Episódios de Deus na Vida

A mentalidade de um filho de Deus – Parte 1

07 de maio de 20269min
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Episódio do dia 07/05/2026 com o tema: A mentalidade de um filho de Deus – Parte 1

Apresentação e produção: Israel Mazzacorati 

Neste episódio vamos conversar sobre como funciona a mentalidade de um filho de Deus. Estamos partindo do princípio de que a identidade da pessoa cristã precisa partir da revelação de Deus, em especial, a verdade bíblica de que, em Cristo, somos filhos amados de Deus. Essa verdade não se limita a nos conceder um título, mas sim uma identidade, uma família, uma visão de mundo e um propósito pelo qual viver.

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Participantes neste episódio1
I

Israel Mazzacorati

Host
Assuntos2
  • Mentalidade de Filho de DeusIdentidade cristã baseada na revelação de Deus · Verdade bíblica: em Cristo, somos filhos amados de Deus · Propósito de João ao escrever seu evangelho · Jesus é o Cristo, o Filho de Deus · Vida eterna através do conhecimento de Deus e Jesus Cristo · O que é mentalidade: crenças e hábitos que moldam a visão de mundo · Construção da mentalidade de filho de Deus exige intencionalidade, disciplina e perseverança
  • Exegese Evangelho JoaoSimplicidade e profundidade da narrativa de João · Propósito de João: crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus · Sinais miraculosos como provas da autoridade de Jesus · Jesus como a palavra, o Cordeiro de Deus, o bom pastor, mestre e senhor
Transcrição26 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Deus na Vida, com Israel Mazagorat. Olá, eu sou o Israel. Sente-se, pegue o seu café e vamos conversar sobre Deus e sobre a vida, sobre a fé e sobre as nossas dúvidas.

Que a graça e a paz do nosso Pai sejam sobre você e que Ele conduza mais este episódio do Deus na vida. Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda à nossa mesa em que nos sentamos, pegamos o nosso café ou o nosso chazinho para termos alguns momentos de conversa sobre a presença santa e renovadora de Deus em nossas vidas.

O Evangelho segundo João é um texto muito especial para muitos cristãos. É o texto do coração de muita gente que passou a conhecer Jesus Cristo, o Filho de Deus, por meio da narrativa de João, que tanto fala da vida eterna e do amor.

João é um evangelho simultaneamente simples e profundo. Simples porque a sua narrativa é fluida, fácil de ler, depende da tradução bíblica, é verdade, e mesmo que tenha algumas partes que sejam difíceis de se entender pelo leitor moderno do texto,

Essas partes não comprometem o entendimento do todo. E profundo, porque o texto de João, pelo uso de muitas simbologias e referências a histórias do Antigo Testamento, consegue descer a níveis bem mais densos da compreensão da revelação de Deus.

Quando João chega ao final de sua narrativa, ele apresenta o seu propósito aos leitores. Ou seja, João revela que escreveu a sua história sobre quem é Jesus com um objetivo muito claro. João escreveu assim.

Jesus realizou, na presença dos seus discípulos, muitos outros sinais miraculosos que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e crendo, tenham vida em seu nome. Este texto se encontra em João 20, versos 30 e 31.

Ao escrever isso, João deixa de contar a história de Jesus e dos discípulos por um momento para falar diretamente com os seus leitores. Aqui ele está dizendo que dentre os muitos sinais miraculosos que Jesus realizou, ele usou o seu poder de narrador para selecionar apenas alguns.

Sinais miraculosos funcionam como que provas da autoridade de Jesus. Eles são sinais porque sinalizam a presença real do reino de Deus e da vida eterna, agora manifestos na terra na história. Os sinais que João selecionou servem bem ao seu propósito, segundo o seu entendimento. E o propósito de João é o seguinte, que vocês creiam que Jesus é o Cristo e que vocês creiam que Jesus é o Cristo.

Veja que interessante. Ao longo do texto, João disse muitas coisas sobre Jesus. João disse que ele é a palavra, o verbo que se fez carne e habitou entre nós. Disse que ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Disse que ele é o bom pastor que dá a vida pelas ovelhas.

