Episódios de Cena Rock

#18: Cena Rock recebe Martin e os Martírios

28 de abril de 202628min
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Martin Menezes e Guilherme Kessler falam sobre o álbum "O azar está aí para acontecer", agenda de shows e novidades sobre a banda
Participantes neste episódio3
A

Anália

HostBlogueira
G

Guilherme Kessler

ConvidadoGuitarrista
M

Martin Menezes

ConvidadoMúsico
Assuntos3
  • Álbum 'O azar está aí para acontecer'Letras intimistas · Sonoridade do álbum · Participação de músicos
  • Shows e Agenda
  • Novo EP da bandaLançamento de clipe · Músicas do EP
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Oi, pessoal! Aqui é a Anália do blog Sena Rock, que vocês acompanham no site do Correio do Povo e também nas redes sociais. E hoje vamos a mais um episódio do nosso podcast Sena Rock, também em todas as plataformas de áudio e vídeo. E o episódio de hoje é uma alegria a gente receber aqui Martinhos Martírios, tá? Então, eu tenho dois integrantes da banda, dois dos meninos aqui, tem mais dois.

O Martin, fundador, não à toa, Martin, os martírios, e o Guilherme Kessler, também, guitarrista. Muito obrigada pela presença de vocês. Eu que agradeço, Ana, é um prazer estar aqui nos estúdios, né? Falar um pouco do trabalho, falar um pouco do álbum, falar um pouco do que vem por aí.

Então vai ser bem massa. Isso aí. Os guris que já estão, o quê? Uns cinco, seis anos de estrada? Menos, menos. A gente começou o projeto com os integrantes antigos, porque a gente foi trocando, começou em 2023. Ah, tá. Eu já estava aumentando um pouquinho, assim, né? Mas é que a gente já pensa que vai longe e tal, né? Tá indo, tá indo. Tá indo, né? Os guris agora estão com o primeiro álbum. Em breve, já fiquei sabendo, vai ter um EP também, né?

O pessoal mistura ali sonoridades, né? Um rock mais alternativo, MPB, samba rock. Tem umas nuances aí, né? Uma panela cheia de coisas. Isso aí. E aí o álbum, o azar está aí para acontecer. Que agora no final de abril, os guris fizeram o primeiro show depois do lançamento. O show que foi muito massa lá no Marquise 51.

E aí, vamos falar um pouquinho desse álbum. Aí vocês têm as músicas na internet, o álbum também, a galera pode conferir. Sim. Mas vamos falar um pouco do conceito, da sonoridade e da ideia, porque vocês também têm letras intimistas, mas que ao mesmo tempo falam coisas do cotidiano. A gente dá uma viajada. O álbum foi construído em dois anos.

Teve outros integrantes, foram passando. A banda toda era de butchá. Eu sou de butchá. Então a banda era de lá. Eu trazia os guris para cá. Então era uma função. Aí foi saindo alguns, entrando outros. Até a formação original, atual. Mas a construção tem muitas pessoas que fizeram parte. São três bateristas que gravaram. São dez canções, né? Foram três bateristas que participaram. São dois ou três guitarristas também.

Então tem uma participação de grandes músicos daqui de Porto Alegre e do interior também, né, de Butchá. E ela traz músicas novas, novas quando eu digo da, da, da, mais da, da Estevam, assim, 2020 por aí. E músicas da minha antiga banda que eu não, não, não cheguei a gravar.

É uma banda que eu tinha em Gucciá. Que a gente não chegou a gravar, então eu aproveitei esse material e coloquei no álbum, né? Tá. E como eu disse, demorou dois anos pra ficar pronto, né? A gente lançou em dezembro. E no meio disso, junto com as músicas antigas, a gente teve o episódio da Enchente, que aí foi a respiração pra fazer a Pouco Alegre, que é a canção que abre o álbum.

Ela é toda pensada em Porto Alegre, uma pessoa pouco alegre com todo acontecimento, sabe? Sim, sim. Então, ela é uma singela homenagem para uma cidade, que eu falo na letra, que me adotou. Então, eu...

