031 - Sermão do monte (Audiolivro O Desejado de todas as nações)
Neste audiolivro, você será conduzido por uma profunda jornada espiritual pelos principais acontecimentos da vida de Cristo, desde Seu nascimento humilde em Belém, passando por Seus milagres, parábolas e encontros transformadores, até Sua entrega na cruz por amor à humanidade.
Com uma narrativa rica em detalhes bíblicos e reflexões inspiradoras, esta obra revela a beleza do caráter de Jesus, Seu infinito amor por cada ser humano e o plano da redenção preparado por Deus para salvar a humanidade.
Ideal para momentos de devoção, reflexão e crescimento espiritual, O Desejado de Todas as Nações é um convite para conhecer mais profundamente a Cristo, fortalecer a fé e renovar a esperança.
🎙️ Narração: Alberto Júnior
Permita que esta mensagem toque seu coração e aproxime você ainda mais daquele que é o centro da história e da nossa salvação: Jesus Cristo.
Alberto Júnior
- O Sermão do MonteCristo e as multidões · Expectativas sobre o reino · Felicidade e pobreza espiritual
- Cristo como cumprimento da LeiImutabilidade da lei divina · Lei como expressão do pensamento divino · Lei como guia para Jesus
- Justiça própria vs. Justiça de DeusConhecimento teórico vs. prática · Conformidade de coração e vida · Perigo da hipocrisia religiosa
- Santidade e FidelidadeSemelhança com o Pai Celestial · Cristo como exemplo de vida sem pecado · Acessibilidade da santidade
- Processo de Abby SteinerOuvir e praticar as palavras de Cristo · Fundamento de caráter · Resistência às provações
- Ser sal da terra e luz do mundoInfluência preservadora do amor divino · Santificação da vida diária · Exemplo piedoso
- Justiça no amorDesejo de semelhança com Deus · Pureza de coração · Ver a Deus
- Julgamento e Justiça HumanaHostilidade do mundo · Perseguição como prova · Galardão nos céus
- Quaresma e Tradicoes ReligiosasSinceridade e comunhão com Deus · Caráter formado pela graça de Cristo · Servir a Deus com coração integral
- Morte Violenta e CrimesPensamentos impuros e ódio · Reconciliação com o irmão · Amor aos inimigos
- Fé e Confiança em DeusCuidado divino com a criação · Seguir a Cristo dia a dia · Pedir sabedoria a Deus
- Lamento e sofrimentoTristeza pelo pecado · Consolação divina · Provação e dor
- Salvos pela graça, não por obrasIncapacidade humana de julgar · O fruto como testemunho do coração · Obras como indício de fé
- Bem-aventurançasHumildade e domínio próprio · Valor perante Deus
31. Sermão do Monte. Cristo raramente reunia os discípulos a sós com ele para lhes transmitir suas palavras. Não escolhia como seus ouvintes apenas os que conheciam o caminho da vida. Sua obra era estar em contato com as multidões que estavam em ignorância e erro. Dava suas lições da verdade onde estas pudessem alcançar as mentes obscurecidas. Ele próprio era a verdade, preparado e com as mãos sempre estendidas para abençoar, buscando com palavras de advertência, súplica e encorajamento animar a todos os que iam até ele.
O Sermão do Monte, embora dirigido especialmente para os discípulos, foi proferido aos ouvidos da multidão após a ordenação dos apóstolos Jesus foi com eles para a beira do mar. Ali, de manhã cedo, o povo começara a se reunir. Além das costumeiras multidões das cidades da Galileia, havia gente da Judeia e da própria Jerusalém, de Pereia, de Decápolis, da Idumeia, região distante situada ao sul da Judeia, e de Tiro e Sidon, as cidades fenícias da costa do Mediterrâneo.
Ouvindo quão grandes coisas fazia, vieram para o ouvirem e serem curados de suas enfermidades, porque dele saía poder e curava a todos. A estreita praia não oferecia ambiente adequado ao alcance de sua voz para todos os que desejavam ouvi-lo, e Jesus os conduziu de volta à encosta da montanha. Chegando a um espaço plano que proporcionava um lugar agradável de reunião para o vasto auditório, sentou-se ele próprio na grama, e os discípulos e a multidão seguiram seu exemplo.
O lugar dos discípulos era sempre próximo a Jesus. O povo se comprimia constantemente em torno dele, mas os discípulos entendiam que seu lugar junto do mestre Não devia ser tomado pela multidão. Sentaram-se bem próximo dele para não perderem nenhuma palavra de suas instruções. Escutavam atentamente, ansiosos por compreender as verdades que teriam de anunciar em todas as terras e em todos os tempos. Com a impressão de que podiam esperar algo acima do comum, eles agora se apertavam em volta do mestre.
