EP #189: Amorphis - Elegy
Neste episódio, nos reunimos para fazer uma resenha de Elegy, clássico de 1996 do Amorphis, explorando sua sonoridade e compartilhando nossas impressões sobre o álbum.
Elegy é um divisor de águas histórico: foi um dos primeiros discos a romper as barreiras do death metal ao fundi-lo com rock progressivo, psicodelia 70s e o folclore finlandês do Kanteletar. O uso revolucionário de vocais limpos dividindo espaço com o gutural virou molde para o metal melódico e abriu portas para o consolidação do Folk Metal no mundo.
Apresentado por William Faria, Bruno Glaser, Natalia Braz, Renata Costa e Thiago Zuma.
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(Grupo do WhatsApp, Instagram, etc).
William Faria
Bruno Glaser
Natalia Braz
Renata Costa
Thiago Zuma
- Apresentação do álbum Elegy do Amorphis e suas influênciasAmorphis·Elegy·death metal melódico·folk finlandês·rock progressivo·psicodelia 70s
- A produção do álbum Elegy e a percepção de sua qualidade sonoraElegy·produção musical·mixagem·som de guitarra·vocais
- Avaliação da faixa título 'Elegy' e sua construção épicaElegy·teclado·progressivo psicodélico finlandês·Kimi Rantala
- Primeiras impressões e experiências com a sonoridade do AmorphisAmorphis·death metal·progressivo setentista·folk metal
- Discussão sobre a faixa 'My Country' como um clássico da bandaMy Country·Amorphis·Kantele·melancolia finlandesa
- Análise da capa do álbum Elegy e sua relação com a sonoridadeElegy·capa do álbum·simbologia nórdica·Necrolord
Fala, povo lindo! William Faria na área e abrindo os trabalhos para mais um episódio do Rock na Mesa. Aqui comigo, Bruno Glaser.
Mitaculo! Olá, Bruno e a mina lá no Mustacueira.
Puta merda, devo dizer o quê? E aí, tudo bem? Tudo certo?
Bom, beleza, beleza. Thiago Zuma, eu não vou falar em línguas não, só vou falar normal aqui.
Aí, pessoal, tudo certo?
Renata Costa, e aí, pessoal?
Casa cheia, casa cheia, graças a Deus.
Que ânimo da Renata, né?
Pois é, cara, mas tudo bem. Natália Brás.
E aí, galera? Olá, amigos! Olá, ouvintes! Tem que começar falando aqui que eu tô em território desconhecido, tá? Então assim, espero aprender bastante com vocês aí sobre o folclore finlandês.
Tem que me acostumar agora a falar Natália Brás, é um nome diferente agora.
Pode falar Nath também, se for mais fácil. É mais fácil.
Aí eu vou ter que chamar de Bru, Reti, vamos ver.
Paulistas, vamos virar todos paulistas.
Cara, eu chamo os guris assim, só assim, né, William? Uma coisa que a gente já combinou é parem de chamar o Bruno de Ursinho Carinhoso. A gente não quer que fique chamando ele assim. Esse negócio de hashtag Ursinho Carinhoso, não, pessoal, não é para fazer crianças De graça, é de graça, Bruno, coitado.
De graça, pô, de graça. E é isso aí, meus queridos ouvintes. Estamos diante de mais um episódio em que o aniversariante da equipe escolhe o tema, ninguém contesta e grava. Esse episódio vai ao ar no dia 2/09, um dia antes do nosso querido amigo e colega de equipe Bruno Glaser completar mais um ano de vida. E aí, Bruno, mais uma volta ao globo então?
Vamos ver se a gente vai continuar amigo depois disso aqui, né, cara?
Calma, a gente chegou para tua festinha de aniversário, vai ser um episódio legal. A gente veio aqui para se divertir, cara.
Isso aí, isso aí. O importante é alguém em algum lugar do planeta começar a ouvir a Morpheus depois disso aqui.
Ah, com certeza vai. Bruno escolheu o disco Elegy dos finlandeses do Amorphis. Elegy é o terceiro disco do estúdio da banda e foi lançado em maio de 96. Foi produzido por eles mesmos. Bruno, para os ouvintes que estão tendo contato com Amorphous pela primeira vez, como você descreveria o som da banda?
Descreveria como depende, né? Eu indiquei esse disco aqui porque foi o primeiro que eu ouvi, o primeiro que me fez me apaixonar pela banda. Mas principalmente nessa primeira fase, a banda era bem amorfa mesmo, né? Tinha O nome inclusive vem desse lance de amorfo, e eles erraram depois de ver no dicionário o nome. E aí lá para 2006, quando entrou o vocalista atual, a banda começou a ser mais uma, seguindo uma assíntota em direção à sonoridade que ela tem agora, né?
Ela chegou num tipo de som ali que é mais fiel, digamos, a uma linha central. Mas o que o Amorph sempre teve foi muita melodia, né? Sempre tem bastante peso e bastante finlandesidade nas coisas, né? Tem melodias finlandesas, as temáticas são de mitologia dos finlandeses. Então assim, o jeito pouco de definir, principalmente essa fase inicial, é um death metal melódico folk finlandês. Mas acho que isso com notas de progressivo de psicodelia, mas acho que é muito superficial falar isso.
Você escolheu o tema por ser um disco que você gosta bastante, é o teu aniversário, mas você recomendaria uma pessoa que não conhece nada deles começar por esse disco ou tem outro que você recomendaria?
É que assim, eu trabalho com consultoria, né, cara? Então minha resposta de novo é depende, depende da pessoa. Conhecendo o cara, eu vou indicar ou um disco dessa fase inicial que é um pouco mais, mais para ter coisas de death, um death melódico da vida, né? Dependendo de quem for, a gente indica um disco mais para frente aí. É, não sei, assim, o grande ponto aqui, até uma coincidência, tá? Esse disco tá fazendo 30, fez 30 anos em maio.
Não é por isso que eu indiquei, o que eu comentei, né? É uma banda que eu costumo dizer que tá no meu top Vai ver se foi o primeiro disco, então tem aquele lugarzinho especial no coração, né? Mas dependendo da pessoa, acho que ele é sim um disco legal, né? Porque é um, uma das mudanças, né, das curvas que o Amorphous foi dando até chegar no que é a sonoridade deles hoje aí. Uma das curvas mais íngremes, talvez.
Bom, vamos explorar aí os demais amigos aqui presentes e vamos ver o quanto conhecem, gostam do Amorphis. Natália, já conhecia Amorphis antes da gente gravar esse tema aqui? Como é que foi para você a experiência de ouvir a banda?
Então, o meu primeiro contato com eles foi uma indicação no fórum que eu participava lá em 2009, um fórum que chamava OPEF Brasil. E aí a gente tinha tópicos lá, era muito legal. Inclusive, jovens, antes das comunidades do WhatsApp, a gente tinha fóruns e comunidades do Orkut, era bem interessante. E aí, na época, era o lançamento do Skyforger. Então eu escutei ali aquele álbum naquela época, eu gostei bastante. As duas primeiras faixas eu ouvi assim no repeat, mas não foi, não foi muito além disso, sabe?
Eu cheguei a ouvir o primeiro também, o Tales, e aí ali eu já tomei um choque. Eu falei assim, cara, não tem nada a ver, tipo, Skyforge parecia outra banda. Fala assim, meu, que que é isso? Até o logo é completamente diferente.
Para ser um gatekeeper aqui, o Tales é o segundo, viu? O primeiro é o Carelianismus.
Boa! Aí nada, que bom que a gente tem alguém que sabe bastante sobre a banda. Mas essa, essa é a minha, meu contato com com eles assim. Bom, a experiência de ouvir o disco, né, vou dar minhas impressões aqui. Eu senti como se o death metal tivesse encontrado o progressivo setentista. Então tipo, é muita psicodelia, bastante teclado assim até o talo, tá? Tem muito teclado, eu mesmo, e Eu achei interessante porque assim, a questão do folk, por exemplo, a minha referência mais forte de folk, ainda mais finlandês assim, era com o Encífero.
Então quando eu escutei, falei assim, caramba, eu acho que eu já escutei algo desse tipo assim. E aí eu fui até, fui reescutar Encífero essa semana também porque eu fiquei com saudade, era uma banda que eu ouvia muito. Também finlandesa. E aí eu descobri que o Amorphis foi uma grande referência para eles também. Então o Amorphis é de no começo dos anos 90 ali, né? O Encífero lançou o primeiro álbum deles em 2000. Então imaginei assim, cara, imagina a referência que esses caras não foram para essas bandas de folk metal mais recente, sabe?
Mas a minha impressão foi essa assim, como se eu tivesse vendo o death metal encontrando o progressivo dos anos 70. Foi uma experiência interessante.
Eu vou me dar o direito de sair atropelando todo mundo porque é meu aniversário, tá? Ainda não é o aniversário, mas vai ser o aniversário. Mas assim, se essa foi a sua sensação, Natália, a banda foi bem-sucedida, né? Porque era exatamente o que eles queriam, né? Essa mistura do— e é especificamente progressivo e psicodélico finlandês, né? Tem algumas referências muito fortes no som, algumas bandas que eles estavam meio fissurados na época.
Tanto que, cara, no Tales que você ouviu depois, a banda usava roupa hippie, né? Assim, os caras estavam querendo se afastar quase do death metal, né? Era calça laranja, camisa florida. E então assim, bem legal que foi essa, isso que você pegou, faz todo sentido com o que eles estavam procurando ali. É bem legal.
Vamos lá, dá um pouco de equilíbrio para coisa. Renata, dá tua opinião aí, a gente passa para o Thiago.
Então, gente, a primeira vez que eu ouvi essa banda, e cara, Bruninho já recomendou tanta coisa boa. Sabatagem tá aí para contar história, que foi uma banda que entrou aí para minha vida, e enfim, aprendi a amar. Próprio Opus que a gente fez foi uma grata surpresa. Com o passar do tempo aprendi a digerir. Mas quando eu caí nessa banda em específico, eu confesso que eu me senti muito perdida, sabe? É muito elemento, muita coisa.
Eu não consegui criar o mesmo laço com as outras bandas que eu ouvi. Inclusive eu coloquei lá no grupo, né, elementos que outrora eu tinha amado no Opus, que eu achei que poderia ressaltar aqui nesse disco, acabou que para mim faltou. Sabe, não sei, ficou faltando alguma coisa. Então foi a primeira vez que eu ouvi esse disco, que é a primeira vez que eu ouvi falar dessa banda. Até então nunca tinha ouvido falar, é minha conexão com ela é zero, nenhuma.
É bom assim também, né, ter um ponto de vista isentão, não no sentido de isento, é cru.
E você, Thiago? Acho que talvez entre nós aqui, tirando o Bruno, talvez seja o que também tem uma boa relação aí de longa data, né, com esses caras aí.
Eu conheço esse disco em específico, eu tenho esse e o Teus From a Thousand Lakes. Assim, eu falo bastante, já coloquei aqui, acho que quando a gente falou de Death, de Paradise Lost, eu falo que foram duas bandas que ali no meio dos anos 90 começaram a me tirar daquela cena prog power que eu tava bem mergulhando assim. Então tipo, já era fanático por Rush, Dream Theater, Angra, Helloween. Tinha passado aquela fase inicial de você gostar de Iron Maiden, Metallica, Slayer, e tava começando a procurar ouvido atento para coisas diferentes assim.
E o Death foi uma dessas bandas diferentes, o Paradise Lost foi uma dessas bandas diferentes. E foi nessa mesma época que eu lembro de ouvir a Black Winter Day no programa do Vitão Bonesso de rádio aqui em São Paulo. E eu fiquei apaixonado por Black Winter Day, que é uma música do Teus Filhos da Thousand Lakes. Achei que era música bonita, que tem essa influência de folk, que é meio doom, melancólica. Eu falei, cara, isso é muito bom.
Só que na época eu não consegui achar ninguém que tivesse, conhecesse a Morpheus, tivesse o disco para pegar. É só quando eu voltei a morar em São Paulo em 97 que eu consegui de fato ir atrás da banda. E aí eu ouvi primeiro Teus Filhos da Thousand Lakes na Die Hard, para ter uma ideia, mas era muito caro o CD, eu não tinha dinheiro para comprar. E o meu primo, quando ele renovou assinatura da Rock Brigade, ele ganhou como prêmio que veio da assinatura, veio o Elegy, que tinha acabado de sair nacional.
O Elegy com o Mike Anteleu, o EP, vinha como bônus. E aí eu já tinha, lembro que eu já gostava do Thousand Lakes. Ele falou, pô, acho que você vai gostar disso aqui, que tem uma pegada meio death e tal. Meu primo tinha gostado, meu primo não gostava de death metal e gostou do disco. E eu lembro de ouvir, gravar em fita e alucinar com ele. Depois consegui em fita também o Tales from a Thousand Lakes. Eu ouvi feito retardado esses dois discos, então gosto muito deles.
Agora, bizarramente, eu só fui comprar eles em vinil em casa depois, muito tempo depois. Eu nunca tive eles em CD. Eu fiquei ouvindo por muito tempo a fita, depois em MP3 que eu tinha gravado. Então assim, foi uma banda que para mim foi nessa época, 97, 98, muita referência. Quando eles lançam o tour nela em 99, que é o disco seguinte ao Elegy, a banda já dá uma outra pegada, que eu acho uma pegada legal, mas que também já não tem nada a ver.
Só que aos poucos eu fui me desligando dela assim. Só quando eu tomei outro sem volta para banda, que é um amigo meu falou, ó, parece que o Amorphous voltou a ser aquele Amorphous que você gostava. E eu lembro de ouvir Eclipse, achar legal, mas ao mesmo tempo, aos poucos, o Amorphous foi ficando desenvolvendo uma identidade que é uma identidade que não me atrai tanto, que eu não acho ruim, mas que eu não consigo ver a mesma empolgação com essa identidade que eu tive quando eu ouvi o Tales from the Thousand Lakes, quando eu ouvi o Elegy ali no meio dos anos 90.
E aí que eu acho muito legal, porque são discos assim que eu entendo ser difícil para quem tá pegando eles agora, que são discos que tem toda a cara, principalmente o Elegy, com a cara de segunda metade dos anos 90, aquela cara que Metal tava mudando muito, tava tipo, como metal tradicional, as formas mais tradicionais de metal tinham ficado, não tinham viabilidade comercial nenhuma. Metal começa, as bandas começam a se sentir livres para fazer qualquer tipo de mistura, qualquer tipo de coisa, e ver o que que vai dar.
Você não exatamente o que que vai fazer, nada tá vendendo, nada tá sendo grande sucesso. E aí você começa a ter bandas fazer o metal gótico e começando a fazer sucesso, tem o Elijah Basicamente a invenção do folk metal. A gente pode colocar o Elegy assim como os discos do Skyclad, foram eles que inventaram folk metal, que eu acho uma desgraça. Eu odeio esse ferro, por exemplo, que vocês adoram, mas eu amo Elegy. Então, e assim, eu acho folk metal uma das piores estilos que existem assim.
