REbobinando - 10 anos de 2016 | Por Trás do Projetor
Dez anos depois, o cinema de 2016 continua ecoando nas salas de cinema, no streaming e na própria maneira como assistimos e discutimos a indústria.
Neste episódio do Por Trás do Projetor, rebobinamos uma década atrás para revisitar um ano marcado por grandes filmes, transformações na indústria e discussões que ganhariam novas dimensões nos anos seguintes.
Passamos pelo Oscar de 2017 e a disputa entre La La Land e Moonlight, pelo cinema internacional, por Aquarius e o momento político brasileiro, além das transformações na animação e da força de obras como Moana e Your Name.
Mais do que relembrar os filmes que completam dez anos, a proposta é responder o que 2016 deixou para o cinema que fazemos, assistimos e discutimos na contemporaneidade.
Smack Neto
Doug
Gabriel Queiroz
Guilherme Tourinho
- O contexto político e cultural do ano de 2016 no Brasil e no mundoperdas de personalidades importantes·fenômeno Pokémon GO·impeachment de Dilma Rousseff·eleição de Donald Trump
- A disputa entre La La Land e Moonlight no Oscar de 2017qualidade e complexidade de Moonlight·o apelo emocional de La La Land·atuações marcantes e coadjuvantes·a importância da história e do diálogo no cinema
- A influência do conservadorismo e da política na produção cinematográficaimpacto da eleição de Trump no cinema americano·cultura woke e liberdade artística·o caso Aquarius e o Oscar·sucateamento do cinema brasileiro
- A ascensão dos filmes de heróis e a nostalgia no cinema de 2016sucessos da Marvel e DC·Batman vs Superman e Guerra Civil·remakes e continuações de franquias·o papel da nostalgia na produção audiovisual
- O debate entre streaming e cinema e o impacto da Netflix em 2016Netflix como referência de streaming·lançamentos simultâneos na pandemia·manipulação do cinema por grandes empresas·o fim do filme médio no cinema
- A evolução do gênero de terror e a criatividade em 2016lançamentos como A Bruxa e Invocação do Mal 2·Invasão Zumbi e Animais Noturnos·crescimento do terror desde 2016·subgêneros e diversificação artística
Olá, ouvintes! Tá começando mais um episódio do Por Trás do Projetor. Eu sou o Smack Neto e agora você está vendo a minha cara, está vendo que eu torço pelo Clube de Regatas Brasil. Está vendo os meus amigos que me acompanharão nessa nova fase do podcast, uma fase onde nós existimos, temos rosto, onde vocês não só ouvirão as barbaridades que falamos, também assistirão. A gente vai estar na sua telinha aí sempre que possível, a priori com os podcasts, mas quem sabe mais para frente também trazendo alguns conteúdos separados e diferenciados para vocês que nos acompanham, né?
Antes de começar e passar a palavra para os meus amigos aqui, vou convidar vocês a seguir a gente nesse canal, deixar o seu like, né, e se inscrever para ajudar a gente também. Se você prefere ou está ouvindo isso em áudio, se inscreve aí no Spotify, no agregador da sua preferência. E espalha a palavra, né? Compartilha, curte, faz com que a gente chegue em mais lugares, em mais ouvidos, em mais pessoas, em mais coraçãozinhos aí para discutir o cinema.
E sem mais enrolação, vou passar a palavra aqui para Guilherme Tourinho, o homem que está botando a cara, jogando duro em nome do entretenimento. Gigas, manda o teu salve! Mais um episódio Por Trás do Projetor, e hoje o tema é bem bacana, né?
Olá, queridos! Reiterar o que eu falei mais cedo, né? Nós existimos, nós temos braços. Vocês não vão ver pernas, mas nós também temos pernas. E um tema assim, é um pouco preocupante, não, o tema é bom. O público já sabe qual é o tema, né? Mas preocupante porque já faz 10 anos, né? Tipo, não parece que faz 10 anos. Muitos desses filmes, pelo menos os meus favoritos assim, são filmes que eu acho bem atuais ainda, filmes assim que parece que fizeram no máximo 5 anos.
As pessoas que vos fala aqui, por exemplo, quando saiu Batman vs Superman foi na pré-estreia aos 14 anos. Então 10 anos depois, né, agora com 24 anos, é dinheiro mal gasto, né? Eu comprei, é porque eu não vou conseguir pegar agora, mas comprei o balde. Ainda tem um balde personalizado Batman vs Superman. Ainda foi de madrugada ainda, não sei se vocês lembram que tinha pré-estreias que eram de madrugada. Agora eles melhoraram, né, que as pré-estreias, né?
Mas pensei que era de vergonha.
Não, não, eu não peguei porque tá em outro cômodo, mas eu acho que inclusive foi nesse período que começaram a fazer essas pré-estreias de madrugada, meia-noite, né, para dar uma virada.
Enfim, é isso. Eu lembro que tipo assim, acho que já tinha antes, que eu nunca consegui. Esse foi o primeiro assim, para mim foi tipo assim um evento chegar em casa de madrugada tal e ver Batman v Superman, que nós vamos ter que tecer comentários aqui. Assim, um episódio legal, né? Já são 10 anos, já estamos ficando velhos. A gente faz as piadas detalhistas com o Smack, mas nós também estamos passando pelo processo.
Alguns já estão, né?
Mas detalhe, é, não vai, vai todo mundo fazendo piada, mas a verdade é o seguinte: o tempo é implacável, meus amigos. O tempo não para, já diria Cazuza. E eu vou passar a bola aqui logo para esse hater de idosos, Gabriel Queiroz. Manda o teu salve aí para galera e bem-vindo a mais com edição do Por Trás do Projetor.
Obrigado, meu amigo Smack Neto. É, poucos sabem, né, mas em um dos grupos que eu tenho com meu amigo Smack, Doug Batista, o meu apelido, né, que você adiciona lá no WhatsApp, é Mineiro, vírgula, Neto do Smack, pois considero ele um ancião. Falando disso, cara, 10 anos atrás, 2016, o Smack Neto, talvez você tinha a idade que o Giga tem hoje. Olha só que mundo incrível. Mas, cara, 2016, que tem um dos meus filmes favoritos. Pô, a gente vai ter câmera no melhor momento porque eu vou poder mostrar minha tatuagem aqui, ó, de La La Land, cara, de 2016.
Que dia incrível! Olha só, olha só que coisa maravilhosa! Esse mundo é sensacional.
Mais uma dúvida: mostra de novo a tatuagem, porque lançou, né, La La Land agora no cinema, mas E eles atualizaram a mão do Ryan Gosling no pôster. A mão do Ryan Gosling, não sei se ela tava meio para cima, ou tipo, ela tá assim, ó.
Não consigo assim, ó.
É isso aí, no pôster eles botaram meio para cima, né?
É que ele ficou meio assim, ó.
Sim, sim, mas sua tatuagem então tá desatualizada, né?
Meteram um Bolt nele na mão.
A minha tatuagem, ela está Focado no original, pôster original, relíquia, né, vintage.
O problema é de quem mudou antes, né, mas enfim. E por fim, passar a bola aí para Doug, o homem que trabalha e trabalha aqui nesse negócio, é praticamente o pai do Cris. Doug, manda o teu salve e vamos lá falar desse ano especial de que é 2016. Spoiler para galera.
Olá, Ismael! Olá, Gabriel! Olá, Guilherme Tourinho! Todo mundo que está nos acompanhando, nos vendo, né, talvez pela primeira vez. Sou um pouco acostumado com isso, né? Toda semana eu tô colocando a cara também no Futury. Quem quiser já acompanhar por aí, tamo junto. É outra pegada, é outro tema, tem nada a ver com cinema, mas quem quiser procurar por aí. E 2016, cara, é muito louco, né? Porque eu estava na faculdade ainda Ano de muita coisa acontecendo no mundo, acontecendo na minha vida.
O Guilherme Tourinho tava entrando no ensino médio, eu tava no meio da faculdade, o Smack Net tava dando entrada na aposentadoria. Então, tipo, muita coisa tava acontecendo ali nesse período. Então vamos nessa, e tem coisa para caramba, vou falar. Na real era um outro mundo, de verdade era um outro mundo, eram tempos mais simples, eram tempos mais românticos.
Eram tempos mais complexos também, tá? Ao mesmo tempo, acho que é o começo da decadência de muita coisa que a gente tá vivendo hoje. Inclusive, acho que dá para a gente discutir isso ao longo do programa, né? E mais uma vez lembrando, siga a gente nas nossas redes sociais, Twitter, Instagram, no YouTube agora também. Deixa o seu like aqui se você tá assistindo. Joia, aquele joinha legal, hype o vídeo se puder hypar, compartilha, espalha a palavra que a gente agora também tá no YouTube.
E sem mais enrolação, sem mais delongas, vamos, vamos falar do ano de 2016 no cinema. É muito bom poder mostrar também, né, que a gente normalmente faz um corte nessa, nessa, nesse período. E aí, então, a edição aqui vai ser jornalismo true, né? A edição não precisa cortar essa parte não para quem vai ouvir o vídeo. Eu vou cortar para quem vai ficar com áudio. Então, especial aqui para vocês. Mas vamos começar falando de 2016.
E antes de entrar no cinema propriamente dito, eu acho importante a gente falar um pouquinho de alguns acontecimentos, né, contextualizar o ano de 2016, né. O ano de 2016 a gente teve algumas das perdas, umas perdas importantes, né, por causa do Fidel Castro e Muhammad Ali partiram, né. A gente em 2016 teve o fenômeno do Pokémon GO, né. Quem não saiu de casa para caçar o seu Pokémon? Para fazer batalhas de Pokémon com telefone, sair com celular aqui caçando Pokémon.
Todo mundo, eu acho que eu particularmente nem de Pokémon não fui atingido pela febre Pokémon, já era um quase adulto na época que Pokémon bombou, mas fui caçar um Pokémonzinho em um curto período. Então assim, fui impactado, acho que outras pessoas também foram, né. Alguns outros fatos interessantes, né. Como todo mundo sabe aqui, todo mundo aqui gosta de futebol, 2016 foi o ano em que o Leicester foi campeão inglês por uma congruência ali de fatores incríveis.
Eles cravaram. 2016 também marcou o impeachment de Dilma. E isso tem consequências políticas até hoje, inclusive. Se você está ouvindo isso aqui, não entendeu ainda o lado destas pessoas que fazem parte do podcast, você não entendeu nada. Mas a gente vive um período hoje que é reflexo muito do que aconteceu politicamente no Brasil em 2016. 2016, a gente teve perdas também na cultura, né? Caras como David Bowie, o Prince, o George Michael, a Carrie Fisher, né?
A gloriosa Leia partiu também. Então foi um ano de muitos acontecimentos, muitas coisas destacadas aí.
Achei que você ia falar na hora do futebol, Ismael, que dá nossa primeira medalha de ouro, né?
