Episódios de IPManaus Cast

Episódio 317 | Chamados ao Discipulado - Pr. Francisco Chaves

04 de maio de 202644min
0:00 / 44:51

Mensagem ministrada no dia 03/05/2026 com base em Mateus 4.17-22.

___________________________

Boletim nº 1528.

Quer ter acesso ao boletim da semana? Baixe nosso aplicativo e confira.

Android: https://bit.ly/androidipmanausapp

iOS - Apple: https://bit.ly/iosipmanausapp

___________________________

#IPManaus #mensagem #Cristo #Jesus #igrejas #igrejapresbiterianadeManaus #121anos #Deus #biblia #palavra #igrejadaamazonia #cultodominical #igrejapresbiterianadobrasil #ipb #supremoconcilio #Deus #chamado #discipulado

___________________________

Contato: com.ipmanaus@gmail.com

Instagram: @ipmanaus

Facebook: @ipmanaus

Youtube: @IPManausoficial

Spotify: IPManauscast

Canal do Whatsapp: IPMANAUS

Participantes neste episódio1
F

Francisco Chaves

HostPastor
Assuntos5
  • Convocação Hugo SouzaPedagogia de Jesus no discipulado · Chamado para salvação · Chamado para o apostolado · Chamado ao discipulado
  • Servir e ajudar pessoasSer pescador de homens · Amar pessoas e vidas · Serviço e humildade · Três tipos de crentes na igreja
  • Arrependimento e SantidadeMensagem de arrependimento · Confronto com o pecado · Metanoia (mudança de mente e vida) · Reino de Deus como governo e autoridade · Discipulado para todas as nações
  • Seguir a JesusChamado eficaz de Jesus · Deus não chama ociosos ou preguiçosos · Vida com propósito
  • Estações da Igreja Presbiteriana de ManausEstação da semeadura e evangelização · Estação do crescimento e discipulado · Programa discipulado conhecendo a Jesus
Transcrição107 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

IP Manaus Cast, o podcast da Igreja Presbiteriana de Manaus. Queridos irmãos e irmãs, abramos as escrituras, a palavra de Deus, no Evangelho de Mateus, capítulo 4, versículo 17 a 22. Por favor, Mateus, capítulo 4, versículo 17 a 22.

Queridos, nós estamos, a partir deste domingo, iniciando mais uma estação na igreja.

Como o pastor Ielso mencionou, ontem nós tivemos como resultado desta estação da semeadura, nós vamos ter, que foi o período de evangelização na igreja, com certeza entre 500 a 600 pessoas sendo discipulados, seja pelo musical, seja pelos cultos que tiveram como uma...

a intenção evangelística e também pelos nossos lares de paz, que foi uma bênção na igreja com muitas pessoas. Essa semana nós, o colegiado, vamos fazer uma avaliação completa sobre como que nós vamos agora trabalhar tudo isso, para que os nossos núcleos de discipulado, os nossos discipulado pessoal, seja algo maravilhoso nessa estação, que começa hoje, que é a estação do crescimento.

A estação do crescimento tem como objetivo exatamente o ensino na igreja. É o discipulado na igreja. Dizer aos irmãos que três meses nós respiramos intencionalmente, o foco é na evangelização.

Depois, a partir de maio até o mês de setembro, serão cinco meses onde nós estaremos focados na estação do crescimento. É o programa discipulado conhecendo a Jesus, conhecendo a nova vida e conhecendo a nossa igreja. E nós precisamos de um grande movimento de discipuladores como sempre fizemos durante esse período. Principalmente os nossos grupos familiares precisam estar engajados nesse processo.

Sendo assim, hoje eu quero trazer uma mensagem como se fosse a abertura da estação falando exatamente sobre discipulado.

O tema da nossa pregação hoje, dessa mensagem de hoje é chamados ao discipulado. Chamados ao discipulado. Se você tem uma caneta, se você tem um papel, você faz parte de um grupo familiar, é muito interessante, é muito bom que você anote. E se você tem o seu celular, tem o seu anote, pode anotar lá. Agora, se alguma mensagem vier de fora, você pode ter certeza que os olhos do Senhor estão em todos os lugares contemplando os maus e os bons. Você está entendendo?

