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CANETAS EMAGRECEDORAS: o que a ciência diz?

05 de maio de 202634min
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Emilio Garcia, Carlos Ruas e Mila Massuda recebem a Dra. Marina Yazigi Solis, nutricionista clínica e esportiva, doutora pela Faculdade de Medicina da USP, para conversar sobre as chamadas canetas emagrecedoras. Esses medicamentos ganharam popularidade recente, mas o que a ciência realmente diz sobre eles? Funcionam para todo mundo? Quais são os benefícios, limitações e possíveis riscos? Neste episódio, eles discutem como essas substâncias atuam no organismo, em que contextos são indicadas e quais cuidados são importantes antes de considerar o uso.Terceira Jornada com Os Três Elementos e Bibi Bailas (@FísicaeAfins)Destino: JapãoClique no link abaixo:https://www.inclusivetravel.com.br/saidas/1174/Instagram da Dra. Marinahttps://www.instagram.com/marina_yazigi/Ficha técnicaEdição: Visagem EdiçõesProdução: Mila Massuda e Juscelino FilhoDireção: Clayton HeringerVideo: Welington SeverianoSom: Juscelino FilhoGravado nos estúdios TocaCast, uma iniciativa da Tocalivros.https://www.tocalivros.com/Apoie o Pirulla:Para apoiar o Pirulla em sua recuperação, acesse:https://www.vakinha.com.br/pirullaApoie o canal Os Três Elementos:💛 Programa de apoiadores recorrentes:https://apoia.se/ostreselementosConheça nossos conteúdos:🔬 Biologia em Meia Hora/@biologiaemmeiahora✏️ Um Sábado Qualquer/umsabadoqualquer🧠 BláBláLogia/@blablalogia🦴 Canal do Pirulla/@pirulla25📌 Se inscreva no canal e ative o sininho para não perder nenhum episódio!📢 Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre esse tema!

Participantes neste episódio4
E

Emilio Garcia

Host
C

Carlos Ruas

Co-host
M

Mila Massuda

Co-hostBióloga
D

Dra. Marina Yazigi Solis

ConvidadoNutricionista clínica e esportiva
Assuntos6
  • Canetas emagrecedorasPopularidade e uso · Semaglutida · Ozempic · Wegovy · Tirzepatida · Mounjaro
  • Indicação e critérios de usoIMC acima de 30 · IMC acima de 27 com comorbidades · Doenças crônicas · Avaliação médica · Fins estéticos vs. saúde
  • Mecanismo de ação das canetasHormônio GLP1 · Retardo do esvaziamento gástrico · Sensação de saciedade · Redução do impulso alimentar · Modulação do sistema dopaminérgico
  • Importância do acompanhamento profissionalMédico · Nutricionista · Treinador · Evitar automedicação · Custo elevado e acessibilidade
  • Efeitos colaterais e manejo nutricionalEnjoo e desconforto gástrico · Constipação · Dieta com pouca gordura · Redução do volume alimentar · Aumento da ingestão de água e fibras
  • Aspectos psicológicos e comportamentaisTransparência sobre o uso de medicamentos · Perda do prazer de comer · Ressignificação da relação com a comida · Efeito sanfona e reganho de peso · Substituição de prazeres
Transcrição91 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Carlos Luz, estava eu no Instagram outro dia, vendo uma pessoa que, como eu, estava fazendo um controle de peso. Ok. Eu tenho uma pergunta muito importante para te fazer. Você sabe que eu sou um usuário de Ozenpik. Na verdade, de WeGov. Na verdade, de semaglutida, que é a substância que tem na canetinha. Ozenpik Holândia. Eu estou no Ozenpik Holândia. Aquele beco com todo mundo tomando Ozenpik.

Picolândia. Picolândia. É na Picolândia. Ah, na Picolândia. É que você falou, ozen Picolândia. Emílio está tomando uns picos aí. Não, e aí é terrível, porque eu fico falando essas coisas, e depois o Marquinho coloca tudo isso. É, vai entrar tudo no vídeo depois. Vai estar lá falando Picolândia. Picolândia. Picolândia. Picolândia. Picolândia.

Carlos Ruas, meu amigo. E aí, Mildo Garcia. Estamos aqui em mais uma sexta-feira gravando vídeos incríveis para o nosso público. Que legal. Espero que as pessoas achem esses vídeos incríveis, né? É o mínimo. É o mínimo que quem está assistindo tem que achar que o nosso tempo está sendo bem gasto para produzir um bom conteúdo para eles. Eu venho em duas horas e meia até aqui.

É verdade. Você dirige para estar aqui criando esse conteúdo fundamental. Exatamente. E o nosso assunto hoje é um assunto que está na moda. Ainda mais porque a patente do que a gente vai falar hoje, uma das patentes vai ser quebrada. Caneta azul, azul caneta. Exato, carinhos. Falaremos hoje de canetas emagrecedoras. Ok. E aqui eu tenho uma posição de privilégio nesse grupo. Porque eu não sei nada do assunto, mas eu uso.

