Vortex 127 - Quebrante explicado, padre leiloa cueca, mulher de 37 anos finge ter 12
Hoje juntamos três crianças inocentes de 12 aninhos: @katiucha, @OdeioPePe e @principevidane pra falar sobre maneiras criativas (e polêmicas) de ganhar a vida no Vortex 127
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Link do post do episódio nas redes sociais:
Episódios passados mencionados:
Vortex 69 - [+18] Hipster de tara em pé, currículo de cuckold, profissões do swing
Links comentados no episódio:
Golpe da oração: call center que usava IA cobrava R$ 50 por reza
Cueca de padre leiloada durante festejo no Tocantins foi arrematada por R$ 3 mil; VÍDEO
Homem escolhe 1 ano de prisão em vez de devolver R$ 5,6 milhões que caíram por engano em sua conta
Idosa diz ter comprado duas casas com venda de fofocas na Colômbia
Mulher de 37 anos 'adotada' após fingir ter 12 anos ganhou festa de aniversário da família em SC
Produção: Thyara Castro, Bruno Azevedo e Aparecido Santos
Edição: Joel Suke
Ilustração da capa: Brann Sousa
- Mulher coitadinha e aliciamento de menoresAmanda Maria de Souza Oliveira · Joinville, Santa Catarina · Fingir ter 12 anos · Festa de aniversário de 12 anos · Uso de mamadeiras e chupetas · Alegar autismo e uso de hormônios · Grávida de Taubaté
- Idosa vende fofocas para comprar casasMiriam, a rainha da fofoca · Quindío, Colômbia · Fofoca simples por R$700 · Casos extraconjugais e conflitos familiares · Venda de informações com fotos e vídeos
- Oração de DanielInteligência Artificial e fé · Oração personalizada · Cobrança de R$50 por oração · Falsidade ideológica · Invasão de privacidade
- Mamilo do KratosArrecadação para a paróquia · Padre Thiago Zanardi · Festejo em Alvorada, Tocantins · Relíquias sagradas · Prepúcio sagrado de Jesus Cristo
- Linda Quebrada· EntretenimentoQuebranto de gente bonita · Quebranto de gente feia · Arruda como proteção · Fita vermelha para distrair o quebrantador · Inveja e desejo negativo
- Homem devolve dinheiro e escolhe prisãoDepósito por engano de R$5,6 milhões · Ojo Egosa · Nigéria · Condenação a 1 ano de prisão · Multa de R$180 mil
Katiucha Barcelos:E aí, pessoal, tá começando mais um episódio do Vortex Podcast, seu momento semanal de aproveitar notícias e histórias que são interessantes o suficiente para prender sua atenção, mas que provavelmente não vão mudar a sua vida. E hoje trago aqui de volta o que é considerado por algumas pessoas o triunvirato do Vortex Podcast, né? Porque tenho aqui Pepe. Oi! E Nenê.
Pedro Pinheiro:Saí da geladeira, não tem jeito.
Katiucha Barcelos:É, amigo, sua folga acabou. Vamos começar o episódio de hoje. Desde a última vez que a gente gravou, cara, que muitas coisas aconteceram, né?
Voz C:1050 anos atrás, tudo aconteceu.
Katiucha Barcelos:Eu quero, antes da gente começar, dizer que essa semana tem VNL. Então, se você tá procurando um bom campeonato de vôlei para assistir, assista a VNL, Seleção Brasileira.
Voz C:Tá aí meia-noite e meia.
Katiucha Barcelos:Não, na meia-noite, é tipo 8 horas da noite, gente.
Pedro Pinheiro:Não importa em qual fuso você estiver, né?
Katiucha Barcelos:Porque se você tiver usando NordVPN, olha só, se você tá fora do Brasil, quer assistir a VNL narrada em português? NordVPN abre essa possibilidade para você. Quando eu estava viajando, queria ouvir a narração em português porque a narração em inglês era sem carisma, foi isso que eu fiz. Com apenas um clique você consegue encriptar todos os seus dados usando NordVPN. E também, além disso, você consegue mudar a localização da sua conexão para fazer exatamente isso que a gente tá falando aqui, aproveitar conteúdos que você já tem em serviços de streaming que você já assina Só que estão disponíveis também em outros lugares, ou apenas em outros lugares. Acesse o link que tá aqui na tela, nordvpn.com/vortexpod, ou usa o nosso cupom VORTEXPOD para testar o NordVPN por 30 dias sem gastar absolutamente nada, ou ganhar até 4 meses a mais na assinatura se vocês resolverem assinar o serviço deles. Caraca, muito obrigada! Tivemos um evento internacional que foi aniversário de Odeio o Pepe. Parabéns!
Pedro Pinheiro:20 aninhos. Assim, tem uma data complicada.
Voz C:Ele fez 20 aninhos.
Katiucha Barcelos:15 aninhos. Que breve completarei 15 anos. Então muita coisa aconteceu. Uma das coisas que aconteceram inclusive é que, não sei se vocês estão sabendo disso, o Papa lançou aí um manifesto. Não foi bem um manifesto, mas enfim, ele lançou um texto oficial falando lançou o substack dele falando sobre inteligência artificial, né?
Pedro Pinheiro:Sim, foda inclusive, tá?
Katiucha Barcelos:Até porque ele cita Platão, cita Gandalf, Senhor dos Anéis, exato.
Voz C:Bonito. Ele fez 6-7 também, que é o que realmente importa.
Katiucha Barcelos:Ele fez, mano, eu acho que ele fez mais de uma vez 6-7, porque eu vi crianças ensinando para ele em algum lugar, que eu sempre suponho que o Papa tá no Vaticano, mas provavelmente ele nunca tá lá.
Pedro Pinheiro:Posso confessar um negócio para vocês? Eu não faço ideia do que é 6-7, tá? Vocês explicaram aqui ou não?
Katiucha Barcelos:A gente explicou que existe, mas o lance de 6/7 é justamente que não tem explicação. É só uma coisa que as crianças e adolescentes fazem.
Voz C:E aí qualquer coincidência que inclua esse número aí é um chamado pra alguém fazer 6/7.
Pedro Pinheiro:Exato.
Katiucha Barcelos:Ou se alguém faz algum movimento com as mãos, colocando a mão direita e a esquerda, uma pra cima e outra pra baixo, como se fosse uma balança desbalanceada. Ou quando a pessoa fala 6/7, ou quando a pessoa fala 67, é mais do que o suficiente pra trazer à tona aí o 6/7. O lance todo é realmente não significar nada.
Pedro Pinheiro:Mas você não ter sentido.
Katiucha Barcelos:É, o lance é não ter sentido.
Pedro Pinheiro:Gosto mais agora então.
Voz C:E é pra lembrar também que a gente tá ficando velho, porque em outras épocas a gente estaria participando disso aí, mas a gente só não consegue mais.
Katiucha Barcelos:A gente teve vários professores inclusive alegando gatilho nos nossos comentários, porque falamos de 6-7 e eles tão: "Não, meu Deus!" Sabe? Ah, flashback da guerra, sabe?
Pedro Pinheiro:O foda é que o apelido do Maestro, minha amiga, é 6-7, né, desde sempre. E aí eu fiz inclusive a camisa pra ir nos Jogos da Fúria de LoL e eu escrevi "Mastro", né?
Katiucha Barcelos:Mastro 67.
Pedro Pinheiro:Tá lá. E eu tô indo nos jogos também assim. E vai que a criançada olha e acha: "Ah, não, é um meme." Mas não, o apelido dele é 67.
Katiucha Barcelos:Não é um meme, ele veio antes. Na verdade, vamos plantar essa lenda de que, na verdade, 67 surgiu por causa do Mastro?
Pedro Pinheiro:Caralho, imagina pra ele, exato. Isso aqui é a galera mexendo nos grandes bagos dele.
Katiucha Barcelos:Perfeito, perfeito.
Voz C:Que são desproporcionais, porque a gente sabe que o esquerdo é maior. Por isso que é 7.
Katiucha Barcelos:Ai, por isso que é 7.
Pedro Pinheiro:É quilos, né?
Katiucha Barcelos:Sex Seven. Então, mas o Papo fez Sex Seven, as crianças ensinaram para ele, ele foi brother e fez, que é uma lição que basicamente qualquer criador de conteúdo aprendeu, que é não imite qualquer coisa que o pessoal tá pedindo sem saber o que é. Mas o Papo inocente como ele é, foi lá, imitou e tal. E já teve um outro vídeo, se eu não me engano, dele dentro do Papa Móvel olhando para pessoas de longe fazendo Sex Seven também.
Pedro Pinheiro:Foda!
Voz C:Quando ele descobriu o efeito, né, que causa nas crianças, ele tá evangelizando.
