Episódios de Porta Estreita

04: A Mensagem da cruz

10 de julho de 202637min
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Neste episódio do Podcast Porta Estreita, o Pr. Alberto Júnior apresenta um estudo profundo sobre a mensagem da cruz em 1 Coríntios 1:25, explicando por que a cruz foi considerada loucura para os gregos e escândalo para os judeus, e como ela continua sendo o poder de Deus para a salvação. Descubra o significado da cruz, a sabedoria divina, a graça de Deus e a centralidade de Jesus Cristo no plano da redenção.

Palavras-chave: mensagem da cruz, 1 Coríntios 1, Escola Sabatina, lição da Escola Sabatina, Jesus Cristo, evangelho, salvação, graça de Deus, cruz de Cristo, Bíblia, estudo bíblico, teologia, fé cristã, Igreja Adventista, Podcast Porta Estreita.
Participantes neste episódio1
A

Alberto Júnior

HostPastor
Assuntos5
  • A cruz e seu significadoChoque cultural da cruz · Cruz como símbolo de condenação · Cruz como símbolo de fé
  • Traicao de JudasMoriá: comportamento moralmente distorcido · Sophia: sabedoria teórica grega · Skandalon: obstáculo para a fé judaica · Expectativa de Messias conquistador
  • Sabedoria divina versus sabedoria humanaMissão de Paulo: anunciar o evangelho · Evitar a retórica humana · Foco em Jesus crucificado · O Espírito Santo como convencedor
  • Sinodalidade na IgrejaDivisões e orgulho humano · Centralidade de Cristo na resolução · Técnica do contrafogo
  • A cruz de CristoOs que perecem (destruição) · Os que são salvos (poder de Deus) · A escolha individual pela salvação
Transcrição7 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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AJAlberto Júnior

Este é o podcast Porta Estreita, episódio número 4, gravado em 9 de julho de 2026. A mensagem da cruz. Olá, seja muito bem-vindo ao nosso podcast. Eu sou o Pastor Alberto Júnior e hoje o nosso tema É um tema que à primeira vista parece um paradoxo bem completo, né? Mas que mudou a história da humanidade: a mensagem da cruz. E antes de começarmos aqui a nossa conversa, eu quero fazer um convite especial para você, para você se inscrever aqui no nosso canal, para você curtir o episódio e assinar também aí o podcast, tá bom?

E nós vamos começar a nossa conversa com uma oração colocando a nossa vida nas mãos do nosso bom Deus. Oremos. Querido Deus e Eterno Pai que habitas nos céus, nós te agradecemos de modo muito especial porque um dia Jesus Cristo veio a este mundo e morreu em nosso favor. Ajuda-nos a crer, ajuda-nos a confiar, ajuda-nos a depender do Senhor e a entender este grandioso amor que o Senhor tem para cada um de nós. Neste momento pedimos que o Senhor ilumine a nossa mente, ajude-nos a fixar o conteúdo que estudamos durante toda a semana e que a mensagem da cruz não seja apenas uma teoria na nossa vida, mas que seja também o motivo da nossa esperança, da nossa alegria e também, Senhor Deus, da certeza que temos que um dia estaremos com o Senhor por toda a eternidade.

Abençoa, Senhor, o nosso estudo neste momento, a cada pessoa que nos ouve, nós entregamos a nossa vida em tuas bondosas mãos. Em nome de Jesus, amém. Bom, vamos lá. Depois de estudar praticamente a semana toda, né, a lição da Escola Sabatina, nós aprendemos aí muitas lições importantes, lições necessárias para nossa vida. E a lição Ela traz pra nós o choque cultural da cruz. A cruz era algo que não era muito bem visto pelas pessoas na época, nos dias de Jesus.

A cruz era considerada o meio talvez mais cruel que os romanos tinham para condenar as pessoas. Então era algo assim muito temido, era algo mal visto, vamos dizer assim, pelas pessoas, porque era para os maiores criminosos da época, né? E se nós olharmos hoje para os nossos dias, quando a gente fala a respeito da cruz, o que que nós imaginamos, né? A cruz hoje ela tem um sentido contrário do que tinha na época de Cristo, né? Porque hoje nós entendemos o que foi a cruz, o que significou a cruz.

