Resenha das Gurias #188 - Aline Gomes, atacante da Seleção Brasileira
- FIFA SeriesExperiência de viver o momento sem plena consciência · Primeiro gol pela seleção brasileira · Presença da família no estádio · Gol de título e primeiro campeonato com a seleção
- Preparação para a Copa do MundoContagem regressiva para a Copa do Mundo · Ansiedade como fator que pode atrapalhar · Oportunidade de convocação após lesão de outra jogadora · Formulário de pré-treino e a contagem de dias para a Copa · Desejo de estar na lista final e a importância da Copa em casa
- Formação de Jogadores na BasePassagem pela Seleção Sub-17 e Sub-20 · Importância das experiências de base para lidar com pressão · Evolução de 'Aline' para 'Aline Gomes' · Aprendizado com a responsabilidade da Seleção Brasileira · Respaldo da base para a formação profissional
- Mudança de Vida ProfissionalEstreia no profissional da Ferroviária · Mudança de nome para 'Aline Gomes' para evitar confusão · Reconhecimento como a jogadora mais jovem a marcar pelo clube · Eleição como revelação do Campeonato Brasileiro · Acolhimento pelas jogadoras experientes da Ferroviária
E está no ar mais uma edição do Resenha das Gurias, o podcast de futebol feminino da Zero Hora, da Rádio Gaúcha, sempre na parceria de Trilegal. Com respeito e igualdade, a vida é trilegal. Trilegal, porque apoiar o futebol feminino é trilegal. E Universidade Fevale, referências impulsionam referências. Hoje, meus queridos, a gente vai fazer uma entrevista internacional, tá?
Pegamos o avião e fomos até o México para falar com uma jogadora da seleção brasileira que foi muito destaque na última data FIFA. Mas antes de continuar aqui falando sobre ela, vamos apresentá-la para vocês. Aline Gomes, atacante do Brasil, atacante do Pachuca, seja muitíssimo bem-vinda ao Resenha das Gurias. Espero que tu te sinta super em casa aqui conversando com a gente.
Boa tarde a todos, boa tarde Carol. Muito obrigada pelo convite, muito feliz de estar aqui falando com vocês. Só um pouco assim, às vezes não sei muito o que falar, mas a gente vai desenrolar aqui e creio que vai dar tudo certo. Não, mas sabe sim, pô. Se tu falar tão bem quanto tu joga, a gente tem aqui 100 de 100. Mas vai ser super de boa. E eu vou começar te perguntando sobre como foi.
Pra ti a disputa dessa última data FIFA. Tu marcar o gol do título da FIFA Series. No Brasil, com a tua família estando presente ali, né? Acho que não teve quem não se emocionou com as tuas palavras ali depois na Zona Mista, conversando com as nossas colegas da imprensa. E eu queria que tu contasse pra nós como foi viver tudo isso, né? Ter essa experiência. Bom, é...
Eu comecei a entender um pouco das coisas depois que eu voltei da seleção, porque lá, assim, todos os dias que eu estava, eu não conseguia ter 100% de certeza do que estava acontecendo, eu estava só vivendo. E cada dia que eu vivia uma coisa diferente, eu falava, caraca, tudo que eu realmente estava sonhando, que eu queria, que eu busquei nos últimos anos, está acontecendo, mas assim, não me deixei.
levar muito ali pela emoção concentrada para conseguir terminar o campeonato bem e cara, acho que foi da melhor forma possível, meu primeiro gol saindo na seleção com a minha família no estádio, sendo gol de título do campeonato, meu primeiro campeonato também, meu primeiro título com a seleção então assim, acho que foi até hoje
Não tenho palavras, assim, pra descrever exatamente o que eu senti. Foi muito mais emoção, muito mais sentido do que saber descrever o momento. E como é que é, Aline? Assim, o tempo vai passando e a gente vai ficando... A gente do lado de Caio, digo, né? Nós da imprensa, a gente vai ficando ansioso. Pensando assim, ah, faltam tantos meses pra Copa do Mundo. Faltam tantos dias. Ali, em 20 de maio, que é o meu aniversário, inclusive, vai faltar 400 dias pra Copa do Mundo.
Aí eu já deixei anotadinho, 400 dias no dia tal, 300 no dia tal. A gente fica ansioso. E aí eu queria perguntar como é que é pra vocês também estarem vivendo com a seleção, essa preparação. Não ter a certeza de quem vai estar disputando a Copa do Mundo, mas também essa ansiedade, né? Pra que o ano que vem chegue logo, haja uma definição, possa estar também nessa lista. Como é que é viver tudo isso?
Cara, ao mesmo tempo que é uma ansiedade boa, às vezes ela pode atrapalhar um pouquinho. Mas para mim, assim, eu estou vivendo, acho que tudo que eu mais sonhei e esperei, conforme foi o último ano para mim, que foi muito difícil.
