RdMCast #562 – O horror (e o humor subversivo) em Shrek
É difícil encontrar uma pessoa no planeta Terra que não conheça Shrek. Desde sua primeira aparição arrancando uma página de um livro de conto de fadas para se limpar, o grosseiro e adorável ogro verde tornou-se um símbolo da subversão do gênero clássico. Com quatro filmes lançados (e mais um por vir) e bilhões de dólares arrecadados nas bilheterias, sem contar os filmes spin-off, Shrek é certamente uma das franquias de animação de maior sucesso da história. Neste RdMCast nostálgico do início dos anos 2000, mergulhamos de cabeça em todas as referências clássicas, bem como no lado mais sombrio dos grandes vilões da franquia, como o Lorde Farquaad, a Fada Madrinha e Encantado, e o Raspul…. Raspulskt…. o vilão do quarto filme. Coloque Smash Mouth para tocar e nos acompanhe nessa jornada por todas as piadas sujas que não entendíamos quando crianças, bem como a mensagem sólida embalada em humor subversivo que fez de Shrek um gigantesco fenômeno cultural.
O RdMCast é produzido e apresentado por: Thiago Natário, Gabi Larocca e Gabriel Braga.
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Shrek (2001)
Shrek 2 (2004)
Shrek Terceiro (2007)
Shrek Para Sempre (2010)
Citações off topic:
Toy Story (1995)
FormiguinhaZ (1998)
Vida de Inseto (1998)
Eu Sou a Lenda (2007)
Adivinhe Quem Vem para Jantar (1967)
A Felicidade Não Se Compra (1946)EPISÓDIOS CITADOS:
RdMCast #540 – O Horror em (e o nosso amor por): Toy Story
RdMCast #422 – Animações acidentalmente revolucionárias
RdMCast #423 – Especial dia das crianças: o horror na Disney
RdMCast #516 – Isso deu um Remake: Eu Sou a Lenda
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- Sátira e Crítica SocialLorde Farquaad como vilão · Censura e piadas adultas · Refugiados e expulsão de criaturas · Tortura e waterboarding · Gentrificação e especulação imobiliária
- Shrek 2: Expansão e ReferênciasReino de Tão Tão Distante · Paródia de Los Angeles · Fadas · História do Gatinho Astolfo · Referência a 'Adivinha Quem Vem para Jantar' · Trilha sonora e números musicais
- Elenco e AtuaçõesMike Myers como Shrek · Eddie Murphy como Burro · Cameron Diaz como Fiona · John Lithgow como Lord Farquaad · Bussunda como Shrek (Brasil)
- Comparacao de AdaptacoesShrek (livro vs filme) · Subversão de contos de fadas · Personagens clássicos reimaginados · Mensagem de autoaceitação
- Shrek 5 e Futuro da FranquiaAdiamentos e polêmicas · Teorias sobre enredo e 'cultura woke' · Comparação com 'Homem-Aranha no Aranhaverso'
- Shrek 3: Perda de Tom e PotencialCrise de paternidade de Shrek · Princesas em chá de bebê · Encantado como vilão · Referências a Eraserhead e Monty Python
- Shrek Para Sempre: Esquecível e Sem AlmaRumpelstiltskin como vilão · Paródia de 'A Felicidade Não Se Compra' · Crise existencial de Shrek · Mudança no estilo de animação
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well, a community cycling group. The thing about Facebook, you might find more than what you're looking for. From a browse to a bike ride, this summer find Bom dia, boa tarde, boa noite, amantes do horror. Sejam muito bem-vindos, sejam muito bem-vindas e bem-vindos a mais um RDMcast. Eu sou o Thiago Natari e o episódio de hoje nos leva de volta ao lado mais sujo, em vários sentidos, das nossas infâncias, pra falar sobre outra querida franquia de animação com elementos de horror: Shrek.
E aqui comigo pra conversar sobre ogros, pântanos e contos de fadas macabros, eu tenho ela, a maior fã da princesa ogra Fiona, Gabi Larocca.
Achei que você ia falar que eu sou igualzinha à princesa Fiona, eu ia sentir isso como um grande elogio, porque a princesa Fiona é foda pra caralho. Entendeu?
Princesa Fiona dando porrada em todo mundo desde o primeiro filme, né?
Que Bela Adormecida, gente! Cinderela, Branca de Neve, nenhuma delas chega aos pés de Princesa Fiona, a verdadeira princesa de todas.
Quando a Disney lançou lá o Valente, né? Ah, é porque é uma princesa foda, não sei o quê. Cara, Fiona tava chutando bundas 10 anos antes já, né? Mas enfim, também tenho comigo ele que ama aterrorizar os aldeões com seu temível uvo de ogro legendário, Gabriel Braga.
É assustar os aldeões, os alunos, todo mundo, né, cara? O bom é que eu tô quase em situação de Shrek, assim, do morar no pântano, né?
Tô desalojado aqui.
Tô me identificando muito com a pauta de hoje.
O Shrek não é desalojado, cara. O Shrek, ele é dono da sua própria propriedade, como a Fiona fala.
O Shrek tá melhor que eu, né? Ele pelo menos tem um pantanozinho pra chamar de seu.
É, ele acolhe os desalojados. Bom, gente, então eu vou deixar vocês com os nossos breves recadinhos. E na volta a gente vai falar sobre uma das maiores franquias de animação dos últimos tempos. Aqui foi. Aqui também. Aí. Bom, gente, como eu tenho certeza que todos vocês perceberam, a gente tá numa semana de temperatura bem mais quente, né, o chamado veranico. Mas a gente tem ainda bastante semanas de inverno pela frente, até pelo menos setembro.
E isso leva, né, vários questionamentos e uma dificuldade que acho que é compartilhada por todos. Quando a gente acorda de manhã e se depara com a seguinte pergunta: como que eu vou me vestir pra esse dia. E a gente sempre brinca, né, que tem o meme do não tá tão frio quanto em Curitiba, mas pra quem mora aqui ou já conheceu, o inverno daqui é bem traiçoeiro mesmo, porque tem dias que pela manhã chega a fazer muito frio, assim, temperatura às vezes perto de zero, ou dias um pouco menos frio ali, abaixo de 10 graus, e aí vai esquentando ao longo do dia, chega meio-dia pra frente, já tá 20 graus, e eu sinto muito calor, então eu tenho essa dificuldade de ir colocando roupa e ter que tirar jaqueta ao longo do dia, colocar na mochila, fica pesado, atrapalha, enfim.
E né, como a gente sempre diz, a Insider Store traz a solução para gente, que não é colocar mais roupa e sim focar em roupas que tem o tecido certo, que regula a nossa temperatura sem pesar no corpo. Então peças como a Tech T-Shirt manga longa, tanto feminina quanto masculina, a calça Future Form que é masculina, o Tech feminino e, né, a segunda pele manga longa ajudam bastante a se aquecer no inverno sem ter que ficar colocando e depois tirando várias camadas de roupa.
E como eu sempre lembro, vocês podem acessar o site da Insider direto pelo link que eu vou deixar aqui na descrição, que já soma automaticamente os descontos do site com o nosso cupom, que é o RDMCAST. Então, gente, aproveitem a solução inteligente que a Insider traz para você e se mantenha aquecido e estiloso no inverno usando o cupom RDMCAST. Gente, antes de passar pro episódio, só fazer um comentário, uma propagandinha aqui interna da IBM, que essa semana a gente lançou mais um Cabana, de número 109, e a gente falou sobre o Undertone, que é um filme que eu já tinha ouvido falar bastante tempo quando saiu o trailer, até porque pra gente ele tem uma coisa um pouco metalinguística, né, de envolver um podcast de horror.
E é um filme com distribuição da A24, mas que não teve uma estreia tão ampla no Brasil, né, não foi um filme de bilheteria gigante. E agora ele chegou na HBO Max, então bastante gente teve acesso. O filme, inclusive, a gente, né, assistiu e a gente discutiu nesse Cabana, né, nossas impressões, se o filme vale a pena, se ele consegue oferecer alguma coisa diferente em termos de formato. Foi bem interessante a discussão pensando nesse aspecto do podcast, né.
E como a gente sempre lembra, o Cabana RDM é um produto, eu acho que diria o principal produto do nosso Apoia.se, né, uma forma da gente dar um agradecimento especial para nossos apoiadores e apoiadoras que são fundamentais para manutenção do podcast. E a partir de R$20 mensais você tem acesso tanto ao Cabana RD quanto nome na sala de apoiadores, o grupo secreto no Telegram, e também tem várias outras opções de apoio com outras recompensas também.
E é bem fácil o acesso, tá, gente? Dá para ouvir pelo app do Apoia.se mesmo, ou para quem prefere pela Orelo, eu tenho postado por lá também. Mas pelo Apoia.se inclusive dá para fazer uma integração com o Spotify, né? Só logar por lá e fazer uma conexão bem rapidinho e você já ouve num feed separado, como se fosse o RDMcast mesmo. Então super facilitado, e é um conteúdo extra que a gente posta quinzenalmente. E você se tornando um apoiador, automaticamente você já tem acesso tanto a esse Cabana que eu comentei agora, quanto os próximos e os anteriores também.
Então super vale a pena apoiar o RDM e também ter acesso a esse conteúdo extra. Então é isso, gente, sem mais delongas, deixo vocês com essa jornada nostálgica pela franquia Shrek. She was looking kind of dumb with her finger and her thumb in the shape of an L on her forehead. The years start coming and they don't stop coming. Fed to the rules and I hit the ground running. Didn't make sense, nothing more fun. Your brain gets smart but your head gets dumb.
So much to do, so much to see, so what's wrong with taking the back streets? You'll never know if you don't go. You'll never shine if you don't glow. Hey now, you're an all-star. Get your game on, go play. Hey now, you're a rock star. Put the show on, get paid. Only shooting stars break the mold. Bom, antes de mais nada, só comentar que a ideia da pauta ela surgiu principalmente no episódio 540, né, que é o horror e o nosso amor por Toy Story.
Mas a gente já tinha até brincado um pouco com essa ideia antes, né. Tem alguns episódios do RD que a gente falou de animações. Eu anotei aqui principalmente o 422. Que a gente fala das animações acidentalmente revolucionárias, né, principalmente da Pixar. Mas também a gente tem um 423, que é um especial Dia das Crianças com horror na Disney. E acho que sempre teve essa intenção, né, assim, pô, falar de filmes que misturam animação e horror.
