Episódios de RdMCast

RdMCast #563 – Entrevista com o Vampiro Lestat

30 de julho de 20261h16min
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Com um primeiro título publicado em 1976, Entrevista com o Vampiro rendeu uma série de 13 livros, além de um universo mitológico riquíssimo. Desde que os direitos das obras de Anne Rice foram adquiridos pela AMC e transformados em uma série de televisão de mesmo nome, ela tem entregue uma adaptação que melhora a cada episódio. Enquanto as duas primeiras temporadas abarcaram o livro homônimo, esta terceira transporta o elenco recorrente para o segundo livro de Rice: O Vampiro Lestat. Com toda a trilha sonora publicada simultaneamente no Spotify, a nova temporada explora a trajetória de Lestat de Lioncourt como astro do rock, além de contar sua história de origem como humano e vampiro… E seu primeiro contato com a Rainha dos Condenados. Então dê play neste episódio que comenta a temporada e suas principais diferenças do livro, especialmente em uma relação que deixaria até Sigmund Freud horrorizado.

O RdMCast é produzido e apresentado por: Thiago NatárioGabriel Braga e Gabi Larocca.

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CITADOS NO PROGRAMA:

Entrevista com o Vampiro (2022 – )

The Vampire Lestat – Spotify

Inside Episode 1 of The Vampire Lestat | Backstage Pass | New Episodes Sundays on AMC+

Citações off topic:

Entrevista com o Vampiro (1994)

A Rainha dos Condenados (2002)

As Bruxas Mayfair (2023 – )

Talamasca: A Ordem Secreta (2025 – 2026)

EPISÓDIOS CITADOS:

RdMCast #389 – Entrevista com o Vampiro: uma longa história

RdMCast #462 – Entrevista com o Vampiro: a melhor série de horror da atualidade?

RdMCast #535 – Stranger Things 5: dando adeus ao Mundo Invertido

RdMCast #474 – Especial Hellboy: as muitas faces do menino demônio

TECH T-SHIRT, O CLÁSSICO INSIDER STORE

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PODCAST EDITADO POR

Felipe Lourenço

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Participantes neste episódio3
T

Thiago Natário

Host
G

Gabi Larocca

Co-hostApresentadora
G

Gabriel Braga

Co-host
Assuntos8
  • A Caixa e AkashaDespertar da Rainha dos Condenados · Apresentação visual e efeitos práticos · Interação com a tecnologia contemporânea · Ameaça de destruição global · Sheila Atim como Akasha
  • Terceira Temporada de Entrevista com o VampiroAdaptação do livro O Vampiro Lestat · Mudança de nome da série · Disponibilidade na Netflix · Crossover com As Bruxas de Mayfair · Universo compartilhado de Anne Rice
  • Relação de Lestat e LouisConflito narrativo e desmentido mútuo · Reencontro após furacão · Briga após descoberta do incesto · Tentativa de encerramento e invocação de Claudia · Visão de Louis sobre a memória de Claudia
  • O Coven de Bruce e a Morte de ClaudiaAbuso sexual e vingança de Louis · Transformação de Lestat como violência · O papel de Magnus na conversão de Lestat · Aparência chamuscada de Claudia · Odiar e esquecer como forma de encerramento
  • Infância e formação de PessoaNascimento em Auvergne · Família nobre decadente · Relação com a mãe, Gabrielle/Sofia · Questões de incesto e complexo de Édipo · Primeiros contatos com o sobrenatural
  • Lestat como RockstarFormação da banda e turnê · Identidade visual e sonora · Músicas e inspiração em Jim Morrison · Mudança de estilo musical para pop triste · Gravação do álbum 'Os Fracassos'
  • Talamasca e ArmandFenomenos Paranormais · Reglan James como observador · Guru manipulador · Relação de Armand com Lestat e Louis · Cancelamento da série Talamasca
  • Finais e novos começosDecapitação de Louis e Armand · Jornada psicológica e introspectiva · Promessa de apocalipse musical · Possibilidade de quarta temporada · Adaptação de A Rainha dos Condenados
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TNThiago Natário

Bom dia, boa tarde, boa noite, amantes do horror! Sejam muito bem-vindos, sejam muito bem-vindas E bem-vindos a mais um Indie Gamecast. Eu sou o Thiago Natário e hoje a gente vai conversar sobre uma das melhores séries de horror da atualidade, Entrevista com o Vampiro. E eu copiei esse documento aqui, a pauta da segunda temporada, e eu mantive a frase porque continua verdade, só que agora em vez da segunda é a terceira, mas continua sendo uma puta série.

Mas enfim, pra conversar sobre a terceira temporada de Entrevista com o Vampiro, eu tenho ele, o maior groupie do Vampiro Lestat, Gabriel Braga.

GBGabriel Braga

Cara, não tem como, fiquei a semana inteira ouvindo as músicas no Spotify, é demais assim. Vou tentar me conter agora pra já não sair falando, mas bom demais. O Lestat realmente é o nosso ídolo musical maior.

TNThiago Natário

Dá pra ver o brilho nos olhos dele assim, nosso menino tá empolgadíssimo. E eu também tenho ela, que fez uma petição pra que a Rainha dos Condenados tivesse uma segunda chance e foi ouvida. Gabby Narok.

GLGabi Larocca

Cara, tava na hora, né? Porque se tem alguém que manda na porra toda é a nossa vampira suprema, Mor, capaz de destruir tudo e todos. E quero ver muito mais dela por aí. Vou fazer uma confissão: eu gosto do filme de 2002 porque ele é guilty pleasure total, assim. Então ele é o ruim que depois de um tempo, depois de uma cervejinha, ele fica bom.

TNThiago Natário

Bom, gente, mas então eu deixo vocês com os nossos breves recadinhos. E na volta a gente vai falar sobre o vampiro Lestat. 3, 2, 1. Bom, gente, com esse tempo maluco que a gente tá vivendo no Brasil nesse momento, só tem uma peça de roupa que é versátil o suficiente para servir ao longo de todo dia. É claro que eu tô falando dela, da clássica, a imbatível Tech T-Shirt da Insider Store. E a Tech T-Shirt virou uma grande referência aqui no Brasil justamente porque ela se prova no uso, no tempo, na rotina e também na recomendação de quem compra.

A camisa que realmente tá pronta pra te acompanhar ao longo de todo ano não é aquela que só parece nova no primeiro uso, mas é aquela que continua funcionando depois de muitas lavagens, vários deslocamentos e dias longos. Então a Insider tá com várias promoções de tech t-shirts e como sempre vocês podem acessar o site diretamente pelo link que eu vou deixar aqui na descrição, que ele já vai somar automaticamente os descontos da Insider com o nosso cupom, que é o RDMCAST.

E ainda por cima, gente, esse mês de julho tem frete grátis pra compras acima de R$399. Então A gente tá, né, no finalzinho do mês, mas se vocês correrem ainda dá tempo de aproveitar essa condição especial. Então não deixem de aproveitar a solução inteligente que a Tech T-Shirt traz para os desafios do seu dia a dia usando o cupom RDMFEST. Bom, gente, antes de ir para o episódio dessa semana, eu tenho um aviso relâmpago aqui que a gente finalmente conseguiu marcar uma data para nossa live.

Queria ter conseguido avisar na semana passada, mas a gente acabou combinando depois de eu já gravar os recadinhos. Então vai ficar um pouquinho em cima da hora, né, porque a gente vai fazer amanhã lá no nosso canal do YouTube às 21 horas. Então sexta-feira, dia 31 de julho, literalmente o último dia do mês. E a gente, né, só para falar um pouquinho até os bastidores, a gente inicialmente ia falar sobre o Evil Dead Burn, mas com várias estreias que aconteceram nessa última semana, últimas semanas, né, as sessões do Evil Dead ficaram horríveis assim.

Então aqui em Curitiba tudo super tarde, uma sessão só legendado. Então a gente não vai conseguir ver o filme. Bom, o Braga já tinha visto, né, mas eu e a Gabi não conseguimos ver. Então a gente ia fazer uma live sobre ele, mas aí fica para outra ocasião. E a gente vai fazer aquele já tradicional, clássico apanhadão do primeiro semestre de 2026. Então a gente vai falar tanto sobre os principais filmes e séries do ano que a gente já comentou, né.

Então Pô, vamos pensar aí, Socorro, Pânico 7, o próprio Obsessão, Casamento Sangrento 2, Backrooms, né, pensando nas séries ali. Pluribus, né, que chegou no final do ano passado. A gente vai falar um pouquinho sobre O Segredo de Widows Bay. Então vai ser aquela discussão, né. Claro, a gente não vai falar super detalhadamente sobre todos os filmes e séries, até porque a lista tá bem grande. E também, né, muitos já têm episódio.

Mas fazer uma discussão aí sobre o que teve de melhor e pior no horror, né, na primeira parte de 2026. Porque teve bastante coisa legal. E bastante coisa que a gente não conseguiu comentar nem em episódio, nem em cabana. Então acho que é uma boa a gente fazer essa discussão com vocês. Claro, a graça do ao vivo é que vocês podem comentar também. A gente vai trocando ideia, enfim. Falando de filmes e séries que a gente tinha esquecido ou não tava muito atento e vocês vão trazer.

Então se inscrevam lá no nosso canal, só procurar por República do Medo no YouTube. E estaremos ao vivo então amanhã, na sexta-feira, dia 31 de julho, às 21 horas lá no canal. Então é isso, gente. Deixo vocês com esse episódio sobre a terceira temporada de Entrevista com o Vampiro.

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TNThiago Natário

Bom, então a gente vai falar sobre Entrevista com o Vampiro, 3ª temporada, mas acho que ficou até um pouco confuso no começo, né? Depois você entende que a série meio que mudou de nome mesmo, assim, tem alguns lugares que ela aparece só como Vampiro Lestat. Assim, oficialmente mantém Entrevista com o Vampiro temporada 3, mas dependendo do lugar você pode até achar como Vampiro Lestat temporada 1. Então ficou meio que essa dúvida aí, porque de fato ela adapta o livro Vampiro Lestat de 85.

As primeiras duas temporadas, elas pegam justamente o Entrevista com o Vampiro, né, The, mas enfim, seguindo a cronologia de lançamento dos livros da Anne Rice. E duas coisas antes da gente passar pra terceira temporada. Primeiro que a primeira temporada saiu lá no final de 2022, né, entre outubro e novembro. E foram 7 episódios. E a gente fez um RDMcast sobre, que é o 389, onde a gente falou não só sobre a primeira temporada, mas também fizemos ali um catadão junto com o filme de 94, os livros.