Começa já com essa aí, com uma música nova, depois vem uma das antigas. Então, é uma mescla, assim, é um recorte de um momento, assim, da minha vida, que aí eu consegui agora colocar agora. Essas três novas já têm a participação de todos da banda atualmente. E são músicas mais recentes, são do ano passado. Então, é uma nova fase. E essa é quase como...

esse álbum foi um resgate do que eu tive de melhores, assim, de letras e coisas. Eu coloquei nesse álbum um recorte assim de, sei lá, 20, 15 anos, sei lá. E coloquei... Mas também essas coisas mais novas, bem recentes. Consegui colocar as recentes também.

Então esse EP também vai ser uma nova fase, vai ser uma formação que está bem encaixada, com participação de criação de todo mundo. A gente teve uma participação maior também no processo de gravação, então... Mas o álbum esse que saiu, ele é um apanhado de tudo que eu tinha, que eu achava que seria interessante de lançar.

E tu acha assim que daí ele consolida um pouco da identidade de vocês? Porque ele resgata coisas, mas também tem essas novidades? Sim, ele vai mostrar que a gente é aquilo ali, sabe? Mesmo com essas músicas novas, o estilo continua a mesma coisa. Mas a gente consegue sentir que marcou isso aqui, isso aqui é matiz, matiz. Mas no próximo trabalho agora não vai fugir muito.

Mas como eu disse, ele consolida com essa nova formação, que está bem legal. Vamos aproveitar para explicar então bem essa nova formação. O Martin, o próprio, que é vocalista.

Nos compositores, né? E no violão também, né? Eu faço violão nos shows, tá? O Guilherme é guitarrista, eu já tinha comentado, mas a gente também tem o Vini Barbosa no baixo e o Beth Stone na bateria. Então, essa formação, vocês completam o álbum e agora vem o EP, né?

E sai agora no segundo semestre, né? Será. Serão três canções que já estão praticamente prontas. Agora a gente tá na finalização ali com os promenores. Chacoalhinho, pianinho, aquela coisinha pra fechar bem. É o que tá faltando, que o resto já tá tudo feito. E nesse meio tempo, vocês pretendem lançar um clipe?

Isso. A gente fechou com a Colateral Filmes. Vamos lançar o clipe da Palhetas. Tem algumas surpresas aí. Por enquanto não dá pra falar, mas já fiquem atentos que ficará surpresa. Vai ser o clipe que vai ser um pós-single, digamos assim. Porque ele tá no álbum, né? Mas é uma música que o pessoal gosta muito nos shows e tudo mais. Se identifica, né?

é aquela velha indagação de onde, para onde vão as palhetas e tudo mais. Não sei se é sensacional. Então, quem toca algum instrumento de corda sempre se identifica nos shows e também para quem vai nos shows ganha um presente, porque sempre no final dessa música eu ponho a pôr com a mão no bolso, cheio de palheta e toco com a galera um monte de palheta. Olha aí, fica atento. Fica atento também.

É muito mais que parece aqueles balão de festa que o cara estoura assim. Aquela criançada. A criançada é bem encantada, os palhetos, assim, e dá aquele momento também pra dar uma baixada, pra vir a próxima música, sabe? Certo. Então, ela é uma música, assim, que tem esse apego, né? E a gente escolheu essa aí pra fazer esse pós-singo pra preparar o pessoal já pra chegada do EP, né?

O total de músicas do Azar está aí para acontecer? São dez, dez faixas. São dez. E o EP daí normalmente é um pouco menos. É menor, sim. Aí vai ser três canções.

Tô pensando aí, a gente tava falando antes do espanhol e tudo mais, tem uma canção que eu tô trabalhando pra fazer uma versão em espanhol, pode ser que entra como a Onus Track no EP, tô vendo ainda se eu faço, mas eu acho importante esse mercado, né? E como professor de espanhol também, de saber que a gente tá rodeado de países que falam a língua espanhola e a gente às vezes não se dá c...

conta muito, sabe? E é um mercado muito grande, a gente consome pouca coisa deles de hispanohablance, mas os países aqui consomem muito da cultura brasileira, né? Então, fazia um caminho inverso, acho que é massa também. É, muito bom.