Um dos que vem primeiramente é Shrek, né, por toda a temática, né, de você ter um ogro como protagonista, enfim, milhares de personagens de contos de fadas que aparecem. Mas também porque Especialmente o primeiro filme é extremamente sujo, né? Eu digo no sentido tanto do ogro no pântano com banho de lama, mas também das piadas, né? Fui anotando assistindo, cara, o que tem de piada de duplo sentido que você pega criança ali, claro, não entende porra nenhuma, aí depois você fica pensando, meu Deus do céu, piada com pinto, jogo boca suja, cara, porra.
E a dublagem do primeiro é uma preciosidade, né, cara? Com o Bussunda assim, é um negócio incrível.
Bem rapidinho, só para a gente estabelecer aqui, e aí eu vou perguntar para vocês qual que é a relação de vocês com Shrek. Mas o primeiro filme é lá de 2001 e ele ficou em produção bastante tempo, né? Eu fiquei chocado. Aquela velha piada, né? Eu tinha 29 anos de idade quando eu descobri pela primeira vez que Shrek é baseado num livro que foi escrito e ilustrado por um cartunista estadunidense, William E assim, claro, é completamente diferente, né?
Tem muita coisa que foi criada pro filme, né? O livro, ele é bem simples, né? Não vou fingir que eu li, até descobri isso faz pouco tempo. Mas ele é assim, um pouco dessa ideia do jovem ogro partindo numa missão procurando sua princesa ogro. Mas acho que a grande inspiração que o filme usa é ter o suposto vilão da história como protagonista, né? Vocês podem pesquisar aí Shrek livro e vocês vão ver que ele é bem mais feio. No livro do Stieg, né?
O filme dá uma certa suavizada, assim. Acho que é um dos principais acertos no começo ali, né? De você ter uma criatura que tem que ser diferente, né? Ele não pode ser um personagem de animação heroico, cabelos esvoaçantes e tal. Então ele tem um pouco dessa característica, mas ele é simpático, né? Ele é o ogro que supostamente é malvado, mas na verdade tem um bom coração, né? É isso que eles pegam de principal premissa.
O livro é bem curtinho, ele tem 30 páginas, né? E tem alguns temas ali sobre aparência, autoestima, encontrar a sua metade, até mesmo desmistificar um pouco a ideia da princesa sempre bonita, esperando. Só que o filme, ele consegue desenvolver isso, né, de uma maneira bem mais profunda do que um livro de 30 páginas, obviamente. Então acho que tem muitos acertos nessa adaptação, realmente, de você pegar a ideia principal, pegar ali o personagem, mas saber qual é o tom e para onde você tem que ampliar essa história, e que temas que você precisa trabalhar melhor.
Shrek é uma preciosidade assim, né? E você constrói essa imagem do vilão, mas ele é extremamente carismático, mas do jeito meio esquisito, né? Porque ele quer ficar sozinho, ele briga com todo mundo, mas como o Thiago falou, ele tem um coração muito grande. Então ele fica aquele rabugento que a gente adora ver, né? É engraçado ver ele reclamando das coisas, é engraçado ver ele agindo meio destrambelhado, mas daí vem um companheiro que é mais destrambelhado ainda e ele é meio que levado pra essa aventura mesmo sem querer, mas daí a gente acaba gostando dele demais assim.
Eu acho que é uma construção de personagem muito, muito boa, né? Que assim, de início a gente já gosta dele, né? Mesmo ele sendo muito esquisito, muito mal educado, né? Ou como o Thiago falou, né? Meio boca suja, né? Mas a gente já adota ele assim, tipo, eu queria que esse cara fosse, sei lá, meu tio. Enfim, a gente assistiu criança a primeira vez, né? É tipo, a gente já identifica com algum tio, algum parente mais rabugento ali, meio que cria aquela identificação inicial.
E depois, quando ele tá cuidando do burro, a gente se sente meio cuidado também, né, cara? É muito legal a construção do Shrek.
Ele é meio que o Grinch, né? O personagem mal-humorado ali que descobre amigos.
Ele descobre amigos improváveis, né? Aquela jornada de que se conhecer, se permitir, você consegue encontrar amigos diferentes de você, né. Mas uma coisa legal do Shrek é que mesmo ele sendo emburrado, né, como a gente tava comentando, dele ser grosseiro, a gente gosta dele desde o início, como Braga falou. Então você fica com aquele personagem como se ele fosse um amigo e torcendo, né, o tempo inteiro para que as coisas deem certo.
Mas você também não quer que as coisas deem certo a ponto de que ele mude completamente. Acho que essa é a principal joia do Shrek, no sentido de que, claro que ele tem que mudar algumas atitudes, né, ele tem que crescer enquanto personagem. Mas ao mesmo tempo, ele tem que manter algumas características que destacam ele, né, que tornam ele tão especial dentro desse universo.
Ué, esse é o grande mote de Shrek como um todo. Claro que a gente vai falar aqui dos elementos de contos de fadas macabros e de piadas, né. Porque especialmente o primeiro e o segundo são comédias, né. Assim, até depois, eu acho que o terceiro e o quarto tentam pesar o clima demais. Assim, em alguns pontos, cara. Caralho, agora o Shrek é pai, ele tá em crise de meia-idade. Caralho, mano, ele peidava no pântano lá no primeiro filme, o Bussunda.
Como assim, cara? Eu acho que eles levam para um lado meio zoado depois, mas ao mesmo tempo tem uma mensagem muito legal durante todo o filme, né? Até mais no segundo, que é aquela ideia de que você não precisa mudar para acomodar todo mundo. Claro, você não vai agir como um ogro sozinho sozinho, odiando todo mundo à sua volta e não querer ter amigos. Mas você não precisa também se moldar completamente para outras pessoas, né?
Eu acho que tem uma mensagem de autoaceitação ali, acaba tendo um core dramático ali que é legal, né?
E não só com o Shrek, né? Com a Fiona também, toda essa jornada dela no primeiro e no segundo, principalmente. Própria forma como o filme ele rompe muito as nossas expectativas com a ideia de princesa. Mas essa jornada dela de aceitar que ela é uma ogra e que tá tudo bem, e que ela gosta de ser uma ogra, eu acho isso mais legal. Não é que ela tem que se conformar, ela contra o Shrek. E juntos eles vão descobrindo que ser ogro não é uma coisa necessariamente ruim.
Que é uma coisa que é bem criticável até em muitas das animações anteriores, que acho que é isso que o Shrek tá comentando, né? Que muitas vezes você tem uma história de uma certa dualidade e o personagem principal tem que fazer uma escolha para se acomodar a um outro personagem. E o viver feliz para sempre é abrir mão de alguma outra coisa. Sei lá, agora pensando, o Tarzan, por exemplo, né? Ele tem que ir lá e virar civilizado, entre aspas.
Enfim, dá pra pensar em outros exemplos. O Shrek é 100% subversivo, né? Vamos pensar elementos básicos de conto de fadas: a princesa no castelo, daí alguém vai resgatar não sei quem, esse cara é um ogro. Aí o filme começa e daí tem, ah, o rei e a rainha são bondosos, não sei o quê, o lorde do território aqui é um gredge de um filho da puta, né? Que é uma possibilidade muito distinta, né? Porque esses história de conto de fadas e tal é sempre uma coisa, uma monarquia, né, um déspota esclarecido assim, todo mundo vive em paz, feliz.
E cara, pô, e se o rei, Lorde, que seja um psicopata, né? Essa já é uma pergunta que se faz. Mas o que é mais legal é que tudo começa com meio que um deslocamento forçado, né? O ogro Shrek tá lá no seu pântano tranquilo, né, vivendo sozinho porque todo mundo tem medo dele. Só que o Lorde Farquaad, né, que é o grande vilão desse primeiro filme, ele expulsa os personagens de contos de fadas do território dele e ele força todo mundo a ir para o pântano.
Então o Shrek se vê cercado de personagens clássicos de animação, né, cara, impossível enumerar todos, mas tem os Três Porquinhos, o Pinóquio, tem o bonequinho de gengibre, a ideia dos animais que falam, enfim. E o Shrek parte nessa jornada para Né, assim, o que que esse lorde quer? Ah, ele quer a princesa lá no castelo, beleza. Então eu vou lá, resgato ela. E daí ele traz essa galera de volta pra dentro do reino e eu vou recuperar minha paz, né.
É uma premissa bem simples, um mote bem direto ao ponto. E ele até lembra o primeiro Toy Story nesse sentido, né. Que a gente falou no episódio 540 de como a premissa do primeiro Toy Story é super simples. Até porque era o que a animação, esse tipo de animação, na época permitia, né. Que o Shrek também foi feito com essa animação de computação. Claro que Pegando o primeiro Toy Story ali, 95, o Shrek de 2001 já tem um certo salto, mas ainda assim era super demorado e tinha toda uma preocupação, né, de tempo investido em animação, como que você vai modelar os personagens e tal.
Então também foi um filme que demorou bastante para sair, né. Mas enfim, antes de eu entrar nisso, quero perguntar para vocês o que que vocês lembram de assim assistir Shrek pela primeira vez, porque eu lembro, foi até uma coisa que eu fui pesquisar assim, quão grande tinha do Shrek no lançamento, né? Porque eu fui pegar depois só em DVD. Nem vi isso aí no cinema, mas também eu tinha 4 anos e meio, né? Daí também não é que eu tava com o box office mode aberto, tipo, nossa, esse filme parece bom demais, mamãe, me leve!
Eu já tô assim, como que o Thiago de 4 anos e meio não logou Shrek no Letterboxd na estreia?
Eu pensei a mesma coisa.
Eu lá dando 2 trans e meia, né? Achei legalzinho, mas não é Toy Story, né? Mas eu lembro que eu vi depois, assim, então na minha cabeça não tinha sido uma estreia tão grande. Mas na verdade o filme arrecadou já, o primeiro, quase 500 milhões, né? Então já foi uma puta estreia e ele chegou no Brasil no cinema. Enfim, não é que é um filme pequeno que depois foi construindo, né? Ele já chega gigante, né? Mas perguntar para vocês aí qual que é a relação de vocês com Shrek. Vocês viram no cinema já o primeiro? Viram depois? Enfim.
