EP 172 | Blindagem e Hospitalidade: o novo nível da segurança em condomínios de luxo | Mister POD
Neste episódio do Mister Pod, você vai mergulhar em um tema cada vez mais essencial: como unir segurança de alto nível com hospitalidade em condomínios de luxo.🎙️ Sob o comando do apresentador Demilson Guilhem e da co-host Day Loppes, o bate-papo reúne dois convidados de peso:👤 Cel. Wanderley Mascarenhas👤 Edna Sávio💡 Ao longo do episódio, você vai entender:✔️ Como evoluiu o conceito de segurança em condomínios de alto padrão✔️ A importância da experiência do morador aliada à proteção✔️ Estratégias modernas de blindagem patrimonial✔️ O papel da hospitalidade na valorização e no bem-estarSe você atua com gestão condominial, segurança privada ou mercado imobiliário, este episódio é simplesmente indispensável!📌 Dê o play e descubra como elevar o padrão de segurança sem abrir mão da excelência no atendimento.🔔 Inscreva-se no canal, ative as notificações e acompanhe nossos conteúdos semanais!
- Segurança condominial e a experiência do Coronel MascarenhasCarreira na Polícia Militar e GAT · Cursos internacionais em segurança · Experiência em segurança de dignitários · Casos de sequestro e negociação · Consultoria de segurança em condomínios
- Síndica profissional e nicho de atuaçãoFormação e paixão pela sindicatura · Experiência em condomínios grandes e clubes · Foco em condomínios menores e 60+ · Modernização de sistemas de segurança · Segurança aliada à hospitalidade
- Assalto a condomínios de luxoEvolução do conceito de segurança · Importância da experiência do morador · Estratégias modernas de blindagem patrimonial · Papel da hospitalidade na valorização e bem-estar
- Bloqueio de bens e sequestroSequestros clássicos vs. relâmpago · Banalização do sequestro · O papel da polícia e quadrilhas · Dificuldade de identificar criminosos modernos · Importância da observação e discrição na segurança
- Mitos e realidades sobre blindagem de carrosBlindagem como status vs. utilidade · Modificações e perda de potência · Direção defensiva para carros blindados · Vulnerabilidade a coquetel molotov · Níveis de proteção e pontos vulneráveis (maçaneta)
- O triângulo da segurança condominialTecnologia, colaboradores e condômino · Comportamento do condômino como ponto frágil · Portaria como coração do condomínio · Prevenção vs. repressão na segurança · Dinâmica da criminalidade e necessidade
Olá, tudo bem com você? Estamos iniciando mais um Mr. Pod, o podcast da Mr. Síndico. E você sabe que aqui nós sempre procuramos trazer informações importantes, relevantes e, acima de tudo, atualizadas do que está acontecendo no mundo condominial.
Nós sabemos que este mercado possui interface com vários segmentos da nossa sociedade e um assunto que sempre está em pauta é a preocupação com a segurança. Não só a segurança oferecida pelo poder público, mas a segurança dos condomínios.
Como nós podemos fazer para viver em ambientes com maior segurança, com a certeza de que a família nossa vai estar sendo protegida e que não vamos ser pegos de surpresa? Hoje nós vamos tratar um pouco desse assunto, porque ele sempre está aqui em evidência.
mas vamos tratar com um foco no alto luxo. Como é que nós podemos tomar os cuidados necessários para os condomínios que possuem essa característica? E para isso eu tenho duas pessoas altamente qualificadas para nós tratarmos desse assunto. Eu tenho aqui a Edna Savoia.
Sávio, perdão, Sávio, que é uma síndica profissional que vai enriquecer aqui o nosso podcast. Tem o coronel Mascarenhas, ao qual também damos as boas-vindas. E tenho comigo aqui Dai Lopes.
como co-host para receber vocês e nos auxiliar nesse bate-papo aqui importante, mas de forma tranquila, serena e podendo oferecer aos nossos amigos que estão participando informações importantes e relevantes.
Eu sempre começo dando oportunidade para os nossos convidados, que eles se apresentem, que eles falem um pouquinho de vocês mesmos, para que as pessoas saibam quem está aqui participando hoje conosco. Então, Edna, as damas em primeiro lugar, não tem problema, né, coronel? Edna, por favor, fale um pouquinho de você aí para o nosso público. Meu nome é Edna Sávio.
Tenho 62 anos, com muito orgulho. Tenho duas filhas e duas netas. Morei muitos anos pelo Brasil afora, mas muitos anos no Rio de Janeiro. Então, minha formação, sou advogada, sou pedagoga e tenho... A minha sindicatura começou, como muitos síndicos começam, através do síndico orgânico.
No prédio onde você morava Onde você mora Então, ninguém quer, ninguém quer ser síndico Então a gente acaba sendo síndico E o que eu digo é o seguinte A mosquinha da sindicatura Quando te pica realmente Ela te encanta
Porque, primeira coisa, eu acho que o síndico tem que gostar de gente, tem que gostar de lidar com as pessoas. Lidar com as pessoas. Uma pessoa que não gosta muito de lidar com pessoas já não pode ser síndico. Exatamente. E dentro dessa formação de...
direito e de pedagogia, quando eu fui fazer direito, eu sempre conto essa história, que eu fui pela utopia de que eu mudaria o mundo. Entendeu? Lá nos meus 20 anos de idade, eu achava que eu mudaria o mundo. E depois do decorrer da vida, eu percebi que através da educação só que a gente consegue mudar o mundo. E aí fui fazer pedagogia, coordenei uma escola, por 17 anos trabalhei com...
jovem, adolescente, então, assim, essa energia toda, né, da educação. É um grande desafio também, né? É um grande desafio. Você coordenar uma escola, você é um síndico da escola. Certo. Então, a gente acaba unindo isso tudo. E depois, quando acabou, eu deixei a escola, a sindicatura já estava dentro de mim, porque eu já era síndica há alguns anos do prédio que eu morava. E aí eu comecei a perceber...
