Episódios de Kino | Carol Moreira

THE BEAR e PELA METADE: homens em crise!

08 de maio de 202630min
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Essa semana eu e o Beto falamos dos que lemos e assistimos recentemente! Tem livro da Reese Witherspoon, game show da Netflix, episódio surpresa de de O Urso (The Bear) e a nova série do criador de Bebê Rena, Richard Gadd, que se chama Pela Metade e tá saindo semanalmente na HBO Max. Vem curtir nosso papo!!

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Participantes neste episódio1
B

Beto

Co-host
Assuntos7
  • Pela Metade (Half Man)Roteiro e desenvolvimento da trama · Discussão sobre masculinidade · Richard Gadd · Niall (personagem) · Ruben (personagem) · Billy Elliot
  • The Bear - Episódio GaryRoad trip de Richie e Michael · Exploração de personagens · Dinâmica masculina · John Bernthal · Ebon Moss-Bachrach
  • Os Supridores (Livro)Venda de maconha e organização · Teorias marxistas · José Faleiro · Porto Alegre
  • O Segredo de Um Milhão de DólaresFormato do reality show · Estratégias de jogo · The Traitors
  • A Guerra da Papoula (Livro)Sistema educacional e desigualdade · Fantasia e crítica social · KF Kuang
  • Sem Chance de Adeus (Livro)Trama de suspense e mistério · Médicos sem fronteiras · Reese Witherspoon · Harlan Coben
  • Memórias de Minhas Putas Tristes (Livro)Último livro de Gabriel Garcia Márquez · Personagem e suas motivações
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Olá Brasil, olá você aí, The Bear!

Sim, tivemos um episódio extra do nada de The Bear, chamado Gary. A gente vai falar um pouquinho sobre ele. Vamos falar um pouquinho de Half Man, ou em português, Pela Metade. Perfeito. Que é a nova série do cara do bebê Renan. Está muito boa, vamos comentar sobre. E também uma série de milhões. A série que chama O Segredo de Um Milhão de Dólares, gente, que é muito boa da Netflix. Vamos começar por ela? Bora, bora, bora. Vamos começar leve, daí a gente vai chorar no final. Tá bom.

Cara, fala aí como que é a série, vamos ver. A série é um reality de disputa, mais no clima gincana. Então... Gincana é bom. Então, basicamente, as pessoas, todas elas estão numa propriedade super luxuosa, uma mansão. E uma delas...

Tem um milhão de dólares, detém um milhão de dólares. Então a missão do resto da casa é descobrir quem é o milionário votando nessa pessoa. Tem que eliminar ele. Tem que eliminar ele do programa. Se eles acertarem, o milionário vai embora. Se eles errarem, geralmente o milionário acaba tendo o direito de tirar mais uma pessoa.

do jogo. E aí, a partir disso, as provas muitas vezes ou elas são mais atléticas ou elas são de você resolver algum tipo de enigma. Que dá alguma vantagem, né, pra eles ali. Só que é muito interessante porque os grupos, eles não são escolhidos necessariamente por afinidade ou uma aliança que existe dentro do jogo.

É randômico. Então a estratégia do jogo é muito interessante, porque às vezes o milionário tem interesse em perder a prova, ou ele quer ganhar a prova. E aí, se você está no grupo do milionário, você não quer que o milionário ganhe a prova, porque pode ser uma vantagem para ele. E aí começa.

É um jogo muito particular porque ele é bem individual, porque todo mundo fica com essa, assim, você é o milionário, Beto? Aí você fala, não, claro que eu não sou. Eu acho que é o fulano. E aí você fica assim, será que ele tá falando a verdade? Então é um jogo de mentiras. Sim. Você tem que ficar o tempo todo sacando quem tá mentindo, quem tá falando a verdade. E o melhor de tudo que eles inventaram, que eu acho que era uma coisa da primeira temporada, que agora saiu a segunda, né?

que eles usaram mais, porque eles viram que era legal, é o lance de ter... O milionário tem que fazer coisas escondidas. Sim, sim, sim. É, pra mim, uma das melhores coisas. Que as pessoas não percebam. Então, do tipo, a sua missão, milionário, é falar, sei lá, é pular com um pé só e fazer duas pessoas pularem com um pé só junto com você. Se você não fizer isso, aí, sei lá, você vai ter tantos votos contra você na eliminação e você tá fudido. E o cara tem que fazer. Na primeira temporada...

