EP 158 | Não, ser síndico não é para qualquer um | Mister POD
Qualquer pessoa pode ser síndico?Não, ser síndico não é para qualquer um.Ser síndico é assumir responsabilidades, gerenciar conflitos, manter o condomínio funcionando, além de muitas outras atividades.É sobre isso que vamos conversar no episódio de hoje, com o @sindicosincero_ e você está convidado para essa conversa!
Day Lopes
Demilson Guilhem
Elison Cardoso
- Ser síndico não é para qualquer umResponsabilidades e desafios do síndico · Qualificações e formação necessárias · A importância da vivência prática · O papel do síndico como líder · A solidão e a pressão sobre o síndico
- Problemas estruturais em gestão de condomínioConflitos com moradores e conselheiros · A relação com a construtora e a infraestrutura · Perseguição a síndicos profissionais · A gestão invisível e a prestação de contas · A questão do 'pão e circo' em condomínios
- Síndico Sincero: a marca de Elison CardosoOrigem do slogan e do conceito · Público-alvo e tipo de conteúdo · A importância da comunicação direta e sincera
- Ética do síndico ao aceitar presentesAjudando condôminos em dificuldades financeiras · A importância do diálogo e da empatia · O valor do respeito aos colaboradores · A construção de relacionamentos e a 'resenha'
- Negociacao de ConflitosA necessidade de assertividade e liderança · A importância do respaldo legal e jurídico · A minoria barulhenta em condomínios · A defesa contra comentários maldosos em grupos paralelos
- Infraestrutura EnergéticaTroca de barramento blindado · Ação judicial contra construtora · Negociação e realocação de moradores
Olá, tudo bem com você? Estamos iniciando mais um Mr. Pod, o podcast da Mr. Síndico. E você sabe que aqui, tudo que é importante, tudo que é atualizado e tudo que é novidade no nosso segmento sempre terá espaço, porque nós queremos que você se sinta bem e sabendo viver de forma adequada no mundo condominial.
Hoje nós vamos falar de um assunto que envolve a todos que vivem em condomínio. Todos os condomínios têm um síndico. Agora, será que todas as pessoas estão aptas a serem síndicas?
Para isso, eu tenho aqui um convidado super especial, que também é meu colega, também tem o seu podcast, que é o Elison Cardoso, mais conhecido como Cardoso. A quem nós damos as boas-vindas. Seja muito bem-vindo, Cardoso. Demilson, obrigado pelo convite, pela oportunidade. E agradeço também a audiência, né? E o que eu puder agregar. E vamos aí falar sobre esse assunto. Muito legal. Elison.
Quem é Elisson Cardoso por Elisson Cardoso? Elisson Cardoso, sou natural de Salvador, Bahia, tenho 41 anos de idade, casado, tenho um filho de 18, que agora, ano que vem, vai para a Marinha, inclusive. Que bacana. E apaixonado pelo segmento de condomínio.
Gosto do que eu faço, tem os nossos percalços, né? Claro, toda a profissão tem seu ônus e bônus, né? Mas para agregar ao mercado como um todo, para as pessoas, para as empresas, para os profissionais, eu estou à disposição. Muito legal. Então a primeira pergunta é, por que você resolveu se tornar um síndico? Vamos lá. Na realidade... Na realidade...
Foi algo natural eu ser síndico. Comecei a trabalhar em algumas administradoras, atendendo vários condomínios, vários síndicos. E devido ao meu atendimento simples, objetivo e assertivo, recebi convites dos síndicos para trabalhar com eles. Então, o meu ciclo nas administradoras encerrou e fui trabalhar com esses síndicos.
Naquela época, estou no mercado há 15 anos, não tinha essa questão forte do preposto, né? Só que eu não fui preposto, eu assoliava os síndicos, os síndicos iam nos condomínios e iam junto. Então, fazia o atendimento para os moradores, fazia as demandas com os veladores, com as concierges, nos prédios comerciais, nos prédios logísticos, inclusive. E a médio e longo prazo...
foi acontecendo o quê? Comecei a trabalhar com síndicos que tinham uma certa ausência nos condomínios, não estavam lá no dia a dia. Não eram frequentes, né? Não eram frequentes, né? E mandava o Cardoso ir. E eu ficava indo nesses condomínios. E por questão de relacionamento, acabava que, acabando-se o prazo desse síndico com o qual eu trabalhava,
os moradores não gostavam devido à ausência deles, e faziam um convite para o Cardoso. Cardoso, você que está aqui sempre com a gente, nosso dia a dia, é do seu interesse? Porque na realidade, Cardoso, você é o nosso síndico. Você é o síndico, de fato. Todos os problemas que a gente tem aqui na demanda do dia a dia, a gente leva para você, nas suas presenças, você resolve na hora, outros você articula.
E antes de eu aceitar esse convite, eu conversava com o síndico que me deu a oportunidade. Porque nada mais justo de sempre manter as portas abertas, ser leal para quem te estendeu a mão. Algo muito complicado na nossa profissão hoje. E eu falava para esses meus síndicos, aconteceu isso, isso, isso, isso. Vai ter assembleia, daqui a uns seis meses já estão me assediando e já me abordaram. E o que você acha? E para minha surpresa, Cardoso, você já é síndico.
Você só não assina. Então, vamos dizer assim, se você quer minha benção para você concorrer comigo, vamos participar junto. E teve outras oportunidades que alguns síndicos que eu trabalho, eu não vou nem participar com você. Eu retiro a minha candidatura e você faz seu nome.
E desde então, comecei a atuar como síndico profissional. Meu primeiro condomínio foi um CDHU. Foi bem complicado, bem complicado mesmo. Bem desafiador. Bem desafiador, porque trabalhar com condomínio nesse viés social é bem delicado. Mas foi um desafio que eu conquistei, que a gente desbravou. E aí eu fui atuando para outros condomínios.
Nas minhas prospecções, na época, eu não tinha maturidade pessoal e profissional que eu tenho hoje, então eu não tinha muita oportunidade. Não porque eu era um profissional ruim, até porque ser síndico é um cargo muito complicado, né, Nilson? Muito complicado.
Em sua maioria, os que são síndicos do mercado conhecem o quão é complicado o nosso trabalho na questão da responsabilidade civil, da responsabilidade criminal. Nós colocamos o nosso CPF para representar aquela massa condominial.