E esse ano, assim, comecei com o pé direito aqui no clube. Fui na primeira convocação, inclusive eu não estava. Infelizmente uma jogadora se machucou. E aí eu entrei no lugar e, assim, aproveitei muito a oportunidade porque eu queria muito estar de volta na seleção. Então, e depois consegui, né, assim, pelo meu desempenho, acredito eu no clube e também pela seleção, consegui ser chamada na segunda convocação, essa para a FIFA Series.
Então, assim, a gente também tem um fato curioso que a gente fez um novo... um formulário para responder pré-treino, pós-treino, e lá também mostra, em cima fica marcando tantos dias para a Copa do Mundo, todo dia diminuindo um, a gente olhando ali, eu fico assim, caraca, eu fico pensando, nossa, eu vou trabalhar muito todos os dias, se precisar, três, quatro vezes ao dia, porque eu quero quando estiver ali...
dois dias, três dias, eu quero ser uma pessoa, uma jogadora que vai estar nessa lista e poder participar dessa Copa do Mundo, que acredito que não só pra mim mas pro Brasil todo pra todas as jogadoras, isso é muito importante por ser em casa. Quando faltar dois dias, tu quer estar lá preenchendo o formulário falta dois dias e eu tô aqui preenchendo esse formulário pré, eu gosto do jogo. Exatamente.
aqui, porque a gente tem assim, preenche quais são os sentimentos que você tem ali naquele pré-treino então assim, o meu espero que os meus vão ser os mais felizes possíveis vou estar de boa, vou estar tranquila, feliz animada, confiante de tudo se estiver ali na lista final, então
Quero ser uma dessas que vai estar ali muito feliz preenchendo esse formulário. E sabe, tu tava falando e eu tava lembrando, né? Quando a FIFA definiu que o Brasil seria a sede da Copa do Mundo, parece que faz tanto tempo, né? E parece que passou tão rápido ao mesmo tempo, né? Pô, ano que vem, a gente já vai estar vivendo essa expectativa de...
estarmos nos preparando pro que vai ser esse grande evento já sabendo onde as seleções vão jogar e quem o Brasil vai enfrentar tu já viveu isso com as seleções de base e aí eu queria te perguntar sobre isso também, né, porque eu vi que em uma das entrevistas recentes que tu deu pros canais da CBF, tu falou que hoje o teu maior sonho é estar na Copa do Mundo, representando a camisa do Brasil aqui no nosso país Zaqueu
Como que tu acha também que ter passado pelas experiências com as seleções de formação? Com a seleção sub-17, com a seleção sub-20, enfim, por ter passado por todos esses degraus, digamos assim, te ajudou também e te ajuda nesses momentos de muita pressão, né? Que eu acho que vestir a camisa da seleção brasileira, claro que é uma alegria muito grande, mas também tem uma pressãozinha, né? Pela expectativa, enfim. Como tu vê também, Aline, que pode ter te ajudado de alguma forma a ter passado por tudo isso?
Eu acredito que muito do que eu sou hoje, Aline Gomes, porque quando eu cheguei na seleção era só Aline. Também quando eu me formei na Fleuviária era só Aline. Então acho que todo esse passo a passo que eu fui passando de estar com a Sub-17, depois passar para a Sub-20, acho que isso foi fundamental para eu conseguir hoje, como você disse, vestir a camisa da seleção brasileira muito feliz, mas também tem muita responsabilidade.
E eu acho que conseguir lidar de uma forma tranquila, de jogar, conseguir desempenhar um bom futebol na seleção principal, com toda certeza ter passado por Sul-Americano Sub-17, Mundial Sub-17, Mundial Sub-20, alguns amistosos também que nós fizemos em preparação para esses campeonatos com a Sub-17.
Eu acho que isso foi, assim, extremamente fundamental para a gente começar ali que você entende um pouquinho aquele pezinho ali como é vestir uma camisa da seleção brasileira, o que é representar o país, né? Toda essa pressão, toda essa responsabilidade, mas também ser feliz. Acredito que também tem responsabilidade por ser seleção de base, mas acho que você inicia ali mais tranquilo, mas um pouco mais calma, né? Assim, aprendendo para que quando...
Chegar à seleção principal, ter essa responsabilidade de conseguir lidar muito bem com isso. E acho que isso também, né, é o que tu falou, é muito do que a gente vê na base mesmo, de ter ali um respaldo maior, né, de um entendimento de todo mundo que está envolvido, a gente, imprensa, a galera que torce, a comissão técnica de que vocês estão ali, pra...
participarem de uma formação pra que num momento como esse, né, agora que vocês já são adultas, profissionais, estejam mais maduras e tenham aprendido também com algum erro que pode ter acontecido ali na base. Mas tu falou algo que eu fiquei curiosa, tá? Quando é que a Aline virou Aline Gomes, então?
