EP #188: What If? — E se a história tivesse sido diferente?
E se algumas das decisões mais importantes da história do rock tivessem acontecido de outra forma? E se certos músicos não tivessem partido tão cedo? E se determinadas bandas nunca tivessem se separado?
Neste episódio, o Rock na Mesa entra em uma realidade alternativa para imaginar como seriam as coisas se o passado tivesse tomado outros caminhos. Vamos revisitar momentos decisivos, fazer escolhas diferentes e acompanhar as possíveis consequências — algumas pequenas, outras capazes de mudar muita coisa.
De músicos que poderiam ter seguido outra trajetória a bandas que talvez nunca tivessem existido como conhecemos, a pergunta é uma só:
E se?
Prepare-se para viajar por linhas do tempo que nunca aconteceram…
Apresentado por Bruno Glaser, William Faria, Renata Costa e...se...tivermos uma nova colega de bancada?
Bruno Glaser
Renata Costa
William Faria
Natália
- E se o Grunge não tivesse existido?Hair Metal·Guns N' Roses·Bon Jovi·Seattle·MTV·Nu Metal·Pop Punk
- E se John Rutsey nunca tivesse saído do Rush?Neil Peart·Rush·Prog Metal·Dream Theater·Led Zeppelin·Punk Rock·Thrash Metal
- E se Bruce Dickinson nunca tivesse saído do Iron Maiden?Iron Maiden·Bruce Dickinson·Blaze Bayley·Adrian Smith·The X Factor·Brave New World·Rock in Rio 2001
- E se Kirk Hammett tivesse morrido?Cliff Burton·Metallica·Dave Mustaine·...And Justice for All·Black Album·Load e Reload
- E se Jimi Hendrix tivesse vivido mais?Jimi Hendrix·Guitarra·Tecnologia musical·Eddie Van Halen·Ritchie Blackmore·Steve Vai·Electric Ladyland
- E se Fleetwood Mac não tivesse conflitos?Rumours·Lindsey Buckingham·Stevie Nicks·Christine McVie·John McVie
Tell me, doctor.
Fala, povo elucubrante! Eu sou Bruno Glaser, então aqui para mais um Rock na Mesa. Junto comigo está o William Faria.
E aí, meu querido, tudo certo? E E se esse tema que você propôs não der certo, Bruno?
Aí ferrou, vai ter que tirar episódio da gaveta.
Então, se os ouvintes estiverem nos, vamos dizer assim, estiver conferindo esse episódio agora, porque deu certo, não precisamos tirar nada da gaveta.
Ou não, ouviram um bônus para o Patreon, né? Sei lá, pode ser, quem sabe. Também comigo aqui, Renata Costa.
E aí, gente, e se eu e o William não tivéssemos nos conhecido, será que existiria Rock na Mesa?
Não, eu acho que provavelmente não, possivelmente não. Não, eu acho que eu afirmo fortemente que eu acredito que não, acho muito difícil. Eu afirmo fortemente que eu acredito que talvez, eu deixei um talvez, com certeza, né? Eu coloquei uma segunda uma camada de What If na minha What If aqui.
É que talvez você seria ainda com antiga gestão, com o Bruno da antiga gestão ainda. Não sei se seguiriam.
Não, talvez a gente tivesse começado juntos antes de propor você entrar lá no período embrionário, né? Mas eu quero acreditar, eu gosto de acreditar que tudo, nesse caso, tudo aconteceu como tinha que ser mesmo.
Eu tô sempre aqui caminhando nas sombras do outro Bruno, mas vamos lá. E com muita alegria, o Rock na Mesa apresenta a mais nova membra da mesa, Natália. Se apresente, Natália, bem-vinda a esse mundo caótico.
Obrigada, pessoal. Olá, ouvintes. E se eu fosse Membro aqui do podcast. Bom, já conheço aí o podcast aproximadamente 2 anos, né? Entrei, conheci por causa do episódio do Opus, do Still Life. E aí desde então participo do grupo de ouvintes lá do WhatsApp, é um grupo muito bacana, inclusive recomendo a galera participar. E aí recebi o convite da Rê, querida, falou vamos lá fortalecer o lado feminino do podcast. E aceitei, bora para aventura! Vamos ver se eu fico aqui no período de experiência, espero ser efetivada.
Muito bom, muito bom, é bom para equilibrar o lado da Renata, tá precisando de equilibrar o jogo aqui, tá meio muito para o lado dos homens, né, Bruno?
A gente precisa de pessoas sensatas aqui no time, né, cara? Se depender de eu, você e Thiago, lascou, né?
E o podcast está virando uma gangue, né? Falou, criaturas! Estamos em 6, não podemos esquecer que o Carlos faz parte da equipe, só tá um pouco afastado das gravações, mas é isso aí, o dia que todo mundo resolver gravar junto, o editor tá ferrado.
Além do grupo que a Natália falou, que é caótico também, como o nosso podcast, sigam-nos nas redes sociais, Podcast Rock na Mesa, em tudo que é canto aí. A gente adora interagir com vocês. Na verdade, o William adora, né? Ele que toca, ele é o nosso relações públicas nas redes sociais e no Spotify. A gente sempre espera uns comentários no Spotify legais também. E vamos lá, acho que a Natália já caiu de cara num episódio caótico.
Vamos ver como é que vai ser, porque é uma ideia que a gente teve conversando outro dia, fazer um experimento aqui. Tomara que dê certo.
Se der certo, estaremos lançando um tema que eu particularmente nunca vi em algum outro podcast. Então pode ser que a gente esteja começando algo diferente, uma nova trend.
É, mas vamos lá. A ideia aqui é só elucubrar mesmo, né? Aí cada um vai fazer um, pelo menos uma postulação, né? Um cenário de, um cenário hipotético, esquema Marvel, what if?
Né?
E se alguma coisa acontecesse, a gente vai desenvolver nesse tema e vamos ver onde é que esse treco vai parar, né? A gente trouxe alguns temas aí, vamos ver o que que vai acontecer. E temos um e se fantasma aqui do Thiago, que não tá participando hoje, mas ele quis mandar uma ideia boa para a gente debater também. Eu já ouvi, o pessoal não ouviu ainda, vamos ver o que que vai acontecer. Então vamos lá para o primeiro e se, aí eu vou começar Foi até um tema que foi pincelado no grupo já, mas eu vou trazer aqui o seguinte.
A gente sabe da história famosa do Ás de Espadas, né? O Keith Hennett e o Cliff Burton foram disputar quem ia dormir na última cama do Beliche tirando cartas, e o Cliff tirou o Ás de Espadas, que é a carta da morte, supostamente ganhou essa disputa. Lá na Suécia em setembro de 86. E a gente sabe o que que aconteceu, né? Então minha primeira proposição aqui é: e se essa carta tivesse saído para o Kirk Hammett em vez de ter saído para o Cliff Burton, e o Kirk tivesse falecido ao invés do Cliff? Vamos começar já de cara com a Natália para botar na fogueira.
Nossa, meu Deus! Cara, a primeira coisa que eu me pergunto é como que o And Justice for All teria soado com o Cliff. Tipo, porque hoje o que a gente tem é que eu adoro o And Justice, eu acho que é um álbum muito, muito legal, tá no meu top 3 da banda. Mas o que a gente sabe é que a gente não escuta o baixo, né? E aí com o Cliff a gente teria o baixo ali pro Eminente. Porém, sem o Kirk, eu fico pensando quem que ocuparia o lugar, sabe?
Ó, já vou entrar na frente para botar mais um tempero aí, sabendo que a Natália é muito fã de Megadeth. E se o Dave Mustaine voltasse ali na hora que o Kirk tivesse morrido, nesse cenário hipotético, Natália?
Nossa, cara, eu acho que, pô, Ele faleceu, né? Já tinha o Kill 'Em All, já tinha o Ride the Lightning, né? Então já tava ali caminhando bem. Eu não sei nem se o Mustaine ficaria até o Ride the Lightning, de verdade. Eu acho que o Mustaine, eu acho que de qualquer jeito ia embora, né? Eu acho que ele já teria se desentendido com James, com a galera. Não sei se teria dado muito certo não, mas foi inclusive uma das ideias que eu tive também de trazer.
Eu só não Falei assim, ah não, não vou deixar muito óbvio assim, muito claro se o Mustaine estivesse no Metallica ainda. Mas a minha curiosidade maior seria muito mais assim, como que o And Justice seria, sabe? O And Justice for All, ele não seria talvez tão minimalista como ele é tendo o Cliff. Quem ficaria no lugar do Kirk? Eu não faço a menor ideia assim, eu não sei. O Kirk tava no Exodus antes de entrar no Metallica, né? É, então sei lá, uma grande incógnita. Que que vocês acham aí, colegas?
Fala aí, William. O que que seria o Black Album sem Jason Newsted, sem Kirk Hammett, com Cliff?
