Episódios de Porta Estreita

032 - O centurião (Audiolivro O Desejado de todas as nações)

22 de julho de 202616min
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O Desejado de Todas as Nações é uma das obras mais marcantes de Ellen G. White, apresentando de forma envolvente a vida, o ministério, os ensinamentos, o sacrifício e a gloriosa ressurreição de Jesus Cristo.
Neste audiolivro, você será conduzido por uma profunda jornada espiritual pelos principais acontecimentos da vida de Cristo, desde Seu nascimento humilde em Belém, passando por Seus milagres, parábolas e encontros transformadores, até Sua entrega na cruz por amor à humanidade.
Com uma narrativa rica em detalhes bíblicos e reflexões inspiradoras, esta obra revela a beleza do caráter de Jesus, Seu infinito amor por cada ser humano e o plano da redenção preparado por Deus para salvar a humanidade.
Ideal para momentos de devoção, reflexão e crescimento espiritual, O Desejado de Todas as Nações é um convite para conhecer mais profundamente a Cristo, fortalecer a fé e renovar a esperança.
🎙️ Narração: Alberto Júnior
Permita que esta mensagem toque seu coração e aproxime você ainda mais daquele que é o centro da história e da nossa salvação: Jesus Cristo.
Participantes neste episódio1
A

Alberto Júnior

NarradorPastor
Assuntos4
  • A cura do servo do centuriãoAutoridade de Jesus · Comparação com autoridade militar · Cura pela palavra
  • A ressurreição do jovem de NaimCompaixão de Jesus pela viúva · Toque no caixão · Ordem para o jovem viver · Reunião de mãe e filho
  • Exemplo de Honra: Centurião RomanoPoder de Jesus sobre a doença · Exemplo de Honra: Centurião Romano · Fé incomum em Israel
  • A Esperança da EternidadePoder de Cristo sobre a morte · Destruição do diabo · Vida eterna para os crentes · Ressurreição dos mortos em Cristo
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

32. O centurião. Cristo dissera ao nobre cujo filho ele curou: Se porventura não vir de sinais e prodígios, de modo nenhum crereis. O fato de que sua nação exigisse esses sinais exteriores de que ele era o Messias o deixava entristecido. Frequentemente se espantava com a incredulidade deles. Mas também se admirou da fé do centurião que foi se encontrar com ele. O centurião não questionou o poder do Salvador, nem sequer pediu que Jesus fosse pessoalmente realizar o milagre.

Dize somente uma palavra, disse ele, e o meu criado sarará. O servo do centurião fora acometido de paralisia e estava quase morrendo. Entre os romanos, os servos eram escravos comprados e vendidos nas praças, maltratados e vítimas de crueldades. Mas o centurião tinha um carinho especial por seu servo e desejava muito seu restabelecimento. Acreditava que Jesus poderia curá-lo. Nunca tinha visto o Salvador, mas as notícias que chegaram aos seus ouvidos lhe inspiraram fé.

Apesar do formalismo dos judeus, esse romano estava convencido de que a religião deles era superior à sua. Já havia rompido as barreiras de preconceitos e ódios nacionais que separavam os conquistadores do povo conquistado. Manifestara respeito pelo serviço de Deus e bondade para com os judeus como seus adoradores. Nos ensinos de Cristo, conforme lhe haviam sido comunicados, encontrar aquilo que satisfazia as necessidades da alma.

Tudo quanto havia de espiritual dentro dele correspondera às palavras do Salvador. No entanto, sentira-se indigno de chegar à presença de Jesus e apelara para os anciãos dos judeus. Para que fizessem o pedido quanto à cura do servo. Eles conheciam o grande mestre, e o centurião achava que saberiam como se aproximar dele para conseguir seu favor. Ao Jesus entrar em Cafarnaum, uma delegação de anciãos foi ao seu encontro, os quais lhe falaram do desejo do oficial.

Insistiram em que ele era digno de que lhe concedesse isso. Porque, como diziam, é amigo do nosso povo e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Jesus foi imediatamente para casa do oficial, mas por causa da multidão ia devagar. As notícias de sua vinda o precederam, e o centurião, em sua desconfiança dos próprios méritos, enviou-lhe a mensagem. Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Contudo, o Salvador continuou andando, e o centurião, ousando afinal se aproximar dele, completou a mensagem dizendo: Por isso eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo, porém manda com uma palavra e o meu rapaz será curado.