Que eu me lembro, era mais leve as brincadeiras e mais leve as punições. E nessa segunda, eles colocaram muitas. É, porque era fácil para o milionário também decidir por uma estratégia de que, por exemplo...

Ah, eu tô muito under the radar aqui, eles tão super suspeitando de outra pessoa, então vou ficar quieto, não vou me expor, vou correr o risco da punição e vou continuar mesmo assim. É, porque na primeira temporada teve uma pessoa que falou, não, então não vou fazer a tentativa, porque...

tinha uns bônus lá que ela ganharia, mas ela falou, não compensa, porque vão descobrir que sou eu, que era muito difícil, sei lá. E aí é muito engraçado você ver quem é muito inteligente fazendo as coisas de um jeito que ninguém percebe. Você fala, caraca, é um gênio. E tem gente que é muito ruim nisso. E aí é muito engraçado as pessoas tentando fazer um negócio. E aí você fala, fala meu filho, tenta com fulano. E a gente ficava aqui desenvolvendo ideias de como fazer o tal do negócio.

E as paranoias, né? Porque as pessoas assistiram a primeira temporada, né? Então o raciocínio e a estratégia delas acaba sendo diferente, só que isso faz com que elas sejam muito mais noiadas, sabe? Então acho que a produção considerou bem, de fato, esse fator, de que não é mais a primeira vez, as pessoas têm algum tipo de preparação.

Outra coisa que me chama atenção também, porque diferente de um reality de convivência com o Big Brother Fazenda da Vida, eles não convivem por três meses, é uma convivência muito rápida, mas isso não significa que as pessoas criam laços muito fortes e criam decepções muito fortes também. As pessoas fazem de tudo, porque cada um tem a sua história, o seu motivo, acho que todo mundo precisa ganhar um milhão de dólares.

É muito louco ver as pessoas usando as outras, às vezes, né? Que, tipo, você é muito amigo, sei lá, eu e o Beto somos muito amigos, mas aí eu preciso fazer esse negócio, eu vou fazer com o Beto, porque talvez ele não perceba, porque, sei lá, e a pessoa acaba usando quem é aliado dela de uma forma ali, que às vezes você fica, nossa, não faz isso, seu amigo, pesado. Mas, ao mesmo tempo, acho que você tem que levar na esportiva.

Não é um jogo que você vai sair de lá e falar, ah, não converso mais com o fulano. Assim, deve ter gente que é assim, né? Mas eu levaria na esportiva porque, cara, estamos jogando, vou entrar no personagem. Para vocês terem de referência, quem não assistiu a primeira temporada, mas assistiu Big Brother, a prova que o boneco enganou a Jordana com uma caixa.

falando, ah, tá aqui dentro, não tá, enfim. É um dos grandes momentos do Big Brother, é baseado numa prova desse reality. Que é isso, mentir. É, é a síntese. Falar, convencer o outro ali na palavra. E essa série provavelmente foi inspirada no The Traitors. Perfeito. Que eu acho que a gente já falou aqui há muito tempo. Talvez a gente mencionou rápido, assim, como uma série que a gente gosta, tal. Que tá em que streaming? Na Amazon. No Paramount. Não, no Prime. No Prime Video mesmo. É. Tá.

que The Traitors tem um apresentador icônico que é um ator famoso. É, se eu não me engano chama Alan Cummings. Isso, ele é maravilhoso. E aí também era uma mansão e tal, só que aí no The Traitors as pessoas são eliminadas no meio da noite. E tem isso, tipo, quem é o traidor? Aí nesse caso eles falam quem é que tá com o milhão. É um jogo de killer. É aquele de piscar, sabe? Quando você tá na mesa e você tem que piscar pra alguém pra matar. Morri.

