RdMCast #551 – Maldição da Múmia: O Exorcista de Lee Cronin?
Uma menina sequestrada no Egito é encontrada, depois de 8 anos, dentro de um sarcófago milenar. Os pais são chamados e os médicos simplesmente deixam ela atravessar o oceano e ir para Albuquerque. Esse é o enredo resumido de Maldição da Múmia, novo filme de Lee Cronin que tem quase tudo, menos a múmia. Reunindo A Morte do Demônio, O Exorcista e Fome Animal, o diretor aposta no horror corporal para atualizar a figura da Múmia, depois de uma tentativa falha com o filme do Tom Cruise de 2017. Entre bandagens podres, investigações policiais e arqueólogos que entendem línguas perdidas, junte-se a nós nessa exploração pelas areias do Novo México e descubra como pais negligentes podem causar possessões demoníacas em seus filhos.
O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabriel Braga, Gabi Larocca e Thiago Natário.
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CITADOS NO PROGRAMA:
Maldição da Múmia (2026)
Citações off topic:
A Morte do Demônio: A Ascensão (2023)
A Múmia (2017)
O Exorcista: O Devoto (2023)
Lobisomem (2025)
A Múmia (1932)
A Liga Extraordinária (2003)
EPISÓDIOS CITADOS:
RdMCast #399 – A Morte do Demônio: A Ascensão
RdMCast #480 – Trilogia A Múmia
RdMCast #426 – O Exorcista: o devoto: David Gordon Green, o que você fez?
RdMCast #490 – Isso deu um remake: Lobisomem
RdMCast #371 – Os Monstros da Universal: Uma Breve História
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- Maldição da Múmia: Análise do FilmeComparação com O Exorcista · Comparação com A Morte do Demônio · Crítica à ausência da múmia · Crítica à narrativa de possessão demoníaca · Crítica à falta de mitologia egípcia · Crítica à representação da família · Crítica à atuação do casal principal · Crítica à representação de acadêmicos/humanas · Lee Cronin · Albuquerque · Egito
- Análise de Franquias de HorrorA Múmia (Universal) · A Múmia (Brandon Fraser) · A Múmia (Tom Cruise) · O Exorcista · Evil Dead · Lobisomem · Dark Universe
- Discussão sobre o Episódio Anterior (Pânico)Divergência de opinião sobre Pânico 7
A CIDADE NO BRASIL
Bom dia, boa tarde, boa noite, amantes do horror. Sejam todos muito bem-vindos a mais um RDMcast. Hoje nas areias do Egito e de Albuquerque. Porque a gente vai falar do mais novo filme no universo múmia. Com a etiqueta múmia. Enfim, com esse tipo de personagem já muito mitológico no cinema de horror. Que é Maldição da Múmia. Não tem o A na frente.
Eu demorei um pouco até começar a escrever certo pra pauta. Maldição da Múmia, do nosso queridíssimo Lee Cronin, responsável por a morte do demônio à Ascensão, que também tá por trás agora dos próximos dois títulos. E, enfim, ele também pegou a Múmia pra fazer a sua interpretação. Aqui é o Bragg, como sempre, estou muito bem acompanhado. Dela, que já passou o seu delineador de gatinho, Gabilar Noca.
Eu achei que você ia fazer alguma piada envolvendo que essa é a mistura do Brasil com o Egito. Porque você falou de Egito e eu, como boa criança dos anos 90, já pensei no El Tcham. Já lembrei do meu bambolê da Carla Pérez. Saudades daquela época onde não tinha restrições para o público infantil. Essa é a mistura do Brasil com o Egito. E ele que foi no cinema procurando o Brandon Fraser, mas não achou, Thiago Natalio.
É uma pena, né? Fiquei, pô, cadê Bernard Fraser? Cadê Virtual Eyes? Mentiram pra mim, mas tudo bem. Não foi a única coisa que mentiram pra mim, né? Porque, como a gente vai discutir, esse filme é... Sabe aquelas coisas no mercado, assim, tipo, quando é coisa barata e coloca tipo tal coisa? Ah, é uma margarina tipo manteiga, sabor. Esse filme aqui é um exorcista tipo a múmia.
É só o sabor múmia. A linguiça é tipo calabresa do horror, né? Você vai e é meio decepcionante. Mas, gente, vocês ficam com os recadinhos. A gente já volta pra explorar um pouco mais essa múmia milenar de oito anos aí.
Bom, gente, o temido mês de maio está entre nós. Comumente tido como o mês mais longo do ano, em que o único feriado é logo no começo. E a rotina já está pegando fogo com trabalho, academia, compromisso, deslocamento. Ou seja, muita preocupação ao mesmo tempo para manter tudo funcionando.
E é nesse momento que fica muito claro que a roupa que a gente usa não pode atrapalhar. Não dá para ter roupas que incomodam, que limitam e que exigem esforço. E a solução, é claro, é trazida pela Insider Store, com roupas que reduzem o atrito da rotina e fazem tudo fluir melhor. Então, nesse mês de maio, juntando as promoções acumuladas do site com o nosso cupom especial, que é o RDMcast, os descontos chegam até 15% off para novos clientes e 10% para quem já conhece a Insider. E tem também um adicional de 5% off para pagamentos no Pix.
E acho que dá pra usar como exemplo a Tech T-Shirt, que eu já comentei com vocês que eu uso bastante, porque ela é uma peça que é feita pra aguentar a rotina inteira. Ela não perde a forma, não desbota e não esquenta. É uma peça feita pra repetição real. E eu já comentei, né, que aqui em Curitiba, famosamente, tem umas 3, 4 estações no ano, ainda mais agora, né, no comecinho do outono, que começa o dia muito frio e às vezes com chuva, e aí na tarde já tá quente de novo.
E a Tech T-Shirt é perfeita pra isso, porque se você pegar chuva no começo do dia, não fica amassada, não fica com cheiro, mas também depois, quando esquenta, ela é uma peça leve. Ela realmente é muito perfeita pra essa rotina, né, imprevisível que tem por todo o Brasil, né, sabe? A dona é muito maleável, se adapta muito. E assim como a Tech T-Shirt, tem várias outras peças, tanto masculinas quanto femininas, que vocês podem ver no site da Insider.
E como sempre, gente, eu aconselho vocês a usarem o link que eu deixo aqui na descrição, porque entrando no site da Insider por esse link, você já aplica automaticamente o cupom.
Então aproveitem esse começo de mês para atualizar seu guarda-roupa com peças que fazem tudo fluir melhor, com até 20% off usando o cupom RDMCAST. E antes de passar direto para o episódio dessa semana, eu só queria destacar que a gente teve muitos comentários no episódio anterior, de número 550, sobre Pânico. E teve até alguma divergência de opinião, né? Acho que ficou muito claro no episódio que nós três detestamos o filme e a gente conta.
puto, então. A gente postou uma enquete e a maioria de vocês concordaram com a gente, mas teve também alguma discussão, gente que gostou, né, que não achou tão ruim assim e tal, e acho que foi bacana porque teve uma certa discordância sem nenhum tipo de briga, de desrespeito, então queria...
só comentar que é sempre legal quando você interage no episódio e fazer o convite, então, pra se sempre comentarem no Spotify, a gente consegue responder pelo menos, né, ou deixar uma reaçãozinha ali, um coraçãozinho então a gente sempre tá notando que vocês dão de sugestão e levando em conta esse feedback também nos episódios então
Comentem sempre no Spotify, nas redes sociais Em qualquer lugar que vocês prefiram Que é sempre bom ter esse retorno de vocês Mas, então gente, sem mais delongas Deixo com certeza que esse episódio Sobre o exorcista Ou a maldição da múmia de Bicron Não se muda Não se muda
Não, não, não. É o meu lado. É o meu lado. É o meu lado. É o meu lado. Ela foi morta por 8 anos. O que a nossa filha fazendo em um 3,000 anos de sarcófago?
