Cthulhu RPG | Caso n. 30: A Exposição Diabólica de Marlon Shaw - One Shot | RPG Sonorizado
Esta é uma aventura de RPG de mesa no sistema Chamado de Cthulhu (Call of Cthulhu 7ª Edição), produzida pelo canal Quackmire RPG. Este é um RPG Sonorizado com edição de áudio imersiva, trilha sonora de terror e efeitos especiais para máxima imersão.
Neste episódio, acompanhe a investigação do caso a seguir:
SINOPSE: Londres, 1884. O artista Marlon Shaw rompe com o rigor acadêmico da Royal Academy ao criar obras em tons de amarelo e formas distorcidas, dividindo a crítica. Para desafiar a tradicional Exposição de Verão, ele inaugura sua própria mostra, que atrai um grande público — sem que percebam que estão prestes a presenciar algo perturbador e possivelmente sobrenatural.
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Edição: Diego Ribeiro
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Mestre: Diego.
Jogadores: Jeter, Vinicius e Felipe.
Tema: Investigação e Suspense
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- Importância da dançaA transformação em amarelo · O Rei de Amarelo e o banquete · A morte de Magos · A fuga de Victor · A ascensão de Lionel
- O Chamado de Cthulhu RPGA Exposição Diabólica de Marlon Shaw · Londres, 1884 · Arte abstrata e distorcida · Investigação e suspense · O Rei de Amarelo · Carcosa
- A Exposição de Marlon ShawObras da juventude de Shaw · Obras recentes e atemorizantes · O amarelo pútrido e a loucura · O sacrifício de 200 pessoas · O Rei de Amarelo e Carcosa
- O Livro de CarcosaA história do iluminado e a visão de Deus · O Rei de Amarelo e o ciclo do tempo · A descrição de Carcosa · O sacrifício do cervo dourado · O símbolo do demônio Belial
- Comercialização e crítica de artesO delírio de Carcosa · Stone Hawks e a pintora de sangue · Arte como expressão do mal humano · Influência de espíritos e entidades
- Filosofia vs Arte em PlatãoArte como representação de sentimentos · Arte como desafio a padrões · Arte e a percepção humana · Arte como ilusão ou destino · Arte e a energia dos espíritos
- O Inferno da GuerraA guerra de 1917 · O canibalismo como sobrevivência · O céu amarelo e o inferno
Weckmire RPG apresenta A exposição diabólica de Marlon Shaw
Hoje vamos jogar mais uma vez outra leva de mesas comissionadas. Vamos continuar uma leva que foi iniciada no final do ano passado, 2025. E esse início vai vir com uma aventura que é bem similar a uma aventura que você que está escutando a gente já escutou em março. No especial do Dia das Mulheres. São gêmeas essas aventuras. Inclusive vai ter referências a aventura.
do especial do Dia das Mulheres, nessa aventura aqui. Eu estou sozinho, estou com três pessoas aqui que toparam participar dessa aventura e podem aproveitar para se apresentar agora. Boa noite, gente. Eu sou o Jeter. Estamos aqui de novo participando de mais uma mesa da QEC. Temos lá um perfil no Instagram, que é o Advogando Regras, que ele ainda está em construção. Surgiu, inclusive, da mesa de CDZ, mas eu ainda não consegui fazer nenhuma postagem porque a vida profissional está uma loucunda. Mas já tem algumas coisas lá, né?
Tem coisas pra subir. Preciso colocar lá. Boa noite, pessoal. Me chamo Vinícius. Não tenho canal, não sou muito presente nessa parte de rede social, mais low profile. Mas eu sou, digamos que velha guarda do RPG. Jogo há mais de 10 anos. Então eu sou apaixonado nas histórias de GHP Lovecraft. Não gosto do autor, mas gosto das histórias dele. E gosto muito também de jogar outros tipos de RPG, né? Tipo D&D, essas outras coisas assim. Sou mais jogador, não tenho muita vontade de mestrar, mas é isso.
Fala galera, como vocês estão? Meu nome é Felipe, sou iniciante do mundo RPG, estou aprendendo ainda. Não tem nenhum canal por enquanto, eu acompanho muito outros canais de outras pessoas, mas eu mesmo não tenho o meu. Por enquanto, estou só aprendendo mais de RPG. Joguei algumas vezes na minha cidade e agora estou jogando online pela primeira vez. Eu cheguei a ler O Chamado de Cthulhu, que é o livro mesmo, e eu estou aqui para ver como é um RPG com base nele.
O nome dessa aventura é a Exposição Diabólica de Marlon Shaw, e o resumo dela é o seguinte. Londres, 1884. O artista Marlon Shaw rompe com o rigor acadêmico da Royal Academic ao criar obras em tons de amarelo e formas distorcidas, dividindo a crítica. Para desafiar a tradicional exposição de verão, ele inaugura sua própria mostra.
que atraem um grande público, sem que percebam que estão prestes a presenciar algo perturbador e possivelmente sobrenatural. Estamos em Londres em 1884 e vamos acompanhar a história de Três Curiosos na peculiar obra de Marlon Shaw. E antes de começarmos propriamente essa história, vamos conhecer quem serão os personagens da aventura de hoje.
Essa noite eu vou pilotar o doutor Lionel Harrogate. Ele é um psicólogo experimental que viu algumas coisas esquisitas e usa de ceticismo e metodologia para tentar desbancar os charlatões.
fatos que ele acredita se tratarem de meros truques, mas ele tem aí uma motivação oculta, que foi um evento que aconteceu com a irmã e que desde esse acontecimento ele nunca mais conseguiu deixar de pensar nisso e transformou toda a vida dele nessa cruzada pessoal, não para provar que o sobrenatural existe, mas para deixar claro que ele existe e pode ser perigoso, ele tem que ser controlado.
O meu personagem se chama Magnus Algernon Vane, ou melhor, esse é o nome que ele criou depois de que ele adotou a profissão de ocultista, entre grandes aspas, pois ele é um ocultista fajuto, ele aproveita das pessoas e acredita...
editarem no misterioso e utiliza essa fé cega para conseguir ganhar dinheiro em cima. Ele viu essas pinturas do Marlon e viu como uma grande oportunidade de vida dele para ele ganhar dinheiro e desaparecer. O intuito dele mesmo é entrar como se fosse uma pessoa para dar resposta para os problemas das pessoas que estão naquele local.
Hoje eu vou estar com o Vitor Kuznetsov. Ele é um jornalista russo que acabou se envolvendo com intriga política na Rússia e desde então está sendo procurado e ameaçado de morte. Ele é uma pessoa bem paranoica, mas ao mesmo tempo é muito cético em relação ao sobrenatural, qualquer coisa que não seja do mundo natural.
A formação dele na verdade é na parte de filosofia, mas ele acabou enveredando para o jornalismo. Ele está aqui na festa, somente como um curioso. Ele foi contratado para fazer uma matéria sobre esse tal homem. E ele está tentando ver o que ele vai fazer. Ele não é muito acostumado a lidar com a elite, com esse povo mais rico.
E aí pessoal, se liga nesses avisos. Se você está curtindo o episódio e ouvindo pelo Spotify, não esqueça de avaliar a gente com 5 estrelas e deixar seu comentário por lá. Se você estiver no YouTube, deixa o like e comenta também. Essa interação é o que mostra para as plataformas que o nosso conteúdo é relevante.
E fazendo isso, você ajuda o canal a crescer. E se você quer mais conteúdo, a Quack lançou uma aventura autoral de chamado de Cthulhu, Sussurros no Vale. É um PDF de 60 páginas com uma investigação de suspense perfeita para a sua mesa de RPG. Ela está disponível para os nossos apoiadores e com apenas R$10, você garante o acesso a essa campanha. O link do Apoia-se está na descrição do episódio.
Aproveitando, os apoiadores já estão conferindo antecipadamente a segunda temporada da nossa campanha de Yu Yu Hakusho. Toda semana terá um episódio novo de 20 a 30 minutos, saindo exclusivamente para quem apoia. Como essa temporada só chega ao público geral no final desse ano ou só no próximo, o apoio é a melhor forma de você acompanhar tudo agora. É isso, confere os links na descrição, deixa seu comentário e vamos voltar para o episódio agora. Valeu!
Para essa história, vamos dizer que mesmo que vocês três não se conheçam, vocês três estão no mesmo espaço. Vocês estão indo em direção à mostra em que Marlon Shaw vai desafiar os padrões do que se concebe como arte em 1884 em Londres.
Vamos dizer que vocês estão acompanhados por um homem já bem estudado, um professor de artes da Universidade de Londres, que apesar de ser um professor de artes, ele é extremamente filosófico. Vocês três estão em uma carroça recebendo a carona deste homem.
Este homem se chama Professor William. Como eu disse, ele é um professor de artes, mas é talvez mais filósofo do que professor de artes. Ele tem um interesse peculiar na mostra de Marlon Shaw. E por motivos adversos, motivos quaisquer...
Vocês estão junto com ele nessa carroça, nesse tão esperado dia em que a mostra de Marlon Shaw vai ser exposta para o público. O que vocês sabem? Marlon Shaw alugou um prédio que era abandonado.
E nesse prédio ele arquitetou durante meses e meses a sua grande mostra. Ele é uma pessoa que é conhecida por ser bastante sisuda, o Marlon Shaw. Mas apesar disso, ele é tratado por muitos círculos intelectuais e acadêmicos da arte como sendo um gênio incompreendido. Enquanto para os outros, ele é simplesmente uma aberração. Nesse exato momento, vocês três estão nessa carroça.
junto com o professor William, e ele começa a falar com vocês com palavras que são demasiadamente abstratas, típicas de um filósofo, mas que para ele são extremamente necessárias de serem expostas para todos vocês. O professor William é um homem bastante velho, ele já tem uma barba grisalha, tem olhos verdes, está vestido com um casaquinho de couro, um chapéu fedoro, ordenando a cabeça dele.
E ele tem sempre um reloginho de bolso que ele olha quando ele começa a tagarelar sobre as suas visões acerca da arte, da filosofia e da vida. Ele que reconhece em você, Victor, um outro filósofo como ele, pelo menos de formação, fala diretamente pra você, mas também fala pra todos os que estão aqui, todos os três que estão nessa carroça. Imagine o tempo como um ciclo em que tudo se repete, se repete e se repete.
E nossa vida nada mais é do que uma ilusão. Imaginem isso. E dentro dessa ilusão, a única forma que temos de conseguir sair dessa samsara, desse ciclo de dor e de sofrimento eterno, é através da arte. Essa é a minha visão. Essa é a minha visão sobre o que significa a arte e a importância dela. Essa é a minha visão sobre a importância do que Marlon Shaw está fazendo, cavalheiros. Ele nos dá uma visão. Uma visão além do horizonte.
Uma visão daquilo que talvez a nossa cega visão humana não consegue compreender. E ele fala isso olhando para o relógio de bolso dele. Ele guarda assim no paletó. E vocês já estão assim uns 5 minutos próximos desse prédio onde vai acontecer a exposição. Vocês estão nessa carroça, mais uma vez. E ele pergunta assim para vocês. A arte.
Ela não deve ser assim? Não deve desafiar os padrões? Ele faz essa pergunta, que é uma pergunta retórica, mas também uma pergunta filosófica, né, pra atiçar vocês. A arte não necessariamente precisa desafiar padrões.
professor. Apesar disso, o senhor há de conviver comigo que não precisa desafiar e, em muitos casos, sequer há um padrão. O próprio caráter errático dos pensamentos humanos eventualmente pode criar distorções, bovões e coisas aleatórias que há a depender da percepção daquele que observa, pode ser julgado como arte, mas não necessariamente o é.
Ele dá uma risada, Lionel quando tu fala isso. É por isso que eu não gosto de psicólogos. Tratam a realidade como sendo algo que vem da mente e ignoram aquilo que está além da nossa própria cabeça. Fora do cérebro humano existe uma vida também, meu caro doutor Lionel. Uma vida que talvez seja até incompreensível para um olho comum.
Concordo com você, meu caro. Fora da mente humana tem espíritos. A energia que você sente das coisas é muito importante. Eu estou aqui também para ver se essa energia desse Jol é boa para os seres humanos.
Eu acendo um cigarro, olho fixamente para ele e comento. Sabe, eu acho que é tudo uma grande representação do que a gente vive. Acho que a arte mostra os nossos demônios interiores, nossas mágoas, nossas dores. Daí eu lentamente abaixo a cabeça e me concentro no meu cigarro. Precisamente o que seriam as nossas mágoas, os nossos demônios interiores.
os espíritos e tudo mais, além daquilo que percebemos por meio das lentes que chamamos glóbulos oculares e processamos em nossos cérebros, transformando em algum tipo de estímulo, qualquer coisa que valha, para justificar outras coisas dentro de uma moral ou suposta moral cuja elasticidade também varia de acordo com a nossa própria psique. Barbaridade. Continua com o cigarro na boca, assim, meio com a boca aberta.
Eu acho que é tudo uma grande ilusão. Eu acho que tudo está escrito. Eu sou uma pessoa fatalista. Eu acho que o destino já está feito. A arte é apenas um resultado disso.
Fascinante. Senhor Victor, sei que o senhor não é destas terras. Talvez a sua visão sobre o mundo e sobre a arte nos seja mais palatável. O que é estranho é sempre mais bem compreendido do que o que é normal para os seres humanos, não é? Ele dá uma olhada com um sorriso sarcástico para o Lionel, mas também para o Victor, como se estivesse atiçando o caretão. Então, por favor, doutor Victor.
Nos explique, então, o que entende como arte, com mais palavras? Eu diria que arte é a representação do sentimento, do belo, do feio, do que existe. Eu não confio nesse tipo de arte abstrata, arte que não é nada. A arte tem que ser alguma coisa, como a vida. Você vive, faz, atua.
Eu não gosto de pessoas que fogem de si mesmas, fogem das irresponsabilidades, sabe? É a mesma coisa. Eu fude de arte assim, fora do normal. Algo que não tenha sentido, razão sólida. Eu gosto de estátuas, esculturas, coisas que eu consigo tocar, ver. Então, desenhos, rabiscos, coisas que não fazem sentido. Pego um cigarro da boca e jogo para longe da carruagem, na carroça.
Então, apreciador da arte plástica, talvez eu esteja começando a entender melhor as nossas diferenças. Apesar disso, receio que Magnus deve ter a mesma visão do que eu. Concordamos no início e podemos concordar também que Marlon Shaw é um visionário. Alguém que talvez seja compreendido somente depois da morte.
Ainda me lembro que quando Schopenhauer reclamava sobre os filósofos contemporâneos não entenderem a sua obra, ele dava um certo afago para si, expondo que a posteridade o encontrará. Talvez se Marlon Shaw não for abraçado por nós, pela nossa sociedade, talvez no futuro a posteridade o abraçará. Não é, Sr. Magnus? Existem tantos incompreendidos entre nós.
Sim, sim. A energia que o Shaw passa é muito forte. Eu vejo que ele será uma pessoa lembrada no futuro. Será lembrada pelos seus feitos e espero que ele não faça o mal para as pessoas.
Que tipo de mal a arte pode fazer? Ele fala assim, reflexivo. Depende do que você... das pessoas que ele estiver lidando. Os espíritos, os seres extradimensionais, eles enganam as pessoas, falando que tudo que eles podem trazer é de bom, mas no final, eles só querem o benefício próprio.