É meio isso. E também The Traitors. Tem algumas temporadas que são mais fracas, mas a primeira temporada é muito boa. Vale muito a pena assistir também. E essa do milhão, gente, só assistam. A gente fica obcecado. A gente viu em horas. O apresentador, que eu esqueci o nome agora. Não vou lembrar, mas ele é muito bom. Cara, ele é muito bom. Até o Leandro Hassoun está a receber algumas críticas aí. Leandro Hassoun? Sim.

Do Patrão. Do caso do Patrão. E esse reality me fez valorizar ainda mais o talento desse cara. E ele tem que trabalhar com aquilo que os participantes dão pra ele, né? Pra ele poder fazer uma graça. É muito bom. Porque o Alan Cummings, ele é um cara muito conhecido, né? Então é diferente a dinâmica, assim. Esse apresentador provavelmente ele fez muita coisa. Ele é muito engraçado.

Mas ele é muito engraçado, dando esse toque sério. Nossa, trabalho... É, porque ele finge que a mansão é dele, então fica aquele clima, assim, que ele é rico. Muito bom. Muito bom. É isso, assim. Imagina, sei lá, se você fosse jogar Detetive com seus amigos, real life, né? É, muito... Não, sério, recomendo muito. Muito bom, muito bom. Comentem aí se vocês já assistiram.

Vamos falar desse episódio de The Bear que saiu do nada, não teve aviso, não teve nada, e o episódio se chama Gary, que é o nome da cidade que o Richie e o Michael vão visitar. O Michael que estava vivo nessa época, o irmão do... como que ele chama? Do Carmi. Do Carmi, fugiu o nome, tá tanto tempo já. Então esse episódio vem aí como um requentamento aí pra próxima temporada, que deve lançar quando? Que acho.

Acho que é junho já. Ah, então foi um esquenta, né? É, bem um esquenta.

E quem teve a ideia e você descobriu? Então, é um roteiro do John Bernthal, que faz o Michael, o irmão mais velho, e do Ibon Ross Bacara, que é o Rich, que é um dos personagens mais queridos da série. Até, dando uma pesquisadinha rápida antes da gente começar a gravar, eles estão com uma peça na Broadway que é Dog Day Afternoon, que então é baseada no filme do Al Pacino, que é um filme incrível.

E eles, a primeira vez que eu vi o... O... Ébam. O Ébam Ross Baccarat foi na série do Justiceiro da Netflix. Que quem faz o Justiceiro é o John Burton. Então eles já, de fato, eles têm uma parceria de longa data. Amizade.

Uma amizade e eles funcionam muito bem juntos. Partindo pro episódio em si, The Bear, pra mim, ele tem uma coisa que é curiosa e que eu acho que ela foi acontecendo conforme as temporadas foram evoluindo. Toda série, ela tem um episódio memorável que, às vezes, ele foge da fórmula, sabe? Porque ele decide explorar um personagem X. Eu amo. Ou, sabe, eles criam...

meio que eles criam um cercadinho ali pra história, e criam uma linguagem do episódio, dentro do próprio episódio. E The Bear tem vários episódios, assim, né? Que é isso, assim. O episódio todo é basicamente, são os dois nessa viagem. É uma road trip.

É uma road trip, eu nem sabia que Indiana, Gary é 35 minutos de Chicago, então é uma coisa bem Nova York e Nova Jersey, enfim, é muito próximo. E enfim, eu gostei muito, eu acho que The Bear tem essa coisa que faz paralelo com outras grandes séries, que é dar esse toque de drama da vida real, sabe? É tudo muito plausível.

nos dramas. Achei que esse episódio colaborou muito pra gente entender Deber como um todo porque é muito fácil a gente olhar pra série como a história do Carmi ele é o personagem principal e assim, não acho que ele deixa de ser

Mas essa coisa da ansiedade, do ritmo de Deber, que ele começa a se assentar conforme a história vai evoluindo, esse episódio faz eu notar que é a ausência desse irmão que cometeu suicídio, sabe?