que na sindicatura eu consigo unir o direito e a educação. Porque dentro do condomínio nada mais é do que uma pequena comunidade, é uma pequena cidade. Então você tem que trabalhar todos os sentidos. Então você tem que trabalhar a lei, você tem que trabalhar o regulamento, você tem que trabalhar a educação, você tem que trabalhar isso tudo. Então realmente me apaixonou essa...
esse exercício da sindicatura. E a partir daí, a gente trabalhou em vários condomínios no Rio de Janeiro e agora aqui em São Paulo, fui abraçada por São Paulo. Que beleza! E estou muito feliz aqui, já estou com uma implantação agora para o dia 19 de maio. Está pertinho, né? Já estamos com uma implantação para o dia 19 de maio e com vários projetos de sindicatura aqui de São Paulo.
Que legal. Seja muito bem-vinda, Edna. Muito sucesso para você aqui em São Paulo. Muito obrigada. Tem espaço para profissionais do seu quilate aqui para trabalhar ao nosso lado. Muito obrigada. Que bom. Estou ansioso em saber do Coronel Mascarenhas. Fale um pouquinho de você. Perfeito. Meu nome é Vanderlei Mascarenhas, sou coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo.
Tenho mais de 35 anos de polícia, me aposentei há algum tempo atrás. E a minha carreira foi toda pautada na área do choque na polícia militar. Então, a gente trabalhou 10 anos na rota, depois nós fomos chamados para criar e montar o GAT, o Grupo de Ações Táticas Especiais, que mexe com a parte de sequestro, reféns. Criamos também o Esquadrão de Bomba.
E para fazer esse trabalho, obviamente, a gente teve que ir para fora. Então, nós estivemos fazendo curso no Japão, na Inglaterra, em Israel umas quatro vezes. Fomos buscar o primeiro robô antibomba do Brasil, nós fomos buscar em Israel. Fomos também para a Espanha e para a Argentina, ou seja, conhecer um pouco das polícias do mundo inteiro. Fizemos curso na SWAT, tanto aqui em São Paulo quanto lá nos Estados Unidos. Demos vários cursos na SWAT aqui e lá nos Estados Unidos também.
E tivemos algumas experiências na área de segurança de dignitários, que são essas pessoas importantes que moram em condomínios. Então tivemos alguns eventos aqui também com a vinda de juízes de fora. Na época eles trabalhavam contra a máfia lá na Itália e houve um congresso aqui no São Paulo. Nós fizemos essa segurança de dignitários. Então fizemos também esse curso lá nos Estados Unidos junto com o pessoal da Suad.
Tivemos alguns casos, participamos de sequestros do Abírio Diniz, nós localizamos o cativeiro do Abírio Diniz, fizemos a negociação e retiramos ele do local, do hóstico Oliveira e uma série de outros. Mais de uma centena de casos de sequestros e ocorrências com reféns. Isso nos deu uma experiência prática de como lidar com a marginalidade, com a criminalidade, isso é muito importante.
E hoje, na reserva, a gente pegou esses conhecimentos, essa prática, essa vivência de policial, para trabalhar numa consultoria de segurança em condomínio. Deixa eu só fazer um detalhe aqui. Desculpe te interromper. Puxa esse microfone um pouquinho mais perto de você, porque as pessoas estão... Você também.
Puxa ele mais perto. Isso. Por favor, aumenta o volume aí, Guilherme. O pessoal que está assistindo aqui está reclamando que está muito baixo. Por favor. Desculpe, coronel. Perdão. Pode seguir.
Então, nós buscamos juntar toda essa experiência prática, esse conhecimento de cursos dentro da polícia, esses 35 anos de vivenção na polícia, e trazer uma consultoria na área de segurança nos condomínios. Então, há alguns anos já estamos fazendo esse trabalho. Então, a gente faz aquele primeiro diagnóstico no condomínio para verificar as vulnerabilidades. E aí a gente faz um projeto de segurança para os condomínios.
E paralelo a isso, nós temos alguns casos que a gente faz também a parte da segurança VIP dessas pessoas que moram no local. Inclusive com os treinamentos de tiro também prático, de direção defensiva, a utilização de carro blindado. Todas essas orientações dependendo do perfil de cada cliente.
Nossa, que experiência fantástica que você tem, que você acumulou ao longo da sua vida profissional. E eu acho até que fruto desse trabalho que foi feito, dessa criação desse grupo anti-sequestro, eu acho que diminuíram muito os sequestros. Pelo menos a gente tem muito menos informações hoje de que os sequestros continuam ocorrendo.
Perfeito. Você tocou num ponto muito importante. Na década de 90, nós tínhamos o chamado sequestros clássicos. Então, eram aquelas pessoas com alto potencial financeiro. Então, as quadrilhas se organizavam, faziam um estudo da vida, demoravam da rotina. Foi o caso, inclusive, do Abílio Diniz, que é um caso que a gente participou diretamente. Então, esses alvos eram os preferenciais. Então, eram os sequestros longos.
Fazia a captura, levava para um cativeiro e ali começava uma negociação demorada e dolorosa com a família. Resgates altíssimos. Resgates altíssimos. Aí entrava o papel da negociação para você baixar esse valor, de saber pedir uma prova de vida verdadeira. Se aqueles sequestradores eram realmente quem estava com a vítima, que tivemos vários, a gente chamava de repique. Eles sabiam de um sequestro de uma pessoa importante, ligavam e diziam que estavam com aquela pessoa e não estavam.
Então isso foi na década de 90. E teve uma época aí, no ano de 95, 96 até 98, os casos eram enormes. Tinha mais de 300 casos de sequestro desses clássicos. Depois, com o tempo, isso foi se banalizando. Aí começou os chamados que se chamam hoje de sequestro relâmpago, que é o roubo com retenção da vítima.
