeu? Eu não concordo com todas as escolhas, mas tem alguma coisa diferente, né? É um cara que tem um olhar próprio, né? O filme do Michael é escola Bohemian Rhapsody, cinebiografia mequetrefe, né? Não vale 2 centavos, mas acaba sendo legal porque o Michael Jackson é bom pra caralho. Ele é meio assim decente sem querer, de certa forma.
Só uma correção aqui, eu falei as nádegas avantajosas do Jermaine, tadinho, do Jermaine Jackson, né, que é o Jafar Jackson.
Foi mal, gente, é o filho dele, né?
Não estou falando da bunda do senhor idoso, me desculpem aí, com todo respeito às nádegas dos idosos, né? Mas ali realmente é o Jafar. Já deve ter alguém corrigido nos comentários aí. Eu peço desculpas, me retrato.
Vamos queimar o Braga porque ele errou o nome do cara. É assim, já estão pegando em armas, a galera já tá pegando em armas.
Eu confesso que eu percebi até, mas eu deixei ele, deixou ele se foder sozinho com os comentários. Deixa ele, uma hora ele percebe. Não vou também corrigir meu colega.
Depois de ver o Todo Mundo em Pânico 6, a piada com o Jermaine Jackson ficou na cabeça. E a culpa do Todo Mundo em Pânico não é minha, né? Me eximo do erro. Mas se a gente for falar de alguém que realmente merece palmas por esse filme, é o Comandomingo. Pô, ele pegou O espírito do pai do Michael Jackson ali, né, do Joe Jackson, ele tá maravilhoso nesse filme. Mas tudo bem, o Joe Jackson é o grande vilão de tudo, mas beleza, né.
Enfim, eu também não curti muito o filme 12:26, achei ele bem morno. E vai ter Michael 2, né, fiquei não satisfeito com— vai ter a segunda parte, vai ter Michael 2.
Como disse um comentário no Letterboxd, não vai ser Michael 2, vai ser só Jackson.
Aí eu ia respeitar. Aí eu ia falar, porra, aí sim, aí sim.
É que essa mania terrível que começou meio que lá com o Harry Potter, o último filme, que eles resolveram dividir em duas partes para prolongar os lucros. E daí agora todo filme faz isso assim, é meio que uma epidemia. Puta que pariu.
E outra coisa, você falou do Comando Domingo, ele tá castríssimo, mas é o que o roteiro pede mesmo, né? Mas é esse filme O pai só é o vilão porque ele já morreu, né? Porque aquele filme das irmãs Williams lá com o Will Smith era pra ele ser um pau no cu também, né? As mina com 5 anos, ele: não, não, que brincar o quê? Vai treinar agora, toma uma raquete em cada mão aqui, ó, pode ir lá bater na parede. O Michael Jackson, a mesma coisa, né?
A criança coitada querendo ser criança e o cara: não, não, vem aqui, ó, precisamos de você porque você é o arrimo de família aqui, né? Você vai ter que sustentar todo mundo aqui que você que é bom pra caralho.
Mas, né, vamos deixar o o filme de lado aí, a gente volta fazendo alguns comentários quando for preciso. Mas e a relação de vocês com Michael Jackson? Vocês eram fãs, são fãs, gostam, ouvem, já tentaram repetir o moonwalk quando criança?
Cara, eu acho muito difícil alguém que cresceu meio que na época que a gente cresceu que não conhece o Michael Jackson, né? Ele é meio que uma entidade num sentido assim, eu não sei vocês, mas eu não consigo lembrar quando eu conheci conheci o Michael Jackson, porque meio que ele sempre existiu na cultura pop, na música. Realmente é uma entidade na cultura pop, na música. É uma coisa inacreditável, sabe, quando a gente fala assim que, pô, não vai existir outro Michael Jackson.
É real, porque o cara era muito diferenciado assim. O que ele fez na época que ele fez é muito grandioso, né, enquanto artista. E eu não consigo lembrar quando eu conheci, mas tipo Cresci assistindo clipe, escutando música, vendo as participações em filme. Até, tipo, né, os memes, todas as polêmicas, né. Até quando começaram a ridicularizar ele. Teve uma época que ele virou uma figura meio que de galhofa, né, pros detratores. Então, pra mim, assim, sempre foi uma figura muito onipresente.
Mas eu gosto, assim. Não posso dizer que é meu artista favorito da vida. Porque também seria muito forçar a barra. Mas eu escuto bastante Michael Jackson, principalmente o Thriller, né, que é um álbum assim, putz, não tem uma música ruim. E quando você não sabe o que escutar, o bom do Michael Jackson é que você põe e simplesmente faz sentido em qualquer lugar. Seja pra fazer faxina, tá bom. Pra dirigir, tá bom. Tá andando com o cachorro, tá bom.
Vai fazer exercício, também tá bom. Então pra mim assim, é um daqueles álbuns meio constante assim. Não sei o que escutar, escuto Michael Jackson.
Cara, eu quando era criança, eu me cagava de medo do Michael Jackson. Não pelos motivos que todo mundo pensou agora. Não, de verdade, preparando para essa pauta, né, eu fui assistir o filme, vi umas outras coisas, clipe e tal. Eu reativei um trauma de infância porque acho que são duas coisas. Eu tinha o jogo do Moonwalker no Mega Drive e aquele jogo é bizarro, assim, adoro. Assisti uns vídeos no YouTube, vou até deixar aqui linkado aqui.
Destravou memórias, é muito massa assim. Tocava as músicas, aí tem uma cena que você joga o chapéu, é todo cheio dos efeitos Super legal. Acho que eu conheci Michael Jackson pelo jogo do Moonwalker. Só que eu peguei uma época ali, eu lembro que os julgamentos foram em 2005, né? Então ele voltou muito na mídia e teve aquele incidente lá do bebê na sacada lá, que foi 2002, né? Então bem quando eu tinha ali uns, vamos colocar entre uns 5 e uns 8 anos, ele aparecia direto na mídia.
E cara, eu lembro de toda hora jornal assim que eu assistia com os meus pais, tipo Jornal Nacional. Ah, Michael Jackson faz isso, faz aquilo. E cara, vamos colocar, enfim, Eu acho um tema até um pouco delicado, porque depois, quando ele faleceu, a autópsia comprovou que ele tinha vitíligo mesmo, né? E foi uma coisa que foi uma polêmica muito grande por vários anos, né? Por décadas, inclusive. Até acusações de pessoas afro-americanas de, pô, como que o maior artista negro, talvez o maior artista de todos os tempos, ponto, né?
Assim, entre aspas, virou branco. Mas ele já tava num ponto, era no começo dos anos 2000, de, cara, o rosto dele tava muito cagado, né? Uma coisa é o vitíligo, outra coisa é 30 plásticas no nariz. Queixo. Então se você pegar foto do Michael Jackson começo dos anos 2000, ele tava fantasmagórico mesmo assim. O cara não tinha cartilagem mais no nariz. Então eu tinha medo do Michael Jackson enquanto figura mesmo. O rosto dele me dava medo, entendeu?
Porque é uma coisa que para criança é meio chocante mesmo. Então enfim, eu tenho essa relação.
E como você disse, né, ele aparecia demais na mídia e sempre era retratado de uma maneira ou muito bizarra ou de uma maneira assim tirando sarro. Então ali nos anos 2000 você deixa de conhecer o Michael Jackson como artista e você conhece ele só por essas questões, né? O bebê pendurado na janela ou as pessoas falando da aparência dele. Então meio que muita gente conheceu ele por esse prisma. Também teve quando ele foi ridicularizado no Todo Mundo em Pânico, na série, né?