Então, vamos ler a palavra de Deus. Mateus capítulo 4, versículo 17 a 22.

Diz assim a palavra do Senhor. Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer, arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus. Caminhando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.

E disse-lhes, vinde após mim e eu vos farei. O que, irmãos? Pescadores de homens. Então eles deixaram imediatamente as redes e os seguiram. Passando adiante, viu outros dois irmãos. Quem, irmãos? Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes e chamou-os.

Então eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o quê? O seguiram. Que Deus abençoe a sua palavra nesta noite, no nome santo e bendito de Jesus. Queridos, o doutor John Maxwell, um grande líder que fala sobre liderança,

ele escreveu um livro chamado As Leis, ou as 20 Leis Irrefutáveis da Liderança. E ele, no prelo, ou seja, na orelha do seu livro, falando sobre discipulado, ele diz o seguinte, Jesus não nos chamou tão somente para sermos seus seguidores.

Mas sim, Jesus nos chamou para sermos seus discípulos. Eu vou repetir isso. Jesus não nos chamou tão somente para sermos seus seguidores. Mas ele nos chamou para sermos seus discípulos. E isto tem uma relevância extraordinária nesta afirmação. Porque esta afirmação vem nos ensinar algo a respeito da pedagogia de Jesus quanto ao discipulado.

A pedagogia, o ensino de Jesus quanto ao discipulado, ou seja, entre um discipulador e um discípulo, há três perspectivas. E Jesus mostra nas Escrituras essas três perspectivas de discipulado. Primeiro Jesus diz aos seus discípulos, vejam como eu estou fazendo. Então os discípulos observam Jesus falando, ministrando sobre o reino dos céus.

Segundo, ele diz, vamos fazer juntos. Agora Jesus, junto com os discípulos, ele então realiza e proclama o reino de Deus. E finalmente Jesus diz aos seus discípulos, agora ide, façam. Ou seja, Jesus agora observa, mentoria e esses discípulos começam então a proclamar o reino de Deus.

Esta é a pedagogia de Jesus quanto ao discipulado. E quando a gente olha nessa perspectiva, nós podemos perceber que Jesus nos mostra formas pelas quais ele nos chama para a obra dele mesmo.

Há três formas de olharmos o chamado no Novo Testamento, quando a gente pensa na convocação, ou na santa convocação, ou no santo chamado eficaz de Jesus com relação às pessoas. Primeiro, há um chamado no Novo Testamento, chamado chamado para a salvação.

O chamado para a salvação é quando irresistivelmente, através da graça de Deus, alguém é tocado pelo poder de Deus e se volta para Deus. Foi o caso de Pedro. Quando você lê João capítulo 1, versículo 35 e em diante, você vê a história no caso de Pedro e a sua experiência com Jesus.

Diz a palavra de Deus que João Batista está com os seus discípulos e ele vê Jesus passar e ele diz, eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Quando Jesus fala isso, dois discípulos olham para Jesus e começam a seguir Jesus. Dentre esses dois discípulos, nós temos André.

André começa a seguir Jesus, Jesus olha para ele e afirma para eles, o que vocês estão fazendo? Por que vocês estão me seguindo? E eles falam claramente, Senhor, nós queremos estar com o Senhor, nós queremos estar onde o Senhor assiste, onde o Senhor reside, onde o Senhor mora.

E então André e esse outro discípulo são impactados pelo evangelho, pela palavra de Jesus, que o evangelho é o próprio Jesus, e aí ele sai extasiado. E ao sair extasiado, ele corre e diz o texto que imediatamente ele foi encontrar primeiramente o seu irmão. Quem era o irmão de André? Cefas.

E Cefas então é levado à presença de Jesus. E Jesus então impacta o coração de Cefas, a ponto de Cefas se render a Jesus. E Jesus olhar para ele e falar, olha, o teu nome Doravante não será mais Cefas, mas sim Petros, que significa rocha. Agora o teu nome é Pedro. E ali Pedro tem uma transformação radical, salvífica em Cristo Jesus. Esse é o chamado para a salvação.

