Episódios de Podcast do PublishNews

420 - A 10º edição do Prêmio PublishNews

04 de maio de 202647min
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No podcast do PublishNews dessa semana, falamos sobre o Prêmio PublishNews, a única premiação dedicada a reconhecer o trabalho dos profissionais do livro, que chega na décima edição. Falamos sobre as novidades, destacando categorias, vencedores e novidades do evento. E também temos depoimentos contando um pouco das suas trajetórias e dicas das indicadas de Profissional de Marketing e Vendas do Ano: Carolina Carvalho Corazzin, gerente de marketing da Mythos Editora, Claudia Machado, gerente comercial da Catavento Distribuidora, Eliete Rente Cotrim, gerente comercial e de marketing da Editora 34, Lis Ribeiro,coordenadora de comunicação da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Mariana Figueiredo, diretora executiva de marketing e comunicação do Grupo Companhia das Letras, Natália Alexandre da Silva, gerente de marketing das editoras Sextante e Arqueiro.

Esta chegando a Décima Edição do Prêmio PublishNews, a principal celebração do mercado editorial brasileiro. Restrito a convidados, o evento chega à marca de 10 anos reconhecendo os profissionais e as iniciativas que fazem o livro acontecer no país. No dia 6 de maio, a premiação reunirá, no icônico Theatro São Pedro, em São Paulo, editores, livreiros, distribuidores, autores, jornalistas, influenciadores e outros agentes dessa indústria criativa. Ao longo da noite serão entregues 36 troféus, um recorde! Um deles vai para o fundador e CEO da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, pela sua trajetória e contribuição ao setor livreiro. O Prêmio PublishNews 10 anos conta com o apoio das seguintes marcas: Skeelo (patrocinador Master); Bookwire, Catavento, CBL, MVB, Radar de Licitações e Transpo (patrocinadores Ouro); Abrelivros, Estante Virtual, Nielsen BookData e SNEL (patrocinadores Prata); e LabPub, NESPE e Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo (que são os apoiadores). Tudo isso e muito mais, sob o comando da dupla de jornalistas e escritores Joyce Ribeiro e Marcelo Duarte. Prêmio PublishNews: uma década celebrando o mercado editorial!

A Câmara Brasileira do Livro realizará, de 13 a 15 de maio de 2026, a 5ª edição do Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e Gráficos — o EELDG.Serão três dias de conteúdo estratégico, networking qualificado e troca de experiências com os principais profissionais do setor editorial, no Casa Grande Hotel Resort & Spa, no Guarujá (SP).As inscrições para participação presencial ou on-line já estão abertas no Sympla, basta procurar pelo nome do evento ou acessar www.cbl.org.br. Garanta sua vaga e aproveite os descontos dos primeiros lotes.

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Participantes neste episódio1
F

Fábio Herrara

HostJornalista
Assuntos10
  • Profissional de Marketing e Vendas do AnoCarolina Carvalho Corazzin · Claudia Machado · Eliete Rente Cotrim · Lis Ribeiro · Mariana Figueiredo · Natália Alexandre da Silva
  • Prêmio PublishNews 10 anosNovidades e categorias · Vencedores de 2025 · Local da cerimônia · Recorde de troféus · Novas categorias
  • Mais Vendidos de 2025Ficção · Não-ficção Especialista · Não-ficção Trade · Infantil e Juvenil · Autores Nacionais
  • Prêmio PublishNews de Contribuição ao Mercado EditorialLuiz Schwarcz · Companhia das Letras
  • Editora do AnoSextante · Arqueiro
  • Prêmio MetabooksGerenciamento de metadados · Uso de metadados · Finalistas por tamanho de catálogo
  • Prêmio BookwireMelhor produção de ebook · Melhor produção de audiolivro · Melhor narração de audiolivro
  • Prêmio CataventoLivraria Destaque · Livreiro do Ano
  • Prêmio Esquilo de InovaçãoDestaque Digital · Finalistas do Prêmio Inovação do Ano
  • Encontro de Editores, Livreiros e Distribuidores e Gráficos (EELDG)5ª edição · Casa Grande Hotel Resort & Spa
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O podcast do Publish News dessa semana falamos sobre o Prêmio Publish News, a única premiação dedicada a reconhecer o trabalho dos profissionais do livro, que chega à décima edição.

Falamos sobre as novidades, destacando categorias, vencedores e novidades do evento. E também temos depoimentos contando um pouco das trajetórias e dicas das indicadas de profissional de marketing e vendas do ano. Carolina Carvalho Corazin, gerente de marketing da Mythos Editora.

Cláudia Machado, gerente comercial da Catavento Distribuidora. Eliette Rente Cotrim, gerente comercial e de marketing da Editora 34. Liz Ribeiro, coordenadora de comunicação da Câmara Brasileira do Livro da CVL. Mariana Figueiredo, diretora executiva de marketing e comunicação do Grupo Companhia das Letras. E Natália Alexandre da Silva, gerente de marketing das editoras Sestante Arquê.

O podcast é oferecimento da MVB América Latina, um livro e Câmara Brasileira do Livro. Esse é o episódio 420 do podcast do Publish News, do dia 3 de maio de 2026. Eu sou o Fábio Herrara e esse episódio teve a participação de Guilherme Sobota. E não se esqueça de acenar a nossa newsletter. Nos seguir nas redes sociais, Instagram, LinkedIn, Facebook e TikTok, todos os dias com novos conteúdos pra você.

E também, nos siga no YouTube ou no Spotify, onde você pode comentar, dar sugestões e até 5 estrelas. E estamos aqui com o Guilherme Sobota, editor-chefe do Publish News, num momento comemorativo, não é, Sobota? Sem dúvida. É o décimo prêmio Publish News, caramba. Já faz tempo e vai ser até num lugar bem especial esse ano, né?

É, exatamente, Fábio. Então, essa é uma edição bastante especial do Prêmio Pobliche News, né, que está completando 10 anos. Uma outra curiosidade também, né, que foi meio que uma coincidência, o Pobliche News completa em 2026 25 anos de existência, né? Então, são duas datas aí que a gente vai celebrar nos próximos meses e agora, nessa semana, a realização do Prêmio Pobliche News 2026. Como eu disse, é a décima edição.

e vai acontecer no Teatro São Pedro, na Barra Funda, aqui em São Paulo, que é um teatro histórico da cidade, vai completar 110 anos de existência. É um teatro onde acontecem muitas apresentações de música clássica, ópera e peças de teatro. Então, numa parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, a gente conseguiu a sessão do Teatro São Pedro para fazer a cerimônia de premiação dessa décima edição.