Cara, foi em 2021. Eu chego na Ferroviária em 2020, através de uma peneira em janeiro. Só que logo em março a gente tem a pandemia. Então a gente para prestes a disputar um campeonato paulista sub-15. E aí a gente volta só em outubro para jogar brasileiro sub-16 e paulista sub-17. Em 2021, eu completei 16 anos dia 7 de julho.
Mas antes, dia 24 de junho, tinha feito minha estreia pelo profissional na Feuviária.
E nesse, assim, eu ficava treinando com a base, treinando como profissional. E foi aí que eu virei a Aline Gomes por conta que a gente tinha a Aline Milene no time. Então duas Alines ali pra chamar ia ficar um pouco complicado. E eu lembro que na época, pô, a Aline já tava ali há muito tempo, não ia, eu que ia chegar da base e falar, não, eu quero ser só a Aline, ela que tem que mudar, já mais. Ela quis viver, é zero dela.
É, exato. E ela é minha ídola, ela sabe muito bem disso, a gente conversa direto, manda a gente ter um carinho gigantesco por ela. E aí eu falei, não, pra mim não tem problema nenhum, posso ser a Aline Gomes, sem problema algum, só pode chamar que eu vou saber quem é. E aí foi isso, virou a Aline Gomes.
Desde então e depois comecei. Depois nunca mais esqueceram, né? Fui a Aline Gómez em todos os lugares, na seleção, na ferroviária, na base, em todos os lugares. E foi assim que começou. E tu falou um pouquinho da ferroviária e eu queria te perguntar sobre isso também, né? Porque...
Parece que o sucesso aconteceu rápido até pra ti, né, Aline? Tu começou em 2021 com um profissional, aí tu marca gol e daí tu já entra pra história da Ferroviária como a mais nova a marcar um gol pelo clube. Aí tu é eleita no ano seguinte à revelação do Campeonato Brasileiro. Como é que foi?
pra te viver tudo isso e lidar também com a maturidade de estou num clube com uma camisa muito pesada no futebol feminino brasileiro, estou vivendo tudo isso e as coisas estão dando certo, eu estou conseguindo aquilo que eu almejava, né, quando eu cheguei aqui na Ferroviária. Sim, pra mim foi tudo muito rápido, sempre quando eu vou comentar com alguém e falar, eu paro pra pensar assim, eu falo, caraca, realmente foi muito rápido.
Assim, eu não esperava ser chamada para treinar com um profissional. E eu estava me preparando para treinar com a base e falaram assim, ah, você vai profissional hoje. E passaram no alojamento me buscar e me levaram. Desde aquele dia eu falei, acho que realmente eu vou conseguir realizar meu sonho. Vai dar certo de ser uma jogadora profissional, porque eu já estou começando desde agora.
Então acho que se eu conseguir entender o mais rápido possível nessa transição, conseguir lidar bem, acho que tem tudo para dar certo o meu grande sonho. E ali as meninas me acolheram super bem. No começo eu ficava meio tímida, porque eu estava jogando com ninguém mais, ninguém menos do que a Luciana. Era...
Nicole, Luana, todas essas meninas, Sochor, todas essas meninas que assim, eu sempre assisti na televisão, vi em seleção de base, quando eu ia para a seleção na base, assim, tinha foto das meninas que passaram por lá e elas eram uma dessas e eu estava ali convivendo com elas no dia a dia.
Então, assim, pra mim sempre foi muito doido, assim, eu sempre fui muito de admirar as meninas, né, e estar ali com elas no dia a dia, pra mim, era assim, cada dia que eu ia treinar com elas era a realização de um sonho, e ali tudo começou e foi quando eu realmente, um dia, assim, eu pensei, nossa, eu acho que realmente...
Vai dar certo esse sonho, porque eu já tô entre as melhores. Então, assim, já tô com as meninas do profissional. Então, acho que é só ter esse entendimento, ficar tranquila e pensar que já deu tudo certo e seguir. Antes de te perguntar sobre como foi pra ti também sair do Brasil, viver uma experiência totalmente nova, né? Num país diferente, com cultura diferente, idioma diferente, tudo diferente.
Eu queria te perguntar sobre uma figura que agora está aqui no nosso futebol gaúcho, que também participou desse teu início de carreira, que é a Jéssica de Lima, atualmente treinando o time do Grêmio, mas que foi tua treinadora na ferroviária também. Quando ela chegou aqui eu perguntei pro Will, pedi pro Will uma ajuda, falei, pô Will, podia pedir ali pra Lini Gomes, ela não tem nada pra falar pra nós sobre a Jéssica, acho que vai ser bem legal.
E tu mandou uma mensagem bem bonita sobre ela, depois eu mostrei pra ela também.
