Episódios de Kino | Carol Moreira

Michael Jackson e O Diabo Veste Prada 2: bons ou puro fanservice?

01 de maio de 202649min
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Essa semana eu e o Beto falamos da biografia do Michael Jackson e da sequência de O Diabo Veste Prada, dois filmes aguardados há anos e que já são um sucesso absoluto. Contamos o que achamos dos filmes e como o aspecto das nostalgia tem influenciado a recepção deles. Falamos também da final do BBB, do novo reality do Boninho, A Casa do Patrão, e sobre nossas percepções atuais do audiovisual brasileiro. Vem conferir nosso papo!

Participantes neste episódio1
B

Beto

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Assuntos4
  • Homenagem a Michael JacksonNostalgia e recepção do filme · Controvérsias sobre a vida de Michael · Representação de Diana Ross e Janet Jackson · Questões de vitiligo e cirurgias
  • Filme O Diabo Veste Prada 2Nostalgia e recepção do filme · Mudanças na indústria da moda · Diversidade e representatividade
  • Reality ShowsFinal do Big Brother · A Casa do Patrão · Comparações entre realities
  • Industria Audiovisual Brasileira
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Olá Brasil, olá você aí, diabo! E antes de começar qualquer coisa, queria agradecer a Central Operanders, que ajuda muito na divulgação do Kino. Eles são muito fofos. E porque eles fizeram um corte de alguns dos meus começos de episódio. Então fica aí. E por que diabo?

Diaba Veste Prada. Porque é Diaba Veste Prada. Semana que vem, gente, não pudemos gravar. Não foi nada grave, mas eu acordei com uma alergia no rosto e eu tava toda troncha. E era bem no dia que a gente ia gravar. Depois eu até melhorei, mas assim, não tinha como gravar e acabou passando. E aí por isso a gente também não falou de Michael. Então hoje a gente vai falar de Michael.

de Diabo Veste Prada 2, que a gente viu ontem, e também da Casa do Patrão, do final do Big Brother, alguns comentários aí sobre essas realities aí, tudo que tá rolando. Começando, acho que o mais antigo é Michael. E aí, Michael, eles não ligam pra gente?

Cara, a pergunta é o quanto ligam pro Michael, o que acham do Michael no fim das contas, né? Porque acho que o grande debate, até bom da gente não ter falado aqui no passado, porque agora a gente já consegue repercutir um pouco as impressões do público, né? Então tá todo mundo se dividindo, crítica especializada, muita gente caindo, matando, falando que...

Não é fiel a muitas das coisas, omitiu muitas coisas, é um filme muito chapa branca. Só que a avaliação do público é absurda de boa, né? Então, se eu não me engano, no Rotten Tomatoes, a parte que é de público está na casa de mais de 90%.

É, do que a gente viu e que a gente até comentou no próprio dia, a gente falou a mesma coisa, né? A gente falou sim, é um filme bem leve, ele não entra em nenhuma polêmica, inclusive o recorte que eles usam é até 88. Até 88, então a maioria das polêmicas vão surgir depois. Mas a gente sabe que quem conhece a vida do Michael perfeito, né? Tudo, tudo, tudo, tem coisas ali que estão ou erradas, ou a cirurgia do nariz.

foi por causa disso e não por causa do que o outro. Então tem alguns detalhes que realmente devem estar diferentes. Eu não sou especialista, não conheço toda a história do Michael, mas acho que pra quem é fã, quem gosta das músicas, quem curte o cantor, o dançarino que ele era, é um filme muito nostalgia, é um musical. Então tem vários momentos que tem a cena inteira, uma música inteira tocando.

E é muito gostoso de ver. Ele é um musical, mas também não é que o diálogo, por exemplo, é musicado, né? Só pra avisar quem... Sim, não é isso. Mas eu acho que ele é um musical porque ele tem músicas inteiras. Sim, sim, sim. Tem um show, por exemplo, que eu achei que não precisava mais pro fim. E aí eles mostram um show inteiro. E aí, pra mim, não precisava mais. Sim.

Eu acho que quem é fã, quem curte também vai curtir esses momentos. Então pra mim foi uma coisa muito gostosa de ver, de lembrar. Deu vontade de ver vídeos dele, deu vontade de ouvir as músicas de novo. Mas realmente me parece um filme que foi feito nos anos 2000, sabe assim? Poderia ter sido feito em qualquer época. Ele é um filme bem entre aspas, um filme genérico.

de biografia, uma biografia genérica, faz sentido? Faz, faz sim. Eu acho que vou falar de alguns aspectos antes de dar a minha opinião sobre o que eu achei, que é para dar um exemplo. Uma das pessoas responsáveis pelo sucesso dos Jackson 5 e a entrada deles na Motown, etc. é a Diana Ross. Que foi omitida. E ela foi omitida, só que ela foi omitida porque ela não quis participar.

Mesma coisa de Janet Jackson. Janet Jackson, irmã do Michael Jackson, que todo mundo conhece, também fez um sucesso estrondoso durante muito tempo, fez show do Super Bowl, etc. Também não aparece pelo mesmo motivo, não quis ser retratada, não quis aparecer. Então, também tem esse lado, sabe? É um personagem...

gigante da cultura popular, não só da música, mas é isso, marcou algumas gerações aí. Quando começa a esbarrar nesse tipo de coisa e coisas que foram acontecendo, que eles já tinham filmado, que eles tiveram que refilmar, que eles tiveram que adaptar o roteiro, então eu acho assim, tenha em mente que tem esse lado... Tem um monte de controvérsias, né?

Eu também, é. Inclusive, eu acho que foi uma ótima solução, pelo menos para esse primeiro filme, que eles acabaram contando meio que a parte 1 da história do cantor. E depois eles vão entrar nas partes dele, por exemplo, e começar a ficar branco. O filme até fala do Vitíligo, eu achei muito pouco. Sim. Eles citam em uma frase, uma vez, uma única vez.

Eu acho que poderia ter falado mais, mas aí também não foi o tema desse filme, eles vão deixar pra depois. As questões, as acusações de pedofilia também vão deixar pra depois. Então tem muitas questões, a questão de distorção de imagem, né? Ele tinha alguma coisa com aquele nariz, que ele ficava arrumando aquele nariz, fazendo um monte de cirurgia. Então tem essas coisas polêmicas sobre ele, mas o Michael era um cara muito misterioso.