Então talvez tudo tinha que ter acabado no Elegy, no Skyclad, para mim, mas Mas eu entendo a importância que esses dois discos tiveram e que isso foi influencial, influenciou demais os Banas para fazer esse estilo depois.
É que acho que o folk, pô, vou dar umas gatekeeperizadas aqui, cara. É que o folk desses discos do Amorphis, eles não são o que a galera tem como folk na cabeça, né? O que ele tem são melodias do mundo da Finlândia, né? Do mesmo jeito, sei lá, o Angra, dá para dizer que o Angra Nesse mesmo sentido, é um disco de folk metal, né?
Porque ele pega o que eu falo como folk metal, da minha descrição, só para colocar, essas guitarrinhas que parecem um cara tocando violino no boteco, tocando violino no negócio, que sabe, que você possa imaginar tipo num bardo tocando violino, sabe? Eu consigo imaginar isso. Sabe, tipo, a transposição disso para guitarra, para teclado, eu acho que no Elijah fica muito legal porque vem do folk finlandês, tem uma melancolia que tá nas letras, uma melancolia meio satírica das letras deles.
Sim, sabe, tipo uma tradição, e que eles conseguem, eu acho que eles conseguem juntar com os elementos que eles usavam na época e ficar muito legal. Conforme isso vai ficando formulaico no folk metal, começa a ficar sem graça, fica só música de você cantar balançando caneco.
É isso, né? A diferença de ser um negócio cartunesco para um negócio que pegou a melodia que tava na cabeça deles da infância lá e virou música, né? E a gente quer que perizada de leve. Só que o Tommy Yeltsin, você falou em voltou, mas ele entrou na banda, né? O que ele, o que voltou depois foram os guturais, né?
A banda voltou a soar como eu gostava. Meu amigo falou isso quando saiu, daí que eu fui ouvir com atenção. Porque eu gosto até do Far From the Sun, do Emma Universe, mas eu tava, eu ouvia, achava legal e ficava por isso mesmo assim.
Boa! Vai lá, William, pisa na banda agora.
Capaz.
Qual é a sua referência?
Eu não tenho referência nenhuma deles, eu só conhecia de nome e eu não lembro mesmo de ter parado para ouvir um disco sequer antes da gente chegar até esse momento para gravar. E assim, eu confesso assim que eu tenho me agradado bastante fazer temas de discos que eu não conheço, bandas que eu não acompanho, né, pela aventura, pela experiência de descobrir tudo, né. Mas assim, eu confesso que eu vim para esse episódio aqui de certa forma frustrado, porque muitos anos, nós estamos indo para 4 anos de podcast muito em breve aí, daqui uns, até o final do ano aí, cara.
Eu nunca nesses 4 anos vim gravar sobre um disco que eu não gostei de absolutamente nada, nada. Eu sempre tento tirar alguma coisa positiva, sempre tento extrair alguma coisa boa, me empolgar com alguma coisa, mas Não gostei, cara, não gostei. A produção desse disco é muito ruim, ele me irrita muito assim, sabe? As vozes parecem mergulhadas num monte de instrumento, a guitarra não soa boa, parece aquelas demos de banda que saía naquelas revistas tipo Planet Metal, sabe?
Não dá. Eu vou explicar no faixa a faixa o porquê, tá? Daí, como eu sempre faço, eu dou uma olhada nos outros álbuns para ver se eu pego outra referência. Fiz isso no Satire, como funcionou aqui, não funcionou. Daí eu fui para o último, que é o Borderlands, que eu já, já saltou os olhos. Pô, esse disco aqui é legal, esse aqui é legal. Depois aquele Halo, vi pouca coisa dele também, já, já gostei mais. Pô, esse, esse Amorphous eu gosto, esse aqui daria para, já teria uma experiência um pouco melhor.
Esse aqui eu vi cara, várias vezes, e confesso que eu não consegui curtir não, não mesmo. Acho que a produção atrapalhou bastante isso. Eu via primeiro nas caixas aqui, achava que, pô, no flat aqui tá muito ruim, eu vou pegar meu fone, vou ouvir com um pouco mais de grave, né, para ver se dá aquele— não, cara, não deu, não deu mesmo.
Eu acho que a produção, uma das melhores coisas desse disco, a produção, cara.
E é um negócio estranho, né? Porque esse disco ele foi gravado em casa, ele é orgânico num nível, cara. Tem espaço para respirar, cara, tudo, tudo lugarzinho, sabe?
Tipo, você sente a empolgação deles tocando quando você ouve esse disco, sabe, cara? Ele é genuíno nesse sentido, sabe? Você ouve, você sente eles felizes gravando, eles meio sem saber para onde que eles estão levando essa sonoridade, mas extremamente empolgados, cara. Você consegue sentir o suor do estúdio ouvindo disso, sabe? Acho que isso faz uma falta em música hoje em dia. Eu pego todas as produções modernas, todas as produções modernas, cara, antes mesmo, sabe, que soa tudo, parece que é tudo preset, sabe, cara?
Não parece que tem ninguém tocando absolutamente nada, tudo pré-gravado, sabe? O cara só tem a ideia dos acordes, vai lá alguém toca uma vez só, repete vezes 20 até o final da música. Sabe? Então isso para mim é tipo, bota esse disco para ouvir, ele me enche o olho, quase choro de felicidade de ouvir um disco que soe desse jeito, cara.
Ah, cara, eu não fiquei com essa impressão não, cara. Para mim é como se eu tivesse comendo uma tapioca sem recheio nenhum. Sei lá, Renata, não sei, ela compartilhado, não sei se ela gostou tanto.
É o momento que vai explodir o podcast, é o momento que todo mundo vai cair para trás. Que eu e o William entramos em concordância plena, genuína. Isso é muito raro. Então, alguma coisa tem, porque eu concordo super com o William. Inédito, coisa inédita, cara. Eu concordo muito com o William. Eu não consegui enxergar o que é, porque talvez vocês, né, aquela coisa do fã consegue realmente enxergar mais, e é o estilo de vocês, né.
Então é um território mais conhecido, digo, para o Thiago, para o Bruno, né. Do que para mim, por exemplo. Eu não escuto tanto, eu não tenho tanta referência para dizer, ah, isso é de forma genuína e orgânica, porque eu não conheço muito mais do que isso. Mas assim, eu achei que atrapalhou muito, não conseguia ouvir, eu não conseguia, sabe? A guitarra para mim ficava abafado, baixo e bateria ficou muito abafado, com muita mistura. E aí para mim estragou um pouco a experiência.
Eu senti um pouco de falta da bateria também, assim, agora ouvindo vocês falarem. Realmente teve alguma música que eu falei assim, essa bateria que é muito legal. Pena que ela tá escondida, sabe?
O baixista dessa banda merece um prêmio nesse disco aqui. Ele acho que foi o único instrumento assim que eu ouvi que eu falei, pô, esse aqui tá bacana, tá legal, o cara tá conseguindo levar para frente. O vocal, essa alternância do gutural para o mais melódico assim, não sei, cara, é a guitarra assim tentando soar de um jeito e a voz misturada no meio e dava bolava o som assim, não, eu não consegui ver essa qualidade que vocês viram nessa produção não.
Por que que eu mencionei o Opus, tá? Porque é o que eu tenho referência para trazer para vocês, gente, é o máximo. O que que eu achei interessante foi aquela passagem do gutural para o melódico, que, cara, é feito assim de uma maneira triunfal para mim. E aqui eu não senti isso tanto que, bom, a gente vai para faixa, para faixa a faixa, aí a gente vai comentar Mas assim, a transição eu achei muito mal feita. Poderia ser feita de uma maneira mais, como posso dizer, me ajuda em achar a palavra, de uma maneira mais suave.
Eu não ajudar para falar mal. Não tô falando mal, Bruninho, adorei esse disco, bem capaz.
Não, não, não, não, cuidado, Renata, é um próximo tema.
Eu, como não tenho, não tenho esse medo, eu tô tranquilo. Mas assim, eu vou tentar ser o máximo respeitoso aqui porque eu não quero também falar mal do disco, entendeu? Só como a gente tem essa regra aqui, tema do aniversariante ninguém contesta, só vem e grava, entendeu?
Ninguém contesta.
Se nós contestando, ninguém contesta a escolha, ninguém contesta a escolha, mas Mas tem que gravar, pô. Mas eu gostaria de ter oportunidade de fazer um conteúdo com outro disco deles assim, em outro momento, né?
Vamos ter chance. Só para falar de som, cara, assim, o negócio pega na veia mesmo. Vocês falaram mal do som de guitarra. Para mim é um som que é legal. Curiosamente, as guitarras principalmente foram gravadas no Sunlight Studio, que é o estúdio lá da da cena de death metal da Suécia, né, não melódico, com Thomas Kogsberg lá. Mas foi uma gravação confusa, é porque o estúdio tava em reforma, o cara já tava sem saco. Ele gravou o disco anterior também.
Verdade, até para puxar você aí, William, o Amorphis gravou no estúdio do Timothee, as demos. Tem coisa que tem mão do Timothee, então vou falar que é culpa dele isso. Mas o Os cara gravaram as guitarras na Suécia, né, mas não conseguiram gravar tudo no período que eles tinham no estúdio. E aí tem um monte de coisa foi gravada na Finlândia. Ele foi mixado pelo Pete Coleman, que é o cara que, entre outros, mixou o Draconian Times, né, do Paradise Lost.
O cara gravou um milhão de coisas e ele teve a mãozinha aqui nesse disco também para ficar esse som lindo aí, que vocês estão errados claramente em não ouvir a beleza dele. Mas, cara, assim, é para também não defender tudo, o Pete falou que ele sofreu para caramba para mixar esse negócio, porque entre outros problemas a bateria e o baixo estavam gravados no mesmo canal, sabe? Tava uma bagunça que fizeram lá. E aí suou a camisa para chegar nesse som aí, que assim, o Thiago falou de sentir a felicidade dos caras tocando.
Não só isso, Mas eles voltaram para casa com o disco em cassete e estavam mostrando para todo mundo, faziam várias festinhas de audição porque eles ficaram mega orgulhosos com o resultado do disco, né? Que assim, eu particularmente não consigo pensar em muita coisa que soa como esse disco. Talvez o Thiago tem alguma outra referência ou você já tenha ouvido alguma outra coisa, mas para mim é muito único esse álbum aqui, é o único para caramba.
Acho que é um dos grandes méritos deles. Ele é o único, nenhuma mortis conseguiu repetir algo parecido. Não sei nem se tentou, né, também.
Eu acho que não, né, nem tentar.
Mas eu acho que as bandas de folk metal, quando foram pegar esse disco como inspiração, pelo menos eu não ouvi nenhuma que soe minimamente parecida assim. Só algumas você vê que copiaram descaradamente algumas coisas, criaram uma fórmula em cima disso daí, mas de soar igual, não. Até porque essa questão de ser folk, ser psicodélico pesado ao mesmo tempo, aquele tecladão rachando na caixa de alto assim, cara, isso é muito próprio desse disco da Morpheus.
Tinha um pouquinho no Tails, mas aqui tem bastante. E o que é mais louco, né, que é um tecladista que só tocou nesse disco, né, e ele tem muito destaque, e ele só tocou nesse disco, cara.
E ele foi importante para banda, né. A gente já, eu vou aproveitar que é o episódio de aniversário, vou ficar falando aqui também, cara. Mas o Tails, ele o teclado era meio que um, da expressão americana, de afterthought, né? A galera gravava a música e botava, vamos, acho que aqui fica legal um teclado. E aí o tecladista anterior, que era o Casper, né, ele botava uns negócio lá e beleza, ficava legal. A única coisa que é mais curiosa, voltando no disco anterior aí, antes da gente começar a falar do Elid, é que o grande Supermaster clássico do Amorphous, que é a Black Winter Day, foi esse carinha que compôs.
Compôs pelo Casper Masters. Não só isso, né, ele compôs também, né, ele compôs a primeira, compõe a introdução do disco, compõe da Cast Away, é com crédito dele, que é outra das músicas famosas do disco. E Black Winter Day é dele, né, cara. E aí ele sai da banda, já entra o tecladista agora, o Kim Hatara. E ele é autor da faixa título do É muito louco, né?
E meio que dominou a banda, cara, por ser um cara que tinha mais conhecimento de música, de teoria. Ele virou meio que um semi-mão da chuva que a galera ouvia bastante, né? Mas no final do ciclo desse disco já pulou fora, cara. Negócio muito doido, né?
Bom, vamos lá para formação então. Me ajuda aí, Bruno, a pronunciar esses nomes aqui, cara. Tu tem uma afinidade maior com os nomes da Finlândia, por favor.
Meu Duolingo tá afiado, cara.
Vamos lá então, se puder falar o nome desses caras aí, eu te agradeço.
Vou falar o nome, traduzir o que que significa o sobrenome.
Pode ser.
É querer o cara falando que, sei lá, o Renata Costa, Costa é o litoral, qualquer coisa do tipo, né? Mas assim, os nomes em finlandês tem muito que é, que tem tradução, né? Então a gente começa com Tomikoivu Sari, que é o Ilha de Coivo. Coivo é um matinho, né, um tipo de árvore que tem, que a galera da Finlândia usa na sauna, meio que se chicoteia com esse matinho aí, que ele é meio tradicional aromático, né. Ele em inglês é birch, então tem o Martin Birch aí, é o, deve ser um primo distante.
O outro que ele faz o vocal gutural mais grosseirão, cara, ele é o cara do gutural que é Mas mais cavernoso, né? E a guitarra é base do Amorphous. O Esar Holopainen é o segundo guitarrista, que é um dos caras também principais compositores. Esses dois guitarristas são os únicos caras que estão na banda desde o começo, né? Tem o baterista atual que nessa época não tava tocando, que depois ele voltou, mas esse eu não sei o que que é a tradução ele não é parente do Tuomas do Nightwish.
O Olli Pekkalainen é o baixista. Esse não sei exatamente o que que tem no sobrenome dele também, eu só vi que Lainen é de acenar, mas não sei se é verdade isso. O Thiago comentou do tecladista que entrou para esse disco, que é o Kim Rantala. Ele, o Rantala, é casa de praia. Nós temos mais um sobrenome curioso. Ele, e os caras têm apelido, né? Esqueci de falar, o Tommy Koivusari, ele chama de, esqueci, tem um apelido, né? Tem o Koipara, acho que é um negócio assim.
O Oli é o Opo, o depois do Kim tem o Pekakassari, que é o baterista que entrou. Que caçaria panela. Ele veio do Stone, cara, que é uma banda super importante da cena da Finlândia, de thrash bem técnico lá, anterior a Amorphis, anterior a Children of Bodom, essa galera toda. Mas o Pekka tocou um tempo no Amorphis e o Rupe tocou no Children of Bodom por um tempo também. Então são os caras aí que São meio que os pais da galera, né?