Você é um usuário. Eu sou um usuário. Você está na Ozempicolândia. Isso. Eu estou na Semaglutidolândia. Está lá no beco com a galera. O Ozempic é a marca, é a marquinha ali, a substância semaglutida. É picolândia. Isso, picolândia. Ela que falou em óbito. Ela falou em óbito. Que são as pessoas que se picam. Estou quieto aqui. Picolândia. Picolândia. Picolândia. Se picam. Porque existem alguns jeitos de tomar, já tem oral, mas o que eu tomo é seringa. Então a primeira pergunta que eu vou te fazer é... Qualquer novidade. Exato.

Exatamente, faço isso desde que nasci Pico os outros A pergunta que eu ia te fazer é Se você tem uma pessoa influenciadora E aqui é uma pergunta que é pra mim mesmo Que está tendo uma mudança de corpo Na sua opinião é importante que essa pessoa Diga que está tomando remédio? Ou não necessariamente? Entendeu a minha pergunta?

Entendi. Nesse mundo em que as pessoas se comparam demais entre si. Que as pessoas ostentam demais. Isso, eu ostento a perda de peso. Todos são felizes, todos sorrirem. Eu perdi 24 quilos. Mas tem muitos segredos por trás. Exato, exatamente. Então, quanto eu posso ser transparente e falar olha gente, não é só isso. Rolou aqui uma plástica aqui, rolou aqui uma caneta ali. E tá tudo bem.

tá tudo bem, exato, inclusive de falar isso, ó, tá tudo bem, porque que eu tomo... Porque é com receita, é, com receita, tem médico, acompanhamento de nutricionista. Eu não comprei no beco escuro. Não, não fui pro Paraguai comprar a caneta, não recomendo que as pessoas vão... É importante, será? Talvez? É, talvez, né? Talvez seja. Talvez seja. É, mas de novo... Pra não iludir! Mas tem uma coisa que é importante também, cada um é cada um, cada um sabe onde seu calaperta e é isso.

Beleza? Mas hoje, a gente chamou uma especialista pra falar disso com a gente, Mila Massuda.

Eu tô aqui quieta só assistindo Você só tá segurando pra um amigo, Camila O Emílio te fica muito, Camila Oi? Oi? Oi? Pessoal, temos uma doutora Ah, a doutora Marina Tá aqui com a gente aguentando essa palhaçada Que a gente tá fazendo Passando essa vergonha, tudo bem com você de novo, Marina? Tudo ótimo, um prazerzão de novo estar aqui

Então, a Marina é doutora de verdade. Ela não é aqueles doutores que... Nutricionista. Então, ela é doutora, ela é uma nutricionista doutora. E é bom hoje ter esses contatos, né? Eu tô precisando de umas canetinhas, depois a gente faz o esquema. Você não precisa das canetinhas. Não precisa das canetinhas. Não precisa. Eu preciso de uma faca.

Também não. A mangueira. Também não tem necessidade. Mas já que a Marina falou, quais são os critérios para a gente poder falar assim, é preciso, deveria, não sei, considero? Primeiros passos, quais são? Primeiro de tudo, é importante eu comentar que eu sou nutricionista e eu não posso prescrever.

indicações, então sempre cabe ao médico fazer uma avaliação clínica pra ver se o paciente tem indicação ou não. Mas assim, o que a gente tem, inclusive saiu esse ano 2026, pela ABESO, né, o guia, a diretriz de tratamento farmacológico pra obesidade.

Então, a medicação, ela tem a indicação do paciente que tem um IMC acima de 30, então já é classificado com obesidade. E aquele paciente que tem um IMC acima de 27 e que tem um excesso de peso, mas que já tem alguma condição associada. E aí, condição associada, eu tô falando...

de alguma doença crônica, então diabetes, hipertensão, ou até mesmo alguma doença que cause alguma disfuncionalidade. Então, dores crônicas que tragam uma perda genérica de qualidade de vida. Entendi. Então, assim, mesmo eu, acho que eu estou com sobrepeso, não fiz aqui meu IMC, mas comecei a sentir mais dor no joelho porque eu ganhei esse peso extra, pandemia, pós-pandemia, e...

Eu posso culpar o que eu quiser, mas ganhei esse pezinho. Como diria a Romer Simpson, a culpa é minha, eu coloco em quem eu quiser. É, e ela é só minha nesse caso. Não, eu tenho várias questões, mas acho que não é o importante. Agora, ganhei esse peso, agora eu estou considerando como que eu vou melhorar, não necessariamente perder peso, mas talvez fortalecer. Mas assim, estou com dor no joelho. Posso ir me consultar para ver se eu poderia usar um medicamento como esse.

O ponto é sim, você pode fazer essa consulta. Eu acho que um ponto também importante é assim, pô, eu já tentei perder peso fazendo uma alimentação, uma dieta, faço exercício e mesmo assim eu percebo que eu não estou mais perdendo peso, eu não estou respondendo as intervenções. Então, talvez você seja uma pessoa elegível. Mas é muito importante que você vá procurar uma opinião de um especialista e um bom especialista, porque...