Então, porque é isso, a gente acaba conhecendo mais sobre o personagem, sobre os dilemas dele. Ele é marrento. É, e é assim, é uma pessoa que vive com depressão, que tem uns dilemas internos ali muito fortes. E acho que explica muito mais sobre o Richie também, né? Então, e a dinâmica dos dois, a decepção, que é uma pessoa que você admira te tratar mal, enfim. Não quero dar spoilers, porque tá muito recente.

Mas é isso, assim, acho que veio muito pra somar. É uma estratégia muito parecida com a que a Euphoria fez, né? De ter lançado uns episódios soltos aí. E acho que ajudou, ajudou muito. E acho que isso que você falou do ritmo do episódio é um episódio bem lento. Ele tem uma hora, eles vão viajando, aí começa.

Para pra ver, jogar basquete, sei lá, para não sei onde pra fazer não sei o que, vai indo. O personagem do Richie tá com a esposa grávida, ele ainda era casado nessa época. Então a gente sabe que aquela menininha fofa vai nascer. E o ritmo é bem, sabe, o tempo das coisas. Então é um episódio bem diferente do restante mesmo.

Algumas coisas que eu quero comentar de curiosidade sobre o episódio, eles passam em Gary, Indiana, que é a cidade que nasceu Michael Jackson e toda a família Jackson. Eles são de lá. Eles fazem essa menção no episódio, mas durante a série já foi comentado, o Rich já contou.

sobre essa viagem que ele fez pra Gary. Então é só uma grande sincronicidade o fato da gente estar aí vivendo série Michael e ter levantado e eles falam do Michael Jackson. Ah, com certeza já tava escrito, editado. Então só uma curiosidade que é engraçada, assim, essa coincidência. Mas outra coisa, tocam três músicas do Yes no... Do Yes. Yes é uma banda... Yes? Tipo, sim? Sim.

Sim, exatamente. Que é uma banda de rock progressivo britânico dos anos 70. Rock progressivo britânico dos anos 70. Nunca achei que eu ouvi essa frase. Pois é. It's a thing. Como é um rock progressivo britânico dos anos 70? É o que estava no episódio. É o que estava no episódio. Tem, beleza.

Então tocam três músicas do Yes de um mesmo álbum, que chama Fragile, ou Frágil, né? E eu acho que existe uma temática dentro do episódio que talvez possa puxar pra série de que a vida é frágil. Outra coisa, a primeira música que toca, sou bem eu teorizando, tá? Fontes minha cabeça.

A primeira música que toca é Roundabout, que tem uma coisa de ciclo. E eu acho que tem alguma coisa de ciclo aí, por ser o último episódio da temporada. Então você acaba tendo esse olhar pra trás de tudo e tal. Talvez alguém vai elaborar mais em cima disso. Mas não acho que é uma coisa aleatória. Não é só, ah, são três músicas da mesma banda. São três músicas do mesmo álbum, sabe? Então acho que tem um pouquinho mais de importância aí. Umas coisas.

Caramba. Vamos falar do Bebê Rena, do moço? Bora. O Richard Gad, que lançou uma nova série agora com a HBO. Na HBO, eu ia falar HBO Go. Meu Deus do céu. Gente, que ano é hoje? É que a gente falou disso ontem. É, que ano é hoje? É.

na HBO Max, mas a série do Bebê Rena foi na Netflix, só que a Netflix está sendo processada pela stalker do moço. Vocês lembram, né, que é uma história sobre uma stalker, que ele mesmo interpreta ele mesmo, e a história é sobre ele, porque ele disse que foi stalkeado por uma mulher. Só que essa mulher apareceu, porque não é que eu acho que ela apareceu do nada, pelo que eu me lembre, na época eu postei bastante sobre isso, mas já faz tempo, né?

que ela apareceu porque as pessoas foram atrás e descobriram quem era, e foram atrás da mulher, e ela falou, gente, não tenho nada a ver com isso, não stalkei ninguém. E ela processou a Netflix, porque no começo da série tá falando que é baseado em fatos, ou que ele fala, essa é uma história real. É, it's a true story, algo assim.