Eu acho que o Cliff era um cara mais, talvez ele tinha mais presença e mais, talvez mais poder de protagonismo do que o Kirk. Sabe? Então por aí já dá para sacar que o Injustice teria assim o som do baixo dele. Ele não, ele acho que ele jamais aceitaria isso, jamais ele ia aceitar essa condição.
Acho que é pior, cara, mais do que aceitar, acho que o James e o Lars não teriam coragem de tirar o som debaixo dele, né?
De forma alguma, de forma alguma. Mas eu não sei se o disco sairia diferente do que ele é. Tirando esse detalhe do baixo, acho que ele entraria na onda das músicas maiores, das viagens. Acho que ele compraria a mudança. Agora, Black Album, daí já é uma coisa curiosa. Eu acho que Black Album, possivelmente, eu acho que ele também entraria na onda, porque eu acho que no Black Album se falou muito alto a direção que o produtor deu para o disco, né?
Eu acho que ele teria ido. Eu não consigo imaginar o Black Album talvez muito diferente do que ele é, talvez com ausência dos Uauá. Talvez não teria Uauá.
Não deixa de ser uma marca registrada do disco, né?
Agora, o mais curioso é quem teria assumido o lugar do Kirk, né? Então assim, porque isso é uma mudança que pode ser pequena, mas ela também, eu acho que ela teria muito mais impacto, né? Porque tu imagina assim, a gente tá falando do Jason pôr as linhas debaixo do And Justice, mas e as guitarras daquele álbum? Quem faria, entendeu? Quem seria o substituto de tantos caras aí do thrash na época que estariam à disposição? Sei lá.
Daí fica o Black Album, porque eu acho que o Black Album também tem muito som de guitarra, né? O som de guitarra é muito forte, então isso também acabaria influenciando. E viajando um pouquinho mais, já que o cenário me permite, né? Então eu acho que Load e Reload com— eu não sei se sairiam do jeito que ele é com um cliff, não, não sei.
Do jeito que eles são, eu diria que não, cara. Na verdade, eu esperaria que não, né? Principalmente o Reload, eu não sei se rolaria como é, mas o O Cliff, a gente sabe que tinha umas influências diferentes, né? Eu tava ouvindo muito R.E.M., né? Tava ouvindo muito, ele sempre foi fã de Rush. Então eu não sei se seria tão diferente a trajetória macro, digamos, né, desse som do Metallica, que foi para o extremo de complexidade progressivo no And Justice, para ir para um lance mais direto, digamos, no Black Album e um pouco mais exploratório no Load.
Acho que talvez essa trajetória acontecesse, mas teria umas sonoridades diferentes aí. Talvez o rock alternativo tivesse entrado antes até do que no Load, que teve as influências de grunge. Mas eu tô curioso com a Renata, que não é tão fã de Metallica, se ela quer dar um pitaco aí para gente.
Cara, até fico meio sem jeito de falar qualquer coisa, né? Vocês com certeza são mais fã que eu. A única coisa que passou pela minha cabeça é justamente acho que no ponto que o William tocou sobre a produção do Black Album. Será que seria tão comercial assim como ele soou? Será que ele, sei lá, não sei, tentaria levar o Metallica para um lado mais prog e tal? Né, dá essa licença poética aí para a gente pensar. Eu não sei se o Black Album sairia exatamente como ele saiu, da forma como ele saiu aí para mídia.
Ah, e outra coisa muito importante, né, Nath, seja muito bem-vinda ao nosso time. Tô muito feliz de ter você aqui comigo e com todos nós. Vai ser um prazer dividir a bancada aqui, a cerveja contigo. E vamos falar de rock and roll aí.
Valeu, obrigadão.
Eu sou testemunha que a Renata sempre falava de você, viu?
Ah é? Que bom!
Renata sempre comentava da sua participação no grupo.
Bacana.
Mas aí, para acho que terminar de explorar esse negócio, vou voltar numa pergunta, acho que foi a própria Natália que fez no começo: quem vocês acham que poderia ser o guitarrista para entrar no lugar do Kirk nesse cenário Hipotético.
Já pensou e se, e se o Gary Holt tivesse entrado no Metallica?
Eu achei que seria a sugestão da Natália até, porque ela comentou do quesito.
Seria, eu tava inclusive vendo antes de entrar uma citação dele falando que na época eles achavam Metallica os melhores e tal. E hoje ele acha que o Exodus era muito melhor, tipo, que o Exodus era muito melhor que o Metallica, assim. E aí o William falou dele, eu pensei, imagina se o Kerry King tivesse entrado, se a gente ficasse só na panelinha ali do Big Four. Imagina fazer um freela no Metallica, porque ele já tocou com o Mustaine, né? É, aí ele ia fazer um freela lá com o Metallica.
Nossa, só de birra o Metallica pegar o Kerry King porque ele não ficou com o Mustaine ia ser bom também, né? Só para aumentar o rancor histórico do Dave Mustaine.
Melhor, o melhor é o R.A.D.F.
Já imaginou se por ocasião do destino, como eles estavam fazendo turnê juntos, eles pegassem o Scott Ian do Anthrax para preencher o lugar dele, mesmo que temporariamente?
Mas o Scott Ian é o Mais guitarra base, né? Porque Gary Holt é um guitarra base ferrado e solista ferrado, né? Acho que ele cobre os dois, os dois papéis. Acho que eles iam procurar um cara mais de lead, você não acha não, cara?
Acharia um tal de Marty Friedman por aí, perdido, roubado, Megadeth.
Mas nossa, não faça, jamais, jamais não mexe no Rushing Piece, não mexa no Rushing Piece.
O destino podia ter sido diferente, né? Põe um anúncio, vai atrás de um guitarrista, quando vê o Marty aparece e entra.
Vou pegar um adolescente Alex Konick do teste também, a gente pegar uns cara diferente assim da Bay Area também, né? É criar o moleque.
Pode ver que nessa linha do tempo do Metallica dá abertura para um monte de coisas.
Excelente. Bom, agora já que a Renata não tava tão confortável no mundo do Metallica, Renata, fala o seu primeiro e se. Para gente.
Eita, cara, quando eu fiquei pensando nesses e se da vida, é tantos e se que você passa, mas o principal, eu acho que isso também Volta e meia torna assunto recorrente lá no grupo, é o Rumors, né, do Fleetwood Mac. A gente sabe que é um puta disco. E se os casais estivessem todos de bem? E se o Lindsey e a Stevie não tivessem brigado? Se a Christine e o John tivesse tudo certo, será que o Rumors aconteceria da forma como ele aconteceu?
Teria as letras que a gente teve, o impacto que a gente teve? William, você que volta e meia toca nesse assunto, o que que você acha disso?
Olha, teria saído sim o disco, mas talvez as letras sofreriam um impacto tremendo, porque justamente a graça das letras do Rumors é justamente estar nessa, esse conflito entre os casais. Então se eles estivessem felizes, eu acho que perderia esse, essa química, esse ingredientezinho que deixa as músicas bem melhores. Mas tirando isso, talvez musicalmente eu não consigo te dizer se sofreria muita influência, se as músicas soariam diferente do que elas são.
Eu acho que sim, furando fila de novo, cara. As músicas, elas têm o sofrimento e a dor dos relacionamentos e corações partidos, né? Acho que a letra é parte do cenário, né? Só nesse caso aí aumentam a potência das músicas. Mas assim, as melhores músicas e as melhores coisas, elas saem nos momentos de dor, de excitação, de sofrimento, de euforia, né? Eu acho que sem todos os conflitos e sem todas as angústias da galera não teria saído o mesmo disco.
Talvez saísse um disco até sem sal ali. Tudo bem que a banda é incrível, né? E a gente até gravou o disco pré-Fleetwood Mac, né, do Lindsey Buckingham. Mas acho que a tensão ela gera muita coisa boa para a galera que é artista, né? Acho que só aumenta a potência das coisas. Não sei se a Natália é fã do Fleetwood Mac ou se ela tá por dentro de todas as, todos os sofrimentos que estão envolvidos no Rumors, né?
Olha, eu confesso que eu conheço os clássicos da banda, assisti a série, eu esqueci o nome, Daisy, que era, que é isso, deve saber com certeza. Espero conhecer muito mais, né, com ela e com vocês. Mas eu tenho opinião de que mar calmo não forma bom marinheiro, então assim Músico tem, o músico ele precisa sofrer, tipo, senão não tem, não tem aquela emoção que o Bruno comentou realmente nas letras e tal, conflito. Eu acho importante.
Então eu, eu talvez não tivesse tanta, não fosse um álbum tão expressivo assim, sabe? Talvez passasse despercebido sem esses conflitos assim, é o que eu imagino.
E você, Rick, postulou para gente?
Eu tenho, eu tenho plena certeza que não seriam mesmo, não teria o mesmo impacto comercial que ele teve, não teria essa grandeza que ele teve, porque o disco todo ele é construído em resposta e contrarresposta, né? Aí Steve falava uma coisa, o Lindsay ia lá e rebatia, e aí do mesmo ponto a Christine Né, ela ia lá e falava, you make loving fun, né, você torna o amor divertido. E o ex dela ali tocando e ela cantando para outro, né.