Queria que tu falasse pra nós um pouquinho sobre como foi trabalhar com a Jéssica e como tu vê também a importância dela naquele teu início de carreira. Enfim, como foi tudo isso? Bom, o trabalho com ela começou na Seleção Sub-20, onde ela era auxiliar do Jonas. E eu fui convocada pela primeira vez em junho de 2022.
e ali começou e assim, vou contar, ela pode até ver isso, ela vai saber que é verdade a gente meio que, as meninas assim, a gente tinha um pouco de receio dela, porque ela sempre tinha as reuniões das mulheres, onde ela sentava ali com o caderninho dela e ali a gente assim, aprendia o lado humano a gente entendia o que era ser uma mulher no esporte, a gente entendia a nossa importância e assim a gente Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об Об
sensacional o trabalho que ela fez com a gente, acho que isso ajudou muito assim até essa maturidade a saber entender o lugar da mulher no esporte. A gente tinha um pouquinho de medo, tinha, mas depois a gente entendia que era pro nosso bem aquilo, todo aquele trabalho que ela fazia e no final deu tudo certo.
E eu joguei o Mundial Sub-20, ela estava lá. Assim que terminou o Mundial, ela assumiu a Ferroviária. E a gente até trocou umas mensagens nas redes sociais, eu até comentei isso, né? Que eu falei que ela não aguentou de saudade e foi lá para me treinar. E lá foi um lugar assim que ela...
A gente falou muito sobre isso, que ela fez a gente retomar a nossa identidade de guerreira, da nossa luta, de todo o projeto que a Feuviara é, o time que a Feuviara é. Então, os anos que eu consegui trabalhar com ela, para mim, foram essenciais. Ela tem muito para eu estar aqui hoje, até passado pelos Estados Unidos, agora estando aqui no México, estando na seleção. Com certeza tem um trabalho dela por trás. Como eu disse, tem uma culpa boa.
em alguns momentos ali ela sempre foi sempre foi firme sempre assim, impôs o que ela queria e a gente entendia às vezes até assim coisas de treinador, de jogador às vezes tem ali algumas rusguinhas, mas acho que ela sempre sabia o que ela queria e sempre o nosso bem então a gente só fazia entender ouvi-la e desempenhar um bom futebol e ajudar tanto ela quanto a nós mesmos e o time e
ter um trabalho sólido e a Feuviária sempre foi ali o nosso compromisso de colocar a Feuviária no topo, que foi o lugar que a Feuviária sempre mereceu e acho que com a Jéssica a gente conseguiu pelos anos que eu fiquei e consegui trabalhar com ela, eu acho que isso foi um trabalho que a gente conseguiu fazer muito bem.
Acho que algumas coisas que tu fala a gente consegue... Claro, né? A Jéssica faz pouco tempo que ela chegou aqui no futebol gaúcho, mas ela participou do resenha com a gente e algumas coisas que tu falou, eu fui lembrando que ela falou pra nós aqui também, especialmente sobre o papel da mulher e sobre a importância e sobre a luta, né? Que ela tem também sendo uma treinadora de futebol pra que as mulheres tenham cada vez mais espaço nesse ambiente que todas sabemos que é ainda muito machista mesmo em 2026.
Mas queria te perguntar também, Aline, antes tu falou um pouquinho que não foi uma experiência muito fácil nos Estados Unidos. O último ano não foi dos melhores, assim. E eu queria te perguntar como foi pra ti, né? Tu sai do Brasil como uma das maiores vendas do futebol feminino brasileiro, vai pros Estados Unidos. Como foi pra ti viver essa experiência? Como foi essa adaptação? O que não foi tão fácil assim pra ti nesse início fora do país?
Bom, assim, eu até tive a proposta no começo de 2024 para ir para os Estados Unidos.
Mas eu não me senti pronta. Eu achei assim que... Falei, acho que não é pra mim agora. Acho que tem muito isso da zona de conforto também, né? Eu estava ali, como você disse... Pô, eu estava sendo em 2023 chegado três premiações da ESPN de revelação. Eu tinha ganhado até a bola de ouro e atacante do campeonato. Então, assim, estava vindo de um ano muito bom.
jogando bem, sendo artilheiro da Ferroviária, fazendo muitos gols. Então, assim, para mim ali estava perfeito, estava no time que eu sempre imaginei, por ser do interior, sempre foi uma referência à Ferroviária. Então, estava perto da minha casa, perto dos meus pais, porque eu sou muito isso de família, para mim ficar longe é a pior dificuldade do futebol.
Então, assim, falei, não, agora eu quero começar 2024 aqui e acho que 2023 terminou muito bem. Acho que tem chance de começar 2024 muito bem, também ser um ano muito bom. E depois pensar nessas propostas, porque vi, sim, as meninas saindo do Brasil e também queria viver essa experiência, mas não achei que fosse o momento ali. Então, continuei na Ferroviária quando foi em julho, depois que completei os 19 anos.
veio a proposta novamente, falei, cara, muitos me dizem que não bate duas vezes na mesma oportunidade, não bate duas vezes na porta, né? E pra mim tá sendo a segunda vez. Falei assim, então, já quebrou todo esse tabute que não tem essa segunda chance e agora eu acho que, assim, não sei completamente pronta, mas acho que é um novo desafio e não tem como estar 100% preparada pra isso, então eu vou me desafiar e vou ver o que me espera.
