Episódios de Descobri depois de adulta

#295: Como as pessoas se sentem depois de conversar com você?

11 de agosto de 202620min
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Quanto mais você foca em escutar, em perceber, em fazer perguntas interessadas, em sair do celular e de fato, ouvir o que a pessoa tem a dizer, muito mais magnética a sua presença fica.

E uma pessoa com essa presença, vai estar na frente inclusive das pessoas com capacidade técnica superiores, que entendem tecnicamente das coisas, que tem dinheiro.. mas que não sabem lidar com gente!

Assuntos4
  • Impacto da tecnologia na atenção· SociedadeHabilidade de escutar·Percepção e perguntas interessadas·Foco no presente e ausência de distrações
  • Aceitação do que não se pode controlar· SociedadeVisão de si mesmo e autoaceitação·Lidar com inseguranças e críticas·Encontrar seu 'clã' e não agradar a todos
  • Conexão Humana· SociedadeAumento da solidão e isolamento·Necessidade de ser ouvido e validado·Superficialidade nas relações atuais
  • Habilidades Socioemocionais no Trabalho· SociedadeSensibilidade de gente versus técnica·Importância de lidar com pessoas·Vendedores e a arte de ouvir
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
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Sabe quando você tá conversando com alguém, você sai da conversa e parece que você sai reenergizado? Ou então quando você tá num ambiente, aí chega aquela pessoa impossível de ignorar. É como se ela tivesse uma luz própria. Todos querem estar perto, todos querem cumprimentar, todos param para escutar. E consequentemente chovem oportunidades para ela. Sei que você sabe, e parte de você acredite que é um dom, algo que já nasceu com a pessoa.

Mas não é. Talvez ela só esteja disposta a fazer o que a maioria não está fazendo: se relacionar, entender as pessoas e principalmente escutar. Quanto mais você foca em escutar, em perceber, em fazer perguntas interessadas, em sair do celular e de fato ouvir o que a pessoa tem a dizer, muito mais magnética a sua presença vai ficar. E uma pessoa com este poder vai estar na frente inclusive de pessoas com capacidade técnica superior à dela, ou pessoas que, sei lá, têm mais dinheiro, conhecem mais pessoas.

Hoje eu tenho uma missão: fazer com que você saia desse episódio decidido a ser essa pessoa, convencido de que sim, é uma habilidade essencial para você ter uma vida com mais oportunidades. Sabe por que o número de criadores de conteúdo cresce vertiginosamente a cada milissegundo? Por que que tem tanta gente abrindo seu TikTok, seu Instagram, ou seja, um podcast para falar? Porque as pessoas precisam ser escutadas. E se você reparar, se já era difícil antes, agora cada uma no seu mundinho, cada um no seu telefone, ninguém para para escutar um ao outro.

Ninguém. Pode reparar, as pessoas elas estão imersas. Alguém começa a falar, você fica sem paciência, você quer acelerar a fala da pessoa. Você tá por aqui, eu já tenho os meus problemas, eu já tenho as minhas questões. Você prefere ficar na sua casa mexendo no celular porque você tem preguiça de interagir com as pessoas. Pessoas. E aí, obviamente, é um reflexo também conosco. As pessoas, cada uma estão nos seus mundos, e a gente sente essa falta da conexão verdadeira.

Nós estamos cada vez mais próximos das pessoas, mas menos íntimos. A gente tá próximo porque eu acompanho a vida da pessoa, eu acompanho o que ela tá falando, aonde ela tá comendo, mas eu não consigo mais aprofundar na intimidade. Então, primeiro ponto, antes da gente falar sobre como se essa pessoa que rouba atenção, que chama mais oportunidade para si. Vamos ter em mente isso: existe uma carência coletiva das pessoas terem essa necessidade de falar.

Eu sempre fui uma pessoa faladora. Nossa, tinha que fazer mapa de sala no ensino médio porque eu conversava demais, então eles tinham que me colocar num canto com a galera mais nerd para ver se eu não conversava. Mas como diz uma coordenadora na época, falou para mim, a manhaninha, É o seguinte, a Andreia é uma coisa assim, se a gente colocar ela numa sala fechada, quando a gente voltar ela tá falando com as paredes. E que que eu descobri com essa necessidade que eu tinha de falar, essa necessidade de ser vista e tudo mais?