E o vocalista, que é o Pasi Koski, nem que Koski é corredeira, cara, o máximo que eu consigo dizer aí. Tentei até ver se tinha algum, alguma coisa com esse sufixo, mas acho que é um sufixo que eles usam só para virar um nome, né? E o Thiago falou de rock alternativo, cara, esse cara veio de uma banda que é meio de metal alternativo da Finlândia também, chamava Kyrie. Trouxe um climão meio diferente, né? Ele, a voz limpa dele é bem única, né?
Bem diferentona. Ele tem uma voz rasgada que é legal para caramba também. Então virou uma formação que acabou gravando só esse disco, mas é uma química que funcionou super bem aí, né?
Quantos desses caras estão vindo para o Brasil, Bruno?
O que que mudou desses aí? Tem 3 só. Né, os dois guitarristas e baixista. O vocal hoje, o Thiago comentou, é o Tommy Joutsen, né. O baterista que gravou os dois primeiros discos e saiu aqui, eles chamavam de Snoopy, né, é o Jan Reckberger. E o tecladista é o— nossa, esqueci—
Santeri Kallio, né. Santeri Kallio.
Santeri, é isso? É o Santeri? Que toca no Cemetery Skyline, veio há pouco tempo fazer um showzinho aí para gente no Brasil, legal para caramba também. Então metade da banda tá vindo aí.
Show! Sobre a capa, o que que vocês acharam? Antes do Bruno falar, porque com certeza ele deve saber um pouco do conceito dela, vamos perguntar para quem não sabe. Eu sei que eu não tenho essa informação, eu não tenho referência, mas Vamos ver, Nátaly, vai contigo. O que que tu achou da capa desse disco aí?
Só pela capa eu não ouviria o disco, né? Uma capa bem— não me diz nada, né? Não sei nem o que colocar a respeito dela. Não, não sei, gente, realmente eu não entendi ela. Não sei, ela deve ter um contexto, uma história. Ela parece um brasão, uma coisa do tipo. Mas a minha mais honesta opinião é essa: eu não entendi a capa. Eu acho que até o final do disco eu vou estar assim, eu ainda não Entendi tudo, tá? Vou estar com grande ponto da interrogação.
Você não tava preparada para ouvir esse disco ainda, né, Renata? Você não entendeu ainda.
Faltou maturidade, Bruninho.
Com o tempo ele vai.
Em uma bela tarde de outono estarei eu lá com a minha xícara de chá. Amorfis, agora eu entendi.
Vai cair a ficha do nada, né? Depois você vê lá uma vodka finlandesa.
Depois da vodka, tudo faz sentido para mim.
Olha, eu acho que ali eles já estavam alinhando as expectativas dos fãs, assim, da galera que tava acostumada com algo um pouco mais tenebroso, mais obscuro. A gente vai chegar com uma capa azul, azul claro, um roxo, o logo é completamente diferente. E aí, assim, esses símbolos me lembram alguma coisa nórdica. Música, com certeza. Mas eu também não faço ideia do que que eles são. Não sei se tem alguma relação com a Finlândia, com algum, alguma coisa ali da cultura do país.
Mas o que eu consigo dizer é que pelo, pela capa, você não espera a mesma sonoridade dos dois álbuns anteriores.
Assim.
E eu acho que combinou, sabe? Eu acho que essa capa combina com a sonoridade. Eu acho que se eu tivesse, sei lá, pegando o disco lá na loja pela primeira vez, chegasse em casa e colocasse, eu não ia me surpreender. Eu era, era o que eu esperaria mesmo. Mas a simbologia ali da capa eu não sei. Tô curiosa para saber se vocês conhecem.
Foi uma capa que me surpreendeu. As capas anteriores do Amor fizeram capas bem metal extremo assim, sabe? Tem o Thousand Lakes, aquela coisa meio noturna, mas as outras com os desenhos mais agressivos. Eu, quando você pega essa capa, que é uma capa meio limpa, sabe? Tipo, primeira coisa foi o Bach. Mas eu acho assim que esse azul, esse azul meio hippie assim, tem tudo a ver com o disco, sabe? Tipo, talvez A Rei falou que ela olha a capa e ela não sabe o que ela espera, né?
Eu bato o olho na capa e para mim, nossa, aquele tecladão psicodélico e tal, isso para mim bateu na hora, tudo a ver com essa capa, essa coloração que eles usaram para cá.
É o tie-dye dos anos 90.
Então para mim fez todo sentido na hora que eu ouvi o disco para entender essa coloração. Aí assim, eu vou até deixar depois, acho que essa simbologia ali que tá na dessas coisas que estão atrás do logo do Morphis ali deve ter alguma coisa a ver com o Canteletar, que é o livro das poesias tradicionais finlandesas que eles usaram para inspiração das letras desse disco. Mas aí eu acho que o Bruno pode falar melhor, né, Bruno?
Cara, de simbologia vou confessar que eu não sei, né? São dois grandes épicos finlandeses lá, né, o Canteletar e o Kalevala. Não sei como é que se pronuncia isso, mas foi o que eles usaram para ter isso, né? Às vezes você olha os capítulos do Kalevala, que é título das faixas lá, né? Para frente, para trás, tem muita coisa para frente também da discografia que eles pegaram direto, né? Mas eu não sei, cara, parece uns nós meio celtas ali, na verdade, né?
Mais do que o que vem à cabeça com negócio nórdico Ele tem aquele, aquela esqueminha meio de nós célticos. Mas eu concordo com, primeiro concordo com o Thiago, né, que para mim é muito precisa a capa com a sonoridade do disco. Eles quiseram ter um pouco dessa ruptura, mas essa ruptura é engraçado, cara, porque essa capa foi feita pelo Necrolord, né, que é um Christian, que é um carinha que é total de black metal, cara. Fez capa de Emperor, Dissection, Dark Funeral.
É sempre capa azul, né? Esse é o que tem em comum, mas nunca é um azul claro assim, né? Me pegou no contrapé quando depois de anos eu fui ver que era ele que tinha feito essa capa aqui. Eu acho bem foda, cara. Acho uma capa que é linda. Queria uma camiseta inclusive, né? Posso ganhar de aniversário aí, quem quiser mandar. Mas é Eu aí, completa só com o logo no meio assim. Pô, imagina que lindo, cara, que lindo com esse amorfis prata, né?
Que a Natália falou muito bem, eles tiraram, eles chamavam do logo Batman deles, né, que era no formatinho do morcego do Batman, para esse logo mais sóbrio que tá até hoje, né? Eu acho tudo perfeito aí, cara. Vocês vão ver que até o fim do disco eu vou defender qualquer coisa que vocês falarem em cima desse esse negócio. Pode falar aí, William, o que que você interpretou?
Nada, não consigo interpretar nada da capa. Só achei o azul que é um tom que eu gosto, achei legal, bem feito. Uma capa assim com uma arte bem datada de época, né? Ele parece aqueles gráficos que o pessoal usava bastante para fazer sites e algumas coisas coisas assim.
Me mostre um site de 1996 com isso, William. Agora eu vou defender esse negócio, cara. Datado, você tá forçando aí.
Datado.
A única coisa datada que eu consigo ver, ela tá tudo em letra minúscula, que era uma coisa bem de anos 90, você colocar o logo todo em letra minúscula.
Mas tirando isso daí, cara, eu te falar, datado.
Vamos lá para o faixa a faixa então, que é mais interessante.
Pulou fora, tá vendo?
Não, não tem agora banca, pô. Não tem o que falar da capa não, não achei, não achei nada, nada atrativo não. Mas eu achei ela, não sei, eu olho para ela, me lembra uma coisa assim meio datada, cara, uma coisa assim de muito de época, muito rudimentar talvez.
Que disco você ouviu mesmo, cara?
Eu posso falar uma coisa totalmente aleatória Enfim, sei, aleatório, eu sei, mas alguma coisa me remeteu àquela capa do Mazestar, sabe? Sei, talvez o formato ali das coisas. Enfim, é como eu disse, aleatório que eu tô dizendo aqui, não tem nada a ver, mas remeteu. Claro que sim, da banda que a gente fez.
Eu não fiz esse link com esse aqui.
Ah tá, eu fiz, eu fui automático. Assim, não sei.
Acho que é o lance meio de nuvenzinha, cara.
Talvez, não sei, talvez lembre mesmo assim, a nuvenzinha.
Sei lá, mas eu não consegui fazer esse link também não, não sei. É porque é bem roxa aquela capa, não é? Eu vou confessar que eu não lembro exatamente como é que é a capa não, mas o que me remeteria talvez seja a história de nuvem.
Foi exato, foi a textura, o molde não foi nem a cor, porque obviamente as cores são diferentes.
Vamos lá então para o faixa a faixa, que é onde a gente vai conseguir explicar melhor aqui as nossas impressões, né? Começando aí com primeira faixa, Better Unborn. Renata, compartilha aí. Suas impressões para gente aí, por favor. Porque eu é para poder criar algum equilíbrio. Depois tu passa aí. Vamos fazer aqui uma jogada.
Caramba, cara, assim, vamos lá. É uma abertura que não me chama atenção para querer saber mais do disco, sabe? Ela não, não me fisga de primeiro. É meio chato. Faltou algumas coisas talvez que me fizessem prestar mais atenção nela, mas ela é boa, não é ruim. Não achei ela ruim de forma alguma, assim como tudo no disco não é algo ruim, mas é difícil de digerir. Aqui para mim tem um baixo que vai fazer ali aquela função estrutural, né, e que para mim ele vai ajudar a engrossar esse caldo que eu adoro, né?
Baixo e bateria para mim sempre são os instrumentos que me sobressaem aos ouvidos. A bateria, ela tem uma precisão bem firme, bem interessante, ela consegue entregar a velocidade. Mas aí entra aquele ponto que eu comentei, e o William também, é para mim ela tá muito abafada, ela deveria soar um pouco mais alta, sabe? Uma coisa mais sei, acompanhar ali junto com aquele gutural. Foi o que eu senti falta. O vocal, essa transição, né, do melódico para o gutural, eu também acho que precisava ser uma forma mais que eu conseguisse entender que tá sendo trocado, sabe?
Foi uma coisa muito, nossa, trocou, nem vi. E aí entra aquele ponto que eu tô falando para vocês que eu iria comentar aqui Quando eu botei esse disco para rodar, eu fiquei, puta merda, eu não vou gostar desse disco, eu não gosto de gutural. O lado melódico dele para mim é muito lindo, o vocal é muito bom, vocal é muito gostoso de ouvir, sabe? Ele entrega, eu consigo sentir quando entra para essa parte mais melódica, mas aí vai porque eu não sou do gutural.
Né? Eu não sou do death metal. Enfim, essa foi a minha impressão. Nath, qual foi a tua impressão?
Eu achei um início bem cru, sabe? Tanto que para mim ele não dá pistas do que vai ser o disco dali para frente, assim. Eu percebi teclado e a guitarra bem marcantes. Nisso realmente vai ditar um pouco do que a gente vai ter mais para frente. Só que eu não me marcou nada, acho que não não tem até nada de folk nela assim. É uma, é um lance bem, bem básico, bem pé na porta. E aí uma coisa que eu fiquei intrigada, que eu até ia perguntar para vocês que conhecem mais, eu achei uma letra bem derrotista assim.
O título dela já diz muita coisa, né? Aí eu pensei assim, cara, o que que, o que que quer dizer? Eu até fui ver se tinha relação com a literatura lá dos livros e tal. Mas eu fiquei intrigada porque a letra fala assim: se eu tivesse morrido com 3 noites de vida, de vida, né, 3 noites de vida. Eu falei assim, caramba, por que especificamente isso, né? Esse foi uma das coisas que ficaram assim na minha cabeça. Mas além do teclado e da guitarra, que eu achei algo bem marcante assim, não, não tem nada que, que eu consiga falar mais sobre ela. O vocal ali eu acho que não me pegou tanto também. E aí, William?
Então aqui já começa pelo som da guitarra. Vou repetir algumas coisas que eu já falei, eu acabei adiantando alguma coisa. Som de guitarra achei muito sem graça, magro. O baixo tá legal. Os vocais não me convenceram, nem o gutural nem o mais limpo. Eles ficam muito soterrados ali pelo, pelo, por tudo que tá acontecendo. A mixagem não favorece eles. A letra também bem simples, nada demais. Essa questão aí de, ah, se tivesse morrido o bebê teria sido poupado de todo sofrimento que veio depois, tal, é uma visão pessimista da vida, né?
Então tipo, sei lá, cara, eu não é o tipo tipo de coisa assim que me chama atenção com letra não, tá? Para ser bem honesto com vocês, a minha experiência com o disco foi muito prejudicada pela mixagem desse disco, pela produção. Eu tenho, eu acho que vai ter uma música que eu vou encontrar uma coisa boa, que eu vou elogiar, mas eu vou bater insistentemente na tecla da produção do disco.
Thiago, então eu acho que ele já começa para mim dando melodia tônica do que do seu disco, diferentemente do que a Natália colocou ali. Acho que ela já começa trazendo essas, esses arabescos meio incita assim na hora de trazer a melodiazinha. E já é uma melodia meio folk para mim, apesar de ser mais árabe do que folk nessa hora, mas que já dá uma sensação de coisa de resgate quando eu ouço, sabe? Uma música que está trazendo resgate.
E já entra com tecladão psicodélico, guitarra. Na hora que a guitarra vai fazer as melodias, guitarra já tá pisando no a-wá ali em efeito. Então acho que já começa tecladão pesado na cara. Tem provavelmente que ela já começa meio que indicando para onde que esse disco vai levar, apesar de alguns outros momentos. Eu não sinto, para discordar da rede, discordar do William, não sinto que o vocal tá soterrado. Acho que o vocal gutural do Tommy, do Tommy mesmo, né, Eu acho que ele tá um pouco baixo no disco, sim, mas eu acho que não é para ser tão alto.
Ele começa com esse vocal meio gutural, talvez para não ser um choque 100% tão grande para quem tava acompanhando, acostumado com o disco anterior, que o vocal gutural era a base principal dele. Tinha pouquíssimos momentos de vocal mais limpo, que era um outro cara que cantava. E aí, discordando da Raze, só para discordar de todo mundo, chutar tudo para cima assim, eu acho que a transição na hora que entra o vocal do Paz e Linda é lindo assim.
Vou colocar o limpo do Paz, é lindo a hora que é assim. Eu acho legal porque é o meu jeito que muda a música, que ela dá aquela guinada na hora, né? Tipo, para mim não vem um aviso, vem tipo, ela vem te arrastando junto na hora que tem essa transição. Então acho isso legal para caramba. Quanto à letra, eu vou dizer que obviamente é uma letra para mim, tipo, é uma, fala, tipo, as letras desse disco são poesias, entre aspas, poesias finlandesas tradicionais.