Naquele dia na franquia. Então, cara, é foda. Porque eu não peguei isso. Engraçado, né? Eu acho que eu tinha muito medo na TV, só em off. Eu tinha muito medo do Mr. M, sabe, cara? Cagava de medo do Mr. M. Mas eu acho que é meio que uma coisa parecida. Você não entende muito bem o contexto daquilo que você tá vendo, você é muito pequeno, é uma imagem chocante que fica passando muito na frente, né? É até meio nem só polêmico, mas é triste, né, pensar que muita gente conhece o Michael Jackson por esse prisma.
Sim, sim.
Pois é, eu sempre gostei muito assim do Michael Jackson, principalmente ali da fase Thriller, as músicas do Jackson 5 e tal, né? Mas também a relação que a gente tem sendo criança ali nos anos 90, começo dos anos 2000, era muito essa, né? Sempre ele visto por uma lente, né, do exotismo. Aí, ó, como ele é bizarro, ó, como não sei o quê. E claro, uma imagem que eu mais tenho guardada na minha cabeça é o incidente do bebê na sacada, que isso repercutiu Meu Deus, passava direto na TV.
Como o Chapo falou, ele tava sempre no noticiário e geralmente eram coisas muito negativas sendo ditas sobre ele.
Aí beleza, eu era criança, né? Então não vou dizer que eu sei todo o contexto, mas eu fui descobrir que o bebê era filho dele mesmo agora pesquisando, porque se fazia todo um negócio como se fosse quase uma criança sequestrada assim. Foi muito assim que foi tirado sarro também no Todo Mundo em Pânico, né? Acho que essa coisa do Michael Jackson, aí você junta essa imagem famosa com as acusações de pedofilia, fodeu, né? A grande A questão é que eu conheci e fiquei com medo consequentemente da caricatura do Michael Jackson muito antes do Michael Jackson.
E eu lembro, cara, eu criança falando com a minha madrinha que gostava muito do Michael Jackson, ela achava que eu tinha medo do Thriller, que eu tinha visto o clipe, ficado com medo. Não, eu tinha medo da porra do Michael Jackson mesmo, cara. Não era o Thriller, o Thriller é de boa assim. Então enfim, acho que foi uma coisa que demorou muito para eu— não, pô, eu tinha uma pessoa ali, enfim, além da caricatura cultura, além das polêmicas.
Enfim, depois que ele morreu também, né, ficou muito à tona isso, né, de volta da questão dos remédios e tal. Tinha uma pessoa ali que por uma série de razões, né, enfim, acabou tendo um final bem trágico, né.
Mas vamos para o ponto principal. Ah, vamos falar um pouco da vida do Michael Jackson. Cara, ele tá tão onipresente que tem tanto conteúdo sobre isso. Vamos focar na parte do horror aqui. Pois então, Michael Jackson, ele era um grande fã do cinema de horror, né? Tem várias entrevistas que ele deu, né? Tem uma entrevista lá em 99, né, para MTV, que ele fala muito sobre o clipe de Thriller, que ele queria fazer um curta, né, um filme pequeno ali que fosse inspirado naquele horror mais clássico de lobisomem, zumbis, com narrativa de transformação, né.
Ele comenta então que ele adorava esses filmes de monstro e que sobretudo aquele humor que o horror proporciona, né, de você tá meio assustado e rindo ao mesmo tempo, era o que ele queria traduzir para o videoclipe ali de Thriller, querendo trazer trazer para o público essa experiência meio lúdica de medo. Ele sempre falou muito dessa ideia de uma diversão que o horror podia trazer, inclusive sendo visto por família, né? Porque daí você equilibrava susto, coreografia, música pop, né?
Então tem várias coisas ali que dá para a gente tirar desse clipe e de outros, né? O próprio Ghosts, enfim, a gente já fala deles passo a passo. Então assim, o que que o Michael Jackson mais apreciava ali Os filmes B da década de 50, né? Então essa coisa de monstros tradicionais, o lobisomem, sobretudo a gente vê que ele gostava bastante. Mas tentando fazer aqui uma linha do tempo de participações dele com estética do horror, né?
Aqui não dá pra gente deixar de citar em primeiro lugar o maravilhoso Ben, o Rato Assassino, que é um filme de 1972. Ele é continuação de Willard, Ou A Vingança de Willard, ou ainda Calafrio, porque na hora de traduzir cada canal vai passar de um jeito, né? Pela primeira vez na televisão. E daí é o mesmo filme, só que tá com título diferente, né? Então, é, bem no Rato Assassino, o foco dele é num rato assassino chamado Ben, que ele lidera toda uma horda de ratos assassinos que tão provocando morte e destruição E aí o filme começa com a polícia perseguindo o rato.
E daí você já fica, cara, o que que tá rolando, né? Porque o filme não me preparou pra isso. Claro que ele não preparou, porque tem que assistir A Vingança de Willard barra Calafrio primeiro. Mas ninguém vai assistir, porque só importa Ben e o Rato Assassino. Por que que esse filme importa? Porque o Michael Jackson canta o tema principal. Sim, às vezes as pessoas não sabem dessa informação, mas aquela música Ben que o Michael Jackson Johnson canta enquanto criança ainda, né?
Não sei se dá pra botar um mini trecho sem a gente tomar ban, mas eu não sei quantos segundos dá. Mas sabe aquela música bonitinha? Ben, ai, não estou mais sozinho, né? Você pode contar comigo pra sempre, não sei o quê. O Ben da música é um rato, um rato assassino. Acho que essa informação é muito maravilhosa.
E a música não é só, né, do Michael Jackson, como ela foi indicada e ganhou um Globo de Ouro de melhor canção original, foi indicada ao Oscar e perdeu pra música do Destino de Poseidon.
Não acho justo.
Eu também acho que não, porque essa música é muito boa e esse filme só é lembrado por causa dela. Senão a gente teria esquecido completamente dele, né? A não ser assim, essa galera que curte filmes com animais, sei lá. Porque tem um remake, né, bem do começo dos anos 2000, que eu acho que é um remake do Willard, né? Que é com aquele cara que faz as panteras, o esquisitão que gosta de ficar arrancando o cabelo nas panteras.
Ele mesmo, ele mesmo é o Crispin Glover.
Isso aí, procurei aqui.
Ué, ele é o cara do De Volta para o Futuro também, né?
Mas é que eu olho para ele, eu fico já pensando, caralho, vai arrancar meus cabelos aqui para dar umas cheiradas. Mas ele fica tendo uma coisa com a personagem da Drew Barrymore, né, nas Panteras. Enfim, voltando ao Rato Assassino, coitado, cara.
Mas esse filme é muito divertido, ele é tão legal assim. A música é maravilhosa. E aí é muito muito estranho, porque ele tá cantando a música com aquela voz, cara, ele era criança ainda, né? Então com aquela voz mais adolescente ali, né? Ele nasceu em 58, 72, tinha 14 anos, né? 13, 14 anos, bem moleque ainda. E aí você tem tudo um horror com ratos, mas daí é centrado no menininho lá, que é muito triste porque o menino é totalmente descuido na escola e tal, ele sofre bullying.