Eu não sei se é no filme que eu vi isso, porque já se misturou. Tem tanta coisa aparecendo na internet sobre ele agora, depois que saiu o filme, que eu acho que se misturou. Mas ele não gostava muito de dar entrevista. Ah, no filme fala que ele quer ser misterioso. Sim, sim, sim. É, e tem várias entrevistas dele que ele não gostava muito de falar da vida pessoal. Então...

Até que ponto as pessoas realmente sabem o que acontecia na cabeça dele, o que acontecia lá dentro do Neverland, ou enfim, na infância dele. Então eu acho muito difícil de retratar a pessoa. Inclusive, se a gente for pensar, é o filme da Madonna. Quem que tá fazendo? Quem que tá fazendo? A própria Madonna. Ah, tá.

Imagina, eu vou fazer a biografia da Carol Moreira. Aí eu faço o que eu quero. Ah, não, aquela parte ali já vou abafar. Aquele dia que eu gritei no mercado, que eu contei pra vocês. Já tira, né? Não vou contar. Então é difícil isso, porque é um filme que foi feito pela família Jackson. Eu ainda não tô dando a minha opinião sobre o filme, mas você me lembrou de uma coisa que eu vi hoje. Que foi a coluna da Rosana Herman, na Folha de São Paulo.

E ela fala sobre uma coisa que é esse filme do Michael, o quão próximo que é do nosso fenômeno de redes sociais, do que a gente decide compartilhar na vida, da nossa vida, que é exatamente o que você está falando. O filtro. Qual que é esse filtro? Porque é isso, o Michael Jackson não teve essa escolha em vida.

de tentar controlar a narrativa, o movimento e o interesse midiático em cima dele era gigante. Desde criança, né? Desde criança e chegou no ponto que dominaram a narrativa mesmo, assim, né? Pra falar rapidinho do caso de pedofilia, nenhuma de todas as acusações se confirmaram e os três principais famosos crianças que conviveram com ele em Neverland, né? Que é o Corey Haim.

O Aaron Carter e o Macaulay Culkin. Os três falaram, cara, ele jogava videogame com ele. A gente ia entrar no quarto dele, o quarto dele era um duplex que tinha videogame, que tinha brinquedo. E a gente sabe desse aspecto dele, de que ele era um Peter Pan, né? De não ter crescido, não ter vivido a infância. Sabe? Que ele começou a trabalhar muito novinho, né?

E eu acho que em Hollywood ninguém é burro, né? Quer dizer, ninguém é muita gente. Mas... Onde vai parar essa frase? Vai parar no lugar de que se você decide que vai fazer esse filme, você já sabe quais vão ser todas as reações.

polêmica. Sabe, então eu acho genial você saber que tem uma continuação, porque essa primeira parte, gente, tem uma série de TV que é a história dos Jackson 5, que começa na infância deles em Gary e termina na Victory Tour. Então, assim, é...

Quase exatamente é o mesmo arco do tempo, mostra o acidente dele no comercial da Pepsi, que desencadeia nas primeiras cirurgias plásticas dele e tal. Ele conta exatamente toda essa história, sabe? E é um jeito de reacender o nome, já tá todo mundo ouvindo o Michael de novo, né? Você dá aquela requentada no catálogo todo, etc. Homenagens. Então, sim, estamos no meio de uma campanha publicitária de Michael, sabe? E aí vem a minha opinião.

eu vou fazer um paralelo com o Bohemian Rhapsody que teve as mesmas acusações de ser muito chapa branca tal, etc então sim, Michael tem isso mas ele levanta essas questões vou dar um exemplo do Vitiligo, por exemplo, é muito discreto o jeito que ele começa a falar disso, já começaram a aparecer fotos do Michael sem maquiagem quando ele estava no auge do processo de Vitiligo, mas que ele ainda não tinha se encontrava se encontrava se encontrava

Então, eu não sei que fotos são verdadeiras ou não, porque tem foto que ele tá com a mancha de um jeito, tem outra foto que ele tá com a mancha em outro lugar. É que eu lembro de uma foto ou outra aparecer antes dessa nossa realidade de AI. Então, talvez tá rolando coisa manipulada, talvez. Mas tem fotos assim que você vê, mais evidente, que provavelmente ele resolveu muita coisa com maquiagem, sabe? Quando começou a gravar mais.

Então, mas dito tudo isso, eu lembro muito de Michael Jackson na minha infância, das músicas, etc. E eu achei demais, eu fiquei emocionadíssimo, sabe? Porque te leva para um lugar, te leva para um tempo que as coisas eram mais fáceis, sabe? Esse auge dele...

que vem depois de Thriller, Dangerous, Bad e tal, que é o fim dos 80, começo dos 90, então, uma época de muito otimismo, né? Então, assim, o filme é muito bom, ele mexe com quem gosta. Por isso que eu entendo essa reação do público e muitas das críticas ficar com essa sede de polêmica, sabe? De, sei lá. Eu acho que se a gente não soubesse da vida dele...

Seria um bom filme. É. É isso. O problema é que a gente sabe muitas histórias, muitas polêmicas. Aí fica, mas aí tal coisa. Mas e os irmãos dele? Porque ninguém contou tal coisa dos irmãos dele. Eu até agora não entendi o que os irmãos dele faziam ou não. Porque, por exemplo, o filme não passa pano pro pai dele, que era muito... Que já é casudado, assim. Era escroto, batia nele, se aproveitava de todos os filhos. Isso todo mundo sabe. Sim, botava eles pra ficar ensaiando, né? Sim.

Mas não falou dos irmãos, o que os irmãos faziam. Aí eu falei, não sei o que eles faziam, realmente o filme não fala. Só que é isso, se você olhar como um filme, uma biografia, um recorte. Inclusive eu gosto muito de biografias que escolhem um recorte no tempo pra retratar. Porque é muito difícil você contar a vida inteira de uma pessoa que tem tanta história, que tem tanta coisa, inclusive muita gente fala, ai, faltou mostrar o disco tal no filme. Gente, não tem como, não tem como.

Então eu gosto disso de pegar um recorte, só que o filme faz isso já prometendo uma parte 2, né? O filme acaba de um jeito, a história continua e a gente sabe que tá sendo gravado, o Jafar Jackson já apareceu em imagens com o rosto já mais branco, por exemplo, com o nariz, com a maquiagem, que acho que eles vão ter que usar alguma pós-produção também pra ajudar ali no nariz a ficar mais parecido. É, ou maquiagem mesmo, né? Prostética.

