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Reflexão do Evangelho. 5° Domingo da Páscoa. Ano A. Frei Edson Matias

01 de maio de 202610min
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Diretamente da Costa Rica, na América Central, nosso irmão missionário Capuchinho Frei Edson Matias nos concede a reflexão do Evangelho deste quinto domingo da Páscoa. Guardemos a Palavra do Senhor e façamos dela a vida em nossa vida. Compartilhe este podcast com quem também faz reflexões e homilias. Visite nossa central de podcasts dos Capuchinhos do Brasil. Paz e bem!

Participantes neste episódio1
F

Frei Edson Matias

NarradorMissionário
Assuntos1
  • Exegese Evangelho JoaoConhecimento verdadeiro · Ver além das aparências · Obras como sinal da presença de Deus
Transcrição29 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Paz e bem, tudo bem com você? Espero que sim. Bom, sou o Frei Edson Matias, atualmente estou morando aqui na América Central, Costa Rica, aqui junto com os Frades Capuchinhos, realizando as missões por aqui, Costa Rica e Panamá.

Então, alegria estar aqui com vocês nesse podcast dos Capuchinhos do Brasil e vamos então conversar sobre o Evangelho deste quinto domingo da Páscoa. Então, convido a você a ficar aqui conosco, vamos assim caminhar e preparar aí você para participar bem da celebração eucarística, sim? Então, o Evangelho deste domingo, João 14, do versículo 1 ao 12.

Vamos ao texto. Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos, Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tendes fé em mim também. Na casa de meu pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito.

Vou preparar um lugar para vós, e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei, e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. E para onde eu vou, vós conheceis o caminho? Tomé disse a Jesus, Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como poderemos conhecer o caminho? Jesus respondeu.

Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vós me conhecesseis, conhecereis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes. Felipe disse, Senhor, mostra-nos, o Pai, isto nos basta. Jesus respondeu, Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Felipe. Quem me viu, viu o Pai.

Como é que tu dizes mostra-nos o Pai? Não acreditais que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo...

Não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. Acredita em mim, eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai ao menos por causa destas mesmas obras. Em verdade, em verdade vos digo. Quem acredita em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai. Palavra da salvação, glória a vós, Senhor.

Muito bem, alguns pontos que nós aqui podemos destacar para a nossa meditação, para a nossa reflexão. Bom, vamos assim pensar em três coisas. O conhecer, o ver e as obras. O conhecer, o ver e as obras que aparecem no Evangelho. Bom, o que é conhecer? Bom, precisamos pensar um pouco sobre o que nós entendemos hoje por conhecer.

Será que conhecer é conhecer sobre Jesus? Sobre a doutrina? Sobre os mandamentos? Sobre a igreja? A doutrina da igreja? O nosso cérebro hoje, o nosso modo de pensar, está muito vinculado ao conhecer como possuir informação. E isso pode ser um problema, porque o verdadeiro conhecimento não é este.

O verdadeiro conhecimento brota do coração, da centralidade humana, num sentido mais profundo. O que o povo judeu já falava sobre quando dizia coração, né? Não é simplesmente um sentimento ou um lugar do nosso corpo, mas quer dizer exatamente o fundamento, a centralidade do ser humano.

Então, este conhecer de informação apenas não é suficiente. Ele faz parte da nossa vida? Claro que faz. Mas ele não é suficiente e ele não dá conta de agregar sentido a nós. Então, precisamos adentrar nesse outro conhecer.

Ou seja, esse outro conhecer requer que o Senhor nos ajude. Como Felipe, como os discípulos estão aprendendo com o Senhor e eles precisam do auxílio do Senhor que está presente depois da igreja que vai caminhando e que precisa do auxílio da graça.

Isso se dá, principalmente nós caminhamos como igreja, como peregrina, se dá na oração pessoal, se dá na leitura bíblica, se dá na vivência comunitária e se dá no serviço aos irmãos. Estas coisas não estão separadas, ou seja, a oração pessoal, a leitura bíblica, a vivência comunitária e o serviço aos irmãos.