E além disso, a gente tem algumas outras novidades. Então, nesse ano a gente tem um número recorde de troféus. São 36 categorias contra 29 no ano passado. Então o prêmio vai crescendo ano a ano. Temos mais apoiadores e patrocinadores do que nunca também.

E a gente criou algumas novas categorias, algumas a partir da lista de mais vendidos, da lista News em Public News, que passou a ser a lista oficial do Public News do ano passado. A gente criou categorias também voltadas para best-sellers de autores nacionais.

Então era uma demanda aí do mercado como um todo que a gente reconhecesse também os autores nacionais, os gringos mais vendidos de autores nacionais. Então nesse ano o Prêmio Pro Munch News vai fazer esse reconhecimento também, além das outras categorias especiais e das categorias em parcerias também com algumas das empresas patrocinadoras. Muito bom. Aqui passando um pouquinho pelos prêmios, vamos falar dos mais vendidos de 2025?

Podemos, podemos falar. Então, eu vou... Obviamente, todas as informações já estão disponíveis lá no site, a gente vai deixar o link aqui na descrição do episódio. Eu vou passar aqui, então, os primeiros lugares das categorias. Esse ano, a categoria de lheios mais vendidos é dividida em quatro.

subcategorias, conforme a lista News em Publish News. Então, em ficção, em primeiro lugar, e eu estou falando dos news mais vendidos em 2025, ao longo do ano, no varejo brasileiro. Então, em ficção, em primeiro lugar, ficou Verity, da Colin Hoover, publicado pelo grupo Editorial Record. Na categoria Não-ficção Especialista, o vencedor foi A Psicologia Financeira, de Morgan Housel, publicado pela HarperCollins, Brasil.

Em Não Ficção Trade. Ficou Do Dia para a Noite, que é um dos livros de coloria oficial do Bob Goods, publicados também pela HarperCollins Brasil. E na categoria infantil e juvenil, o vencedor foi o Elo Monsters Books, do Renaldinho, que é influenciador e autor, que é publicado pelo selo Pixel de Ouro. Entre os autores nacionais, ou seja...

A lista News & Publishing News de autores nacionais, que a gente publica há mais tempo já, é dividida em duas categorias, ficção e não ficção. Em primeiro lugar, em ficção, ficou a edição comemorativa de A Hora da Estrela, da Clarice Lispector, publicada pela Roco. E, em não ficção, o vencedor foi o livro Café com Deus Pai, 2025, do Júnior Rostirola, publicado pela Vênus.

De todos esses, o Publish News também premia o livro mais vendido do ano, que acabou sendo o do dia para a noite, o livro de coloria oficial Bob Goodes. Ficou em primeiro lugar entre todos os títulos. E um outro prêmio que também é relacionado à lista, diretamente relacionado à lista, é o prêmio de editora do ano. Ou seja, a editora que melhor performou na lista News e Publish News de mais vendidos ao longo de 2025.

E a editora desse ano é a Sextante. A Sextante, junto com o Arqueiro, que é o seu selo de ficção, colocou 21 títulos no top 20 geral da lista ao longo do ano, mais do que qualquer outro grupo editorial. Então, a Sextante vai levar o prêmio de editora do ano na cerimônia. Então, esses são os prêmios dos quais a gente já conhece os vencedores, porque são baseados no consolidado da lista.

E, claro, são algumas as categorias. As outras categorias a gente ainda não sabe, além, obviamente, do prêmio Procrastinio de Contribuição ao Mercado Editorial, que a gente pode falar daqui a pouco também, mas as outras categorias todas têm finalistas.

Câmara Brasileira do Livro realizará, de 13 a 15 de maio de 2026, a quinta edição do Encontro de Editores, Livreiros e Distribuidores e Gráficos, o EELDG. Serão três dias de conteúdo estratégico, networking qualificado e troca de experiências com os principais profissionais do setor editorial. No Casa Grande Hotel Resort Spa, no Guarujá, em São Paulo.

As inscrições para participação presencial online já estão abertas no Simpla. Basta procurar pelo nome do evento ou acessar cbl.org.br.

E garanta a sua vaga e aproveite os descontos dos primeiros lotes. E é isso. Boa. Então, aí também tem as novidades, né? Os novos prêmios, mas também tem os prêmios dos apoiadores, né? Por exemplo... Isso. A gente está falando também do Prêmio Esquilo, por exemplo, né?

Exatamente. O Prêmio Esquilo, ele começou, ele está chegando à quarta edição do Prêmio Inovação do ano. Então ele começou há quatro anos e neste ano o Esquilo decidiu também criar uma nova categoria do Prêmio de Inovação. É a categoria Destaque Digital.

Para selecionar os vencedores dessa categoria, o esquilo fez medições internas baseadas no volume de leituras iniciadas e finalizadas dentro do próprio aplicativo.

E aí, para essa categoria de destaque digital, a gente já tem os vencedores também. Então, quem ganhou entre os audiolivros foi a Buzz, editora, e quem ganhou entre os e-books e os digitais foi a Globo Livros. Então, na categoria de destaque digital, o Prêmio Esquilo já tem os seus vencedores também, e são três finalistas.

do Prêmio Inovação do Ano. Um deles é a Bagagem Literária, uma realização da Associação 451, que a Bagagem Literária é uma editoria, uma sessão do site da revista 451 voltada para o universo da leitura e da escrita. Então, entre algumas outras facilidades criadas ali, está a Agenda 451, que reúne eventos voltados para o mundo literário.

Outro finalista é o ecossistema Catavento, então um projeto voltado para apoio a novos livreiros ou livreiros já estabelecidos no mercado que precisam de apoio à sua gestão. O projeto é realizado pela Catavento, distribuidora. E outro finalista é o Passaporte Frankfurt, uma iniciativa que é uma parceria da Faculdade Latopan com a MVB América Latina e a Arquilha do Livro de Frankfurt.

que consiste num programa para preparar e levar editores e profissionais do mercado editorial brasileiro até a Feira do Livro de Frankfurt, que é o maior evento do setor no mundo.