O que eu acho que aconteceu? Eu acho que o Lee Cronin chegou lá nos produtores e falou assim, galera, pô, me manda o exorcista aí. Ele falou, não, porque a gente já entregou pro David Gordon Green, né? Porque o cara tá bombando aí com Halloween e tal. Não, vamos acreditar nele. Então o Lee Cronin, tá, beleza, né? Vou ficar de boas aqui. O exorcista devoto foi uma desgraceira só.
Aí o Lee Cronin deve ter chegado de novo e falou, pô galera, agora é minha hora, né? Daí, hum, foi mal. O Mike Flanagan tava na fila aí, né? Ele que vai pegar o novo, porque ele conseguiu trazer a Scarlett Johansson. Você consegue trazer a Scarlett Johansson, o Lee Cronin, ou não, né? Mas e aí, me diz o que sobrou aí de título. Os caras, cara, tem um filme da Mume aqui, né? Que tá todo mundo, ninguém quer fazer, porque aquele do Toon Cruise 2017...
Deu um pouco errado, né? A galera não curtiu tanto, assim, então tá meio sobrando aqui esse título. O que você acha? O que você acha?
já que eu não posso fazer exorcista, vou fazer a múmia. E aí estamos hoje aqui pra discutir Maldição da Múmia, o filme de exorcista do Lee Cronin. Já que ele não conseguiu o exorcista, ele falou, vou dar um jeito. Quem quer, consegue.
E daí, nisso, ele deu uma requentada naquilo que ele fez em Evil Dead Rise, né? Tipo, então, ele mirou no Exorcista, ele trouxe toda a bagagem do Evil Dead. E daí, segundo o Matheus, que foi assistir o filme comigo, ele baixou o Michael Scott do Threat Level Midnight, sabe? Do episódio em que o Michael dirige um filme e ele fez a múmia, entendeu?
Que definição maravilhosa. Eu tô dando os créditos, porque o Matheus fez essa piada duas vezes quando a gente saiu do cinema e ele falou, se você mencionar isso na RDM, você tem que dizer que fui eu que falei. Justo. Justo. E fora que, sei lá, podia falar, não, o filme se passa no Egito, né? É diferente, tem tipo 25 minutos no Egito, aí o resto tem Albuquerque, porque tem areia. É. Isso é muito bom. Beleza, então, né?
Não é que a gente tá detonando o filme, não é que nem o episódio anterior aí, né, que a gente foi falar do Pânico 7. Também não é assim, né, o filme não é nossa péssima. Mas é que é curioso, porque é um filme de múmia sem múmia, né. Eu lembro que no episódio de Lobisomem, eu tava bem puto, que eu falava, porra, é um lobisomem sem lobisomem, lobisomem sem pelo, né, porra. Esse aqui é múmia sem múmia. Eu...
Até gostei de boa parte do filme. Tem coisas muito interessantes. Eu só não entendi o apelo da múmia, assim. Confesso que eu fiquei meio... Eu fui assistir com a Lucy e com a minha irmã. E daí quando a gente saiu de cinema, tava os três, assim. Tipo, é, o filme é legal, mas é esquisito, né? Eu falei, é, parece o sorcista, minha irmã. Eu fiquei o tempo inteiro pensando nisso. Ele queria fazer um filme de possessão. Não conseguiu e... E fez de qualquer jeito. Fez de qualquer jeito.
Não chega a ser um filme ofensivo como o Exorcista Devoto, que você realmente sai de lá ofendido e até assim enojado com tudo aquilo que fizeram, né? Aquele tom conservador, péssimo. Mas eu achei um filme muito chato.
Eu não sei vocês. Mas eu achei esse Amúmia muito chato. Eu não sei se foi o tempo de duração dele. Eu sinto ali que poderia ter uma meia hora menos. Quando você acha que o filme está encaminhando para o final. Ele ainda tem mais um pouquinho. Mas eu fui assistindo cinema. Pô, toda aquela vibe. Filme escuro. Você está prestando atenção. Não tem uma distração. Sala de cinema cheia. E ainda assim eu fiquei pensando. Putz, que horas que isso aqui vai acabar. Porque eu achei ele meio arrastadão demais.
Eu acho, de fato, um pouco longo, em 2 horas e 15, pra essa premissa. Não é lá a coisa mais necessária, justificável do mundo. Mas eu não achei arrastado, eu gostei. Acho que também foi muito conveniente que eu fui ver no IMAX, né? E aí, porra, o IMAX tá sendo abraçado pela sala com o som gritando na tua orelha, né? Então, o envolvimento é bem maior, né? Mas...
Eu só acho que ele podia ser um filme muito melhor se ele não estivesse forçando a barra pra incluir a múmia sem incluir a múmia. Porque ele fica uma coisa muito esquisita, né? Porque é um filme de possessão. Assim, cara, é muito literalmente filme de possessão. Só que daí ele fica jogando elementos pra parecer a múmia. Então ele quer criar lá uma mitologia em volta das pessoas, mantendo aquela entidade.
E aí não sei o que, volta pro Egito Aí tem investigadora que vem pro Egito Que vem pra Albuquerque, não sei o que E daí tudo que ele tenta forçar de conexão com a múmia Fica meio mal feito E aí acaba enfraquecendo o filme Enquanto talvez se ele se assumisse mais diretamente Como um filme de possessão Sem ter esse aspecto de a múmia Seria melhor, né?
Eu não acho que essa marca, a múmia, tá muito forte, né? Porque realmente o Dark Universe lá enterrou, né? Então, não é um filme que você fala, não, mas justifica porque eles estavam querendo fazer uma grana ali e daí colocaram a múmia como estratégia de marketing. Porque o filme abriu com... Pô, ela fez 13 milhões nos Estados Unidos. A brilheteria total tá em 70. Já tem umas duas semanas de estreia. Então não é um filme que tá, assim...
Torando a bilheteria, né? Sei lá, achei uma coisa meio... Tudo meio esquisito, né? Mas não acho um filme ruim. É que eu acho que os outros monstros acabaram sempre chamando mais atenção, né? Frankenstein, Drácula e Lobisomem...
É tipo os três principais ali. Daí a gente tem o Mons da Lagoa Negra, que é muito bom. Mas assim, em termos de atenção recebida, né? E por renovação da franquia ao longo do tempo. A Múmia acabou indo pra um outro lado, né? Com o filme do Brandon Fraser. A gente acabou ligando o Múmia muito a essa pegada meio... Indiana Jones obscuro, né? Com uma aventura que flerta muito com o horror.