Tipo, que outro disco isso seria colocado dessa forma tão divertida? Então, do que que ela falaria, sabe? Será que me chamaria atenção? Eu acho que não. Acho que eles precisaram chorar para eu rir. É triste dizer isso, mas foi o que aconteceu, né? Eles precisaram daquele drama, daquela coisa toda, aquela cena toda para produzirem esse disco, que foi o grande sucesso comercial, né? Foi o que é um dos discos até hoje mais reverenciados da banda.
Claro que a banda como um todo tem muito disco bom, mas esse aí é o pop, né? É o que fez a banda aí ter os seus dias de glória.
Excelente, excelente. E você, Natália, traz o seu primeiro what if pra gente.
Primeiro what if que eu pensei: e se o Grunge não tivesse existido? Então imagina que a gente tava no auge da farofa, do hair metal, o Guns N' Roses no topo, Bon Jovi. E se aquele garoto franzino lá de Seattle não tivesse pegado a guitarrinha dele, a camisa de flanela e começasse a tocar alguma coisa? Se o grunge simplesmente não tivesse acontecido, até onde, até onde aquelas bandas de hair metal teriam ido? O que que o Guns poderia ter se tornado? O que que vocês acham?
Eita, só sei que o Lorde não existiria como foi, mas vou deixar para o William começar aí.
Olha, é uma boa pergunta. Eu fico imaginando porque o impacto seria enorme. Imagina só, nós já passávamos ali de um período em que o hard rock, por exemplo, ele já tava saturado, aquela fórmula que já tava passada. Você tinha ali exemplos de bandas que trouxeram um vigor novo para o som, tipo Guns N' Roses, que o Appetite ele tem uma certa agressividade que foge um pouco daquele clichê do hard do finalzinho ali dos anos 80. Mas aí sem a cena grunge, eu acho que perderia aquela sujidade, eu não sei.
Tivemos várias bandas que surgiram dessa época e bandas tradicionais que tentaram se adaptar. E são duas frentes, tá? Eu vou pegar aqui algumas que tentaram se adaptar. Por exemplo, o Def Leppard lá no slang deu uma sujada no som, tentaram deixar o som um pouquinho mais com a cara da época. Então eu imagino que se não tivesse o grunge, eles teriam seguido lá na fórmula do Adrenalize, teria feito um disco um pouco mais de— eu acho que o Def Leppard teria lançado o que seria o Euphoria que já tem uma sonoridade um pouco próximo do que era antigamente.
Eles meio que ignoraram o slang, depois no Euphoria tentaram resgatar um pouco do que era o passado. Daí você tem ali outras, outras questões ali. Muita banda provavelmente não teria sido engolida, não teria morrido. Talvez bandas como o Orange teriam ganho um pouquinho mais de sobrevida. Danger Danger também, que é uma banda que eu amo, que tentou se adaptar ali e acabou morrendo também. Mötley Crüe possivelmente teria lançado um Dr. Feelgood Parte 2, um Parte 3, não teria ido para o—
Vou te interromper, William, só para continuar na piração aqui, mas você não acha que esses discos é tipo o Dog Eat Dog lá do Warren, que eles tentaram se encaixar? Já não era a banda em decadência tentando sobreviver se adaptando aos tempos, ao contrário de dizer a banda caiu porque ela fez o Dog Eat Dog. Eu acho que já tava na descendente, entendeu? E aí eles tentando sobreviver lançaram os discos pegando conceitos de modernidade.
Só foi mal a interrupção, mas acho que a gente perdeu o ponto aí, acho que é importante.
Eu acho que é um ponto, é um ponto. Eu particularmente acho que talvez as coisas teriam sido um pouco diferentes, principalmente o Warren, né? É legal tu citar o Warren porque no documentário que a gente viu, até o Jayne Lane disse, né, que na gravadora era foto dele que tava no escritório lá onde os executivos se reuniam e quando a coisa mudou, colocaram um pôster do Alice in Chains lá, né? E aí eu acho que respinga um monte de coisas, né?
Tipo, se tu for parar para pensar, cara, talvez a MTV tivesse tido um rumo diferente também. Não sei se bandas como Metallica teriam mudado tanto assim. O Load, Reload, talvez, cara.
O Load tem, a gente falou, né, tem muito Soundgarden, Alice in Chains lá na sonoridade, né?
Eu acho que o rock dos anos 90 teria sido bem diferente. A pergunta que eu faço, eu vou jogar um what if em cima do teu what if, é se isso teria trazido alguma consequência para os anos 2000 lá com o metal Adidas.
Gente, isso aqui tá igual Uno, sabe quando tu acha que vai largar o Uno, a carta do Uno?
É, uma mudança na linha do tempo pode alterar muita coisa.
É, tem uma vantagem gigantesca que a gente teria, que é não existir nem callback, né? Mas vai lá, Natália, pode ir.
Poxa, nem existir callback. Creed, Three Days Grace, todas essas bandas que tocavam na Malhação, não vão tocar mais, pô. Eu tenho, eu tenho um carinho por elas porque assim, eu sou da geração anos 90. Então quando essas bandas tocavam no rádio, eu era uma criancinha e era o que a gente escutava na época. Depois que a gente foi para coisas mais pesadas, né? Mas eu fico pensando também como que teria sido a cena aqui no Brasil, sabe?
Tipo, então banda, sei lá, Charlie Brown, Raimundos, que tiveram um pouco de influência também do dessa, desse estilo, como que teria sido. Eu fico pensando também muito na estética, porque a imagem que eu tenho do hard rock, do glam e tal, é ostentação. É, nossa, eu sou rockstar, eu sou super, nossa, grandão, tal, tenho mulheres do meu lado e carrão e tal. E cara, o grunge veio tipo na contramão disso tudo assim, era tipo exatamente, a gente não quer Isso, sabe?
E uma das coisas que eu mais gostava de pesquisar sobre na época que eu era pré-adolescente era das tretas entre o Axios e o Kurt, dos bastidores do VMA e tal, que eles, cara, não se gostavam assim. Mas eu acho que com certeza a gente não teria o pós-grunge, a gente não teria essas bandas que vocês comentaram aí, que para vocês seriam uma vantagem. Mas eu acho que talvez a gente tivesse ainda o punk assim. Eu acho que isso não teria, não teria impactado bandas tipo Green Day, Blink-182, que vieram, que eu acho que vieram até depois assim dessa fase. Eu não sei se teria impactado elas assim. Não sei o que vocês acham.
Eu ia complementar com essa pergunta que acho que é boa, né? Por que que tá, o que teria ficado no lugar do Guruja ali. Acho que o nu metal, eu, como o movimento que vem à cabeça depois do Guruja, pelo menos para mim, é a galerinha do nu metal, né? Você falou do pop punk também, do punk de Green Day, Offspring, esses caras aí. Acho que concordo que eles estavam completamente alheios, né? Não sei dizer o que que ficaria nesse, nesse vácuo, né, de movimentos, que é meio que tem grandes blocos, né.
Veio metal, veio thrash, veio a farofa, veio grunge. Isso tá na cabeça de todo mundo, né. Que que ficaria nesse, nesse espacinho aí? Talvez o outro rótulo esquisito, que é rock alternativo, né. De repente Os R.E.M. e companhia tivessem ficado maiores ainda, não sei.
O que que seria Oasis, né? O Britpop e tudo mais.
Esse é outro tema sensível para mim aqui.
Tópicos delicados, né, Bruninho? Cara, é uma puta pergunta, né? Porque assim, enfim, eu como a— eu vou me colocar esse crachá aqui, tá? A farofeira. De plantão, porque o William tem, o William você disse farofeiro, mas assim, tem minhas dúvidas, tá? Tem minhas dúvidas, fica aqui minha crítica.
Eu tenho momentos, momentos que eu curto, tem horas que eu fico de saco cheio. Tem coisas ali no hard que já me encheram o saco já. Essas coisas que a Natália mesmo citou aí, disse daquela pose, aquela ostentação, aquela coisa mais falsa que nota de 1,25, isso aí já cansou já.
Só quero ficar com isso. Então eu vou me colocar aqui o crachá da farofeira do grupo oficial. E cara, o grunge ele não só dá o impacto para essas bandas, né, como aí vem aqueles comentários de sempre, padrão, ah, o grunge matou o hard. A minha visão, eu acredito que não dê muitos não, né. O hard se matou sozinho por excesso. Foi tanto excesso que acabaram se excedendo demais, né? Essa é um fato, gostando ou não. Mas o que eu vejo é que eles, eles não só acabam colocando um ponto final no hard rock, como eles acabam fazendo bandas já consagradas a ser, a inovarem, né?