Cara, se eu não me engano, eu vi o Shrek já no cinema, pô, 2001, né? Eu tinha 6 anos, mas eu acho que o meu pai ficou muito doido para ver. Ele gostava muito, né, de levar para ver filmes infantis assim, mas ele fazia uma curadoria antes, né? O Shrek, qual que foi o critério? O Bussunda tá dublando, né? Então o filme vai ser bom. Não tem como o filme ser ruim assim. Critério: bussunda. Cara, a gente foi ver, a minha irmã foi junto, mas ela é 4 anos mais nova, né?
Foi muito divertido, minha irmã não deve nem lembrar, né? Mas cara, foi muito legal assim. É um filme que dá pra ver a família toda, né? Porque enfim, pra quem é mais velho já pega algumas piadas ali de duplo sentido também. As crianças não pegam, você dá risada porque sei lá, é um ogro soltando pum. É muito engraçado, não tem como assim. Assim, até hoje um ogro soltando punho é engraçado. O burro, até hoje a gente leva de referência.
A Lucila, a gente levou os sobrinhos para uma viagem em Curitiba no feriado, e daí o menino ficava toda hora assim: a gente já chegou? A gente já chegou? A gente ficou, pô, tá igual o burro do Shrek, né? Sei lá, é uma referência que entrou assim, né, para vida. Então, cara, os dois primeiros eu vi no cinema, pô, divertido para caramba. O Shrek mora muito no meu coração. Eu não tenho nem o que dizer. E aquela chuva de referências dos contos de fada que você pode usar, mas não muito, que você tem que referenciar o conto de fada, mas não exatamente o da Disney.
Sim, sim, processinho, né?
É, não, ele tá no limiar ali do direito autoral, que também é muito legal, porque é tipo, eu não tô fazendo referência falando da Disney, tô fazendo referência ao conto de fada tradicional. Isso é genial.
O que o Braga comentou, né, sobre ele ter assistido com o pai e assim, o pai dele ter gostado, ele ter gostado, acho que é um dos pontos mais legais do Shrek, porque é um filme que funciona para todas as faixas etárias. E ele sempre funcionou, desde o lançamento em 2001 até hoje. Se você for rever, ele tem o atrativo para criança, ele tem o atrativo para adolescente e para adulto. Então assim, eu sou uma adulta que eu assisti Shrek quando eu era criança, minha mãe me levou no cinema.
Eu acho que assisti os 3 primeiros no cinema, acho que o único que a gente não foi foi o 4º, porque daí já tava um pouco mais velha, aquela umas paradas assim, ah, não quero ir no cinema com a minha mãe, sei lá, nem lembro mais, mas deve ter sido algo assim. Mas eu lembro que eu fui com a minha mãe assistir o primeiro e, cara, a gente se divertiu muito. Eu gostei para caralho e minha mãe ficou encantada porque ela também falava muito, e ela fala até hoje, cara, era muito legal ver uma princesa como a Fiona.
Tipo, era uma espécie de representatividade que no começo dos anos 2000 você não tinha. Talvez hoje você olha e fale assim, ah, beleza, uma princesa que é ogra, né, para questionar os padrões de beleza e Mas porra, isso no início dos anos 2000 era ouro, né? Então eu lembro que a minha mãe ficou muito empolgada com o Shrek também. E eu, como boa criança, adorei, né? As piadas com o burro, as piadas com o ogro soltando pum. Então assim, eu sempre tive Shrek no coração.
E agora, quando eu revejo, que você pega as piadas mais safadinhas, você continua se divertindo. Então porra, é uma animação que conseguiu envelhecer muito bem.
E é legal porque o Shrek, ele é um comentário sobre especialmente as animações dos anos 90. Porque claro que ali né, a gente comentou sobre Toy Story, Toy Story 2, você tem o início da era de ouro da Pixar, né. Inclusive tem uma coisa que é lendária assim de comentário de produção, de bastidores, que o Oscar de melhor animação ele estreou nos Academy Awards em 2001 e ele foi meio que criado para premiar a Pixar, né, porque ficou aquela coisa de, puta, a gente não quer indicar Toy Story para melhor filme, mas merecia demais e não sei o quê.
E aí chegou 2001, tinha O Monstro S.A., que é um filmaço, né, não é um filme mediocre da Pixar, né? É um puta filme. Só que o Shrek chegou e desbancou, né? Então assim, o Oscar que foi meio que criado pra Pixar, a DreamWorks chegou e deu um tabefe e tirou da mão, né? Então tem um pouco dessa ascensão da DreamWorks e começa a competir com a Pixar. Depois a Disney compra, né? Enfim. Mas é muito comentário sobre as animações clássicas da Disney dos anos 90, que vão reinterpretar as principais princesas, os principais contos de fadas e tal.
E o Shrek vem com essa grande subversão, né? E o filme chega ali em 2001, mas ele começou a ser produzido em 96, né? Então acho que ele é muito um filme ali de final dos anos 90, né? Que enfim, as animações eram muito demoradas, né? Então ele chega mais tarde. E só dei um comentário sobre a DreamWorks, que o Shrek ele não é a primeira animação do estúdio, né? A primeira animação é o Formiguinha Z, que até a gente comentou que tem umas semelhanças bizarras com Vida de Inseto, né?
Aquela coisa de filmes que chegam quase no mesmo ano e são bem parecidos em plot, né? Só que o Formiguezinho ainda é uma coisa mais experimental ali, né? Nunca mais vi esse filme, não posso comentar se ele é bom ou não, mas ele não foi o grande filme do estúdio, né? O grande filme foi realmente o Shrek, que depois vai levar uma, né, de novo pensando em termos de era de ouro, mas dessa vez da DreamWorks, né, que tem uma sequência ali de Madagascar em 2005, Kung Fu Panda em 2008 e Como Treinar Seu Dragão em 2010, né, que acho que são os grandes produtos ali da DreamWorks depois do Shrek, fora, né, Shrek 2, 3, enfim, tem uma série de lançamentos gigantes ali do estúdio que rivaliza com a Disney, com a Pixar, e depois com a Disney Pixar, né, junto.
Mas é engraçado porque eu peguei o primeiro Shrek meio assim, para mim o Shrek é o Shrek 2, assim, filme que eu revi agora e eu lembrava quase todas as falas, é um negócio bizarro assim, eu lembrava tudo que aconteceu certinho. O primeiro eu vi bastante, mas não tem a mesma coisa de, sei lá, o 2 eu comprei DVD, eu assistia quase todo dia. Tem até uma referência no Eu Sou a Lenda, né, eu lembrei agora aleatoriamente que a gente até fez um episódio sobre, mas tem aquela cena do Will Smith assistindo o filme junto com molequinho depois que eles conseguem entrar na casa, ele também sabe as falas, né.
Claro que é porque ele, né, tá no apocalipse zumbi sozinho com cachorro, né, então ele deve ter visto bastante o Shrek. Mas enfim, tem essa coisa de referência e sempre foi legal ver com galera, né, porque como a gente comentou até agora, o Shrek é um dos filmes de animação que é mais feito sem tratar criança como menor, né, sem menosprezar assim. Eu acho que até depois, de novo, como eu já comentei, eles perdem a mão um pouco depois em umas temáticas que meio que perde a graça da franquia.
Mas o primeiro filme já tem umas temáticas meio pesadas, se eu parar pra pensar, né. Se a gente for entrar no horror em Shrek, porque o Lorde Farquaad é um grande de um psicopata, né, cara. Claro que a grande piada do filme é que ele é um anão, né. Tipo, eles até fazem umas piadinhas com: nossa, o castelo é enorme. Ele deve estar querendo compensar alguma coisa, né? Aí o cara desce do cavalo, ele tem tipo menos de 1 metro de altura assim.
Então tem essa piadinha, mas ele é muito sinistro, né, cara? Ele tira a galera do pântano. Tem uma cena que ele tá torturando o coitado do Biscoito.
Nossa, essa cena é muito pesada, entre aspas assim, mas tipo, porra, tem ali uma cena de tortura, tadinho do Biscoitinho.
E não é só uma tortura, ele tá fazendo um waterboarding ali que aquela tática de afogamento simulado, que é o que a CIA assim se especializou em fazer, né? Então não é uma mera tortura, né? Uma tortura, sei lá, eles vão atrás de um estilo medieval, é uma coisa bem contemporânea, né? E sei lá, aquela galera que tá lá vai parar no pântano do Shrek, eles são essencialmente refugiados, né, cara? Tipo, é umas criaturas que estavam vivendo de boa até esse Lord Farquaad ali institui uma ordem de expulsão.
E aí os seres humanos começam a vender os animais, né, cara? Isso é muito bizarro assim. Você tá vendo o começo do filme, aí do nada tem uma família de ursos, e daí a ursa mãe tá numa jaula e o urso pai e o urso filho estão separados numa outra jaula. Aí tem uma mulher querendo vender o burro, porra, parece o Gepetto querendo vender o Pinóquio, o Sete Anões, cara. Tipo, e o Peter Pan querendo vender Tinkerbell. Só, cara, que merda é essa, né, velho?
Porra, tem um ditador maluco forçando a galera, né, ir para outro lugar. Os seres humanos estão querendo explorar os bichos. Meu Deus do céu, que conto de fadas bizarro é esse, né? Onde é que eu vim parar?
Aí que eu acho muito interessante essa questão de que eles vão atrás de uma coisa tipo, olha, o Lorde Farquaad é tão malvado, né, que ele tá acabando com a fantasia, né, com esse mundo que a gente transporta quando vai para o cinema, quando liga a TV. Que de novo, eu concordo muito com o Thiago quando fala que o Shrek ele é infantil, mas ele não é infantilizado, né, não é uma coisa boba de tratar a criança como boba ou incapaz de compreender coisas mais complexas.
