Episódios de Porta Estreita

025 - Convite à beira-mar (Audiolivro O Desejado de todas as nações)

06 de julho de 202616min
0:00 / 16:34
O Desejado de Todas as Nações é uma das obras mais marcantes de Ellen G. White, apresentando de forma envolvente a vida, o ministério, os ensinamentos, o sacrifício e a gloriosa ressurreição de Jesus Cristo.
Neste audiolivro, você será conduzido por uma profunda jornada espiritual pelos principais acontecimentos da vida de Cristo, desde Seu nascimento humilde em Belém, passando por Seus milagres, parábolas e encontros transformadores, até Sua entrega na cruz por amor à humanidade.
Com uma narrativa rica em detalhes bíblicos e reflexões inspiradoras, esta obra revela a beleza do caráter de Jesus, Seu infinito amor por cada ser humano e o plano da redenção preparado por Deus para salvar a humanidade.
Ideal para momentos de devoção, reflexão e crescimento espiritual, O Desejado de Todas as Nações é um convite para conhecer mais profundamente a Cristo, fortalecer a fé e renovar a esperança.
🎙️ Narração: Alberto Júnior
Permita que esta mensagem toque seu coração e aproxime você ainda mais daquele que é o centro da história e da nossa salvação: Jesus Cristo.
Participantes neste episódio2
A

Alberto Júnior

NarradorPastor
S

Speaker B

NarradorJornalista
Assuntos3
  • O Chamado para Ser Pescador de HomensPedro desanimado após noite infrutífera · Milagre da pesca abundante · Reconhecimento da divindade de Jesus · Pedro se sente pecador · Chamado para pescar homens
  • Dependência de DeusOração e obediência · Sacrifício e recompensa · Trabalho infrutífero sem Cristo · Fé e esperança inspiradas por Cristo
  • O Sermão do Monte: Praticando as Palavras de JesusMultidão se aglomera · Jesus no barco de Pedro · Ensino ao ar livre · Ilustrações da natureza
Transcrição52 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

25.

?Voz B

Convite à beira-mar. Raiava o dia sobre o mar da Galileia. Os discípulos, fatigados por uma noite de trabalho inútil, ainda estavam em seus barcos no lago. Jesus viera passar um momento tranquilo à beira-mar.

?Voz A

Bem cedo de manhã, esperava ter um período de sossego, longe da multidão que o acompanhava dia a dia.

?Voz B

Mas logo o povo começou a se aglomerar em torno dele.

?Voz A

A quantidade de pessoas aumentou rapidamente, de maneira que se sentia comprimido de todos os lados.

?Voz B

Entretanto, os discípulos tinham vindo para a terra. A fim de escapar à pressão da massa, Jesus entrou no barco de Pedro e lhe pediu que o afastasse um pouco da praia. Ali Jesus podia ser visto e ouvido melhor por todos. E do barco ensinava à multidão na praia. Que cena para os anjos contemplarem! Seu glorioso comandante, sentado em um barco de pescador, balançando de um lado para outro pelas inquietas ondas e proclamando as boas-novas de salvação ao povo atento, que se comprimia até à beira da praia.

Aquele que era o honrado do céu estava declarando os grandes princípios de seu reino ao ar livre, ao povo comum. Contudo, não podia ter cenário mais apropriado aos seus trabalhos.

?Voz A

O lago, as montanhas, os vastos campos, a luz a inundar a terra, tudo oferecia ilustrações aos seus ensinos para gravá-los nas mentes.

?Voz B

E nenhuma lição de Cristo foi infrutífera.

?Voz A

Toda mensagem de seus lábios atingiu algum coração com a palavra da vida eterna.

?Voz B

A cada momento crescia a multidão na praia. Homens de idade apoiando-se em seus cajados, robustos camponeses das colinas, pescadores do lago, comerciantes e rabinos, ricos e instruídos, velhos e jovens, trazendo seus enfermos e sofredores, se apertavam para ouvir as palavras do divino mestre. Os profetas haviam contemplado essas cenas antecipadamente e escreveram: A terra de Zebulom e a terra de Naftali, o caminho do mar além do Jordão, Galileia dos gentios.

?Voz A

O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz.

?Voz B

Além da multidão da praia de Genesaré, Jesus, em seu sermão junto ao mar, tinha outros ouvintes em mente.

?Voz A

Olhando ao longo dos séculos, viu seus fiéis no cárcere e no tribunal, em tentação, isolamento e dor.

?Voz B

Toda cena de alegria e de luta e perplexidade estava aberta perante ele. Nas palavras ditas aos que estavam reunidos ao seu redor, falava também a essas outras pessoas as próprias palavras que chegariam até elas como uma mensagem de esperança na provação, de conforto na dor, de luz celestial em meio às trevas. Por meio do Espírito Santo, aquela voz que falava do barco de pescador no Mar da Galileia seria ouvida comunicando paz a corações humanos até o fim dos tempos.

Ao terminar o discurso, Jesus se voltou para Pedro e lhe pediu que fosse mar adentro e lançasse as redes para pescar. Pedro, porém, estava desanimado. Não pescara nada a noite toda. Durante aquelas solitárias horas, pensara no destino de João Batista, definhando sozinho na prisão.