E daí o único amigo que ele consegue é um rato. Só que o rato tá sendo perseguido pela polícia porque à noite o rato sai lá para matar pessoas. Então, tô dando risada, né? Mas é muito triste, cara. E daí o Michael Jackson tá lá cantando com aquela vozinha suave. E aí você fica tipo, meu Deus, o filme que, sei lá, é para me fazer assustar, mas ele tá me fazendo chorar. Eu tô com dó do menino. Eu quero que o rato assassino sobreviva porque esse menino precisa de um amigo. Cara, que filme triste! Ele é muito triste.
A primeira vez que eu ouvi falar desse filme foi por causa do Braga, Inclusive, há muito tempo atrás, assim, uma galáxia muito distante, quando a gente tava na faculdade, o Braga falou desse filme. Se eu não me engano, ele conseguiu o filme por meios alternativos para mim. E eu lembro que a coisa que ele me falou foi: a música é do Michael Jackson, tá? Tipo, gente, isso faz mais de 10 anos. Então, ó, o Braga, ele não tá seguindo o fluxo por causa do filme, ele realmente é um fã do Michael Jackson e do Rato Ben.
Pra quem acha que o Braga tá fazendo personagem, ele sempre foi assim, ele só não tinha o microfone antes. A gente ficava: tá bom, Braga, tá bom, tá bom, tá bom, beleza então, tranquilo.
Mas é isso, o Ben, o Rato Assassino, né, inclusive a música traz muito essa ligação, né, uma canção afetiva, o horror que traz muito essa ligação do Michael com o gênero. O horror nunca é só um puro choque, susto, mas tá mediado por afeto, empatia, um pouquinho de humor, né, drama, mas sobretudo, né, uma empatia com essas figuras monstruosas e marginalizadas, né, que eu acho que é o que vai ficar mais significativo depois.
E até esse interesse em filmes mais B, né, essa coisa assim que você comentou bastante, né, sobre a concepção do vídeo do thriller, né. E a gente vê ali aquela coisa meio da matinê, da sessão dupla, né, de você pegar o datezinho e levar no cinema, né. Ele pega muito essa vibe anos 50, 60, e também desse esses filmes, né, que sei lá, ninguém prestava muita atenção, ou que são meio duvidosos, né. Tipo, gente, são ratos assassinos, você não pode esperar assim uma mega produção, mas que tem o seu valor.
Eu acho que você vê aqui já esse interesse dele de talvez fazer essa produção artística que dialoga não só com a música, mas que dialoga com várias formas de horror, sabe.
Mas vamos passar para o próximo ponto, porque em 1978, aí ele já tinha crescido bem, já tinha dado um estirão, já tava alto, que é o The Wiz, que é conhecido como O Mágico Inesquecível, que é uma adaptação afro-americana, né, tipo O Mágico de Oz Negro, né. Tá nesse momento de blaxploitation que você tem o Blácula, o Blackenstein, né? Então você traz essas figuras e daí, por que não fazer O Mágico de Oz Negro, que é estrelado pela Diana Ross, né?
O filme produzido pela Motown. Então assim, o que que mais podemos falar? Tem a Diana Ross, Michael Jackson, produzido pela Motown. O que mais precisa nesse filme.
Não, isso é um detalhe, o roteiro é do Joel Schumacher, tá? Saudoso Joel Schumacher, o rei da bagaceira, o rei do brega, mas é bom. Defenderemos para sempre o rei injustiçado que nos entregou Os Garotos Perdidos, O Fantasma da Ópera, Batman e Robin. Gente, ele deu o Batman Milos para gente, ele tem que ser lembrado para sempre com muito carinho.
É isso aí, eu já não concordo, só para deixar registrado. Mostrado. Até o Fantasma da Ópera a gente tava em sintonia. O Batman menos é demais para mim.
Ele tem um Batman cartão, ninguém pode falar mal do Batman cartão.
Cartão Black, né?
Aliás, é claro, né? Você acha que o Batman é pobre que nem nós? Claro que não, ele é herdeiro safado.
Caralho, foi dirigido pelo Sidney Lumet!
Sim, sim, pelo Sidney Lumet!
Eu não sabia disso, cara.
Cara, esse filme é um absurdo, assim, é um filme Porra, ele reúne tantos nomes famosos que é um absurdo ele ter sido um fracasso, né?
Assim, tipo, cara, que loucura!
Ele parece mentira, parece aqueles filmes que inventaram, assim, parece mentira.
É um surto coletivo, né? Não existe essa porra não, esquece aí, cara.
É bem isso. Você vai falar assim, bom, filme com a Diana Ross, Michael Jackson, dirigido pelo Sidney Lumet. Ah, cala a boca, isso não aconteceu. Eu vou falar algumas informações aqui do filme, mas eu vou ter que confessar que eu não consegui assistir, que as últimas 3 semanas eu vivi a minha própria história de horror numa casa mal-assombrada. Quem sabe em algum momento a gente conta aí no Em Volta à Fogueira. Eu não consegui ter tempo para isso, né, mas eu sei que ele é uma versão mais sombria do Mágico de Oz situada em Nova York.
Claro, uma Nova York meio fantástica ali. O Michael Jackson, no caso, ele faz justamente o Espantalho, né. Então é esse personagem ali que é meio cômico, meio inquietante, claro, né, porque também espantalho é sempre meio bizarro. Mas eu sei que Mas é um momento em que ele também fica mais conhecido de uma maneira mais individual, né? Tipo, pô, ele também é um performer para além do Jackson 5, para além de seus irmãos. Ele também é um cara muito diferente, independente, né?
O que já mostra ali também um desejo que ele tinha de atuar, né, em alguns projetos em separado. Acho que isso o filme mostra muito bem. Porque, claro, daí no ano seguinte ele já lança o Off the Wall, primeiro projeto dele independente. E daí depois o Thriller o consolida enquanto um rei do pop, né? Então o The Weeknd tem essa marca de vir antes do Off the Wall e já marcar ele como tipo, esse aqui é o Michael Jackson. Tem vários Jacksons assim, mas esse aqui é o Michael.
Não sei se vocês viram o The Weeknd, cara, não consegui ver. Mas vamos agora pro grande, é o principal, é o curta de horror barra videoclipe que mudou a história da música por completo assim. Thriller, né? Isso aqui é, é de novo, é aquelas coisas que os astros se alinham e fazem uma produção perfeita. O Thriller é então essa curta-metragem do Michael Jackson que foi dirigido pelo John Landis e maquiagem de Rick Baker. Então você fica, cara, e para quem não se tocou, né, o John Landis e Rick Baker, né, era a dupla responsável pelo Lobisomem Americano em Londres, né. Então você já fica, caraca, e ele traz para fazer aqui o thriller, né.
Cara, só um comentário bem aleatório assim, porque o thriller é de 83, né, é o mesmo ano que teve aquele trágico acidente no set do filme do Além da Imaginação, né, bem no segmento do John Landis. Eles são no mesmo ano. Então, para quem não conhece, tem um filme, né, do Twilight Zone, que eu acho que é No Limite da Realidade aqui no Brasil, e ele foi produzido pelo Spielberg. E ele era baseado na série, né, do Rod Serling, e cada segmento era dirigido por um cineasta bem famoso, né.
E no segmento do John Landis teve um acidente de um helicóptero. O helicóptero caiu e matou o ator Vic Morrow e dois atores mirins. E daí rolou uma treta gigantesca, porque teve todas essas questões de trabalho infantil. As crianças não tinham que estar no set, segurança, etc., etc. E até hoje ele é muito criticado por isso, assim. Meio que manchou a carreira do John Landis, assim, de uma maneira muito grande. E eu nunca tinha me tocado que é no mesmo ano do thriller, assim.