Provavelmente isso é a música que os bêbados cantavam historicamente na Finlândia. Aí você tem que talvez entender o humor finlandês, que é todo peculiar. Quem já conheceu algum finlandês na vida que vai falar como os caras são tudo meio esquisito, né? Então para mim acho que tem isso, né? Acho que ele fala dos Three Night Old é porque ele brinca bastante com Two Words from the Priest, Three Words from the Cantor, One Clank from the Bell.
Acho que tem muito essa brincadeira com os números, talvez seja alguma coisa da tradição de ficar cantando em boteco, né? Era melhor ter morrido, sabe? Tipo coisa do tipo. Mas enfim, não acho que é uma letra lá muito profunda, mas é uma, pô, é uma, tipo, são versinhos tradicionais assim da cultura finlandesa. Como o Bruno ele é mais versado nisso, ele vai poder complementar melhor. Diz aí, Bruno.
Mas é isso, cara. Essa galera, elas têm um sarcasmo mórbido, né? Uma, um lance sombrio, mas com aquele sorrisinho, sabe? Então, porra, 3 dias tá bom. Me dá um cantinho de terra lá, cara, toca o sino, o padre fala duas palavras e deu, né? Falando sobre a dor da existência, mas com esse sarcasmo doido dessa galera, né? É, eu não preciso nem falar que eu tô no time do Thiago aqui, né? Assim, para mim essa faixa ela já mostra bem de onde o Amorph estava vindo para onde ele tava indo nesse disco, né?
Esse lance das melodias meio orientais, meio arábicas assim, é uma coisa que é bem do Kingston Wall, que é uma banda que tinha explodido na Finlândia, né, exatamente nessa época, que era uma das principais referências. Eles quiseram até que o o baterista do disco fosse o baterista do Kingston Wall, né, por ser os deuses, né. Sei lá, como se o Aquária quisesse que o Ricardo Confessori tocasse no disco, né. Assim, é uma banda que queria ser o Angra querendo ter o baterista do Angra ali.
Esse lance da voz gutural, aí eu preciso discordar também, porque assim, tem um segmentozinho da música melódico entre o gutural do Tommy, que é aquele cavernoso, que realmente ele fica enterrado, mas é a característica por ser muito grave, né? Quando o som tá muito grave, ele vai se embaralhar com o som da guitarra que tá tocando riff pesado, com baixo, com bumbo, né?
Tá te cortando aí. E é uma característica do death metal finlandês, né? Você pegar Demiurge, Taliesin, isso, aquele grave cavernoso soterrado daquele grave, daquele agudão, daquele guturalzão assim.
Exato, exato. E aí vem o Paz cantando uma melodia muito foda, né, cara, que sempre me pega na veia. Ele falando, pô, se eu morresse com 3 dias de vida, cara, isso é perfeito, cara. Um monte de Hammond também, eu amo o som de Hammond, né. E já mostra que aqui o teclado tem um protagonismo diferente do do Theos, que era mais um cara secundário no som. É a melancolia nórdica, cara, que acho que é um patrimônio imaterial da humanidade.
É um que me atrai para as bandas da Noruega, da Suécia, da Finlândia, essa melancolia esquisita que tem, cara, que sempre me pega muito, né? E sem perder ainda o lado doom death deles, que que, cara, que ainda tá aparecendo forte, né, juntando com prog psicodélico, que dá essa coisa foda aqui, cara. Eu assim, é uma baita de uma abertura para mim, com cítara, com tudo, né. Estavam fazendo essas misturebas aí da maneira juvenil deles. Eu acho baita abertura do disco.
Nossa, amigo, você levantou essa fórmula, né, cara. Isso aí, tinha fórmula. Eles estavam criando conforme eles iam fazendo. Então acho isso que é louco assim. Vai lá, Rê.
Não, não, eu só ia falar que o Bruninho levantou um ponto muito importante, que foi a Citroën, né? Porque eu ainda tô com o Revolver muito fresquinho na cabeça. Então eu senti, eu senti algumas nuances assim que não me assustou tanto nesse aspecto.
E lembrando, cara, que a Finlândia assim Primeiro disco é o Karelian Isthmus, né, que o Istmo da Carelia na verdade é território que a Rússia roubou da Finlândia, né. Era um território de guerra na época da independência da Finlândia da Rússia, foi território finlandês, aí na Segunda Guerra a Rússia pegou de volta. Então ali tem esse espaço da Rússia, baixando um pouquinho você já tem umas sonoridades dos Bálcãs, né. São as coisas que tem esse sonzinho meio meio arábico, né, tem muito tempo quebrado.
E tem uma galera do Amorphous que é descendente da turma da Carélia, né. Então meio que tem mais folk talvez do que seja óbvio, né. Por isso que eu falei no começo, Thiago, que para mim assim é um folk que não é caricato, porque ele não fica escancarado só de ser coisa saltitante, de bater caneco de cerveja, né. Ele tá ali Mas nem sempre tá tão, tão na frente quanto nessas bandas, sei lá, quanto num Fintroll da vida, né? Não que Fintroll seja ruim, tá? Mas eu adoro Fintroll, mas é mais na cara.
E a hora que tava com o negócio na cara, é ruim.
Vamos lá para segunda faixa, Against Widows.
Ó, vamos lá, falando sobre viúvas, né, sendo contra viúva na verdade. Aqui a figura da viúva tá meio como uma bruxa, né, como uma mulher que você não quer ter um relacionamento, que só o diabo se relaciona com ela, né. Então acho que tem um lance meio de culpa cristã, né. A Finlândia é um país que é majoritariamente luterano, né, que é uma religião católica evangélica, sei lá, cristã evangélica, né. Tem, puxaram um pouquinho para essa linha aqui, mas acho que aqui é quase caricato, né, cara.
Começa com Um gancho bem saltitante. Aqui é em 4, não é em 6, que nem geralmente é. Acho que essas coisas são meio puladinhas, meio valsinhas, né? Death Melodic geralmente é em 6. Mas, cara, assim, já vem a voz grosseirona do Tommy depois dessa introdução saltitante maluca, né, cara? E tá aqui, intercala super bem com o Pazzi para mim, né? Aqui tem tanto gutural quanto o rasgadão do Pazzi, que eu acho foda. Quando ele fala The Devil Weds a Widow, porra, aí a música chega no ápice para mim, né?
Quando ele fala que a viúva casou com o diabo, cara, e ainda tem um lance meio sinfônicozão antes disso, que acho muito foda, né? Outra coisa, o Thiago falou do uauá, né? Esse disco tem muito uauá, cara, só que é um uauá que ele alterna, não é sempre no solo que nem o Kirk Hammett, né? Às vezes a guitarra base tá usando o awá. E o solo é um solo que tá limpo, né? Mas aqui o solo tem um awá meio, umas melodias mais para um lado do psicodélico folk, cara.
Acho, eu acho muito foda. De novo, né, é uma faixa que vem do baixista, né? Curioso, né? Um pouquinho diferente do que a gente espera. Primeira faixa do Eça, que é o guitarrista, né? Mas é uma baita composição. Acho que é uma segunda faixa legal, dá uma aceleradinha em relação à primeira música. Aí vamos lá, para não ter um choque muito grande, eu vou torcer aqui para Natália não ter achado essa faixa uma quebra muito grande aí.
Poxa, o que que eles têm contra as viúvas, né, cara? Mulher já tá sofrendo já, cara. Eu acho que aqui ele definiu que ia vir pela frente assim, eu achei bem parecido compartilha com as próximas ali. O começo é bem dançante. Se eu tô com a minha amiga no show ali, eu vou pegar no braço dela, a gente vai começar a girar assim, porque é bem, bem no clima de você girar com a sua amiga ali no chão. É tipo isso, deve ser, né, a quadrilha deles, pô.
E aí essa tem uma rapidez que me agrada bastante. Então eu até, eu tinha comentado sobre a bateria, né, Eu gostei bastante da bateria nessa música, mas eu achei ela meio escondida. E aí lá no meio da música a gente vem com aquele som psicodélico e tal. E realmente, se dá para resumir, é a guitarra nesse disco é o uauá, uauá da guitarra. Foi o que eu anotei, tipo, uauá da guitarra. Mas eu gosto dela assim, não gostei mais que a primeira. E aí, e aí, Rê, que O que que você achou? Você é contra viúvas?
Jamais.
Sobrou para viúva, né? Imagina, já tá sofrendo ou comemorando a morte do falecido, enfim, a gente não sabe. Mas aqui eu entendo melhor o que que o disco ele se propõe a fazer, né? Ele tem, ele consegue aqui que para mim, na minha, na minha audição, né, consolidar uma identidade melhor. É uma faixa interessante. O que que eu senti? Eu acho que a Nath comentou muito bem. A bateria para mim tá um pouco apagadinha, sabe? Tá um pouco econômica.
Não sei como é que tava a verba deles para colocar uma bateria mais potente, ou daqui um pouco é a música que pede para ser assim. Mas eu, como eu gosto desse instrumento, para mim sempre é o que eu vou sempre salientar e o que eu vou observar melhor. Mas assim, as guitarras, elas estão muito bem construídas, eu gostei bastante, tem bastante melodia. Isso eu achei muito bom. Acho que foi o William que colocou lá no grupo, né? O pessoal, ele trabalha muito bem, eles não são músicos ruins, eles, o que eles fazem, eles fazem muito bem feito.
E aqui a guitarra para mim foi um ponto bem alto, bem gostoso assim, entendeu? Ouvi, deu entender, e diferente do que eu costumo ouvir. Então foi bem legal, né? Os vocais limpos ali para mim, ele consegue acrescentar essa dimensão mais ampla, né? Eu, quando vai para o vocal limpo, para mim é o que me pega mais nessa música. E eu gostei bastante. Ela vai, pô, para mim ela é superior à primeira, totalmente assim. Não que é a melhor faixa, eu amei, eu gostei, não.
É apenas melhor do que a primeira que eu ouvi. E tu, William, o que que tu achou? Vamos deixar o Thiago defender essa.
Então aqui o baixo que eu falei que eu gostei bastante é o instrumento que para mim se sai melhor na música. Ele tem uma presença marcante assim como tem na primeira, e eu me apeguei a isso aí. Tá, o vocal ainda me soa estranho. Aquele gutural da música, sabe o que que me lembrou? Vocês vão estranhar, vocês vão me chamar de louco, mas é como se fosse um King Diamond gutural, a forma como esse cara canta. Não sei, ficou uma coisa meio caricata assim, tá.
Tem os elementos folk aqui que se fazem bastante presentes, mas a Nath falou da questão da dela ser dançante, que eu também percebi isso, entendeu? Mas eu só consegui prestar atenção nisso mesmo porque não adianta, cara, o som da guitarra e o som do vocal não facilitaram para mim muito aqui não. Thiago, arremata.
Essa é a música que é folk metal clássica, né? Dá para a gente colocar assim. Isso vai virar template de 200 mil desgraças com aparecer depois assim. Mas aqui tá legal porque tem a pegada típica do que o Marcio tava fazendo, que é de trazer a influência death metal ali. Eu entendo quando vocês falam que a bateria tá soterrada, que eu não acho que ela tá soterrada. Acho que a bateria não tá com aquele punch de bateria que eu acho que estragaria o disco se tivesse.
Se tivesse aquele bombão batendo, eu acho que ele ia tirar elementos de— ele ia tirar, ele ia tirar atenção de várias nuances que esse disco traz de teclado, de guitarra, Tipo, o Eza, música que o Eza parece que sola o disco no wah-wah, solando a música inteira, sabe? Fazendo um lead melódico que ele vai conduzindo a música inteira por ali, parecido com o que o cara do Blind Guardian faz, só que muito melhor do que ele, assim, nem se compara.
E assim, aí o que eu acho legal dessa música ali, que eu falo da bateria, que eu acho legal que ela vai pegando, ela vai ganhando velocidade. Por isso que eu falo que você sente a empolgação da banda. Você começa a ver que de repente ela fica um pouquinho, um tantinho mais rápido, um tantinho mais rápido, e você vê que é É na empolgação que a coisa vai ganhando velocidade. Depois chega uma hora que ela tá numa velocidade que eles mal conseguem tocar todas as notas da melodia do folk lá que eles fazem.
Então acho que isso é legal, porque esse tipo de coisa que eu acho que o disco vai ganhando e que ele vai te conquistando. Porque se fosse uma produção perfeita, que a gente só não ia ficar naquela velocidadezinha repetindo, e de repente uma pouquinha mais, que você vê que começa aí soltando o freio de mão mesmo na levada, do que os cara tão empolgado como se fosse ao vivo que eles estão gravando. Então eu entendo, acho que isso ficou legal para caramba, disso que isso dá um grau de empolgação genuína para o que tá acontecendo.
Esse vocal do Wise, tá, acho refrão maravilhoso. Ele vai ter uma parte mais agressiva do meio que é ele que canta mesmo, e que às vezes me lembra um pouquinho até o Matthew Barlow antes dele virar o Matthew Barlow que todo mundo gosta, do primeiro disco dele na ACD. Band of Friends, quando ele cantava um pouco mais agressivo assim, menos melódico. Mas me lembra um pouco, ele ali tem outros momentos nesse disco que ele tem uns Hatfieldismos assim, sabe, um jeito de uma entonação meio à la James Hatfield.
Mas não nessa música, acho que na primeira tem umas horas que ele fala assim, que ele dá uma puxada meio assim de grave. Mas nessa música acho que ele tá sensacional. E sim, eu acho um musicaço daquelas empolgantes assim ao ao vivo, de sair junto na hora que começa.
Quase morri quando eu vi ao vivo essa música, cara. De não de pular, mas de ficar arrepiado. Quase virei do avesso.
Quantas vezes você já viu essa banda, Bruno?
Duas só, cara. Só vi duas vezes. Eu vi um show deles e eu vi o show deles no Summer Breeze, né? Tô ansiosasso para ver agora em outubro.
Terceira faixa de Orphan.
Boa. Eu acho que aqui eles justificaram a contratação do vocalista novo, assim, porque é uma baladinha bem, bem triste, né? Se a gente for olhar por tudo que ela fala e tal, ela passa uma atmosfera diferente da anterior. Acho que aqui não tenho vontade de ficar feliz, muito pelo contrário. Mas eu gosto bastante do teclado nessa música. Para mim, acho que ele é a estrela da música, assim, principalmente no começo. Mas não consegui anotar muito mais, muito mais além do que isso, assim. Fala aí, Thiago, o que que você acha dessa música?
Essa música retoma um pouquinho o clima mais introspectivo que é do teu som do Thousand Lakes, assim. Um pouco, tem uma mais melancólica um pouco com esse início mais acústico dela. Teclado destaca nessa música, quase destaque no disco inteiro, né? Acho que é tecladista, tá muito, muito feliz no disco Santari.