Então, eles têm aulas, formação estratégica, consultoria personalizada, e o objetivo é fortalecer a presença da América Latina no cenário internacional editorial. Então, esses são os finalistas desse ano do Prêmio Esquilo de Inovação. Seguindo aqui também, a gente tem o Prêmio Metabooks também, né, para a categoria de metadados.

Exatamente. O Prêmio Metabooks premia... São 15 finalistas do Prêmio Metabooks que premiam empresas e editoras que se destacaram no gerenciamento de metadados ao longo do ano. Então, lá no site, quem quiser conferir, pode conferir todos os finalistas e também os critérios usados pela Metabooks para definir os vencedores. Então, entre as editoras...

São quatro subcategorias, digamos assim, que são baseadas no tamanho do catálogo ativo de cada uma. E tem uma outra subcategoria que é a empresa destaque no uso de metadados em 2025. E as finalistas desse ano são a livraria da Unesp, o Mercado Livre e o app chamado Maratona.

Muito bom. E agora também a gente tem o prêmio de destaque, né? Deixa eu só falar direito de novo. O prêmio Publish News de Contribuição ao Mercado Editorial. Com uma pessoa de certa relevância aqui, né?

Exatamente, então esse prêmio de contribuição ao mercado ele é entregue também desde a primeira edição do Prêmio Publish News e busca obviamente reconhecer profissionais do setor editorial com uma contribuição especial para o mercado. Então, nomes como Paulo Rocco, Luiz Alves Júnior, da Editora Global, a Maria Amélia Mello, Giro Takahashi, Lúcia Riffa, então todas as pessoas que eu falei já foram...

agraciadas, digamos assim, com esse troféu de contribuição ao mercado editorial. E o escolhido desse ano foi o Luiz Schwarz, que é o que todo mundo conhece, é o fundador da Companhia das Letras. Nos últimos anos, o Schwarz já recebeu prêmios de reconhecimento internacional por conta da sua trajetória, então ele ganhou prêmios na Feira do Livro de Londres e na Feira do Livro de Frankfurt. E agora o Pulit News achou justo também celebrar a trajetória dele.

aqui no Brasil, com o troféu de contribuição para o mercado editorial desse ano. Muito bom. E acho que para terminar também... Ah, tem mais dois. Não terminar mais. Tem o Premium Bookwire, que trabalha com os audiolivros e e-books, não é isso? Exatamente. O Premium Bookwire também cresceu, no ano passado a gente realizou em parceria com eles a primeira edição, então...

nesse ano são quatro subcategorias melhor produção de ebook melhor produção de audiolivro geral e melhor produção de audiolivro infantil essas duas são duas categorias diferentes e uma novidade bacana também é melhor narração de audiolivro em 2025 ou seja, as três primeiras que eu falei quem leva o prêmio é a editora porque está envolvida na produção digital dos livros youtuber

E nessa categoria de narração, quem leva o prêmio é o narrador. E os três finalistas dessa categoria são o Mauro Ramos, narrador de Guerra do Velho, publicado pela editora Aleph, o Eron Cordeiro, narrador de São Bernardo, publicado pela Supersônica, e o Tarcísio Filho, narrador de Um Certo Capitão Rodrigo, publicado pela Companhia das Letras. Então esses três são os finalistas.

do prêmio da Bookwire cujas categorias contemplam 10 editoras e selos editoriais entre os seus finalistas e até eu dei os meus pitacos sendo jurado do audiobook infantil bacana e aí a gente tem a última categoria que também está em votação ainda, que é o prêmio profissional de marketing e vendas do ano, não é isso?

Na verdade é assim, acho que quando o episódio for ao ar a votação já foi encerrada, viu? Ah, então tá bom. Aí a gente ainda tem... Não, eu só vou voltar pra cortar essa parte. Tá. Não, porque tem o prêmio Catavento também. Ah, então tá. Então deixa eu falar do Catavento primeiro. Ah. E falando também em outro parceiro, tem o prêmio Catavento. Exatamente. A Catavento também é uma parceira de longa data do prêmio Bullish News.

E vem premiando nos últimos anos o Livreiros e Livrarias. Então, todo ano tem uma categoria de Livraria Destaque. Os finalistas de 2026 são a Livraria Baleia, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A Livraria Canto Geral, de Seropédica, no Rio de Janeiro. E a Livraria das Perdizes, de São Paulo.

Capital, essas são as três finalistas de Livraria Destaque. E o Livreiro do Ano também são três finalistas, três indicações. A Ana Cláudia Vinter de Moura, que trabalha em Vilhena, em Rondônia. A Maria Antônia Pavã, que trabalha aqui em São Paulo, na Livraria da Unesp, no centro da cidade. E o Raul Kevin Souza Santos, que trabalha na Livraria Telarã, em Curitiba. Então esses são os...

finalistas do Prêmio Catavento, que tem novamente também uma parceria dentro dele com a Conecta, a startup lá da Catavento também. E para finalizar também, que a gente vai ouvir logo mais as finalistas do Prêmio Profissional de Marketing e Vendas do Ano. Exatamente. Essa é a categoria mais tradicional, diria o Fábio, do Prêmio Publish News, que é como o Publish News costuma...

costuma falar nas matérias e nos episódios voltados para isso também aqui no podcast, foi o primeiro prêmio criado no Brasil para reconhecer os trabalhos daqueles dedicados à divulgação e comercialização dos livros. Então, muitas vezes, essas pessoas relacionadas, obviamente, com as suas equipes e com outros setores das editoras, é quem coloca os livros na lista de mais vendidos. Então, são pessoas que trabalham bastante nos bastidores.