Mas há um segundo chamado no Novo Testamento, que é o chamado para o apostolado. O chamado para o apostolado tem a ver com Mateus capítulo 10. Quando Jesus diz aos seus doze que ele escolhe, que ele está dando autoridade a esses doze.

E a palavra autoridade no original grego, quando Jesus fala em Mateus capítulo 10, versículo 1, que ele dá essa autoridade a estes homens, é que estes homens sejam revestidos de poder. Esta palavra grega significa exocia, revestidos de poder, revestidos de autoridade, revestidos de incumbência. Agora tem um propósito. E qual é o propósito que Jesus dá a eles para esse chamado? O propósito para pregar o evangelho.

A pregar o reino dos céus. A pregar o reino de Deus. Mas não só isso. Curar os enfermos. E expulsar demônios. Então o chamado de Jesus aos apóstolos é que eles exerçam essa visão não de titulação do termo apóstolo como nós temos nos dias de hoje.

Mas no sentido etimológico da palavra, ou seja, o significado original da palavra, a palavra apóstolo vem de um substantivo apóstolum, que significa enviado. Nesse sentido, eu e você fomos chamados para sermos enviados para fazermos discípulos a todas as nações. Mas há um terceiro tipo de chamado no Novo Testamento.

Que é o chamado ao discipulado.

E é exatamente isso que nós olhamos no texto sagrado. No texto que nós lemos. Do versículo de número 17 até o versículo de número 22. Do capítulo 4 de Mateus. E nós observamos claramente isso, esse chamamento. Em dois momentos no versículo 19 e no versículo de número 20. E eu quero que você olhe para o texto agora. Por gentileza, o versículo 19 primeiramente. Diz assim.

E disse-lhes, vinde após mim e eu vos farei o quê? Pescadores de homens. Aqui nós temos o primeiro chamamento. Agora, preste atenção no versículo de número 20. Então eles deixaram o quê? Imediatamente as redes. E o quê, irmãos? E os seguiram.

É lógico que aqui é perceptível a palavra de Jesus no sentido de urgência. Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens. Mas não é só a urgência que esse texto nos chama a atenção. É premente observar no texto que Jesus está falando a respeito do discipulado. E eles deixam imediatamente as redes.

Isto posto, irmãos, eu quero propor a você nesta noite, para a nossa reflexão, três argumentos a respeito do chamado ao discipulado. O primeiro argumento que eu quero compartilhar com você, é que todos aqueles que são chamados ao discipulado, precisam entender que fazer discípulo é estar comprometido com a mensagem de arrependimento do reino de Deus.

Esse ponto ele é fundamental e Jesus fala isso claramente no versículo de número 17. Versículo 17 diz assim. Daí por diante passou Jesus a pregar e a dizer. Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus. Observe bem que Jesus está falando. A aqueles que serão seus discípulos.

É bom entender que há dois momentos que a gente chama de ministério de Jesus na Bíblia. Primeiro nós temos o ministério particular de Jesus. Esse ministério particular de Jesus vai até os 30 anos.

Da sua adolescência, a sua juventude, no sentido do nosso olhar ocidental, até os 30 anos, Jesus exerce o seu ministério particular. Ele está sendo forjado. Ele está sendo forjado para ser, de fato, aquele que as Escrituras falam claramente que é o Messias, o Filho de Deus. O próprio Deus.

E nesse sentido, nós precisamos considerar de que o ministério público de Jesus, então, começa a partir dos 30. Se o ministério de Jesus particular vai até os 30, dos 30 aos 33 anos, Jesus em 3 anos exerceu o seu ministério público. E esse ministério começa quando ele sai da cidade de Nazaré e vai para a Galileia dos Gentios. Quando ele vai para a região de Carfarnaum.

quando ele vai exatamente pregar a mensagem do reino dos céus, nas praias, ou no litoral, ou melhor ainda, em toda a região em torno do mar da Galileia, ou o lago de Genezaré. Jesus então está pregando o reino dos céus, falando aquilo que nós encontramos em Isaías capítulo 6, que fala sobre Zebulon e Naftali.

que é essa mesma região da Galileia, que precisava ouvir o sol da justiça, porque aquela região vivia em trevas, então esse Jesus, ele vai para a Galileia, exatamente para proclamar isso, de maneira muito clara e incisiva, na pregação de Jesus, nós encontramos a primeira expressão que nos chama a atenção no versículo 17,

É que a mensagem de Jesus é uma mensagem de arrependimento. A pregação de um discípulo de Jesus tem que começar com uma mensagem de arrependimento. O doutor Martín Lloyd-Jones diz que nós fazemos uma confusão enorme sobre a palavra arrependimento.