E sempre quando se fala a respeito da cruz, a primeira pessoa que nós nos lembramos é de Jesus, né? Então, tente imaginar que você está vivendo no primeiro século, né? No primeiro século ali, nos dias de Jesus. Para nós hoje, a cruz ela é um pingente bonito, é um símbolo, né, em cima das igrejas, ou até mesmo uma imagem de fé, mas naquela época a cruz era o pior pesadelo de qualquer pessoa. Então imagine só, a pessoa ser morta e pela morte de cruz era algo que realmente as pessoas tinham medo, era algo que realmente mexia com as pessoas, né?

E o escritor romano Cícero, ele dizia que a própria ideia da cruz deveria ficar longe não apenas do corpo dos cidadãos romanos, mas até de seus pensamentos e olhos. Então imagine só isso, né? A cruz era algo repugnante, era um castigo cruel e era reservado para os piores criminosos da época, gerando repulsa e horror. Agora, tente imaginar chegar para essa sociedade e dizer assim: olha, o meu Salvador, o Rei do Universo, morreu em uma cruz.

Parece loucura, não é? E é exatamente por aí que o apóstolo Paulo começa a sua conversa com a igreja de Corinto. Parecia loucura a mensagem do apóstolo Paulo: um Messias que havia sido morto sobre uma cruz, sobre um madeiro. As pessoas não entendiam, elas não compreendiam esta questão, né? E aí então a gente precisa compreender o contexto, né, de Corinto e a questão ali do contra-fogo, né? Paulo, ele escreve para uma igreja que estava vivendo um problemão, estava passando por dificuldades, por problemas.

É uma igreja, como nós já vimos, que tinha divisões internas e as pessoas estavam brigando para ver quem era o líder mais importante. Elas estavam ali questionando, né, olha, quem é mais importante, quem é mais necessário? E esse era o problema que o apóstolo Paulo estava enfrentando com a igreja de Corinto, né, as divisões internas, muitos problemas, muitas dificuldades. E pra resolver isso, Paulo, ele não usa argumentos filosóficos complexos de cara, né?

Mas ele aponta para a cruz. E aqui nós aprendemos algo muito especial, muito importante, porque às vezes a gente passa por problemas e dificuldades dentro da igreja. Às vezes você vê dentro da própria igreja, né, irmãos querendo ser maiores que outros, querendo funções de liderança, ou às vezes querendo que a sua vontade que o seu desejo predomine. E a pergunta que a gente faz é a seguinte: como resolver os conflitos internos?

Como resolver as dificuldades entre irmãos e irmãs? Você já parou para pensar nisso? Você já imaginou a complexidade, a dificuldade? Você tem uma igreja e nessa igreja cada pessoa quer que seja feita a sua vontade, do seu jeito, da sua forma. Isso varia, né? Na questão da música, na questão dos sermões, na questão dos projetos, dos programas. É uma complexidade muito grande. Mas aqui nós aprendemos uma lição logo de início, porque Paulo aponta tudo para a cruz.

Ou seja, a mensagem de Paulo não estava centralizada ali na filosofia, não estava ali fundamentada na intelectualidade, vamos dizer assim, mas Paulo, ele colocou tudo diante da cruz, Jesus como centro de tudo, né? E a lição, ela traz uma analogia fascinante, o contra-fogo, né? Você sabe quando os bombeiros, eles usam o próprio fogo para deter um incêndio florestal, queimando ali uma parte da vegetação para que o incêndio principal não tenha combustível.

Paulo faz algo parecido, por quê? Porque ele usa a loucura, entre aspas, da cruz para apagar o incêndio do orgulho humano em Corinto. Então ele mostra que a exaltação de Cristo na cruz ia totalmente contra o pensamento daquela época. Ou seja, Jesus era o modelo principal, Jesus era o modelo central. E Paulo agora usa toda a situação da cruz, tudo aquilo que aconteceu na cruz, para mostrar para a igreja de Corinto qual deve ser a nossa postura dentro da igreja.

E olha que lição extraordinária, né? Que lição maravilhosa! Porque muitos dos problemas que nós enfrentamos na igreja, eles deveriam ser resolvidos exatamente apontando para Cristo. Ou seja, será que a minha vida, será que as minhas palavras, será que o meu testemunho está em conformidade com a vontade do Senhor? Será que eu estou seguindo o exemplo de Jesus? Será que eu estou vivendo em conformidade com aquilo que Deus quer. E tem um outro ponto também que eu acho muito importante, que é a questão às vezes, o porquê que a gente vai à igreja, né?