Essa pergunta retórica que ele faz, Victor, essa pergunta que o William faz, te dá uma reflexão. Que tipo de mal a arte pode causar? Você pode fazer um descendo, pode fazer um descendo no chat mesmo aqui do Discord. É um teste de educação. A educação é 70, precisa tirar 70 pra baixo pra conseguir passar. Onde tu achar melhor, Felipe? Tu pode fazer pelo Discord mesmo ou pelo ouvinte.
consegue passar. Ele fez essa pergunta retórica, o William. Que tipo de mal a arte pode causar? E você se lembra de um mal que provavelmente uma artista fez. Só que o teu personagem pode interpretar esse mal da maneira que tu bem entender. O teu personagem é um jornalista, sabe? Então tu sabe que, mais ou menos para essa época,
Uma artista suburbana de Paris chamada Stone Hawks, ela foi responsável, acusada pelo menos pelas autoridades locais, de matar várias pessoas e de com o sangue dela, dessas pessoas mortas, pintar as obras dela. Então é uma lembrança que vem assim pela tua cabeça.
Que tipo de mal a arte pode causar? O William, que tá guiando vocês nessa carroça, fez essa pergunta retórica. E imediatamente na tua cabeça vem esse episódio. E você, Lionel? Tu tem, Lionel, algum teste pra tentar se lembrar sobre coisas, como, por exemplo, um teste de história, um teste de arte mesmo? Ou um teste de psicologia também serve? Positivo, tenho sim. Tenho psicologia e tenho psicanálise.
Nossa Senhora, perfeito. Lionel, você se lembra de um episódio que pode responder, de certo modo, essa pergunta retórica do professor William? Que tipo de mal a arte pode causar? Você se lembra imediatamente de um episódio histórico que aconteceu lá nos subúrbios de Whitechapel?
Esse episódio foi conhecido como o delírio de Carcosa. Em um único dia, cerca de 100 pessoas ficaram completamente loucas, olhos brancos, desde aquele dia até o dia das suas mortes, e todas elas repetiam em uníssono, quando eram perguntadas sobre alguma coisa, ou quando tinham que falar, estou indo para Carcosa. Tudo isso era repetido por elas. O que as investigações da época diziam é que esse delírio...
e aí é uma coisa que você também pode refletir se isso daí é verdade ou não, foi causado por uma obra que tinha como destaque um tom amarelo sujo. Essa é a descrição. O Delírio de Carcosa, segundo vocês sabem, é um episódio onde várias pessoas ficaram loucas por conta de um quadro, uma pintura com um amarelo podre.
Mas é claro, o teu personagem pode questionar esse episódio histórico. Ele pergunta mais uma vez, retoricamente, que tipo de mal a arte pode causar. Eu acredito que ela apenas nos liberta da dor do mundo. Diversos males, meu caro professor. Se bem me lembro, e o senhor também deve se lembrar como acadêmico que é, há um episódio histórico relativamente conhecido, não só nos meios acadêmicos, mas nos meios populares, devido à divulgação na imprensa.
Aqui se trata da loucura pela qual foram cometidos algumas pessoas em Whitechapel por causa de um determinado instrumento ou peça de arte, cuja descrição menciona um pão de amarelo sujo.
Se minha memória não me trai, trata-se do famigerado incidente da loucura de Carcosa. Acredito que o senhor se lembre disso. A despeito de não dar totalmente crédito aos rumores que cercam esse incidente, o fato é que a percepção das pessoas sobre determinado cor, elemento ou algo do tipo
pode acionar determinados gatilhos em suas mentes que, fragilizadas por algum terceiro, quarto, quinto motivos, ou camadas de motivos, gere uma reação adversa para dizer pouco. São crendices populares. Ele fica um pouco desconfortável quando tu compartilha esse episódio. Não posso me levar por essas crendices em minhas perspectivas. Eu quero o doutor Lionel. Eu fico incomodado quando tu fala isso.
Como assim crendices, naquele acontecimento o véu estava simplesmente mais fraco e deixou mais fácil os espíritos e as coisas ruins entrarem. Percebe, professor? É essa a diferença entre um estudo de campo executado por metodologias científicas e crendices.
A questão tratada por um viés científico metodológico obviamente conta com o respaldo necessário para ser afastada do ramo das crendices. E me parece que crendices não deveriam incomodar um professor de tão alto gabarito quanto o senhor.
Eu fico pensando, sabe? Um tempo atrás eu cobri uma notícia daquela mulher francesa. Chamavam ela de pintora de sangue. Nem sei por quê. Se eram amantes, se eram amigos, amigas, prostitutas. Eu sei que ela fez uma destruição lá de vidas que marcou muito, sabe? Aquela reportagem quando eu escrevi para o jornal. Nem sei como o meu editor aprovou aquilo. Era tão sangrento. Meu Deus, imagina se alguma criança fosse ler aquele jornal.
Ela matava e usava o sangue e as partes do corpo para criar arte. Até hoje eu fico pensando o que ela tinha na cabeça. Eu não acho que seja a arte que causou mal, mas o ser humano que demonstra o seu mal pela arte. É por isso que eu não gosto desse tipo de coisa, de pinturas. Todo esse acontecimento até hoje mexe comigo. Eu não acho que alguém que tem uma boa alma pinta coisas em uma tela.
Quando o Victor terminou de falar isso, o Vennie coloca a mão no ombro dele e fala... As almas podem ser profanadas pelos espíritos. E aí você não se torna mais aquilo que você era. Você nasce puro, mas o espírito te corrompe.
Espírito? Desculpe, faz muito tempo que não acredito nesse tipo de coisa. Minho a nada além da terra que eu vivo, do chão que eu piso, do ar que eu respiro. Tirando isso, é apenas ilusão. Tal qual Platão comentou no seu mito da caverna. Espero que quando o véu cair, o seu ceticismo...
Segure você. Boa sorte. Carroça para. Cocheiro avisa pro William que vocês já chegaram no prédio onde vai acontecer a amostra. E o William fala. Perfeitamente. Bom, cavaleiros.
Ao que parece, nossa conversa pode ser mais alimentada com o que Marlon Shaw está preparando em sua amostra. E ele se levanta assim, e tá bem incomodado inclusive, Lionel. Tu que é um psicólogo consegue perceber isso com mais facilidade. Também parece reflexivo com a notícia que o Victor compartilhou. Ele tá saindo assim da carroça, né? E chama vocês. Ele desce e chama vocês e fala. Hoje o dia será longo, mas espero que...
Eu volte para casa melhor do que quando cheguei aqui. Realmente o dia será longo. Ele tá fora da carroça, né? Bota a mão dele na testa. Até os céus estão amarelos. E ele fala isso. Vocês vão sair da carroça? Positivo. O Lionel já faz ali uma mesura, né? Pra ele, professor. E vai descendo da carroça pra ir em direção à exposição.
Quando vocês saem, vocês percebem que o que ele falou é verdade. Agora é 8 horas da manhã, mas o céu está amarelo. Como se fosse aquela visão um pouco mais rara do final da tarde, mas o céu está completamente amarelo de manhã. As nuvens também estão amarelas e isso dá uma sensação de inquietude, obviamente. Mas a maioria das pessoas que estão na frente do prédio da amostra e estão já entrando...
não parecem incomodadas com isso. William fala, Cavaleiros, tenho algumas pessoas para encontrar. Acredito que vocês podem se virar agora sem mim, não é?
Professor, a sua sapiência é sempre bem-vinda, mas acredito que tenhamos capacidade para nos virarmos. Muito obrigado. Bom, irei ver vocês lá dentro. Ele está falando assim um pouco incomodado, confuso. Juntos, vamos ver a revelação de Marlon Shaw. Até mais. E aí ele cumprimenta vocês com o chapéu dele tirando e segue para dentro do prédio.
Valeiros, adiante. Eu rio com a boca assim e o fechado. Meu personagem, ele segue o Victor, só que ele, na hora que ele desce da carroça, ele já toma uma postura mais elegante, né, digamos assim. E a primeira coisa que ele faz é olhar em volta em busca de pessoas que estão mais atraídas pelo evento em si. Pessoas mais fáceis dele conseguir retirar uma grana.
Com uma visão panorâmica, tu já consegue identificar pessoas que são facilmente enganadas por qualquer tipo de palavra que tu possa falar. Eu vou seguir os dois, mas eu vou sempre botando o olho nessas pessoas pra qualquer momento eu me aproximar ou trocar alguma ideia. Show. Todos vão entrar, né? Positivo.
veem que tem vários quadros colados na parede. O interior, ele possui uma parede de madeira, só que a cor dela é amarela também. Mas não é um amarelo puro, é um amarelo meio podre. Como se as paredes do interior da mostra estivessem com um fungo bastante presente, mas não tem cheiro, não tem cheiro negativo de fungo, nem nada.
Mesmo assim, várias pessoas estão olhando os quadros de Marlon Shaw e vocês veem que tem pinturas normais dele nessa primeira parte. Não é as pinturas que fez ele ser conhecido como sendo esse artista decadentista, com esse amarelo que destaca as obras dele. São pinturas normais de mulheres olhando para um horizonte, a margem de um lago.
De animais, de pôr do sol, pinturas assim bem naturalistas. E aí, ao notar que outras pessoas novas chegaram, vocês veem que se aproxima um homem um pouco gordo. Ele está com uma bengala e está com uma roupa social branca, completamente branca.
Ele se aproxima de vocês e fala com muita sinceridade. Mas que porcaria, não é mesmo, senhores? Viemos aqui ver o grande Marlon Shaw e sua corrupta arte. E o que chegamos aqui é apenas obras que a minha filha de 5 anos poderia fazer. Talvez até com mais apreço. E ele fuma um charuto. A gente sabe quem é essa pessoa, guardião? O Magnus conhece. O Magnus já enganou ele.
Ele se chama Lord Henry. É um homem que, digamos que você enganou ele, Magnus, em uma situação delicada. Em uma situação que faltava para ele muita coisa. Roupas, para ser mais exato. E também sanidade. Tão alto ele estava nos níveis de alcoolismo. Tu enganou ele no meio de um bordel, enquanto que ele estava repleto de prostitutas.
Dê o que tu queria pra ele. Ele se lembra de você, Magnus. Ora, se não é o cavalheiro que eu encontrei enquanto estava nas Delícias da Acrópole. Eu lembro de você, meu caro. Como você está? Está melhor? Sim, sim. Estava um pouquinho atabuado. E você me ajudou. Aquilo foi realmente útil. Obviamente, as coxas daquelas belas damas me ajudaram mais ainda, mas...
Claro, claro, mas o que está fazendo aqui nesse evento? Vejo que aquele local era mais da sua vontade, você se sentia mais feliz naquele local? Não é uma questão de felicidade a minha razão de estar aqui, meu caro. É uma visão de ver aquilo que a sociedade abomina.
Eu não sou um homem preso a convenções sociais. Ele pega mais uma vez o charuto dele e começa a fumar. Para mim a vida deve ser repleta de liberdade. Minha felicidade está nos braços de uma mulher e com uma boa taça de vinho na minha boca. E quando soube que Marlon Shaw estava aqui e estava causando todo esse alvoroço, achei que poderia me divertir, vendo algumas senhoras assustadas com uma simples pintura.
Você precisa de proteção? Eu posso servir como um cavaleiro para você, meu caro. Eu imagino que a paz de espírito não tem preço, mas os meus honorários têm. E com um bom valor eu posso te proteger espiritualmente para que não tenha problemas. Que ajudar a você a conseguir mais e mais mulheres.
De mulheres não me falta. Sou um bom homem de bastante volume. Mas ele tá falando sobre dinheiro, obviamente. E isso basta para conseguir o que eu quero. O Magos, ele tem 80 de aparência. Então, ele tende a ser uma pessoa muito... Chama muita atenção, sabe? Onde ele tá. Então, ele... Mesmo ele não sendo... Tipo, ele é bonito, mas o que faz é a forma que ele se comporta. Ele se tornar mais atrativo, né? Então, ele encorre...
Posta perto do cara e fala. Cláudio, você tem muito dinheiro. Nunca vi uma pessoa tão rica. Igual a você. E as pessoas adoram. A sua presença. Mas imagina se os espíritos. E essas coisas ruins. E ele olha para o rumo da apresentação. Impeçam de conseguir aproveitar. Aquelas belas coxas.
Não seria ruim? Você tem uma visão muito profunda acerca da vida, meu jovem. É realmente verdade. Talvez eu esteja no meio de pessoas velhas e isso possa me atrapalhar. Fascinante. Ele olha assim pra vocês dois. Não imaginava que duas pessoas aparentemente intelectuais poderiam ter uma pessoa tão divertida.
E foi mais uma vez tirar o charuto dele. Vem uma senhorinha e pede desculpa pra vocês por ele. É uma senhora de uns 80 anos. Ela tá com um vestido balão. O cabelo dela é adornado, né? Com algumas pérolas. Ela fala, senhores, eu não sei o que Renwin está fazendo, mas mil desculpas. Ele é um inapto.
em tratar de qualquer tipo de assunto. Mil desculpas. Chama-me Benedite e infelizmente eu sou a mãe desse canalha aqui. Ah, mamãe. Não me elogie assim tão cedo. Ele falou mais uma vez o charoto dele. E ela vai e tenta segurar a mão de vocês pra apertar. Primeiro do Victor e depois do Lionel. Mas ela não segura a mão do Arthur. E ela vai primeiro no Victor. Olá, senhor. Mil perdões por ele. Depois vai pro Lionel.
Ele estende a mão, Senhora Benedict, pelo curto, porém preciso discurso que a senhora fez neste breve momento sobre as percepções únicas que seu filho tem sobre a vida. Concluo que a senhora, de fato, é uma pessoa bastante observadora e versada em diversos aspectos da vida e de sua vivência prática. Por isso, se me permite...
Gostaria de conversar com a senhora sobre essa exposição, apesar de ser filho, cujo saber sobre a arte de fato deve ser algo incomensurável, eu disse que a neta da senhora seria capaz de reproduzir e até melhorar os aspectos artísticos do artista que faz aqui hoje a sua mostra. Mas o que me interessa de fato é o que é que a senhora está achando da exposição.
Ela fica lisonjeada com tamanhas palavras. O Henry, né? Esse homem volumoso se aproxima de você. Lionel fala. Meu caro, eu, assim como o senhor, sei muito bem as maravilhas que a vida pode dar. E quanto mais tempo se vive nesse mundo, menos prazer pode se dar. Será que você me entende? Ele olha sincero pra tu. Mas ele fala cochichando assim, enquanto que a mãe dele, né? A senhora Benedite, ela tá emocionada com as palavras que você acabou de proferir, Lionel.
Meu caro Lorde, como eu disse a Poo, tudo trata-se de percepção. A ótica pela qual o senhor observa, a luz que o senhor joga por sobre os fatos e o prisma que causa a refração que vai gerar aí a sua percepção. Não se preocupe. Como o senhor disse, viver nesse mundo pode ser um tanto sofrido e viver pensando pode ocasionar alguma dor de cabeça.