Verdade. Com o nosso glorioso Menino Ney batendo o último pênalti, mandando um chupa para o Galvão Bueno. Enfim, grande momento, indo atrás da Bruna Marquezine. Ele não só foi atrás da Bruna Marquezine amar, como depois saiu no soco com outro torcedor que tava xingando. Então foi um prime Menino Ney no Maracanã, foi um grande momento aí do futebol brasileiro, talvez um dos últimos aí do nosso futebol. Mas eu acho que depois dessa pequena contextualização, acho que eu posso passar.
Não sei se vocês gostariam de citar algum outro fato histórico aí antes da gente começar a fazer uma revisão mais contextualizada, se aprofundar um pouco mais. Vocês querem citar algum fato?
Eu só vou recomendar, eu sei que não tá no horário, foi mal, Doug. Eu sei que não tá no horário, é mais para o final do episódio, mas já que você citou David Bowie, no mesmo ano ele lançou o Blackstar. Foi o último álbum dele, um dos melhores álbuns, se não o melhor álbum do ano. E muito assim, o Boi, resumo muito rápido, o Boi já tava sabendo, né, que ele ia partir. Então o álbum é um álbum de despedida. E o videoclipe, os videoclipes da época também são todos assim nessa questão de despedida, fazendo referências a Lázaro, nessa parte bíblica assim da morte.
Então minha recomendação assim, né, é cinema ainda, porque é muito bem dirigido. Então fica aí a dica.
De cada lado, só para pegar, eu acho que tem alguns fatos, né, políticos que são extremamente relevantes. Você citou a questão do golpe aqui no Brasil em 2016, só, e com certeza isso impactou muito. E assim, 2016 a gente pode dizer que talvez tenha começado uma onda de conservadorismo do mundo. Assim, não começou necessariamente 2016, mas 2016 talvez tenha sido a sua grande eclosão. Passou pelo golpe aqui no Brasil, passou não diretamente pelo Brexit que foi aprovado no Reino Unido, né, que tira o Reino Unido da União Europeia.
Não é necessariamente um fator conservador, mas acho que aflorou um pouco, ajudou a aflorar um pouco do conservadorismo que veio anos depois no Reino Unido. Mas o grande catalisador mundial de longe foi a primeira eleição do Trump, né. Trump foi eleito em 2016 numa campanha que foi assustadora na época, né? Ele falando que ia construir muro para separar do México e por aí vai. Então acho que 2016 talvez tenha sido essa grande eclosão.
E aí isso afetou várias coisas que a gente vai citar aqui no cinema, né? Mas o cinema como forma de arte, como forma de expressão, claramente foi afetado por isso. Inclusive sobre essa eleição do Trump, né, a gente acaba vendo principalmente anos depois, não necessariamente em 2016. E aí várias outras coisas, né, que terminaram acontecendo. Teve o massacre na boate, que eu esqueci o nome agora, na boate LGBT lá nos Estados Unidos também, que coincidiu também próximo às eleições do Trump, e por aí vai. Então foi uma onda, foi um período triste do mundo. Que ajudou a cada vez mais.
Só um detalhe, eu acho que esse, principalmente a eleição do Trump em si, né, pensando que os Estados Unidos é o maior polo de cinema do mundo, né, de produção audiovisual, acho que ele afetou diretamente uma tendência que pelo menos eu enxergava até mais ou menos esse período, de uma tentativa de abordar temas mais progressistas no cinema americano. E a partir daí a gente vê um movimento contrário, né? E aí termos que a gente já discutiu aqui no podcast, como cultura woke e outras imbecilidades, começaram a ganhar força nesse cenário.
E até hoje a gente vê como isso afeta, né? Como isso afeta a produção cultural. A gente vê em vários temas, inclusive até que seriam entre aspas bobos, né? Filme de boneco, por exemplo. A gente até pouco fala do quanto alguns personagens, algumas coisas, a galera tem medo de colocar questões políticas mais densas ou mais, entre aspas, como é que eu vou usar a palavra, visíveis, temas espinhosos que deveriam ser muito mais próximos do consenso do que são atualmente no mundo, por conta disso de lacração, é agenda woke, etc., etc., etc.
E isso afeta demais a criatividade e a liberdade da arte. Acho que enxergo muito assim. Mas fala aí, fala aí, Doug.
Não, acho que é basicamente passar por isso, né? Nós tivemos essa era, né, pautada novamente principalmente pela eleição do Trump. A gente teve alguns outros, não vou dizer pequenos porque são acontecimentos históricos, mas que acabaram não chamando tanta, chamando, não chamando atenção como foi a questão do Trump. Poderia citar, por exemplo, a questão na Colômbia, que foi quando a gente teve o acordo do governo colombiano com as FARC.
Que é algo histórico, né? A Colômbia, para quem não sabe, era totalmente dominado pelas FARC, né, pelas Forças Armadas Colombianas, né, que era um grupo de guerrilheiros, vamos botar assim. E acabou tendo finalmente um acordo, né, entre aspas de paz, entre muitíssimas aspas de paz, entre o governo colombiano e as FARC. Isso aconteceu em 2016 também. Então acho que foi um ano que politicamente foi extremamente agitado no Brasil, tudo que ocasionou a questão do golpe.
O dólar continuou disparando, começamos até ataques à questão, questões trabalhistas que até hoje estão interferindo nas questões trabalhistas do povo brasileiro. Então muita coisa aconteceu politicamente no ano de 2016. A gente pode até citar um caso que ficou muito emblemático aqui no Brasil, que foi o caso de Aquarius. Para quem não sabe, Aquarius era talvez o grande favorito a filme internacional no Oscar. Assim, todo mundo que acompanhava cinema, todas as pessoas de fora do Brasil, de dentro do Brasil, colocava um filme como um candidato claríssimo ao Oscar, algo que a gente só conquistou 10 anos depois, né?
E acabou que Aquarius não foi sequer o indicado brasileiro devido às críticas que o Kleber Mendonça colocava nas redes sociais devido à questão do golpe de Estado e se posicionar favorável à ex-presidenta Dilma Rousseff. Então isso foi algo que diretamente, uma questão política que afetou diretamente o cinema brasileiro, sabe? Toda festa que a gente viu com Ainda Estou Aqui, que viu com um agente secreto, a gente possivelmente viveria 10 anos antes.
Então tá mudo, Torinho. Então são vários casos que a gente poderia citar e nos prolongar, né? Eu acho que quando a gente fala, por exemplo, cinema americano, o cinema americano ele ganha um senso crítico, como o Ismaque falou, mas ele acaba ganhando esse senso crítico maior, mais apurado Anos depois, pós primeiro mandato, primeiro ano, primeiro, segundo ano do Trump, a gente começa a ter críticas até mais efusivas.
Falando sobre Aquarius, eu acho que é um filme que eu até comentei lá no grupo, que eu acho que é um filme que ele meio que marca um um corte. Não, eu, veja bem, eu acho que saíram várias coisas legais no cinema brasileiro até, sei lá, 2022, por aí, que é um período que a gente vive entre a gestão Temer e Bolsonaro. Foi um sucateamento assim do nosso cinema absurdo, né? Até por conta da gestão do Ministério da Cultura, o sucateamento da Ancine, enfim.
Mas como um filme, eu não vou dizer com história mais densa, vamos dizer assim, né? Filmes questionadores ou com temática política ou temas mais espinhosos, como usando o termo que a gente já citou aqui, esses filmes praticamente eles não viram a luz do dia assim. Você tem que acompanhar muito cinema, tá muito por dentro para consumir coisas legais desse período. O grande público, ele não foi impactado nem de longe como em outros casos.
Então isso, isso é algo que me entristece um pouco e que a gente perdeu muito tempo no nosso cinema com algumas coisas escondidas e coisas boas, né, que a gente poderia aproveitar. Eu acho que esse recorte aí do Aquarius é importante a gente fazer também por isso. Acho que foi um período do nosso cinema que a gente poderia ter tido algumas obras bem interessantes, até para colocar como contraponto ao período político que a gente tava vivendo.
Só que a dificuldade imposta, né, pela gestão somente do governo Bolsonaro acabou impedindo isso.
E aí a gente pode até partir, porque prosseguindo, né, essa questão a gente consegue ver até nos, vamos botar assim, os grandes sucessos. Porque o ano de 2016 talvez ele tenha dado, vamos fazer aquele deu início, mas ele foi um ano muito marcado ainda pelo auge dos filmes de heróis, né? Filmes de heróis não tinham chegado no seu ápice, né, que foi os dois últimos filmes da franquia Vingadores. Mas ainda assim teve grandíssimos sucessos, né?
Acho que Doutor Estranho, pensando em Marvel, acabou sendo o maior de todos, né? Um filme que até hoje rende grana para caramba para Marvel.
E é um ano de hype porque tem Guerra Civil, né? Sim, também Guerras Civis, do resultado de gostar ou não, pô, quem não lembra do hype desse filme, né? Não só para quem é fã dos quadrinhos, mas quem também já era fã dos filmes, que a gente entende que são públicos diferentes, pô, consolidado demais os personagens, Tony Stark e o próprio Capitão América.
E aí também do Homem-Aranha, do Tom Holland, né?
Também, pô, verdade. É verdade.
E aí a gente tem na época, né, talvez a grande aposta do lado contrário, que é o Batman vs Superman. Talvez era o filme que era aposta gigantesca da Warner, né, para poder entrar de vez nesse mercado de filme de super-herói. E acabou sendo um grande, um grande fracasso. Longe disso, né, o filme ganhou dinheiro para caramba, então fracasso não foi. Mas acabou sendo uma decepção para o grande público. E aí, para além dos filmes de herói, outra coisa que aconteceu, não vou dizer em excesso, mas que nós podemos, pudemos ver, não vou dizer florescer, mas que foi essa questão que a gente fala constantemente aqui no programa, que é a questão de remakes e continuações antigas.
A gente teve os Caça-Fantasmas, né, que teve um remake Não sei se dá para dizer que é um remake, que aí no caso os Caça-Fantasmas eram as Caça-Fantasmas, né, fantasmas, né, que eram mulheres. A gente teve o retorno de Procurando Nemo depois de sei lá quantos anos com Procurando Dory. E então assim, a gente acaba tendo, teve Star Wars também, não foi? Se eu não me engano teve Rogue One e por aí vai.
Então a gente tem um filme bom de Star Wars, né.
E o último filme com a Carrie Fisher. Não, é, calma, acho que a Carrie Fisher ainda aparece, né?
Ela aparece no Último Jedi ainda.
É verdade, mas é em memória, né?
Mas aparece, já tinha, ela já tinha gravado as cenas dela em grande parte.
É porque o Rogue One é meio complicado falar de spoiler 10 anos depois também, né?