Dá para entender se o filme faz o negócio direito, né, explica direito, trabalha. E o Shrek eu acho que explica muito bem Porque, enfim, é muito visual. Os ursinhos da Caixinhas Douradas, ó como eles estão ferrados. Ó o GP do Pinóquio. Que é tudo coisa que a gente conhece. Inclusive, falando em Pinóquio, esse ano sai um filme de horror do Pinóquio, né? Ficar todo mundo ligado aí. E aí, ele traz muito esse visual de, tipo, olha, o cara é tão ruim, né?
A especulação imobiliária é tão ruim que tá afetando até o conto de fada, assim.
A gentrificação do... A gentrificação.
Não, e só um adendo, eu não julgo o Geppetto de querer se livrar do Pinóquio, porque aquele boneco é um filho da puta sinistro, né? Em todas as representações e todos os mundos, o Pinóquio é bizarro pra caralho, desde o conto e da história original até as animações. Ele é muito sinistro. Mas sabe uma coisa que eu curto muito do primeiro filme também, né? Já que a gente tá falando do Lord Farquaad, que é, né, um ponto-chave assim de piadas relacionadas ao pênis dele, é o tamanho pequeno dele e ao fato de que Freud explica o ego gigante, né?
Porque quando a gente pensa em contos de fada, né, você geralmente imagina o lorde ou o príncipe, né, ou o rei, qualquer que for o suposto protagonista da história, que ele vai salvar a princesa, né? Por exemplo, Branca de Neve, o príncipe vai lá e dá o beijo enquanto ela dorme, o que é bizarro para caralho, né, gente? Vamos conversar sobre isso. Mas são eles que tomam essa iniciativa, né? Você tem muito essa Nessa dicotomia masculino ativo, feminino passivo esperando para ser resgatado, né?
E aqui ele é tão merda que ele terceiriza o resgate da princesa. Então tipo, ele fala assim para o Shrek, ó, se você for lá e resgatar a Fiona, eu tiro as criaturas do teu pântano. E cara, é assim, tipo, é a primeira quebra de expectativa no sentido de que um conto de fada tradicional ele iria até ela. Tudo bem, ele não é o príncipe encantado porque ele surge lá no segundo filme, né, que também é outra quebra. Mas assim, você pensa que como ele é o governante do local e é ele quem quer a princesa, ele iria enfrentar o dragão e tirá-la de lá.
Mas não, ele é tão merda, mas tão merda, que ele terceiriza o serviço. É muito bom isso.
Não, e o jeito que ele descobre a Fiona, né, porque geralmente nos contos de fadas é uma coisa, ah, o destino, né, ou sei lá, ele se apaixona no primeiro olhar.
Eles veem ela cantando em algum lugar e eles estão meio escondidos e eles ficam, uau, quem é essa criatura de beleza tão estonteante?
E aqui é tipo o Espelho Espelho Meu é um host de talk show assim que ele é mó engraçadão e daí ele faz tipo um concurso de solteirona, né? Ele bosta lá, não, aqui, ó, você quer uma rainha? Vou te mostrar aqui as princesas solteiras, né? Daí tem as clássicas, né? Tem Rapunzel e tal. E daí ele, ó, não, a Fiona que eu quero, né? Mas que nem a Gabi falou, Ele não tem a coragem de chegar lá, então ele faz um concurso. E daí, cara, eu acho muito engraçado como o— poxa, o filme é de 2001, né?
Mas pra toda uma geração de pessoas, né, de adultos como nós, o Lord Farquaad ainda é o, assim, símbolo de vilão, né? Tem muito meme com ele e tal. E a frase mais famosa é quando ele faz o concurso lá, né? Meio que um torneio, quem ganhar vai ter essa grande honra de ser o cavaleiro que vai ter que fazer o serviço que ele não quer fazer. E aí ele fala, não, alguns de vocês podem até morrer, mas esse é um sacrifício que eu tô disposto a fazer.
Cara, é muito bom isso, porque é o supra-sumo ali do governante filho da puta que não se importa com ninguém, né? Então é muito engraçado isso tá no filme.
Parece até uma pessoa bem famosa aí, né, de Curitiba, que tem um restaurante, que na época da pandemia falou, mas vai morrer umas 3 mil pessoas, fazer o quê? Entendeu? É a vida, não dá para fechar. Não tem problema, não sendo eu nem minha família, que se foda.
Voltando à cena do espelho, é muito visionário assim que o Shrek meio que lança o próprio Tinder, né? O jeito como o espelho apresenta, é uma parada com fundamentação histórica, né? Porque o Henrique VIII chegou a escolher esposa assim, né? Tipo, os caras passavam na frente dele com grandes quadros das potenciais futuras rainhas, e daí ele ia escolhendo, tipo, ai, quem que era mais bonito, qual que agradou mais, assim. Então às vezes você vê, Shrek tem um conteúdo histórico aí, acurado, né?
Mas que claro, ele já traz a coisa da fantasia, né? Pô, é muito bom essa cena, né? Ele apresentando todas possíveis princesas ali.
É incrível. Não vou não comentar, né, que o Henrique VIII famosamente fez isso várias vezes então, né? Porque eu imagino o cara montando tudo de novo, né, pela oitava vez. Ele, puta que pariu, esse rei do caralho não consegue ter filho. Ele não vai entender que o problema é ele, né? Puta merda. O famoso exemplo do cara que criou um cisma na igreja porque queria se divorciar de novo, né? O cara do concurso não aguentava mais, né?
Mas enfim. E aí, claro que tem também o medo do processinho da Disney, né? Porque como a gente comentou, né, ele tá falando dos contos de fadas clássicos, mas assim, claramente tem muitos personagens que o imaginário vem direto da Disney, né? Então enfim, tem esse medo. Por outro lado, composição da Fiona é muito interessante, né? Porque tem essa coisa clássica da princesa esperando o seu resgate e tal, mas ela é uma princesa muito diferente, né?
Mesmo a primeira cena que ela aparece que tem toda aquela coisa das princesas, tem uma feminilidade exacerbada, que ela canta e a natureza se organiza em volta e tal. E a Fiona, mesmo como humana, ela explode um pássaro cantando.
Eu adoro, gente, é muito bom. Ela não sabe cantar, Quando eles são atacados pelo Robin Hood, ela tipo derrota todo mundo muito fácil. Nossa, gente, ela é uma princesa incrível. Eu acho que a gente até não é desmerece, mas toma como uma coisa comum. Assim, a gente tá tão acostumado com Shrek já, mas tipo você vê em 2001 isso assim, é, putz, é muito visionário.
E de novo, a mensagem, né? Eles se apaixonam um pelo outro enquanto ele é um ogro e ela é uma humana, né? Porque Claro que esse plot dela virar uma ogra de noite, né, e ter essa maldição e tal, e ela ter que beijar o seu amor verdadeiro para quebrar a maldição, é o clássico de conto de fadas. Só que a grande subversão é aqui de novo, né, a palavra-chave em Shrek é subversão, é que o amor verdadeiro dela vai fazer ela ficar uma ogra, porque é o que ela é por dentro.
E não no sentido ruim, né, não é uma visão negativa de ogro, é uma visão de que, cara, ela ela também gosta de comer inseto, né? Ela também gosta de fazer um ovo ali na fogueira depois de ter matado a porra do coitado do pássaro com a voz estridente. E ela se apaixona pelo Shrek enquanto ele tem aquela aparência e ela tem aparência de humana, né? Porque quem ela é de verdade é a figura do ogro, né? E no sentido de ser uma pessoa, né, uma princesa independente, uma princesa que quando precisa senta porrada nos bandidos na floresta.
Então Enfim, tem uma mensagem de autoaceitação ali que é muito legal, né? Apesar de, de novo, o filme não tá querendo ser palestrinha nesse sentido, mas o cerne dele ali é muito legal, né? Aquela coisa que você pode passar pra criança sem nem ter que fazer uma conversa de explicação depois. Porque tem muito filme da Disney que é aquela coisa, vamos fazer uma sessão de exibição e depois a gente vai discutir umas coisas, dar uma explicada, porque tem umas coisas meio bizarras assim, puta, né?
O cara beija, coitado, a Bela Adormecedora dormindo e tal. Branca de Neve que escraviza os 7 anões, né? Enfim, até tem piada com isso no Shrek depois. Mas o Shrek já é outra pegada, né? Tem uma mensagem muito legal também.
E talvez, você tava falando, né, do fato de que ele tem essa mensagem, mas ele talvez não seja forçar, né? Mas flui muito naturalmente no filme. Eu acho que é justamente esse ponto. O Shrek não é pedante, ele não fica o tempo inteiro assim, nossa, olha, eu sou muito revolucionário aqui, você é uma ogra. Não, as coisas elas são muito naturais. Então ele tem essa mensagem, mas ele não fica o tempo inteiro: olha para mim como eu sou foda, olha para mim como eu sou subversivo.
Acho que esse foi um dos motivos pelos quais todo mundo se apaixonou pela animação, porque assim vai indo de uma maneira muito natural e você vai se entretendo. Você não fica sentindo que você tá sendo, sei lá, ensinado sobre algo. Não, é só, é só história. E assim, só um comentário bem rápido. Eu adoro o fato de que o dragão é uma fêmea. Eu adoro. Eu acho que é outro ponto do roteiro que é muito bom, né? Porque você tem essa coisa do dragão, geralmente nos contos de fada você associa o dragão a ser um masculino, né?
Ele é aquela coisa natureza selvagem que tá nem protegendo, né, mas é cerceando a princesa, que é essa coisa feminina e passiva e frágil. E daí não, a Descobre que o dragão é uma fêmea e ela se apaixona pelo burro. Cara, é outro casal assim que essa franquia vai criando, que é maravilhosa.
O jeito que a gente tá falando, Shrek foi o criador da cultura woke, né? O Shrek é o fundador da lacração. Pra ver como a galera era muito menos chata, né? Shrek saiu, eu não lembro de ninguém falando do filme ser— nem tinha, né? Acho que a palavra woke ainda nem tinha esse significado.
Éramos felizes e não sabíamos.
Pô, cara, o Shrek saiu, todo mundo deu risada, adorou. Pô, se sai um filme como Shrek hoje, é tudo, ó, a lacração, ó, cultura woke, olha, não sei o quê.
Mas é porque também, cara, aí pelo amor de Deus, né, não defendendo essa galera, porque tudo um bando de mal-amado do caralho, mas o jeito que seria feito também seria diferente, né?