Essa integração é legal, né? E aí a gente está com uma agenda de shows agora no maio e junho, inclusive, né? Vamos passar essa agenda aí, porque tem show em Porto Alegre, tem show na região metropolitana. Vamos começar dia 3 de maio, é isso? 3 de maio, 3 de maio, todo o circuito Rocking Stay. Vai ser o mesmo pessoal que organiza o Rock na Praça.

É uma mesma galera. É um outro evento. Quando eles criaram o evento, é o irmão mais novo do rock na praça. Vai ser no dia 3, vai ser num domingo, também numa praça no centro de Esteio. O horário é a partir das 15. A gente não sabe qual é que é. De tarde, legal. Muito bom. No dia 7 de maio, numa quinta-feira...

no ocidente, no ocidente acústico vai tocar nós, o Lucas Henke e o Jairson, que é um baita brother a gente se fecha sempre pelos roles já deu entrevista aqui presente a gente finda demais e

E o Lucas Henke e o Cromatismo de Sensações, que também é um pessoal muito massa. O Lucas tem que vir também, vamos fazer entrevista, parece. E o Jetson pode voltar. Eu tô gravando com o Lucas, ele que tá produzindo o EP, né? Então eu já posso estender o convite aqui pra ele lá depois, quando a gente fizer a mixagem direitinho. Dia 20 de junho...

E Sapucaia, da trilha Hub, com o lançamento do single do Baracias Miseráveis. Aham. Também. E mais algumas coisas aí, que é de banda mesmo. A gravação do clipe já é agora pra maio, pra sair pra junho. Então, tem... Tá bem cheio. A agenda tá... Tá legal, né? Agitada, lotadinha. Então, tá. Então, mas vamos... A gente vai ter uma palinha agora aqui, né? Vamos? Olha aí, ó. Opa! É uma música do álbum?

Vamos de pouco alegre? Vamos. Bem lembrado, né?

Andando pelas ruas da cidade que adotei Que um dia já foi grande, mas agora eu já não sei Por suas ruas e avenidas, fazendo estas afusé

Trocando sempre o endereço por causa do aluguel Nem vim de muito longe e assim não sinto falta É por essas e por outras que nunca perco a calma

Caminho pela orla até chegar a Elis Visitando alguns lugares em que eu não fui feliz O pouco alegre me lembro da chuva Pouco alegre eu fico a sonhar

Pois tu sempre serás minha musa Que me tirou para dançar Que me tirou para... Pouco alegre Pouco alegre Pouco alegre

Porto Alegre Aê! Muito bem. Vamos aproveitar, pegando essa letra, que é uma letra muito bonita, apesar, enfim, tem um contexto ali triste que nos marcou muito. Mas tu tira essa coisa mais intimista, essa coisa bonita e também de agradecimento e também de...

Que é meio que o que são as letras de vocês, né? Sim. A Pouco Alegre, eu vejo ela, ela tem um refrão alegre, mais pra cima e tudo mais, mas ela tem esse contraste da tristeza, assim. Eu considero ela um lamento, né? Um lamento, mas ao mesmo tempo que homenageia, na segunda parte ali, que eu deixei de fora, mas é...

Questão de tempo, ela é grande, né? Mas na segunda parte, ela passa por pontos da cidade, fala que a minha redenção é conseguir me acordar, fala que vou me afogar no dilúvio da minha própria maluqueza. Então, fazendo uma poética com os pontos da cidade, pra te dar uma bela vista, pra deitar no teu lençol, e da glória à tristeza, só pra ver o pôr do sol. Então, traz todas essas coisas da cidade.

mesmo que seja um lamento, sabe? E algumas das letras são, assim, esse papo também é um lamento, aí a gente tem a Figurar, que aí é um trabalho de letras, assim, que eu fiquei bastante tempo fazendo, porque ela...

ela é feita de figuras de linguagem e eu como professor quero deixar ela legal, sabe? Então ela foi bem lapidada, ela é uma baladinha mais também... mais de leve ela, e ela traz essas ambiguidades de coisas, então...

pra também deixar uma interpretação mais ampla pra quem ouvir, sabe? Quem ouvir e entender uma coisa que vai passar naquele momento, sabe? Uma empatia na letra, alguma coisa assim. Então eu procuro sempre fazer isso aí pra ter essa catarse até dentro da hora do show, sabe? Porque o pessoal tá ouvindo e tá se identificando, eu acho que é importante, sabe?