Acreditavam que o reino seria em breve estabelecido, e pelos acontecimentos daquela manhã convenceram-se de que seria feita alguma declaração a respeito disso. Também a multidão estava em atitude de expectativa, e a ansiedade que transparecia no rosto de todos revelava o profundo interesse. Ao sentar-se o povo na verdejante encosta, aguardando as palavras do divino mestre, tinham o coração cheio de pensamentos quanto à glória futura.
Havia escribas e fariseus que esperavam o dia em que lhes seria dado domínio sobre os odiados romanos e viriam a possuir as riquezas do grande império do mundo. Os pobres camponeses e pescadores esperavam ouvir a certeza de que suas humildes casas, o escasso alimento, a vida de árduo trabalho e o temor da necessidade seriam trocados por mansões onde reinassem abundância e dias de sossego. Em lugar da vestimenta comum que os abrigava de dia e do cobertor que os agasalhava à noite, esperavam que Cristo lhes desse os valiosos trajes de seus conquistadores.
Todos os corações estavam orgulhosos com a esperança de que Israel seria em breve honrado diante das nações como o povo escolhido do Senhor, e Jerusalém seria exaltada como a sede do reino universal. Cristo frustrou essa esperança de grandeza mundana. No Sermão do Monte, procurou desfazer a obra da falsa educação. Dando aos ouvintes o conceito correto sobre o significado de seu reino, bem como de seu próprio caráter. No entanto, não atacou diretamente os erros do povo.
Via as misérias do mundo por causa do pecado, mas não lhes apresentou um quadro vivo de sua desgraça. Ensinou-lhes algo infinitamente melhor do que haviam conhecido. Sem combater suas ideias sobre o reino de Deus, apresentou-lhes as condições para ter acesso a ele, deixando-os tirar as próprias conclusões quanto à natureza desse reino. As verdades que ensinou não são menos importantes para nós do que para a multidão que o seguia.
Não menos do que eles, necessitamos aprender os princípios fundamentais do reino de Deus. As primeiras palavras de Cristo ao povo no monte foram de bênção. Felizes são os que reconhecem sua pobreza espiritual, ele disse, e sentem sua necessidade de redenção. O evangelho deve ser pregado ao pobre. Ele não é revelado ao espiritualmente orgulhoso, o que diz ser rico e de nada necessitar. Mas aos humildes e contritos. Uma única fonte foi aberta para o pecado, uma fonte para os pobres de espírito.
O coração orgulhoso se esforça para alcançar a salvação, mas tanto o nosso direito ao céu quanto nossa aptidão para ele encontram-se na justiça de Cristo. O Senhor não pode fazer nada para a restauração do ser humano enquanto ele não se entrega à orientação divina, convicto da própria fraqueza e despido de toda arrogância. Só então pode receber o dom que Deus está esperando para conceder. Nada é recusado à pessoa que sente a própria necessidade.
Ela tem ilimitado acesso àquele em quem habita a plenitude. Assim diz o alto: o sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo. Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Por essas palavras, Cristo não ensina que o choro em si mesmo tenha poder para remover a culpa do pecado.
Não aprova a suposta ou voluntária humildade. O choro a que se refere não consiste em melancolia e lamentação. Ao mesmo tempo que nos afligimos por causa do pecado, devemos nos alegrar no precioso privilégio de ser filhos de Deus. Muitas vezes nos entristecemos porque nossas más ações nos trazem desagradáveis consequências. Mas isso não é arrependimento. A verdadeira tristeza pelo pecado é o resultado da atuação do Espírito Santo.
Este revela a ingratidão da alma que menosprezou e ofendeu o Salvador, levando-nos contritos ao pé da cruz. Jesus é ferido novamente por todo pecado, e ao olharmos para aquele a quem traspassamos, choramos pelas transgressões que lhe trouxeram angústia. Tal pranto levará à renúncia do pecado. Os mundanos talvez considerem esse choro uma fraqueza, mas ele é a força que liga a pessoa arrependida ao infinito com laços que não podem ser rompidos.
Mostra que os anjos de Deus estão outra vez trazendo à alma as virtudes perdidas por causa da dureza de coração e das transgressões. As lágrimas do penitente são apenas as gotas de chuva que precedem o sol da santidade. Essa tristeza prenuncia a alegria que será uma viva fonte no coração. Tão somente reconhece a tua iniquidade, reconhece que transgrediste contra o Senhor teu Deus, e não farei cair a minha ira sobre ti. Porque eu sou compassivo, diz o Senhor.