Aí eu vou trazer aqui um disco que eu sei que muitos não gostam, mas o Carnival of Souls aí do Kiss. Cara, o Kiss já era uma banda consagrada, o Kiss já era uma banda aí que tava Né, não precisava lançar um disco desses para se comprovar bom, porque eles já eram bons, né, não precisava. Mas aí o Guruja faz isso com várias bandas, ele empurra essas bandas. E aí eu me questiono isso, tá, se o Guruja não tivesse existido, como estariam essas bandas?
O que que eles teriam feito para se reinventar, para se colocar de novo no mercado de trabalho, para, sabe, Mercado de trabalho é ótimo.
Mercado musical, ia criar um LinkedIn lá, né?
Nossa, enfim, aí a palavra me recolocando. Mas assim, o que que essas bandas— pode falar, Bico.
Não, não, pode terminar tua pergunta, mas eu tava respondendo que eu acho que não iam fazer nada para mudar, não. Eu acho que não viria fórmula mágica dessas bandas tradicionais clássicas, não.
E então fica esse grande e se, né? Porque de fato o grunge ele se torna muito importante para o cenário musical, para o cenário visual também. Porque assim como a Nath muito bem pontuou, eles começaram de uma maneira muito despretensiosa, uma coisa assim, ó, a gente não quer fazer dinheiro, a gente quer fazer música, a gente quer curtir, é underground. E daqui um pouco esse movimento se torna totalmente lucrativo para dentro do comércio, tanto musical quanto visual, né?
A maquiagem influencia a roupa, influencia a estética, influencia todo, toda uma sociedade ali vai se modificar com esse movimento. Então assim, não seria só o impacto musical. Como esses jovens, né, da época ali estariam perambulando, né? Porque antigamente você tinha ali Seattle, estariam com uma garrafa de Jack e zanzando. E aí, nos anos 90, o que que eles estariam fazendo?
Então, mas tem um ponto que você falou aí, que eu concordo só em partes. Sim, a maioria dos movimentos começa com os moleques que não tem muita coisa e são super simples, né? Então, o próprio thrash que tava um pouco antes da farofa Era uma galera que usava calça rasgada porque a calça era velha de fato, e o cabelo comprido que tava em turnê, né? E o tênis lá da moda. Morava todo mundo na mesma casa fazendo turnê, dormindo no capô do carro, né?
Não é— ninguém nasce no glamour do fim dessa fase da farofa ali, né? Acho que eu não consigo pensar no movimento que de fato vem de uma galera que tá lá em cima já. Não tem informação suficiente para imaginar isso. Então acho que essa, esse lance da ostentação, acho que ele talvez ostentem menos, né? Mas o pessoal que começa a fazer sucesso acaba entrando numas piras de de ter helicóptero e morar na penthouse do sei lá o quê, né, que acaba vindo com o dinheiro, influência.
Não, eu te entendo, amigo, mas assim, o meu ponto é assim, ó, o Guruja foi muito no sem querer. Eu acho que eles não tinham, porque diferente de outras bandas ali, e aí eu tô falando do hard mesmo, eles tinham essa visão, essa ambição do eu quero chegar no topo, eu quero topo, eu quero ser reconhecido. O grunge vem muito dessa coisa de baixo, sabe, do underground assim, do eu só quero fazer minha música, eu quero que a minha música faça, chegue nessa galera aqui.
Não sei, é o conhecimento que eu tenho, pelo menos, sabe, do it yourself, né. Mas acho que eu acho que esse lance do do it yourself ele vale para muitas, muitas, não é gênero, né, mas para muitas linhas de que a gente acaba agrupando, né. Vou chamar de movimento aqui. É, o do It Yourself vem do punk lá, que é muito do que o grunge adota em certo ponto, né, de rock de garagem, grunge, anos 70 e tal, de faça você mesmo. Mas, cara, é voltando no thrash, né, a galera fazia zines, gravava demo, mandava para o mundo inteiro.
Sepultura aqui, né, trocava fita cassete com a galera da cena de death metal da Flórida quando era tudo demo, né. Acho que é parte de movimentos acontecendo, é que agora não tem mais isso, né? Internet, depois de MySpace, sei lá, acabou esse do-it-yourself raiz, né? Agora é um do-it-yourself que o cara grava o disco inteiro no quarto lá no Pro Tools e consegue lançar no dia seguinte no Spotify. Mudou essa característica, não tem mais como acontecer na minha cabeça, pelo menos, né?
Mas acho que era meio que os movimentos tinham que nascer assim. Né? E aí o que acontecia é que as gravadoras identificavam esses embriões e o negócio explodia, né? Eu entendo que você falou de não tinham ambição de ficarem milionários, né? Acho que isso aí faz sentido em relação a farofa, mas eu não sei se dá para dizer que todos os farofeiros tinham de cara ambição de ficar milionário, né? Acho que ambição de sucesso todo mundo tem.
Né, ainda mais você pegando tipo um Guns N' Roses, que já é o final ali, já é 87, o Appetite, né.
O farofeiro, o farofeiro raiz, né, o princípio, eles queriam era cachaça, a cachaça liberada e mulher. Então se eles tinham sexo e cachaça, era isso, tava feita a noite.
O Kurt, ele tinha muitas crises existenciais, né, cara? Enquanto a farofa era só felicidade, bebida e tudo mais, eles vieram com a tristeza, né? Ou não?
Nossa, cinza escuro, né?
Poxa vida, é aquele momento que a gente deita, nunca mais vou beber na minha vida, que que eu tô fazendo? É, sabe, chegando uma festa assim, puta que pariu, que eu tô fazendo da minha vida?
É aquele momento, tu chega em casa cansado, não sabe se quer tomar banho, né? Vai deitar logo.
Exato. É, o Kurt Cobain, no caso, eu disse que o cara não tomava banho, né? Mas enfim, deixa para outro. Vamos deixar para outro tópico, daí a gente junta o Kurt Cobain, o Tonhão, o senhor Toninho Ayomi também não tomava banho.
Vamos lá, já deu bastante debate a inexistência de um movimento, mas fala aí, William, seu primeiro e se.
Eu não posso negar que eu trouxe um monte de coisinhas do Iron Maiden, mas eu vou tentar fugir do óbvio para não acharem que eu vou colocar Maiden em tudo.
Rapaz, que tu trouxe Iron Maiden, não acredito!
Pior que eu trouxe. Mas eu vou mandar essa aqui diferente, especialmente para ti, Bruno. Tô curioso para saber qual sua resposta. Tu é um cara que curte guitarra, toca guitarra. Se o Jimi Hendrix tivesse vivido pelo menos até os anos 90, se ele estivesse, se não tivesse morrido, cara, tu acha que aconteceria?
Cara, ó, eu não sou um profundo conhecedor do do Jimi Hendrix, cara. Vou já, já vou me acusar aqui, mas ele era um inovador, né? Então o que esses caras trazem de mais legal é a loucura de sair da caixinha e inventar técnica, inventar outras formas, inventar outras coisas diferentes na guitarra, né? Então eu queria viver no mundo que o Jimi Hendrix não tivesse morrido, cara, porque com certeza ele ia ter feito muitas outras maluquices na guitarra, além do que ele já fez, não só do lado teatral, que era uma loucura, mas do lado musical mesmo, né?
Com certeza teria desenvolvido ainda mais técnicas interessantes, harmonias interessantes, né? Eu imagino que ele ia acabar saindo do formato de rock eventualmente, botar umas coisas malucas junto com a banda, cara, né? Ia fazer um uns outros tipos de experimento aí. Mas acho que a gente teria muito a ganhar se esse cara tivesse continuado vivo para compor com a gente.
Bom, eu vou arriscar dizer que impactaria bastante assim em pessoas assim que, vamos colocar dessa forma, o Klepto já foi um cara que ele é da época do Hendrix, ele já foi impactado pelo Hendrix, ele chegou a ver o Hendrix tocar. Sim, então a geração dele ali, vamos dizer assim, que sofreu essa influência. Mas aí, o que que seria de guitarrista tipo Eddie Van Halen? Ou daqui a pouco, ali, vamos voltar um pouquinho mais para os anos, para uns anos antes, o Blackmore. Aí sim, depois lá o Eddie Van Halen, depois o, sei, cara, Steve Vai.
Então, cara, esse é um negócio que para mim é diferente, que é uma coisa que eu queria muito ter vivido, né? Para você ouvir pela primeira vez o que que era o Jimi Hendrix tocando, porque todo mundo que fala que viu pela primeira vez é transformador, sabe? Tipo, a primeira vez que eu— que falam também, na primeira vez você ouve um Eddie Van Halen tocando Eruption, né? Você coloca o CD, a segunda faixa é só guitarra. E umas coisas que você não faz ideia de como é que o cara tá fazendo, né?