Katiucha Barcelos:Então, mas eu tô falando isso porque no latim das ruas ele diz basicamente assim: ah, porque ia tá foda, né, galera, não sei o quê.
Voz C:Pô, desse jeito, tá foda, gente, é complicado, não sei o quê.
Katiucha Barcelos:Então cuidado, todos os Betinhas, pouquíssimo 67 da sua parte, cuidado para não ficar aí amexing e tudo mais, né. E eu quero ler para vocês uma dessas passagens aqui, tá? Tá. Vou escolher qual. Abre aspas: devemos evitar o erro de equiparar essa inteligência à inteligência humana. Disse eles referindo aí, né? Esses sistemas imitam certas funções da inteligência humana, oferecendo vantagens tangíveis em muitas áreas. No entanto, esse poder permanece exclusivamente ligado ao processamento de dados. As chamadas inteligências artificiais não vivem pela experiência, não possuem corpos, não conhecem a alegria ou a dor, não amadurecem por meio de relacionamentos, não sabem intrinsecamente o que significa amor, trabalho, amizade ou responsabilidade. Elas não têm consciência moral, não julgam o bem e o mal, não compreendem o significado último das situações e não arcam com o peso das consequências. Podem imitar linguagens, comportamentos e avaliações, podem simular empatia ou compreensão, mas não compreendem o que produzem porque não habitam o horizonte afetivo, relacional e espiritual no qual os humanos se tornam sábios.
Pedro Pinheiro:Perfeito, bonito.
Katiucha Barcelos:Manda essa passagem do Vortex, do grupo da família aí, para sua tia que fica fazendo imagem de ia com você.
Pedro Pinheiro:Sim, tá, fala que é um podcast cristão.
Voz C:Como é que fica batendo palma para papagaio rezando salve rainha?
Katiucha Barcelos:Mas eu estou falando isso porque hoje queria falar aqui no Vortex sobre maneiras talvez não enxergadas como carreiras, mas que estão ali para ganhar dinheiro, né, jeito de ganhar dinheiro. É porque é bico, mas se a pessoa fizer esse bico por muito tempo, um bico fixo, um bico fixo. E a primeira história que eu trouxe é triste, tem a ver com esse negócio do Papa, tá? Porque eu quero fazer a seguinte progressão aqui no assunto: eu quero colocar um bico que eu não acho que é legal, é extremamente assim, mas ele tem que ser ilegal, ele é só chato. Não, ele é ilegal, chato e também escroto, entendeu?
Voz C:Tá bom.
Katiucha Barcelos:E aí dali para frente eu vou começar a falar sobre outros tipos de esforços pra ganhar dinheiro, que eu considero mais legítimos do que esse. Golpe da oração: call center usava IA e cobrava de fiéis. A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira, dia 8, 35 pessoas em Nilópolis, na Baixada Fluminense, suspeitas de integrar uma quadrilha que aplicava o chamado, abre aspas, "golpe da oração", fecha aspas. Segundo as investigações, o grupo operava uma central de teleatendimento que oferecia orações personalizadas em troca de dinheiro, utilizando um aplicativo de inteligência artificial para criar textos religiosos. Análises das documentações apreendidas no escritório apontam que esse grupo recebeu cerca de 3 milhões.
Voz C:Porra! Qual é o crime? Tipo, que é um crime, é um crime, mas qual é o crime?
Pedro Pinheiro:Tem o lance de falsidade ideológica, né? Exatamente.
Voz C:Mas como é que você pratica falsidade ideológica com Deus?
Pedro Pinheiro:Ué, o cara que organiza aí, o dono do site, ele é o cara que tá fazendo a falsidade ideológica, não o robô. O robô não tá fazendo. Mexendo com a fé das pessoas. Então a pessoa pode sentir lesada de, pô, o cara brincou com a minha fé e era um negócio super sério para mim, sei lá, expus uma parte da minha vida, contei ali talvez, talvez, sei lá, a LGPD, né? Tem algo de invasão de privacidade aí?
Katiucha Barcelos:Bom, fala aqui o seguinte: as orações eram produzidas por um aplicativo de inteligência artificial a partir de informações fornecidas pelas vítimas. As atendentes perguntavam sobre os problemas enfrentados, como doenças, dificuldades financeiras ou familiares, e solicitavam ao aplicativo uma oração específica para daquela situação. O texto gerado era então lido para a vítima, que não sabia da produção artificial da oração. A pessoa então era cobrada R$50 pelo serviço.
Voz C:Caraca, mas assim, agora vou falar mal dos contratantes. O que que eles esperavam, mano? Ia ter um padre lá 24 horas por dia de plantão recebendo R$50 por oração personalizada? Que é difícil você fazer várias orações separadas.
Katiucha Barcelos:Não precisa ser necessariamente separado ou completamente diferente, precisa ser um pouco personalizado, entendeu?
Voz C:É certo pagar por oração? Tem que começar aí.
Katiucha Barcelos:Depende do que o dinheiro vai ser usado. Eu não sei, eu não entendo o que é feito de um jeito certo ou não certo em termos de oração, não é como se fosse um especialista. Mas o que o Papa falou é que essas inteligências artificiais, elas não têm essa vivência humana. Vamos fazer um jogo aqui, tá? Imagina que você está pedindo uma oração para um conhecido seu. Aí você diz: pô, minha mãe tem uma oração muito forte. Aí ele: oh, 'Oi, Dona Gracinha, pode, por favor, rezar aí para passar minha tosse?' Aí a Graça pega e diz assim: 'Minha filha, pode deixar, vou rezar.' Você coloca a sua fé em cima da força da oração daquela pessoa, porque sabe que ela tá orando de coração puro.
Voz C:É certo.
Katiucha Barcelos:E aí, quando você acaba descobrindo que na verdade quem fez isso não apenas estava não de coração puro, como nem tinha coração porque era inteligência artificial, filha da putice.
Pedro Pinheiro:A partir do momento que eu descobri como funciona o serviço Eu achei menos desonesto, tá? Porque assim, é uma pessoa que tá pedindo ajuda para IA. No fim, o interlocutor conversa com uma pessoa, não é ele cai num app direto, é o MIA, ele acha que é uma pessoa. Não, é de fato uma pessoa que tá usando IA. Aí a pergunta que eu faço é: peraí, essa pessoa não poderia, em vez de usar IA, ela se aproximar da sua conexão espiritual e ela desenvolver? Porque no fim vira preguiça. Não, mas cara, é o que você falou, é correto pagar por isso? Eu acho que não.
Voz C:E a mana, e a mana do cidadão? A mana acaba.
Pedro Pinheiro:Isso, exato, a mana acaba mesmo.
Katiucha Barcelos:Não, mas aí você pode contratar outras pessoas que estão com a mana full, né?
Voz C:Será?
Pedro Pinheiro:Exato.
Voz C:No telemarketing não tem ninguém com a mana full não, pô.
Katiucha Barcelos:Isso é um ponto, né?
Pedro Pinheiro:E não dá para orar no Mili, né?
Katiucha Barcelos:Não dá para orar no Mili. Às vezes dá para orar no Mili, tipo rezadeira, ora no Mili.
Pedro Pinheiro:O Exorcista também, né? Ele tem uma parte ali que é melee, é mistura.
Katiucha Barcelos:É verdade. Inclusive, a gente teve várias discussões sobre quebrantes, né, que a gente chama de quebranto aqui recentemente, e eu recebi um pedido para explicar um pouco mais sobre quebrantes aqui, porque eu fico falando, né, que o tanto não, quando a mamãe ficou dizendo que botaram quebranto em mim. E eu quero dizer que existem dois tipos de quebrante, barra quebranto. Eu vou chamar quebranto, gente, não consigo me reeducar agora que tô velha. Existem dois tipos de quebranto, tá? É o quebranto de gente bonita e o quebranto de gente feia. O quebranto de gente bonita, tipo assim, o quebranto de quando você acha uma coisa mais, tipo, legal e aí coloca sem querer um quebranto naquilo ali. Quebranto, gente, é um olhar negativo que joga um feitiço, muitas vezes não proposital, que acaba levando aquilo ali à desgraça ou à morte. Morte, para ser bem sincero. Que esse inclusive é o problema do quebranto de feio, porque diz que quando olham para uma pessoa e ela é muito feia, o quebranto de feio mata. Quebranto de feio mata e o quebranto de bonito só adoece.
Voz C:É porque o quebranto de feio é teimoso, né, mano? É que nem carne de porco.
Katiucha Barcelos:O quebranto de bonito você, tipo, pode adoecer, ficar com a espinhela caída, tem todos os sintomas, tem os sintomas.
Pedro Pinheiro:Cara, eu preciso muito me educar para vir gravar aqui. Esses últimos um minuto.
Voz C:Tem que fazer intercâmbio do Ceará, viu, Dani? Exatamente.
