Episódios de Rock na Mesa

EP #172: Rainbow - Rising

06 de maio de 20261h37min
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Neste episódio, William Faria, Bruno Glaser e Thiago Zuma, fazem uma resenha sobre o disco Rising, do Rainbow. O disco completa 50 anos neste mês de maio de 2026.

A parceria entre Ritchie Blackmore e Ronnie James Dio trouxe uma combinação de peso, melodia e temática fantástica que influenciou diretamente gerações de bandas. Ao mesmo tempo, o álbum mantém uma identidade muito própria, com composições que equilibram impacto e construção de atmosfera.

Mais do que um registro de época, Rising segue sendo uma referência quando se fala na transição do hard rock para uma linguagem mais definida do heavy metal.

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Assuntos2
  • Resenha do disco Rising do RainbowRainbow Rising · Ritchie Blackmore · Ronnie James Dio · Hard Rock · Heavy Metal
  • Análise faixa a faixa de RisingTarot Woman · Run With The Wolf · Starstruck · Do You Close Your Eyes · Stargazer · Light in the Black · Cozy Powell · Tony Carey · Jimmy Bain · Ritchie Blackmore · Ronnie James Dio · Deep Purple · Black Sabbath · Whitesnake · Judas Priest · Led Zeppelin · Power Metal · Heavy Metal · Misticismo · Exploração humana · Tirania · Esperança · Egito Antigo
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Fala, povo lindo! Me chamo William Faria e dou por aberto os trabalhos para mais um episódio do Rock na Mesa. E aqui comigo, uma luz na escuridão, Bruno Glaser. Você fecha os olhos, William? Não! Não! Não! Tudo certo? E aí? Beleza? Tudo ótimo. Só alegria. Só alegria, cara. E o observador de estrelas, Tiago Zuma.

É, diria que eu tô hoje, é que eu tô paralisado com as estrelas Bruno Glaser e William Faria nesse episódio. Essas estrelas aí. Observador de estrelas, cara. Olha aí. Pessoal, semana de bangers aí. A gente tá gravando no dia 23 do 4.

exatamente uma quinta-feira, falta pouquinho tempo, estão na expectativa, a gente está datando o episódio um pouco, mas acho que não tem como não registrar, né? O episódio quando for pro ar já vai ter passado o Banger, já vai estar todo mundo na ressaca do festival. Expectativas?

Talvez não, né? Com silêncio. Eu vou ser pago pra falar. Eu tô sendo pago pra falar sobre isso. Eu não posso falar antes. Eu tenho expectativa. Vai sair depois, Thiago. Esse episódio vai sair dia 6 do 5 e já foi. É, lá. Uma expectativa pra ver esse Nevermorezinho novo ali. Ah, coisa boa. Nevermore, né? Vamos ver o...

O Hércules... Como é que você falou, Tiago? É o Hércules turco, né? Hércules turco. Hércules turco, baburô, que imita o Oral Dane, né? Vai ser legal pra cacete, cara. Tô empolgado com o Nevermore, tô empolgado com o Angra Megazord. Vai ter muita coisa boa aí no caminho.

E falando nisso, a gente tá com uma copa ferrenha lá no nosso grupo do WhatsApp, né? O pessoal tá fazendo uma copa dos últimos lançamentos, os mais recentes das bandas que vão tocar no Bangers e já tá rolando, né? Já estamos o quê? No grupo oito? Já tá prestes a terminar? Oitavo grupo, cara. É, tá bem legal. Logo, logo a gente termina. Eu queria ter participado, sim.

Logo a gente vai começar uma dos anos 70, Tiago, dá tempo de tu te organizar e até deixo um convite pros ouvintes aí entrar no nosso grupo do WhatsApp. Na descrição aqui tem um link. No nosso Instagram também tem lá na nossa Linktree. Participem lá que tá bem bacana. Tá bem legal. É legal, cara, que você tem que conhecer os discos mais recentes de cada banda, mas é ruim que você tem que conhecer os discos mais recentes de cada banda, né? É. É uma faca de dois legumes aí, boa.

Sempre, quando vou fazer publico festival, assim, normalmente eu faço um trampo de pegar o setlist das bandas e colocar em ordem cronológica as músicas que eles tocam pra ir pegando a evolução, né? Da banda pra ir colocando. E aí tem época de, tipo, bangers pros dois primeiros que eu cobri, ainda quando era Summer Breeze, eu fiz isso com quase metade do cast, cara. Foi umas dois meses ouvindo.

Não vou falar de bandas específicas aqui pra deixar o suspense aí, né? Eu acho que o William podia falar uma banda que ele achou...

excelente, que ele não conhecia, e uma que ele achou muito fraca, que ele não conhecia. Fala aí, William. Na fogueira. Evergreen. Eu fiquei impressionado com o som do Evergreen. Eu não tinha ouvido nada e quando eu peguei esse último disco pra ouvir, eu falei, cara do céu. Bom, não vou falar nada, deixa. Vou dar spoiler aqui. Mas é um puta álbum, cara. Agora, o que eu não gostei é que é tão difícil assim, tu julgar a banda só pelo último disco, né? Daqui a pouco alguma outra coisa...

Me impressiona mais. Cara, não gostei nada de Ginger, por exemplo. Uma banda que pra mim não fechou. Não deu. Não rolou. Mas eu conheci muitas outras bandas legais. Sem ser isentão. Assim foi bom.

É, isso aí, nunca, jamais. Que legal de ver o amor pelo Trovão, assim. É, é muito bom. A galera gostando do Trovão, cara. Uma repercussão boa. O show é divertidíssimo, o show deles, cara. Trovão é foda pra cacete, eu fiz questão de colocar os caras lá no pódio, assim. Pô, os caras são muito bons, cara. Trovão, Clíteres. Será que rola um raio-x aí? Eu gosto dessas bandas, cara. Oi?

Será que rola um raio-x do trovão? Quem sabe. Vamos saber. Tem que fazer antes de não ser mais raio-x, né? Os caras estouram e não tem mais como fazer um raio-x underground. Tem que correr, tem que correr. Tem que correr. Depois do bangers vai ficar, o passo vai ficar mais caro. É, com certeza.

É isso aí, meus queridos ouvintes. Antes da gente seguir com o tema, eu vou aproveitar e pedir a vocês que, por favor, caso estejam nos ouvindo no Spotify, nos classifiquem com estrelas. E se você estiver ouvindo em outro agregador de podcast, verifica aí se tem alguma maneira de avaliar ou simplesmente deixar um like. Enfim, qualquer coisa que ajude o algoritmo a levar o nosso conteúdo para mais pessoas.

E aproveitando aqui pra mandar um abraço a todos os nossos amigos aí da Podosfera. Vez por outra tem um convidado de podcast legal aqui. Então hoje eu vou aproveitar pra deixar uma pequena chamada de um dos nossos amigos aí, parceiros. Vai lá!

Oi, oi, gente querida. Aqui é o Hora do Glôme, do programa Antigas Novidades, invadindo aqui o rock na mesa. Obrigado, William Faria, por permitir isso. Para convidá-los, amigos, amigas e amigues, a curtir o nosso programa no Deezer e no Spotify, o programa Antigas Novidades, talvez aí um dos podcasts mais ecléticos do Brasil.

E é, tem tudo Rock clássico, tem jazz, tem blues Tem hand metal, tem muita coisa Bacana que aconteceu no mundo Da boa música ao longo dos anos Então, vai lá, compartilha Com seus amigos, discute, comente Siga a gente lá no programa Antigas Novidades E sigam aqui Com o programa Rock na Mesa Que é sensacional Valeu, William Até a próxima

É isso aí, confiram os amigos aí do Antigas Novidades. Um abraço aí pra aquela galera, gente fina e doida. E é isso aí, meus queridos. Thiago, Bruno, eu. Esse é o time que hoje se reúne pra gravar mais um clássico. E, enfim, para esse episódio, nada mais, nada menos que Rainbow Rising.

Um pouco de contexto aqui antes da gente seguir com as nossas impressões. Rainbow Rising foi lançado em maio de 76, produzido pelo lendário Martin Burch. Segundo o álbum do estúdio do Rainbow, é uma pedrada de apenas seis faixas, mas que na minha opinião é obrigatório em qualquer lista de discos que se preze.

Lembrando que a gente já falou do primeiro disco do Rainbow, um episódio que teve participação do meu filho, inclusive que é fã pra caramba. Ele não pôde participar hoje, ele ficou bem triste, mas agora ele tá na rotina de faculdade à noite, então tá difícil fazer com que ele esteja aqui nesse momento. Tá fazendo alguma coisa útil da vida, né? Com certeza, não vai terminar a vida que nem o pai gravando podcast. A gente deixa ele assim que tá bom. Ô William, fala aí, quem mais o Martin Burge produziu, cara?

Produziu o Deep Purple, o Whitesnake também. Aquela banda enorme, né? A maior banda de todos os tempos, né? O Black Sabbath. Black Sabbath. Produziu o Black Sabbath, com certeza. Quem mais? Quem mais? Vamos ver. Quem mais? Ah, cara. É um cara com uma carreira extensa, né? É uma desculpa. Não tem muito o que falar, né, cara? Figuraço. Baita trabalho aí, né? Opa. Com certeza, cara. Andou muito tempo aí entre as donzelas aí.

Tomando ferro, né? Tomando ferro. Levando ferro. Mas eu dedico esse episódio ao meu filho, então. Não pode estar aqui, então eu deixo pra ele. Tiago, no primeiro do Rainbow você ainda não fazia parte do time. E eu sei que você é fã de Jill. E o Rainbow na fase dele, como é que fica? Não, eu sou fã de Jill. Inclui o Rainbow na fase dele. Inclui o Black Sabbath, né? Inclui carreira solo.

E quando você vai olhar a minha discografia, os discos do Dio estão todos agrupados, inclusive os do Sabá estão separados, colocados na discografia do Dio pra mim. O Dio é uma entidade acima, basicamente um sinônimo de metal. E o Rainbow, sem dúvida, né? O Rainbow com o Rich Blackmore, que é o outro gênio pra colocar ali.

pra caramba, assim, tá? Foi um dos primeiros shows que eu vi na minha vida foi o show do Rainbow em dois mil noventa e seis no Olimpia. Eu vi um dos shows com o Doug White, que era pra ter entrado numa certa banda aí, mas foi vetado pra entrar um outro vocalista. Mas ele veio com o Rainbow, eu vi, foi um showzaço. E assim...

Rainbow é foda, eu acho, adoro a banda, adoro esses três discos que o Gil gravou com o Rainbow, com o Blackmore, né? E, assim, hoje a gente vai falar do que eu acho que é o melhor dos três discos, mas, assim, ao apalco primeiro, acho que os dois primeiros são sensacionais, e o Long Live Rock'n'Roll um pouco abaixo, mas ainda assim, a gente tá falando da realeza aqui.

A gente tá falando da Elite, né, Conde? Isso aí. Bruno, na sua opinião, Raybon Rising se sai melhor que o primeiro ou você não consegue se posicionar? Eu sempre dando o jeitinho de te colocar numa posição difícil. Esse aqui é fácil, cara. O Rising, pra mim, ele tá acima de quase tudo do planeta Terra, né? Mas vamos lá.