Tanto que o episódio chama Entrevista com o Vampiro: Uma Longa História. Porque realmente tem comentário ali multimídia sobre basicamente tudo. A segunda temporada teve o seu IDMCast próprio, que é o 462, e ela saiu ali entre maio e junho de 2024 com 8 episódios. As duas temporadas, pelo que eu vi aqui, elas continuam disponíveis no Prime Video, né, que era o principal streaming aqui no Brasil pra série. Só que agora, né, recentemente, no dia 20 de julho, as 3 temporadas inteiras assim caíram na Netflix.

Meio um choque, né, porque o Entrevista com o Vampiro é produzido pela AMC, então nos Estados Unidos tava saindo pelo AMC Plus, que, cara, É aqueles streaming assim que, mano, quem quer assinar essa porra, né? No máximo você vê lá no Prime Video, tem uma assinatura premium lá que eles querem te arrancar mais uma grana, e um negocinho que você clica sem querer e tal. Então tava tendo esse problema no Brasil, né, de que a série tava muito bem avaliada, a gente gostou muito das duas temporadas, mas ficava um pouco inacessível, né?

Claro que saindo no Prime Video ajuda, mas a gente sabe que a Netflix, né, assim, longe de mim fazer jabá pra Netflix, porque quem ouviu nosso episódio de Temporada 5 de Stranger Things, sabe que a gente não ficou satisfeito. Mas é o maior streaming, né? Não tem como, assim. É o streaming que tem mais capilaridade, né? Vamos colocar assim. Então torna todas as temporadas bem mais acessíveis, incluindo a terceira que acabou de sair, né? Acabou de terminar nos Estados Unidos.

GLGabi Larocca

É, e a Netflix também colocou junto, né? Meio que foi uma ação coletiva de Anne Rice, porque também entrou no catálogo As Bruxas de Mayfair, né? Que é uma série também da AMC, que tá na sua segunda temporada, indo pra terceira. Eu não assisti nada, eu vi gente falando que é bom, vi gente falando que é ruim, enfim. Que também é baseada numa série bem famosa da Anne Rice, que é o Lives of the Mayfair Witches. Que aqui no Brasil ficou como A Hora das Bruxas.

São 3 livros, se eu não me engano. Que fazem crossover com as Crônicas Vampirescas. Então, tipo, tem tudo a ver os universos. Não é à toa que na série, agora na terceira temporada, apareceu uma das Mayfair, né. Então é um universo compartilhado que a Anne Rice fez já há muito tempo, né? Antes da Marvel ir pro cinema, né, já tinha todo esse projeto. Então você vê que a Netflix, ela não... meio que foi um empreendimento pra culminar com O Vampiro Lestat, né?

Pra chegar com essa terceira temporada. O que foi bom, porque a gente geralmente espera tanto chegar que, pô, a série terminou no domingo, segunda ela já cai no streaming, é uma coisa massa.

TNThiago Natário

Ah, e acaba muito mais gente assistindo, né? Porque, de novo, né, a Netflix ainda é o maior streaming, com mais assinantes e tal. Então tem muita gente que às vezes tava nem... Ah, né, nem sei o que é isso. E caiu ali meio de paraquedas. Não são temporadas muito longas, cada uma ali tem 7, 8 episódios. Então dá pra ver até bem rapidinho. Enfim, digo isso pra alertar que a gente não vai falar sobre as temporadas 1 e 2 especificamente.

Porque a gente já tem episódio sobre elas, então você pode ouvir lá. Mas a gente vai soltar spoiler pra caralho do que já aconteceu antes, né? Porque, enfim, é impossível comentar sem alguns eventos que vão impactar essa terceira temporada. Então agora, nesse primeiro momento, a gente vai falar meio que de onde parou a segunda temporada. Então assim, se você tá ouvindo ainda e você não viu as duas temporadas anteriores e você tá com medo de tomar spoiler, eu recomendo que você pare esse episódio agora.

Vai lá ouvir os RDM Cast, vai ver a série, depois você volta. E a partir de um ponto a gente vai começar a dar spoiler mais pesado da terceira temporada também, porque enfim, é meio impossível, né? Então se você não terminou ainda, não viu, sei lá, o último episódio, últimos dois, também, né, recomendado dar uma segurada.

GBGabriel Braga

Zona de spoiler. Zona de spoiler. Zona de spoiler.

GLGabi Larocca

Você está prestes a entrar na zona de spoiler.

TNThiago Natário

Então, antes de eu perguntar aqui para meus colegas, né, impressões sobre essa terceira temporada, só para dar um contexto rapidinho, a segunda temporada ela acompanha principalmente o Louis, o Lestat e a Cláudia no Teatro dos Vampiros, né, ali conduzido pelo Armand, ou pelo menos a gente acha, né? E depois a gente volta a achar também, enfim, né? Tem reviravoltas. Em Paris e também a continuidade da entrevista, né, do Louis com o Daniel Monroi em Dubai.

E a gente termina a temporada com duas revelações chocantes, né? Primeiro, a morte da Clória, né, lá em Paris, que é um acontecimento bombástico, né? Foi um puta evento assim no episódio, foi Foda pra caralho. E consequentemente, lá em Dubai, já no último episódio, a gente termina com o Louie descobrindo que o Armand não era um coitado ali, né, um sequestrado pelo Coven dele, que na verdade ele que escreveu o roteiro, né, do julgamento da Clória.

E que quem salvou o Louie com o poder da mente e do amor não foi o Armand, mas o próprio Lestat. E aí eles se reencontram, né, no meio de um furacão assim. De novo, essa série sabe demais abraçar o cafona, né? Os caras no meio de um furacão em Nova Orleans, porra, encontrei meu amor de vida de novo e tal. E a gente descobre que o Lestat permanece vivo porque ele tem sangue de Akasha, praticamente indestrutível. E aí a gente começa essa terceira temporada, uma cena bem misteriosa, né?

Num leilão de peças, né? Uma memorabilia do vampiro Lestat, né? Da banda que a gente descobre que teve apenas um álbum e uma tour, mas que tá sendo leiloado aí por sei lá quantos milhares de ienes. E enfim, tem um álbum, né, meio que um LP com vários lados que vai contar a história, né, vai narrar esses eventos, que chama Os Fracassos. Então a história contada, né, com o Lestat narrando esses álbuns. E aí a gente vai acompanhar tanto a formação da banda e o tour, mas também a própria história do Lestat, né, que é justamente a graça aqui.

A gente muito a perspectiva do Louis nas duas primeiras temporadas. E agora nessa a gente vai ver o Lestat desmentindo o Louis, né, que são algumas das melhores cenas. E quando ele entrega para ele o livro cheio de anotação, né, aqui, seu mentiroso do caralho, aqui, ó, essa aqui é o meu lado da história. Mas também a gente vê a vida humana do Lestat e também os primeiros passos da vida vampiresca dele, né. Então é bastante centrado no Lestat como o próprio nome indica, com o Louis já mais coadjuvante nessa temporada, né.

Mas enfim, já fiz várias introduções. Quero ouvir de vocês impressões iniciais, né, antes da gente passar um pouco mais pelos temas, episódios. Impressões iniciais sobre Vampiro Lestat.

GBGabriel Braga

Cara, eu tava com expectativas bem altas, né, porque primeiro que as duas primeiras temporadas são maravilhosas, né. Acho que a gente já falou isso nos episódios que gravou, né, não tem muito o que debater, são temporadas incríveis. E dos livros, pô, Entrevista com Vampiro já é um livraço, mas quando passa para o Vampiro Lestat, porque assim, Entrevista com Vampiro é um livro fininho, né, pequeno e tal, quando vai passar para o Vampiro Lestat já é um livro mais grosso, depois A Rainha dos Condenados, então já vão sendo livros maiores onde vai aprofundar toda essa mitologia vampiresca.

E cara, é um livro assim que Se você já gostou do Entrevista com o Vampiro, o Vampiro Lestat realmente te pega fundo de paixão, assim. Porque é um baita de um livraço em que ele vai contar toda a história dele e depois revisita toda a história do Entrevista com o Vampiro da perspectiva dele, o que é muito genial. Daí você vê que o Louis não é tão coitado assim, né. Que no primeiro livro você tá: Nossa, tadinho do Louis, né. Esse Lestat é meio arrombado mesmo, né.

Ele é meio sacane e tal. Mas daí quando você vai ler o Vampiro Lestat, você fica: Porra, o Louis é muito chato. E acho que nos outros livros só fica esse tipo: Cara, o Louis é muito chato, né? Então veio essa nova temporada. Eu acho que pra mim... Eu só li os 3 primeiros, né? Eu parei ali no Rainha dos Condenados, depois eu acabei não continuando.

TNThiago Natário

Eu não li nada, mas você é um poser.

GLGabi Larocca

Mas porra, também são 13 livros, gente. São 13 livros. É coisa para o caralho.

TNThiago Natário

Ele é o suposto especialista em vampiro aí, não leu os 12 livros, cara? Fraco.

GBGabriel Braga

Eu não continuei por um pouco de receio, porque o Rainha dos Condenados termina tudo tão bem que eu fiquei com muito receio do que que viria depois. Assim, eu acabei não continuando por medo da série de livros ficar meio esquisita. Dito isso, o que que eu achei de O Vampiro Lestat, a série anteriormente conhecida como Entrevista com o Vampiro? Cara, eu vou dizer que das 3 temporadas eu achei essa a mais fraca. Assim, não sei se é porque eu tava com muita expectativa, se é porque eu fiquei esperando algumas coisas do livro aparecerem, não apareceram.

Eu acho que eu gostei mais das duas primeiras. Acho que ela ainda continua muito boa, tem um nível muito alto, um nível técnico muito alto e, sobretudo, assim, atuações impecáveis. Isso eu acho que não dá pra criticar nada. Então a gente fica vidrado o tempo inteiro porque a galera ali tá dando muito a vida na atuação. Isso é maravilhoso de assistir. Eu gostei, só dessa vez eu não achei que foi um 10, né? Essa terceira temporada eu não achei que foi uma nota 10.

TNThiago Natário

Nossa, shots fired, hein? Achei surpreendente essa.

GLGabi Larocca

Ok, né? Ok, fiquei sem palavras agora. Eu não sou uma grande conhecedora de Anne Rice, assim, né? Nunca li os 25 mil livros que ela já escreveu. Conheço, assim, li o Entrevista com o Vampiro e nunca li o Vampiro Lestat. Mas já tive que fazer algumas pesquisas pra trabalho, né? Então meio que, tipo, recentemente mergulhei nesse universo que ela criou, né? E realmente é um universo muito grande, né? A mitologia que a Anne Rice criou.