Porque também eu sou homem sujeito à autoridade e tenho soldados às minhas ordens. E digo a este: vai! E ele vai. E a outro: vem! E ele vem. E ao meu servo: faz isto! E ele o faz. Como eu represento o poder de Roma e meus soldados reconhecem minha autoridade como suprema, Assim tu representas o poder do infinito Deus, e todas as coisas criadas obedecem à tua palavra. Podes ordenar à doença que saia, e ela te obedecerá. Podes chamar teus mensageiros celestiais, e comunicarão poder de vida.

Fala somente uma palavra, e o meu servo receberá a cura. Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta. Então disse Jesus ao centurião: Vai-te e seja feito conforme a tua fé. E naquela mesma hora o servo foi curado. Os anciãos judeus que haviam recomendado o centurião a Cristo tinham mostrado como estavam longe de possuir o espírito do evangelho. Não reconheciam que nossa grande necessidade é nosso único apelo à misericórdia divina.

Em sua justiça própria, louvaram o centurião por causa do favor que manifestara para com o nosso povo. Entretanto, o centurião disse de si mesmo: Não sou digno. Seu coração fora tocado pela graça de Cristo, viu a própria indignidade. No entanto, não temia pedir auxílio. Não confiava na própria bondade. O argumento que apresentava era sua grande necessidade. Sua fé se apegou a Cristo em seu verdadeiro caráter. Não cria nele apenas como um realizador de milagres, mas como amigo e salvador da humanidade.

É assim que todo pecador deve se aproximar de Cristo. Não por obras de justiça praticada por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou. Quando Satanás lhe diz que você é um pecador e não pode esperar receber bênçãos de Deus, diga-lhe que Cristo veio ao mundo para salvar pecadores. Não temos nada que nos apresente como bons diante de Deus, mas o argumento em que podemos insistir agora e sempre é nossa condição de completo desamparo, o qual torna seu poder redentor uma necessidade.

Renunciando a toda confiança própria, podemos olhar para a cruz do Calvário e dizer: não trago nada que tenha valor, somente a cruz me apego com fervor. Os judeus haviam sido instruídos desde a infância quanto à obra do Messias. As inspiradas declarações dos patriarcas e profetas, bem como o ensino simbólico do serviço sacrifical, pertenciam a eles. No entanto, haviam desprezado a luz e agora não viam nada de desejável em Jesus.

Mas o centurião, nascido no paganismo, educado na idolatria de Roma imperial, instruído como soldado, Aparentemente separado da vida espiritual pela educação e pelo ambiente, e ainda mais excluído pelo fanatismo dos judeus e desprezo de seus compatriotas pelo povo de Israel, percebeu a verdade que os filhos de Abraão não conseguiam enxergar. Não esperou para ver se os próprios judeus receberiam aquele que dizia ser seu Messias.

Ao brilhar sobre ele a verdadeira luz que, vinda ao mundo, ilumina todo homem, havia, embora distante, discernido a glória do Filho de Deus. Para Jesus, essa foi uma amostra da obra que o Evangelho realizaria entre os gentios. Com alegria, previu a reunião de pessoas de todas as nações ao seu reino. Com profunda tristeza, descreveu aos judeus o resultado da rejeição de sua graça por parte deles. Eu digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e se sentarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus, mas os súditos do reino serão lançados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes.

Quantos ainda estão se preparando para a mesma fatal decepção? Enquanto pessoas mergulhadas nas trevas do paganismo aceitam a graça divina, existem muitos em terras cristãs sobre os quais a luz resplandece apenas para ser rejeitada. Há uns 30 km de Cafarnaum, em um planalto com vista para vasta e bela planície de Esdraelon, estava o vilarejo de Naim, e para lá Jesus se dirigiu em seguida. Muitos dos discípulos e outros estavam com ele, e pelo caminho vinha o povo ansiando ouvir suas palavras de amor e compaixão, trazendo-lhe os doentes para que os curasse, e sempre com a esperança de que aquele que tinha tão assombroso poder se manifestaria como o Rei de Israel.

