167 | Condomínio: um retrato do Brasil | Mister Síndico
No episódio 167 do Mister Pod, Demilson Guilhem recebe um convidado especial para uma conversa profunda sobre sociedade, convivência e os desafios da vida em comunidade.O apresentador **Demilson Guilhem**, CEO da Mister Síndico, conversa com **Cesar Romão**, escritor, palestrante e jornalista, sobre um tema que reflete muito da realidade brasileira: **os condomínios como um retrato do Brasil**.Durante o episódio, eles abordam como o comportamento social, o chamado “atraso cultural” e as dificuldades de convivência impactam diretamente o dia a dia dentro dos condomínios. A conversa traz reflexões importantes sobre respeito, educação coletiva, lidera
Demilson Guilhem
Day Lopes
Cesar Romão
- Condomínios como retrato do BrasilDesafios da vida em comunidade · Comportamento social e convivência · Respeito e educação coletiva · Egocentrismo e falta de empatia · Importância das normas e princípios
- Gestão e LiderançaLiderança pelo exemplo · Comunicação eficaz · Empatia e compaixão · Gestão de conflitos em condomínios · Importância do reconhecimento
- Ansiedade e saúde mentalCausas da ansiedade · Impacto da ansiedade na convivência · Estratégias de descompressão emocional
- Valores PessoaisA importância dos valores na sociedade · Princípios para a convivência · O papel da consciência na mudança de comportamento
- Competência ProfissionalDignidade de todas as profissões · A importância do porteiro e do síndico · Visão de hierarquia e submissão
- Ser o exemploLiderança pelo exemplo · Exemplos de líderes inspiradores · O papel do exemplo na família e na sociedade
Tudo bem com você? Estamos iniciando mais um Mr. Pod, o podcast da Mr. Síndico. E você sabe que aqui nós sempre procuramos ter informações relevantes, informações importantes e atualizadas de tudo o que acontece no mundo condominial. Hoje nós vamos falar de um assunto que impacta a vida de todos.
Como você sabe, a vida num condomínio nada mais é do que uma parte da própria sociedade. É uma mini sociedade e um condomínio. E, obviamente, quem vive em condomínios tem que ter relações entre as pessoas, com os prestadores de serviços, com os síndicos, com todos aqueles que, de alguma forma, impactam o dia a dia do condomínio.
É óbvio que eu não conseguiria tratar desse assunto sozinho, porque é um assunto que tem um grau de complexidade, mas, ao mesmo tempo, um grau de importância cada vez maior. Por isso, eu tenho aqui um convidado que eu tenho a honra de receber, que é o César Romão.
Romão, seja muito bem-vindo, fico muito feliz de ter você aqui, com toda a sua bagagem, com todo o seu conhecimento, 25 livros escritos e editados, artigos diversos em jornais e tantas outras coisas que você vai poder dizer para nós. Seja muito bem-vindo.
Muito obrigado, Ademir. É um prazer imenso estar aqui com você. E debatemos um pouquinho sobre esse tema da convivência em condomínios, que é um tema que tem tendências, inclusive, para o resto do mundo. Porque cada vez mais as pessoas estão vivendo nessa comunidade chamada condomínio.
Sem dúvida, sem dúvida. Eu gostaria, antes de dar prosseguimento aqui ao nosso programa, de convidar a Dai, que acabou de chegar. Eu quero que ela venha aqui e sente conosco aqui na mesa, à mesa também. Dai, por favor.
Veio direto de um cruzeiro, um cruzeiro do mundo condominial. Aí passaram três, quatro dias. Quatro dias, né? E foi realmente muito importante. Mas que bom ter você aqui conosco. Seja muito bem-vinda. Muito obrigada. Muito obrigada a todos. Boa noite, né, pessoal? Um prazer enorme estar novamente aqui com o César. Prazer enorme. Vai ser um episódio de sucesso mais uma vez. Com certeza.
No navio ninguém discutiu nada, né? No navio, o condomínio dentro de um navio funciona bem. É, graças a Deus, sem nenhuma assembleia. Estressante, né?
César, fala um pouquinho quem é você, para que os nossos amigos que sempre estão aqui participando saibam a pessoa especial que você é. Eu talvez pudesse me autodefinir como um cosmopolita, né? Quer dizer, procuro me interessar por praticamente a maioria das coisas relativas à convivência humana, à existência humana. Escrevi 25 livros, estão em 51 países hoje.
E realizo palestras pelo país todo, palestras sobre liderança, motivação, gestão, convívio. Esse convívio que vocês discutem aqui, ele também é um grande problema dentro do mundo corporativo hoje. A convivência entre as pessoas está realmente tomando um rumo inaceitável, na minha opinião.
Não tenha dúvida. Olha, eu tive o privilégio de ganhar aqui um número
Esse é o último livro? É o mais recente. É o mais recente. Ele está aqui autografado. Se for o último, eu não volto mais aqui. Não, você está sempre convidado. É o mais recente. Mas ele está aqui, eu vou ler, porque é um livro. O título é Ensinamentos Bíblicos para o Sucesso. Reflexões e pensamentos que guiarão você para uma vida bem sucedida. Aconselho a todos, porque eu tenho certeza que tem um conteúdo muito importante e que serve para a vida de todo mundo.
Vamos lá, nós sabemos que não deveria ser assim, mas a vida dentro de um condomínio, ela vive momentos de tensões. A pessoa que está incomodada com o barulho, a pessoa que está incomodada com o vizinho que manobrou o carro errado.
as crianças que querem mais espaço e não possuem, porque aquele projeto não concebeu dessa maneira. Enfim, são N variáveis que trazem, muitas vezes, uma panela de pressão de vivência e convivência dentro dos condomínios. Como é que você enxerga esse retrato que, como eu disse logo no início, nada mais é do que uma mini parte dentro da sociedade?
Nós já vivemos em condomínio desde o início da civilização. Se nós voltarmos aqui à era das cavernas, por exemplo, australopitecos, neandertais, voltarmos mais ainda, homenídeos, eles viviam em pequenas comunidades que eram um condomínio.
Essas pequenas comunidades existiram e nós chegamos até onde chegamos e eles conseguiram transpassar essa comunidade para criar sociedade, respeitando as normas dessas comunidades. As aldeias indígenas, por exemplo, eram a mesma coisa, eram um condomínio.
Você tinha que respeitar as normativas das aldeias, tanto aqui na América do Sul, como na América do Norte, como na própria Europa. Então, o ser humano precisa de normativas. E ele precisa conhecer essas normativas, respeitar essas normativas.