Ah, com certeza.
Justamente o que a gente tá falando, que o Shrek ele faz muito bem esse tipo de mensagem e discussão justamente porque ele é uma comédia, né? Ele não tá se levando a sério assim ao ponto de, sei lá, se fosse sair um filme desse, ou pela DreamWorks, pela Disney, especialmente a Disney, né, que é especialista nisso, seria uma coisa muito mais: olhe para mim como eu sou o liberal aqui, né? Nossa, eu vou colocar um personagem que eu não vou nem dar nome, mas eu vou dizer depois que o personagem é gay.
Nossa, caralho, olha que foda, né? Empresa aliada. O Shrek, cara, é um filme só, porra, de um ogro que vive num pântano. Só que a mensagem é a seguinte: o cara que é o príncipe lá, que é supostamente bonitinho, que tem o cabelo, sei lá, não sei o quê, que tem o queixinho quadrado, bababá, ele é um pau no cu. O cara que é o ogro fodido tá lá, só quer ficar sozinho na floresta, careca, barrigudo, ele que é o cara legal de verdade, ele tem o bom coração.
A princesa que, né, versão humana é super bonita, o cara escolhe ela porque ela é bonita, não sei o quê, a versão de verdade dela é a ogra. Só que isso é feito de uma maneira descontraída assim, né, porque Shrek é essencialmente uma comédia, né. E também acho que isso é diferente de outros filmes. Pegar Pixar, por exemplo, né, tem os primeiros Toy Story, Vida de Inseto, não sei se há, são filmes que tem comédia, eles são engraçados, mas eles não são filmes de comédia, né?
O Shrek, ele é essencialmente uma comédia. Assim, a própria abertura, né, é muito icônico ali, o tocar o All-Star do Smash Mouth e o Shrek fazendo coisas de Shrek. Cara, esqueci de comentar, começa com as páginas do conto de fadas, não sei o quê, da princesa. O Shrek rasga o livro para limpar a bunda, cara. Porra, vai tomar no cu, velho! Quando o filme começa assim, você já estabelece muito bem qual que vai seu tom, né? E eu acho que isso que é a grande sacada do Shrek, né?
Eu vou fazer coisas muito legais, eu vou ter uma mensagem bacana, mas eu vou fazer isso da forma menos preocupada possível. É tudo muito na piada, e por isso que funciona, né? Então, enfim, acho que é muito essa forma de sucesso do Shrek. Depois se perde, né? E só uma última coisa antes da gente passar para os próximos, falando sobre as vozes originais, né? Porque eu tive a curiosidade, já que eu ia rever os filmes, eu acabei assistindo em inglês Primeiro porque é diferente, né?
Eu já vi Shrek 50 mil vezes, então eu queria ter essa experiência de repente uma piada ou outra que é difícil traduzir e também, né, ver os atores originais. E aí a dublagem do primeiro Shrek já tem nomes gigantes. Quem faz o Shrek é o Mike Myers, mais conhecido pelo Saturday Night Live, mas também acho que no Brasil especialmente como o Austin Powers. Austin Powers, eu ia falar o Gente Bom de Cama, mas é, pô, como agente bom de cama Austin Powers, né, cara?
Que essa parte da dublagem é genial. Mas quem faz o Burro, por exemplo, é o Eddie Murphy. A Fiona é interpretada pela Cameron Diaz. O Lord Farquaad é o John Lithgow, que é um daqueles caras que pouca gente conhece de nome, mas é um ator bem famoso. E ele faz uma interpretação muito boa da vilania do Farquaad, né. Então, claro que é muito legal a dublagem brasileira, porque o Bussunda é um baita Shrek, né. Isso acho que também é uma coisa que, infelizmente, enfim, não tinha muito como...
Não é um erro de produção porque ele faleceu, né? Mas é uma coisa que depois no 3 lá, nossa, mesmo quando criança você ouve e fala, caralho, nada a ver, né? Que track zoado esse.
O John Lithgow, pra quem não tá associando, ele é um ator super premiado, só que ele também faz o Arthur Mitchell no Dexter. Então acho que a galera vai, que é tipo um dos grandes antagonistas da 4ª temporada de Dexter. Na verdade é um dos melhores antagonistas da série toda. Então assim, ele é expert em fazer vilão convincente, filha da puta. Então essa escalação também com o Lord Farquaad faz todo sentido. Tudo bem que o Dexter veio depois, né?
Eu sei, só tô dizendo que tipo ele já tinha um pezinho ali de interpretar esses sociopatas, essa galera assim que é pau no cu, mas não é um pau no cu tão evidente assim quando você bate de frente com eles.
E a gente falou do Bussunda, né, acabou falecendo no meio da franquia. Mas sem querer pesar demais o clima, mas a franquia Shrek já tinha acontecido algo até semelhante em relação ao primeiro filme, porque ele tinha sido quase inteiro finalizado com a voz do Chris Farley fazendo o Shrek. O Chris Farley é um cara que morreu muito novo, né? Muita gente não vai lembrar, mas quem assistia Sessão da Tarde nos anos 90 com certeza vai lembrar dele, porque ele fazia o Ninja da Pesada, que é aquela ideia também assim subversiva, né, dos filmes de ninja.
Só que daí qual que é a grande diferença? É que o cara é gordinho e daí ele vai aprender a ser ninja meio na marra, ele faz tudo errado e dá certo, né? Aquele tipo de filme de comédia de erros assim, né? E o Chris Farley era um ator gigante na época, ele também aparecia direto no Saturday Night Live, e ele morreu com 33 anos na época de overdose. Foi uma coisa bem chocante assim, né? Foi um baque. E apesar dele ter morrido em 97, o Shrek, né, ter sido lançado só em 2001.
Esses 4 anos de diferença aí é basicamente, de fato, a renderização do filme, né, a produção da animação, que demorava pra caralho. Então, em termos de atuação, eles tinham já capturado quase tudo. E aí fica aquela coisa, né, pô, o que que você faz, né? Você coloca outro ator só pra finalizar as falas, ou você troca? Mas aí pega mal, né, porque seria um dos últimos papéis dele e tal. E eles acabaram optando pelo Mike Myers, né, que também era do Saturday Night Live.
Live, tem toda a parada do Austin Powers e tal, e ele faz um sotaque escocês, né, cara? É uma coisa meio, é uma escolha meio curiosa assim, mas funciona, né? É engraçado no fim das contas, tem essa meio curiosidade trágica de produção. Mas é claro que o Mike Myers acaba virando a voz do Shrek nos Estados Unidos, né? Dublagem original, colocar assim, do Shrek é muito associada ao Mike Myers, né? Apesar de que no Brasil a voz I'm Serena Williams, and I'm healthier on Ro.
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Bizarro assim, eu falei que o Shrek ele quase financiou as atividades da DreamWorks nos anos 2000, mas o Shrek 2, que vem em 2004, ele teve um orçamento maior, estimado em 150 milhões de dólares, só que ele arrecadou quase 1 bilhão. E aí, cara, dá para ver muita diferença, né? Porque o primeiro Shrek ele já foi meio revolucionário pelo tanto de coisa que ele conseguiu fazer com aquele estilo de animação que ainda tava engatinhando, né?
Animação computadorizada, ele já tem o recorde de maior número de cenários e vários personagens e tal. Mas o Shrek 2 eleva isso à máxima potência, né? Porque não só agora tem um rei e uma rainha, mas eles são os pais da Fiona. E o Shrek e a Fiona vão até o— viajam ao reino de Tão Tão Distante, que é uma piada excelente inclusive. Mil milhas para o reino tão tão distante. Porque os pais da Fiona querem celebrar o casamento que eles estão, né, não tinha um Skype, um FaceTime nesse universo, então eles não sabem que a Fiona casou com um ogro e ela é uma ogra.
Eles esperam que um príncipe encantado tenha resgatado a filha deles. E enfim, quando eles chegam, tem um choque ali de, né, percepção do Shrek e da Fiona, ogros, né, nesse reino, que inclusive é um reino meio Los Angeles, né?
Tem até o letreiro.
Aí tem umas palmeiras. Fora as piadas com Burger King, né, com Starbucks, tem um monte de franquia reconhecível ali que, enfim, tem essas piadas, tipo, é a franquia só que medieval, né? Os cara leva uma carruagem voadora para ir no drive-thru do McDonald's. E ele faz tudo mais e maior, né? Então se a gente pensar no elenco, por exemplo, além dos atores e atrizes que a gente já falou, o Antônio Bandeiras é uma adição importante com o Gato de Botas, né, que é um personagem novo.
Povo, inclusive. A Julie Andrews, que faz a rainha, ela é a protagonista de clássicos musicais como Noviça Rebelde e Mary Poppins. Tem o John Cleese, que faz o rei, que é, né, super conhecido por Monty Python. O Encantado, interpretado pelo Rupert Everett. O Larry King, que é um cara assim de host de TV nos Estados Unidos, dos maiores, faz a meia-irmã feia, né. Então tem novas adições e o filme é bem maior. Melhor assim. Para mim, de novo, na minha percepção, para minha infância, esse é o Shrek assim.
Tudo que eu lembro mais das piadas e tudo, para mim, Shrek é o Shrek 2 assim. Apesar de eu gostar muito do primeiro, o que eu assistia compulsivamente era o 2, cara.
Mas é que o 2 é muito icônico assim, ele sempre aparece nessas listas de continuações melhores que o original. Ele consegue manter a mesma vibe, reforça a mensagem principal, ele mantém a trilha sonora impecável, porque o primeiro filme já é maravilhoso. Esse segundo tem o Accidentally in Love, e no final você ainda tem Antônio Bandeiras, Eddie Murphy cantando Living la Vida Loca. Cara, aquilo ali é maravilhoso assim, muito bom, né?
É tudo muito bom nesse filme, tudo muito incrível, maravilhoso. Inclusive a questão ali própria do Shrek agora, né, você vê com a possibilidade de ser humano, coisa assim, o que que ele pode escolher. É uma obra-prima, esse Shrek 2 é nota 10. Assim, filme maravilhoso demais.