Aqui é o Kimi Rantala, né?
É o Kimi Rantala, que ainda Santari entra depois dessa. E assim, acho que vai ter os cliquezinhos perdidos da música, acho que é sempre Aqui é engraçado, nessa coisa de folk, aqui o tecladinho faz uma melodia que lembra um pouco violino na música. Mas o que eu gosto dela assim é que ela vai, ela tem essa clima melancólica, ela vai ganhando tensão conforme ela vai ganhando. E ao mesmo tempo que depois que ela vai ganhando tensão, ela vai ganhando velocidade também.
E aí vai ter aquela parte final com o tema melódico dela todo harmonizado assim, tecladão com essa, tecladão harmonizão em cima, eu acho Sensacional! Outra música que eu acho que funciona bem para caramba. Agora passar para o William para ele falar mal. Vai lá, William!
Calma, calma, essa faixa já viaja bastante, né? O som da guitarra aqui tá um pouco melhor que das duas últimas. Eu também gostei do tecladão ao fundo para dar aquele clima, deu uma encorpada no som com certeza. Som do baixo tá muito bom. Garante alguns bons momentos para música. O que eu peguei birra foi do vocal aqui, não tem jeito, cara, ofuscado, distante, mas eu não achei legal, mas só isso. E o tema central do Abandono aqui eu gostei, viu?
Eu não comentei as outras faixas, eu fiz anotações das faixas aqui, mas que o Bruno já tá explicando tão bem, um disco tão que ele gosta tanto, não é justo tirar isso dele. Acho que eu não vou completar mais que ele já tem.
Não, cavuca, cara, vai, vai na fé aí, sabe?
Então passa essa coisa assim de do abandono. Então tem a comparação da tristeza dele com frio da natureza ali, com ambiente que ele tá convivendo, tipo os pássaros, o vento lá, tal. E então é uma maneira de representar a solidão de alguém que ficou sem um lugar de pertencimento. Entendeu? Então acho que das letras do disco, acho que foi uma das que eu mais gostei, cara.
É isso, essa imagem que passa do órfão, né, que é assim, é uma imagem de solidão, que ele tá só bebendo a água congelada lá pensando no inverno. E até o passarinho, né, até a pomba, a rolinha, sei lá, dove, né, esse pássaro tá comendo os grãozinhos do centeio, sei lá o que que é o que ele tá comendo, né. Tem uma tristeza gigantesca nesse negócio, né. Assim, a faixa, como um bom disco de farofa, terceira faixa é uma balada, né, cara.
Tem essa estruturinha aí, deu uma pau e bala. Eu gosto muito do que o Thiago falou, né? Assim, a faixa meio que até os 2 minutos ela tem a voz e ela tem esse tema principal, né, de violãozinho com flanger, né? Tem um som esquisitinho, um solinho de sintetizador, e o verso com compás super sentimental, né, que não tem letra, não tem vocal gutural, né? Não tem nada. E ela vai ficando intensa, né? E aí, sei lá, dá para você extrapolar que essa intensidade aí é esse órfão que tá desamparado, tá indo embora, né?
O carinha tá no inverno, cara. Inverno na Finlândia não é brincadeira, né? É aquela história da formiguinha e da cigarra lá, são de verdade. Se você não se prepara no inverno, você morre, né? Você tem que fazer o teu pão. E aí, especificamente falando de centeio, né? A galera pega os grãos e faz as coisas que vão durar pelo inverno inteiro, porque não vai ter outra coisa, cara. Você não vai comer se você não se preparar, né? E o órfão que tá sozinho ali desamparado, cara, ele vai entrando em desespero até que, se ninguém abrigar ele, né, se ninguém adotar esse órfão aí, ele vai perecer.
Acho muito foda, cara. Essa música é o tipo de power ballad que eu curto demais, né? E Bupazi brilhando mesmo, cara. Sou time contra o William aqui, que ele tá sensacional. Mas faltou a Rê. Vamos ver se eu consegui convencer a Rê a repensar o que ela acha dessa faixa aí.
Então, sobre essa faixa, tem como eu conseguir enxergar as qualidades dela sem amar ela, né? E aí, para mim, é um grande ponto dela. A bateria para mim ela não tá tão sobrecarregada, ela não é aquela bateria assim barulhenta por barulho, sabe? Não é aquela máquina feroz de ataque, mas ela tem bastante dinâmica que para essa faixa funciona muito bem. O trabalho de guitarra também para mim tá muito bem feito, tá muito bem construído.
Eu falando assim eu pareço uma sommelier de música, né? Nossa, mas é que são os pontos coisas que eu trouxe assim, que me trouxeram assim um lado positivo da música, né? Foi o que eu tentei encontrar assim, ah, não vou ser tão pessimista. E os vocais assim, cara, para mim é que ele vai criar esse contraste que é muito bonito, né? Então é uma faixa muito legal, muito boa de se ouvir. Não é uma faixa maravilhosa que, meu Deus do céu, vai mudar minha vida, mas é uma faixa ok.
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É outra música que volta a soltar o freio de mão, né? Assim, na The Orphan eles tinham reduzido um pouco a velocidade. Aqui a gente volta para trazer parte mais folk metal um pouco dali, colocando musicalmente de velocidade, já tem um lickzinho mais rápido levando assim. Mas é isso, né? Tipo, é outra música que vai na levada mais empolgada assim da música. E outra que eu acho legal, que a guitarra vai ficando cada vez mais rápida, a música vai ficando cada vez mais rápida, mais empolgante assim, ela vai levando.
Então para mim, das músicas mais legais assim do disco também. Mas aí eu vou passar para mais curioso para ver o que que vocês acham. Passar agora para Natália, você que falou bem dessa música, que você ouviu ela repetidas vezes no grupo, né, Natália?
Nossa, essa música é minha preferida, assim, eu acho que escrevi umas duas, umas três vezes minha preferida, minha preferida, minha preferida. Essa melodia que ele, cara, perfeita, perfeita. Para mim ela poderia ser isso, a musiquinha inteira assim. E no começo ela não me pega, tipo assim, no começo não me empolgou. E aí quando ela começa essa melodia chiclete assim que você vai, que gruda, realmente ela gruda na cabeça e você passa o dia inteiro ouvindo ela.
Então tirando as quebras ali que tem no meio, né, ali do depois da última quebra ali pela metade dela até o final que ela consegue nessa melodia e nessa rapidez, que é o que eu, é o que eu curto muito nessa música, ela fica perfeita na minha visão assim. E aí eu quero saber o que que você achou aí, William. Pareceram Maiden?
Não, pior que não, não, não. Olha, aqui para mim é mais uma faixa que tá prejudicada pela produção. O vocal gutural dela tá assim, ó, um exemplo do vocal engolido pela mixagem. O som tá muito baixo, o vocal. A guitarra e o baixo estão bem mais altos. E então, para mim, isso já estragou um pouco ali. Não curti muito não, tá? Eu não sei, não, não acabei não gostando muito por causa disso. E Eu acho que, pô, segunda metade dos anos 90 já tinha alguns recursos para dar uma melhorada na mixagem aí, né? Alguém, por favor, remixe.
Não, não, não, não, não, não, não, não, não, nem começa com essa, pelo amor de Deus, não começa com ele.
A gente é, não deu não. Passo aí para Renata aí compartilhar a opinião dela.
Cara, é uma faixa que soa muito como power metal para mim. Então assim, definitivamente não, eu passo ela. Eu ouvi ela assim com muita dor, muito sofrendo, meu ouvido sangrando assim, e não gostei. Exatamente isso que tu falou, faço com as palavras das minhas.
Porra, cara, é só ter que ouvir que a voz vai ter que ser remixada e depois comparar acompanhamento, me dói um pouco o coração aqui.
Vou indicar o produtor que fez lá do Bruce Dickinson, lá o Morboss Picasso, né, cara?
Mas a Natália falou muito bem, cara. Essa música, ela tem um gancho inacreditável, né? Essa melodiazinha do— isso aí é ouro, cara. Eles acertaram na veia aí, né? Uma melodia que você ouve assim, ela passa fica semanas na minha cabeça depois que eu escuto. Então eu tô ouvindo esse disco aqui a semana já ansioso para gravar esse episódio. Até 2029 vai estar na minha cabeça esse negócio, cara. É legal demais, né? E foi uma das primeiras coisas que me pegou nesse disco também quando eu tava começando a ouvir lá atrás, né?
Quando eu, nos longínquos tempos de 1997, quando eu comprei o disco, né, esse e o EP, Foi uma das primeiras coisas que me pegou aqui. Ela tem um lance na letra que eu acho que é meio patriótico, meio finlandês até, né? A gente não falou muito da letra, mas tem essa pegada da dureza, que é a vida dos antigos, digamos aí, né? Um pouquinho a ver com o órfão também. Então a gente cavou as ruas com as nossas as mãos, né? E os rios desviados e não sei o quê, né, cara?
É tudo legal demais aqui, né? E esse gutural do Tommy que o William reclamou aqui, que tá afundado, cara, para mim é decisão estética mesmo, né? Ninguém quer que esse gutural grosseiro fique tão na frente, né? E isso só deixa o refrão, que é com a voz limpa do Paz, mais legal ainda. Né, cara, que a gente com os nossos dedos cavou os pântanos, né? E aí mais um trivia, né? Suomi, que é como a Finlândia chama Finlândia, é pântano, né?
Então você tá na terra de milhões e milhões de lagos, uma região pantanosa, e você tá ali passando os seus dedos no chão para fazer as estradas e para desviar pegar os rios e fazer os pântanos. Cara, isso aqui é muito foda, essa faixa aqui é espetacular de novo, né? Não é para pegar no pé não, mas eu vejo zero power metal aqui, cara.
Também não vejo, só porque ela é rapidinha, né? Mas aquela melodiazinha de violino, né, cara, que eu consegui imaginar no violino tocando violino para galera ficar batendo, tá batendo as canecas, né, cara?
Dei uma travada aqui, mas acho que dá para ouvir, né?
E eu acho legal da letra essa questão que você falou, que eles usam muito, que é uma característica muito finlandesa, de você ficar opondo o sol, a luz do sol com a lua, né, cara? Como se fossem coisas opostas, porque eles, você tem, você não tem no mesmo dia quase nunca, você tem os 6 meses de um ou 6 meses de outro, né?
É isso. Inclusive a capa do Halo que você gostou, William, né, que é metade do sol, dia, metade noite. Né? Eles têm muito, é muito claro assim, o finlandês ele vive orientado às estações, né? Então quando tá no verão, a galera chega no escritório às 5 horas da manhã para poder sair às 3 da tarde, passar 12 horas no sol, né? Porque é recurso limitado, escasso, diferente da gente aqui que é meio equilibrado o ano inteiro, né? Faz muito mais parte da cultura. Legal.
Vamos lá para a quinta faixa, My Country. Instrumental promete, viu? Para quem nunca tinha ouvido a música, a música é legal, essa música é legal. Acho que talvez seja a melhor do disco, na minha opinião. Mas aí eu encontro os mesmos problemas, tá? O vocal soterrado. As guitarras e batera desproporcionalmente acima do volume do vocal. Teclado é meio estranho, faz tipo de som que tenta transportar você por atmosferas diferentes e tal, mas no meu caso não, não deu liga não, entendeu?
E essa aqui é mais uma que o baixo salva a lavoura. Acho que aqui o cara foi bem feliz aqui. E pelo que eu andei lendo, parece que a letra dessa música seria mais importante para entender o disco como todo, né? Porque se o kanteleu, esse instrumento tradicional finlandês, ele aparece como símbolo da própria música, né? Mas a ideia, a ideia de que ele teria sido criado a partir da dor, da tristeza, dos sofrimentos humanos. Ou seja, a música nasce do sofrimento, entendeu?
E isso talvez explique o próprio elegy, que tem temas ali de perda, solidão, dor, transforma tudo isso em música. Então é quase como uma explicação daquilo que a própria banda tá fazendo no álbum inteiro, se é o que eu entendi bem.
Eu nunca tinha pensado nessa conotação de representar o disco, mas é isso, né, cara? Ele fala das tarraxas que são de dias ruins, e o corpo é de sofrimento, as cordas são de tormenta, né? É um instrumento assim, talvez seja até um de novo um lance meio patriótico, né, cara, que, pô, a gente teve que sofrer para fazer esse instrumento que é o nosso representante nacional aí. Aí o cântaro, ele é meio que uma harpa de colo, né? Eu não sei explicar exatamente como é que é.
Tem um monte de vídeo legal no YouTube de gente tocando um monte de coisa no cântaro. O final da música tem som de cântaro, né? Então você quer ouvir lá, tem uma apresentação. Mas, cara, esse aqui é essa sim, né? Mais do que a Onreach and Pour, que é a faixa anterior, me pegou de cara, né? Aí, para voltar no tempo, só porque é meu aniversário também, eu comprei tanto o LED quanto o My Country numa viagem, cara. Tive oportunidade de viajar lá em 1997 né, e comprar esses dois discos.
E cara, na hora essa faixa foi a primeira que me pegou. E aí principalmente na versão acústica, que ela tá nos streams aí como parte do disco, né, mas ela no CD já era a última faixa do disco e tinha esse EP que só tem a versão acústica. Cara, essa é legal demais, né? Eu sempre amei esse negócio, né? Ele tem essa esse sofrimentozinho finlandês, aquela melancolia finlandesa, né? Tem, tem tudo que eu curto na música, né? Tanto a versão acústica quanto a versão, a versão elétrica, vamos falar aí, a versão distorcida, né?
Acho que é um dos grandes clássicos do Amorphis. Provavelmente quem curte Amorphis tem essa música aí no sangue, mas é Principalmente a versão acústica, é uma que eu indicaria para botar um pezinho na água para quem não é muito do death metal conhecer o que que é o Amorphous. Sei, acho que o Thiago é um cara que tem bastante experiência ao vivo do Amorphous, consegue comentar do que que essa faixa aí representa também.
Virou grande clássico da banda, assim, um dos grandes clássicos da banda, mas talvez o grande clássico da banda, aquela que Dificilmente. Eu não me lembro de ter visto show deles que eles não tenham tocado, tirando shows específicos que eu vi. Que eu vi, eu acho que eu vi enquanto show do Amorfis, eu vi alguns, uns 5 ou 6, mas 2 foram específicos. Um que eles tocaram Tales from the Thousand Lakes inteiro, outro que eles tocaram Eclipse inteiro.
Nos outros sempre eles tocaram My Country. E assim, eu acho que é duas versões do disco, uma acústica que você vê todo o potencial melódico que a ainda tem explorando ali com o vocal do Paz. E a versão, essa versão que aparece na metade do disco, né, que é, ele saiu em vinil na época e essa terminava o lado A no vinil de época dele. Mas o vinil que vende hoje em dia, que é o da Relapse, que já tem os bônus, ela já tá com uma primeira do lado B, acho.