Os nossos bens. Os nossos bens, nossa reputação. Tanto é que tem pessoas que não... Moradores, conselheiros, subsíndicos e, entre outros, amantes do mercado, têm essa noção do que é ser síndico e tem muitos que não têm noção nenhuma do que é ser síndico e quer se aventurar, achar que é só ser eleito em uma assembleia e administrar o condomínio. Tem clara que é isso. Sim, perfeito.
Agora, você tem formação de direito. Exato. Não é isso? Como é que você evoluiu em termos das habilidades necessárias para um síndico, que são muitas?
O síndico tem que entender um pouco de finanças, um pouco de contabilidade, um pouco de engenharia, muito de psicologia e tantas outras áreas. Como é que você se preocupou em ter essas formações também para ajudar você no seu trabalho?
Qualificação profissional e vivência. Não adianta. O bom síndico tem vivência profissional. Além de direito, me especializei no Secov para administrar condomínio. Para entender como funciona aquela empresa estranha, aquela empresa anômala, que tem CNPJ, não tem fins lucrativos, mas tem arrecadação.
Me qualifiquei em cursos específicos, porque o nosso universo tem uma particularidade dentro do próprio Código Civil, que é uma lei especial condomínio de ilício. Então, qualquer profissional, qualquer pessoa que queira adentrar no mercado condominal, obrigatoriamente precisa entender a nossa legislação. Precisa, não é opção, é obrigação. Claro. Para saber como que funciona. Uma fração ideal.
com a regra, a lei do inquilinato, a lei do proprietário, sob conselho fiscal, sob conselho consultivo, quais as obrigações e deveres deles. O subsíndico, inclusive, não está previsto no nosso Código Civil, mas em algumas convenções existem. Quais as obrigações legais do síndico, os deveres, os direitos.
Então, qualquer pessoa que queira entrar se abarca nesse conhecimento que tem que fazer, não tem para onde correr, atrelado à vivência prática do dia a dia. A vivência prática é o sucesso, as derrotas, os fracassos. Tudo isso é aprendizado. Porque às vezes as pessoas olham o síndico profissional, nossa, o síndico é assim, assim, assado. Só que por trás desse síndico bom, tem muito fracasso, tem muitas assembleias ruins, tem muitas destituições injustas.
A maioria injusta. Exatamente. Aí nós temos um outro problema por parte dos proprietários que não entendem a nossa legislação, acham que estão pagando o seu salário, acham que o síndico é o zelador, acham que o síndico é um contratado e não é um contratado, ele é eleito.
Então são várias responsabilidades que somente uma parte hoje se importa, que somos nós, síndicos, que estamos agregando e amadurecendo o mercado. Por um outro lado, que é uma parte importante também por parte dos moradores, proprietários, inquilino também entra nessa fatia, que tem uma legislação específica, a lei do inquilinato, eles adentram os condomínios e não sabem de nada. E sempre a culpa é do síndico. Sempre. Não sei o que acontece. Sempre a culpa é do síndico. É. É verdade.
Agora, Cardoso, você criou um slogan interessante, que é o Síndico Sincero. Exato. Da onde surgiu essa ideia e por que você alavancou esse título? Tudo começou em uma assembleia. Olha aí. É um condomínio em que eu fui síndico lá.
E nós tínhamos a famosa oposição. A posição, por um lado, é positiva, porque nós, síndicos, temos que ter um olhar 360. Só que nós somos seres humanos, né? E às vezes as nossas falhas no dia a dia, a oposição pega, e dependendo da oposição, ela ajuda você a melhorar e otimizar a sua gestão.
E tinha um morador específico, que não era conselheiro, só que ele acompanhava o meu trabalho. Esse condomínio, eu não quis me reeleger, não quis. A população lá me... Quiseram. Eu falei, não, gente, estou um pouco cansado, é muita paulada, né? Então, eu vou dar uma descansada.
É um direito nosso também. Exatamente, recusar. Exato. Porque chega um momento no nosso profissional, o síndico inicial quer pegar todo tipo de condomínio, né, Demilson? Quer pegar todo tipo de condomínio. É, ele não tem um filtro. Não tem um filtro. E nós hoje, que nós construímos um nome, uma autoridade, hoje a gente se dá o luxo de falar assim, vocês não querem. Por quê? Porque a gente sabe como que funciona. Para fazer uma gestão bem-sucedida, não é só o síndico. O síndico é só o síndico.
Se não tiver aquelas engrenagens para trabalhar em conjunto, morador, inquilino, funcionário, não flui. E aí nessa assembleia, a qual eu recusei, esse morador, que é um japonês, falou assim, meu, eu não gosto de você.
Eu falei, ok, é o seu direito, inclusive, né? Não estou aqui para ser famoso, para todo mundo me adorar, né? Sim. Eu não gosto de você. Eu falei, mas por que você não gosta? Não, o seu jeitão, você é muito direto, você é muito seco. Eu falei, assim, eu aprendi com os meus pais. O sim e o não.
Não tem meio termo. Se você me traz uma demanda dentro da minha bagagem profissional, eu vou analisar e falar para você. É possível fazer. Agora, se você traz uma bagagem, uma situação para analisar em conjunto com o jurídico e o jurídico for cardosão, é não. Eu vou falar para você o quê? Eu vou florear comunicação? Não, não vou florear comunicação. É não.
Agora, se você, por algum motivo, não gostou do meu não, eu não posso fazer nada, porque você decidiu ir morar em um condomínio e sequer leu a sua convenção, e sequer leu os documentos que proíbem a sua demanda que você está solicitando. Isso é muito sincero. Eu falei assim, mas tem que ser. O nosso cargo é um cargo difícil, é cargo de líder, né? Nós vamos dar nossos sims e vamos dar os nãos também no nosso mercado, e aí nós temos que aguentar.
E outra coisa, o síndico é extremamente solitário. Solitário. Não é? Exatamente. Ele normalmente não tem com quem dividir uma decisão. Ele pode se embasar, mas aí no final ele é que tem que bancar. Ele que tem que bancar. Exato. E quando você banca a sua decisão, vem as consequências. Isso. E nem sempre a oposição, o morador, o conselheiro, o subsíndico...
Vai querer arcar essa... Quando falamos em responsabilização civil criminal, ninguém quer vir com a gente. É só o síndico lá no fórum. E aí criou-se o síndico sincero. Criou o síndico sincero dessa...
dessa pegada com esse japonês. Isso, Sídico Sincero. E aí, à noite, eu estava com essa ideia na cabeça, do Sídico Sincero, Sídico Sincero. Eu abri o Instagram no dia seguinte, fui procurar, não tinha. Não tinha. Eu já criei o perfil ali. Legal, legal. Para deixar em stand-by.