Sobre os que em Sião estão de luto, ele determinou dar-lhes uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de pranto, veste de louvor em vez de espírito angustiado. E existe conforto também para os que choram em provação e dor. A amargura do desgosto e da humilhação é preferível às satisfações do pecado. Por meio da aflição, Deus nos revela os lugares infeccionados em nosso caráter, para que por sua graça possamos vencer nossas faltas.
Situações desconhecidas que nos dizem respeito são apresentadas a nós, e sobrevém a prova para ver se aceitamos a repreensão e o conselho de Deus. Quando provados, não devemos nos afligir e reclamar, nem nos rebelar ou tentar fugir de Cristo. Devemos humilhar o coração diante de Deus. Os caminhos do Senhor são obscuros ao que procura ver as coisas sob um aspecto agradável para si mesmo. Parecem sombrios e sem alegria à nossa natureza humana, mas os caminhos de Deus são de misericórdia e o fim é salvação.
Elias não sabia o que estava fazendo quando disse no deserto que estava cansado de viver e orou pedindo a morte. O Senhor, em sua misericórdia, não o atendeu. Havia ainda uma grande obra a ser realizada por Elias, e concluída essa obra, ele não devia perecer desanimado e sozinho no deserto. Nem lhe caberia descer ao pó da morte, mas subir em glória com o cortejo dos carros celestiais para o trono do alto. Essa é a palavra de Deus para o aflito: Tenho visto os seus caminhos e os sararei.
Também o guiarei e lhe tornarei a dar consolação, a saber, aos que choram. Tornarei o seu pranto em júbilo e os consolarei. Transformarei em regozijo a sua tristeza. Bem-aventurados os mansos! As dificuldades que temos de enfrentar podem ser grandemente diminuídas por aquela mansidão que se esconde em Cristo. Se possuirmos a humildade de nosso Mestre, estaremos acima dos menosprezos, das repulsas, dos aborrecimentos aos quais estamos diariamente expostos, e estes deixarão de lançar sombra sobre nosso coração.
A mais elevada prova de nobreza em um cristão é o domínio próprio. A pessoa que, diante de maus-tratos ou de crueldade, deixa de manter a mente calma e confiante rouba de Deus o direito de revelar nela sua perfeição de caráter. A humildade de coração é a força que dá vitória aos seguidores de Cristo. É a garantia de sua ligação com as cortes do alto. O Senhor é excelso, contudo atenta para os humildes. Os que manifestam o manso e humilde espírito de Cristo são ternamente considerados por Deus.
Podem ser olhados com desprezo pelo mundo, mas são de grande valor aos seus olhos. Não somente os sábios, os grandes e caridosos obterão passaporte para as cortes celestiais. Não somente o atarefado obreiro, cheio de zelo e atividade, o pobre de espírito que deseja a presença permanente de Cristo, e o humilde de coração cujo maior anseio é fazer a vontade de Deus, receberão plena entrada. Estarão entre os que lavaram suas roupas e as alvejaram no sangue do Cordeiro.
Por isso se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário. E aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça. O sentimento da própria indignidade levará o coração a ter fome e sede de justiça. E esse desejo não será frustrado. Os que dão lugar a Jesus no coração compreenderão seu amor. Todos quantos anseiam ter semelhança de caráter com Deus serão satisfeitos.
O Espírito Santo nunca deixa sem assistência aquele que está olhando para Cristo. Ele toma do que é de Cristo e o revela. Se o olhar se mantiver fixo em Jesus, A obra do Espírito não cessa até que a pessoa esteja conforme sua imagem. O puro elemento do amor expandirá o coração, comunicando-lhe capacidade para altas conquistas, para maior conhecimento das coisas celestiais, de maneira que a pessoa não fique aquém da plenitude. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
O misericordioso encontrará misericórdia, e o puro de coração verá a Deus. Todo pensamento impuro contamina o coração, enfraquece o senso moral e acaba apagando as impressões do Espírito Santo. Diminui a visão espiritual, de modo que as pessoas não conseguem ver a Deus. O Senhor pode perdoar o arrependido pecador, e perdoa. Mas embora perdoada, a pessoa fica prejudicada. Toda impureza de linguagem ou de pensamento deve ser evitada por aquele que quer possuir clara percepção da verdade espiritual.
No entanto, as palavras de Cristo abrangem mais que a isenção da impureza moral, mais que a ausência daquela contaminação cerimonial que os judeus tão rigorosamente evitavam. O egoísmo nos impede de ver a Deus. O interesseiro julga a Deus igual a si mesmo. Até que tenhamos renunciado a isso, não podemos compreender aquele que é amor. Unicamente o coração abnegado, humilde e fiel verá a Deus como compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade.
