#290: Bem vestida e endividada
Você já tentou economizar dinheiro, mas no fim do mês o cartão continua estourado?
Neste episódio, eu compartilho a mudança que realmente transformou minha vida financeira.
Não foi uma planilha, um investimento milagroso ou ganhar mais dinheiro, foi entender por que eu comprava tanto e como mudei minha relação com o consumo.
- Mentalidade FinanceiraTerapia e autoconhecimento · Hobbies com recompensa a longo prazo · Minimalismo no guarda-roupa · Desinstalação de apps de compra
- Mentalidade de Prosperidade vs. PobrezaOrigens de escassez · Racionalização do dinheiro · Comportamento de gasto excessivo
- O Impacto das EmoçõesAutoestima e compras · Sentimento de pertencimento · Segurança financeira
- Importância de Registrar GastosAcompanhamento físico de despesas · Pequenos ralos financeiros · Gamificação de metas financeiras
- Marketing e VendasCriação de necessidades · Influenciadores Digitais · Inseguranças do consumidor
Se eu fizesse um checklist com as afirmações abaixo, quantas delas você daria check? Eu não consegui até hoje ter um dinheiro guardado. Todo mês eu me assusto com a fatura do cartão. R$900 é muito caro, mas R$10,90 super cabe no orçamento. Você tá sempre comprando várias blusinhas e sente que não tem roupa pra sair. Quando lançam algum produto, mesmo que você já tenha, não consegue se controlar e sente que não vai ter vida? Se não comprar essa versão.
E eu posso te dizer com conhecimento de causa que eu já dei check em todos esses itens acima. Mas depois de muitas tentativas frustradas, compras em excesso, mil trabalhos pra tentar cobrir a fatura do meu cartão, eu entendi que se eu não mudasse alguns padrões de comportamento, eu permaneceria uma endividada. E esse não é mais um vídeo pra você aprender a economizar, mas um vídeo pra você entender por que você compra, comportamentos que você tem e não percebe, e o que você pode fazer pra mudar tudo isso.
Olá, seja muito bem-vindo ao Descobrir Depois de Adulto, podcast que vai te conduzir pelo caminho de conhecer a si mesmo de uma forma leve e realista. Meu nome é Andréia Chociay e no meu Instagram e TikTok, @andreiachociay, tem muito conteúdo sobre isso, então aproveita e já me segue por lá. Se você reparar bem, a gente vive num mundo onde a compra, mesmo que pareça que material, acaba sanando algumas coisas emocionais na gente.
Então parece que quando eu compro é como se eu me sentisse mais bonita, então aumenta minha autoestima, É como se eu me sentisse pertencente. Ah, tá todo mundo comprando, então eu pertenço àquele grupo. Então tem essa sensação de segurança, de pertencimento. Algumas pessoas compram pra, sei lá, sentir que tem mais autoridade. Então vou usar aqui o meu blazerzinho, aquele padrãozinho pra sentir que é alguém mais importante. Na adolescência, eu me lembro que se eu não comprasse o All Star, aquele colorido, porque na minha época, eu tô falando de uma fase ali 2000 a 2003.
Que era um boom de All Star colorido, e aí todo mês tinha um All Star colorido, é como se eu não comprasse aquele All Star, eu não ia poder andar com aquela galera, ou eu ia ser um alien, sabe? Aquela pessoa estranha, que tênis é esse que a Andréia tá? Aí depois tu cresce, vai pra vida adulta e pensa, ai, gente, eu era tão adolescente de pensar um negócio desse. Mas aí, se tu reparar, você acha que se você não viajar pra praia no final do ano, o seu ano não valeu a pena.
Aí será que você não tá fazendo a mesma coisa que você fazia adolescente? Para pertencer a um grupo, mesmo que inconscientemente. E aí eu digo que se você vem do nada, se você vem de um lugar que faltou dinheiro, ou faltou dinheiro a ponto de tipo de passar fome, ou você veio de um lugar que faltou dinheiro, que tá, não foi tão drástico, não passou fome, mas passou muita vontade, tu vai crescer querendo vingar este momento. Porque a gente acaba racionalmente ligando o dinheiro a status, a poder, a pertencimento, a segurança.