Aqui eu faço uma crítica que hoje também tem muitos profissionais que estão passando as canetinhas para pessoas que não teriam a indicação correta. Então eu estou falando de pessoas que precisam, que têm obesidade, uma adiposidade aumentada e que isso tem uma consequência para a saúde como um todo.

e não para fins estéticos, como a gente infelizmente tem visto muitas pessoas. Então, essa avaliação clínica é super importante para ver se faz sentido ou não e entender o histórico da pessoa. Então, acho que isso é algo fundamental.

É, porque acho que o que as pessoas, nessa normalização que está acontecendo desse tipo de medicamento, é que passa a impressão, e uma coisa que eu falo aqui, já falei no Blablab várias vezes, ah, não, tem um efeito positivo, e vale a pena porque só tem efeito positivo. E você está colocando uma substância no seu corpo que é externa, e isso vai ter consequências positivas, como qualquer medicamento. Estou com dor de cabeça, tomando medicamento para dor de cabeça, a dor de cabeça passa.

Então, esse é o efeito positivo. Mas se eu for tomar paracetamol demais, a segunda maior causa de cirrose nos Estados Unidos é paracetamol. Eu vou ter problema do fígado por causa do remédio. E as pessoas começaram a tratar essas canetas em geral, então a gente pode falar de semagutida, a gente pode falar do monjaro, que é... Tisipatida.

Como se fosse assim, ah não, eu vou controlar minha diabetes aqui, vou controlar minha glicemia, vou perder peso como um efeito colateral, que no final das contas é isso. A perda de peso é um efeito colateral de um remédio que não serve para isso. E isso não vai ter consequência nenhuma no meu corpo. E isso não é verdade.

Então, o cuidado que a gente tem que tomar, e aí, mesma coisa que eu perguntei para o Russo no começo, tem gente que emagrece e não conta o que está acontecendo, e aí, fala assim, ah, não, eu emagreci na minha força de vontade mágica que está acontecendo aqui, e pode acontecer. Tem um monte de gente que consegue controlar a sua dieta, fazer exercício, e tem um resultado extremamente positivo, e muito bom. Usar remédio também não é de nemérito de ninguém, eu não estou falando só de mim, não é de nemérito de ninguém.

Volta a frase toda. Usar remédio não é demérito de ninguém. Eu não estou falando só de mim. Eu já divulguei aqui. Eu uso e para mim está sendo uma ferramenta importante. Mas usa bonitinho, com receita. Com médico, com nutricionista, com treinador, com tudo, com receita. Fazendo acompanhamento, conversando sobre efeitos colaterais.

o que eu estou sentindo, o que eu não estou sentindo, e ajustando tudo. Então, para mim, os dois lados são válidos, mas o cuidado que a gente tem é dessa banalização, porque no final das contas, eu tenho um benefício, está me ajudando a controlar a minha alimentação e a criar uma nova relação com a comida, ao mesmo tempo em que eu sinto efeitos colaterais que me incomodam bastante algumas vezes. E aí as pessoas vendem como se fosse a coisa mais simples do mundo, não tem efeito colateral, não tem problema.

Ah, é... Só sinto menos fome. É o docinho na saída da escola, assim, né? Tá ali, você chega, compra... Aí você chega pro cara e o cara fala, toma sua canetinha. É, tem tutti-frutti, tem morango, tem... Isso é uma glutida. Tem blue ice.

E isso é uma coisa que tem acontecido mesmo, das pessoas, ah, eu vou comprar, vou no Paraguai comprar canetinha para usar porque eu preciso no verão perder peso. Ou manipulado também, né? Que não pode no Brasil. Que não pode no Brasil, mas que muitas clínicas faziam manipulado, em farmácia de manipulação. Você chegou a ver rodízio de canetinha? Porque é caro, um produto caro, de novo.

É caro ao ponto de ser inacessível. Sim. Custar R$1.200 uma canetinha. É um planejamento de orçamento familiar. Muda o seu orçamento. Exato. E aí o cara paga por aplicação. Você vai numa clínica tomar uma dose. Você não compra a sua canetinha. Tipo um shot. Um shot de semagutida. Então eu compro a canetinha, vem a minha canetinha, são quatro doses. Uma vez por semana eu tenho a minha canetinha lá na geladeira, todo domingo eu vou lá e tomo.

No seu caso, não, não tem dinheiro para comprar a canetinha. Eu compro um shot. Então hoje eu vou ali, vou pagar 300 reais, vou tomar o meu shot de ser maglutido e volto para casa. Você falou rodízio, eu imaginei. Ah, esse é um pouco mais amadeirado. E esse aqui? É do sul? Esse tem notas. É, tem notas.

E aí a pessoa também não faz o tratamento completo, né? Ela toma essa e depois ela não tem dinheiro na semana seguinte, aí não toma isso? É se automedicar, né? O que estava acontecendo, e a Anvisa caçou esses lugares e foi atrás, e a polícia foi, era justamente isso. Então, custava 300 reais, dá os mesmos 1.200 reais se a pessoa tomar toda semana, como é o tratamento recomendado. Só que a pessoa não tomava, então ela ia lá e tomava uma vez por mês.

meio que pra entrar na moda não sei porquê, porque daí os efeitos na verdade a gente nem sabe quais são os efeitos porque os experimentos não foram feitos desse jeito mas a pessoa ia lá e tomava uma vez por mês, não vou ali tomar minha dosezinha semana ou mensal, sei lá, de semaglutida ô Marina, e?