Isso tinha muito, tinha falado com a Carolyn, que na época estava no time, então a gente chegou. Eu cheguei lá, ela estava nas Olimpíadas, então passei alguns meses sem a presença dela. E depois ela retornou para o clube e a gente ali, ela conseguiu me adaptar um pouquinho melhor.
e em 2025 ela sai então assim, pra mim fica mais difícil porque eu já não tinha mais ali a brasileira já não tinha alguém pra contar pra ter ali do lado pra ter esse apoio e por um lado seria muito bom
pensei que seria bom para evolução, porque, querendo ou não, teria que falar inglês todos os dias, eu teria que fazer tudo isso. Então, na minha cabeça, isso ia evoluir 100%. Ia ser muito bom, porque eu ia aprender sozinha todas as coisas e ia conseguir me adaptar.
Mas sentir, assim, acho que é uma coisa que eu sempre falo, que as pessoas ao redor podem sim gostar muito de futebol, entender muito de futebol, mas acho que não entende como a gente que está ali todos os dias, passando por todas as coisas. Então, desde o começo do ano, eu, assim, passei ali a pré-temporada, começou o campeonato em março, eu já senti que seria muito difícil.
Comecei a comunicar a algumas pessoas mais próximas. Falei, olha, está acontecendo isso, isso, aquilo. Eu estou aqui todos os dias, eu estou percebendo isso. E acho que vai ser muito difícil. Assim, eu estou fazendo o que está no meu controle. As coisas que fogem do meu controle, eu não consigo fazer nada. E estou percebendo que está bem fora, inclusive. Bem fora do controle. Mas, assim, segui, fui.
no meio do... Eu fui pra lá com 19 anos e o que eu queria era jogar futebol.
Só isso, não tinha essa tanto o valor é X e foi vendida por muito, pra mim não importava. Eu queria jogar futebol, queria estar na seleção e não aconteceu isso de jogar muito. Isso foi me frustrando assim de um jeito que eu sempre brinquei com as meninas que eu tenho a cabeça muito boa, que são muito tranquilas, essas coisas acontecem, é porque tem que acontecer. Em algum momento a gente vai solucionar, vai ter solução, vai ficar tudo bem.
Só que lá nos Estados Unidos eu percebi que eu acho que não era tão tranquilo assim. Até em um certo ponto eu consegui lidar, mas quando foi chegando mais próximo do meio do ano, eu estava ali, na primeira convocação do ano eu fui, que foi em fevereiro, depois eu não voltei, tinha a Copa América, queria muito ter ido para a Copa América, mas eu não tinha minutagem no meu clube. Então, assim, não tem como, não tinha mesmo a chance de ser convocada, sendo que eu não estava jogando, não tinha...
essas aparições e tudo mais. Foi uma coisa que eu fui entendendo, mas assim, por um lado, fiquei muito chateada por não estar jogando e tudo mais. E aí foi ficando cada vez mais difícil, foi passando, até que aonde foi para mim, assim, o estopim de que eu falei, caraca, não sei o que está acontecendo, perdi totalmente o controle, foi quando eles não me relacionaram para uma partida.
Então, para mim, assim, isso nunca aconteceu na minha vida. Eu venho de 2023 sendo uma promessa, estando, assim, todas as páginas aparecendo em todos os lugares e chego e tenho um momento muito difícil. E, assim, não soube lidar mesmo, não me imaginava que isso fosse acontecer. E aí foi, assim, em julho, abriu as janelas do Brasil, principalmente, tentei voltar embora para o Brasil.
Eu acho que, assim, pra mim eu iria pra algum time que eu pudesse jogar. Não tinha essa... Ah, não, só vou pra esse time. Não, não tinha isso. Seja bem-vinda ao Futebol Gaúcho, Aline Gomes.
E eu realmente, assim, tentei para vários lugares, tentei voltar para o Brasil, porque eu também queria ficar perto da minha família, porque eu estava sozinha, e isso foi começando a pesar mais ainda. Então, assim, não comuniquei muito os meus pais, porque eles iam ficar super preocupados. Eu estava sozinha com 19 anos, e eles no Brasil sem poder fazer nada. Então, assim, foi uma parte muito difícil, porque eu lidei um pouco sozinha.
