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EP 157 | NR-1, responsabilidade civil e gestão de riscos | Mister POD

04 de maio de 20261h6min
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Tema: NR-1, responsabilidade civil e gestão de riscos: O novo papel jurídico e financeiro dos condomínios modernosNo Episódio 157 do Mister Pod, Demilson Guilhem recebe um time de especialistas para discutir um tema essencial para a realidade dos condomínios modernos: a aplicação da NR-1, a responsabilidade civil do síndico e a importância da gestão de riscos no dia a dia condominial.Natália Medeiros, Silvério Freitas e Vera Rogato trazem suas visões jurídicas, financeiras e comportamentais para mostrar como decisões estratégicas e o cumprimento das normas impactam diretamente a segurança, a saúde financeira e a proteção legal dos condomínios.Um episódio indispensável para síndicos, administradores e todos que desejam entender o novo cenário de exigências e boas práticas na gestão condominial.

Assuntos7
  • Gestão de RiscosSeguro de responsabilidade civil para síndicos · Proteção patrimonial do síndico · Custos advocatícios e recuperação de imagem · Diferencial de mercado para síndicos profissionais
  • Fatores Psicossociais e Influências NegativasO que é a NR-01 · Riscos psicossociais no ambiente de trabalho · Impacto da pandemia na saúde mental · Aumento de afastamentos por ansiedade e depressão · Burnout, estresse e assédio moral
  • Inteligência EmocionalAutoconhecimento e gestão de sentimentos · A importância de ouvir o outro · Lidar com a agressividade e a falta de empatia · A necessidade de autocuidado (físico, mental e espiritual) · A relação entre inteligência e emoção
  • Escolha de prestadores pelo condominioAvaliação de coberturas securitárias · Seguro de obra e seguro garantia de contrato · Seguro residencial dos moradores · Atendimento personalizado e visita ao condomínio
  • Saúde Mental e Bem-estar do EmpreendedorEstigma em torno da saúde mental · A geração atual e a busca por qualidade de vida · O papel do síndico na promoção da saúde mental dos funcionários · A série 'Os Outros' e a representação da saúde mental
  • Síndica profissional e nicho de atuaçãoSíndico empresário · Multi-atividades e ecossistema condominial · A importância de conhecer diferentes universos
  • Escuta ativa e empatia
Transcrição176 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá, tudo bem com você? Estamos iniciando mais um Mr. Pod, o podcast da Mr. Síndico. E aqui você sabe, tudo que acontece de novo, tudo que acontece de diferente e que é importante para você que vive em condomínio saber, acontece aqui no nosso podcast. Nós estamos felizes por realizar mais um programa e esperamos que você...

Saia deste programa com muitas informações que serão úteis para você e para os seus vizinhos que vivem em condomínios. Hoje eu tenho aqui um convidado muito, muito preparado, é o Silvério Freitas. Silvério, seja muito bem-vindo!

Demilson, obrigado pelo convite, estou muito feliz de estar aqui, já tinha ouvido falar muito de você, do seu programa e vai ser muito bom, com certeza, a gente vai trocar muita ideia aqui. Que legal, Silvério é uma simpatia em pessoa, um profissional altamente qualificado e que dedicou a vida dele a algumas atividades muito interessantes e que hoje tem tudo a ver também com os condomínios. Com certeza. Não é isso, Silvério? Com certeza.

Então, para começar, para os nossos amigos que estão aí participando, assistindo conosco, fale um pouquinho, Silvério Freitas por Silvério Freitas, quem é? Bom, Silvério Freitas é um homem que temente a Deus, que tem uma esposa maravilhosa, casada há 40 anos, tenho três filhos, e eu trabalho com comportamento humano há 25 anos. Comecei na indústria farmacêutica, preparando, treinando aqueles representantes.

Aqueles caras que entram na frente do paciente para entregar a moça grátis para o médico, os pacientes ficam bravos, né? Então, eu fiquei muitos anos treinando esses profissionais, porque você sabe que a classe médica de relacionamento, de perfil, são muito exigentes. Então, eu tinha que preparar esses profissionais, tanto na questão da comunicação quanto do conhecimento, para falar com esses médicos e fazer a propaganda dos medicamentos para que fossem prescritos.

então eu fiquei muitos anos e me apaixonei pela área do desenvolvimento humano daí fui fazendo as formações treinamento comportamental analista comportamental fiz as formações de master coach e me aprofundei

Eu falo que eu sou um cientista do comportamento. Eu gosto do funcionamento da mente humana e do comportamento do ser humano. E atuei dentro das empresas, na área corporativa, fazendo mapeamento, pesquisa de clima, análise de perfil comportamental e treinamentos na área de liderança, vendas e em geral.

Sensacional, Silvério. E como é que aconteceu o encontro com o mundo condominial e a sua adesão a esse mundo? E o que você tem podido oferecer para todos nós que lidamos com isso?

Então, eu nem imaginava que o mundo condominal fosse algo tão grande e tão complexo. Eu fui participar de um evento em Santos e ele era voltado para a network de síndicos. E lá eu conheci algumas pessoas que me apresentaram, a Patrícia Vedrano e o Djalma Vedrano, que são da Vedrano Individualização.

Amigos nossos que já estiveram aqui. E ali nasceu uma grande amizade e eles me apresentaram esse mundo condominial. E eu enxerguei uma grande dor, uma grande necessidade dessa questão da gestão emocional, não só para o síndico, mas também para todos que estão envolvidos nesse mercado que é tão exigente, a pressão é tão grande.

E as relações humanas são bem complicadas. Você sabe que à medida que a tecnologia vai evoluindo, o ser humano vai ficando cada vez mais adoecido. Por um lado é muito bom a tecnologia, mas por outro lado ela acaba afastando quem está perto e aproximando quem está longe. E aí eu senti uma grande dor e eu falei, eu vou me dedicar e eu estou há quase três anos já nesse mercado condominial. Tenho conhecido muitos síndicos.

Tenho acompanhado alguns e agora com essa questão da NR1, essa exigência toda dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho, estamos querendo criar um grande movimento para poder suprir essa demanda.

Legal, nós vamos nos aprofundar nisso. Mas, pessoal, hoje o dia está confuso aqui em São Paulo, um dia com chuva, o trânsito complicado, mas nós temos aqui outra convidada que chegou no estúdio. Eu vou pedir para que ela entre aqui na nossa sala, para ela participar conosco, que é a Natália Medeiros. Ela é sócia e diretora comercial na WL Negócios e Seguras. Natália, por favor, chegue aqui. Tudo bem, como vai?

Tudo bem com você, Natália? Seja muito bem-vinda. Muito obrigada. É ótimo, né? Resume o dia. É, não tenha dúvida. É a vida como ela é, né? Nossa, completamente. Já dizia Nelson Rodrigues, né? É verdade. Natália, seja muito bem-vinda. Muito obrigada. É muito bom ter você aqui, viu?

Eu agradeço o convite e estou muito honrada de estar aqui com vocês. Que ótimo. Nós vamos já já explorar um pouquinho a tua vivência, a interface do seu negócio com os condomínios, para que as pessoas que estão aqui assistindo conosco também recebam informações importantes através de você. Perfeito. Tá bom? Voltando aqui um pouquinho, Silvério. Ok. O que é a NR01?

A NR01 é uma norma, regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego.

que ela é a mãe de todas as outras NRs, né? Ela regula todas as outras NRs. E ela existe desde 1978, porém, de 2022 para cá, houve uma revisão e ela está em adequação para que agora, em maio do ano que vem, entre em vigor. Se as empresas não estiverem adequadas a essa norma, aí vão ocorrer multas e tudo mais.