O Rising é o melhor Rainbow, talvez o meu disco favorito com o Dio também. Esse aqui tá num patamar galáctico, cara. É, eu fico também dividido porque o primeiro disco é muito especial. Eu gosto muito dele. Eu confesso que até aquele intensivão que a gente fez pra gravar sobre... Acaba colocando a gente pra ouvir mais o disco, da perspectiva de ficar...

Cavucando histórias, né? De ficar indo atrás, de ler a letra e tudo. Então, esse aqui, na verdade, ele, pra mim, é superior também ao primeiro. No fim, no Frigilho dos Ovos, pra mim, ele consegue ser superior. Pra mim, eu acho que a banda aqui tá...

Eu não vou dizer que a banda tá azeitada porque a banda mudou completamente do primeiro, tirando o Jill e o Blackmore a banda mudou, então. Mas tava, né, cara? Encaixou a engrenagem foda aí, né, cara? Mas deu certo, deu certo. A banda tava azeitada, né, que a banda fez a turnê de divulgação do primeiro disco e azeitou pra gravar esse disco, né? Enquanto tava fazendo a turnê, eles foram compondo esse disco e, assim, essa é a formação histórica do Rainbow. Essa é...

Se a gente quisesse ver uma reunião enquanto estava todo mundo vivo, era essa reunião que a gente gostaria de ter visto, era com esses caras. No máximo, ah, o Cozipal falecido, bota o Bob Rondinieri no lugar. Mas os outros quatro tinham que ser esses aqui, assim.

É, então, pegando um gancho aí, vamos então pra formação da banda. Ronnie James Dio, um vocal, Rich Blackmore, guitarra, Tony Carey no teclado, Jimmy Bain no baixo. Jimmy Bain que tocou com o Dio também praticamente em toda a carreira solo dele por muitos anos. Estreia do Jimmy Bain, né? É um molequinho escocêsinho doido ali que acabou de entrar na banda. Primeiro disco que ele gravou na vida, é isso. Isso daí pra frente é só decadência, né? Coitado.

Foda, né? Você começa no topo. Ferrou. O Bruno, eu vou te dar a honra de apresentar o baterista. Quem foi que gravou a bateria desse disco aqui, cara? Por que eu ganhei essa honra aí? Porque, cara, é uma honra. É uma honra, não. Não é qualquer baterista. Quem foi que gravou, cara?

Cozy Powell, o nosso monstro, cara. Ele, acho que foi a última pecinha que precisava aí pro Rainbow passar a ser uma banda de metal em 76, né? Maluco, né? Eles entraram, eles falam que quando eles faziam os testes, né? Que o primeiro disco, basicamente, é o Elf gravando com o Rich Blackmore, né? Só o guitarrista que não ficou.

E aí, na hora dos ensaios pra turnê, o Rich Blackmore falou assim, não, esses caras não aguentam o tranco. Aí ele se livrou do Craig Gruber, se livrou do Gary Driscoll, e aí o Mickey Leicester falou, ah, bosta, vai todo mundo sair, eu também vou sair. E na hora de testar o baterista, eles falam que já o Jimmy Ben foi o primeiro que entrou, né? Ficava o Rich Blackmore e o Jimmy Ben pegavam, né? Chamavam, iam fazer o teste de baterista, eles começavam a tocar rápido pra ver se o baterista aguentava. E aí, na hora que eles vão fazer com quase pau, eles não aguentaram.

monstrinho, né, cara? Cheio de bumbum duplo nesse disco, né, cara? Não é tu que a galera fala que isso aí é tipo o grão mestre do que viria ser o Power Metal depois, né? Imaginando se o tal Judas Priest não tava ouvindo Light in the Black e teve a ideia de fazer Sinner a partir daí. É, né? E lembra disso o seguinte, Judas Priest que é o Sin After 177.

É, cara, é engraçado que o o o line-up do do primeiro álbum, né, do Rich Blackmore's Rainbow lá, acho que a galera morreu já toda, não foi? Acho que só um...

O Gary Driscoll foi assassinado por gangue de drogas, né? Os caras sofreram um castigo aí divino, acho, depois, cara. As magias negras do... Só o Mickley Solle tá vivo. Só o Mickley. Ah, ele tá vivo, né? Só o Mickley. E o Blackman, né? E o Ricardinho, né, cara? O Blackman dizem que tá, né, Mérion? Eu tenho minhas dúvidas. Não, tá sim, Thiago. Esses dias apostaram... Ele tem um...

Ele fez aniversário esses dias, postaram um vídeo dele soprando velhinha. Ele tem um pub na casa dele. Ele tá vivo. Parece um castelo medieval.

Ele tá enterrado no Blackmore's Night, ninguém percebe. Tá vivo, tá vivo. Tá preso no... E olha que até isso eu gosto, cara. É, ele virou um encosto lá do Blackmore's Night, mas eu acho divertido pra caramba também, cara. Queria ver um showzinho numa feira da Renascença. Cara, eu fui... Quando eu fui pra Alemanha em 2012, eu cheguei uma semana depois numa cidade que a gente tinha feito um show com o Blackmore's Night.

Teria muito ido ver. Apesar de não ser tão fã de Blackmore's Night assim, era uma coisa imperdível. É, então. Não é por ser um alucinado pela música, mas é um evento legal, cara. Acho que, sei lá, meu lado nerdão RPG ia pirar demais. Metaleiro, né? Nerd RPG metaleiro, tem que ver o Blackmore's Night.

Aí sim, né? Não dá pra dizer que o primeiro disco do Rainbow não tem nada a ver com Blackmore's Night. Pode não ter musicalmente, mas tematicamente começou ali, né? Ali que o Reed começa a mostrar esse lado medieval dele. Pior que o show do Rainbow, cara, no Olympia, quando ele veio com Doug White, do Stranger in Us All.

Eu lembro, eu tenho consciência de perder esse show. Eu lembro muito bem de anunciar o show. Só que era a época de pedir ingresso pro pai, né? Então, eu tinha que ser estratégico nos pedidos pra não pedir pra tudo. Então, eu deixei passar. Tanto enganado, foi na mesma semana que o Angra lançou o Holy Land em São Paulo. E eu optei por ver o show do Rainbow, em vez de ver o Angra lançando o Holy Land.

Fez bem. Primeiro que o Olympia era mais perto de casa e que imaginei, sei lá, quando que eu vou ver o Hit Blackmore na vida de novo, né? E o Angra, eu sabia que eu ia ver em Sorocaba algumas semanas depois. Então, tava meio que tranquilo. Fez bem. Bom, vamos falar da capa, então. Feita aí por Ken Kelly, o estilo dela já entrega, né? Já tem algumas capas que ele fez, umas capas históricas, podemos citar algumas até pra ilustrar aqui, mas o que vocês acham, Thiago?

A capa é icônica pra caramba, né? A mãozinha segurando o arco-íris, saindo da água ali. A cara do Ken Kelly, né? E esse o Ken Kelly na época não era tão conhecido assim ainda, né? Ele tinha feito a capa do Destroyer do Kiss, mas ainda não era, ó, Ken Kelly do Kho, essas coisas. Ele tava começando a ganhar esse fenômeno, que ele pegou depois. Mas ficou uma capa cônica, né, cara?

Banda já tinha coisa do arco-íris no palco de colocar do Rainbow, que o nome Rainbow veio do bar, né? Bar Rainbow mesmo. Mas eles adotaram, e aí com uma capa que tem a cara do disco, né? Essa mão saindo ali, acho que... Meio que mostra que esse vai ser um disco de força mesmo, né? É uma pegada muito mais pesada. A capa do disco já indica isso. Não sei se o Bruno concorda.

Concordo, cara. É isso mesmo. A mãozinha é um sinal de apoio num show de metal, né? Ou é mãozinha ou é chifrinho, né? E o chifrinho aqui acho que ainda não tinha toda a dimensão que tem hoje pro heavy metal, né? Então era isso ou o Ozzy mandando bater palma, cara. E tá aí, né? Saindo do mar, uma mão gigante com o maguinho ali do canto, né, cara? Eu acho foda essa capa. Eu acho linda demais, cara.

Linda demais. O Tiago falou, né? O Rainbow bem representado aí no palco tinha um negócio com milhares de lampadinhas, né? Fazendo o arco-íris, cara. É...

É foda, né? E essa aqui, acho que das capas do Ken Kelly é uma que tem uma pegada que chega até a parecer um pouco o Roger Dean, cara, pra mim, que as coisas são meio pontudas, né? Você vê as capas do Yes e tal, é tudo meio pontudão aqui, acho que pegou um pouquinho disso também. Pra mim é perfeito, cara. Essa capa é muito foda. Até a unha ali meio torta, acho foda, cara. Você curte, William?

Eu curto, eu curto esse estilo de pintura, de desenho. E o Ken Kelly, esse estilão lembra outras capas. O Tiago citou a Destroyer.

Do Kismas. Ele também fez a do Love Gun. Também fez... Man of War fez várias, né? Fighting the World, Kings of Metal, Lauderd in Hell, entre outras aí. Ace Frehley... Ele é habitué do Rock na Mesa, né, cara? Toda hora a gente fala de capa do Ken Kelly aqui, pô. É, Ace Frehley, Space Invader, foi ele que fez também, entendeu?

Então se tu for parar pra ver, assim, tem mais ou menos o mesmo estilão, assim, sabe? São coisas diferentes, mas a entonação da cor, o jeito que ele faz, assim, entendeu? É diferente, é uma... Tu vê que é uma coisa, assim, que... Que é desenho puro e simples, né? Não tem... A gente tá tão... Fundado em IA hoje, em capas tecnológicas, aquela coisa toda. Então quando você vê uma pintura assim, pô, é tão...

É diferente, né? Diferente no bom sentido. É bom, cara. É bom revisitar capas assim. É porque as capas eram obras-primas, né? Aí tá começando o metal, né? Você pensar que o metal não era um estilo necessariamente consolidado, se é que pode ser que era um estilo, né? Se tinha o Black Sabbath, o Judas Priest, o Rainbow aqui vai virar metal nesse disco e é uma capa que é uma capa bem metal, né? Então, criando os clichês estão nascendo, né?

Olha que coisa curiosa dessa capa. Não sei se vocês já pararam pra prestar atenção nesse detalhe, né? Tem lá o arco-íris, tem o mar. Daí, quando tem a mão ali, pegando o arco-íris, ali ao lado que parece ser tipo um... Não parece que ele tá puxando pra baixo um cenário, alguma coisa, um pano assim vermelho e tá...

pegando o arco-íris e puxando pra baixo, não parece? Não é uma montanha que tem ali em volta, é como se fosse um vermelho, um céu vermelho ali, mas tem tipo, o que me intriga é que ele fica preto em cima e o vermelho desce junto com a mão, como se a mão estivesse puxando o arco-íris pra baixo. Ele tá falando que o poder molda a realidade, William. Você tem que entender o subtexto aí, entendeu? A força do arco-íris, ela tá moldando a realidade, cara.

Tá aí a mão. Então é isso, a mão é o símbolo da força moldando a realidade, cara. Hum.