Primeiro lado B, sim. Mas acho que é legal dela assim nessa versão Nessa versão dela mais pesada, que ela começa tensa pra caramba, sabe? A guitarra estourando assim, o teclado distorcendo, parece que tá lá no vermelho, sabe? Tipo, você ouve quebrando o som do teclado na caixa assim, raspando. E pra uma música que é bem melódica e bonita. Então acho legal esse trabalho de contrastes que eles usam na versão original, que é quando vai entrar o vocal honrado pra colocar ali Então eu acho que combina bem para caramba, funciona bem a alternância ali, e o refrão lindo para caramba do Paz cantando.
Então acho assim, não à toa ficou um dos grandes clássicos do disco assim. E na versão acústica dela, ela tem, ela ganha todo um final mais bonito e épico que ganha com solo de sanfona, sabe? Enquanto na versão Na versão mais grávida ela tem um verso a mais e ela é mais, ela termina mais tensa. Então acho das grandes músicas do disco. Então vamos ver se você gostou dessa daí ou essa não, assim, nem a versão, nem a versão acústica, nem a versão pesada.
A grande chave para mim tá nessa atmosfera que ela consegue criar, e isso é graças a essa guitarra. Né, que aí ela constrói essa atmosfera, ela envolve a gente nessa música. Eu gostei dessa faixa aqui, é uma faixa que eu posso dizer genuinamente eu gostei, eu achei boa, né. E a bateria novamente, ela tá mais econômica, mas aí como a guitarra ela já entrega muita coisa, eu já acabo não me importando tanto com esse detalhe. E é uma boa faixa.
Para tudo que eu já ouvi até agora, tudo, né, poucas faixas, mas enfim, chegar até aqui, ok, uma faixa que me surpreendeu positivamente. E você, Nath, te surpreendeu também ou nem tanto?
Não me surpreendeu muito porque ainda continuo achando a anterior mais legal. Eu acho que quando ela começa, eu já imagino assim, vamos sentar aqui em volta dessa fogueira, vou contar uma história para vocês. E aí aqui a gente tem que pisar bem, bem devagarinho, porque realmente ela é o clássico da banda. Tava até olhando aqui os números, acho que ela é a mais ouvida desse álbum. E a acústica então disparado. Eu acho que ela é, a acústica seria a porta de entrada, realmente é bem, bem fácil assim de escutar.
E eu acho que ela resume bem o álbum. Tem todo o teclado lá psicodélico, e eu acho que tem um refrão marcante. No show deve ficar bem bonito. E aí, falando de show, eu tava vendo uma performance ao vivo dessa música no Wacken de 2015, que é com vocalista mais recente, né? E eu gostei bastante, achei que ficou bem, bem legal ao vivo. E isso me fez pensar como que os fãs das antigas receberam o vocalista novo, sabe, cantando ali o clássico da banda.
Para mim ficou muito legal, mas eu conheci o Amorphis já com esse novo vocalista, eu não tenho essa ligação toda com a banda. Mas pensando numa música que seria o clássico deles ali, do cara novo cantando, como, como que deve ter sido o impacto. Mas é uma música muito bonita, é uma faixa bem, bem bonita.
Vai ter um encontro rock na na mesma no show de outubro aqui, só para falar.
Nunca vi, eu só vi o Márcio com o Tommy cantando, nunca vi o Márcio com o Paz.
Acho que eles não vieram para o Brasil, né?
Nem consegui ver lá fora assim, só vi com o Tommy. A primeira vez que eu vi eles, inclusive, eu acho que foi a primeira vez que eles vieram, que eles estavam abrindo para alguém, né? Acho que teve Isso, no Via Funchal 2009, acho que a primeira vez que eu vi. Nunca tinha conseguido pegar lá fora. Depois eu consegui pegar alguns shows lá fora, mas foi só esse.
Vamos lá para a sexta faixa, Cares. Vai, Renata!
Essa missão de começar as músicas me assusta um pouco, porque, cara, eu tô pisando em ovos aqui com Bruninho, cara. Eu não quero me ferrar semana que vem, mas é uma faixa que, cara, novamente assim, para mim o ponto, tá, alto do disco vai ser o trabalho da guitarra. Então é o que eu vou sempre salientar. Porque é o que eu realmente acho muito bonito. Então, para mim, a guitarra aqui ela continua sendo o ponto-chave, sendo a, né, esse elemento central, né.
E, cara, aqui a bateria ela não tá aquele peso constante, sabe. Ela tipo, ela consegue transmitir a força, a potência dela, que eu gosto bastante disso. Mas ela não tá aquela coisa constante. E aí novamente, né, vou salientar sobre a importância do baixo para mim. Só que aqui o baixo ele consegue ficar interligado ali com os vocais. Então para mim ele consegue assim servir de quase um auxiliar, né, para essa ponte desse lado extremo do vocal para o lado mais melódico.
Então é uma faixa interessante, mas assim, eu sinto que eu tô muito no escuro ouvindo ela. Não, não, eu não consigo admirar ela, não consigo, nossa, realmente essa é uma faixa muito boa, vou querer ouvir mais. É uma faixa que eu consigo pontuar esse lado dela, esses lados, esse lado positivo dela, mas não me, não me cativa. William, hoje eu vou passar para ti porque acho que a gente compartilha da mesma opinião.
Tá jogando as bombas para mim assim? Não, tem que deixar o pessoal falar um pouco para ver se convence, entendeu?
Eu falo mal entre mil aspas, não falei mal, tá, Bruninho? Eu falei bem, veja bem, falei bem, entendeu? Aí segue junto.
Nessa faixa aqui, nessa música, eu oficialmente desisto de falar dos instrumentos, como é que eles soam, tá ruim, tá tudo ruim, não vai soar bem, não soa bem até aqui, até a faixa última, faixa do álbum não vai soar, não tá bom, soa como uma demo tape aqui, não tem como, cara, é ruim, tipo de som não faz a minha cabeça mesmo. Daí eu já tô entrando no mérito do ritmo, da maneira que a música evolui mesmo, sabe? Eu acho que o teclado é amplório demais, os vocais não ajudam, não curti a música.
Bom, é Cry, sem mais. Bruno, não dá, cara, não quero falar de som ruim aqui. Essa faixa esquisitona, né, cara? Ela é, tem uns lance meio Mortal Kombat ali, meio música eletrônica dance russa, umas coisas diferentes assim. No começo eu achava engraçado só, né, achava um negócio meio exótico, mas ela foi me conquistando, né. Tem um tipo de riff que se você levar no extremo até um quase precursor de nu metal ali, é de fazer um semitonzinho.
Ela tem uma sessão com 1 minuto e meio lá que parece meio que um dancezinho, mas aí 2 minutos e meio vem um dance loucura aqui, cara. Primeira vez que eu vi, não entendi nada que tava acontecendo, né? Maluquice do cacete, mas é bom demais isso aqui, cara. Solo cheio de uau, é tudo, tudo fora do lugar, mas é tudo legal demais, né? Assim, você falar só de som de guitarra aqui, eu questiono a idoneidade do William. Sacanagem.
Rapaz, é, quanto tempo tu teve para chegar nessa explicação? Tu mesmo tá falando que não conseguiu bater de primeira. Tu acha que eu, no pouco tempo que eu tive comigo, cara, mas eu acho muito legal isso aqui, cara.
E assim, a letra dela é estranhaça, assim, ela tem umas coisas que assim me parece, sem querer soar esnobe, como um cara que foi escrito, escrevendo as coisas sem ser um nativo da língua, né? Tem umas construções meio esquisitonas lá, mas sim, depois de um tempo eu comecei a curtir demais essa faixa. É engraçado que se a gente vai gravar um disco, eu escuto bastante, né? Fico ouvindo toda hora, mesmo que seja um disco que eu escuto há 30 anos já.
E aí esse final de semana tava ouvindo no carro com a Ju, e a Ju começou a fazer como se fosse um aerobox com quando entra essa seção eletrônicas aça, cara. Acho que deve ter sido alguma coisa que caberia na academia dela quando tá fazendo as aulas malucas lá de jump, sei lá o quê. Mas é, eu acho foda, cara. Eu vou até pedir para o Thiago me ajudar a defender aqui para apagar o que o William quis dizer.
Cara, desproporcionalmente vocês estão na vantagem porque você e o Thiago estão conseguindo dar o valor que vocês querem por disco. E a Natália não tá muito diferente de vocês não. Aí vocês estão em 3 contra 2, a gente tá na minoria aqui.
Mas quando a Rei falou que ela ficou totalmente no escuro com essa música, eu lembro quando eu vi pela primeira vez também, que eu falei, caralho, o que que eles estão fazendo? É pessimismo mesmo, é isso. Que diabo de canto que eles estão indo? Mas o que eu acho legal é como contrasta essas partes assim, né? Fica e de repente entra. Eu acho, eu gosto de como eles foram transformando isso daí, mas a primeira vez estourou minha cabeça também.
Eu acho o solo dela legal para caralho, porque na hora que entra no solo, no solo ele vai nos wah-wah ali, mano, que é meio Hendrix total assim, cara, quando o Hendrix pegava nas levadas mais gruvadas dele assim. Então, e aí assim, você vê que a banda tava Não tinha limite do que estavam fazendo, estavam levando para tudo quanto era lado essa música deles. E aqui concordo, foi talvez das últimas músicas que eu tenho me convencido a gostar desse disco, mas porque eu gostava de todas num nível tão grande que eu não pulava ela, eu ficava ouvindo e eu fui acostumando, você vai pegando e você começa a entender conforme eles vão encaixando as coisinhas na música, essas transições para te pegar no susto mesmo na hora que ela vai A gente fica ficando até uma horazinha, primeiro quase dance, depois a parte que ela vira dance total mesmo.
Mas eu acho assim, eu acho legal para caramba essa música. Agora tô curioso para ver o que a Natália achou dela.
O começo dela é muito bom, empolga bastante, o riff bem legal, teclado muito, muito bacana. Aí entra o folk ali no meio, aí me perde um pouquinho no folk. Aí depois a música cresce e o teclado se estaca de novo. Aí é legal. Aí depois vem a baladinha. Aí o Bruno tava falando do Paradise, que eles saíram na turnê. Tá aí, provavelmente foi influência dos caras do Paradise Lost no dance ali, né, alguma coisa do gótico, enfim. E aí eu não curto essa baladinha, me perde nessa parte também.
Mas aí quando ela vai para o final, onde fica só a guitarra e o teclado, aí eu gosto, porque aquele teclado aí é o tipo de teclado que eu curto assim. Para mim ela termina perfeita e mostra como a banda não tava nem aí, tipo, eles não estavam nem aí, eles estavam querendo arriscar mesmo. E máximo respeito por isso, é uma loucura assim essa música, são várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, mas Se eu puder destacar alguma coisa, é o teclado ali no final.
Para mim, o final do teclado é perfeito. Aí eu dou play, avanço até o final e escuto. Aí depois eu volto ali e vou do final para frente.
O mais doido é que o teclado não tá entre os compositores principais, né? São os dois guitarristas e o baixista. Mas o teclado é destaque total mesmo aqui, né, cara?
O coração, aquele teclado, o leadzinho de teclado aqui embaixo do vocal, o Rado.
Cara, é genial, é muito foda. O Kimi Ranta lá, ele saiu da banda meio que sem dizer por quê, né? Ele ficava reclamando que os cara fumavam demais no ambiente de ensaio, enchia a cara demais, mas reclamações meio loucas, né? Mas ele começou a virar DJ e tocar com estrela pop, sabe? Negócio meio esquisitões assim. Ele fala que do nada viram ele na televisão Né, como se, sei lá, o Fábio Laguna aparecesse tocando com Anitta, né? Uma maluquice.
Sem falar que eu liguei do Angra, né? O cara olha a TV, que que é isso, cara? Que que tá acontecendo, né?
O cara chegava, fazia o trabalho dele e ia embora. Chego, faço meu trabalho e vou embora.
Mas ele foi mega protagonista nesse disco, é uma maluquice total, cara. Banda com a trajetória muito doida, né?
Vamos lá para a sétima faixa, Song of the Troubled One. O teclado, cara, é uma sonoridade aqui que não me convenceu também. As influências de folk presentes tentam dar uma personalidade fora da curva para música, mas a maneira como ela soa não ajudou a isso, a se conectar comigo.
Entendeu?
As linhas de baixo da música são muito boas. E é isso, esses são os meus comentários aqui, cara. Natália, contigo.
Eita, eu, o que eu anotei aqui foi do começo dela, que eu acho que é uma melodia bem dançante. Gente, assim, o teclado me remete muito a alguma coisa setentista, sabe? E dou destaque para o baixo. Baixo foi algo que me marcou bastante nela. O uauá da guitarra, que acho que pode até ser a hashtag desse episódio, uauá, porque tem bastante e é bem legal. É interessante porque é a única faixa assim os vocais limpos, né? Então aqui a gente só tem o guturalzão lá.
Acho que vai bem, acho que vai bem, acho que funciona. E o meu destaque é o final, assim, na hora que a guitarra dá aquela acelerada, assim, para mim fica perfeito. É engraçado como a maioria das músicas para mim desse álbum ficam perfeitas do meio para o final, assim. É muito— eu percebi esse padrão nas minhas anotações. E aí, o que que você achou? Baixa, sei que você curte.
Então, para mim, é o único lado bom, é o baixo dela, né? Aqui, para mim, cara, eu me perdi no disco total, assim, como tô dentro de um labirinto. E para mim, essa música não fez sentido nenhum na minha cabeça. Eu vou colocar assim, ó, não vou dizer que eu não gostei dela para não apanhar, eu vou tomar hate, pega com pau, mas eu vou dizer que eu não entendi ela. Assim eu fico melhor na fita. Que realmente assim, foi uma faixa que não, que não desceu, sabe?
Para mim foi uma faixa que eu não consegui entender ela tanto que assim, é o que eu coloquei aqui na minha anotação: eu não entendi. Eu não, assim, eu não consegui levantar que nem as outras faixas. Ah não, tem esse lado, deve estar não sei o quê. Gente, assim, não, não funcionou para mim. Foi a que eu mais ouvi, foi a que eu mais insisti para entender e Assim, achar uma, achar um sentido para ela, sabe? Para mim não fez muito sentido.
Espero que o Thiago encontre o sentido dela e consiga dar uma explicação muito melhor que essa minha explicação bagaceira que eu dei aqui.
Eu acho legal dela que ela trabalha em contraste de novo, assim, que ela tem, é como a Natália já pontuado, ela não tem vocal limpo e talvez ela seja a que tem os teclados mais progressivo dos anos 70 assim que ela tem. Então, e quando entra os locais errados, tipo, tem uns teclados que são bem épicos no fundo assim. Eu acho que ela vai te levar nessas, nessa, nesse tipo de contraste que ela vai conduzindo. Eu acho isso vai ficando mais legal assim.