E tudo isso tem a ver com o ambiente psicossocial. Precisa ser identificado dentro do ambiente de trabalho quais são os riscos psicossociais. Aí, por que ainda isso está em andamento? Porque quando falava lá atrás, o ano passado, retrasado, em risco psicossocial, ficou uma coisa muito vaga. As empresas perguntavam o que é o risco psicossocial. Então, hoje, entende-se que é.

esgotamento mental, estresse excessivo, assédio moral, burnout. Então, agora que está entrando no eixo para começar a entrar em vigor a partir do ano que vem, não é isso? É isso aí. Então, essa é a norma. Todo mundo vai ter que se adequar. Está todo mundo correndo atrás agora de se adequar para que fique tudo certo e não seja multado.

Claro. Eu mesmo participei de um treinamento, eu sou síndico 5 estrelas, e o pessoal da Gabor, recursos humanos, deu um treinamento para nós, para a gente entender um pouco melhor o que é a NR01, e a gente vai se aprofundar um pouquinho mais aí. Natália Medeiros por Natália Medeiros, quem é você?

Vamos lá, pessoal. Então, eu tenho 40 anos. Eu sou a mãe do Telzinho, já quebra falar da gente. Pode falar. Isso aqui é um podcast humanizado. Pode falar. Quantos anos tem o Telzinho? Fez dois anos domingo. Que gracinha. Parabéns para ele. Obrigada, obrigada. E enquanto formação, eu sou fisioterapeuta de formação. Olha só. Então, essa questão aí da saúde, da saúde mental também, porque hoje tudo é muito integrado.

Já fazia parte da minha realidade. Fui gestora de unidades básicas de saúde no SUS por 12 anos. Olha, que experiência rica, gente. E aí o burnout fez com que eu tivesse que pensar em uma transição de carreira. Nesse momento a WL já existia, ainda engatinhando um projeto recente na época.

E um dos sócios da época, meu marido, ia de casa olhando e falei, quem gerencia uma coisa, gerencia outra, enquanto eu estava de licença maternidade. E aí entrei para o projeto, me formei enquanto corretora de seguros e nós estamos, graças a Deus, numa expansão muito bacana de mercado, principalmente mercado condominial.

Quando eu tive o primeiro contato com uma pólice de seguro condominial, eu fiquei me perguntando como é que eu sei que essa pólice está adequada. Porque é diferente de um seguro de carro. Sim. Onde um Corolla é um Corolla, um Honda é um Honda, é tudo muito mais nas suas caixinhas. Evidente, né? Exato, exatamente. Já o condomínio eu fiquei pensando, mas como é que eu sei que esse dano elétrico está certo para esse condomínio?

eu vou ter que visitar esse condomínio. Fiz essa visita ali com aquela pólice na mão, fui rabiscando aquela pólice e tal, e eu falei, acho que aqui tem um mercado a ser explorado. E aí fui elaborando um checklist, hoje a gente tem um produto, um checklist bem personalizado, visita o condomínio, através da aplicação desse checklist eu consigo trazer quais são exatamente as coberturas necessárias. Que bacana.

necessárias, com os valores adequados para aquele condomínio. Além disso, eu consigo avaliar outras questões. Como exemplo, há uns 20 dias atrás eu estive em um condomínio que ele não tem a estrutura de combate a incêndio finalizada. Certo.

Então eu já deixo ali o alerta. Olha só, qualquer sinistro que tiver aqui em relação a incêndio, vocês não terão cobertura securitária. A seguradora vai negar, né? Além disso, o próprio risco que todo mundo está correndo naquele local. É um condomínio muito antigo. E aí já consigo levar um prestador lá que faz a adequação. Então o que a nossa assessoria hoje preza?

por abraçar toda a necessidade que aquele condomínio tiver relacionada a seguros. Então, além do próprio seguro do condomínio, o seguro residencial dos moradores, que é muito importante. Do conteúdo, né? Do conteúdo, exatamente. Seguro de obra que aquele condomínio estiver passando por um...

algum planejamento de obra, o seguro garantia de contrato. Então, você é sindiculado de um condomínio, está querendo trocar a terceirizada, é um valor muito importante o valor do contrato, e você quer ter certeza que a terceirizada vai te entregar aquilo que ela está te prometendo. Porque na hora de assinar o contrato, todo mundo entrega tudo. E aí, ao longo da execução desse contrato?

Então, existe um seguro que garante a execução desse contrato e caso ele não seja executado conforme contratado e vá acontecer uma quebra contratual, o seguro indeniza o condomínio para que o condomínio consiga ter caixa suficiente para buscar outra empresa. Não só a terceira, mas qualquer outra que for necessário para o dia a dia do condomínio. Então, a gente hoje consegue abraçar todas as soluções securitárias para não acreditar não é?

para que o condomínio tenha tranquilidade aí no seu dia a dia e principalmente para que a gestão desse condomínio também se sinta mais apoiado no dia a dia. Eu costumo falar que quem tem que entender de seguro sou eu, enquanto assessora de seguros. Então, para isso, eu tenho que passar uma segurança muito grande para o síndico, para a administradora daquele condomínio, para que ele saiba que ele tem aqui com a Natália, com a WL.

a tranquilidade de entregar o condomínio e que a gente vai sempre avaliar quais são as necessidades e como. A gente monitora aquele condomínio a cada 60 dias. Então, a cada dois meses eu entro em contato com o síndico para avaliar se houve alguma mudança naquele condomínio. Então, é um trabalho muito próximo e que, graças a Deus, tem gerado bons resultados.

Que bom, bem personalizado, né? Muito. Inclusive, conosco, você já fez, acho que, dois seguros. É, isso aí. É isso aí, as renovações de dois condomínios nossos, contamos aí com esse trabalho. Silvério, você acha que o fator pandemia acelerou a questão do NR01?

Não só acho, como tenho dados aqui para te falar. Opa! Da pandemia para cá, teve um aumento de 68% dos afastamentos de trabalho por ansiedade e depressão. Taxa de absenteísmo. Quando ela é maior de 4% ao ano, tem que se ficar alerta. Então, depois da pandemia para cá, os números mostram que houve um aumento muito grande dos transtornos mentais. Então, os riscos psicossociais dentro do ambiente aumentaram muito.

Eu estava vendo ontem um outro podcast de uma pessoa muito fera também, ele estava dizendo que toda essa aceleração da mudança da NR1, de acertar essa norma, foi porque mundialmente gasta-se um trilhão de dólares com o afastamento de trabalho dentro das empresas.

É um número assim astronômico. Ou seja, eu que já trabalho com isso há mais de 20 anos, sempre fiz isso dentro das empresas, sempre foi normal, certo? Então, na verdade, está todo mundo correndo atrás hoje para se adequar à lei, para não tomar multa. Mas isso já devia ser uma coisa que devia estar no inconsciente já das pessoas, no consciente, e elas fazendo esse acompanhamento de gestão emocional. O próprio síndico...

De cada 10 síndicos, um ou dois que procuram ajuda para cuidar da sua gestão emocional. A maioria não cuida nem de si próprio. Verdade. E agora ele vai ter que ser o pai dos funcionários daquele condomínio. Ele vai ter que acompanhar aquilo. Você percebe que a régua está subindo? Sim. Ele vai ter que começar a cuidar mais de si.

para que ele possa cuidar do outro também. Claro. Então isso é muito importante. Eu acredito que essa norma agora, que vai entrar em vigor, ela é uma alavanca para as pessoas começarem a se cuidar mais.

Eu concordo com você. Dentro desse enfoque do síndico, Natália, como é que você vê a questão da responsabilidade civil do síndico? Porque o síndico trafega no fio da navalha o tempo inteiro. Muito.

Ele responde civil, criminalmente, ele responde pela parte trabalhista, todos os aspectos do condomínio. Como é que a questão dele ter uma pólice de seguros, de responsabilidade civil, pode trazer um pouco mais de tranquilidade para ele?