Tá. Depois me dá esse cogumelo aí que você bebeu pra usar a mesma coisa. É isso aí, então. Vamos lá para o faixa a faixa. O caminho não é longo, são seis faixas. Eu já avisei hoje, já avisei, já fizemos aqui no Queima Pauta, que hoje é pra ser rápido, hein, pessoal? Nada de episódio aí de duas horas e meia, três horas, por favor.

Cuidado. Vamos iniciar então com o Tarot Woman.

E eu começo com o Thiago. Vamos lá, Tarowoman, minuto 1, introdução de Minimog do Tony Carey, já mostrando uma coisa nova que estava acontecendo com a banda ali. Eu sempre falo, quando eu coloco esses discos velhos, eu tento me colocar na posição de quem estava ouvindo o disco pela primeira vez em 1986, sem referência nenhuma do que estava acontecendo. E Tarowoman... E Tarow opacity opacity opacity opacity opacity

Você colocava um disco do Rich Blackmore, basicamente. Você tá pensando que ainda é uma banda do Rich Blackmore isso. Isso começa com uma introdução de teclado de um cara que você nunca ouviu falar, que era o Tony Carey, que era um novato ainda na cena. Já tinha feito uma coisa ou outra, mas nada de relevante. E aí, o que que tá acontecendo aqui, né, cara? É o disco certo mesmo? Veio prensado errado isso daqui? Como que tá puxando?

Mas aí quando entra a bateria e entra o riff, beleza. É o Rainbow de novo, mas é um Rainbow muito mais pesado que o Rainbow do primeiro disco. E que já começa com uma pancadaria desgraçada ali, né? Era uma. O Gil falando das suas letras. Talvez a primeira letra do Gil das mulheres.

Dio não é uma pessoa... As letras do Dio não costumam ser... As mulheres representadas pelo Dio não costumam ser mulheres boas, né? Nas letras, não é? Mulheres que fazem o mal. Podemos fazer psicologia de butequim para querer entender como que uma pessoa feia para diabo, de um metro e meio de altura, tem problema com mulheres, né? A representação de mulheres no imaginário dele. Mas, enfim...

musicaça, musicaça, assim, cara. Uma grande riff, grande riff. A performance do Dio fabulosa no vocal ali. Eu não consigo nem dizer exatamente do que o disco vai pra eu colocar. Vou passar já pro Bruno, vai, descreve aí, Bruno. O que você tem pra dizer dessa faixa? Cara, é... Assim, do... Puxando do que você falou, né? Primeiro, assim, essa intro embutida, né? A gente fala bastante de intro, mas aqui é um minutinho que...

que seta o clima pra música, né, cara? Eu acho que combina super bem. E, cara, aí vem aquele... Porra, isso é bom demais, cara. É bom demais, assim. As músicas são construídas. É um arranjo que elas só crescem, né, cara? Sempre tem um componentezinho novo. Sempre tem alguma coisa pra elevar as coisas. Você falou do Dio também, cara. Assim, o...

Não sei, esse disco inteiro, o Dio é sobre-humano pra mim, cara. Aqui é inacreditável, né? É potência da voz do cara, ele não precisa falar, mas é criatividade, cara, a interpretação dele. Tudo aqui tá fodíssimo. Eu amo a ponte dessa faixa aqui. Não sei nem se é ponte ou refrão, cara. Beware of a place. Isso é muito foda, cara. A melodia ali, cara, isso é tudo lindo demais, cara. Acho muito, muito, muito foda.

né, os riffs do Rich Blackmore, tem esse lado que você falou, né, cara, tipo a gente de vez em quando fala aí o Nico McBrain na Where It Goes There que já é ele, ele é novato que entra e faz a virada, né aqui um dos novatos um molequinho que toca teclado, que entrou na banda ali porque tava tocando no estúdio por coincidência e faz um som que foi meio improvisado, né, cara, é tudo muito foda, né E aí

E aí a letra, cara, além do Rock na Mesa ter me estragado, agora o próprio Thiago tem me estragado de tentar encaixar com o contexto da banda, né, cara? Com as coisas que fazem parte do universo da banda. Então tem esse lance de ser uma... A Terrell Woman é uma cigana, uma vidente, alguma coisa assim, né, cara? Que tem essa primeira camada que é legal pra caramba. Eu adoro a forma como o Dio descreve as coisas.

Esse jeito fantasioso, cara, tipo a Bright Shining Face. Imagina uma ciganona com os dentes de ouro, um monte de colar e brinco, né? A smile, a Bright Shining Face. É, então, cara, é... É, o dentão de ouro, é isso mesmo, cara. Um monte de adereço, né? Ele cria uma imagem e do...

do carnival, né, cara? Aqueles parques itinerantes e meio cigano, meio nômade mesmo, assim. É uma imagem que fica muito forte quando você lê a letra.

mas aí, assim, se você tenta pegar um subtexto, e aí tô entrando no modelo Thiago, né, cara? Óbvio que eu não tenho a capacidade do Thiago de interpretar com contexto, nem do William de interpretar a letra, mas aqui pode ser muito fácil, assim, começando a pensar numa pessoa que tá te fazendo promessas, ou tentando fazer as previsões pro futuro, né, que o cara que tá recebendo essas previsões, ele tá cabreiro, né, ele tá pensando, alguma coisa me diz não, né?

Será que ele não tá falando aqui do lanche gravadora, por exemplo, né? Que tá querendo que você assine aquele contrato, que você entre na sala da gravadora, mas você fica com receio de assinar o contrato que você tá vendendo a sua alma, né? Lembrando que o Gil nessa época, acho que foi na época do Rising mesmo, ele tinha mudado pra Connecticut, né? Tava morando perto do Rich Blackmore, nos Estados Unidos. Saiu da Costa Oeste.

E, cara, morava numa mansão, tinha carrão, mas nada dele, né? Era tudo da gravadora, ele vivia de uma mesadinha que ele ganhava da gravadora, né? Então talvez tenha esse subtexto aí, cara, tentando encaixar as pecinhas, né? Eu não sei se o William concorda com isso, ou o Thiago já tem algum contexto mais profundo. Se eu não estou enganado, o nome da música foi o Black Mark Dale.

Falou para o tio, escreve uma letra sobre o Taro Woman. Basicamente, parece que a história foi essa. Uma cartomante aí. É, escreve sobre uma cartomante, faz um negócio do tipo. Aí o tio falou, beleza. Bateu, matou no peito, e eu faço. Parece que foi isso, sem ideia. E aí saiu a lindeza, cara. Com camadas. Agora, para mim, tudo tem camadas.

Eu acho tão difícil pra mim tentar puxar alguma letra do Rainbow pra alguma coisa que faça relação com algo social, algo da realidade, ou algo que tenha a ver com, você citou aí, Bruno, a questão de gravadora. Eu sempre gosto de entrar na fantasia da temática da banda. Então, eu não... Eu não sei.

Eu preciso confessar que eu nunca fiz uma leitura dessa sem tentar puxar. A minha cabeça sempre vai pro lado da fantasia aqui, entendeu? Então eu fico com a versão aí da mulher do tarô mesmo. É só uma cartomante mesmo. É uma cartomante. É só uma cartomante. É.

Mas você acha que ele tá com medo da cartomante ou tá com medo que a cartomante ia falar pra ele? Eu não acho que... Eu acho que é como se fosse assim, né? É como se... Pensa assim, ó. O personagem aqui, vamos chamar o do protagonista, né? Ele vai cruzar uma fronteira mística. Entendeu? Então ele... Então ele tem essa...

cartomante aí que promete revelar o futuro pra ele, entendeu? E vai guiar ele pelos caminhos misteriosos, entendeu? Então, assim, eu acho que é mais ou menos assim, ó, tem perigo ali, entendeu? Mas eu acho que é caminho, é destino, é escolha, sabe?

Então, eu não vejo nada como algo sexy aqui, por exemplo. Pra mim, tem mais a ver com essa coisa de misticismo, assim. Tem uma hora que ele fala alguma coisa. Where love is like a knife to carve away your life, né? O amor dela é como uma faca. É que esse é um conhecimento que pode tanto libertar quanto destruir, né?

É mais ou menos assim. Por isso que eu perguntei, é a Tarawuman que ele tá com medo? Ele tá com medo do que a Tarawuman vai falar pra ele? Eu acho que não é medo dela. Eu acho que ele... Eu acho que nem medo ele tem. Eu acho que ele tem o caminho a seguir e ela tá alertando, ó. Tem perigo na frente, mas ele não sabe o que é ainda. Então talvez seja um pouco mais assim de...

curiosidade, assim, de não saber o que tá esperando por ele lá na frente.

Esse disco, ele tem um pouco desse lance de tentação mesmo, né, cara? Tem várias faixas aí pra mim que tem uma pegada dessa. Inclusive, esse aqui é... Tipo, eu não quero ir, cara. Alguma coisa está me dizendo que não, mas ele vai no diabo da cartomante lá, né? E aí pode ser até o lance de profissional realizada, né, cara? Quando você fica ouvindo o negócio, alguém falou que vai acontecer. Às vezes, só porque você mentalizou, esse cara acaba... Você encaixa como algo que se realizou na frente, né? Exato.

Mas assim, falando da música em si, pra mim, esse tecladão do Raymond, cara, é tão bom, cara. Ele é medievalzão, assim, é místico também, sabe?

Sabe que a primeira vez que eu ouvi esse disco, uma das coisas que me marcou bastante foi justamente a bateria, cara. Cosipola. Porra, pra mim, o que esse cara faz aqui já merece destaque de cara. Ele tem um estilão que tem peso, mas tem fluidez no ritmo, entendeu? É muito marca do estilo dele.

E a música também, ela é épica, né? Principalmente na ponte. Porra, o que o Dio canta nessa música, cara? Porra, é um absurdo, assim. Pra mim faz muita falta esse cara, assim. Porra, é muito difícil. Pra mim, acho que dentro do meu guarda-chuva de música, assim, que eu gosto de som pesado, pra mim, acho que foi a pior morte que teve, assim. Pra mim, é a que eu mais sinto falta.

E vamos lá pra segunda faixa, Run With The Wolf. Cara, aqui começa um groovezinho que volta pra uma pegada de Purple pra mim, né? Aqui dá uma retroagida pros anos 70, né? De ver um pouquinho do que viria pro lado mais metal.

O teclado, cara, legal demais ali, né? Acompanhando o riff, só que acho que no Purple talvez fosse um pouco mais alto. Mas, cara, de novo a ponte. Não sei nem se é ponte ou refrão de novo, cara. Isso é uma característica do Rainbow também, que eles meio que mesclam ali pra mim o que é a ponte ou refrão. Às vezes o refrão, não sei se é só o nome da faixa que eles estão falando ali, mas, cara, é lindo demais, cara. Quando o Dio canta o What's To Come, eu já tô vendido aí, cara. Pra mim já...

Já foi, né? Segunda faixa, já dou nota 10 pro álbum. Mas, cara, é, de novo, o arranjo, né? Um pouquinho mais simples, mas aqui é o riffão, né? Essa ponte ferradaça, cara. O solo, a entrada do solo, pra mim, é a carinha de solo de Purple do Blackmore também, apesar de ser Blackmore em tudo, né, cara? E o Dio, no final, de novo, ganha o palco e brilha demais, né, cara?