Assim, é gigantesca. Então eu até entendo quem leu o livro como Braga ficar um pouco decepcionado, porque eu acho que é uma tarefa muito difícil você transportar essas 500 páginas e os 25 milhões de personagens que ela cria para uma série de TV, né? Mas só tô dizendo aqui a minha humilde opinião de uma pessoa que não é especialista em vampiros como Braga, nem especialista em Anne Rice. Cara, eu não tinha grandes pretensões para série, porque é uma série que eu vou ser bem sincera, eu assisto por causa do RDM.

Eu assisto porque a gente grava episódio, assim. Eu não sei, eu acho uma série boa, eu gosto, sim, ela realmente é muito bem feita. Mas não sei explicar, assim, não é um grande amor da minha vida, nem a primeira nem a segunda. Mas eu gostei bastante da terceira. Eu acho que por causa dessa coisa da música, sabe, do Lestat. Eu gostei dessa coisa de você ter ele desmentindo o Louis, sabe, essa coisa do narrador não confiável, mostrar O mesmo evento pode ter várias visões.

E também esse início, né, de mostrar a caixa. Eu acho ela maravilhosa, assim. Acho que é o personagem que mais me fascina no universo da Anne Rice. Então assim, meio que é uma porta de entrada, né, pro Rainha dos Condenados. Eu gostei, mas de novo, eu não sou a maior fã desse universo. Então eu já fui com as expectativas mais controladas. Mas eu me diverti, eu gostei dessa coisa do contexto musical, dele ser um rockstar. Que a própria Anne Rice se inspirou no Jim Morrison pra criar essa faceta do Lestat.

Então assim, e o Sam Reid, ele é impecável, né? Não tem como... Qualquer coisa que você assiste com ele, ele te convence muito bem. Então isso assim é realmente um ponto alto da produção inteira.

TNThiago Natário

Eu acho que esse é o grande ponto a favor da terceira temporada, né? Porque eu gosto do Jacob Anderson como Louie. Eu acho que ele até foi aos poucos encarnando melhor o personagem, né? Eu achava um pouquinho esquisito bem lá no começo. Aí ele vai dando mais cara ali, mais corpo pro personagem. E enfim, acho que vai evoluindo, né? Mas o Sam Rieder, esse cara é bizarro, né? Ele tá muito desacorrentado nessa temporada, né? Porque o Lestat sempre foi um porra louca, né?

Pelo menos essa versão da série, ele faz o Lestat muito excêntrico, egocêntrico. O cara tá sempre pensando nele mesmo e mandando todo mundo se foder. Mas ao mesmo tempo, ele tem uma conexão muito forte com o Louie e tal. Só que nessa, ele podendo explorar esse lado mais estrela do rock contemporâneo bebendo sangue envenenado com LSD, lutando contra um coven local enquanto maluco de LSD, tendo devaneios, pegando a mãe, né? Vários aspectos assim que libertam ele.

GLGabi Larocca

Você entende um pouco mais do porquê que ele é tão fodido da cabeça, né? Logo no final do primeiro episódio você já fica assim, ô louco, mano, que porra é essa? Já começa a entender, né? E de novo, né, Reise nunca foi de deixar de fora temas polêmicos como incesto. O próprio As Bruxas de Mayfair é bastante conhecido também por isso, né? Então, mas dá um contexto do porquê que os personagens são tão fodidos da cabeça, né? E eu acho que o Lestat, ele é a representação perfeita do que seria um rockstar vampiro, assim, tipo, é realmente aquilo que você imagina, malucão de LSD matando a galera, é isso aí.

TNThiago Natário

E eu acho que eles fizeram muito bem essa identidade, tanto visual quanto sonora, da banda. Porque a primeira e a segunda temporada já fazem uma aposta arriscada, que eu acho que funciona muito bem. A gente até comentou bastante nos AIDM Cast, de deixar a história mais contemporânea, né? A Anne Rice escreve nos anos 80, então a primeira entrevista do Louis com o Daniel Monroi é ali nos anos 70, 80, né? E eles fazem duas camadas de entrevista já lá na temporadas anteriores, né?

Então joga uma entrevista inicial lá nos anos 70 em São Francisco e aí uma entrevista em 2025, ou 24 que seja, em Dubai, né? Então tem já essa continuidade puxando para agora. E essa temporada do Vampiro Lestat é um vampiro rockstar em 2025, que já é bem diferente dos anos 70, 80, né? Então eu acho legal essa mistura que eles fazem de claramente alguns tons, né, vestimenta, um estilo musical meio glam rock assim, anos 80, mas ao mesmo tempo tem que ser contemporâneo, né?

Porque eles trouxeram o Zé Delivery, então eles fazem essa amarração. E eu achei o jeito que eles encontraram de contar a história por meio da narração do Lestat junto com o passado dele, tanto humano, né? O cara que matou os 8 lobos, né? Ele também gaguejava, ele já tinha uma relação estranha pra caralho com a mãe. Né? E aí depois, quando ele vira vampiro e começa a tomar umas decisões bem questionáveis, tem o encontro dele com a Armani, etc.

Eu achei muito legal essa amarração assim da turnê, que tem os seus próprios pontos fortes e vai explorando também essa personalidade dele enquanto um cara que tá tentando meio que dar o troco, né, na narrativa do Louis. Daí eu acho legal o esquema ali do documentário, né, que o Daniel Molloy tá fazendo sobre o Entrevista com o Vampiro. Lestat. E ao mesmo tempo a gente descobre como que ele virou um vampiro, como que ele acordou a caixa.

Então eu acho uma temporada muito completa em temática assim, né? Eu acho que tudo que a gente tava curioso com o lado, né, a história do Lestat que a gente acompanhou bem aos poucos nas temporadas anteriores, a gente foi descobrindo ao longo dessa temporada, né? Então eu achei bem satisfatório assim. Eu não, eu acho mesmo nível das outras, não achei menor assim. Mas eu fiquei curioso, você lembra, Paraguai, quais são as principais coisas coisas assim que faltou do livro.

Talvez se eu tivesse lido, né, talvez a crítica seja que o primeiro livro é menor e eles fizeram duas temporadas, e este livro é muito maior. E tipo, ah, uma temporada tá bom, né? Porque acho que o próximo já é Rainha dos Condenados, né?

GBGabriel Braga

Pelo que eu acho que é aí que tá a questão, assim. Ah, o livro é maior, tinha que ter mais duas temporadas. Eu acho que daí ia ficar muito enrolado, né? Acho que uma temporada pro vampiro ler está de bom tamanho até, né? Tudo bem que o livro menor fizeram em duas, mas assim Tá de bom tamanho, não precisa demais muito. É só que eles já trouxeram coisas que estão na Rainha dos Condenados, então acabou misturando um pouco os dois livros, que acho que é o grande problema do filme assim. O filme é muito legal, mas é também esse problema, acaba misturando.

GLGabi Larocca

Muito legal, não precisa ser gentil, ele é tipo o ruim que é bom, sabe? A gente assiste porque ele envelheceu assim, ele é bem aquele cinema nos anos 2000 que a galera fala, tipo aquele horror no metal, sabe? Beber essa pira. Mas é a grande crítica que a gente sempre lê, né, que eles tentaram colocar o vampiro Lestat com a Rainha dos Condenados em um filme chamado A Rainha dos Condenados. E é um filme tipo de 1 hora e 20, é óbvio que não ia dar certo.

GBGabriel Braga

E aqui não é assim, ah, nossa, tem algumas diferenças assim, mas acho que nada de tão relevante. Claro que o papel do Armand já começa a ser bem diferente do que aparece no livro, mas isso já tá desde o Entrevista com o Vampiro, né. A gente já tem um Armand um pouco diferente, né, já tem algumas referências a outros livros ali também. Eles estão, acho que, trazendo história, não sei onde é que eles pretendem parar. Eu fiquei até com medo deles quererem fazer essa temporada como última, mas obviamente não foi.

Mas é que acho que o que me incomodou em ponto principal assim é esse anúncio de algo que daí no primeiro episódio você tá vendo algo sendo anunciado, lá no último anuncia de novo, e daí fica aquela impressão de uma temporada que assim ela não vai muito para frente na história, apesar da gente aprofundar algumas coisas, né? Mas eu queria ver um pouquinho mais até do Lestat. Acho que em alguns momentos entra nessa piração dele como se fosse uma análise psicológica, mas acho que poderia ter dado mais alguns elementos assim, mostrar mais um pouco dessa criação dele, dos momentos que ele tem com o Marius.

Porque no livro, o que acontece? Tem o Magnus, que é aquele vampiro meio maluco lá que transforma o Lestat um vampiro e depois se queima na frente dele, né? Porque a grande coisa do Lestat é o quê? Ele vira vampiro e ele não sabe o que tá acontecendo, porque o criador dele só se queima na frente dele e meio assim, tipo, se vira. E ele tem que descobrir tudo meio sozinho, o que que tá acontecendo, o que que não. Aí ele transforma a mãe, obviamente uma bagunça completa.

Aí ele encontra o Marius, que é aquele Marius dos romanos, né, que é um vampiro lá da época do Império Romano, o vampiro mais velho que tem, e por isso que ele tá cuidando da Caixa. E aí ele vai explicando um pouco disso. E no vampiro Lestat, se eu não me engano, a única coisa que tem de um maior contato dele com a Caixa é que ele vai lá e toca violino para ela, né, e cria meio que uma ligação ali e tal, né. E daí, claro, toda parte que ele vai tomar sangue da Caixa, porque daí ele é sem noção, ele não respeita regra nenhuma, porque é o Lestat.

Então assim, o Lestat que é o Lestat tá na série, isso, pô, é sem sombra de dúvida nenhuma, né. O Lestat tá lá. Mas não sei, acho que poderia pegar um pouco dessa jornada do Lestat, que é tão legal, dele descobrindo o que que é ser um vampiro, dele descobrindo as regras, depois entendendo que tipo, cara, mas isso é uma baboseira. Porque é meio que assim, ele virou vampiro e sobreviveu até um ponto lá, daí ele descobre as regras, ele fica, mas para que que serve essa bosta?

Eu vivi até agora sem essa merda, para que que eu preciso disso? Isso é uma porcaria. Todo confronto que ele tem com a Armand e tal podiam ter ter trazido um pouquinho mais disso, né? Focaram muito nessa coisa da relação incestuosa e não sei o quê. O Lestat meio garoto mimado, sei lá.