Bem-aventurados os pacificadores! A paz de Cristo provém da verdade, é harmonia com Deus. O mundo está em inimizade com a lei divina. Os pecadores acham-se em inimizade com seu Criador e, como resultado, em inimizade uns com os outros. Mas o salmista declara: grande paz têm os que amam a tua lei, Para eles não há tropeço. As pessoas não conseguem fabricar a paz. Os projetos humanos de purificação e reerguimento dos indivíduos ou da sociedade são incapazes de produzir paz porque não alcançam o coração.
O único poder capaz de criar ou perpetuar a verdadeira paz é a graça de Cristo. Quando esta é implantada no coração, expulsa os maus desejos que causam luta e dissensão. Em lugar do espinheiro crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta, e a vida deserta exultará e florescerá como narciso. As multidões se surpreendiam diante desses ensinos tão diferentes dos preceitos e exemplos dos fariseus. O povo chegara a pensar que a felicidade consistia na posse das coisas deste mundo e que a fama e honra dos homens eram o suficiente para se cobiçar.
Era muito agradável alguém ser chamado rabino e ser exaltado como sábio e religioso, exibindo suas virtudes perante o público. Isso era considerado como a suprema felicidade. No entanto, perante aquela multidão, Jesus declarou que o lucro terrestre era toda a recompensa que essas pessoas obteriam. Falava com segurança e um convincente poder apoiava suas palavras. O povo emudeceu, sendo tomado de um sentimento de temor. Olhavam-se uns aos outros em dúvida.
Quem dentre eles se salvaria se fossem verdadeiros os ensinos desse homem? Muitos estavam convencidos de que esse notável mestre era movido pelo Espírito de Deus e que os argumentos por ele apresentados eram de origem divina. Depois de explicar em que consistia a verdadeira felicidade e como podia ser obtida, Jesus indicou mais definidamente os deveres de seus discípulos. Como mestres escolhidos por Deus para levar outros ao caminho da justiça e da vida eterna.
Ele sabia que muitas vezes ficariam decepcionados e sofreriam desânimo, enfrentariam forte oposição, seriam insultados e seu testemunho rejeitado. Ele sabia que no cumprimento de sua missão os humildes homens que tão atentamente escutavam suas palavras sofreriam calúnias, torturas, prisões e morte. E continuou: Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando por minha causa vos injuriarem e vos perseguirem, e mentindo disserem todo mal contra vós.
Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. O mundo ama o pecado e odeia a justiça, e foi essa a causa de sua hostilidade por Jesus. Todos os que recusam seu infinito amor acharão o cristianismo perturbador. A luz de Cristo afasta as trevas que cobrem os pecados deles, mostrando a necessidade de reforma. Aqueles que se submetem à influência do Espírito Santo começam a lutar consigo mesmos, mas os que se apegam ao pecado combatem contra a verdade e seus representantes.
E assim se cria o conflito, e os seguidores de Cristo são acusados de ser perturbadores do povo. Contudo, é a união com Deus que atrai a inimizade do mundo. Carregam a humilhação sofrida por Cristo, estão percorrendo o caminho trilhado pelos mais nobres da terra. Devem enfrentar as perseguições não com tristeza, mas com alegria. Cada intensa prova é um instrumento de Deus para sua purificação. Cada uma delas está preparando-os para sua obra como colaboradores seus.
Cada conflito tem seu lugar na grande batalha pela justiça e aumentará a alegria de seu triunfo final. Tendo isso em vista, a prova de sua fé e paciência será aceita em vez de temida e evitada. Ansiosos por desempenhar sua obrigação para com o mundo, fixando seu desejo na aprovação de Deus, seus servos têm de cumprir cada dever sem levar em conta o medo ou aprovação de homens. Vós sois o sal da terra, disse Jesus. Não se afastem do mundo a fim de escapar da perseguição.
Vocês devem permanecer entre as pessoas para que o sabor do amor divino seja como sal a preservar o mundo da corrupção. Corações que correspondem à influência do Espírito Santo são canais por onde fluem as bênçãos divinas. Se os servos de Deus fossem tirados da terra e seu espírito retirado dentre as pessoas, este mundo seria entregue à desolação e destruição, frutos do domínio de Satanás. Embora os ímpios não o saibam, devem até mesmo as bênçãos desta vida à presença do povo de Deus no mundo, esse povo que desprezam e oprimem.