Ah, de uma forma muito concreta. Só voltando também um pouquinho no que ele trouxe, acho que é importante a gente falar que a pandemia, eu, enquanto área da saúde, estive à frente da vacinação e tudo, acho que a pandemia colocou luz sobre algo que já existia.

A questão da saúde mental há muito tempo vem acontecendo. As redes sociais aumentaram muito, potencializaram muito isso, a internet, e essa loucura que a gente vive. Mas a pandemia trouxe luz para o adoecimento. Porque até então, terapia era coisa de louco. Era, afastou porque dá depressiva, é frescura. Aí ainda existe um preconceito muito grande quando o assunto é saúde mental. Principalmente no homem, né?

Principalmente do homem. Principalmente do homem. Então, acho que isso foi muito legal. A gente sempre tem que olhar o copo meio cheio também. Então, se tem algum resultado, entre aspas, que a gente pode julgar como positivo, embora toda a dor, todas as perdas que aconteceram, esse olhar diferenciado para a saúde mental depois de tudo que a gente passou enquanto mundo, enquanto país, enquanto seres humanos.

E aí como que isso se desenvolve, espelha para a responsabilidade civil do síndico? O seguro de responsabilidade civil é uma ferramenta muito poderosa de proteção patrimonial, porque uma vez que um síndico está envolvido em um processo,

E ele pode ser condenado nesse processo, o patrimônio dele está em risco também. Ele responde com o patrimônio dele. Então, a pólice do seguro de responsabilidade civil, ela pode proteger esse patrimônio. De que forma? Uma vez que tenha que acontecer o pagamento de uma indenização, aquela pólice do seguro vai lá e faz o pagamento dessa indenização.

a que o síndico foi condenado. As seguradoras, elas nunca vão avaliar, não vão julgar o cliente delas. Então, se o síndico é culpado ou não, não cabe a seguradora. Independente disso, não havendo uma questão criminal envolvida, a seguradora, de forma imediata, consegue fazer o pagamento dessa indenização. Então, essa é uma proteção muito bacana. Inclusive dos custos advocatícios?

custos de defesa, despesa de recuperação de imagem pessoal. Então, sendo um síndico profissional, tendo uma carteira importante, de grande atuação no mercado, ele sabe que aquilo vai respingar no mercado e qual seria a consequência, muito danosa, dessa informação. Sim, da imagem do síndico. Exato. Supondo que ele queira contratar uma...

uma agência de publicidade para reverter essa imagem, fazer algum tipo de ação na internet, esses custos também podem ser indenizados pela seguradora. Então a gente tem aí. Pessoal, deixa eu fazer mais um breve break aqui que chegou a terceira convidada, faz favor.

Vera, senta aqui. Eu sempre digo que quando a Vera chega no ambiente, ele se torna diferente. A energia muda, né? A energia muda, é uma alegria, é uma... É contagiante. Obrigada, querido, pelo convite. Muito bom te receber aqui, Vera. Gente, perdão, perdão. Você sabe o caos na cidade? Eu vi, eu vi. Todo mundo tá sabendo. Eu cheguei a 13 minutos, fique tranquila. Perdão, audiência, perdão. Eu moro.

É isso mesmo. É aí mesmo. Eu moro a 20 minutos daqui. Eu levei uma hora e 15. Isso porque eu saí com antecedência. Ai, gente. Mas o importante é que você chegou. É ao vivo. É ao vivo. Olha só. Está tudo certo. Deixa só a Natália concluir esse pensamento. E aí eu vou fazer...

uma pergunta pra você. Ai, meu Deus. E assim, em síntese é isso. É muito importante que o síndico profissional, a partir do momento que ele se coloca no mercado como profissional, mesmo com um único condomínio na sua carteira, o seguro de responsabilidade civil ele é, assim, praticamente obrigatório pra tranquilidade da gestão condominial que esse síndico pode trazer.

O síndico morador, eu costumo dizer que a própria cobertura dentro do seguro do condomínio, existe lá a cobertura, né? É, existe. A responsabilidade civil do síndico. Essa cobertura é um pouquinho mais rasa, ela não traz tantas coberturas adicionais quanto uma pólice separada.

Mas ela, para o síndico moradora, o síndico orgânico, ela é suficiente. Tanto que muitas seguradoras nem aceitam a cotação de uma pólice separada para o síndico orgânico. Porque ela entende que não há um vínculo empregatício nessa relação. Então, de qualquer forma, é uma cobertura, é uma pólice de seguro essencial.

para que todo mundo tenha tranquilidade, até como um diferencial mesmo de mercado. Hoje, a maioria dos condomínios, no momento da eleição do síndico, tem exigido apólice de seguro e de responsabilidade civil do síndico. É um diferencial, inclusive. É um diferencial para o mercado, sem dúvida nenhuma. Perfeito. Vera Rogato. Quem é Vera Rogato por você mesma?

Vera Rogato, mãe do Vitor e da Lorena. Dois arquitetos? Ah, os dois são arquitetos. Os dois são arquitetos. Eu costumo dizer que eu tenho uma hashtag. Hashtag mães de arquitetos. O Vitor já é formado há dois ou três anos. A Lorena está no penúltimo ano da arquitetura, faz FAAP. Casada com o Eduardo Rogato, que no último domingo fizemos 30 anos de casados.

Olha, parabéns, parabéns. Foi um dia importante. Foi, porque o filhinho dela fez dois anos. Ai, parabéns, que feliz, um dia lindo. É o TEL, né? É o TEL. É o TEL. O TEL. Sou advogada, conciliadora pela Escola Paulista da Magistratura, sou advogada há 30 anos, conciliadora pela Escola Paulista da Magistratura, síndica profissional, ou síndica, como eu aprendi recentemente no SECOF, síndica empresária.

Porque eu gosto de dizer o seguinte, o profissional é aquele que se profissionaliza, ele sendo externo ou ele sendo orgânico. Então, vários síndicos são profissionais mesmo, não tendo essa característica de não residir no condomínio. E aprendi no Secov, com a nossa querida Moira, que o síndico, ela defende a tese de que os síndicos são síndicos empresários. Somos síndicos empresários, meu amigo. Ótimo, ok. Gostei da classificação.

E agora, muito recentemente, acabo de tirar o meu cresce, sou também corretora. Estou engatinhando aí nesse mundo, nessa vertente do mercado imobiliário. E também, como me aconteceu na sindicatura, eu da advocacia migrei para a sindicatura, não por uma escolha, a gente brinca, ninguém cresce dizendo eu vou ser síndico um dia. Não. Isso aconteceu para mim, advogando, prestando consultoria.

uma determinada síndica nos jardins, foi onde eu comecei e onde eu continuo, ela me convidou para ser síndica e eu, apesar da grande resistência, um belo dia eu falei, quer saber? Falei para o Edu, acho que vou tentar. Tentei e foi.

E foi amor à primeira vista. Foi. Assim, uma coisa contagiante para mim. Me identifico muito com essa profissão. E, da mesma maneira, está acontecendo a corretagem. A corretagem de imóveis. Alguns condôminos vêm me...

procurando pra, olha, eu tenho imóvel pra vender, você não conhece alguém, olha, eu gostei de um imóvel tal, porque eu sei que você tem vários contatos na região e tal, e aí eu falei, ah, então vamos regularizar, vamos deixar tudo bonitinho, né, e tirei o Cresce, acabei de pegar a carteira, obrigada, obrigada. Ô Vera, você sabe que lá no evento da Mister Síndico de 15 anos, né, o Dalbo, você tava lá.