E a vítima deixou de ser aquela pessoa com alto poder financeiro e passou a ser qualquer pessoa que tivesse qualquer tipo de posse. Um carro, uma conta bancária, alguma coisa. Por que isso? Porque a polícia também evoluiu e essas quadrilhas foram sendo presas. Então o risco de se fazer um sequestro tradicional é muito maior. E a despesa também, que passa sempre como uma empresa. Você tem que investir no primeiro pessoal, que é o pessoal que vai fazer o levantamento.
Depois você tem que arrumar um cativeiro, você tem que pagar o pessoal para ficar no cativeiro. E aí
Alugar o armamento com a criminalidade. Então isso tinha um alto custo, por isso que o preço do resgate era alto. Hoje não, banalizado, eles pegam uma pessoa, enfiam dentro de um carro e em horas eles mexem na conta bancária e liberam. Então foi uma banalização do sequestro que a gente chama. Então hoje o que se tem é isso. Felizmente os índices não são muito altos, mas tem bastante. Nós estamos hoje com uma média de 30 casos aí rodando.
de um sequestro um pouquinho... São Paulo. Estou falando de São Paulo. Um pouquinho mais elevado. Agora, esses sequestros relâmpagos aí, então, é maior ainda. Mas, na realidade, é registrado como roubo com retenção de vítima. Por isso que a estatística não é tão alta assim. Entendi. Perfeito. Edna. Oi.
Você tem um nicho de condomínios que você gosta de atuar. Isso. Não é isso? Exatamente. Fala um pouco por que você gosta desse nicho de condomínios e o que levou você a estar neles. É, esse nicho que eu estou fechando...
aqui agora em São Paulo, no Rio de Janeiro, eu trabalhei com grandes condomínios, condomínios com muitas unidades. Condomínios-clubes. Condomínios-clubes. Condomínios-clubes onde tem uma movimentação muito grande de pessoas. Aí a segurança fica até muito mais complexa. Por quê? Porque entra e sai muito grande de pessoas.
Nesse caso, tem que ter o botão de pânico, tem que ter várias formas de treinamento do pessoal, de portaria principalmente, para ter uma atenção especial para esses condomínios muito grandes. Agora, eu estou fechando o meu nicho. O meu objetivo são condomínios menores.
para que eu possa ter uma atenção, principalmente nesses casos de segurança também, hoje em dia com a portaria virtual, com vários, a tecnologia está muito grande. Então, eu estou fechando para os condomínios menores e principalmente condomínios 60+, também 50+, 60+, que são os condomínios...
nos bairros onde tem prédios mais antigos. São Paulo tem prédios com 40, 50, 50 anos, e que precisa de uma modernização, inclusive no sistema de segurança. Então é esse nicho realmente que a gente está focando para atuar realmente.
E com todo esse cuidado, com toda a expertise de um condomínio grande, de um olhar mais crítico que a gente veio, que nós já viemos, com essa expertise lá do Rio, para você gerenciar um condomínio no Rio de Janeiro, principalmente grande, você tem que ter vários enfoques, principalmente na segurança, que para mim é fundamental.
ter uma segurança aliada para que você consiga passar essa segurança para as pessoas que moram ali. Porque antigamente nós botávamos a cadeira na calçada.
E conversávamos com o vizinho do lado. Pedíamos uma xícara de açúcar para o vizinho do lado. Hoje em dia, você não conhece o seu vizinho de porta. Você não sabe quem é que está morando ali. Então, você tem que ter cuidado. O cuidado da segurança...
A segurança externa para dentro do condomínio, que é toda essa segurança que a gente analisa. Agora, a segurança também dentro do condomínio. Quem é que é o seu vizinho hoje? Quem é que está embaixo de você? Muitas vezes você leva um susto que daqui a pouco a Polícia Federal está chegando no seu condomínio. Então, você tem que ter esse cuidado muito grande com todos esses detalhes.
E o condomínio, os 50 a mais, os 60 a mais, que festas fizeram uma academia, porque antigamente não tinha academia nos condomínios. Então, tira o salão de festas e colocam uma academia. Não tem mais playground, mas tem uma assistência 24 horas para...
que o de um enfermeiro entendeu então são essas características que a gente começa a observar nos condomínios aqui são paulo e as incorporadoras que pegarem esse nicho
de preparar um condomínio para essa idade, vai ter realmente um grande boom. É um nicho muito importante e muito sofisticado, porque é uma idade que as pessoas podem pagar. Muitas vezes, eles não pagam porque não tem o que servir a eles. Por que um idoso vai para um condomínio-clube onde ele vai pagar?
Sauna, piscina, playground, não sei o que, se ele não usa. É, brinquedoteca, ele por aí vai, né? Exatamente. Faz parte do perfil dele. Então ele tem que ter essa visão do que ele precisa. É verdade. Entendeu? Só que o idoso precisa de uma segurança muito maior. Porque ele tem, inclusive, ter no...
No condomínio, toda essa assistência, um enfermeiro, um equipamento para a parada cardíaca, todo esse equipamento que seria o investimento para um condomínio 60 a mais. Focado neles. Entendeu? E não o investimento só da brinquedoteca, do pet shop, entendeu? É o investimento.
para o idoso que ele precisa realmente ter e a segurança para ele poder sair e voltar. Perfeito. Principalmente os que moram mais sozinhos. Acho muito bacana trazer isso realmente para que as pessoas consigam entender a dimensão que é esse setor condominal.