Então, acho que não tinha mais clima, talvez, pra ele trabalhar com a Netflix. Não sei se foi por isso. Ou se ele jogou a série aí pra todo mundo e quem comprou foi a HBO mesmo. Mas a série chama Pela Metade, que faz sentido, porque em inglês é Half Man, que seria metade de um homem, né? E por que que é isso? Porque são dois irmãos, na verdade. Meio irmãos. Não são nem meio irmãos, né?

É, nem meus irmãos eles não têm nada de biólogo. As mães deles começam a namorar, ficam juntas, então elas já têm cada um o seu filho e vão morar junto. Então eles meio que são irmãos fictícios, assim. Não sei como chamam, postiços. É, de consideração, né? Só que tem um personagem que é o mais... Agora eu vou lembrar os nomes.

É o Niall. O Niall. Sim. O Niall é o mais frágil, né? É, ele é aquele cara que sofre bullying, aquela coisa. E aí o outro personagem, que na vida adulta é interpretado pelo Richard Gad, é o... a gente vai achar o nome. Mas ele é todo machão, ele é aquele cara problemático. Ruben. O Ruben é mais machão, ele já foi preso na coisa de correção juvenil de adolescente.

E quando ele chega na casa, o Nile fala, mãe, ele é doido? Não, como assim? Ele voltou? Não, o cara já fica apavorado. Então a gente tem dois momentos da história deles adolescentes e deles adultos. Nesses dois primeiros episódios que já saíram, mostra muito mais na adolescência e adulto bem pouquinho. Mas, cara...

O roteiro é tão bem feito. Esse Richard Gad, mano, esse cara, o roteiro é tão bem feito que você fica obcecado com a vida deles. Você precisa ver o próximo episódio. Quando acabou o segundo, não tinha mais. Eu fiquei mal, porque vai sair aos poucos. E eu tô obcecada com essa história que fala bem de, sei lá, masculinidade. Com certeza. Uma dependência um do outro. Sim.

É engraçado, de novo, uma sincronicidade. Porque, pra mim, de jeitos diferentes, mas esse episódio de The Bad e o tema que a... que Half Men trata, tá um pouquinho no mesmo universo. Dessa dinâmica masculina, né? Dois homens, né? Dois homens, de personalidades diferentes, de um ter admiração pelo outro, né? Então...

É um tema e é isso, assim, acho que é discutir, é bem discutir a masculinidade porque é isso, são homens ali se relacionando, né, você vê a dinâmica deles, né, então...

Você com seu lugar de fala, então, o que você... Cara, eu queria apontar para uns outros detalhes, que é quem faz o personagem do Nile adulto é o Jimmy Bell, que vocês talvez possam lembrar dele em Billy Elliot. Billy Elliot, que é a história do menino, dos anos 80, na Inglaterra, que os pais dele trabalham numa mina de carvão, se não me engano.

na época da Thatcher, dos anos 80, então uma época de greve, assim. A princípio, ele luta boxe, ele treina boxe, mas no mesmo ginásio tem aula de balé. E aí, Kali, aqui, ele acaba... ele começa a dançar e começa... Então, o filme todo trata sobre essa dinâmica, né? Do homem fazendo balé, fazendo uma coisa sensível, etc. Então...

Então ele acaba sendo um ícone sobre essa discussão de masculinidade. É, não foi escolhido à toa. Exato. Billy Elliot, aliás, gente, se você ainda não viu, é um filme maravilhoso. É muito, muito, muito bom.

Quando você falou que ele era o moço do Billy Elliot, eu achei que eu não tinha visto o Billy Elliot. Mas agora você dando a sinopse, eu lembro que eu vi sim. Porque eu lembro dele indo pro ringue e andando pra escola no caminho. O bullying que ele sofria. Foi voltando o filme. Então eu já vi Billy Elliot. Eu já ia ter que falar que eu não vi, que eu queria ver, mas deu até vontade de rever.