O Dal Bosco fez uma palestra muito legal para nós e ele falou que, neste momento que nós estamos vivendo agora, as pessoas cada vez mais vão ter multi-atividades. Eu assisti, eu estava lá. Você estava lá, né? Sim. Vão ter multi-atividades. Então...

Você está no caminho certo porque você tem complementos nas coisas que você faz que favorecem a todas essas atividades que você desenvolve. É o ecossistema condominial. Por isso que eu falei, eu tenho uma hashtag Mãe de Arquitetos. Os meus filhos arquitetos me trazem muitos assuntos a respeito...

também do mercado imobiliário, do mercado da arquitetura. O Eduardo é diretor operacional da empresa de engenharia de manutenção e é nosso, eu digo, da minha empresa, nosso consultor de engenharia. Inclusive, ele está num plantão, num condomínio. Obrigada, meu amor.

Ele está no plantão enquanto eu estou aqui, porque tem alguns assuntos que ele precisa tratar, a parte operacional. Então, nós estamos muito envolvidos. E é todo esse ecossistema que a gente tem, vai criando aí vertentes e braços para poder atender cada vez mais e melhor o nosso cliente, de acordo com as demandas, com as exigências.

Claro, que legal. Bom, só para a gente criar aqui uma sinergia entre todos nós que estamos aqui, o Silvério tem uma grande especialização nessa parte de, vamos dizer assim, emocional. Gestão emocional. Gestão emocional de pessoas.

A Natália tem uma vivência na área de saúde, um background que veio junto, e hoje está atuando fortemente na área de seguros. Colegas de clube W Condo. Isso, e aí também é minha cliente. Também sou a cliente.

Está todo mundo satisfeito aqui porque você está nos prestando um ótimo serviço, por sinal. Totalmente diferente do que a gente sempre recebeu nesse segmento. Nossa, que felicidade escutar isso. É verdade. É verdade. É um diferencial.

Quando a gente vai ver, era um tal de copia e cola para fazer uma proposta. E você não. Você vai no condomínio, você se preocupa em conversar, em levantar todos os detalhes. Posso aproveitar que eu lembrei de um detalhe? Um dos condomínios que eu visitei, da carteira de vocês, que eu tive o prazer de visitar, tinha cobertura RC garagista. Adivinha? Condomínio não tem garagem. Condomínio não tem nenhuma vaga. Nenhuma vaga.

Não tem nem vaga. Nem vaga. Tem como culpar o síndico disso, gente? Não tem. Gente, o síndico mexe com tanta coisa o dia inteiro. E ela é extremamente cuidadosa e cautelosa. Nós combinamos e aí tivemos uma incompatibilidade de agendas. Mas ela não emite uma proposta porque eu pedi uma proposta.

É por isso que eu gostei tanto da Natália, por esse atendimento particularizado, porque é assim que nós atuamos também na empresa. Eu não imito uma proposta sem fazer uma visita, sem conhecer. Tem que ter um briefing antes. Eu preciso briefing, eu preciso fazer uma anamnese. E eu digo sempre o seguinte, a pessoa minimamente precisa me conhecer para saber se eu sou o perfil que ela quer que o represente. E eu da mesma forma que agora, graças a Deus, a gente já pode... Ah, esse condomínio não é o meu perfil. Obrigada, tchau.

E a Natália, ela faz exatamente isso. A nossa incompatibilidade de agenda, ai, que dia, que hora e tal, quando vai, quando não... Ela só mandou a proposta depois que ela visitou o comandante. Olha só. E pra mim, isso é o grande diferencial do atendimento. É o atendimento personi...

Ela identifica a necessidade. Exatamente. Ela está lá pessoalmente. Ela vive a necessidade. E acho que no mundo do robô atendendo a gente, quando a gente vai para o humano, as pessoas até falam, nossa, você quer visitar?

É verdade, é verdade. A proposta aí está bem. Então, quando a gente sai do automático, eu percebo que as pessoas perderam até esse costume mesmo da relação humana, do contato. Então, ai, que felicidade escutar isso. Eu ganhei a minha noite já. Pronto. Ô, Silvério.

Quais são os grandes desafios que você se depara quando você tem que desenvolver uma capacitação, um treinamento e até uma análise da questão das pessoas que trabalham, seja num condomínio, seja numa empresa? Quais são os maiores desafios que você tem enfrentado? O principal desafio que eu enfrento é a questão da pessoa não ter consciência, ela nem sabe que não sabe que precisa daquilo. É verdade.

Eu estava falando com ele antes de você chegar. Interessante. Hoje, com esse negócio da NR1, eu faço analogia como se fosse uma família. O síndico é como se fosse o pai, os funcionários do condomínio são os filhos e os profissionais da área da saúde é como se fosse a escola. Quem educa os filhos? É o pai ou é a escola? É o pai, certo? Então, ele tem que conscientizar os funcionários de que eles precisam cuidar da saúde mental. Agora, a pergunta é, ele está cuidando da dele?

Você entendeu que um cego não guia o outro. É, ninguém dá o que não tem, né? Os dois caem no abismo. Então, é necessário... Toda essa questão de NR1 foi muito bom para alavancar e o pessoal despertar, porque isso é uma coisa que sempre aconteceu. A saúde mental é um problema sério. Outro dado que eu queria te falar aqui, ó. Legal, ele trouxe uns dados bem legais aqui, Vera. Nos últimos três anos, só que no estado de São Paulo, foram julgados 400 mil casos de assédio moral no mundo corporativo.

Eu não estou falando de condominial, estou falando geral. Só que então isso já rola há muito tempo. Claro que com a pandemia, as pessoas ficaram muito mais adoecidas. Então existe hoje uma sequela de tudo que nós sofremos na pandemia. Então de cada 10 pessoas, pelo menos 4 têm casos de depressão e ansiedade. Então tudo isso sempre aconteceu. E às vezes elas não sabem que tem. É por isso que eu falei, nem sabe que não sabe.

Porque se eu não sei o que eu não sei, não existe para mim. A partir do momento que eu sei o que eu não sei, eu tenho dois caminhos. Ou eu vou procurar resolver, saber, ou eu vou abrir mão. Da mesma maneira que tem muitos síndicos que não querem se render à inteligência artificial. Acha que eu sou das antigas. Não existe mais isso.

Então, a partir do momento que eu sei que eu não sei, eu preciso fazer alguma coisa. Só que enquanto era só na questão do síndico, ele ficou na zona de conforto. Mas agora ele tem que zelar pelo ambiente psicossocial dos funcionários. Então ele vai ter que pôr a barba de molho, senão ele vai ficar... A régua tá subindo muito.

E acho que uma questão também... Eu acho perfeito, e é o que você disse, não é nada de novo. Está apenas sendo normatizado para que haja o cumprimento na medida que haja a multa. Porque a lei só funciona quando tem uma multa. É verdade.

Porque isso sempre existiu. Porém, quando a gente fala na sindicatura humanizada, numa sindicatura mais particularizada, como é a que eu sempre defendi, a NR1, para nós, não é uma grande novidade.

Porque como é que você não se preocupa com o seu funcionário? Como é que você não tem atenção para o seu colaborador, para a minha equipe, aqueles que, numa eventualidade de um problema, sendo ele problema mental, e eu já passei por N problemas. Eu já tive afastamento com pessoa com depressão. Eu já tive que ter...

afastamento por alcoolismo. Eu já tive um zelador que faleceu, isso foi ano passado, ele faleceu pelo alcoolismo, cirrose epipática. Que julgação. E ninguém sabia. Eu estava na investigação para... Eu acho que ele está consumindo muito álcool e tal.

Então, é um assunto que não é recente. Mas aí vem a normatização para poder exigir que nós tenhamos mais cuidado. Porque não é mais algo mais... Nossa, a Vera Rogato faz uma sindicatura humanizada, pois ela tem um olhar diferenciado. Eu promovo, eu levo o psicólogo até os condomínios. Porém, eu faço campanhas em janeiro, que é o mês da...