A gente vai à igreja por causa de Cristo ou a gente vai à igreja simplesmente por ter um compromisso, vamos dizer assim, de estar na igreja? Nós precisamos ir à igreja por causa de Cristo, precisamos estar na igreja Para adorar a Deus, para buscar a Deus. Só que às vezes a gente fica olhando para os problemas, para as dificuldades.

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AJAlberto Júnior

Fica olhando, talvez porque o meu irmão, a minha irmã olhou torto, olhou com a cara feia, e às vezes a gente vê a desarmonia, né, a desunião. E alguns falam assim: olha, nessa igreja eu nunca mais volto nela porque o pessoal aqui é complicado, o pessoal aqui é difícil. E eu digo o seguinte: olha, não é o pessoal que é complicado, O ser humano é complicado, né? O ser humano, quando ele não olha para Cristo, quando ele escolhe não depender de Jesus, logicamente vai ter problemas e vai ter dificuldades.

Então imagine só, dentro da igreja você tem vários tipos de pessoas: pessoas mais experientes na fé, pessoas menos experientes, você tem pessoas com problemas, com lutas, com dificuldades. Com vários tipos de temperamentos. Então, o que é que nos une dentro da igreja? Precisa ser Jesus Cristo. Então, se você não tem um relacionamento com Jesus durante a semana, você é meio que assim, é ilógico, né? Você não tem um relacionamento com Jesus durante a semana e aí você vai à igreja.

E quando você chega na igreja, praticamente você não sabe o que você tá fazendo ali. Porque você não se relacionou com Cristo, você não buscou a Cristo, você não aprendeu de Cristo na tua vida. E geralmente as pessoas acabam deixando o próprio eu predominar dentro da igreja, né? Agora imagina só, durante toda semana você tem um relacionamento com Deus, você estuda, você ora, você busca a Deus, você se humilha diante do Senhor, O que acontece na tua vida?

Você está cheio do Espírito Santo, você busca o Espírito Santo de Deus na tua vida. Aí quando você chega na igreja, você não vai simplesmente se abalar, você não vai criar problemas, não vai criar dificuldades. Por quê? Porque o teu foco é Cristo. Você buscou Jesus, você esteve na presença de Cristo Jesus. Então, o que o apóstolo Paulo faz? Ele simplesmente mostra a exaltação de Cristo na cruz para a igreja de Corinto. E ele diz assim: olha, olha a exaltação de Cristo na cruz, olha só o exemplo que a gente precisa imitar, o exemplo que a gente precisa seguir.

E ele contrasta isso com o pensamento daquela época. Ele mostra Jesus, o Deus Todo-Poderoso que desceu a este mundo e morreu sobre uma cruz para que nós pudéssemos viver. Então hoje, se alguém fez algo que você não gostou, se você se sente injustiçado, coloca tudo nas mãos de Deus, confia nele, creia no Senhor Jesus e entenda que não existe pessoa no mundo que foi mais injustiçada do que o próprio Jesus. Agora, um ponto interessante, né, que nós podemos comentar aqui um pouquinho é a respeito do poder versus a eloquência, né?

E é interessante a estratégia de Paulo, porque ele diz claramente que não foi enviado para batizar, mas para anunciar o evangelho. Olha que interessante isso daqui, né? A lição deixou muito claro para todos que Paulo não era contra o batismo, não estava diminuindo ali a questão do batismo, mas Paulo ele tinha de forma muito clara que o seu chamado, a sua missão consistia em anunciar o Evangelho. E aqui tem um detalhe muito rico, muito importante que a lição traz pra nós, que é a palavra grega para enviar, a palavra apostello, que é a raiz de apóstolo.

Então, a tarefa principal do apóstolo Paulo era a de proclamar, era a de anunciar, era a de falar, era a de mostrar para as pessoas a respeito do Cristo que veio a este mundo, que morreu, que ressuscitou. E aqui a gente percebe o seguinte: que ele escolheu fazer isso sem usar palavras de sabedoria humana ou retórica elegante. E Paulo, ele poderia fazer isso muito bem, Não existia pessoa melhor, mais preparada, mais capacitada intelectualmente do que o apóstolo Paulo.

Ele poderia usar ali a retórica, poderia usar a sabedoria humana, ele poderia fazer isso, mas por que que ele não fez? E era simplesmente porque ele não queria que a sabedoria humana ofuscasse a mensagem da cruz. Olha que ponto importante, que ponto interessante. Um homem preparado, um homem conhecedor, um homem chamado por Deus, ele agora decide permitir que a mensagem da cruz ela fale por si mesma e não a sua intelectualidade, não o seu conhecimento, não as suas habilidades.