No dia seguinte, já falei para o meu corpo jurídico para registrar a marca. Vai lá no INPE, vê se não tem nada registrado. Não tem. Cardozo, pode subir? Pode subir o registro, receber o protocolo. E aí, eu mesmo criei o logotipo no Canva, que é o síndico sincero com o meu rostinho ali. E comecei a criar conteúdo. E foi.
E qual é o público-alvo do teu conteúdo? O meu público-alvo é toda a massa condominial. Desde os síndicos que acompanham o nosso trabalho, que queiram entender um pouco mais de condomínio, desde aquele morador que não entende condomínio e às vezes não gosta de assistir os podcasts que tem no mercado, que às vezes a comunicação...
é muito técnica, é muito rebuscada e acaba se tornando, para essas pessoas que consomem, um conteúdo muito chato, porque nós síndicos também temos a comunicação rebuscada, nós também somos técnicos, conhecemos a legislação. Legislação civil, trabalhista, a legislação também tributária, entre outras que abarcam o nosso mercado e nossas obrigações, nós temos que ser técnicos. Só que no dia a dia, às vezes o condomínio quer consumir...
o conteúdo de uma forma leve. O condomínio não quer saber de legislação, disso, de aquilo. Ele quer saber de só dar, ó, pra que eu vou querer uma assessoria de elevador, por exemplo. E aí se você for trazer as empresas pra falar de forma técnica, vai encher linguiça, vai falar, falar, falar, e o condomínio vai acabar não entendendo. E aí nesse cenário do cídico sincero foi isso. Levar o conhecimento pra o mercado condominal de uma forma simples e sincera.
Certo. E você, pelo que eu entendo, coloca pílulas de informação, é isso? Você não faz uma apresentação muito longa, são pílulas que a pessoa vê ali e pode colocar aquilo em praticidade no condomínio dela.
Também, também. No nosso podcast lá, a gente traz as autoridades no mercado de áreas bem específicas e a gente destrincha somente aquele conteúdo de uma forma simples e objetiva. Tudo bem, mas aí no podcast você tem mais tempo para fazer essa... Nos meus stories, no dia a dia no meu Instagram, eu trago situações do meu dia a dia e solto a língua mesmo. E falo, ó, não tem que fazer isso, tem que fazer aquilo.
vou dar um exemplo, nesses dias que eu estava fazendo um conteúdo nos stories, lavando louça, inclusive, falando, gente, você vê síndicos profissionais que têm medo de enfrentar conselheiro.
Porque às vezes o conselheiro atuam de uma forma abusiva nos bastidores e aquele síndico que está começando, tem um ou dois condomínios, não quer perder, acaba se sujeitando a esse tipo de comportamento abusivo. E aí eu falei, meu, você quer fazer a galera feliz? Vai vender sorvete!
Vai lá, no calor, vendendo sorvete, açaí. Não seja síndico. Porque ser síndico é você falar para o conselho. Olha aqui a convenção. Está aqui, as suas obrigações. Já leu? Que quase ninguém lê. Em sua maioria, os condomínios...
Os conselheiros, não todos, existem conselheiros que fazem um trabalho fantástico. Em um dos meus condomínios tem conselheiras fantásticas que desenrolam o trabalho da gestão. É verdade. Não podemos também malhar todo mundo. Claro. Mas em sua grande maioria, os conselheiros e conselheiras querem trazer essa abusividade para cima dos síndicos. E o síndico, com medo de perder, com medo de ser destituído, acaba dando os passinhos para trás. E isso é uma postura covarde, isso é uma postura...
de uma pessoa que não é líder. Porque líder é trazer a sua postura, a sua responsabilidade civil criminal e falar assim, de uma forma cautelosa, claro, junto com o jurídico, essa aqui é minhas atribuições e eu vou seguir. Essa é a decisão. O nome fala conselho consultivo. Ou seja, se eu precisar de alguma ajuda, eu vou consultar.
Mas se for uma questão técnica jurídica, eu não vou consultar o conselho, eu vou consultar o jurídico. E o jurídico vai me embarcar, essa sua decisão é responsável, então você pode seguir. Então estamos amarrados com o jurídico, a decisão segue. Então aí, Cardoso, nós estamos entrando aqui no tema do nosso podcast, que ser síndico não é para qualquer um.
Então, dependendo do perfil, de postura de uma pessoa que quer ser síndica, de preparação dessa pessoa, muitas vezes ela se frustra e não é porque ela não tem, às vezes, conhecimento, ela não tem o perfil.
principalmente ter a casca grossa para aguentar muito mais problemas que surgem do que elogios. Exato. E aí se superar no sentido de ser um bom gestor. Exatamente. Porque, apontando aqui, Demilson, o nosso Código Civil é bem claro. Qualquer pessoa, maior de 18 anos, capaz, pode ser síndico. Perfeito. Nosso Código Civil é bem claro. Claro. Eleito numa assembleia. Ok.
Só que quando... Tem até os livros que falam por aí, né? De repente síndico. A pessoa estava lá, não teve ninguém, levantou a mão. Ó, eu tô aqui pra ajudar. Às vezes a pessoa entra como síndico pra ajudar o condomínio. Mas depois que eleito...
Eu sempre brinco, né? Aquela pessoa que não conhece nossa área e quer desbravar, como que é? Quer se emocionar, né? É um negócio bem interessante. Quando na Assembleia a pessoa é eleita síndico, não sei o que acontece, que no dia seguinte, vira uma chavinha na cabeça dos moradores e já começa a olhar aquela pessoa que quis somente ajudar.
Aí entra a cobrança excessiva, entra a malhação dos grupos do WhatsApp. Não, você é síndico, você mora aqui, nós pagamos para você resolver o problema. E aí existem muitos síndicos com depressão. Muitos, muitos. Porque aquela coisa que eu falo, foi eleito, virou a chavinha dos moradores. Então aquele simples condomínio...
que era um simples condomínio, que pagava também. Aí, às vezes, ele quer ajudar o condomínio e acaba sofrendo as consequências da guerra de ser síndico. Então, qualquer pessoa pode ser síndico? O nosso Código Civil fala que sim.