Como que é o acompanhamento nutricional de quem faz uso dessas canetinhas? O que a gente tem que ficar mais de olho? Como que é o seu trabalho no dia a dia das pessoas que fazem o uso das canetinhas? Então, acho que primeiro de tudo, assim, eu falei que acabou de sair em 2026, né? Da ABESO, diretriz farmacológica, etc. Então, assim, o primeiro ponto dessa diretriz coloca que...

Tratamento farmacológico é efetivo para quem precisa, super importante, mas precisa estar sempre combinado com mudança de estilo de vida, principalmente alimentação e exercício físico. E eu repito isso porque uma hora as pessoas vão olhar mais para esse universo, para esse lugar. Mas muda muito, sim, a questão nutricional quando a gente pensa num paciente que está fazendo uso de qualquer uma dessas canetinhas.

A gente está tendo evoluções do tipo de medicamento. Então, até tem gente que, às vezes, não sente muito efeito, porque tem os efeitos colaterais do medicamento, sentir enjoo, desconforto gástrico. Então, a gente precisa sempre olhar um pouco para os sintomas de cada indivíduo. Então, tem pessoas que, sei lá, com ozenpique sentem mais desconforto. Tem gente com ozenpique que não sente absolutamente nada. Então, existe uma questão...

Nem fome. E nem fome. Não, eu estou falando isso aí porque é um problema, inclusive. Total. Mas eu acho que um ponto importante de a gente voltar um pouco é entender como que essas medicações atuam. Excelente. Porque isso vai fazer diferença para a gente poder pensar...

As questões nutricionais, dietéticas. Então, o Emílio comentou no comecinho que essas medicações, elas não tiveram o propósito de emagrecer. Foi, na verdade, uma consequência para tratar o diabetes. Então, eles foram, na verdade, desenvolvidos para tratar principalmente pacientes com diabetes tipo 2.

Porque as canetinhas, a primeira delas é a base de um neuropeptídeo, um hormônio chamado GLP1. Então, ela faz a mesma função de um hormônio que a gente produz no nosso organismo. E o que ele faz? Ele retarda o esvaziamento gástrico.

Então, ele deixa a comida mais tempo no teu estômago, no teu intestino. Isso também promove lá no teu cérebro um estímulo de, ó, estou mais saciado. Então, a pessoa fica com uma lentidão no processo digestório e fica mais tempo com essa sensação de, tô saciado, não preciso comer, não preciso me alimentar. Logo na sequência. Reduz o impulso alimentar, né? Exatamente.

Então, tem um efeito fisiológico, depois a gente pode até falar do efeito central, porque é uma outra coisa, mas existe também. E com isso, a gente precisa, então, pensar numa dieta que não tenha tanta gordura, porque a gordura, ela já é um processo difícil de digestão. Então, se a pessoa comer muita gordura, ela vai ter, às vezes, uma diarreia quase que imediata. Então, um pouco, uma conversão... Isso.

Uma pizza com muito queijo. Ela vai ter um desconforto gástrico. Um pastelzinho. Uma fritura, um pastel, uma milanesa, etc. Mas isso por causa da canetinha? Por conta dessa lentificação do processo digestivo. Fica mais tempo ali. E aí você precisa ter um tempo para poder tirar aquele alimento e ser absorvido.

Então, alimentos com muita gordura, grandes volumes alimentares. Então, você precisa começar a reduzir o volume. Então, para isso, a gente começa a aumentar a frequência com que a pessoa se alimenta ao longo do dia e diminui a quantidade naturalmente, que também é um dos efeitos positivos para que a pessoa consiga entrar naquele déficit energético, né? Tem um dado que hoje a gente tem na literatura que, em geral, as pessoas acabam consumindo...

60% a menos de calorias que a pessoa comia antes de fazer o uso das canetinhas. É muita coisa. É muita coisa. Então ela está comendo assim, 60% menos carboidrato, 60% menos proteína, 60% menos gordura e etc. Então a gente começa a ter uma preocupação nesse sentido de a gente jamais deixar esse equilíbrio entre os macronutrientes de lado. E tem um outro ponto importante, como a gente tem essa...

essa diminuição, né, essa lentidão do esvazamento gástrico, muitas vezes a pessoa começa a ter mais constipação. Começa a ter intestino preso, começa a passar, sei lá, dois dias sem evacuar. Então, começa a ter alguns desconfortos também nesse sentido. Então, a gente precisa aumentar a água.

precisa comer fibra, mas não em excesso, porque senão a gente aumenta essa constipação. Então, tem todo um outro olhar que a gente precisa ter pra mudar a alimentação e ajustar de acordo também com a tolerância e momento. Porque, assim, são medicações que são feitas de forma semanal.