Mas Rogue One, a última cena do filme, para quem não tá conhecendo a gente agora, tem um programa do nosso primeiro, da nossa primeira temporada, que fala sobre spoiler. E o quanto a gente já desistiu dessa, dessa tese do spoiler. Mas enfim, toca aí, Gui.
Não, eu ia falar, né, que a última grande cena de Rogue One é com Star Wars. Vou deixar a palavra para o Poto e depois a gente volta para Star Wars, que eu acho que é um ponto interessante também.
E assim, só contextualizando aqui, Doug tá mudo, tá? Até esses caras que o Doug citou, por exemplo, a volta do universo do Nemo, né, que traz Procurando Dory. Assim, ainda existe uma certa criatividade, mesmo que o resultado de alguns não foi tão bom, como do Caça-Fantasmas, que o resultado não é tão legal. Eu acho que por N motivos assim, tá?
Eu acho que inclusive trazendo, sempre tentar fazer esse gancho com atualidade, né, que a gente vê um modo na Disney principalmente de não vamos investir só em nostalgia tal. E muitas vezes você não tem o que contar, né? Inclusive, a nossa mamãe Globo hoje, no dia que a gente tá gravando esse programa, anunciou Avenida Brasil 2: O Inimigo Agora É Outro. Então, até a Globo tá se rendendo à nostalgia, né? A gente teve o sucesso recente de Pantanal, teve uma tentativa aí da novela da Odete Reutemann, né, Vale Tudo, mas Não deu conta.
Grande Maria de Fátima, vamos defender.
Exato, exato, exato. Nossa, nossa roteirista aí da novela, escritora, não colaborou muito com a causa. Mas enfim, o ponto é que o cinema e a produção audiovisual em geral, ela tá bebendo muito dessa fonte da nostalgia, né? Isso, isso é uma coisa interessante pensar que em 2016 Isso era feito, mas de uma forma que a gente tá tentando contar novas histórias, ainda que com base em coisas que deram muito certo.
Eu acho que tem um grande ponto que é novamente o retorno de coisas, de franquias muito grandes. Se a gente pega hoje os remakes de hoje, continuações de hoje, muitas delas são continuações de coisas que a gente vamos botar assim, não pediu, né, sendo bem direto. Coisas que a gente nem lembrava mais que existiam. A questão é que em 2016 eles trazem de volta alguns filmes, algumas franquias que o público implorava sempre por algo novo.
Por exemplo, a gente teve Animais Fantásticos, que a galera de Harry Potter— que eu cresci assistindo Harry Potter, mas assim, fã de Harry Potter era o mais próximo que a gente tem de Peter Pan na vida real, né. Que a galera não cresce. Então depois de, sei lá, é 7 anos, se eu não me engano, o último Harry Potter acho que saiu em 2009, 2010, algo do tipo. Assisti no cinema inclusive. Acaba tendo um outro filme em outra era e é um sucesso estrondoso também pela época.
Um filme bem meia-boca inclusive. Eu assisti também esse filme no cinema. A Era do Gelo, Independence Day. Então assim, eram filmes que, pô, todo mundo queria ver alguma coisa a mais. Então tinha um fazer, não fazer o que fazia necessário, mas a gente conseguia entender essa expansão. E aí a gente pode até falar disso posteriormente, ainda era um cinema que tinha cor, né? A gente conseguia ver cor nos filmes. Hoje tudo parece que é um grande tom assim isentado.
Não, e citando exemplo de Harry Potter, né, que agora saiu o trailer da série da HBO, que eu acho que vai estrear no Natal, que é totalmente sem cor. Então tipo assim, eu acho isso um ponto de cor muito impressionante porque Não precisa pegar nem 10 anos atrás, né? Se a gente pegar quase 100 anos atrás com Technicolor, né, era algo muito mais agradável, muito mais bonito de se assistir. E hoje em dia, né, tipo, agora em 2026 tá horrível, e em 2016 meio que começou aquilo, né?
Na verdade, assim, meio que a gente fala na introdução, né, que 2016 foi o início do conservadorismo, desse neofascismo. Mas assim, para mim fica muito claro também que é o início do neofascismo no cinema, né? Porque Essa ideia de replicar conteúdo, ok, não é nenhuma novidade. Muitos remakes de filmes muito mais antigos já estavam, né, aparecendo. Mas assim, como vocês falaram, né, tinha uma ideia. É, o Popô tava falando, né, de coisas que as pessoas pediam bastante.
Confesso que, por exemplo, Procurando Dora, eu não lembro, até pela idade, né, que a gente ficou brincando. Mas assim, eu não lembro dessa coisa de, tipo assim, nossa, queria uma continuação de Procurando Nemo. Mas eu lembro, por exemplo, que que não é de 2016, acho que é de 2018, é do ano seguinte, é Os Incríveis, que eles anunciaram até que vai ter o terceiro agora, né? É, tinha muito engajamento assim de algumas histórias. Então eu acho que a grande diferença é porque tinha um respiro maior de algumas histórias.
Porque, por exemplo, teve agora a continuação de O Diabo Veste Prada, que 20 anos depois, um grande respiro, né? É, por mais que tenha que esse questionamento, ah, será que era necessário ou não, a história no fim das contas ela é bem amarrada.
Só que agora é uma sexta-feira muito louca também, né?
Uma sexta-feira muito louca, que eu acho que foi na época da pandemia ou foi um pouco depois. E sim, um bom filme, né? Então assim, a ideia aqui que me passa é que assim, o problema não é repetir, não é insistir em remakes, né? Acho que a gente tem até um episódio falando sobre isso. Mas acho que nessa época teve um grande respiro, né, de coisas, né? Eu falei que a gente ia citar Star Wars. Star Wars volta um ano antes, 2015, né?
Eu tava achando que Rogue One era o primeiro filme, né? Mas volta em 2015 com Despertar da Força. Só que Star Wars já tinha um grande respiro, né? Os últimos filmes eram que nos anos 2000, acho que 2005. Então tipo assim, teve um grande respiro, tem uma grande diferença também, né? Não era mais o George Lucas. Mas a sensação é que agora nesse cinema atual é, não tem respiro as coisas, né? A gente tá tendo sequências atrás de sequência.
Outro dia desse a gente teve Moana live action, sendo que menos de 10 anos tinha teve a animação. E é exatamente a mesma história, ainda teve o 2 antes de lançar a animação do 1. Exatamente, não faz nada.
Eu não queria assustar ninguém, mas o Moana é de 2016.
Exato, exato.
Então assim, é tipo assim, é complicado, né?
Pode falar. Não só essa questão do respiro, é, por exemplo, eu não pedi um Procurando Dory Tudo bem, ninguém pediu talvez, mas ele ainda era algo, ele ainda conta uma história. Hoje em dia as continuações que a gente tem, muitas não contam uma história, muitas, sabe, eu vou citar Toy Story 4, por exemplo.
Enfim, eu vou falar do alto de quem foi no cinema com a minha sobrinha assistir o Moana 2, tá. Moana 2 era para ser uma série, pelo que que foi divulgado, né? E você vê o corte do filme, edição, é exatamente isso, é uma coxa de retalho lá que os cara emendaram. E vamos lançar no cinema essa porra que é Moana, vai dar dinheiro, entendeu? Mas assim, não tem muito o que contar, não tem aventura muito água de salsicha assim. Então deve muito a primeira animação.
É, não celebrando, né, mas 2016 tem o Esquadrão Suicida Que terror, né? Que obra catastrófica.
Liberem o corte do meu diretor David Ayala.
É um ano que a DC tenta aproximar da Marvel, né, com Batman e Superman.
Esse filme é que o trailer era um negócio de maluco, música e tal. Mas aí é da história do cinema e pouco comentado, né? Esquadrão Suicida, vencedor de Oscar.
Importante, por mais que nosso amigo Doug Popoto não goste de premiações, mas importante.
Não, assim, eu acho que o Smack citou uma questão de trailer. Eu acho que até um ponto interessante para a gente colocar. Eu não sei se não começou em 2016, vamos botar assim, mas eu acho que é uma moda do cinema atual que dá para dizer que foi pautado pelo meio da década passada. Então 2016 se enquadra. Esquadrão Suicida e Batman vs Superman e o próprio Guerra Civil são 3 exemplos claríssimos que é, como é que eu posso dizer, o hype excessivo através de pequenos cortes.
Todos os trailers eles acabam mostrando coisa para caramba dos filmes. Você já sabia metade do que ia acontecer em Batman vs Superman, metade do que ia acontecer em Esquadrão Suicida e em Guerra Civil. E que acaba gatilhando os filmes por pequenos prazeres, coisas pequenas que acontecem. Sabe quando você tá no cinema e tem aquela pausa no meio de uma cena que você sabe que é a pausa para o pessoal gritar? Pronto. Eu não vou dizer que começou em 2016, mas eu acho que os principais filmes, principalmente os blockbusters, eles acabam tendo uma influência muito grande.
Não vou dizer influência, né? Eles acabam sendo muito clássicos com relação a isso. Filmes de 2016. E é algo que a gente acaba vendo no cinema atual. Pô, é muito chato você assistir um trailer que tá te contando metade das coisas que vai acontecer. Eu hoje, por exemplo, eu assisto filme que normalmente minha namorada que assistindo, e eu procuro não saber nada do filme. Eu no máximo vejo o pôster.
É melhor ser feliz do que ter razão, né, Doug?
É, não.
Com certeza, cara.
Eu assisti um filme no cinema esse ano que é baseado— eu não lembro nem o nome do filme para você ver, mas é, né, fazer o quê? Mas assim, é mais ou menos o que eu tô falando, a questão de, cara, começam a dar pequenos impulsos para você já dos trailers. E os filmes são muito disso, de pequenos impulsos curtos, muitas vezes de uma história que não vou dizer que não faz sentido, acaba fazendo sentido. Mas que não é uma história contínua, né?
Então eu acho que 2016 é algo que a gente, como é que eu posso dizer, não começou em 2016, mas talvez 2016 tenha tido os primeiros grandes exemplos, justamente nesses 3 filmes de herói: Guerra Civil, Batman v Superman e Esquadrão Suicida. São filmes que todo mundo queria ver muito por conta do que foi mostrado no trailer. E quando a gente assiste os 3 filmes, incluindo Guerra Civil, é isso, são pequenos impulsos que você quer assistir, são cenas que são paradas para as pessoas gritarem, por aí vai.
E algo que acabou sendo o início da TikTokização do cinema também, tá? Exato, perfeito. Tanto é que hoje eu conversando com um amigo meu que trabalha comigo E ele falando, pô, não vi, quero ver logo o Homem-Aranha, porque se brincar, botaram o filme todinho no TikTok e botaram no Twitter, que os caras vão, não, mas assim, no TikTok eu digo é, os cara vão recortando cena XYZ, quando vem você monta o filme.