Ah, mas é difícil pra diminuir uma parte do corpo. Vai ter que usar um pouquinho, eu acho, de... Ka...

De alguma coisa. Mas enfim, o filme faz um recorte, mas meio que não faz, né? Porque ele conta desde o início. Então, por mim, até seria mais legal se ele acabasse aqui e fosse isso. Acabou. Mas é óbvio que com a bilheteria que o filme tá dando, a polêmica que tá rendendo, é óbvio que eles vão seguir fazendo o próximo.

E aí, outra coisa que levantou, eu vi hoje o Fábio Gomes, soltou o Reus, falando, gente, vocês precisavam de mais alguma prova de que precisava mostrar show ao vivo do Michael Jackson e a IMAX, tá aí, sabe? Porque, de fato, é incrível, todas as músicas, a hora que bate, enfim...

Você vê naquela mixagem, acho que eles contando ali o bastidor de como é o clipe de Thriller, aquela observação dele sobre como a câmera deveria funcionar, porque ele tá mostrando a dança. Então, acho que o filme já aborda os temas de, assim, por exemplo, era um artista completo, sabe?

não resta dúvida. Ele dançando pra gravar ele cantando e depois falando não dança tanto, você não precisa, tipo... Aqueles detalhes, a primeira vez que ele entra no estúdio pra gravar o disco, e aí ele tá cantando ele tá dançando, sabe? Então, essas coisinhas, eu acho que já mostra a excentricidade dele esse lance dele, dos animais que ele começa a ter em casa enfim, né? O que que é essa criança já com muito dinheiro e tudo que ela pode fazer. E acho que um assunto que se encontra... ... ... ... ...

que estão falando pouco é a performance do Jafar Jackson. Porque, cara, pra mim, tá... Não fala pouco, não. Ah, é, mas eu acho que essas polêmicas estão roubando um pouco o espaço, a cena disso. Porque, assim, uma pessoa que, cara, desculpa, eu nunca tinha ouvido falar antes.

Ele já tinha, ele é músico também, né? Então ele já tinha gravado até aqui no Brasil, ele já tinha CDs, álbuns, sei lá como fala hoje em dia. Não fala CD? Que velho. Já tinha álbuns e músicas e tudo. E parece que ele imita o Michael faz muitos anos já que ele estuda as coisas do Michael. Não sei quanto tempo isso tem a ver com o filme ou não. Mas o Jafar tá sensacional. Ele nasceu pra fazer isso, pra homenagear o tio.

A silhueta dele, assim, é isso, assim, porque ele não tem uma cara evidentemente parecida, assim, com o Michael. Ele parece mais o pai dele. Mas os dentes parecem muito. E aí com a maquiagem, assim, quando ele sorri, parece muito. É, é.

E isso, assim, trejeitos e voz. É engraçado, se vocês quiserem entrar a fundo no Vortex Michael Jackson, tem muita história de gente que falava com ele no telefone e que a voz dele era mais grossa do que a voz dele de entrevista, do que essa voz delicada e tal, então na intimidade.

E o Jafar reproduz esse Michael que todo mundo conhece de um jeito incrível. Até apareceu nos vídeos aí da internet um vídeo em que o Michael canta um trecho de uma música com a voz normal, você viu? No show mesmo, que aí ele fala uma não sei que, não sei que lá e fala, sabe? Quase como se fosse um rap, assim. E aí ele fala com a voz normal dele, que não era tão fina, né?

Mas é que é isso, o Michael é muito excêntrico, né? Ele é um ser mítico, assim. Tipo, por que ele gostava de falar com essa voz? Por que que, sei lá, teve uma época que ele começou a fazer um queixo de furinho. E até pintava de preto, assim, pra ficar mais evidente. Então ele tinha umas excentricidades, né? Vou pegar um chimpanzé, umas coisas meio doidas. Que é vivo até hoje, tá na Flórida, no santuário. Sim, chimpanzé vem vivo muito, né?

Mas ao mesmo tempo é isso, ele era um showman que... Meu, a luva que ele usava tinha um propósito de a pessoa ver o show lá no fundo e conseguir ver a mão dele mexendo. Aquele negócio que ele usava assim também no futuro, né? Não apareceu nesse filme.

uma faixa que ele colocava na roupa também é para você poder ver o braço dele dançando. Tem hora que ele pega o paletó e põe para trás e faz assim com a barriga. Se ele estivesse com o paletó não ia dar para ver a cintura? Então ele sabia exatamente o que ele estava fazendo, como que isso vai ser visto no show. O brilho, a meia branca que ele usava era para poder ver o pé dele dançando, sabe? Tudo tinha um motivo. E ele era genial, genial. E aí às vezes os gênios...

são um pouco excêntricos. É, é, sim, sim. Com certeza. Tem coisas que provavelmente já estavam ali atreladas na própria personalidade dele, soma com a história de vida, né, e é isso. Esse foi o resultado, né. Mas pra mim é muito louco, assim, como as consequências da vida dele também são consequências desse meio midiático que ele foi se tornando nos anos 90, principalmente, né, que é...

É o auge da fofoca, né? Sim. De bastidores. A história dele queria ter filho, né? E aí ele queria até contratar a Xuxa pra ser a esposa dele. Sim, sim. Aí ela não quis. E aí eu vi um post muito engraçado, achei muito boa a ideia. Que era assim, se a Xuxa tivesse casado com o Michael, o que poderia ter acontecido? Umas teorias assim, muito legais. Ah, mesmo.

E aí ela teria filha, a Sasha seria filha do Michael Jackson? Que provavelmente é a Paris, né? Porque a Paris parece muito a Sasha. Se você for comparar, parece igual, não é. Mas tem ali um fenótipo parecido, uma coisa engraçada, né?

É, não, o Michael, assim, a gente, hoje em dia, até com as coisas do Epstein, e aí Macaulay Culkin, um monte de gente falando, né, que as acusações de pedofilia realmente foram pra arrancar a grana dele. É, é muito chocante pra mim, apareceram pra mim duas entrevistas do Aaron Carter, que é o irmão do Nick Carter do Backstreet Boys, que chegou a ter uma carreira solo, e morreu depois, enfim, já bem dramático, assim, a situação dele, bem trágico.