Porque há muitas pregações que quando é anunciada a mensagem de Deus, tem mais característica de consolo, característica de conforto, do que de confronto. Doutor Martín Lóis Jones diz que a primeira coisa que um discípulo de Cristo ao proclamar o evangelho, ele precisa pregar um evangelho de arrependimento, que é uma mensagem de confronto com o pecado.

Confronto com o pecador. O resultado desse confronto, desse arrependimento, dessa transformação de vida, resulta em consolo, graça, renovo sobre a vida das pessoas. E talvez nós estejamos precisando entender melhor o que é o Evangelho nesse sentido nos dias de hoje.

porque há muitas pregações hoje, há muitas ministrações hoje, que estão invertendo esse valor tão importante, uma mensagem que expressa a alguém que ainda desconhece Jesus Cristo, e que é apenas uma mensagem de elevo ao coração, ou de pacificação do seu próprio ego, entenda o que eu vou falar,

pode levar pessoas a estarem na igreja simplesmente por um processo de adesão e não de conversão. Por isso que a pregação do Evangelho é o poder de Deus, para confrontar a nossa vida, para dizer para nós o que nós precisamos e o que nós necessitamos como pecadores que somos da graça de Deus.

se Deus não me confrontar com a minha realidade, com o meu pecado, com a minha condição de pecador, de uma natureza pecaminosa, se Deus não me levar a esta consciência, eu não posso dizer que de fato eu fui transformado radicalmente pela palavra de Deus. Eu apenas aderi a uma igreja, a uma instituição.

Por isso que quando nós encontramos no livro de Mateus, como no livro de Lucas, João Batista confrontando a sociedade, confrontando os políticos e confrontando os religiosos, ele é contundente na sua pregação. Porque a sua pregação é uma pregação de confronto, não de depreciar alguém.

Não de colocar a pessoa num estado de olhar para si mesmo e se sentir alguém completamente invadido, destroçado por uma palavra meramente humana. Não, quando João Batista falava, ele falava do poder de Deus e do reino de Deus.

Quando João Batista falava, ele falava com quem tinha autoridade a ponto de olhar para aqueles religiosos e chamá-los de raça de víboras. Quem vos induziu a ira vindoura, produzii, pois, fruto de arrependimento. Então a palavra chave, antes de mais nada, é arrependimento. E essa palavra, ela tem um significado muito importante na Bíblia.

Essa palavra arrependimento, nesse texto que nós lemos, quando Jesus fala arrependei-vos, ele usa um verbo aqui chamado metanoel, que vem de um substantivo arrependimento que significa metanoia. E o que é metanoia? É mudança de mente, é mudança de vida, é renúncia.

É radicalismo total no que diz respeito a olharmos para esse mundo e não temos mais parte com ele. Por isso há uma necessidade urgente da igreja resgatar na sua voz profética a palavra arrependimento.

Porque se nossas palavras, nossas mensagens forem meramente para massagear ego, eu posso lhe afirmar categoricamente que a mensagem que nós estamos falando é uma mensagem puramente antropocêntrica e humana.

Mas se nós estivermos pregando um evangelho do reino, que fala de arrependimento, que fala de mudança de vida, que fala realmente de viver uma vida oposta à que nós vivemos, então essa pregação é poder de Deus, é graça de Deus e leva a pessoa...

a ter a consciência clara de que ela precisa da graça irresistível de Deus. E Deus é que faz isso, porque é o Espírito Santo que nos move e nos faz revisitar a nós mesmos e olharmos quão carente e quão necessitado nós precisamos de Jesus.

O segundo aspecto que me chama a atenção nesse aspecto, desse primeiro argumento, melhor dizendo, é a palavra como Jesus fala, reino dos céus. Vocês sabem que Jesus escreveu o Evangelho de Mateus para os judeus. E Jesus escreveu aos judeus sobre o reino de Deus.