Entretanto, se os crentes têm apenas nome de cristãos, são como sal que perdeu o sabor. Não exercem influência alguma para o bem no mundo. Por representarem mal a Deus, são piores que os incrédulos. Vós sois a luz do mundo. Os judeus pensavam em limitar os benefícios da salvação à sua nação, mas Jesus lhes mostrou que a salvação é como a luz do sol, pertence ao mundo. A religião da Bíblia não deve ser confinada entre as capas de um livro ou as paredes de uma igreja, nem ser manifestada ocasionalmente para nosso proveito, sendo então deixada de lado novamente.
Deve santificar a vida diária, manifestar-se em cada transação comercial e em todas as relações sociais. O verdadeiro caráter não se molda exteriormente, irradia do interior. Se desejamos levar outros ao caminho da justiça, os princípios dessa justiça devem ser guardados em nosso coração. Nossa profissão de fé pode proclamar a teoria da religião, mas é a consagração que revela a palavra da verdade. A vida coerente, o comportamento santo, a integridade inabalável, o espírito ativo e que faz o bem O exemplo piedoso.
São esses os canais pelos quais a luz é transmitida ao mundo. Jesus não se deteve muito nas especificações da lei, mas não permitiu que seus ouvintes concluíssem que viera deixar de lado as reivindicações dela. Sabia que havia espiões prontos para pegar toda palavra que pudesse ser distorcida com a intenção de servir ao próprio desígnio. Sabia dos preconceitos que existiam na mente de muitos de seus ouvintes e não disse coisa alguma para perturbar a fé deles na religião e nas instituições que lhes foram transmitidas por intermédio de Moisés.
O próprio Cristo dera tanto a lei moral quanto a cerimonial, não viera destruir a confiança em suas instruções. Era por causa de sua grande reverência pela lei e pelos profetas que procurava fazer uma brecha no muro de exigências tradicionais que cercava os judeus. Embora pusesse de lado as falsas interpretações da lei, Jesus evitava cuidadosamente que seus discípulos abandonassem as verdades vitais confiadas aos hebreus. Os fariseus se orgulhavam da obediência que prestavam à lei.
No entanto, sabiam tão pouco de seus princípios pela prática diária que, para eles, as palavras do Salvador soavam como heresia. Ao Jesus sacudir o entulho debaixo do qual a verdade estivera soterrada, julgavam que ele estava varrendo a própria verdade. Murmuravam uns para os outros que Cristo estava menosprezando a lei. Jesus leu os pensamentos deles e lhes respondeu: Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas. Não vim para revogar, vim para cumprir.
Com essa declaração, Jesus refutou a acusação dos fariseus. Sua missão para o mundo é reivindicar os sagrados direitos da lei que o acusam de violar. Se a lei de Deus pudesse ser mudada ou anulada, então Cristo não teria necessitado sofrer as consequências de nossa transgressão. Ele veio para explicar a relação da lei para com o ser humano e exemplificar os preceitos dela mediante sua vida de obediência. Deus nos deu seus santos preceitos porque ama a humanidade.
Para nos proteger dos resultados da transgressão, revela os princípios da justiça. A lei é uma expressão do pensamento divino. Quando recebida em Cristo, torna-se nosso pensamento. Ergue-nos acima do poder dos desejos e tendências naturais, acima das tentações que induzem ao pecado. Deus quer que sejamos felizes E nos deu os preceitos da lei para que, ao obedecer-lhes, possamos ter alegria. Quando, por ocasião do nascimento de Jesus, os anjos cantaram: Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem, estavam declarando os princípios da lei que ele viera engrandecer e tornar gloriosa.
Quando a lei foi proclamada do Sinai, Deus tornou conhecida aos seres humanos a santidade de seu caráter, para que, por contraste, pudessem ver a própria pecaminosidade. A lei foi dada para convencê-los do pecado e revelar-lhes sua necessidade de um Salvador. Assim aconteceria à medida que seus princípios fossem aplicados ao coração pelo Espírito Santo. Hoje, a lei ainda deve fazer essa obra. Na vida de Cristo, os princípios da lei são revelados.
E quando o Espírito Santo de Deus toca o coração, quando a luz de Cristo revela aos seres humanos a necessidade que têm de seu sangue purificador e de sua justificadora justiça, a lei é ainda um instrumento para nos levar a Jesus, a fim de sermos justificados pela fé. A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma. Até que o céu e a terra passem, disse Jesus, nenhum i ou um til jamais passará da lei até que tudo se cumpra. O sol que brilha no céu e a sólida terra sobre o qual habitamos são testemunhas de Deus de que sua lei é imutável e eterna.