Não está separado. Estão todos juntos, como expressão deste conhecer. De um conhecer que agora, como batizados e agraciados, nasce do coração. E nasce como esse saber constante que é a presença de Deus em nós. O outro sentido, o ver. Falamos sobre o conhecer, agora sobre o ver.

também se encontra esse ver hoje gravemente afetado. Por quê? Porque pelos vícios modernos que nós temos. Este ver que nós vemos aí nas telas de celular, no YouTube, este ver que é apenas aparente. Estamos nessa época da aparência, do somente parecer ser.

Parece que estamos saindo de uma época onde deveríamos ter para ser, que é um problema também, mas agora parece que passa-se a outro problema. Só aparentar ser. Não precisa ter, não precisa possuir, não precisa ser santo, somente aparecer. Basta que eu tenha uma boa aparência, que eu comunique bem e que, ok, eu estou cumprindo isto.

Mas isso não é suficiente, é um ver superficial, é um ver que não vai na essência das coisas, é um ver puramente das mídias, dos shows, somente para entretenimento, somente isso, não outra coisa.

E isto nós precisamos superar para adentrar neste outro ver que Jesus nos apresenta. É preciso ver além, é preciso ver mais do que Felipe quer ver. É preciso ver mais. Felipe está diante das obras, está diante do Senhor e ele não vê.

Então é preciso a gente caminhar para um ver que é mais da experiência, da vivência, que constitui o modo de ser, que se constitui o modo de existir no mundo, sair apenas desta imagem e ver com o coração. Sair deste mundo, ver o que está além. Talvez grande parte dos discípulos, e aí Felipe...

ainda está preso no Messias que viria para libertar, aquela promessa que viria libertar todos com a força, com o exército, com a espada. Ainda está aprendendo, ainda não reconheceu, foi necessário, vai ser necessário o auxílio da graça de Deus. Bom, e as obras? Nós falamos sobre...

Sobre o conhecer, o ver e agora as obras. Bom, essas obras, elas revelam, mostram essa outra realidade, que é a presença de Deus mesmo. Então, é a presença divina, este reino que agora acampa entre nós. Elas são esse sinal.

Por isso que talvez é bom a gente perguntar, porque as obras revelam algo atrás delas. Elas são importantes, o Senhor mesmo as realizou e os discípulos e nós realizamos para que aqueles que vejam...

consiga observar, perceber que tem algo maior do que essas obras. É interessante porque as obras não estão separadas, não estão...

não está longe da graça que faz com que nós realizamos essas obras, sim, mas a gente tem que lembrar que a gente precisa ir às fontes, ou seja, estar próximo acerca do Senhor, próximo ao Senhor, para que nós, como batizados também,

Vamos realizando também essas obras. Olha como é importante a gente receber tudo isso. Conhecer, ver, aprofundar e ir mais à frente, mais adiante, não ficar preso nas aparências.

E aproximando o Senhor, nós também realizaremos as obras que o Senhor realizou e ainda maiores, porque nós somos igreja. Nós somos igreja que tem como cabeça o Senhor, que tem como fundamento o Senhor. E aí no Senhor realizamos essas obras, por isso que nós escutamos no Evangelho, vocês vão realizar essas obras e ainda maiores.

Porque em Cristo nós somos outros Cristos, por participação. Somos pedras vivas, como nós também vamos ouvir aí na segunda leitura deste domingo. Somos pedras vivas, ou seja, também realizamos essas obras.

Assim, vamos aproximar do Senhor para que Ele nos reavive em seu Espírito, no Espírito ressuscitado, e podamos fazer as obras que Ele fez e ainda maiores. Que assim seja, um abraço a você, que você possa participar bem dessa celebração eucarística e também...

possa colher os frutos e também dar bastante frutos. Abraço, Deus te abençoe. Fique com Deus. Tchau.