É, eu queria, eu tive uma experiência que foi parecida, até comentei no grupo no final de semana agora, de botar um disco e meio que, cara, que que tá acontecendo, né? Que você não faz ideia, que é um outro lado, que foi ouvir o Gorguts, cara. Eu comprei o CD Obscura sem saber muito bem do que se tratava. E quando eu dei play, cara, eu não fazia ideia do que tava acontecendo assim. É negócio que deve ter sido a sensação de ver esses caras alienígenas que brotam na Terra, plantam a semente do caos e vão embora depois, né?
Que é você ouvir um negócio que você não sabia que podia existir, uma doideira desse nível, né, cara? Então queria muito ter vivido para ver pela primeira vez assim numa época que a exposição às coisas era mais escassa, né? A gente não tinha tanto acesso a coisas diferentes, né? Você chegar, imagina, você chega num show e tá lá o cara fazendo o que ele fazia. Esse negócio muito maluco que influenciou todo mundo, né? Todo mundo que veio depois dele tem ele como referência.
Ele ia ter acesso a tecnologias, provavelmente ia testar coisas novas, ia experimentar. Eu acho que ele Acho que ele seria um cara curioso, acho que ele iria por outros caminhos aí também.
Exatamente. Fala aí, Rê, comenta aí. Eu não sei se você curte o Jimi Hendrix.
Ah, porra, para caralho! Sabe aquele meme Pink Floyd, para caralho, para caralho? É eu, cara. Eu tô com 3 livros aqui na minha frente sem querer porque eu posicionei o telefone, cara, tô com Slash, Frehley e um livro do Jimi Hendrix na minha frente. Eu sou muito fã do Jimi Hendrix, é impossível não ser fã do cara. O cara era um gênio da guitarra, ele tudo que eu amo, cara, o Slash cria dele, né? Tá ok, Joe Perry também, mas assim, né, tudo vem dele, a obra-prima ali tá dentro dele.
O cara era um gênio e o William pontuou um lado muito bom assim, que é a tecnologia a favor dele. Quando ele lançou o Electric Ladyland, cara, na época, com pouco, com pouco, mas muito pouco hoje em dia, mas muito recurso na época, cara, transformou. O cara fez aquele disco que para mim é um dos melhores da carreira dele, né? Apesar da, enfim, da banda solo dele ter 3 discos, mas ele consegue fazer um disco incrível usando tudo que ele tinha de tecnologia da época.
E eu imagino ele nos tempos de hoje, com estúdio hoje em dia, com muito mais coisa a favor dele. Eu acho que ele não só teria revolucionado, como ele já teria aprimorado o que já existia, sabe? Dentro daquilo, daquele estilo psicodélico que ele tão bem trabalhava, aquelas fritadas de guitarra que só ele sabia fazer. Então eu imagino assim discos que quando entrassem ali nos anos 80, cara, eu acho que seria transformador. Acho que a gente estaria resenhando um disco dele atual assim, digamos, a gente estaria resenhando um disco dele nos anos 90, cara, estaria na primeira fileira do Hall da Fama assim hoje em dia, aplaudindo e sendo homenageado. Enfim, que ele é muito, ele tava muito à frente do tempo dele.
E você, Natália, você é fã de Jimi Hendrix?
Olha, eu não sou assim super conhecedora, assim super fã, tipo a Rê, mas eu entendo totalmente a importância dele. E assim, se eu fosse chutar, eu iria pelo que vocês comentaram, principalmente da questão de tecnologia, por ele ser um cara já revolucionário que trazia coisas novas e tal. Imagina esse potencial com toda, toda a tecnologia ali, ele tendo acesso a isso, né? E aí, enfim, toda a técnica dele e tal. Não sei se eu consigo adicionar muito, muito mais coisa.
E agora para o próximo a gente tem a gravação do Thiago. O Thiago não tá participando, mas ele me mandou mais cedo um áudio. Então a gente vai ouvir agora esse áudio e vamos comentar depois. Então vamos lá, vamos dar o tempo para o pessoal ouvir aqui.
E aí, povo lindo do Rock na Mesa, Thiago Zuma falando aqui. Infelizmente eu não pude participar da gravação desse episódio especial que marcar grande estreia da Natália no programa, mas vou deixar aqui um what if inspirado na minha ausência. E se John Rutsey nunca tivesse saído do Rush e a gente nunca tivesse ouvido falar de Neil Peart? Como vocês acham que teria sido a carreira dessa banda canadense? Abração, boa estreia, Natália. Curioso para ouvir o que vocês pensam sobre isso.
Caramba!
Puxado, né?
Puxado, cara, puxado.
E aí, quem quer começar?
Eu posso, eu posso ir. Olha, sem Neil Peart, eu acho que teria faltado um elemento muito importante no Rush, que eu acho que são as letras das músicas, as composições, né? É um cara que escrevia o repertório da banda. Eu acho que isso faria uma falta absurda. Agora, como baterista, cara, se a gente tivesse um baterista um pouco mais limitado que ele, não tivéssemos um cara tão genial como ele foi, eu acho que a banda teria continuado, mas eu acho que não teria— o mundo não teria conhecido um um 2112.
Acho que a banda não teria ido por esses caminhos assim muito progressivos, assim meio ousados como foram, né? Eu acho que teria, teria tido evoluções ali do primeiro disco e só, cara. Eu não, eu acho que aqueles 3 elementos ali não se mexe em nada. Qualquer coisa, qualquer uma daquelas 3 peças que você tira, você com certeza desmembra tudo o que a banda passou a ser e é até hoje?
É isso, cara. Assim, de cara eu digo que não existiria o prog metal como ele é hoje, porque na minha cabeça, cara, assim, dá para botar até o Metallica nisso, né? Mas as bandas a gente chama de prog metal, que é basicamente, sei lá, o Dream Theater e todos os filhotes. Aí dá para botar o Fates Warning, o Rush, e o Queensryche no mesmo balaio aí, cara. O Rush do mundo prog, eu imagino que é a maior referência, né? Então Portnoy seria outro cara, não seria o que o Portnoy virou pela referência.
Mas não é nem só isso, você pega assim aqueles maiores clichês do prog metal de fazer uns 7 por 8, tipo, cara, é chupinhado de Rush num no nível extremo, né? E a gente falou do Metallica mais cedo, eu comentei também, cara, o Cliff era fã de Rush, né? Então acho que nem o Metallica seria o que o Metallica é sem a existência do Rush. Eu concordo contigo, William, talvez fosse uma boa banda canadense inspirada em Led Zeppelin, mas assim, não teria as letras do Neil Peart, né?
Não teria todas as inclinações de progressivo que vieram daí. Mas não sei, é, o Thiago, acho que a pior pergunta foi da Natália, cara, mas depois vem essa do Thiago, né? Que que é um mundo sem o Neil Peart, cara? É muito difícil.
Mundo sem graça total.
Eu acho que eu colocaria o que o Bruno comentou também, assim, eu não sou profunda conhecedora do Rush, mas eu gosto bastante de prog. E a questão do Portinói, da influência, assim, com certeza sofreria. Assim, eu não sei se teria um outro ali no lugar, não sei também o que que o, quem que poderia estar ali no Rush tocando, mas o que eu acho que o maior impacto seria, pelo menos para mim, o que faria falta na minha vida seria a bateria do Portinói. Assim, com certeza.
Ah, pois é, teria isso aí, né? Para alguns, de repente, não ter o New Peer seria um investimento então, né? Não ter o Dream Theater.
Exatamente.
Ah não, mas o preço a se pagar é muito grande.
Blasfêmia!
Eu tenho um what if, uma camada de what if adicional em cima desse what if aí, mas eu vou jogar depois que todos falarem sobre o o Rush. Acho que falta a Renata, né, cara?
E nem falta, porque você não tem conexão nenhuma e conhecimento nenhum de Rush para opinar qualquer coisa a respeito. Para mim mudaria, não mudaria uma vírgula na minha vida, com todo respeito a quem é fã e gosta, né?
Mas você acha que o Rush não teve nenhuma influência em nenhuma das fofocas que você ouve, cara?
Ah não, com certeza teve, teve, mas assim que eu Lembre que eu citei, só um pouquinho, minha filha, pera aí que tem uma adolescente de 7 anos batendo pé aqui para mim. Mas enfim, eu não consigo formular agora, sabe, uma justificativa que eu ache plausível assim para esse questionamento, Thiago, que eu considero super importante.
Mas enfim, o arife adicional, a camada que eu jogo em cima dessa, falando do progressivo, é Se lá no final dos anos 70, nos anos 70, vamos colocar assim, quando os jovens que queriam aprender, queriam tocar um instrumento e não tinham o conhecimento, devido conhecimento, pegaram a guitarra e foram fazer punk num cenário dominado pelo progressivo. Se isso não tivesse acontecido e o punk não tivesse existido, seria um mundo muito chato, na minha opinião. Já pensou?
Já entrou na polêmica.
Olha só, cara, mundo cheio de Gênesis, de King Crimson, só a galera super nerd, tipo técnica purista.