E a ideia dessa categoria do Prêmio Publish News é colocá-las em evidência, discutir um pouco esse trabalho que é tão importante para a sobrevivência das editoras e do mercado como um todo. E esse ano também uma das novidades, que foi uma coincidência, digamos assim, é que são seis finalistas, seis mulheres que estão em posições de liderança e que são as finalistas do prêmio. Vou falar o nome delas aqui.

e depois a gente vai ouvi-las também. Então é a Carolina Carvalho Corazin, gerente de marketing da Mitos, editora. A Cláudia Machado, gerente comercial da Cata Vento, distribuidora. A Eliette Cotrim, gerente comercial e de marketing da Editora 34. Liz Ribeiro, coordenadora de comunicação da Câmara Brasileira do Livro. A Mariana Figueiredo, que é diretora executiva de marketing e comunicação do Grupo Companhia das Letras. E a Natália Alexandre da Silva,

que é gerente de marketing das editoras Sestante e Arqueiro. Uma das outras novidades também, que eu ainda não falei, vou falar rapidinho desse ano, foi que o Publish News decidiu formar uma comissão especial de jurados para definir os vencedores de algumas das categorias que a gente mencionou, inclusive dessa, profissional de marketing e vendas.

Então foram nove jurados que avaliaram os materiais de inscrição enviados por cada uma das candidatas.

E realizaram uma votação também, a Cegas, anônima, e essa votação dessa comissão especial foi somada à votação popular, que foi realizada nas últimas semanas, que a gente considera também que é uma oportunidade das finalistas divulgarem um pouco o seu próprio trabalho e discutirem isso publicamente.

Então, a vencedora que vai ser anunciada na cerimônia do dia 6 de maio foi definida dessa forma, com votos da comissão especial somados à votação popular. E essa é uma das novidades desse ano também.

Já ouviu falar em POD e impressão sob demanda? Nossos parceiros da Unlivro são referência dessa tecnologia no Brasil, que permite vender primeiro, imprimir depois, reduzindo custos com estoque, armazenamento e distribuição. Com o POD da Unlivro, você disponibiliza 100% do seu catálogo, sem perder nenhuma venda. Muito bom. E vai acontecer o prêmio agora nessa semana, né? Quer passar um pouco da ficha dessa festa?

Exatamente. O prêmio vai ser realizado no dia 6 de maio, que é a quarta-feira dessa semana, no Teatro São Pedro, na Rua Barra Funda.

obviamente por conta da limitação de espaço a gente precisa de uma restrição de público, então o evento é restrito a convidados mas obviamente a gente convida todos a acompanharem a cobertura no publicnews.com.br e nas nossas redes sociais, no Instagram no Facebook e claro ao longo dos próximos episódios do podcast aqui a gente pode também retomar e falar como foi a noite

Muito bom. Queria agradecer também principalmente aos parceiros que fizeram essa festa possível, que eu vou passar aqui também a lista deles. Que a gente tem a Esquilo como patrocinador master, Bookwire, Catavento, CBL, MVB América Latina, Radar de Licitações e a Transpo como parceiros ouro, Abre Livros, Estante Virtual, Nielsen Book Data, Snell,

com parceiros Prata, Faculdade Lab Pub, Nesp e Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, no apoio. E agora, vamos ouvir as indicadas de profissional de marketing e vendas do ano. Perguntamos para elas um pouco sobre sua carreira, a importância do marketing comercial, e também dicas para quem está começando na área.

Vamos ouvir? Carolina Carvalho Corazin, gerente de marketing da Mythos Editora. Eu tenho 26 anos de experiência de marketing e já trabalhei 8 anos no mercado editorial. É um mercado muito interessante porque você precisa equilibrar o conteúdo e resultado do negócio o tempo todo. Nos últimos anos, meu foco tem sido deixar o marketing mais estratégico, menos operacional e muito mais integrado com o editorial desde o começo dos projetos.

Não é só divulgar um livro, é participar da construção, é pensar em posicionamento, público, narrativa, e isso faz toda a diferença. Na Mitsu, esse trabalho contribuiu para o crescimento bastante grande de 2025 em relação a 2024. Além disso, já trabalhei com bastante eventos com experiência, como CCXP, Bienal, Anime Friends, Batman Day, muitos outros eventos. Mas sempre com um olhar estratégico.

Não só de presença, mas de experiência que conecta o público e também gera resultado. A primeira coisa que eu diria é que o marketing e vendas não são mais separados. Quem está começando precisa entender de resultado, não só de criação. Outra coisa é testar, testar muito. O digital permite isso o tempo todo. Quem testa mais, aprende mais rápido. Também acho importante ter uma visão mais ampla, entender de produto, público, mercado. E no editorial...

entender o conteúdo que faz a diferença. E por fim, a consistência. Marketing não é uma ação isolada, é construção, é acompanhar, é ajustar, melhorar e continuar. Hoje, eu vejo o marketing como uma área central de verdade. Não é só comunicação, ele está diretamente ligado à receita, à venda. E ao editorial, que tem um papel ainda mais específico, que é transformar o conteúdo em produto irrelevante para o público-alvo.

E a parceria com o editorial é fundamental. Quanto antes o marketing entra, melhor. Quando a gente participa desde o início, definindo o público, o posicionamento, até pensando no formato, a estratégia fica mais forte. O editorial traz a curadoria, o conteúdo, e o marketing entra com uma visão de mercado, comportamento e potencial comercial. Além disso, o marketing conecta tudo. Comercial, e-commerce, eventos.

garante que tudo esteja falando a mesma língua e puxando para resultados, que é também um papel importante que é o de dados, de leitura e de ajustar rápido a rota. Iliette Rente Cotrim, gerente comercial e de marketing da Editora 34. Estou há 16 anos na Editora 34 e ao longo desses anos eu reestrutuei a área comercial e logística.

com foco na análise de carteira de clientes ativos e inadimplentes. Eu implantei normas e procedimentos para as duas áreas, organizei o estoque físico, recompus a equipe comercial e logística, implantei melhorias nas áreas administrativas, atendimento ao professor, assessoria de imprensa e marketing. Eu não fui apenas uma espectadora das transformações do mercado editorial brasileiro ao longo destes anos.

mas uma protagonista que garantiu a sobrevivência e a saúde da empresa nesses tempos passados turbulentos, como gerenciária logística comercial, atravessando as crises da cultura saraiva e americanas. E considero que manter a equipe intacta durante o lockdown foi um feito estratégico para o qual eu mergulho.