E a entrevista dele mais novo, ele super defendendo o Michael, e ele mais velho, ele abrindo o fato de que a mãe dele, tipo, logo depois que ele voltou de Neverland, a mãe dele com a gente da FBI, tentando forçar ele a falar alguma coisa que tinha acontecido de ruim, de abuso, etc. E aí ele deixa a mãe dele em péssimos lençóis, porque...

É bem aquela acusação da mãe das outras crianças que não são famosas de tentar extorquir, né? De tentar falar que aconteceu alguma coisa e tal. Então, é isso, assim, cara, é um vórtex de teorias e conspirações, então não vou me atrever. Mas eu acho que, no mínimo, falta um benefício da dúvida, porque foi um assunto muito explorado, muito investigado e que não...

E não tem prova, não acharam nada. Existe crítica até aos documentários que fizeram, de não serem fiéis. É um tema muito difícil e a gente não tem como saber. A gente nunca vai saber a verdade exata. É triste porque é um cara que foi filantropo em muitas questões. A vinda dele ao Brasil para fazer o clipe foi levantando questões de atenção, questões humanitárias.

numa época que no Brasil ainda não tinha o hype que tem hoje, né, enfim, o interesse que a internet tem hoje na cultura brasileira por conta da nossa presença, sabe? Então ele trouxe o Spike Lee em 96 pra fazer aquele clipe, sabe? Então, enfim, é um personagem que, né, com todas as suas contradições, acho que é sempre válido que ele tá na pauta, que a gente tá falando dele. Sim, eu acho que no fim eu gostei. É, eu gostei. Eu gostei do filme, gostei de entrar no Vortex.

É um puta fanservice, gente. Pra quem gosta, é um puta fanservice. Vamos ver então quando vai sair esse segundo e a gente volta pra comentar. Mas acho que vale a pena. Se alguém ainda não assistiu, se gosta do Michael, acho que vai gostar. Vem aí, Nex é legal, hein? Sim, mesmo tendo essas faltas.

Outra coisa que a gente assistiu foi Diabo Veste Prada 2. Que é o outro fanservice, né? Também. Que é um filme que vai ali na nostalgia. É. É, não sei quantos anos depois. 20? 30? É, acho que é de 2006 o primeiro. É, então 20 anos depois. E, cara, é um filme muito divertido. É uma comédia. Sim.

A Anne Hathaway é super querida, maravilhosa, linda. Parece que não passou nenhum dia com aquela cara perfeita. Não sei que skincare, que coisa que ela usa. Precisamos da skincare da Anne Hathaway. E a Meryl Streep também, né? Nossa, não dou nada.

Não mudou nada. E eu vi uma entrevista dela falando que ela se achava velha já na época desse filme. Que ela falou, nossa, fazer esse filme, tô velha, né? Será? E aí ela tá aqui voltando 20 anos depois, 70 e poucos anos. E você sabe que eu conheço a Meryl Streep?

Me conta, quando você entrevistou ela? Você está uma pessoa da Meryl Streep. Ela é muito baixinha e muito magrinha e muito frágil. Eu conheci ela quando eu fui pra Nova York pra Big Little Lies. E aí eu conheci o Alexander Skarsgård, que inclusive tá com um filme que vai lançar em maio também. Um filme gay, bafo. Eu vou fazer um Reels contando. Que tem BDSM, sadomasoquismo.

Conheço ele também. Ela é muito... Parece que se você dá um peteleco ela vai sair voando. Ela é uma senhora muito pequena e magrinha e baixinha. Eu do lado dela sou bem grande. Eu não sei quantos metros ela tem, mas eu achei ela bem mirradinha assim. Então é isso. Conheço o Meryl Streep, conheci e dei oi pra ela lá no... Não fiquei, né? Muito bom. Babando o ovo lá atrás da véia porque ela era mais famosa. Então todo mundo queria ficar... E aí eu acho um porre fazer isso com a pessoa.

Então eu dei oi, né? Porque eu falei, não vou perder a chance de conhecê-la, mas não pedi foto, nada. Mas eu tirei foto com aquele menininho que fazia o Young Sheldon. Ah, sei, sei, sei. Ele também tá no elenco, né? Aí eu pedi pra tirar foto com ele. Falei, ah, ele ainda tem muitos anos, né? Pra tirar foto com um monte de gente. Aí ele eu pedi. E, né, Meryl tá incrível aqui no filme 2.

Mas eu achei, eu não sei o que eu tava esperando desse filme. Eu não sou daquelas mega fãs. Eu sei que vai ter gente, talvez, aí falando, ai, mas não é. Eu acho que eu tava esperando alguma coisa genial. Eu não sei com que cabeça que eu fui.

O filme de 2006, ele tenta entender a nossa... A cabeça da geração millennial que estava ali entrando no mercado de trabalho, né? E morando num grande centro urbano, enfim, estar representando aquele lugar. Fora o que todo mundo sabe, que é usar o mundo da moda como... Enfim, como o universo ali a ser explorado, né?

Então, o 2, eu acho que ele está acompanhando essa mesma geração. Então, ela começa a discutir os dilemas 20 anos depois na vida desses milênios. Então, que mundo que a gente encontra? Quais são as prioridades? O que é valorizado? O que não é valorizado? E uma crise no jornalismo, que é o maior tema do filme. Porque com a ascensão da internet, as revistas foram morrendo. Aconteceu aqui na Editora Abril, por exemplo. Uma editora...

Todo mundo, quando eu estudava, eu estudei comunicação, e aí dentro disso tinha jornalismo, audiovisual, mas os dois primeiros anos você fazia comunicação com todo mundo. O sonho de todo mundo era trabalhar na Editora Abril. Eu tentei trabalhar na Editora Abril também, né? Eu fiz a parte de audiovisual pra entrar lá, ficou só entre eu e uma menina, e a menina ficou. E ainda na época teve revista por mais uns anos, mas era o auge que tava começando a internet, dar uma bombada e tal.

E a gente vê no filme como isso foi prejudicial para revista e jornais, enfim, todos os impressos. E a Andy está tentando ajudar ali nesse novo momento da empresa, depois de uma crise que acontece lá. Sim. E eu gosto de outras menções também. Quando o personagem que é o... Ah, esqueci o nome dele. Tucci. O Tucci, é. Stanley Tucci, é. O personagem do Stanley Tucci.

que ele fala, antes a gente tinha verba para ficar duas semanas fora para fazer um ensaio fotográfico e tal, e hoje a gente está feliz se consegue um estúdio, duas quadras daqui, sabe? Então, para ter duas horas para fazer esse mesmo ensaio, né?