Tipo, pô, é um projeto enorme e do lado essa treta, assim. Que eu vejo gente xingando ele na internet até hoje por causa disso.
Sabe? A carreira dele acabou ali, né? Assim, até tem um projeto ou outro, mas muito reduzido, né? Era um cara que tava no auge assim. E com certeza o Michael Jackson assistiu Lobisomem Americano em Londres, que é de 81, e falou, pô, é esse cara total, eu tenho que contratar esse cara.
E ele ainda dirigiu Black or White, né, o outro clipe do Michael Jackson. Então eles trabalharam de novo junto. Mas, cara, você olha Thriller, ele poderia muito ser um primo do Lobisomem Americano em Londres, assim, tipo, você vê assim que eles são muito próximos.
O trailer ali, ele é um meio curta-metragem, meio metacinematográfico, não sei como é que a gente pode classificar, porque ele começa como se estivesse nos anos 50, né? Tá lá o Michael Jackson com aquela jaquetinha college, né, de jogador de futebol americano. O carro para, dele tipo, ai, acabou a gasolina. Da menina Cai, o que a gente vai fazer agora? Não, pera aí, antes de tudo vamos começar pelo começo, né, que eu acho que esqueci a parte principal, que começa com um aviso, um disclaimer, porque na época, né, que o Michael tava lá envolvido com os Testemunhos de Jeová, daí começa com um disclaimer que, ah, o que aparecer nesse videoclipe aqui não reflete as minhas crenças, né, não significa que eu tenho qualquer crença no oculto. Que isso, cara, você precisa começar o teu vídeo com um aviso.
É porque ele queria destruir as cópias do trailer, né? Porque como ele tava envolvido, né, com a religião, eles falaram assim que, cara, se você divulgar esse vídeo, é tipo meio que uma demonolatria, né? Você tá louvando o capeta. E ele ligou para o advogado e pediu para o advogado falar, ó, destrói todos os negativos. E a galera da produção falou não, e eles seguraram, guardaram as cópias e vamos, vamos dar um jeito. E daí meio que as coisas foram com esse disclaimer. Mas olha Quase que não tivemos thriller, já pensou?
Mas então, isso daí, ele para lá o carro, que falou que acabou a gasolina da menina. Ai, o que que a gente vai fazer então? E daí eles estão andando a pé, que eu acho que já é um corte muito engraçado assim, né? Aí, o que vamos fazer agora? Ele dá uma olhada nela assim, né? Você fica aí, ele vai, sei lá, pedir para beijar ela, alguma coisa assim. Não, daí eles vão andando, daí ele vai, se declara, né? Fala que eu gosto muito dela, dá um anel e diz que tem um segredo para contar.
Ah, porque eu não sou como os outros garotos, ela Ela fica, ah, eu sei disso, é por isso que eu te amo, Dili. Não, não, você não tá entendendo. Eis que a lua cheia aparece. E aí a gente tem uma cena de transformação. Aquilo ali é muito bom, é melhor que muito filme. Ah, tem muito filme que não tem essa transformação até hoje, até hoje. E ele se transforma no lobisomem extremamente estiloso, vai atrás da menina, e na hora que vai pegar, corta, e a gente descobre que o Michael e seu date estão no cinema.
Aí a menina não quer mais ver, né, tô com medo, sai. Ele fica meio naquela, ah, eu vou continuar vendo o filme que eu tô comendo a minha pipoquinha. Que nunca ninguém comeu pipoca de um jeito tão estiloso quanto Michael Jackson nesse clipe.
É um meme até hoje, né?
Até hoje é um meme maravilhoso. E daí ele sai atrás dela e começa a cantar, a dançar. Mas aí eles vão passar perto de um cemitério Por que não, né? Acabamos de ver um filme de horror e os mortos começam a levantar. Aí começa a voz mais bonita de toda a história do cinema, que é a voz do grande mestre Vincent Price. E ele narra lá uma parte, né, o que ele fala, que no final, nos créditos, diz que é uma parte chamada rap, né? O rap, Vincent Price virando rapper.
Nunca imaginaríamos o Vicente Price mandando um rap, mas basicamente ele tem uma narração ali que ele diz algo como: a escuridão cai sobre a terra, a meia-noite está se aproximando, criaturas rastejam em busca de sangue para aterrorizar o seu bairro. Claro que em inglês fica mais legal porque enfim vai rimando, né? É uma coisa muito legal. E enquanto ele tá falando isso os zumbis vão levantando, né, eles vão saindo. Isso é maravilhoso, essa parte assim é incrível.
A vozona do Vincent Price, os zumbis levantando, isso é uma obra de arte, é uma obra de arte. O clipe ele estreou em 2 de dezembro, né, e já ouvi várias histórias, né, dele estreando no Brasil, que estreou acho que no Fantástico, não passava o clipe inteiro porque enfim ele tem ali seus 13, 14 minutos, então passava em partes. O Fantástico passou em 3 ou 4 partes assim, tipo, ah, próximo bloco vocês vão ver a continuação, não sei o quê, aquela coisa bem—
O Fantástico tinha essas piras, né? Porque eu lembro de novo outra memória de infância, eu lembro de ver um clipe da Britney Spears, acho que era, todo um— não lembro que música que era, não lembro que clipe que era também, mas eu lembro que eles passavam os clipes assim, tipo, ó, essa novidade aqui nos Estados Unidos.
A minha mãe ela comenta bastante que o Fantástico era o lugar onde eles assistiam os clipes internacionais assim pela primeira vez. Porque é isso que eu até comentava, hoje a gente tá tão acostumado com internet, tão acostumado com YouTube, que a gente não tem noção da dimensão do thriller numa época que não existia internet. Então assim, as pessoas assistiram em casa, na TV, na TV aberta. É uma recepção muito diferente. Eu não tô dizendo que é melhor ou pior do que hoje, não tô entrando nesse quesito.
Eu tô dizendo assim, é muito diferente a forma como como o clipe circulou, como ele foi apresentado para as pessoas, a forma como as pessoas até consumiam a música, o vídeo, tudo isso, né? E cara, é muito bizarro assim você pensar na magnitude do que foi Thriller numa época, de novo, pré-internet.
Aí os zumbis vão se aproximando, eis que o próprio Michael Jackson vira zumbi e começa a dançar e faz, né, talvez uma das coreografias mais icônicas que a gente tem em toda a história. Porque quem nunca dançou isso numa festa de 15 anos? Não sei se essas 15 anos hoje em dia toca um thriller, mas pô, quem que nunca dançou isso? Quem que nunca tentou fazer aquele passinho, né, que você fica com as mãos para o lado, indo de um lado para o outro e andando?
É maravilhoso assim, né? Ele conseguiu fazer algo que perdurou gerações e gerações, né? É um clipe maravilhoso.
Eu vi um comentário de que era como se fosse um baile dos mortos, e faz muito sentido, porque, cara, é aquele horror que você não consegue nem se desviar os olhos, porque a coreografia ela é maravilhosa. Tudo nesse clipe é maravilhoso: ambientação, a música, obviamente, mas a coreografia, maquiagem, tudo, tudo, tudo funciona de uma maneira— sabe quando os astros se alinham para que algo dê muito certo? Thriller é isso, assim.
Vários clipes dele, músicas, tem essa coisa da dança solucionando conflitos. Enfim, todo mundo é contagiado pela dança. Depois tem o Beat It, né, que daí tem os cara da gangue rival dançando. O Moonwalker inteiro é isso, né, a galera parando para dançar porque tá contagiado pela batida ali. Aí ele tinha essas piruetas. É que, cara, o Michael Jackson é um dos maiores artistas de todos os tempos, mas ele também era super megalomaníaco, né?