A gente tem episódio da Múmia aí, vai estar linkado. Então, a gente já falou disso um pouco. É uma franquia que acaba flertando com o horror, uma franquia muito divertida, diga-se de passagem. É uma franquia em que o The Rock estreou no cinema e recebemos um dos maiores atores do universo estreando no cinema com a franquia Múmia.
E acho que teve essa ligação. Aí puxa de novo pro horror, né? Com aquele filme do Tom Cruise. Enfim, a ideia inicial era essa. Mas daí o filme é uma bagunça. Ah, é um filme de horror com o Tom Cruise. Vai ter cena de avião. Ele pulando, fazendo malabarismo e tal. Daí enfiam o Dr. Jack e o Mr. Hyde do nada. Porque, enfim, Dark Universe. A gente vai trazer todo mundo. E aí o filme ficou uma bagunça. E acaba...
rejeitando aquela múmia original do Boris Karloff, que depois você vai ver que tem uns 200 filmes de a múmia, né? Que era a ideia do Imhotep, um sacerdote antigo, com uma paixão proibida, que é punido. Enfim, isso tem lá no A Múmia do Brandon Fraser também, né? É o... A Múmia Transuda, né? A Múmia Transuda, pô, é isso. É o famoso Múmia Transuda.
que daí séculos depois é despertado quando alguém lê uma coisa mágica, e daí ele fixa lá numa garota atual que acha que é a reencarnação do seu grande amor. Tem uma estrutura meio reconhecível, que pega vários filmes da múmia da Universal, da Hammer e depois a trilogia do Brandon Fraser, né? Tem algumas coisas assemelhadas. Esse...
Assim, por um lado é legal que ele traz uma coisa totalmente nova. Mas daí de novo, como o Tiago falou, eu concordo com isso. A marca, a Mumi, o rótulo, a Mumi ali, eu não sei se era necessário que não é uma marca tão forte assim.
Eu vi muita gente comentando que se fosse um filme intitulado de qualquer outra coisa que não a múmia, funcionaria melhor. No sentido de que, talvez, todas essas críticas mistas ou negativas que o longa está recebendo pudessem ter sido evitadas se não fosse feita essa associação, uma associação muito fraca, né? Com essa franquia. Porque você vai esperando ali a múmia e tudo bem, você tem alguns momentos, mas...
Eu até entendo o Lee Cronin querer fazer uma interpretação mais moderna, um pouquinho diferente. Vamos tentar fazer algo novo, modernizar esse personagem. O problema é que você tem 5% da múmia e 95% de um filme de possessão. Então ao invés de equilibrar, você acaba descaracterizando demais um monstro.
que é uma base, assim, do cinema de horror. E o problema não é você modernizar ou você querer inovar, não é isso, assim. Eu acho que a grande questão desse filme é não ser um filme da múmia.
Eu também acho ali que um problema dele é que fica às vezes muito Evil Dead também. Mas depois a gente conversa sobre isso, né? E fora que, eu não sei, cara, posso estar viajando, mas me irrita essa coisa de filme estadunidense querer fazer tudo centrado em família. Parece uma coisa meio... Era Reagan, Margaret Thatcher, assim. É uma família isolada contra tudo. E aí você coloca ali um casal super heteronormativo. Tem lá os dois filhos, né?
Menininho, menininho. Aí tem mais uma filha. E assim, eu acho a escalação um pouco...
ruim também, porque a atriz que faz a suposta múmia em si, eu acho que funciona muito bem. Eu gosto muito da Detective, por exemplo, que é meio que ela Maui, né, que faz o papel lá do Moon Knight. Não é ela muito boa, mas ela é boa. Mas o casal principal ali, cara, não convence. O Jack Raynor, eu acho que ele funciona muito bem em Midsommar, como o cara meio bobão, assim, meio idiota, que se quer que ele morra. Mas aqui, como protagonista, ele é muito careta, assim. Não careta de chato, ele faz muita careta. A reação dele é Ah, meu Deus!
Quem reage assim, cara? Parece que ele tá muito fora do tom. Não sei se foi uma instrução meio errada, se ele não entendeu muito qual que era a pira, ou se ele é só meio ruim mesmo. E eu também não gostei muito da Laia Costa. Eu achei ele totalmente sem conexão, sem química. Então, a tentativa de se entrar num drama familiar, eu acho...
puta fracasso, que é muito parecido com o Lobisomem, né, se parar pra pensar. Ele erra na mesma coisa, né, quando é pra fazer a parte do Lobisomem, Assustador, ele fica postando um drama familiar ali que não convence, né, então acho que faltou um pouco mais de mitologia, que é o que é legal de A Múmia, né, os filmes do Bernard Fraser funcionam porque primeiro que tem um monte de gente querendo transar a roda, assim, né.
Todo mundo transu. E segundo que é meio que uma ação-aventura, né? O legal é você explorar as pirâmides, você explorar a mitologia, os hierógrafos. Aqui é tipo um pedacinho de Egito, o resto família sendo atormentada. Ah, mas de novo?
Isso ele fez no Evil Dead, né? Você colocar uma família dentro de um espaço fechado, né? No caso do Evil Dead era um apartamento, aqui é uma casa, né? Sei lá, estão na puta que pariu, né? Então também eles estão isolados, assim, desse centro urbano. E colocar esses familiares sendo aterrorizados por uma força demonia, por uma entidade sobrenatural. Então é uma premissa muito parecida, né?
E eu senti, assim, uma coisa que me incomodou nesse filme, pegando muito carona nisso que o Tiago falou, da mitologia, é como ele poderia se aprofundar nessa mitologia, nessa cultura egípcia associada a múmias. E é uma coisa que causa um fascínio muito grande no público até hoje. Ao invés de fazer isso, o filme vai 100%.
pra uma vertente meio que cristã de demonologia, assim. Por mais que tenha uma explicação lá da entidade egípcia, tudo que o filme segue é muito próximo de uma demonologia cristã e de vertentes e explicações, e daí muito próximo ao exorcista em si, né? Então você perde o charme de explorar ali uma mitologia, uma demonologia, uma tradição diferente, e acaba ficando muito...
naquilo que a gente já conhece, né? E só pra complementar, até no próprio Evil Dead Rise, é uma família, mas eu acho que é um pouco diferente, né? Porque é mais uma mãe solo com a irmã, e aí tem toda a questão da... Problema de grana mesmo, né? Um apartamento fudido em Los Angeles, é muito mais centrado ali naquele prédio, né? Tem uma coisa claustrofóbica. Então acho que faz mais sentido aqui, é muito coisa padrão de filme de exorcista, né?
De possessão, né? Ah, vai destruir a família por dentro, o casal tá brigando, Ah, os irmãos vão brigar.
Aí, ah, velho, foda-se, entendeu? Não combina com a parte da múmia, nem um pouco, né? Tanto que eles fazem uma super sensação de barra que, meu Deus, depois a gente fala, né? Enfim. Vou dizer algo. Não se preocupe, irmã. É divertido estar morta.
Bom, passadas as impressões iniciais, acho que dá pra gente seguir falando um pouquinho aqui agora da história. E a gente vai comentando ao longo. Porque assim, o filme ele começa de um jeitinho animado, né? Tem uma família falando lá, um árabe.