Eu não entendo. Ele olha confuso pro Victor. O que ele acabou de falar? Como um homem pode falar palavras tão incompreensíveis? Meu senhor, fique tranquilo. Às vezes meus colegas podem ser um pouco inteligentes demais. Eu sou um jornalista, eu sei como lidar com o público e talvez com o senhor. Se quiser eu posso, junto com o Magnus, te guiar por aqui. O que acha?
Eu não gosto desse sujeito. Também tenho medo que ele possa fazer algo por... Heli, por favor, me respeite. E respeite que o senhor... Perdão, chegou a falar o seu nome? Ela se direciona para tu, Lionel. Dr. Lionel Harrogate. A seu dispor, Madame Benedict.
Ah, o famoso leitor de almas. Já tive uma colega que chegou a tratar-se no seu consultório. Nossa conversa será bastante profícua, com certeza. E ela fica afastando assim o Helmy. Senhor Magus, pode me acompanhar em minhas andanças por aqui? Creio que existem alguns olhos que estão chamando a minha atenção. Claro, claro. Te ajudarei com o máximo que eu conseguir. Senhor Victor, certo?
Victor Konetzov. Ah, não é desta terra. Pelo que me parece, é brasileiro, não é? Brasileiro? Sou russo de Moscou, amigo. Ah, sim, sim, sim, sim. A terra onde ainda existe um império. Não é somente a terra da rainha. Espero que acabe logo. Foi um dos que lutaram contra o meu império. Isso quase custou minha vida. Custou meu dinheiro, minha casa, por de tudo. Quase tive minha alma ceifada.
Sei muito bem como é ter almas ceifadas. A coxa daquela bela dama quase apertou meu pescoço a ponto de tirar minha alma. Além de outras coisas que é normal que mulheres tirem de homens. Ele pega mais uma vez o charuto dele e começa a fumar. Vamos, senhor magos. Tenham algumas senhoritas a visitar. Pode me ajudar nisso.
Ele pega a mão dele e fala, venha, venha comigo, e segura no ombro, sabe? Pra tentar desvincilhar ele da mãe dele. Porque a mãe dele tá sendo como a voz da razão, e ele não quer isso. Faz um teste de ocultismo, Magos. Nossa Senhora. Deu falha. Os teus conhecimentos de ocultismo te alertaram acerca de alguma coisa no meio dessa multidão.
Mas você não conseguiu achar o certo, o que seria? Quando não passa no teste, você pode usar sorte para descontar o resultado. No caso aqui, você gastaria 43 de sorte para passar. Só um exemplo, não precisa fazer, mas sempre que vocês não passarem, vocês têm essa opção.
Tem nem sorte pra isso. O Henry vai junto com o Magos pro meio da multidão. E é isso. E aí, Victor, tu vai ficar com o Lionel? Toma uma olhada de canto nas moças que estão por ali. Olho firme nos olhos do Magos. E começo a seguir o Lionel. Junto com um caderninho de notas na minha mão. Pra eu ir anotando tudo que eu tô vendo.
A senhorita Benedite fala, senhor Lionel, podemos conversar então? Estou esperando o senhor Marlon Shaw aparecer. Ele não apareceu ainda e só colocou as suas obras de prima infância. E ela aponta sempre as obras dele.
Será que ele faz o tipo recluso e deve aguardar até o último instante para se revelar e provavelmente trazer alguma obra recém-produzida que eventualmente possa representar a expressão máxima de sua arte?
Sabe como somos artistas, senhor Lionel? São misteriosos, esquisitos, antissociais, incômodos, um pouco fedorentos também, mas ainda assim fascinantes. Pessoas como eu e como o senhor, que temos dinheiro, temos o dever de ajudar esses desgraçados menos abastados, mas ainda assim fascinantes.
É como cachorrinhos que ficam brincando na lama. Nós, no caso, damos a lama para eles poderem brincar. No caso, o nosso dinheiro. E ela dá uma risada com um lencinho na boca para esconder os dentes. De fato, senhora Benedicte, a percepção da senhora sobre esse tipo de situação me encanta. Bastante reconfortante.
Perceber que existem pessoas que não são facilmente ludibriadas pelos jogos de luzes que acabam por ocorrer quando os incautos se aproximam demais da fonte luminosa como o prisma errado no momento errado. É... Olha assim pro Victor.
Eu... eu creio que o senhor tem palavras bastante elevadas, senhor Lionel. Mas diga-me o que está fazendo aqui, junto com este cavalheiro? Estão, por acaso, interessados em comprar alguma das obras de Marlon Shaw? Apesar de serem essas obras que estão expostas, aquelas que foram feitas enquanto ele ainda era uma criança, acho que é bastante bonito o que está sendo representado.
Veja aquele quadro. E ela aponta sempre um quadro que é uma criança brincando no jardim. Posso muito bem imaginar a minha sobrinha ali. Ou talvez a minha neta. Ou talvez a filha bastarda de Harry. Que vive em cabarets. É algo talvez triste quando a gente entende o contexto. Mas quando retratado pela fina, fria realidade da tintura. Torna-se bonito, não é? Penso em comprar essas obras.
E não as recentes de Marlon Shaw. Aquelas são atemorizantes. Mas e os senhores? Querem comprar alguma obra dele? Vieram interessados? Antes de mais nada, eu busco perceber. Não apenas as obras, mas também o artista. Em especial, essas obras que a senhora reputou como sendo atemorizantes. E se me permite a indelicadeza, gostaria de lhe perguntar o que é que a senhora acredita ou percebe como sendo aterrorizante?
nestas obras? Seria esse temor apenas um conceito geral que a senhora formou em algum compartimento dentro da sua própria mente, em decorrência de alguma experiência passada, a qual as obras dele acabam por remetê-la?
É, o que será? Ela pensa assim. Bom, eu acho que os artistas enxergam coisas demais. Ela percebe que provavelmente o Victor tá anotando. O senhor pode anotar esta palavra? Eu acho que ela é bonita para um livro. Os artistas são flores que ainda não desabrocharam. Mas ao desabrochar, morrem. É, anotou? Ficou olhando assim no caderno do Victor.
Eu rapidamente absorvo tudo o que eles estão falando, vou rabiscando em um caderninho. Fico olhando ali, meio que de tocar, e percebendo que o ambiente parece trazer alguma coisa, mas eu não sei o que é. Mas não estou com um bom sentimento em relação à conversa com ela. Continuo escrevendo em meu caderninho, bem rapidamente, usando o lápis.
Bom, não entendo a letra, mas deve ter escrito com certeza. Ela se vira mais uma vez pro Lionel. Eu acho que Marlon Shaw entendeu coisas que não deveriam ser entendidas. Se é que me entende, meu caro. Já tenho 80 anos. Aquilo não é coisa que um ser humano normal possa desenhar.
Quando a senhora diz um ser humano normal coisas que ele não deveria ou não poderia desenhar, o que exatamente a senhora fala? A senhora fala de formas, a senhora fala de cores, a senhora fala de uma impressão que teve sobre as formas e as cores que estão nas telas que ele pintou, ou talvez um conjunto um pouco complexo disso tudo.
Senhor Victor, Senhor Lionel, acreditam em Deus, certo? Afinal de contas, parecem ser homens cultos, bem apessoados. Dioses? Ah, não existe nenhum Deus. Não existe nada disso. Ela bota assim a luva dela como se estivesse desmaiando.
Eu já aprendi que na vida só existem fatos. Igual nesse meu caderno. Notícias, fatos, acontecimentos. Tudo que é real. Religião é apenas uma tapeçaria criada pelo ser humano para lidar com o fato da sua parca existência perante o universo. Eu não consigo acreditar em nada disso. Sinto que isso é apenas uma falha moral das pessoas. Ela fica assustada e olha pra tu. E olha pra você, Lionel, com uma cara de surpresa. Como tivesse escutado uma aberração.
A senhora não precisa se preocupar, senhora Benedite. Definitivamente, o que meu colega aqui disse pode ser fruto de uma experiência ruim envolvendo a fé, a própria existência ou alguma pessoa religiosa. Às vezes, uma ou outra opiniões um pouco mais atravessadas podem acabar por causar estragos consideráveis e uma psique mais frágil.
Sim, sim, sim. Se eu vi que tu, apesar de não acreditar em Deus, saiba que Deus acredita em você. E vai encontrá-lo. Mas algo que me disseram há muito tempo é que apesar de Deus sempre nos encontrar, não é interessante que entendamos muito?
Sobre ele, quando digo que acho que Marlon já ouviu coisas que não deveriam ter sido vistas, senhor Lionel, eu digo isso. Eu acho que uma mente tão brilhante talvez tenha alcançado os píncaros de uma outra realidade onde talvez Deus mesmo exista. Mas ao ver o que ele pintou, pergunto-me se era correto.
Ele desenhar Deus da forma como ele desenhou. E ela fica assim mexendo nas luvas dela. Tem uma luva de seda na mão dela. É uma senhora de 80 anos. E fica assim um pouco tímida ao falar essas palavras.
Entendo. Às vezes acabamos por nos incomodar quando alguma coisa que vemos ou ouvimos gera algum grau de desconforto. E pelo que a senhora acabou de me falar, a fé é o lugar de segurança da senhora. É onde a senhora busca e encontra o conforto necessário para superar as agruras do dia a dia. E, pelo que percebo, as obras de arte.
Essas mais recentes podem ter gerado algum desconforto. Por se opor, não usaria uma palavra mais forte que isso, a alguns valores que a senhora possui e tem em alta consideração. É natural que aconteça uma reação tanto diversa. A senhora me acompanharia até essa próxima aula da exposição para vermos exatamente o que foi que gerou essa reação na senhora? Acho que em boa companhia tudo é mais agradável. Podemos ir.
Seguimos juntos, então. Fiquei curioso para ver tal pintura. A Vande, então, vai caminhando em direção a essa próxima ala aí.
Enquanto isso, Magus, o Henry te aponta a mulher que tem o decote mais generoso dessa festa e fala Veja Magus, essa é Elizabeth. Elizabeth é uma mulher de posses, se é que você me entende. E gostaria de poder degustar um pouco de uma bela conversa com ela. Acredito que o senhor pode me ajudar. Afinal de contas, e aí uma mão gigantesca vai no ombro dele.
Oh, e ele se vira assim, você vê, Magos, que é um homem velho também, só que ele já é bem mais forte. Ele tem uma... tem um terno e gravata azul escuro, azul marinho. Fala, Harry, não imaginava ver você aqui. Talvez em um cabaré, mas aqui não. Ah, Lorde Stard, eu estava apenas acompanhando a exposição.
Junto com o meu colega, estou apenas analisando o que está acontecendo aqui. Senhor Magus, esse é Lord Stazitz. Ele é um dos críticos da Academia Real de Arte. O Magus tem uma cartola, ele puxa a cartola para baixo, faz aquela reverência de apresentação. Mil prazeres, meu nome é Magus, vem.
Eu estou com meu amigo. Estamos aqui para ver essa maravilhosa apresentação, essa demonstração de arte maravilhosa. Devo discordar sobre o maravilhoso. Estou aqui apenas para constatar o óbvio. Marlon Shaw é um fracassado que tenta com sua arte decrépita assustar ao invés de encantar. Essa não é a verdadeira essência da arte.
E quanto a você, Henry, está bem? Henry fala, estou ótimo. Mas ele ainda está olhando fixamente para a mulher com decote xeteroso. Quando ele fala que a arte é decrépita, a arte é estranha, eu falo, concordo plenamente com você. Eu estava me segurando para falar, mas as pessoas que vieram aqui podem achar ruim. Essa arte dele passa uma energia estranha, como se ele não fosse mais uma pessoa sã. E ele volta a olhar para o gordinho e fala,
Se me dá licença, o meu amigo está interessado em uma conversa sobre os quadros com a bela moça. E eu puxo o gordinho. Ele entende e fala, mas você tem uma visão bastante positiva sobre a arte, meu jovem. Irá testemunhar a humilhação que farei Marlon Shaw sofrer aqui.
Enquanto você, Hewie... Ora, homem, pare de frequentar aqueles locais. É um viciado, parece um coelho. Hewie fica fazendo de desentendida. Vamos, Amarcus, eu estou interessado. E quando ele percebe que o Stard se apresenta... Ah, que velho. Bom, seu Amarcus, é... Vamos voltar ao que realmente interessa. Sim, sim, aqueles quadros estão esperando a gente.
Sim, sim, sim. Tem um quadro bastante bonito ali. Ele aponta mais uma vez pra Elizabeth, já vai indo em direção a ela. Eu vou acompanhando ele até a moça. Quando chegar próximo da moça, a primeira coisa que ele vai fazer é se apresentar. Esperar ela estender a mão pra ele beijar, sabe?
Aí o Remi chega. Olá, senhorita Elizabeth. Vejo que está sozinha neste tão lindo dia. E ela fala. Não, não estou sozinha. Estou com os meus pais. Eles estão ali. Bem perto de mim. Meu pai, inclusive, tem porte de arma.
E a arma dele é bem... É bem dolorosa de se sentir. As balas, pra falar a verdade. Mas tá bem acorunhada. Agora sim pra tu. Este é o meu amigo Magus. Gostaria de apresentar você a ele. É apenas isso que vim fazer até aqui, Senhorita Elizabeth. E aí ela estende a mão pra tu beijar.
Ele beija a mão dela. Teste de sanidade. Eita, que começou. Opa, falei gostoso. Vambora. Perde um T4. 4. Só é ruim quando é 5. O que acontece quando você beija a mão dessa jovem? Por alguns segundos, a realidade à tua volta muda completamente.
Tu escuta o som de uma orquestra típica de um baile. E se você tem uma visão panorâmica do que está acontecendo ao teu redor, você percebe que várias pessoas estão de máscara, com roupas sultuosas, típicas dos bailes que eram feitos ainda na época dos anos 1700, há 100 anos atrás. Por que você se sente incomodado? Porque a mão que você está beijando...
Tu consegue perceber agora nessa nova realidade? Não é uma mão humana. O cheiro, ele é grotesco. É como se fosse um mofo. É amarelo. Não é algo humano. É gosmento. E parece até que ele está, agora, nesse exato momento, se expandindo. E invadindo a tua mente.
invadindo também o teu rosto. O coração começa a acelerar, enquanto a orquestra, ela começa a ir em ápices.
E aí você volta à realidade com o coração ainda batendo muito forte. E o Helene um pouco assustado, porque tu ficou branco do nada. Por alguns segundos, por alguns segundos, Magos, você estava em outra realidade. Mas depois de um tempo você já voltou ao normal. Então tu tá um pouquinho confuso, perdeu a sanidade. Mas ela percebe que tu tá mal e fala, senhor, está tudo bem?
Ele tem uma mania de quando ele vê uma pessoa mais fácil de conseguir usar as habilidades dele com a mão, ele vê se a pessoa tem uma pulseira, isso não é automático, e tenta roubar a pulseira. Só que nesse momento, pelo fato de ele ter sofrido esse problema, ele tentou tirar esse negócio, só que pelo fato de ele se assustou, ele largou a mão dele e deixou a pulseira cair no chão.
Aí ela percebe que a pulseira caiu do chão. Oh, acho que isso foi um acidente. O rei me fala, Magos, está tudo bem? Homem está branco? Eu acho que o véu nessa região está caindo. Meu Deus. Minha senhora, você teve contato com essas pinturas horrendas?