Disse que ele é mestre e senhor. No entanto, neste momento em que João revela o seu propósito ao escrever o seu evangelho, ele mostra apenas duas verdades centrais sobre Jesus. Jesus é o Cristo, Jesus é o Filho de Deus.

Quem crer em Jesus como o Cristo e o Filho de Deus terá vida em nome de Jesus. Esse é o princípio da vida eterna, o conhecimento do Messias, o conhecimento do Filho e do Pai. Vamos recordar da oração de Jesus lá no capítulo 17 de João? O texto diz...

Depois de dizer isso, Jesus olhou para o céu e orou, Pai, chegou a hora, glorifica o teu Filho para que teu Filho te glorifique, pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste.

Esta é a vida eterna, que te conheçam, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste. João, capítulo 17, versos 1 a 3. Deus na vida, com Israel Mazagorat.

O desejo de João é que saibamos que Jesus é o Messias e que Jesus é o Filho de Deus. Ao sabermos disso, João espera que creiamos que Jesus é o Messias e que é o Filho de Deus.

Por quê? Porque ele deseja que tenhamos a vida. E a verdadeira vida, a vida de Deus, só existe no relacionamento com o Pai e com o Filho. Em termos práticos, ao crermos em Jesus, recebemos o direito de sermos filhos de Deus.

Como João bem disse no início do seu evangelho, agora que somos filhos, precisamos observar atentamente a mente do Filho Unigênito do Pai em pleno funcionamento. Isto é, precisamos observar atentamente o caráter do Pai, bem como o seu coração, as suas palavras e as suas maneiras de ser e de agir.

O Evangelho de João é um texto especial para essa finalidade, a de entendermos como é a mentalidade de um filho de Deus. Agora, a gente precisa ir por partes. Vamos começar perguntando o que é mentalidade? Mentalidade é o conjunto de crenças e de hábitos que molda o nosso jeito de ver o mundo e a vida.

A mentalidade funciona como um filtro que determina a maneira como pensamos, sentimos e decidimos em cada situação. Com isso, a mentalidade é a base que direciona nossas atitudes e as consequências de nossas ações. Mentalidade, uma palavra que é muito comum no nosso mundo, é equivalente ao termo coração na Bíblia. Dito isso, agora podemos voltar à questão de sermos filhos de Deus. Obrigado.

Já recebemos o direito de nos entendermos como filhos e de chamar Deus de pai. Esse é o primeiro passo de uma jornada que nos levará até o futuro de Deus e a consumação do seu plano eterno. Todos os passos daqui em diante devem construir em nós a mentalidade de filhos de Deus.

Ou seja, ser um discípulo de Jesus é aprender em todas as situações da vida a pensar como um filho de Deus, a sentir como um filho de Deus, a julgar e agir como um filho de Deus.

A mentalidade de Filho de Deus a ser assimilada por nós moldará a maneira como nós enxergamos a realidade que habitamos, determinará o conteúdo dos nossos desejos, sonhos, planos e projetos, moldará as nossas emoções e sentimentos e guiará os nossos hábitos e comportamentos.

Isso tudo é o horizonte do discípulo de Jesus, que caminha com aquele que é o caminho à verdade e à vida. E isso significa que a mentalidade de filho de Deus não se construirá sozinha ou magicamente em nós. Essa construção exige de nós intencionalidade.

disciplina e perseverança. Para que essa mentalidade seja construída em nós, é preciso que estejamos observando atentamente tudo o que a Bíblia revela sobre Jesus, o Filho unigênito do Pai e de Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo e Pai Nosso.

Vamos encerrando mais este episódio do Deus na Vida, gratos a Deus por termos esse meio de comunicação. Lembre-se, ser filho, ser filha de Deus, é uma dádiva a ser desenvolvida. O primeiro passo foi dado por Deus, que em amor nos adotou como filhos.

Precisamos andar por este caminho agora, perseverando no estudo atento da Bíblia para percebermos e assimilarmos como Jesus revelou ao mundo a mentalidade de um filho de Deus. Até o nosso próximo encontro. Deus na Vida, com Israel Mazakorat.