E aí as letras aqui dessa faixa eu tive um pouco mais de dificuldade, cara. Eu curto demais esse estilo fantasioso, poético do Dio, cara. A forma como ele encaixa as melodias é sempre legal, né? Sempre super criativo.

Mas aqui, acho que assim, ele fala um pouco desse lance de transformação, né? Porque aqui acho que meio que esse Run with the Wolf tem a ver com lobisomem, com alguma coisa assim. Mas aí, na minha cabeça, ele tá mais com esse lado de você se conectar com o lado primitivo, animal, né? Meio também de tentação, né? E você só na escuridão que aparece, né? Que no dia seguinte a galera vê o estrago que você fez, vê as pegadas na neve.

Mas enquanto você tá transformado nesse bichão aí, ninguém tá vindo, né? Esse lance do buraco no céu que abre, aí você vê a lua, e aí tem o canto da sereia, que é o lance da tentação mesmo, né? Que é o que é irresistível pros marinheiros e navegadores e tal. E, cara, no finalzinho ele dá uma encaixada aí com o lance de mulher de novo, né? O Tiago falou das letras de mulher, no finalzinho ele tá falando ali de novo sobre as mulheres, né não, Tiago?

Já começa a falar do... Ele vê o mate, né? Ele vê o cruzamento, sei lá como é que se traduz esse negócio. Então, é... Pode ser, assim. Eu não tinha pensado nessa questão da mulher no final. Pra mim, sempre foi uma letra de lobisomem. Eu nunca aprofundei tanto, assim, né? Eu gosto do modo como ele transforma essa imagem, assim, como ele faz esse trabalho das imagens. Como ele canta, né, cara? Como ele canta, desgraçado, né?

Então, mas eu nunca dei muito valor, inclusive assim, tipo, quando eu, muitas vezes eu falo do Rainbow Rising com o primeiro disco, é porque eu acho que esse resto do lado A, que tá longe de ser ruim, eu acho que essas músicas não são tão legais, não me são tão legais quanto as músicas do primeiro disco.

É que eu acho que quando esse disco ele pega pesado, ele pega num nível que o primeiro disco não chega perto. Ainda que o primeiro disco tenha momentos excepcionais. Mas a Hone With Dove foi o que você falou, ela lembra muito Purple. Me lembra Maybe I'm a Leo, sabe? Coisa assim, aquela levadinha mais cavalgada, Ian Pace, Roger Glover, sabe? A música tem isso, parece meio que um retrocesso, de certa forma. Tipo, você tem um puta batera pesado, você tem...

Vocalista que pode te dar uma extrema agressividade, de repente você retorna pra soar um pouco parecido com o Purple antigo. Obviamente vai ter vícios que o Rainbow tava trazendo, que o... vícios, entre aspas, mas manias, formas de compor que o Blackmore tinha.

A gente tá falando de 76, né? Machine Head de que ano? 73, 72? Acho que é 2, né? Tá muito perto. Tá muito perto, não deu tempo do cara desenvolver uma nova forma de composição ainda. O Rainbow mal tinha 2 anos de carreira. Então, o que tem nessa música que é diferente é o Dio. A forma como o Dio trabalha a letra, a forma como o Dio trabalha a melodia, que é uma aula do Dio fazendo isso.

Mas é uma música pra mim que não é das minhas favoritas do disco. Talvez seja a música do disco que eu menos gosto. Porque pra mim lembra Purple demais. Um Purple bom pra caramba. Um disco sensacional, mas... Pouco abaixo do que esse disco vai oferecer ainda mais pra frente.

Você acha isso também, William, ou não? Você adora essa música? Eu gosto da música, mas eu concordo contigo porque esse disco tem pilares, né? Tem pilares muito fortes que sustentam o álbum, mas o que está entre esses pilares também é muito bom, né? A gente normalmente fala isso, essas três músicas sustentam o disco. Aqui não, a gente tem pilares...

Que eles fortalecem o disco, mas tem todas as outras músicas que contribuem, né? E aqui acaba sendo um pouquinho assim mais do... Eu não queria usar essa frase mais do mesmo, porque...

Tem esse lance do Purple, né? Tem o DNA dessa música. Tem lá a coisa do Purple Verso. Eu vou usar o Purple Verso porque eu não vou me limitar só o de Purple. Tem horas que me lembram um pouco algumas coisas que Whitesnake faz e chapéu com bigode fez alguns anos mais tarde. Eles também pegaram um pouquinho dessa química aqui, dessa coisa, sabe? Mas antes de tudo também tem o DNA do Rainbow, né? De certa forma tá ali também.

O que eu gosto dessa música também é o ritmo. Eu acho que é manhoso, é gostoso de acompanhar. Manhoso? É manhoso, cara. O ritmo é manhoso. É manhoso, cara. É, isso aí. Vamos criar novos adjetivos, né? Pra gente...

É gostoso pra cacete acompanhar, mas é manhoso. É muito bom, cara. Porra. E outra coisa legal é que no fim todo mundo joga pro coletivo, né? Não tem nada assim que a faixa fala, ó, aqui tá o grande destaque, bateria. Ou o grande destaque é voz, o grande destaque é guitarra. Não, é uma música que eu acho que condensa tudo e fica uma coisa só. Fica muito bom, tá?

Letra, eu acho que é transição. Eu até onde me consto esse disco, ele não é um disco conceitual. Pelo menos eu nunca li que fosse conceitual. Não, não é conceitual. Mas as temáticas podem ter pontos que se interligam, né? Mas não quer dizer que está contando uma só história, né? Então se eu fosse usar esses pontos que se interligam, talvez...

a gente falou sobre o perigo ser uma previsão na primeira faixa, e aqui ele passa a ser uma realidade. Então, você sai daquele clima místico, visionário, e entra em algo mais pesado, fatalista. A questão lá de... Surge um chamado naquele cenário, e você abandona a razão e segue um caminho mais extintivo e selvagem, correr com o lobo.

E aí tem a pessoa ali que ele aceitou o chamado e está selando o próprio destino dele, entendeu? Então talvez aí tu possa também ir para o lado assim, de se entregar para o lado mais sombrio da pessoa, ou alguma coisa, pode ser uma transformação sem volta também, eu não sei, sabe? O legal do Rainbow é que as letras, apesar de serem aparentemente simples de se interpretar, dá muita margem para você dar uma viajada, né?

É isso que é legal.

Vamos lá então para a terceira faixa, Starstruck. Filezão, hein? Vai, Thiago. Tua. Engraçado, né, que a gente fala das referências de Purple. Essa aqui é uma música que me lembra estranho de Kindle Woman, meio que assim. Ela tem umas coisinhas, maniazinhas do Rich Blackman. Mas aqui já é uma música mais legal, já tem uma pegada mais animada um pouco pra colocar.

Baita refrão, né? Tipo o Gil usando bastante, cantando rápido, fazendo aliteraçõezinhas com a língua ali, meio que tropeça a língua pra colocar. Cozy Power dando showsaço nessa música também, o jeito da levada dele. E aí Jimmy Bem, né? Que é um cara que fala muito pouco falado, mas essa sessão rítmica do disco é foda, assim.

Você falou manhosa, né, pra música anterior, aqui já tem uma levada mais animada, já tem uma pegada mais legal pro disco. Assim, mas aquilo, tipo, é o... Continuo achando que tá um pouco abaixo, essas duas estão um pouco abaixo do que o Rainbow entrega no primeiro disco. São meio que o problema, não só dizer que é o problema, porque eles estão longe de ser músicas ruins.

mas não me anima tanto quanto esse disco vai começar dali pra frente. Agora, da letra, é uma letra, em teoria, de um caso real, né? O Blackmore tinha uma fã que ficava perseguindo ele, né? E aí o Gil resolveu fazer uma letra sobre essa fã, mas do jeito Gil de colocar, né? Mas seja direto em alguns momentos.

parece ser a Mulher Encantada, mais uma vez é o Jill com as Mulheres Malvadas que aparecem nas letras do Jill, né? Diz aí. É, pois é. Tem a questão do fascínio, né? Porque, olha lá, o observador de estrelas, né? Como se ele tivesse encantado para alguma coisa que está distante, brilha, mas talvez seja inatingível.

Talvez sim, é uma forma dele dizer que aquela questão da coisa platônica, né? Da fã que tá de olho no Blackmore, persegue ele, mas ela talvez já aceite que não vai ter acesso a ele, entendeu?

Mas, indo pro lado de... Tentando deixar de lado essa informação e indo pra interpretação. É... Bom, agora tu fudeu minha interpretação, porque agora eu não consigo parar de pensar nessa perseguidora, nessa stalker. Porque na minha anotação justamente tá isso aí. Da pessoa tá encantada por alguma coisa que tá distante, que brilha e que é inatingível. Entendeu?

Então agora tu falou isso aí, agora eu não consigo mais desvincular a porra da Stalker agora. Como é que é Baby Hena? Daquele seriado lá do... Bebê Hena. Bebê Hena. É, existe. Eles tiravam sarro do Blackmore por causa dessa mulher aí. Falavam que ela aparecia na primeira fila do show de frente pro Blackmore. Foi, tipo, apareceu na casa do Blackmore uma vez, bateu na porta. Dizem que ela era real, assim. Os caras tiravam sarro dele.

É, pode ser. E você, Bruno, concorda ou não? Ou tu tem alguma interpretação diferente pra nós? Nesse caso, eu não tenho muito como discordar, né? Star Struck é esse lance do deslumbre, né? Então, é a estrela que tá no palco, né? Aquele super-humano que tá tocando guitarra lá com todos os holofotes que deslumbra a moça que virou o modelo bebê rena que você falou aí, né? Virou a stalker do... do... do...

do Rich Blackmore, mas aí de novo, né, a gente tá falando um pouco desse lance de tentação, né, cara, ou a tentação aqui, se você quiser tentar interpretar como outra coisa, apesar de não ser o caso, porque a literatura diz que é dessa stalker, né, cara, é um vício, né, alguma coisa que tá te perseguindo ali, né, que fica te rondando e que, cara, tá ali, né, que tá te perseguindo, acho que é...

Segundo a camada, pra mim, seria um vício, alguma coisa desse tipo, cara. Assim, eu, diferente de vocês, eu tento não comparar com o que vem pela frente aí, cara, porque aí ferrou, né? Assim, aquilo é tipo os auges da humanidade, cara. Se a gente pegar pra comparar essa faixa com o que tem depois, é complicado, né? Aí tem muito pouca coisa que vai...

vai conseguir bater de frente, cara. Eu curto pra caramba. Acho que o que você falou, Tiago, da Strange Caravan, porque é meio shuffle a música, né? Esse grovezinho... Acho que é que dá essa vibe do Purple aí. Eu gosto pra caramba do refrão, cara, também, né? Mas aí eu preciso concordar talvez essa e a próxima sejam os...

Não dá pra dizer destaque negativo desse disco, né, cara? Mas sejam as que pra mim ficam um pouquinho pra trás do resto das faixas aí. Já puxando pra próxima, William. Fala aí, você fecha seus olhos, cara?