E depois tive que comunicar alguém, porque eu já não estava aguentando mais. E foi um período muito, muito difícil. E aí não consegui sair, por conta até da multa do clube, ter contrato e tudo mais, foi ficando mais difícil. Eu falei, não, eu vou segurar então até o final do ano, vou tentar colocar isso na minha cabeça, para ficar de boa e terminar o ano, que já está quase acabando, estava no meio do ano e estava tudo bem. Falei, não, está tranquilo, vai passando o tempo.
o treinador sai do time e quem assume é o auxiliar. E eu falei, pô, agora talvez eu possa ter alguma chance, não sei. Não sei se era alguma coisa com o treinador. Sinceramente, não tenho a menor ideia do que aconteceu para não ter essa minutagem, para não ter jogado muito. E assim que o auxiliar assume, eu entro numa partida, faço ali uns lances bons, entro 20 minutos.
se eu não me engano, e aí quando termina a partida, ele falou, pô, parabéns, você foi muito bem, e aí no próximo jogo eu entrei de titular.
Então, assim, ali eu vi a luz no fim do turno, né? Eu falei, caraca, as coisas podem mudar. Tive essa oportunidade e depois dois jogos seguidos eu comecei a titular ali e tal. Mas aí depois, mais uma vez, a frustração de que foram só aqueles primeiros partidos e depois voltou tudo que estava sendo. Entrando com cinco, faltando cinco minutos para terminar, faltando dez minutos para terminar. Então, assim, eu falei, cara, não é isso que eu quero para mim.
E aí foi assim até o final do ano, antes dos últimos jogos, eu acabei me lesionando, tive uma torção no tornozelo e acabei ficando fora dos jogos. E foi mais difícil ainda para mim, acho que aí acarretou tudo, já não estava bem mentalmente, já não estava tão bem fisicamente, já acho que juntou tudo e eu tive a lesão e aí foi só piorando. Aí acabou o ano, a gente não desclassificou.
e continuei as conversas com os empresários e todo mundo, eu falei, cara, eu preciso mudar, eu quero sair já tinha comunicado isso antes, porque eu sabia da dificuldade que não adiantava eu chegar no final do ano e falar assim ah, eu não vou voltar pra lá, não ia ser tão fácil, então já vim comunicando desde o começo do ano, que ia ser muito difícil até pra ter essas possibilidades de buscar novos times, buscar novas coisas assim e agora eu vou começar a nossa
E eu acho que foi muito isso, assim, não entendi até hoje o que passou. Para mim, assim, eu estava trabalhando, estava treinando, tentando fazer o máximo por ser uma cultura tudo diferente. Na minha cabeça eu estava, assim, tranquila, treinando, buscando o meu espaço. E não aconteceu. Foi um pouco, assim, difícil de entender. E assim foi o ano todo, desde o começo do ano até o final.
E aí, nos 45 do segundo tempo do ano passado, a gente conseguiu essa transferência para o médico. E, bom, acho que você vai querer falar um pouquinho depois, mas, assim, estou muito feliz aqui. E acho que essa mudança me fez muito bem. E é um lugar que eu me senti... Estou me sentindo muito bem, muito bem acolhida. E consegui voltar à seleção, que era o meu maior sonho.
Exatamente sobre isso que eu queria te perguntar. Como é que foi, como é que está sendo para ti essa experiência num país diferente? Num outro país diferente? Porque tu falou algumas coisas ali que me chamam muito a atenção quando a gente lida com atletas jovens. Que é, tu está numa mudança drástica, tu sai de um país para o outro, tu está lidando com um idioma diferente, com pessoas novas que tu não conhece. Claro que vocês atletas, vocês estão acostumadas, entre aspas, a viver com pessoas diferentes a cada temporada.
Mas num país diferente, com tudo diferente, alimentação diferente, rotina diferente, cultura diferente, é um misto de muitas coisas. E às vezes a gente não percebe o quanto isso impacta de certa forma, né? E como tu foi falando ali, o mental, ele é tão importante quanto o físico pro atleta, né? Tudo caminha junto. E aí as coisas, às vezes, fogem um pouco do controle.
Mas elas voltaram ao controle na última temporada com o México. Eu queria que tu contasse para nós como é que foi, como é que está sendo, enfim. Eles me avisaram no começo do ano que eu teria essa oportunidade, teria essa proposta do México.
A gente tentou outros clubes, enfim, e graças a Deus o México acabou dando certo. Mas assim, cheguei aqui, tive um pouco de dificuldade para lidar com isso, essa transferência, assim, para mim, pô, que sempre eu vi de todo mundo, sair dos Estados Unidos por ser, assim, o país que tem um futebol feminino muito forte, referência, exatamente, e vir para o México que é um país, assim, que o futebol está em crescimento.
Eu pensei assim, falei, cara, eu estou num lugar que é muito bom, mas para mim não está sendo bom. Então, assim, eu acho que eu preciso dessa mudança e iniciar uma nova carreira, já que o México está crescendo, pretendo crescer junto.