Acontece que hoje nós estamos num momento tão... Disturbiado, entre aspas, né? Que as pessoas esqueceram da normativa, de respeitar a normativa. Elas se tornaram muito egocêntricas, então ela acha que ela está dentro de um condomínio, o prédio é dela.
A piscina é dela. Só dela. Só dela. A área comum é só dela. A garagem é só dela. É muito comum essa coisa das vagas. Pega duas vagas, para onde não vir. Então tudo isso é um contexto de convivência que as pessoas esqueceram.
de continuar praticando esse contexto de convivência. Os vizinhos, as discussões, Edmilson, como você citou, o vizinho é uma peça tão importante, porque ele é o parente mais próximo. Numa emergência qualquer, quem é o vizinho? O vizinho é o seu parente mais próximo.
Provavelmente é a ele que você vai socorrer, ao seu porteiro, ao seu guarda, ao síndico do prédio, se você tiver alguma emergência. Nós precisamos voltar à nossa condição de aprender a viver em sociedade, por mais incrível que pareça.
E essa falta de costumes, de conviver em sociedade, você vê em todas as coisas hoje, até no trânsito. Você vê como as pessoas no trânsito refletem aquilo que praticam dentro do condomínio. Às vezes as pessoas com os carros mais caros dentro de um condomínio são aquelas que mais criam problema. Concordo. Você imagina que a pessoa tem um carro caro, que ela tem uma certa...
visibilidade do que é viver em convivência. Não, ele é o mais egocêntrico de todos. Então, como ousas? Fazer isto na minha piscina, na minha sauna, no meu... Viver em convivência é um grande desafio. E nós precisamos, DMUCD, aprender isso. Eu falo muito sobre isso, inclusive no mundo corporativo, as pessoas não conseguem mais viver. Nem se tiver quatro baias no mundo corporativo, eles conseguem discutir. Quatro baias.
Quatro. Então, nós temos hoje no mundo, Demilson, nove tipos de personalidades. Eu vou te mostrar como não é difícil você aprender a convivência em pequenas aldeias, como é o Jandolino. Estamos ansiosos aí para entender. Nós temos nove tipos de personalidade.
Observe, se você aprender o essencial sobre cada tipo de personalidade, sobre essas nove personalidades, você vai se dar bem com oito milhões de pessoas, não só com as pessoas do seu condomínio. Nós temos que entender também como as pessoas são e não querer que elas sejam o que somos. Numa convivência normalmente é assim. O meu filho pode quebrar aqui o parque de diversão, mas o seu não, mas o meu pode.
Então, o meu filho pode cercar aqui, ficar dono da quadra, mas você não pode jogar. O seu filho não pode jogar. Essas personalidades, quando nós conhecemos mais sobre as pessoas, a gente compreende mais essas pessoas. Quando nós compreendíamos mais os nossos pais, os nossos avós, veja que a convivência era mais nutritiva. Não é porque eles eram legais, é porque a gente compreendia.
A gente se esforçava para compreender os avós, os pais. Mas respeitava também. Respeitava. A base da empatia e do respeito de hierarquia também, que é muito importante. Eu fico apavorado. Você sabe que eu moro em casa, mas já morei em apartamento.
Eu vejo alguns casos terríveis. Eu vi um síndico no noticiário que o cidadão puxou uma arma para ele, atirou dentro da reunião. Olha a que ponto a humanidade está chegando. Uma pessoa totalmente descontrolada, nem deveria arriscar a viver em comunidade. Mais que condomínio, comunidade, gente.
É uma comunidade, são pessoas, famílias. Mas, César, onde é que você acha que a humanidade perdeu essa condição de viver bem em sociedade? Bom, ela perdeu quando ela começou a abandonar os seus valores e princípios.
O que são os nossos valores? São as coisas pelas quais daríamos a nossa vida. O que são os nossos princípios? É como nós vamos defender as coisas pelas quais daríamos a nossa vida. Valores e princípios. A convivência em sociedade, o seu condomínio, aquelas pessoas, deveriam ser um dos seus valores.
E você deveria seguir os princípios para mantê-los, como amigos, como vizinhos. E é isso que aconteceu. Essas duas colunas foram derrubadas, foram abatidas. Então as pessoas hoje não têm mais valor.
Valores. Vamos supor, The Mills Day, você coloca lá a sua esposa, o seu marido, como um dos seus valores. Mas todo dia você chega em casa e tem uma forte discussão com ele, todo dia, até de domingo.
Então você tem que refletir, se ele é um dos seus valores, por que você está agindo assim? Então as pessoas ficam egoístas, elas acham que o mundo gira em torno delas, elas viraram meio cronos na filosofia, porque o cronos come não só os filhos, como quem estiver por perto. Não porque ele precisava se alimentar dos próprios filhos.
Mas para sentir poder, esse é outro ponto, Dimes, as pessoas hoje querem sentir poder. E elas encontram meios antiéticos de convivência para sentir poder. Então, ela vai até o seu porteiro, que é aquele que abre a porta para você todo dia, ela passa cisuda, não cumprimenta, xinga, ofende, destrata.
Por que ela faz isso? Para sentir poder. Essa ganância pelo poder também afastou muito as pessoas de uma convivência pacífica. Eu chamo isso aí de síndrome da caixa de fósforo. A pessoa...
Ela consegue subir numa caixinha de fósforo dela e aí ela se acha uma autoridade, se acha empoderada para fazer o que ela quer e é o que você mencionou. Aí ela dispara coisas no sentido de mostrar que ela tem poder. E elas fazem das pessoas que estão em torno, tratam como se fossem submissos.
Então, o fato de ele estar numa guarita, de ele estar numa segurança, ele é um submisso. Não, ele não é um submisso. Primeiro, ele é um ser humano. Segundo, ele está ali trabalhando para sustentar a família dele. E ele está lhe servindo dentro da profissão dele. Toda profissão é extremamente digna. Sim. Toda profissão é como o vinho. Eu tenho aí uma das paixões, que é o vinho. Uma vez, num debate, um rapaz falou assim para mim, Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não
Romão, sangue de boi é vinho? Aquilo era, né? Eu falei, olha, todo vinho merece respeito. Sabe por quê? Não importa o vinho, a uva teve que ser plantada. Aquela videira para encontrar água, ela chega às vezes a percorrer com a sua raiz 12 quilômetros para achar água para se alimentar.