Ele chama o mês da cor branca e faz sempre essas coisas. Por conta dessa necessidade de olhar pra saúde mental. E a dificuldade que eu tenho pra que as pessoas participem, tanto com os colaboradores quanto com o condomínio, é imensa. Eu tenho... E eu sempre coloco à disposição. Vou fazendo ali uma campanha gradativa e tranquila, sempre com orientação da psicóloga e tal.

Deixo à disposição para que eles possam fazer uma consulta e a maioria, às vezes o que eu ouço, ah, mas eu não sou louco. Não é? Eu não preciso. Ah, mas eu não preciso. Não, mas... E aí eu digo, não, exatamente por isso. Que bom que você não precisa. Então vá para que você não venha precisar. É uma tentativa que a gente defende muito da empresa, a manutenção preventiva. E eu digo manutenção em todas as esferas da vida. Claro, claro.

Quando se tem a manutenção preventiva também dessa saúde mental, você tem um ganho, e é o que eu defendo para os meus conselheiros. O condomínio vai deixar de gastar num futuro muito próximo com eventual ausência desse funcionário que teve que... Ah, ele precisou de um atestado. Eu tive um funcionário que ficou um tempão afastado por conta da depressão.

E não tinha o que fazer, sabe? É uma situação, um rapaz de uma competência, lindíssimo, mas uma depressão profunda. E que fazia falta no condomínio quando saiu. Muito, fez muita falta. E por conta disso, não tivemos como evitar esse problema, né? Nós demos todo o apoio possível até que chegou um...

Uma época que ele falou, olha, Vera, não tem mais condição, eu não quero mais trabalhar. E apesar de todas as conversas, e passaram para o psicólogo, o psiquiatra, inclusive ele estava saindo medicado, com a devida orientação, ele falou, não, não, não quero mais, eu quero sair. Um funcionário excelente.

Então, quando vem a norma, hoje em dia, que se fala mais, né, e tal, e as pessoas vêm conhecendo, principalmente nessa esfera do condomínio, porque nas empresas é um pouquinho mais antigo, parece uma grande novidade. Eu fico muito feliz com isso, porque eu, como filha de psicólogo, minha irmã é psicóloga, meu pai era psicólogo, a minha irmã é psicóloga. Olha, que maravilha. Então, nós sempre tivemos esse assunto muito presente em casa. E o meu pai, ele era...

Empreiteiro. Olha só. Meu pai era empreiteiro, aí ele se tornou hoteleiro. Meu pai veio da Bahia, uma longa história, e fez aí, construiu todo o patrimônio, trabalhou bastante, enfim. E ele se tornou, e ele depois, quando eu entrei na faculdade de Direito, ele entrou de psicologia. Gente, você tem um pedigree aí interessante, hein?

E eu falava pro meu pai, por que psicologia? Ninguém faz psicologia. Por que você vai fazer psicologia e tem aquela coisa? Nossa, mas normalmente é um curso muito voltado pras mulheres, uma grande maioria, né? É verdade. E ele fala, mas Vera, a psicologia ela é útil em todas as áreas. E eu confesso, eu não entendia. Vai fazer engenharia, que é o teu meio. Vai fazer então hotelaria, né? Governança, que é uma coisa.

Ele teve alguns hotéis aqui na cidade, um deles recente ali na... O mais recente, né? Meu pai faleceu, já vai fazer 10 anos, na Alameda Jaú com a Rebouças. Tá.

Então a gente viveu muito nesse mundo da hotelaria, da governança, do servir, isso tá mesmo no DNA. Mas ele achava que tinha que fazer psicologia. E eu só fui entender isso depois de muitos anos. Não é que ele tinha razão? Como tudo. Felizmente meu pai tinha razão. Ele era um homem muito à frente do tempo dele. Sim, dá pra ver. Tudo.

que toda a profissão é imprescindível que nós tenhamos o desenvolvimento da inteligência emocional. Sim. Toda. Porque se você não tem essa escutativa, essa empatia, esse desenvolvimento humano para poder entender que o outro, a depressão é uma doença profunda e mata, e é preciso ter muitos cuidados, tanto é que em casa todo mundo faz terapia.

O Edu com muita resistência, mas faz. Os homens são resistentes. São mais, são mais. Eu concordo, mas é importante. Muito. Mas, Natália, você ia falar alguma coisa? Na verdade, trazendo um pouquinho do olhar da saúde também, essa questão que ele trouxe desse aumento também...

do número de judicialização das questões de saúde mental, eu acho que também tem uma questão muito geracional nisso, que aí vai de encontro com o que a Verinha também trouxe, que é o seguinte, a geração dos últimos anos que chegou no mercado de trabalho, e eu acompanhei isso na gestão, né? Então eu estava ali pegando o jovem aprendiz no olho do furacão, né? Eu acho que é uma geração que sabe mais os limites.

que coloca mais os limites. É uma geração que fala não com mais facilidade. Por um lado, isso é um problema. Mas, por outro lado, é uma potencialidade enorme. Então, eu acho que também a crescente dos números também traz isso. Não, espera aí, isso aqui está me adoecendo, isso aqui eu não quero. Eles são muito mais... Então, eles trocam de emprego hoje com muita facilidade.

Exato, exato Eles sabem o que sabem É, exato Também assim, talvez por uma Baixa aceitação de frustração Algo do tipo, não vamos entrar nessa questão Mas também muito por conta disso Não, isso aqui eu não quero pra minha vida Eu quero qualidade, é uma geração muito mais Focada em qualidade de vida Em propósito Em outros valores que são não só os materiais Um hum

Pegando da nó, gerações aqui um pouquinho para trás, a dificuldade que a Vera trouxe, os condôminos não descem para participar, os funcionários não participam. Eu estava dentro de postos de saúde. Eu promovia, por exemplo, um dia do escaldapés para os funcionários. Eles não iam dentro do posto de saúde. Por quê? Porque eu vou expor a minha fragilidade...

Como é que isso vai ser visto na equipe? Como é que o meu chefe vai entender isso? Será que eu posso perder o meu trabalho porque vão descobrir que eu estou deprimido? Tem tudo, tem uma série de questões, medo, estigma.

Essa geração que foi muito focada e ainda é em acúmulo de patrimônio, meu pai também veio do Nordeste, então a gente também tem essas questões de vamos para frente, vamos cada vez mais evoluir e tal.

Eu acho que também é uma geração muito presa e que aceita questões ainda que são difíceis de a gente falar que a gente aceita, mas muito por conta disso, esse estigma. Então, se eu falar que eu estou frágil ocionalmente, eu tive um burnout durante a minha gestação. Eu tive que, infelizmente, processar a empresa para a qual eu trabalhava durante a minha gestação. Então, foi um movimento de muita coragem. Será que há um tempo atrás eu teria essa coragem?

Será que por conta da pandemia não ter lançado luz sobre... É natural a gente estar deprimido às vezes. A vida é difícil mesmo. Todo mundo tem suas questões. E aceitar isso, porque não é uma grande... Tudo são flores, todos os dias está tudo ótimo. Nossa, você está sempre bem. Não, não é verdade isso. A felicidade, eu acho que é uma definição tão complicada. A felicidade.

E por que essa necessidade? Eu tenho que estar feliz sempre? E é subjetivo, né, Vera? É demais subjetivo. O que é bom para você não é bom para mim. Mas esse olhar da sindicatura para os funcionários, isso me traz muita alegria. Isso é bom.