Então, toda semana o indivíduo, na teoria, deveria fazer uso. Então, vou dar um exemplo aqui. A pessoa vai fazer uso na segunda-feira. Ou às segundas-feiras. Toda segunda-feira ela faz a aplicação da medicação. Nos primeiros dias, essa pessoa vai ter esse efeito muito mais acentuado. Ela vai ter menos fome, ela vai ter, assim, às vezes até enjoo, ela vai ter, pô, desconfortos gástricos mesmo, assim. Nos primeiros dias é muito mais acentuado e depois esse efeito vai diminuindo. Até que a fome volta.

como era antes, mas ela começa a ficar mais perceptível a pessoa começa a ter um pouco mais de liberdade pra comer, e às vezes umas certas indulgências, eu não gosto dessa palavra, mas é o que muitas vezes a gente acaba usando, que a gente vê por aí acaba acontecendo nesse finalzinho de uso, então tudo isso a gente precisa conversar e entender

O que é pra aquele indivíduo que tá fazendo uso? Primeiro, qual é a medicação? Porque os efeitos mudam de acordo de medicação a medicação. E naquela pessoa, naquele momento, o que é que tá acontecendo? Porque muitas vezes, ou assim, você tem uma dose, a pessoa se adaptou, provavelmente depois ela vai ter que aumentar a dose. E aí assim ela vai se adaptando e essa dose ela tende a ser crescente até que se encontre uma dose ideal pra aquele indivíduo e você começa a entrar num processo mais de manutenção.

E você estava comentando agora, em primeiro lugar, é uma desgraça esse esvaziamento do gasto, que é uma praga do inferno. Então agora dando um depoimento... E aí que de novo, como a Marina disse, essas coisas variam de pessoa para pessoa. Tem pessoa que não sente o que eu sinto. Eu me sinto assim... Cara, eu almoço e eu fico lembrando do meu almoço.

10 horas seguidas. Explosão de sabor. É, uma explosão de sabor constante. Eu viro uma vuvuzela ambulante por isso. Mas daí você também estava falando então isso é uma coisa fisiológica meus movimentos peristálticos diminuem e a comida fica mais parada no meu estômago e no meu intestino.

E eu sinto isso. E aí você sente menos fome, né? É, porque o estômago... Uma parte do sinal é o seu estômago está cheio. Quando o seu estômago está cheio, ele manda um sinal para o seu cérebro falando, amigão, beleza, vou parar de comer. Só que a comida não sai do meu estômago, eu não vou sentir fome mais. E aí a dificuldade é essa, porque, por exemplo, eu chego na hora de jantar, às vezes o almoço está lá ainda. E eu preciso jantar, por quê? Porque eu preciso dos nutrientes para continuar sobrevivendo.

Então eu preciso de caloria, eu preciso de carboidrato, eu preciso de proteína, eu preciso de vitamina, eu preciso de tudo. Às vezes eu vou jantar e eu falo, putz, ainda estou cheio, eu não consigo nem comer o que eu preciso comer. E eu preciso comer, eu não posso fazer uma dieta que eu não como, porque senão eu vou ficar doente, eu vou ficar mal.

Mas se eu estou entendendo, o legal de fazer e acompanhar caso a caso é que, se eu percebo que a pessoa está com mais problema estomacal e menos intestinal, eu posso pensar em alimentos que seriam...

mais fáceis para essa digestão no estômago. E, ao mesmo tempo, o acompanhamento médico pode também trazer soluções para deixar mais tolerável isso. É isso? Essa é a ideia? Ah, o outro está com mais...

Sei lá, mais piriri. Exato, exatamente. Adaptar, porque você tem essas oscilações ao longo da semana, você pode ter, né? Então, adaptar, tipo, consistência, o que você vai comer, pra realmente ter esse alívio de sintoma, né? Pra não ser uma coisa, assim, tão horrorosa que o dia inteiro você fica com aquela sensação de, sabe, o tempo todo com erupções.

Comida lá e gosto ruim na boca. Tem muita gente que começa a relatar um gosto ruim. Boca seca, às vezes mais pigarro. Porque é realmente aquele alimento muito tempo no estômago, né? Ou mesmo piriri. Aí a pessoa sai pra trabalhar e tá com piriri no trabalho. É horrível, né?

Ainda bem que eu trabalhei em casa. Banheira a dois metros da minha mesa. Eu tô até pensando assim, nossa, até ao longo da semana pode ser interessante pensar nisso. Quando que é a dose, o que vai comer no começo da semana. Exatamente. Então ter esse planejamento e também escolher um dia conveniente pra fazer a aplicação é super importante.

Então tem gente que fala, eu prefiro aplicar sexta-feira, porque final de semana se eu passar mal eu estou em casa, estou em um ambiente mais tranquilo, então é muito... Eu prefiro aplicar domingo porque sexta-feira eu estou aqui com vocês e eu posso comer pizza.

Não, e é verdade, isso foi uma coisa que a gente conversou. Não deveria. Sexta-feira é um dia que eu estou mais livre, que a gente vem para o hotel para comer e depois a gente vai jantar. Mas o ponto que ia chegar, você tinha falado que também tem um efeito no sistema nervoso que foi descoberto depois, né? Exato. Que tem gente que fala que para de fumar, por exemplo, que para as compulsões e tudo mais. Ah, não é só alimento, então, né?