TNThiago Natário

Eles botam Freud embaixo do braço e vai, né? É assim, toda uma coisa com a figura autoritária do pai, com o ódio aos irmãos que são uma representação do pai. Aí a única pessoa que ele minimamente gosta é a mãe, né? Eles tomam de repolho. Eles vão total freudiano, né? Realmente é uma coisa muito dentro da cabeça do Lestat, que é um efeito dele tá narrando a história também assim. É, mas eu gostei assim. Eu acho que até por uma temporada um pouco mais curta, né, como eles tinham feito 8, né, anterior, e 7 de novo agora, eu acho que é uma forma de você passar ali pelos principais pontos sem ter que— cara, imagina, seria chato se eles fizessem: vamos contar a história do Lestat bem cronológica, lá do comecinho ele humano, daí vai progredindo até ele virar vampiro, daí junta tudo, aí ele começa a turnê, porra.

GBGabriel Braga

É, não, sim, sim, né?

TNThiago Natário

Enfim, teria tipo 30 episódios, fica um saco, né? Mas eu entendo assim, os episódios, pelo menos o que eu assisti, eles têm aquele making of da AMC que dá para ver no YouTube. Se você colocar Entre os Vampiros temporada 3 episódio 1, você consegue achar o making of lá no YouTube. Vou deixar até o primeiro postado aqui que tem, vocês acham na descrição do episódio. Mas eles falam, né, que essa cena com a caixa, né, no lore ali da série se passam 10 anos e no livro é tipo alguns dias, né?

Uma parada bem mais ligeira assim, né? Então tem algumas mudanças ali que se fizeram para comportar essa temporada.

GLGabi Larocca

Mas eu acho que daí cai naquilo quando a gente fala sobre adaptações da Anne Rice, são livros muito grandes, mitologias muito complexas. Porque, cara, se você vai procurar na internet a genealogia dos vampiros da Anne Rice, é tipo um buraco sem fim, é muita coisa, né? E tudo bem, eu entendo, é o segundo livro, mas eu acho que é um projeto muito grandioso. Então às vezes você tem que pisar pouco mais no chão, né, como o Thiago tá falando.

Falar, cara, tem que ser 7 episódios, algumas coisas vão ter que ser deixadas um pouco mais de lado, né, adaptadas até para fazer com que o público se interesse.

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TNThiago Natário

Yeah, just another perk of being a member. Come join us. Vamos passando um pouquinho episódio por episódio, né? A gente precisa se deter tanto, né, analisar tudo de cada um. A gente vai falando temas, né, de maneira geral. Mas o primeiro episódio, ele chama Detroit, simplesmente, né? Eu acho legal essa dinâmica das paradas da turnê. E é o episódio que a gente tem a cena do leilão, aí tem o começo da a animação, aí tem a turnê, tem aquele formato semidocumental do Daniel Monroi, porque ele é muito pretensioso, né?

Então ele quer fazer em preto e branco. Aí tem aquela coisa da câmera que já tem um estilo diferente de filmagem do documentário e tal. Eu confesso que esse primeiro episódio eu achei meio difícil assim de pegar no tranco, e eu já tinha essa sensação com o primeiro da temporada anterior, porque eu acho que eles são também importantes para dar o tom da temporada, né? Então eu acho que ele muita coisa assim meio que uma overdose sensorial.

E daí música pra caralho, daí o Lestat no palco metendo louco. Aí ele bebe o sangue de uma mulher que meteu um LSD pra baixo, aí ele fica doidão também. Aí um coven ataca eles, caralho, velho, tem 40 minutos da porra do episódio, é uma coisa maluca assim. Mas eu acho importante pra meio que passou isso daí, aí você vai pra história de verdade, digamos assim, né? Ele é um primeiro episódio carregadão assim pra você pegar o ritmo. Né?

GLGabi Larocca

Ele é bem frenético. Eu acho que é para ditar o tom da temporada, até mesmo o tom do próprio Lestat. E também tem isso, né, às vezes quando a gente— esses primeiros episódios de série assim, acabei de olhar aqui, a segunda temporada terminou em junho de 2024, foram 2 anos praticamente, né? Então tem esse certo estranhamento quando você retorna. Eu acho isso bem normal. E a série ela muda de tom a cada temporada, então você tem esse, não é nem desconforto, né, mas essa coisa assim, tipo, o que que eu tô assistindo?

Mas aí parece que quando você compra, beleza, é isso, o Lestat, ok, vamos, daí vai.

TNThiago Natário

Parece quase uma antologia mesmo, né? Eu sei que são os mesmos personagens, mas como passa, tipo, para eles décadas é um detalhe assim, né? Vou passar uma década fazendo tal coisa, como se a gente fala de passar um mês, né? Então parece que muda bastante o tom mesmo, né? Essa temporada é completamente diferente das outras, né? Até se eles não mudarem o nome. Mas eu fiquei um pouco perdido também, porque como eu tava vendo para gravar e eu comecei meio em cima da hora, eu não vi recap porra nenhuma.

Aí chegou, foi o cara, uns cara fazendo um leilão, que ainda mais pelo meu coração, né? Aí o Louie e o Armando, eles putam com o outro. Aí apareceu o Raglan Jeans, eu falei, quem porra é esse cara, velho? O cara apareceu lá e deram uma puta importância. Eu fiquei, mano, se foda esse cara, nem sei quem é. Aí você vai entender que já é um futuro, né, que na verdade é o presente, porque é daí que a história começa, mas aí ele vai contar para trás e tal.

Aí você vai se situando, né. Mas eu sei que eu até gostaria de ter dos livros, não consegui ainda, mas quem leu sabe muito mais sobre essa ordem e o Reglan James. Mas para mim ainda fica confuso em algumas horas. Eu acho que é proposital, né, porque ele vai aparecendo aos poucos e vai tendo mais um papel mais definitivo. Mas eu fiquei um pouco desorientado, né, assim, o que tá acontecendo, até achar o fio da meada.

GLGabi Larocca

Eu acho que isso também tem a ver com a série que lançou 2025/2026, que é o Talamasca: A Ordem Secreta. Então o que eles estão fazendo? Meio que dando uma de Disney e falando assim, ó, se você assistir aquela série, você vai saber quem é esse personagem antes que a gente te explique quem ele é. Porque essa série também apareceu na Netflix e ela é do universo imortal da Anne Rice, justamente, né, seguindo essa organização, né, criada pela Anne Rice, que é a Talamasca.

Ok, só que daí tem um problema. Essa série foi cancelada, ela não vai ter segunda temporada. Então são 6 episódios e é isso. Mas de novo, eu acho que é esse projeto assim, até entre aspas megalomaníaco, de fazer esse universo de várias séries da Anne Rice, esse universo imortal, o que às vezes pode causar esse estranhamento, que tipo, porra, mano, quem que é esse, entendeu? Não tava lá, que apareceu aqui, eu devia ter assistido aquela outra série.

Daí já começa, eu já acho que começa a querer prender todo mundo e assistindo 25 mil séries ao mesmo tempo.

TNThiago Natário

Aí quer me foder, me paga um jantar, né, cara? Se a série for cancelada também, acho que eles não tem como enfiar muita referência, né?

GLGabi Larocca

Só que daí o Talamasca, pelo que eu entendo, eles são bem importantes. O Braga talvez entenda mais que eu no universo a partir do 4º livro da Anne Rice, e eles vão fazer um crossover com As Bruxas de Mayfair. Então tipo, é como se fosse uma ponte entre as crônicas vampirescas e as bruxas de Mayfair. É bem, bem importante, sabe? E o fato da série ter sido cancelada é um problema, porque se é tão importante assim, ué, pra onde vamos, né?

GBGabriel Braga

É que o último episódio, sabe quando eles estão no boliche? É que o Thiago falando: e aí, galera, o primeiro episódio? Então, no último episódio—

TNThiago Natário

não, não, vamos por tema, não tem problema, vamos por tema.

GBGabriel Braga

Quando o Daniel tá no boliche, que daí ele fala do Reglan James: ah, esse aí é o observador, ele gosta de ficar olhando, ele gosta de observar, a função dele é observar tudo. Porque a Talamasca nesse universo da Dani Rice é isso, é basicamente uma ordem de pessoas que algumas delas têm poderes psíquicos e tal. Enfim, daí vai para a parte fantasiosa, né? Mas qual que é a função da Talamasca? Observar e não intervir.

TNThiago Natário

São os corno manso, então, você tá me dizendo?

GLGabi Larocca

Eles são investigadores paranormais, né? Eles acompanham esses seres fantásticos místicos e eventos paranormais.

GBGabriel Braga

Inclusive eles têm tipo um cofre, eles deixam trancado lá várias coisas que tem registro dos vampiros, pinturas, diários, tudo isso que comprova que os vampiros existem. Eles mantêm vários registros do Louie, do Lestat, do Armand. Só que de vez em quando eles intervêm, né? É tipo a pira do— já que citou Marvel, né? O Vigia da Marvel, sabe? Que é aquele carinha careca lá que ficava vendo Não pode intervir. É isso, cara. Só que de vez em quando intervém. E a Talamasca intervém mais que o Vigia, né?

GLGabi Larocca

Me parece um pouco, me lembrou, né? Obviamente não sou conhecedora dos livros, a organização lá do Hellboy, sabe? Meio que a mesma essência, né? Claro que daí o Hellboy eles vão lá e intervêm muito mais, mas essa coisa de você investigar, de você reunir esses objetos e você catalogar essas coisas que acontecem, né? Isso é muito comum nesses universos fantásticos, porque essas organizações geralmente são como a NRI fez, né? O ponto de partida para você expandindo e interligando seus livros, seus personagens.

TNThiago Natário

Só para falar, é o BPRD, que é o Bureau for Paranormal Research and Defense, tipo como se fosse um escritório de pesquisa e defesa, né?

GLGabi Larocca

É muito comum, né, a gente ter essas organizações, porque faz muito sentido, elas ajudam a gente a orbitar os personagens ao redor de uma coisa em comum.

TNThiago Natário

E é difícil também dizer que essas criaturas existem centenas de anos sem nenhum ser humano perceber e começar a analisar e prestar mais atenção, né? Porque enfim, vampiros desse universo não fazem questão nenhuma de se esconder, né? A maioria deles assim, principalmente o Lestat, né? Então faz sentido.

GBGabriel Braga

Não, só prestar atenção nesse negócio que o Reglan James, ele na verdade tá aparecendo na série muito antes, né? Ele é o cara que depois vai trocar de corpo com o Lestat lá, porque eu que eu falei, a partir do 4º livro vira uma maluquice, né? Por isso que daí eu não, não me aprofundei tanto assim. Ele troca de corpo com o Lestat, daí depois a Talamasca intervém para fazerem a troca de volta, né? Então é um momentos que a Talamasca intervenha.