Pedro Pinheiro:Faço 6 meses aqui, faço uns 3 meses no Ceará.
Katiucha Barcelos:Inclusive, cara, minha mãe, um dia desse, foi atrás de coisas que protegem pessoas de quebranto. Inclusive uma planta, que é a arruda, que segura o quebranto das pessoas, né? Porque tem um lance de quebranto que você pode colocar também em planta. Por isso que às vezes você vê uma planta que ela tem uma fitinha vermelha amarrada, aquilo ali é pra distrair o olhar do quebrantador, pra ele primeiro olhar pra fitinha e jogar o feitiço dele sem querer na fitinha, não na planta, e a planta sobreviver.
Pedro Pinheiro:Vou pedir perdão pro ouvinte que tá no áudio, porque eu vou ter que usar o vídeo, tá? Mas como é que você tá na rua assim, de repente passa um cara e faz assim, ó, e olha pra você assim?
Voz C:Pode ser assim, pode ser.
Pedro Pinheiro:Isso é um quebranto?
Voz C:Mas o importante é o desejo no seu coração. Se você sentiu uma invejinha, já tá.
Pedro Pinheiro:Mas ele consegue fazer o quebrantador de gaúcho, que olha para um lado e quebra para o outro?
Voz C:Eu acho que não precisa, acho que não necessariamente você precisa de contato visual para castar spell.
Pedro Pinheiro:Ah, pode ser Wi-Fi, pode ser Bluetooth.
Katiucha Barcelos:Eu acho que tem componente visual, acho que tem componente visual.
Voz C:Você tem na mente a imagem da pessoa, não sei se precisa estar olhando.
Pedro Pinheiro:Você olha a janela da alma? Então você precisa olhar. Então eu sou o quebrantador aqui, o cara que saiu na rua na maldade. Porra, hoje eu vou encontrar alguém e vou botar um quebranto. Só que eu sou um cara bonito, então meu quebranto é inofensivo.
Voz C:Não necessariamente, só é mais fraco.
Pedro Pinheiro:Tá, ele é ofensivo, mas então tá bom.
Voz C:Ele é ofensivo, mas é tipo dor de barriga, não é tipo Lord of the Rings.
Pedro Pinheiro:Legal, é o que eu quero causar mesmo, não quero matar ninguém. Mas se eu olhar para o feio e o feio não olhar para mim, ele me bota o quebranto? Será? É isso que eu tô pensando também, cara.
Katiucha Barcelos:O quebranto funciona assim também. É porque tem um negócio, eu vou dizer o que eu sei.
Voz C:A ciência, que a ciência, que a ciência, que a ciência.
Pedro Pinheiro:Eu vou dizer o que eu sei. Eu quero saber, eu quero proteger, eu quero. Eu já sou meio goaba quando eu ando na rua, já ando meio olhando para baixo.
Katiucha Barcelos:Então, mas eu acho que isso aí não shielda do quebranto, eu acho. Caralho, porque tem gente inclusive que coloca fitinha vermelha em bracinho de bebê porque tem medo de quebranto no bebê. E o bebê às vezes não estava mais contato visual com a pessoa, mas aquilo ali não é o suficiente para proteger ele, entendeu?
Voz C:Que tinha vermelha, tira o sol luz também, também.
Katiucha Barcelos:Eu sei o seguinte, o que eu sei são histórias que eu escutei de pessoas, são relatos anedóticos. A minha mãe, por exemplo, conta que tinha alguém que chegava na casa do sujeito e depois que ela ia embora todas as plantas murchavam, morriam. Caralho, alguém que chegar aqui assim: nossa, essa sua roseira tá tão linda. A pessoa tipo virava, saía a roseira, imediatamente morria, entendeu?
Voz C:Eu acredito na Dona Gracinha.
Katiucha Barcelos:O cara, Black Mage nível altíssimo, a estrelinha em cima da cabeça dele, não fala? E aí o lance curioso é as pessoas que botam quebranto nem sempre sabem que elas botam quebranto. Às vezes elas só estão comentando na inocência, mas elas carregam dentro dela umas coisas muito negativas, entendeu?
Voz C:É verdade, é verdade. Então não dá para você controlar, transborda, transborda o sentimento ruim. Aí é magia do caos, é magia do caos.
Pedro Pinheiro:É o lance da aura, né? Lança aura também, é o lance da aura, né? Eu não sei, eu sempre senti que minha aura é roxa.
Katiucha Barcelos:Volta aqui, podcast, correto.
Pedro Pinheiro:E assim, talvez seja por isso que a gente se uniu, talvez nós temos, nós três temos aura roxa, né?
Katiucha Barcelos:Eu acho, eu acho que é exatamente isso. De repente, gosto como a gente tá falando de ciência exata aqui.
Pedro Pinheiro:É, e às vezes, sei lá, às vezes o cara Eles só de fato, eles têm dificuldade de manter a aura próxima do corpo dele, aí acaba espaçando, entendeu?
Katiucha Barcelos:A minha mãe comprou uma mudinha de arruda e me deu, né? A mudinha de arruda morreu dia 1 aqui. Caralho! Será que é por mal-olhado ou porque eu não sei cuidar de planta? Fica aí o mistério.
Pedro Pinheiro:Mal molhado, né?
Katiucha Barcelos:Nesse mesmo dia teve um Bougainville que tá vivo ainda, mas a arruda morreu dia 1. A minha mãe comprando a planta e perguntando para o cara que tava vendendo a planta: Ei, tu não conhece nenhuma rezadeira aqui não? Então assim, aguardem, aguardem, porque o quebranto vai ser tirado de mim. Por via das dúvidas, Anda com uma fitinha vermelha, porque o quebranto ele tá aí e ele pode pegar, seja lá quem for. Inclusive eu vi um vídeo essa semana de uma criança comentando sobre isso, dizendo: ah, porque eu tô do cara quebranto em mim e tal. Aí o cara pergunta: qual é a sua maior preocupação sobre esse quebranto? E ela diz: é se é de feio ou de bonito.
Pedro Pinheiro:A criança tá com o caminho certo já, cara.
Voz C:Se a gente abrisse uma startup para vender serviço de quebranto para galera, serviço de quebranto ou serviço de tirar quebranto? É, mas a gente é bonito, então não vai matar ninguém.
Katiucha Barcelos:Não, pô, o quebranto que mata outra pessoa não é quando alguém bonito ou feio coloca o quebranto. O quebranto que mata a pessoa é quando o receptor do quebranto é feio.
Pedro Pinheiro:Ah, então a gente é só blindado.
Katiucha Barcelos:A vida é muito justa, né, cara? A pessoa nasce bonita e ainda recebe quebranto só de doença. Então, aí continuando a história aqui, fala o seguinte: durante a operação, os agentes encontraram a tabela de preço das orações no escritório da central. Os suspeitos agora vão responder por estelionato e associação criminosa. Aí, ó.
Pedro Pinheiro:Erramos todos os crimes.
Katiucha Barcelos:Erramos todos, de fato. Então tem aqui um exemplo das pessoas tentando ganhar dinheiro, abre aspas, fácil, fecha aspas, de um jeito muito errado. É em cima da fé das pessoas, em cima da esperança das pessoas de que aquilo ali ajude elas em um negócio difícil.
Pedro Pinheiro:É, eu acho que brincadeiras à parte, qualquer brincadeira, eu tô falando sério, vou quebrar a quarta parede aqui para falar com o ouvinte, que assim, ele tem dente, qualquer coisa. Realmente, mano, as pessoas depositam muita esperança nessas paradas, fica muito escroto.
Katiucha Barcelos:Exatamente, exatamente.
Pedro Pinheiro:Às vezes, ó, pô, eu sei o que foi, né, esse período que eu passei com Gabu e tal, e ao mesmo tempo meu tio também mal. Porra, você se apega a tudo, irmão, você vai embora. Então, cara, é cozido, isso é filha da puta. Eu acho que eu nunca, se eu soubesse que eu fiz um bagulho com charlatão, eu, caraca, eu iria ter um dos maiores ódios da minha vida para essa pessoa aí.
Katiucha Barcelos:Nem todas as pessoas que estão tentando ganhar dinheiro são pessoas extremamente mal-intencionadas e que são indiscutivelmente más. Porque agora sim, vamos entrar aqui na era do carisma desse episódio. E o próximo caso que eu trago para vocês é de alguém que achava que tava fazendo uma coisa potencialmente negativa, mas na verdade estava fazendo uma coisa completamente ok, viável, zero problemas. A história é: polêmica, dois pontos, cueca de padre é leiloada durante festejo no Tocantins. Que fala que é o seguinte: durante um festejo na paróquia de São Francisco de Assis, em Alvorada, a cueca do padre Thiago Zanardi foi arrematada por R$3.000. O vídeo do dia do leilão mostra Thiago subindo o cós da roupa íntima, o que chamou atenção e circulou nas redes sociais.