Acho que, no geral, os temas de vocês têm essa coisa da identificação mesmo, dessa proximidade. É meio que mais ou menos do que as pessoas também estão inseridas e tal, né? É procurar essa identificação, ser aberto de interpretação, mas que tu tá ouvindo e tu pode estar passando um momento na tua vida e tu entender de uma outra forma que, na verdade, não é isso que eu tava pensando, sabe? Na hora que eu tava escrevendo.

E é uma coisa assim, a letra pra mim é a parte muito importante, porque é a mensagem que a música tá passando, né? Sim. Então é pra mim, e que também não vai fugir do que eu penso, né? Então é também... Sim, uma autenticidade junto ali, né? Eu gosto muito de uma que vai sair, que é a Impostor também, que foi feita na mesma época das enchentes, e que a letra eu comecei passando aqui pela Voa da Praia, eu comecei a primeira anotação.

Foi ali, então a cidade me inspira bastante, tanto que ela está dentro do álbum, né? Sim. E aí a gente estava... Eu tinha começado a falar também um pouco da sonoridade, né? Dessa mistura aí que vocês transitam, o rock. Inclusive, vocês têm alguns momentos de show que tem ali também umas releituras, né? Mas, no geral, conta um detalhe um pouquinho mais aí dessa mistura de influências, de...

Então, como eu falei, eu vim do interior, sou de Butchá, e o que eu consumi de música na minha infância, adolescência, na infância eram os vinis de novela, que meus corotinhos em coleção, e o que a rádio, a MFM, me entregava lá, sabe? É cidade pequena, tinha loja de discos, tinha essas coisas assim pra gente consumir. E por muito cedo comecei na música, né?

com 12 anos, eu gravei meu primeiro CD de música gaúcha, né? Titi Menezes, o galinho de Butchá. E depois com 14 segundos, CD. Então, sempre envolvido nessa coisa, tanto que eu transitava muito. Eu tocava um final de semana e ia numa festa lá, cantava pagode. Um grupo de pagode lá dos veteranos. Sim. Tocava no CTG, os bailes.

Aí em casa ouvia Red Hot, sabe? Então era uma mistureba louca. Então isso retrata muito no que tem no álbum também. Porque ele vai do grunge, a segunda música já é uma grungeira pesada, sabe? A máquina faz, ela quebra total dessa balada da que é a Poco Alegre. Pra um grunge. Aí depois já vem esse papo que também é mais pesado. Aí vem a Palhetas, que é um folk. Então tipo...

É o recorte.

Uma trajetória também, né? Dos meus primeiros anos de vida artística, é um recorte, sabe? Então tem tudo do que me fez artista estar aí, sabe? E aí vai de tudo mesmo, de disco disco mesmo, disco music, né? Então vai de tudo, assim, e eu tento cada vez trazer um pouco dessa sonoridade que me fez nesse tempo.

E com a participação dos demais integrantes também, né? Que você viu. Que tem também, cada um carrega a sua própria história ali, sua própria influência, né? Acho que tinha uma coisa que eu gosto de contar agora, o primeiro programa que a gente participou junto, mas a gente se conheceu no Facebook, naqueles anúncios de procuro guitarrista. O grupo do Facebook é Músicos de Porto Alegre, sabe? E aí, achei, sabe? Eu fui catando, fui catando, assim, mostrando, ah, o projeto é esse e tudo mais, sabe?

E, como eu falei, esse álbum, o azar isso aí pra acontecer, ele foi dois anos, né? Devagarinho, juntando, trocadinho ali, trocadinho aqui.