É muito bom porque a gente humaniza, você consegue trazer a deficiência do quadro funcional para os condôminos. Claro que existe.

vários tipos de pessoas que ocupam vários lugares nos condomínios. E, felizmente, a gente tem, particularmente, tenho muito positivo as pessoas que ocupam as funções que compõem a minha gestão, os conselheiros. Então, eu tenho a felicidade deles me ouvirem a respeito de propostas nesse sentido e tudo mais.

por ter talvez uma credibilidade da parte operacional, então deixa eu ouvir o que ela está querendo dizer e tal. E é muito importante que o condomínio tenha essa empatia mínima que seja com aquele que tem uma necessidade. Na época que faleceu, esse zelador foi, a morte é sempre impactante, porém não se esperava. Como assim? Ele estava no condomínio há mais de 20 anos, prestando um bom serviço, já ali com seus vícios.

vícios de trabalho e tudo mais, mas nós não tínhamos o conhecimento desse grande problema dele.

com o alcoolismo, que foi potencializado depois da pandemia. Sim, e o negócio da saúde mental dentro de condomínio é tão sério que a mídia criou uma série, aquela série Os Outros. Ah, verdade, verdade. Você acompanhou que teve uma audiência astronômica, ou seja, eles enxergaram um problema muito grave, mas não é só com os condomínios, é com os funcionários também. É com os zeladores, é com os porteiros, com o pessoal da limpeza. Então, eu acredito que essa...

Esse afunilamento...

dessa exigência, dessa norma agora, para o ano que vem, é um remédio bom. É um remédio amargo, mas é um remédio bom. Porque todos vão correr atrás de se cuidar. E também acho que é legal lembrar que o funcionário terceiro também é funcionário, né? Exatamente. Porque ainda tem aquele que fala que o terceiro não é responsabilidade minha. Não dá a cesta de Natal para o terceirizado. Ele é parte integrante. Exato. Agora eu queria colocar uma coisa aqui, porque o papo está muito, muito legal.

Como é que as pessoas, nós, podemos nos defender dessa questão de toda essa agressividade, essa dificuldade que as pessoas têm de ter empatia, de saber qual é o seu lugar e qual é o lugar do outro? Como é que vocês acham? Quer começar, Silvério? Quero.

Quero você, determinado É comigo, pode passar a bola Manda aqui que eu mato no peito Agora eu não vou falar só como profissional Vou falar como alguém que tem Praticado autoconhecimento e gestão emocional Muitos anos, eu aprendi que Eu não controlo o comportamento da Vera

Certo. Eu só controlo o meu. Então, na verdade, não é o que fazem com você. É o que você faz com o que fizeram com você. A sua reação. E você só consegue ter essa gestão emocional quando você tem autoconhecimento.

Então, eu até falo assim, a inteligência emocional, eu não uso esse termo, inteligência emocional, porque na minha visão, inteligência não tem emoção. A raiva não tem emoção. É verdade. O ódio não tem emoção, a alegria não tem emoção. Quem tem, tem. Quando eu tô com raiva, eu fico bem emocionada. Quem tem a inteligência é o gestor da emoção, que sou eu.

Ah! Eu sou, quando eu falo gestão, inteligência emocional, eu tô colocando que a minha inteligência tem que ser inteligente, não, eu sou o gestor da minha emoção, então eu aprendi a gerenciar os meus sentimentos, os meus pensamentos, os meus comportamentos. Que é o que você pode fazer. Eu sou o gestor da minha emoção. Ai, repete. Eu uso uma âncora pra mim mesmo, eu falo assim, Silveira, quem que é o gerente aqui?

Quando você chega numa loja que você é mal atendido, você não fala assim, cadê o gerente? Quem é o gerente aqui? Dentro da sua mente tem que ter um gerente. Quem é o gerente? Você. Sou eu. É os acontecimentos externos que mudam o seu dia? Ou é o seu autoconhecimento, a sua convicção de quem você é, da sua identidade, quais são os seus pontos fortes, quais são os seus pontos fracos? Maravilhoso. É um divertida mente.

É um divertidão, né, gente? Por exemplo, eu sempre tive um temperamento muito impulsivo, porque eu sou TDAH diagnosticado. Então eu aprendi que quando eu estou em um ambiente de tensão, eu preciso sair do ambiente. Você precisa se afastar dele. Eu não pago para ver. Eu fiquei um ano sem dirigir. Por quê? Deixa eu aqui, né? Porque caiu a ficha. Eu falei, peraí.

O cara sem gestão emocional dirigindo um carro em São Paulo, ele é um assassino, se ele quiser. Então, você precisa ter consciência, saber que não sabe gerir as suas emoções. Porque, por exemplo, ontem eu estava conversando com um síndico, ele é um excelente gestor.

Finanças ele conhece muito, leis ele conhece muito, mas a mente dele estava doente. Ele não consegue gerir os próprios pensamentos, os próprios sentimentos. E agora, com essa lei, ele vai ter que ajudar os funcionários do condomínio a se cuidarem. Como é que ele vai fazer se ele não faz para ele?

Como é que você vê isso, Natália? Eu ia falar autoconhecimento, mas agora eu não vou falar outra coisa. Eu penso muito em espiritualidade e não religião. Tá, são coisas diferentes. São coisas distintas. Então, quando eu penso em espiritualidade, é a questão desse espelhamento, mas também tentar enxergar no ataque do outro o adoecimento dele.

Isso, não é de mim, é dele. É, não é sobre mim, é sobre ele. E aí, pensando, trazendo isso para a questão da espiritualidade, é lembrar que está todo mundo no mesmo barco.

Todos nós somos horizontais. E aí, quando a gente tem alguma coisa que a gente consegue se religar, que é o significado de religião, religar. Religar a algo. Que seja a um ente querido nosso que não está aqui, que não está mais com a gente, que seja, sim, uma religião que a gente tem como fundamento. Enfim, que seja a natureza, que seja, enfim.

Mas quando a gente tem algo pra se religar, eu acho que a gente volta lembrando que aquela pessoa é tão humana quanto a gente. E que amanhã pode ser eu que tô jogando em cima de alguém a raiva que eu... Alguma frustração minha, algum sentimento meu que não tá legal.

Acho que é esse movimento, assim, de saber que hoje eu acerto e amanhã eu posso errar, e hoje eu acerto e amanhã eu posso errar, e como que eu consigo humanizar isso e trazer isso para um lado mais espiritualizado mesmo, assim. Então, o autoconhecimento para mim, a espiritualidade, dentro do que eu acredito, claro, né? Elas andam muito, muito lado a lado, assim, acho que é muito bacana. Então, eu complemento com o autocuidado. Boa.

Eu penso, e eu sempre quando desejo para as pessoas que eu gosto muito, aniversário e tudo mais, é sempre a saúde, as três saúdes, física, mental e espiritual. Eu penso que elas andam juntas sempre. E quando uma delas falha, ou nós deixamos de dar uma atenção para uma delas, as outras duas sentem.

Então, quando eu digo o autocuidado e eu vejo algumas pessoas, sei lá, talvez que não gostem muito desse tipo de estilo de vida. Ah, mas treinou, tem que postar? Tem que postar. Por quê? Porque me faz bem. 1 a 0 para mim hoje.

Uou, eu venci a preguiça, eu venci a depressão, a procrastinação. E quando se está lá, você adquire uma felicidade, que são os hormônios, você sai de lá endorfinado e tudo mais, então é isso.

Poxa vida, mas você vai de novo fazer um curso sim. Eu quero conhecer. Eu tenho essa capacidade de entender, de me informar. Então eu quero... Coisas novas, né, Vera? Coisas novas. Eu quero estar lá para ver o novo. Eu sou muito curiosa. Nossa, o que está acontecendo ali? Meu marido fala, você só inventa, né? Mas eu acho tão legal ver coisas novas e tal. É importantíssimo. É sensacional. E esse autoconhecimento...