Voz C:Caraca, esquisito, hein, padre?
Katiucha Barcelos:O valor da cueca foi informado no final da missa, quando o padre falou sobre as finanças da igreja. Ele disse que a paróquia teve uma entrada de mais de R$334 mil com o novenário de São Francisco de Assis, e que do total arrecadado, parte é da cueca que foi leiloada. Além da roupa íntima, outros itens do padre também foram leiloados.
Voz C:Caraca, caralho, pera aí, pô.
Pedro Pinheiro:O que que tem além da cueca, Padre? A batida e só? Espero que só. Mas eu queria dizer que quando eu ouvi cueca de padre, eu pensei imediatamente cueca virada. Já comeram cueca virada? É muito gostoso.
Katiucha Barcelos:O que é isso?
Pedro Pinheiro:Cueca virada é um docinho.
Katiucha Barcelos:Ai, então já gostei.
Pedro Pinheiro:Caraca, ele parece um bolinho de chuva, mas ele é mais esticadinho e mais viradinho assim, ó.
Katiucha Barcelos:Meio que parece uma cueca virada em alguns aspectos.
Pedro Pinheiro:É porque é meio, né, aquela aviadora. Mas é gostoso, gente, pô. E assim, se a cueca de padre fosse esse docinho, tava dentro.
Katiucha Barcelos:Diz aqui a matéria, abre aspas: quero dizer que dentro desse valor estão aqueles R$3.000 polêmicos da cueca do padre, o momento de partilha, de convivência, de estarmos entre os paroquianos. O padre já tinha perdido o chapéu, o cinto, a botina, e alguém brincou também, né? Abre aspas: agora é 'É a cueca do padre, kkk', contou o padre durante a missa. Na mesma celebração transmitida pelo YouTube, o padre chegou a desabafar sobre o caso e disse que o registro foi feito por uma, abre aspas, 'funcionária do capeta com espírito de Ronca e Fussa', fecha aspas.
Pedro Pinheiro:Mano, pera aí, porque assim, se o padre foi leiloando tudo, rolou um Strip Cristo? Que porra é essa que tá acontecendo nesse lugar, cara? Ó, mas eu queria dizer, com todo respeito ao padre, Mas você foi na maldade. Olha quem que usa chapéu, padre? Não, ele já foi com mais itens, a indumentária, talvez. Normalmente o padre vai, talvez, tá?
Katiucha Barcelos:Mas eu acho que ele tava paisana nessa ocasião aqui, tá?
Pedro Pinheiro:Ah, tá.
Voz D:O momento de partilha, de convivência, estarmos entre os paroquianos. Que vamos leiloar agora? Não sabemos. O padre já tinha perdido o chapéu, o cinto, a botina, E alguém brinca: agora é a cueca do padre, né? E quando eu me dei conta, estavam leiloando e já estava em R$1.500. Eu falei: por R$2.500 eu não vendo não. Subi numa cadeira, mostrei o cos da cueca, não tirei, né? Claro, né? Alguém não perdeu a oportunidade e filmou aquela brincadeira toda. Passados 30 dias da nossa festa, uma surpresa, né? Uma funcionária do capeta com espírito de Ronquifussa mandou para o G1 Tocantins o vídeo do padre leiloando a cueca.
Katiucha Barcelos:Que alegria, né?
Pedro Pinheiro:Eu adoro, porque assim, o padre, a instituição padre tem um jeito de falar que é do padre, né? Então tem um ritmo de padre. Tem, tem 1500, e você vai percebendo ele ficando puto quando ele fala.
Katiucha Barcelos:Caraca, se ele perdesse o sotaque de padre quando ele tivesse só falando mal dessa mulher, ia ser muito foda.
Pedro Pinheiro:Mas ele continua com o sotaque de padre.
Katiucha Barcelos:Por mil e quinhentas eu não vendo.
Pedro Pinheiro:Muito foda, gente, na moral, porra.
Katiucha Barcelos:Mas ele subiu na cadeira e mostrou o coisa da cueca, né?
Pedro Pinheiro:Não, e assim, para ajudar sua comunidade, eu achei um lindo gesto, padre.
Katiucha Barcelos:Não tem problema. Vários outros objetos estranhos já foram vendidos de maneira religiosa, inclusive para instituições, para igrejas, para pessoas e tudo mais. Muitas vezes não vendidos, mas expostos. Quem sabe? Porque tipo, eu não tenho como te dizer, por exemplo, se a cueca desse padre não vai ser colocada na casa de alguém de maneira completamente inocente dentro de uma cristaleira dizendo: ah, porque Padre Fulano, eu amo os sermões desse padre, para mim ele é um santo. Caraca, que é o deus, fala.
Voz C:A gente vai nesse nível de inocência? Se for, tudo bem.
Pedro Pinheiro:Eu me lembro de episódio de Um Chorando de Prazer com Didi, aliás, com o Sr. K, né? Essa questão do padre, ela é abordada, né? Óbvio, né? Odeio. Se existe um extremo, tem o outro, sim. A gente tem que trabalhar com os extremos, entendeu? Pode ser, pode ser, eu tô com a Cátia. Pode ser que a pessoa tem um varalzinho sacro dentro da cristaleira dela e deixe lá a cuequinha do padre. Nem tudo é fetiche.
Katiucha Barcelos:E às vezes é só uma brincadeira, de tipo assim: "Ah, compraram o chapéu do padre." Alguém quer ser falado ali na igreja, de tipo: "Ah, fulaninho comprou a cueca, kkkkk." Às vezes é coisa esportiva, né?
Pedro Pinheiro:Ele devolve pro padre.
Katiucha Barcelos:É, tipo, às vezes a pessoa nem pediu a cueca. Coeca. Ela só queria ajudar de maneira jocosa.
Pedro Pinheiro:E ela queria ter o título da cueca. No fim, ela tem tipo a galera que compra terreno real na Inglaterra para dizer que é príncipe. Eu sou dono da cueca do padre.
Katiucha Barcelos:É tipo isso, é tipo isso. É a galera comprando terreno no The Central Land. É desse jeito aí.
Voz C:Mas tudo bem, quem vai julgar não sou eu não. É o homem lá, ó, o homem, o cara lá de cima. Boa sorte.
Katiucha Barcelos:Então, e aí eu fui procurar sobre coisas curiosas que já tinham sido adoradas, objetos curiosos. E aí, né, tem aqui Algumas citações: a língua e as cordas vocais de Santo Antônio, a cabeça da Santa Catarina de Sena, camiseta do João Paulo II, sapatos de canhamo de São Francisco de Assis, o leite da Virgem Maria, pelo do ovelho da Arca de Noé. Melhor do que isso, eu descobri que existe uma relíquia santa que é a seguinte: o prepúcio sagrado.
Pedro Pinheiro:eu sei qual é essa história.
Katiucha Barcelos:Trata-se, alegadamente, e como o próprio nome indica, do prepúcio de Jesus Cristo. Retirado do seu corpo durante a circuncisão. Por diversas vezes ao longo da história, houve várias igrejas ou catedrais a reclamar a sua posse, algumas ao mesmo tempo. Há vários milagres atribuídos a essa relíquia. É possível esse negócio de tipo assim, ah, porque tinha várias, várias igrejas diziam que tava com um prepúcio sagrado, não sei o quê, babá. Sem surpresa, a relíquia tinha o poder milagroso da duplicação. E dependendo de quais fontes você lê, havia uma dúzia ou quase duas dúzias de lugares na Europa, a maioria na França por algum motivo, que alegavam possuir de fato o santo prepúcio. E aí eu pergunto para vocês: se pessoas compraram o prepúcio de Jesus Cristo, que mal teria vender a cueca do padre?
Pedro Pinheiro:Você tem um ponto que é um precedente religioso.
Voz C:Sabe o que é legal? Tu tá normalizando a pessoa guardar o prepúcio.
Katiucha Barcelos:Eu não estou normalizando, estou apenas citando.
Voz C:E não problematizando a pessoa comprar uma cueca de um padre. É o contrário, porra.
Katiucha Barcelos:Eu não sou uma autoridade religiosa, não sei se deu para notar. Eu tô apenas comentando aqui e quero dizer, como é impossível afirmar que qualquer coisa errada teria sido feito com a cueca do padre e esse dinheiro tecnicamente seria para a comunidade, ninguém pode dizer que é errado o que ele fez. Definitivamente não é tão indiscutível quanto o primeiro caso.
Pedro Pinheiro:Não, eu acho que se uma peça de roupa virou caridade, pô, tá 10. Não importa se é do padre ou não.
Katiucha Barcelos:Fala por que que tu tá sendo tão hater, diz logo tudo que tu tá pensando.