Porque também fala dessa masculinidade, né? De o que o homem pode ou não fazer ou falar, enfim. Eu acho o casting dele bem simbólico, assim. Muito, muito... E ele é adulto, né? Ele é ótimo. A série acaba falando dessa masculinidade de diversas formas, porque o menino...

Nyle, né, que é o mais frágil e tal, sofre bullying as pessoas falam se ele é gay se ele não é, e o irmão dele questiona essas questões, porque o Nyle acha que o irmão dele não vai gostar se ele for gay, né então, não quero entrar muito na trama pra vocês assistirem, quem ainda não viu, mas vai ficando muito nítido

Sobre os medos que ele tem, né? O porquê que ele tem esses medos. E as mães deles são lésbicas. Sim. Mas não é sobre homoafetividade. É sobre o que é ser homem. É. Na cabeça deles, né? Beberre, né? Eu não consegui seguir, assim. Eu achei muito difícil de angustiante mesmo. Ah, eu lembro. Você mandou continuar. É, eu não quis ver. Eu falei, posso ver sozinho? Ele, ai, vê. Eu não vou.

E essa, eu acho que ela te pega emocionalmente, dos dilemas do que começa a acontecer. Mas eu estou conseguindo lidar. Mas de cara, acho que a conclusão que eu tiro é Richard Gadge é uma revelação como roteirista, como showrunner. Eu acho que principalmente como roteirista, porque, enfim, showrunner ali. Porque ele é bom ator, mas...

o jeito que a trama vai desenvolvendo e aí mostra o futuro deles mais velhos. E aí você fica, mas como? Como? Por que isso tá acontecendo? Porque o que aconteceu antes, tá? Sério, não faz sentido com isso que tá acontecendo deles adultos. Então você fica obcecado, então ele consegue escrever de um jeito que te prende muito.

É uma série muito pesada em muitos momentos, assim como o bebê Rena. Tem cenas muito fortes e angustiantes. E eu estou curiosíssima. Sai só de sexta-feira? Então, quando sair esse episódio, provavelmente vai ter saído o terceiro. Eu estou bem curiosa para assistir.

Eu fazendo agora As suposições também Sem fonte nenhuma, talvez já esteja na internet Talvez alguém já saiba Mas o Richard Gaddy Rolou uma transformação física ali Ele puxou um ferro Porque ele tá fortando Você vê que ele é mais mirrado Ele é alto, mas ele é Bem magro no BB Rêna

E eu achei o porte físico do Niall, principalmente na adolescência, muito parecido com o Richard Gued. Então, fico curioso, acho que não vai ser o mesmo caso de Weber Renner, de ser a mesma coisa que ele está vivendo, mas talvez tenha um pouco da fonte da vivência dele de juventude, dessa dinâmica de colégio. Baseado em alguns fatos, talvez. Exato.

É, eu não sei, a gente não pesquisou. O Kino tem essa ideia de vir sem muita pesquisa, mas pra semana que vem a gente pode dar uma olhada se tem alguma base, se alguém souber, comenta aí também. Base da vida real. Eu queria falar de um livro que a gente leu. Boa, eu sou uma doutora. Faz que eu esqueci, tá aqui.

Porque a última dica de livro que nós demos, vocês amaram. Os Supridores, do José Faleiro. Mano, que livro foda, foda. O Beto leu em o quê? Dois dias? Um dia? Não, um dia. Um dia. Acabei em um dia. Eu li acho que em três, depois que o Beto leu. E olha, não sei nem o que dizer. Se passa em Porto Alegre, chama Os Supridores. Supridores, supridor, é a pessoa que supre.