32 vezes você vai encontrar a palavra reino dos céus em Mateus. Essas 32 vezes está relacionada a mesma expressão reino dos céus. E essa palavra é muito importante porque desconstrói um pensamento que os judeus tinham a respeito de reino.

Porque talvez quando você ouve ou você lê sobre reino, vem na sua mente talvez a ideia de reino do ponto de vista geográfico. Espacial. Local. Algo empírico, algo que você entende. Brasil, Estados Unidos, outro país qualquer.

Não é isso que Jesus está tratando. Porque a mentalidade dos judeus é de que o Messias viria para exercer o seu reino de forma geopoliticamente falando.

é que o Messias viria para expoliar, para confrontar o Império Romano, tirá-lo de cena e implantar o seu reino. Então, para eles, o reino era um reino concreto, bélico, um reino que seria instalado para nunca mais serem subjugados pelo Império Romano. Mas Jesus diz algo interessante.

Ele diz que o reino dele não é deste mundo, e daqui ele não é. Por quê? Porque o que o Senhor Jesus está falando não é um reino geográfico, espacial, local. Jesus está falando a ideia de reino, que é a ideia de governo. É a ideia de autoridade.

O que Jesus está dizendo é que o reino dele, o governo dele, começa nos corações daqueles que foram alcançados pela sua graça.

É que o reino de Deus é aquele reino que absolutamente envolve o homem de tal maneira que o pensar dele, o sentir dele, a vida dele está completamente involucrada, envolvida com o reino de Deus. Seja o seu pensar, seja o seu falar, você tem que pensar no reino de Deus.

E aí vem algo importantíssimo nos dias de hoje. Me parece que nós líderes estamos perdendo essa capacidade de olhar o reino de Deus como discípulos de Deus e para fazermos outros discípulos numa perspectiva muito mais política, partidária do que qualquer outra coisa. Nós sabemos que o nosso país está...

Fraturado, no sentido de dividido. E nós sabemos muito bem disso, e isso é muito claro para todos nós. Mas nós devemos tomar cuidado como discípulos de Cristo. Para não simplesmente pegar um segmento desse e exercermos o nosso discipulado somente neste.

Deus nos chamou para sermos discípulos de todos. Ele mesmo disse, Ide, pregai, fazei discípulos a todas as nações. Não falou de partido, não falou de setores, não falou de alguns, de todos. Por que, irmãos? Porque só através do reino de Deus que os homens irão mudar.

Numa realidade que vivemos, onde a corrupção impregnou todas as instâncias governamentais do nosso país, seja no legislativo, seja no executivo, seja no judiciário, eu e você, se formos caminhar nessa direção, a gente vai ficar doido.

O que vai mudar essa nação verdadeiramente é o meu comportamento, o seu comportamento, o meu testemunho, o seu testemunho ilibado, correto, com integridade, com comportamento, que as pessoas olhem e vejam em nós que nós somos verdadeiramente sal da terra e luz do mundo. O que eu quero dizer com isso?

é que nós não podemos abrir mão do absoluto de Deus. O discípulo de Cristo, ele precisa estar centralizado. Nas escrituras. Então eu não preciso ficar aqui me opondo a A ou a B ou C. Eu preciso olhar para as escrituras e entender o que as escrituras falam para mim. Quando a escritura diz que ela é a palavra de Deus, ela está dizendo que ela é totalmente a palavra de Deus. Ela apenas...

É aquilo que Deus está dizendo, então somente o que Deus está dizendo. A palavra de Deus. Então essa história, essa lorota que a Bíblia contém a palavra de Deus, isso é um ledo engana, isso é um sofisma totalmente de uma teologia liberal, disfuncional, distorcida, que faz com que a gente não viva verdadeiramente de Gênesis Apocalipse o que Deus disse. E o que Deus disse?

Deus disse que Ele criaria o homem a sua imagem e semelhança. Que Ele criaria homem e mulher. Que todo ser que vive, louve ao Senhor e, portanto, eu não devo, eu não posso concordar com o aborto.