Foi assim que reviu alguns episódios de Naruto, cara. Tipo assim, tô passando aqui no TikTok, aparece um episódio de Naruto lá. Você fala, puta merda, começo a ver um corte. E você vai, e você vai, e você vai vendo o corte. É um exemplo, né? E assim, vocês estão, a gente tá falando aqui de 2016, a gente tá falando, a gente citou Moana. 2016, se não me engano, é o primeiro ano que tem um live action ali da Disney, não? O Mowgli não foi o primeiro, não? Ou teve outro antes?
Mas eu nem sabia, nesse esquema de refazer coisas clássicas.
É, acho que teve A Bela e a Fera, não?
Com a Bela e a Fera, com a gloriosa Emma Watson.
Isso, eu tava tentando lembrar, ia falar a pior das Emmas, mas aí o fandom poderia nos atacar já, né?
O Gigas, ele veio, ele vem, né?
Ele vem. Não, mas só um ponto que eu queria falar, né? Porque infelizmente estão tentando me derrubar quando eu quero elogiar Zack Snyder, apesar que eu não quero elogiar ele diretamente. Mas eu não sei se vocês falaram, não sei se vocês falaram, porque o meu computador ele tá tentando me derrubar. Mas assim, uma coisa interessante, né, porque foi um ano de Batman v Superman e Guerra Civil. Mas uma coisa que eu lembro da época, e era um argumento que eu falava muito inclusive, é porque aquilo, ah, você é Marvel, DC, né, como se fosse uma facção.
E hoje não tá muito diferente disso, mas assim, tinha uma diferença muito clara de ideias entre as duas empresas que hoje eu acho que eu não tenho. Hoje eu acho que assim, com o James Gunn, a DC tá na mesma proposta do que a Marvel. Era muito interessante, mas assim, tinha aquela coisa, né, do tipo assim, filme sombrio, sérios, tá?
Mas enfim, é outra opinião.
Não assisti ainda, mas Tô vendo bons comentários, mas assim, a DC tinha aquela coisa de ser sombria, de ser um cinema mais sério, de ter heróis mais reais assim.
Obrigado, Christopher Nolan, né?
Não, é um outro ponto também, né? E assim, quanto a Marvel, Marvel sempre já foi criticada pela fórmula Marvel, que eu acho que, eu acho que em 2016 começa, não na Marvel, né, mas o cinema começa a ter uma fórmula mais escancarada. Fórmula sempre existiu, não só no cinema, em qualquer arte assim, não vamos ser aqui ingênuos, principalmente, né, que a gente sempre fala, né, no mundo capitalista que precisa se vender, precisa ter uma fórmula bem definida.
Mas assim, naquele cinema, pegamos blockbusters, tinha umas ideias bem claras. Parece que tinha uma coisa assim, pelo menos do lado da DC, né, tinha uma coisa de uma arte assim. Por mais que você não goste do Zack Snyder, assim, ele errava pelos excessos, mas tipo assim, o Batman v Superman tinha aquela questão filosófica de um Lex Luthor que tava vendo uma dualidade entre o céu e inferno, né, do Batman e do Superman. A Marvel tinha um plano muito claro também com sua fórmula, aquela coisa do humor, né, de usar mais o lado humorístico do que esse lado mais tenso de acabar com o mundo.
E hoje, hoje se perdeu, né. Hoje eu falei do James Gunn porque ele é o grande carro-chefe assim, o grande líder da nova DC, né. Mas assim, todo mundo parece que acabou pegando a mesma fórmula. E o grande diferencial nesses últimos anos foi The Boys, que foi para um lado totalmente diferente, né, foi para um lado assim dos heróis não heróis, né, desses anti-heróis mais corruptos. E por isso fez muito sucesso, apesar que se perdeu nas últimas temporadas.
E também ficou ruim, que também ficou péssimo, porque sempre ficava dando voltas.
Mas assim, em resumo, é isso, né? Tipo, parece que em 2016 o cinema, que eu acho que acaba entrando em outro, em um outro bloco, né, mas o cinema parecia que ele era mais independente, vamos dizer assim. Por mais que obviamente Marvel não é um cinema independente, DC não é um cinema independente, né, com a Warner. Mas assim, tínhamos mais independência, tínhamos mais autoria nas coisas.
Eu acho que entra muito no que a gente tava falando ali sobre, ali no começo, sobre a questão política, né? Os artistas, né, principalmente quem produzia, os diretores, enfim, eles tinham um pouco mais de liberdade para mexer com temas mais espinhosos, mais delicados, entre aspas, e poder produzir a arte de uma forma como ele pensava, né, como ele enxergava. Então tem muita coisa desse período e de um período anterior que uma década depois a gente sempre discute vários conteúdos que, ah, é legal, mas poderia ter aprofundado mais o debate sobre o tema, ou passou superficialmente, meio que teve vergonha de discutir a fundo certas coisas.
Então Eu acho que esse período de 2016, ele meio que fecha uma janela ali da produção cinematográfica com relação à abordagem desses temas. Fala aí, Doug. O raciocínio para mim é muito nessa linha.
Não, eu concordo com você, mas eu acho que também ao mesmo tempo é porque assim, a arte como um todo— vou entrar aqui já numa parte mais filosófica, né? Acho que a arte como um todo ela não é algo linear, né? Principalmente quando a gente pensa em cinema, porque o cinema ele tem várias vertentes. Então a partir do momento que a gente fecha uma vertente, talvez a gente abra outra. E por exemplo, 2016, novamente, eu não gosto de ser taxativo, de dizer, ah, começou aqui, acabou aqui.
Mas eu acho que 2016 a gente pode dizer que foi Se a gente pode dizer que foi o ano de muita coisa em 2016, é de filme de herói, de remake, o cacete. Eu acho que de verdade 2016 foi um ano em que a gente começou, ou não vou dizer começou a ter, mas que a gente passou a ter o terror da forma que a gente tem hoje. Porque eu tô dizendo isso, o que foi que saiu em 2016? 2016 saiu A Bruxa, filme maravilhoso, que é um estilo totalmente diferente, que tenta dar um terror justamente pela ambientação A gente tem um Invocação do Mal 2, que é bom para caramba também, paizão James Wan.
E a gente tem outros dois filmes também que estão, são nessa pegada mais diferente. Um não chega necessariamente a ser um terror, é mais um suspense, que é o Animais Noturnos. E outro que é, pô, talvez o melhor filme de zumbi dos últimos 15, 16 anos, sei lá quantos anos, que é o Invasão Zumbi, né, o Train to Busan, o filme coreano que é Pô, absurdo você parar de pensar como é que seria um, como é que eu posso dizer, uma explosão de vírus zumbi você estando no metrô.
É algo impressionante para mim. Então assim, é de uma criatividade enorme. São filmes que acabam sendo extremamente criativos à sua maneira e que acabam dando várias pequenas vertentes, né? Depois do A Bruxa, a gente acaba tendo Ô meu Deus do céu, acaba tendo o Corra, acaba tendo o Hereditário, posteriormente o Midsommar. Então do Invocação do Mal tu acabou criando todo o mundo do James Wan ali, né, que vem Annabelle e outros filmes por aí.
Então todos esses filmes acabaram criando seus semelhantes, seus pares, e foram crescendo para gerar o terror que a gente tem hoje. Então eu acho que ele acabou sendo muito importante por isso. Acho que a gente acabou tendo um respiro maior, uma criatividade maior no gênero de terror. A gente tem um podcast falando sobre terror. Eu acho que o terror atual vive uma fase muito boa, inclusive. A gente dá para citar vários filmes recentes de terror.
Eu acho que dá para dizer que ele começou aí. Eu acho que 2016 teve a eclosão assim, a primeira semente foi plantada, deu as suas árvores e começou a dar os frutos.
Ao meu ver, é muito isso, é a faísca nesse período. E hoje a gente tem produções como o Backrooms lá, por exemplo, que é de um cara que ele produzia conteúdo para o YouTube. A galera não tem isso, tem que ir para o cinema, tem que ir para o cinema. E foi, foi um estouro, né? A 24 apostou no roteiro aí, no cara dirigindo, o cara com 20 e poucos anos, e dirigiu um filmaço de terror. Claro que que com certeza deve ter tido um auxílio, uma proteção ali dos produtores, do próprio estúdio mesmo.
Mas é um conteúdo de terror incrível aí. Esse ano tem muita coisa legal que vem dessa liberdade, como Doug falou, dessa criatividade, eu diria, do cinema de 2016. Gigas ia falar alguma coisa agora?
Não, eu ia citar que não é dos 2016, mas um ano antes, né, mas 2016 talvez tenha sido a melhor propagação do filme. O Robert Eggers com A Bruxa, que o Pupu citou, é o Robert Eggers, ele começou a ser assim, tinha um James Wan que talvez seja o grande nome com bem anos antes, né, com Invocação do Mal. Mas assim, eu acho que o Robert Eggers ele começou a ser aquele diretor que as pessoas começaram a pegar para si Como a galera tá fazendo agora mais recente com o Scorsese, sabe, do, ah, o meu diretor favorito, o cara do meme e tal.
O Robert Eggers, ele começou a ser aquele diretor nichado que a galera começou a abraçar, ao ponto de o Farol ter, né, tido o que teve. E O Homem do Norte também, né, teve uma grande repercussão em 2022. Eu acho muito legal esse ponto do terror porque assim, é um gênero Que eu acho que tem gêneros que tem altos e baixos, mas se a gente começar a fazer uma análise linear das coisas, que é algo muito difícil, eu acho que o terror é um dos gêneros que de 2016 para 2026 ele só cresceu, ele só tipo assim estabilizou.
Só esse ano você citou Backrooms, que vai ter o 2, já confirmaram que vai ter o 2. Obsessão aí já tá tendo aquela campanha pré-Oscar, né, muito forte já, do tipo A Indy Navarrete tem que ir para atriz principal, né, nem coadjuvante, tem que ir para atriz principal. Então assim, tá na hora já na academia valorizar, né, o gênero também. É isso. E eu tô achando que vai ser esse ano, tá prometendo assim. Então assim, é só para pegar uma coisa que eu acho que o Popoto falou do terror.
O terror, ele tá assim numa crescente desde 2016, diferente do gênero de herói, por exemplo, né, do filme de boneco, que caiu drasticamente, principalmente nessa questão criativa. O gênero de terror não, gênero de terror ele só sobe, sobe, e as pessoas ficam extremamente impactadas. Principalmente também porque o terror, ele, eu adoro essa frase que eu sempre lembro do Popoto, né, é o gênero com mais subgêneros. Então também muito mais legal de você diversificar essa criatividade artística.
É só uma contribuição saindo do cinema, né, mas falando de séries também. 2016 é o ano da primeira temporada de Stranger Things, né, que dialoga muito com o que a gente tá falando. Que também terminou mal, é uma série que terminou mal, mas começou muito bem e destravou muito dessas coisas de mistério, de terror. Foi um impacto cultural, foi um impacto cultural grande, inclusive também na música, né, reativando muita banda. Você pode relembrar sua infância, né, exatamente, né, bons tempos.