E ela vai ter a hora, vai ter uma hora que o baixo vai ficar sozinho para se destacar de fato nela, porque a linha de baixo ela inteira legal. E eu concordo com outro ponto que a Natália colocou, que elas vão ficando mais, as músicas vão ficando mais legais conforme elas vão chegando mais para o final, que elas vão ficando mais rápidas. Eles vão começando, eles começam a acelerar cada vez mais a música. E é disso que eu falo quando eu adoro a produção desse disco, porque se tivesse um produtor mais chato, talvez ele não deixasse a banda fazer isso, tá?
Vou meter esse metrô no baterista, falando, vocês estão perdendo o controle da música. Eu acho que a música vai ficando vai ganhando empolgação, porque a música vai ficando legal, vai ficando mais rápida, ela vai ganhando, e a banda vai ficando mais rápida com isso. Então acho isso legal para caramba, é uma das coisas que eu mais gosto. Agora da letra eu vou passar para o Bruno. Vai, Bruno, explica aí, você que já leu todas as poesias finlandesas que existem aí.
Não faço ideia, cara, precisava entender como é que é em finlandês para falar isso. Não sei que porra é essa não, mas é assim, é alguma coisa falando de ciclo de vida, cara. Aí tem um lance de, de, eu não sei se tem a ver com aquele Goldilocks, né, com a caixinhos dourados que rouba o mingau do urso, porque tem o troubled one que rouba e tem o outro que só pega. Eu não entendi nada, cara, que eu confesso que viajei na letra, não faço ideia do que que é isso aí.
Tem que ver a tradução também, né, que trouxe isso do finlandês para o inglês, como é que, quando se perdeu, né?
Às vezes se perde mesmo, é poema, né? Não é nem um, não é literatura, né? E poema às vezes é pior de traduzir. Mas assim, é, cara, eu concordo basicamente com o Thiago e com a Natália, né? Essa música aqui, o teclado que carrega, né? O que eu acho legal é que são muitas camadas de melodias, cara, e são muitas melodias interessantes, né? Que vão passeando. Eu curto esse lance meio saltitantezinho que ela tem também, de novo, né, de folk.
Mas que de novo não é aquele folk safado caricato, né, que é para mim não tem essa pegada. Eu assim, é outra faixa legal. Para ser bem honesto, acho que ela é a que eu acho menos interessante do disco, mas mesmo assim é uma baita toda uma faixa, cara. É esse lance de alternar intensidade, esse ponto que o Thiago tá comentando bastante. Acho bem legal, cara, nunca tinha me tocado, mas é da banda ter uma liberdade com a intensidade, né?
Acho que quando o tempo não tá cravado no clique, cara, e tá todo mundo se seguindo, a música ganha muita força. Não é só aumentar a velocidade, é intensidade mesmo. Eu acho muito foda aqui. Mas é, apesar de ser a que talvez menos me atraia no disco, ainda é uma outra faixa que é maravilhosa aqui.
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Eu, mais uma faixa que começa ali bem característica, né, tem um começo bem, bem cativante assim. E aí novamente vou ter que me repetir aqui, mas eu gosto dela do meio para o final, quando você tem aquele riff ali e a melodia do teclado. Eu gosto muito dessas dessas melodias mais grudentas assim, que dessas realmente que ficam ali na cabeça e você vai, que é o que marca para mim nas músicas desse álbum. E o que eu vou destacar aqui é o teclado novamente.
Meu Deus, esse cara, eu preciso ir atrás desse cara para ver o que que ele fez. Dos 2 minutos ali para frente, o teclado é perfeito. Adoro esse destaque do teclado. E aí o solo de guitarra até o final também fica muito, muito legal. Eu gostei dessa faixa assim, não tenho coisas muito negativas assim para falar dela. E aí, Bruno?
Não, vamos focar no positivo, pô. Você, cara, essa é outra que me pegou fácil na época que eu comecei a ouvir o disco. Ela tem esse lance do violãozão em 6, cara, bem death melódico, né, que tipo de cadenciazinha de um In Flames da vida, né. Mas aí assim, ela cai para uma parte que tem vocal gutural que é em 5 quebrado, né. É uma coisa, é uma característica que o Amorphous, principalmente do Eclipse em diante, sempre traz, cara, que é ter uns compassos que são ímpares, mas que não são daquele que faz você cambalear e tropeçar quando tá ouvindo, porque ele fica coeso com o som, né?
Não é um negócio que fica progressivo porque sim, né? Eu acho, porra, muito foda isso aqui, cara. E o final que é pesadão, né? Isso ali é ouro também, cara. É muito foda. Eu curto demais essa faixa aqui.
Aqui.
Eu, uma das que foi das primeiras favoritas. Aí você falou do teclado também, Natália, que o tecladista foi um dos compositores da faixa. Então explica muito porque que ele tem esse destaque todo, né? Do solo de guitarra, é tudo, tudo encaixadaço aqui para mim, cara. É uma faixa que tem esse folk não, não Óbvio, mas que é lindo demais.
Eu falei, Thiago, né, cara? Isso aí, esse cara é meio valsinha nessa linha folk dele assim. Eu não tenho pouquíssimo acrescentar o que vocês colocaram já, mas assim, que eu acho legal era isso. Você tem o tecladinho, faz às vezes, sempre que eu falo aqui no Folk Metal tem sempre algum instrumento fazendo, às vezes violino. Quem tá fazendo dessa vez é o tecladinho numa levada quase valsinha assim. E essa tecladeira anos 70, na hora que ela faz a transição com esses tempos de bateria todo maluco, cara, isso daí é focar o rato em cima, sabe?
Tipo, eu acho legal para caramba. Agora vou repassar, vai, William, fala mal agora da música.
Nona faixa, Elodie. Vou pular o William nessa aqui.
Ai, ai, quando eu disse que o baixista tem que ser bem remunerado nessa essa banda foi por causa dessa faixa aqui, cara. Para mim é o destaque da música, é o baixo. Renata, o que que tu acha?
A Renata, né, cri cri cri, meia hora para cantar. Eu tava só apertando o botão aqui. Então, gente, acho que a Nath pontuou muito bem no teclado. Foi um instrumento que eu achei muito bem posicionado dentro da música. Eu acho que ele não serve só, né, de pano de fundo. Ele ajuda a construir essa atmosfera mais melódica. Isso eu achei super positivo para faixa. O que eu acho ruim é que eu não consigo diferenciá-la muito das demais, tirando esse ponto do teclado, que para mim ele fica um pouco melhor, né.
O resto para mim lá em cima fica muito perdido, muito abafado e muito salada fruta. Aqui não, aqui eu consigo ouvir ele melhor, enfim, apreciar melhor, acho que como o Bruninho gostaria que eu ouvisse.
É isso aí, que bom é Cryo de fruta.
Dona Faixa Elegy. Olha aí, faixa título aí, faixa título, já sabe. Eu vou dizer para vocês que o teclado no início me dá esperança. Vamos lá, né, cara? Faixa título, né? Olha a responsa. De todas até agora, a melhor música. Pô, é faixa título, tu espera que seja essa aqui o cartão de visita do disco, né? Para mim é a melhor até agora. Não livra a banda dos deméritos que eu encontrei, mas a música é interessante sim. Os riffs e solos são legais.
Se essa guitarra aqui soasse mais pesada, com timbre melhor, essa música ganharia demais, cara. Daí vem os guturais novamente. Para essa última audição eu ouvi de fone de ouvido e os vocais ficaram alternando de lado, ficou meio estranho, uma hora de um fone, uma hora em outro. Apesar da duração dela não é cansativa, tem passagens bem interessantes, prendem atenção. Disparada, melhor faixa do título lá com outro single. Olha aí, Bruno, pode, pode falar na sequência.
É, né, cara, essa é a composição do tecladista. Já começa quando você falou, William, com o pianão lá, mas é um piano que é bem interessante, né, de meio quebradinho, né, meio com polirritmo ali.
Ele tava contando, cara, é, eu ia falar, eu esqueço, Kevin Moore faz Dream Theater, cara.
Uma Wait for Sleep da vida, Surrounded, sei lá, mas é aqui com esse viés de progressivo psicodélico finlandês, né? Legal para caramba isso aqui, é o épico do disco, né? E aí, como épico, é aquela faixa que não tá com pressa de crescer, né? Ela vai se ganhando intensidade, né? É para voltar para o segundo refrão. Antes tem a melodia da introdução com a guitarra meio fazendo a melodiazinha, né? E aí vai para o refrão. É até assim, é um arranjo que é interessante.
A faixa toda é interessante. A parte C, depois do segundo refrão lá, que vem com a voz grosseira do Tommy, cara, mas que tem uma guitarra que é super melodiosa embaixo. Até assim, é muito foda, cara, é muito foda, né? Esse efeito de estéreo que você falou, eu acho legal para caramba, William. Eu não acho estranho, né? Ele fica meio que como pergunta e resposta de lado para o outro, né? É assim, infelizmente esse episódio tem que ter toda cara de underdog, né?
Já dá para ver pela opinião do William aí, que prefere que a gente fale sobre Maiden, Metallica e Beatles porque tem mais, mais audições. Mas, cara, esse aqui é ouro, né? E aí assim, os 3 minutos finais são instrumentais, né, que pô, é muito foda, cara, né. A guitarra depois de um tempo passa a melodia para o teclado, né, o teclado começa a fazer a melodia principal e a guitarra fica tocando o riff, cara. Porra, é muito foda, cara, é um riff com bend agressivaço, né.
Eu acho muito foda essa faixa aqui, cara. Isso aqui é um épico como esse disco merece aí. Até passar para o Thiago complementar a defesa para deixar o pessoal tímido depois aí.
Não é, não é o tamanho da banda ou a popularidade ou as audições que vem.
Eu só quero resenhar um disco bom, sensacional nesse momento. Só que um dia você vai cair a ficha do tamanho das besteiras que você tá falando. Não, mas assim, porque Agora, um dos pontos assim, tipo, eu acho assim, se a guitarra desse disco tivesse mais punch, ia tirar todo, ia tirar um monte de espaço do teclado. Teclado não ia brilhar tanto, você ia ter o baixo meio mais sufocado. Se a bateria tivesse mais pancada, talvez perdesse a força de que outras nuances que essa música tem, que esse disco tem.
E nessa música, excepcionalmente nessa música, o jeito como tem a interpolação de guitarra e de teclado dela, eu acho perfeito. Acho que não dá para você mexer no timbre de guitarra dessa parte da música, que você vai estragar, sabe, qualquer forma de encaixe possível da guitarra com teclado nessa música. Então acho assim, como vocês falaram, a música de 7 minutos e meio que ela vai se construindo naturalmente, sabe. Ela tem no primeiro refrão, ela vai direto.
Quando vai chegar no segundo refrão, ele retoma, ela retoma o tema melódico Só que com uma imponência maior da guitarra. O jeito como isso tudo vai se construindo depois, nas 3 minutos finais instrumentais dela, eu acho bonito para caramba. Música linda, das melhores músicas do disco, se não a melhor música do disco. Isso daí eu acho sensacional. E ela termina em fade, né, Bruno? Mas é um fade legal, que parece que ela vai se desmanchando numa caverna. É legal isso assim, eu acho sensacional. Profissional, cara.
Passou todo pano possível, sabe?
Tipo, não é só tá apagando, parece que ela vai desmanchando. Bom para caramba. E aí, Natália, e você, qual sua opinião dessa música?
Eu, o começo dela ali com aquele teclado mais melancólico não é algo que me agrada muito assim. Eu gosto mais do tecladão dramático, mas o dueto ali com a guitarra é algo bem, bem bonito. Eu bem, bem gostoso de ouvir. E aí no meio, quando ela vai crescendo, para mim é onde ela me conquista. Aí o destaque total para guitarra, e aí quando você tem o gutural e o teclado, perfeito. Para mim é perfeito essa questão do final dela de ficar de um lado, do outro e tal.
Gostei da interpretação que o Bruno deu, não tinha pensado nisso, achei algo bem diferente. Não vi nada assim nenhuma das outras faixas. E aí eu fiquei pensando que, pô, ela poderia encerrar o disco assim. Para mim ela poderia ser o encerramento do disco. A Rê já falou?
Não, mas talvez o Bruninho nem queira ouvir o que eu tenho para falar.
Depende, vamos ver, gente.
Eu sigo aquela minha premissa, né? Faixa título, ela tem obrigação moral com o ouvinte de ser boa, de entregar alguma coisa. E ok, porque aqui para mim é exatamente que ela acontece. Ela consegue ser a mais atmosférica de dentro do disco, né? A guitarra novamente, ela consegue entregar camadas dentro dela. Eu consigo os riffs dela, para mim ficam mais memoráveis. Confesso que grudou mais na cabeça do que as demais. Mas assim, ela foi uma música que exigiu um pouquinho mais de atenção da minha parte assim para eu entender ela, mas eu consegui compreender ela acho que de forma plena.
O baixo tá muito bem alinhado com a bateria, então os dois juntos conseguem entregar isso que eu estou falando, essa atmosfera, né, esse clima. Então é uma boa faixa, eu acho que ok. Ou o título do disco, o Willian já falou, não sei se alguém falta falar.
Já, já falei.
Ó, antes de ir para a última faixa, só ressaltar aqui, cara, que as faixas que você não entende de primeira, mas que vão te conquistando aos pouquinhos, são as mais longevas na sua vida. Aquela que você ouvindo a Júlia uma vez você acha legal, a segunda vez você já fica de saco cheio, né? Agora uma Elid dessa você vai ouvindo, vai digerindo, ela vai te consumindo até que fica irresistível para sempre.
É, mas a gente não tem mais tempo, né? A gente tem que gravar hoje, né?
Aí a opinião vai refletir o que eu trouxe até hoje, não tem como.
Só se eu tivesse ouvindo esse disco como deveria, não tem. Décima e última faixa, Relief.
Nossa, eu anotei pouca coisa, eu anotei assim porque encerrar com essa. Poderia ter terminado com Elidie. Não tenho muito o que acrescentar sobre esse instrumental assim. Eu, eu pensando aqui agora, eu vejo muito ela como aquela música do final do show, sabe? Tipo, tá tocando ali no final do show quando a banda vai se despedir e tal. Ah, vamos tirar foto e tal, isso aqui acabou. Eu não, não tenho muito o que falar sobre ela. Para mim poderia ter encerrado com acho que é bem bonita. E aí, Rê, o que que você acha?
Nath, concordo hiper mega contigo, super assim, porque aí é uma faixa repetida de fórmula repetida, né? Vai usar a mesma fórmula do que as outras faixas. Para mim poderia ter encerrado de uma forma mais épica, de repente diferente do que a gente ouviu lá no início, né? Ele explora novamente, né, aquela coisa da melodia, do peso. Enfim, eu já entendi que é assinatura do disco, mas é que eu esperava ser surpreendida, sabe, cara?