Imagina, vou dizer que sem o prog a gente não teria Opus, Natália. Eu vou me mutar aqui para—
de fato, sem o prog a gente não teria Opus. Porém, porém, eu gosto muito da rapidez, entendeu? Eu gosto daquela coisa suja e daquela coisa agressiva, sabe? Então eu acho que o punk rock com certeza fez muito parte disso. E o que veio depois do punk, o pós-punk, que é também um estilo que eu gosto bastante. Então, poxa, se não tivesse, cara, assim, seria um mundo muito certinho, não ia ser bacana, sabe?
Você vê que convergiu no Opus mesmo, né? Porque veio o punk depois disso Aí a galera juntou punk com metal e fez o thrash, aí virou death metal. Aí o Ockefeldt ouviu Morbid Angel, pirou, e era viciado nos progs, e nasceu o Opus dessa mistureba que lá atrás se separou, né, e veio convergir lá 20 anos depois. É muito doido, né? Assim, acho que você tira uma pessoinha do caminho, já desanda tudo, né?
Não, gente, o mundo sem o thrash metal não pode, não pode ser, não tem como. Punk precisou existir.
O punk, até o grunge não existiria se o punk não tivesse existido.
Com certeza não, por bem ou por mal, cara. Mas assim, talvez sem o prog não tivesse punk também. Então as coisas acontecem do jeito que elas são porque existe, existem respostas sempre né? O mundo vai, vai.
É isso, Bruninho. Eu sinto como se fosse um grande efeito borboleta, sabe? Como se a gente mexesse num fiozinho do passado e aí tudo assim é um dominó, é um grande dominó. É um, eu acho que isso tudo é um grande efeito borboleta.
É, enfim, trazendo aquele filme, sabe, onde tu mexe numa coisinha ali, pá, o bater de asas de uma borboleta na Austrália vai influenciar sortear o urso pardo do Alasca, né? Nem sei se tem urso pardo lá ou não. Muito bem. Aí vocês acham que a gente faz mais uma rodada? Já estão com uma hora mais ou menos, né? Ou fechamos por aqui?
Vamos, eu acho que daria para você sortear pelo menos uma pessoa para fazer uma saideira.
Boa! Ó, eu vou fazer pelo Excel aqui então.
Faz aí um sorteio. Quem for sorteado joga mais uma e a gente debate em cima dessa última. E olha, eu trouxe, sem brincadeira, umas 20 coisas aqui. Então acho que a gente tem conteúdo para mais uma parte, hein?
Vai ficar uma parte 2. Eu trouxe 2 excelentes aqui que vão ter que ficar para o futuro também. É, ó, vamos fazer aqui. William número 1, Natália 2, Renata 3, Bruno 4. Eu vou fazer um número aleatório no Excel vezes 4 e vamos ver quem cai. William!
Oh, que coisa boa!
Marmelada, hein?
É, não posso fazer nada.
É assim, Nath, te acostuma, Nath. É um complô.
Não foi o Paulo, pô. Podia ter sido o Paulo ou o Clayton aqui.
Me desculpem, mas essa pergunta precisa ser perfeita. E se Bruce Dickinson nunca tivesse saído do Iron Maiden?
O que é um mundo sem Blaze Bayley, William? Você não ia saber quem era Blaze Bayley, Wolfsbane. Como é que, como é que você viveria sem o Silicon Messiah, cara? Porque Silicon Messiah não existiria se o Blaze não tivesse entrado no Maiden. Né, ó, eu, eu não sei, cara. Se bobear, o Iron Maiden tinha implodido, né, porque já tava meio conflituoso o negócio. O Adrian já tinha pulado fora, né. A gente tá falando aqui do Fear of the Dark.
O Bruce, cara, foi o primeiro show que eu vi do Maiden foi na turnê do Fear of the Dark. Eu era um micro Bruno, tinha Acho que 8 ou 9 anos, sei lá. E eu fiquei maluco, cara, fiquei o show inteiro chorando que eu tava tipo vendo Deus na minha frente, alguma coisa desse tipo. Mas assim, você ouvindo até no Real Live One, Real Dead One, cara, eu tenho uma sensação de que o Bruce tá totalmente sem paciência ali, sem saco de cantar, né?
Então talvez se ele não tivesse saído, viria o o X Factor versão Bruce Dickinson seria uma tragédia, né? Não acho que— e para mim, sinceramente, sem querer cutucar o William, né, que eu sei que é um adorador do Fear of the Dark, a banda já tava numa decadente ali, né? É, sairia um disco muito meia-boca e eventualmente a banda ia diminuindo para quem sabe terminar mais cedo. Tô indo pro cenário pessimista aqui, né? Fora que a gente não teria o Blazeverso, né?
Não teria todos os áudios do William no grupo cantando, sei lá, I Touch Myself versão Blaze, cantando qualquer coisa com a entonação do Blaze, né? Que é um tesouro pra só quem participa do grupo ouve. Mas é isso, cara. Eu acho que o Maiden teria virado uma banda de botequim, talvez, ou acabado. Depois de uns 2 discos ali.
É, eu entendo assim, vamos supor que eles tivessem feito um empenho em salvar a coisa, né? Tipo, o manager lá, a gravadora, o pessoal tivesse se envolvido. Não, Bruno, você tira aí uns tipo 1, 2 anos de férias, vai esfriar a cabeça, depois a gente volta, a gente conversa, senta lá, põe os dois para conversar lá, o Steve Harris e ele. Ou quem mais na banda que tava, o Nico tava muito puto com ele também na época. Então coloca todo mundo para conversar numa sala, se entenda, e depois a gente volta.
Aí o próximo disco, que seria o The X Factor, o Steve Harris só teria um ingrediente a menos para tristeza dele, que era o recomeço da banda, que ele pensou em até acabar quando o Bruce saiu. Ele teria só o divórcio dele, que também influenciou negativamente a vida dele. Então eu acho que o X Factor de certa forma teria tido essa influência, tá? Daí o Bruce talvez não lançaria o Bosta o Picasso, talvez a carreira solo dele não existiria.
Não, não existiria com certeza, né? Aí eu vou me intrometer, é isso aí, cara. O Teto Milionário, ele já tava ali na na beira de fora, né, mas sem sair da banda, não sei se— eu acho que não rolaria nada, cara, muito menos as duas obras-primas aí, Accident of Birth e Chemical Wedding, que são melhor do que tudo que veio depois do Seiva. Pronto, falei, tô me mutando.
E o Bruno, mas só para terminar a minha participação aqui, você acha que o Iron Maiden, ele então, ele não teria sido maior do que ele se tornou quando o Bruce voltou?
Não, não, cara, jamais. Porque assim, você pensa que o— acabou, acabou minha concentração com a pessoinha que apareceu. Olha só, agora tem que apresentar ele para o Banguela.
Temos para fazer companhia para o Banguela, colocar ela nas copas também, a Meg aqui. Aqui, ó.
Olha aí, pronto, começar a fazer meme dela também.
É assim, para mim não teria, não teria o tamanho que teve porque não seria um retorno, cara. Bem ou mal, isso aí é um, é uma fonte de interesse, né? Assim, você pensar que o Mayhem foi uma das grandes estrelas do Rock in Rio de 85, né? Um dos grandes destaques. A galera fala mais do que do que, sei lá, do AC/DC, por exemplo, que foi um headliner, né? O Iron Maiden foi abertura do Queen. Talvez não tivesse nem o interesse suficiente para eles virem no Rock in Rio de 2001 num cenário desse, né?
Talvez não tivesse aparecido por aqui com o tamanho que teve, com a expectativa que teve quando os caras voltaram.
Meninas, alguma coisa para acrescentar aí?
Ah, eu posso falar, porque assim, eu acho que a coisa mais marcante é que a gente não teria 3 guitarristas na banda, porque se o Bruce não saísse, ele não teria voltado com Adrian Smith, né? Então talvez a gente não tivesse os 3 guitarristas, olhando para essa ótica do que que a gente teria perdido. E eu O Rock in Rio 2001, eu era, óbvio que eu não fui, eu tinha 10 anos de idade. Mas quando eu conheci o Iron Maiden, eu vi esse DVD e, cara, pra mim foi tipo, minha cabeça explodiu assim.
Porque eu vi tipo o Bruce pra mim, né, no auge dele ali pulando, correndo de lado pro outro. E eu acho que a gente não teria isso se ele não tivesse saído, sabe? Então a volta dele, ele voltou com gás assim, gás total, né? Então olhando pela ótica do que a gente teria perdido assim, acho que a gente teria perdido isso, tipo, a gente não teria o Adrian Smith e a gente não teria o Brave New World, que eu acho que é um álbum muito bacana, e aquele DVD maravilhoso do Rock in Rio que eu adoro, né?
Ia ser tipo o show do Oasis que eu vi naquele Rock in Rio lá maldito, cara, que show horroroso. Pior show que já vi na minha vida, cara.
Nós não teríamos o Accident of Birth, não teríamos Chemical Wedding, não teria nada, cara. Ou seja, nessa transição aí entre idas e vindas, quem se fodeu foi o Estevão, que ficou com o X Factor.
