Helen é uma sobrevivente da prisão. Condenada no lugar de outra pessoa, passou seis anos sem ver o filho.
Foram três anos na Cracolândia, em São Paulo, e outros três anos encarcerada.
Quando saiu, Helen precisou reconstruir a relação com o filho, retomar o contato com uma mãe que, durante toda a sua vida, a desautorizou e desqualificou no exercício da maternidade.
Já formada em Direito, Helen voltou a estudar e hoje está prestes a defender o seu mestrado.
Ela conta aqui sobre as drogas, a violência obstétrica, o racismo estrutural na prisão e o abandono familiar que tantas mulheres encarceradas enfrentam.
Ela fala da sua revolta e da sua luta pelos direitos das mães no cárcere.
Obrigada, Helen, por compartilhar a sua história e por nos revelar as fraquezas da nossa democracia.