Então, assim, esse campeonato crescendo, eu vou junto ali, a gente vai caminhando lado a lado, vamos crescer os dois ao mesmo tempo juntos. Eu falei, eu vou me dar essa oportunidade. A gente teve várias reuniões com o time dos Estados Unidos e tudo mais, e eles me falaram que seria ou essa proposta ou voltar.
pros Estados Unidos. Falei, cara, não vou arriscar a perder mais um ano, sendo que a Copa do Mundo tá aí e, assim, se eu perder 2026, a chance de estar na Copa do Mundo é minúscula, porque eu vou ter dois, três meses pra lutar em 2027, no começo ali do ano, pra poder sequer estar na lista. Então, eu acho que, assim, eu conversei com muitas pessoas e eles sempre me falaram assim, pô, você tá com 19, 20 anos.
É a hora de você mudar até você conseguir se encaixar e uma hora vai dar certo. Então, assim, não tem problema você ficar mudando, mudando. Isso foi também uma coisa pra mim que me pegou muito, assim, porque eu já tive, em 2018, quando eu fui jogar futsal.
E acabei não me adaptando ao lugar, tinha ali 13 anos, 14 anos, e eu quis voltar para casa. E aí eu vi do treinador assim, que mais uma jogadora tinha desistido, que ela não conseguiu segurar ali, dar a pressão de ficar longe dos papais e quis voltar para casa. Então eu não queria de jeito nenhum passar essa impressão agora.
de estar saindo dos Estados Unidos, fiquei um ano, um ano e meio, e sair e já voltar, porque não se adaptou, porque não deu certo. Então, isso pesou muito também para mim, foi muito difícil. Eu falei assim, então eu vou procurar essa oportunidade, já que agora o México, né, fiz as ligações, eles me apresentaram um projeto super legal.
fizeram um esforço muito grande para me ter no clube, eu sou a primeira brasileira da história do clube, então assim para mim foi muito importante ter um momento muito ruim e agora as pessoas que me querem muito fazendo um esforço gigantesco para me terem no clube fazendo todo assim, né esse, é um esforço mesmo então eu falei, cara, eu vou abraçar essa ideia eles estão querendo me ajudar também vou ajudar eles, vou abraçar essa ideia e vou para lá Zaqueu
E aí chego aqui em janeiro, o time já está disputando alguns jogos, mas fui muito bem recebida.
por todo mundo, assim. Eu até brinco que é muito diferente dos americanos, parecem que tem mais coração, assim, tem mais sentimentos, é muito mais parecido com a gente, do Brasil, né? Então, assim, me receberam super bem, me abraçaram mesmo, assim, fizeram jus ao que tinham me falado nas reuniões e que queriam muito a minha presença no time. E o mais importante para mim foi, logo de cara, já começar jogando.
já ganhar esse espaço, chego aqui na sétima rodada do campeonato, se eu não me engano, não entro nessa partida, porque eu cheguei dois dias, e dois dias depois já teve o primeiro jogo, então não participei desse, mas no segundo já me deu a confiança, para retomar nessa confiança, me deu a oportunidade de entrar ali no intervalo, e era um jogo que estava assim...
meio difícil, eles brincam muito com isso da gente do Brasil, de jogar bonito, de ser o drible, de ir para cima, de tudo, e eu falei assim, eu me senti leve nesse momento para fazer isso, a gente estava empatando o jogo 0x0, eu entrei e comecei a correr para um lado, correr para o outro, as meninas me dando esse super apoio, falou, vai para cima, faz o seu, e nisso a gente consegue ali os jogos 3x0, sair com o resultado.
E depois disso eu fui ali ganhando espaço e comecei a ser titular nos Jogos. E fiz o meu primeiro gol, todo mundo muito feliz, me parabenizou muito. Depois comecei com as assistências e correndo por todos os cantos. Então isso é o que mais tem impressionado eles, que eles me falam muito sobre isso.
no jogo, sempre ali que termina e você fala, cara, sensacional, um jogo muito bom. Você vê até um jogo contra o Toluca, foi o meu segundo jogo aqui, na altitude, com 2 mil, eu lembro exatamente porque, assim, me pegou muito, literalmente. São 2.662 metros de altitude.
E assim, eu comecei de titular nesse jogo e eu até brinco com as meninas que eu tava correndo por um lado, a bola tava indo pro outro, eu já não tava entendendo mais nada do que tava acontecendo. Falei pro treinador, falei assim, olha, não tô me sentindo muito bem se você quiser me tirar assim pra dar oportunidade pra gente conseguir ganhar o jogo porque essa questão da altitude tá me pegando muito.