Quando Deus diz que Ele criou homem e mulher, não existe outra possibilidade a não ser aquilo que Deus disse. O que eu estou dizendo é que o discípulo de Cristo, ele precisa usar essa voz profética. É aqui que está e reside o que a gente tem que falar sobre palavra de arrependimento.

Quando nós somos sucumbidos com tantas informações da internet, que falam a, b, ou se eu der a seu respeito, não importa. O que importa é o que Deus pensa de você. Mas pensa a partir da sua palavra. Não das minhas conjecturas. Não do meu pensamento. Então quando eu começo a viver as escrituras, eu começo a entender o conceito de família.

Eu começo a entender o conceito de padrão dos fiéis. Eu começo a entender o que é ter intimidade com Deus. Então antes de pensarmos no discipulado, eu preciso entender que Cristo me alcançou e agora por ser discípulo eu faço o discipulado. Mas primeiramente eu tenho que passar pelo arrependimento. Porque o arrependimento é premissa.

para que eu me submeta à graça irresistível de Deus, porque Deus já fez isso na minha vida, antes mesmo que eu respondesse a Ele, o Espírito de Deus já estava operando no meu arrependimento, na minha transformação, e por conseguinte a salvação, esse é o primeiro argumento sobre o chamamento ao discipulado,

Segundo aspecto que me chama a atenção, é que chamados para fazermos discípulos, é necessário que nós tenhamos a consciência que precisamos estar comprometidos com vidas. Precisamos estarmos comprometidos com vidas, com pessoas. E aí você pode, por favor, versículo 18 e 19.

Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão chamado Pedro e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram o quê? Pescadores. E disse-lhes, vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens. Aqui pela analogia da fé, a gente pode entender que Jesus está falando sobre mar e está falando sobre o mundo. Quando Jesus chama os seus discípulos.

para serem discípulos, para serem pescadores de homens, e quando ele fala de peixe, está falando de pessoas que precisam da graça de Deus, precisam conhecer o reino de Deus, o reino dos céus, e isso é muito importante, porque nós fomos chamados, como discípulos de Jesus, para amar pessoas, amar vidas, amar gente,

Sabe, quando houve uma discussão, uma briga entre aqueles líderes que estavam defendendo o segundo ato do capítulo 6.

as mulheres que eram helenistas, mulheres que estavam na diáspora, mulheres que viviam em sofrimento, que moravam fora de Israel, e agora estavam vivendo em Israel, em Jerusalém, então houve uma espécie de discriminação e atenção muito grande sobre distribuição de mantimentos. Então os apóstolos disseram uma coisa muito importante.

Nós vamos nos deter às escrituras. E o Senhor vai levantar diáconos na igreja. A palavra diáconos, essa é uma expressão grega diáconos, que significa escravo. Aquele que serve. Aquele que serve. E é muito importante a gente pensar nisso. Porque eu entendo, irmãos, que nós estamos perdendo de vista o senso de serviço.

Nós estamos mudando um termo bíblico para um termo sofisticado nos dias de hoje, chamado voluntariado. Mas a Bíblia fala de serviço. Jesus uma vez falou para os seus discípulos que estavam ali numa crise entre eles, num litígio. Não fique pensando que você olhe para os apóstolos e diz assim, nossa, só homens santos, maravilhosos. Irmão, tinha momentos que eles quebravam o pau.

Um desses foi quando Tiago e João chegaram para Jesus e disseram, Senhor, quando tu estiveres no teu reino, me coloca do lado direito e o meu irmão do lado esquerdo. Os outros dez olharam tudo aquilo e disseram, que coisa maravilhosa, nós amamos vocês, querem ficar na janelinha, ótimo, beleza, não tem problema nenhum, fiquem na bênção. Então, foi isso, irmãos? Não. Jesus certamente estava segurando os dois de um lado e os dez dos outros porque queriam se engalfinharem.

E Jesus fala algo muito importante. Aquele que quer ser Senhor, primeiramente, tem que ser o quê? Servo. Quando Jesus estava se preparando para os seus últimos momentos com os seus discípulos, ele faz um encontro com eles e ele pega uma bacia, pega uma toalha e vai querer lavar os pés dos discípulos. E os discípulos disseram, Senhor, o Pedro disse, Senhor, o Senhor não vai lavar os meus pés. Sempre tem um pedrão no nosso meio.