Então ele está discutindo isso, essas prioridades da mídia também, de como o conteúdo era produzido e como ele é agora. E aí começa a se aventurar até a falar sobre as pessoas que sustentam esse sistema. Sim, os bilionários, os ricaços lá, qual o interesse deles em ter uma revista, em ter uma publicação, né? Sim. E isso é interessante porque é um dos temas do momento, né? É. O cara vai lá e comprou o Twitter.

E aí caga o bagulho, sabe? Sim, e ao mesmo tempo que a gente tem milionários batendo na casa dos bilionários, pega um exemplo aí, sei lá, a Reese Witherspoon, que ela começou com a ideia dela, do interesse dela em livros, ela começa a agenciar livros, licenciar direito de... Ela encontrou toda uma indústria em volta disso e que está fazendo ela ser uma grande... Nossa, linguajar LinkedIn agora, uma grande player em Hollywood. É, é.

Então, eu acho que o filme também começa a explorar essas figuras, mostrando o que elas podem somar para essa mídia que a gente tem interesse, que seja melhor, que não seja vazia. Porque é isso, gente. Se o feed todo for novela de frutinha feita em inteligência artificial, acabou, mano.

E a gente vai ficar, né? Neandertais de novo. Exato, exato. Derrete o cérebro, abandona, né? De duas a uma. Ou larga tudo ou se entrega, né? Então, enfim. Então o filme levanta isso. É de um jeito que você pode achar, você pode falar que é raso ou você pode falar que é ingênuo.

Tipo assim, mas está sendo levantada essa questão, sabe? Sim. É, mas eu achei o roteiro um pouco previsível. É, bem previsível. Né? Bem previsível. A gente ia adivinhando tudo que ia acontecer. Mas as pessoas querem. Eu acho que não é um insulto porque eu acho que sim. Se você super foi e você está indo lá para assistir, você... Cara...

Não, eu acho que o papel nostalgia arrasou. Os looks são lindos. Eu até fiquei pensando, nossa, eu preciso me vestir melhor. Preciso colocar um negocinho, colocar um colar diferente. Faz tempo que eu acho que hoje em dia é tudo tão corrido que a gente nem tem tempo de ser fashionista. Então me inspirou até a tentar, não foi o caso hoje, a minha blusa de gatinhos. Ah, por que não? Tem gente vai falar aqui.

É, mas eu vou deixar a marca dessa blusa que eu amo, da Honey. Enfim, então eu acho que o filme cumpre muito esse papel de ser divertido, de ser nostálgico, mas eu acho, não sei, eu tava esperando uma coisa tão... Mas aí também eu acho que eu fui com a cabeça errada, não sei. Mas é um filme divertido, gostei. Cara, todas as...

assim, elenco tá muito massa, né? É, estão super bem. Pô, não tem o que falar. Tá todo mundo bem. E me parece, assim, não sei como que eu consigo separar esse joio do trigo, mas é saber que as pessoas estão se divertindo fazendo aquilo, sabe? Tipo, é isso, assim. Acho que tá todo mundo se divertindo ali.

Não, e os fãs que são realmente fãs vão amar. Eu acho que não tem o que falar assim. Uma questão que foi levantada e que eu concordo é que eles falaram que ia ter corpos mais diversos, que íamos ter mais pessoas diferentes. Então, colocar uma pessoa gorda, colocar uma pessoa... Tem uma moça lá que parece ser indiana. A outra moça que é asiática, não lembro se ela fala de onde que ela é.

Acho que não chega a falar. É, sim, sim. Só que aí as pessoas estão... Ela é americana, mas não especifica qual que é a origem exata dela. Sim, alguma origem asiática. E algumas pessoas estão comentando que parece que foi meio jogado. Pra cumprir tabelas. Pra cumprir uma tabela. E no caso dessa moça asiática, que é uma...

Uma personagem coadjuvante, né? Ela é Anne Hathaway do primeiro, na real. É, só que com muitos estereótipos do que se acredita que é a pessoa asiática, inteligente, como ela se veste, como ela fala e não sei o quê. E aí tem muita gente reclamando disso. E se você olhar, o primeiro filme tem muitas questões, né? Então, por exemplo, era um filme super gordofóbico.

Um monte de coisa. E assim, gente, a gente sabe que a época, não tô julgando o filme, não é isso. Então eles queriam remendar algumas dessas questões nesse filme, inclusive a Meryl Streep, a Miranda, né? Ela não pode mais falar algumas coisas, então ela vai falar um negócio errado, aí vem uma moça assim, hoje em dia não pode mais falar isso e tal. E ficou engraçado, ficou um jeito legal de mostrar que...

Que a personagem continua com aquelas coisas que ela acreditava, mas que o mundo mudou e que o filme mudou. Só que eu senti que foi meio um remendo. Eu não senti que isso era de fato super importante pra história do filme. Sim, sim, sim. Ou quem fez o filme estava super pensando, não, vamos incluir as pessoas, vamos botar diversidade. Eu achei que foi uma coisa assim... Ah, esquece, bota aqui esse personagem aqui, sabe assim?

E no casting foi lá e colocou alguém. Eu senti um pouco isso. Faltou um cuidado com esse tema, justamente porque o primeiro filme tem muitas questões. Eles podiam ter tomado um pouquinho mais de cuidado com isso.

Assina embaixo. Concordo, porque às vezes é difícil cobrir todas as bases, né? É difícil. No mundo complexo de hoje. Mas, assim, se tem alguém que precisa tentar, são as grandes produções com grandes orçamentos, né? É, porque eu senti que os personagens principais que realmente importavam pra história são as mesmas coisas de sempre. Então, não sei. Talvez se eles não tivessem falado nada, teria sido melhor.

É, e é uma coisa assim, porque eu acho até que pode aparecer um advogado do diabo e falar assim, mas o meio da moda é assim, o meio da moda, sabe, naturalmente ele é assim. Então tá, beleza, mas se você... Mas o filme tem que criticar isso. Então se você não consegue criticar isso, exato. Então é um jeito ruim de se eximir desse tipo de culpa, sabe?