O relacionamento com as outras áreas da editora são indispensáveis para um posicionamento ético e eficaz no mercado de modo geral. Considero que fui levada a final do Prêmio Publish News não só pelos anos de atuação no mercado, mais de 30 anos, mas pelas vendas do livro Noites Brancas, que está na lista dos mais vendidos há mais de 12 meses. Por isso eu vou contar uma história.

No estande da editora 34, na meia-nal do livro do Rio, em junho passado, jovens não paravam de brotar atrás de Noites Brancas, uma novela do russo Dostoyevsky, e ou pedindo indicações de outros títulos do autor. Eu fiquei intrigada e quis saber o porquê de tanto interesse justamente naquele livrinho que não chega nem a 100 páginas, sobre a desilusão amorosa de um auto-intitulado sonhador.

E aí veio a historinha de que os jovens tinham descoberto Dostoiévski no TikTok. Para os jovens que mostram vídeos no TikTok, alguns até bonitinhos que me apresentavam, há meses estavam me intrigando com o aumento das vendas. Esse mérito das vendas não é meu, esse mérito é do TikTok.

e depois de continuar colocando Noites Brancas nas librarias cada vez mais. Na minha opinião, se você está querendo começar, ou começando na área de marketing e vendas, na área de livros, você precisa combinar a paixão por leitura com visão de negócio e técnica. Nosso mercado valoriza quem demonstra proatividade e repertório.

Desenvolva um olhar crítico para diferentes gêneros literários. Leia o que está vendendo, não apenas o que você gosta. Entender a lista dos mais vendidos é o que diferencia um fã de um profissional. Acho que é isso. Mariana Figueiredo, diretora executiva de marketing e comunicação do Grupo Companhia das Letras. Oi, aqui é a Mariana Figueiredo. Eu sou diretora executiva de marketing e comunicação da Companhia das Letras.

Bom, eu sou formada pela escola Companhia das Letras. Eu entrei aqui ainda como estagiária de imprensa há mais de 15 anos. O trabalho foi evoluindo e eu fui para outra editora já como gerente de comunicação e depois voltei para a companhia em 2018.

Há alguns anos eu lidero o marketing da companhia, que é um desafio enorme no melhor sentido possível. A gente fala de uma operação muito grande e diversa. São quase 50 lançamentos por mês, com 21 selos, além de todo o trabalho com catálogo, eventos, feiras por todo o país, relacionamento com os autores, imprensa.

influenciadores, redes sociais, CRM, ads, site, comunicação interna. Enfim, é um ecossistema bem complexo com uma equipe que conta com mais de 50 pessoas. Nos últimos anos, acho que o que mais me marcou foi conseguir estruturar esse marketing de uma forma mais integrada e estratégica, conectando melhor todas essas frentes.

A gente fortaleceu muito o trabalho com influência e conteúdo, também o de produção de materiais e ampliou a nossa presença no digital, mas também buscou dar mais consistência para as nossas campanhas, tanto de lançamentos quanto do catálogo, que é muito importante para a gente.

Claro que há projetos muito importantes, como o reposicionamento de selos, a participação em eventos como a Bienal e a Flip. O nosso estande na Bienal é muito grande, com quase 600 metros quadrados. Ano passado a gente teve o Leminski, que foi o autor homenageado da Flip. A gente fez uma casa muito bacana, legal e interativa ali para comemorar.

E a gente também faz muitas ações institucionais agora mesmo, a companhia completa 40 anos esse ano, e a gente tem um calendário cheio de coisas muito importantes e relevantes. Mas acho que mais do que os projetos isolados, o que eu vejo que nos trouxe até aqui foi a construção de um trabalho mesmo consistente, coletivo e de constante evolução.

Sobre a importância da área de marketing, eu vejo como absolutamente central. O marketing às editoras é uma ponte entre o que o autor produz e os leitores. A gente traz o livro à vida, a gente pensa individualmente em cada um deles para que o leitor o encontre em meio de tantas possibilidades e se conecte. A gente ajuda a transformar os livros em conversas, em presença cultural, em relevância, em companhia mesmo.

E isso só funciona porque o marketing não trabalha sozinho. É uma área muito conectada com o comercial, com o editorial, a produção, a arte, os direitos, a logística, o pessoal do CD, com todo mundo. E as melhores coisas que a gente faz vêm justamente dessa troca, dessa construção conjunta.

Por fim, para quem está começando ou quer entrar na área, eu diria algumas coisas. Primeiro, seja curioso. Acho que entender de cultura, de comportamento, de como as pessoas consomem conteúdo hoje é essencial.

Além disso, acho que repertório, né? Ler, assistir, acompanhar tendências, mas também olhar com atenção tudo aquilo que está ao nosso redor. Isso tudo sem esquecer que a área de marketing é voltada para dados, para KPIs, avaliações constantes do que está funcionando ou não.

Mas talvez o mais importante seja a disposição de aprender e trabalhar em conjunto. Eu vejo marketing muito menos sobre ideias brilhantes e isoladas e muito mais sobre uma construção coletiva de teste, ajuste e consistência. E claro, acho que tem que gostar de gente, porque no fim é sobre isso, conectar as pessoas, histórias e experiências. E agora, Natália Alexandre da Silva, gerente de marketing das editoras Sestante e Arqueiro.

Eu estou há 13 anos na sextante, eu entrei como assistente e ao longo desse período eu tive a oportunidade de passar por praticamente todos os processos dentro do marketing. O que me deu uma visão bem integrada da área como um todo. E um dos primeiros projetos que eu liderei foi a criação de um sistema de parceria com blogueiros literários. Um sistema realmente estruturado que foi desenvolvido pelo TI lá dentro de casa.

e que evoluiu para que a gente conheça hoje como os influenciadores. Na época o cenário era bem diferente. Os principais canais eram blogs e páginas de conteúdo, em plataformas como o Blogspot, eu até tive um, e também o WordPress. E eu acho que esse movimento foi bem importante para aproximar a editora de novos públicos e começar a desenvolver a nossa presença digital.

e eu acredito que o que me levou ao final foi um conjunto consistente de entregas ao longo desses 13 anos, mas eu destaco especialmente a campanha que desenvolvemos para o Dambral. Eu vou repetir de novo só porque eu engasguei.