Ainda que eles passem, os divinos preceitos permanecerão. É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei. O sistema de tipos que apontavam para Cristo como o Cordeiro de Deus seria abolido por ocasião de sua morte, mas os preceitos do Decálogo são tão imutáveis como o trono de Deus. Uma vez que a lei do Senhor é perfeita, qualquer mudança dela é necessariamente má. Os que desobedecem aos mandamentos de Deus e ensinam outros a fazer o mesmo são condenados por Cristo.
A vida de obediência do Salvador manteve as reivindicações da lei, provou que a lei pode ser observada pela humanidade. E mostrou a excelência de caráter que a obediência desenvolveria. Todos os que obedecem como ele obedeceu estão semelhantemente declarando que a lei é santa, justa e boa. Por outro lado, todos os que transgridem os mandamentos divinos estão confirmando a alegação de Satanás de que a lei é injusta e não pode ser obedecida.
Dessa forma, apoiam os enganos do grande adversário e desonram a Deus. São filhos do maligno, o qual foi o primeiro rebelde contra a lei do Senhor. Admiti-los no céu seria introduzir novamente elementos de discórdia e rebelião e colocar em risco o bem-estar do universo. Ninguém que voluntariamente despreze um princípio da lei entrará no céu. Os rabinos consideravam sua justiça um passaporte para o céu, mas Jesus declarou-a insuficiente e indigna.
As cerimônias exteriores e um conhecimento teórico da verdade constituíam a justiça farisaica. Os líderes religiosos diziam ser santos por meio dos próprios esforços em guardar a lei, mas suas obras haviam separado a justiça da religião. Embora fossem extremamente meticulosos nas observâncias rituais, sua vida era imoral e falsificada. Sua chamada justiça nunca poderia ser admitida no reino do céu. Nos dias de Cristo, o maior dos enganos humanos era que uma mera concordância com a verdade constituísse justiça.
Em toda experiência humana, o conhecimento teórico da verdade tem se demonstrado insuficiente para a salvação. Não produz os frutos de justiça. Uma cuidadosa consideração pelo que é classificado como verdade teológica acompanha frequentemente o ódio pela verdade genuína, conforme se manifesta na vida. Os mais tristes eventos da história estão repletos do registro de crimes cometidos por fanáticos adeptos de religiões. Os fariseus alegavam ser filhos de Abraão e se vangloriavam de possuir os oráculos de Deus.
No entanto, essas vantagens não os preservavam do egoísmo, da malignidade, da ganância e da mais baixa hipocrisia. Consideravam-se os maiores religiosos do mundo, mas sua assim chamada ortodoxia os levou a crucificar o Senhor da Glória. O mesmo perigo ainda existe. Muitos se consideram cristãos simplesmente porque concordam com certos dogmas teológicos. No entanto, não introduziram a verdade na vida prática, não creram nela nem a amaram, não receberam o poder e a graça que vem mediante a santificação da verdade.
As pessoas podem professar fé na verdade, mas se ela não as torna sinceras, bondosas, pacientes, resignadas e focadas nos assuntos celestiais, é uma maldição ao seu possuidor e, por meio de sua influência, uma maldição ao mundo. A justiça ensinada por Cristo é conformidade de coração e de vida com a vontade revelada de Deus. Os pecadores só podem se tornar justos à medida que têm fé em Deus e mantêm vital ligação com ele. Então, a verdadeira religiosidade elevará seus pensamentos e enobrecerá sua vida, e as formas externas da religião se harmonizarão com a pureza cristã interior.
Nesse caso, As cerimônias exigidas no serviço de Deus não são ritos destituídos de sentido, como os dos fariseus hipócritas. Jesus considerou separadamente os mandamentos e explicou a profundidade e abrangência de suas reivindicações. Em vez de remover o mínimo de sua força, mostrou como é vasto o alcance de seus princípios. E expôs o erro fatal dos judeus em sua ostentação exterior de obediência. Declarou que pelo mau pensamento ou cobiçoso olhar, a lei divina é transgredida.
Uma pessoa que se torna participante da mínima injustiça está violando a lei e degradando sua natureza moral. O homicídio surge primeiro na mente. Aquele que dá ao ódio um lugar no coração está pondo o pé no caminho do assassinato, e suas ofertas não agradam a Deus. Os judeus cultivavam um espírito vingativo. Em seu ódio aos romanos, proferiam duras acusações e agradavam ao maligno pela manifestação de seus atributos. Estavam assim se preparando para praticar as terríveis ações a que ele os levou.