Ela achou, ela te dá uma uva. Pode não ser boa a uva do jeito que você gostaria, mas uma coisa a gente tem que respeitar. Nós temos que respeitar todos os vinhos, porque todos, a videira é mais ou menos como a nossa vida. Ela sofre para dar o fruto.
ela sofre para que aquelas uvas estejam ali. É um processo longo. E outra, é um processo longo. Esse profissional que está ali, ele é uma videira, ele está ali trabalhando, às vezes toma um ônibus lotado, um metrô lotado para estar lá com você, acorda muito cedo. Então nós temos que respeitar qualquer tipo de profissão.
Não é porque ele está numa posição inferior, que você julga que é inferior à sua. Agora, tem uma coisa, Demilce Day, que eu gostaria de ressaltar aqui.
Faz um teste. Você que está nos ouvindo aí, que pensa que você é Zeus, aí no seu Olimpo. Tem aqueles que moram um pouco mais acima e acham que são Zeus e estão no Olimpo. Tudo que você reclamar no seu condomínio vai desaparecer, vai deixar de existir. Imagine isso. Você reclamou do síndico, não tem mais síndico.
Você reclamou do guarda? Não tem mais guarda. Você reclamou do rapaz que demorou demais para abrir o portão para você? Não tem mais quem vai abrir o portão para você. Uma maneira de desenvolver uma reflexão sobre a importância das profissões. Toda profissão merece respeito. As pessoas esquecem que, independente de que ele se sinta superior como porteiro ou auxiliar de limpeza...
Ele também demanda para alguém, ele também serve a outra pessoa. Todo mundo tem um emprego, todo mundo trabalha, independente do nível do setor. Mas você sempre está servindo alguém. Então, a base de tudo é a empatia, o respeito. E olhar para o próximo, realmente, ele é o porteiro, mas ele é o porteiro que está segurando.
A segurança da sua família, dos seus filhos, da sua esposa, do esposo, é ele que está ali resguardando a sua casa e as pessoas esquecem dessa... É compaixão, né, Dey? Exato. As pessoas não se colocam mais no lugar do outro. É, não se colocam. Essa é a compaixão. Então, você tem que se colocar no lugar do outro. Sabe, tudo bem, aconteceu, mas qual o problema será que ele está enfrentando, né, para que ele chegasse nesse estágio?
Agora, existem seres humanos que nem nascendo de novo, Demilson, vão ter conserto. Sabe, é só se reencarnar como árvore. Porque se reencarnar como árvore, sabe como é que ele viria? Figueira seca.
A histórica figueira seca Aliás, tem uma passagem bonita Que ele fala O profeta diz Ainda que a figueira esteja seca Tenha fé no seu caminho Ainda que a figueira esteja seca Ele faz um devaneio Sobre a figueira seca E é o que está faltando para as pessoas Ainda que você tenha um porteiro Que, sei lá, criou algum problema Tenha fé nele Ajuda ele a melhorar Ajuda ele a melhorar
Se você é tão superior, quando a gente se torna alguém de destaque na sociedade, a gente ganha uma missão. Você tem que auxiliar a sociedade a ser melhor conduzida. Mas, César, vamos tentar ser um pouquinho prático em relação a isso.
Adá e eu trabalhamos liderando condomínios, o tempo todo se relacionando com pessoas de todas as categorias. Tem pessoas de classe A a mais, tem pessoas de classe D e E, tem os nossos funcionários e assim por diante. O que nós, enquanto gestores...
podemos auxiliar para tentar recuperar essa qualidade na relação entre as pessoas. Cabe a vocês um papel que, na minha opinião, é muito digno, bonito e maravilhoso. Primeiro, montar o equilíbrio.
nessa turma toda aí. Como é que a gente monta esse equilíbrio? Uma consciência de que todos são seres humanos. Mas não é porque é humano que erra, isso é uma conversa para justificar as pessoas que cometem erros. Eu sou humano, humano erra. Não, estabelecer o ponto de equilíbrio como seres humanos dentro das características humanas.
Porque normalmente numa reunião de condomínio, eu já morei em prédio, raramente você via alguém fazer algo nutritivo. Eram sempre questionamentos. Sempre questionamentos. Às vezes até sem fundamento. Pela visão dele, aquilo era um absurdo. Mas o conhecimento dele sobre o fato só ia até ali. Então as pessoas também não têm o conhecimento do todo.
Então, estabelecer que são pessoas que estão ali, que têm famílias, precisa ter respeito. E que as ideias que forem apresentadas, elas têm que ser nutritivas, elas têm que colaborar. Porque quando começa aquela discussão, não colabora, não colabora. Olha, infelizmente eu não vou levar à frente a sua opinião, porque ela não contribui. As pessoas hoje não conseguem mais contribuir, nós temos que também colocá-las num exercício de contribuição.
Eu faço muito isso nas minhas palestras. Você sabe que eu, às vezes, começo a palestra com exercício de contribuição. Porque elas não sabem, elas esqueceram como é isso.
Ninguém faz mais isso. Mas por que eu tenho que contribuir? Eu já comprei o apartamento, já pus o meu dinheiro aqui, eu pago o meu condomínio e eu ainda vou ter que... Vai ter sim. Vai ter que ser gentil, educado. Vai ter que ser educado, vai ter que ser gentil. Porque senão você vai se tornar uma pessoa hostil ali.
E vocês sabem muito bem, vocês devem ter muitos exemplos de pessoas hostis em condomínios, e o que isso causa, causa até a retirada às vezes da pessoa de lado. Sim, sim. E aí você ganhou o que sendo hostil? A hostilidade nunca levou ninguém a lugar nenhum. A hostilidade, Demilson, ela sempre te leva para um lugar pior.
Nós temos duas grandes vergonhas na humanidade, na minha opinião. As guerras e a escravidão.
Veja, a escravidão acabou, entre aspas, hoje ela existe em alguns subterrâneos aí, mas é uma coisa mínima. E as guerras que estão aí. A guerra levou a um lugar melhor? Não, levou a um lugar pior, levou a uma condição pior. Então, a hostilidade, não que ela tenha que ser combatida, ela tem que ser elucidada.
Porque ela não tem lugar numa convivência. Imaginem lá no passado, se a aldeia A e a aldeia B tivessem que serem hostis a todo momento. Deveria ter hostilidade. Mas uma hostilidade onde as pessoas aprendiam a fazer alguma coisa nutritiva.