E aí

Fecho. Às vezes eu fecho. Às vezes sim, às vezes não. Depende. Depende muito do momento. Você apaga a luz, deixa só o abajur. Depende. Já diria John Lennon, tem que ser bonito, porque é difícil de ver. Cara, eu vou dizer assim, pra mim ela tem uma estrutura simples. Ela tem uma levada assim, deixa eu tomar cuidado aqui, com muitas aspas, pop.

se você for considerar o estilão do Rainbow. É despojada, cara. É despojada, é gostosa de ouvir, sabe? É aquela musiquinha pra você ouvir num pub esfumaçado, com uma canequinha de chope gelado na mão, sabe? É uma música que é bem despretensiosa. O legal desse disco...

É que num primeiro momento, quando eu só ouvia a capa, quando eu só olhava pra capa dele e não conhecia tanto o Rainbow, eu tinha uma impressão de que era uma coisa assim inatingível pra eu compreender. Ah, isso aí deve ser aquelas músicas de 20, 30 minutos lá de duração, com um monte de solo, uma coisa complexa, coisa difícil de entender. E no fim não, cara. No fim é uma coisa mais simples do que parece. É um disco muito gostoso, rápido de ouvir.

Ao vivo podia ter os 20 minutos de solo, né? Mas no disco... Sim. É que é difícil, né? Porque, assim, eu cheguei nesse disco já conhecendo o que a gente vai falar daqui a pouco.

Então assim, você vem numa expectativa, será que vai ter outra nesse mesmo padrão, né, cara, no disco? É foda, né? Então, quando não tem... Essa barra aí, cara. Quando não tem, você fala, puta, mano, vai ter essa musicazinha purple mesmo, essas musiquinhas curtinhas nessa pegada, sabe?

É diferente, né? É estranho isso. Mas enfim, a gente vai chegar lá. E o Dio tá voando nessa música, né? Vamos combinar. Puta merda. Ele tá voando no disco inteiro, né, cara? É, é. Muito bom. E a letra, pessoal, o que vocês acham? Chegaram alguma interpretação pra ela? A gente não falou no fim.

Eu fiquei confuso, porque eu tentei puxar já a próxima faixa do Your Closer Eyes. Eu já puxei, eu já pulei, tá? Mas eu acho que tu pulou minha vez na outra, eu acabei não falando. Acabei não falando da música Starstruck, agora a gente já passou pra do Your Closer Eyes e tô perdido também. Foi mal, foi mal. Tentei empurrar.

O Bruno é foda. Eu sei que chá que ele tomou de cogumelo que ele colocou. É que a gente quer chegar rápido na próxima. É, bora, bora, bora. Ele levou a sério demais a missão que é pra terminar, mas a gente tá aqui, a gente tá se entendendo. Eu estou falando da Do You Close Your Eyes. Já foi, né?

Já foi, eu já não tô mais na Starstruck, já foi, agora é Do You Close Your Eyes. Cara, ó, da Do You Close Your Eyes, achei... A letra da Do You Close Your Eyes. A Do You Close Your Eyes achei engraçadíssimo, cara, que eu tava ouvindo com a Ju no carro e ela falou, mas é isso mesmo? A gente fica pensando, acho que quando a gente ouve a letra em inglês, a gente cria um distanciamento, né?

Aí se você ficar pensando que ele tá falando Você fecha os olhos Você fecha os olhos Quando faz amor É foda, né, cara? Dá um... É, isso podia ser um Yahoo da vida, né, cara? Fazendo amor doce comigo É, isso ainda, né? Doce comigo depois, ele complementa, né, cara?

Mas é isso, né? Essa aí acho que não tem muito mistério também, cara. Essa aí eu não me aprofundei não, pra ser sincero, porque eu comecei a ficar meio incomodado pensando nesse lance de fechar os olhos quando faz amor comigo, cara. Ui! Eu também acho que não sai muito disso daí não. Ele faz várias floreias ali, pra no final era isso só que ele queria perguntar.

É, até se tu quiser dar uma viajada, dá. Mas aí se você... Eu até tentei, mas eu senti que eu fiquei um pouco mais do mesmo. Eu não quero cometer o pecado de ficar daqui a pouco dando volta em cima do mesmo tema, entendeu?

Porque aqui tu pode falar também que é de novo aquele tema lá de... Daquela pausa, né? Ele entra naquele clima de reflexão, de fragilidade. Aí talvez evitar olhar pra frente, pra realidade, pra se proteger da dor. Se esconder da própria consciência, esse tipo de coisa, sabe? Então pode ser que também vá pra esse caminho aí.

A gente nem falou da música, né? Que eu acho do You Closed Your Eyes uma musicaça, assim. Diferentemente do Bruno, que pra ele acha um ponto fraco, assim, eu acho do You Closed Your Eyes uma delícia de música, cara. Música legal pra caramba, assim. Eu consigo passar a pena até pro Naná do Dio na primeira análise da música. Começa com Nananá, né? Cara, ó, eu jamais vou dizer que a música é ruim, né? Vocês começaram esse negócio de levantar a barra aí com o Stargazer?

Essa aí tá longe, cara. Stargazer não chegou, calma que... Eu acho que essa música tem uma pegada de rock inocente, assim, sabe? Que é influência dos caras, sabe? Os caras tão se divertindo fazendo uma música ali gostosa pra caramba de ouvir, sabe? Que não é pretenciosa. E que nem me soa como vícios antigos do... estilos antigos do Blackmore. Tipo, meio que reciclados pra uma banda nova.

Então, eu acho que a faixa é uma delícia de música, assim. Eu adoro ela.

Vamos lá então para a quinta faixa Stargazer. Tá todo mundo louco pra falar dessa música. Esse aqui é o grande banquete do álbum, na minha opinião, cara. É o banquete da vida, cara. Como eu lembro da primeira audição desse disco, cara. Pô, ficou marcado pra mim demais, cara.

pra mim é que na minha humilde opinião é a peça principal do álbum grandiosa é aquela sinfonia pra mim é o grande momento do Dio no disco é o grande momento do Cozy Powell é o pico criativo que essa formação tinha

essa grandiosa dramática. Se eu tivesse que recomendar uma música do Rainbow pra uma pessoa conhecer, seria exatamente essa aqui. Grandiosa, tanto no instrumental, na temática da letra. Pra mim, é o Rainbow com tudo o que tem direito. Cara, é que dá pra gente fazer um minuto a minuto dessa música, né, cara, assim. Porque ela é tão absurda em tantos sentidos diferentes, assim. Tem tanta coisa nessa música pra se falar.

A gente pode começar falando da introdução de bateria do Cozy Powell, cara, que é um negócio, sabe, tipo, o que aquilo tá acontecendo, sabe? Ah, já vamos, estamos reciclando as introduções de bateria do Ian Pace, foda-se, cara. Cozy Powell faz aquele início dessa música, fabuloso. E aí, assim, pra quem quiser ir atrás, a versão que saiu, tem uma versão do disco que tá nos streams.

que é a versão Deluxe, que tem o half mix, que essa música tinha uma introdução de teclado do Tony Carey antes, que eles cortaram, assim, na hora de fazer isso, cara, não vou botar outra introdução de teclado abrindo o lado B, assim. Acho que o Black Marfona, esse tecladista já tá aparecendo demais, não tá legal isso, né? Eu acho que o Tony Carey roba muito a cena nesse disco o tempo todo, e nessa música, as linhas de teclado dessa música são fabulosas, assim.

São tão legais que o Blackmore, na hora de mixar, ele fala que o teclado está muito mais legal do que esse acompanhamento instrumental que a gente colocou. Esse acompanhamento orquestrado que a gente colocou e ele diminui o volume do orquestrado para aumentar o volume do teclado na mixagem. E assim, a coisa é fabulosa. A ideia do Riff, o Blackmore...

Ele compôs esse riff no cello. Ele tava aprendendo a tocar cello, ele teve a ideia do riff no cello, daí depois ele transpôs pra guitarra. Então, sabe, tipo, um riff fabuloso. E assim, né, e a gente pode dizer... A gente pode ir falando por partes dela, pra não ficar só falando agora, mas dá pra gente dizer que essa música é uma resposta pra Cashmere, né? Não, Bruno?

Cara, pode ser, ela tem um lance meio marcadão, meio Middle East, né? Sei lá, meio orientalzinho nas melodias, né, cara? É um termo que a gente não acha em português pra dizer esse Eastern, né? Com a mesma precisão, né? É, porque pra gente o Oriental, pelo menos pra mim, vai mais pra Japão, né? E aqui é Oriente Médio, né? Árabe, né? Exatamente, árabe, porque...

guias ali nessa parte do internet. Meio preconceituoso esse tema. Você tá generalizando. Em português é difícil da gente achar o que a gente quer dizer, mas...

Mas é aquele lance meio... É o Whistler. Místico orientalzinho ali, meio Oriente Médio. Mas, assim, eu vou começar comentando, cara, que pra mim, esse aqui não é pra falar de Rainbow, cara. Esse aqui é... Quero saber o que é música. Aí você põe isso aqui, sabe? É o tipo de faixa que tá acima...

Essa música aqui, eu tenho dificuldade de fazer os meus tops, né? Mas tá fácil num top 5, sei lá, top 3 músicas que eu acho mais fodas que tem por aí, cara. O que o Thiago começou a comentar também de...

de como as coisas foram sendo compostas, cara, eles conseguem fazer o negócio ir crescendo cada vez mais por oito minutos, né? Ela vai ganhando mais intensidade, mais elemento, mais coisa, até o final, cara, com o Dio sobre-humano, que o Dio, ele tá...

realmente um um Dio, né, eu fazer aquele pan idiota, mas cara, aqui o o Dio transcendeu, cara nessa faixa pra mim, a banda inteira tá num outro nível, assim é negócio épico que, cara não tem Menor War, não tem Iron Maiden que chega na metade do caminho que eles fizeram nisso aqui isso aqui é... é...

É tipo aquele auge da humanidade, cara. Podia ter acabado o rock aqui, que depois daqui é tudo ladeira abaixo. É muito foda, muito foda. Não ia ter nem surgido metal depois disso daqui. É, cara. Chegou aqui, desiste. Melhor desistir, porque você não vai conseguir.

É, cara, de música, assim, vai pro final e começa a subir o volume da orquestra. Você tava falando, né, Thiago? Foi gravado lá pela Orquestra de Munique, cara. No final, com o Dio berrando, cara, com toda a raiva dele, com toda a potência que a voz tem, e tá lá uma orquestra com o teclado do Tony Carey com o Cozy Power descendo a mão, cara, com o Jimmy Bane. Isso vindo depois do solo antológico do Blackmore. Cara, esse aqui é...

É uma sacanagem. É o que o Thiago falou, cara. Você pode fazer um minuto a minuto da faixa que dá pra fazer o episódio inteiro de podcast só com a música, mais um só com a letra também, que tem coisa pra caramba pra conversar. É muito foda, cara. Falar do Jimmy Bane, né, cara? Que o Jimmy Bane é meio que a cola que mantém todos esses caras doidos, né? Que tá todo mundo levando a música pra um patamar muito alto e o Jimmy Bane segurando a do baixozinho. Segura. Levando pra manter tudo dentro do contexto.

Porque se você para pra pensar na música em si, a música tem oito minutos, mas ela tem três partes que se repetem. Só que cada repetição da parte é um negócio que fica mais forte, mais pesado, mais intenso. Muda uma coisinha ou outra ali que você arrepia quando você pega pra fazer aquilo, cara. É uma música que, ouvindo agora, fica com o olho mareado, sabe? É um negócio que é muito forte, cara. Essa música é bizarra.

jeito como o tecladinho não aparece no início, vai aparecendo sorrateiramente na segunda parte da música, de repente quando volta o teclado já tá dando outra pegada, cara. É muito perfeição numa música só isso.