Uma multidão se aglomerava em torno dele, dificultando seus passos, e alegre e esperançoso era o cortejo que o seguia pelo pedregoso caminho rumo à porta da cidade montanhosa. Ao se aproximarem, viram um cortejo fúnebre que saía pelos portões. Essa triste procissão se dirigia lentamente ao local do enterro. Em um caixão aberto levado à frente estava o morto, e em volta estavam os pranteadores enchendo o ar de gritos de lamento.

Todo o povo da cidade parecia ter se ajuntado para manifestar seu respeito pelo morto e suas condolências para com a família enlutada. Era uma cena que cortava o coração. O falecido era filho único de sua mãe e ela uma viúva. A solitária aflita acompanhava a sepultura seu único apoio e conforto terrestre. Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela. Caminhando, a pobre mãe com os olhos cegados pelo pranto, sem reparar em sua presença, ele se aproximou dela dizendo suavemente: Não chores.

Cristo estava prestes a transformar sua dor em alegria. No entanto, não pôde deixar de usar essa expressão de terna compaixão. Depois aproximou-se e tocou no caixão. Nem mesmo o contato com o morto lhe podia transmitir qualquer contaminação. Os condutores se detiveram. Cessaram as lamentações dos planteadores. Os dois grupos se reuniram em torno do caixão, esperando contra todas as expectativas. Ali estava alguém que havia banido a enfermidade e vencido demônios.

Estaria também a morte sujeita ao seu poder? Em voz clara e cheia de autoridade foram proferidas as palavras: Jovem, eu te mando, levanta-te. Aquela voz penetrou os ouvidos do morto. O jovem abriu os olhos. Jesus o tomou pela mão e o ergueu. Seu olhar se voltou àquela que chorava ao lado dele. E mãe e filho se uniram em um abraço longo, apertado e alegre. A multidão, silenciosa, contemplou a cena fascinada. Todos ficaram possuídos de temor.

Por um tempo, permaneceram mudos e reverentes, como na presença do próprio Deus. Depois glorificaram a Deus dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós e Deus visitou o seu povo. A procissão fúnebre voltou a Naim como um cortejo triunfal. Essas notícias sobre Jesus espalharam-se por toda a Judeia e regiões circunvizinhas. Aquele que estava ao lado da desolada mãe à porta de Naim ainda vela com toda pessoa que chora ao lado de um caixão.

É tocado de compaixão por nossa dor. Seu coração, que amava e se compadecia, possui imutável ternura. Sua palavra, que chamava os mortos à vida, não é de maneira alguma menos eficaz hoje do que quando se dirigiu ao jovem de Naim. E ele diz: toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Esse poder não diminui com o tempo, nem se esgota pela incessante atividade de sua superabundante graça para todos os que creem. Ele continua a ser um Salvador vivo.

Jesus transformou a dor da mãe em alegria quando lhe devolveu o filho. No entanto, o jovem foi simplesmente chamado a esta vida para suportar suas dificuldades, lutas e perigos, tendo de passar novamente pelo poder da morte. Porém, ele conforta a tristeza pelos mortos com a mensagem de infinita esperança: sou aquele que vive, estive morto, Mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.

Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, desses também ele igualmente participou, para que por sua morte destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. Satanás não pode reter os mortos em seu poder quando o Filho de Deus lhes ordena que vivam. Não pode manter em morte espiritual uma pessoa que com fé recebe a poderosa palavra de Cristo.

Deus está dizendo a todos os que estão mortos em pecado: Desperta, ó tu que dormes! Levanta-te de entre os mortos. Essas palavras são vida eterna. Elas nos dão vida ainda hoje, assim como a palavra de Deus que ordenou ao primeiro homem viver, assim como as palavras de Cristo: jovem, eu te mando, levanta-te. Deram vida ao jovem de Naim também a ordem: levanta-te de entre os mortos. É vida para aquele que a recebe. Deus nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o reino do seu Filho amado.

Tudo nos é oferecido em sua palavra. Se recebemos a palavra, temos a libertação. E se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal por meio do seu Espírito que em vós habita. O Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.

Depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles entre nuvens para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Essas são as palavras de conforto com as quais ele nos manda que consolemos uns aos outros.

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