Então ele tá aparecendo bem mais cedo agora na série, né? Porque daí eu não sei se pretendem chegar no 4º livro. O 3º com certeza vão adaptar, porque já deixaram bem claro que vão, né? Agora não sei se vão seguir com as outras histórias.

GLGabi Larocca

É que eu acho que também o 3º livro ele é bem querido pelos fãs, né? Tem muito isso assim. Tudo bem, eu sei, são vários livros, mas os 3 primeiros são os mais famosos, né? Então é meio que óbvio que você vai adaptar e chegar essas figuras mais até mitológicas, grandiosas desse universo.

TNThiago Natário

Bom, mas vamos indo para o segundo episódio que chama Toledo, ou Toledo aqui no interior do Paraná, né? É difícil não pensar em Toledo, mas o segundo episódio ele já vai um pouco mais fundo ali na origem do startup, né? Especialmente lá em Auvergne, né, que é a cidade onde ele nasceu e onde eles eram nobres de uma linhagem decadente. Aí depois até tem uns flashes de Revolução Francesa em Paris, né, a galera caçando a nobreza fodida lá e tal.

E tem também um pouco mais da sequência lá no hotel, né, uma cena de ação. Mas acho que o principal ali desse segundo episódio é a aparição com mais ênfase, né, com mais tempo de tela da Gabriela barra Sofia, né, que é justamente a mãe do Lestat, interpretada pela Jennifer Ehle. Que aí vou ter que dizer que achei um pouquinho fora do tom. Depois, tipo, você, ah, beleza, né, vai ser isso, então tá bom. Mas eu achei o começo, cara, mano, que sotaque bizarro, cara.

A personagem italiana, mas que italiana onde, velho? Parece que ela tá fazendo um Bela Lugosi italiano. Italiano barra inglês, um negócio assim, terra nostra.

GLGabi Larocca

Juliana, Mateus, amor é meu, amor é meu.

TNThiago Natário

É um pouco escola Tony Ramos de etnia mista, né? Pode interpretar qualquer porra, muda um pouco o sotaque. Eu achei meio demais assim, cara, porque eu acho o Sam Reid, por exemplo, é um cara que ele tá no overacting ali, mas é a porra do Lestat, entendeu? Ele tem que estar no overacting, faz sentido. Ela eu Achei tipo meio fora do tom. Depois, mais para frente, você vai, né, de novo, ah, então beleza, vai ser assim, eu vou até embarcar.

Mas no começo me deu um estranhamento grande assim, porque é uma atriz até famosa, né, não é uma pessoa assim, né, escalaram uma qualquer assim, é uma atriz bem gabaritada, vamos colocar assim. E eu fiquei meio tipo, cara, quem que deixou ela fazer isso, né? Vocês viram o que eu vi, mantiveram no corte, cara? Tá bom então, né, beleza.

GLGabi Larocca

É, eu acho que o segundo episódio ele é bem importante para a gente entender aquilo que a gente falou no começo do episódio, que o Lestat ele tem daddy issues e mommy issues desde o século 18, e que ele meio que virou um vampiro, mas essencialmente ele ainda é aquele adolescente rebelde que quer mostrar o dedo do meio para todo mundo, só que ele faz isso sendo um vampiro. Então eu acho essa parte bem interessante, mas eu não sei, talvez ali a Gabriela, né, que depois vez também responde como Sofia, né?

Eu não sei se eles não quiseram fazer ela ser exagerada que nem o Lestat, só que daí destoou, entendeu? Porque o Sam Reid, como Thiago falou, faz isso muito bem e não tem o estranhamento, porque desde o início a gente sabe que ele é o Lestat, a gente espera isso dele. Eu acho que se ele vier comedido, perde um pouco do impacto do personagem. Eu não sei se eles quiseram meio que tipo, ah, ela é mãe dele, dele. De novo, não li o livro, então talvez o Braga até possa dizer se no livro tem mais disso.

Mas, ai, porque ela é mãe dele, ela também tem esse comportamento, né? Eles são meio que uma dupla dinâmica incestuosa ali, né? Uma coisa meio bizarra. E daí a atriz perdeu o tom assim, porque realmente ela tá até meio caricata.

TNThiago Natário

E o que mais me incomoda é, você quer fazer um sotaque italiano exagerado? Faz, mas não parece italiano aquela merda, cara. Parece que ela pegou um cara de treinou o dialeto dela ali para uma coisa meio República Tcheca, sei lá que porra, negócio meio Europa Central, romeno. Não faz sentido ser italiana aquela personagem, né? Eu até fiquei um pouco assim meio deslocado no começo, né? Tipo, até sem entender o que tá acontecendo.

Mas enfim, acho que depois, contracenando ali, né, a gente também tem que levar em conta que a perspectiva do Lestat, né? Então ele é exagerado, exagerado. Então pode ser que ele esteja exagerando alguns fatores ali também da infância dele. E também achei um pouco estranho, eu não quero ser chato, mas eu achei um pouco estranho não ser em francês esse começo, cara, porque aí tem um pouco de inconsistência, né? Tem momentos da série que só porque ele tá em Montreal, que é ali no Canadá francês, a galera tá falando em francês, mas daí em Auvergne, no século 18, a galera fala em inglês.

Tudo bem, suspensão de descrença e tal, mãe dele italiana e tal. Foi um comecinho de episódio também que eu demorei um um pouquinho para engrenagem, que depois vai melhor, né?

GBGabriel Braga

Mas enfim, falando só da Gabriela, né, que nos livros eu lembrava dela chamada de Gabrielle, né?

GLGabi Larocca

Mas enfim, é que Gabriela é mais bonito no livro, é bonito francês. Não, é que Gabriela é mais bonito do que Gabrielle.

TNThiago Natário

Seu nome é Gabi, é que esse eu sou meio aliado.

GLGabi Larocca

Ah não, gente, porque no livro é Gabrielle e matou completamente aqui para mim. Eu não consegui entrar na mesma vibe porque para mim Gabriela não é Gabriele, sabe? Essa galera que encontra, sei lá, pelo novo para encher o saco.

TNThiago Natário

É que no livro fala que elas têm um sotaque mais da Calábria assim. Agora ela vê que esse sotaque meio de Vêneta, aí eu fiquei meio incomodado assim.

GBGabriel Braga

No livro, se eu não me engano, ela vem realmente de uma família nobre italiana, mas a relação dela com Lestat muda bastante, né? Porque o Lestat tá lá em Paris, ela quando tá morrendo vai para Paris para poder ver o filho, antes de morrer uma última vez, ela percebe que tem alguma coisa de muito estranho acontecendo com ele, né? Porque enfim, ele já virou um vampiro naquele momento. Ele é convertido para vampiro em 1780 com o Magnus doidão lá, né?

Daí ele tá lá em Paris de boaça, a mãe chega para ver ele, ele tá meio desesperado, que tipo, meu Deus, como é que eu vou esconder que agora virei um vampiro? A mãe dele percebe, acaba morrendo nos braços dele, mas antes de morrer o Lestat transforma. E aí ele quer meio que tipo, agora a gente vai ser companheiros para a vida toda. Ela, não, vou embora, que agora eu vou seguir minha vida. E aí ela é bem diferente, que daí ela corta os cabelos bem curtos e começa a se vestir com roupas masculinas.

Tanto que tem todo um debate acerca dessa fluidez de gênero dela, que a série meio que deslocou para focar numa questão de incesto, sabe? Esse que foi o estranhamento que eu tive na da série, esse foco muito grande em tipo, ah, veja, a relação do Lestat com a mãe dele é bem incestuosa.

GLGabi Larocca

Mas tem isso no livro ou não?

GBGabriel Braga

Eu sei que tipo, o Lestat tem uma coisa meio estranha com ela.

TNThiago Natário

Como é que você não lembra se tem incesto ou não, cara?

GBGabriel Braga

Então, eu acho que não tem, cara. Eu realmente não consigo lembrar de nenhuma cena de incesto no livro.

TNThiago Natário

Tipo, você perguntar se o Jaime e a Cersei se pegam em Guerra dos Tronos. Porra, é o primeiro capítulo deles.

GLGabi Larocca

Eu não li o livro, acho que eu já falei isso umas 20 vezes, mas porque eu sei que tem muito fã da Anne Rice que já leu tudo. Mas eu sei que ela é conhecida por tratar esses temas, né, mais tabus ao longo dos seus livros. Assim, o Mayfair Witches tem isso, né, a questão do incesto. Ela toca nessas questões espinhosas. Por isso que quando apareceu na série eu não estranhei, porque eu achei que era algo que tava no livro, entendeu?

GBGabriel Braga

É, então é que Até onde eu lembro, não tem nenhuma cena sexual entre ele e a mãe. É mais essa coisa do erotismo, porque enfim, né, troca de sangue e tal, tem toda uma relação erótica, mas não exatamente sexual assim como é na série. Na série é uma coisa assim, incesto explícito. No livro não lembro de ter isso, ainda mais porque ela abandona o Lestat, ela não quer, ela vira uma vampira meio natural. Ela depois fala para o Lestat: eu descobri que a gente não precisa dormir num caixão não, é só abrir um buraco e daí naturalmente à noite o nosso corpo sozinho brota e daí você acorda já de noite em cima da terra.

TNThiago Natário

Ela vira o Tom Bombadil, porra. Que merda é essa, né? Vampiro natureba assim, né? Tem que manter a conexão com o chão.

GBGabriel Braga

Ela é a vampira natureba total assim, ela é uma personagem meio chatinha. Inclusive a Anne Rice falava que não gostava gostava muito, né, da Gabriela enquanto personagem e tal. Ela é uma personagem diferente, ela vira essa vampira meio natureva, tipo, a gente tem que dormir embaixo da terra mesmo, sem caixão, sem nada, uma vida meio nômade, né. Por isso que na série ela tá sempre viajando, porque ela tá nem aí. Ela, pro Lestat, tipo, ah, você quer que eu seja tua companheira, né, para ficar aqui para sempre?

Tchau, vou embora, vou seguir minha vida, vou ser independente. Ela vaza assim. Daí eles voltam a se encontrar, eu acho que só lá no Rainha dos Condenados, Condenados, porque no Vampiro Lestat eu acho que só tem mesmo a relação deles quando Lestat era mortal e depois, logo depois da transformação. Daí ela vai embora e ela volta só no Rainha dos Condenados, se eu não me engano, que é em momentos mais de crise assim que ela aparece.