É nesse sentido de Quanto mais eu me conheço Mais eu me cuido Mais eu me cuido, mais eu conheço do outro E mais eu falo Aquilo que você falou que é sensacional Que eu levei muitos anos para entender Ai, não é sobre mim, é sobre a pessoa E quando a gente para As pessoas Eu já estou fazendo uma autocrítica Que costumam e gostam De falar bastante assim como eu Eu gosto Mas eu aprendi a parar para ouvir Obrigado

Então, quando eu paro pra ouvir, é engraçado, é um exercício legal de fazer, porque você olha, você entra no universo do outro e você sai diferente. E quando você se permite essa... Nossa, deixa eu ver o que ele tá falando. Lembra? Hoje de manhã brinquei com você. Foi.

mas eu gosto disso porque isso me dá possibilidade de

conhecer outro universo. Não é só uma outra pessoa, é um outro universo. Então, por exemplo, eu tenho, eu brinco que são os meus meninos, que são os meus veladores, e eu já tive pessoas no condomínio, ah, mas por que você chama eles de meus meninos? Porque são meus meninos, é uma maneira carinhosa. Sim, sim. Ai, Vera, mas eles vão achar que... Não vão achar nada. Porque eu sei exatamente chamar de meu menino e impor o respeito que precisa ter caso eventualmente ele ou...

Passe do ponto. Não, meu querido, calma aí. Você, meu menino, mas daqui pra cá. E assim, é uma condição e é uma questão também do autoconhecimento, de saber até onde eu também posso ir com...

os meus meninos, e como é que eu vou trazer esse autocuidado para eu manter bem, para fechar, as três saúdes, a física, mental e espiritual, que são importantíssimas. Isso casa muito com o que você trouxe do evento que você comentou, que foi falado que...

cada vez mais seremos multifunções. E aí quanto mais universos a gente conhece, mais ferramentas a gente também tem pra lidar com a reação do outro. Porque se eu vivo ali no meu mundinho fechado, seguro, seguro, seguro, seguro, seguro, né? Como é que eu vou lidar com a reação da Vera num dia que ela teve um problema muito grave no condomínio dela, se eu tô aqui, seguro, seguro, seguro, seguro.

Então, a gente precisa transitar por universos distintos, para que a gente também tenha ferramentas diferentes para conseguir lidar com reações diferentes. Exato. Só que tem um detalhe. Meu pai falava isso. Ele brincava. O ignorante é mais feliz. Mas aí, tudo isso traz... E é bem profunda. Isso daí traz a responsabilidade. Porque quanto mais você...

Eu conheço o outro, eu busco conhecimento, eu não sou uma ignorante. Nossa, eu não posso fazer a tua coisa. Quanto mais você sabe que sabe, mais responsabilidade. Mais responsabilidade você tem. Por isso que ele falava, o ignorante é mais feliz. Nossa, eu não conheço de nada.

Apesar de que a legislação fala, a lei fala, ninguém pode se valer, ignorar a lei e se valer por conta dessa ignorância, sabe? Faz de conta que eu não conheço isso, então eu vou praticar mesmo porque está tudo bem. Não é bem assim. Mas quanto mais você conhece ou se propõe a conhecer, mais responsabilidade você tem. Se eu conheço melhor...

Você, nossa, eu não vou fazer isso, porque o Denílio não vai gostar disso, então é melhor eu ficar. Tem os desafios espirituais da vida, né? Deus, espiritualidade, coloca no nosso caminho, na família, normalmente. Pessoas que nos trazem os desafios espirituais. Mas a gente está aqui para isso, né? Para poder evoluir, eu acredito.

Claro, o seguinte, nosso tempo está afunilando, a audiência está para lá do esperado. Uhul! Ah, eu tenho meia hora a mais. Vamos estender esse horário hoje. Eu preciso falar de algumas pessoas aqui, mas eu queria pedir para vocês pensarem, enquanto eu falo aqui algumas pessoas, algumas estão se referindo inclusive a vocês.

que vocês pensassem em algum caso marcante de relação humana que vocês já vivenciaram. Pode ser positivo, pode ser negativo, alguns já foram falados aqui, mas alguma coisa que vocês queiram destacar. Olha, está conosco aqui no programa, está aqui o Túlio Rocha, que é o nosso anfitrião desse estúdio maravilhoso onde a gente está, Eduardo Pantaleão.

Síndico profissional, colega nosso, o Devite, que também atua na sua área, na área de seguros, está sempre aqui conosco. Marine Vasconcelos, está dizendo que é a sua cliente. É mesmo?

E que está dando boa noite a todos. Muito bom. Mundo dos Podcasts também. Maria Concebida de Araújo. Desejando aqui um ótimo programa. Patrick Prado. É um menino meu. Esse é um gestor. Que trabalha no condomínio nosso. Você conhece o Patrick. Aqui pertinho, inclusive. Seu pupilo. Exatamente. Marcelo Extraface. Que é um cara que vende equipamentos para condomínios.

O Fábio Silva, ele é de uma grande empresa de prestação de serviço, de mão de obra terceirizada, está dizendo que está dando boa noite para vocês todos e dizendo que o programa fica cada vez mais interessante com a participação de vocês. Um querido amigo lá do Rio de Janeiro, Clóvis Salomão, dizendo que é sempre bom estar aqui, que os convidados e audiência sempre estão em alta.

E o Patrick ainda comentou dizendo que isso mesmo, se todo ser humano de bem soubesse, faria psicanálise. Ah, sim. Olha só, Patrick, tá? Edilaine Grillo. Tá dando boa noite a todos, queridos, todos maravilhosos. Muito bom. E gostou muito do que você falou. Muito bom. Comece você.

Ai, gente, como a minha atuação profissional na maior parte do tempo foi na área da saúde, eu vou trazer um exemplo desse para que a gente também olhe os outros universos, né? Claro! Embora a saúde precise muito de empatia, infelizmente é o que a gente menos encontra, assim. É tudo muito mecanizado e eu sempre chamei muita atenção da minha equipe, sempre fui uma gestora muito exigente na qualidade do serviço prestado, mas principalmente na escuta.

Então, eu sempre fui uma gestora de porta aberta que recebia o paciente para as queixas que ele tinha do sistema e do atendimento, enfim. E não eram poucas, né? Não são poucas, porque embora no papel o projeto seja lindo, eu sou fã do que o SUS pode entregar, infelizmente outros fatores externos não colaboram muito para que ele seja realizado na sua integridade. E aí...

Eu tinha uma frase que eu trazia pra equipe, assim, todo santo dia eu tinha que falar aquela frase, que é, o paciente não é só o paciente, ele é o amor de alguém. Que lindo. E aí eu falava assim, gente, vocês já sentiram a dor de esperar no corredor alguém que vocês amam durante uma cirurgia? Aí as pessoas, né, já. Então, eu já fui a pessoa que esteve no corredor e eu já fui a pessoa que esteve na cirurgia.

Não é fácil nenhum dos dois lados. Então, na próxima vez que você falar que fulano é chato pra caramba, que quer... Lembra disso. Ele é o amor de alguém. Ele tá aqui várias vezes, né? Recebi, por exemplo, familiares. Nossa, porque a vaga do meu marido não sai, eu tô preocupada. E o cara com diagnóstico de câncer na fila há três meses. Cara, eu também estaria preocupada. E aí, por muitas e muitas vezes, eu...

coloquei a Natália Pessoa na frente da Natália Gerente e fui amarregacei a manga e fui tentar ajudar de alguma maneira. Então, pensando nisso, né, dessa relação humanizada, graças a Deus, assim, eu tenho orgulho de falar que eu sempre acolhi muito.

as pessoas que precisaram dessa ajuda, que precisaram desse olhar enquanto gestora de saúde, e que aos pouquinhos, que é um mercado que eu ainda estou conhecendo, eu estou atuando há um ano e dois meses focada em condomínio, antes disso a gente tinha...

outras atuações de foco, aos pouquinhos também trazendo isso muito para a figura do síndico. Eu acredito muito que esse apoio próximo e personalizado que eu ofereço, de certa forma, é um apoio também emocional, porque ele sente que, opa, tem uma mão aqui para segurar para ir comigo.