O que está falando? E nesse momento, um homem careca com um sobretudo marrom, ele se apresenta entre você e a Elizabeth e fala Você, creio que talvez tenha chegado cedo demais. Prazer, chamo-me Marlon Shaw. Estou aqui para iniciar.
A verdade. E ele estende a mão assim pra tu? Ele fala de uma forma meio pausada. É, Magos. E a Elizabeth fica assustada. Mas todo mundo começa a falar. Nossa, o Marlachal chegou, o Marlachal chegou. E isso chega aos ouvidos de vocês. Dois, Victor e Lionel. Conseguem ver que o centro do burburinho. Tá o Magos e o Homem.
Alto, careca, com uma expressão pálida, como se ele tivesse também com uma insônia por dias. Ele tá com olheiras. Ele tá estendendo a mão pro Magus, que também tá igualmente branco. É uma cena bem esquisita. Mas ele tá na tua frente, Magus, estendendo a mão pra tu.
Posso antes de te pegar na mão dele fazer um teste de psicologia? Pra ver se ele não gostou do que eu comentei sobre a arte ou alguma coisa nesse sentido? Ou ele nem ligou? Pode fazer, pode fazer. Sucesso sólido. Foi só um sucesso normal. Gastando 10 de sorte tu passaria. Mas fica até o cargo se tu gasta ou não.
Não, por enquanto não. Tá muito no início ainda. Percebe que ele não parece ser uma pessoa com muitas emoções. Parece ser bem seco. Ele tá imóvel na tua frente ainda, com a mão estendida. Vou pegar na mão dele e falar. Então, você é o pintor. Vejo, vejo pela sua aura que você é magnífico. É magnífico. Como a sua arte que vai apresentar pra gente hoje.
Um prazer, me chamo Magus Vane. Se precisar de minha ajuda, estarei aqui para te ajudar contra as coisas do mal. Com a mão apertada, com a outra mão, ele vai por cima da tua mão. E se aproxima assim de tu, chegou cedo demais.
Mas não se preocupe. Logo estaremos definitivamente lá. E ele aperta a tua mão assim. E tu vê os olhos dele. São olhos negros. Mas eles são vazios. Te dá um arrepio assim. Como se não houvesse alma nele. Ele tá quase se cagando. O Magus. Ele tá quase saindo do personagem.
Ele dá uma trebilicada, ele perde um pouquinho a postura e se afasta um pouco. O Helwin se interpõe entre você e o Marlon Shaw e fala, Senhor Marlon Shaw, chama-me Helwin, eu estou aqui para apreciar a sua arte.
E o Marlon só ignora ele e pede que alguns serviçais que vieram com ele, eles carregam em três quadros que estão cobertos com um pano. E ele fala assim, em alto e bom som para todo mundo. Perdoe meu atraso, vamos iniciar então a mostra.
Como podem ver aqui nas paredes estão as obras da minha juventude. Tolisso Geométricos. Quero mostrar para vocês algo especial. Mas antes temos que nos preparar. E ele caminha e vai até um espaço que começa a ser organizado para ser colocado aos três quadros.
que estão cobertos com esse pano marrom. E é isso, vocês veem que o Magus se afastou do Marlon Shaw, Victor e Lionel, vocês enxergam isso, e o Marlon Shaw está se direcionando junto com os outros quadros para outra parte do salão. Vejam ali, senhora Benedicte, a senhora não disse que queria conhecer o artista responsável pelas obras? Acredito que aquele ali seja ele, e aponta sim. É, eu vejo, é realmente, ela fica introspectiva assim, olhando para ele.
Posso rolar psicologia, guardião, pra saber se tem alguma coisa que ela possa estar pensando, algum medo que ela possa estar escondendo, alguma coisa do tipo? Ela parece que tá só fascinada. Eu consigo rolar pra ver se tem alguma coisa errada nessa sala? Alguma coisa sobrenatural? Tu tem ocultismo? Não, eu tenho só encontrar, só. Tá certo encontrar, manda aí. Tenta e cinco, não passou. Se tu quiser, tu pode gastar cinco de sorte pra passar. Tu tem quarenta de sorte.
Vou usar sorte, então. Você encontra entre esses três servos do Marlon Shaw uma coisa peculiar. Em cada um deles existe um revólver. Não é normal que servos tenham revólvers, mas você encontra isso daí como sendo algo de destaque. E esse encontrar, ele acaba tendo mais significado quando você consegue identificar que quando os três, eles colocam os três quadros, eles se colocam atrás.
de cada um desses quadros, e eles estão pegando o revólver e estão colocando, assim, debaixo do sobretudo deles, como se eles fossem atirar a qualquer momento. Pra ver se existe alguma intenção maligna deles, seria necessário psicologia. Eu tenho. Psicologia eu tenho. Pode fazer. Agora é um sucesso sólido. 35. Vai gastar sorte de novo? 5 de sorte, então.
O que tu percebe? Parece ser aquela postura típica de atenção, como se eles só precisassem escutar um alerta para começar a disparar as armas que eles estão carregando consigo.
É, eu sigo aqui, perto ali do Lionel. Quero ver se conseguiu falar no ouvido dele, pra ele ficar de olho nesses servos. Fica de olho, amigo. Tem alguma coisa de errado nesse pessoal. Fica atento. Não faça nada brusco. O Lionel se vira meio de lado como quem tá olhando pros quadros, estica o pescoço assim, na direção do Victor. Que pessoal, o que é? O que é que está acontecendo? Esses caras têm armas, revólveres potentes. Isso aqui não é coisa normal. Isso aqui é coisa de guerra.
Os servos que entraram agora com os quadros? Sim, sim. Olha sobre tudo, reparem. Os bolsos são bem abertos. Eles estão com armas. Revolveres prontos para atirar em quem eles quiserem. É uma coisa meio esquisita. Isso não é só segurança. Tem algo por trás. Coisa mais estranha. Vamos ficar atentos. Eu acho que seria bom tentar conversar com esse tal de Shaul. Eu acho que ele pode dar respostas para a gente, se a gente for franco. Dá uma risada.
Podemos, podemos tentar. Ele, sei lá, desafio a altura. E aí o Lionel faz uma mesura pra Sena Benedict. Sena Benedict. Sim, eu aceito. Ah, caramba.
por precisar me afastar um instante e acredito que seja o momento adequado para conversar com o artista da mostra, aviso caso a senhora queira me acompanhar ou, caso prefira, que continue à vontade apreciando as obras da exposição.
Eu ainda estou um pouco atemorizada pelo que posso enxergar de novo nele e vou ficar afastada por enquanto, senhor. Mas logo posso me encontrar com você e com o senhor Victor. Anote aí, senhor Victor, a arte, ela é bela até ser revelada para quem não pode enxergar. Anotou? Desejo uma boa noite para a senhora, viu? Não fique longe de nós. Tem gente perigosa por aqui. Estou te avisando. Vai devagar.
Enquanto isso, vamos só para o Magos. Tu ia falar com a Elizabeth. A Elizabeth está assustada olhando para o Marlon Shaw. Ele está preparando os três quadros para mostrar. E aí tu se aproxima, imagina. Eu vou me aproximar mais próximo dela para tentar falar mais baixo. Sua aura está diferente. Imagina que precise de proteção. Pelo preço certo eu consigo te tirar esses problemas da sua vida. E ele dá um toquezinho no ombro dela e sai andando.
Espere. Ele para, tipo, mas ele para com aquele sorrisinho de canto, né? E volta pra trás com a cara mais fechada de novo. Sim, vale. O senhor tem conhecimento sobre... Sobre o oculto? Eu venho tendo alguns pesadelos? E quando me tocou, senti que o senhor ficou diferente? Será que o diabo roubou a minha alma e eu não soube? O meu primeiro beijo foi com o meu primo? Talvez isso tenha sido pecado? Não, não.
Os primos estão aí pra isso. Não se preocupe, não é... Não é pecado. Aí ele bota, tipo, o ombro dela. Ele dá uma parada, tipo, dá aquela respirada e fala... Eu sinto em você. Coisas não estão certas. Imagino que... Aí ele vai tentar, tipo, dar uma... Fazer uma leitura fria nela, né? Tipo, ver se ela tem alguma coisa que ajude ele a entender o que ela tá...
Quais são os problemas além dessa parte do sono? Quer que rola alguma coisa? Uma psicologia? Pode fazer, psicologia. E os outros dois podem ficar à vontade pra tentar se aproximar dele, se quiserem. Vocês percebem que ele novamente tá conversando com a Elizabeth.
Foi um sucesso extremo. Tu já enganou pessoas que têm um perfil parecido com o dela. Normalmente, eram pessoas que tinham passado por um episódio extremamente traumatizante. No caso dela, tu imagina, que tem a ver com morte e assassinato, porque ela parece ser uma pessoa que tem recorrentes pesadelos com assassinatos.
E pelo que tu já conhece, esse tipo de pessoa, por ser traumatizada, acaba sendo muito suscetível a todo tipo de promessa que possa tirar ela desse vendaval de emoções negativas e de ilusões. Você percebe até mesmo que ela tem uma luva cobrindo a mão e o antebraço que tem algumas marcas no antebraço dela. Imagina então também que ela pode se cortar.
Ele chega mais perto dela e fala... Eu sei que a tristeza, ela... Entra no âmago das pessoas e... E faz coisas ruins. Eu imagino... Na verdade eu consigo ver aqui... Que você passou por uma experiência... De morte muito ruim. Isso deixou seu espírito mais fraco. Que fez... Outros espíritos ruins.
se aproveitarem de você e você ter esses pesadelos e essas coisas. Bom, a minha especialidade é essa. Eu consigo deixar as pessoas boas novamente. Mas tudo, tudo tem um preço, pois eu uso também, assim, da minha energia vital para deixar as pessoas melhores. Mas eu conseguirei te ajudar, sim. Como sabe, eu nunca comentei isso com ninguém.
Os espíritos, eles falam pra mim que eles estão falando que você está num momento ruim. Vai dar tudo certo. E ele passa a mão no ombro dela como se fosse um afago, sabe? Me contem depois da apresentação que eu irei lhe ajudar com todos os seus problemas. E claro, se quiser eu consigo lhe proteger nesse evento.
mas fisicamente não é minha área.
Tudo bem. E ela bota a mão no teu ombro e fala. É bom saber que existem outras pessoas que também ter de sanidade. 95. Por um, não é desastre. Tu perderia necessariamente dois e vai perder um D6 agora. Então é dois mais isso daqui. 7. Faz aí um teste de inteligência.
Uh, falei também. O que acontece? Mais uma vez, quando ela bota a mão no teu ombro, tu se vê em outra realidade. É aquela mesma realidade que você estava até pouco tempo atrás. Ainda há uma música estridente. Ainda há uma orquestra executando uma canção típica de um baile antigo. Ainda há...
Uma quantidade gigantesca de pessoas vestidas com trajes antigos e com máscaras. A diferença é que aquela moça bonita que estava na sua frente, nessa outra realidade se transforma em algo esquisito. Não tem rosto. No lugar do rosto existe apenas uma escuridão infinita.
E essa escuridão parece que puxa o teu olhar. Parece impossível não olhar para essa escuridão. É irresistível. E essa figura sem face está coberta por uma cor amarela. Por um manto amarelo. Que também parece ser aquele tom que destaca as obras de Marlon Shaw. Um amarelo pútrido. Sujo. Que faz você perder a noção do que significa ser real. E a noção da própria normalidade.
Tu mais uma vez volta, mas tu tá bem acabado. É algo que a tua mente não consegue compreender e isso é bom. Porque te protege de algo além da compreensão que por algum motivo tu tá conseguindo vislumbrar agora. Mais uma vez, vocês lá de longe conseguem perceber que ele de novo fica branco, pálido e fica agora se tremendo quando a moça bota a mão no ombro dele.
Eu vou me desvencilhar dela forte, com um susto, e vou esbarrar em pessoas atrás de mim e cair no chão, sabe? Aquela sensação de... Atropela todo mundo pra trás, cai no chão e... O Lionel vê essa bagunça, olha pro Victor, faz assim com a mão como se estivesse chamando e vai em direção a essa fusarca toda aí. Em direção ao corpo do Magus, tá ali no chão, né? Pra ver se tá tudo bem com ele.
Bem abatido mesmo. Ele tá quase saindo do personagem. Consigo notar o que tá se passando com ele, guardião? Ou preciso testar a psicologia? Pela tua profissão, parece que ele viu o diabo. Parece que ele viu algo muito assustador e caiu no chão por isso. Mas quando vocês se aproximam, o Marlon Shaw já fala. Vamos começar então. Essas são três obras que refletem o meu fracasso. Não é mesmo, senhor Stasitz?
E aí ele olha pro outro homem velho e forte, que vocês também enxergaram que tava próximo do Magus. O Marlon Shaw ele tira o pano de uma primeira obra e é isso. Parece que tá começando a fazer uma exposição. Tento checar se tem algum achocado no Magus, alguma coisa, se ele se feriu fisicamente. O que foi que houve, Magus? O que é que está acontecendo com você, meu cara?
Caralho, ele está lá bem baixinho. Caralho. E já recupera a compostura. Ai, eu sinto que o véu nesse local está baixo. Não acho que deveríamos estar aqui dentro. Ele começa a pegar em volta para tentar levantar, né? Tipo, receber a ajuda de alguém para tentar levantar. Ele não parece estar ferido, Victor.
Laiano estende a mão para ajudar ele para levantar e pergunta de novo, olhando para ele nos olhos dessa vez. Meu cara, sabemos bem qual é o único véu aqui. Me conte exatamente o que aconteceu e o que te deixou nesse estado, por favor.
Usa a mão pra se levantar, né? Só que a partir do momento que ele usa a mão pra se levantar, ele aproveita o impulso pra chegar mais próximo dele. E chega bem pertinho do ouvido dele e fala assim... Meu cara, essa profissão eu uso pra meu sustento. Mas tem alguma coisa estranha. A primeira vez que eu vejo algo estranho, essa mulher, ela é estranha. E aí ele sai de perto.
Ai, minha cabeça, eu sinto muitas vibrações desse local. Meu Deus, meu Deus, ai. Esse Marlon Shaw, ele é muito... E aí ele, tipo, coloca a mão no rosto como se estivesse se recuperando mentalmente. Todo mundo fica olhando assim, assustado pra tuas mais velhas. Ficou falando, isso, ele é do diabo mesmo.
Malonxal, reparo que tô... tá assustado. Não se incomodem com o Cavalheiro. Ele chegou cedo demais. Mas o que ele vê é apenas a mais bela perfeição que eu também consegui enxergar. Todavia a muito custo. Para ele, por ser talvez um abençoado, foi fácil. Mas vejam esta obra aqui. Ela pode ser o que você pode considerar como sendo belo, seu Stasitz. E ele aponta assim pro quadro. Se vocês quiserem ver, eu descrevo.
O Lionel vai querer olhar. O Vainel não vai olhar, ele já tá com o cu na mão demais. Você tem ocultismo, Lionel? Negativo. Você vai olhar, Victor? Eu vou, mas também não tem ocultismo.
do jovem tem uma mulher com seios avantajados. Os mais religiosos aqui, se tiver algum, acho que nenhum é tão religioso assim esse ponto dos personagens, pelo que eu entendi. Mas de qualquer forma o Marlon Shaw, ele explica. Esta é uma cena da Legenda Áurea, um livro que retrata as boas práticas de fiéis do cristianismo. Aqui vemos um jovem fiel sendo atentado pelo diabo.
que se transformou em uma mulher com seios voluptuosos para chamar a atenção desse jovem. E aqui, segundo a legenda áurea, esse jovem simplesmente ficou abraçado ao crucifixo e não cedeu às tentações que o diabo lhe impunha. A forma como isso daqui foi construído deve ser o que significa ser belo para o senhor, não é? Lord Stasets.