É que nem a gente fala, você pode retratar racismo sem ser racista no filme. Você pode retratar qualquer questão. O filme lá do... Que a gente falou aqui do nazismo. O filme não é nazista. Ah, sim. Mas ele retrata e mostra... O fenômeno. E mostra como é ruim. Entendeu? Mas tem personagem lá nazista falando merda. Sim. Então, é isso. O filme pode mostrar isso. É, negue me retratando machismo. Exato. Você pode retratar a coisa sem ser. Sim.

Então, não acho que esse filme é nada assim problemático, mas ele falou que ia melhorar essas questões e aí também não sei se melhorou. Ficou quase lá, né? É, ficou X. Justo, justo. Mas não sei, comenta aí o que vocês acharam, se fez um bom trabalho ou não. Sim. E por último, eu queria falar... Sobre a outra diaba, a bruxa. A bruxona? Ana Paula.

Gente, Ana Paula é tudo, né? Eu fiquei muito feliz que ela ganhou. E meu, que drama no final com a situação do pai dela. Caralho, sim. Realmente, como ela disse, o roteirista da vida...

Nossa, qual a chance, né? Muito difícil essa decisão de contar pra ela, ela ficar no programa. Foi tudo bem dramático, mas foi uma final emocionante, né? E na hora que desligou o pay-per-view e apareceu o peixinho, o aquário, eu e o Beto ficamos...

E é maravilhoso que a gente tinha assistido o show de Truman alguns dias antes. E o fim do show de Truman é meio que isso também, né? É, é um grande aquário. Então me deu essa sensação, sabe? Tipo, tá, então tá, agora eu vou lavar a louça. Vou seguir minha vida, né? O show de Truman acaba com ele... É um spoiler, mas é um filme muito velho. É, igual a Seu Sentido. Se não puder falar do filme Seu Sentido, você tava escondido em uma caverna.

No fim do show de Truman, ele sai do reality ali que ele vive e vai pro mundo. Sim.

E ele não vai, a gente não vê o que acontece, acaba e corta, corta, acaba tudo e você fica sem saber. E como não fizeram um show de Truman 2 até hoje? Fica aí a ideia, fizeram o Diabo Veste Prada, devia ter um show de Truman 2. Pra gente ver como foi a saída dele, o que ele fez da vida, se ele ficou com a mocinha que parece a Carolyn Bassett. Ah, sim, de verdade.

Saiu agora a casa do patrão e eu acho que infelizmente ele não foi lançado numa boa data, porque foi o que? Uma semana depois do fim do Big Brother, que foi dramático e intenso, e aí simplesmente começou um outro reality que tem outra qualidade, tem outras questões, que é do Boninho, mas é um reality que dá pra ver que eles ainda estão encaixando as situações ali e as comparações são inevitáveis, porque veio muito perto.

eles estão sujeitos a críticas. Acho que o Boninho, por exemplo, tem total ciência disso. Se você tentou lançar um reality show que o Boninho está dirigindo na sequência do Big Brother, você quer pegar o hype, a carência que vai surgir do segundo que o Big Brother acabar por esse papo dentro de rede social, principalmente de texto. Então o Twitter me recusa a chamar de X, Threads, Blue Sky, etc.

É, mas aí a comparação vem. E aí tem muita gente falando, por exemplo, que tá desorganizado. Ah, que o Hasson não tá conseguindo controlar os participantes. As provas. As provas são meio simples demais. E tem muita gente, inclusive, que não entende nada do assunto, postando, falando que as câmeras da Record, enfim, do programa, são ruins ou são piores que a do Big Brother. E o Beto estava me explicando que não, não tem nada a ver.

É, não necessariamente. Até, acho que a gente vai acabar falando de duas coisas ao mesmo tempo. Porque uma coisa é um post no Twitter, ou no Threads, alguma coisa, vem o comentário de um espectador e que fala isso. Nossa, olha como a câmera é pior. Isso tudo bem. Agora sim, quem começar a fazer matéria falando que é isso, e você não ia a fundo pra tentar entender algumas coisas de engenharia de TV, de pós-produção, tipo, esquece. Não caiam nesse papo que é só câmera.

Por quê? Tem muitas variáveis aí. No fim das contas, acabaram mostrando qual câmera que eles estão usando, que é uma Ikegami, talvez é 2014, 2015. Mas assim, sinal de TV, se ele não está sendo 4K, ele é 1080, é uma câmera que super vai dar conta, é uma lente também que vai ser profissional, sabe? Então, tipo, a questão vai muito além. Tem questões, por exemplo, de transmissão.

que muito provavelmente a Globo pode ter uma estrutura maior, ter uma compressão de material melhor, então, sei lá, todo o equipamento dela, todo o workflow dela é Sony, então isso faz com que o material final que vai para a transmissão seja bom.

Dependendo da engenharia da Record, às vezes o sinal que vai para você assistir a transmissão ao vivo já é mais comprimido. Perfil de cor, por exemplo, eu achei mais lavado, mas eu também não estava gostando da imagem do Big Brother, sabe? Também vejo que são... Eu pensei assim, nossa, eles precisavam dar uma atualizada nas câmeras da Globo, sabe? Então, para mim é a mesma coisa, não duvido que as câmeras da Globo, às vezes pode ser de 2020, enfim, tem muita câmera, sabe?

Então, eu acho que todo ponto é que não é a câmera necessariamente. Às vezes tem questões de transmissão, porque essa transmissão tá ao vivo na Disney. Então, pra essa câmera estar transmitindo ao vivo, tem que ter um cabo lá conectado, que vai pra um outro lugar, que vai pra um outro. Então, todo esse caminho pode interferir. Também tem questão de codec, que aí você pode explicar melhor.

É, o codec, basicamente, a câmera, por exemplo, ela trabalha, ela grava num arquivo gigante pra você jogar no software de edição, você editar e aí você exporta pros diferentes lugares. Então você vai passar no cinema, o codec é um codec parrudo, porque vai passar numa tela grande, com uma cor do XYZ.

É diferente do material que você vai upar pro Instagram, é diferente do material que você vai mandar pra televisão, que você vai mandar pra um streaming. E aí, de novo, se for o material que você vai editar e você vai subir pra passar em algum lugar, a qualidade vai ser uma. Agora, um feed ao vivo já tem que ser outra qualidade. Não dá pra ser... Ninguém tem conexão pra assistir esse material ao vivo, sabe, fun, fun, tudo, né?