A gente percebe aqui Que hoje no mundo que a gente vive, infelizmente, as pessoas, tudo que elas vão fazer em alguns momentos parece que elas querem chamar a atenção para o eu, querem chamar a atenção para suas habilidades, querem chamar atenção para aquilo que elas sabem fazer. E o exemplo de Paulo é que Paulo, ele tirou o foco de si, né? Ele tirou ali o foco de si mesmo e colocou o foco na mensagem da cruz, na mensagem de Jesus.

Você lembra que em Atenas, Paulo tentou usar a lógica e a filosofia, mas ele teve pouco resultado? Ele não obteve o resultado que ele desejava. E quando ele chega a Corinto, ele decidiu: eu vou focar apenas em Jesus Cristo e este crucificado. Que lição importante para cada um de nós, não é mesmo? Tudo que nós vamos fazer, nós precisamos levar para Cristo, precisamos apontar para Jesus, precisamos Compreender que não é o nosso eu que precisa prevalecer, mas é Jesus.

Jesus é quem deve ser proclamado, anunciado. E eu pergunto pra você: você tem anunciado Jesus pras pessoas? Ou será que você tá chamando o foco para o seu eu? Talvez você cante, talvez você pregue, talvez você exerça algum dom. Como que você tem feito isso? Você tem chamado a atenção para você mesmo através das suas habilidades, através dos dons espirituais que o Espírito Santo te deu, ou será que você tem apontado para a mensagem da cruz?

E sabe, às vezes a gente pensa assim: olha, eu sou uma pessoa eloquente, eu sou uma pessoa que sabe estudar a Bíblia, que conhece, né? E a gente pensa que a conversão das pessoas tem a ver com as nossas habilidades e as nossas capacidades. E aqui está o maior erro, o maior equívoco que nós podemos cometer: é achar que a conversão das pessoas, elas têm a ver com as nossas habilidades. Deixa eu explicar para você: quem convence as pessoas é o Espírito Santo de Deus.

O nosso papel, a nossa missão, é anunciar, é pregar, é testemunhar, é falar, é ensinar as pessoas a serem discípulos de Cristo. E às vezes a gente não consegue entender isso, a gente não consegue compreender essa questão. Por quê? Porque a gente pensa que as pessoas elas vão se batizar por causa da nossa habilidade, por causa da forma, vamos dizer assim, que nós demos o estudo bíblico, né? E aí a pessoa fala assim: olha como o irmão A, o irmão B, a irmã, né, sabe da palavra de Deus, então vou me batizar.

Não é pelas nossas habilidades, mas precisa ser justamente o entendimento, a compreensão daquilo que Cristo fez por nós, daquilo que Cristo continua fazendo por cada um de nós. E Paulo, ele sabia que a cruz, ela tem o poder de revelar tanto o pior do ser humano quanto o melhor de Deus. Paulo, ele sabia que o ser humano, quando ele é confrontado em relação à cruz, a cruz vai revelar o melhor de Deus e o pior do ser humano. E por que loucura?

Você pode estar se perguntando, né? Por que a mensagem da cruz era loucura? E a Bíblia usa essa palavra loucura, né? No grego, original, a palavra é moriá. Ela não significa apenas falta de inteligência, mas um comportamento moralmente distorcido, uma rebelião contra Deus. Para os gregos da época, né, que amavam a filosofia e a lógica, a ideia de um judeu galileu ser o salvador do mundo era um absurdo. Eles não concordavam, eles não aceitavam essa ideia, né.

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AJAlberto Júnior

De um Salvador que simplesmente foi morto, foi crucificado numa cruz. E eles buscavam a Sophia, a sabedoria teórica. Já para os judeus, a cruz era o quê? Um escândalo, skandalon no grego, ou seja, um obstáculo para a fé. Então eles esperavam um Messias conquistador, um herói militar que derrotasse os romanos, e não alguém que fosse executado por eles. Você consegue entender a complexidade na mente das pessoas ali nos dias de Paulo, na igreja ali de Corinto?