Na vida religiosa dos fariseus não havia nada que desse um bom testemunho aos olhos dos gentios. Jesus os advertiu a não se enganarem com a ideia de que podiam se revoltar no coração contra seus opressores e cultivar o anseio de se vingar de suas injustiças. É verdade que há uma indignação justificável mesmo nos seguidores de Cristo. Quando veem que Deus é desonrado e seu serviço exposto ao descrédito, quando veem o inocente oprimido, uma justa indignação agita o coração.
Essa ira, nascida da sensibilidade moral, não é pecado. Mas os que, por qualquer suposta provocação, sentem-se livres para ceder à raiva ou ao ressentimento, estão abrindo o coração a Satanás. Se quisermos estar em harmonia com o céu, a mágoa e a inimizade devem ser banidas do coração. O Salvador foi além disso. Ele disse: Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta.
Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, e então, voltando, faz a tua oferta. Muitos são zelosos nos cultos, ao passo que entre eles e seus irmãos existem lamentáveis diferenças que poderiam ser resolvidas. Deus exige que façam tudo ao seu alcance para restaurar a harmonia. Enquanto não fizerem isso, não pode aceitar a adoração deles. O dever do cristão a respeito disso é claramente indicado. Deus derrama suas bênçãos sobre todos, faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.
É benigno até para com os ingratos e maus. Pede-nos que sejamos semelhantes a ele. Bendizei os que vos maldizem, disse Jesus. Fazei bem aos que vos odeiam, para que sejais filhos do Pai que está nos céus. Esses são os princípios da lei e as fontes da vida. O ideal de Deus para seus filhos é mais elevado do que o pensamento humano pode alcançar. Portanto, sede vós perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celeste. Esse mandamento é uma promessa.
O plano da redenção visa a nossa completa libertação do poder de Satanás. Cristo sempre afasta do pecado a pessoa arrependida. Veio para destruir as obras do diabo e tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a todo aquele que se arrepende, para guardá-lo de pecar. A influência do tentador não deve ser considerada desculpa para qualquer erro. Satanás se alegra quando ouve professos seguidores de Cristo apresentando desculpas quanto à sua deformidade de caráter.
São essas justificativas que levam ao pecado. Não há desculpas para pecar. Uma postura santa e uma vida cristã são acessíveis a todo filho de Deus arrependido e que crê. O ideal do caráter cristão é a semelhança com Cristo. Como o Filho do Homem foi perfeito em sua vida, assim seus seguidores devem ser perfeitos na sua. Jesus foi em todas as coisas feito semelhante aos seus irmãos. Tornou-se carne como nós. Tinha fome, sede e cansaço.
Sustentava-se com alimento e revigorava-se pelo sono. Era Deus em carne. Ele compartilhou do destino humano, mas era o imaculado Filho de Deus. Seu caráter deve ser o nosso. O Senhor diz a respeito dos que nele creem: Habitarei e andarei entre eles. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na terra e o topo chegando à porta do céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada tivesse deixado de chegar à terra, por um único degrau que fosse, estaríamos perdidos.
Porém, Cristo nos alcança onde estamos. Assumiu nossa natureza e venceu, para que revestindo-nos de sua natureza pudéssemos vencer. Feito em semelhança de carne pecaminosa, viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por sua divindade, segura-se firme no trono do céu, enquanto por sua humanidade estende a mão para nós. Ele nos manda alcançar pela fé nele, a glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos como é perfeito o nosso Pai Celestial.
Jesus mostrara em que consiste a justiça e que Deus é a fonte dela. Voltou-se então para os deveres práticos. Ao vocês darem esmolas, orar e jejuar, disse ele, Que nada seja feito com o intuito de atrair atenção ou elogios ao próprio eu. Deem com sinceridade para benefício do pobre sofredor. Na oração, tenham comunhão com Deus. Ao jejuar, não andem cabisbaixos, tendo a mente ocupada consigo mesmos. O coração do fariseu é um solo árido e inútil em que nenhuma semente de vida divina pode crescer.
Aquele que se entrega a Deus de forma mais completa é que lhe presta o serviço mais aceitável, pois mediante a comunhão com ele as pessoas se tornam suas colaboradoras, manifestando o seu caráter na humanidade. A adoração prestada em sinceridade de coração tem grande recompensa. Teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. O caráter é formado pela vida que vivemos mediante a graça de Cristo. A beleza original começa a ser restaurada no interior.
Os atributos do caráter de Cristo são comunicados e a imagem do Ser Divino começa a ser refletida. A fisionomia de homens e mulheres que andam e trabalham com Deus expressa a paz do céu. São rodeados pela atmosfera celestial. Para essas pessoas, o reino de Deus já começou. Possuem a alegria de Cristo, a satisfação de ser uma bênção à humanidade. Têm a honra de ser aceitos para o serviço do Mestre. A eles é confiado fazer a obra de Cristo em nome dele.