Uma língua, assim, mais diferente. Confesso agora que eu não vi, não lembro qual que é a língua. Não é árabe exatamente, né? Mas é uma língua do Egito, assim. Acho que é árabe. Árabe mesmo, será? Eu acho que é. E aí eles estão lá, tipo, ouvindo uma musiquinha, cantando e tal. Dá um primeiro estranhamento, porque a lente que o Lee Cronin...
decidiu usar, ela distorce um pouco as bordas, né? Então, sempre no começo você fica, cara, que sensação esquisita, mas no final, o efeito é legal, né? Eles tão lá conversando, cantando, a mãe tá meio brava, aí eles chegam em casa, o passarinho lá tava aparentemente morto, né? A mãe pega, eu já achei que ela ia, sei lá, ressuscitar o pássaro ou alguma coisa assim, né? E aí, você vê que eles tão muito preocupados.
Descem, abre lá uma passagem secreta Tem uma ponta de pirâmide E tem um caixão lá dentro Um sarcófago, né? Pra ser menos ocidental, mais egípcio Tem um sarcófago ali E dentro tem uma múmia A gente fica, pô, tá aqui a múmia, né? Ah, tem que ver se já acordou E tá, você fica, porra, olha só, né? Temos uma múmia, sei lá, vai liberar uma maldição
meio que acaba por ali. A gente tem até uma cena da lâmpada apagando, que ela acende uma lampadinha de gênio, assim, do Aladdin, né? Pra ver. A lâmpada apaga. É uma cena legal. Depois tem um susto. A morte do marido ali, que já é bastante sangrenta, né? Que eu acho que o filme já mostra que, ó, não iremos poupar muito cenas repulsivas, assim, né?
nojo, sangue e coisa jorrando beleza, temos essa primeira cena que eu achei legal, assim, né, pra começar o filme você já, porra aqui ó tem múmia, tem morte, tem tensão, porra legal e aí muda pra esse núcleo familiar então, que a gente tá comentando que tem o pai que é jornalista, a mãe que é enfermeira e os dois filhos ali que tão em casa brincando tudo, a gente vê um pouquinho dessa dinâmica familiar
E aí acontece o grande problema, que a menina tá brincando num jardim, e daí, caramba, que casa bizarra também, né? Tem um jardim que é fechado, parece uma mata fechada, que dá pra rua numa grade toda arrebentada, né? Coisa muito segura, e a menina acaba sendo sequestrada.
A gente vê até que é aquela mulher do começo, que ela tá meio que aliciando a menina com chocolates, né, pra criar confiança. Sequestra a menina e o cara sai correndo na rua, tem uma tempestade de areia e tal, pô, cadê? Temos uma criança sequestrada. E aí o filme dá um salto de oito anos.
E aí, é aquilo, a família tá meio mal, voltaram a morar com a avó, porque daí o cara recusou o emprego que ele tinha ganhado, né, pra ir pra Nova York, voltaram pra Buquerque, morar na casa da avó, que pelo que eu entendi, ela é mãe da mãe, não mãe do pai.
Sim, mãe da mãe. Foram morar lá, agora o filho tá mais velho, e daí tem a menininha mais nova. Daí, ele até tenta jogar com aquilo do ah, eu queria ir na viagem da escola. Não, depois a gente conversa. Porque eu não sou a minha irmã, eu não vou ser sequestrado. Acho que tem maneiras mais sutis, assim, de você tratar esse trauma familiar ali. Essa cena, eu confesso que me incomodou um pouco, por ser explícito demais, assim.
Ah, pô, a gente entendeu, cara. Teve uma criança sequestrada. Óbvio que a família vai estar traumatizada. Você não precisa verbalizar isso em vários momentos, assim, né? Acho que dá pra entender.
Eu acho que o filme é explícito demais o tempo todo. E eu não tô falando explícito de violência nem de gore. Ele explica tudo, tintim por tintim. Até o vídeo lá no final ele tem, entendeu? Só pra explicar pra galera o que tá acontecendo. É, beleza. Família tá lá, vão fazer uma viajinha de carro. Eis que recebe uma ligação do Egito. Porque o que aconteceu? Caiu um avião, também meio que no meio do nada. E aquele sarcófago que a gente viu no começo, caiu meio de pé.
Uma coisa meio engraçada. E aí, os caras, ó, então, a gente encontrou tua filha aqui, né? Ela tava num sarcófago enrolado igual a múmia e estavam levando ela pra outro lugar. E ninguém acha estranho, assim, né? Tipo, não. Olha, tudo bem, gente. Acho que suspensão da descrença é uma coisa muito importante em filme de terror. Mas aqui eles forçam demais, né? Eu sinto, assim, que...
E olha que o pior ainda tá por vir, porque depois que eles encontram ela, beleza, né? Eles vão lá pro Egito pra reencontrar a filha e daí ela tá num hospital, obviamente bem debilitada. E eles falam, olha, né? Ela tá...
Ali tem um estresse pós-traumático, tem problemas físicos. Só que, do nada, eles falam, mas pode levar ela pra casa, viu? Vai lá. Boa sorte aí, cara. Vai lá, assim, tipo... A gente quer liberar lento, pode levar ela. Mano, e daí eles levam ela pra casa, assim, muito rápido. E ninguém é qualificado pra cuidar dela. Tudo bem, a mãe é enfermeira, mas tipo, gente, né? Eu entendo, é um filme sobre a múmia, ok. Eu não tô pedindo muito, mas assim, tem que convencer, pelo menos, de que isso poderia acontecer na vida real.
Ah, e fora que assim, o filme nunca explica por que que tá transportando aquela porra daquele sarcófago, né? Explica. Pior que explica. Por que que é, então? Porque eles vão encher aquele vale de água, vai virar... Agora eu não lembro se é uma represa, mas eles vão encher aquele vale de água. E daí o caixão ficaria submerso, daí ficaria difícil de trocar o demônio em algum momento. Já dando um pequeno spoiler aí, foi mal, né? É um bullshit também, que meu Deus, né?
É que é uma explicação meio... É, esforçável. É bem esquisitinha a explicação. Só que do nada acontece, assim, ah, o Sarcalf está sendo transportado. Como eu falei, eu acho que essa parte desse grupo responsável pela manutenção ali, daquela múmia sob controle, é muito mais legal do que qualquer outra coisa que o filme foca. Isso não aparece, né?
Imagino até que tinha mais coisa que foi cortada. Porque apesar de não ser longo, ele parece ter uns pedaços faltando, né? Em umas horas. Então, talvez tivesse até esse foco maior e decidiram cortar pra focar no drama familiar. Que daí é uma decisão muito equivocada, né? Se vai focar no drama familiar, podia focar no drama familiar da família do Egito, né? Não da família de Albuquerque, assim. Que, beleza. Tiveram a filha sequestrada e tal. É um grande trauma.
Mas pô, daí tem a família do Egito que tá lidando com um mal milenar aí, né? Desde quando que é? Dois mil antes de Cristo. Pô, os caras tão aí há quatro mil anos com uma responsabilidade gigantesca de salvar o mundo, aparentemente. E daí é tipo, ah, mas é isso aí, né? E o que aquele mano tava fazendo no Egito, cara? Porque ele não fala árabe.