E os limites de cada um, que é muito importante. Limite. Quando a gente perde essas características, a gente nem sabe mais o que é limite. Nós nos tornamos aqueles eus, né? Sim. Que acha que todo mundo está abaixo dele, né?
E a gente não tem mais noção do que é limite. Veja isso na política. O nível de corrupção no nosso país. O que aconteceu? Não tem limite, perdeu o limite. Não, está cada vez maior e cada vez mais a gente achando que aquilo é normal. Foi crescendo ao longo dos anos. Num condomínio não é diferente. Se der a permissão para que certas coisas tomem espaço...
Você não consegue...
Controlar mais depois. O abrir precedência. Na realidade é assim. Eu acho que todo... Vou fazer uma apologia aqui agora. Eu acho que todo condomínio, antes de entrar para a reunião de condomínio, tinha que passar 10 minutos numa psicóloga. É uma ideia, né? Fazer um testezinho. Olha, hoje não é um bom dia para o senhor entrar nessa reunião de condomínio. Seria interessante. Agora, um outro ponto que eu queria colocar.
César, dentro dessa nossa análise aqui, é que o condomínio muitas vezes tem que assumir posturas de punição. Seja através de uma notificação, seja através de uma multa, muitas vezes através de um processo com aqueles condôminos antissociais, para que aqueles condôminos passem.
a não viver mais naquele ambiente. Como é que essa questão da punição, somado a essa postura das pessoas de não aceitarem nada do que aquilo que você diz que está fazendo está correto, como é que isso pode ser harmonizado?
Olha, eu acho que toda reunião de condomínio deveria começar, não precisamente com uma psicóloga, mas com pelo menos 10 minutos de instruções humanitárias.
Para as pessoas entenderem ainda que tem jeito, que tem como consertar isso. Então, começou a reunião, começou a reunião. Gente, eu vou falar cinco minutos aqui sobre compaixão hoje. Olha, compaixão é isso e tal.
A gente começar a ajudar essas pessoas a ter um pouco mais de consciência. Porque existe um lugar, Demilson e D, que é o único lugar que você consegue mudar o padrão de comportamento das pessoas. Vou te dar um grande segredo agora. Opa, estou ansioso aqui. Você põe as sete chaves lá no seu escritório. O ser humano só muda.
quando ele é tocado, não no coração, não na mente, mas na consciência. Eu vi que você apreciou o livro por ser ensinamentos bíblicos, não é? Sim. Então, se você permitir, eu faço uma retroativa aqui para uma passagem bíblica. Por favor. Jesus escrevia na areia. Algumas pessoas se aproximaram dele e disseram...
Jesus, pegamos esta mulher em flagrante adultério. Pela lei de Moisés, ela precisa ser apedrejada. E tu, o que dizes? Perguntaram três vezes e ele não respondeu. Porque na realidade era uma armadilha, uma pegadinha. Porque se ele fala, cumpra-se a lei de Moisés, ele estava jogando a dele na lata do lixo. Se ele fala, cumpram a minha, ali estaria indo contra a lei de Moisés. Então Jesus se levanta.
E pergunta, quem aqui não tiver pecado, que atire a primeira pedra. E a multidão vai embora. Quando a multidão vai embora, ele olha para a mulher e diz, não vejo ninguém mais aqui para te condenar, vá e não peques mais. A grande questão, existe uma discussão muito grande até hoje sobre essa passagem,
Porque as pessoas falam, ah, Jesus falou ao espírito daquelas pessoas, Jesus falou ao coração. Não, ele falou à consciência.
Quando você fala a consciência, é a única maneira de você conversar com as pessoas. Então, se você, por exemplo, começa uma reunião, Oi pessoal, tudo bem? Puxa, olha, eu tenho certeza que você sofreu muito para chegar em casa hoje, ruas inundadas, trânsito terrível. Quando você toca na dor, tem compaixão pela dor, você começa a falar com a consciência.
A gente precisa aprender mais sobre as pessoas que habitam aquele prédio para que a gente possa tocar a consciência delas. Existe uma tendência nas igrejas de todo o mundo, não é só aqui no Brasil.
Lá fora as igrejas funcionam da seguinte maneira. Aqui também. Eles têm um olheiro. Então esse olheiro antes do culto, esse olheiro mapeia os problemas. Esse olheiro vai sentando aqui, ali, fica na fida da entrada, fica naquele tumulto ali ao pé do palco e fica conversando com pessoas.
Aí ele olha para a pessoa e fala assim, nossa, eu estou com um problema de saúde com o meu filho. Quando você conta um problema seu para alguém, você tocou a consciência daquela pessoa porque ela tem problema também. Ela vai contar um problema para você. Já repararam isso ou não? É só você contar um problema que a pessoa começa a contar o dela. Quando as pessoas começam a contar o dela, ele vai mapeando. Aí antes do orador ir ao palco, ele tem um mapa.
Ora, tem 200 problemas de saúde, tem 150 problemas financeiros, tem 100 problemas de falta de emprego. Aí ele começa por aquele mapa.
Observe isso. Ele vai lá e começa pelo menor número de problemas. Eu sei que você veio aqui porque você está sem emprego. Já falou a consciência de todos aqueles que estão sem emprego. Eu sei que você veio aqui porque você está sem dinheiro. Já falou com todos aqueles que não têm dinheiro.
E eu sei que você está aqui por esse problema de saúde e quer a cura. Pronto, falou com todo mundo. Ele fechou o cerco. Só depois que ele fecha o cerco na comunicação é que ele dá a mensagem que ele foi lá para dar. A mensagem religiosa que ele iria dar.
Eu deixo uma sugestão, por isso que eu disse que a gente tem que aprender mais sobre as pessoas que estão lá no dia da reunião. Às vezes você não conhece, né? Se você aprender mais sobre as pessoas que frequentam uma reunião de condomínio, eu tenho certeza absoluta que você consegue melhorar a sua iniciativa de mensagem no início da reunião.
Esse exemplo que eu te dei é muito comum. Vamos supor que nós vamos fazer uma reunião hoje em condomínio. Eu levei duas horas para chegar aqui hoje, até um pouquinho mais. Mas eu sou ajustado, né? Eu já previa, falei, eu vou sair antes, porque se cair um motociclista na 23 de maio para a cidade. São Paulo, seu de São Paulo. Se nós estivéssemos hoje aqui em uma reunião, todo mundo demorou para chegar em casa.