Eles imaginavam um Salvador que fosse libertá-los, um Salvador que fosse conquistar, né, o Império Romano, que fosse de certa forma estabelecer o seu reino aqui na terra, E agora, quando eles se deparam com um Salvador que foi morto numa cruz, que era motivo de escândalo e que era considerada a pior morte da época para os maiores criminosos, as pessoas achavam que isso era uma loucura, né? Como que o Salvador, como que o Messias, ele poderia simplesmente morrer pendurado no madeiro, numa cruz?

E aqui me chama bastante atenção, né, porque infelizmente eles estavam, entre aspas, aguardando o Messias, porém eles aguardavam da forma deles, do jeito deles, da maneira deles. Eles se esqueceram de olhar o que dizia o profeta Isaías, o que dizia a palavra de Deus a respeito da primeira vinda. E nós podemos fazer aqui uma comparação com os dias que nós estamos vivendo. Hoje nós podemos ver muitas teorias, muitas ideias a respeito da Bíblia, a respeito de Deus, a respeito de muitos assuntos, e as pessoas às vezes parece que elas não estão olhando mais para aquilo que a Bíblia ensina, aquilo que a Bíblia fala.

Eu costumo dizer que hoje, nos dias que a gente vive, parece que todo mundo sabe um pouquinho da Bíblia, né, sabe um pouquinho da palavra de Deus, sem nunca ter lido, sem nunca ter estudado a Palavra de Deus. Então, eles estavam aguardando o Messias, mas o Messias não era o que a Bíblia dizia, era o que eles acreditavam, era o que eles entendiam ser o certo e o correto. Então veja, para os gregos do primeiro século, a mensagem da cruz era considerada loucura, como nós já vimos do termo grego moria, Principalmente porque entrava em conflito direto com seus valores intelectuais e culturais.

Eles buscavam a sabedoria teórica, a sofia. A cultura grega valorizava imensamente a inteligência, o conhecimento teórico, a lógica e o raciocínio filosófico. Então, para uma mente educada na filosofia clássica, a ideia de que a salvação da humanidade pudesse vir através de um judeu galileu crucificado por romanos parecia um conceito sem sentido, parecia na verdade uma insensatez que não podia ser analisada seriamente pelas ferramentas filosóficas, e tinha também uma incompatibilidade com a lógica humana, porque os gregos buscavam uma sabedoria baseada na observação e em argumentos intelectuais elaborados, E Paulo, ao pregar em Atenas, tentou usar a lógica e a ciência, mas como nós já vimos, ele teve pouco resultado, pois a mensagem central do Evangelho, um Deus que se torna fraco e morre, desafiava a compreensão racional da época e a repulsa ao símbolo da cruz.

E como nós já vimos, a cruz era o instrumento de punição mais repugnante, reservado aos piores criminosos, Então, para os gregos, a tentativa de relacionar esse símbolo de vergonha extrema com o reerguimento da raça humana era vista como absurda loucura, e quem pregava tal mensagem era por vezes considerado um débil mental. Então, era algo bem complexo, o paradoxo da salvação, porque eles não conseguiam conceber como o criador do universo Ele escolheria salvar o mundo por meio da morte de um condenado.

Enquanto os judeus buscavam sinais miraculosos, os gregos buscavam uma sabedoria que a cruz, aos seus olhos, simplesmente não possuía. Então, a cruz era loucura para os gregos porque ela subvertia toda a estrutura de poder, prestígio e lógica que fundamentava a sociedade e também a filosofia greco-romana. E aí, voltando um pouquinho, né, o que nós já comentamos em relação à questão do contrafogo, né, o que que Paulo faz? Paulo, ele escolheu focar exclusivamente em Jesus Cristo e este crucificado para anular a dependência ali da retórica, da sabedoria humana, né, e ao usar o que o mundo considerava fraco e louco, ele estava queimando as bases do egoísmo e da pretensão intelectual humana, estabelecendo o poder de Deus como a única base para a salvação.

Então, Paulo usa a técnica do contra-fogo aplicada ao evangelho, porque esse uso de uma mensagem que o mundo considerava insensata, a crucificação, era justamente para combater e exterminar os efeitos destrutivos do pecado e também do orgulho humano. Mas então, por que que a cruz, ela também era um escândalo para os judeus, né? Então, para os judeus do primeiro século, a mensagem da cruz, ela era considerada um escândalo, né? Porque significava que ela funcionava como um tropeço ou um obstáculo metafórico para a fé.