Eu acredito que o que me levou a final foi um conjunto consistente de entregas ao longo dos anos, mas destaco principalmente a campanha que desenvolvemos para o Dambral, que foi no ano passado. Foi uma ação robusta, 360 graus, envolveu pontos de venda, estratégias segmentadas para diferentes públicos, ações orgânicas, pagas e além também de compra de mídia externa, como o mobiliário urbano em São Paulo e no Rio.

E a gente também realizou uma ação especial com mais de 150 influenciadores digitais. E tudo isso foi ao longo de três meses. E combinou que a gente mandou dois deles para Praga, onde eles puderam conhecer o Dambral pessoalmente, visitar os cenários que estavam dentro do livro. E gerou todo um conteúdo atraente para os leitores.

e eu gosto de falar que eu sempre respondo no plural porque tem muita gente envolvida nesses processos não só do time do marketing, mas da editora como um todo ninguém é uma ilha, ninguém faz nada sozinho e para a gente ter feito o que foi feito teve muitas pessoas envolvidas eu costumo brincar que marketing é uma área servidora e que nosso papel é apoiar o time de vendas e ajudar eles a potencializar toda a exposição de livros seja nos pontos de venda the youtuber

seja no online, e atrair a atenção do público certo para cada título. E até na atração e fidelização dos livreiros, que é uma coisa importante. Só que essa atuação vai muito além. O marketing também funciona como um aponte entre diferentes áreas da empresa. A conecta ao editorial, comercial, que eu já falei, o digital, o setor de comunicação, e tudo isso para garantir que cada livro tem um posicionamento claro e uma estratégia assertiva.

E mais recentemente, com a entrada da Mariana Kaplan na diretoria do marketing, passamos a ter uma participação ainda mais ativa em fóruns estratégicos, como de aquisições, projetos nacionais e até definição de títulos e capas em alguns casos. Inclusive, ela falou sobre essa visão em uma entrevista ao Public News, e eu deixo aqui para vocês essa recomendação.

A minha trajetória, ela não foi linear. Eu sou engenheira de formação e antes disso, eu fiz cinco semestres de física. Pois é, não tem nada a ver com marketing. E eu acho que foi, eu acho não, eu tenho certeza. Foi o meu amor pelos livros que me trouxe até aqui e que continua sendo o principal motor do meu trabalho. Outro ponto importante...

Eu acredito que é a gente acreditar... Opa, dá um corte aí. Outro ponto importante é acreditar no nosso próprio caminho. Eu gosto muito do conceito apresentado no livro A Boa Sorte, que a gente, inclusive, acabou de relançar, que fala que mais do que esperar oportunidades, é preciso plantar. Ou seja, a gente correr atrás dos nossos objetivos e a gente se desenvolver e estar sempre atento e aberto às mudanças.

Quando eu entrei nessa instante, eu fui atrás de entender o que era marketing e tudo que eu podia fazer para me tornar a melhor profissional possível. E eu sigo isso até hoje. Seja fazendo cursos longos ou curtos, assistindo palestras, a área do marketing é muito dinâmica e me mantendo essa constante atualização, me faz me sentir viva e não éter na lua de minha profissão. Mas, sobretudo...

me deixa sempre atualizada, que é muito importante. O tempo todo surgem novos aplicativos, novas redes sociais. O marketing é realmente muito dinâmico, é preciso sempre a gente estar atenta e disposta a enfrentar esses novos desafios. E agora, Alice Beiro, coordenadora de comunicação da CBL.

Olá pessoal, tudo bem? Primeiro eu quero agradecer o convite e dizer que é um prazer estar aqui falando com vocês e também dizer que eu fiquei muito surpresa e muito feliz com essa indicação e também com o resultado de estar entre as finalistas do prêmio. Bom, eu estou aqui na CBL há 12 anos e ao longo desse tempo eu fui construindo a minha trajetória aqui na área de comunicação.

tanto a comunicação institucional da CBL quanto a comunicação dos grandes projetos e eventos daqui. E o que no nosso caso, aqui no departamento, a gente acaba incorporando as estratégias de marketing também.

E um ponto que eu achei muito interessante aqui é que, tradicionalmente, esse prêmio reconhece profissionais da área de marketing e vendas que estão dentro das editoras, atuando diretamente ali na venda dos livros. E no meu caso, eu venho de uma atuação mais institucional aqui na CBL.

mas que também trabalha esses mesmos objetivos, mas de outras formas, ampliando a visibilidade, gerando interesse e fortalecendo o ecossistema do livro como um todo. E atualmente eu sou a responsável por toda a comunicação da CBL, tanto institucional como mencionei, como do Prêmio Jabuti, Prêmio Jabuti Acadêmico, o Bienal do Livro de São Paulo, o encontro de editores, livreiros, distribuidores e gráficos que vai acontecer.

esse mês de maio e também participei de outras iniciativas com a comunicação. Então, teve também o projeto de retomada das livrarias, que aconteceu numa fase muito sensível, pós-pandemia.

o Clube de Leitura ODS, teve também todo o nosso trabalho na reforma tributária, que foi também um assunto muito sensível e muito importante, onde o livro estava podendo ser taxado em 12%, então a gente conseguiu fazer todo um trabalho através de imprensa e redes sociais para levar esse assunto tão importante para a sociedade. E...

uma experiência muito concreta de como posicionar projetos, como construir narrativas e ampliar o alcance dessas iniciativas. Bom, dentro da CBL, a comunicação é uma área que conecta tudo, né? Ela está realmente ligada a todos os departamentos, a todos os projetos e todos os eventos da CBL.

Além disso, óbvio, toda a comunicação institucional, toda a comunicação de ações políticas, enfim, realmente tudo, né? E acho que eu posso dizer que um dos maiores desafios é justamente esse, né? Olhar para tantos públicos diferentes com quem a gente fala e conseguir se comunicar com cada um deles de uma forma relevante.