Não, isso que tem sido super interessante, porque os estudos mais recentes têm olhado não só para a parte gastrointestinal, mas também para um efeito central.

Que é mais difícil você estudar também, porque você tem que estudar a parte comportamental. Não dá pra você fazer uma biópsia, não dá pra você... Você tem as ressonâncias e tal. Mas tem muito da questão do comportamento. E aí parece que, de fato, aquele sistema dopaminérgico, né? Da recompensa, do prazer da comida, também é modulado. E não só do prazer da comida em si, mas de outras substâncias. Por isso que, às vezes, algumas substâncias aditivas podem ficar mais controladas quando você faz o do medicamento.

E tem pessoas que relatam, que falam, pô, eu sempre tive um prazerzão de comer um hambúrguer. Quando eu comecei a fazer uso da medicação, cara, não tô mais com aquele tesão de começar, aquele prazerzão de comer um hambúrguer. Então, você vai diminuindo, porque você tem uma mudança central mesmo.

Mas isso pode ser um problema também. Era o que eu ia perguntar agora, com essa questão do prazer de comer, o quanto isso impacta também o psicológico da pessoa. Porque assim, tá bom, diminuir um pouquinho esse prazer, pra gente não ficar tão buscando toda hora e comendo e comendo e comendo, sem ter uma importância nutricional e só uma importância de satisfazer um desejo.

Mas também pode ter um efeito ruim, né? De, poxa, agora eu nem sinto mais prazer em comer. Sim, tem gente que fica triste, assim, e fala, pô, eu vou na casa da minha mãe e sempre tive prazer de ir lá, coisa, né? E comer. E já não tô mais com aquela sensação maravilhosa que eu tinha antes. E acho que é um pouco de a gente tentar também...

entender e ressignificar a relação que a gente tem com a comida, porque a comida tem muito do emocional. Então é um momento também muito oportuno para a gente entender comportamentos que a gente tem relacionados à comida. Porque se eu busco recompensa na comida, eu usei o pique.

qualquer que seja vai fazer com que eu não tenha mais essa recompensa por comida, esse desejo talvez eu busque outra recompensa que é o curioso que acontece, por exemplo sem ter um trabalho mental também, né? nisso que você está falando, que é com quem fazer a cirurgia bariátrica, que continua existindo ainda

E deve ser a mesma sensação, né? É, é porque eu não fiz bariátrico. De se sentir cheio. Mas deve ser. Mas é que o cara perde esse prazer. Então ele fala, cara, o que eu fazia era comer. Porque existe essa relação emocional com comer. E se você for pensar assim, ó. Cortou a comida. Cortou a comida. Cara, e esse prazer? E agora, o que eu substituo? Então, não é o caso das canetinhas, mas é muito comum, por exemplo, pessoas que fazem bariátrica virarem alcoólatras sem terem sido antes.

Eu já tive relatos assim. Porque você vai substituir um prazer pelo outro. E aí também tem essa questão psicológica. E aí era esse o ponto que eu queria trazer agora, que é... Os artigos têm mostrado que as pessoas, quando param de usar a canetinha, têm um reganho muito significativo. Como a gente falou no vídeo passado, em relação a dietas extremas, que também têm essa questão de reganho. Porque tem uma parte que acho que é importante dizer para as pessoas, que é o que a gente está tentando na nossa relação.

Que é, a caneta é um auxílio pro meu processo de ressignificar minha relação com a comida. Porque o meu problema, e a Camila é testemunha disso, não é o almoço, não é o jantar. O meu problema era que tudo que eu comia entre essas coisas. Ao ponto de eu chegar à noite pra jantar, eu falava assim, pô, Emílio, você tava com 135 quilos, é balela isso. Não, eu cheguei à noite pra jantar e falei pra Camila, pô, nem tô com fome.

E aí eu estava conversando com o Cauê Moura, e ele deu essa declaração online, eu posto essa declaração de novo. Depois que eu comecei a fazer dieta, que eu comecei a perceber que eu não sabia o que era sentir fome. Eu tinha perdido essa relação de, ah, eu vou comer alguma coisa porque eu estou com fome. Porque eu comia tanto fora do horário, que eu não chegava num lugar e falava assim, ah, eu vou comer porque eu estou com fome.

Não, eu vou comer porque eu vou comer. Eu vou comer porque agora era hora de comer. Sim.

E agora que eu tô com uma dieta mais controlada e tudo mais, e de novo, daí se depoimento é de novo, com o auxílio do medicamento, que pra mim tá sendo importante pra eu reaprender isso, agora chega umas 6 horas da tarde e fala, nossa, Camila, acho que eu tô com fome. Por quê? Porque eu consegui passar um período de 3 horas sem comer nada. Eu vou fazer um lanche, eu vou comer uma fruta, vou comer alguma coisa pra significar isso.