É isso, né, cara? É muito elemento foda. Você pega o refrão, cara. In the heat and rain with lips and chains. A melodia da voz do Dio, assim, é o Dio cantando. Então, automaticamente, fica foda. Mas a melodia é super simples, cara. Ele tá cantando a tônica, né? É tipo um mi menor e ele tá cantando um mi. In the heat and rain. É uma nota.

Mas aí tem tudo que tá acontecendo de teclado e de orquestração que leva essa melodia simples, cara, pra um nível bizarro demais, cara. Um riff que não é complexo também, mas que é maravilhoso. É tudo foda, cara. Acho que deve ser a maior babação de ovo que eu já dei pra uma música nesse podcast aqui, mas ela merece, cara. Isso aqui é música da vida.

É isso que a gente nem entrou na letra, que é puta letra foda também. Muito foda. Com camadas, cara. A letra tem pelo menos uma camada principal, uma camada basicona, secundária ali, e tem a camada Tiago Zuma ainda. Cara, essa primeira... Primeira versus dele. I know I sell myself for water. Nine years worth of breaking my back. Cara, mano, isso daí... E aí E aí E aí

poesia pura, né, cara? O cara falando de ser escravo, né, cara? Que desgraça. Que música foda. Mas vamos lá, William. Vamos falar da letra agora, vai.

É, eu trouxe a questão do mago, né? É o mago poderoso que ordena a construção de uma torre. E aí, pra alcançar as estrelas, né? Então, é sobre essa ambição que ele tem que acaba lá fazendo o povo sofrer, né? Porque ele exerce o poder sobre o povo e obriga, então, o povo, os trabalhadores lá, a construir. E acabam virando escravos, né?

Eles não compreendem o porquê que eles estão construindo isso aí, mas eles acabam executando aquilo ali. Então tem a questão da exploração humana, mas também tem a questão da opressão, mas também tem o porquê eles executam isso, talvez por uma idolatria cega de seguir o cara, de fazer o que ele está fazendo, independente do que eles sabem ou não, enfim. Então, talvez essa...

A linha da letra que fala assim, tipo, I see a rainbow rising, né? Talvez esse simboliza aí, talvez, o fim da tirania, né? O retorno da natureza, da liberdade, esperança, né? Esse arco-íris acaba surgindo após a tempestade, entendeu?

Eu acho que é isso. O que vocês têm para oferecer? Mesma coisa? Alguma coisa a mais? É por aí, né? Mas o que é legal da letra é que essa letra é toda na visão do escravo, né, cara? Quem está narrando essa letra é o escravo. É o escravo que está olhando ali, falando do mago que... O mago que provavelmente é um deus, que eles tomam como um deus, uma pessoa, uma divindade que oprime, né? E que faz os caras construírem essa torre.

Porque ele quer pular da torre e sair voando, né? Tá todo mundo meio que naquela história do rei está nu, né? Tá todo mundo vendo, beleza, vamos ver o cara voar, vamos ver o cara voar. E o cara faz isso de tal forma que em determinado momento os escravos estão acreditando que ele vai voar, né? We believe, we believe, we believe, we believe.

E aí no final ele vai pular e ele morre, né cara? Ele tá errado, ele não consegue sair voando, ele cai, morre E na hora que morre os caras caem na real, tipo, ele não é Deus Ele era uma pessoa que tava oprimindo a gente e aí ele morreu Então a gente não tá mais oprimido, o que a gente faz com a nossa vida agora?

Como que a gente vai levar, como que você encara a sua vida a partir do momento que aquela referência que você tinha, que te oprimia, mas ao mesmo tempo era pra você uma estrela, de certa forma?

e ela não existe mais, pra onde você vai, como você vai levar, e aí talvez seja o Gil fazendo uma crítica de essa, você não pode seguir cegamente ninguém, sabe, você pode, você tem que formar suas próprias convicções, você tem que formar a própria forma de você levar a sua vida, porque, ó, às vezes o cara que tá te dizendo que é um milagre, um milagreiro que você tem que seguir, e aí

Esse cara aí vai cair com a cara no chão e vai... Você vai cair junto se você não souber como você leva isso, né, cara? Agora, eu falo do Dio, você vai descascando, você vai achando uma escamada. Agora, o que é foda é como o Dio entrega tudo isso, né, cara? Tipo... Só aquela parte, where is your star? Aquilo podia ser um refrão por si só, a ponte da música. Aí entra num outro refrão que é simples, como o Bruno falou, e lindo pra cacete, sabe?

Você cantar porque, sabe, tipo, você puxa o pôlego pra berrar junto com ele cada verso, cara. É um negócio absurdo, né? Vai dizer aí, cara. Eu falei errado, cara. Não é Mi menor, é La menor. Foi mal. Mas ele tá cantando uma nota La.

Cara, o que você falou, a parte que o mago sobe a torre e pula, né? A descrição ali, no sound, as he falls instead of rising, tipo, imagina todo mundo olhando em silêncio sem respirar, e ele cai, né? O cara, em vez de voar, ele cai. Ele ia entregando isso, as he falls instead of rising, meu, é o que eu tenho de lembrar isso. Time standing still, né? Tipo, tudo parou.

O mundo congelou e você só vê o maguinho caindo da torre e agora tem sangue na areia. Porra, é muito foda, né? Eles falam que a música é... Essa sonoridade meio arábica, meio orientimédio, é porque essa história se passa no Egito, né? Não tenho evidências na letra, eu só acredito, cara.

Tem entrevistas do Gil falando isso, que é como se fosse um wizard, um Egyptian wizard. Um sacerdote egípcio. Um sacerdote egípcio. É. Mas, cara, é legal, assim. Tem essa primeira camada, que é a historinha que ele tá contando, que vocês já falaram, né? Do tirano, né? Um tirano no Egito com os seus escravos. Aqui é escravo mesmo, cara. Quando você fala que tem chicotes e correntes, é escravidão, né?

que tenha esse lance de ambição e de tirania e questionar a moralidade e tal, né, cara? O lance do abuso do poder. Mas aí, assim, pra mim, eu fiquei pirando, estilo Tiago Zuma, agora, segunda camada de loucura que o podcast me causou, cara. Primeiro era ler a letra, agora é ficar encaixando as coisas, assim, pensar que...

Você tem um mago, né? Você tem um mago que ele tá sem... Não tem sol nele, né? Ele tá sempre nas sombras, né? E aí você pensa que o Blackmore ele basicamente era uma criatura noturna de preto, que não entrava no palco de dia, né? Até vi uma entrevista legal dele falando daquele California Jam, né? Que já é quando a banda tava esfacelando, ele tinha saído.

que a única, a principal condição para ele tocar é que a banda teria que ser a primeira banda a tocar no Alvorecer, né? Depois que o sol se pôsse, porque as luzes são importantes num show de rock para deslumbrar as pessoas, né?

Então ele é um cara da noite, né? Você pensa que ele é o mago, né, cara? É o mago da guitarra, né? Você começa a pensar na torre, né? Ele tá construindo uma torre às custas dos escravos, né? Aí aqui, assim, falar escravo, eu posso falar que são todos os músicos descartáveis pra ele, né, cara? Você pensar que de um disco pro outro ele basicamente deixou o Dio e trocou todo mundo, né? Aqui é, cara, as pessoas são totalmente substituíveis, né?

E o mais doido pra mim, cara, é assim, a previsão da queda, né? Porque o comecinho da letra que o Thiago falou, Nine years worth of breaking my back, né? São nove anos de ferrando, de que eu tô com o peso todo nas minhas costas, me ferrando, que foi basicamente a duração dessa primeira fase do Rainbow aí, né, cara? Pensar que você teve de 74 até 83, entre o primeiro álbum e o...

Bantout of Shape, né? Acho que foi, né? O de 83. Bantout of Shape. Então, nove anos aí que ele tava pisando na galera, cara, e toda essa ambição dele depois que no final da carreira dele agora ficando inferindo.

35 pessoas, né? Achei curiosíssimo, cara. E eu acho essa imagem que o William falou também do final da faixa, né, cara? Olha essa torre de pedra, né? Depois que o mago morreu, atrás dela tem um arco-íris, né? Que representa a esperança, né? Que é essa capa do disco que agora ali nasceu, surgiu.

pra todo mundo que tava sendo oprimido por esse cara, cara. Assim, pensar nesse ponto de vista só... só agregou pra essa faixa que já era inacreditável, cara. É bem... de certa forma, profético, né? Cara, eu lembro, assim, que eu vi o Dio tocando essa música num show, cara, porque meu... acho que eu vi o Dio duas vezes o Dio tocou essa música em shows que eu fui.

E na hora que ele solta a I.C.A. Rainbow Rising, cara, eu podia... É, pra chorar, né, cara? Nem precisava ver o resto do show, foi logo no início que ele mandou, cara. É pra chorar isso aí, cara. É pra chorar isso aí de chorar, sim. E aí, o detalhe, né, o disco chama Rainbow Rising, chama Rising, né, o disco. Rainbow, o nome da banda, mas acabou ficando Rainbow Rising pra colocar. Por causa disso, né, eles não sabiam que nome dá pro disco na hora que ela colocou. Aí o D.O.S.A.Rainbow Rising, opa, Rising, pô, surgiu a ideia aqui.

O disco chama por causa dessa parte da letra, mas completamente acidental. Foi de propósito que a coisa foi pensada pra ser o nome do disco. E é o auge, né, cara? Você pensar que aqui tá tudo no talo, né, o Dio tá cantando que nem um demônio.

A orquestra explodindo, o teclado, cara, em toda intensidade, chegou aqui pra ele falar que tem esse arco-íris que tá subindo no horizonte. Porra, é muito foda, cara. É muito foda isso. E aí, você passa pano pro fato dessa música terminar em fade?

Ah, tem que passar, né, cara? Esse fade aí, cara, eu vou dizer que é... É porque as pessoas estão sendo libertadas e estão saindo de perto desse tirano aí, cara. A gente inventa justificativa que precisar pra esse fade aí. Isso, mas que você não quer que acabe nunca a música, né, cara?

É isso. Esse final do Gil cantando. Take me back. Você quer que aquilo continue mais uns 20 minutos acontecendo, cara? Vai aumentando o volume no fade pra continuar. Isso, né, cara? Eu ia fazendo isso, cara. Falar que quando eu fui ouvir pela primeira vez a versão do Hoffmix, né? Que como no Hoffmix tem a introdução de teclado do Tony Carey, que eles não... Eles cortaram.

Eu fiquei vendo se nessa versão dessa mixagem que tem ali, terminava, tinha mais no final, assim, pra emendar com a próxima, né? Porque eu acho que vai começar com a bateria também. Vai que emenda, né, cara? Podia, né, cara? Puta que pariu. Ia ser muito foda.