Só que na prática é outros 500. E ser líder e ser síndico é ser o tomador de decisões difíceis. Decisões impopulares. Enfrentar conselheiros, enfrentar subsíndico, enfrentar morador. Porque às vezes o morador, só pelo simples fato de ele pagar a sua cota condominial, ele acha que está pagando o seu salário.
E por ele estar pagando o seu salário, na cabeça dele se dá a liberdade de falar umas coisas não muito legais para os síndicos, né? Isso, e que pode exigir tudo desse síndico. Sendo que partindo de uma premissa que sequer aquele proprietário lê os direitos básicos dele da convenção. Sim, a maioria desconhece. Agora, Cardoso...
Conta pra gente alguma situação que foi um grande desafio que você enfrentou e que você teve sucesso nesse período que você está nessa trajetória como síndico. Sim.
Agora foi recente. Recente? Recente. Estou atuando em um condomínio recém-implantado. Estou lá indo para a segunda gestão já. Segunda gestão? Estou indo para a segunda gestão. Você foi reeleito? Positivo. Ok. Segunda gestão. Tá.
Estamos ainda com esse problema, só que nós tivemos êxito frente ao Judiciário. Primeira e segunda instância deu ao nosso favor. Precisamos trocar o barramento blindado do condomínio inteiro, inclusive.
Para quem não conhece, barramento blindado é aquele sistema que sai do centro de medição, passa por todos os andares e interliga todos os apartamentos. E esse sistema está oscilando, então não está chegando com a sua capacidade 100% nos apartamentos.
Mas não tem nenhum tipo de risco. Mas mesmo assim a energia flutua. Já conversamos com a construtora. A construtora foi super bem receptiva. Só que chegou um momento ali que não foi para frente. E aí nós tivemos que empetrar com a ação judicial. E eu junto com o jurídico, que eu não sou especialista. Certo. Aí entra o síndico.
Com a decisão difícil. Porque foi feito um mau acordo com essa construtora. Não era na minha época. E nós tivemos que correr contra o tempo. E aí eu apresentei na Assembleia junto com o jurídico e com o perito. Porque a galera acha que o síndico é o Superman.
Para que você contratou um perito? Exatamente. Então, junto com o jurídico, a reunião com o perito, fizemos a reunião para a Assembleia e eu tracei, junto com o jurídico e o perito, nosso plano de ação. O nosso plano é isso aqui. Vamos fazer isso, isso, isso, isso e possivelmente iremos ter êxito.
Você, desculpa, lhe interrompendo, você não só levou o estudo e o problema propriamente dito, mas você já apresentou a solução. As possibilidades. As possibilidades para a solução. De acordo com a nossa bagagem profissional de situações parecidas que tivemos êxito no futuro. Correto. E falamos assim. E aí entra na reunião da Assembleia moradores, advogados que quer palpitar.
que quer falar assim, ó, essa sua estratégia está errada, porque eu sou advogado, tenho 15 anos de experiência e não vai dar certo. E aí na assembleia fala assim, quem que é o síndico no momento? Eu estou síndico. Exato. Quem que eu estou síndico? Caso o senhor queira, né, no caso o senhor queira, nós mudamos de estratégia. Eu renuncio, você assume aqui.
E você traz a sua estratégia. Mas qual a porcentagem da sua assertividade, Cardoso? Eu falei, ó, lembrando que cabeça de bumbum de nenê e cabeça de juiz...
Ninguém sabe o que vem. Só que nós trabalhamos em cima de um princípio. O nosso artigo 5º da Constituição Federal, que fala que todo mundo é obrigado a fazer o que está na lei. Então, se está na lei, todo mundo é obrigado a fazer. Então, ou seja, aí entra várias ramificações do direito. Primeiro, direito do consumidor. Se eu comprei um apartamento e está com algum tipo de problema...
É uma obrigação, uma obrigatoriedade construtora fazer o procedimento, a garantia. Correto. Então, ou seja, pegando todo esse remanejo de legislações sobre direito de propriedade, aquela coisa toda, segurança, a vida, a dignidade da pessoa humana, eu estou falando de 98% de acerto. E assim, não foi um blefe na Assembleia. Ah, tá bom então, beleza. Tá seguro? Eu falei, com certeza, estou seguro. Se der errado, não vai dar errado.
Essa possibilidade não existe. Exatamente. Porque eu estou com o meu jurídico e estou com o perito aqui do meu lado. E já estudam todas as possibilidades. Antes de trazer para vocês o plano de ação e a parte estratégica, nós estudamos aqui nos bastidores todas as possibilidades da erro. Por exemplo, uma das possibilidades.
que nós discutimos com o perito jurídico. E aí eu sempre sendo o famoso advogado diabo, eu falo para o jurídico, tá, entramos com a ação, eles vão entrar, certo? Certo, vão recorrer, concorda? E qual a taxa de acerto que, caso eles recorram, ganhe? Cardoso, direito de fazer, obrigação de fazer. Eles podem até recorrer, mas obrigação de fazer eles podem perder. Então...
Confio no jurídico, está comigo há muito tempo. Então, o que o doutor Franck fala, por exemplo, doutor Franck, doutora Giovanna, ó, bora. E aí, perito, agora nós temos que estruturar todo o fluxograma da troca desse barramento. O prédio funcionando, né? Não, na realidade, aí que está o problema.
Porque como hoje o condomínio está com 96% de ocupação, vai ter que desligar o condomínio inteiro da área comum e da área privativa. E aí na negociação vamos entender como que vamos fazer para alocar essas pessoas para um local, para um outro local. Que grande desafio. Grande desafio, exatamente. Então a primeira parte ganhamos.
O judiciário recorreram na segunda instância, foi para o Supremo, não ganharam. Nós ganhamos, ok? Ganharam. Não foi possível uma negociação administrativa com a construtora. Na realidade, essa é a parte estratégica. Por quê? Porque, como eu falei para todo mundo, inclusive para o Conselho, com a reunião com o jurídico e com o perito, meu objetivo aqui não é entrar com a ação judicial contra a construtora.
Porque se entrarmos com a ação judicial, todo mundo perde. Como assim todo mundo perde? Construtora perde, condomínio perde, morador perde. Porque estamos falando de um patrimônio, estamos falando de valorização do patrimônio. Porque às vezes, quando entra numa questão judicial, a construtora vai fazer quando o juiz condenar. Exato.