Aqui não, comigo não, Senhor. Eu é que deveria lavar os seus pés. Pedro, se eu não lavar os seus pés, não tem parte comigo. Pedro, o Senhor então faz o seguinte, não lava só os pés, lava a cabeça, lava tudo. Eu estou aqui para isso mesmo. Jesus disse, são somente os pés. Por que Jesus disse isso? Porque Jesus queria ensinar uma lição chamada humildade. Ele lavou os pés.

dos seus discípulos, como mestre, João capítulo 13, mas mais do que isso, você sabe o que um escravo fazia, quando entrava um estrangeiro ou seu senhor dentro da sua casa nos tempos de Jesus? ele ficava a porta com a bacia

E quando o estrangeiro chegava, ou então quando o seu senhor chegava, para entrar ele tirava as sandálias dos pés e lavava os pés do seu senhor. Irmãos, tem muita gente que precisa aprender a lavar os pés. Maridos, é preciso lavar os pés das esposas.

Esposas, é preciso lavar os pés dos maridos. Filhos, é preciso lavar os pés dos pais. Pais, é preciso lavar os pés dos filhos. É mais humildade e menos arrogância e prepotência. Você está entendendo o que é discipulado? Discipulado é servir.

Eu comparo muitos crentes com um exemplo esdrúxulo a respeito de três tipos de crentes na igreja. Três tipos de crentes na igreja. E eu comparo uma carroça de boi. Irmãos, existem crentes na igreja que são verdadeiramente bois. Que carregam.

A obra de Deus. Seja em oração. Seja no sustento missionário. De apoiar. Seja no está fazendo. Irmãos, são gente que carrega mesmo. E vai na frente mesmo. Esses são os crentes comprometidos. Mas tem um tipo de crente. Que não gosta de ser boi. Ele quer ser aquele que fica em cima da carroça. Conduzindo os boi.

A Bábio, olha lá, vem pra cá. Sabe quem são essas pessoas? São aquelas que só dizem, olha, vamos fazer, agora é hora, vamos orar, vamos planejar, vamos em frente. Mas não faz absolutamente nada. Só reclama. Só reclama. Fica bicudo o tempo todo na igreja. Vocês conhecem alguém assim? Não levante a mão. Mas há um terceiro tipo que é o pior deles.

Porque não basta aquele que está sobre a carroça ou ser o boi. Tem uns que quando a carroça, e aqui tem uma expressão idiomática, muito característica dos nortistas. Quando a carroça atola. E aí vem o terceiro. E o terceiro, irmãos, em vez dele empurrar a carroça para frente. Ele segura a carroça e puxa para trás. E ao puxar para trás, ele diz ainda. Tudo que nós estamos fazendo não vai dar certo.

Vocês conhecem alguém assim? Também não precisa falar. Mas isso não é só na igreja não. É em casa. É no trabalho. Quem você é? Eu não quero ser boi, porque boi não pensa. Calma. Eu apenas estou fazendo uma metáfora. Para que a gente entenda que nós fomos chamados todos para servir.

Quando você foi alcançado por Jesus, você foi chamado para servir. E a minha oração é que eu seja o primeiro a servir nessa igreja. Eu quero completar essa mensagem com o terceiro argumento. Além de...

Se preocupar, estar comprometido com pessoas, com vidas, com gente que sofre, que se angustia. Gente que entrou hoje aqui abatido, com sofrimento, com angústia, com tudo. Que você pode dar uma palavra. Irmãos, não permita que nenhuma pessoa que entre nesse lugar, entre num processo de invisibilidade, que não seja visto. O Espírito Santo, nova seu coração, toque você de alguma maneira. Que você vá ao encontro de alguém que você nunca viu. E abraça a pessoa e leva a um grupo familiar.

Mas o terceiro e último é que fazer discípulos é preciso estar comprometido com o chamado de Jesus. É preciso estar comprometido com o chamado de Jesus. Versículo 20. E aí eu quero que você leia comigo o 19 e o 20. Melhor, desculpe, 20 a 22.