As coisas do supermercado. As bôndolas, sim. Eu acho que esse é um termo talvez mais lá do sul. Pode ser. Mas aqui como que chama? Tem um outro nome mais clássico também pra quem coloca. Repositor. Ah, boa. Perfeito. Que coloca as coisas do mercado, organiza e tal. E eles trabalham num supermercado, são dois caras. E eles estão querendo mais dinheiro. Eles são da periferia, eles estão passando por situações difíceis. E eles decidem vender maconha. Sim.

eles não querem entrar pro mundo do crime, não é isso é só assim, vamos vender maconha por um tempo pra gente poder ganhar dinheiro e tem um deles que é o Pedro que é o, acho que o personagem principal que carrega a história o Pedro ele é meio, ele lê muito então ele lê os livros do Marx ele é marxista assim, então ele acredita que o trabalho fortalece não sei o que, e aí ele e aí

O jeito que ele organiza todo o plano de venda é distribuindo por igual pra todo mundo. Isso, ele acha que todo mundo que trabalha com a venda da maconha tem que ganhar por igual. Mesmo que seja alguém que é um funcionário abaixo dele, ele não acha que tem que ser abaixo, porque é por causa dessas coisas que ele lê. Então o Pedro tem vários monólogos explicando as teorias dele. Tem horas que é só o Pedro falando e explicando porque vai ser desse jeito.

E o Marques, né, que é o amigo dele, que tá prestes a ter mais um filho, ele tá, pô, vamos lá, vamos fazer isso. E o livro vai se desenvolvendo, gente, de uma forma genial. Ele descreve cenas de ação, assim, de uma forma que você se sente dentro da cena e você pensa, sabe, cena de ação, assim, eu imaginava que nem um filme. É, é muito cinemático. Cara, José Faleiro.

E assim, se alguém tá pensando assim, nossa, vou ler, vou comprar uns direitos pra audiovisual, já compraram. Quem compraram? O Rodrigo Teixeira, RT. Ah, RT Features não perde tempo. Não perde tempo. Cara, isso aqui dá um filmaço. Dá um filmaço. Um filmaço. Gente, leiam os supridores, vale muito a pena. O que a gente andou lendo esses dias? Eu li esse. Gente, o que eu li? Ah, eu li o da Reese Witherspoon. É verdade, eu...

Esse aqui, ó, que a capa, gente, o pessoal da Editora Arqueiro, com todo respeito, essa capa não faz jus a este livro da Reese Witherspoon com Harlan Coben. O Harlan Coben é um autor bem famoso de livros de suspense. E a Reese Witherspoon tem o clube do livro dela, que acho que todo mundo já sabe. A gente até falou da...

Eu fiquei muito curiosa pra saber como eles escreveram esse livro, porque no final a Reese agradece ao Harleen por ter aceitado as ideias dela. Então eu acho que toda a trama, a base do livro deve ter sido uma ideia da Reese. E aí eu não sei se ela participou depois de pesquisas e desenvolvimento, e ele que sentava pra escrever, ou se ela também sentou pra escrever frases, sabe? Não sei muito bem como foi isso, mas gente...

Eu já falei que é o seu próximo livro de leitura, né, Beto? A história é assim, tem uma médica que é viúva, e ela e o marido trabalhavam muito nessas coisas, tipo, de médicos sem fronteiras, no Afeganistão, em zonas de guerra, coisas do tipo. E ela é viúva e ela tá sofrendo ainda desse luto, e ela é envolvida, ai eu não sei nem como falar sem dar spoiler, ela é envolvida numa trama que tem AI, bilionários, medicina, e ela é envolvida.

Ação, mortes, confusão, tretas e muito mistério. Gente, eu confesso que eu comecei assim, ah, da Rizy, né? Vou ler, da minha diva. E comecei, quando eu vi, eu li também em dois, três dias. Foi muito rápido. Teve uma noite que o Beto foi dormir, eu acendi a luz, porque é livro físico, né? Tinha que acender a luz.

E fiquei lá e eu li até o final, gente. E fiquei assim depois. Como dorme. Esse aqui também eu li até o final numa noite. Porque muito bons. Então fica a dica. Sem chance de adeus. Vai ser seu próximo livro. Obrigado. E esse nós lemos, mas não vamos emprestar pra ninguém. Eu não quero me desfazer dele. Os sofridores bons demais.