Eu até fiz uma brincadeirinha semana com todo mundo postando foto dos anos 80, né? Ah, todo mundo postando foto dos anos 80. Eu postei uma foto do meu aniversário de um ano, eu nos anos 80.
Mas a gente não pode negar o quanto Stranger Things, como diz o nosso querido Renanzinho, o quanto foi impactante para as obras que vieram depois, não só em séries, mas em cinema. A gente teve muitas obras que não teve medo de brincar com essa nostalgia, né, desse sentimento dos anos 80, dos anos 90, e trazendo itens que são dessa identidade. E você vê isso bem trabalhado. Stranger Things é muito bem feito, de verdade, a gente não pode falar disso.
A série se perde por outros cenários aí, mas a ambientação é muito legal. Mas a gente traz esse movimento. Pode falar aqui, Segue o jogo.
Não, o que eu ia falar, porque eu não tinha nem pensado em falar isso na hora, né, mas assim, já que citou Stranger Things, né, que é um original da Netflix, eu acho que um ponto importante é que 10 anos atrás estávamos debatendo como seria a relação streaming-cinema, porque o grande stream da época era Netflix. Então assim, fazer uma brincadeira, na verdade era praticamente o único, né. Assim, nesse modo, eu ia fazer, eu ia fazer a brincadeira.
Na verdade, vendiam conteúdos para Netflix, né? Os estúdios ganhavam dinheiro vendendo conteúdo para Netflix. Só que aí eles começaram a perceber que, por que a gente tendo tanto conteúdo, a gente vende ao invés da gente ganhar o dinheiro sem intermediário, né?
Enfim, então assim, e a Netflix também já existia. Acho que a Netflix começa em 2006, não tenho certeza, mas eu sei que é bem, bem antes assim. E com outra roupagem, totalmente outra ideia, né? E com a— porque a Netflix era Netflix, porque, por exemplo, a brincadeira que eu ia fazer, né, é quando as pessoas iam falar de outros streamings, por exemplo, eu quando ia falar do Spotify, eu falava, é o Netflix da música. É o Kindle Unlimited, a Netflix dos livros.
Então assim, a Netflix ela era essa referência. E 10 anos atrás a gente ficava debatendo muito como seria o cinema, como iria impactar o cinema. Como iria ajudar, como iria piorar. Então assim, a gente tava na base das incertezas, né? É verdade também que naquela época já se falava, ah, o cinema não vai morrer. 10 anos depois a gente tem essa coisa, será que o cinema está morto? Mas também ainda acho que não, e nem acho que vai morrer.
Mas assim, é legal também a gente fazer essa diferença, né, de 10 anos depois, como é que a gente avalia os streamings. Porque, por exemplo, tivemos o o Disney Plus, né, que não sei se hoje é o principal, mas assim, é um streaming, foi o primeiro streaming mais completo, né. Eu sei que a Netflix agora ela tem essa questão com esportes, mas o Disney Plus tinha os esportes, tinha o Discovery, tinha assim, tinha várias áreas, né, o HBO também.
Mas em 2020, né, quando começa a pandemia, o Disney Plus ele tenta ter uma sagacidade que é vamos começar a lançar filmes simultâneos no cinema e no streaming, né. Claro que nada seria de graça, né, não seria o valor padrão da assinatura, você pagaria um pouco mais, né, que eles chamavam de Disney Early Access. Eu lembro que, por exemplo, naquela época, Viúva Negra, quando saiu, saiu simultâneo tanto no cinema quanto na plataforma da Disney, e tava aquele processo, né, muitas pessoas queriam ir para o cinema, mas ainda tinha aquelas restrições do COVID.
E aí, quando eles disponibilizaram isso, eu acho que eles acharam que, ah, muita gente vai querer ver no conforto de casa. Que é um fato, é muita gente prefere ver no conforto de casa. Só que eu acho que eles estavam achando que as pessoas iriam pagar, né? Eles não estavam contando que os caminhões iriam cair com alguns links para baixar. E muita gente fez isso, né? A pessoa que vos fala fez isso com muitos filmes. Souza, se não me engano, também.
A gente sabe como estão as estradas do Brasil, pô. Todo dia tem um acidente de caminhão, todo dia cai um link.
Só que assim, foi interessante de ver que eles não tinham esse controle, né? Do tipo assim, ah, nós vamos disponibilizar as pessoas vão pagar porque elas amam cinema. Justamente pelas pessoas amarem o cinema que elas não ficaram presas à questão monetária, porque era um valor muito caro. Acho que aqui no Brasil era quase R$70. E com todo respeito, assim, era uma aposta você pagar R$70. E aí eles usavam, né, tipo assim, ah, a família não pode ir para o cinema, então se você pegar R$70, dividir por 4 pessoas, é quase o valor do ingresso, né?
Tentando tapear. Mas assim, eles tentaram tomar o controle, não conseguiram. E agora, um pouco antes, né, de 2026, né, a Netflix, é com essa compra da Warner, né, que agora vai para Paramount, que ainda não sabe como é que vai ser muito bem, que o Trump também tá envolvido, né. A gente falou de política, o Trump ele é basicamente o grande dono também da Paramount. Ele não é o dono oficial, mas assim, ele tem um controle da Paramount.
Então para ele é a venda da grande Warner, né, dá mais de 100 anos, né, uma produtora, e para uma rival que seria a Netflix Netflix seja extremamente prejudicial. Então ele meio que se mete e bloqueia quase que essa venda e meio que trilha o caminho para ir para Paramount. Quando ainda tava no embrólio, a Netflix tava querendo deixar uma janela de cinema de só 2 semanas, né? Tanto que o próprio Kleber, que a gente citou 10 anos atrás de Eucários, que era um cara que já tava nas redes sociais, ele mesmo já falou do filme dele pelo menos ter 3 meses nos cinemas brasileiros.
Então assim, né, a gente começa também a ver como essas relações de poder elas vão mudando, mas ainda assim essas grandes empresas elas tentam manipular o cinema, que naquela época era uma aposta, uma incerteza. Agora já é uma coisa, já temos um terreno mais desenhado de como funcionará. E ainda assim eles querendo dominar o cinema. Eu acho que também a pandemia acabou forçando isso, né? Quando, o que eu não acho a fala dele errada, apesar de não gostar de, sei que tem fãs aqui no que gravam, né?
Bismarck é muito fã, Queiroz, de Missão Impossível. Quando o Spielberg fala, você salvou o cinema, Ali ele basicamente, para mim, ele já teve o caminho. Ó, quem fizer mais grana— e o Spielberg é o pai do blockbuster, né, começou com Tubarão, por exemplo— quando ele fala isso, ele deixa muito claro para mim: olha, quem fizer mais dinheiro tem o poder de decidir o que é cinema, o que não é. E aí abre porta para vários infernos.
E aí, ao mesmo tempo, mata— que é uma coisa que a gente já discutiu aqui também— mata o filme, entre aspas, médio no cinema, né? Essa, essa somatória de necessidade de blockbuster dos estúdios com a necessidade de conteúdo infinito para os streamings, isso mata totalmente o filme médio, porque você agora viciou as pessoas a pensar: ah, esse filme nem é tão bom, eu não vou no cinema assistir não, vou esperar sair no streaming.
E eu passo isso com os filmes da Netflix.
Eu também faço isso com vários filmes, porque para você ir no cinema ver todos os filmes você tem que ser milionário. Então assim, não tem como, não tem como sustentar.
E assim, o Igor citou Disney aí, aproveitando o gancho, a gente falou do gênero do terror. Não que seja um gênero, né, porque não é bem um gênero, mas é um tipo de escolha cinematográfica que são as animações. 2016 é um ano absurdo porque a gente tem ali Sing, que eu sei que Giga ama. Nós temos Your Name, que eu sei que Doug adora, né, sendo bem irônico aqui. Zootopia, que, cara, Zootopia, Moana, Procurando Dory são ideias bem criativas assim.
E tem uma dessas animações que em 2016 já entra nessa, nesse espiral de saturação que a gente fala, né. De franquias, de reboot, que a gente sempre usa, que é Kung Fu Panda. Kung Fu Panda tá no 3 em 2016, e assim, já não conta tantas coisas novas para gente, sabe? Acho que é um ano que tem um ápice ali. Tem outras, né? Tem Trolls, algumas outras que a gente espera.
Talvez o último grande ano da Disney, né? Pensando em grandes lançamentos, é o último ano Disney. Sim, Moana e Zootopia, que foram dois sucessos estrondosos.
É porque assim, né, por exemplo, esse ano, esse ano que a gente tá em 2026, a Disney teve o Toy Story 5, teve os Utopia 2, foram boas bilheterias, digamos assim, e bons filmes. E bons filmes, era isso que eu ia dizer. O Toy Story 5 eu falei aqui, chorei.
Em 2016, quem já tava respirando por aparelho é a DreamWorks. DreamWorks, né, que nesse momento não conseguia competir tão bem com a Disney. E talvez hoje em dia ainda ficou muito para trás, tá? É difícil dizer que obras originais da DreamWorks que você fala que lançou nesses últimos 10 anos que fala, cara, isso é muito legal, isso é muito acima da média. Se não me engano, é Como Treinar Seu Dragão, é de antes, né, antes de 2016.
Eu acho que pelo menos uma, aí é uma das últimas obras da DreamWorks que você fala, pô, isso aqui é muito legal.
Sim, que se estabelece no mercado, que já é legal fazer esse paralelo, é Illumination. Que eu acho que Minions, não sei se Minions é de 2015 ou 2016, mas já tinha Meu Malvado Favorito e tal. Então ela é 2015, isso, pronto. Mas assim, se Minions é 2015, então Meu Malvado Favorito já veio antes, obviamente.
Acho que é 2014, mas é logo na sequência, foi 2013.
Nesse período assim, 2014, 2016, Illumination ela acende e já outra força, né? E hoje talvez a Illumination seja maior do que a DreamWorks, né, que agora vai ter, agora ano que vem eu acho, né, vai ter Shrek. Então, que eu acho que o grande problema na verdade é que DreamWorks, eu acho que eu vou ser ingênuo e falar que assim, a DreamWorks tava pensando em fazer arte, mas assim, acho que a Disney sempre tem uma preocupação de criar novas identidades, novas marcas, Não no ponto artístico, mas porque eles precisavam estar vendendo.
E a DreamWorks, acho que ela ficou muito presa ao Shrek, ao Gato de Botas, então assim, tipo, coisas já estabelecidas. Acho que eles não conseguiram sair, tipo assim, vamos criar uma coisa nova que vai prender. E a Disney assim, a Disney conseguiu é porque a Disney lança tanta coisa no ano que tipo assim, uma hora ela vai acertar.