Que daí isso a série adapta bem, ele tá lá tipo, ah, por favor, volta aqui, faz muito tempo que a gente não se vê. Daí traz essa complexidade. Mas até onde eu lembro não tem incesto entre ele e a Gabriela no livro. Acho que isso foi uma parada que a série trouxe pra trazer uma outra camada ali, sabe?

TNThiago Natário

Agora você falando me faz gostar um pouco menos desse aspecto, porque eles vão totar uma parada assim de, pô, minha mãe tá pegando geral aí, vai transar com meu sósia no banheiro. E isso que gera ali uma ruptura entre os dois, né? Eles vão pra uma parada bastante complexo de Édipo, quase literalmente, né? Até porque ele mata o pai.

GBGabriel Braga

É que daí é isso, eu acho que não tenho nenhum problema na série série ter inserido isso e tal. Mas eu acho que talvez simplificou um pouco as coisas, né? Acho que foi um dispositivo meio para vamos tentar explicar as coisas um pouco mais rápido. Tem um complexo de Édipo, incesto, pau, ela está ruim da cabeça assim, né?

TNThiago Natário

Olha como ela é fodida.

GBGabriel Braga

É um atalho narrativo, não acho que seja uma coisa necessariamente ruim, não, não, mas é um atalho narrativo, né? Eu acho que até a personagem ali ali poderia ter sido tratado de uma maneira até mais complexa, né, mas ela vira uma coisa meio caricata, né. Primeiro que eu concordo que aquele sotaque dela é terrível, meu Deus do céu. E aí, sei lá, ela retratada meio como essa loba predadora sexual ali que quer pegar todo mundo na frente do filho, e parece que ela se satisfaz com isso, né, vira meio que a mãe ruim e tal.

Não sei, eu achei bem esquisito o modo como retrataram ela. Foi isso que eu menos gostei dessa temporada.

TNThiago Natário

Mas vamos puxar para o episódio 3, que para mim é o grande episódio da temporada até então. Assim, acho que foi ali que eu parei e falei, puta que pariu, cara, eles fizeram novamente, né? Os cara pegaram uma história difícil pra caralho de adaptar e porra, mandaram muito bem. Por que eu digo desse episódio? Porque o episódio Toronto, né, vai contar sobre os dias do Lestat quando ele chega em Paris, né? Então vai acompanhar ali o primeiro pequeno amor, né, que ele mesmo se refere diário com um pouco de desdém, Nicola, né, que ele chama de Nicky, enquanto o Louis recebe uma dica, né, do nosso querido Reagan, né, que a gente tava falando sobre ele, de que o vampiro Bruce estava, né, comandando um coven em Nova York.

E é por isso que a gente tem até um aviso de gatilho no começo do episódio, né, porque ele tem uma temática muito forte de abuso sexual, porque ele vai retomar aquele evento na vida da Clória, né, que tem no diário, que que até o Louie arranca as páginas antes de entregar para o Daniel, de que ela foi— e aí reforçando o aviso da série, né, um assunto bem delicado— que ela foi estuprada pelo Bruce. E o Louie vai atrás dele, né, buscando vingança, porque o Louie tá fodido da cabeça temporada inteira ainda pensando na Clary, né, desde que ela morre, literalmente, né.

Até a própria entrevista tem muito esse mote e tal. Só que aí o que a gente descobre, e aí eu acho uma sequência fenomenal, é que a transformação transformação do Lestat foi uma violência. Ele não pediu para ser vampiro, ele não sabia o que era ser um vampiro, ele foi raptado pelo Magnus. E até tem uma implicação ali na série, pelo menos, de um abuso sexual também. E ele é convertido em vampiro, ele é morto, né, efetivamente, pelo Magnus, que como a gente falou simplesmente se mata na frente dele e fala: você vai ser continuidade da linha sanguínea do Magnus.

E, né, falou porra nenhuma, não perguntou se ele queria ou não. E o que eu achei genial nessa questão toda, eles usarem a música, porque aí eu até postei aqui, né, tem a playlist do Spotify dos episódios. E aí tem aqui separado, né, por episódio da série, tem o setlist, né. Eu não lembro qual música que é, mas ele escreve uma música e canta uma música da perspectiva do Magnus. E aí aparece meio que como se fosse um videoclipe do Magnus cantando, né.

Eu achei, cara, fenomenal assim essa mistura da investigação do passado do Lestat com a expressão musical, né. Achei que encaixou muito bem assim ele contando a própria história parcialmente pela narração pelo documentário, mas pela própria música, né? Então, pra mim, foi um momento que tudo ali encaixou. Eu falei, pô, que puta episódio mesmo.

GBGabriel Braga

É muito bom assim, a relação do Nicolau é muito importante. A série mudou algumas coisas, né? No livro, eles fogem juntos pra Paris e tal. Daí, o Lestat vira vampiro, se afasta. Daí, o Nicolau vai definhando porque não sabe o que aconteceu com o seu grande amor. Daí, mais uma coisa que eles mantêm é a Gabriela chegando e falando assim, ó, esse cara aí é muito doido, não vai dar certo ele virar vampiro não, ele não vai lidar bem com a questão da imortalidade.

E daí, o Lestat Ah, vou transformar ele mesmo assim, né? E daí ele só enlouquece, né? Porque é esse primeiro grande erro do Lestat, né? Enfim, o Lestat começa a querer transformar as pessoas pra criar companhia pra ele. E ele tem essa relação muito forte com o Nicolas, né? Então a série consegue trazer isso muito legal, ainda mais nos momentos que ele tá delirando, né? Que o Nicolas aparece. Isso eu achei bem legal de trazer.

TNThiago Natário

E aí, puxando o episódio 4, né? Já indo para o 5 também, que o 4 é o The Devil's Road. Acho que é um dos primeiros que aparece o Armando um pouco mais significativamente, né? Ele tava— ele permanece temporada inteira nas sombras, né? Que é irônico falando de vampiros, ainda mais dele que é um caminhante do dia, né?

GLGabi Larocca

Ele é tipo um puppet master, né? Ele sempre tá nas sombras ali mexendo e a galera não sabe que tá sendo manipulada por ele, né?

TNThiago Natário

E aí acho que não sei se é nesse episódio ou no anterior, acho que no anterior, que a banda descobre que o Lestat é vampiro, né? Porque acho que no episódio 2 já, que daí ele também sai voando da janela.

GLGabi Larocca

Foda-se, ele não tá nem aí, tipo, foda-se, galera.

TNThiago Natário

Ele pega uma mina, acho que no primeiro episódio, ele já, aquele, suga o sangue dela, que ela tá com LSD no palco. Aí ele levita, foda-se, né? Tipo, eu tô fazendo uma turnê de rock aqui do vampiro Lestat, vou dar a mínima para saber isso? Eu sou um vampiro, né? Mas a banda até então tava naquela coisa meio de, ah, é só um boato, a galera tá pegando ali uma coisa inventada e fazendo uma pira em cima. E não, ele é um vampiro mesmo, né?

E aí tem um grupo lá de autoajuda que um dos componentes da banda entra, né, o guitarrista, o Alex. E aí tá o Armand lá, né? Daí ele começa por uma jornada de autodescoberta pedindo desculpas, né? Aí ele vai falar com o Daniel, aí ele vai falar com o Lestat. Aí ele tá no show, Lestat humilha ele, né? Tem toda uma pira ali. Mas o que eu acho legal aqui nessa relação do Armand com o Lestat, eu não lembro se é nesse Os órbitas, foda-se.

Que eles falam até no making of, né, quando o Armand conta a história, ele conta como se ele e o Lestat tivessem apaixonados um pelo outro, né. Tipo, eles estão ali se, pô, se pegando, eles fazem o teatro de vampiro ali junto e tal. E o jeito que o Lestat conta é, porra, essa putinha que me encheu do saco, esse cara mó, ele vem aqui, ai, eu te amo. Aí ele fala uma parada tipo, esse camarote não é grande o suficiente para para comportar o seu desespero.

Caralho, humilhar também, né? É aquela coisa, o pior que ela pode fazer é dizer não. E você é um carentão do caralho e tal. Eu acho legal esse complemento, né, dessa relação que a gente tinha visto muito do Armand com o Louis. E a gente vê um pouco mais desse início do Lestat lá no teatro, né, lá em Paris. E ao mesmo tempo a gente tem a reintrodução da Delaney Hayles, né, que tinha virado a Clória na segunda temporada. E ela volta aqui com uma personagem diferente, a Regina, que é muito parecida com a Clória, né?

Afinal, é a mesma atriz. E o Louie supostamente encontra ela por acaso lá no restaurante e fica obcecado com ela porque ela é literalmente a cara da Clória, né? Então tem essa jornada dele também, claramente não superou a perda dela.

GLGabi Larocca

É, ele pede para ela se passar pela Clória troca de dinheiro, né? Ele entrega o livro. Eu acho que é uma forma também de abordar o luto e a culpa que ele sente, né? Então ele quer porque quer. Daí nos próximos episódios eles até vão atrás, né, do espírito da Cláudia lá. Mas essa coisa tipo de mostrar o quanto esse evento— e eu acho que nos livros é assim também, no sentido de como a morte da Cláudia ela impacta muito o Louie e o Lestat também.

É uma coisa assim que eles carregam ao longo das próximas histórias. Mas ele fica muito louco vendo ela assim, ele entra daí num, começa a ficar bastante creepy, mas tudo bem.

TNThiago Natário

Ele entra numa espiral bizarra, né? Isso desemboca no episódio 5, né, que é o Nova York, que vai retratar ali a gravação do álbum, né, do Vampiro Lestat. Que ele é um grandíssimo filho da puta, né? O David Fincher dirigindo o filme, né? Por que fazer em 3 takes se eu posso fazer em 145? E a banda tipo dando a vida, os cara claramente não tão entendendo o que ele quer porque, né, eles não são vampiros. E ao mesmo tempo tem essa relação do Louis, né, vendo a Cláudia.

E como a Gabi falou, né, ele paga ela, a Virginia, para se passar por Cláudia. E vai explorar um pouco mais também a relação do Daniel com o Armand e tal. Mas claro, o mais legal aqui disparado é a caixa, né, porque a gente vai ver mais sobre o passado do Lestat. E a gente descobre que a Gabriela, assim, sai de perto, né, como o Braga falou no livro, ela vai explorar outras coisas, explorar sua conexão com a natureza. E na série é uma coisa mais de, porra, ela é uma mulher que, como o Lestat fala, né, ela nasceu no século errado, porque ela é muito mais inteligente que todo mundo à volta, mas ela tá presa lá com o marido, um bando de ogro, e não no bom sentido, não no sentido Shrek, né, uns caras burrão, né, os caras inúteis.