Eu sei que você, assim como eu, demorou para chegar na sua casa hoje. O tranche está terrível. Eu sei que todos nós trabalhamos muito. Chegamos em casa e amamos ver a nossa família, os nossos filhos. As pessoas têm coisas em comum. Numa reunião como essa, a gente precisa primeiro despertar essas coisas em comum.
Não dá para você começar, na minha opinião, começar uma reunião no condomínio, como as minhas, que parecia reuniões de países mestres. Eu ia às reuniões, dividia com a minha esposa, e a diretora já começava assim.
porque tem alguém que já quebrou quatro vidraças, porque tem alguém... Você não chega com a sua comunicação às pessoas. As reuniões que eu participei no passado, tem 20 e tantos anos que eu morei em prédio, era desanimador. Olha, eu quero avisar que a próxima vez... Era tudo ameaça. Então você não tinha uma contextualização para criar uma consciência nas pessoas sobre determinados fatos.
E você acha que na medida que, vamos dizer, boa parte acaba se equacionando com esse discurso inicial, há uma contaminação positiva com os demais? Nutritiva, mais que positiva. Nutritiva. Nutritiva. Vou lhe dar um outro exemplo. Alexandre o Grande.
antes de qualquer batalha, ele colocava todos os seus generais à frente da guarnição de batalha. Ele passava com o seu cavalo, olhava para os generais e dizia assim, general, ele falava o nome do general, filho de fulano, tua família te espera. Aí ela era o outro general, general tal, e falava o nome da pessoa.
Demilson, o nome é a coisa mais poderosa que nós temos. Verdade. Até porque foi quase a primeira coisa que você ouviu. Bem-vindo Demilson, bem-vindo Dei, o dia que você nasceu, todo mundo começou a falar seu nome. Por exemplo, começar
uma reunião enaltecendo as pessoas pelo nome. Bom dia, seu João, tudo bem? Bom dia, Tereza, bom dia. Maria, vi que você veio hoje. Olha, você faltou aqui nas últimas três reuniões. É isso que eu chamo de saber mais sobre as pessoas. Esses generais de Alexandre conquistaram o que conquistaram não porque eram só bons, mas porque eles se sentiam reconhecidos dentro do problema deles.
Então, a conversão, por exemplo, voltando, se você permitir, a uma passagem bíblica do soldado romano que pede a Jesus para curar o servo dele. E Jesus responde, olha, se você chegar em casa ele já vai estar curado. Não, ele diz assim, melhor dizendo, eu vou à sua casa. Ele fala, não sou digno que entreis em minha morada, porque eu sou um romano.
Mas basta uma palavra sua e eu tenho certeza que ele será curado. E Jesus responde, quando chegastes em casa, seu servo estará curado. Ele chegou e o servo estava curado. A confiança. Jesus despertava nas pessoas a confiança. Eu acho que quem dirige uma reunião de síndico, por exemplo, ele tem que aprender a despertar. Eu tenho que acreditar em você.
Eu tenho que acreditar que eu vou te apresentar um problema, você vai me ouvir, você vai tomar uma providência. Senão fica aquela história, não adianta falar nada aqui, toda a gente fala, não acontece nada. E fica essa média. Já reclamei e não resolveu. Toda comunicação entre seres humanos, Demil Cidei, ela tem uma sistemática. Eu tenho três filhos.
Eles são completamente diferentes. Meu filho mais velho, eu falo para ele, filho, eu estou com um problema aqui no telefone. Senta aqui, pai. Senta comigo, olha, é assim, é assim, é assim. Ele senta e me explica. O do meio, eu falo, olha filho, eu estou com um problema aqui no meu telefone.
problema? Eu já sei. Você não pode fazer para eu olhar e aprender. Não, não, não, pai, demora muito. Vai e resolve. O mais novo, olha, eu estou com... Qual é o problema, pai? Ele pega o telefone, vai para um cantinho, tá, pai, está resolvido. Mas como? Eu preciso saber? Não, está resolvido.
Então, eu desenvolvi ao longo da minha vida, e agora tenho um neto, eu desenvolvi ao longo da minha vida três maneiras de comunicação, uma para cada um dos meus filhos. Porque eles são diferentes. A gente não pode ter a mesma comunicação com pessoas diferentes. Numa reunião de condomínio, se você tiver a mesma comunicação, se ela for linear, você não chega na maioria das pessoas.
O meu neto, um dia, eu fiz uma oficina para ele, tem sete anos, na minha garagem, e ele vai em casa, teve um dia lá que eu falei para ele, conserta todos os carros aí, vamos passar o dia aqui, né? E aí ele fez aquela bagunça toda e tal, e aí precisou varrer a garagem. Eu disse a ele, eu falei, olha, eu faço a varreção com a vassoura, você segura a pá.
E coloca a pá no lixo aqui, está aqui o lixo. Aí ele falou assim, mas por que eu tenho que segurar a pá? Vovô, porque você já não faz tudo. Eu falei, olha, segurar a pá é uma pequena tarefa. E pequenas tarefas desenvolvem grandes caráteres.
Ele olhou para mim e não entendeu nada que eu disse, sete anos, né? Segurou a pá, subimos. Quando nós subimos, o tio dele, o meu filho, perguntou, e aí, o que estava fazendo? Olha o que ele respondeu, desenvolvendo grandes caráteres. Uau! Não podia ser melhor, hein? Veja como nós temos que... Os líderes, quem lidera o síndico nessa questão aqui, ele precisa melhorar a sua comunicação.
Ele precisa entender dessa convergência de pessoas. Às vezes, aquela pessoa mais hostil, que você já sabe que é hostil,
Converse um pouquinho com ela antes da reunião. Ô João, que bom que você veio hoje aqui. E como é que está a sua esposa? Como é que está o seu filho? Antes da reunião. Tira um pouco da hostilidade dele antes. Ah, mas isso é coisa para psicóloga. Não. Isso é coisa para psicóloga, psiquiatra, o cara que tem que respeitar. Não é assim. Veja, está tendo comunicação.
Alguém comunicou algo lá, algum problema qualquer, ou criou algum problema, ele vai comunicar isso a você, você vai dar uma solução. Demilce Day, mais vale o que se aprende do que o que se ensina. Às vezes você quer ensinar, ensinar, ensinar, mas será que ele está aprendendo?
Então, eu acho que os síndicos hoje seria fundamental que eles entendessem que a profissão deles, além de ser síndico, também é lidar com pessoas. Então, eles precisam aprender a lidar com pessoas. É o principal, acho que é a essência.
da nossa profissão é o lidar com pessoas, é o aprender a lidar com cada tipo de pessoa e as nossas reações que são as mais importantes. Nove tipos só. Quase nada.