Então pessoas que se sentiram inseguras em algum momento em relação ao dinheiro, se sentiram menosprezadas, se sentiram excluídas de alguma maneira, vai chegar no momento que se conseguir fazer dinheiro, vai querer vingar essa pobreza. E mostrar para mundos e fundos que a vida mudou, que a vida deu certo. E aí eu digo que tem duas pessoas nesse caso: a pessoa que veio do nada e se torna uma mega pão dura porque ela tem uma ideia de que nunca mais pode voltar naquele lugar, então para isso eu tenho que reter o máximo possível.
Eu lembro que uma vez eu me relacionei com uma pessoa que o pai guardava o dinheiro no colchão. Antes eu achava que era só uma expressão popular de guardar o dinheiro no colchão. Não, Mas ele não queria pagar a taxa do banco, que na época eu acho que era R$3 da manutenção da conta, faz muitos anos. E ele guardava no colchão, guardava no bolso dos blazers. E dentro de casa é como se eles vivessem uma pobreza extrema. Eu lembro que eles só comiam assim, só comia carne moída, arroz e carne moída, arroz e carne moída.
Nunca tinha um bife, porque ele falava que o bife era muito caro, que não valia a pena, que carne era carne. Eles tratavam a alimentação como ração. Não como um lugar de prazer, não como um lugar bom. E as roupas, eu lembro deles andarem dentro de casa com as roupas tudo furada, tudo proída, sabe? Tudo desgastada assim. E ganhava muito bem, o véio ganhava muito bem. Eu olhava para aquilo, falava, cara, as luzes eram todas com— não era da época de fluorescente, era o globinho incandescente lá.
Eles compravam dos menores watts, então deixava tudo apagado, a casa tava sempre escura. E eu pensava, cara, como que vive assim? Mas aí, em contrapartida, tem a pessoa que parece que o dinheiro na mão dá choque e ela tem que se desvencilhar e ela tem que gastar e aquele dinheiro não pode ficar com ela. E é exatamente com essa pessoa que eu quero falar, porque eu me tornei muitos anos essa pessoa. Então eu vim dessa, dessa infância, adolescência, passando muita vontade, passando muita necessidade.
E ali nos meus 30 anos, eu me formei com 21, comecei a trabalhar e ralar e trabalhar, trabalhar, trabalhar. 1, 2, 3, 4, 5 empregos, tudo que aparecia. Então quando eu cheguei nos meus 30, que eu já tava com quase 10 anos de formada, tava ganhando muito bem assim e vingando a pobreza e gastando. E onde o olho tocava, o que eu queria eu comprava, comprava desvairadamente. Pois se eu não tive um dia, agora eu vou ter. Se eu não consegui comprar, agora eu vou comprar.
Bati o olho, não quiser, mas quero ter. Então quando eu cheguei nos 30, eu tava ganhando muito bem, só que na mesma proporção gastando muito bem. Eu lembro que a minha irmã ganhava muito menos do que eu e o dinheiro dela sobrava. Eu cheguei nos 30, eu tinha um carro financiado, 100% do carro, gastando, a minha fatura tava sempre absurdamente alta. Eu lembro que eu vivia entrando no LIS, no cheque especial, aí eu usava o meu cartão, estourei meu cartão, comecei a usar o cartão da minha irmã.
Dinheiro guardado, eu tinha na minha cabeça que assim, cara, como que alguém consegue guardar dinheiro? É impossível alguém guardar dinheiro, não tem como, não sobra, tá faltando, como que alguém consegue? Isso é uma mentira, ninguém consegue guardar dinheiro. E aí, para ajudar, na época, as redes sociais, né? Eu lembro que eu segui uma pessoa que sempre dizia assim, eu não foco em gastar menos, o meu foco é fazer mais dinheiro.