E outra coisa que eu pensei também é que no caso do Disney+, as pessoas não conseguem capturar as cenas e gravar o que está sendo exibido na tela com, sei lá, uma captura de tela normal. Você não consegue abrir o app da Disney e gravar com o celular, por exemplo. Ele fica uma tela preta, sei lá, não grava. Então, pra pessoa poder gravar os trechos e postar na internet, ela também usa um aparelho XPTO.

Que vai fazer outra compressão em cima da compressão. Então o que você está vendo na internet não é a compressão que está exibida no Disney Plus também. Eu até fui lá abrir, eu falei, não é possível abrir a Disney para ver. E realmente a imagem é diferente do Big Brother, mas não é a imagem horrível que estão postando na internet. Porque tem alguma coisa também da captura que está sendo feita para ser postado que não é a mesma.

E teve outra variável que eu li num dos comentários, porque a galera técnica já foi querendo matar, falando, mano, não tem nada a ver com câmera, não tem nada a ver com câmera. E pra vocês terem ideia do nível de variáveis que existem pra qualidade da imagem ser boa ou ruim, tem gente levantando até a possibilidade do...

do ISO Filme usado no vidro da casa do patrão e do Big Brother serem de qualidades diferentes. Isso com certeza vai afetar na qualidade da imagem final, da transmissão de cor. Então, né, o que seria a diferença daquela câmera. Eu estar te gravando e eu tenho uma coisa filtrada aqui. Câmeras, por exemplo, quando tem muita luz, a gente usa um filtro que é o filtro ND.

de neutral density, então densidade neutra, que ele tem uma qualidade garantida que ele não vai mexer em cor, que ele não vai... Enfim, só que é isso, dependendo do filme que você colocou lá, para esconder a técnica de quem está lá dentro, às vezes é super denso, então vai perder em nitidez, vai perder um monte de coisa, então, cara, não é só câmera.

Então é muito raso e aí é muito triste. Eu vejo algumas pessoas que não manjam do assunto fazendo um post falando olha as câmeras do negócio. Gente, não é câmera. Ou também me irrita um pouco quando as pessoas postam assim nossa, o câmera aqui foi sagaz, hein? E claramente foi uma questão de edição. O editor que foi sagaz ao montar daquela forma. Mas eu entendo quando isso é feito por um público...

É isso que você falou. Se é um espectador, zero julgamento. Não vou pagar na cabeça de ninguém. Tipo, seu pai vai falar, essa câmera aqui, Beto, tá estranho. Aí você explica e tal. Mas agora vir gente fazer post falando de uma coisa que não sabe, aí é meio chato, né? Então acho que falta às vezes esse...

Ou isso, tipo, chama uma pessoa pra vir perguntar, entender, perguntar pro Boninho. Boninho, o que que tá rolando? Tem algum codec? Tem o que que tá diferente? Eu sei, sim. Mas com certeza a Record tem muita qualidade, tem muito dinheiro também pra ter todas as câmeras possíveis. Então eu acho que o que tá rolando ali são outras questões nesse assunto câmera. E eu acho que na questão produção...

Sim, deve ser uma produção mais barata, não deve ter tanto patrocinador, mas também é um começo novo ali pra eles. O Boninho tá coordenando uma equipe nova, acho que os participantes também não sabem muito bem como lidar, então é mais difícil mesmo. Eu acho que esse começo vai ser um...

mais truncado, mas cara, o Boninho ele não tá ali à toa, ele não tem toda essa carreira à toa, então acho que a gente tem que dar uma chance e respeitar, a gente não tá acompanhando, né, eu quero dar uma olhada depois melhor, mas todas essas polêmicas vieram bater na nossa porta e eu achei importante trazer um especialista aqui pra contar pra vocês.

E bom, já que as pessoas começaram a se interessar por pós-produção e engenharia de transmissão e condições da televisão, eu acho que tem um assunto que eu precisava falar. Alguns já sabem, mas eu fui câmera de televisão durante alguns anos e ia pra rua, fazia externa, etc. Então isso entre 2012 e 2014, foi quando...

fiz isso durante todo dia, funcionário e tal. Naquela época, estava começando a mudar a realidade que era a equipe de externa ser um motorista, um operador de câmera, um cinegrafista, um assistente de câmera que fazia áudio e repórter. E isso começou a ser muito precarizado, ao ponto de que hoje muitas equipes de externa é só o câmera e repórter, o repórter ajuda ali levando um...

tripé, sabe, o câmera tem que chegar correndo e tem que parar o carro em algum lugar, enfim, sabe? Então, isso foi se precarizando muito, né, conforme os anos foram passando. E, recentemente, teve um acidente com uma equipe de jornalismo da Band, eles estavam voltando de uma gravação depois de muitas horas e, enfim, rolou uma batida e os integrantes dessa equipe morreram.

Eu acho interessante levantar isso, porque as pessoas estão questionando a qualidade das câmeras, eu questionei da Globo, estão questionando da Record e tudo mais, e gente, os orçamentos são muito grandes, tem coisas básicas que precisam ser levadas em conta, sabe?

Acho que talvez está no momento da TV começar a entender suas prioridades mesmo para não ser passado por um bonde, porque é isso, já está nascendo um canal de YouTube que tem o mesmo tamanho de uma emissora.

É, mas eu acho que o audiovisual como um todo, conforme os equipamentos foram ficando mais leves, menores, enfim, a gente tá gravando hoje com o celular, a gente não tá usando a câmera pra trazer a câmera, e daí vai passar o cartão, é um processo a mais. Hoje em dia tá muito fácil, o microfone que a gente usa não tem mais fio.

A gente tá cheio de equipamento velho aqui que a gente precisa doar também. Então, assim, a partir do momento que isso foi mudando, eu acho que também foi precarizando nesse aspecto de tipo, ah, tá tudo tão fácil, então corta o cara do som, corta o nananã. Que por um lado é muito legal porque é mais acessível, então hoje qualquer pessoa pode ter um canal do YouTube, inclusive quando o YouTube começou foi com esse sentido, né, de muita gente...