Olha, eu acho que fica um pouco mais fácil para quem trabalha com livro, porque no meu caso, eu sempre acreditei muito no livro e no impacto da leitura e no papel que o livro e a leitura têm na sociedade. Bom, e esse propósito facilita muito nesse processo, né? Mas eu diria para quem está começando...

que é muito importante conhecer o público e aprender a escutar mesmo. A boa comunicação acho que começa por aí. Eu também diria que é muito importante desenvolver um olhar estratégico desde cedo, não só executar por executar, mas também entender o porquê dessas ações. E por fim, e talvez o mais importante, é ter curiosidade.

e disposição para aprender o tempo todo, todos os dias. É uma área realmente muito dinâmica, a gente aprende muito todos os dias. E agora Cláudia Machado, gerente comercial da Catavento Distribuidora. Uma coisa que eu acho curiosa é que quando eu falo que eu trabalho no marketing, gerencio o marketing de uma distribuidora, mesmo quem é do mercado,

Estranha. Olha com uma curiosidade genuína mesmo. Mas o que faz o marketing de uma distribuidora? Como se não precisasse. E de fato é um pouco diferente. A gente não atua num marketing agressivo de autopromoção. A gente tem que desenvolver projetos e promover as editoras para os clientes. Não trabalhou...

um pouco diferente do que se faz nas editoras de fato. Comecei no marketing da Catavento mudando a forma como a gente se comunicava com os clientes. Era um marketing bastante...

passivo, a gente só colocava banner no portal e fazia uma comunicação muito pontual. Então, eu estruturei essa divulgação das informações para os clientes, criei comunidade na Catavento, criei, implementei o meu marketing, implementei o Media Kit de divulgação, enfim, criei a estrutura para que a gente conseguisse se comunicar melhor com os clientes e abrir os caminhos até quando eu vi que...

A estrutura de distribuidor é muito complexa, porque a gente tem um grupo de editoras muito grande para comunicar para um grupo de clientes que não é segmentado como é o consumidor final. A gente não consegue fazer uma segmentação tão criteriosa, tão precisa com as livrarias quanto a gente faz com o consumidor final, porque elas pegam muita coisa. A maioria das livrarias são bem generalistas. Então, isso traz um pouco de complexidade no trabalho de marketing em si.

Então, eu consegui abrir caminhos para que as editoras se comunicassem diretamente com esses clientes, através da comunidade, através dos e-mails segmentados, enfim. Em relação ao marketing, fiz esse trabalho e aí trouxe mais gente para Catavento, consegui contratar a Kau Lanik, extremamente competente.

e trazer mais gente para o departamento. Mas, paralelo a isso, uma coisa que eu gosto bastante da Catavento, inclusive, é que a gente não se preocupa só em promover a empresa, mas em como que a gente consegue ajudar as livrarias a acessar o mercado e a ter mais informação, enfim, mais oportunidade, inclusive, e ser mais vistas pelo mercado.

E nisso acredito que o trabalho do distribuidor seja muito rico, porque a gente fica nesse meio, né? A gente é esse elo que conecta as editoras ao ponto de venda. Então, a gente explora bastante isso, através de projetos, através de eventos, que a gente consegue aproximar esses dois lados da cadeia.

a gente transformou a convenção, por exemplo, a convenção da Catavento, que é um evento interno, muito pequeno, muito focado para a nossa equipe, em um evento amplo que a gente convida e envolve as editoras e os livreiros do Brasil inteiro, inclusive esse ano vai ser maior ainda.

Então, de fato, vem se tornando um evento cada vez maior e mais voltado para o mercado do que só para a nossa equipe, sabe? Outros projetos nesse sentido, como o Boulevard Literário, que não fui eu que inventei, obviamente, mas eu que tenho tocado nos últimos anos e tenho ampliado e estruturado.

essa oportunidade das pequenas e médias editoras de estar presente no maior evento literário do mercado, que é a Benal do Livro do Rio de Janeiro, de forma organizada, de forma que eles têm visibilidade, sabe? Não é só colocar o livro, mas é ter visibilidade, é participar dos eventos, é levar autores.

Então, é um projeto bacana que a gente desenvolveu na Canta Vento e que eu tenho, junto com a GL, obviamente, que partiu da GL, mas que a gente estruturou a ideia e fez acontecer. O curso de gestão para livrarias, que acho que foi uma das coisas mais legais que eu ajudei a fazer aqui na Canta Vento, que começou com várias tentativas, né? Começou ali lá na...

A gente já vinha pensando em como ajudar essas livrarias a se profissionalizar, a acessar o conhecimento. E a partir da pandemia que se tornou urgente essa demanda, a gente conseguiu parceria com o Sebrae, conseguir estruturar com o Sebrae em frente. E deu uma formação principalmente voltada para finanças, que era a principal dor ali daquele momento. Como...

segurar as contas, o que resolver primeiro naquele momento e também sobre marketing, sobre gestão comercial. Logo depois, a gente, em parceria com a agência que a gente trabalhava aqui na Catavento, desenvolveu um curso completo de marketing, gratuito também para as livrarias.

E aí, a partir disso, juntando essas duas experiências, a gente conseguiu com a Casa Educação desenvolver um curso de formação de gestão de livrarias mesmo, que é bem completo. A gente já formou mais de 500 pessoas da Catavento, então, além de estruturar a área de marketing, né, estruturar como a gente comunica com os clientes e melhorar a relação dos clientes com as editoras, a gente...

conseguir trazer mais ações para as redes sociais. Hoje, o nosso Instagram, o nosso LinkedIn, enfim, as nossas redes sociais são muito fortes em relação aos concorrentes. Acho que aqui tem maior engajamento orgânico e maior número de seguidores orgânico. A gente não faz patrocinado.

Não que não devesse fazer, né? Estou só dizendo que a gente consegue, de fato, um engajamento genuíno e natural com esses clientes, porque a gente...

faz projetos que impactam diretamente nessas livrarias e nas editoras. Dica para os jovens. Bom, eu coloquei bastante gente no mercado, né? Trouxe gente que não era do setor editorial ou gente que não era do marketing. Uma coisa que eu faço bastante é tentar formar pessoas que vão atuar para o mercado. E o que eu...

Digo sempre para eles, e acho que o que vale para todo mundo, é mantenham a curiosidade, sabe? Mantenham esse espírito de buscar conhecimento, de estudar e ter essa vontade dentro de mudar, sabe? De fazer acontecer e aceitar que vai errar e se arriscar para errar.

porque faz parte do processo. É importante aprender com esses erros, não fazê-los de novo, mas é isso. Mantenham a chama da curiosidade acesa, porque é isso que é combustível para a gente fazer algo novo, para a gente entender melhor e buscar conhecimento.