E o mais louco era nem perceber que você tava comendo. Isso. Porque eu chegava no final do dia e ele falava, meu Deus, mas eu não...

comi nada, eu só tô engordando, eu só tô engordando. E não, ele tinha comido. Mas não tinha registrado que tinha comido, não tinha nem percebido. É, porque eu comia não por fome, comia por outra razão. E aí tem isso que a gente conversou bastante, que a gente falou no outro vídeo, tem que falar agora, que é se eu não aprender a comer direito, se eu não ressignificar isso, quando eu parar de comer, de tomar canetinha, eu vou sentir fome toda de novo, eu vou gerar essa relação de novo, eu vou recuperar tudo o que eu pedi. Efeito são fona novamente. Exato, efeito são fona novamente.

Essa questão da fome é super curiosa, porque tem pessoas que têm medo de sentir fome. E às vezes já comem de forma antecipada pra não sentir fome. E a fome, a fome, a sociedade, são nossos sensores do apetite. Então a gente precisa sentir fome pra entender fome do quê e qual é o tamanho dessa fome. Então eu acho que a gente mergulhar um pouco nisso, esse reconhecimento dessas...

São sensações primitivas, né, do ser humano. Porque na infância a gente tem esse controle de fome e saciedade muito grande, né? Então, assim, uma criança, se ela tá satisfeita, ela rechaça a comida e fala assim, não quero. Nós, como adultos, a gente às vezes, por vezes, vai lá entuxar comida na boca da criança e não come. Tem que comer tudo, tem que ir embora. Vai raspar o prato, entendeu? A gente comete às vezes esse erro, mas a criança tem...

Esses mecanismos de fome e saciedade muito bem desenvolvidos. Como adulto, a gente vai perdendo um pouco, porque a gente vive uma loucura, tá sempre pensando em outras coisas, o estresse, trabalho, um milhão de coisas pra fazer, a gente vai perdendo um pouco dessas questões primitivas. Mas a gente entender qual que é o tamanho da nossa fome, porque a nossa fome não é igual o tempo todo. A gente vai, ela vai crescendo. Então, eu até gosto de brincar, colocar isso dentro de uma, colocar numa régua, sabe? De zero a dez. Sua fome é zero até dez, que seria a tua fome máxima.

Quando você tá com uma fome nível tipo 3, 4, você de repente poderia comer alguma coisa pequena, uma fruta, iogurte, um pãozinho e tal. Quando você tá com uma fome um pouco maior, 7, 8, só uma fruta, iogurte, um pão não é o suficiente. Já tá pensando, né, se tivesse um balãozinho num prato principal. Agora, quando a nossa fome aumenta mais do que isso, a gente até perde o nosso controle e aí a gente perde o que a gente chama de seletividade. Aí quer comer tudo, muda a forma como a gente come.

Come tudo muito rápido, come coisas mais calóricas. Então, é muito importante de a gente entender...

Essa questão da fome, a gente se deparar com isso pra gente poder saber o que fazer quando o tamanho da tua fome tá um ao outro. Nessa questão de tamanho de fome, assim, porque às vezes até é difícil você separar a fome da boca, a vontade de comer, da fome fisiológica. É que nem agora, né? Agora a gente tá aqui, ó, são 5h30, 5h35.

Eu estou com uma fomezinha, porque está chegando o horário do jantar. O ideal é a gente esperar até o horário do jantar e deixar essa fome crescer um pouquinho mais, ou falar assim, não, eu podia tomar um negocinho para esperar um pouquinho mais. E aí, eu fico às vezes meio com dúvida, sabe? Às vezes é melhor a gente deixar os horários marcadinhos para a gente não errar nesse...

é só um negocinho aqui que eu vou comer, e aí ao longo do dia você comeu tudo que não podia, então deixar esse horário marcadinho, ou eu senti um pouco de fome, eu deveria comer para não ficar com aquela fome gigante, que depois eu vou ficar descontrolada e comer a casa inteira.

Eu acho que não tem uma resposta certa pra isso, assim. Existem várias possibilidades, mas eu acho assim, é sempre você tentar planejar um pouco o que vai acontecer. Se você perceber que você tá agora, em gravação ocupada, você vai parar só daqui, ó, duas horas, e aí você vai ter um intervalo. Pô, daqui duas horas, acho que meu tamanho de fome já vai aumentar muito. Então, se eu comer algo pequeno, eu vou conseguir esperar minha fome não chegar no nível máximo 10, né, até o horário das sete horas. Então...

Se você conseguir ter essa previsibilidade, essa programação, acho que é super válido que você coma algo pequeno pra que depois você jante por volta das sete. Não, putz, já são seis horas, eu vou jantar sete horas. Então, falta pouco tempo pro meu jantar. Então, dá pra eu antecipar o meu jantar? Dá pra segurar um pouco essa fome? Então, acho que depende muito. E essa coisa do horário fixo, eu não gosto muito. Por quê? Porque a nossa fome não é igual todos os dias.

Então tem dias que a gente tem mais fome. Tá frio, fiz mais exercício físico. Tem dias que a gente tá com menos fome. Então acho que se a gente ouvir um pouco mais essa questão da fome, o tamanho de fome, essa sensação, acho que fica muito mais interessante. Assim como a saciedade pra gente parar de comer. Pra gente ir pro finalmente, eu acho que a conclusão desse vídeo é... A gente queria falar de canetinhas emagrecedoras.