E nessa brincadeira, passou 5, 6 anos, 7 anos, né? Exato. E aquela propriedade desvalorizou no tempo durante 7 anos. Com certeza. É isso que a galera não entende, que nós síndicos temos a bagagem profissional para ver no futuro, inclusive, o que vai acontecer.
então eu quero ser parceiro porque todo mundo tem falhas todo mundo tem falhas, construtora tem falha morador tem falha, eu não quero ser o dono da razão eu quero chegar numa equidade tem que estar bom pro condomínio pros nossos clientes condôminos e tem que ficar bom pra você também
sem onerar ninguém, ok? Então, se trabalhar nessa linha, todo mundo, porque às vezes você vê no mercado a galera brincando de braço de ferro, né? Não, gente. A gente coloca o orgulho de lado, ó, eu sou o síndico, eu sou o... Não, não, não. E vamos gastar energia na mesma direção. Pra resolver o problema. Exato. E aí, o que aconteceu? Estamos em fase já final da negociação.
Então tivemos êxito sobre isso. E como é que você vai fazer para arrumar um lugar para o pessoal? Isso aí é uma negociação que eu vôo com a construtora, que ela está aberta para conversar, inclusive. Tá. Isso é importante, porque uma vez que ela é responsável, ela vai ter que dar todo o apoio.
E ela está super flexível para conversar e resolver junto com a gente. E é esse que é o ponto interessante. Sim, porque hoje você vê no mercado condominal, todo mundo quer ter razão, gente. Não, gente. Vamos se juntar às mãos e fazer a coisa acontecer. Acabou. É isso. E aí, um outro desafio que eu tive, aí entra uma questão muito pessoal. Não adianta você falar com as pessoas quando elas não querem ouvir.
porque sabemos, Demilson, que síndico é uma coisa que eu sempre falo. Como eu atuo muito em questões estratégicas, eu analiso muito a postura, eu analiso muito o cargo do síndico, em várias situações. Concorda comigo que o síndico é um cargo de líder, certo? Sim. É um cargo de poder, ok? E é um cargo de influência.
Concorda comigo até aí? Claro. E sem contar na parte financeira, né? Nós, síndicos, eu estava até fazendo uma retrospectiva dos meus condomínios, que eu ia fazer um comunicado. Meu, tem muitos síndicos aí. O síndico profissional, ou o síndico morador, mas vamos falar dos síndicos profissionais.
Eles movimentam a economia, eles contratam funcionários direto, contratam funcionários indiretamente. Então, seja, nós, a gente administra milhões, bilhões por ano. Então, tem muita gente que são síndicos que não são profissionais, querem barganhar essa fatia, querem esse poder, querem essa influência.
E quando isso acontece, começam as perseguições dos síndicos profissionais. E com as narrativas veladas, porque você vê, a gente analisa, qual que é a obrigação do síndico, por exemplo? Fazer a gestão funcionar, que eu falo que é a gestão invisível. O que é a gestão invisível? O morador chega com o seu carro, aperta o controle e o portão abre. Está funcionando, deixou o seu carro lá na garagem.
apertou o elevador para a sua casa, o elevador foi, levou ele, desceu, gestão invisível, está funcionando. O morador pedestre chega no portão, o portão abre, cai a facial, gestão invisível. Chega o funcionário ou prestador de serviço do morador, vai na portaria, fala com o colaborador, com o porteiro, com o vigilante, liga no seu apartamento para interfonar.
Ou seja, gestão invisível. E sem contar, para prestar contas, a participação de contas que encaminhamos mensalmente, ou física ou digital. Está vendo? O síndico está cumprindo sua função legal. Só que aí entra as pessoas que querem, de alguma forma, ter esse poder. E aí começam a construir as narrativas. Não, o excesso da fiscalização do conselho é porque eu sou proprietário, eu quero saber de fato o que você está fazendo. Está na pasta.
E aí começa aquela perseguição. E aí chega o momento, nesse caso que aconteceu comigo, chega o momento do conflito, do confronto. É claro que o confronto com o síndico profissional e com o proprietário, o síndico profissional sempre vai perder. Não adianta. Sim. Ok? Então, se você tem essa clareza sobre isso, porque o justo não se justifica, concorda? Então, se você está fazendo o correto, conforme manda a legislação,
E aí você não é obrigado a ficar tendo aquela encheção de saco. E aí você decide. Ou você vai ficar aturando, administrando essa encheção de saco. Ou você fala assim, tchau, obrigado, renuncia.
Demite o cliente. Demite o cliente, exato. Teve um condomínio na minha carteira que juntou o subsíndico, subsíndica e o conselho para falar assim, você não está administrando o condomínio de forma conveniente. Como diz a lei. Como diz a lei. Só que quando você fala...
de uma forma conveniente, aí vou pegar até uma fala do Dr. Vander, quando fala de uma forma, não está administrando de uma forma conveniente, é quando você está causando algum dano material para o condomínio. E quem vai decidir esse dano material é o judiciário, não é o conselheiro, não é o subsíndico.
E aí você vê o abuso. Ou vocês fazem dessa forma, ou você tá fora. E aí nessa reunião que eu tive com o jurídico, desse condomínio inclusive, que eu que indiquei, falou assim, Cardoso, eles querem que você saia do condomínio. Eu falei assim, então eu vou dar trabalho pra eles. Se eles quiserem, eles que se juntem à assinatura e me destitua. Certo. E lembrando, falei pro advogado.
E lembrando, eu vou seguir com a destituição. Eu quero que ele me destitua, porque eu quero saber o que eles vão colocar na ata da minha destituição. Porque se tiver uma vírgula fora do papel, eu entro com a ação de danos morais, dano material. É assim que funciona. Exato. E aí o síndico tem que aprender também a processar cliente, a processar condomínio. Porque, vamos dizer assim, a nossa moral já está alta.
Porque o que tem hoje de síndico profissionais é excelente no nosso mercado. Mas também, Demilson, tem uma parcela podre. Tem. Infelizmente. Tem. Em qualquer profissão tem, né? Em qualquer profissão. Exato. Só que aí que está. Só que aí que está o problema. Em qualquer profissão tem a parte boa e a parte ruim? Com certeza. Só que o nosso caso específico, dentro da minha análise...
Quem elege o síndico é os moradores. Nosso trabalho é político, inclusive. Sim, é político. É político. Só que, às vezes, aquele cara que foi eleito não tem a competência para ser síndico. Só que ele tem a competência de fazer tudo o que... Fazer, como que é? É o síndico do sim que eu falo, né? Ele fala sim para todo mundo. É o camarada.