O X Factor ainda a gente defende, né, William? Mas o Virtual Eleven é duro de defender.
Estevão ficou com Virtual Eleven, com X Factor, um divórcio na conta.
De repente a gente não tinha nem o British Lion nessa aí, cara.
O Iron Maiden, agora uma coisa é certa, se o Iron Maiden não tivesse separado do Blaze, o Iron Maiden estaria tocando no Fabrique aí em São Paulo.
É, então é isso, cara, é isso. Eu falei, ia ser banda de boteco, cara, ia tocar no Fabrique aqui. Tu ia, aí sim você ia pegar o Thor tudo numa chuva, cara. Eles iam atravessar a rua para comprar camiseta no boteco ali da frente, lindão, cara.
Opa, melhor spaten que tem na região.
Que específico, né? É muito bom, cara. Primeira cerveja que eu tomei com o Thiago, acho que foi na frente da fábrica lá.
Ó, é mágico, é mágico.
Muito bem, Renata, teça seus comentários sobre o Iron Maiden sem Blaze, cara.
É, chega a ser até uma piada, é o terceiro comentário desses, mas eu não consigo imaginar o Iron sem o Blaze. Blaze foi muito importante, né? Muito esquisito pensar nessa, pensar assim do Bruce não sair da banda e tal. A mesma coisa que pensar do Paul D'Anno, e se Paul D'Anno sempre continuasse como vocalista, será que o Iron seria, teria toda essa relevância que ele tem hoje? Né? Não, apesar de eu adorar o Bruce, claro, é importante, cara.
Tem uma voz boa, apesar de me irritar muitas vezes com aquele excesso dele de uó. Ai, aquilo me irrita para caramba. Mas enfim, a Nath citou o Brave New World, prefiro me isentar desse comentário. Ainda bem que o Thiago não está aqui. Porque coitadinho do Brave New World, cara. Brave New World sofreu. Mas assim, não consigo pensar no Iron sem o Blaze. Blaze foi muito importante para o Iron, né? É meio esquisito. Eu não sei, eu não sou fã de Iron Maiden, então assim, para mim é muito esquisito pensar.
O cara entregou ali o que ele precisava entregar. Ele trouxe uma nova, ele entregou um novo RG. Né, para o Iron Maiden. E aí fez com que o Iron Maiden elevasse o patamar também. Tipo, o próximo disco ia ter que ser muito bom.
Então a gente chegou à conclusão que o Blaze foi um trampolim para o Iron Maiden, né? Simplesmente um trampolim.
É, a Natália, não sei se ela deu uma olhada no cronograma, ela chegou agora, mas o último episódio que a gente gravou foi o Silicon Messiah versus o Brave New World.
Entendi. Então o bichinho apanhou.
Por isso que a Renata tá com esse hiperfoco no Blaze, que ela se forçou a ouvir o Silly Commissária e gostou. Convertemos uma pessoa para o Blaze.
Mas ele já tinha me convencido, porque tem, cara, não vou lembrar o disco agora, mas tem uma música, The Class Man, muito boa, cara. Eu já adorava essa música. Tem um ao vivo dela que eu acho muito foda. Então, tipo, já não precisa me conquistar, o Blaze me ganhou. Superestimada essa música aí. Você acha, Bruninho? Aí sim ela não pôs.
Eu acho superestimada demais, muito valorizada acima do que merece. Mas enfim, ó, é bom, a gente vai terminar o nosso bloco principal aqui. Eu queria muito que todo mundo opinasse nesses what-ifs. É um exercício muito divertido tentar imaginar o que que seriam esses cenários aí que foram propostos, principalmente esse cenário da Natália, cara, que esse aí deu um nó na minha cabeça. Vou confessar que não tava preparado para isso não, mas é legal demais.
Então, por favor, comentem, porque acho que só os comentários já vão dar mais um episódio depois.
É, comentem. E se a gente ficar feliz com retorno, com feedback, a gente grava a parte 2, porque eu terminei aqui. Eu tenho uma lista de coisas aqui, a gente podia ficar seguramente umas 3 horas falando.
Eu tenho umas também.
Ó, já temos um monte de pauta pronta aqui. Quando a gente tiver sem paciência de estudar disco, a gente já faz o Arif. Muito bem, mais algum comentário final, pessoal?
Não.
Tô, finalizei.
Então vamos lá. A gente teve bastante comentário de novo depois do último episódio que a gente gravou. Vou começar a ler aqui. O episódio mais recente que foi lançado quando a gente tá gravando foi o do Satirical. Do Rebel Extravaganza. Então, primeiro comentário de cara já é do Paulo, que foi o agraciado no sorteio, e falou aqui: parabéns pelo episódio, de respeito o sacrifício do William para sair da zona de conforto, entrar nesse mundo maravilhoso.
Bruno, já já vou mandar o Pix. Sem essa, pessoal acha que o sorteio foi manipulado, mas foi sorteio de verdade. Ele terminou com: come, come, let's join the orgy. Você vê que é uma temática tranquila do satírico. Próximo comentário sobre o The Purple Splat foi a Luciana Caneca. Ela comentou aqui: saiu um episódio novo e mal deu tempo de comentar esse aqui. Ainda não tinha ouvido o episódio só da dupla. Aí eu e o William gravamos uma sequência, né, William? Achei muito legal a dinâmica de vocês dois também.
Valeu!
O episódio mais uma vez super legal, cheio de pesquisa e informação, grandes passadas de pano do William. Capaz, mas é assim mesmo, fã é fã e a gente sempre consegue extrair algo de bom quando o material permite. E o Splat é sim um álbum bom, é ótimo. Abraços, queridos. Agora eu vou ouvir vocês falando de black metal.
Muito bom, ela volta depois com comentário.
Eu preciso deixar um beijo para ela porque ela é uma amada, ela sempre comenta nossos episódios, ela engaja muito assim, ó. Um beijo para ti, tu é uma querida, sabe assim que a gente te adora.
É isso aí, tudo bom.
Próximo comentário do Satire Con de novo, Rebel Extravaganza, da Mariana, participante do grupo, bem ativa. Satire Con já foi, agora só falta Enslaved Emperor Windy Dimmuborg. Amei o episódio, obrigado ao Paulo e a vocês.
Excelente.
Ah, rapaz, tá louco.
Já aconteceu.
Você ligou que, cara, duas mulheres comentaram no episódio de death metal assim?
Ah, tem mais, calma que tem mais, cara.
Que foda! Eu tô muito feliz, tô muito feliz, cara.
É, cara, black metal é sucesso. José Claerton Silva, também nosso amigo do grupo: primeiro black metal do Rock na Mesa. Não é minha praia, mas é bom para atender a todos os gostos. Parabéns, Bruno Glaser e William Capeta Faria, pelo ótimo trabalho. Ele botou a hashtag gato trevoso. Acho que foi para você, William. Gajo, gajo, gajo, gajo trevoso. Verdade, o Paulo é trevoso, cara. Ele manda umas coisas boas no grupo lá. Bernardo Nunes, do Deep Purple.
Boa, segui o disco no Spotify pré-lançamento. Depois comprei o vinil. Ó, mais um colecionador aí com a gente. Ótimo disco mesmo, fiquei feliz em abrir o Rock na Mesa e ver que tinham feito episódio sobre ele. O encarte também é sensacional em termos de arte. Eu vou confessar, o William mandou no grupo o disco na Amazon, né, William? Tá bonitaço mesmo a edição lá, mas tem umas coisas que estão na frente na fila aí antes de pular nesse papel novo. Até tem uma ouvinte aqui falando satírico também, Natália Braz. Quem será?
Quem será?
Euzinha.
Mais um episódio de alto nível, pessoal. Mesmo o William não sendo grande fã do estilo, deu uma chance e tratou o Almo de forma respeitosa. Pior é que foi, cara.
Eu sempre trato as coisas com respeito. Que vocês que é que quando é tema que vocês gostam, vocês não aceitam minhas críticas, mas eu sempre trato bem. Ouçam lá o episódio do Cinderela que vocês vão ver o que que é tratar um disco com respeito.
Até hoje a minha terapeuta escuta o nome do William Faria quando eu falo de Girls, Girls, Girls.
Em 2024 tive oportunidade de ver o Satire com ele também, Natália, ao vivo, e foi sensacional. O Satire tem muita presença de palco, bateria do Frost é algo marcante, inclusive é o que eu mais gosto na banda, a bateria. Ele é um desgraçado mesmo, né, cara?
Demais, muito bom.
Recomendo o documentário Until the Light Takes Us, que fala sobre a cena de black metal norueguês e conta com a participação do Frost. O Thiago falou, cara, que ele queria ter comentado disso no episódio também.