16 anos atrás poderia falar o que quisesse, dar sua opinião. Hoje na internet o Reels, os vídeos, o TikTok. Você pode falar o que você quiser, todo mundo tá aí disponível pra isso. Isso é muito bom. Mas ao mesmo tempo, também foi precarizando o audiovisual. Não só a TV, mas quantas vezes a gente passa orçamento e gravações e coisas e as pessoas não querem pagar.

para, mas precisa ter uma outra câmera, mas precisa ter um não sei o que. O Beto, que tem uma produtora, passa muito por isso, de às vezes você monta todo, o cara quer a qualidade do BBB, mas ele tem o orçamento do YouTubinho aqui da esquina da Carol Moreira, entendeu? Não da Carol Moreira. Não, Carol Moreira não, Carol Moreira tem equipe, tem edição, tem roteirista, tem muita gente. Tem muita coisa. Não, mas sabe assim, a pessoa quer a qualidade de milhões que se encontra se encontra se encontra se encontra

né, quero a qualidade lá da Globo, mas tem dois reais. E aí ela, ah, não, então corta isso, corta aquilo. Pô, então não vai dar pra ser essa qualidade que você quer. Vai ser uma câmera só, vai ser... Então, a gente vê muito bastidores aí de produções que tem muita grana.

Que tem muito acesso, podcasts famosos. E você olha ali os bastidores, gente. É triste. É um cara que tá arrumando a luz, que tá arrumando som, que dá rec, que não sei o que. E aí depois dá um problema, ah, Zezinho. Pois é. Pô, não viu. Pô, cara, eu tô cuidando aqui de cinco coisas. Gente, vaga no LinkedIn de comunicação. Vagas arrombadas. Vagas arrombadas.

tumbada, sabe? Tipo, pega uma coisa, filmmaker, e você tá responsabilizado por toda a pós-produção, por gravação... Por marcar as coisas que a produção... Gente, bizarro, assim, bizarro, bizarro, bizarro. Então, eu acho que fica essa pauta aí pra se levantar, porque se as TVs tão perdendo espaço, sim, existe todo esse fenômeno tecnológico, tal, etc. Mas, assim, se você também precariza...

a sua qualidade de produção está ficando mais próxima de gente menor. Então, assim, às vezes o jeito de você justificar o profissionalismo é ser um profissional. É, mas é triste porque você vê que às vezes existe o orçamento, sabe?

Mas eles não querem pagar pras coisas básicas, gente. Não é que a gente tá pedindo milhões pra fazer aqui. Não, eu preciso de dois câmeras que recebem um salário básico. Mas não. O cara lá, o diretor fodão que vai vir vai cobrar, sabe, 100 mil e o resto não tem dinheiro pra equipe fazer mais nada, sabe? Umas coisas que você olha e fala, não faz sentido isso. É por isso...

Vou tentar finalizar, mas voltando a um aspecto que a gente falou do Diabo Veste Prada 2, que é isso, a importância de quem está no topo dessa cadeia ser uma pessoa que entende a realidade e que essas pessoas precisam investir nas coisas certas. Então, é tipo, tem algumas coisas que são inevitáveis, por exemplo, no dia a dia daqui para frente, que é, por exemplo, o uso de tecnologia de inteligência artificial. Então, assim...

eu torço para as pessoas que capitaneiam esse processo, usem do melhor jeito, sabe? Pelas melhores razões. Porque, assim, se a gente for lutar para não existir, é uma batalha perdida, sabe? É triste, porque muitas profissões vão sumir aí com inteligência artificial. Inclusive, eu sou editora, eu tenho DRT, minha primeira profissão foi editar. Hoje em dia, tem um monte de YAC que edita para você e corta tudo e a pessoa já põe legenda. É tudo meio mal feito, né?

Sim, sim. É, claro. Mas acho que ao longo dos anos isso vai melhorar. É, acho que a diferença é essa, assim. Esse tipo de tecnologia vai ser usada pro editor, pro... Editar melhor. Editar melhor e poder ter tempo pra dar atenção pra família dele, pra poder descansar, pra poder assistir a seriezinha dele também. Porque, tipo, é a mesma coisa. Gente, o cara que é animador, o cara trabalha lá com motion design, com after, e o cara tem que fazer uma puta de uma rotoscopia que ele demorava oito horas, ele resolveu em uma, cara...

O Photoshop, hoje em dia você faz recorte, assim, que eu ficava, gente, o dia inteiro pra recortar um braço, assim, um cabelo, que é super difícil. Hoje o negócio faz, isso é ótimo. Eu acho que esse é o ponto, a inteligência artificial tem que nos ajudar a trabalhar melhor, não roubar nossos espaços. E quem souber usá-la com bom senso e tal, vai ser legal, vai ajudar. Mas é um medo mesmo, porque tem muitas profissões que vão rodar no meio do caminho, não tem jeito, né? É, o próprio negócio do caixa de mercado...

Que hoje em dia você passa ali sozinho e tal, não precisa, né? Inclusive eu sempre tento passar com as pessoas, dar uma tensão ali, né? Então, sim, é um tema complexo. É bem complexo. E mudão de assunto já, porque o Diabo Veste Prada fala um pouquinho disso. Fala, exato. E eu achei bom o jeito que eles levantaram, enfim.

É, mas é louco porque eles falam da precarização de uma indústria, só que a indústria deles é high fashion, né? É, sim. Que é tipo Dior, toma aqui esse Dior pra você.

Sim. Filma. Tanto é que começou a rolar muitos dilemas. As pessoas foram começando a chegar nos fornecedores dessas marcas, que estão todas na China. E é isso, assim. Aí as pessoas começaram a ter acesso a um produto de uma qualidade igual, que não tem a mesma tag, o mesmo logo. E aí você prefere comprar na Shen uma camisa de malha XYZ, que fica legal, só que não tem a...

Aquela etiqueta da Balenciaga, sei lá. Da Balenciaga vem todo... É, ainda vem lixo. Vem todo cagado. É lixo caro. Enfim. Ai, ai. Então tá bom. A gente falou muito hoje porque a gente não teve programa semana passada. Mas então semana que vem a gente volta. Divulgue para os seus amigos o Kino. Por favor, gente. Ou no Spotify, ou no YouTube. Espalhe a palavra do Kino por aí. E é isso. E é isso. A gente leu alguns livros, mas a gente nem falou, mas tudo bem. Ah, depois a gente conta mais livros.

Michael Jackson e O Diabo Veste Prada 2: bons ou puro fanservice? | Castnews Index — Castnews Index