Eu vi na criação de conteúdo, além obviamente da minha nova carreira, mas um espaço aonde eu poderia falar e ser ouvida por pessoas. E aí não bastou conteúdo curtinho, eu fui para o podcast para poder falar mais, para poder explanar mais. Só que essa não é uma necessidade da Andréia, essa é uma necessidade coletiva. As pessoas querem que você, alguém preste atenção para escutar. Graças a Deus, isso eu falo que muita gente com isso buscou a terapia, porque na terapia você não só encontrou alguém que escuta, mas alguém que te escuta interessadamente, mesmo que você tenha que pagar para isso.

Mas você encontrou alguém que vai parar tudo que ela tá fazendo, ela não vai ter celular na mão, ela não vai Você não vai precisar dela ser boazinha para te escutar, ela vai estar ali para te escutar. E aí as pessoas costumam dizer, os mais próximos também falam para mim assim: Andréia tem uma bruxaria, porque Andréia, as pessoas chegam, meu Deus, que facilidade que ela tem de ler a pessoa. A gente se engana, acha que a pessoa é boazinha, que a gente é boa, e Andréia já tá assim, ó: não sei.

Toma, o Michael sempre fala: Eu bati muita cabeça na vida porque eu sou burro, porque todas as pessoas que a Andréia falou, toma cuidado com essa pessoa, né? Porque eu acho que o homem tem essa ingenuidade, eu acho que essa falta dessa percepção fina, porque eu falo que não é nenhuma bruxaria, é simplesmente porque eu sou uma pessoa que reparo, eu observo as pessoas devido a todo o tipo de lar onde eu fui criada, que me deixou super hipervigilante.

Eu reparo nas pessoas, e se você começar a reparar nas pessoas, meu amor, elas entregam o jogo, elas entregam quem elas realmente são, não quem elas dizem que elas são. E pega isso muito de surpresa na galera, porque assim, ai meu Deus, por exemplo, um vendedor. Gente, uma vez eu dei um treinamento para uma equipe de vendedores, né, e que tava passando pelos seus desafios de vendas e tudo mais. E eu tava falando dessas habilidades socioemocionais no trabalho e tal.

E aí eu me lembro que o cara falou assim, é, mas é difícil porque tem gente que a gente tem que abrir feito ostra, que a pessoa não fala, que a gente tem que adivinhar o que a pessoa quer. Eu falei, não, você não tem que adivinhar o que a pessoa quer. Você não tá tendo a paciência suficiente que essa pessoa precisa para falar, porque ela vai entregar. O vendedor habilidoso, aquela pessoa que sabe, a pessoa safa, a pessoa que se coloca em lugares melhores, ela está reparando nos outros.

Mas mais do que isso, ela simplesmente está parando para escutar as pessoas. As pessoas entregam o jogo. Mas por que que eu estou falando isso? Porque sabendo que as pessoas entregam informações, sabendo que as pessoas estão cada vez mais carentes de serem ouvidas, de serem escutadas, de serem validadas. Eu deveria ter em mente que se eu quero ser uma pessoa com mais oportunidades, se eu quero ser uma pessoa que tenho mais sucesso nas coisas que eu faço, se eu quero ser uma pessoa com portas mais abertas, eu deveria ter essa sensibilidade de gente.

Às vezes a gente se prende tanto na técnica Às vezes nós nos prendemos tanto nessa coisa do: ai, eu tenho que saber fazer o cálculo perfeito, eu tenho que decorar o pitch de vendas, porque eu tenho que fazer o conteúdo maravilhoso, mas não tem a sensibilidade de gente. Nós estamos perdendo, porque a gente vive dentro desse mundinho fechadinho, desse tamanho dentro do ovo, nós estamos perdendo essa capacidade de ler pessoas. Está na frente, é uma pessoa muito mais magnética, é uma pessoa muito mais requisitada, aquela pessoa que entendeu o jogo que é ser sensível às pessoas.

Se você pegar a pessoa que eu falo que ela é uma boa faladora, que é uma pessoa que vai ter mais espaços de fala, e consequentemente quem tem mais espaço de fala tem mais visibilidade, mais oportunidade, Antes de mais nada, ele é um bom escutador. As pessoas hoje, elas têm dificuldades, elas estão penando e patinando nas coisas porque têm habilidade técnica, compram um monte de curso para um monte de coisa, mas não sabe lidar com pessoas, não sabe lidar com gente, não tem sensibilidade de gente.