Voz C:Não, eu, vocês sabem que eu não sou uma pessoa religiosa, né? Mas eu sou uma pessoa malvada e no meu coração ninguém me convence que isso aí não foi feito para depois a pessoa tá praticando autolibidinosos.
Pedro Pinheiro:Não é minority report, entendeu? Você tem que deixar acontecer. Caraca, mano. Então é isso, cara.
Voz C:Você vai investigar a pessoa depois? Não vai.
Pedro Pinheiro:A pessoa vai ter consciência dela, depois ela se confessa com o padre, fala: padre, cheirei sim a sua cueca enquanto me masturbei.
Katiucha Barcelos:Eu acho que o padre demonstrou aí que era uma coisa que não era tão indiscutivelmente, ok, no momento que ele perdeu um pouco a razão ao ficar com tanta raiva de quem filmou a situação, né?
Voz C:Pois é, ele induziu o termo 'run the fuck'— o cara é violento, é violento.
Pedro Pinheiro:O padre, eu acho que ele se entrega, que a consciência dele tá pesada nesse momento.
Katiucha Barcelos:Exato. Na verdade, meu comentário é justamente para limpar a consciência do padre, dizer que coisas similares já foram feitas, inclusive coisas mais estranhas na história. Mas ele tá com a consciência pesada, tentar fazer nada errado. Por que que filmar é Dizer que a funcionária é do capeta é muito pesado vindo de um padre. Com espírito de ronquifussa. Olha aí, o que que quer dizer, cara? É uma referência a porco?
Voz C:Ronquifussa é o termo coloquial brasileiro derivado da junção de ronca e fussa, ações comuns de porcos.
Katiucha Barcelos:É tipo dizer espírito de porco.
Voz C:Curiosidade game: o termo também é o nome de um personagem, não um jogador, do jogo World of Warcraft.
Katiucha Barcelos:Olha aí, mas sabe quem é que vai vigiar para saber se a pessoa tá fazendo um negócio bom ou ruim.
Pedro Pinheiro:Deus, não é o Odeio.
Voz C:Não, eu não.
Pedro Pinheiro:Agora uma pergunta, Odeio: para caridade, você venderia o seu prepúcio?
Voz C:Ah, definitivamente, sendo que eu sou a pessoa que vou ser o objeto da caridade.
Katiucha Barcelos:Informação demais.
Pedro Pinheiro:Não, mas isso não revela nada. Às vezes ele só guardou, igual guardaram Jesus.
Katiucha Barcelos:É, eu tenho a minha hérnia até hoje. Ei, caraca, eu vou leiloar minha hérnia, galera! Vamos começar um leilão aqui da hérnia da Cate. Você que tá querendo se proteger contra a hérnia, A minha hérnia pode te ajudar não no sentido dela ter poderes, mas no sentido de você olhar e pensar: não quero acabar com a Cate.
Pedro Pinheiro:Eu vou me abster de comentar.
Katiucha Barcelos:Odeio. Tu venderia teu prepúcio?
Pedro Pinheiro:Ah, venderia.
Katiucha Barcelos:Tu venderia tua cueca?
Voz C:Aí, tipo, vendo agora, galera. Inbox lá.
Katiucha Barcelos:Inbox, odeio, gente.
Voz C:Vendo mais de uma. Semana passada eu comprei um box com 10.
Pedro Pinheiro:Mas eu conheci uma pessoa que ela tinha ali o seu perfil numa rede social de vender nudes, né? E aí ela começou com esse lance de, ah, pô, não sei o quê, se eu vender uma calcinha minha, quanto é que vocês pagam, né? E aí, a hora que ela viu, ela, a mãe e a tia estavam usando calcinha porque tinha que vender e ela não tava dando conta de vender sozinha, de tanto que vendeu. Teve que botar a vender calcinha da mãe e da tia, fi.
Voz C:Pô, achei legal, pelo menos pegou gente da mesma família, né? Legal.
Katiucha Barcelos:Eu vi uma história essa semana que eu não tenho a fonte aqui, mas eu ouvi a história, ela me chocou o suficiente para eu decorar, que tem a ver com esse negócio de venda de calcinha. A menina tava vendendo calcinha para um cara que tinha, enfim, tara em calcinha usada. Aí teve um dia que ela teve candidíase, e a candida ela é um fungo. Então a menina perguntou para ele, pá, tu quer minha calcinha com candidíase? Aí ele falou, pô, nossa, quero muito e tal. Ela vendeu a calcinha para o cara, e aí ela misturou aparentemente a candida dela num fermento para fazer pão, vendeu o pão para esse cara por tipo $500, o pão da candida dela para esse cara. Esse cara pagou, disse que foi o dia mais feliz da vida dele. Depois ela viu que aquilo ali era, poderia ser um negócio, ela começou a fazer pão usando como um dos ingredientes gente, supostamente, não sei se a história é verdade, a candida dela, e tava vendendo, pô, feito água. Ela colocava no site dizendo assim, ó, tá saindo fornada agora, 200 reais cada. Então é perigoso até, inclusive, essa história. Mas é para vocês verem até que nível chega a sede de ganhar dinheiro da galera, né, pô. Vidani, tu venderia tua cueca?
Pedro Pinheiro:Nossa, agora você tem um comprador? Não, você tem alguém em mente?
Katiucha Barcelos:Gente, entrem aí em contato, chorandodeprazer@gmail.com, se vocês quiserem comprar cueca do Odeudo Vidani. A gente vai negociar colocando apenas um pequeno percentual Faz personalizada, deixa autógrafo lá com caneta. Vocês estão frescando.
Pedro Pinheiro:Deixa marca de beijo das duas bocas se quiser.
Voz C:Eu não tô frescando, gente, deixar claro que eu não tô frescando.
Katiucha Barcelos:Moço, tu tá frescando sim, não é possível.
Pedro Pinheiro:Cueca tá caro, tá? Cueca limpa e nova tá caro.
Voz C:Não que eu saiba disso, mas tem a galera que faz.
Katiucha Barcelos:Caraca, tu já se implicou, mas pode continuar.
Voz C:Faz OnlyFans de, para quem é fetichista de pé, né? É porque eu sou preguiçoso, mas faria muito.
Pedro Pinheiro:Milzinho no meu Pix, uma cueca de um dia de uso vai para sua casa.
Voz C:Porra, R$1.000, tu também tá querendo demais, caraca. Gente, primeira faz leiloado. Se fizer sucesso, aí a gente pensa.
Katiucha Barcelos:Será que a gente pode ser preso por isso? Tô pensando aqui.
Voz C:Acho que não.
Pedro Pinheiro:Se ano passado vocês perguntassem isso, por R$80 eu tava vendendo as cuecas. Mas agora eu tô com trabalho, problema da Copa, não sei o quê, então assim, não tô precisando vender cueca agora.
Voz C:Pô, já tô imaginando a linha de cuecas do Vortex com V assim na frente, sabe? Onde tem Calvin Klein, no lugar de Calvin Klein é só V.
Katiucha Barcelos:Bom, temos aqui, né, um jeito polêmico de ganhar dinheiro, mas temos também algumas pessoas que estão escolhendo só não perder o dinheiro que ganharam, como é o caso que vem a seguir. Homem escolhe 1 ano de prisão em vez de devolver dinheiro que caiu por engano em sua conta.
Voz C:Pô, quanto de dinheiro?
Katiucha Barcelos:Eu já tô perdido. Eu quero fazer para vocês: por quanto dinheiro vocês escolheriam um ano de prisão?
Pedro Pinheiro:Vai, um ano de prisão, um ano de prisão.
Voz C:Eu calculo meu salário, eu calculo.
Pedro Pinheiro:500 mil reais, eu fico um ano preso.
Katiucha Barcelos:Não é tanto assim, um ano preso, tu é doido, podia acontecer muita coisa, gente.
Pedro Pinheiro:Na boa, eu ficar um ano trabalhando que nem um filho da puta, eu não vou ganhar 500 mil tão fácil assim não, tô assim, é verdade, não vai, não vai.
Katiucha Barcelos:Preso. Se tu for preso, nada garante que tu vai jogar futebol com Ronaldinho Gaúcho não, cara.
Voz C:Acho que eu tô ok com 500 mil também.
Katiucha Barcelos:500 mil também?
Voz C:Não, 1 milhão, cara. 1 milha, 1 milha.
Katiucha Barcelos:Quem dá menos, quem dá menos, né? A história que fala: um erro no sistema de um banco nigeriano terminou com uma decisão incomum na justiça. Ojo Egosa, príncipe nigeriano, príncipe nigeriano, ele mesmo, foi condenado a 1 ano de prisão após gastar cerca de R$5,6 milhões que foram depositados por engano na sua conta bancária.
Voz C:Já gastou muito, miserável!
Katiucha Barcelos:Cara, já gastou. Como? Não sei.