E eu tomei aquilo para mim, não é verdade? Então não tem que ficar aqui preocupada se eu vou gastar ou não e tal. Eu tenho que preocupada em fazer mais dinheiro. Só que esse tipo de pensamento foi alimentando em mim um comportamento muito ruim, porque o ralo do gasto ele vai ser sempre maior do que o ralo da entrada. Sempre, sempre. Você pode ligar a torneira, fazer o dinheiro entrar, é, nunca vai O ralo é sempre infinitamente maior.
Olha para dentro do teu banheiro, o tamanho da pia ali, da boquinha que sai a água, e olha o tamanho do ralo. Ele sempre vai ser maior. Você vai arrumar possibilidade de gastar o seu dinheiro sempre, sempre. Você pode não ter todas as formas de ganhar dinheiro, mas, meu amor, para gastar— então eu fui alimentando um padrão de consumo, e aí eu tinha na minha cabeça, ah, mas eu tenho que fazer mais, tem que fazer mais dinheiro e tal.
Mas chega uma hora que o dinheiro ele é assim, você não tem mais tempo para vender para ganhar dinheiro. E eu depois eu fui me dando conta que essa pessoa que falava isso é porque tipo já falava isso já no momento onde já tinha juntado muito dinheiro, já tinha economizado bastante, feito entrar bastante, mas naquele momento ela não se preocupava mais e eu tomei aquilo como verdade da minha vida. E aí por falar em seguir, paralelamente eu sempre acabava seguindo pessoas que incentivavam o consumo.
Porque veja, qual é o princípio do marketing? O marketing, para vender algo, ele precisa criar uma necessidade. Você nem sabe que você tem aquela necessidade. Então o marketing começa a falar assim: ai, se você olhar bem, as suas ruguinhas elas estão sempre marcando, elas estão sempre aparecendo. E aí o marketing ou ele vai bater numa dor Tipo, olha, você parece mais velha se você não fizer um Botox. Ou no desejo, olha como você vai parecer mais nova, como o seu rosto vai ficar incrível.
Então o princípio do marketing é tocar em você numa dor ou um desejo para criar uma necessidade. Você nem sabia que você precisava daquilo, você tava assim, ó, vivendo tranquilamente com a sua testa, com as suas marquinhas. Mas você começa a ouvir tanto essas coisas que às vezes vem das influencers, vem das empresas que trabalha nas suas inseguranças para fazer você gastar mais. E aí, qual que é o rolê? Eu não tô dizendo que eu mesmo, eu faço publicidade, eu vendo produtos, só que o meu conteúdo não gira em torno de vender.
Então eu não fico o tempo inteiro vendendo, vendendo, vendendo, vendendo, vendendo, vendendo. Só que eu seguia nesse, nessa época, pessoas que o conteúdo era basicamente consumo. E aí, obviamente, de tanto consumi-las, eu consumia. E aí, toda vez que eu olhava a minha fatura, eu falava, ai, eu tentava seguir algumas dicas para economizar dinheiro, eu ficava desesperada. E aí eu trouxe o que dos 30 agora para os 41 anos eu apliquei na minha vida e mudou.
Eu tenho dinheiro guardado, eu tenho dinheiro investido, hoje a gente tem bens, hoje a gente tá realizando alguns sonhos, alguns desejos, e eu não tô fazendo isso para esfregar na sua cara ou te fazer se sentir mal, mas para dizer que funcionou. Não foi que alguém me ensinou, mas foram coisas que eu fui aplicando no meu dia que mudaram o meu comportamento em relação ao consumismo. E se você muda o comportamento, desculpa, mas o dinheiro sobra, vai sobrar.
Ah, mas eu ganho muito pouco. Obviamente tem gente que tá, gente, fazendo para viver, não tem mais por onde apertar, não tem o que fazer. Mas eu tô falando aqui para galerinha consumista. Dava pra sobrar um dinheirinho, mas pra galera consumista. Primeiro, eu passei a tratar na terapia o que eu tava tentando tratar no carrinho da Shopee. Eu fui descobrir em terapia, e eu levei a questão do consumismo, a questão de dinheiro, obviamente, pra muitos anos na terapia.