Então, se o time tá alinhado já de cara, cara, o Frost é uma coisa à parte assim, toda mística dele assim. Nossa, meu Deus do céu, ele é um artista. Tipo, no documentário tem até uma exposição de arte dele lá no numa galeria que ele fez. Não lembro exatamente em qual país, mas esse documentário é muito bom. Eu não sei se ele é fácil assim de achar, sabe? Tem no YouTube, tem no YouTube, né?
Tem, tem.
É do mesmo cara que fez o do heavy metal, né? Que ele conta do— eu esqueci o nome dele, mas ele conta, eu acho que é do mesmo cara que ele conta de todos os estilos assim do metal e tal. Esse de black metal é muito bom.
A melhor coisa que tem do Frost é uma cena que filmaram ele no avião do lado de um molequinho, cara. Ele com o cara de black metal travadão lá e molequinho tranquilo lá.
Eu acho que é nesse documentário.
Muito bom, né? Mas o Frost é um cara que ele é meio peculiar, né? Porque ele é alto para caramba Cara, ele é meio diferentão, né?
Bem perfeito, tipo, ele é perfeito. Ele é o que o cara do Immortal deveria ser, que o cara do— esqueci o nome, mas o vocal é ele. Ele é tipo tudo que você olha, esse cara não é do Black Metal, ele é muito, muito fofinho, parece muito fofinho para ser o Danny Field também, né? Então o Frost é a personificação.
Bernardo Nunes falando sobre a batalha Poison versus Mötley Crüe. Escutei esse episódio, resolveram achar um Music League sobre a tal Metal Farofa, sobre o tal Metal Farofa. Achei essa, teve apenas um round valendo, mas foi bom para revisar os resultados da batalha aqui. Ele mandou o link. Eu não conheço particularmente o Music League, não sei se vocês conhecem, cara. Eu fiquei curioso com esse comentário aqui do Bernardo.
Também não, eu tenho que dar uma olhada depois. Eu ainda não abri esse link, mas tá aqui.
O Infinita Cash comentou do Satire com hashtag conta a história, William. Será que ele tá falando do 1974?
Ou é do 74? Nem lembro mais, é tanta história.
84, né? 84. Aqui tá como site em aberto.
É, tá em aberto. É tanta história que eu já me perdi já.
Esse aí vai ser só o episódio proibidão para quem assinar o Patreon do William.
A gente vai estar no OnlyFans lá, na mesa do OnlyFans.
Pode fazer sumir em uma semana, você coloca online e deleta em uma semana.
Ó, louco, o Zanski Desaster, nosso amigo também do grupo, comentou do Satyricon: ó, primeiro episódio black metal do podcast, excelente episódio, senti a falta do nome black metaleiro do Bruno, Bruno Sete Peles. Ficou muito bom. Que venham outros clássicos, não só da Noruega, por fim sim. Episódio com bandas sludge seria uma boa também. Abraços, hashtag Olha o Diabo, abraços, Zansky. Conheci o Zansky no show do Imperial Triumphant, cara, showzasso também. E nosso último comentário também do Satiricon, de novo da Luciana Caneca.
Agora ela ouviu, agora lembra que ela falou que ouvia? Agora ela vai comentar.
Tava na fila, né? Tava na playlist lá. Eu sou fã de black metal de boutique, Dimmu Borgir, Borknagar, Cradle of Filth, Enslave, Dwarven Christ, Emperor. E essa nova geração, amei o episódio. William, você foi um gentleman na sua análise, muito tolerante, respeitoso, atencioso, buscou extrair coisas boas desse gênero e desse álbum tão difícil para alguns.
Convivam com isso, gente. A palavra tá aí, eu não tenho como negar, tá? Vocês querem continuar me detonando, fica à vontade.
É, o William tava sofrendo, viu? Vou abrir aqui. Acho que a gente até comentou, mas o William, para gravar o satírico, ele mandava umas mensagens assim: não tô aguentando isso.
Foi um estado de negação entregando os pontos. Falei, Bruno, pelo amor de Deus, vamos trocar esse disco, não aguento mais.
Cara, o William tava só assim, ó, acaba, pelo amor de Deus, acaba!
Mas aí você vê como é gratificante, cara, que você ouve uns discos esquisitos desse, começa a digerir, começa a tirar essas camadas e você acha muita coisa boa lá. E ela continua aqui: claro que os parabéns também vão para o Bruno. Muito obrigado pela condução do episódio, pelas análises técnicas sempre sóbrias. Que venham mais episódios das profundezas do desespero.
Olhando nosso cronograma até o final do ano, nós temos Profundezas do desespero em algum tema? Não precisa falar qual.
Profundezas do desespero, profundezas da dor, profundezas do caos. Tem muitas profundezas aí pela frente que vão ser bem legais, cara.
O episódio de Natal seria Profundeza do quê?
Profundezas da aventura?
Da decadência?
Deu spoiler aqui já.
Muito bom. Então, com isso posto, vamos definir a nossa hashtag aqui desse episódio What If.
Vamos.
Acho que a gente podia fazer um hashtag Bem-vinda Natália. O que que vocês acham?
É isso, eu acho que sim. Renata, tu que recrutou a Natália, foi lá Fez uma entrevista com ela, passou no teste ou não, cara?
Mais do que passou! Eu tô tão feliz que vocês não têm noção, cara. É muito bom.
Eu tive que falar qual que era a minha música favorita do Guns, aí eu falei a certa, aí ela falou, tá bom, pode entrar.
É bem, bem que tá dentro do time, Natália.
Só para os nossos ouvintes conhecerem um pouquinho de ti, do teu gosto musical, para eles saberem o que que espera nos próximos episódios, suas opiniões e tal. Até influenciar em pautas futuras. Fala aí umas 4, 5 bandas que você gosta, então, aí no teu topo.
Bom, eu sou bem eclética assim, tá? Não espera incoerência, mas a minha banda do coração, que é o top 1 do meu Last FM inclusive, é o Megadeth. Então foi a banda que, se eu puder dizer que a banda que me introduziu assim no mundo do metal foi o Mega. Mas eu também tenho um coração bem dark, bem gótico. Então eu sou muito fã de Sisters of Mercy, Type O Negative, Paradise Lost, Six Nine Eyes. Eu amo Six Nine Eyes, espero muito conseguir colocar um, ter um episódio de Six Nine Eyes aqui nesse podcast, porque eu sou muito fã da banda e gosto de muita coisa industrial também.
Então curto muito Rammstein, enfim, eu gosto de muita coisa, sabe? Eu gosto de Opeth, que o Bruno também curte bastante.
Tá esperando aqui, torcendo.
Opeth também tá no meu coração, e coisas de prog.
Tô esperando hard rock, amiga. Cadê o hard rock?
Verdade, né? Sou super fã do Axl Rose, assim, eu acho que o cara é, né? Brincadeira, eu gosto de uma boa farofa Eu gosto de farofa.
Tem uma farofinha ali junto com o biótico, né?
Claro, claro, pô. É, o Six Nine Eyes é exatamente isso. Adorei que você falou, Bruno. É tipo, ele tem as duas coisas que são muito legais, o sombrio e o hard rock. Então assim, eu também curto muito farofa, pô. Tem Cinderela, Skid Row, para mim tipo as melhores baladas são do Skid Row. Então enfim, sou bem eclética, mas se eu puder, se eu pudesse levar um um estilo musical para uma ilha deserta seria o gothic rock, com certeza.
Vai ter uma pergunta final agora: I Don't Care do Megadeth é boa ou é uma desgraça?
Desgraça é uma palavra muito forte.
Entendemos então, entendeu?
Não é uma desgraça, cara. Olha o Bruno sujo, cara, sujo jogando baixo.
Se eu pudesse dizer que quando eu vi o filme do Megadeth no cinema e eu vi o Mustaine lá com os skatistas na rampa de skate, ele tava me passando uma vibe muito do Didi, tipo assim, e aí, galera?
Muito bom, né?
Mas enfim, o cara pode fazer o que ele quiser, né? Tipo, eu vou passar pano para o Mustaine? Desculpa, cara, é um mala, é um mala, mas Pô, o cara mudou minha vida, com certeza.
Não, cara, eu por muito tempo, quando eu conseguia fazer ranking, o Rest in Peace era parte do meu top 10 lá.
É simplesmente o avô do thrash metal, cara.
Sim, ele é a madrasta, né?
Tem para ninguém, tem para ninguém. O cara tem o nome dele no Kill 'Em All e no Ride the Lightning só.
Então assim, segundo ele, não me Papéis também, né?
Superem, superem!
Muito bom, muito bom!
Então, Bruno, é, vamos lá, trouxe a ideia, acho que deu certo, acho que rolou, gostei.
Vamos ver, vamos ver o que que você fala. Eu tô ansioso para ver o que que vão xingar a gente, cara, ou o que que vão elaborar nos cenários aqui.
É, mas vamos lá, contribuições são bem-vindas.
Sempre, sempre, sempre. Para manter a tradição, passando a régua, fechando a conta e fui, fui, tchau.
E se, e se o Grunge não tivesse acontecido, será que o Nestlé aconteceria?
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