E aí ela não quer ficar também presa ao Lestat, né. Né, por mais que seja a única pessoa que ela gostasse naquela família, né, enfim. Então ela sai por conta própria, ele se enterra por, sei lá, 80 anos assim, foda-se, vou ficar soterrado aqui, não quero ver mais nada. Até que ele é desenterrado pelo Marius, né, que eu achei uma caracterização muito legal assim, cara. Não sei como que é no universo de Anne Rice, né, mas para série, visualmente, eu achei que ficou muito legal, tanto a caracterização do Marius, né, começar criatura claramente super antiga, né?

E ao mesmo tempo achei muito legal a caixa petrificada ali, mas principalmente a ideia da principal função de quem tá observando a caixa é meio que botar ela a par da tecnologia contemporânea, né? Então eles vão levando o que que tem de novidade aí na linha temporal, e ele surge com os LPs, né? Daí ele surge um bagulho de tirar sorvete, né, um scoop, né, ele fala ali, uma colher para servir sorvete e tal. Aí claro, Lestat sendo Lestat, ele faz merda, né.

Mas enfim, eu achei muito legal essa representação visual dela como essa figura a ser temida e mantida ali numa hibernação quase, né. Enfim, a atuação da Sheila Atim também achei foda assim, tem uma presença nela. Dá algumas respostas assim de, pô, essa então é a rainha desse rolê todo. Mas ao mesmo tempo também deixa um gosto do que vai vir pela frente, né?

GBGabriel Braga

As cenas com a caixa são maravilhosas, assim. No livro tem essa pira dela parecer uma estátua de mármore, né? Porque ela tá há tanto tempo parada já que petrificou. E daí é justamente o Lestat com a sua loucura, sua irresponsabilidade, né? Sua falta de noção. Que acaba também acordando ela, né? Esse despertar vem no Rainha dos Condenados justamente porque o Lestat começa a fazer música quando ele vira rockstar, contando tudo dos vampiros e tal.

E a caixa ressurge. Daí ela chama mentalmente lá vários dos vampiros antigos, né? Não tem necessariamente um conselho vampírico ou coisa assim, né? Mas ela chama a galera mais antiga e fala, ó, meu plano é bora matar homem e dominar o mundo. É basicamente isso assim. É muito bom, cara.

TNThiago Natário

A grande conversão, né?

GBGabriel Braga

Que eles falam, é mais ainda, né?

GLGabi Larocca

Essa apresentação dela na série é um dos momentos mais legais da temporada, porque, cara, ela é muito icônica no sentido de que, tipo, pô, ela é uma figura imageticamente muito legal, né? Como o Braga falou, essa coisa dela tá petrificada, uma coisa de estátua. E ela é o big boss no sentido assim, pelo menos do que a gente sabe até agora, né? Porque ela é a rainha dos vampiros, e se ela for despertada, ela vai causar uma puta destruição, porque ela não tá nem aí para essas regras e leis e para a humanidade, para a sociedade.

Ela é anterior a tudo isso, né? Eu acho que isso também mostra o quão os vampiros são antigos, né? Então aquela coisa de como eles estão presos nessa eternidade, que é uma pira muito Daniel Rice, né? Essa coisa até meio do desespero, né? O tempo vai passando e você vai ficando, né? Vai perdendo seu propósito.

TNThiago Natário

E é também muito legal porque nessa série eles fazem tudo que eles conseguem com efeito prático. Você vê ali, o making of é legal porque tem muito dessa construção, design de produção. E cara, isso assim, acho que cada vez mais tá ficando visível. Até com, não vou entrar em Odisseia e aí Max e essas porras, mas tá ficando cada vez mais visível que tá todo mundo de saco cheio pra caralho de CGI maldito e tela verde pra tudo que é lado e coisas que não parecem reais, ainda mais com retoque de IA, né, os caralho.

Então você bota um negócio com textura né, que claro tem um complemento de CGI, você não vai fazer a pessoa petrificada ali só com maquiagem, mas tem uma pessoa ali de fato, né, com algum nível de maquiagem, com algum nível de efeito prático. Então isso ajuda muito a atuação, né, ela consegue entregar ali um ser de fato despertando e entendendo onde que ela tá e se situando. E a cena do Lestat Pinot de ponta-cabeça é muito legal também, porque eles jogaram o ator lá para cima com fio e deixaram ele doidão lá reclamando Enfim, eu achei uma construção muito legal mesmo assim.

Como eu não li os livros, para ter essa reapresentação da caixa eu achei uma forma muito legal de fazer assim, realmente, tanto visualmente quanto em termos da história, né?

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TNThiago Natário

E chegamos então aos dois últimos episódios, né? O episódio 6 é Monroi, o episódio 7 é Os Fracassos, As Falhas. Achei o episódio 6 muito bom. Eles fazem uma construção ali principalmente do Lestat e o Louie, apesar deles terem outros momentos de contato ao longo da temporada, acho que esse que é o primeiro que eles têm uma aproximação mais emocional, né? Porque no começo eles estão até conversando porque eles se encontraram lá no furacão e pá pá pá na última temporada.

E daí o Lestat descobre que, né, o Louie deu entrevista pro Daniel e sai o livro. E ele lê, fica muito puto, faz anotações, fala que não aconteceu, que o Louie tá mentindo, que ele foi retratado como psicopata, que não sei o quê, blá blá blá. E aí, claro que ele fica puto, né? Eles vão tendo essa distância até que termina, né, no episódio 5, como ele está, Luiz chamando ele para ver a Regina, né? Assim, ele fala, cara, não é ela, né?

Dá para ver claramente, não tem tal coisa, não tem tal coisa. Mas ao mesmo tempo aquilo mexe com ele, né? Eu achei legal que eles fizeram a construção também de ele mudar completamente estilo musical mesmo, o gênero, o tom da banda dele, quando ele se reencontra, claro, não com a Clória de verdade, mas talvez com aquela memória que ele tem, daquela culpa que ele carrega da Cláudia, né? Porque ele chega no estúdio, senta lá no piano.

Eu acho que nesse caso é o Stained Glass Eyes, né? Ele descreve basicamente ela morrendo sem tirar o olhar dele, né? E eu achei uma cena muito boa, achei a música muito boa também, cara, porque ele realmente troca tudo, né? Eu achei legal também a sequência de chegar para banda e falar, cara, isso aqui é música para vampiro, vocês mortais não sabem porra nenhuma. E a galera fala, não, então tá vamos virar vampiro, né? É isso aí.

E aí muda completamente o som da banda. E aí nesse episódio 6 já é assim o álbum gravado, né? Eles já lançaram, já tem tipo a crítica humana dando 3 de 10, assim detonando o álbum deles, chamando ele de Robert Plant falsificado com gel no cabelo, né? Porque ele muda bastante, né? Ele tira o glam rock e vira uma coisa meio pop triste assim, né, vira uma Taylor Swift deprê, né, uns álbuns lá meio mais a capela com piano e tal. Bom, mais focado no vocal, enfim.

E aí no 6º episódio já é, gravaram álbum, ele tá se preparando para o grande show, né, o espetáculo lá com uns 45, 50 mil pessoas. E aí tem essa aproximação dele e do Louie no Halloween em que eles fizeram esse plano, né, de encontrar o Daniel uma última vez para dar uma entrevista, né, fechar o documentário. E aí eles contratam aquela bruxa pra, né, invocar a Clória, né, pra ter um fechamento. E nisso o Louie descobre, né, da relação incestuosa do Lestat com a mãe.

Eles têm uma puta briga e tal, blá blá blá. E eu acho legal essa construção deles ficarem— é meio que um episódio em tempo real quase, né. Ele começa tipo 11 horas da noite, eles marcaram encontro pra meia-noite. E aí eles vão: pô, é uma péssima ideia, a gente deveria fazer. É uma péssima ideia, mas você vê que os dois querem esse Encerramento, cara. Aí surge a Clódia, né?

GBGabriel Braga

Incrível essa cena, porra, que sequência do caralho!

TNThiago Natário

Assim, achei foda. E até depois vendo o making of, né, que eles gravaram várias vezes, e a atriz, né, a Delaney Hales, ela ia subindo o tom assim. Esse take é um dos últimos, que daí a galera já tava todo mundo meio embasbacado assim, porque ela transmite um ódio profundo assim, que, cara, tipo, é aquela coisa, não parece atuação, né? Você vê uma pessoa— porque o que eles esperavam, né?

GLGabi Larocca

Tipo, ai, Clódia, tudo bem? Eu estou bem, vamos seguir a vida de vocês. Eu acho que é isso que eles acharam.

TNThiago Natário

Como que tá o inferno aí? Ah, tá quente, né? Puta, que coisa, né? E eu achei a construção visual muito legal porque ela tá meio chamuscada assim, né, ainda de ter sido queimada viva, né, afinal. E cara, eu achei foda assim, especialmente no Louie, né? Ela é selvagem assim, né? Tipo, não só não te perdoo como você tá usando minha memória, passei um chatão do caralho e eu gostava mais do Lestat. Acho que o que dói mais, né?

GLGabi Larocca

Nunca mais mencionem meu nome, queimem tudo e me esqueçam. É tipo meio que assim, eu odeio tanto vocês que eu não quero, não quero que vocês lembrem de mim assim. E mostra também como eles imaginavam, né? Tipo, porra, vocês acham o quê que vai acontecer? Que ela vai chegar e falar assim, não, segui o caminho da luz, sigam vocês também. Ah, vai tomar no cu!

GBGabriel Braga

Ela é muito boa, que daí você você vê que tanto a versão do Louie quanto a versão do Lestat, quando eles vão falar da Cláudia, claro que eles se eximem totalmente da culpa, né? De novo, é uma bizarrice, eles transformam uma criança em vampira, né? Então, claro que as duas primeiras temporadas já falaram bastante disso, mas você vê que nessa terceira, né, anos depois do ocorrido, os dois parece que esqueceram o que aconteceu. Esqueceram as consequências.

Aí daí foram tomados por esse sentimentalismo e meio que se eximiram da culpa, né? Cara, é uma baita de uma cena, que cena maravilhosa, né? Que daí ela só joga na cara deles assim, fala, cara, vocês dois são uns bosta, né? Pô, você voltou, Culestar, tudo que aconteceu, eu morri pra nada, basicamente, né? Pra vocês continuarem juntos.