Eu fui entender que essa minha necessidade de comprar, de vingar a pobreza, era uma questão de baixa autoestima, que eu tava tentando provar pra mim mesma que o tempo em que eu não tive dinheiro e eu me senti menor, e eu me senti excluída, e eu me senti insegura. Eu tentei provar para mim naquele momento com dinheiro que eu era, que eu era importante, que eu era amada, que eu era vista. E nós fomos trabalhando ferramentas para melhorar minha autoestima.
Eu comecei a treinar mais na época, eu comecei a fazer outras coisas que me fizessem sentir bem comigo mesma, que não envolvesse gastar. Segundo, eu comecei a ter mais hobbies que me dessem essa sensação de recompensa, de bons sentimentos, não de maneira rápida. Porque o dinheiro, ele dá uma, ele libera uma dopamina muito rápida. Você fica feliz muito rápido, passou o cartão, vem aquela felicidade. Aí tem a espera do produto chegar, o produto abre, acabou a dopamina, acabou.
É ou não é? Chega o produto, tu abre a caixa, você fala, meu Deus, Eu ia morrer se eu não tivesse isso. Agora eu tenho, tipo, blé. Então eu comecei a ter hobbies com recompensas mais a longo prazo. Então eu comecei a fazer muito esporte. Então eu sabia que eu precisava treinar muito pra ter uma boa recompensa, pra ter algum tipo de ganho. Eu comecei a fazer hobbies mais manuais, que eu precisava pintar um quadro inteiro pra daí ele ficar pronto, eu enquadrar, adiar essas recompensas.
Fazer meu corpo entender que nem tudo é ganho de imediato. Terceiro, parei de seguir pessoas que só incentivavam consumo. Eu nem tava muito no automático, eu achava que eu seguia algumas pessoas para me inspirar, para me sentir melhor. E aí quando eu comecei a olhar meu banheiro, meu guarda-roupa, eu falei, cara, eu comprei esse monte de coisa porque essa galera falou, nem usando eu tô. E eu comprei num jeito tão automático, porque aí às vezes era uma promoção, era um cupom, era isso, eu achava que ia ser sensacional mudar minha rotina e não mudou.
Então hoje eu consumo mais conteúdo do que conteúdo de venda. Quarto, eu fiz um quadro com gastos diários. Um dia um cara muito rico, e a gente conversou muito sobre dinheiro, ele falou assim, Andréia, você fica rico nos tostões. E quando ele falou isso, eu falei assim, ai, olha que cara morruga, né, se preocupando com pouco. Eu fiz um quadro na minha casa Quando eu e o Maicon colocamos uma meta bem audaciosa, a gente olhava pro nosso cartão e falava assim, cara, mas como que esse cartão dá alto desse jeito?
Porque a gente não é de viajar sempre, a gente não é de ostentar, a gente não sai todo final de semana. E aí nós começamos a reparar o seguinte, vamos ver quanto que a gente gasta por dia. E aí pensa, a gente tem um cartão conjunto, eu passando de um lado, Maicon passando do outro, e comprinha aqui, um cafezinho fora aqui, uma saidinha ali. Quando a gente colocou o negócio físico, dia 1, 2, 3, a gente colocava do fechamento do cartão até o fechamento do cartão.
Eu lembro que as primeiras anotações, a gente tinha um grupo, gastos do dia. Aí assim, as primeiras anotações eu via assim, primeiro dia, R$300 e poucos. Caramba, mas como gastou? Aí foi ver o mercado, é um abastecimento, não sei o quê. Aí segundo dia, R$200 e poucos. E aí quando a gente foi ver, tinha esses pequenos ralos no dia. A gente começou, como tinha ali o negócio físico, a gente olhando e tinha que prestar conta um pro outro.
Nós começamos a entender que tinha alguns gargalos que a gente tinha que fechar. Ah, passei na padaria, tô desesperado. Não, vai para casa. A minha casa era uma quadra. Vai ali, faz a comida em casa. Então a gente, de ter o quadro ali, mudou muito o nosso comportamento na hora do gasto. Quinto, desinstalei apps. iFood, Amazon, Shopee, Shein, Temu, tirei tudo. Eu percebi que quando eu tava meio entediada, eu entrava neles para ver, olhava, criava necessidade.