A perfeição geométrica, uma representação fria da realidade com base em planos e mais planos. Isso daqui, todavia, não é arte. Ele chama o servo que estava atrás do quadro, ele estende o antebraço dele e o servo atira do braço do Barlon Shaw. Sai o sangue e com o sangue ele começa a atingir esse quadro que eu acabei de descrever com o próprio sangue dele. Todo mundo fica assim estupefato, algumas pessoas até tentam correr.
algumas mulheres mais velhas quando escutam o som do tiro, elas correm e tentam sair do salão vocês percebem isso? Enquanto que outros ficam só assustados. O Stazes fala que palhaçada é essa? Está transformando isso daqui num show de circo? Um circo dos horrores? Já sabe muito bem que será banido de qualquer tipo de círculo artístico a partir de hoje isso não é arte
E ele só fala, muito pelo contrário, senhor Stasitz, o que eu vou mostrar agora será a verdadeira arte. Todos façam teste de sanidade. Vai, eu não passo. Uh, passei. Pela primeira vez passei. Uh.
Victor passou. Todo mundo passou, então. Vozes fantasmagóricas começam a ir de um ouvido pro outro. Vocês começam a escutar vozes fantasmagóricas invadindo assim o ouvido de vocês. Se vocês tentam entender de onde vem essas vozes, parece que ela vem da própria cabeça de vocês. Não somente vocês estão escutando isso, mas várias outras pessoas também.
O Lionel vai observar ao redor do guardião para entender se isso pode ser alguma coisa relacionada à composição das tintas, que pelo tom de amarelo pode ser que tenha chumbo e o chumbo pode causar algum grau de alucinação por exposições muito altas, ou se tem alguém ali que está realmente acometido por algum tipo de loucura, alguma coisa assim.
O meu personagem vai escutar essas vozes e aí ele vai falar... Minhas senhoras, minhas senhoras, fiquem atrás de mim. Eu irei protegê-las de todo o mal. Venham, fiquem atrás de mim. O véu está baixo e os espíritos estão tentando entrar aqui dentro. O meu personagem vai começar a dar uma olhada no ambiente, mas reparar nos servos e ele começa a falar baixinho com os meus colegas. São as pinturas, não olhem para elas. Tem alguma coisa de errado por aqui.
Por sinal, tu deu uma olhada nos servos, né? A pintura, o sangue de vermelho começa a ficar amarelo. Aquele amarelo pudre. Naquela primeira pintura, ele recebeu o tiro no antebraço, com o sangue molhou o quadro, com o próprio sangue dele, e o vermelho do sangue começa a ficar amarelo, tu repara. E ele abre os braços assim. Senhores.
Já ouviram falar do ciclo do tempo? E todo mundo começa a xingar ele, chamando ele de maluco e etc. O William, que era o homem que veio com vocês na carroça, ele se aproxima de vocês e fala, vocês estão bem? Eu acho que ele está maluco. É melhor nós sairmos daqui. Estamos bem, professor. E sair daqui pra onde? O homem mal começou a falar. Não foi pra entender que a gente veio pra cá.
Não vim entender homens baleados, meu caro Lionel. Vim entender sobre arte. Isso não é arte.
Esse homem, ele está louco. Ele já entregou a alma para o demônio. Os espíritos estão em volta dele. Não perceberam pelas vozes? Minhas senhoras, minhas senhoras, venham para mim. Eu quero ajudar vocês. Ali, Bukhar, eu diria que esse homem está claramente louco e fora de si. Não queria ir embora. Está rendendo uma excelente notícia aqui. Acho que vou conseguir muito dinheiro vendendo jornal. As pessoas amam essas loucuras.
Acontecimentos de pessoas que se perderam na própria mente. Irei que esse homem está drogado de alguma erva, alguma coisa do tipo. Está se matando lentamente.
Quando eu termino de falar isso, todos vocês escutam o som de um sino. E a parede que eu tinha descrito no começo, que ela era amarela, ela começa a derreter. Vem uma tinta amarela que começa a cobrir os quadros que estavam espalhados pela parede desse salão. O Marlon Shaw fala, Minhas obras da terra infância são lixo, agora serão purificadas. E você, Lord Stasitz?
Você queria a verdadeira arte. Tenha agora ela em mim. E ele está se preparando para tirar o pano do segundo quadro. O Stardust fala, você é um lunático, um maluco. E ele vai correr para cima do Marlon Shaw.
O Shaw, o guardião, ele parece louco, assim, aos olhos do Lionel, pelo conhecimento de psicologia que ele tem, ou ele parece mais um fanático? Não é um louco desvairado, ele é um louco com propósito, é isso? Parece ser um louco com propósito, tu enxerga isso. Stasic se aproxima, o segundo servo, ele atira nele. E o Sard cai no meio da multidão.
Eu olho pra ver onde estão o Victor e o Magos e vou recuando devagar, pra não levantar muita atenção dos servos, e vou procurar um lugar onde o Lionel consiga continuar observando, mas fique ali meio incógnito. Alguma coluna, alguma coisa assim que ele consiga algum grau de proteção e alguma coisa pra ele observar. Ele vai tirar o caderninho dele pro casaco e vai tentar anotar alguma coisa ali.
O Vane vai olhar, ver toda essa loucura e vai sair do personagem. Não tem nem como ele continuar no personagem mais. Ele vai olhar e falar, eu não recebo tão bem por essa merda. Eu não recebo tão bem por isso. Ah, e ele vai andando para trás também. Ele vai se desvencilhando para sair do rumo da multidão e ficar também mais escondido.
Victor começa a ver que seus colegas estão indo, ele começa a se misturar com o povo que está saindo, principalmente com as mulheres ali, e vai retornando mais para a entrada do prédio, tentando manter as aparências de que ele é um granfino que só veio ali por curiosidade, não tem nada a ver com isso.
Tem várias pessoas saindo do prédio, só que tem um problema. Por que vocês não conseguem passar da porta? Vocês estão andando, andando, andando, mas é como se a porta começasse a se distanciar. Uma das senhoras, ela chama isso de... Isso é bruxaria, isso é bruxaria. E o Marlon Shaw, ele fala uma palavra enigmática assim pra vocês. Todos que estão no interior do salão. Já não há mais como fugir. A arte liberta, não é mesmo? Seja bem-vindo.
Demorou, mas finalmente eu vou poder encontrar você. Trouxe amigos e se escuta um som de um pano sendo tirado. Escolho aí de um a três. Três. Dois. Dois, Vinícius. Oh meu Deus. Tenente de sanidade.
Rapaz, hoje não é meu dia. Nossa senhora. A beira da loucura. Ai meu Deus. Vai doer, vai ser dois também, mas dessa vez vai ser um D8. Seis. De novo, faz o teste de inteligência. Torce pra não passar. E eu passei. Puta merda. Os outros dois também fazem o teste de sanidade, só que vocês vão perder se não passarem um D4. Passou aqui.
O Felipe é o mais racional daqui. Eu já tô indo conhecer rastur já. O que vai acontecer? Quando ele fala isso, esse som do pano sendo tirado de algum dos outros quadros, ele se mistura pra vocês dois, Victor e Lionel, com um som estridente de trovão que se aposta pelo ouvido de vocês. E o som é tão estridente pra vocês dois que vocês se reconhecem em uma outra realidade.
Em um corredor. Nesse corredor vocês enxergam duas portas. Duas portas em cada lado. Duas portas pela esquerda. E duas portas pela direita. Mas pra você. Pra você Arthur. É pior. Você se enxerga em um ambiente extremamente barulhento. Sons de tiro começam a ecoar por todo o espaço onde você está. Você não se reconhece mais dentro do salão. Você está agora.
Em uma terra que parece ser uma terra de guerra. Você escuta vários tiros. Você sente uma dor. Uma dor escrocinante. Essa dor, ela vem da sua barriga. Você se sente perdendo sangue. Você foi baleado. Mas você também sente algo pior. Um gosto péssimo. Grotesco. Que se aposta da tua boca. Um sentimento incômodo também que fica vazando da tua boca. Se você consegue reparar.
Nas tuas mãos tem tripas. Na tua frente tem um homem fardado com os olhos abertos e a barriga aberta também. Esse homem está morto. E você está no meio dessa guerra comendo as tripas dele para sobreviver. A respiração é forte.
Porque você quer sobreviver nessa terra de ninguém. O céu, ele é amarelo. E o som, ele é terrível. Você entende onde você está. Você está no inferno. Você está na guerra.
Passando agora para os outros dois, vocês dois estão nesse corredor, tem essas duas salas, pela esquerda e pela direita, e perto de vocês, com os olhos brancos e com o surto de loucura que vai ser descrito agora, está o Magos. Magos, o que tu está enxergando é isso daí que eu falei, mas assim, externamente tu está em um processo de loucura, como é que tu estaria externamente? Como é que estariam enxergando teu personagem louco?
Ele estaria no chão nesse momento, com a mão no chão e com as pernas no chão, de costas com a bunda sentada no chão. Estaria rindo muito alto e falando... Eu preciso sair daqui! Eu não fui pago pra isso! Eu não fui pago pra isso!
De alguma forma, vocês estão em outro local, vocês dois. O colega de vocês parece que tá louco. Isso daí é bem visível pra você, Lyon. É como se fosse aqueles pacientes que você já atendeu e que voltaram de uma experiência de guerra. É da mesma forma.
Eu posso tentar fazer com que ele se acalme. Psicanálise. Vamos lá. Passei. Consegue trazer ele de volta para a realidade de novo. Como é que tu faz isso? Acorde, homem. Acorde. Preste atenção. Foque-se bem no som da minha voz.
Vê todo esse amarelo? Certamente esse insano, esse maluco encheu tudo isso aqui com algum pigmento, a base de chumbo. Você sabe, você sabe do que eu estou falando. Cromato de chumbo é o que torna as coisas amarelas e isso em quantidade muito alta pode levar a alucinações.
Escute a minha voz. Eu não sei o que está dentro da sua cabeça. Mas você sabe o que está dentro da minha e você sabe a voz de quem você está ouvindo. Sou eu. Sou eu. Harold Gate. Volte, homem. Volte. Volte e preste atenção no que está acontecendo ao seu redor. De verdade.
Deixa aquela realidade, aquele inferno e... Mas aí tu não volta para aquele salão, tu volta para esse corredor que eu... Que eu tinha descrito no começo. Olho para ele, né? Eu olho para minhas mãos, para ver se tem tripa ainda. Imagino que não vai ter. Então ele... O que que tá acontecendo? Esse cara...
Ah, meu Deus, a gente precisa sair daqui. Eu não ganho o suficiente para continuar num local desse. E ele já tenta se levantar, se desvincilar para sair. Se acalme, homem. Eu não sei ainda o que está acontecendo, mas certamente nós vamos descobrir. E começa a olhar ao redor. Você vai levantar as portas. Tem nem mais alguém além de nós três nesse mundo.
Tem só vocês três agora. Tem só vocês três agora. As paredes são amarelas. Aquele amarelo sujo e pútrido que começou a dominar o salão antes do Marlon Shaw ter falado aquelas palavras esquisitas. E tem duas portas pela esquerda e duas portas pela direita.
vai pegar uma folhinha assim no caderno, vai arrancar fazer como se fosse um envelopinho e começar a cutucar a parede pra tentar tirar um pouquinho disso pra guardar nesse envelopinho improvisado pra ele poder testar depois pra ver qual é a concentração de chumbo que tem ali ele vai começar a observar o comprimento do corredor o comprimento das portas pra ver se ele identifica algum padrão de arquitetura de algum lugar que ele já tenha visto ou ouvido falar, ele vai começar a procurar e aí
Pistas e padrões que ele possa usar pra racionalizar o que tá acontecendo. O Victor começa a ficar um pouco ressabiado do que tá acontecendo, né? Tá muito escuro, guardião? Tá bem iluminado, bem lembrado. Tá bem iluminado. Tem algumas lâmpadas, algumas lamparinas no teto que conseguem iluminar o corredor. Tem alguma janela, alguma coisa assim? Nenhuma. Só as portas. Tenta observar as paredes, ver se tem algum segredo nalas. E conseguiu ver se eu acho que tem algum botão, alguma coisa? Botão não tem.
Cavaleiros, querem procurar alguma direção para seguirmos juntos? Eu acho que não é sabiente nos separarmos por agora. Acredito que a única alternativa para sairmos daqui seja escolhermos as portas. Ah, dá para fazer encontrar pela parede. Não tem botão, mas dá para encontrar coisas na parede, pela parede. Vou rolar.
Entre a primeira porta da esquerda e a segunda porta da esquerda, tu consegue ver que a parede está um pouco oca. Talvez se tu der um soco com muita força, tu consegue atravessar ela e achar alguma coisa. Posso arrolar força então? Pode fazer. Vocês percebem que ele parou entre uma das... do espaço que existe entre uma das portas e está batendo assim, parece oco.
A gente vai ficar observando por enquanto, a uma certa distância. Eu me preparo assim, posiciono a mão assim, fecho os olhos, tremo um pouco, abro os olhos e dou um pso. Detono ali aquela cavidade oca.
Tu acha duas coisas. Primeiro, tu acha um livro de capa negra. E segundo, faz um teste de sanidade. Cinquenta e sete. Tua sanidade é sessenta. Tu vai perder um. Porque a outra coisa que tu acha é uma sacola. Uma sacola que tem uma cabeça humana. Tem algumas moscas saindo dessa sacola. E tá entreaberta assim uma cabeça de uma criança. E se você reparar.
Parece ser uma das crianças que estava sendo representada pelos quadros do Marlon Shaw quando vocês entraram. Pelas paredes tinha alguns quadros com uma criança. Inclusive aquela velha, a senhorita Benedite, ela apontou para um dos quadros que tinha uma criança. E a cabeça parece bem similar à criança que estava naquele quadro.
Eu consigo ver se a cabeça foi cortada, se foi um tiro que arrancou essa cabeça. Decepada. Pego o livro assim, com bastante desgosto, segurando pra não imitar, eu me afasto e vou mostrar o livro pros colegas. Eu acho que eu achei alguma coisa aqui relativa ao Shaw aqui. Vocês conseguem me ajudar a ler isso aqui? Meu Deus, o que é isso? Tanta virgem! Que abominação que é essa? O livro tá em inglês ou tá em alguma língua antiga? Tu vai abrir o livro?
meio ressabiado assim, mas com uma das minhas mãos eu já me viro pra abrir ali a capa e ver o que tem dentro. Se afastem! É um livro com uma capa negra, quando tu abre tem um cheiro de mofo, muito acentuado, dá um enjoo. Ele não parece ser a língua inglesa, parece ser uma língua bem antiga. Não dá nem pra chutar se é grego, inglês, sem um conhecimento mais aprofundado.