Essa coisa de, não, vou resolver, a paz mundial vai ser trazida por música de Michael Jackson, né?
Tipo aquele vídeo assim dele baixando a arma, né?
Não, aquilo é demais, cara, é demais. Demais. Ele tinha essa, esses delírios de grandeza também, né? Não que ele não fosse gigante, então acho que também tem essa questão. Mas é legal essa junção ali de várias coisas. É até uma referência meio à Noite dos Mortos-Vivos no final, né, com a casa e tal. É muito legal mesmo.
Eu vi uma análise desse clipe, né? Porque assim, o Twitter, ele é um marco tão importante na história da música, porque claro, já tinha tido o vídeo de Billie Jean no começo de 83, que daí a MTV tinha uma política, né, que eles falam— não, não era uma política oficial, né, mas basicamente era: não mostra videoclipe de artista negro, não pode ter negros na MTV. Era basicamente isso. Que daí os cara vão dizer: não, não era bem assim, é porque havia um estudo que fizeram que a juventude branca não gostava de ver pessoas negras na TV, que eles se assustavam.
Vão desligar, cara. Eles têm 500 mil migués para justificar isso. A gente sabe o que que era na Benda Real, né? A gente sabe que era racismo. Inclusive é uma cena do filme, né? O Michael Jackson vai falar: não, vocês vão tocar meu filme, eu tiro todas as minhas músicas, vou não sei o quê, vou pedir para os outros artistas tirarem os videoclipes da MTV e tal. Ele dá uma jogada de cartas lá e começam a passar Thriller. Mas não é só começar a passar Thriller.
O que que aconteceu depois da estreia em dezembro 83, a MTV considerou esse vídeo para entrar naquela heavy rotation, né? Ou seja, que ele vai tocar o videoclipe várias vezes ao dia. Então eles tocavam Thriller 4 vezes ao dia. Porém, muitos e muitos pedidos de repetição do clipe levaram MTV a tocar 2 vezes o clipe por hora. Só que assim, 2 vezes por hora, o clipe tem 14 minutos.
Isso que eu ia falar, meia hora.
Então assim, basicamente metade da programação diária da MTV era thriller. Para ver a insanidade disso, de ver o quão estourou e mostrou para MTV que a fundamentação racista deles ali tava errada. Olha só, o racismo está errado. Caramba, quem diria? Então, que realmente não tinha sentido não colocar artista negro na TV, era racismo puro. E aí eu vi uma análise, depois posso até deixar aqui na descrição, sobre Por que que a juventude branca ficou tão aficionada por trailer, né?
Porque se a juventude branca tá consumindo MTV, por que que a galera tá tão aficionada? Então isso tô falando justamente da questão da sexualidade de homens negros, porque geralmente eles eram apresentados na mídia enquanto predadores sexuais, né, ou muito sexuais e tal.
Essa construção é tão antiga quanto a mídia em si, né? Porque se a gente apontar lá para o nascimento de uma nação, essa é a narrativa artificial, né? E é um filme lá de 1914 que basicamente funda o cinema estadunidense de blockbuster, né? Blockbuster é um termo anacrônico, mas enfim, né, de um grande espetáculo cinematográfico que foi exibido em tudo quanto é lugar, inclusive na Casa Branca, né, senhor Woodrow Wilson, né, grandíssimo filho da puta.
E o Thriller, o Michael Jackson como um todo, ele oferecia uma imagem muito dúbia, porque, por exemplo, o Thriller, ele começa super inocentezinho, Ah, e o carro parou. Em vez dele ir beijar a menina, não, vamos andando. Então ele oferece aquela coisa. Não, ele é um homem negro, mas ele é um homem negro muito inocente. Só que daí, de repente, ele vira um lobisomem e corre atrás da menina. Corta, agora ele tá no cinema dançando.
Ele volta a ser o homem negro inocente, cantando, né, com uma vozinha mais suave e tal. De repente ele vira zumbi e tá de novo atrás da menina. Depois ele volta. Então você fica nessa transformação direta e cria essa imagem meio de uma sexualidade dúbia que o Michael alimentou a vida inteira, né? Ele teve um monte de namorada e tal, mas também tinha um monte de boato sobre, na verdade ele era gay, na verdade ele não sei o quê, 500 mil coisas que se falavam sobre ele, né?
Então ele conseguiu muito quebrar essa visão de tipo, não, o homem negro predador sexual, não. Ele trouxe essa visão mais dúbia, né? Então também pode ser uma das explicações do porquê tanta fixação em Thriller, né? Porque ele quebrou muito essa barreira de como a mídia via um homem negro desde, como já falou, desde tipo começo do século 20, desde a fundação da mídia, desde que a mídia é mídia. Então ele traz essa outra visão.
E ele acaba sendo uma figura muito importante também porque, claro que existia artistas negros assim de perfis gigantes antes, né? Mas nada tão amplo quanto o Michael Jackson, né? O Thriller, não sei se ainda, porque daí muda a métrica, né, mas assim, sempre foi tido como o álbum mais vendido da história. Claro que você tinha nomes gigantes no rock, por exemplo, Jimi Hendrix, né, assim, jazz, blues são gêneros de influência gigante afro-americana, mas o Michael Jackson é um cara assim acima de qualquer distinção, barreira de gênero musical. Ele é só o Michael Jackson, assim, né, é uma escala diferente.
Ah, ele canta pop. Não, ele é o Michael Jackson, ponto. Você não precisa redirecionar a pessoa sobre o que ele faz ou o que ele já fez, que álbum, que estilo de música. Não, basta o nome e você sabe exatamente quem é.
E o legal do thriller é que mexe com muito desses códigos clássicos do horror, né? Tem transformação corporal, tem a questão do cemitério, dos mortos-vivos, da perseguição a uma jovem aterrorizada, né? Então, pô, ele realmente traz muita coisa aí. Mas eu vou passar mais para o final dos anos 80, porque a gente tem um filme experimental, uma piração, Moonwalker, de 1988, que assim, metade do filme é o Michael Jackson mostrando, olha como eu sou foda. O começo é só tipo, olha como eu sou foda.
E a outra metade também, né?
A outra metade também. E depois começa uma história dele tendo que salvar umas crianças, ele já tá respondendo algumas acusações da mídia e ele tá mostrando os clipes do álbum Bad, né? Porque o filme foi feito para lançar o Bad, né? Então o clipe do Smooth Criminal foi lançado nesse filme. Só que é uma operação completa, é muito louco. Porque enfim, começar do começo, o começo é: olha ele no Jackson 5, Michael Jackson é incrível.
Mostra várias coisas de jornal assim, uns clipes dele cantando, não sei. E você fica, cara, que que tá rolando? Que horas que começa o filme?
E tem uma pira assim como se fossem uns alienígenas vendo Michael Jackson. É tipo, ele rompe a barreira do espaço-tempo.
Disco dourado, caralho, que chega nos alienígenas é o Michael Jackson, o robozinho imitando ele dançando, cara.
O Braga falou que começa, né, tipo, com ele no Jackson 5, mas começa com o Man in the Mirror, né, tipo uma apresentação daí tipo uma montagem com várias crianças, tipo, cara, eu acho essa música muito boa, mas fica assim, caralho, que diabos eu tô assistindo? E daí vai ficando cada vez mais bizarro, tipo, você fala, mano, é festa, sabe festa estranha com gente esquisita? É esse filme, cara.