Voz C:A culpa é dele. Ironicamente, eu aprendi isso no MBA semana passada.
Katiucha Barcelos:fala aí.
Voz C:Se alguém deposita dinheiro na tua conta por engano e tu não devolve, tu tá praticando um crime.
Katiucha Barcelos:Diz aqui, mesmo tendo a opção de pagar uma multa e evitar a detenção, ele optou por cumprir a pena em regime prisional. O caso foi julgado na Nigéria e ganhou repercussão internacional após ser divulgado na Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros, órgão responsável pelo combate a fraudes e crimes financeiros no país. Kingsley recebeu cerca de 1,5 bilhão de nairas, o equivalente a aproximadamente 1,1 milhão de dólares, né? 5,6 milhões de reais.
Pedro Pinheiro:Uma vez eu fiquei com uma menina chamada Naila. Se o cara ficou um ano preso por 5,6 milhão, por que esse milhão que deve prender por um meizinho? Tô dentro!
Katiucha Barcelos:Ele tava assim, tá? Ele tava aqui, cara.
Voz C:Ele, calma, se 5,6 está para 12, um mês me pagando, sei lá, 10 vezes meu salário, eu tô tranquilo.
Katiucha Barcelos:Em vez de comunicar o banco sobre o erro, o homem utilizou o dinheiro ao longo de vários meses. Parte dos recursos foi transferido para contas em seu próprio nome e também para contas registradas em nome de sua mãe e de sua irmã, numa tentativa de pulverizar o valor e dificultar o rastreamento. Após se declarar culpado, Kingsley foi condenado por conduta equiparada a furto, conforme descreveu a promotoria. A justiça ofereceu duas alternativas: um ano de prisão ou o pagamento de uma multa de 5 milhões de nairas, cerca de R$180 mil. Ele optou por cumprir o ano de prisão. Decisão, decisão que chamou atenção nas redes sociais.
Voz C:Ou seja, ele não aceitou a proposta do Vidan de ficar um ano por R$600 mil, que é o que sobraria. Não, então tive uma ideia.
Pedro Pinheiro:Vai, se você tiver R$1.000 sobrando e alguém que você odeia, faz esse Pix e fica quieto. Só manda um telegrama: ai, quero de volta.
Voz C:Manda mensagem no Spotify: quem me dá meu dinheiro de volta?
Pedro Pinheiro:Exato, manda no Tumblr dele.
Voz C:No vlogão, manda no vlogão, faz um post, devolva meu Pix.
Katiucha Barcelos:Aí fala: eu juro que eu tentei me comunicar, aqui estão as provas, trá trá trá trá trá trá trá. Justiça, sabe que a pessoa pode ser presa por dolo se isso acontecer? Ai, cara, a justiça deve ser muito difícil.
Pedro Pinheiro:Agora tá com dinheiro sobrando, né? Ah, não tô, mas que gostaria, gostaria.
Katiucha Barcelos:Bom, então na verdade ele preferiu ficar 1 ano preso do que pagar R$180 mil, sendo que ele tinha 5,6 milhões que ele já ganhou de maneira 'Ah, que legal', aspas, né? Foi presente do Papai Noel.
Voz C:Foi, aí ele foi menino.
Katiucha Barcelos:Eu acho que ele foi menino.
Pedro Pinheiro:Por R$180 mil, gente, pô, para quem tem 5,6 milhões, gente, na boa, isso aí é só o imposto, já paga logo.
Katiucha Barcelos:Então temos aqui uma pessoa que ganhou grana porque o destino escolheu ela. Ele não fez nada de errado, inclusive resolveu ser preso para pagar também o peso na consciência de ter feito uma coisa errada, quem sabe. Mas não mais correto, não mais perto, não mais admirável do que a verdadeira estrela desse programa, que é a pessoa da próxima história. Idosa diz ter comprado duas casas com venda de fofocas na Colômbia.
Voz C:Aí sim, Leonora Dias!
Katiucha Barcelos:Diz assim: uma mulher de 67 anos chamou atenção nas redes sociais ao afirmar que comprou duas casas comercializando fofocas em Quindío, na Colômbia. A história tem viralizado nas redes sociais desde o último ano, após a divulgação de um vídeo publicado pela influenciadora Lady Daniela.
Voz C:Tudo nessa história, perfeito. Muito foda, muito foda.
Katiucha Barcelos:A empreendedora Miriam conta que sempre gostou de observar a vida dos vizinhos e repassar informações. Com o tempo, ela percebeu o interesse das pessoas pelos relatos e decidiu cobrar pelo conteúdo. Segundo Miriam, uma fofoca simples pode custar até R$700. R$700. Informações sobre casos extraconjugais ou conflitos familiares têm valores ainda mais altos. O que é para vocês uma fofoca simples?
Voz C:Vai, quem tá pegando quem na paróquia.
Pedro Pinheiro:Aí eu já não acho mais simples, entendeu?
Voz C:É simples, se não for traiagem, é simples.
Pedro Pinheiro:A Flana perdeu emprego, fulaninho tá namorando.
Voz C:Pô, mas R$700 conto para saber disso?
Pedro Pinheiro:Às vezes é algo que você quer muito saber.
Katiucha Barcelos:Às vezes também é porque a fofoca na Colômbia é diferenciada, né?
Voz C:Mas assim, para saber mesmo se ela é diferenciada, a gente teria ter que ir lá em campo fazer a investigação na Colômbia. Colômbia, Colômbia!
Katiucha Barcelos:A gente tem aqui uma notícia muito boa para a galera que pode aí tá indo para Colômbia ou para qualquer outro lugar, para saber que tipo de fofoca existe nesse lugar e qual a qualidade dela.
Voz C:O quê, Catiúcha?
Katiucha Barcelos:O novo parceiro comercial do Vortex é a Airalo. Para quem já viajou para qualquer outro país, vocês sabem qual é a dor de cabeça de ter que arranjar um chip de celular assim que você sai do voo. E é para isso que a Airalo tá aqui, para resolver exatamente esse nenhum problema.
Voz C:É isso aí, Catiu, sai do voo, já sai conectadinho, vai pedir um Uber, vai tentar se comunicar com o hotel, fazer uma reserva, já sai conectado, já sai preparado.
Katiucha Barcelos:Exatamente. Com a Airalo você contrata um eSIM, que é um chip virtual com pacote de internet em mais de 200 destinos mundo afora. E aí você instala o chip em minutos, é muito fácil, chega no seu destino já com tudo funcionando. Eles ainda têm suporte em várias línguas, então não importa o problema que você tem, aí na esquina, com certeza vai ter alguém que fala português para te ajudar. Eles são líderes desse mercado, com mais de 30 milhões de pessoas que viajam aí pelo mundo, que estão conectados com os planos deles, sem tarifa escondida, sem qualquer tipo de surpresa na hora de pagar a conta, sem pegadinha, galera. Viaja com internet ilimitada da Airalo, é só acessar o link da Airalo que vai estar aqui na descrição desse episódio. E além de tudo, você ainda ajuda a gente a continuar com essa parceria aí com eles. Que que eu quereria muito saber, a ponto de pagar R$700.
Voz C:Mas será que acontece isso tudo de coisa na vida da ou é uma fabricada também.
Pedro Pinheiro:Olha só, por exemplo, você suspeita que o seu amigo tá muito bom no League of Legends porque ele perdeu emprego.
Katiucha Barcelos:Perdeu emprego para saber se a pessoa tá pagando boate, pagando a loja.
Voz C:Quem joga LoL sabe que é o contrário, você perdeu emprego, começa a dar tudo errado no League of Legends porque você fica triste.
Pedro Pinheiro:Fulaninha é adotada e é filho do vizinho.
Katiucha Barcelos:Caralho, mas essa aí é forte demais!
Voz C:Acho que seria bem mais, pô.
Pedro Pinheiro:Não é simples, não é simples, né?
Katiucha Barcelos:Não é simples, não é simples. Ela diz aqui que caso extraconjugais ou conflitos familiares têm valores ainda mais altos.
Pedro Pinheiro:É, isso aí é conflito familiar, né?
Voz C:Deixou de pagar a conta de luz, aí a Coex veio cortar.
Katiucha Barcelos:Vamos pensar aqui nas mentiras do Jurandir, quais elas poderiam ser vendidas por R$700.
Pedro Pinheiro:Jurandir não sabe tocar gaita.
Katiucha Barcelos:Vixe, R$730 aí, só otários. Enfim, aí diz aqui, abre aspas: eu vivo vendendo fofocas, foi por meio delas que comprei duas casas. Ela afirma que anota os acontecimentos do bairro em um caderno e vende as informações para quem se interessa. A idosa também diz que mantém um controle de qualidade. Olha Olha aqui tua teoria: para comprovar os relatos, apresenta fotos e vídeos e diz, abre aspas, sou fofoqueira, mas gosto que seja com a verdade, afirmou. Por isso ficou conhecida como a rainha da fofoca.