TNThiago Natário

É que fica muito claro, acho que essa é a construção desse episódio, que eles continuam vendo ela como uma criança. Porque é toda essa dinâmica da segunda temporada, né? De que eles convertem ela criança, mas, cara, passa décadas, né? Então, pô, ela tem ali, é pra ter 14, 15 anos, mas ela tem 80, né? Ela é um indivíduo ali que junto com eles e não tutelado por eles, mas na cabeça deles, foda-se, né? É um casal que adotou uma filha assim.

E acho que é muito legal essa cena de ela mesmo do mundo dos mortos invocada conseguir tomar aquela ação de, cara, eu que vou falar agora, vocês calem a boca e me escutem, né? Você queria uma despedida emocionante? Um Obi-Wan Kenobi virando luz aqui, pau no seu cu, né? Eu só tenho ódio, assim, o que eu posso oferecer é ódio. Enfim, acho que ficou muito legal porque daí ela realmente toma essa autonomia, né? Porque até a cena, eu acho muito boa a sequência no episódio 3 que o Louie mata o Bruce, né, o vampiro que abusou dela.

Ele lê o diário e tal, que, cara, não é o lugar dele. Até bem construído que ele lê, faz todo um drama e joga a página e queima o cara. O cara merecia morrer, óbvio, Mas tipo, não é isso que vai resolver aquela ferida, né? Ao mesmo tempo que eu acho muito legal, ainda acho uma construção boa, é que na cabeça fodida dos dois, mesmo ela tá puta da cara com eles, odiar eles, gritar com eles, ai, tá bom, pra mim assim fechou essa ferida aí, pra mim tá de boa, ela me odeia, não preciso mais pensar nela também então, não.

GLGabi Larocca

Então eles são tão filha da puta que tipo, beleza, então fica aí no inferno que a gente vai seguir nossa vida, valeu pelo desfecho, valeu por aparecer aí.

TNThiago Natário

E a gente vai escolher o outro de novo, que era justamente aquilo que você ficou, né, que tipo magoou tão profundamente ali no final. Então a gente vai fazer mais uma vez e vai ficar junto aqui, tocar mãozinha no parque até que eles são decapitados, né. Aquela sequência assim que— porque esse episódio ele tem um tom, apesar dessa sequência mais pesada, né, ali da Clória, ele tem um tom muito mais dramático do que de perigo, né.

A gente até esquece do Armando lá tretando e tal, até que aparece o Alex, né, que é esse novo vampiro guitarrista da banda. E aí ele surge, ele fala, que esquisito, né, só ouve o cortou-lhe a cabeça, os dois, né, caem decapitados no chão e encerrou o episódio, né. Pô, penúltimo episódio, os dois decapitados. Aí vai para o último episódio, que é uma jornada muito mais psicológica, né. Por um lado a gente tem o Louie cabeça, né, com o corpinho do lado ali no açougue tendo uma DR com o Armando, né?

E enquanto isso, o Lestat tá tendo uma DR. O Lestat é tão ególatra que a DR é com ele mesmo, né? Ele imagina numa mesa gigante ali uma mistura de pessoas que ele fez mal com pessoas que ele amou. Eu acho bizarro ter a baterista da banda. Qual que é a relação profunda ali com a baterista da banda? Mas beleza, porque tem a mãe dele, tem o Magnus, tem o Louie ou Mário, né, e tal. E é daí baterista da banda. Bom, enfim. E aí depois tem um showzinho lá com todas as pessoas que ele matou e tal, até voltar, né, as cabeças serem suturadas ali.

Assim, achei o episódio um pouco mais fraco, assim. Entendo a ideia, achei a construção até que legal, cenas de diálogo boas, mas é difícil depois do 6º episódio, né, termina com os cara decapitado e deu 7º uma jornada psicológica, terapia, né, assim. Difícil manter, né?

GLGabi Larocca

O final do 6º episódio é muito bom. Daí você tá tipo lá em cima e fica até difícil você meio que conseguir nivelar. Então parece que faltou alguma coisinha, né? Eu entendo, eles querem deixar em aberto para grande conversão e para caixa, mas parece que faltou algo ali, não sei, para fechar assim, terminar a temporada com você falando, caralho, eu vou ter que esperar 2 anos para ver o que vai acontecer agora, sabe? Parece que não tem isso.

TNThiago Natário

Nossa, parece que ele ficou meio sanduíchado ali no final muito foda do 6º episódio, uma promessa de um apocalipse musical ali na próxima, e o episódio um pouco mais reflexivo. Ainda mais que eu vi diretão, né, eu assisti 6, já vi o 7, aí deu um pouco de uma queda. Eu não sei, acho que podia ter uma coisa um pouco mais musical assim, porque tem no episódio 6 aquela, até anotei aqui, tem uma música bem legal na mesma vibe daquele sobre a Clória, Brutal Love, que ele tá cantando meio que para Gabriela, mas também para o Louie.

E aí no final você vê que é para o Louie mesmo. Nesse sétimo, achei que faltou um, não um show inteiro, mas de repente uma música, alguma coisa um pouco mais avançando um pouco, né? Acho que termina meio agridoce ali nesse final muito introspectivo ali, muito reflexivo, né? Mas enfim, né, a temporada como um todo é muito boa.

GBGabriel Braga

É que daí já termina termina no pós-destruição, ele termina no que vai acontecer na próxima temporada. Por isso que eu falei, daí fica esquisito, que daí a gente ouve falar da destruição no primeiro episódio e no último, ó, ainda vai acontecer, hein? Você fica anunciando a temporada inteira. Se anunciasse só uma vez, daí provavelmente a percepção de final ia ser, caralho, nossa, que puta gancho! Mas como anunciou várias vezes— mas eu concordo que esse último episódio parece que dá uma baixada assim, ele não é tão legal legal quanto o sexto.

Sexto episódio é incrível. E daí esse último ficou essa coisa introspectiva, tá lá o Armand revelando que ele tá, né, eu por trás de tudo, grande gênio do mal. Mas daí depois ele também começa a chorar lá escutando o que o Louis tem a dizer, ele também fica meio parece que tocado. E daí tipo, foda-se, deixa a Talamasca pegar a cabeça dos dois, costurar, e é isso. Vai para o concerto, o concerto acontece, mas a gente gente não vê. É o último episódio que é um pouco mais confuso assim.

TNThiago Natário

O Armão, usando uma expressão de internautica aí, ele faz muito de pão para levar linguiça, né, cara? Ele fica toda hora lá, porque eu sou um coitadinho. E o Louie percebe isso, né? Eu acho legal aquele desfecho ali, porque ele fala, cara, você, tudo que você precisa é de um colinho. Aí você vai se apaixonar pelo Lestat, que, cara, é o mais pirado dos vampiros, só gosta dele mesmo, e pelo Louie.

GLGabi Larocca

É o mais problemático de todo mundo aos narichos dele, nunca superou.

TNThiago Natário

Puta, é o mais fodido da cabeça, né? E daí o Louie, que também, cara, já tá totalmente capturado pelo Lestat ali. Daí ainda tudo que acontece com a Clória e tal. Mas achei um bom desfecho para o Armand até nesse arco, né? Porque ele fica muito, muito da temporada ali, até enche o saco umas horas, né? Que ele aparece, aí parece que ele tá arquitetando, mas ele não faz nada, né? E no final ele tem uma ação um pouco mais incisiva ali, né?

Como é que você paralisa um vampiro? Corta a cabeça dele, né? Agora você vai ter que me ouvir que a gente vai conversar aqui. Então achei até legal assim, mas de novo, acho que faltou pelo menos um gostinho a mais do que que vai vir nesse grande apocalipse vampiro e tal, né? Achei que podia ter um pouquinho mais de um gostinho, alguma coisa mais ligada com a música e tal. Mas enfim, não acho que também termina a temporada tipo, ah, nossa, acabou com tudo, né?

Tô desanimado para ver e tal. Pelo menos até onde a gente sabe aqui, não tá confirmadíssimo uma 4ª temporada, mas assim, como não é da Netflix, Netflix. Dá para dizer que não vão cancelar do nada assim, foda-se, né? Netflix tá só transmitindo. Então enfim, quase certeza que vai ter, né? E aí não sei se eles vão fazer duas temporadas, três, enfim, mas a premissa ali para o Ryan dos Condenados tá dada já. Bom, então chegamos ao fim de mais um RDMcast sobre Entrevista com Vampiro.

Acho que, como o Braga falou, talvez a gente pensando aqui algumas coisas, umas comparações, alguns personagens, possivelmente seja um pouquinho abaixo da segunda temporada, que para mim é né, assim, espetacular. Mas é uma puta temporada, acho que vale a pena também dar uma conferida na setlist, né, que foi postada, que eles fizeram toda uma divulgação com o Vampiro Lestato como um artista independente no Spotify. Aí tem o Sunread lá e a voz dele, né, obviamente deve ter uns autotune ali, alguma coisa para dar uma arrumada, mas eu achei legal essa produção, dá para ouvir as músicas e lembrando das cenas e tal.

E aí também a gente quer saber de vocês o que acharam dessa terceira temporada. Acho que eu vou deixar uma enquete. Agora que a gente tem 3 temporadas, dá para perguntar qual que é a melhor, né? Porque acho que vai ter uma boa discussão, porque eu já vi bastante gente falando que essa terceira é a mais legal, né? Então acho que rola um debate legal. E também comentem o que acharam da temporada e do episódio.

GLGabi Larocca

Lembrando que vocês podem contar essas coisas para gente nas nossas redes sociais. A gente tá no Twitter, TikTok, Blue Sky como RDMcast, no Facebook e Instagram como República do Medo. Tem o nosso site republicadomedo.com.br. E caso você queira escrever um email, você pode enviar para contato@republicadomedo.com.br.

GBGabriel Braga

E se vocês quiserem um pouquinho mais de RDM, vocês podem entrar no nosso canal do YouTube República do Medo, se inscrever, ativar aquele sininho, e daí vocês ficam por dentro da nossa programação de lives. Lembrando que já tem bastante coisa lá gravada que vocês podem assistir à vontade. E também não deixem de entrar em lojaflutuante.com.br/rdm e conferir todos os produtos que o Corvinho separou para vocês.

TNThiago Natário

Bom, gente, então O AIDMcast da semana vai ficando por aqui. Muito obrigado pelo carinho, pela audiência de sempre, e até a próxima quinta-feira.

GLGabi Larocca

Até, até!

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RdMCast #563 – Entrevista com o Vampiro Lestat | Castnews Index — Castnews Index