César, eu sempre falo que os oito tentáculos do povo não são suficientes para definir as atribuições que um síndico possui. Nós precisamos entender de engenharia, de direito, precisamos entender de finanças, de contabilidade e precisamos entender de pessoas. E eu diria, como a Day acabou de dizer, que esse é o principal desafio do síndico hoje.
As qualificações técnicas, eu vou ali e faço um bom curso de direito condominial, eu vou ali e faço um bom curso de assistência técnica condominial, eu faço um curso de finanças, mas esta parte da relação humana, que é o grande desafio e que eu acho que é onde a maioria das pessoas, não só o síndico, mas as pessoas que vivem em comunidade pecam.
E não se interessam em melhorar esse ponto. A gestão de pessoas. Exato. A maioria dos síndicos, por exemplo, pelo menos alguns que eu conheço, que são amigos, inclusive, eles se sentam na posição de síndico. Eu sou síndico, tenho que me respeitar. Agora, quando é que as pessoas adquirem respeito?
Eu admiro. Mais que isso. Quando é que as pessoas te respeitam? Porque o grande líder, ele não é respeitado, ele é seguido.
Rudolf Giuliani, quando houve o 11 de setembro, que era o prefeito de Nova York, ele estava hospitalizado fazendo quimioterapia. Ele assistiu pela televisão, como todos nós. Ele tira o material cirúrgico lá que estava tomando remédio, pega um chapéu de bombeiro de um bombeiro que estava no corredor do hospital e vai para lá.
Quando ele aparece no 11 de setembro com o chapéu do bombeiro, um jaleco de bombeiro, todos os bombeiros que o viram assim, mesmo os aposentados,
Saíram de casa, sem ser convocado, e foram para lá. Houve um bombeiro, já aposentado, pegou o seu equipamento, um equipamento de bombeiro hoje, pesa quase 60 quilos, se não me engano, na época. Hoje deve estar um pouquinho mais leve, mas deve estar uns 40 quilos hoje. Ele já tinha uma certa idade, estava aposentado, 75 anos, vestiu todo o seu equipamento e correu para o local. Não conseguiu passar com o carro, ele veste o equipamento e vai correndo. Não conseguiu.
Com 75 anos e todo o equipamento de bombeiro, ele correu 17 quilômetros. Ele chega lá e morre. Você tem uma ideia? Todo ano é feita uma corrida em Nova York, no 11 de setembro, para homenagear esse bombeiro. Agora a questão. Por que os bombeiros, mesmo aposentados, saíram da sua casa, pegaram seus trajes e foram para lá? Liderança pelo exemplo.
Exemplo. Falamos de Jesus aqui. O que ele deixou? Exemplo. Só exemplo. Cada passagem dele é um exemplo que a gente usa até hoje. Então, a melhor maneira de liderar é pelo exemplo. A gente deu uma pisceladinha em política aqui. Qual é o político que a gente seguiria hoje nesse país?
Fica aí um enigma. Fica um enigma, difícil de responder. Nós temos aí essa questão. Professores, por exemplo, eu vejo muito isso. Eu mesmo me inspirei em muitos professores. Eu tinha um sonho fantástico, a minha grande inspiração era Ogmandino. Ogmandino, me lembro. Li vários livros dele. O maior vendedor do mundo. Isso. Eu falava, um dia, se Deus quisesse, eu vou conhecer esse cara.
Esse cara é o Marcos. Ele foi para mim uma grande inspiração, um grande exemplo. Quis o destino. Nós acabamos nos conhecendo. Olha que bacana. Ele leu A Semente de Deus, na época que eu transcrevi o livro para ele. Ele disse, Romão, esse é um livro que eu gostaria de ter escrito.
Me deixa fazer uma menção no seu livro? Uau! Então, eu tinha diante de mim, de Milce Day, o homem que mais vendeu livros no mundo depois da Bíblia, até hoje. Ninguém vendeu mais que ele. Querendo fazer uma recomendação num livro meu. Nossa, que privilégio. Eu deixei, né, de milce? Não, não.
Não ia deixá-lo constrangido. Isso, não ia decepcioná-lo. E A Semente de Deus é o único livro no mundo que tem uma recomendação de Og Mandino, o homem que mais vendeu livros no mundo depois da Bíblia até hoje. Tem 18 livros, recomendo que você, seus telespectadores, você já leu vários, tem 18, conheçam.
Por que ele se tornou para mim essa figura fantástica? Pelo exemplo, ele era um homem que entrava em um estádio, se caísse uma agulha, você ouvia a agulha cair quando ele falava. Então, nós temos que criar liderança pelo exemplo. O síndico tem que ter consciência disso. Antes, ele tem que preparar a reunião e dizer, como é que eu vou ser um exemplo hoje aqui? Como é que o cara que está lá...
Amanhã vai dizer assim, eu quero ser igual a ele. Eu quero ser síndico do prédio. Ou seja, a coisa mais difícil hoje talvez seja o cidadão se candidatar por livre, espontânea ou forçada vontade a ser síndico. Falta exemplo.
Eu me lembro que quando a semente de Deus explodiu no Brasil, era uma tragédia aquilo para mim, porque você ligava o canal da televisão, às vezes você estava no mesmo horário, dez programas, abria Jornal do Dia da Nua, e eu estava lá, César Romão, César Romão. Nessa fase, e hoje também, muita gente começou a escrever.
Porque não o César Romão, mas o trabalho do César Romão serviu de exemplo. Como o Og Mandino serviu para mim. Sim. Eu ministro curso, treinamentos, os meus alunos. Quando chegam a primeira coisa que eles falam, Romão, quero ser igual você no palco.
bacana, eu estou deixando um exemplo eu acho que é isso que os síndicos hoje tem que se perguntar ele tem que preparar a reunião ele não pode chegar lá só com os problemas de improviso tem que preparar porque é comunicação, são pessoas e você vai ter que ser um exemplo de um cara que trata cada um é na própria família o pai é o exemplo dos filhos exatamente eu acho que e aí
Nessa questão da comunidade em si. A gente, cada um tem um ecossistema, micro ecossistemas, que se unindo dá isso tudo, né?
Tudo na nossa vida é o exemplo. É a gente, no nosso dia a dia, como cintio, dando exemplo de como ser educado com os funcionários, de como tratar os próprios condôminos mesmos, que são desafiadores. E na nossa casa, que exemplo que a gente dá para os nossos filhos, que exemplo que a gente tem. Meu pai é o maior exemplo da minha vida. Eu honro muito ele e...