O Magos vai ver que o Victor tá vendo esse livro, né? E ele vai chegar próximo do personagem do Jeter e falar assim... Esse doutor aí é muito sudado, mas falta instinto. Eu nunca ia encostar num negócio desse. Eu sou proeficiente em latim. Posso tentar ver se o texto bate com algum tipo de latim antigo.
Dá certo. Pode rolar. Tá sendo o mais bem sucedido aqui. Sempre tem uma pessoa com muita sorte e uma pessoa com muito azar. Teste de sanidade. Agora não sabemos se isso foi sorte ou azar. Onze. Perfeito. Teste de dois. Esse livro, ele parece ser um livro que conta a história de um iluminado que por meio da arte conseguiu enxergar a visão perfeita de Deus. Aí tu se lembra imediatamente daquilo que aquela velha...
Ela falou que talvez o Marlon Shaw tenha conseguido enxergar Deus, mas representou ele de uma forma equivocada. A primeira parte desse livro, ela fala, em geral, sobre o propósito dele. E tem um trecho que chama a atenção. O trecho é... O rei veste o amarelo, não para ser visto, mas para cegar. Seu rosto é ausência, sua voz, a certeza de que toda a esperança foi mal traduzida.
Esse livro parece ser aqueles apócrifos bíblicos do Antigo Testamento, daquele Deus mal que mata, que destrói a todos. O que é isso? Parece ser algo ocultista, talvez, de algum fanático religioso, alguém, parece ser aquele Opus Dei da Igreja Católica.
Eu sinto que é de alguém muito perturbado que escreveu isso aqui. É um latim antigo, mas é muito difícil encontrar isso hoje em dia só em relíquias. Eu estou curioso para saber de onde veio isso. Não tem como ter algo real, uma matéria real que possa ter originado isso aqui. É anacrônico. Quem mais escreve em latim hoje em dia?
Isso é muito estranho. Primeiro, aquele Barlow Shaw agindo com algum completo maluco, estudando alguma coisa que sabe-se lá o que é e sabe-se lá de onde veio. Todo aquele discurso sobre revelação e tudo mais. E agora esse livro, será que...
Ele leu esse tal livro A partir do que meu Entrou nessa fantasia Enlouquecida, nessa ilusão De trateza e nessa Alucinação de que existe Uma revelação religiosa a ser feita Posso ler mais do livro? Pode, mas é aquela coisa, tu sente que algo devora A tua mente quando tu tenta ler o livro Tentando Chacear minha curiosidade Eu continuo virando as páginas do livro
Faz o teste de leitura de novo. 80. Já não consegue entender. Aí a questão é que a tua visão fica embaralhada. Quando tu tenta avançar na leitura. Tu não consegue entender o que tá escrito ali. Teste de sanidade. Não passou. Tu vai perder um D6. 2. Tá com 55 agora. Fica um pouco perturbado. Quando tu vê que não consegue entender as palavras que tão ali.
Assim eu tento virar e começo, parece que embaralha tudo. O alfabeto parece sumir da minha frente, como se fossem caracteres muito antigos, quase hieróglifos. Que loucura é essa? Como assim? Me dê aqui. Me dê isso aqui. Vou tentar eu ler essa página que ele falou que tá embaralhado. Eu abro ali na página que ele falou, é essa aqui a página que você falou que embaralhou?
Exatamente. Tome cuidado. Esse livro parece ser amaldiçoado. Eu não acho que vocês devam mexer com o capeta. Só deixa o livro e vamos tentar fugir daqui. Se eu não conseguir ler ou acontecer alguma coisa muito estranha, pode ser prudente fugir, meu amigo. Mas antes, já olha ali pro livro e já começa a ler. Doutor, você é o único que consegue ajudar a gente com problema. Tem latim, Jete? Não tem.
Faz educação, sucesso crítico pra conseguir entender. Sólido. Pra chegar em crítico é 14. Vamos passar esse 14 pontos de sorte aí. Perfeito. Mas antes vai doer. É 1d6, 1d8 agora. Vamos lá. 1d6, necessariamente tu perderia 1d6 e 1d8. 8 pontos de sanidade tu perde. Faz inteligência. Aí o doutor lascou com nós. Sucesso. É o gênio.
Ela tá virando um cuco. Primeiro, primeiro, primeiro. Como eu disse, a primeira parte desse livro era a história desse artista que por meio da arte conseguiu ter a visão perfeita de Deus. E agora nessa segunda parte conta como é vivenciar o local. Especificamente retrata como é o local. Esse local é uma outra realidade que fica na visão em que as pessoas comuns não conseguem enxergar. O nome é Carcosa. E a descrição genérica de uma parte desse local e eu não gingiquetek. e não gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi gingi ging
está na tua frente. As torres de carcosa erguem-se onde o tempo se dobra. Uma observa o passado que sangra, a outra o futuro que apodrece. E quase como se você também conseguisse enxergar um passado e um futuro, você tem essa dupla perspectiva. Uma perspectiva que talvez não seja real, mas que nesse exato momento em que você perde a ciência de si, acaba tornando-se de certo modo real.
Em uma primeira perspectiva, você consegue enxergar uma criança brincando em uma balança. Essa criança está brincando e você pode se reconhecer como sendo essa criança. Sangue começa a escorrer das cordas desse balanço, enquanto a criança segue nele. E ela cresce rapidamente. Já não é mais aquela visão bonita, é uma visão pútrida.
É uma visão feia, asquerosa. O rosto tá completamente degradado. Talvez por uma doença que nem você consegue reconhecer qual é. Mas talvez seja uma versão bastante avantajada e podre e sinistra de uma sífilis ou de qualquer outra doença venérea piorada. E você se reconhece ali. Podre. Feio. Nojento. Carne viva no teu rosto.
Você é um humano? Você se pergunta, aquilo que parece que é você e você se reconhece é humano? Será? Então por que agora essa visão começa a ser de uma criatura? A criatura que está na sua visão se alimentando de outros seres humanos. Comendo agora o rosto de crianças. Comendo as partes de outros corpos, de outros adultos mortos. Uma vala comum. Quem é aquele ser que está ali? Esse é o seu futuro?
São reflexões que não te pertencem, mas que ficam borbulhando na tua cabeça. Você se enxerga de algo puro em um monstro completo e tem um acesso de loucura.
Como é que você ficaria louco, Larry, ao ter essa visão? Considerando a descrição aí de que a criatura tá comendo partes de outros corpos e tal, o Lionel passa a mão pelo peito, assim, do corpo. Como quem tenta se limpar, sujeira. Ele se percebe imundo, sujo, poluído, contaminado por toda essa imundice, por essa alimentação podre que ele tá supostamente ingerindo. E ele começa a regalar os olhos.
Meu Deus, meu Deus, não, não, não posso ser eu, não posso ser eu, eu só quero entender e ajudar. Não sou eu, não sou eu, não sou eu, não posso ser eu, não posso ser eu. E ele procura dentro do bolso um lenço e ele começa a passar o lenço na própria língua, assim, porque ele tenta limpar a boca e enfia o lenço por dentro, assim, da boca. E vai tirando aquele, tentando limpar o alimento podre, a carne que ele imagina aí, que se enxerga ali comendo e começa a cuspir, ter ânsias de vômito e começa a vomitar.
Meu Deus, não sou eu, não sou eu, não posso ser eu, não posso ser eu. E aí ele começa a se agachar no chão e vai se encolhendo, põe as mãos na nuca assim, começa a tremer e incessantemente repetindo. Não sou eu, não sou eu, não sou eu, não posso ser eu. É, é, é, é o chumbo, é o chumbo, só pode ser o chumbo. Eu preciso respirar fundo, o que que foi? E vai passar, vai passar, é o chumbo, é o chumbo, só pode ser o chumbo. Eu ingeri alguma parte dessa porrinha de chumbo, que eu não tô conseguindo chegar e entender o que é, só pode ser o chumbo.
E vocês dois escutam o som de palmas vindo de uma das salas que estão perto de vocês. Como se uma plateia estivesse aplaudindo alguma coisa no interior de uma das portas. Meu personagem chega ali perto do nosso homem louco. Começa a mexer ele, mexer os ombros dele forte assim. Acorda! Acorda! Eles não estão aqui! Acorda! Vou mexendo ele, tentando mexer ele acorda e volta ao normal. Ele tá segurando o livro ainda, mestre? Tu estaria segurando o livro ou teria largado ele nesse acesso?
Não, no acesso pra passar a mão pelo corpo e limpar a própria boca com lença e tal, tudo. Deixou ali, não que ele tenha colocado o livro, ele largou o livro de qualquer jeito ali, provavelmente caído no chão. O meu personagem ainda vai chegar perto dele e chutar o livro pra longe. Coisa asquerosa, coisa do capeta. Acessou ele também, meu Deus. O capeta tá chegando aqui pra gente, vamos embora daqui logo.
Tipo, ele tá ficando desesperado já. Chutando o livro, o livro, ele é jogado pro espaço mais à frente de onde vocês estão e ele começa a se esfarelar, como se estivesse se transformando em terra. E vocês escutam de novo palmas vindo de uma das salas.
Eu vou tentar também, sei lá, dar um tapa na cara dele, porque ele me ajudou aqui um tempo atrás, tentar sacudir a cabeça dele também junto com o Victor. Normalmente a psicanálise, hein, pra tirar ele da loucura. É, eu não tenho psicanálise não. E eu dar uma facada no ombro dele, ajudaria?
Boa ideia. Eu vou tirar minha faquinha. Como eu sou criado nas ruas, né? Eu vou tentar perfurar em algum lugar que não cause um sangramento muito grande e também que não alcança alguma coisa vital, né? Só que o que ele vai pensar quando ele fazer isso? Ele vai pensar que ele já teve alguns amigos que já ficaram loucos por causa de droga. E aí eles conseguiram se recuperar um pouquinho depois de ter sofrido algum tipo de acidente, alguma coisa assim que fez eles pegarem um pouco de consciência pra conseguir ir pro médico. Aí ele vai tentar fazer isso.
Perfeito, perfeito. Mas joga aí, só pra ver quanto de dano ele levaria. Tá muito nervoso, só deu uma cortada de leve nele, suficiente pra sair um sangue, mas também o suficiente pra ele voltar a si. No entanto, quando tu volta, é Lionel, faz outro teste de sanidade.
Boa sucesso. Perfeito, perfeito. Então tu vai ter consciência do que está acontecendo. Vamos dizer que tu estava com a cabeça abaixada, daqueles murmúrios que tu estava repetindo para afastar de você o que você estava enxergando, e aí tu sente a facada. E aí a dor, o estalo da dor faz você conseguir enxergar a realidade de novo. E aí tu volta. Mas vocês dois não enxergam mais aquele rosto.
que aquele psicanalista tinha. Vocês agora veem que ele está com uma máscara. Uma máscara amarela de pano cobrindo o rosto dele. Quando ele levanta a cabeça, ele está com essa máscara amarela de pano. Dá para ver os olhos, a boca, como um cortezinho, e o espaço do nariz para ele respirar. Mas de resto, ele está com essa máscara de pano amarela agora.
Tá bem, senhor. Você parece estar bem diferente. Seu rosto, uma máscara. É assustador. Põe a mão assim no rosto. Tu sente que tem uma máscara no teu rosto. E dói um pouco quando tu toca nela. Como se tivesse colada. Tento pegar nela assim e sentir se ela sai, se eu puxo assim. Se ela tá solta ou se ela tá realmente colada.
Começa a sair sangue do teu pescoço, que ela tá colada pelo pescoço e quando tu tenta se tirar mesmo que de leve, começa a sair sangue. O sangue dele é amarelo. Eu tô me afastando. Vocês dois, teste de sanidade. É, o Magus já sofreu demais.
E o Victor tá determinado a não enlouquecer. Você se agarra qualquer coisa que exista de racional pra se firmar ainda nessa realidade e tentar ignorar essa coisa esquisita que tá na frente de vocês. Mas o que é esquisito é. Era pra sair sangue vermelho dele, mas tá saindo só algo amarelo. Uma curiosidade, quando eu dei a facada dele também, saiu sangue amarelo ou saiu sangue vermelho? Quando tu deu a facada foi o sangue vermelho que saiu. Só que agora, quando ele tenta tirar...
Tá amarelo do pescoço. Mas da marca do braço, né? Ainda tá vermelho.
Eu tô me afastando. Você já foi pego pelo demônio também? Não, não. Vamos. Eu não vou ficar perto de você, não. Ah, eu já não tô legal, não tô legal. Não, não. Não vou pra longe. Ele tá se afastando. Ele tá indo pra longe. É, não tem como tu ir pra muito longe, porque o corredor é um pouco estreito. Além das duas portas, não tem janela, não tem outra porta. Então tu acaba inexoravelmente ainda ficando no campo de atuação daquele horror que tá na tua frente.
O Lionel vai tocando assim, né, pra ver qual que é a textura que aquilo tem. Vai tentar morder um pouquinho o lábio pra ver se tem um gosto diferente. Tem alguma superfície espelhada no Guardia que eu consigo usar pra me ver? Além de só ficar com essas impressões táteis. Se tu carregasse um espelho pela tua roupa, tu poderia se ver. Espelho ele poderia ter porque ele tá sempre lidando com ótica, faixas de luz. Então lupa, esse tipo de traquitana ele costuma carregar. Ah, então dá certo.
Ele tira aquele espelho de alumínio polido e vai devagarinho tentando se ver e se identificar naquela imagem. Interdicionidade. Certo, tu consegue enxergar essa visão de tu com essa outra pele amarela colada no teu rosto.
Meu Deus do céu, o que é isso? Ele enfia de novo o espelhinho no bolso, se senta assim no chão, põe as mãos ao lado da cabeça e fica pensando ali, Deus do céu, que inferno é esse? Não é possível que isso seja normal. Pensa, Laird, pensa, Arrowgate. O que você precisa fazer para sair daqui? Vai se levantar e começa a examinar a porta mais próxima de onde ele está.
Ele prendeu a gente. Isso aqui parece ser um labirinto, alguma coisa. Talvez até o subsolo do prédio. Estou achando que isso aqui é uma grande ilusão. Eu não sei o que pode estar acontecendo. Talvez gases tóxicos, o chumbo. Ou talvez até mesmo alguma coisa... Não sei.
Conforme Magos foi tocado, talvez por toque, controle seja por toque, algum tipo de toxina que afete nossa pele. Eu fico totalmente consternado, assim, e eu sigo ali perto do Lionel Brine, preciso investigar a porta. O Guardião, você falou que não tem janela nem nada, mas tem alguma luz, alguma coisa assim? Só as luzes estão no teto.
Mas sobre as portas tem duas pelo lado esquerdo e duas pelo lado direito. Vocês estariam naquele espaço entre a primeira porta e a segunda porta do lado esquerdo desse corredor. Mestre, a porta que ele está tentando mexer, eu vou na máxima ao contrário. Se ele está mexendo na esquerda, eu vou na esquerda à direita. Tu vai tentar mexer em qual porta então, Daniel?
As luzes, Guardião, eu vou observar as nossas sombras, as sombras das maçanetas. Está tudo certo com essas sombras? Ou tem alguma distorção? As sombras estão ao contrário? Alguma coisa do tipo. Tudo certo. Então eu vou pôr a mão na maçaneta da porta onde a gente está. Vou tentar sentir se está frio, como o metal deveria estar, qual é a textura daquele metal. E vou girar, se for girar a fase.