Porque assim como hoje em dia está um boom de construir condomínios flats, esses condomínios híbridos ou estúdios, que é para o pessoal jovem, que está vindo para São Paulo estudar, que está perto do metrô, que está perto de uma faculdade, precisa dar esse olhar também para os 60 a mais, para os 50 a mais, que já estão morando sozinhos, que já está com a família toda, cada um por um canto, e quer sim ter uma segurança, quer poder morar sozinho sem precisar ficar contratando um cuidador ou uma secretária,
e poder ter esse atendimento prêmio que a gente fala. E trazendo um pouco isso do que a Edna trouxe para a gente, e Mascarenhas, eu queria entender, no seu olhar profissional, que você já trabalha, já traz isso para os condomínios de alto padrão, ela trouxe essa questão de que a gente não conhece o nosso vizinho de porta, o meu vizinho de porta pode ser um desembargador importantíssimo, que eu não faço ideia.
Ou o contrário, não é mesmo? Pode ser muito pior, né? Pode ser muito pior. E como que funciona quando você traz isso para dentro do condomínio? Como que é o seu treinamento? Como que você traz isso tanto para o síndico quanto para os moradores?
Perfeito. Só complementando o que a Adina falou, é importante também na área de segurança, um treinamento especial para os colaboradores, funcionários, portaria, nesses condomínios, inclusive com uma formação na área de primeiro socorro, de saber manipular equipamentos, prestar um socorro, inclusive a segurança, manter a calma dessas pessoas é muito mais difícil de fazer porque eles têm aquela dificuldade de locomoção também, de pensar rápido, de ter reações rápidas. Então é um trabalho que deve ser feito.
com esses funcionários, ou na hora de terceirizar esses funcionários, exigir que se tenha esse tipo de treinamento. Não pode ser um treinamento comum. Por isso que a educação é aliada nesse foco. Porque com o treinamento, eu tive exemplos claros que o funcionário salvou a vida.
Do morador, entendeu? Porque o idoso, ele estava infartando, aí saiu do shopping infartando, a esposa veio dirigido, chegou em casa, ele desmaiou, o funcionário não volta, o funcionário foi junto com eles para o hospital. Então, ele tem que ter essa iniciativa. Isso tudo é treinamento. Deixa eu responder a pergunta da Dey.
Hoje em dia realmente é difícil, a gente não sabe, a gente diria até um filme que fala o perigo mora ao lado, né? E é mais ou menos desse jeito, porque hoje você vê uma pessoa que fala bem, que conversa bem, com bastante posse, você não sabe exatamente quem é essa pessoa. Você vê ele chegando com motorista particular, tem um apartamento muito bem mobiliado, tem carros.
do ano, carros importados, mas você não sabe a atividade dele. Então fica difícil. Minha mãe fala que bandido não tem crachá. Exatamente. Não vem com crachazinho falando. Nos áureos tempos, o bandido era fácil ser identificado. A gente falava que aquele bandido, a gente olhava pelo gingado, pela bombeta que é o bonézinho que ele usava, o pé de pobre que é o tênis para correr. Então esse é fácil de olhar. Todo mundo espera um bandido desse jeito, mas não é.
Hoje o bandido, ele está de terno e gravata, com a pastinha 007, com o carro importado.
Então, assim, é difícil fazer essa triagem? Com certeza é. Mas aí entra um trabalho de observação, um trabalho que você vai fazendo um acompanhamento da rotina das pessoas e qualquer atitude suspeita ou algo que possa parecer suspeito carece de uma investigação. Então, esse é um trabalho que tem que ser feito de forma bastante velada, porque você tem que tomar muito cuidado para também não entrar na intimidade, divulgando coisas que talvez lá na frente se levante que não é nada daquilo que estava aparecendo.
Então, é um trabalho difícil. É também para não causar o alarde, né? Para quem já está sabendo algo errado, não saber. Não saber e para quem mora lá também não ficar apavorado. Senão, vai ser um conflito generalizado dentro do condomínio, né? Um desconfiando do outro. Então, o condomínio precisa ter pessoas que pensem da mesma forma, que querem viver como se estivessem numa casa, ter uma tranquilidade para dormir e ter lá a sua segurança. E essa segurança, obviamente, nós estamos falando de condomínios...
De luxo, de padrão. Tem que ser uma segurança um pouco mais camuflada. Nos condomínios comuns, ela tem que ser um pouco mais ostensiva. Mas, às vezes, fica difícil você também tornar um pouco menos ostensiva essa segurança, porque o próprio morador tem segurança, ele tem um motorista particular, ele tem um segurança VIP que o acompanha. Então, isso chama a atenção. Então, é primordial entender que nesse tipo de condomínio...
É como voltando na década de 90. São os alvos preferenciais. Nós tivemos recentemente casos de jogadores de futebol que quase foram sequestrados, outros chegaram a ser sequestrados. Cantores, música sertaneja. Aquelas pessoas que tinham uma ascensão muito rápida e elas não têm como ficar...
sem ser muito ostensível, porque ela lida com o público, ela precisa aparecer, e nisso chama a atenção. Então nós temos aí que verificar qual é a tipologia do criminoso que vai praticar o crime. Você tem aquele criminoso comum, que é facilidade, oportunidade, e tem aquele organizado, que estuda e prepara. Então vejam como é difícil, e aí entra novamente o treinamento do pessoal, da portaria, de tentar identificar e saber separar isso.
Então, respondendo de forma efetiva, é difícil fazer essa distinção, mas vale a nossa observação o tempo inteiro. No condomínio, um tem que cuidar do outro e todos têm que ter o senso comum de buscar ter segurança. Se todo mundo pensar dessa forma, vamos ter segurança. Mas sempre vai ter aquele que não concorda muito, porque às vezes é um investimento um pouco mais alto. Então, isso acaba quebrando essa corrente. Mas o importante é...
Estamos todos do mesmo lado, somos da turma do bem. Quem não é do bem não pode ficar onde a gente está. Com certeza. Olha, nossa audiência aqui está muito boa, está subindo, tem muita gente chegando, entrando, mas tem uma pergunta aqui.
do Haroldo Leite. O Haroldo Leite estava com saudades de você, Haroldo. Faz tempo que você não aparecia aqui, hein? E o Haroldo, ele é um manutencista de um condomínio de alto luxo aqui em São Paulo, onde nós já atuamos.
