Episódios de Deus na Vida

A mentalidade de um filho de Deus – Parte 2

12 de maio de 20269min
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Episódio do dia 12/05/2026 com o tema: A mentalidade de um filho de Deus – Parte 2

Apresentação e produção: Israel Mazzacorati 

Um filho, uma filha, de Deus pensa como o Filho Unigênito de Deus. Neste episódio vamos observar alguns aspectos fundamentais de como Jesus via, discernia e agia no mundo.

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Participantes neste episódio1
I

Israel Mazzacorati

Host
Assuntos3
  • Mentalidade de Filho de DeusVisão e discernimento de Jesus · Amor de Jesus pelos discípulos · Conhecimento de Deus · Vida eterna · Evangelho segundo João
  • A Retórica de JesusLavar os pés dos discípulos · Consciência de Filho de Deus · Segurança na identidade e propósito · Discernimento do tempo do Pai · Amor até o fim
  • Exegese Evangelho JoaoMensagem e objetivo do evangelista · Jesus como Cristo e Filho de Deus · Vida eterna como presente de Deus · Conhecimento do Pai e do Filho · Amor como essência do Pai
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Deus na Vida, com Israel Mazagorat. Olá, eu sou o Israel. Sente-se, pegue o seu café e vamos conversar sobre Deus e sobre a vida, sobre a fé e sobre as nossas dúvidas.

Que a graça e a paz do nosso Pai sejam sobre você e que ele conduza mais este episódio do Deus na Vida. Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda a este espaço de reflexão sobre a vida visitada pela vida eterna. Este episódio...

faz sequência ao episódio anterior. O título é A Mentalidade de um Filho de Deus, parte 2. Então, caso você não tenha ouvido o episódio anterior A Mentalidade do Filho de Deus, parte 1, recomendo que você

E naquele episódio, observamos um pouco do Evangelho segundo João. Constatamos que esse é um texto muito especial para muitos cristãos, a ponto de, ao longo dos séculos, ser João considerado o texto do coração por muita gente, que passou a conhecer Jesus Cristo, o Filho de Deus, por meio da narrativa deste evangelista, que tanto fala da vida eterna e do amor.

Ao ler o seu texto, percebemos simplicidade. Uma boa tradução da Bíblia que conseguimos ler e entender bem, a narrativa de João é clara e atinge o seu objetivo. Conforme os anos de vida passam e aumentam o nosso conhecimento, João passa a ser percebido também como um texto profundo, com muitas camadas de significado que dialogam com as Escrituras, o Antigo Testamento.

como dialogam com a cultura helênica do tempo e do contexto de João, ao final do primeiro século da era cristã. Vale lembrarmos também que, como todo contador de histórias, como todo narrador, João escreve com um objetivo. Isso é, ele quer comunicar uma mensagem aos seus leitores e provocar algum tipo de efeito sobre eles.

Ele revelou o seu objetivo com estas palavras que encontramos no capítulo 20, versos 30 e 31. Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais milagrosos que não estão registrados neste livro.

Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e crendo, tenham vida em seu nome. Ou seja, João quer que os seus leitores e ouvintes observem os feitos de Jesus, creiam que ele é o Messias e o Filho de Deus, para que por meio dessa fé tenham vida em seu nome. Essa vida é um presente que Deus nos deu. Ela não pode ser inventada, criada ou sustentada por meios humanos.

É a vida do próprio Deus que nos foi dada como uma dádiva. A vida eterna consiste em conhecer a Deus, Pai, o Filho, a quem o Pai enviou, como Jesus disse bem na sua oração, que está no capítulo 17. E se a vida eterna é o conhecimento do Pai e do Filho, precisamos pensar no significado disso.

Primeiro, nós podemos conhecer o Pai e o Filho, porque esse conhecimento está baseado na revelação do Pai e do Filho. É sobre isso que trata o primeiro capítulo de João. Segundo, podemos conhecer o Pai e o Filho, porque o Filho manifestou a essência do coração do Pai, que é o amor ao entregar-se por pecadores, por nós, na cruz do Calvário.

Terceiro, podemos conhecer Pai e Filho porque o Espírito Santo, que é o consolador e encorajador nosso, foi enviado para que tenhamos esse conhecimento. Por fim, o conhecimento é, em parte, o entendimento objetivo a respeito de quem é o Pai e de quem é o Filho que acessamos exclusivamente pela Bíblia.