As pessoas querem ser escutadas, as pessoas querem ser bem tratadas, sabe? No mundo de muita distração, Você nem repara a maneira como você trata as pessoas. Eu recentemente fui tomar um café com uma colega e ela respondeu o garçom de uma forma assim tão ríspida que eu falei: Fulana, né, ai, para quê tratar, né, a pessoa desse jeito? Nossa, que grossa ela foi! Meu Deus, eu nem percebi, é que eu tava respondendo aqui. Aí ele me perguntou do café, eu respondi do café.

Eu falei: Não, você foi extremamente rude com a pessoa. E eu a conheço, eu sei que ela não é uma pessoa sem educação, mas nós estamos tão fechados no nosso mundinho, tão achando, tão olhando para o nosso umbiguinho, tão fechado ali para o nosso umbiguinho, que estamos perdendo esse tato fino no tratar das pessoas. E eu falei para vocês que eu gostaria, que a minha missão era que ao fim deste vídeo você desejasse ser esta pessoa.

Não tô falando só por um sucesso profissional, eu não tô falando só pela visibilidade e oportunidades, mas eu tô falando sobre pessoas gostarem de estar perto de você. Aí, que nem eu falei esses dias, né, dessas habilidades da gente tratar mais com as pessoas. Aí eu leio um monte de comentário: ah, eu que se foda, eu quero é cada vez ficar mais sozinho porque eu gosto mesmo é da minha companhia. Essa ideia realmente do mundo é cada vez mais.

Eu digo que depois da pandemia a gente aprendeu com isolamento, gostou do isolamento. Só que o ser humano não vive isso, é contra a nossa natureza. A natureza do ser humano, ela é coletiva. É por isso que pessoas cada vez mais têm adoecido de depressão, é por isso que cada vez mais as pessoas têm se embrutecido, porque estamos perdendo. Ai, mas daí você vai tratar com a pessoa, a pessoa é rude. Mas, gente, eu não posso pela atitude da pessoa fazer com que eu não queira tratar com outras pessoas por causa de uma pessoa?

E obviamente, como seres humanos, é inerente do ser humano, a gente quer ser amado. Então quando eu falo que as pessoas magnéticas, aquela pessoa que entra no lugar, que ela chama atenção, que todo mundo olha para ela, que todo mundo é aquela presença impossível de você ignorar, não é uma pessoa que fala sobre ela, Não é a atitude dela, não são as qualidades dela, é como as pessoas em volta dela se sentem. Aquela pessoa que ela não te intimida a ponto de você se sentir muito inferior perto dela, mesmo que tecnicamente, financeiramente ela esteja acima, mas é uma pessoa que você consegue estar perto dela sem sentir esse abismo de diferença.

É aquela pessoa carismática que ela transborda no que ela tem. Ela não tem medo. Eu vejo algumas pessoas, eu tive uma troca recentemente com outro criador de conteúdo com mais de 1 milhão de seguidores e tal, e a gente tava tendo essa conversa, foi muito bom dividir ali os perrengues e os pensamentos que a gente tem. E ele falou, ah, é importante que a gente converse com mais pessoas assim, mas é muito difícil, né? Esse negócio de, ai, embaixo é concorrência, no topo todo mundo se ajuda.

O cacete! O cacete. Eu já tentei assim algumas conversas com outras podcasters, com outras criadoras de conteúdo, elas simplesmente me ignoram. Sabe o que que é você mandar uma mensagem e a pessoa simplesmente te ignorar, nem responder? Nossa, tem duas de podcasts assim, não são gigantes, mas podcasts maiores do que o meu ali, mais ou menos na mesma linha, elas nem me responderam. Já mandei mensagens, né, fui tentar conversar para mandar meu livro e tal, nem respondem.

Nem respondem. Então assim, eu vejo que tem gente que não quer, é como se, ah meu Deus, se eu for conversar com ela, não divide. O que eu sei eu só sei, eu não vou transbordar, eu não vou botar para fora. Eu, eu, eu, sabe aquela coisa de imigrante nos Estados Unidos que os meus amigos contam muito? Chega lá, daí vai pedir ajuda para brasileiro, aí brasileiro olha para ele e fala assim, Eu não, eu tive que me foder sozinha, daí eu vou explicar tudo pra pessoa, a pessoa que se lasque.