E o negócio vai ficando louco. Daí a gente descobre que tem umas crianças que são amigas dele, que daí de novo, né, essa relação um pouco estranha que ele tinha com as crianças, né, que foi o que levou a várias acusações depois, porque enfim, ele tinha essa coisa de ser muito amigo das crianças, de proteger as crianças.
Eu acho que também tem muito uma questão de que ele teve a infância dele roubada. Esse é um ponto, a gente fala assim, o pai dele fez ali, né, o grupo musical. Então dele, acho que ele nunca soube o que é ser criança, no sentido assim do que é você só poder brincar. Não que isso justifique, não entrando nisso assim, mas tipo, ele sempre teve esse lado infantil dele muito aflorado porque ele nunca pôde ser criança assim. É muito triste porque daí você vê essas coisas assim, você olha e você vê comportamentos infantis em um adulto, né?
Outra coisa que aparecia muito na mídia nos anos 2000 era o rancho dele, né, o Neverland. Claramente uma coisa ali de alguém que não teve uma infância tentando reconstituir algo perdido ali na vida adulta já, né?
E aí a gente descobre lá pelo meio do filme, né? Porque depois que o Michael Jackson para de mostrar o quanto ele é foda, daí o filme começa. Mas ele começa lá na metade.
Posso só fazer um comentário? Eu não sei se isso é antes ou depois, mas quando ele se transforma tipo no Stallone—
Não, tem umas piras. E claramente ele gostava de experimentar com tecnologia, né? Daí tem o Michael Jackson virando um, sei lá se é um Quasar, não lembro. Eu vi acho que ontem essa porra, mas não lembro. Mas tem umas cenas bizarras dele virando outras coisas.
Porque assim, quando o filme começa, eles estão gravando lá um videoclipe, né? E aí as pessoas do mundo, elas são feitas de massinha, né? Tipo stop motion. Só que as pessoas são bizarras, porque todo mundo meio cabeçudo, meio estranho. Mas o Michael Jackson é normal. E daí ele tá lá porque vem o clipe de Bad, que é feito com crianças. Daí ele sai do estúdio, mas daí já é o Michael Jackson adulto, né? Ele tá dançando criança. Daí passa uma névoa, uma fumaça, ele sai.
Daí vem os paparazzi e tal. E daí vem esse carrinho com pessoas bizarras perseguindo ele. Daí o que ele faz? Ele bota uma máscara de coelho, ele vira um coelho de massinha e sai andando. E a galera sai atrás. E daí ele vai causando vários acidentes rodoviários. Pra no final, o coelho virar outra coisa. E ele toma uma multa da polícia. E daí o coelho vira uma montanha. E você fica: O que que tá acontecendo? Que bizarro! Daí ele tá amigo de umas crianças.
De repente tá lá o Joe Pesci, porque ele é o grande vilão do filme. Você fica, como que ele conseguiu o Joe Pesci para participar disso, cara?
Ah, cara, algum esquema aí, um boleto, alguma coisa, é uma chantagem.
Mas é porque o Joe Pesci tem uma carreira bizarra mesmo, né? Primeiro que ele tem poucos créditos, assim, para um cara que tem o tamanho do Joe Pesci, ele tem tipo 40 créditos de atuação. Aí você vai ver, cara, é muito um no cravo e na ferradura, né? Vou fazer o Touro Indomável, Aí beleza, daí ele faz o Moonwalker e mais umas coisas bizarras, Era Uma Vez na América. Aí claro, tem Os Bons Companheiros de 90, que é depois de Moonwalker.
Você vê que o Scorsese gostava tanto dele que falou, não, cara, eu vou te dar uma segunda chance, mas vê se para de fazer merda. Mas ele não parou, né? Porque daí ele fez o Esqueceram de Mim.
Ah, mas pô, Esqueceram de Mim é um clássico. Não, não, eu não tô dizendo que o filme é ruim, mas você não imagina que o cara que faz Os Bons Companheiros vai se prestar um papel de ridículo, né? Esqueceram de mim. Eu acho que é isso que a gente gosta dele, porque ele não tem medo dessas pataquadas, sabe? Acho que é a personalidade dele. Se ele gosta de um projeto, ele vai lá e faz, simplesmente. Foda-se.
E foi um cara que começou a carreira meio tarde também, né? Assim, não que ele tenha começado de propósito, ele conseguiu papéis já nos seus 30, 40 anos, né? Então ele já, ah, foda-se, né? Faço, faço, faço, não tem problema não.
Mas, cara, é só ver, sei lá, o clipe de Liberian Girl. Que o Michael Jackson consegue, a Beverly Johnson, Sherman Ramsey, a Brigitte Nielsen, a Paula Abdul, o Carl Weathers, a Whoopi Goldberg, o Quincy Jones, a Jackie Collins, a Rosanna Arquette, Billy Dee Williams, Olivia Newton-John, John Travolta, Corey Feldman, Steven Steven Spielberg, Blair Underwood, o Weird Al Yankovic, a Susan Summers, o Lou Ferrigno, que era o Hulk, né, a Virginia Madsen, o David Copperfield, Richard Dreyfuss, a Emily Dreyfuss, o Danny Glover, cara, o Dan Aykroyd.
Aparece todo mundo nesse clipe e é tipo, eles só estão lá. E daí no final Michael Jackson aparece, dá um oi assim, fala, e aí, galera? Você fica, cara, que que é isso?
Claramente a galera queria só conhecer ele, trocar uma ideia e tá, eu faço aí o que você quiser, foda-se.
A galera só queria isso, assim. É um clipe da galera indo gravar um clipe e o Michael Jackson nunca aparece. E daí no final é ele que tá filmando tudo e ele falando, era isso aí, galera, é isso que eu queria. E daí você fica, pô. Mas enfim, voltando pro Moonwalker. Daí aparece o Joe Pesci, daí tá, o Michael vai lá e descobre que a gangue do Joe Pesci quer botar droga na escola, né? Tipo, ele quer criança usando droga.
Querem criança parando de orar pra Deus. É isso, grande vilania, as crianças parar de rezar. E droga, eu quero pontos de venda de droga em todas as escolas dos Estados Unidos.
Aí o Michael Jackson tá saindo de casa, ele mora numa ruinha normal, as crianças vão ver ele, chega uns capangas de Opeche, começa a metralhar Michael Jackson. Ficou tudo, meu Deus, o que que tá acontecendo?
E é a mesma cena repetida, é a mesma cena, ele consegue escapar.
Daí, ah, Michael Jackson tá vivo. Aí ele vira um carro. Você fica, o que que tá acontecendo, velho? Ele virou um carro.
Uma estrela cadente passa, aí ele faz um pedido, entendeu? Você pulou a parte mais importante, cara. Tem uma coisa, você que não tá sabendo narrar, passa uma estrela cadente, todo mundo sabe que passou uma estrela cadente, você tem um pedido.
Ele vira um carro e aí no final ele vira uma nave espacial. É uma doideira, é uma doideira isso aí, pô. Não dá para entender nada, mas Eles fizeram um joguinho do filme, né?
Esse filme, ele só podia ter sido feito nos anos 80, sabe? Assim, aquela coisa que tá presa ali, um espaço-tempo muito específico. Ele jamais teria sido feito em outra época. E eu digo isso porque a quantidade de droga e de psicodelia que você precisa para fazer esse filme é só nos anos 80, assim, junto com aquela breguiça típica dos anos 80, entendeu? Porque não é aquela coisa assim psicodélica estilosa dos anos 70, é o brega dos anos 80 que a gente gosta, a gente se diverte falando, mas é o brega dos anos 80.