Voz C:É massa que isso funciona bem como empresa mesmo, que ela não deve ter todas as fofocas tipo ela sozinha indo atrás. Ela deve receber a fofoca comercializada num preço abaixo do mercado e estoca a fofoca e depois redistribui. É um espreito.
Pedro Pinheiro:Eu tive uma lembrança aqui de uma figura do folclore nacional que ajudaria a gente a entender um pouco esse cenário. Vocês conhecem, obviamente, Marta Golpista de Uberlândia, né? Claro. A Marta, por exemplo, uma pessoa de quem eu compraria fofoca. Ela tá devendo em outra loja agora, legal, porque me deu calote, deu calote em fulano também, e ela tá sumida. Então quero saber onde tá a Marta. Pô, descobriu uma nova loja onde ela foi, um dia ela foi caludinha. E aí você sabe, ó, a Marta tá em tal região. Então isso para mim é uma fofoca simples, mas que vale grana.
Katiucha Barcelos:Porque tem toda razão, tem toda razão. E eu acho que acontece exatamente como o Deu falou, ela recebe a fofoca de uma pessoa, fofoca crua, tá, o bruto da fofoca. Aí ela paga R$50 para aquela pessoa ali, aí ela pega e diz assim: mas alguém deve ter foto disso aqui, eu sei que fulano estava nesse evento, talvez ele tem um vídeo. Aí ela pega, chega para esse outro falando assim: ó, eu te pago R$50 nesse vídeo aqui. Aí pega, junta a fofoca aqui junto com o vídeo ali, bababá, e aí revende para pessoa por R$750. R$100. Então, gente, quero saber o seguinte: dos negócios aqui apresentados, quais deles vocês se sentem mais confortáveis para entrar? Venda de cueca. Cueca. Mais do que vender fofoca, tu prefere vender cueca?
Voz C:Claro, é mais fácil.
Pedro Pinheiro:A cueca só depende de mim, eu tô contigo.
Voz C:Caraca, a cueca eu só preciso abrir qualquer varejista aqui, o site da varejista, comprar um pacote com 100 cuecas e vestir e manter uma mínima higiene.
Katiucha Barcelos:Gente, estamos negociando aí a cueca do Dale.
Voz C:É uma calcinha, pode ser uma calcinha. Pode ser, se me couber.
Katiucha Barcelos:Boa sorte! O percentual que a gente vai ficar é diferente da cueca do Odeio e da cueca do Vidani, tá? A gente vai negociar isso aqui, mas quem quiser comprar pode entrar em contato com a gente. Ah, vocês são tão engraçados! Aparentemente não estamos brincando. Gente, estamos chegando aqui depois da gravação original porque é o seguinte, aconteceu uma emergência, a gente tem que dar o furo. É, a gente tem que lá Laila, porque rolou uma história que eu acho que encaixa perfeitamente no que a gente tá falando aqui, que é: tem gente que tá tentando se dar bem, muitas vezes é com dinheiro, mas será que, meu amigo Odeio Pepe, oi, casa, comida, roupa lavada e mamadeira na boca não configura como um conforto também?
Voz C:Tipo dinheiro, eu acho, eu acho.
Katiucha Barcelos:Mulher de 37 anos é adotada após fingir ter 12 anos. Caraca, primeiramente, como a gente viu o título dessa matéria, né? E aí eu peguei e te mandei, fiquei: nossa, caraca, a gente tem que falar disso aqui, meu Deus do céu, não sei o quê, não sei o quê. E a gente não tinha visto a aparência ainda de ninguém, a gente não sabia de nada, a gente só sabia o que tava dizendo ali na história por cima. Então vou, antes de comentar essas partes, né, de opinião pessoal do que a gente está pensando depois de ver a cara de todo mundo, vamos ver aqui o que rolou no caso. Tá, uma mulher de 37 anos confessou ter se passado por um adolescente e vivido como filha adotiva de uma família em Joinville, no norte de Santa Catarina. Chegou a ganhar uma festa para celebrar o suposto aniversário de 12 anos, como informou para a Polícia Civil. Quer dizer, então ela chegou lá com 11.
Voz C:Caraca, é verdade, ali tá falando 12, ela completou um aninho lá na festa da casa da mulher.
Katiucha Barcelos:Sabe o que que é Sabe o que é irônico? No começo desse episódio aqui a gente falou do negócio, ah, o Adeu fez aniversário, bababá, aí tipo, aí fez 15 aninhos, aí tem o vídeo da Hebe, né? Irei completar 15 anos, mano. Vou ler os outros detalhes da matéria para a gente formar nossa opinião pessoal. A família a acolheu na casa por 14 meses, acreditando que ela teria fugido do Pará por sofrer maus-tratos e acabou se envolvendo emocionalmente com a, abre aspas, menina A mulher dizia se chamar Gabrielly e passou a ser tratada como filha. A suspeita foi identificada pela polícia como Amanda Maria de Souza Oliveira. Além da festa de aniversário, Gabrielly ganhou remédio para emagrecer, segundo o delegado, e um quarto com decorações e brinquedos infantis. A família procurou a polícia após a denúncia de um parente levar à descoberta do crime. A investigação descobriu que a mulher é reincidente nessa modalidade de golpes, ter registros em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Voz C:Começou com quantos anos? Com 5?
Katiucha Barcelos:Talvez ela tenha de fato começado com 12.
Voz C:Você vai passar um aninho em cada casa ali, já tá melhor que muitos CLT, né?
Katiucha Barcelos:O foda, sabe o que é? É que é uma história tão desgraçada, porque a desculpa que ela dava era tão pesada, era tão sinistra, mas você não— você não consegue ficar de boa com isso aqui, porque como que a galera— calma.
Voz C:Pesava o clima, né? Pesava o clima.
Katiucha Barcelos:A pessoa pesava demais o clima, cara. Ó, segundo o delegado responsável, a mulher chegou até a família após procurar uma igreja em Joinville para relatar o pastor ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos. Sem documentos e se passando por adolescente, ela foi acolhida pela comunidade religiosa, que ajudou financeiramente. A família que a adotou também frequenta a mesma igreja. Para sustentar o disfarce e justificar a aparência adulta, ela alegava falsamente ter autismo e outras condições clínicas. Dizia ainda que os seus traços adultos eram decorrentes do uso forçado de hormônios durante a infância, quando teria sido abusada.
Voz C:Caralho, ela saía vagando na cidade com 12 anos explicando a história da vida dela.
Katiucha Barcelos:Recreação aqui, tá? Recreação. Eu acho que ela chegava na igreja assim, ó: padre, é que eu não sei onde procurar ajuda, não tenho papai nem mamãe aqui.
Voz C:Tem áudio? Tem áudio dela falando?
Katiucha Barcelos:Ah, tem. Eu confesso que eu não consegui dar play ainda, tá? Então vamos assistir todos juntos. Mas antes disso, mais detalhes. A matéria diz: "Ela também tinha comportamentos infantilizados e usava mamadeiras, chupetas e um cheirinho pra dormir, conforme a polícia." "A investigação apurou que Gabrielly forjava crises de pânico à noite, afinava a voz e simulava carência para conseguir atenção." Abre aspas: "A menina não ia pra escola porque conseguiu convencer a família adotiva de que, se fosse pra escola, o" abre aspas "pai abusador" fechar aspas, saberia onde ela está, comentou o delegado. Eu vi algumas outras matérias de TV falando sobre isso, eu vi no YouTube, né? E aí tem uma galera dizendo que ela também não ia para posto de saúde, não queria ir para o hospital, não queria ir para nada do tipo. Inclusive tem um bafafá aí no meio, que é: em algum momento deram um mão de aro para ela porque ela queria perder peso e tudo mais. É um lance que a galera tá tipo assim, não ficou claro como é que a família conseguiu mão de aro, que é um medicamento que precisa de receita médica, uma vez que a Culpabilizar a família.
Voz C:E o pior, Monjaro não é um negócio meio pesado para dar para criança de 12 anos? Não parece ser uma medicação de boa, tá ligado?
Katiucha Barcelos:Não parece uma medicação nada de boa, mas eu fico pensando como é que rolou o convencimento disso aí, entendeu? É tipo, não, aí porque eu consumi esses hormônios, eu acho que—
Voz C:Nossa, caraca, é uma história. Não, eu aviso logo o seguinte: já tem 10 anos liberado aí para sair de casa, galera, porque Porque o que já foram trouxa com essa menina aqui, já— Os malandro tão tudo proibido agora.
Katiucha Barcelos:Podem sair, os malandro já agiram, fica tranquilo. Aí nos leva ao segundo momento da nossa descoberta sobre esse caso, que foi a hora em que a gente viu a menina.