Então eles deixaram imediatamente as redes e os seguiram. Passando adiante, Jesus viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes e chamou-os. Então eles, no mesmo instante, deixaram o barco e seu pai e o quê? E o seguiram.

Pedro, André, Tiago, João, pescadores, trabalhadores. Quando Jesus chama, e aí é um chamado eficaz. Porque quando Jesus chama, ele chama. E ninguém resiste ao chamado de Jesus.

Vinde a mim, vinde após mim que eu vos farei pescadores de homens. Eles deixaram suas quedes e imediatamente eles foram. Passou Jesus ao lado de novo de mais dois discípulos que estavam no barco, consertando o barco. Ele disse, venham comigo. Eles deixaram pai, família e imediatamente eles seguiram a Jesus.

Isso é estar comprometido com o chamado de Jesus. E o que a gente aprende com isso? Primeiro, Deus não chama ninguém ocioso para a sua obra. Deus não chama preguiçoso na sua obra.

A turma está trabalhando. Ah, eu trabalho demais. Eu estou envolvido demais. É você que Deus quer. Ah, eu chego em casa 8 horas da noite depois de um dia de trabalho. É você que Deus quer. Ah, eu estou respirando. Eu não consigo fazer. É você que Ele quer. Sabe, irmãos? A Bíblia fala sobre o preguiçoso em provérbios. Provérbios diz assim. Preguiçoso, cuidado, não saia, porque tem um leão na rua.

Sabe o que ele está dizendo? Se o leão vir, um leão na rua, ele vai ficar na casa dele eternamente. Outro. Provérbios. Vai ter com as formigas, ó preguiçoso. Olha as formigas trabalhando. Tem até um cântico sobre a formiguinha. A formiguinha, como é que é aquela formiga?

Não, não precisa falar em línguas, é só uma só aqui. Alguém. Alguém pode falar bem alto como é que é esse cântico? Eu quero ouvir? Pode cantar. O que? Quando uma deixa, a outra pega. Veja que mistério glorioso. Uma formiguinha ensinando o preguiçoso.

Veja que mistério glorioso, uma formiguinha ensinando o preguiçoso. Deus não quer preguiçoso em sua obra. Deus não quer preguiçoso em sua obra. Deus não quer preguiçoso em sua obra. Porque senão... Olha aí!

Ô, Fernanda, obrigado, Fernanda. Fernanda me salvou. Agora, sabe o que é interessante disso? É que eu vi uns irmãozinhos assim, Deus não quer o preguiçoso, não. E todo mundo colocando ali. Fala lá, Senhor, é cular, é pra lá. Eu sei que todo mundo aqui tem trabalho, sei que todo mundo aqui corre, sei que todo mundo aqui luta pelo seu dia a dia. Mas é você que Deus quer que você sirva na sua obra.

E se tem uma coisa nessa igreja, é trabalho. Há espaço para trabalho para todos. O meu desejo nesta noite é que a gente tenha um comprometimento. Primeiramente com uma pregação de arrependimento na igreja. O meu desejo é que nós tenhamos um comprometimento com vidas, com pessoas que carecem do amor e da graça de Jesus. E o meu desejo nesta noite é que você saia daqui dizendo...

Se Jesus o chamou, é para que você exerça o propósito dele. Eu quero concluir esta mensagem com uma expressão de um grande autor chamado Rick Warren. Ele disse o seguinte, a maior tragédia de um homem ou de uma mulher não é a morte.

A maior tragédia de um homem e de uma mulher é uma vida sem propósito. Que a igreja presbiteriana de Manaus e os membros dessa igreja tenham uma vida com propósito. Porque nós fomos chamados para servir o Deus que nos resgatou para a sua glória. Que Deus nos abençoe nesta noite. Em nome de Jesus. Amém. Recebam a bênção do Senhor.

E que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus, o Pai, e as eternas, eternas consolações do Santo Espírito de Deus, pousem sobre cada um de vocês, meus irmãos e minhas irmãs, hoje e para todos sempre.

Uma semana abençoada, irmãos e irmãs, em nome de Jesus.

Episódio 317 | Chamados ao Discipulado - Pr. Francisco Chaves | Castnews Index — Castnews Index