E ele consegue adicionar muitos personagens que parecem que sempre fizeram parte, né, dali. Então, sei lá, o gato, o próprio pai e a mãe da Fiona, a fada madrinha, o Encantado, eles são tão bem inseridos nessa história que não parece que é um problema que muitas continuações têm às vezes, de ficar só colocando novos personagens, que às vezes você fica tipo, não faz sentido. E aqui não, tudo é muito coeso. E tem momentos assim, um dos meus favoritos é quando eles vão invadir o castelo e eles vão com Bombo, sabe, que é aquele Homem Biscoito gigante.
É muito bobo, só que tipo o bagulho morre, sabe, ele é destruído até chegar lá. E cara, esse filme assim, ele é perfeito porque ele tem todos os pontos amarradinhos. Não tem o que reclamar dele, ele é muito divertido, ele dá uma continuação do primeiro, mas ele insere coisas novas. Como Braga falou, ele reforça a mensagem, mas de uma maneira um pouquinho diferente. Então não é aquela continuação que parece que você já viu aquilo. Não, ele consegue manter muito a essência do primeiro.
Fora as referências, né, aquela coisa de introduzir referência clássica para criança. Quando eles vão fazer o biscoito gigante que a Gabi citou, tem uma referência a Frankenstein, né, do It's Alive. Mas também quando o Mongo tá invadindo o castelo, ele é atingido pela catapulta, o rugido dele, eles pegaram o mesmo som do Godzilla de 54. É o Godzilla original. Então tem várias piadinhas e referências assim que, de novo, né, é o filme mais e melhor, né.
Esse plot do Shrek virar humano porque ele acha que é isso que a Fiona quer, né, tem um mal-entendido ali. Mas, cara, é muito clássico o Shrek bonitão, né, assim, é uma coisa muito boa. A Fada Madrinha ser uma vilã é muito legal nessa subversão assim da figura clássica da animação, né? O próprio Encantado também.
E ela ser tipo uma mulher de negócios que fica vendendo poções assim, ela é mó trambiqueira egocêntrica. É muito bom, muito bom. E uma coisa legal do Shrek 2, né, que a gente comentou desde o começo desse episódio, né, sobre como a franquia inteira ela flerta com piadas adultas e não só, né, temas e até algumas homenagens. O Thiago tava falando Frankenstein, Godzilla, mas a própria estrutura do filme, eu tava lendo aqui e eu nunca tinha pensado nisso, mas faz total sentido, ela é muito inspirada no Adivinha Quem Vem para Jantar, que é um filme clássico com Sidney Poitier e com a Katharine Hepburn, 67, assim, que todo mundo fala, foi um dos primeiros filmes a retratar casamento interracial de forma positiva, mas Imagina, 1960 ali, né?
É justamente essa ideia, né? É o Sidney Poitier, é um homem negro que se interessa por uma mulher branca, que eles vão conhecer a família, né? Então fica aquela, aquele estranhamento, né? E o filme é um clássico, um marco do cinema. E o Shrek se baseia nisso. É claro que as crianças jamais vão ver isso, e muitos adultos também não, mas tá ali, sabe? É aquela joia escondida que eles conseguem manter nos filmes.
E a sequência em si é muito incrível, porque eles estão na carruagem fechada, então avião, ninguém vê, né? Eles estão só chegando e a galera, meu, a Princesa Fiona, o momento tão aguardado, né? Uma sublimação ali para aquele reinado, os pais dela e tal. E daí eles descem da carruagem, dá um silêncio sepulcral, uma pomba bate no muro e morre, e um bebê começa a chorar. Sabe aquele, tipo, aquele som isolado assim de um bebê chorando no avião? Sei lá, é bem isso, cara. É muito engraçado, é uma puta quebra de expectativa.
E tem uma cena que é tão maravilhosa nesse filme, porque quando eles vão apresentar o Encantado, é tão boa essa apresentação. Chega lá o cavaleiro, né, o shining armor, né, o cavaleiro com armadura brilhante, príncipe encantado. Daí o nome dele ser Encantado já é maravilhoso, né? Mas daí ele tira o capacete fica mexendo o cabelinho loiro de um lado para o outro. É uma apresentação de personagem muito boa. E daí, claro, daí já vem a quebra, né, porque ele tá ali para salvar uma princesa que não tá mais lá, né. Mas, cara, é maravilhoso a apresentação do Encantado.
E é muito subversiva também essa ideia da mãe dele ser a arquiteta por trás de tudo, né, porque fica muito essa coisa do conto de fadas de não, porque era para ser, né, o destino Essas pessoas vão se apaixonar e tal. E na verdade ela que meio que estorque o rei ali e deixa tudo, né, já pronto quase antes deles nascerem, né? Porque a gente descobre depois que o rei é um sapo, né? E cara, tem muita referência assim. Isso eu não percebi nem vendo o filme de novo, eu fui pesquisar depois.
Tem várias referências ao longo do filme aí de ser um sapo, meio que foreshadowing. Assim, né? Tipo, tem uma pintura dele como humano em cima do lago. Ele e a esposa falam que o primeiro beijo deles foi num lago com lírios. Tudo que ele usa é um verde meio planta assim. Então, enfim, tem uma série de referências que indicam isso, né? E eu achei muito engraçado também, era uma piada que eu não lembrava, quando a fada madrinha para a carruagem meio que na varanda ali de onde eles estão.
E daí a esposa dele pergunta, aconteceu alguma coisa, Howard? Meu machucado das cruzadas tá doendo aqui. Cara, é muito bom, ainda mais na voz do John Cleese, né? Que é, porra, para quem assistiu os Monty Python, Em Busca do Cale Sagrado, é algo muito engraçado que de novo só adulto pega. E depois você como adulto vai entender, né? Mas tá ali assim para os pais verem junto, né? Para galera que tá fazendo filme se divertir também.
Então enfim, tem muita coisa engraçada ali, né? E é legal como eles conseguem inserir também os personagens meio lado B, né? Quando o rei vai para taverna barra pesada lá, tem o Capitão Gancho tocando piano, o Cavaleiro Sem Cabeça tomando um drink, só que ele não tem cabeça, né? A balconista é a mesma feia. Enfim, tem esse lado mais, não necessariamente negativo, né? Acho que é uma discussão que o 3 depois vai fazer, mas um lado mais personagens um pouco mais cinzentos ali em termos de moralidade e tal.
E aí entra o Gato de Botas, né? Que, cara, é até louco pensar que hoje em dia, junto com Shrek, mais famoso personagem da franquia, até tem seus próprios filmes, né? A gente pode falar um pouquinho depois, mas ele aparece só no 2, né? E enfim, já até um pouco adiantado em minutagem, né? Você fica, caralho, personagem tão símbolo da franquia demora até para aparecer, né? E a relação dele com o burro é muito engraçada.
Não, e o jeito que ele consegue que as pessoas tenham dó dele com aquele olharzinho assim, gente, isso é muito famoso. Nossa, rendeu uma carretada de memes depois, e é um dos pontos mais conhecidos, né? Ele virou um personagem muito próprio, tanto que ganhou 2 filmes. E hoje em dia é praticamente impossível pensar em Shrek sem o Gato de Botas.
Pois é, é realmente muito estranho ele não tá já no primeiro filme, né? Ele ficou tão parte da franquia. E também ele é esse personagem super engraçado. E daí ter o Antônio Bandeiras como um Gato de Botas é a cereja do bolo, assim, né? Eles souberam sabia muito bem quem eles estavam chamando para dublar.
E dali para frente, o filme, cara, é sequência foda atrás de sequência foda, né? Eu não lembrava quando eles entram lá na fábrica da Fada Madrinha. Claro que eu vi muito quando era criança, faz tempo que eu não reassistia, né? Então eu lembrava de ter lá umas coisas de poção e tal. Cara, ela é uma industrialista em larga escala, assim. A Fada Madrinha é fordista. Ela tem lá os Minionzinho fazendo poção, tipo, ela é a porra da Coca-Cola do universo Shrek, né, cara?
O negócio insano assim. A prisão deles depois, né, quando eles fogem já com o Shrek humano, ela emula daqueles programas policiais dos anos 80, 90, né. E aí tem uma referência, depois que o burro vira um cavalo branco, né, tem uma referência dos policiais ali no universo falando de um bronco branco, né, que é a referência ao Ford Bronco, que é o carro que o O.J. Simpson tava usando, né. Acho que é uma sequência de perseguição mais famosa da história da televisão, até porque ele fica dando volta, né, fica assim um tempão com ele fugindo da polícia.
Isso tem no filme para criança junto com o gato de botas tomando enquadro da polícia. E aí os cara tira um pacotinho de erva de catnip, né? E ele fala, não, isso não é meu não, cara, é um filme de criança, velho. Pô, tudo bem, né? Você pode dizer, não, não é maconha, é catnip, né? Mas a referência é evidente, né, cara? É muito sensacional assim. Aí depois o resgate na Masmorra, meio missão impossível. Aí o Pinóquio tem que mentir, né?
Aí o burro fala: não, fala alguma coisa obviamente falsa, né? Tipo, você tá usando uma tanguinha. Aí o Darius cresce, né? Daí os caras vão tirar. O Pinóquio tá de calcinha, cara. Isso não dá, velho, não dá assim. Para que está usando roupa íntima feminina?
Eu estou usando roupa íntima feminina?
Ué, você está?
É claro que não estou.
Pois eu acho que você está usando.
Não estou.
É uma denguinha! É surda! É nada!
É sim!
É nada!
É sim!
Já deu, segura firme, hein! E ao mesmo tempo, a mensagem é muito legal, né? Como a gente falou, o filme é de comédia, ele não se leva a sério, tem umas piadas bizarras. Mas no fim das contas, o Shrek muda pra Fiona, mas não era isso que ela tava falando, né? Não era uma mudança física que ela queria, era uma mudança de comportamento, né? Uma coisa interessante de relacionamento, assim, de ele acha que ele tem que virar o Shrek bonitão, mas na verdade é só ele deixar de ser uma alma ali solitária, enfim, querer resolver tudo sozinho e não ouvir tanto ela.
De novo, é uma mensagem muito legal, né? Acho que o filme fecha com chave de ouro ali, né? Fora o número musical que o Braga falou, né, que também é muito legal.
Maravilhoso, maravilhoso.