E é um cargo muito solitário, é um cargo difícil. É solitário. E assim também é difícil o funcionário da prestadora de serviço, assim como é difícil para o supervisor da prestadora de serviço. E essa vira uma bolinha de neve de coisas difíceis. Então, eu queria deixar essa frase, se a gente puder transpor para qualquer universo.

aquela pessoa não é só uma pessoa ela é o amor de alguém, acho que é bacana a gente pensar dessa forma muito legal, gente olha, está sensacional isso aqui fala você, agora nossa, então ela falou tão belamente eu costumo dizer por onde eu ando que o mais importante do que ter o que falar, é ter quem nos queira ouvir não é?

Eu gosto muito de ouvir, de aprender, principalmente as pessoas mais velhas, com mais vivência e tudo mais. E eu aprendi muito isso em um momento em um determinado condomínio. E nós temos sempre, eu pelo menos, enfrento sempre muita resistência cada vez que eu chego em um condomínio. Porque o quadro funcional, eu estava acostumado com outro síndico, porque é aquela síndica que vem e põe em ordem e tudo mais. E como é que vai ser? Como é que não vai ser?

E foi exatamente com esse exilador que faleceu, que me marcou bastante. E logo que eu entrei, nós tivemos muitos problemas. Muitos problemas. Ele não me aceitava de maneira nenhuma. E aquilo virou pra mim um grande desafio. Porque eu falei, não, eu vou conquistar esse cara.

Ele tá quente de mim, todos gostam muito dele. Mas era uma pessoa realmente muito difícil. E aí fui tentando de todas as maneiras e conversando cada vez mais com ele e tudo mais. Aí chegou um dia e eu falei, sabe o que você precisa? Descansar. Saia de férias, vá pra sua cidade, descansa, faça aquilo que você mais gosta na vida. E aí você volta, a gente volta a conversar e tudo mais. Ele falou, tá bom.

Você não tem razão, porque eu nunca tinha razão pra nada com ele. Mas é melhor mesmo, tá perto da nossa... Planejamos, ele saiu de férias. Voltou. Outra pessoa. Olha só. Então, muitas vezes, o que a gente precisa não é...

desistir, trocar o caminho. E sim, descansar. Dar uma pausa. Por isso que eu gosto tanto de ir pra praia, de poder desopilar, de poder viajar, de poder fazer coisas que me tragam muita alegria, porque isso me traz a condição de olhar pro outro e falar...

Eu sei que você está passando. Isso é estresse. Vai descansar, alivia a sua cabeça, cuida aí um pouquinho da sua saúde mental. Aí você volta porque você se reenergiza, né? Você cria ali uma condição de ter possibilidade de lidar com todos os desafios da vida porque o dia a dia ele é desafiador. Então, bom poder ter quem nos ouça.

E bom poder ter essa condição de conduzir, de ouvir, de entender, de se colocar no lugar do outro. Mas espera um pouquinho. Nossa, ele está muito nervoso. Não, calma. Vamos ver o que está acontecendo com a vida. O Márcio, ele fala muito sobre isso, o Hachkorsky. Quanto mais eu sou atacado, quanto mais a pessoa está ali agressiva e tudo mais, mais delicado, mais gentil eu sou.

E isso eu fui desenvolvendo. Eu tenho uma personalidade um pouco forte, não sei se dá pra perceber. Imagina, imagina. Mas eu passei a exercer isso. A pessoa tá muito agressiva, ela tá muito... Não, calma. Então eu vou ali tratando com gentileza, gentileza, gentileza. Quando eu percebo, hoje foi exatamente um dia assim. Eu fiquei uma hora e meia com uma condomina, com um problema.

que não tem muito a ver com o condomínio, mas ela insistia em dizer que tinha que ser. Eu fui entrando e cada vez mais me aprofundando. E aí, no final, ela já estava muito tranquila. Guerra, vou fazer doação para o seu projeto e tal. E conversando. Eu falei, olha como é bom. Como é bom também podermos dar ouvidos para quem precisa desabafar. Sim, é verdade. Muito bom. Fechando agora com você.

Bom, eu tenho um caso de um rapaz que com 40 anos era gerente de uma grande empresa, com uma equipe muito grande, uma responsabilidade a nível Brasil, na área de desenvolvimento humano, treinamento. E esse cara, ele era muito requisitado na empresa que ele trabalhava. E um dia ele estava indo a caminho do trabalho.

Aparentemente estava tudo tranquilo e ele tomou uma fechada de um motoqueiro. Enfim, se envolveu numa briga de trânsito, saiu correndo atrás do motoqueiro, ele ia quebrar o pescoço do motoqueiro. De repente apareceu uns 20 motoqueiros, você sabe que eles são unidos, né? Esse cara quase morreu. Linchado.

Linchado. Mas Deus foi misericordioso. Ele se livrou dessa morte. E ele caiu em si. De que ele tinha uma responsabilidade tão grande. Mas ele não conseguiria gerir. Não conseguia gerir as suas próprias emoções. Foi aonde esse cara decidiu se dedicar. Totalmente a área de comportamento humano. Começando com ele no autoconhecimento. Esse cara sou eu.

hoje com 58 anos. Sensacional. Sensacional. Hoje com 58 anos. Então, eu tenho uma frase comigo, que nós nos tornamos a chave das prisões que nós saímos. Nossa, lindo isso. Então eu falo, ninguém é normal. Nós já nascemos com defeito de fábrica. Todos nós. Todos. Se você aceitar, aceita que dói menos. Ninguém é normal. A gente precisa...

sempre se cuidar da parte emocional, pensamentos, sentimentos, comportamentos. Então, hoje, ontem eu estava conversando com um síndico, eu falei para ele que o meu psicanalista, ele falou, você vai no psicanalista? Eu falei, claro que eu vou, pô. Ele falou, mas como é isso? Eu falei, como é que eu vou ensinar e fazer uma coisa que eu não pratico? Todos nós precisamos de alguém para nos ouvir.

Então, é onde que entra a consciência, a humildade, você reconhecer e encarar sua sombra. Todo mundo tem um ponto muito fraco.

E você não pode negar ele, você tem que encarar ele e tratar e aprender a dominar ele. Falar assim, você está aqui, mas você não me domina, sou eu que domino você. Então a minha impulsividade me fez estar onde eu estou hoje. Olha, tem uma frase da chave. Nós nos tornamos a chave das prisões das quais saímos. Perfeito. Eu saí de uma prisão e com a experiência eu consigo hoje ajudar outras pessoas a saírem também.

Sensacional. Gente, o papo está maravilhoso, nós precisamos fechar o programa, mas tem uma ótima notícia. Quem vem aqui volta.

Vem, vem, volta. Então, em algum momento vocês estarão conosco aqui novamente pra gente continuar um bate-papo, né? E eu só tenho a agradecer a riqueza de detalhes, informações e sabedoria que vocês trouxeram aqui pros nossos amigos que estão aí participando conosco. Muito obrigado de coração, gente.

Obrigada. Foi um prazer. Dá vontade de continuar, não é? Com certeza. Facilmente. Que delícia, gente. Obrigada pelo convite. Imagina, foi um prazer. Você que está aí conosco, não se esqueça, na próxima terça às 19h, mais um programa ao vivo para você. Um abraço.

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