É o legal, é o que... Não dá multa pra ninguém. Não dá multa pra ninguém. Abona juros e multa nos bastidores. Isso. Então, ou seja, infelizmente tem alguns condomínios que é... Como que é? Como diz a época de Roma? O que é?
Pão e circo. Pão e circo. Tem alguns condomínios que é pão e circo. E não adianta você que é síndico profissional que é bom pra caramba ficar chateado, ficar frustrado, porque você se candidatou pra aquele condomínio pra dar o seu melhor e você não foi eleito. E o cara que foi eleito é o cara que é muito ruim igual você.
Só que aí que eu falo, às vezes você teve um livramento. E eu sempre falo, né? Eu concordo. Às vezes a pessoa fica frustrada porque participou de 10 assembleias, 15 assembleias, não pegou nenhum prédio. Eu falo, não, meu, o senhor está guardado. Na melhor oportunidade, o seu prédio, com o seu perfil, da forma que você pediu, vai chegar até você. Basta ter paciência. E às vezes tem muito síndico, por não ter paciência, acaba se sujeitando a muita coisa, a muito prédio, a humilhação, a abuso. Não, gente, não pode. É verdade.
Não pode mesmo. Eu também penso como você, Cardoso, de que realmente você tem que manter a sua postura, a sua integridade profissional e se isso é colocado a risco, você tem que também saber sair. Exatamente. E importante também para os nossos colegas de trabalho no mercado condominal como um todo,
Que atrás do síndico tem um CPF, gente. É um pai de família, é um esposo, né? Ou às vezes é síndica, né? É uma mãe, é uma esposa. Às vezes a pessoa pode desenvolver quadros depressivos porque ele não quer alagar aquele cliente tóxico. Exato.
E o cara dorme, o cara viaja, o cara faz tudo isso. Ele não pode abrir mão destas coisas que, inclusive, lhe dão prazer, não só a ele, como a família dele, em troca de estar sendo refém de um determinado condomínio. Isso mesmo. Porque eu sempre brinco que condomínio é um mini Brasil.
E tudo ali é uma engrenagem. Se todo mundo ali naquela comunidade não estiver disposto para fazer a coisa acontecer, o síndico sozinho não faz nada. Olha, o Devit é um amigo aqui do nosso podcast, está sempre aqui conosco. Ele atua na área de seguros.
inclusive de condomínios, ele está fazendo uma pergunta para você. Cardoso, o senhor não entende que as soluções amistosas são sempre o melhor caminho? Devite, né? Devite. Devite, obrigado pela pergunta, tá? Depende.
Depende, tá? Existe... Aí eu vou te trazer duas linhas, dois métodos que eu trabalho. Sim, toda solução amistosa tem que ser tratada. Porque é aquela coisa parceira, é das mãos, estamos juntos. Só que, e muitas das vezes, você...
É amistoso, você é um síndico amistoso, que você está indo com uma boa vontade para resolver, só que da outra parte vem com maldade, crueldade, safadeza, puxação de tapete, né? Então, com esse tipo de comportamento, sim, dá para resolver as coisas de forma amistosa? Sim, dá para resolver e deve.
Só que vai ter situações, aí entra a arte da guerra, né, São Tizú, que pra você conquistar a paz, é necessário a guerra. Simples assim. Ou você faz a guerra pra você mostrar que você é o líder.
Você representa aquela comunidade. E é importante dizer que em todos os condomínios e sua maioria, a equipe barulhenta é minoria. Verdade. É minoria, que faz muito barulho. E quando você coloca esse povo, a minoria barulhenta no seu devido lugar, com respaldo legal, com respaldo jurídico, e mostra para eles que você não é um síndico banana, você é um líder. Ah, você apontou que está errado?
Traga na lei o que está errado. Traga. Porque fica... É importante frisar que estamos tendo vitórias no judiciário sob os comentários, dentro dos grupos do WhatsApp. Então, seja, é muito fácil o morador...
Aquele que tem uma postura maldosa, faz um comentário de duplo sentido para pulverizar, para colocar na semente das pessoas que estão ali, que acompanham o seu trabalho, que gostam do seu trabalho, como se você estivesse fazendo algo de errado. E quando isso acontece, vai na guerra, não é amistoso.
porque sabemos que o nosso trabalho é um trabalho muito árduo, e para a gente conquistar é tão difícil, é tão difícil você construir uma reputação, é tão difícil. Nossa, anos, né? Anos, anos. Construindo. E às vezes um comentário maldoso, de duplo sentido, que a galera nos grupos do WhatsApp faz, não sei se o Devite mora em condomínio, né?
Eu acho que ele não mora em condomínio. Mas deve conhecer, acho que ele trabalha no... Sim, sim, ele sabe. E às vezes esse tipo de comentário coloca em xeque o trabalho do síndico, que inclusive é em grupos paralelos, não é em grupos oficiais de condomínio, que sequer ele tem um poder legal de se defender. Nós, síndicos, nós temos o poder legal de se defender.
E como que você vai se defender num grupo paralelo, que não tem força legal, onde você está sendo cutucado, está colocando sua gestão em prova e você não tem como se defender? E aí, como que faz? Você é amistoso com essa postura? Jamais. É, você não pode ser conivente com essa situação. Exatamente. Porque ela é danosa para você. Exatamente. Então, o morador, nós temos hoje no perfil em condomínios, Demilson, dois perfis de morador. Aquele morador que não quer saber de nada.
de condomínio, porque sabe que é complicado, é bem prejudicial, dependendo de cada caso. E é aquele morador que acompanha a pasta. Ó, tá vendo aqui, ó, tá tudo certinho, não tem nada de errado. Só que mesmo estando nada de errado, vai ter aquele grupo de morador que quer uma fatia do poder, quer uma fatia da... do... vamos dizer assim, do poder como um todo, né? Sim, sim. Do síndico? Sim. Então, todo mundo quer ser síndico por causa do bônus.
Ninguém quer se candidatar e ser eleito para aceitar o ônus. Exato. Simples assim. Espero ter respondido a sua pergunta. Não, perfeito. Foi muito bom. Aqui nós temos alguns comentários, né? A Roseli Ruibal. A Roseli Ruibal, ela é uma especialista em ESG, sustentabilidade. Roseli, fofa, te amo. Ela é uma fofa. Está dizendo aqui dois queridos, Cardozão e Demilson. Obrigado, Roseli. Um beijo.