Ele é um correspondente, né? Internacional. É que eles precisavam, eles precisavam levar a história para os Estados Unidos. Porque eles precisavam fazer com que o filme fosse falado em inglês, senão o público não ia assistir lá nos Estados Unidos, entendeu? Mas é tosquíssimo, cara, porque não tem tanto interesse assim, desculpa, mas não tem notícia egípcia nos Estados Unidos, assim. É um estado meio cliente dos Estados Unidos, depende financeiramente, virou uma...
Pô, desculpa, mas o Egito virou um cachorrinho dos Estados Unidos e Israel. E, sabe, deu o cara... Ele é meio jornalista local. O bagulho dele é notícia de Albuquerque. De nada, ele tá no Egito. Isso só aceita, né? A esposa dele trabalha no hospital. No Egito não fala árabe também. Mas aceita, né?
De novo, me incomodo com isso não é porque não dá pra acreditar, foda-se. Mas é porque é de novo o filme tentando forçar a barra, de fazer o drama familiar que tem que ser nos Estados Unidos, mas também querer ter essa conexão com o Egito pra chamar de múmia. E aí fica essa coisa meio mal feita, meio cá, meio lá, que não se decide.
Cara, eu vou dizer que quando eles descobrem lá a múmia, né? A cena da autópsia até que é legalzinha. A gente sabe que o Lee Cronin, ele sabe como criar tensão. Ele sabe como fazer uma cena em que as coisas ficam muito tensas, em que a qualquer momento você pode tomar um susto. Ele sabe fazer isso. A direção é ótima. A questão é que o filme, ele tem momentos muito pontuais.
com essa tensão, não é que nem no Evil Dead Ascensão, né? No Amor, Demônio e Ascensão, que é quase que o filme inteiro. Você tá grudado na poltrona, tipo, cara, aqui eu acho que são alguns momentos pontuais. Não que, de novo, ou tem que ter tensão o filme inteiro, mas é que, sei lá, eu acho que acabou quebrando demais em alguns momentos o drama familiar. E daí, como a Gabi falou, ele simplesmente leva a menina pra casa. Não é nem pra casa, né? É, tipo, pro outro lado do mundo, porque...
É, a guria tá catatônica, ela não fala. Tá toda retorcida, fodida fisicamente. Ah, não. E daí os pais, assim... Ai, gente, assim, esses pais são outros que eles mexem com a nossa suspensão da descrença. Porque é impossível ter uma dupla mais tonga do que aqueles dois, né? Assim, realmente, é o Tico e o Teco em ação. Porque tem todos os sinais ali e eles simplesmente ignoram. Ignoram tudo.
Eles ignoram os filhos que estão lá, tipo, se fudendo, sendo atormentados. Não, mas tá tudo bem, foda-se, deixa lá, deixa lá trancada, tá de boa. De repente, o pai lá, o Patati, ele encontra... Patati! Ele encontra um pedaço podre de madeira no quarto da filha, que tá, tipo, uma parada repugnante, que deveria, assim... Qualquer pai normal ficaria assim, caralho, o que está acontecendo no quarto da minha filha, que ficou oito anos?
desaparecida, com um comportamento estranho, tem esse pedaço aqui de madeira que tá podre, né? Não, ele só olha, joga em cima do tapete e vai fazer outra coisa, ele esquece. A casa é velha, a casa é velha. Essa minha sogra do caralho não cuidou da casa. Eu sei que isso vai ser importante na frente, né, do filme. Mas cara, nenhum pai que ficou tão preocupado, e eles assim, tão com esse trauma latente, eles ficariam prestando atenção em tudo. É, realmente, se a gente tivesse um...
um prêmio no Corvo de Ouro de Negligência Parental, esses dois ganhavam, porque os três filhos, gente, esse filme se resolveria chamando o Conselho Tutelar para salvar essas três crianças, porque puta que pariu. Estados Unidos não tem Conselho Tutelar. Aí que tá o problema. É que é foda porque é contraditório, né? Porque tem várias cenas que mostram ele...
agindo rápido, assim. Pá, o Mina tá saindo pelo coisa que tem dentro da parede lá, né? Meio que uma saidinha secreta ali. Ele, todo marido de aluguel, pega lá a furadorinha, papapá, furia aqui, colocar um cadeado, beleza, fechei, resolvi. Aí o buraco no chão, ele, ah, dá nada não. Foda-se. Ah, acho que, pô, a casa de madeira é assim mesmo, né? Que pena.
E de novo, essa coisa de levar a Elina pra casa, é que a cena do hospital é muito absurda. Que ela tá lá, tipo... Não pode levar ela pro hospital, pai e mãe. Pode levar ela pra casa, né? Pega aí, porque ela tá muito saudável. O médico fala, né? Não, ela tá muito forte. Ela só tá aí, né? Com uns probleminhas aí.
Só tá meio podre, assim. Tá meio podrinha, mas, cara, assim, é que nem a mãe. O que um banho de banheira resolve, entendeu? É só ali a avó dar uma pintada no cabelo, a mãe esfrega as cracas fora. Não, tá de boa, entendeu? Confia, confia. É só dar um banho de loja nela que ela vai sair novinha. Leva ela na Zara que tá tranquila, né?
Isso de modo nenhum é uma propaganda da Zara, tá? Quer que a Zara se foda, só pra deixar claro. Mas é a menina toda retorcida lá. Não, não, a gente fez uns exames aqui, ó. Ela tá muito forte. Bota ela no avião, leva pro outro lado do mundo aí e tira do nosso hospital que tá todo mundo com medo. Basicamente assim, pô, tira esse negócio daqui, ó. Leva pro Estados Unidos. Eu tô ficando sem enfermeiro, cara. Não vai dar. Tira essa menina aqui. Ninguém quer vir trabalhar mais.
E a cena deles apresentando pros outros filhos, né? Não, venham conhecer uma de vocês aqui, ó. Pô, que cena bizarra, cara. Daí tá lá a avó. E daí a avó é muito religiosa, porque daí tem que ser, né? A latina tem que ser católica pra caralho. Tem que ser muito católica, porque latinos são todos católicos. Não, e daí ela tá lá e toda hora ela começa com uma reza, assim. E daí, coitada, a avó só se ferra, né? Ela, vou rezar aqui, pá, tá uma cabeçada da menina.
Vou rezar aqui, pá, tá uma outra coisa. Coitada da véia, cara. Porque é o capeta, né?
Tudo bem, talvez eu esteja sendo muito crica, mas não faz sentido pra mim, porque a gente tá falando ali, até nesse momento do filme a gente não sabe muito bem, né? Mas, pô, Egito, né? Então tem que ser uma entidade, ou um espírito, ou um demônio, qualquer coisa, egípcio, né? Então é uma parada que antecede o cristianismo. E daí, tipo, quando a avó tá lá rezando, isso irrita o ser que tá dentro da menina. E não faz sentido, entendeu? Porque, teoricamente, ele não responderia às mesmas diretrizes religiosas.
Daí você vê como o filme perde muito da identidade. Ao invés de, tipo, focar nessa parada mitológica, religiosa, pouco conhecida, pouco explorada pelo cinema, acaba indo justamente pra uma vertente, assim, de ai, rezou, ali o ser ficou puto, entendeu? Ele vai profanar símbolos sagrados do cristianismo. E ele se fica, mas não faz sentido.