Então, esse sentimento de repulsa baseava-se em diversos fatores fundamentais. Então, eles tinham uma expectativa de um Messias conquistador. Os judeus aguardavam ansiosamente por um Messias que fosse um líder militar e político, né? Então, a expectativa era de que ele derrotasse os opressores romanos, e estabelecesse um reino terreno de conquista. A ideia de um Messias sendo executado pelo próprio inimigo que deveria derrotar era algo que eles nem imaginavam, era algo totalmente contraditório pra eles.

E também a natureza da execução, então ver o suposto Salvador morrer em uma cruz, um instrumento de tortura e vergonha extrema utilizado pelo Império Romano, Parecia ali uma derrota total e não uma vitória divina. Então, para muitos, era difícil conceber que Deus permitiria que seu escolhido passasse por tamanha humilhação. A exigência por sinais, e a gente vê, né, conforme registrado ali pelo apóstolo Paulo, os judeus pediam sinais, eles buscavam milagres e demonstrações sobrenaturais de poder que validassem a autoridade do Messias.

E a cruz, ao contrário, ela era vista como um símbolo de fraqueza, era vista como algo de derrota, né? E havia também uma cegueira espiritual, né? Porque a lição ela traz para nós que essa insistência, né, em exigir sinais específicos refletiu uma cegueira espiritual e uma dureza de coração, impedindo-os de reconhecer o plano da redenção que Deus estava operando através do sacrifício de Cristo. Então, a cruz era um escândalo para os judeus porque ela feria as esperanças nacionalistas e as crenças religiosas dos judeus, que não conseguiam conciliar a imagem de um Messias sofredor e crucificado como a do libertador glorioso que eles haviam idealizado.

E aí então Paulo busca a sabedoria divina em vez da sabedoria humana. E nós podemos fazer uma pergunta aqui: como que a sabedoria divina, descrita ali em 1 Coríntios 1:25, ela supera a humanidade? Vamos ler aí o texto de 1 Coríntios 1:25. Olha o que diz a palavra de Deus, né? 1 Coríntios capítulo 1, verso 25: Porque a loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte do que a força humana.

O que que isso significa? Veja, nós temos aqui alguns aspectos importantes, né? Porque a sabedoria humana, ela é descrita como incapaz de libertar o homem do pecado, ou de fazer com que as pessoas conheçam a Deus verdadeiramente. E aí, em contraste com a sabedoria divina manifestada em Cristo, a sabedoria de Deus enfrentou e resolveu o problema do pecado, algo que nenhuma filosofia ou sistema intelectual humano jamais conseguiria realizar, né?

E enquanto a lógica humana busca mérito ou justiça própria, A sabedoria de Deus oferece salvação àqueles que não merecem justiça e que jamais poderiam alcançá-la por seus próprios esforços. Então, a salvação é um dom da graça que tem uma fonte externa ao ser humano. Então, Jesus morreu por cada um de nós e a salvação é um dom da graça divina de Deus. Deus oferece a cada um de nós. A sabedoria de Deus utiliza o que o mundo considera loucura ou fraqueza, a cruz, como nós já vimos, para demonstrar a sua verdadeira força.

Pra Paulo, a afirmação de que a loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria humana não significa que Deus seja tolo, mas é uma forma de expressar que a sua sabedoria e poder superam tudo o que é humano de maneira absoluta, Então, o ser humano não pode ser comparado a Deus, ele não tem condições de ser comparado a Deus. Por quê? Porque Deus supera o ser humano em todos os aspectos. Agora, a sabedoria grega, focada no conhecimento teórico e intelectual que nós vimos, já a sabedoria divina é praticada e transformadora.

Então, contemplar o sacrifício na cruz produz uma mudança de coração, produz uma harmonia à vida do pecador com o céu, algo que a mera retórica ou ciência não pode fazer. Então, Paulo usa a mensagem da cruz como um contrafogo, que nós já vimos, para extinguir o incêndio do orgulho e da divisão baseada na suposta sabedoria humana. A sabedoria divina humilha a pretensão humana ao revelar que a base da fé não deve estar na nossa eloquência, mas no poder de Deus.

Bom, então nós temos aqui o seguinte: Paulo insiste, o que o mundo vê como fraqueza de Deus é na verdade mais forte que qualquer força humana. O que o mundo chama de loucura divina é mais sábio que toda a ciência dos homens. Então nós temos dois grupos, né, duas visões. A mensagem da cruz, ela divide a humanidade em dois grupos. Jesus, ele morreu por todas as pessoas. Isso é importante você compreender, é importante você ter ciência, ok?