Tudo bom, Fábio? Fala aí, pessoal. Estamos em um episódio comemorativo. Falando de prêmio Publish News e um prêmio bem especial, né, Ricardo? Um prêmio muito especial. Dez anos. É ano de festa, né? Local vai ser especial. É uma alegria muito grande a MVB fazer parte da maioria desses dez anos.

26, quer dizer, começou em 2016 e o prêmio de metadados começou em 2019 o que é o prêmio Metabooks pra quem não conhece e o pessoal desse ano conta um pouquinho, Cardo o prêmio Metabooks é o prêmio que reconhece

Primeiro, as editoras que colocam esforço, que trabalham, que gerenciam melhor os seus metadados, que isso reflete nos resultados das vendas. A gente já falou isso 3 mil vezes aqui. E reconhece também as empresas que usam da melhor maneira os metadados. Porque também não basta...

as editoras gerenciarem, colocarem lá todos os metadados muito bem feitos, mas aí ninguém usa essa informação, ninguém trabalha com elas. Então, o Prêmio Metabooks reconhece esses dois tipos de trabalho, essas duas atividades importantes, ou esses dois lados importantes. E no campo das editoras...

desde há dois anos, nós começamos também a reorganizar ou distribuir esse reconhecimento de acordo com o tamanho da editora. Porque uma coisa, vamos lá, gerenciar 100, 200 títulos ou gerenciar 5 mil títulos é muito diferente.

Alguém pode argumentar, mas quem tem 5 mil títulos tem uma equipe muito maior.

Mas nós sabemos que não é exatamente assim, a proporção não é essa. Então, tem uma série de coisas envolvidas nesse processo e nós reconhecemos isso. E tem muita gente com poucos títulos e que faz um belo de um trabalho. Tem gente com muitos títulos também trabalhando super bem. Hoje nós temos editoras grandes e médias que criaram, inclusive, departamentos de metadados.

contrataram pessoas para fazer isso. E isso é uma alegria que vocês não têm noção. Quando a gente começou a falar de metadados em 2016,

A gente dizia, tinha que falar, pessoal, gerenciar metadados não é castigo para estagiário. Era a prática, né? Ela fez alguma coisa errada. Vai lá para encher planilha. E hoje metadados é uma coisa importante, é uma coisa fundamental. E é uma alegria a gente estar participando disso. Isso é o...

é o prêmio PubChinios de metadados, e é o que vai rolar esse ano. Quer falar um pouquinho das editoras que estão participando, as empresas? Calma aí, eu te passo aqui no chat daqui. Cadê o meu chat? Aqui, chat. Cadê o senhor Ricardo Costa? Beleza, já estou com ele na mão aqui, Fábio.

E vamos passar também para as editoras indicadas para o prêmio desse ano? Vamos lá, Fábio, vamos lá. Então, por isso que essa divisão de número de títulos de cada editora é bacana, porque a gente vê umas editoras mais recentes e pequenas, mas que fazem um trabalho super legal. Prefácio, que é a primeira...

a primeira grupo de editoras, a gente tem a Amelie, a Longarina e a Miolo Molli. São três editoras bastante pequenas, que têm uma produção mínima durante o ano, mas que fazem um belo trabalho cuidando dos seus metadados, gerenciando seus metadados.

E a gente fala e a gente conversa e a gente ouve retorno deles de que realmente fez diferença começar a gerenciar melhor esse assunto, esse tema. Nas pequenas, capítulo 1, nós temos roxinha, pás e a The Gift Box.

são editoras que seguem investindo muito legal no gerenciamento desses metadados. Capítulo 2, as médias estão a Atelier, a Planeta e a TM Revinter.

que provavelmente não é bem assim que se pronuncia, porque essa palavra é alemã, e eu aqui, como um cara que trabalha com os alemães, não sei falar direito o nome da editora. Desculpa aí, pessoal, mas todo mundo conhece, todo mundo sabe de quem eu estou falando.

Tiem é uma dessas que contratou uma pessoa especificamente, acho que há pouco mais de um ano, para trabalhar com os metadados.

A gente vê o resultado, vê essa evolução. A Planeta tem gente, a Planeta tem um trabalho forte, focado nos metadados. É meio que uma ordem global da editora. E a Etelier, a editora raiz brasileira.

e investindo bastante aí nesse trabalho. E por último, as maiores, temos as finalistas a APRES, a Editora Vozes e a Inter Saberes. Muito feliz de estar com esse pessoal todo aí concorrendo e não vamos dar dicas de quem é que está na frente nenhuma delas. E o Prêmio Metabooks de uso de metadados. Pela...

Dessa vez nós temos mais uma vez a livraria Martins Fontes, que trabalha frequentemente na melhoria do uso dos metadados.

Livraria da Vila, que tem evoluído muito nesse uso, está investindo, está qualificando o pessoal, está muito legal o trabalho que eles fazem. E a Nielsen, que já há muito tempo usa, trabalha com metadata, metadata são fundamentais para os seus relatórios, para as suas análises. E, recentemente, essa integração tem ficando cada vez mais afinada.

E, inclusive, a melhoria dos metadados que os editores colocam na plataforma ajuda muito no uso da Newsom e na preparação dos seus relatórios. Muito bom. Então, temos aí os finalistas e espero que estejam todos lá e a gente vá comemorar esses...

10 anos de prêmio, 25 anos de Publish News. Muito legal. E nesses 25 anos, o senhor Ricardo Costa tem uma presença aí também, né? Tem um tempinho, tem um tempinho lá.

Então tá bom. A gente se vê no prêmio, então. Até mais, gente. A gente se vê no prêmio. Abraço, Flávio. Abraço, pessoal. E este foi o episódio 420 do podcast do PN. Obrigado a você que nos ouviu. E se quiser comentar, avaliar o nosso podcast no Spotify e no YouTube nos ajuda muito. E sempre temos um programa novo toda terça-feira. Até semana que vem. Edição e apresentação de Fábio Oerrara.

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