Até porque eles falam, até tem lá no videozinho depois, que essa entidade é mais antiga do que a fase clássica egípcia. Então não tinha judaísmo. Não tem Javé pra falar assim, ah, ele conhecia essa ligação com Deus e tal. Porque mano, Jesus pra ele é novinho. Veio pra terra faz... Pô, o bagulho tá lá há 6, 7 mil anos, cara. Fica tudo muito sem conexão, né? Aquele meme da Mariah Carey, quando perguntam pra ela sobre a Jennifer Lopez, e ela fala assim, eu não conheço ela. E virou tipo meme.
Daí eles perguntam pro capeta egípcio, você conhece Jesus? Não, eu não conheço ele. Não sei quem não. Conheço não, eu tava enterrado. Não sei quem não. Mas a gente tem toda aquela dinâmica na casa que parece que só os filhos que entendem que alguma coisa errada está acontecendo, porque os pais e a avó...
Não, ela voltou aqui, ela tá ótima. Vai ficar em casa, né? Porque a gente cuida dela melhor que em qualquer lugar. Coisas estranhas começam a acontecer. Barulhos, né? Coisas mexendo e tal. Mas acho que as coisas vão chegando no ápice. Que tem algumas cenas muito interessantes, né? A cena do banho, quando eles vão dar banho na menina. E daí, pô, coitada da menina já tá na casa uns dias e tá com as unhas do pé. Que cada unha tem meio metro, né?
Diga, porra, galera. Pelo menos cura da menina, né? E aí a enfermeira vai pegar um...
um alicatinho de unha, um cortador de unha, que claramente não vai dar certo e ela vai cortar a unha, cara, essa cena é muito boa, dá uma agonia, que ela vai arrancar a unha, a unha puxa a pele junto até metade da perna ali, do tornozelo, cara que cena agonizante mas também a mina com as unhas da cuca do sítio do peca-pau amarelo e ela acha que um cortadorzinho vai resolver, né porra, eu vou pegar aqui um alicatezinho acho que tira, né porra tira-pau-pau
Essa cena é muito bem construída, porque ele vai mostrando ali, ela cortando uma, duas. Você sabe que vai dar merda, vai criando essa tensão. Lembra até um pouco a cena do ralador de queijo lá do Evil Dead, né? No sentido, assim, de impactante. E ela funciona. Só que é meio que... Eu não sei, o sentimento que eu tenho com esse filme é que são várias cenas avulsas, assim. Meio que desconexas em alguns momentos. Porque não tem justamente essa história central, né? Essa mitologia que une. Então...
Meio que parece vários momentos de terror. E o resto você fica meio que boiando, assim. Ou esperando que passe logo. É que parece que o Lee Cronin, roteirista, só colocou as cenas que o Lee Cronin, diretor, queria fazer porque ele tira uma tensão. E aí ele lembrou que ele tinha que fazer alguma conexão com a Múmia. E depois fez um troço preguiçoso, né? Porque eu acho que foi bem dirigido. Claro que às vezes ele exagera um pouco.
Porque ele é muito fã, eu pesquisei o nome, tá? Porque eu tô com o meu ser de cabeça. Daquele split diopter, que é o ponto de vista, né? O ponto de vista, né? O plano forçado ali, porque, pô, né? Assim, se você aponta uma câmera pra alguma coisa, você vai ter um primeiro plano e um segundo plano, né? Desfocado o segundo plano. E essa técnica usa uma lente específica, que dá um trabalhão, não é uma coisa simples, assim que você vai fazer no TikTok.
E ele usa muito esse efeito pra dar aquele... Gera meio que um desconforto, quase um uncanny valley, né? Você sabe que o...
Alguma coisa tinha que estar em segundo plano e não está, né? Então tem meio que um foco duplo ali que gera uma certa tensão. Só que eu acho que até isso ele usa umas 4, 5, 6 vezes aí na última já começa a ficar meio demais, assim, né? Ele passa do ponto um pouco, né? Não sei, acho que faltou alguém pra dizer, vamos, né? Duas horinhas, duas horinhas, tá bom? Ou pegar, ler o roteiro e falar, cara...
Vamos focar em outra coisa, assim, né? Faltou um pouco de um certo... Alguém dando uma fiscalizada ali, né? Não tô dizendo de produção, de encher o saco, mas alguém pra trabalhar junto, uma parceria ali pra tirar um pouco desse foco excessivo. Porque até, porra, no nome do filme é Lee Cronin's the Mummy, né? Tipo, enfim... Pelo menos foi vendido assim no pôster, né?
Sorry grandma, it's fun every day.
A Gabi falou que muitas partes lembram o Evil Dead. Não é só questão do Lee Cronin ser muito fã do Sam Raimi, né? Mas é que, por exemplo, aquela cena do velório. Ah, gente, a gente já tá soltando spoiler aqui há um tempo, né? Então acho que o aviso já foi lá no começo. A avó morre, né? Ela dá um jeito de matar a avó. É uma cena até bem interessante e brutal.
Depois eu fui vendo que tem até umas rimas, né? De que ela derruba a boneca lá embaixo pela janela, o menino. Daí depois a avó cai lá embaixo. Eu não tinha reparado isso antes, né? Isso é real, também não tinha pensado nisso. Umas pequenas riminhas visuais, assim. Que eles acabam fazendo, né? Essa da boneca é uma delas, né? De que lá no começo derrubam a boneca e depois a avó cai.
E a avó acaba justamente morrendo, caindo da janela, em cima do carro e depois sendo devorado pelos coiotes. É uma cena bastante brutal, assim.
Nada tá tão ruim que não possa piorar, entendeu? Essa é a lição dessa cena. Você acha que cair da janela é foda? Pensa que tem um bando de coiote faminto querendo te arrastar, entendeu? Então, sempre pode piorar. Cara, e daí a vovó lá, tadinha, é devorada. A cena é toda, toda bizarra. E aí a gente vai ter o velório, que daí também, de novo, latinos. O velório vai ter muita comida e vai ser em casa.
Pô, mas essa parte do velório é engraçado, cara. Que as duas veinhas lá assim, ah, ela nunca apareceu tão nova, né? Nossa, a galera do velório dá uma esticada boa, né? Puta!
Como será que eu vou ficar no meu velório, né? Tem umas partes engraçadas ali. E é bem papo de velho mesmo, né? Tipo, fica olhando, assim, o jornal pra ver quem morreu. Sabe esse tipo de coisa? Eu gostei da cena do velório que ela também apela pra um negócio nojento. Que daí a filha menor já tá sendo muito influenciada ali por esse demônio. Então ela vai arrancando os dedos. Cara, que agonia!
Ninguém percebe, ninguém percebe que a menininha de oito anos tá completamente perturbada. E ela dá todos os sinais de que ela está sendo perturbada, que ela está perturbada. E o pai e a mãe, assim, tipo, não, ok. Ela sempre foi um amor, mas agora, né, a irmã voltou.
Deve ter sido isso. É que ela é a filha mais nova, mas como a irmã voltou depois de ter desaparecido, ela vira a filha do meio, né? Filho do meio é esquecido mesmo, né? Aí fica coitado, negligenciado lá. Os pais olhando ela, nossa. O que se aconteceu com ela tá sem nenhum dente? Ah, é de leite, né? Deve ser nada, não.