E só uma última questão, uma última curiosidade: a Pixar deu o troco no Shrek 2 porque ele não ganhou melhor animação, quem ganhou foi Os Incríveis, né? Então, que acho questionável até, né? Eu gosto de Incríveis, mas Shrek 2 pra mim é bem melhor. E o outro concorrente na categoria é O Espanto a Tubarões, que é outro clássico de sessão da tarde também, com o personagem que tinha a voz do Will Smith e tinha a cara do Will Smith, né?
Um peixe bizarro, cara de Will Smith, né? Aí tem o peixe Robert De Niro que tem a cara do De Niro. Esse filme é muito bizarro, cara. Assim, tem uma memória afetiva, mas acho que se eu ver hoje em dia eu vou achar só sinistro mesmo. Bom, o Shrek 3º, que é um título engraçado, né, já dá a premissa do filme ali. Esse eu tinha visto uma vez quando saiu no cinema e nunca mais, porque eu criança já tinha ficado meio puto assim. Esse é um que eu já tinha 10 anos, então eu devo ter logado no Letterboxd.
Já deu um hate, já deu um hate.
Não é meu Shrek, não é o Shrek de verdade, mas é um filme que assistindo agora assim, eu acho que ele começa muito bem. A primeira metade do filme é muito boa assim, eu fiquei surpreso até porque eu era meio hater de Shrek 3 e daí eu falei Pô, vamos ver, né, e tal. Cara, a premissa é legal, do Rei Sapo morrendo e aí o Shrek tendo que assumir essa responsabilidade, mas ele não quer muito. Aí a Fiona começa a falar de, né, pô, e se a gente for ter filho?
E aí ele, pô, meu Deus, mas eu sou o ogro do pântano, como é que eu vou ter filho e tal? Aí eu acho que do meio para frente, né, até eles encontrarem o Arthur, eu acho muito engraçado. Depois eu acho que eles se perdem no tom assim, porque a gente tá falando, né, o Shrek, ele acerta em cheio por ser um filme que tem uma mensagem legal, que tem essas coisas muito válidas em termos de, né, o que ele tá dizendo sobre versão de conto de fada e tal.
Mas é essencialmente uma comédia, né, para ser engraçado. E daí eu acho que o 3 eles tentam levar muito a sério essa coisa do herdeiro do trono. Shrek não quer ser pai porque ele tem medo da responsabilidade. Daí o problema fica chato depois, assim, a forma como eles resolvem também com discursinho do moleque lá, cara. Enfim, eu acho que ele se perde muito no tom, né. E é uma coisa que Você não percebe quando você é criança, porque enfim, né?
Você percebe que tem alguma coisa errada, mas você não sabe muito bem apontar, né? E daí eu fiquei pensando muito nisso, assim. O tom dele é todo zoado, né? Acho que por isso que ele perde muita essência do que são os primeiros dois Shrek, né?
Tem uma coisa que eu gosto desse filme, que é o chá de bebê que elas organizam pra Fiona. E eu gosto das princesas, assim, ali. Porque tudo bem, eu entendo e concordo com a questão do timing do filme. Eu assisti algumas vezes, assim. Eu acho que quando você tá numa maratona, você sente uma mudança. Mudança, né? Mas você consegue se divertir ainda. Eu acho que é um filme que consegue assim tirar umas risadas. E eu sempre gostei dessa parte meio da Fiona tá grávida.
Eu acho legal assim essa mudança no relacionamento deles, sabe? Tipo, agora não vamos ser só nós dois, é meio que inevitável, né, a gente ter que mudar, né? E a gente vai mudar porque a gente vai ter esse filho. Depois a gente descobre que são 3, né? Ok, coitada, né? Nem sabemos o que aconteceu com ela, porque deve ter tido um surto ter tido 3 ao mesmo tempo. Mas eu gosto ali dessa coisa das princesas, assim, delas aparecerem um pouco mais e ter uma certa— já não é mais tanta subversão porque a Fiona já fez isso no primeiro, né? Então você já tem um pouco disso, mas eu acho legal assim, acho que diverte.
Não, os elementos estão aqui para ser um filmaço, né? Eu acho o começo do filme muito legal, o Shrek tentando ser rei. E aí ele vai fazer aquela coisa clássica, né, de abençoar um cavaleiro. Ele Enfia a espada no cara, o cara morre fora da câmera. Ele vai jogar a garrafa no navio, taca fogo no navio. Depois ele taca fogo no palácio, quando ele tenta botar a roupa de lorde, né. Porra, a cena da morte do rei é muito engraçada, cara.
Inteira, né. O Shrek tenta dormir, alguém vai lá acordar ele. Ele: É melhor alguém tá morrendo. Aí corta seco assim pro rei: Eu estou morrendo. Aí ele capota duas vezes, depois ele volta pra falar quem que é o herdeiro. Os sapos cantando Live and Let Die. Cara, é muito bom. É muito bom, nossa, é muito bom. Mas de novo, né, chega um ponto que daí, pô, até a parte do navio, quando a Fiona fala que tá grávida e ele não aceita muito bem e tal.
Aí tem a piada com a buzina do navio, que claro que não é um cruzeiro, então não é uma buzina mesmo, é um cara tocando uma porra de um chifre, né. Aí tem uma cena no final que rola essa dicotomia, né, o burro ele já é pai, né, ele tem os bebês burro-dragão que são bizarro pra caralho também, e o gato de botas é o solteirão, Aí o gato de bosta fala, nossa, cara, você tá aí. Aí tem a buzina bem em cima, né, cara? É muito engraçado.
E aí depois, né, até tem umas piadas lá no high school medieval. Tem uma autoescola de charrete, os cara fumando maconha dentro de uma charrete, mas na verdade é o incenso. Aí tem uma palestra que em vez daqueles Just Say No, né, que aqueles clássicos programas do Reagan lá dos anos 80 de não às drogas, tipo um Proerj dos Estados Unidos. Como é medieval, tem que ser just say nay. Aí as adolescentes, tipo, é engraçado, só que enfim, chega um ponto que ele, né, meio que se perde.
E tinha muito potencial, cara, aquela ideia do encantado meio que virar os vilões ali contra os mocinhos. É legal e tal, mas não sei, tem alguma coisa que desanda no meio do filme, né? Até meio curioso assim como você errar o tom faz o roteiro também ir pro caralho, né? Bizarro. E só duas referências aqui, né? A primeira, que o Encantado já tá completamente fodido, deprimente nesse filme. Ele é meio que um covilão em segundo, e aqui ele é o vilão.
E ele tá fazendo uma interpretação lá dele mesmo no começo, e todo mundo cagando nele e tal. E o camarim dele é num beco, cara. Isso é muito engraçado, pô, cara. Ele mó ator sério e tal, e o camarim dele é num beco. E daí tem uma referência sequência com o Fantasma da Ópera, que aparece meio que uma fantasia do Fantasma da Ópera no espelho, que é muito bom assim, né? Tipo de coisa que você pega depois. E enfim, tem a Chapeuzinho Vermelho também, virou a casaca, porque se o lobo nesse filme aqui é parte dos mocinhos, né, na verdade é uma loba vovozinha, né, que eles misturam os dois personagens, aí faz sentido a Chapeuzinho Vermelho ser contra, né?
Mas tem uma sequência que é muito boa assim, é muito engraçada, que é o Shrek tendo sonho, pesadelo com crianças, que é uma coisa meio Eraserhead do Lynch, né? Um pesadelo surrealista com medo de ser pai. E aí tem uma cena com centenas de bebês, aí tem o bebê, o gato ogro, burro ogro, assim, coisa meio lynchiana assim no filme do Shrek, né? Engraçado isso, tem boas referências, né? Vacation rental hosts can make or break a vacation.
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E eu lembro que para mim já foi uma quebra assim, que eu amava tanto o 2 e o primeiro, e eu já achei o 3 meio bosta. Daí, cara, eu me recusei a ver esse assim, já foi uma coisa bem rabugenta da minha parte com 13 anos, né.
Sabe quando você odeia uma coisa sem assistir, mas você sabe que você vai odiar? Daí você assiste, você tem certeza que você tinha certeza. Então é meio que uma uma coisa assim inevitável, é um ódio inevitável.
E daí eu assisti hoje assim, pô, né, mente aberta, tal, vou assistir. E ele é bem ruinzinho mesmo, né, cara? Puta merda, é um filme que ele não tem nada de necessariamente horrível nele. Eu acho até a ideia de usar aquele personagem, o Rumpelstiltskin, como que é que fala?
Rumpelstiltskin.
Enfim, o fato dele ter um nome bizarro já é piada, né? Porque é um conto alemão e ele é um personagem bizarríssimo, né, historicamente assim. E ele já aparece no 3, né? Claro que é um design completamente diferente porque eles não sabiam que iam usar no 4, né? Acho que não tinha essa ideia ainda, mas ele aparece no 3 quando o Encantado tá lá tipo jogando a galera contra todo mundo, né, e tal. E daí depois no discurso final do parte, né, ele fala: ah, não vamos apontar o dedo para ninguém.
Daí ele aponta para o Rumpelstiltskin, sei lá o quê. E a galera: não, então pega ele, né, tipo, esse é o culpado, mata ele. E aí no 4 ele é o culpado de fato, né, porque tem essa ideia dele ser um cara que oferece acordos que tem a letra miúda no contrato, né, que é um pouco essa ideia do conto original, que ele oferece para um— acho que tem umas versões que é um tecelão ou alguém que tem um moleiro de transformar o tecido em ouro.
E aí depois tem meio que uma contrapartida que não tava, né, descrita no começo e tal. Mas é um filminho tão sem graça, né, cara? Ele perde total a essência do Shrek de ser uma comédia. É engraçado como eles pegam tudo que teve errado no terceiro e falam, caralho, essa é a base pro 4, né? Porque é super sério, o Shrek tendo uma crise de meia-idade. Aí, mano, eu não quero ver um ogro verde gigante que peida e dá risada com um burro falante tendo crise existencial, cara.
Não é esse o ponto. Ponta assim, né? Eu acho bem bizarro. É o tipo de filme que ele parece fazer, passar pelos pontos meio do que tem que ter em uma animação recente, mas já não funciona mais. Parece uma coisa meio fantasmagórica assim. Eu vou fazer o que dava certo antes e já não dá. Sei lá, eu acho uma animação bem bizarra assim. O meu hater adolescente tava correto, é um filme bem meia-boca, né?