E outra também, né, a Disney foi lá Bom filme, bom filme. Acho que é o filme, mas assim, em termos disso que Giga está falando, de criar uma marca, vender boneco e tal, sinceramente, eu, por exemplo, nunca vi uma camiseta de Robô Selvagem aí para vender.
E aí, por exemplo, quando ele fala assim, ah, talvez o grande último ano, eu acho que pode ser o grande último ano pensando num conjunto de vários filmes, mas na pandemia teve Encanto que, pô, Não falamos do Bruno, né? Estourou mundialmente.
Teve uma questão que realmente não falamos, né? Porque aqui eu realmente nem vi esse filme, então realmente não falei.
Assim, foi uma grande coisa assim, né? Tipo, a música disputou, obviamente conta premiações, mas música disputou Grammy, disputou Oscar, disputou tudo que podia disputar, ganhou tudo que podia ganhar também. E foi um filme assim que Começou pequeno, vamos dizer assim, e cresceu. Eu acho que é um dos poucos casos de um filme que ele, eu acho que ele não tinha proporção, eles não imaginavam ter a proporção que ia tomar, tomou. A galera também comprou a narrativa de que é importante de representatividade, que aí cresceu o filme assim.
Então acho que Encanto, tudo bem que teve Divertidamente, Divertidamente, quando também não lembro de que ano é o primeiro, mas 2015, Divertidamente. Tá, é um ano antes assim, mas no ápice das animações, né? Pois é. Então assim, teve Divertidamente, que aí teve Encanto, e depois teve Divertidamente 2. Mas assim, a Disney ela consegue ter esses grandes filmes. A Illumination obviamente ficou muito preso também a Minions. Teve agora um quarto, não, Minions 3 eu acho, que faz referências a grandes filmes da história do cinema, como Eu vi que eles fizeram referência à Casa Branca, fizeram a Cidadão Kane.
Então assim, mas ainda tá muito preso à Illumination. E aquilo, a Disney, de tanto atirar, uma hora ela acertou.
Eu acho que o grande ponto aqui de 2016 é para além da Disney. Eu acho que a Disney, considera, pô, a Disney lançou Moana e Zootopia, que são fenômenos culturais. Não à toa tiveram continuações e tal. É, eu acho que quando a gente pensa no conjunto, por exemplo, pô, Your Name, Your Name eu detesto, vou deixar isso claro, detesto esse filme, acho um filme extremamente imbecil, acho que muito mais do que Interestelar, um filme que me chama de burro do minuto 1 ao último segundo dele.
Dito isto, eu não posso negar que foi um filme que teve um impacto monstruoso, não à toa Cara, se vocês procurarem aí, vai ter uma quantidade de vídeos de YouTubers que cobriam anime, que falavam de filmes, etc., argumentando porque Your Name não podia concorrer ao Oscar. Porque realmente existia um lobby na época de Your Name para ele concorrer e vencer o Oscar. Eu acho que quem ganhou foi Zootopia, inclusive. Não foi Nemoana, acho que foi Zootopia que ganhou o Oscar, não lembro agora.
É porque é bonito, né? É bonito, a trilha sonora é boa. Não, tô falando sério, eu não sou um grande fã de Your Name não, gente.
Mas, cara, com todo respeito, Your Name, cara, eu nunca assisti esse filme.
Mas deixa eu trazer uma informação importante, né? Tudo bem que é o Letterboxd, mas Your Name é a animação mais bem avaliada do ano no Letterboxd.
Meu Senhor, é a prova que o ser humano tá indo para cima hoje.
Melhores filmes.
Saiu hoje a pesquisa do PISA, né, que mostra o nível de escolaridade, etc., como é que tá. Você pode reparar, começou a cair a partir de 2015, 16. Começa a partir daí, pô.
A gente vai chegar, a gente conversar mais meia horinha aqui, a gente vai entender que foi o fim da civilização moderna foi em 2016. Daí para frente, só para baixo.
Vou trazer uma informação que já vai puxar para o próximo bloco, que eu sei que o meu host vai amar que eu tô fazendo isso. Mas, por exemplo, os top 10 filmes pegando Letterboxd tem o IMDb, tem vários outros, né? Mas vou pegar o Letterboxd. O primeiro, Moonlight. Segundo, La La Land, obviamente. Monsters, Inc. em terceiro. Aí quarto, A Chegada. Quinto, A Criada. E sexto, como melhor animação, Your Name, na frente de Aquarius, Tony Edman, Hunt for Wilderpeople, E fechando a lista em 15º, mas assim, para ver a força de Your Name.
É, eu revi, né, eu revi. Eu odeio menos que o Doug hoje em dia, mas eu entendo porque é isso aí. Eu não vou me justificar muito não.
Agora eu quero falar, falar aí, Doug, para fechar.
Não, só para fazer justiça, né, a gente falou de muita coisa sobre cinema sobre o terror, sobre o que foi, é fazer justiça talvez ao melhor filme do Denis Villeneuve depois de Incêndios, que é A Chegada, né, que o Tourinho falou aqui agora. Eu não sou talvez o maior fã do Villeneuve, eu acho ele um bom diretor, acho um cara que eu não vou dizer que talvez a grande marca do cinema dele seja o quão ele tenta fazer os seus filmes serem bonitos esteticamente, bonito esteticamente na visão dele, né?
Então são filmes que sempre dão uma sensação de grandiosidade. Então acho que talvez A Chegada, depois de Incêndios, que é um clássico moderno, né, dá para dizer assim, depois de Incêndios, talvez A Chegada seja o melhor filme dele. Pegando de novo o filme que eu citei no último programa, o filme que eu odeio, que é Interestelar, A Chegada faz muito melhor Muito, muito, muito milhões de vezes melhor.
Era onde eu ia soltar a aspa, que é justamente essa, né? O meio que o A Chegada é o tudo que a galera acha que Interestelar é.
E Velonuz é o que todo mundo acha que o Nolan é.
Caramba, que perfeito!
Nossa, que momento!
Os melhores 30 segundos da minha vida, né?
Homenagem àqueles bagres. Agora você foi perfeito!
Assim, eu gosto muito do Villeneuve. Eu entendo que o Poputo tá falando e achei perfeito também, né? É bonito na visão dele assim, mas A Chegada assim é um filme realmente muito complexo que o Poputo falou no último episódio. Assistam, escutem na verdade, né, que a novidade do vídeo agora, mas é muito complexo e ele consegue fazer assim de um didatismo. Na verdade não tem tanto didatismo, né? Você não aprende a linguagem com os personagens assim, né?
Mas assim, eu acho que a escolha final é muito mais coerente, mais sagaz do que é Interestelar. E eu acho que o Villanova, ele tem uma noção de direção, de tecnicidade. Repito, não acho que o Nolan não tenha, só que eu acho que assim, o Villanova, ele consegue fazer, ele consegue, ele tem uma ideia e ele consegue chegar até o ponto final com aquela ideia ali, sabe? O Nolan não. Nolan, muitas vezes eu sinto que ele dá uma volta e ele tenta usar a sagacidade dele com a técnica para tentar mascarar uns furos de roteiro, a péssima habilidade dele em escrever, coisa que eu acho que o Villeneuve ele tem muito bem.
E assim, Duna talvez não seja o favorito de todo mundo do Denis, mas assim, dos últimos Duna, para mim é claramente o exemplo de como ele é bem feito, que na mão do Nolan ia ser totalmente diferente. Ia ser muito mais, não queria falar isso não, mas assim, na verdade o fascismo do cinema começou com o Nolan mesmo, né? A gente tem que falar de graça, né?
De graça, toma de graça, né? E aí eu vou passar, eu vou passar a bola para Gabi, vou até encher a tela aqui e eu só vou dizer uma palavra: La La Land, cara.
2016, não só La La Land, né? É um ano de grandes dramas barra romances ali. A gente tem Lá Lá Land, a gente tem Moonlight, que puta que pariu, a gente fala pouco desse filme, cara. Tem A Criada, que é muito bom também. E assim, vindo por trás, muito por trás mesmo, e se você forçar muito, se você gosta de romance, né, dessa breguice, tem Como Eu Era Antes de Você. Mas nada disso supera Lá Lá Land.
Esse filme é brega, tá?
Ele é o brega, ele é o brega, mas ele tem, mas ele é um brega justo, ele tem valor, mas é brega, ele se assume brega. Mas assim, falando de Lá Lá Land, isso é uma discussão que eu e Giga tivemos.
O Giga fez essas análises lá no Substack dele, que inclusive aos ouvintes que estão nos ouvindo pelo Substack, agora a gente também está no Substack. Por favor, nos assistam também. Mas continue.
É, o Guiga cita, né, e a gente discutiu isso, se não me engano, não sei se eu li ou se a gente discutiu isso, que talvez os dois. O Moonlight, ele é um filme melhor do que Lá Lá Land, ele mereceu vencer como melhor filme, ele é um filme melhor.
E bom lembrar, né, que desculpa ali cortar, mas Moonlight venceu Oscar naquele Oscar da confusão, né, que todo mundo sobe para o palco E depois de entregar o prêmio, fala: não, é para Moonlight, desculpa, mas continue.
Foi no mesmo ano que teve aquela gafe com a Miss também?
Foi, foi, foi, foi mesmo depois, foram meses depois.
Foi 2015, foi 2015, e esse foi em 2016. Se eu não me engano, é o mesmo apresentador inclusive.
Meu Deus!
Eu não tenho certeza. É aí, importante, inclusive fazer uma ação aqui ao vivo. Se for mesmo apresentador, deixa aí nos comentários para gente, por favor. Eu quero, quero rir.
Como diria o grande Pedro Certezas, carece de fontes, carece de fontes. Mas eu vou pesquisar, vou pesquisar, em breve eu trago.
Ok, vai lá.
E assim, não, para seguir aqui, eu acho que o Giga vai embarcar muito nesse rolê comigo assim. É Moonlight e La La Land, são obras que você pode rever várias vezes, você vai ter várias interpretações, você vai assistir vários detalhes. Tipo, eu sou muito fã de La La Land, eu fui, porra, eu tenho uma tatuagem, né? Mas eu fui rever no cinema, Giga também foi no cinema. É muito diferente, cara, ver isso no cinema, muito melhor.
Na verdade, qualquer coisa, qualquer coisa não, porque aí também abre uma margem para muita coisa. Mas muitas coisas no cinema são muito, muito melhores, né? No cinema assim. Mas desculpa ali cortar, mas assim, é porque na verdade 2016 o grande debate é Moonlight ou La La Land. Inclusive apareceu um tweet para mim, né? Porque apareceu o tweet, na verdade é porque, como Queiroz falou, teve La La Land agora nos cinemas e já anunciou que vai ter Moonlight dia 2 de outubro em 4K.