E ele tem uma característica, ele sempre faz perguntas muito interessantes. E ele mandou uma para você. Ótimo. Mascarenhas. Boa noite a todos. Vanderlei, quais mitos sobre blindagem as pessoas ainda acreditam?
Boa pergunta. Haroldo, gostei porque esse é o grande problema que a gente tem hoje com as pessoas que adquirem um carro blindado. As pessoas acham bonito, é status ter um carro blindado, mas compram um carro blindado, ele não sabe utilizar e não sabe para que serve aquele carro blindado. Então, a primeira coisa, se você quer um carro blindado, você tem que saber que esse carro vai ser modificado, que ele vai ter menos potência, que é um carro que você não vai ter aquele conforto de abrir os seus vídeos o tempo inteiro. Mas isso são detalhes. Perda do valor de revenda.
Perda do valor de revenda, manutenção muito caro. Mas se o objetivo maior é proteger vidas, é importante, então, a primeira coisa que ele tem que fazer, um custo de direção defensiva. É um carro diferente para você dirigir. É um carro mais pesado. Então, ele vai ter manobras evasivas que vai precisar de um pouco mais de habilidade para tirar esse carro do local. Mas uma coisa que acontece direto é o cara compra um carro blindado, ele sabe que se o bandido bater com o...
com a coronha da arma lá para ele abrir o vidro, ele não vai abrir. Se o cara atirar, ele está protegido. Aí o bandido que está sempre estudando, está sempre um pouco à frente, até da própria polícia, ele pega lá um coquetel molotov. O que é isso? Ele vai colocar combustível, gasolina, alguma coisa, dentro de uma garrafa, botar um paviozinho, vai botar fogo, quebrar e jogar em cima do carro. Na hora que quebra, o combustível vai começar a entrar em combustão. Aí quem está lá dentro fala que o carro vai pegar fogo, ele abre a porta e sai.
Não precisa sair, não vai acontecer nada. Ele tem que ficar lá dentro. Tem que entender essas coisas. É interessante, mas muita gente acaba comprando carro blindado e não sabe como utilizar esse carro blindado para realmente ter segurança. Outra coisa é o seguinte, bateu, sabe que vai... Deixa atirar, porque já foi feito o teste. Obviamente que depende do nível de proteção. Tem nível para 38, para 9 milímetros, para 0,40. Então vai depender do nível de blindagem. Mas o que é usado no dia a dia...
É um nível que segura todo esse tipo de armamento, menos de fuzil, né? Aí tem que ser uma blindagem maior. Então ele tem que entender que lá dentro ele está protegido. Aí o cara força uma batida de trânsito, ele bate e vai e desce para discutir. Ele está vulnerável. Não desça. Vai embora, você tem seguro, o carro é blindado, deixa, vai resolver isso depois. Mas isso ele vai aprender aonde? Quando ele for fazer um curso de direção defensiva.
Então não basta só adquirir o carro e achar que está protegido. Tem que explicar para a sua família que está lá dentro.
Não desce por motivo nenhum. O que acontecer, enquanto estiver dentro do carro, você está protegido. Desceu do carro, você está vulnerável. Então, são pequenos detalhes. E o Haroldo foi muito feliz nessa colocação. Porque muita gente que tem carro blindado não sabe de tudo isso aí. Sim, sim. Agora, é verdade que o local da Maçaneta é o ponto vulnerável?
Porque eu já vi alguns ataques de carros, principalmente lá no Rio de Janeiro, com aqueles bicheiros lá, que eles tentam atirar muito ali onde é o local de abrir, a maçaneta do carro.
Como ele falou, mitos, eu não vou dizer que é mito, mas são vários comentários que se faz sem conhecer muito do assunto. Você pega, por exemplo, um carro forte que transporta dinheiro. Ele está todo blindado. Onde é que a parte vulnerável dele? É embaixo. Então, se você fizer uma explosão ali, você vai conseguir, de alguma forma, ter acesso ao carro.
Para você furar a blindagem de um carro, você vai precisar, por exemplo, dar três, quatro tiros no mesmo buraco. E em uma ação rápida, que está todo mundo sob estresse, a chegada da polícia, dificilmente o atirador vai conseguir fazer isso. Se ele for feliz e tiver com uma arma semi-automática e conseguir colocar todos os tiros no mesmo buraco, com certeza ele vai perfurar, mas é muito difícil. Mas a maçaneta realmente tem uma certa vulnerabilidade.
Não que vai estourar muito fácil, mas é um dos pontos vulneráveis. E eu não queria falar mais para também não...
passar essa dica. Senão eu vou estar dando... Estou ensinando quem não deveria. Está certo, está certo. Vai.
Quero agradecer a Chiara Melo, que está falando aqui. Dá uma ótima profissional, minha nora linda, maravilhosa. Um beijo. Ela não perde nenhum podcast, nossa fã. Que bom que ela está aqui. Está aqui também o João Schiapatti, dizendo, dando boa noite a todos. A Adriana Esprisigo, dando parabéns à Edna. Muito obrigada.
Rita Parreira, também é uma colega nossa dessa área condominial dando boa noite a todos, diz que está lá assistindo o nosso programa o Devite Silvio Levi um síndico reconhecido e respeitado aqui
Com certeza. Na região de São Paulo. Obrigado, Silvio, por estar aqui com a gente. Você está me devendo aqui, hein? Queremos que você venha aqui também participar de um programa conosco. O Patrick Prado, que é um gestor predial nosso também, de um condomínio aqui perto, está sempre conosco aqui.