Daí ela arranca o dente e vai sangue naquele negócio que as velhinhas estão comendo. E as velhinhas estão adorando, que tá muito gostoso. É engraçado, assim. Mas essa cena também tem uma similaridade com o Evil Dead muito grande. Que não dá pra não ver a cena do alçapão levantando.
com a múmia descendo por aquele buraco que o cara só olhou e não fez nada, né? Daí a menina abre um buraco no chão, desce. É a mesma cena, só que invertida, né? Aí ela, pô, entra no caixão, dá toda uma confusão, assim, que, enfim, é uma cena macabra, é uma cena engraçada.
Pô, aliás, tem outra cena também que eu amei, com a filha menor, né? Uma cena antes que a filha menor ainda tá de borras, que ela vai no banheiro morrendo de medo. Na hora que ela volta, a irmã tá cantando. Ela chega lá, ah, você tá cantando aí e tal. Ah, mas eu quero sentir o gosto dos teus dedinhos e bota aquela língua por baixo da porta. Cara, que cena foda. Porra, essa cena é muito boa. É muito bom, é muito bom. Mas dá um asco, assim. Tipo, se ela tivesse comido o dedo da irmã, ia dar menos nojo.
Aquela lambidinha, cara. Bem no bindinho, assim, que dá um calafrio só de imaginar, né? Nossa Senhora.
Mas voltando ao velório, eu acho que é uma cena boa, porque ela abraça muito o absurdo, né? Essa coisa grotesca, que você meio que tem uma risada, mas ao mesmo tempo você tá com nojo e é puro caos. E como o Braga falou, é muito Evil Dead, né? E daí essa relação vai ficando ainda mais intensa, quando lá pra frente a gente tem a avó voltando dos mortos. Ela é muito um dia-dite ali, tipo, é muito Evil Dead.
Não me incomoda esse humor exagerado. Eu acho que no velório funciona muito bem. Mas eu sinto... Sabe quando... Aquilo que eu tava comentando. Que o filme, ele tem algumas cenas que parecem desconexas, sabe? E em alguns momentos do filme, esse humor me incomoda. Não é o caso do velório. Mas, por exemplo, tem algumas cenas que você não sabe muito bem se o Lee Cronin quer que a gente ria ou não. Então, por exemplo, tem lá no começo, sabe? Logo depois que eles trazem...
a Katie pra casa, e ela tá numa cadeira de rodas, e eles vão subindo ela na escada, e cara, parece um momento assim, tipo, que é pra você rir porque eles ficam puxando ela e vai batendo o degrau, sabe, fazendo tec, tec ao invés de, sei lá, um pegar por trás a cadeira e outro pegar na frente, como a gente carrega... Aham, o moleque... Exato! Não, tipo, eles vão puxando ela, daí você fica assim, é pra eu rir, porque eles estão, sei lá realmente sendo patati patatá daí você fica esperando, ela vai cair da escada e vai ser aquele momento, tipo...
sei lá, pra você rir. E não, eu sinto que às vezes o Lee Cronin, ele não sabe muito bem apontar o momento cômico, sabe? Do filme. É, não, essa cena real, ela é muito estranha, né? Porque sempre parece que vai acontecer alguma coisa e daí, não sabe se é pra gente ficar nessa tensão, mas a tensão não funciona tanto. Daí, é bem isso, né? Será que é pra rir? Será que é pra... É, tipo, porra, gente, vai lá, um fica na frente, outro fica atrás. Nunca levantar um carrinho de bebê, assim, em escadaria, tipo, porra.
É um sinal de que a gente tá lidando com os piores pais do ano. É um sinal. Só que daí eu sinto que a cena é construída de uma maneira que é pra você dar uma risada, mas ao mesmo tempo não tem o que rir. Não sei. Esses momentos de humor que não são muito bem sinalizados. Porque beleza, no velório é bem sinalizado. É pra você abraçar o caos, abraçar o ridículo. Ali, ok, mas em alguns outros momentos eu fico tipo...
Pô, não sei, será que eu tô assistindo errado? Não entendi o que aconteceu. Mas enquanto a família tá nessa questão, a gente tem até um arco legal, que é ainda a parte do Egito, que é justamente a investigadora, que, pô, ela faz um bom trabalho. É interessante, né? Quando ela tá lá, a Dalia, né? A Maika Lamaui, interpretada pela Maika Lamaui.
Ela, vou investigar, porque agora achou a menina, ficou oito anos aqui, o pai ficou puto que nunca resolveram, então eu vou resolver. E ela começa a seguir umas pistas, o pai ajuda, né, com aquela questão da carta lá, que daí também é, assim, porra, é uma pista muito providencial. Mas tudo bem, tudo bem. Vamos lá, a menina era criança, mandou uma carta. Não sei como, mas mandou. O nome Leila, no Egito, que é tipo falar João no Brasil, assim.
Ah, pesquisa aí, pô. Joga na base de dados aí, mano. Deve ter, tipo, seis milhões de resultados, mas tá de boa. Beleza, ela acha, vai naquele lugar, encontra as coisas estranhas, tem um embate com a mulher, e pelo menos a princípio parece que ela mata a mulher e acha uma moça mais nova que prende. E a moça mais nova fica muito tempo sem falar, até que ela revela que não, é que eu não falo porque eu não tenho língua. Mas daí ela começa a falar.
E aí você fica, tá bom, né? Assim, não falei até agora porque eu tô sem língua. Eu baixei aqui o disco, eu tinha esquecido. Eu já... Assim, é interessante. E aí ela acha o tal do VHS, do que aconteceu. Que daí é a vilã da história explicando bem certinho, né? Tintim por tintim, tudo que tá acontecendo.
como que é o ritual, como que é tudo lá que acontece. Aí a investigadora simplesmente vai pros Estados Unidos, que, enfim, né? Do nada ela tá lá, né? Tipo, ela pegou o teletransporte dela. É, não, pausa, pausa, pausa. Várias coisas aí. Porque assim, ó, eu acho legal você ter essa ênfase na investigação no Egito.
É, não, eu achei legal. Cara, a maioria dos filmes estadunidenses fala assim, ah, tem uma galera lá no Egito, uns caras meio genéricos. Ah, o Mohamed e a Fátima. Eles estão lá investigando. Ah, descobriram o negócio. Vai mandar um e-mail pra nós. Ah, beleza, foda-se, ninguém quer saber mais. E eles até fazem uma construção ali. Como eu falei, a atriz é boa. Eles fazem uma construção de aquela tunela, meio prodígica no departamento. Ela quer superar o chefe. Pô, é uma posição super difícil, né, cara?
O próprio chefe fala, né? Eu investiguei 400 casos. Eu achei, tipo, três crianças vivas, né? O resto tava todo mundo morto. Então tem uma certa construção ali. Só que ali tem umas coisas, cara, que, pô, quando ela vai no PC, aí o bagulho tem uma tela preta com letra verde, cara. Ah, mas se foder, cara.