Vamos lá para a última faixa, Light in the Black. Bruno, contigo. Cara, é aqui depois do sufoco, do nível que você estava de intensidade, né, cara? Essa faixa, mesmo sendo mais rápida, um pouco mais agitada, ela é um respiro para mim. Você estava subindo, cara, você estava ficando...

tenso e puxando pra cima cada vez mais, e essa aqui ela é um respiro, né? Eu curto pra caramba, cara, tem o riffão legal também, e simples, né? O riff principal é um negócio que não tem complexidade, tem os bombinhos duplo do Cosy Power aí já também, bem em power metal, né?

aqui, cara, esse... Acho que uma característica que eu prestando atenção aqui, eu reparei no Rainbow, eles têm um lance de... O refrão ele só aumenta a tensão, né? Ele não é um momento de catarse imediato, né? Então aqui nessa faixa, por exemplo, ele começa o refrão

Ele aumenta o nível de tensão pra ter o relaxamento no final quando ele fala, I'm coming home, né? Aí, beleza. Aí diminui a tensão, mas mesmo assim volta pro bombo duplo, volta pro riff que é um pouquinho diferente do riff do verso, mas é legal pra caramba, né, cara?

E aqui tem a sessão de solo que é template pro power metal mesmo, né? Começa com melodiazinha harmonizada, no caso aqui é guitarra e teclado, né? Mas, cara, você pega o Halloween, são as duas guitarras fazendo.

depois do solo, né? Vem o solo, aí vem as melodiazinhas, aí vem mais um solo de guitarra, aí vem melodia harmonizada, isso aqui é a cara das sessões instrumentais de tudo que veio pra frente, aí você pegar os Halloween da vida, sequência de solo intercalada com as harmonias, é... é... nasceu aqui, né? Acho foda demais esse negócio, cara.

E aí, aqui é... Fui descobrir agora, estudando pro disco também, que isso aqui é a continuação temática, né, cara? Aqui, os escravos estão libertos, estão vendo aquela luz no fim do túnel lá. E aí tem um negócio que é curioso, né? Porque aqui eles ficam meio inseguros com a liberdade, né? A impressão que a letra dessa faixa dá é que, cara, eles não sabem o que fazer agora que eles estão livres. Eles querem voltar pra casa, mas tá uma sensação de... E aí?

O que eu faço agora, cara? Não sei exatamente, né? É curioso que tem um pouco do que o William tinha falado lá, falando a letra de Stargazer, né, cara? Essa opressão, mas às vezes já era uma dependência, né? Negócio meio interessante aí também, meio ambíguo, né? Aí acho que... Vou até passar pro William analisar esse negócio pela letra também, porque nesse caso aqui, pra mim, não teve subtexto, não.

Eu também não consegui fazer tanto link, entendeu? Aqui eu vi mais assim que é mais ou menos um estado de escuridão. Ele reflete o que perdeu e questiona também o que ele realmente conquistou.

E tem uma parte da música ali, Something's Calling Me Back, There's a Light in the Black. Que talvez seja ali, é o cerne da música. Tipo, a luz no preto é uma possibilidade de retorno, de redenção, de estar voltando pra casa, talvez não fisicamente, mas existencial. A parte lá é um coming home.

talvez seja não o retorno pra casa, como eu disse, mas talvez o eu dele, o verdadeiro, talvez a fé, a consciência, não sei, cara. Então, tu viu que eu dei umas voltas, mas eu sinto que eu não cheguei a nenhum lugar, assim, muito... muito... sólido, né? Talvez depois o Thiago, na vez dele, consiga colocar alguma coisa a mais.

E sobre a música, ela é simples, de certa forma, ela é direta. E se você não olha pra duração dela, talvez pense assim, pô, vai acabar a qualquer momento. Mas não, cara, ela se desenvolve. Então ali há um pouco mais de oito minutos e nisso ela tem aquela tecladeira. Daí o ritmo segue naquela batida, o pau torando o tempo todo.

Sabe, o Blackmore, ele simplesmente cospe fogo no momento do solo dele. Pouco depois ali dos quatro minutos, tá? O Dio também, próximo do final, entrega tudo. Ele é uma música frenética, entendeu? E tem um dos melhores momentos do Blackmore no álbum, que é a parte do solo dele. Eu gosto muito de ver ele...

fritando a guitarra, sabe aqueles solinhos dele, ele frita. Mas ele frita gosto, ele sabe fritar uma guitarra, não é o Malmsteen fritador que tenta copiar ele de tudo quanto é jeito e enche de bululu. Thiago. Essa música quer tempo leite pro Malmsteen também, né? Não só pra power metal, mas pra power metal também dá pra colocar que o Malmsteen fazia de certa forma.

Só pra entrar na questão da letra, você falou, né? O Bruno colocou ela. A letra é uma continuação da letra do Stargazer, né? Agora que o mago morreu, o sacerdote morreu, os escravos que tinham sido trazidos por ele estão livres pra voltar pra casa. Só que você ficou tanto tempo sob o julgo de alguém que você não sabe como quer viver sem, né? Como você organiza a sua vida a partir dali, sendo que você não tem mais ninguém mandando em você.

Como que você reorganiza? O que eu vou fazer na minha vida a partir de agora? Quer dizer, alguém dizendo pra você, vai fazer isso, vai fazer isso. Você vai ficar tomando chibatada aí pra construir minha torre nove anos ali, com as costas estourando. Agora não tem mais, o que você faz? Você vai voltar pra casa, você vai fazer o quê? Como é que você volta pra casa, sabe? Como é que você se encaixa, como que você se vê com a pessoa?

E aí, sempre tentando entender nessas camadas que o Dio sempre coloca, é aquilo, sabe? Se você...

fica muito tempo sem pensar por si próprio, depois você não consegue mais, depois é difícil de fazer isso. Então, eles estão indo e voltando pra casa, essa luz na escuridão, essa luz no preto da letra ali, é basicamente um sinal de esperança, né? Do tipo, alguma coisa está me chamando de volta, eu vejo uma luz no fim do túnel ali, sabe? Mas eu estou pronto pra ir? Então, estou indo, estou seguindo essa luz.

Mas ele tá colocando, é difícil, sabe? Como que é você ser livre depois de ser escravo por tanto tempo? Como que é você pensar por si próprio quando você cai na real de que aquela pessoa que dizia como você devia pensar tava te enganando? A pessoa não é real. Então, essas coisas que o Dio sempre coloca, né?

gosta de ficar falando, ah, o Gil falando de cara de espada, de dragão e o cacete, o Gil tem sempre colocando, o Gil sempre se preocupa com esse tipo de mensagem que ele tá passando. Então, se você tira, se você começa a descascar e vê do que ele tá falando de fato, ele tá dizendo com você, ele tá querendo passar alguma mensagem pra você, alguma coisa que ele julgue importante. Pode achar que é besteira, pode achar que não é besteira.

A música é uma pancadaria, né? E a gente, como eu falei, quando o Cozy Power entrou na banda, quando eles estavam testando o Cozy Power, eles tocavam rápido pra ver se os bateristas aguentavam. E o Cozy Power começou a tocar rápido e eles não aguentaram acompanhar o Cozy Power. Foi assim que o Cozy Power entrou na banda. E aqui ele tá mostrando o que o Cozy Power conseguia fazer, né? Esse pedal duplo disparado do jeito que o Cozy Power toca nessa música, eu não conheço nenhuma música anterior a essa que tenha feito isso.

Aí o Bruno ou o William, se souber, podem falar se algum ouvinte conhecer alguma música que tenha pedal duplo disparado, desse jeito, que nem a Light in the Black, anterior a 1976, indique, eu não conheço, eu não me lembro, não sei. Agora, o Gil odiava Light in the Black.

porque ele achava que era uma música com um monte de solo, que não era música a música fica rápida ali, os caras ficam segurando, era o que o Blackmore gostava de fazer, ficava fazendo solo e manda o resto da galera ficar escondidinha no canto enquanto ele solava mas é uma música que tem bastante solo de mini-mug e dá um som legal do mini-mug nesse solo, porque eles usam o mini-mug

conectado no amp de guitarra. Então joga umas distorções com esse som, que não eram normais também, também era uma das coisas, talvez, a primeira vez alguém fazendo isso desse jeito. Não sei também se tem alguma coisa, se alguém tinha feito esse tipo, esse som de teclado nesse grau de distorção do mini-move.

Do jeito que é o primeiro solo, que é o solo inicial, ali com 2 minutos e 40, mais ou menos, que é do Tony Carey. E pra mim eu acho um destaque inestimável desse disco. Um destaque tão grande que o Blackmore se livrou dele. Falando, o cara tá parecendo mais que eu. Não dá pra manter esse cara na banda. Mas aí depois vai ter um duetinho deles dois, aí o Blackmore...

Detona, assim, e as melodias que ele faz dobradas são muito bonitas, sabe? Tipo, coisas que... Essas melodias dobradas que o Blackmore sempre fez bem no Purple também, que ele faz bem pra caramba, assim.

Então vão ser mais de três minutos de solo, três minutos e meio de solo da música disparada, uma música de oito minutos, mas é uma música fabulosa, acho. Termino o disco com uma pancadaria absurda, num nível forte, porque a banda falou que não conseguia tocar ao vivo, porque ao vivo o Cozipaua tocava isso ainda mais rápido.

E aí quando terminava a música, o Cozipau não aguentava tocar nenhuma outra, o resto da banda não aguentava tocar nenhuma outra. É isso que funciona musicaça. Eu confesso que eu fiquei aqui fazendo um exercício, até dei uma pesquisada aqui. Eu lembro de, assim, tentar achar uma música pré-essa, a questão do bumbo rápido, bumbo duplo.

dos dois bumbos, enfim. Eu fiquei pensando e eu cheguei em uma faixa, mas ela não é antes, ela vem um pouquinho depois, de 77. Vê o que vocês acham. A bateria de Exciter do Judas Priest. Sim, né, que vai vir no Sim After Sim, que é o disco que sai do Judas Priest em 77 também. E, pra mim, eu acho que o Sim After Sim foi produzido pelo Roger Glover.

E era amigo do Blackmore. Permaneceu amigo do Blackmore, assim. Ele entrou depois no Rainbow também, né? Ele vai entrar depois no Rainbow. E certamente o Roger Glover deve ter mostrado isso pra ele. Se é que eles já não viram por ser fã da banda. E o Oren falou, olha o que o cara tá fazendo ali. A gente pode fazer também, né? E aí a Ciner é mais ou menos isso. E Exciter é Ciner um grau à frente, né? Um grau um pouco mais rápido ainda. Mas é depois.

Exato. Essa lenda que o Led Zeppelin não deixava o John Bohan colocar dois bumbos na música. É, e cara, o Bonzo parece que ouvia as gravações do Raybo e falava esse moleque é bom, hein? Tanto do Gary Driscoll quanto do Cosi Powell, né? Ele assistia algumas coisas e gostava do que os dois faziam. Falaram que o Bonzo e o Robert Plant viram... E aí

viram a banda ensaiando várias vezes essas músicas e gostavam, sabe? Chegou... o Plant chegou a brincar com o Jill ali, melodias vocais quando o Jill tava criando. E aí é outra coisa também, né? Que o... o Jill não criava só as melodias vocais, ele criava algumas partes instrumentais também que ajudava muito Blackmore.