É uma textura de pele. Apesar de ser uma maçaneta, tu estranha o fato de ter essa textura esquisita, como se tu estivesse tocando numa pele humana. Que merda! Que pergônios é isso? Põe a mão nessa maçaneta e me diga o que você sente, por favor.
Tento proteger um pouco a minha mão, assim, com as minhas luvas, assim. Chego ali, coloco a mão ali, pra ver se eu tô sentindo alguma coisa nessa porta. Parece que tu tá tocando numa pele humana. Tu sente o calor, como se fosse um calor humano, né? Mas é uma pele macia. Isso é uma pele bem jovem.
Ah! Eu tiro minha mão de perto e... Eu acho que isso daqui... Acha que alguém foi morto e de alguma forma fizeram um tecido. Eu não sei. Isso até é meio quente e parece que é vivo. Será que isso aqui é um maldito jogo? Eu não consigo entender. As minhas hipóteses e teses estão ficando esparsas, McCord. Eu creio que, nesse momento, seja prudente tentar o mais simples e o mais lógico. Me bota a mão na maçaneta e vou girar a maçaneta pra abrir.
Abrindo a porta, tu vê que parece ser um ateliê, aqueles ateliês moribundos de cortiço, que era típico da época pra quem era artista de baixa renda. E nesse ateliê tem vários recortes de jornais pregados assim na parede e tem uma escrivaninha, parece guardar alguns outros papéis.
Vou dar uma olhada nesses papéis da Escrivaninha. Pode ir. Beleza. Os outros dois vão fazer o quê? Eu vou atrás do Leonel. Quero identificar se tem alguma coisa nessa sala do dia normal. Tento sentir as paredes também. As paredes também. Tem aquela coisa de pele também. Pele quente. Você faz encontrar, então. E o Magus vai fazer o quê? Cara, eu vou abrir a porta totalmente oposta mesmo. Como ele abriu a primeira da esquerda, né?
Eu vou abrir a última da direita. Só vou abrir de costas. Eu vou continuar olhando pra eles, pra vocês não querem me atacar do nada, e vou tentar abrir a porta pra sair de costas. Primeiro, tu tava procurando pelas paredes? Tava procurando pelo móvel que tava ali? Tava fazendo o quê? Eu tava procurando pelas paredes, pra ver se eu achava mais alguma coisa com essa textura de pele. Se tem alguma coisa ali meio esquisita, que talvez seja meio viva, assim, ou quente.
A parede é rachada, é um pouco rachada a parede desse espaço interior da porta. Com alguma cautela, mas também com alguma força, tu consegue enxergar uma coisa que pulsa como se fosse um coração. O que tu enxerga é uma espécie de tinta.
viva, como se fosse uma gelatina, mas só que é amarela, né? Tem uma textura de tinta e ela parece que tá vibrando no interior de uma das rachaduras da parede que tem nessa sala. E é muito bonito. É muito bonito. É uma cor assim que te que te encanta na primeira vista.
É um amarelo que não é aquele amarelo podre e sujo que você tinha enxergado com as obras do Marlon Shaw. Parece ser bem mais divino, bem mais bonito. Perde sanidade. Perfeito. Perde dois. Perde dois de sanidade. Tá com 53. Enxerga isso. É uma cor muito bonita, que te encanta. E ela tá ali. Tem uma propriedade química ali, tipo um cheiro, algum gás saindo dessa tinca?
Nada. O cheiro é muito bom também. Parece ser um cheiro de um perfume, mas é meio adocicado, é delicado. Tu imagina que seria um perfume que uma dama da alta classe usaria. É difícil de escrever, porque realmente é uma coisa que te deixa muito à vontade, muito bem.
Enquanto isso, Lionel, tu encontra algumas anotações que parecem ser as anotações do próprio Marlon Shaw. Essas anotações parecem descrever a visão dele de Carcosa, aquela cidade que, salvo engano, foi você que tinha achado o trecho que referia a ela. Ele faz algumas descrições absurdas. Ele descreve essa cidade não como ser uma cidade física, mas como um sentimento.
Esses sentimentos são contraditórios. Então, ele fala que o que ele tem que demonstrar é a sensação de queda no paraíso. E outras coisas abstratas que são contraditórias, mas ao mesmo tempo elas fazem muito sentido. A notação, todavia, que te deixa mais alerta...
É uma anotação onde ele fala o dia da ressignificação. Essa anotação parece querer dizer que ele planejava um assassinato em massa. E esse assassinato seria em um dia específico, mas ele não cita qual. Mas ele cita esse evento como o dia da ressignificação.
E do outro lado, só pra fechar, magos, quando tu abre a porta tu vê o anfiteatro. Esse anfiteatro ele tá repleto de pessoas. E no palco, na frente das poltronas, tu vê você enganando um trouxa. Você tá enxergando...
pessoas aparentemente assistindo uma peça de teatro e essa peça os atores que estão lá estão representando você enganando uma outra pessoa o ator é idêntico a você a diferença é que a pele do autor é completamente amarela teste sanidade beleza mas devagarmente eu vou fechar a porta o glória a Deus perde dois porque esse ator ele olha para você quando tu abre a porta e o olhar sinistro opa foi mal e fecha a porta de novo
Os outros dois colegas ainda estão na outra porta e o que vocês vão fazer agora? Não vá por essa porta aqui, galera, pelo amor de Deus. Vou atrás do que não tá com a máscara, né? Vou ficar perto do que não tá com a máscara. Tento me afastar um pouco da tinta, da visão que eu vi na parede e começo a soar muito frio com esse material pegajoso que parece que tá controlando todo esse prédio onde a gente tá.
Eu pego a anotação que eu achei, levanto ela assim, tomo uma chacoalhadinha e falo, bom, ao que parece, nosso amigo Marlon Shaw pretendia realizar uma execução em massa. Ou talvez não devamos chamar exatamente de execução. Ele fala aqui sobre dia da rei que significa são. Me parece um discurso que um fanático religioso, algum louco.
Muito motivado, varia. E você, meu cara? Por que você está com essa cara aí? Foi o que encontrou? Eu acho que nós estamos vendo a corrida, gente. O que você viu, Magos? Eu me vi fazendo uma peça naquela porta, ele aponta pra porta. Era eu, só que amarelo, que nem o nosso amigo aqui com a máscara. Conforme o Leonel vai aproximando, ele vai se afastando, tá? Ele vai mantendo distância.
Eu não aconselho a abrir a porta, mas eu não sei o que é que eu faço. E dá aquela risada de nervoso. Bem, observem aqui a parede. Tem algo muito errado por aqui. Essa coisa amarela que está com uma seiva de uma árvore está corroendo esse lugar. Mas que diabo é isso? Se aproxima assim pra tentar observar.
Você vai perder um T6 de sanidade. Léon, vai perder 6 de sanidade. Faz um T6 de sanidade. Menos esses 6 aí. Léon, ó. Oh! A máscara até caiu.
Perfeito, perfeito. Sim, perfeito. A máscara cai quando tu enxerga isso. Tu sente uma tentação ruim, como se algo estivesse chamando a tua cabeça. Só que tu é determinado e tu ignora isso completamente e a máscara cai. Tu vai ganhar 12 pontos de sanidade. Ah, só 2? Aumenta aí, 2. E vocês veem isso, a máscara de pano amarela que estava no rosto dele, ela cai.
Meu Deus, o que foi isso? A pele dele tá em carne viva. Mas Tudum tá se sentindo... É, mal. Não sente a dor. Mas a pele dele tá em carne viva, se vocês olharem. Lionel, eu acho que você precisa olhar no espelho seu rosto. A situação não tá muito legal pra você, não.
Merda. Quão ruim é? Olha, pensa quando você cai de bicicleta e rala o joelho. Bom, o joelho é sua cara. Meu Deus do céu. Menos esse, sei lá como é que eu chamo isso, saiu da minha cara. Agora temos uma outra questão. Que diabos é isso aqui dentro?
Você não consegue lembrar, Lionel, de alguma substância fisiológica do corpo humano, alguma coisa que possa ter essa cor amarelada? Eu não sei, parece ser algo... um ser vivo quase.
Existe a possibilidade do sangue do corpo humano adquirir um tom amarelo por um excesso de bilirubina, talvez, mas não é comum. E se chegasse a esse ponto, desse tom amarelo, a pessoa já teria morrido há muito tempo. E se for sangue de pessoas que já foram embora de nós? Gente morta? Não sei, isso aqui parece um maldito abatedor de animais.
onde eles arrancam o sangue das pessoas. Que coisa amaldiçoada e maligna. Depois que a máscara cai, eu vou me aproximando de novo. Você disse que esse negócio está pulsando. Se está pulsando, está vivo, né? E se vocês tentarem matar essa coisa?
Eu tenho um isqueiro, a gente poderia tentar ver se isso aí queima pelo menos, mas não parece ser algo muito orgânico, parece ser algo meio, eu não sei, químico talvez? Não sei, parece um sangue feito artificialmente. Ô Guardião, posso rolar fisiologia pra tentar entender um pouco mais sobre essa coisa aí que parece pulsar esse líquido?
Não, não serviria pra isso. Olha, se tá vivo, eu acho que mata. Alguém aí falou de um isqueiro. Eu tenho um isqueiro, eu sou um habitual fumante, infelizmente é meu vício. Será que essa máscara pega fogo? Poderíamos tentar ver o que isso vira, se é que é um material. Parece um, eu não sei, algo feito de óleo, talvez.
intuitivamente eu sou forçado a imaginar que tudo o que a gente vê aqui dentro e compartilha algum tom de amarelo, deve ter alguma ligação com isso. Não sei se deriva diretamente disso, se é contaminado por isso, mas alguma ligação existe. No momento em que eu observei por isso e a máscara caiu, me dá a impressão de que há alguma conexão orgânica entre esse monte de coisas amarelas.
Não que seja um único organismo, mas talvez vários pequenos organismos interligados. Algo como uma colmeia. E essa coisa pode ser a abelha-rainha. Gordião, eu queria fazer um teste. Eu queria ver se eu consigo, com o isqueiro, acender e ver se eu consigo queimar a máscara. Pode só queimar. Sem teste. Acendo o isqueiro, sim. Coloca o fogo na máscara. Se afastem. Quero ver do que é isso.
Começa a queimar. O fogo começa a consumir a máscara. E ela começa a ser consumida pelo fogo, né? Começa a diminuir e o fogo vai devorando ela pouco a pouco, até a chama se apagar. Quer algum cheiro, alguma coisa? Ou ela simplesmente se consome?
Sem cheiro. No entanto, quando ela estava sendo consumida pelo fogo, algo saiu daquilo. Um medalhão. Um medalhão dourado começou a surgir na medida que o fogo consumia a máscara. E quando ele consome completamente, só resta o medalhão no chão. Quem tiver ocultismo pode fazer um teste.
O sucesso é sorte. Esse medalhão, ele tem um símbolo de um demônio da Goetia chamado Belial. O demônio se chama Belial e você sabe que esse demônio representa corrupção, desespero e decadência. Ele é ligado ao colapso moral e também à destruição e à morte.
Parece condizente com tudo aquilo que era atribuído ao Marlon Shaw e à arte dele. A arte dele como sendo uma decadência da própria concepção de beleza e também como sendo uma destruição da moral contemporânea por conta daquilo que ele transcrevia nas obras dele por meio da pintura. Esse medalhão tem esse símbolo, o símbolo do demônio belial.
Eu sabia, eu sabia! Meus companheiros, esse Marlon Shaw está ligado com o capeta. Esse símbolo, ele representa o Belial, o príncipe das trevas, o demônio. Mas que diabos! Companheiros, eu acho que isso foge um pouco da dialética normal da razão. Eu acho que nós estamos enfrentando algo, eu não consigo acreditar, mas algo que foge da realidade. Algo de outro...
mundo, outro contexto material, eu não sei. Um purgatório, eu não sei. Eu abandonei a religião faz tantos anos, mas isso me lembra vividamente das minhas experiências religiosas, de quando vivia na igreja como padres, via exorcismos, milagres. Eu acho que nós estamos vendo o oposto disso. Estamos no inferno. Não sei. Que maravilha. Lailão, acharam um medalhão. Mais 12 pontos de sanidade. Bota aí, mais 8. Eita!
Mestre, eu vou chegar próximo do buraco lá que eles acharam. O personagem já tá sem opções já. Ele vai pegar e vai dar uma facada no buraco. Era tipo uma fissura e olhando pra essa fissura tinha tinta. Tô colocando a facada lá. A faca fica grudando na tinta que tá lá dentro e fica difícil tirar. Eu achei que eu ia matar o capeta. Eu ainda não tenho esse poder. Ô guardião, vou olhar os negócios de jornais.
As notícias que tem nos recordes jornais, elas parecem ser notícias de exposições que foram feitas nos anos anteriores. E ainda tem algumas marcações do próprio Marlon Shaw pela letra dele. Isso aqui é feio, isso daqui não representa a verdadeira arte. Parece que ele tava com uma obsessão gigantesca nisso. Mas se tu olhar com mais calma, tu pode achar algo interessante. Faz o teste de encontrar, se tu tiver. Tem não. Vai ser no C. Vou gastar uma sortinha aqui. Gastar seis pontinhos de sorte aqui.
Você achou algo interessante, maravilha. Coloca 12 aí de sanidade. Traste duas notícias interessantes. Primeira, o homem que queria ser um cavalo. E a descrição é, Stone Hawks finalmente conseguiu realizar o sonho de seu amado Guilherme. Ambos chegam em Carcosa, com Stone Hawks e Guilherme, sendo Guilherme um cavalo. Essa notícia não é assinada por nenhum jornalista. Ela não parece ser de nenhum veículo de jornal que tu conheça, até pela própria diagramação dela.
E ela tem esse teor meio absurdo. Segunda notícia é o sacrifício do cervo dourado. E a descrição tem. Marlon Shaw sacrificou 200 pessoas ao rei de amarelo, o único senhor desse mundo. E com isso, o ciclo poderá finalmente se reiniciar. Ele será recebido em Carcosa, no baile real, onde poderá conhecer prima face o rei de amarelo. São essas duas notícias que tu acha.
Pessoal, acho que vocês deveriam dar uma olhada nisso aqui. Realmente estamos lidando com algo fora dos padrões racionais de compreensão. Essas notícias não fazem nenhum sentido. Uma delas fala de um cara que queria se transformar num cavalo e a outra, como eu havia dito antes, tinha um sacrifício levado a efeito pelo nosso anfitrião, que mostra as notícias para eles.
Dr. Lion, eu acho que você é um pouco lento, porque você foi perceber que está estranho só agora. Desde o momento que a gente parou nesse lugar, eu já estava achando estranho. Dr. Harrogate, eu acho que isso aqui é um jogo. Talvez ele seja fazendo isso com todo mundo. Talvez essa seja a maldita execução dele. A carnificina que ele prometeu é aqui.
A notícia talvez seja sobre a gente, sobre nós. Mas como seria sobre nós se ainda estamos aqui? Talvez ele esteja fazendo joguinhos com a gente. Ele era um homem misterioso, você viu. Ele levou tiros e continuou vivo, sem aparentar dor. Eu acho que ele não é desse plano material. Talvez ele seja mesmo parte desse reinado do tal Rei Amarelo. Isso é estranho, muito estranho.