Agora, eu não tive tanta participação, assim, de produção. Às vezes eu nem ia na gravação. Dessa vez, assim, todas as gravações, tava toda a banda. A banda ali, acho que aqui tá melhor, aqui. Então a gente participou bastante. Então acho que vai ficar com a nossa cara mesmo, porque todo mundo participou. E cada um tem a sua história, né? Assim como eu tô contando, essa aqui é minha, cada um tem a sua.

e tá trazendo pra banda suas influências. O Kezer vem e faz assim, o que tu achou desse aqui? Tipo, pra mim, não é tudo que tem que gostar, não. Mas tá massa, o que eu vou fazer, sabe? Tem essa... Essa troca toda, né? Sim, é verdade. Ah, porque Martinhos, Martinhos... Não, eu não mando isso.

Porque todo mundo tem um poder de decisão Porque todo mundo está construindo isso junto Então a banda é tua A banda é nossa, a gente está nessa junto É um grupo E isso se reflete Tanto nas performances de show Quanto agora nas gravações Que é a primeira vez que a gente grava junto E está ficando muito massa mesmo Olha aí E por que do nome? Martim e os Martírios

a Martinha meu nome é artista não é meu nome não é Martim até fiz uma música sobre isso aí e aí o Martinho nome do meu avô e aí eu fiz essa homenagem para ele uso quando eu subo no palco quando eu sou uma pessoa artista eu sou Martim

Porque na sala de aula eu sou o professor Tite, né? Aí, não, no palco eu sou o Martim. E é uma homenagem ao meu avô. E aí eu lancei o single da Fala Demais, foi o primeiro single que eu lancei, só como Martim. Porque eu não tinha banda, eu só juntei, grava pra mim essa guita, grava essa bateria pra mim, eu não tinha uma banda. Eu queria lançar essa música. Aí eu juntei uma galera, gravamos a Fala Demais. E começou a dar um retorno massa do single só. E aí eu vou juntar uma...

agora né e aí eu aqui uma de tabana e ficar só martinho vamos fazer um trocadilho mas tinha os martins aí o primeiro show fez três anos foi no panamá em março de 23

E aí já era com Martins e os Martírios, já no primeiro show. Porque antes eu me apresentava o voz e o violão Martins. Martins Menezes, alguma coisa assim. Mas aí já no primeiro show, já com esse trocadilho, né? Que é uma homenagem ao Bruno. Ah, legal, muito bacana. Vamos mais uma música? Vamos. Deixa a pé a garganta. Só acho que eu tô com. Qual foi você? Vamos de palheta? Tá.

Pra onde vós palhetas? Pra onde vós palhetas? Pra onde vós palhetas? Pra onde elas vão? Palhetas subaquáticas de outra dimensão, palhetas que mergulham na escuridão.

Pra onde vós palhetas? Pra onde vós palhetas? Pra onde elas vão? Palhetas subaquáticas de outra dimensão, palhetas que mergulham na escuridão.

Aê! Essa é uma questão existencial importante, né? Como assim, né? Pra onde vamos, né? Cara, o roteiro do clipe tá maravilhoso, porque a protagonista do clipe vai ser ela. Vai ser ela. A banda vai estar em segundo plano, sabe? A protagonista é ela. E esse som, ele tem muito tempo já. Essa eu fiz, mesmo que seja uma letra bem...

Bem simples, eu fiz a primeira parte ali, mas aquela parte da subaquática, de outra dimensão ali. Teve o pitaco de um amigo meu, eu fiz essa música na Praça Central de Butchá. Tava com violão ali, aí a gente viu que tava sempre palheta, aí eu peguei um mi já, pra onde vão as palhetas, não sei o quê. E fiquei, pra onde vão as palhetas, sem parar, daqui a pouco ele veio, palhetas subaquáticas de outra dimensão, não sei o quê. E terminou pra mim a letra, e eu, pá, é isso.

É isso. E aí eu junto com o Batista, que estava nesse dia. E ela tem vinte e poucos anos já, essa letra. Simples, mas é uma coisa que fica na cabeça. Mas onde é que vai, sabe? Lá em casa não falta, né? Porque eu compro um saco para ter entrado. Mas ainda assim, quando tu vê, tem falta. Falta, sim, sim, sim. É a caneta.