?Voz A

Pensara na perspectiva diante de Jesus e seus seguidores, no mau êxito da missão na Judeia e na maldade dos sacerdotes e rabinos.

?Voz B

Sua profissão estava comprometida e, ao olhar para as redes vazias, O futuro lhe parecia sombrio e desanimador. Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes.

?Voz A

A noite era o único momento apropriado para pescar com redes nas claras águas do lago. Depois de trabalhar a noite inteira sem resultado, parecia inútil lançar a rede durante o dia. Porém Jesus dera a ordem, e o amor por seu mestre levou os discípulos a obedecer.

?Voz B

Simão e seu irmão lançaram juntos a rede, e ao tentarem recolhê-la, começou a rasgar-se, tão grande era a quantidade de peixes pescados.

?Voz A

Foram forçados a chamar Tiago e João em seu auxílio, e havendo recolhido o conteúdo, a carga era tão pesada em ambos os barcos que corriam o risco de afundar.

?Voz B

Pedro não mais se preocupava com barcos e carregamentos. Esse milagre, acima de todos os que havia presenciado, foi-lhe uma manifestação de poder divino.

?Voz A

Viu em Jesus alguém que tinha toda a natureza sob seu comando. A presença da divindade lhe revelou a própria ausência de santidade. O amor por seu mestre, a vergonha de sua incredulidade, a gratidão pela complacência de Cristo e sobretudo o sentimento de sua impureza em presença da pureza infinita.

?Voz B

Tudo isso o dominou. Enquanto os companheiros punham em segurança o produto da pesca, Pedro caiu aos pés do Salvador exclamando: Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.

?Voz A

Havia sido a mesma presença da santidade divina que fizeram o profeta Daniel cair como morto perante o anjo de Deus. Ele relatou: Fiquei sem forças, muito pálido e quase desfaleci. De modo semelhante, quando Isaías viu a glória do Senhor, exclamou: Ai de mim, estou perdido, porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.

?Voz B

A humanidade, com sua fraqueza e pecado, fora posta em contraste com a perfeição da divindade, e ele se sentiu completamente deficiente e sem santidade. Assim tem sido com todos os que alcançaram uma visão da grandeza e majestade de Deus.

?Voz A

Pedro exclamou: Afasta-te de mim, porque sou um homem pecador.

?Voz B

No entanto, apegou-se aos pés de Jesus Sentindo que dele não podia se separar, o Salvador respondeu: Não temas, de agora em diante serás pescador de homens. Foi depois de Isaías haver contemplado a santidade de Deus e a própria indignidade que lhe foi confiada a mensagem divina. Foi depois de Pedro ter sido levado à renúncia de si mesmo e à dependência do poder divino que que recebeu o chamado para sua obra por Cristo.

?Voz A

Até então, nenhum dos discípulos havia se unido totalmente a Jesus como seu colaborador. Tinham testemunhado muitos de seus milagres e escutado seus ensinos, porém não haviam abandonado totalmente sua ocupação anterior.

?Voz B

O encarceramento de João Batista fora uma amarga decepção para todos. Se esse devia ser o resultado da missão do profeta, pouca esperança podiam ter quanto ao seu mestre, com todos os líderes religiosos unidos contra ele. Sob essas circunstâncias, era um alívio voltar para algum tempo à pesca.

?Voz A

No entanto, Jesus os estava convidando a abandonar a vida anterior, unindo seus interesses aos dele.

?Voz B

Pedro aceitara o chamado. Ao chegar à praia, Cristo convidou os outros 3 discípulos. Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens. Imediatamente deixaram tudo e o seguiram. Antes de lhes pedir que abandonassem as redes e os barcos, Jesus lhes dera a certeza de que Deus lhes supriria as necessidades. A utilização do barco de Pedro para a obra do evangelho fora abundantemente retribuída. Aquele que é rico para com todos os que o invocam disse: Deem e será dado a vocês uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante.

Nessa medida ele havia recompensado o serviço dos discípulos, e todo sacrifício feito em seu serviço será recompensado segundo a suprema riqueza da sua graça. Durante aquela triste noite no lago, enquanto estavam separados de Cristo, Os discípulos foram duramente pressionados pela incredulidade e se cansaram em um trabalho infrutífero. Sua presença, porém, aumentou-lhes a fé, trazendo-lhes alegria e sucesso. O mesmo acontece conosco.

Separados de Cristo, nosso trabalho não dá fruto e se torna fácil desconfiar e murmurar. Entretanto, quando ele está perto e trabalhamos sob sua direção, alegramo-nos nas demonstrações de seu poder.

?Voz A

A obra de Satanás é desanimar as pessoas.

?Voz B

A de Cristo é inspirar fé e esperança.

?Voz A

A mais profunda lição que o milagre ensinou aos discípulos é também uma lição para nós. Aquele cuja palavra foi capaz de juntar os peixes do mar pode igualmente impressionar corações humanos, atraindo-os com seu amor, de maneira que seus servos se tornem pescadores de homens.