Voz C:Certo.
Katiucha Barcelos:Poucas vezes na minha vida eu vi uma pessoa de 37 anos que parece mais ter 37 anos, tá? E aí saiu um vídeo da mulher que era tipo mãe adotiva dela. Dela, né, a pessoa que tava cuidando dela. É, deu entrevista. Eu não vi ainda, então vou assistir aqui junto contigo. Ela me conquistou, eu fiz mamadeira para ela, eu dava chupeta, eu fazia ela dormir, eu cantava musiquinha para ela. Gente, que vergonha! Pela manhã ela foi transferida para o presídio de Benfica. Envergonhada, o tamanho da maldade de quem tenta tirar vantagem da bondade dos outros, Renata diz que não vai desistir de assistir, de ajudar a quem realmente precisa.
Voz C:A única pessoa boa nessa história, isso foi a gente.
Katiucha Barcelos:Essa mulher de fato é uma vítima, né?
Voz C:Mas inocente também, cara.
Katiucha Barcelos:Sabe o que que me pega muito? É que diz assim: ah, ele estava 14 fucking meses com essa mulher lá, tá? 14 meses com essa adulta. Gabriela, Gabriela, um parente da família desconfiou e eu Caraca, o que levou ele a desconfiar? Qual foi o estalo?
Voz C:Eu acho, pô, que o que aconteceu foi o seguinte: ela trouxe a menina para casa e ela aparentemente, né, se ela foi encontrada na igreja, ela deve ser uma pessoa, né, de fé, que já participa ali na comunidade, tá? A galera que convive com ela deve ter um certo respeito assim. Então o pessoal começa a observar ali e fica Pô, só que ninguém conta para ninguém. Não, aí será que só eu tô vendo isso? Será que só eu tô vendo isso?
Katiucha Barcelos:Que negócio! Eu tenho certeza, gente. Nossa, fico mal quando eu fico pensando as conversas que aconteceu pelas costas essa mulher, porque todo mundo claramente sabia. Gente, para você que não tá vendo, a aparência física da pessoa que fingia ter 12 anos de idade é uma mulher adulta com muita cara de adulta, cara.
Voz C:Ela tem cara de até mais de 37 anos, tipo assim.
Katiucha Barcelos:E é bizarro porque ela tá vestida com roupinhas infantis, tem umas imagens dela com uma madeira e tal.
Voz C:A blusa da Minnie.
Katiucha Barcelos:A galera ficou comentando e comparando esse caso com a grávida de Taubaté, e eu vou dizer que é uma comparação justa, cara, é uma comparação justa. Eu não sei como é que isso aqui aconteceu.
Voz C:O modus operandi está ali, porque pegou uma pessoa boa, né, que a grávida de Taubaté tinha o pobre Dedo Guedes chorando. O pessoal faz piada com ele até hoje, né, ele chorando emocionado com a história da grávida de Taubaté.
Katiucha Barcelos:Uma coisa da grávida de Taubaté é que pelo menos você pensa Ah, não sei, mas pelo menos você pensa: todo mundo foi feito de otário junto, a galera assistiu TV, a TV, e acreditou e tal, bababá.
Voz C:Mas isso aqui é verdade, gente, não sei, eu não sei como justificar.
Katiucha Barcelos:Vou mostrar aqui finalmente o vídeo que mostra a voz dela, né, e como que ela colocava essa aparência infantilizada.
Voz C:Alerta, galera, gatilho!
Voz E:Oi, mãe da Tia Renata, tudo bem? Eu só queria dizer dizer que a senhora é linda, especial para mim, para Jesus, que eu amei a senhora. A senhora tá dentro do meu coração e nas minhas orações. E eu só passei aqui para dizer isso, tá bom? Linda, te amo já, viu?
Katiucha Barcelos:Quantas crianças de 12 anos essa família já conviveu? Certamente nenhuma, porque assim, a gente aqui não é especialista em criança, a gente não convive com criança normalmente. Gente, mas eu acho que eu consigo identificar uma criança de 12 anos, mas uma pessoa de quase 40, eu precisava nem ver ela.
Voz C:Inclusive, tá, gente, aparência é o de menos aqui. Tem umas horas que ela dá uma falhada, que a voz tá voltando para configuração de fábrica.
Katiucha Barcelos:Ela já tinha aplicado golpes em vários estados. Quer dizer então que não foi apenas uma família ou uma congregação que caiu no papo dela. Em vários outros estados isso aconteceu Também, o que que a gente pode fazer para evitar que isso aconteça outras vezes? Porque o bom senso não tá funcionando, entendeu? A gente não pode dizer, ah, é porque o óbvio não existe. Óbvio, se o óbvio existisse, isso aqui era impossível ter acontecido. Galera, eu não acredito que aconteceu hoje. Não é um negócio que a gente tá vendo uma matéria dos anos 90 que a galera passou por uma histeria coletiva e é só na bondade da pessoa.
Voz C:Mas se ela chegou aos 37 anos fazendo isso, a última vez que ela foi pega não durou só Durou um ano?
Katiucha Barcelos:Não durou um ano.
Voz C:A primeira vez que ela foi pega, provavelmente, ó.
Katiucha Barcelos:Como é que uma pessoa consegue suportar uma vida em que ela não faz nada? Porque essa menina, ela não ia— essa menina é foda, né? Eu tô falando da família dela. Essa mulher, ela não ia para nenhum canto que não seja a igreja, que eu saiba. Ela não ia para o médico, ela não ia para escola, ela não ia para canto nenhum. Ela passava o dia em casa fazendo o quê, pô? Fingindo ser criança. A pessoa tá, sei lá, desenhando com giz de cera. Será que ela lembra o que que Criança de 12 anos faz criança hoje em dia, tudo vidrada no tablet.
Voz C:Ela podia só fingir que tava vendo o Galinha Pintadinha, o Arevejo, pelo amor de Deus, imagina, e ficar acessando as paradas dela, sabe?
Katiucha Barcelos:Mas você vê Galinha Pintadinha o dia inteiro, é um castigo, cara.
Voz C:Você vai ser um adulto, precisava saber. E outra, ela vendia a história de que ela é traumatizada, né? Então acho que o pessoal teve o impulso de ao máximo possível deixar deixar ela no canto dela assim, tipo, não tentar passar os limites dela. Então ela deve ter tido muita, muita liberdade para ficar no canto dela ali e não ser pega, né?
Katiucha Barcelos:Caraca, que loucura! Que que ela tava fazendo sozinha, escondida, pô? Que ela tava, sei lá, ela tá o quê? O quê?
Voz C:É, meu amigo, o trem tá lotado.
Katiucha Barcelos:Meu Deus, brother, estou em pânico! Tô muito triste que o vídeo dele não pode gravar essa dentro aqui com a gente, porque eu estou fascinada com essa história. E pensar que ela foi a coisa menos estranha que aconteceu no Brasil essa semana.
Voz C:Eu mal Não posso esperar pela versão documental.
Katiucha Barcelos:Vidani, tu tem recados aí para galera? Porque desde que tu veio aqui no VoxTex pela última vez, tu tem um novo projeto que tá a cada dia que passa mais relevante.
Pedro Pinheiro:É verdade, ó, inclusive Cátia já esteve por lá. Então estamos na Copa do Mundo com o Jovem Nerd Esporte Clube, fizemos aí 7 episódios de guia da Copa, e conforme a Copa vai começar episódios diários, um vídeo no feed próprio nosso, nosso canal no YouTube. Então, Jovem Nerd Esporte Clube, pesquise aí no seu YouTube, no seu Spotify, em vídeo. No restante dos agregadores, em áudio apenas, como você preferir para consumir, tá tudo certo, cara. Cobertura de Copa do Mundo mais que completa, vai ter live, vai ter tudo, cara. Essa Copa eu vou trabalhar que nem um desgraçado, mas amém, vai ser muita alegria, vai ser muito legal. Então, pô, por favor, confiram. Quem tiver copado aí, agora que quem quiser. Também um podcast pró esportes.
Katiucha Barcelos:Olha isso, nossa, eu estou copadíssima! Inclusive comprei minha camisa do Japão, tá chique.
Voz C:Quero ver, pois eu gosto original.
Katiucha Barcelos:Sim, primeiro ela tem que chegar. Odeio. Você tem um beijo aí para galera?
Voz C:Um beijo para meus novos clientes, né, desse empreendimento que entraremos em 2026 de comercialização de roupas íntimas do Pepe.
Katiucha Barcelos:Gente, por favor, cuidado com aonde vocês investem o dinheiro de para vocês. Mas estamos aí abertos a todas as propostas em chorandodeprazer@gmail.com. É isso, por hoje a gente vai ficando por aqui. Tchau, tchau!
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