Pra ser melhor, só se tivesse sido dirigido pelo Joe Schumacher. Daí você fala assim, opa, agora sim.
Pô, e o jogo era mó legal, cara. Assim, claro, é um joguinho de plataforma, né? 2D, tinha limitação do Mega Drive. Mas ele tinha várias músicas do Michael Jackson. Então tinha Thriller, tinha Billie Jean, tinha Bad. Então meio que você ia passando por fases que eram inspiradas no filme, né? Então tinha o bar, tinha uma hora que você chegava no cemitério, tinha uma hora que era no estacionamento. E aí você era o Michael Jackson, você dava porrada em capanga.
E dava o gritinho. E você tinha uma hora que o poder especial era jogar o chapéu e matar os cara, entendeu? Era isso. E era claro que a movimentação capturada do Michael Jackson, né? O Mortal Kombat era muito feito assim, né? Era meio que um motion capture das antigas, né? E aí colocava lá no gráfico sensacional do Mega Drive. Enfim, era uma das fitas que eu mais jogava, cara. Eu não lembro se eu cheguei a zerar, mas acho que sim, porque o jogo era curto também.
Tem vídeo no YouTube assim do jogo inteiro em tipo 40, 50 minutos, assim, era bem de boa. Mas era legal. E o pôster é muito massa, né? Eu lembro do pôster até hoje porque tem o arco-íris ali, é bem igual do jogo, né? É um design muito massa mesmo.
É muito doido, cara. Fiquei tão empolgado em falar do filme de 88 que eu acabei pulando um clipezinho de 86, que é o Captain EO. Na verdade é um curta, né, que foi feito por um parque temático da Disney, né? É um curta 3D, né, que era exibido numa atração lá da Disney. Só que assim, Ah, beleza, o Michael Jackson fez uma coisinha pra Disney. Sim, mas foi dirigido pelo Francis Ford Coppola e produzido pelo George Lucas. Eu tenho Michael Jackson e Angelica Huston estrelando, é tipo basiquinho assim, parodia básica.
E é muito cafona, porque parece Michael Jackson versão Xuxa assim, né? Porque ele tá numa nave, ele canta uma música super pra criança, tipo, nós vamos salvar o mundo, o mundo vai ser um lugar mais feliz. E daí ele solta o poderzinho com a mão, né, que é uma coisa que ele adorava também, vários clipes ele solta poderzinho com a mão. Pum pum pum, e daí ele vai transformando todos os robôs bizarros em uns dançarinos bonitões e meio sem camisa que começa a dançar junto.
E no final tem a Angélica Huston, que é uma grande aranha do mal, e daí ela vai virar Angélica Huston. Assim, é um negócio muito doido esse Captain EO. É de novo mais inspirações de Michael Jackson.
Ah, então só um detalhe, ele é uma atração dentro de um pavilhão, entendeu? Tipo, porque o Epcot ele tinha essa essas coisas, né? Então ele foi um dos primeiros filmes 4D dos parques da Disney. Então a galera tipo tinha essa parada do óculos, né, que você punha junto com efeito tipo de laser, fumaça, sabe, para galera entrar nessa pira. Posso só fazer um comentário bem aleatório, não tem nada a ver com Michael Jackson, né? Mas a última vez que eu fui no Epcot foi em 2019, né?
Eu fui com o Matheus e, cara, eu achei que eu ia ser carregada para fora daquele parque assim, gente, de verdade. Eu achei que eu ia de arrasto para cima porque ele é um parque de coisas tecnológicas, né? E eles têm tipo uma missão NASA, que é tipo pra você ir lá e ver como que é você ir pra Marte, né? Dentro de uma... sei lá, uma coisa de simulação, né? Eu acho que é tipo uma força centrífuga, sabe? Que ele fica girando. E daí ele tem dois caminhos, um que é tipo assim, o verde e o vermelho.
E eu e o Matheus assim, não, a gente é foda, vamos no vermelho. E daí eu já comecei a ficar com medo quando a gente tava no vermelho, porque daí começava a aparecer um monte de sinal. Se você está grávida, não vá. Se você tem problemas cardíacos, não vá. Daí eles começavam a entregar tipo plaquinhas assim pra você ler, tipo, ó, se você passar mal, o problema é teu, né? Beleza, entramos lá. E daí realmente é uma simulação de como se você tivesse sendo enviado para o espaço, né, gente?
Eu entrei tanto na vibe, eu passei tão mal que eu achei que meu rosto ia derreter, eu juro para vocês. Eu acho que a gravidade, ele faz uma coisa meio centrífuga para imitar uma antigravidade assim. Eu senti o meu rosto caindo para baixo assim. Teve uma hora no meio do brinquedo que eu comecei a respirar fundo e pensar assim, é só um brinquedo, é só um brinquedo, eu não tô indo para o espaço de verdade. Daqui a daqui a pouco acaba, sair mais branca do que um papel.
Gente, olha, quase fui uma vítima do parque do Epcot. Só gostaria de compartilhar que o Matheus tira sarro de mim até hoje, que eu fui saindo assim me esgueirando nas paredes, ele quase teve que me pegar no colo porque eu achei que o meu rosto ia derreter. Então cuidado, viu, galera, se vocês forem, não vão no vermelho, vão no verde, que senão o rosto de vocês pode derreter.
Vamos partir agora para o último ponto dessa nossa pauta, que aí a gente vai chegar no ápice da megalomania. Eu lembro em 2009, né, após o falecimento do Michael Jackson, o Fantástico chegou a passar muitos trechos desse clipe, e vários canais de clipes, né, tipo MTV, VH1, passavam esse clipe, mas passavam separado, passavam em partes. Eu lembro que eu fiquei com um amigo meu, a gente trocando SMS, que não tinha WhatsApp ainda, né, para comentar nos intervalos do clipe sobre o clipe, que ele é de 1996, ele tem 39 minutos, é o Ghosts, que é um clipe do Michael Jackson que tem roteiro, além, né, dele, claro que sempre fala, do Mick Garris, grande conhecedor do horror, do Stephen King, e o último roteirista, que também é o diretor, Stan Winston, que assim, gente, ele é mais ali de departamento de maquiagem, efeitos especiais, mas ele tá envolvido com Exterminador do Futuro 2, Jurassic Park, Aliens: O Resgate. Não é uma pessoa qualquer que o Michael Jackson— ele chamou o cara.
Ele tem 4 Oscars, tá? Bem pouquinho assim. Ele faleceu já, mas ele ganhou Melhores Efeitos Visuais por Aliens. Ele ganhou 2 Oscars, um por Exterminador do Futuro 2, Melhores Efeitos Visuais, e outro Melhor Maquiagem. E ele ganhou Melhores Efeitos Visuais por Jurassic Park, tá? Então assim, cara era fichinha, peixe pequeno assim.
Ele fez—
acho que ele trabalhou inclusive em Predador, Em vários outros, assim, às vezes não como o chefe, né, tipo, da maquiagem, dos efeitos, mas que tava ali, né, tipo, contribuindo. Então ele sempre foi um colaborador muito frequente com James Cameron, Steven Spielberg, Tim Burton. O cara era gigantesco.
Ele chamou Stephen King, cara, em 1996 ali. Stephen King, aí eu não tava mais tão doido, né, não é o Stephen King de 2012.
Mas é o Stephen King megalomaníaco que se encontra com o Michael Jackson megalomaníaco. Eles falam, tipo, super gêmeos ativarem, entendeu? Vamos fazer algo megalomaníaco juntos.