Mas o sacrifício de Cristo foi válido para todas as pessoas, porém, só terão a vida eterna aqueles que aceitarem o sacrifício de Cristo Jesus em sua vida. Ou seja, Deus não nos força, Ele não nos obriga, Ele não nos controla no aspecto de decidirmos aquilo que nós queremos. Pelo contrário, ele nos dá liberdade para escolher, ele nos dá oportunidades para aceitá-lo como Senhor e Salvador da nossa vida, para aceitar o que ele fez na cruz do Calvário por cada um de nós, porém ele não nos força, ele não nos obriga, você tem a decisão, a escolha nas suas mãos, você escolhe se você aceita Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador ou não.

Então, essa é uma decisão que compete a cada ser humano. Então, quais são os dois grupos? O primeiro grupo são os que perecem. Para esses, a cruz é destruição. Por quê? Porque eles não aceitaram a Cristo na vida deles. Eles querem o pecado, eles insistem em viver longe de Deus, e o texto grego Ele sugere que eles colhem o resultado dos seus próprios atos, porque eles veem a cruz como algo sem sentido e acabam se destruindo na sua própria rebelião.

Então, a cruz, ela tem o poder de salvar, mas ela também tem o poder de condenar. E você pode se perguntar assim, mas como assim? Veja, A cruz é salvação para todos aqueles que a aceitam, todos aqueles que se entregam a Jesus, mas ela se torna condenação a partir do momento que você não a aceita. Por quê? Porque não existe um outro caminho. O caminho da vida é Jesus Cristo, a fonte da vida é Jesus Cristo. Longe de Cristo não pode existir vida, não pode existir salvação.

Então, muitos que rejeitam a Cristo, né, na verdade os que rejeitam a Cristo se perderão. Por que se perderão? Porque só há vida em Cristo Jesus. E o segundo grupo são os que são salvos, né. Então, para nós, a cruz ela é o poder de Deus. E é importante notar que a salvação ela não vem de nós mesmos, Ok? Ela tem uma fonte externa, é um dom da graça, é Jesus. Então rejeitar a cruz é atrair a própria destruição e aceitar a cruz é encontrar o caminho de volta para casa.

Essa é uma mensagem que nós precisamos ter muito bem firmada no nosso coração, na nossa mente. E eu pergunto para você: Você tem aceitado Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida? E aí então nós podemos ver a questão da verdadeira sabedoria, né? No Antigo Testamento, a sabedoria ela não era apenas saber coisas, né? Mas era uma habilidade prática concedida por Deus para viver de forma ética e em conexão com Deus, né? Termos como Hokhmá, sabedoria, né?

E Biná, inteligência, descrevem essa capacidade divina. E Paulo, o que que ele faz? Ele resgata isso para mostrar que a sabedoria humana, por mais brilhante que pareça, ela é incapaz de libertar o homem do pecado. Só Cristo, querido ouvinte, que é a própria sabedoria de Deus personificada, ele pode fazer isso. Jesus, ele resolveu o problema do pecado, algo que nenhum filósofo, ou cientista jamais conseguiu resolver. Então, nós temos o convite da cruz.

Pense nisso: a cruz é o lugar onde a dívida da humanidade foi paga, é o instrumento de reconciliação entre Deus e nós. Mesmo que o mundo hoje, assim como na antiga cidade de Corinto, ache essa mensagem fora de moda ou estranha, A cruz continua sendo a única capaz de transformar corações. A cruz de Cristo nos ensina que Deus age de modos que superam as nossas expectativas e que ele escolhe as coisas fracas e loucas deste mundo para confundir as que se acham poderosas.

E como disse Ellen White, contemplar o sacrifício de Cristo produz uma mudança de coração e, a partir daí, Cristo passa a ser tudo em todos. Bom, eu espero que o estudo da lição dessa semana, a mensagem da cruz, ela tenha feito sentido para você hoje, nos nossos dias. E não é sobre entender tudo com a lógica humana, mas sobre experimentar o poder transformador de um Deus que se entregou por amor a cada um de nós. Eu vou ficando por aqui.

Nosso muito obrigado a você, ouvinte, por toda semana nos acompanhar. E eu peço para você compartilhar esse episódio com mais pessoas, assinar o canal aqui do podcast para que mais e mais pessoas estejam conosco aí toda semana, tá bom? Pra você me encontrar nas redes sociais, você pode procurar por @albjr. Um forte abraço e até o próximo episódio.

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