É mais ou menos nessa parada. Ô minha gente, isso além de ser totalmente assim, me desculpa, mas anticristão, e aqui eu estou falando especificamente do cristão, mas eu acho que a espiritualidade no geral é um serviço ao outro, é um coração aberto ao outro. Aí você, ai, eu quero ter essa presença magnética, eu quero ter essa postura, mas é mesquinho. Não dou o que você sabe, não dou. As pessoas que fazem consultoria comigo, tem algumas que fazem consultoria de conteúdo, cara, é, pode perguntar para elas.

Eu abro meu Instagram, abro o YouTube, abro meus dados, abro os meus números, o jeito que eu faço, como que eu gravo, tal. Eu mostro tudo o que a pessoa tiver de dificuldade, porque eu quero ser a pessoa que eu nunca encontrei para me puxar pela mão. Porque quem tá em cima acha que você, sei lá, que vai tomar o lugar da pessoa. Então, obviamente, se você também quer ser uma pessoa mais querida, uma pessoa mais requisitada, no sentido de, poxa, é tão gostoso quando alguém diz assim, nossa, Andréia, como eu gosto, como eu me sinto melhor depois que eu encontro você, como é gostoso conversar com você, eu diria que tem alguns pontinhos assim que você deveria prestar muita atenção.

Eu acho que o primeiro de tudo é não estar distraído de jeito nenhum e começar a reparar nas pessoas. Quando você— eu falei isso para o Maicon, puxo sempre a orelha dele. Toda vez que a gente for para um churrasco, eu não quero você com o celular na mão. Se a gente for no churrasco, a gente for no jantar, se a gente for interagir com pessoas, você vai deixar o seu celular dentro da calça, você não vai pegar, você vai trocar com as pessoas.

Ah, mas é monótono, mas é chato. Quando você chegar em casa, você mexe no celular, tá? As pessoas querem seu— então assim, para de se distrair. Você vai numa troca aqui com pessoas, conversar com as pessoas, deixa esse raio do celular de fora. Segundo, seja uma pessoa disposta a fazer o bem. Ah, mas a pessoa não merece. Ah, mas não é por merecimento fazer o bem. Sabe o fazer o bem sem olhar a quem? A gente precisa parar com essa mania de ser um juiz da benfeitoria.

Aí eu só faço uma benfeitoria, eu só ajudo a pessoa se ela merece. Se fosse por merecimento, a gente nem tava salvo, né? Porque pecador do jeito que a gente é, Jesus amou a gente sendo essa bosta que a gente é. Cheio de erro, tudo cagado, entende? Então, se fosse por merecimento, meu filho, nem você tava salvo. Seja uma pessoa abundante. Eu vou falar para vocês, quanto mais abundante você for de dar o que você tem— e eu não tô falando de dinheiro, eu tô falando de atenção, eu tô falando de escuta, eu tô falando de dica, eu tô falando de citar nome de pessoas, ouvir oportunidades e falar: ó, eu tenho um amigo para indicar, eu tenho um nome para indicar, eu tenho alguém para ajudar.

Quanto mais você transborda, mais as oportunidades transbordam para você. Isso não é um papo furado, é, eu falo que assim, é causalidade. Para acontecer precisa ter uma causa. E eu digo que quando a gente transborda, transborda em cima da gente. Seja uma pessoa também que escuta mais. Gente do céu, eu sei que a gente precisa falar, eu sei que a gente quer botar para fora, Mas eu sempre digo assim, nós não teremos a escuta que a gente não sabe dar para os outros.

Eu falo que tem gente penando no trabalho, tem gente vendendo pouco, tem gente sem sucesso, tem gente sendo ignorada dos lugares porque fala demais e escuta muito pouco. Caramba, gente, que dificuldade que a gente tem de: ai, mas meu Deus, eu tenho que falar logo, eu tenho que falar. Aí a pessoa começa a falar assim: ai, quando eu fui sei lá, para Bariloche, tava não sei o quê. Ah, porque quando eu— pô, deixa a pessoa terminar de contar o caso dela, caramba!

Que coisa mais inconveniente, gente! Que coisa mais chata, sabe? É, ai, André, mas eu também preciso falar. Mas você só vai ser escutado quando você também aprender a escutar. Hoje eu tenho, eu falo demais, né? Então assim, podcast é conteúdo. Então quando eu me encontro com as pessoas, toda essa galera já me escuta nas redes sociais. Elas estão me escutando, elas estão me ouvindo e tal. Eu peguei muito a mania de chegar nos lugares e ficar mais calada e fazer perguntas para as pessoas, porque a maioria dos meus amigos, a maioria esmagadora, é low profile.