E a Megalomaria vem, né? Vamos tentar entender o porquê que a gente tá cravando tanto isso. Que o que acontece, começa o curta, né, média-metragem, né? Porra, 50 minutos, cara, pelo amor de Deus, cara, faz um filme logo, né? Tem lá uma cidade, e aí tá escrito que é uma cidade normal, somente com pessoas normais, que é meio que proibido ter gente esquisita. Só que aí o Michael Jackson tá morando nessa cidade, né? Então tem alguma coisa de errado, que Michael Jackson é E daí vai um grupinho assim de pessoas nessa mansão mal-assombrada do Michael Jackson.
Enfim, é muito mansão assombrada esse clipe, né? A atração mesmo, que o filme ainda não tinha lançado, mas é muito atração da mansão assombrada, né? Eles entram lá, vão: ah, cadê ele? Cadê ele? Eis que aparece uma figura com uma capa preta e tal, com uma máscara de caveira na frente, né, que já remete a gente algumas outras coisas de filme de horror. E daí, tum, tira a máscara, é o Michael Jackson. Daí ele tá lá: Assustei vocês?
Aí os cara, ah, não, não estamos assustados não. Então todo mundo morrendo de medo, né? Daí fica naquela, tá, a gente veio aqui falar alguma coisa com você. Você é muito esquisito, você tem que sair da cidade, porque é uma cidade de gente normal com criança normal e você é estranho, vai embora. Daí ele fala, tá, vamos fazer um jogo então. Você tá tentando me assustar, se eu me assustar eu vou embora, agora se você se assustar você vai embora.
E daí o véio fica, e o véio é meio esquisito, a gente já vai entender o porquê, mas o véio é meio estranho assim, né? Que, cara, expressões faciais estranhas, né? O véio é meio esquisito e tal. Aí eu não vou brincar com você e não sei o quê. E daí, claro, é o Michael Jackson, daí ele vai, ah, vou te assustar aqui. É aquele clipe que ele puxa a boca lá embaixo, ele abre a cara assim, ele arranca o rosto, vira uma caveira. Aí ele começa a soltar poderzinho da mão e começa a sair fantasma.
Aí ele vai dançando e a música, cara, é muito aquela coisa do Michael Jackson já, tipo, ah, eu tenho nojo de vocês, tenho nojo de gente assim. Quem te deu o direito de assustar minha família, né? Quem te deu o direito de chacoalhar? Enfim, é que é Shake My Baby, né? Chacoalhar meu bebê, né? Michael Jackson chacoalhou o seu próprio bebê lá da sacada, né?
Então, mas não ainda, né? Foi em 2002 só, não ainda.
Daí ele fica, você botou uma faca nas minhas costas, me atirou uma flecha, diga que você é o fantasma do jealousy ali, do ciúme. Mas enfim, dele tá sempre: vocês me dão nojo. É muito ele respondendo a mídia. No Moonwalker, ele fez uma coisa que eu acho muito genial, que tudo quanto é manchete sensacionalista sobre ele, ele joga lá no filme uma hora, que é tipo: Michael Jackson dorme em câmara hiperbárica, Michael Jackson fez não sei o quê, Michael Jackson comprou, sei lá, um diamante da Lua, Michael Jackson construiu um robô.
Tem várias coisas coisas sensacionalistas que falavam sobre ele. E aqui é de novo ele meio que respondendo a isso da mídia enquanto ele dança, canta, mostra uns efeitos visuais muito legais. Mas aqui já tá um pouquinho mais datado porque Thriller são efeitos práticos, né? Aqui já tem uma coisa de computação digital e tal. Mas assim, são coisas boas, tá? Não é um negócio que você vai ficar tipo, nossa, que absurdo, né? Que coisa esquisita, ele se transforma e tal.
E num dado momento ele possui o senhorzinho lá e descobre que ele também é o senhorzinho. Então o Michael Jackson interpreta ele mesmo, interpreta uns fantasmas, interpreta o vilão, ele é todo mundo. É os 50 minutos de Michael Jackson sendo Michael Jackson, sendo o vilão do Michael Jackson, sendo os amigos do Michael Jackson. É um clipe muito legal, vale a pena os 50 minutos de videoclipe ali, mas é muito megalomaníaco já. Você tem que estar dentro da piração do Michael Jackson porque já é assim outro nível de megalomania.
Mas assim que é legal, ele traz muito essa ideia dos fantasmas, da assombração. Mas de novo, já tem um tom muito diferente, né? Enquanto o Thriller ele tá abraçando mais essa ideia do horror, aqui ele tá respondendo às críticas da mídia e tipo, ai, gente, eu tenho nojo de vocês, me deixem em paz e tal. Já tem um tom um pouquinho diferente, né?
Eu acho que aqui a gente já começa a ver um outro Michael Jackson do Thriller, né? É diferente no sentido de que são momentos da carreira e da vida dele que tá sendo exibida nos tabloides muito diferente, né? Então você já vê essa mudança de comportamento de alguém que, querendo ou não, tava sendo bastante atormentado e que não sabia o que era ter, sei lá, privacidade. Que nem aquela história, né? Tudo que ele fazia virava manchete.
E ao mesmo tempo, muita grana e assim, um arsenal criativo ao seu dispor, né? Então ele podia fazer o que ele bem entendesse. Ele começou a responder a galera com esses vídeos megalomaníacos. Mas, cara, tem o seu charme assim. Eu acho o pôster muito estiloso, é bem anos 90, tem o seu valor.
A gente usou muito essa palavra, mas o Michael Jackson sem dúvida era megalomaníaco, né? Isso tanto para o bem quanto às vezes nem tanto, né? Porque ele tinha que achar que ele era o artista mais foda de todos os tempos, porque em vários momentos ele foi mesmo, né? Assim, o cara falar: eu vou lançar o álbum que vai ser o mais vendido, né? Enfim. Mas ao mesmo tempo também tinha os delírios assim de resolver problemas que não, claramente não estavam na alçada dele, né?
Aí também você pensa uma criança que desde que era muito pequena. Era claramente o mais talentoso de irmãos bem mais velhos. Tinha uma voz assim espetacular. Tem músicas que são sucessos até hoje, toca pra caralho, é muito bom. Então como que esse cara não vai ser megalomaníaco, né? É meio que o yin e o yang, né? Assim, não tem como ser uma coisa só ou outra, né?
Bom, gente, essa foi a nossa experimentação aqui, né, de falar um pouco do Michael Jackson no horror, um pouco dessa relação que ele tinha, né, com o cinema e tal, horror e ficção científica, né, algumas coisas mais loucas que ele fez. Mas a gente também quer saber de vocês, né, qual que é o clipe preferido, né, dos que a gente citou aqui, se tem algum filme que vocês gostam mais, ou se vocês entenderam o mundo que ele quer explicar para pra gente, né?
Por favor, estamos abertos às explicações e teorias de vocês, que nada mais legal que ficar vendo teoria de filme louco, né?
E vocês podem contar pra gente nas nossas redes sociais. A gente tá no Instagram e Facebook como República do Medo, e no Twitter, TikTok, Bluesky como RDM Cast. Tem o nosso site republicadomedo.com.br. E caso você queira escrever um email, você pode enviar pro contato @republicadomedo.com.br.
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Então, gente, nós vamos ficando por aqui. Esse foi o nosso episódio do Michael Jackson. Muito obrigado pelo carinho, pela atenção, e até Até daqui a pouco.
Até.