Grande parte do que eu sou hoje, do meu caráter, dos meus valores e princípios, vem do que eu aprendi com meu pai. Então, a gente precisa ter essa autoconsciência. É o exemplo do seu pai. Na minha avó, às vezes eu chegava cansado de visitar minha mãe, meu avô morava lá. E aí, tem muita paz, eu estou cansado. Às vezes eu nem quero sair de casa.
Então não vai. Não, mas eu preciso ir. Tem contrato, eu preciso fazer a palestra. Então vai. Aquele dia eu falei, pô, ele está certo. Por que eu estou reclamando se eu estou indo? Então, nós temos uma mania muito grande, principalmente brasileira. Quando nós reclamamos, nós perdemos a percepção das coisas boas que podem acontecer. Se você começa uma reunião,
atendendo reclamações, a percepção do que você tem de bom para colocar já morreu. Já perdeu. Tem uma ótima notícia, meus queridos condôminos. Hoje, vocês vão chegar no seu apartamento e todas as mulheres ganharam no condomínio uma caixa de chocolate. Um exemplo, né? Sim.
A maioria das reuniões que eu pessoalmente ia, era só reclamação. Quem tem algo a reclamar? Então, quando você começa pela reclamação, você perde a sinergia da comunicação.
Eu, por exemplo, chegar numa palestra e dizer assim, pô, gente, o voo atrasou, fiquei quatro horas no aeroporto, perdi minha mala, acabou, eu cortei a sinalidade. Sim, sim. Esse cara veio aqui para reclamar, em vez de trazer um conteúdo para nós. É isso aí, Denis. Não é? É interessante. Olha, deixa eu ler aqui alguns comentários que chegaram aqui. Os que não forem generosos, você não lê.
Olha, o Claudio... Impiedosos, né? Tá certo. O Claudio Bispo da Silva. Boa noite a todos. Grande abraço, senhor Demilson. Tema ótimo. Ele é da área de terceirização. Ele trabalha na maior empresa de segurança aqui de São Paulo. O Claudio Bispo. O síndico Fábio Gomes está dando boa noite. E está aqui de olho no nosso assunto.
O nosso amigo Devite, é uma pessoa querida que está sempre aqui nos nossos programas, sempre dizendo que está aprendendo aqui conosco. Temos aqui um, não sei, você conhece o Albélio lá de Belo Horizonte?
Albélio, eu terei imenso prazer em lhe conhecer. Quando for a BH, eu vou muito aí à sua cidade. Vale a pena, porque o Albélio é um estudioso também das relações humanas das pessoas em condomínios. Ele já esteve conosco aqui. Albélio, um abraço para você. Olha aí, quem sabe vocês vão trocar algumas figurinhas aí. Edifício Gisele.
69, 18. Excelente. Acabei de chegar por aqui e já amei. E ela diz assim, síndico eficiente faz os condôminos entenderem que a harmonia é importantíssima. Perfeitamente. É o que a gente discutiu até agora. Exatamente. Imagine uma orquestra se você não tem harmonia, cada um toca como quer, você não teria música.
Sabe que a semana passada eu escutei a nona sinfonia de Beethoven e ele estava absolutamente surdo quando ele compôs aquela sinfonia. E quando você escuta aquela sinfonia, fala como é possível um ser humano, um gênio, conseguir compor aquilo e ele jamais escutou aquilo que ele compôs.
Sensacional, né? É a alma que falou. É, isso mesmo. Olha, o Emocional Inteligente tá dizendo aqui, boa noite a todos, sou muito fã do César. Hoje vou unir o útil ao agradável, assistir o podcast que eu gosto com um convidado que eu adoro. Obrigado, querido. Um abraço. O Túlio é o nosso anfitrião aqui do nosso estúdio, diz que tá na audiência também, tá dando boa noite a todos.
o Clóvis Salomão, um amigo querido lá do Rio de Janeiro, trabalhamos juntos, diz assim, boa noite, infelizmente não vou aproveitar o podcast de hoje, pois estou em reunião de condomínio. Agradeço sempre ao Demilson por essa oportunidade semanal.
Clóvis, assista depois, vai estar lá gravado, porque você não pode perder. Você que é um ser humano maravilhoso, você só vai somar coisas que estão aí também ao seu acesso. O Emerson Gamberini.
Boa noite a todos, muito interessante esse assunto. Bem, então tem outras pessoas aqui também, dando boa noite. Marcelo Extraface, Vera Rogato, uma amiga querida, uma síndica profissional. Júlio César, enfim. Tá aí, se depois surgir mais... Que sorte, hein? Nada, nada, nada, nada.
César, eu venho ao longo da vida aprendendo essa parte das relações humanas, porque eu sou da área de exatas, fiz engenharia, e no começo eu diria que eu era um autoritário, um ditador, nas obras que eu cuidava, eu construí prédios aqui.
em São Paulo no começo da minha carreira, depois migrei para a área corporativa e aí eu fui recebendo inputs, às vezes de subordinados.
O subordinado chegava para mim e falava, Demilson, não faça isso, olha o que você fez. E aquilo me levava a refletir sobre a questão das relações humanas. E as áreas de recursos humanos das companhias sempre muito preocupadas em melhorar esse ponto. Eu sei que você, como um grande palestrante, palestra também para organizações. Essa dificuldade também está dentro das corporações.
E você não imagina o quanto. Porque a corporação vive de equipe. São equipes. Certo. São mini equipes globais ali. Mas isso é histórico, sabe, Demir? Esse tema é bem histórico. A Nibol atravessou...
toda aquela cordilheira gelada com seus elefantes, chegou aos portões de Roma com praticamente um terço dos seus soldados, que morreram todos lá na janela, na travessia, dominou Roma. Dominou, derrubou Roma. E não matou todos os romanos. Expulsou.
Os romanos se reorganizam, voltam mais tarde, alguns anos depois, e retomam Roma. Aí o grande general dele diz assim para ele, Aníbal, você só sabe conquistar, você não sabe manter. A gente, às vezes, tem um ímpio a conquistar.
Só que manter é uma outra fase. Requer, às vezes, muito mais do que a conquista. Sim. Então, o síndico, por exemplo, toda a parte acadêmica dele, assim podemos chamar, posso chamar assim? Sim, sim, a formação dele. É para ele conquistar.