Muito bem. Edna, você se recorda de algum momento em que a questão da segurança representou, sob sua responsabilidade, algum momento crítico? Sim, sim. Eu tive um momento muito crítico. Foi o momento em que eu tive um leilão no prédio. De uma unidade? De uma unidade. Leilão de uma unidade.
E o antigo dono, que já tinha perdido o imóvel no leilão, ele resolveu participar. Ele queria colocar, ele dizendo que era o proprietário, ele queria entrar no condomínio e se entrasse no condomínio ele iria para a unidade, se trancaria lá dentro e ninguém mais conseguiria tirar ele. O imóvel estava vazio.
E aí eu falei, não, já foi leiloado, eu quero a carta, entendeu? E aí começou a criar, aí a portaria foi fundamental. Eu falei, não entra. Entra, não entra, entra, não entra, chama a polícia.
E chamamos a polícia, a polícia falou, não, não vai entrar, não deixo. E aí, assim, houve um momento de tensão muito grande. Ali foi umas duas, três horas, com o carro da polícia na frente do prédio, com moradores entrando e saindo. Muito tenso, né? Muito tenso. Esse foi um dos momentos mais tensos com relação à segurança que eu vivi.
porque realmente o ex-proprietário do imóvel queria assumir, mas ele não tinha nenhum documento mais, a gente já sabia que ele tinha sido leiloado e foi muito tenso e foi fundamental o treinamento que a portaria teve, inclusive a supervisão da empresa.
que era uma empresa terceirizada, a supervisão da empresa veio também, para me dar todo o apoio para que a gente conseguisse contornar a situação. E lá no Rio de Janeiro, em alguns momentos, o meu prédio era bem em frente ao Rock in Rio, ali onde é.
o espaço do Rock in Rio, que agora é barra esporte. Eles estão querendo mudar, não sei se já trocaram. E também onde foi a Olimpíada, né? Olimpíada, exatamente, ali onde foi a Olimpíada. Então, o maior problema de segurança ali...
Realmente é no momento dos grandes shows, porque fica muita gente. Então o prédio em frente, aquele movimento todo, a gente tinha que aumentar a segurança, colocar segurança em todos, mesmo com câmera, colocar segurança.
em pontos estratégicos no condomínio, para que não invadissem, não pulassem. E assim, todo um trabalho específico para esses momentos mais críticos de shows, de eventos que a gente vivenciava ali naquela região do Rock in Rio.
Então sempre foi o ponto crítico, porque a gente tinha que ter... Altíssima circulação de pessoas, né? De todo lugar do mundo. Do mundo, é. É, muita circulação, muita gente. E ali na frente do prédio a gente via, inclusive, batendo carteira, roubando carteira. E a gente tinha que ficar ali se protegendo todo mundo, cuidando de todo mundo. E o que eu digo sempre é o seguinte, num condomínio...
É todo mundo cuidando de todo mundo. Então, se você falar assim, ah, não, mas só foi uma vez. É nessa vez que vai acontecer. Entendeu? Então, você tem sim que tomar cuidado. Quando você cuida da sua segurança, você está cuidando da segurança do vizinho também. Você tomando esses cuidados.
de chegar ao botão de pânico, que eu acho super importante. Quando a pessoa está chegando no condomínio, ele pode estar sequestrado, como você falou, que agora o sequestro mais comum é entrar dentro do carro e vai para a casa da pessoa. A pessoa está dirigindo, tem uma pessoa estranha do lado.
que a portaria não conhece. Então, quer dizer, o botão do pânico ali na hora de entrar, que aí já vai saber que não é uma pessoa, entendeu? Que ele está sendo sequestrado, está indo para o apartamento para ser assaltado. Então, tem todas essas novidades que o mercado nos coloca que tem que ter uma coisa que aqui em São Paulo tem muito, no Rio já tem também.
Esses postes de segurança que tem as câmeras, isso facilita muito a gente identificar se a gente está sendo abordado. É verdade. Porque a gente observa, essa pessoa aqui está, já dois ou três dias seguidos, está em volta do prédio. Então essas coisas que a gente tem que ficar muito atenta.
para dar segurança. E isso, eu digo, num condomínio de alto luxo, num condomínio que você tem o alto luxo e o alto padrão, entendeu? O alto padrão é qualquer condomínio, você tem que ter esse olhar. O alto luxo tem coisas a mais, porque aí tem a pessoa que tem o seu segurança.
a pessoa que tenha um carro blindado, mais o condomínio de alto luxo. Mas os outros condomínios têm que ter esse cuidado de um alto padrão de atendimento. O cuidado com...
os serviços que são prestados nos condomínios como um todo, de uma forma geral. E a segurança é fundamental. Isso é muito importante, porque as pessoas às vezes vêm num condomínio, está cheio de tecnologia, aí acham que aquilo é importante, compra para o condomínio dela. Então o que eu queria deixar bem evidente aqui é que cada condomínio é um condomínio, é como se fosse um RG. Não é porque...
Como o meu vizinho colocou 10 câmeras, eu preciso colocar 10 câmeras também. Então, por isso que é importante essa análise, esse diagnóstico de segurança, para verificar qual é a real necessidade daquele condomínio. De acordo com o quê? E aí é importante entender que nós temos um triângulo aí, que é tecnologia, que é os colaboradores e é...
Condômino, morador. Esse é o calcanhar de Aquiles, é o ponto mais fragilizado, é justamente o comportamento do condômino. Não adianta eu colocar a câmera, não adianta eu treinar a minha portaria se esse condômino aqui não segue o mínimo que foi...
acertado em assembleia, que foi colocado nas normas, nos procedimentos operacionais padrão, que ele tem que ter. Às vezes ele acha que o porteiro que está ali não é um cara que está cuidando da segurança, é um cara que está ali só para abrir e fechar o portão. E não é isso. É uma pessoa que está ali para fazer a segurança dele, desde o momento que ele se aproxima do condomínio até o momento que ele sai do condomínio.