Vai tomar no cu. Não tem nenhum indicativo que esse filme se passa em qualquer momento que não é o presente. Aí você vai dizer que o Egito, que porra, beleza, não é um país rico. Não é. Mas não é um país fodido também, cara. Não é um cu do mundo que não tem dinheiro pra comprar um PC, cara.
porra, aí ela vai lá digitar na base de dados, que é tipo o DOS, né, dos anos 80, assim, ela digita e tal, só que daí, por algum motivo, o departamento dela tem grana pra mandar ela pros Estados Unidos de avião, sendo que o caso tá encerrado no Egito, não tem nenhum interesse público, né, ela impulsou, então ela pagou do bolso, mas pra isso daí o Egito é um país rico, irrita não é porque, ah, mas, pô, você tem que ver que as pessoas não esquecem, irrita porque é a conexão forçada, né, ela tem que estar nos Estados Unidos, porque é onde o negócio vai rolar, então dá um jeito de botar ela lá.
Porque ela é a ponte. Ela é a ponte entre o Egito e Estados Unidos. Então, se ela não vai pra lá, meio que perde completamente essa ligação com o outro lado. Eu gosto da personagem. Eu acho a atuação dela muito boa. Na verdade, é a melhor atuação do filme, junto com a menina que faz, a Katie, né? Mais velha. Sim, super nada. Mas ainda assim, tipo, é muito...
forçado, porque ela tem que ser essa ponte, né? Como o filme não desenvolve bem o roteiro, a mitologia, né? Toda essa questão da Katie e do que é que tá ali possuindo ela, mas ao mesmo tempo ele não quer abandonar o Egito, eles usam ela como essa ponte, né? Então, meio que, tipo, fica meio forçado em vários momentos.
Cara, dava pra resolver esse roteiro passando a porra do filme inteiro no Egito. Ah, mas tem que ter a avó. A véia viaja. A véia viaja. Ela vai pro Egito. Não todo mundo ir pra porra de Albuquerque, cara. Você resolve o filme, basicamente. Mas não. Tem que ter a possessão na casinha de madeira lá, não sei o que.
Isso que eu não odio o filme. Eu tô ficando puta, mas é porque não faz sentido. Mas é que o filme é irresórdio. É que o filme não é ruim, mas é que ele tem umas coisas que irritam. Decisão burra, né? É, umas decisões questionárias. São muitas decisões burras. Que nem quando a detetive, ela encontra, né? Então, esse lugar ali, onde ficava lá no começo, que a gente vê aquela ponte.
da pirâmide, onde o sarcófago ficava originalmente. E daí, gente, ela vai se metendo lá pra baixo, assim, tipo, embrenhando sozinha. Ela não tem ideia. E ela vai sozinha. E tipo, daí, tudo bem, é um filme de terror, mas tipo, porra, não precisa apelar tanto. É que não tem celular no Egito pra ela chamar e forçar. Eles estão nos anos 80 ainda. É igual o computador DOS ali, caralho.
Mas tem uma outra coisa que já passou no filme, antes da gente ir pra frente, que eu gostaria de deixar a minha indignação. É porque eu acho que esse filme, como vários outros de horror que tem por aí, ele é um desserviço a nós, pessoas da humanas.
Porque como nós somos retratados nesse tipo de filme? Estamos lá dando nossa aula, né? No caso, é um professor de arqueologia. Mas poderia ser de história, poderia ser, sei lá, de qualquer outra porra, desde que sejam humanas, né? Porque todos nós ali somos a mesma coisa. De repente, chega lá o pai da Katie, né? E ele pegou as ataduras dela e viu que tinha uns símbolos estranhos, né? Onde ela tava ali, porque ela tá meio que a pele descascando, né?
Uma parada assim, tipo, tá grudado nela. Ele vê que tem uns símbolos estranhos e ele entra lá onde tá esse professor, que...
Assim, coincidentemente, é uma especialidade no assunto. Assim, né? Beleza. A gente tá lidando com uma parada que é dois mil anos antes do período, né? Como o Tiago falou, do Egito, que a gente conhece melhor, né? Então, beleza. E daí ele chega lá e ele mostra pro cara, geralmente aquele professor, barbudinho, né?
E daí ele bate o olho e ele já sabe mais ou menos o que é, entendeu? Ninguém precisa de tempo pra traduzir, pra pesquisar. Não, assim, você bate o olho e fala, cara, é essa língua aí que ninguém fala e ninguém conhece, ninguém nunca ouviu. Não, eu sei, eu sei traduzir, deixa comigo.
Eu vou bater o olho aqui e eu vou saber exatamente do que se trata. Daí, é por causa desse tipo de cena filha da puta que a galera chega pra nós da humanas e faz umas perguntas que eles tiram do cu. E quando você olha e fala assim, mano, tem que pesquisar, tem que checar. Mas ué, você não é historiador? Quem foi o quinto papa? Quem foi o quinto papa? Fala aí pra mim se é bom em história.
É, exato. E daí é por causa disso. Por causa disso. Porque assim, é só você chegar com um problema assim, tipo... Mano, essa língua aqui, esse idioma que não é falado há 50 mil anos. Que se foda, entendeu? Não, tá aqui, ó. Não, eu sei. Deixa comigo. Eu sei traduzir. Eu sei exatamente do que se trata. E eu tenho aqui uma fitinha expositiva de alguém que falou sobre isso em um congresso onde eu fui, entendeu?
É, não, isso é muito forçado. Parece áudio que você acha em videogame, né? Tem um NPC ali, ele fala aqui, ó, que engraçado, coincidência, tem uma fita aqui num congresso de 1903. Mas, ó, pelo menos, ele pede uns dias pra pesquisar. Porque se fosse o Nicolas Cage na Lenda do Tesouro Perdido, ele sabe de cabeça. Aí sim, né? O Robert Langdon lá naqueles... Como é que é o Código da Vinci? Ele ia bater o olho e falar isso daí, é uma língua egípcia de 7 mil anos atrás, eu vou decifrar na hora aqui.
Mas ele bate o olho e ele sabe que ele pode ajudar, entendeu? Tipo, às vezes... Cara, às vezes você bate o olho e fala assim, que porra, vai procurar outra pessoa que eu vou saber isso, entendeu? Amiga, eu sou especialista em povos indígenas. Não sei. E tem outra gente. Todos nós que trabalhamos, sei lá, com história, com arqueologia, a gente sempre estuda essas paradas, assim, de 15 mil anos atrás. Estou chutando alto só pra ser bem exagerada, tá?
Ninguém trabalha com contemporânea, entendeu? Ninguém trabalha com história moderna. Não, todo mundo trabalha com os bagulho lá perdido na puta que pariu. É isso que a gente faz, entendeu?
Eu falei pro Matheus, eu falei assim, ia ser muito legal se alguém chegasse pra mim e falasse assim, meu amigo, eu estudo história dos Estados Unidos da década de 60, 70, meu filho. Eu não posso te ajudar. Mas é por causa disso que aparece assim, ah, e aí, quando que é? Como o Tiago falou, quem que é o quinto papa? Quem que limpava a bunda do rei da França? Exato, entendeu? Diz aí, como é que é o nome da avó dele? Essa representação é um desserviço à humanidade. Eu gostaria de deixar aqui registrado a minha indignação com essa cena.
Vamos seguir em frente com altos spoilers, né? Se é que já não teve muito, né? Não sei, mas acho que vale aí o aviso, né? Antes da gente começar o próximo bloco aí de finalizações da história, últimos comentários, mas enfim, né? Se você nos escutou até agora e não achou que a gente deu spoiler, agora a gente vai... Zona de spoiler. Você está prestes a entrar na zona de spoiler.
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