O que mais? Eu li Memórias de Minhas Putas Tristes, que é o último livro publicado do Gabriel Garcia Marques. Ah, que hora você leu isso? Você leu escondido? Não, você viu, lembra? Não vi.

Foi rapidinho. É curtinho. Ele é envolto em algumas polêmicas, assim, porque é um personagem que ele escreve pra um jornal e no aniversário de 90 anos ele decide que ele quer ficar com uma virgem. Então, tipo...

As ideias. Só que o livro não endelza ele, assim, então ele julga ele. Então, enfim, e é isso, assim, é o último livro do Gabriel Garcia Marques, e muito curioso porque, se eu não me engano, o primeiro livro póstumo que publicaram, que não foi publicado com ele por vida, a personagem principal, que é Em Agosto Nos Vemos, personagem principal é uma mulher. Então,

Assim, eu... Me pegou muito isso de, assim, dele ser capaz de ter dois eulíricos tão díspares, assim, e tão diferentes, sabe? Mas, enfim, é um bom livro, acho que não é um senso de solidão, assim.

Mas foi lido, enfim. Mais uma dica. É um livro lido. Vou deixar todos eles, os linkinhos aqui na descrição. E o que mais? Eu comecei um livro novo, só que está no Kindle, da KF Kuang.

Lembra do Yellow Face? Eu dei essa dica, eu também vou deixar o Yellow Face aqui, que é muito bom, que é um livro dessa autora, que na verdade os primeiros livros dela são de fantasia. É uma vibe meio... Jogos Vorazes com Game of Thrones, e tem toda uma cidade, é na China, e aí é uma cidade que a moça, que é a nossa menina principal, ela estava com 14 anos, e tem que passar num exame pra você entrar, tipo, nas faculdades lá.

Só que os pobres nem passam, nem tentam, porque eles não têm como ter o acesso ao estudo, que é uma crítica a coisas que acontecem na nossa vida, né? Que muitas vezes a federal tá cheia de gente de escola particular, né? Que é o que acontece, por isso que tem as cotas e tudo mais. Então ela decide que ela vai e precisa sair dessa vida e ela começa a estudar loucamente com o professor.

E aí tem todo o mundinho que eles vão desenhando, explicando que teve A Guerra da Papoula, que é o nome dos livros, né? É uma trilogia. O primeiro chama A Guerra da Papoula. E eu tava baixado com ele, ele tava baixado no meu Kindle há muito tempo. E aí outro dia que eu tive insônia, desci aqui pro sofá e eu falei, vou ler A Guerra da Papoula. E comecei de novo, porque eu já tinha começado.

E é muito gostoso, cara. E agora na parte que eu tô, ela chegou. Ela... Ai, não posso contar que ela conseguiu. Mas é óbvio que ela ia conseguir. É óbvio, senão não tinha livro. Não ia ter trilogia. Mas ela entrou num lugar lá. Só que ela também sofre, porque ela continua sendo pobre. Nesse lugar. Então ela tem que se virar ali com um bando de adolescentes. Acho que é uma vibe meio Jogos Vorazes, talvez. Uma vibe... Não é Harry Potter, porque não tem magia. Mas tipo, vibe escola.

E tem esse background aí do passado. Interessante, estou gostando. A sua autora ficou famosíssima. Dizem que é a trilogia de fantasia de maior sucesso, sei lá, depois de Game of Thrones, sei lá, coisas do tipo. O pessoal fala muito bem. Vou deixar os livros todos linkados aqui. Indiquem, mandem o link para os seus amigos que a gente ganha centavos. Os centavinhos da Amazon ajudam a gente aqui a ter as coisinhas de casa.

E é isso, né? É isso, gente. O episódio ficou meio curto, será? Será? Vamos descobrir. Meia hora. Meia horinha. Tá bom. Beijo, gente. Tchau. Tô meio assim hoje, né?

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