Esse é o momento que ele está mais vulnerável. A entrada e saída do condomínio é o momento mais vulnerável. O coração, a criticidade do condomínio está na portaria. Então, se não tiver uma portaria com tecnologia, com os porteiros, com treinamento e o condomínio...
fechando esse circuito, não adianta eu encher de câmera. Até porque hoje, quando você prende um bandido e vai conversar com ele, ele começa a relatar o seguinte, não, eu fiquei ali, eu fiquei olhando. Ele sabe que tem câmera? Câmera para ele não é empecilho nenhum, porque lá se tu é, a câmera ajuda a identificar, mas é o depois. Eu tenho que fazer a prevenção, eu tenho que evitar que ele faça a intrusão. Depois que ele entrou no condomínio, que ele praticou roubo, a polícia vai prender, é questão de tempo. Mas e aí? A experiência que aquele condomínio teve, a parte psicológica, né?
Isso aí é difícil tirar. Muitos vão até para tratamento depois com psicólogo, porque a situação de você ter uma arma apontada na sua cabeça é um momento muito crítico. Você não sabe quem está do outro lado ali da arma. Se aquela pessoa não espirra o seu, ela vai apertar o gatilho. Você não sabe.
Essas pessoas que estão, essa tipologia desse criminoso que vai para lá é uma pessoa acostumada com violência. Ela mora num local violento, vem de uma família desestruturada, que convive com violência, e ele se sente o quê? Uma vítima da sociedade. Então, se você tem um carro, se você tem alguma posse, ele vai ficar com inveja. Por que você tem e eu não tenho?
Ele está sempre sendo subjugado no seu ambiente, onde ele vive. No momento que ele está com uma arma e enquadra alguém que ele coloca submisso, ele se sente no poder. Ele acha que ele, agora ele está mandando, tem que fazer tudo o que ele quer. Ele é o poderoso chefão. Então, precisa tomar muito cuidado. E as pessoas, nesse momento de estresse, elas têm basicamente três atitudes. Ou ela vai congelar e não vai fazer nada.
Ou ela vai fugir, ou se ela estiver treinada, ela vai dar uma pronta resposta. Então, não tem outra forma. E eu já vi muitos casos, atendi muitas ocorrências, onde a vítima, na hora do... Colocou uma arma na cabeça dela, se apavorou, ele falou, desce do carro, em vez de descer, ela pisou no acelerador, foi embora, ele atirou. Não queria matar, mas foi uma reação, porque ela tentou fugir. Então, precisa entender tudo isso e passar esse tipo de comportamento de estudo para os porteiros, para que eles tenham essa visão. E outro detalhe.
Eu preciso treinar o meu porteiro, mas eu preciso saber de onde vem esse porteiro, qual é o relacionamento que ele tem. Às vezes uma pessoa que está há 10 anos trabalhando em condomínio, nunca deu problema, mas ele está passando por um problema familiar, alguém doente, ele precisa de dinheiro. E alguém chega e fala, vou te dar tanto para você facilitar para entrar, para me dar clonagem. Então veja como é complexo. Não são simplesmente botar câmera, treinar.
Você tem que entender como um todo a segurança. A segurança é muito dinâmica, ela tem que estar mudando porque a criminalidade é dinâmica demais. E o ecossistema de dentro.
recentemente passou uma matéria que eles colocaram câmeras para observar o condomínio o comportamento dos condomínios para depois poder roubar ou drone, que é o que mais tem hoje então veja que sofisticação então a segurança tem que acompanhar isso nós temos vários condomínios que tem câmera de 10 anos atrás, totalmente obsoleta um porteiro que nunca fez curso
Como é que você vai dar segurança num local desse? Fica difícil. Um condomínio que nunca assistiu uma palestra de segurança para entender como se comportar num condomínio. Então, segurança é complexa. É muito investimento e precisa estar sempre se atualizando.
O porteiro que está ali, terceirizado, orgânico, tem que estar sempre recebendo informações de como a criminalidade está atuando, de como ele tem que ficar prestando atenção nas coisas. Não basta só olhar, ele tem que olhar e enxergar. A gente chama de olho de vidro. Ele está vendo, mas não está enxergando nada. Com essa visão do treinamento do funcionário da portaria...
Eu desenvolvi uma metodologia que é a humanização do funcionário. Então, você tem que saber algo mais do funcionário, onde ele mora, o que ele está precisando. Porque eu tive um exemplo de uma funcionária que pegou fogo na casa dela. Quem foi que deu assistência para ela lá no Rio de Janeiro? Foi a milícia.
entendeu? Foi o crime organizado. Por quê? Porque o poder público não estava ali para ajudar. Então, o que a gente teve que fazer? Nos unimos, foi falado para o condomínio, a funcionária está com esse problema, vamos cotizar, vamos ajudar. A gente tem que mostrar que também existe toda essa parte humana no condomínio. A gente não quer...
simplesmente uma pessoa para estar ali e fazer ou limpar, ou cuidar, ou ficar na portaria. Porque aquela pessoa que está na portaria, ela não vai poder, ela sabe que ela jamais vai estar lá dentro daquele condomínio.
A gente tem que levar o mínimo de humanização para esse profissional, com treinamento, com qualificação, com títulos para eles. Quando eles fazem um curso, eles precisam ter um título que ele fez aquele curso. Certificado, diploma. Porque é um certificado, porque isso vai para o currículo dele. Isso valoriza...
Melhor a autoestima dele. Então, eles se sentem preparados, né? Se sentem preparados para fazer o trabalho dele. Olha, eu tenho vários comentários e perguntas aqui e eu não quero deixar de dar oportunidade aqui dos nossos amigos aproveitarem a presença de vocês aqui para responder. Eu só vou ler aqui o Mikeias Bergman.