Agora, quando ele chegou lá, chegou à condição de síndico, ele precisa entender que ele já conquistou, agora ele precisa manter.
E você só vai manter se você conseguir fazer com que aquelas pessoas tenham confiança em você, você seja um exemplo para elas e elas entendam que você tem compaixão por elas, quer dizer, você sente o problema delas. A pessoa chega para você e fala assim,
Vou te dar um exemplinho de compaixão fácil. Alguém bateu no meu carro, Demilson. Acabaram com o meu carro. A câmera quebrou também. Acabou não gravando.
Bem, nós vamos descobrir quem bateu, vamos apurar isso e tal. Agora, qual é o síndico com compaixão? Seu João, o nome. Seu João, seu Demilson, bateram no seu carro. Aquele carro lindo, que o senhor tem tanto cuidado. Aquele carro que o senhor viaja. Eu não acredito, Demilson, que bateram no seu carro.
Bateram. Aí o outro lado vai falar. Lembra que eu falei? Você tem compaixão pelo problema, a pessoa te fala mais do problema? É capaz até dele entregar que foi a mulher que bateu e... E ele precisava culpar alguém no edifício.
Então, existem maneiras, a comunicação é extremamente importante, ela é a conquista do síndico. É a maneira dele manter o posicionamento como síndico. Ele já conquistou ser síndico, agora ele precisa manter esse posicionamento, o que é um pouquinho mais difícil. Eu estou lembrando aqui de algumas reuniões, quando apresentava um problema, o síndico não... Vou apurar.
Nunca mais... Confesse, eu tenho que confessar aqui. Vira um tribunal. Eu acho que nós temos que entender que aquilo não é um tribunal, uma reunião de condomínio, não é um tribunal. É um local que as pessoas vão ali em busca de reconhecimento do problema dela. Eu quero que o meu problema seja importante.
Eu quero que o meu problema seja mais importante que o seu, que o seu, é assim que você conquista as pessoas, se elas percebem que você deu realmente importância ao problema delas. César, nosso tempo está praticamente terminando, mas eu vou colocar um ponto aqui que a gente não pode deixar de falar antes de encerrar hoje.
Na realidade, antes de tudo, eu vou dizer que quem vem aqui volta e você prova a real disso, que já esteve conosco uma vez aqui, agora é a segunda, e vai ter chance de estar conosco aqui porque é uma fonte de inspiração o teu conhecimento. Como lidar com a ansiedade da resposta imediata?
Esse é um outro dilema importante, dá um programa isso aí. O que aconteceu hoje, Demilson e Dei? O Brasil hoje lidera o ranking mundial de ansiedade. Por que a ansiedade surge? A ansiedade surge por ausência de futuro. Você não sabe como vai ser amanhã e aí a ansiedade vem. Então, essa ausência de vida...
do amanhã ou do futuro, vem criando esse volume de ansiedade. Não é que a pessoa tenha ansiedade que o problema dela seja resolvido. Ela tem ansiedade que é um problema dela. Então ela aplica essa ansiedade em tudo. Em tudo, para o marido, para o filho, para o amigo, e vai aplicar lá na reunião de condomínio. Ela vai querer que o problema dela seja resolvido ontem.
Mas, minha senhora, para trocar um cano demora quatro dias. Consiga, senhor, em um dia. Porque aí vem o ego, né? Sim. Porque eu sou isso, eu sou aquilo, não sabe o que você está falando e por aí vai. O problema de ansiedade é um problema praticamente clínico hoje no Brasil. Não é que a pessoa é ansiosa com o síndico.
Com o problema, ela é ansiosa por ela. Uma vez eu conversava com um amigo, ele tem um grande comércio, e aí uma mulher entrou rapidamente entre nós e começou a perturbá-lo, dizer que ela foi mal atendida, e não sei o que, e tal. Aí ele falou, vamos, você me dá licença. Aí ele voltou e falou, rapaz, me desculpa, essa mulher é tão ansiosa, você não tem ideia.
Ela aqui ninguém quer nem atender mais, de tão complicada que ela é. Ele falou que queria te pedir desculpa pela gente ter sido interrompida. Eu falei, não, você não tem que me pedir desculpa. Quem tem que conviver com ela é ela. Verdade. Para a ansiedade, o pior convívio é consigo mesmo.
As pessoas que estão nesse extremismo da ansiedade, e a ansiedade não resolve, ela só te condena a uma circunstância emocional que te prejudica. Não adianta eu querer ser ansioso, eu preciso da água agora, aqui já não, a pessoa tem que pegar aqui, levar até lá, colocar.
A ansiedade é um problema que... É aquilo que eu falei no comecinho, né? A pessoa antes de entrar para a reunião de condomínio, quando ela é ansiosa, ela precisava passar uns minutinhos como uma psicóloga. Fazer uma sala de descompressão. Fazer uma salinha de descompressão. Boa. Essa é a sala de descompressão. Nem que for para uma massagem. Vai uma massagem no ombro e tal. Eu tenho um amigo que ele fala o seguinte. Ele fala assim...
A pessoa nem levou a paulada na cabeça, já enfaixou. É isso mesmo. Não é? Ela sofre por antecipação. A ansiedade é um sofrimento por antecipação de algo que não aconteceu. Então, a sua ideia dessa linha de descompressão é ótima.
Ele está ansioso Vamos fazer ele ali Baixar um pouquinho a bola Pelo menos antes de entrar aqui Coloca cadeira de massagem Duas cadeiras de massagem no condomínio Só para os mais ansiosos É isso aí Gente, nós precisamos fechar o programa Muito obrigado por ter conseguido Estar aqui conosco Eu que agradeço A oportunidade mais uma vez Uma honra enorme estar na presença De duas
Dois exemplos para mim, concluindo aqui o que a gente estava falando. Mas uma honra grande estar aqui. Que bom que deu certo para eu chegar. E obrigada. Será um prazer enorme sempre poder ter essas conexões. Obrigado. Alegria é minha. Muito legal. Romão, muito obrigado. Você...
Encheu o nosso coração de coisas positivas. Nos levou assim para um outro patamar. Tenha certeza disso. Muito obrigado. Sucesso. Obrigado. E você que está aí conosco, muito obrigado mais uma vez por estar aqui conosco. Na próxima terça, não esqueça, às 19h, ao vivo, teremos o nosso Mr. Pod. Um abraço. Não esquece de curtir e compartilhar, gente. É isso aí. A Day está certa. Tchau, tchau.
Mister Síndico