Acho que estamos mais perdidos do que antes. Eu acho que o que nos resta é vasculhar a outra sala, talvez, embora Magos disse que é amaldiçoado. Momentos desesperados requerem medidas desesperadas. Muito embora o Lionel não seja um bom atirador, na verdade ele nem sabe muito bem como fazer isso, por ele ser uma pessoa muito pequena, ele carrega uma arma consigo. Ele vai apontar a arma para a fissura lá da parede, onde tem o negócio amarelo, e vai disparar contra aquilo.
A coisa gozimenta que tava lá naquele interior, ela recebe o disparo e começa a sumir. Começa, na verdade, a se infiltrar no interior da parede. E ela desaparece da visão de vocês, se escondendo ou sendo sugada. Vocês perceberam isso? Meu personagem tava perto, ele se assusta com um tiro primeiramente. Então ele vai sair de perto e vai manter o mais longe de novo possível. Só que nesse meio termo ele vai pegar a medalha no chão. Eita.
Vamos voltar para o corredor principal. Acho que essa sala não está mais segura depois desse tiro. Concordo. Bota a arma dentro do casaco e sai para a próxima porta.
Quando vocês saem, vocês estão num baile. E o cenário que tá na frente de vocês é um cenário familiar pra você, Magos. É aquele mesmo cenário que você enxergava quando você tocava na Elizabeth. Tem várias pessoas com máscaras, menos vocês três. Magos, faz um teste de sanidade. Lionel, coisa boa, tá na festa. 14, imagino que passou de 100, né?
Passou e passou muito. É um D6, um D8. Tá, Marcos? Um D6. Três. Um D8. Nove. Inteligência pra tentar racionalizar. Passei, racionalizei demais. Não era ideal. Victor, faz um teste de sanidade também. Pra não perder um D8. Porque tu também vai perder um D6. Perde seis. E tu não passou, né? Então tu vai perder oito também.
Vai perder 10. Faz um de 100 para a inteligência. Isso não passou. Ou seja, tu não entendeu. Isso é maravilhoso. Porque não entendendo, tu não fica no acesso de loucura que, por exemplo, o Magos vai ter. Nem tanto primeiro.
Lionel, quando você percebe que agora vocês saíram pro baile e o baile já começou, você é forçado a pedir licença pros seus colegas e se despedir momentaneamente, pra se preparar adequadamente. Como é que tu vai se despedir deles? Meus caros.
Com o tempo hoje. Até logo, até logo. E você aí? E ele some. Você vê isso, Victor? Tu fica um pouco perturbado com o que tá acontecendo. Tem várias pessoas de máscara. O pior não é o teu colega ter subido abruptamente. O pior é o Magus, ele entrar em outro acesso de loucura.
Porque ao mesmo tempo em que ele entra nesse acesso de loucura, ele também se torna uma pessoa amarela. Como se ele fosse um homem repleto por essa tinta amarela, podre, fede bastante e o rosto dele fica desfigurado também. Isso é o que você enxerga, Victor. O externo do Marcos. O interno do Marcos é ele mais uma vez naquela realidade, naquela terra de ninguém, em uma guerra.
Se alimentando de corpos de várias pessoas. E vendo outros soldados como ele. Se alimentando dessa vez das próprias tripas dele. Você definitivamente, Marcos. Está no inferno. E tendo essa visão de canibalismo mútuo. Também se sente muito mal. Com o teu rosto ardendo. E tu sofrendo muito.
Como é o teu acesso de loucura aqui no baile? Ele vai tentar se matar. Ele não tá aguentando mais a situação. Ele vai tentar se matar. Com a mesma faca que ele usou pra tentar fazer. E ainda tá sujo de sangue amarelo, né? Ele vai tentar cortar o próprio pescoço. O sangue escorre. Agora, tu sai daquele inferno. Tu vê que tu tá no baile, mas o sangue tá...
vazando de tu, é um sangue amarelo, não é um sangue vermelho, e tu vê do teu lado o Victor, e tu enxerga isso, Victor, teu colega pegou a faca dele e enfiou no próprio pescoço, e tá agonizando agora. E todas as pessoas no baile, quando elas enxergam isso, elas começam a aplaudir, começam a aplaudir, começam a rir muito alto, a gargalhar, como se aquilo fosse extremamente engraçado ou incrível. Dá pra eu tentar tentar salvar ele, pelo menos?
Você tem primeiro socorro, ou medicina? Não tenho. Dá pra pelo menos me afastar, então aproveitar pra tentar sair desse baile, achar uma saída pra mim pelo menos, tipo, salve-se quem quiser.
Dá certo. Você vai imaginar que vai tentar fugir. Magos, um homem muito gordo com uma máscara, ele se aproxima de tu. Ele tá tomando um vinho, ele tá com uma mulher com seios gigantescos perto dele, outra mulher magra, mas com curvas bem largas. Ele vê que tu tá se estribuchando no chão, já próximo da morte, e fala assim pra você, chegou no baile, já quer partir, meu caro Magos.
Ele se ajoelha, assim. Com o vinho dele, ele tenta te obrigar a beber bebida alcoólica. Tu tá pra morrer, mas tu vai aceitar beber, vai negar. Como ele cortou a própria garganta, ele nem conseguiria, né? Porque ele tá cuspindo sangue nesse momento. Então ele vai simplesmente só ignorar. Porque como a garganta é cortada, ele não consegue respirar.
Uma lástima, magos. Ou melhor dizer, Eduardo. E ele bota as mãos assim no teu ombro. Vou. Em seu lugar darás felicitações ao rei. Ele logo vai chegar. É uma pena que você não possa enxergá-lo. Eu vou tirar aqui. Isso.
E ele pega assim um medalhão. Tu tava com um medalhão, salvo engano, né? Ele pega o medalhão na tua roupa. Isso daqui vai ser bastante útil. Adeus, Marcos. E ele acaricia assim a tua cabeça e arranca ela do tronco.
Enquanto tu tá correndo, Victor, tu escuta esse sujeito que tem a voz do Henry falando Senhoras e senhores, traga o banquete de hoje. Se tu se vira, tu não vai ver uma coisa muito bonita não, mas o interior do local onde tu tá, ele é um salão de festas, ele tem várias janelas que refletem pelo lado de fora uma noite estrelada.
E tem uma grande porta no salão oval que parece ser a porta de entrada. Tem várias pessoas vestidas com máscaras. Tu enxerga até mesmo as pessoas que tu conheceu lá na exposição do Marlon Shaw. E com um olhar mais atento tu enxerga até o próprio Marlon Shaw. Congratulando com outras pessoas e rindo depois daquilo que esse homem acabou de falar. Tu vai pra onde?
Quero ver se eu consigo usar furtividade pra pular uma janela e ir embora pela janela. Pouco antes de tu pular, alguém chega na festa. Todos começam a aplaudir com alegria. Quem chega...
É anunciado pelo próprio Marlon Shaw. Eu atravessei por eras e eras e enfrentei ciclos e ciclos para poder te ver. Sei que seu corpo precisa de algo para poder se manifestar aqui. Um avatar. E tudo que fiz foi para que você aparecesse. Meu rei, grande rei. Todos aqui estão para saudá-lo em toda a honra e glória que você merece. Pois a arte é uma dádiva de você, Rastor.
Ou melhor dizendo, a arte é uma dádiva de você. E todos repetem o nisso num nome. Rei de Amarelo. Abrindo a porta, Jett, como é que tu estaria como Rei de Amarelo?
O Lionel sempre foi uma pessoa que buscou respostas, entender as coisas. Estar nessa situação faz com que ele transcenda da figura do invólucro físico dele, de uma pessoa franzina, um aspecto frágil, para que ele passe, então, por meio dessa revelação.
nesse entendimento da existência de alguma coisa muito superior a ele, que ele julgava ser um espectro de loucura. Ele se apresenta, então, com uma silhueta radiante, mais alongada, relativamente esguia, como se ele fosse ali uma epítome de conhecimento.
uma luz que existe para guiar as pessoas através desse caminho de iluminação, numa lógica distorcida do que ele tinha como objetivo de vida. Então ele se apresenta como uma figura longilínea, meio que flamejante, com um manto bastante rebuscado, com as franjas do manto, das mangas dos braços e da parte mais baixa ali perto dos pés.
como se fossem fagulhas e faíscas, e ele brilha. Os olhos refugiam, não tem mais íris nem pupilas, são como se fossem duas poças de metal incandescente. As mãos deles não são mais mãos, não se vê nada antropomórfico onde tem as mãos.
Só as mangas do manto vazias, como se saíssem uns fachos de luz amarela bem suaves dali. E ele brilha. Ele brilha com um brilho pálido, meio cor de palha. A sensação que ele quer transmitir é de segurança, conhecimento e paz para todo mundo que o vê. Ele quer ser um avatar de um bom caminho, de coisas boas, de boas sensações.
para que ele consiga atrair tudo e todos ali para ele, para aquela espiral de conhecimento e iluminação que ele imagina que é naquele momento. Antes de tu pular, Victor, tu enxerga isso. Daquela porta que parecia ser a porta de entrada, vem essa figura assultuosa. Tu vai pular da janela mesmo assim?
Eu tento fugir da mesma forma, quero ir embora pela janela. Eu sinto que quem está ali, naquela figura de rei de amarelo, não é o mesmo doutor que eu conheço. Não é a mesma pessoa. Sinto que estou, na verdade, tentando fugir de um vazio, de um pesadelo. Eu quero sair daqui e pular. Eu não quero ver o amarelo do rei amarelo. Eu quero ver a escuridão de volta. Mesmo que seja a noite que venha pra mim, eu não quero mais ver isso daí.
tu pula da janela e todos ficam alegres e usam o humano como banquete enquanto recepcionam o rei um descente
Uma terra, tu não encontra uma grama, tu encontra outro inferno. O som do estalido de balas é o que domina tudo que tá ao teu redor. O cheiro de fuligem, o cheiro de fumaça, o grito de várias pessoas correndo. Uma pessoa que tá segurando um calendário está morta do teu lado. Essa pessoa...
É o Magus, pescoço cortado. A data? O ano? 1917. Tu tá no meio de uma guerra. Tu tá no meio do inferno. Tento olhar ao meu redor, consigo enxergar se tem mais alguém vivo ali? Ou é somente demônios, fogo, guerra, sangue? Quem dera se fosse demônios. São só humanos se matando. Tu vê que ainda tem algumas pessoas agonizando e um espaço ao horizonte pra correr ou pra fugir.
Eu começo a marchar firme, assim. Como se não tiver essa manhã, não olho pra trás, não olho pros lados. Olho fixamente em direção a esse horizonte. Com toda a minha força de vida. E nesse inferno, tu caminha pra sobreviver pra mais um episódio de horror.
Pra fechar, tem novamente um feedback aí da aventura, reforço de Jabá que vocês queiram fazer aqui. E é isso, vamos começar com quem já participou das outras aventuras, tá participando de outra. Mais uma vez virou um capeta, foi o 1, tá? Só pra conquistar, se um de vocês tirasse o 1, em teste de sanidade ou em qualquer outro teste, eu ia fazer no final vocês virarem o Rei de Amarelo.
E aí o Jeter tirou o 1 dele lá no Terra de Sanidade. Puta, né? Mais uma vez, absoluto RPG. Que mesa muito boa, cara. Muito fantástico. Eu fui fazer o personagem hoje, eu fui preparando a ficha. Falei assim, cacete, né? Essa planilha...
ela não vai ter nenhuma skill de combate, né? Será que eu vou sobreviver? Será que vai dar bom? E surpreendentemente, a coisa caminhou de uma determinada forma que tudo foi se encadeando, tudo foi acontecendo. E o que pra mim é um traço sempre muito presente quando o Diego narra alguma aventura, é a escalada de tensão sem combate. Cara, isso pra mim é magistral. A gente, às vezes, como jogador, se sente meio impelido a colocar pelo menos uma periciazinha ali, uma faquinha, uma arma, alguma coisa.
Vai que, just in case, mas isso pra mim que aconteceu hoje, já aconteceu em algumas outras aventuras com o Diego Narrando, é simplesmente fantástico. Porque dá uma valorizada na interpretação, a imersão chega a um nível absurdo, porque você tá realmente inserido ali, sua cabeça tá lá dentro, você tá vivenciando aquilo, você é aquele personagem, por mais que parte disso seja...
do próprio jogador, por ter criado aquele personagem, tudo muito disso se sustenta na mesa por causa do Diego, da excelente narrativa que ele desenvolve, de como ele conduz a aventura, e sem esquecer das interpretações dos jogadores da mesa, que, como sempre, eu dou muita sorte com a galera que joga comigo, que é uma galera muito boa, manda muito bem, e hoje não foi diferente. Foi excelente. Muito obrigado, galera. Foi sensacional.
Essa é a primeira vez que eu jogo Call of Duty 2, né? Nunca tive experiência com esse sistema, né? Tanto que eu até tô aprendendo um pouco sobre a parte de roubando de dados, né? De como funciona. Mas foi uma experiência muito bacana, cara. Eu gostei muito da atmosfera de terror. Ficou bem, né? Teve alguns anacronismos históricos, né? Por exemplo, Opus Dei, né? Que o Magnus comentou. Mas eu achei bem realista, cara. Fiquei bem imerso, assim, né?
Eu procurei tentar o máximo ficar no personagem, ficar na questão histórica, né? Tipo...
de não inventar alguma coisa que não existia na época. E assim, pra mim foi demais, cara. Sensacional. O Guardião narrou muito bem, com um clima de medo, assim, né? Principalmente aí quando começou a rolar o teste de sanidade, assim. E eu gostei muito, cara. Espero futuramente participar de mais mesas com vocês, viu? Bom, basicamente eu vou fazer as palavras do Jeter como minhas, né? É excelente a narração do Diego. Conheci o canal da Quack em novembro do ano passado.
E depois eu comecei a maratonar o podcast pelo Spotify. Já vi as mesas do Jeter, que é excelente player também, né? Muito bom de interpretação, incrível. Na hora que eu vi isso, eu falei, rapaz, eu preciso participar de uma mesa narrada pelo Diego. E eu falei, basicamente tudo que eu imaginei se cumpriu aqui, porque realmente é uma mesa excelente. Muito bem orquestrada, né? Digamos assim. Cara, excelente. Espero como já.
Já tá aí, né, participar de mais mesas também. Tentei da última vez, né, com o Pegaia, e aí deu o problema com o Diego, que ele teve que cancelar. Mas muito excelente, cara. Parabéns. E parabéns também aos jogadores. Vocês são muito bons, muito bons.
isso aí. Teve referências à aventura do Dia das Mulheres. Quem escutou essa aventura do Dia das Mulheres vai ter pegado aí, especialmente a notícia do homem que queria ser um cavalo. Se você não entendeu a referência, vá lá na aventura do Dia das Mulheres pra conferir. O nome é Ate Macabra de Stonehawks. Também ficou muito boa. E é isso aí. Mais uma aventura do Rei de Amarelo aqui, carimbando aí uma das figuras que normalmente não aparecem.
No podcast e nas outras mesas vamos aprofundar aí e abordar outras coisas também. Se puder, avalie a gente no Spotify, dê o like aí no YouTube e acompanhe aí as próximas aventuras. Até mais, tchau, tchau.