Porém, entretanto, todavia, eu acho que não vem para o Brasil. Pelo menos é um palpite meu.
Não acho que vem também, pelo, pela, o hype de Moonlight não é tão grande quanto de La La Land, tá?
Não. E tipo assim, eu também concordo, mas eu acho assim, é pela forma que eles divulgaram, que primeiro de tudo é que na verdade estamos vivendo uma escassez muito grande aqui da A24 no Brasil. A24, que antes era uma produtora que chegava junto com o Brasil, né? Sempre tinha os filmes nas datas certas, a depender do filme. Backrooms, por exemplo, veio na data certa, mas sei lá, era um filme meio blockbuster, entre muitas aspas.
Mas assim, eu sinto que a A24 também afastada do Brasil, e eu não— e pela divulgação, o Berrin Jenkins ali na entrevista me pareceu algo muito mais assim Estados Unidos e Europa. Então eu não tenho essa positividade, essa esperança que vá vir para o Brasil. Mas assim, foi o grande debate, Moonlight e La La Land. E assim, eu concordo com o Queiroz, eu acho Moonlight mais filme do que La La Land, mas eu prefiro La La Land. Se eu tivesse um ingresso e pudesse assistir um dos dois filmes no cinema, eu escolheria La La Land, apesar que eu sei que tem gente que não gosta de La La Land.
Tem muitos fãs de musicais que defendem abertamente que La La Land não é um musical, e eu entendo. Muita gente que também acha que La La Land se escora em referências rasas, né, do da grande era de Hollywood, né, Fred Astaire, Casablanca, e também da grande era do jazz. Mas assim, é um filme que me toca mais, é um filme que eu gosto muito das músicas. O Justin Hurts é perfeito assim, a trilha dele, é que vai trabalhar também no filme posterior do Damien Chazelle, que é, que eu esqueci o nome agora, que tem a Margot Robbie, é Babylon.
Só que Moonlight é um filme muito mais complexo. Assim, não só pelo tema, é um tema muito espinhoso e que também já dialoga de novo com o início do podcast, né, que aquela questão tem uma questão racial muito forte, tem uma questão de gênero muito forte, vulnerabilidade social muito forte, que seriam temas que são atacados, foram atacados naquela época pelo Donald Trump, estão sendo atacados até hoje pelo Donald Trump e por novos neofascistas aí.
E eu acho que assim, enquanto filme, Moonlight também tecnicamente— eu falei isso no podcast passado, eu não gosto de ficar muito preso nessa questão técnica porque acaba ficando papo chato— mas Moonlight, o uso da luz em Moonlight é perfeito. Assim, cada fase da vida uma cor, que faz jus também, né, na parte psicológica do estudo, quem estuda psicologia, né.
Mas a proposta do filme ajuda nessa parte, né. Eu não cheguei a discutir isso com você, mas eu acho que a proposta do filme, ela permite isso. Eu acho que a gente tem até isso em Lá Além, de alguns momentos você vê, pô, beleza, tem uma cena, tem uma música sobre isso, né, sobre a iluminação, sobre o crepúsculo e tal. E eles se encontram, e aí tem aquela cena do observatório, se encontra no observatório em outro momento do filme com uma outra iluminação, que assim traz essa dualidade novamente, né. De poxa, olha essa vista e tal.
Então assim, até mesmo o epílogo, né, o epílogo tem muito esse uso das cores, né. Uma coisa que eu gosto muito de La La Land, né, que o Poto falou, né, os filmes estavam começando a perder as cores. La La Land tem muita cor. Então assim, tem aquela coisa, né, de Hollywood antiga do Technicolor. Nossa, não quer sair. Technicolor. Mas o Moonlight, para mim, o grande diferencial que eu falei com o Queiroz em off é que Moonlight tem um diferencial mínimo assim.
Tem coadjuvantes, La La Land não tem. La La Land é só dois personagens principais, que é o Sebastian e a Mia, e tá tudo bem. Eu não acho que deveria ter mais também, eu acho que o filme ele é muito bom daquela forma. Só que na comparação é difícil você não penar para o lado de Mulheres, porque, por exemplo, a minha personagem, entre muitas aspas, favorita assim, mas é minha atuação favorita, é da mãe do Little, é do— eu esqueci o nome dele, né, do Chiron.
A atriz que faz a mãe dele é fenomenal, assim, é ela para mim o motor do filme, porque a relação dela com o Juan, que é meio que o pai, é a figura paterna dele, né, que é o traficante que acolhe ele e começa a ensinar ele sobre raça, sobre gênero, a relação com ele, a relação com a Teresa, que é a mulher do Juan, a relação com o filho. Então, tipo assim, o filme é muito sobre ela também, assim, ela para mim tem uma das melhores atuações filme.
Então isso acaba penando para o lado de Moon Knight, né? Porque no La La Land não tem nem como comparar com a Juventus. Talvez com a Juventus mais forte é John Legend, que assim aparece o quê, 10 minutos?
E tá, se não aparece, tem realmente importância.
E também faz sentido, repito, eu acho que para proposta do filme não tinha que ter realmente. Só que aquilo, sei lá, acaba penando. E outra atuação importantíssima falar, que eu acho que tenho quase certeza que ganhou Oscar, Infelizmente foi entrar, a gente abordou no episódio passado, foi entrar nessa barca furada, nessa idiotice que foi Green Book. O Mahershala Ali, assim, acho que ali ele também já tava perfeito como coadjuvante.
E tem a sessão dele, ele ganha o Oscar, se eu não me engano. Depois, eu não sei se ele acaba meio que quebrando o recorde do primeiro ator negro. Não sei se ele foi indicado duas vezes. No ano seguinte ele fez um outro filme Que ele foi indicado, não sei se ele ganhou alguma coisa assim, mas sabe, ele se consolida em pouco tempo de tela.
Ele tá em um terço do filme e esse um terço do filme talvez não tenha nem 40 minutos. Eu posso estar errado aqui, tá, mas é bem breve e ele se consolida tão bem e tudo que o personagem dele faz é tão impactante para toda a obra que você vê reflexos daquilo até o final, menção daquilo até o final. Sabe? E tem consequências daquilo até o final. E assim, aí a forma que o personagem dele é tirado da cena, tirado da obra, é muito sutil, mas ela te conta tudo que você precisa saber, porque ela quebra também aquela sua fantasia de, porra, ele não vai, ele não vai morrer, ou ele não é errado, que você vai criando um apreço para ele.
E o filme tira ele, você, antes de você criar esse apreço, mas ao mesmo tempo que você entende a importância dele na obra. Eu acho que isso é maravilhoso. E assim, Manchester Aberama, que correu atrás dos dois em 2016, cara, fica muito atrás. Lion fica mais atrás ainda, sabe?
Salvo engano, só para a memória, eu confesso que passei batido no Oscar em si, na premiação, na lista inteira, mas o Casey Affleck ganhou o melhor ator, não foi?
Concorre com o Ryan Gosling, né?
E ele ia perguntar isso agora, eu não lembrava, eu achava que o Ryan Gosling tinha ganhado.
Não, mas eu acho que foi o Casey Affleck. Vou dar um Google enquanto isso.
E que para mim é muito questionável, tá, essa indicação.
É, separando o, para mim, recentemente viu o Mansão à Beira-Mar e abriu o coração sobre o filme, não foi? Foi Doug que falou. Foi Gigas que reviu e não achou tão bom como da primeira vez.
Assim, é porque o filme também tem muitas fases da vida, né? Mas assim, eu na primeira vez que eu assisti, eu particularmente eu gosto muito desses de obras de arte que contemplam assim a melancolia, né? E é um filme extremamente melancólico. Só que assim, é um filme que chega, quando eu assisti agora, para os ouvintes e telespectadores ficarem sabendo, nós assistimos filmes pensando no programa que a gente vai gravar para vocês.
Eu assisti, aqui é trabalho, eu assisti uma leva de filmes de 2016. E assim, foi um filme que eu tava na expectativa, eu falei, pô, gostei da primeira vez, acho que eu vou gostar. Só que é um filme assim, é um personagem que ele passa por uma tragédia, é bem Affleck, né? É a família Affleck, é a família Affleck. Mas não, não vou atacar Ben Affleck, né, que Ben Affleck voltou, o grande casal Ben Affleck e Jennifer Lopez estão de volta, então não vou atacar.
Mas voltando, assim, é uma grande tragédia, né, você perder filhos e tal. Então é totalmente aceitável a depressão, a melancolia dele. Só que ao mesmo tempo é um personagem que ele não tem um carisma, não tem nada assim que você se aproxime a dor dele, sabe? Tipo assim, você fala, porra, o cara sofreu, não tem. E é um filme extremamente construído para o Casey Affleck ganhar o Oscar, né? Então assim, e aí, por exemplo, A Michelle Williams, que é a melhor atriz do filme, assim, uma das melhores atrizes de todos os tempos também, ela tá brilhante no filme.
Mas assim, o personagem dela sofreu do mesmo luto, sofreu do mesmo trauma. Nenhum momento a gente, o filme ele inclina para a gente assim, vamos ouvir o que é que ela passou. Porque assim, o relacionamento dela já não tava sendo fácil assim e tal, mas a gente nunca tem a versão dela da história. Então o filme em alguns momentos dá até uma raiva porque tem um silenciamento feminino assim, tipo Que você fica, por quê, sabe? Assim, resumo, é um filme extremamente— o filme nem é longo, na verdade, assim, tem filmes bem mais longos assim.
Só que é um filme longo de você assistir, mas a sensação é que ele é mais cansativo, ele é muito cansativo.
E só a nível de informação aqui, trazendo os indicados de 2017, né, são filmes de 2016. Nós tivemos Casey Affleck, o vencedor, Andrew Garfield por Até Era o Último Homem, Aliás, não vou elogiar esse filme. Esse filme é chato para caralho. Puta merda, Nossa Senhora, né? Nossa, parece que eu tô na igreja pentecostal.
Foi a redençãozinha dele depois de deixar de ser Homem-Aranha, né?
Eu gosto dele, tá? Eu gosto dele. Qual que é o nome?
Eu também gosto.
Tem um musical que ele faz lá que é bem, que ele é bem melhor, tá bem melhor, tá bem melhor. Mas vamos lá, tem o Ryan Gosling por lá, além de Tem o Viggo Mortensen por Capitão Fantástico, cara, nunca vi outro filme, mas tem muita curiosidade para ver, tá? E tem Denzel Washington, tá? O Limite Entre Nós foram os que concorreram nesse ano aí, cara. E assim, só para finalizar mesmo, tá? Eu acho que cinema é sobre o quanto um filme ele perdura, ele se ressignifica dentro da sua imaginação, dentro do seu entendimento.