Aline, você tá bem, vai pro jogo eu falei, caraca, e agora? então eu vou ter que ir, né? Se ele falou que tô bem eu tô bem, vambora, assim, não tava me sentindo bem individualmente assim, e falei com ele ele me deu essa total confiança aí depois voltei pro segundo tempo falei, cara, não existe cansaço, não existe altitude, vamos pra cima e aí consegui jogar bem depois assim, melhorar take a take take
No meu ponto de vista, que não achei que estava muito bem, mas para o treinador estava bom. E aí, assim, uma confiança gigantesca que eles me deram aqui. E assim, jogo sem peso algum, jogo leve, tranquila. Eu acho que muito disso aqui eu consigo passar para a seleção, de chegar tranquila, de chegar bem, não jogar.
assim, jogar é uma posição que não é minha, né? A gente não tem esse costume de jogar de ala aqui no clube, é como ponta e chegar e conseguir desempenhar, assim, um bom desempenho igual foi nos últimos três jogos com a seleção. Acho que tem muito desse trabalho que eu faço aqui, jogando muito leve e consigo sair daqui muito tranquila, muito leve e chegar na seleção bem tranquila. Eu acho que te ouvi falar, Lini, me lembro muito aquela frase que a Marta disse uma vez que Zaqueu Zaqueu
Não ia existir uma Marta pra sempre e que as novas gerações precisavam fazer valer, né? E aí te ouvir falar e te ver jogar e ver Luane, ver Gil, ver Raíssa Bahia, ver Tainá Maranhão. Enche a gente de esperança, assim, nas novas gerações e de alegria também, né? De ver como vocês são boas e como vocês podem chegar lá. Podem chegar onde vão dar muito orgulho pra nós e pra Marta, com certeza. Mas eu vou ter que encerrar.
porque a nossa produção já tá fazendo assim pra mim. Chega, acabou, encerra, libera ela. Mas queria te agradecer muitíssimo mesmo pelo teu tempo. Tenho vários tópicos que eu queria falar contigo ainda. Eu acho que vão ficar pendurados pra próxima data FIFA contra os Estados Unidos. Então, te deixo aqui o recado pro Arthur Elias te convocar pra fazermos uma entrevista presencialmente nos próximos amistosos. E aí a gente aborda todos esses tópicos que ficaram pendurados. Combinado?
combinadíssimo, Arthur Elias por favor é isso muito obrigada Aline pela oportunidade, eu atrasei uns minutinhos como falei aqui, são três horas de diferença é um pouco corrido acabei acho que falando demais também não
Assim, me dá a oportunidade, eu acho que é legal destacar esses momentos e mostrar para todo mundo que, assim, sempre tem essa fase difícil. Quando me pedem para passar um recado, é sempre isso que eu falo. Para sempre ter esse objetivo, ser muito focada, porque a fase difícil com certeza vai passar. E você passando por cima disso, depois o processo fica completamente tranquilo e mais leve.
Mas eu que agradeço mais uma vez pela oportunidade. E com certeza. E tu falou que não falava bem papinho, hein? Falou muito bem. Acho que a gente renderia aqui uma entrevista de duas horas. Pena que eu preciso entregar o estúdio. Senão eu ficaria duas horas conversando contigo sobre tudo que tu falou. Porque acho que são tópicos importantíssimos. Mas te agradeço muitíssimo. Fico na torcida para que tu esteja na próxima data FIFA.
E eu também. Que daí a gente pode fazer uma entrevista presencial. E abordar esses tópicos todos.
Mas muito, muito, muito sucesso pra ti, Aline. Espero que tudo continue dando certo. Que o teu sonho de Copa do Mundo se realize. E conte comigo, conte com a gente também, pra tudo que precisar, que estamos juntas.
Muito obrigada. Como você falou antes, não tive a oportunidade de passar pelo futebol do Sul, mas quem sabe algum dia, né? Estou aí, como dizem, estou assim, novinha ainda, estou com uns 20 anos, quem sabe dá para passar pelo futebol que eu admiro muito. E agora acompanhando também a nossa treineira, a Jéssica, acompanhando os jogos.
Então, assim, é só parabenizar pelo programa, pela cobertura que vocês fazem. E espero também encontrar você em breve, na próxima data FIFA, e a gente pode conversar mais. Muito obrigada. Obrigada, Aline. Bom, meu povo, grande entrevista com Aline Gomes. Não é sempre que a gente tem uma atleta de seleção aqui conversando conosco no Resenha das Gurias, né? Então, adorei. Espero que vocês tenham gostado, que vocês deixem o like, que vocês mandem para os amiguinhos. Sempre as nossas entrevistas aqui com a parceria de Trilegal.
Com respeito e igualdade, a vida é trilegal, trilegal, porque apoiar o futebol feminino é trilegal, e Universidade Fevale, a Fevale tem a pós-graduação feita para você. Aqui, proporcionamos conhecimentos técnicos e práticos para formar profissionais proativos e inovadores, reunimos todos os elementos para fazer a diferença na sua carreira, preparando você para os desafios do mercado de trabalho.
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