É o isqueiro, é a paleta. As meias da máquina de lavar, aquela coisa assim, né? Sempre esses mesmos dilemas dos objetos. E é uma coisa que também traz essa parte que eu falei da identificação do público com as nossas letras. Essa eu vejo assim que é mais mais, assim. O pessoal ouve...

escuta a primeira parte e gosta, já pega o celular e filma a segunda parte, porque curtiu e fica e se identifica. Tem uma parte que ela desce e fica só batendo e chama a galera pra cantar junto. É muito fácil! Então é uma parte de interação com o público bem massa nessa hora. E eu acho que vai ser um...

Uma homenagem para essa letra, é tão legal, essa música é tão legal, um clipe massa que vai ser. Sim, olha aí, vamos ficar atentos. E a sonoridade acompanha bem essa coisa desse mistério, então ela deixa assim, né? Dá uma... Muito bom. Então vamos aguardar, né? Em breve temos o clipe de Palhetas, vamos ver se essa pergunta é respondida ou continuamos com o mistério.

Depois temos o EP também no segundo semestre, mas por enquanto o pessoal pode acompanhar, então o azar está aí para acontecer, o nome também, a gente nem falou muito, mas a ideia também por trás.

Foi um dia também, eu tenho, quando vem essas coisas, frases pra mim, eu escrevo e mando pra mim no WhatsApp. No bloco de notas quase. E aí alguma coisa aconteceu de ruim, aí eu, pois é, o azar tá aí pra acontecer. Eu, boa, gostei. E anotei, sabe, aí ficou, ficou assim, não, né? E ele tá disponível no Spotify, no Deezer, no...

todas as plataformas e no YouTube também se quiser ver, tá lá separado e também no no downplay e deixar a outra coisa massa, a capa foi feita pela Bettina Nilsson maravilhosa a capa, feita toda em recortes

E aí, cada música no YouTube, ela tá com uma capa diferente. De um artista diferente de Porto Alegre e da região. Que legal. Então, eu mandei a música pra um artista X lá. E aí, ó, escuta e faz a capa. Que tu achar. Então, são 12 capas de símbolo, né?

que fazem parte do álbum, no YouTube, as que estão separadas estão com uma arte diferente para cada música. Essa parte visual também é importante, né? Fomentar, fomentar, assim, chamar outras áreas artísticas para participar também, sabe? Porque ali teve, acho que, 10 ou 8 artistas que participaram fazendo as capas, assim. Tem a Thaís Prado, tem a Dani, tem a Alice Dalmeida, que é minha companheira também, fez.

Ela fez uns clipes também. Então, tipo, é toda uma rede de artistas trabalhando junto, né? Aham, muito bem. É isso aí. Vamos repassar a agenda? Vamos. Então, nós começamos dia 3 de maio, Circuito do Rock. Circuito do Rock. Circuito do Rock lá em Esteio, de tarde, né? Um domingo. Domingo da tarde. Tá. E vocês têm outras atrações? Sim, acho que são mais umas seis bandas, acho. Tá.

acompanhe o blog o Sena Rock que depois a gente divulga mais detalhes também dessa sonzeira, aí no dia 7 de maio temos no Ocidente Acústico que é no ocidente e aí Martinhos Martírios vão tocar também Jaidson e Lucas Huck o Climatismo de Sensações e 20 de junho

junho no trilha, trilha Rami Sankaya, no lançamento do single do Barassi e os Miseráveis. Ah, então tá. É isso aí, pessoal. Muito obrigada pela presença. Eu que agradeço o espaço. Quando chamar, estamos vindo correndo. Então tá. Martim, que não é?

Que é um nome artístico, mas a gente gostou. É uma homenagem ao avô e é muito bacana. Da banda Martinhos Martírios. E também temos o Guilherme Kessler. É isso? Na guitarra. E o arroba de vocês é Martinhos Martírios. Pessoal, sigam acompanhando o Sena Rock no site do Correio do Povo. A gente engaja lá também nas redes sociais, Instagram e Facebook.

E os nossos podcasts Sena Rock estão disponíveis nos tocadores de áudio e vídeo. Obrigada, meninos. Obrigado. Até uma próxima. Tchau, gente. Até mais.