Túlio Rocha, que é o nosso anfitrião aqui do estúdio, está dizendo que está dando boa noite a todos, que está na audiência, compartilhando. Marcelo Extraface, que também é do nosso segmento, ele é da Unipredios, ele vende equipamentos para a cultura. Conheço, Marcelo. Conheço. Opa. Marcelo e a Cláudia. E a Cláudia. Marcelo, olha.
Não vou mais convidar ele no podcast. Não. Não, convidei faz tempo, ó. Convidei, ó. Tem que ser a Cláudia. Nunca vai. Ele não consegue. Já conversamos sobre isso, inclusive. Já? Já. Eu falei, Marcelo, fique em paz. Vou fazer pergunta pra você do seu segmento, o que você faz, como que começou a Unipredios. Ele já, ó.
Em três enxovais de prédios meus, foi ele que fez. Que legal. Foi o Fit Piranga, Fit Rio Bonito e o InDesign. Olha, parabéns. Ele que fez enxoval de lá. Conheço, Marcelo Emiliano. Parabéns. É, o Marcelo, ele é diferenciado nesse mercado porque ele fornece os equipamentos e instala. Exatamente. A grande maioria chega lá, despeja tudo. Só larga, só larga.
E os síndicos e a luz se viram para instalar. Se viram para instalar, exatamente. Mas ele é um amigo querido nosso aqui, que a gente gosta muito dele. Cardoso, dentro de todos esses desafios, obviamente, tanto para você como para mim, a gente tem ao longo desses...
15 anos, que é o mesmo tempo da nossa trajetória, a gente tem conquistado muitas vitórias. Exato. Apesar de ser um segmento muito complexo, ao qual a gente se lida, eu costumo dizer que a pessoa que mais se aproxima é um segmento muito importante.
do síndico é juiz de futebol. Exato. Não é? É verdade. O juiz vai do céu ao inferno a qualquer momento. Qualquer momento, exatamente. E muitas vezes querem tirar o juiz, dizer que ele não tem idoneidade para ser juiz. Exato. E o síndico é assim também. Nós vamos do céu ao inferno com... Em dois palitos. É isso aí, é isso aí, de uma linguagem bem direta.
Agora, eu te perguntaria, dentro também, a gente falou um pouco dos desafios, falou um pouco de coisas importantes que você fez, eu acho que esse exemplo que você deu aí dessa discussão toda da questão da infraestrutura elétrica do empreendimento foi muito importante o que você está fazendo, e o resultado já está começando a aparecer. Agora, é...
Cite algumas coisas que lhe deram muito prazer ao longo dessa trajetória. Ah, condôminos? Nossa! Eu acho que a atuação de servir na vida das pessoas é o combustível que faz eu acordar todos os dias para servir essas pessoas. Porque condomínio tem problema? Todo condomínio tem.
Agora vamos falar de uma outra particularidade dos condôminos que precisam da gente. Vou dar um exemplo. Às vezes o condômino... Isso é coisa do meu dia a dia. Às vezes tem condômino que me champanhe na casa para conversar, para tomar um café, para expor a intimidade. Por exemplo, Cardoso, eu não estou conseguindo pagar o condomínio, porque meu armário não tem nem...
tá vendo? Então são coisas como essa que fala assim que eu falo pra esses condôminos, ó eu não tô aqui, porque querendo ou não, Demilson o síndico tem uma imagem ou construíram essa imagem do síndico tipo, que fala assim ó, você que não pára condomínio eu vou vender eu vou penhorar seu apartamento
Só que o síndico, não todos, não tem essa abordagem para o condomínio direto. Tipo, não é assim que funciona. Não é porque você está devendo o condomínio que eu vou penhorar. Não é assim que funciona. Tem um processo a ser respeitado. Só que para isso acontecer, eu preciso que você venha conversar comigo. E às vezes, Demilson, em sua maioria, o condomínio, o proprietário, ele tem vergonha de chamar o síndico para falar que está com o condomínio.
A gente usa estratégia. Café com síndico. Nos condomínios que eu vou, nos prendimentos que eu sou síndico, eu vou duas vezes por semana. E eu ando com o zelador e bato na porta. E aí, eu tenho a minha listinha dos condomínios que estão em mais de implante. Exato. E toda vez que eu chego nos meus condomínios, eu aviso. Que eu tenho um grupo de gestão que eu aviso, que é bloqueado, que só eu e minha equipe responde. E toda vez que eu chego nesses condomínios, eu aviso. Estou pelo condomínio, pelas áreas comuns. Vou visitar alguns apartamentos.
E aí nos bastidores a minha equipe já formaliza o WhatsApp ou e-mail. Tudo bem, possivelmente o síndico Cardoso vai estar aí, ele quer conversar com você. Você está em casa? Sim. Então seja, eu pego aquela listinha dos United Implentes e vou. Bato na porta. Tudo bem com você? Como você está? Ô, Cardoso, você está aí? Entra aí. Opa, claro, tem um café? Claro, vamos tomar um café. E aí, como você está? Você está bem?
Hoje não tem essa comunicação, Demilson. As pessoas não se conversam mais. Não converso. Por isso que a galera que conhece o Cardoso fala que eu sou resenha. Porque eu vou na casa do morador. Porque é meu cliente. É, eu sou resenha. É meu cliente, gente. É meu cliente. Eu preciso entender. Eu como líder, não é só eu sou síndico. Eu sou a caneta. Não, eu preciso entender o porquê que o meu cliente não está pagando.
e trocar uma ideia trocar uma ideia de pessoa por pessoa não como síndico e cliente sem né não o cardoso vou facilitar mais eu tô aqui para te ajudar a mas eu trabalhando aqui foi ó fica em paz mas eu preciso que você me deu prazo qual o prazo a cardoso eu acho que vou me estabelecer em três meses ó então você começa a pagar o condomínio em três meses beleza importante
juros, multa e imora vão correr. Normalmente. Nós não podemos abrir mão disso. Exatamente. O nosso jurídico vai continuar te notificando, vai falar que você está com o pagamento em aberto. Mas quando você tiver com o dinheiro na mão, me aciona com o jurídico. Que a gente faz um parcelamento. Eu não vou fazer parcelamento de 5 anos.
Porque não adianta um condomínio de R$ 700, você pagar R$ 100 por mês. Não tem como. Mas eu estou aqui para te ajudar. Então, ajudar as idosas. Eu gosto. Eu engordei, eu acho, com uns 10 quilos. Quando eu vou no apartamento das senhoras, dos senhores. Comer um bolinho. Ou o café com leite e o chocolate. Nós tivemos um apartamento que eu fui, de uma senhora que ela é acamada, ela tem um problema na perna. E ela tem uma cuidadora.