Tem o lado bom e o lado ruim. Tem os os bons e os os ruins. Mas a nossa recomendação, a partir do que a Marina falou e do que a gente sempre fala aqui, é, gente, você que está assistindo, você não deveria fazer nada sozinho. Você tem que procurar um bom profissional para te acompanhar em todas as etapas. Então, a primeira pergunta é, eu preciso usar a caneta? Ah, tá bom, preciso. Então, tá bom, precisa.

Ah, preciso por quê? E uma coisa que eu conversei muito com a Camila antes de procurar a Marina, e já falei isso no Blabla, já falei isso aqui várias vezes, que é, gente, a minha esposa gosta de mim. Eu nunca me achei um cara feio, o sobrepeso nunca me incomodou esteticamente. Eu estou procurando isso por uma questão da minha saúde, porque eu acho que isso estava me incomodando de alguma maneira.

Eu não acho que a razão estética é uma razão ruim também não. Se você não está bem esteticamente, acho que você pode procurar ajuda, e você pode procurar um nutricionista, alguém para te ajudar a fazer exercício. Está tudo bem. Só presta bastante atenção de onde está vindo essa razão estética. É de você mesmo? É externo? Alguém está te falando isso? Qual é a pressão que você está cedendo? E aí, ah, legal. Então eu preciso procurar ajuda.

Porque isso é uma outra coisa também que a Camila falou muito na minha cabeça. Por isso que eu fui falar com o Gui.

com a Marina, com o meu médico, que é, cara, você não tá conseguindo sozinho, tem 10 anos que você tá tentando emagrecer sozinho, você tá tentando se cuidar sozinho, vamos procurar ajuda de alguém que pode te ajudar? Eu acho que é importante falar isso, primeiro, pra gente não ter vergonha de procurar ajuda, sabe, ninguém é o invencível que faz tudo sozinho, acho que esse é o primeiro ponto de poder falar pra você, querido, tudo bem se for essa resposta, usar as canetinhas, mas vamos investigar.

E aí eu sempre fico imaginando assim, olha, se alguém faz um negócio que é da minha área, e alguém próximo a mim, ou alguém, e a pessoa não me pergunta nada a respeito, eu fico chateada, sabe? Eu fico assim.

Pensa cada um de vocês, sabe? Sair na sua profissão. Se alguém não procura um profissional da sua área, você não fica assim, poxa. E do mesmo jeito que você vai receber muito bem essa pessoa, e vai explicar, e vai aconselhar, e vai... Dentro da sua profissão, eu acho que a gente também devia pensar sobre isso na profissão do outro. Eu estou precisando de uma ajuda. Por que não procurar a ajuda do profissional?

Eu entendo que em muitos casos, como a canetinha, é um custo elevado. Ela é restritiva para a população. Mas a gente tem outras alternativas que estão disponíveis no nosso sistema de saúde público. Então vamos procurar o auxílio que tem lá. Eu acho que é esse o recadinho, né? E tudo isso é uma grande intervenção para o meu amigo Carlos Ruas, que estava querendo usar a canetinha. Então, Carlos Ruas, procure ajuda.

Não, não quero usar caneta não, quero usar mangueira. Quero usar mangueira, quero fazer assim, ó. Quer sugar a pança inteira. E isso é um tema para o próximo vídeo. Maravilha, então a gente fala no próximo vídeo. Marina, muito obrigado por estar aqui com a gente. Imagina. As redes da Marina estão todas aqui embaixo, Camilinha. Tem que seguir ela, que ela é incrível, inclusive no Instagram. Além de ser uma excelente nutricionista, no Instagram ela é incrível também.

Está lá, então clica aqui embaixo. E eu acho que o filme A Rocha, com o Nicolas Cage, Sessão da Tarde, era um precursor das canetinhas.

Eu não lembro por quê. Eu quero que você me explique por quê pra gente ir embora. Não, porque tudo ia explodir com um produto químico, um foguete, com uma... Como é que fala? Ataque químico. E a única cura era uma canetinha que você tinha que aplicar no coração. E o Nicolas Cage... Você é criança vendo ele com aquela agulha desse tamanho, ele faz... Ah! Quando o míssel explode. Ah, ele vai morrer de uma forma terrível. E aí ele só tem aquela... Tchau!

Não apliquem semaglutida no coração. Não, não. É na pança, na gordeirinha da perna, da pança. E a agulha desse tamanhinho, assim. E aí a melhor história de agulha é que quando eu tomo agulhada na barriga, eu faço o quê, Camilinha? Ai, é o gritinho fino. Tem seu pirula fazendo isso. Gente, beijo pra todo mundo, fiquem bem. Deixe seu like e o seu comentário aqui embaixo, tá bom? E procura ajuda, se você precisa, procure ajuda. Falou, valeu, tchau.

Amor, o Ruas falou a rocha e na minha cabeça veio a palavra toda junta, não a rocha. O filme é a rocha.

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