E Moonlight e La La Land para mim ganha de sobra de qualquer outro filme de 2016. La La Land é um filme que hoje em dia eu consigo enxergar muitos dos defeitos, e isso me faz gostar mais dele ainda, sabe? É um filme muito justo. E Moonlight, ele, ele se mantém muito dentro da sua proposta Ele é muito pé no chão. Hoje em dia a gente vive nessa megalomania dos filmes de quererem ser grandiosos demais, mais um efeito Nolan aí. E cara, são filmes que o importante, tudo bem, ambientação é linda, a fotografia maravilhosa, a trilha é perfeita, mas é diálogo, é conversa, a interação dos personagens é algo diferencial. E é algo que a gente está escasso, infelizmente, no nosso cinema.
Em resumo, eu acho que para a gente fechar aqui, acho que o ano de 2016 ele reforça uma coisa que a gente vem defendendo nos mais diversos programas, né? Independente da temática, eu acho que a gente sempre circunda o mesmo propósito, que é: um bom filme, ele precisa da parte técnica, sim, ele precisa de qualidade, divulgação, etc., mas ele precisa de uma boa história. Antes de tudo, uma boa história. Se você tem uma boa história para ser contada, eu acho que esse ano do cinema ele mostra que muita coisa boa surgiu porque muitas histórias boas foram contadas.
Então a gente passou aqui por vários filmes, vários filmes que às vezes nem são tão sucesso assim de bilheteria ou de crítica, etc., mas tem muita coisa boa para ser revisitada. E aproveitando isso e já encaminhando o fim do programa, chamar Doug primeiro aqui para ele fazer indicação dele. E a indicação especial hoje é cinema ou qualquer outro conteúdo de 2016. Doug, um grande abraço, valeu por mais um programa, e dá aí teu salve final para galera.
Valeu, Esmarque, valeu, Guilherme, valeu, Gabriel, valeu todo mundo que chegou aqui até agora. Acho que a minha indicação, acho não, né, minha indicação vai ser Invasão Zumbi, como eu já falei desse filme. Acho que é um dos meus filmes do gênero zumbi, né? Não é o meu favorito, né, do terror, longe disso, mas um dos meus filmes favoritos no sentido de diversão. Achei ele um filme muito maneiro de se assistir. Novamente, não é muito raro você pegar algum filme que tem desse contexto, né, acontecendo um problema com zumbis, de você preso no metrô com seu filho pequeno tendo que salvá-la a todo custo.
É algo bem criativo, segue muito aquela lógica dos zumbis que não são paradão, né? Os zumbis correm, zumbis são atléticos, então torna um perigo iminente o tempo todo. Então acho que esse filme, os dois coreanos, dois grandes coreanos do ano, né, que são esse e O Criado, que é um filme maravilhoso do Park Chan-wook, Talvez o melhor filme dele, um filme que aí já cansei de elogiar, filme com 3 atos totalmente diferentes, né, mostrando 3 pontos de vista sobre a mesma situação.
E é muito engraçado você ver que é a mesma cena, você tá vendo literalmente a mesma cena, mas o fato do Park Chan-wook mudar o ângulo da câmera muda totalmente a forma que você tá vendo. Então são dois filmes maravilhosos, dois filmes extremamente destacáveis. Diria que para mim melhores que todos os filmes que tá. Lembra quando eu sou muito hater, né, de premiação? Dois filmes muito melhores do que os filmes de premiação desse ano.
Com todo respeito a La La Land, que meu amigo Queiroz é fã, mas puta que o pariu. E esses dois filmes eu assisto bastante.
É isso, inacreditável.
Tomou distraído aí, Gabi.
Mal sabe ele que eu e Guilherme Tourinho temos um fã-clube.
A aliança aí sinistra. Gabi, valeu por mais um programa e manda aí o teu salve para galera e a tua indicação aí de cinema ou conteúdo audiovisual.
Valeu, rapaziada! Mais um podcast, mais um videocast, mais um episódio. E cara, eu vou trazer duas indicações porque nenhum dos dois é tão bom. Então para me justificar, vou trazer esses dois. Primeiro, um filme bem sessão da tarde, que é Sete Homens e um Destino. Cara, vejam, é a sessão da tarde assim, vá com a mente aberta porque é um filme ruim, mas é um filme divertido. Tá? Os personagens são divertidos. E tem um filme bem Will Smith, que é Beleza Oculta.
Esse filme é legal, a proposta, o filme é legal, é um draminha legal ali. Podia ser melhor, podia ser melhor, mas é o filme Will Smith, o personagem do Will Smith é ele assim, escrito para ele. Então, cara, segue minhas recomendações, filmes bem divertidos aí, filmes curtos para você passar um domingo à tarde aí e tirar um bom cochilo. Valeu, tamo junto, rapaziada!
Valeu, valeu, Gabi! Gigas, manda o teu salve final aí. Mais um programa para conta hoje, contra tudo e contra todos, que nem o nosso Esquadrão de Aço. Mas fala aí o teu, a tua dica para galera que acompanhou, chegou aqui ao final dessa mais de quase 1 hora e meia aqui de programa.
É um programa extremamente especial, mostrando a cara. Eu existo, né, como eu falei no início, contra tudo e contra todos. Mas já diria o técnico do rival de aventura, aqui não. Então a gente conseguiu, pelo menos eu consegui falar, aparecer, mesmo tentando me derrubar. Cara, a indicação é meio complexa porque assim, muita coisa ficou de fora. Eu ia falar Criada porque assim, fantástico filme. Acho que era um filme que deveria também É porque se a gente fosse falar tudo de 2016 não ia dar tempo, né?
E eu sei, 3 horas quase, mas A Criada assim merecia também mais tempo a gente aqui discutindo, falando, porque é um filme aralhaço, perfeito, perfeito. Não prefiro mais do que La La Land, desculpa, Doug, mas assim, filme aralhaço. Mas assim, 2016 também foi um ano muito forte de documentários. Por exemplo, Esmarque, nossos queridos irmãos OASIS lançaram Supersonic, que eu acho que foi o primeiro documentário que eu vi do OASIS assim, um documentário, né, conta toda a carreira, fala assim dos álbuns, né?
É meio que uma grande introdução para uma pessoa que quer ser fã do Aces. Os Beatles também lançaram documentário, esses rapazes aqui atrás, do A Day's a Week. Mas o filme que eu vou escolher é um documentário que é o I Am Not Your Negro, do James Baldwin, que naquele período, né, da marcha pela liberdade, I Have a Dream, né, do Martin Luther King. James Baldwin é um grande, uma pessoa extremamente importante, né, um ativista muito importante do movimento negro nos Estados Unidos, é um dos melhores escritores de todos os tempos.
E ele é basicamente, ele tava terminando, que eu acho que ele nem chegou a publicar, é um romance. E aí estavam gravando ele nesse processo de terminar um romance, nesse processo da Marcha pela Liberdade. E basicamente o documentário é ele contando naquela época como é ser um homem preto nos Estados Unidos, né. Ele ainda tinha um fato, né, homossexual, de estar sofrendo aquele preconceito dos dois lados, né? Algo que Moonlight também faz muito bem nisso.
Então assim, ele é um cara extremamente revolucionário, completou 100 anos agora, acho que no ano passado ou foi nesse ano, tô na dúvida. Mas assim, é um cara fantástico, é um documentário muito, muito bem feito. Assim, 2016 tem um ano, é um ano de muitos bons documentários que vale assim olhar. Se eu não me engano, a série também do O.J. Simpson é de 2016. Então, ano forte assim, é um ano que, repito, a gente poderia ficar aqui horas e horas debatendo.
Mas muito obrigado para quem nos assistiu pela primeira vez, nos escutou pela primeira vez ou mais uma vez, e agora tá nos reconhecendo assim. Em breve estamos de volta de novo em vídeo. E agora é isso, né, a temporada realmente começou.
Perfeito. Eu vou primeiro deixar minhas dicas logo, né. Primeira, primeira dica Gigas, eu fiquei com medo que ele ia roubar. Ele começou a mencionar a série. Eu tenho duas séries desse ano que são espetaculares ao meu ver. Uma é Atlanta, é uma série de 2016 com o Donald Glover, é uma sériezaça que fala um pouquinho sobre o mundo do rap, né? Ele é um produtor musical que sonhou fazer rap, trabalhar com isso, só que ele é um pobre lascado E toda a trama se desenrola ali, fala muito sobre a cultura negra dos Estados Unidos, mas ao mesmo tempo fala sobre muitas questões sociais, raciais.
E então é uma sériezaça assim, absurda, absurda. E a outra série que eu particularmente sou fã, e eu acho que merecia um pouco mais de amor, é The Americans, né? Que é a série que fala sobre um casal de espiões russos morando nos Estados Unidos na época da Guerra Fria, e toda a trama se passa ao entorno disso, né? Eles têm um vizinho que trabalha no FBI, então isso só apimenta mais. Eu acho que é o The Americans, tá hoje disponível no Disney Plus, então é fácil de achar.
Atlanta, salvo engano, também tá no Disney Plus, então Disney patrocina nós aí, tô indicando 2 conteúdos seus. E por fim, fazer justiça aqui, foi mencionado durante o podcast, mas eu quero, quero justiça para ele, justiça ao meu mano Zack Snyder. Revejam Batman v Superman, revejam com o coração aberto. Se vocês forem ver com o coração aberto, vocês serão felizes. E com essa Eu me despeço e peço para você, você que tá assistindo, deixa aí nos comentários o seu filme, o seu seriado, o seu conteúdo audiovisual preferido.
Se você prefere La La Land ou Moonlight, se você é defensor como eu de Zack Snyder, e você prefere o Villeneuve ou Nolan, também é um bom debate. Bom debate também, né? Se o Villeneuve é o que as pessoas acham que o Lula é. Enfim, se você assim como eu viu Eita Mundo Bom em 2016, olha só que inclusive mais uma que caiu no, no, na sequência, né, no mundo das sequências aí. Então teve muita coisa, é um podcast muito bom. Inclusive mais uma coisa, se você, lembrando que você pode deixar comentário no Spotify também, né, não é só no vídeo, mas comenta aí se você gostou desse formato também, né, de de passar um ano do cinema.
A gente escolheu esse recorte de uma década atrás, mas vocês podem sugerir outros anos que vocês conseguem lembrar, né, de 20 anos atrás, 30, até 30 anos aí, até 40 anos eu tô nascido, então alguma coisa eu vi, alguma coisa eu vi. Vocês, as criancinhas aqui que fazem podcast comigo, eu não sei, mas eu vi, eu tava lá. Né, então é isso. Sigam a gente nas nossas redes sociais, no Substack, como o Gigas falou, a gente vai estar subindo o podcast também.
Só procurar por Trás do Projetor em todas as redes aí que vocês vão nos encontrar. No mais, é isso, vamos ficando por aqui. Um grande abraço para todo mundo e até a próxima. Valeu, valeu, valeu, valeu, valeu, valeu, tchau, tchau, tchau!