Nesse condomínio especificamente eu vou toda quarta-feira E ela sabe que eu vou de quarta-feira E aí eu fui lá no apartamento dela Conversei com ela, falei, você quer almoçar? E na quarta-feira que ela levanta de muleta Ela falou assim, no dia que você Falar que vem no condomínio Eu vou fazer o almoço pra você Olha que sensacional E eu fui, com certeza
eu falei eu tô aí eu na terça-feira alto e aí tá foi ela fez o almoço fez arroz e feijão fez mandioca fez carne seca de só que eu sou do destino nesse foi de salvador tá aí ela vem com pratinha assim e essa é só resenha ela vem aquele pratinho branco é que nem prato fundo né eu falei eu não acredito que a sala me trazer um prato raso
Um negão desse tamanho. Olha o cheiro daquela comida nordestina. Eu falei, um negão desse tamanho, você vai me trazer um prato raso? Não, eu quero um prato fundo. Tem prato fundo aí? Ah, tem sim. Ela falou, nossa. Ela falou assim, deixa que eu vou me servir. Eu vou lá, coloquei tudo que ela fez. Chentei do lado, na mesa, comi.
então sabe essas coisas é legal é é a na hora que você percebe que tem que ainda existe humanidade nas pessoas em si porque você só porque eu falo que a notícia ruim vende mais do que a bolsa boa né sempre então a pessoa falando síndico só na paulada síndico só pela essa época não gente na nova na minha profissão na nossa profissão
Tem as partes boas também, tem as partes boas, tem a nossa equipe também, o meu time, as assistentes, a equipe da portaria, a equipe da limpeza. Eu brigo pra caramba por causa da minha equipe. Esse dia eu tive um problema no condomínio, onde o morador chamou a nossa colaboradora do condomínio de incompetente, sendo que ele chamou ela no sábado, 3 horas da tarde, ela de folga.
Eu peguei esse print, mandei pro jurídico e foi notificado essa judicialmente. E aí eu joguei no grupo, não a pessoa. Eu só descomunicado e coloquei assim, pessoal, a portaria está recebendo esse tipo de mensagem no dia a dia de trabalho. O pessoal do grupo ficaram puto da vida.
Quem que fez isso, não sei o que, né? Exatamente. Porque aí entra a parte ruim dos condomínios, né? Porque às vezes as pessoas têm uma postura escravagista, né? Serviçais, acho que os colaboradores são... Não, gente. E eu até provoco, eu faço uma provocação para todo mundo. Quem que faz o quê? Quem que está disposto a descer do seu apartamento e fazer o que a equipe da limpeza faz para ganhar a merreca aqui? Sim. Porque se eu for levar...
Você acha que eu não queria que a minha equipe da Olimpíada não gasse 5 mil reais por mês? Você acha que eu não queria? Com certeza. Mas se eu fizer isso, vai aumentar o quê? O condomínio. E a galera vai falar o quê? Não, negativo.
Então, eu sempre falo, meu, tem que respeitar as pessoas. Não é questão da limpeza, da portaria, da gestora, o zelador, o gerente predial, o concierge. É respeitar as pessoas. Claro. Porque todo mundo que está ali, você é morador de condomínio, você sai para trabalhar. E as pessoas ficam lá cuidando, fazendo a gestão do seu resíduo, do seu lixo.
atendendo o seu visitante. Cuidando da segurança. Cuidando da segurança. Não deixando ninguém entrar no seu apartamento. Exato. E quando chega alguém lá na portaria, sem autorização, barra, a pessoa dá uns pulos de 10 metros porque não está deixando entrar. Está vendo? Então, olha que contradição. A pessoa está tudo ali, você está indo trabalhar e tem as pessoas ali, pessoas estranhas, não tem vínculo de parente, não tem vínculo familiar e está cuidando do seu patrimônio ali. Está cuidando da sua casa.
E aí você se dá o direito de falar de qualquer jeito? Não, gente. Não é por aí, não. Não é mesmo. E eu fico curto da vida. Eu pulo alto quando essas coisas acontecem. Você tá certo. Olha, tem uma pessoa aqui, Solange Santana. Esposa. Cardoso, síndico do meu coração. A esposa. Acompanha. Solange, sensacional, viu? É isso mesmo. Tem que valorizar. Me acompanha. Te acompanha, né? Me acompanha desde o início. É, muito legal. Sabe de toda a trajetória. Sabe. Cardoso.
o tempo passou. Rápido, eu sei como que você é. Rápido. E o que eu queria dizer é que a gente tem uma regra aqui no Mr. Pod, que quem vem, volta. Legal. Porque sempre tem muita coisa, a gente não consegue conversar tudo. Muito pouco tempo. Muito pouco tempo. E é uma hora, hein? É uma hora. E é pouco tempo, imagina se fosse... Exatamente, mas o convite já fica estendido, em algum momento você vai voltar aqui, estar com a gente, até porque o pessoal gostou muito.
A audiência foi lá para cima e ficou. Obrigado, hein? Viu? Porque você realmente é uma pessoa com muito conteúdo, muita coisa interessante para dividir conosco. Agradeço muito a sua participação e você vai ter sempre espaço aqui no nosso evento. Obrigado pela oportunidade.
E já deixo aqui aberto o convite de vocês, Mr. Pod, para ir lá no meu podcast, no Sítio Com Sincero. E nós encerramos esse ano, porque é muita. Sim, sim. Eu estou só o pó da rabiola. É verdade. Na segunda ou terceira semana de janeiro, meu time vai entrar em contato com vocês, ou com você ou com a Dai Lopes, né? Isso. Para ver a sua agenda, eu gravo toda terça-feira.
À tarde. À tarde, às três horas. Mas a gente vai ajustando porque pro ano que vem vai ter alguns ajustes, aquela coisa de horário, dia, aquela coisa toda, que são os feedbacks que eu recebi de todo mundo que foi, né? Que foram no podcast. Mas o convite aqui está sendo feito pessoalmente. Pessoalmente ao vivo. Ao vivo e a cores. Muito obrigado e já está aceito. Obrigado. Tá bom?
E você que está aí conosco, saiba que todas as terças-feiras, às 19h, aqui você encontra um assunto importante, relevante, como o que foi o de hoje, com a participação especial do Cardoso. Muito obrigado a todos e um abraço. Até.