Eu não tenho amigo criador de conteúdo assim, não tem. Os bem próximos, nada assim. Eu pego no pé deles e eles nada de criar conteúdo. Então é a hora deles falarem para mim, porque eles estão vendo minha vida, estão vendo o que eu tô fazendo. E automaticamente, quando eu paro pra escutar eles, eles também vão querer escutar da minha vida. Seja também a pessoa que busca entender a outra. As pessoas estão tão polarizadas nessa coisa de pega uma opinião e é muito dura na opinião, e é isso que eu— que não estão abertas ao diálogo.

Eu acho que além de não escutar, as pessoas além de não escutar, elas não estão tentando entender as pessoas. O contexto, a história da pessoa, o lugar aonde ela vive. Então todo mundo ouve para se defender, ouve para responder mais rápido. Porque assim, nós julgamos as pessoas pela ação delas e nos julgamos pela nossa intenção. Então quando eu faço cagada, eu falo assim: ah, mas não era essa minha intenção. E aí quando alguém faz cagada comigo, você só julga a ação.

Mesmo que a pessoa diga, não, eu não queria te machucar desse jeito, mas acabou machucando. Mas eu julgo ela pela ação. Então a gente precisa fazer esse reflexo do que que eu estou jogando para o mundo e que que eu estou esperando. E por último, precisamos cuidar cada vez mais da nossa autoconfiança. Tem gente com autoestima cagada que tá fazendo merda na vida dos outros, que tá infernizando a vida dos outros porque tem uma autoestima de nanocentavos.

Eu falo que o tal do inseguro, ai meu Deus do céu, gente, o tal do inseguro, ele é capaz de fazer da sua vida um verdadeiro inferno. Cuidem da autoconfiança. Que que é autoconfiança de vocês? É o corpo que vocês têm? Não, é a visão que vocês têm de vocês mesmos. E eu falo que quão rápido você definir a visão que você tem de você, menos o mundo vai te dizer quem você é. É bancar e sustentar. Então quando alguém chega para mim hoje e fala assim: ai, eu gosto do conteúdo da Andréia, ai, mas eu acho ela muito direta.

Aham, acertou, miserável! É isso aí mesmo e não vai mudar. E aí você pode ter muito— vixe, eu tenho tanto e tanto conteúdo. Ai, você pode— eu gosto— é sempre aquele elogio seguido do mas, que daí não é um elogio. Adoro o seu conteúdo, mas eu acho que você também tinha que falar para esse tipo de gente. Ai, gosto do seu conteúdo, mas eu acho que você é muito rígida, muito dura. Sou. Ah, porque a Andréia, ela tem uma cara de braba.

Tem. Nem vou tentar mudar, gente. São 41 anos carregando essa carranca. Não consegui mudar até hoje. Eu tento amenizar, mas sinto te dizer. Então eu banco, eu sei quem eu sou, e por ter a certeza de quem eu sou, eu banco Porque aí eu não quero agradar todo mundo, mas eu sei que, por exemplo, a galera que tem cara de brava vai olhar e falar assim: gosto dela, ela é da mesma pegada que eu, entendo o lado dela. E a gente forma o nosso grupinho.

E aí é que tá, eu não preciso abraçar todo mundo, eu preciso achar o meu clãzinho, eu preciso achar o meu grupinho. A minha intenção, quando eu disse nesse vídeo, é fazer você querer ser essa pessoa, não só pelo seu sucesso pessoal, Mas pra gente parar de ser tão babaca nesse mundo, pro mundo ver se— eu queria que a minha audiência, pelo menos, sabe aquela coisa de tipo assim, ah, isso aí tinha que ser ouvinte da Andréia? Porque eu gostaria que a gente fosse menos babaca.

Eu gostaria que a gente fosse pessoas que fazem diferença. A pessoa magnética que todo mundo para pra escutar, que tem oportunidade, que parece que toda porta, raio de porta se abre pra pessoa, é essa pessoa humana, essa pessoa que tem sensibilidade de gente, que escuta a pessoa, que se põe no lugar, que é autoconfiante, que sabe quem é no mundo, que se posiciona, que chama atenção se precisar chamar. O meu incentivo hoje para vocês é: escutem de novo esse episódio se for necessário, mas vamos colocar um pouco mais de gente, principalmente generosa, nesse mundo.

Você não perde por dar aquilo que você sabe que você tem em abundância na sua vida. Um beijo e até a próxima!