Meu Deus, eu não tenho isso, eu tô precisando tanto disso. Não tava precisando, tá entulhado lá em casa. Sexto, eu descobri o meu estilo. Qual o estilo de roupa que eu gosto, as cores que eu realmente gosto, produtos que têm um melhor caimento em mim, e apliquei o minimalismo. Nós fizemos nos últimos anos umas 3 mudanças de casa. E aí em cada mudança, quando eu tinha que carregar aquele monte de roupa, eu falava, meu Deus, para que tanta roupa?
Roupa que ficou aqui um ano, entre uma mudança e outra eu não usei a roupa. Então nós aplicamos o minimalismo do tipo assim, ó, calça jeans eu tenho duas, blusinha eu tenho essas blusas, essa aqui é uma blusa da Insider pretinha, e eu tenho os Perfect Top da Insider, que é aquela de alcinha, só. Acho que tem uma ou duas camisetas. Ah, mas repete. Repito, gente, eu não tenho mais nenhum problema com isso, é o meu estilo. E por incrível que pareça, toda vez que eu saio alguém fala: meu Deus, como você é estilosa!
Como? Porque eu descobri meu estilo, eu descobri o que fica bom para mim. Então não tenho que ficar comprando o que fica estiloso no outro, mas o que funciona para mim. Sétimo, eu aprendi algumas habilidades: fazer sobrancelha, fazer unha. Por exemplo, eu faço unha em gel, então isso eu não consigo fazer, mas a minha unha do pé eu faço. Sobrancelha, eu mesma aprendi a tirar. Então eu aprendi algumas habilidades manuais, cozinhar, coisas que eu posso fazer na minha casa, a faxina da minha casa, para poupar, para quando eu contratar ser porque precisa, porque tá sem tempo, porque realmente precisa.
E oitavo, isso aqui pode ser um pensamento diferente, funciona, funcionou muito para mim e para o Mike, a gente é muito competitivo, mas nós gamificamos o negócio. Então nós colocamos uma meta assim, ó: por dia a gente pode gastar tantos reais. Aí todo dia a gente vai somando quanto a gente gastou nos dias e divide pela média dos dias e vê quanto tá dando o gasto. Quando a gente chega no final de semana e vê que nós batemos, tipo assim, ah, a gente só pode gastar R$50 por dia na semana.
Quando chegava no final de semana e a gente viu que gastou R$50 na semana, no final de semana a gente saía pra fazer um jantar gostoso, ou a gente ia pra algum lugar, ou a gente viajava pra algum lugar. Então nós começamos a gamificar. Ter recompensas se a gente conseguisse poupar aquele dinheiro. Não caiam no engano de falas como essa, de pessoas que já estão muito bem financeiramente, às vezes já até vivendo de renda passiva, de que o negócio é fazer mais dinheiro e continuar gastando.
Tá tudo bem, tem que fazer mais dinheiro, óbvio, quanto mais dinheiro. Só que você pode nessa entrar num burnout, perder saúde, E se você não mudar o seu padrão de consumo, tem gente que tá desgastada de tanto trabalhar porque já poderia estar— eu sempre falo que a gente tem que ter o dinheiro do não, que é aquele dinheiro guardadinho que você não precisa aceitar um cliente ruim. Às vezes o dinheiro não é nem sobre comprar, é sobre a paz que ele dá pra gente de não precisar aceitar certos trabalhos porque você tem o dinheiro pra se manter sem precisar desse trabalho arrombado.
Entendeu? Se você tem alguma dica, coloca aqui, vamos ajudar outras pessoas. Lembre-se, gente, consumismo é um vício, tem que tratar como vício. Não dá para fingir que, ah, eu vou só— não, às vezes você precisa de atitudes drásticas para lidar com algo que vai mudar completamente sua vida.