É um filme esquecível, né? Porque eu acho que eu já assisti umas duas vezes, eu não revi para esse episódio. Eu lembro de partes, mas assim, é engraçado porque os três primeiros Shrek eles ficam com a gente. Mesmo assim, o terceiro, você já considerando que ele perde um pouco assim, você lembra deles, você lembra do plot, sabe? Aqui, beleza, sei do que se trata, mas eu não consigo, sabe, ter ele muito claro na minha mente. Eu acho que isso mostra quanto eles perderam a mão.
E quando eu assisti, eu achei ele muito esquecível, muito esquecível, infelizmente.
É, o quarto é um que eu sempre achava que eu não tinha visto. Daí uma vez eu fui ver, daí começou o filme, deu, ah não, eu acho que assisti sim. E aí eu também não lembro de momentos muito icônicos, né? É triste assim que a franquia tenha chegado num ponto meio esquecível, né? Que daí vem um quarto filme, ele é qualquer coisa. Que coisa triste, né? Uma franquia que sempre foi conhecida pelas boas piadas e tudo chega num filme que não oferece muita coisa.
Aquele filme ficou completamente sem alma, né? Ele até tem umas coisas legais lá da resistência dos ogros. Aí a Fiona nesse universo, só pra quem a gente tá falando, né? Talvez tem alguém que não tenha assistido, não lembra. Ele é bem uma cópia meio escrachada do It's a Wonderful Life, né? O filme clássico de Natal assim que a galera assiste nos Estados Unidos, é cheio de referência, né? Que é o A Felicidade Não Se Compra. Morte Rubra, que é aquela coisa do cara meio deprimido ali, apesar de aparentemente ter uma vida perfeita, e ele deseja que não existisse.
Aí no caso do Shrek, claro que não é bem isso, porque ele deseja voltar a ser um ogro assustador e tal. E na letra miúda do contrato, Rumpelstiltskin, sei lá o quê lá, faz ele não existir mais. E aí cria essa realidade alternativa e tal, bem macabra, né? O burro é escravizado, os ogros são perseguidos, e tá todo mundo servindo ali ao mestre Rumpelstiltskin. Mas aí de novo, né, cara, isso já foi feito no primeiro com o Farquaad.
Essa ideia do Shrek em crise existencial, meio pau no cu assim, tipo, ah, eu não quero mais cuidar dos meus filhos porque sei lá o quê, também é meio bosta, né. Enfim, é tudo meio batido. Eu fico meio incomodado que parece, puta, não quero ser veião chato assim, na minha época que era bom, mas é meio que animação virou nos anos 2010, né. Acho que até tem uns esforços assim de retomar, tem bons filmes de animação recentes, mas meio que esgotou a fórmula a partir de um ponto ali, né.
Especialmente os primeiros Disney Pixar lá, que sou bem hater assim, que é uma coisa que parece que alguém tentando fazer como se fazia antes, né, com os mesmos temas e passando pelos mesmos pontos, mas já completamente sem alma, né, sem originalidade. Enfim, bem sem graça.
É que a impressão que dá é que é de novo o Shrek tendo que passar por toda uma provação para ele perceber que ele tava feliz no lugar de onde ele E a gente viu isso no 3, a gente na verdade a gente viu isso ao longo, não só no primeiro não, né, porque no primeiro é mais ele e a Fiona, mas tipo, pô, eu já vi isso assim. Então parece que meio que o filme vai para lugar nenhum, a impressão que dá é muito essa.
Enfim, é meio que um balde de água fria, né, tanto que eu nunca tinha visto, vi agora e sei lá, acho que preferi não ter visto, mas a franquia meio que parou ali, né, até tem os spin-offs Gato de Botas, né, tem o primeiro lá de 2011 que eu também não assisti porque eu já tava nessa de, pô, foda-se, esse é golpe, né. Bom era no meu tempo quando a Pixar fazia filme de verdade, né, ou no caso a DreamWorks, né. E teve o 2 em 2022, mas Shrek, Shrek mesmo não teve mais, até ser anunciado pouco tempo atrás o Shrek 5, que vai vir em 2027 e já tá dando polêmica, né, porque o Shrek 4, acho que não tem ninguém que seja fã de Shrek 4, né?
Ou pelo menos não conheço ninguém. Mas ele mantém o template original ali com, né, claro que tem melhoras na animação e tal, até por causa da tecnologia que evoluiu. O Shrek 5, cara, pesquisa em imagem aí, velho. Meu Deus do céu, completamente diferente, cara. Eles mudaram total o estilo de animação assim. Eu já não quero julgar antes de ver, né, mas já sorri muita antecipação já, tá bem esquisito. Não sei se vocês chegaram a ver o trailer, mas é bem estranho, cara.
O que tá me chamando muita atenção nesse filme é como ele tá sendo constantemente adiado, e isso a gente sabe que não é um bom sinal, porque era para ele ter vindo originalmente em julho desse ano. Eles anunciaram oficialmente, ó, vai ser julho de 2026. Daí no começo de 2025 eles já falaram, não, vai ser dezembro de 2026. Daí agora não, vai ser junho de 2027. Daí você já começa a pensar, pera aí, né, o que que tá rolando para o filme tá sendo tão empurrado para frente?
Daí pega as teorias de internet que a galera, ah, é que a internet descobriu o plot, estão reescrevendo tudo de volta, refazendo o filme de novo porque vai ser meio que uma repetição do 3 e do 4. Fora quando deu a polêmica, enfim, eu falei no começo, né, de piada lá do Shrek inventando a cultura woke. Mas daí ele também tomou um hate gigantesco, que já foram falar: não, porque vai ter filho trans, vai ter não sei o quê, vai ter— e tipo, gente, não tinha saído nenhum trailer ainda, tinha saído uma imagem, uma imagem meia do filme ali, e já tavam pirando com questão de: ah, porque cultura woke, porque o Shrek vai fazer isso, vai fazer aquilo, vai inventar não sei o quê.
Tipo, galera, pera, não saiu nada sobre o filme ainda, né? Acho que também esse adiamento é tentar esfriar um pouco os ânimos de social que estavam caindo muito no filme. Sei lá, mas eu concordo com o Gabi, dá medo, né? Começa a adiar muito, a gente fica aí, vai dar ruim.
Pode não ser nada, mas você já fica pensando, putz, por quê? Se você anunciou oficialmente a data para ser junho de 2026, por que que agora você vai empurrando, empurrando? Alguma coisa teve que voltar, alguma coisa eles estão tendo que trabalhar de novo.
E assim, claro que a gente não viu o filme ainda, pode ser que estreie, seja legal, né? Sempre possível, mas Mas assim, julgando pelo trailer, pelo que soltaram de imagem, tá muito descaracterizado, né? Pensando Toy Story assim, a gente fez episódio inteiro sobre, não precisa repetir. Eu não gosto do 4 como filme, mas a animação é aquela, né? O 5 agora que saiu esse ano, que eu gostei bem mais do 4 inclusive, né? Não vamos desviar aqui o foco do assunto, mas ele mantém a essência dos personagens ali em termos de animação, de enfim, comportamento e tal.
Esse cara, só pelo trailer, já tá bizarro. Bizarro assim, já é uma coisa meio trazendo um estilo de animação completamente diferente assim. Então não faz track, cara. Eu entendo mais fazerem isso com Gato de Botas, né, que eu não vi o segundo filme, mas o que falaram muito é que ele tem um estilo de animação mais parecido com o Homem-Aranha no Aranhaverso, né, que virou meio que uma grande baliza assim de, pô, esse é o filme que a gente vai seguir, né.
Mas é foda também que, cara, Hollywood é uma merda, né, assim. Tem um grande acerto de bilheteria, de galera gostar e tal, aí tudo tem que ser igual aquilo que saiu, né? É tipo a galera tentando replicar o Barbie Heimer, né? Vocês não entenderam porra nenhuma, cara. Funcionou porque foi orgânico, não é porque vocês ficarem tentando fazer executivo merda de Hollywood que vai funcionar, né? Tipo, agora tudo tem que ser Aranhaverso, né?
Enfim, já fico de má vontade. Aí fora com adiamento e tal. Enfim, a gente sempre espera estar errado, né? O Toy Story 5, por exemplo, eu não esperava nada e acabei gostando. Acho que tem muito mais uma ideia atual do que o 4, mas enfim, esse Shrek, o trailer é bem bizarro. Bom, gente, então vamos encerrando mais um RDcast especial de animação, né, onde volta a nostalgia de infância. E enfim, a gente quer saber qual que é a relação de vocês com Shrek.
Shrek, que que vocês lembram de criança, expectativas para franquia e tal. E acho que vou deixar uma enquete aí de qual que é o melhor filme, né, porque acho que o 3 e o 4, só se alguém for muito mais novo assim e viu 3 quando era bem criança e tal, mas entre o primeiro e o segundo acho que tem uma boa disputa, né. Então comenta aí com a gente qual que é o Shrek favorito de vocês, ou a piada favorita, personagem favorito, enfim.
E vocês podem contar para a gente nas nossas redes sociais, a gente tá no Instagram Facebook como República do Medo e no Twitter, TikTok e Blue Sky como RDMcast. Tem também o nosso site republicadomedo.com.br. E caso você queira escrever um email, você pode enviar para contato@republicadomedo.com.br.
E se quiserem um pouquinho mais de RDM, podem acessar o nosso canal do YouTube República do Medo, onde a gente transmite nossas lives mensais. Já tem bastante coisa gravada lá, então pode entrar, ver as lives antigas. Mas não se esquece de se inscrever no canal e ativar aquele sininho para ficar por dentro da nossa programação. E também não deixem de conferir o Loja Futuro e ele tem toda uma seleção de produtinhos para vocês levarem o corvinho para casa.
Bom, gente, então é isso. Tomem muito cuidado com promessas de felizes para sempre, busquem as letras miúdas no contrato. E o RDBcast dessa semana vai ficando por aqui. Muito obrigado pelo carinho, pela audiência de sempre, e até a próxima quinta-feira.
Até, até!
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