?Voz B

Aqueles pescadores da Galileia eram humildes e iletrados, mas Cristo, a luz do mundo, era plenamente capaz de habilitá-los para a função a que os havia chamado. O Salvador não desprezava a educação, pois quando regida pelo amor de Deus e consagrada ao seu serviço, a cultura intelectual é uma bênção. Contudo, ele passou por alto os sábios de seu tempo, porque eram tão cheios de confiança em si mesmos que não podiam se aproximar das necessidades da humanidade sofredora e se tornar colaboradores do homem de Nazaré.

?Voz A

Em sua hipocrisia, não queriam ser instruídos por Cristo.

?Voz B

O Senhor Jesus procura a cooperação dos que querem ser condutos desimpedidos para transmitir sua graça. A primeira coisa a ser aprendida por todos os que desejam se tornar colaboradores de Deus é a não confiança em si mesmos. Dessa forma, estão preparados para que o caráter de Cristo seja comunicado a eles.

?Voz A

Isso não se adquire por meio de educação recebida nas mais competentes escolas. É fruto da sabedoria obtida unicamente do Mestre Divino.

?Voz B

Jesus escolheu homens incultos porque não haviam sido instruídos nas tradições e costumes errados de seu tempo. Eram dotados de capacidade natural, humildes e receptivos ao ensino, homens a quem podia educar para sua obra. Nas atividades comuns da vida, existem muitos que seguem a rotina dos trabalhos diários sem saber que possuem habilidades que, se fossem exercitadas, os ergueriam à altura das pessoas mais honradas do mundo.

É necessário o toque de uma hábil mão para despertar essas habilidades adormecidas. Foram esses os homens que Jesus chamou como cooperadores e lhes deu a vantagem da convivência com ele. Nunca os grandes homens do mundo tiveram um mestre assim. Quando os discípulos saíram do treinamento ministrado pelo Salvador, já não eram mais ignorantes e sem instrução. Tinham se tornado como ele no espírito e no caráter, e as pessoas reconheciam que eles haviam estado com Jesus.

A mais elevada obra da educação não é transmitir apenas conhecimentos, mas aquela energia vitalizante recebida pelo contato de mente com mente, de coração com coração. Somente vida gera vida.

?Voz A

Que privilégio foi o dos apóstolos passar 3 anos na companhia daquela vida divina de onde vem todo impulso doador de vida que tem abençoado o mundo.

?Voz B

João, o discípulo amado, mais que todos os seus companheiros, entregou-se à influência daquela maravilhosa existência. Ele disse: A vida se manifestou e nós a temos visto, e dela damos testemunho e vo-la anunciamos: a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada.

?Voz A

Todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.

?Voz B

Não havia nos apóstolos de Nosso Senhor nada que lhes trouxesse glória. Era evidente que o êxito de seus esforços se devia unicamente a Deus.

?Voz A

A vida desses homens, o caráter que desenvolveram e a poderosa obra por Deus realizada por intermédio deles são testemunhos do que o Senhor fará por todos os que forem receptivos e obedientes.

?Voz B

Aquele que mais ama a Cristo, mais bem fará. Não há limites à utilidade de uma pessoa que, deixando de lado o próprio eu, oferece margem à atuação do Espírito Santo no coração e leva uma vida de inteira consagração a Deus. Caso as pessoas suportem a disciplina necessária, sem reclamações ou desânimo pelo caminho, Deus as ensinará a cada hora, a cada dia. Ele anseia revelar sua graça.

?Voz A

Se seu povo remover os obstáculos, o Senhor derramará as águas da salvação em torrentes mediante os canais humanos. Se as pessoas de condição humilde fossem incentivadas a fazer todo o bem ao seu alcance, se não houvesse sobre elas mãos repressivas limitando sua dedicação, haveria 100 obreiros de Cristo onde agora existe apenas um.

?Voz B

Deus toma as pessoas como elas são e as educa para seu serviço quando se entregam a ele.

?Voz A

O Espírito de Deus, recebido na mente, renovará todas as suas aptidões.

?Voz B

Sob a direção do Espírito Santo, o intelecto que se consagra sem reservas a Deus se desenvolve harmonicamente e é fortalecido para compreender e cumprir o que Deus requer.

?Voz A

O caráter fraco e vacilante se transforma em outro, forte e firme.

?Voz B

A devoção contínua estabelece uma ligação tão estreita entre Jesus e seu discípulo que o cristão se torna como ele em espírito e caráter. Mediante ligação com Cristo, terá visão mais clara e ampla, o discernimento se tornará mais aguçado e o juízo mais equilibrado. Aquele que deseja ser útil a Cristo é tão renovado pelo vitalizante poder do Sol da Justiça que é habilitado a produzir muitos frutos para a glória de Deus.

?Voz A

Pessoas da mais elevada educação em ciências e artes têm aprendido lições preciosas dos cristãos de condição humilde, classificados pelo mundo como sem instrução.

?Voz B

Mas esses discípulos do anonimato foram educados na melhor de todas as escolas. Sentaram-se aos pés daquele que falava como nunca homem algum falou.