A única coisa que eu tenho para destacar aqui é a guitarra. Bruninho, defenda, faça sua defesa. E enfim, é o que eu tenho para dizer.
Ó, vou fazer uma defesa balanceada aqui. Eu acho que talvez se o final do dia tivesse sido a Elidie, era um final mais impactante. Por outro lado, eu acho que ela Seria um final melhor do que você colocar My Country acústica, que tem toda cara de bônus, né? Até porque eles lançaram o EP que era My Country com mais algumas faixas aí. Mas assim, eu não acho que é um final ruim, né? Ela tem essa cara de encerramento mesmo, né? De, sei lá, algumas variaçõezinhas instrumentais, umas melodias que são marcantezinhas, né?
De um jeito muito, muito torto na minha cabeça, algumas melodias me lembram coisas que tipo o Joe Satriani tocaria, né? Só que aqui tá sem os solos do Satriani, só o tipo de melodia, né? O solinho de teclado é legal, tem um timbre esquisitinho, né, cara? Tem aquela carinha de improviso, mas acho legal para caramba, né? Solo de guitarra legal também. E assim, de fato, a My Country acústica que vem depois dessa, né, não vou nem considerar as ao vivo que tem nas edições mais recentes do disco como parte do álbum de fato.
Mas assim, acho que é uma faixa de encerramento legal, tem uma carinha de crédito passando no cinema com a luz acesa já, né. Mas falei, William, Você vai reclamar de timbre aqui também, não é possível.
Então eu já achei ela bem pesadona, cavalona, sabe? Eu coloquei aqui, ó, baixão gostoso, cozinha da música legal. Cavalona, cara, tá cavalona, tá vendo? Ó, eu quero fazer um elogio, vocês contando risada, cara. Porra, não dá, né? Eu talvez trocaria de lugar, eu não tiraria do disco. Colocaria ela como penúltima, colocaria a faixa título para terminar, talvez de 10ª liga melhor. Acho que é isso, gente. Acho que também não rolou para mim essa faixa não, só destaco aí esses instrumentos que estão bons, a música é pesada. É isso aí.
Eu acho que ela é meio que uma Y Y Z do disco. Ela tem uma pegada meio Rush para mim quando eu ouço ela. Talvez eu esteja enviesado pensando nisso agora, mas ela tem umas paradinhas de que entra no riffzinho de melódico assim, me deu, me passa muito pela cabeça da estrutura dela me lembrar alguma coisa desse tipo assim. Agora eu concordo que não seria a melhor música para terminar o disco. Agora pensar, o disco originalmente termina com a reprise de My Cantella, então talvez eles tenham feito essa instrumentalzinha para depois de toda a tensão que termina ela, de ter uma instrumentalzinha tal, tal, uma instrumentalzinha mais normalzinha para te entregar a reprise acústica de My Cantella.
Então aí eu acho que nesse aspecto ela funciona melhor do que você pensar o disco termina na música 10, não termina, ele foi concebido para terminar com a reprise da My Cantella. Então acho que ela funciona nesse aspecto, ela é uma parte, são 4 minutos de alívio mesmo, depois de uma música ultra tensa. E aí te entrega uma versão mais bonita da música que fechou o lado A, que era a música, termina o lado A de jeito, uma música muito tensa, que a Maikantelé na versão ela é tensa para caramba.
E aquela bonita, ela mais acústica, até mais floreada, tem um instrumental. A parte instrumental final dessa, dessa reprise acústica dela é bem bonita. Eu acho que essa parte instrumental final termina muito bem o disco, pensado que ele termina com essa parte da Maikantelé acústica. Acho que nisso acaba funcionando bem.
Então finalizamos o Faixa a Faixa, podemos ir para a sessão de nota.
Falar rapidasso que eles lançaram um EP que é importante aí, não saiu tipo 2 semanas depois do disco, que é chamado My Country, né, que é o, a âncora é essa faixa, mas na versão acústica. E aí ela traz um pouquinho do que que, do que que o Amorph estava na outra ponta procurando, né? Que ela tem uma faixa que chama The Brothers Lair, né, o Matador de Irmão, que são duas partes, que é legal para caramba, né? Uma faixa tem uma pegada mais para o Mike Cantrell do que para o resto do Eleid.
E aí ela tem duas covers, cara, que dão muita dica do que que tava na cabeça do Amorph.
Posso só corrigir, Bruno, informação que Sai um ano depois. Aí ele é gravado no final de 96 e sai em maio de 97.
Então ele sai um ano depois.
Quando sai no Brasil, quando o Elegy sai no Brasil, ele sai com My Cantella como bônus. Essa é a versão da Argentina que ele sai. E aí termina que o EP My Cantella sai, começa a conversão com a reprise acústica, né, da My Cantella. E a versão brasileira depois, a versão brasileira argentina que saiu na época depois, a My Country Acústica, daí vem já direto as músicas do EP.
Ah, boa, boa, né, cara? Faz sentido que quando eu comprei era 97, já tava mais para frente aí. E aí ela tem duas covers que dão uma dica boa do que que tava, o que que eles estavam fazendo na época, né? Que a primeira, Levitation do Hawkwind, E a segunda é na Hero Call, que é da Kingston Walk, a banda que eu comentei mais cedo, que era a banda de progressivo psicodélico finlandesa, que eles estavam fissurados, né? Eles estavam vindo desse mundo do death melódico com um pouco de folk, misturaram com isso aí, dessa lindeza que é o Elidin.
Eu escutei esse, esse, quer falar, Thiago? Não, eu ia falar que eu escutei esse EP e aí essas duas últimas que são covers eu não sabia que eram covers, mas na hora eu falei assim falei, cara, isso aqui não é deles, tenho certeza. Tipo, isso aqui tem muito cara de cover. E no final era realmente cover. E uma coisa também que eu pensei aqui é que é um álbum que fala tanto da cultura ali, né, de todo o folclore finlandês e tal, eles poderiam ter colocado uma música, né, em finlandês.
Não sei, arriscado colocar. Não sei se é por conta de mercado e tal, acesso, enfim, mas seria interessante.
Ah, nunca pensei nisso, cara. A única coisa que eles têm em finlandês que eu lembro é no próprio Eclipse, tem uma música que chama Pärkälä, né, que é uma forma deles de chamar o capeta aí. Fora isso, não lembro de nada específico, né. Até, sei lá, Samp, tem o tuonela, tem uma outra palavrinha, né, que eles usam aí.
Se você não sabe, eu também não vou lembrar. Pelo menos a fase que eu acompanhava da banda, eu não lembro de nada assim.
Tuanela, acho que é tipo o Rio Styx, né, o riozinho dos mortos lá. Até tem toda, todas as equivalências dos caras aí, né. E eu não sei, cara, eu não sei se não tem a ver com a gravadora isso também, né. Eles meio que rapidinho assinaram o contrato com a Relapse e passaram anos brigando com com os caras, né? Meio que foi aquele contrato old school que os caras não tinham direito a nada, fazendo turnê chique, ficando nos hotéis bons e comendo bem, chegava em casa e tava no seguro-desemprego sem dinheiro nenhum.
É que foi, né, naquela época que eles assinaram, a Relax queria assinar com a Beholdence, né, não com Amorfis, que a banda já tinha acabado, mudar de nome. Negócio desse tipo. Aí ficou uma treta entre eles o tempo todo.
Assim, o Tales foi o maior disco deles por um bom tempo, né? E aí a banda era gigante, vendendo centenas, milhares de discos, e os caras não ganhavam dinheiro nenhum. Começaram a brigar loucamente.
Vamos para as notas então?
Vamos lá.
De 0 a 10 canecos de cerveja Quantas você acha que ele merece? Começando com Thiago.
Comigo eu vou jogar lá em cima essa nota ali, eu vou dar 10 porque eu sei que vocês vão dar nota ruim para ele. Eu falei assim, e só para complementar, era Violent Solution, né, que era o nome que assinou ali, pois a Behorrens era uma banda anterior.
É que o Tommy Coivossari, ele era da Violent Solution, saiu, fez o Behorrens. É, o Amorphis era o essa e o Young Hackbag, que nem tava nesse vídeo com ele, né?
Então, na verdade, que foi o Violent Solution, foi que eles, que assinou com a que a Relapse queria assinar, não a Behorance. Mas ficou, então, uma confusão toda nisso daí. Mas não era, eles não queriam. Quando eles foram assinar, tinha virado Amorphis já. Aí falava, beleza, então assina com essa banda aí que é continuação.
Renata, tua nota?
Nossa, queria que tu desse tua nota primeiro para eu ir no teu embalo. Eu acho que um 5 tá bem colocado, rapaz.
Tô anotando aqui.
Natália, tua nota, 0 a 10?
Eu vou dar nota 8 para esse álbum.
Aí é uma nota justa.
Se eu vou atrás desse tecladista, porque olha, cara, o cara me conquistou.
Bruno, não precisa perguntar, cara. Nota são, são, não é nem 10 canecos de cerveja, que é 10 garrafas de Koskenkorva. Vou tomar vodka até cair como um aspirante a finlandês. E com isso a gente fica com a média, é melhor mesmo que eu não pergunte minha nota.
Fica com isso aí, tá bom. Mas assim, ó, minha nota, eu não vou, eu vou ter que abrir mão do meu método de dar nota que eu faço sempre, porque se eu for pelo saldo de gols, que é o que normalmente me norteia para as notas, eu daria uma nota 2 para esse disco. Mas eu vou considerar outras coisas, porque assim, veja bem, em nenhum momento eu disse ao longo dessas 2 horas que são músicos ruins. Ruins. Eu não tenho nenhum comentário negativo para nenhum deles.
Disco é mal produzido, produção estragou minha experiência de audição, não gostei, ele não me agrada. É um disco que não, não consegue se conectar comigo, não me agrada. Eu não tô dizendo que eles são ruins, a banda tá aí até hoje, por, imagino, porque as pessoas gostam muito, tem fãs. Vocês dois são exemplos aí, a Natália também gosta bastante. Mas talvez para pessoas como eu e a Renata, que a gente já, já talvez a gente prefere uma produção um pouco mais pomposa, uma coisa que tenha um pouco mais de impacto, ele não, não deu.
O que o Thiago falou lá, que isso é orgânico, isso é vivo, eu não senti, cara. Não senti isso, não senti mesmo, entendeu? Então aí tu soma tudo isso ao fato de eu não ter nenhum apego emocional com a banda, foi a primeira vez que eu ouvi, então não dá, cara, não tem. Eu ouvindo o último disco e o Halo, para mim foi uma experiência bem melhor do que ouvir esse aqui, entendeu? Então talvez, talvez no futuro, não sei se isso vai acontecer, mas não me conhecendo, acho que não vai rolar não.
Então você não tem maturidade para esse disco, cara.
Talvez não tenha, talvez não tenha, mas prefiro ser uma criança e dar nota 6 para ele.
Nossa, 6 até que ele deu 6, amigo, porque eu dei 5.
Ajusta aí a sua nota, Renato. O disco fica com média 7,8, cara. Acho um desrespeito, mas vamos lá, faz parte do jogo. Que eu falei, se uma pessoa sai daqui querendo ouvir Home Office depois, a nossa missão já foi cumprida. Já tô feliz.
É, e isso não vai depender do que eu falei, do que a Renata falou, vai depender do conjunto como um todo. O ouvinte que ele atenta, ele vai atrás, ele vai ter a própria experiência dele.
Ouçam Amorfis, por favor.
É, mas tem que ouvir mesmo, tem que ouvir, tem que ouvir até para poder ter a própria experiência, né? Ouvi, talvez tenha uma opinião diferente de nós todos aqui, vai saber. O que que a gente tem aqui? Comentários. Qual foi o último que a gente leu?
Comentários.
O último foi da Luciana falando que era fã de black metal de boutique. Foi tipo o último, né?
Foi, foi esse, foi esse, tá?
Ó, tem um comentário aqui da Natália que ela escreveu aqui. Episódio sobre os Beatles, episódio de alto nível. Palmas para Rê, mandou muito bem na imersão. Muito bom ouvir alguém falando de um álbum que é importante na vida. A gente sente a empolgação, algo bonito de se ouvir. É impossível escutar Eleanor Rigby e não ficar cantarolando o dia inteiro. All the Lonely People, respeito máximo ao legado dos Beatles, hashtag imposto. Olha aí, quero ver o meu comentário, hein?
Quero ver se essa Natália aí vai falar que é bom ouvir sobre os álbuns da vida dos outros agora também.
Ah, é, né? Aqui é perigoso, tá? Trazer álbum do coração, tem que vir preparado.
Nem sempre, nem sempre a gente sai daqui só com elogios. Eu já, eu mesmo, já eu que sei, já tomei um monte de bordoada já de um monte disso que eu gosto aí, ó, e não foi pouco.
Então hoje foi seu dia de glória?
Não, pior que não, eu fiquei triste, eu não gostei da experiência não. Eu preferia ter conduzido o episódio inteiro sem dar opinião, porque no fim eu eu achei minhas opiniões muito redundantes, eu não gostei de nada. Nathaniel Schimmer, muito bom episódio, esse álbum é extremamente importante para a história do rock, da música pop em geral. Beatles Revolver, Beatles Revolver teve bastante engajamento, cara, o pessoal gostou. Outro aqui do Beatles Revolver, mais um excelente episódio, Renato mandou bem demais.
Tomorrow Never Knows Que coisa linda! E ela, Submarine, para mim é acessar o lado criança, até um safe space da consciência, como dizem no grupo. Tá ouvindo errado, eu ouvi de novo. Parabéns de novo e abraço. Que foi do Zanz, que desastre, lá do grupo do WhatsApp também. José Clayton Silva, Revolver também, um grande episódio de um grande disco. Parabéns aos envolvidos, William, Bruno e Renata. Minha nota fica entre a do William e do Bruno, ponto 28, pois tem Elo Submarino que eu acho insuportável.
Abraços, hashtag imposto. E o último, o último aqui foi em cima do Aero Smith, que é um episódio que eu até tinha esquecido que existe.
Episódio 28, cara.
Milton 405, ele colocou assim: FLF.
Gostei, cara, gostei.
O que ele quis dizer com isso, não me pergunta, não, não consegui entender. Mas valeu, agradeço aí todos pela audiência. Bruno, parabéns aí pelo teu aniversário, que você aproveite o episódio aí quando chegar a data.
Parabéns em finlandês.
É isso aí, mas só amanhã. É, o da Xuxa ficou longo, passou da meia-noite, cara.
Ficou 2 horas e meia de episódio aqui, cara. Tá louco, velho.
Deus me perdoe. Não pode ser antes do dia, senão dá azar, mas eu não acredito nisso, então tá bom.
Então tá tudo certo. Um abraço, até mais, fui!
Adiós, moi moi.