Ninguém pode servir a dois senhores. Não podemos servir a Deus com o coração dividido. A religião bíblica não é simplesmente uma influência entre outras. Tem de ser suprema, permeando e dominando todas as outras formas de influência. Não deverá ser como uma pincelada dando aqui e ali cor a uma tela, mas encher a vida toda, como se a mesma tela fosse imergida na tinta até que cada fio ficasse tingido com um tom forte e permanente.
Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. A pureza e firmeza de propósito são condições para receber luz de Deus. Aquele que deseja conhecer a verdade deve estar disposto a aceitar tudo que ela mostra. Não pode ter nenhum envolvimento com o erro. Estar vacilante e morno para com a verdade é preferir as trevas do erro e o engano de Satanás.
Os métodos mundanos e os corretos princípios da justiça não se misturam imperceptivelmente como as cores do arco-íris. Entre eles há uma separação ampla e clara traçada pelo Deus Eterno. A semelhança de Cristo se destaca tanto em contraste com a de Satanás como o meio-dia em relação à meia-noite. E unicamente os que vivem a vida de Cristo são seus colaboradores. Se um pecado é nutrido no coração ou uma prática errada é mantida na vida, todo o ser é contaminado.
A pessoa se torna instrumento de injustiça. Todos os que escolheram o serviço de Deus devem descansar em seu cuidado. Cristo apontou para as aves voando no céu e para as flores do campo, pedindo aos seus ouvintes que considerassem essas criaturas de Deus. Porventura não valeis vós muito mais do que as aves? Disse ele. À medida da atenção divina concedida a qualquer criatura, é proporcional à sua posição na escala dos seres. O pequeno pardal é protegido pela providência divina.
As flores do campo e a relva que cobre o solo partilham da atenção e do cuidado do Pai Celestial. O artista mestre teve um cuidado especial em relação aos lírios, fazendo-os tão bonitos que ultrapassam a glória de Salomão. Quanto mais ele cuida do ser humano, que é a imagem e glória divinas, deseja ver seus filhos revelarem um caráter à sua semelhança. Como a luz solar comunica às flores seus múltiplos e delicados matizes, assim ele transmite ao coração a beleza de seu caráter.
Todos os que preferem o reino de Cristo, reino de amor, justiça e paz, colocando os interesses desse reino acima de todos os outros, estão ligados ao mundo do alto, e a eles pertencem todas as bênçãos necessárias a esta vida. No registro da providência de Deus, o volume da vida, é dedicada uma página a cada um de nós. Essa página contém cada detalhe de nossa história. Até os cabelos de nossa cabeça estão contados. Os filhos de Deus nunca estão ausentes de seu pensamento.
Não vos inquieteis com o dia de amanhã. Devemos seguir a Cristo dia a dia. Deus não provê auxílio para o amanhã, não dá aos seus filhos imediatamente todas as instruções para a jornada da vida, para que não fiquem confusos. Diz apenas aquilo que conseguem guardar na memória e realizar. A força e a sabedoria comunicadas se destinam à emergência do momento. Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade, e lhe será concedida.
Não julgueis para que não sejais julgados. Não se considerem melhores do que os outros, nem ajam como juízes. Uma vez que vocês não conseguem perceber os motivos, são incapazes de julgar um ao outro. Ao criticar o outro, você está condenando a si mesmo, porque mostra ter parte com Satanás, o acusador dos irmãos. O Senhor diz: Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé. Provai-vos a vós mesmos. Essa é nossa tarefa. Se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
A boa árvore produzirá bom fruto. Se o fruto for de sabor desagradável e inútil, é porque a árvore é má. Do mesmo modo, o fruto produzido na vida testifica das condições do coração e da excelência do caráter. As boas obras jamais poderão comprar a salvação. Porém, são um indício da fé que opera por amor e purifica o coração. E embora a recompensa eterna não seja concedida em virtude de nossos méritos, ainda assim será proporcional à obra que realizamos por meio da graça de Cristo.
Cristo apresentou assim os princípios de seu reino e mostrou serem eles a grande norma da vida. E para gravar na mente a lição deu um exemplo. Ele diz: não basta vocês ouvirem as minhas palavras, devem pela obediência torná-las o fundamento de seu caráter. O próprio eu não passa de areia movediça. Se vocês edificarem sobre teorias e invenções humanas, a casa de vocês ruirá pelos ventos da tentação, pelas tempestades das provas, será varrida.
Porém, esses princípios que lhes dei permanecerão. Recebam-me, edifiquem sobre minhas palavras. Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. E caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos, e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.