O Blackmore disse que foi a primeira vez que ele tinha alguém ajudando ele a compor a música, efetivamente. Então ele entregando uma música pronta pro Ian Gillan fazer as letras, e o resto da banda só tocando uma coisinha aqui e ali. Que era uma das coisas que ele ficava bravo no Purple, né? As músicas do Purple eram créditos pros cinco, sempre. E ele falou, só eu que escrevo as músicas, os outros quatro quase nunca escrevem nada.

O Blackburn é bravo com a vida, né, cara? O cara... Não tinha nenhuma notinha de velocidade na vida do cara ali. Era ódio puro, cara.

Engraçado que eu vi um falando em ódio, outra entrevista que eu assisti pra preparar pra cá, na verdade esse foi um trechinho curtinho, cara, do Dio falando que ele acha o Rising uma droga. Uma porcaria que é autoindulgente, que é só um monte de solo do Rich Black. Mas assim, momento azedo do Dio, ele também não era uma flor que se cheirasse quando tava puto, né? Mas aí falando que o primeiro disco é o melhor, o Rising é horroroso, porque é só um monte de show-off do Rich Black. É engraçado demais isso.

O diabo tá puto, assim, quando você falou da teoria do Stargazer, passou, fez sentido porque ele tava meio puto, né? O Blackman mandou embora três amigos dele, né? Três caras que estavam com ele há dez anos tocando. E ele não só de pra banda dele. Ele tava dez anos com os caras.

Faz sentido, ele tá pensando que o Wizard ali é um blackboard, assim. Esse maluco que tá escravizando os músicos dele aí, cara. E parece que era tensão nível hard, né, cara? Que a galera se errasse depois ia ser escorraçada, né? Qualquer escorregadinha no show era um problemaço, né?

que funcionou porque o Jimmy Ben era um cara muito de boa, assim, o Jimmy Ben era um cara que fazia piada na hora que tinha tensões e tal, e o Martin Burge sabia conduzir os caras. Tava calejado, né? Tava se calejando, talvez, ainda, né? Mas ele já chegava na hora pra falar, Blackman, deixa todo mundo quieto, deixa o menininho fazer solo de teclado aqui, depois você volta pra ver como ficou, né? Você fica dando... Fica me metendo.

Tony Carey era ainda muito novo, mas o Tony Carey falou que ele era meio... arrogantezinho, assim, sabe? Eu sei o que eu tô fazendo aqui, eu vou segurar, não sei o quê. Então ele não gostava que falassem pra ele o que fazer e o Martin Burge tinha que dar uma segurada nos ânimos ali. Falava, vai todo mundo beber no boteco lá, vai todo mundo pro pub. Pô, porque eles estavam gravando na Alemanha. Todo mundo vai pro bar ali, eu vou gravar os teclados com o Tony e depois a gente vê o que acontece.

O que que faltou? Não falta, né? Acho que nem precisa, né, cara? É, é só uma pena. Essa formação não durou, né, cara? Que o Jimmy Ben foi mandado embora logo depois, porque ficava, só fumava maconha e outras drogas, e o Blackmore ficava bravo com isso. E o Tony Carey, de fato, aparecia demais, o Blackmore não gostava muito disso. Mandou o Tony Carey embora e teve que o rabinho entre as pernas chamar o Tony Carey pra gravar o Long Live Rock and Roll.

Mas aí são outras histórias. Aí fica pra... Daqui a dois anos. 78 a gente faz. É 78 ou 77? Nem lembro. O Long Live Rock and Roll. 78. Acho que é 78. 78, 78. Bom, finalizamos. A gente precisa dar nota pra esse disco ou não? Se alguém der menos de 10, eu vou me demitir desse negócio, cara. Eu não volto mais aqui.

Se o disco tivesse 5 músicas medíocres e Stargazer, ela ia ser nota 10 só por causa de Stargazer. Mas não é o caso, né? Então você tem Terra Luma, Light to the Black, então... Pode até ter músicas que não estejam no mesmo nível de Stargazer, mas quem tem músicas que estão no mesmo nível de Stargazer aí? Exato. E é o William.

Bom, então, dá gente de consenso. Acho que 10 para todo mundo, em média 10 e está certo, cara. Não tem que puxar calculador. 10 cartinhas de tarô para esse disco. 10 magos espatifados na areia. 10 torres de pedra. 10 arco-íris subindo.

Bom, então a gente pode ir para os comentários então. A gente recebeu alguns da última vez que a gente gravou. O último episódio que a gente gravou foi o Master of Puppets no Metallica. De lá para cá a gente recebeu sim alguns comentários. Eu vou ler.

Vamos lá, Simeon Lee, no episódio do Queen, o News of the World, ele comentou que o favorito da banda pra ele é o The Game, o Jazz e o Works. Quarteto fantástico da banda. Na verdade ele tá dizendo que o News of the World mais o The Game e o Jazz e o Works são os quatro discos preferidos dele. Pedro Baesse colocou Castor.

É, saudade, saudade. Isso é pra ti, né? Palavra-chave, cara, pra quem chegou no final do episódio. Eu nem lembro mais as palavras que vocês ficam criando aí daqui a pouco. É, é. Puta merda. Episódio tops, pode fazer longo assim, mas só de álbum bom como esse. Ele falou do Angra, 30 anos de Holy Land.

Natalia Brás sobre o Bruce Springsteen, olha só, ela diz que adora o disco e lembrou até hoje, ela lembra até hoje da sensação que teve ao ouvir o Born in the USA pela primeira vez. Ela colocou aqui que me senti em um estádio lotado com todo mundo cantando junto. O cara é um rockstar e minha preferida aqui é I'm Going Down.

Verdade, pior que lá no grupo do Atos, ela tava bem empolgada com essa música. No caso do episódio, ela tava postando, você tava ouvindo uma vez atrás da outra. Acho que a gente não falou no episódio, mas o Bruce Prinkett, no show do Rock in Rio de 2013, tocou o Born in the USA inteiro. O show foi ontológico, né, cara? Eu queria ter visto esse show aí. Tava na grade, apareceu algumas vezes na televisão.

Ó, tem que assistir agora. Eu vi na TV só, mas não conhecia o Thiago ainda. Vamos ver. Jean Lucas, parabéns pelo episódio, galera. Ele tá falando do Bruce Springsteen, ó. Boa, Gleidson, fera demais que essa seja a sua primeira aparição de outras futuras. Olha aí o Gleidson. Prevendo o futuro, ó. O Jean Lucas. Prevendo o futuro. Quem sabe um dia, né, Gleidson, volta aí.

Daniel Oliveira, episódio do Rush, que a gente gravou, colocou saudade da Renatinha. Olha aí, Renata não quis participar do Rush. Tem gente que sente saudade dela ali. Ela percebeu que se ela fosse falar mal do Gil hoje, depois ia ficar feia. É, ela preferiu ficar de fora. Mas ela participou do Master, né? A gente tá na nossa linha do tempo um pouco maluca, mas ela esteve com a gente no Master of Puppets. Logo quando eu ler esse comentário aqui no...

Pra ele, quando ele lê, quando ele ouvir esse comentário, ele já vai ter matado a saudade dela. E ele comentou de novo também no Bruce Springsteen, ó. Ele disse assim, por um momento, achava que Born in the USA era a única música dele. Tipo Ace of Spades no Motorola. É polêmico, hein, cara? Reduziu os dois a uma faixa, cara. Vocês acham que eles são One Hit Wonder, cara?

Rafael Norris, no episódio do Number of the Beast, ele colocou que 8.8 é uma nota justa, vai. Não é um álbum perfeito, é bom e é histórico. Ótimo episódio. Muito obrigado. É, nota justa é. Pode ser. Talvez. Não sei. Não sei. Quanto você deu, William? Quanto você deu pro...

Eu não lembro, cara. Eu dei 10, não dei? É que eu já te respondo, porque eu tenho todo o meu histórico aqui. Eu dei 10, cara. Não é capaz de dar menos que 10 nesse disco. Pior é que o Number of the Beast por algum motivo não tá aqui, cara. Acho que eu gravei sem ter feito pauta aquele, se bobear.

mas eu lembro de ter dado 10, viu? Provavelmente, cara. Eu acho que eu passei pano pra tudo. Eu surpreenderia se eu tivesse dado menos que isso. Eu passei pano pra tudo. E por fim, Infinita Cast, em cima do episódio do King Diamond.

Muito bom episódio. E agradeço o elogio e recomendação. Muito obrigado. FritaCast, um podcast bem bacana. Logo, logo o Ricardo vai estar aqui com a gente, participando. Ele colocou lá, ó. Hashtag repolho com piqui. Ah, que loucura. Com piqui ainda. Com piqui, cara. Ele é de Goiás, cara? Ou não? Você sabe? Você não sei que tem contato com ele. Eu não sei. Eu tenho contato com ele. A gente troca algumas mensagens rápidas no Instagram. Mas eu nunca entrei nesse...

nesse mérito, não. Eu não tenho nem o Whats dele, eu vou pegar. Eu já vi ele em São Paulo, cara, postando ali no rooftop da galeria. Comenta aí. Agora, se ele mora em São Paulo, eu não sei. Quem chegou até aqui, de onde é o Infinita Cash? Mas eu suspeito que seja de São Paulo, mas vamos esperar.

É isso, dê os comentários, a gente gosta bastante de receber, então por favor ouvintes, deixem bastante. Legal demais, de preferência polêmicos, que nem do Dani L. Oliveira 39, tem um numerozinho ali que ficou borrado. Tem um 39 ali bem... Que comentou, o Thiago ficou com sangue no olho aqui, cara. Ele fala que o Bruce Priest tem só uma faixa.

Você pinta o Motohead, né, cara? Vou falar pro William que Iron Maiden é só Wasting Love. Nossa, cara, ainda essa aberração de Wasting Love, né? Podia ter escolhido qualquer outra. Tu escolheu mal, hein, cara? Tu escolheu mal pra representar. Não, é isso que eu tô dizendo. Não, vamos melhorar. Eu vou melhorar. É a mesma coisa que falar que...

Como estás amigo? Como estás? Iron Mania é só Angel and the Gambler. Não tem jeito, né? A gente sempre dá um jeitinho de falar do Iron Mania. Aguentou, né? A gente jogou as iscas assim, deu uma volta.

Deu uma voltinha e aí no fim chegamos. Faltou só o Nestorzão da Massa. Check. Check. Call da polícia. Mas é isso então. Agradeço a vocês pela parceria e um grande abraço a todos os ouvintes que chegaram até aqui. Muito obrigado. Tem algum hashtag aí para identificar quem chegou até o fim?

Não, é só falar, coloca a hashtag com qual é o estado do InfinitaCast, que come repolho com piqui, cara. Pode ser... Repolho com piqui. Vai falar que é de Ponta del Leste. Vamos pesquisar aqui. Piqui é de Goiás, cara. Piqui é o... é típico de Goiás, que eu saiba. É o arroz com piqui, é o classicão de lá.

Pois é. Goiás, exatamente. Bom, então tá. A gente vai descobrir depois se ele é de Goiás ou não. A gente vai conhecendo as coisas nas andanças pelo Brasil aí. É. Mas é isso então, queridos ouvintes. Muito obrigado pela audiência e um abraço a todos. Até mais. Até o próximo. Tchau. Nananana. Não! Não!

E aí

E aí