Em parte, o conhecimento é o relacionamento de amizade, de intimidade que agora temos com o Pai, o Filho e o Espírito, porque estamos reconciliados com Deus, de modo que não nos vemos mais como servos, embora sejamos servos, mas nos vemos como amigos, como Jesus disse aos discípulos no capítulo 15 de João.

E é observando a vida de Jesus que vamos descobrindo na teoria e na prática a resposta para a pergunta como é a mentalidade do Filho Unigênito de Deus? Como é o seu coração que o leva a agir da maneira que agiu?

Podemos começar a responder essa pergunta com base no texto de João 13. Estamos respondendo a pergunta não sobre a ação de Jesus, mas sobre o que o motiva, sobre o coração de Jesus. Então, em João 13, a ação de Jesus pode ser resumida em lavar os pés dos discípulos, mas o que o move?

Ouça as palavras do Evangelho de João, capítulo 13, versos 1 a 3. Antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que havia chegado sua hora de deixar este mundo e voltar para o Pai. Ele tinha amado seus discípulos durante seu ministério na Terra.

e os amou até o fim. Estava na hora do jantar e o diabo já havia instigado Judas, filho de Simão Iscariotes, a trair Jesus. Jesus sabia que o Pai lhe dera autoridade sobre todas as coisas e que viera de Deus e voltaria para Deus. A consciência de filho que moveu Jesus durante toda a sua vida terrena está explícita aqui nesta descrição do cenário interior de Jesus.

Releia os evangelhos e preste atenção no relacionamento de Jesus com Deus. Você jamais verá um religioso prestando cultos a uma divindade distante. Você não verá um homem cheio de culpa fazendo sacrifícios para aliviar consciência. O que você sempre encontrará em Jesus é um filho plenamente consciente de sua amizade eterna com o Pai.

Você encontrará um homem absolutamente seguro de sua identidade, propósito e destino, justamente porque ele sabe que o Pai é a sua origem, do Pai veio a sua missão e o Pai é o seu destino. Jesus está prestes a ser crucificado. O contexto aqui é de traição, mas ele está totalmente seguro, sereno e consciente de que a sua vida é uma só com a do Pai.

nada o abala. Antes, tudo isso é feito como fruto da consciência de Filho de Deus. No texto diz, antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que havia chegado sua hora de deixar este mundo e voltar para o Pai.

Preste atenção, Jesus tem clareza interior quanto ao tempo do Pai. Sua intimidade e conhecimento do Pai o permitem discernir o que está acontecendo e que o seu propósito está chegando ao ápice. Isto significa que estava chegando a hora de ser entregue à morte para cumprir o plano do Pai. Porém, o cenário do coração de Jesus inclui mais um elemento sobre o tempo do Pai.

Ele sabe que está chegando a hora de voltar para o Pai. Ele sabe que a morte não o prende nem é o seu fim e que o seu lugar eterno é com o Pai. O texto segue dizendo que ele tinha amado seus discípulos durante seu ministério na terra e os amou até o fim.

Estava na hora de jantar e o diabo já havia instigado Judas, filho de Simão Iscariotes, a trair Jesus. Jesus sabia que o Pai lhe dera autoridade sobre todas as coisas e que viera de Deus e voltaria para Deus. Perceba, mesmo em um contexto de vida,

em que o seu amor até o fim pelos discípulos foi retribuído com atos de traição e de negação. Jesus também não se deixa abalar. Por quê? Porque no seu coração ele sabe de quem ele veio. Ele veio do Pai. Ele sabe para quem ele retornará. Ele retornará para o Pai. E ele sabe que a autoridade com que vive não vem dele e nem de homens, mas do Pai.

Uma vida de discernimento e sabedoria, paz e serenidade. Não é esse o desejo de todo ser humano? Essa vida está disponível para todos os que creem em Jesus como Messias e Filhos de Deus. Ela está disponível e é a vida eterna real.

para quem busca na palavra de Deus perceber com atenção como o Filho de Deus vê, discerne e age no mundo, que nos sintamos encorajados a desenvolver a mentalidade do Filho de Deus.

Este foi mais um episódio do Deus na Vida. Que alegria ter você por aqui. Que a graça e a paz do nosso Pai nos acompanhem em toda a nossa jornada, enquanto conhecemos e desenvolvemos a mentalidade do Filho de Deus. Até o nosso próximo encontro.

Deus na Vida, com Israel Mazakorat.

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