Ele é um empresário aqui de São Paulo que tem, se não é a melhor empresa, está entre as três melhores de São Paulo na parte de recuperação de fachadas. E ele fez um comentário aqui em cima do que você estava falando, Mascarenhas. Já passei por uma situação de ter uma arma na minha cabeça. Manter a calma realmente é primordial.
Perfeito, é isso. Por quê? Aquilo que eu falei, você não sabe quem está do outro lado da arma. Pode ser uma pessoa que vem dessa violência toda, pode ser uma pessoa drogada.
Antigamente falavam assim, se você quer ser assaltado, quem você prefere? Um bandido profissional ou um bandido comum? O profissional, porque o profissional é calmo, ele sabe o que ele quer e ele não vai matar a vítima, porque senão ele não vai conseguir o objeto de desejo dele, que é o patrimônio. O bandido comum, aquele que sai, que a gente chama de orelhada, que sai para roubar, passa...
Esse cara está apavorado, porque ele sabe, ele está apontando a arma para você, mas tem que estar prestando atenção se não vai vir uma viatura, se essa pessoa que está sendo roubada não é policial, se alguém não vai ligar. Então, qualquer barulho, qualquer espirro, ele está atirando. Então, quem já teve uma arma apontada para a cabeça, sabe que essa experiência...
ela é terrível. Você em frações de segundo vê sua vida passar ali, você não sabe se você daqui a alguns segundos vai estar vivo. Então, fundamental, manter a calma, não encarar esse bandido, não olhar nos olhos desse bandido, porque depois isso pode servir para reconhecimento, e, infelizmente, ser submisso. Se ele falar, deita, deita, põe a mão para trás, obedeça, porque nesse momento, como eu falei, ele está no comando.
O poder é dele. Se ele sentir que você não está colaborando, que você não está fazendo aquilo que ele está mandando, ele pode usar de uma violência. Desde uma agressão física até um tiro e ser brutal. Então, muito bem colocada também essa observação dele. Eu gostaria de devolver uma provocação agora. Pois não. Porque eu estou aqui pensando já há algum tempo. A gente tem falado muito dessa questão do bandido, da reação, de manter a calma.
Mas o que tem acontecido atualmente com uma grande quantidade que eu não gostaria de...
de admitir, é o próprio morador que está armado, que tem posse de arma, ou às vezes nem tem, mas tem a arma ali. Outro dia eu estava vendo uma reportagem de um médico bem conceituado, família, filhos, por uma discussão boba com o vizinho, foi no apartamento, pegou a arma dele e matou o colega de trabalho.
Então, como que a gente lida, nós síndicas, num condomínio que a gente não sabe quem tem arma e quem não tem? Era um médico, era uma pessoa de bem, com família, estudado, bem conceituado, mas mesmo assim, num momento de estresse, né, perdeu totalmente a noção e o controle e acabou tirando a vida de outra pessoa. Nesse caso, como que a gente age? Como que a gente consegue identificar e educar ou treinar esse tipo de condomínio?
Perfeito. Você falou uma coisa que é muito importante. Dentro de um condomínio, as pessoas precisam se conhecerem. Às vezes tem morador que não sai do apartamento, quando sai é rapidinho, entra no carro, sai do carro. Mas precisa conhecer. O síndico, eu entendo que ele corre...
Não vou apavorar ninguém, mas ele corre risco, com certeza. Ele é igual o policial que sai para fazer um patrulhamento e vai fazer uma abordagem. Pode ser um cidadão de bem, pode ser bandidos armados. Você não sabe quem você está abordando e de que forma vai ser. Por isso que ele chega com um pouquinho mais de força, um pouquinho mais de cuidado, até identificar. Viu que é cidadão, você vai tratar de um jeito. Viu que é bandido, vai tratar de outro. A mesma coisa é o síndico.
Quando ele entra num condomínio, ele vai exercer a sua sindicatura, ele precisa conhecer quem é o seu público, com quem ele vai estar ligando. E isso não é fácil, demora um pouco de tempo, mas ele tem que conversar com o zelador, tem que conversar com o porteiro, tem que conversar com outro vizinho que ele teve um contato mais próximo e se simpatizou mais, para levantar. Obviamente que tem pessoas que têm arma em casa e não deveria ter.
Está até de forma ilegal. Tem alguns que são caque. Aí ele pode ter essa arma em casa. Mas num momento de irracionalidade, as pessoas se perdem. E em frações de segundos, se você tiver com uma arma na mão e não tiver um preparo, você taca o dedo no gatilho, num espasmo muscular, você aperta aquele gatilho e vai atirar. Depois não adianta se arrepender, porque já está feito o estrago. Não tem como recuperar. Então, a gente vê muito...
Tanto em briga de trânsito quanto em condomínio, aquelas pessoas que são os valentões. E a gente sabe qual é o final de todo valentão. Ele bate, bate, bate. Até que um dia vai aparecer um que é mais valentão do que ele. E o fim dele vai ser terrível. Nós tivemos um exemplo recente em Brasília.
numa discussão de carro e tal, da forma como acabou. Então o síndico, ele precisa ter muita... Voltando no síndico, ele tem que ter muito tato para lidar com o seu público, conhecer a todos, tratá-los com respeito e da mesma forma exigir que seja tratado com respeito. Eu já vi muito caso de síndico que foi, de certa forma, xingado, foi destratado, até espancado e até morto. Em Goiânia teve um caso que... Então, precisa tomar muito cuidado.
Isso aí não é só, estamos tratando de síndico, é a relação interpessoal. As pessoas, tem pessoas que você tem uma afinidade maior, consegue no primeiro momento ter empatia, e outras você só de olhar não se sente bem. E tem aquelas que você não pode falar um pouquinho mais alto que eles já ficam nervosos e querem ter razão sempre. Então, se você está diante de uma situação dessa, não adianta você acalorar a discussão. O importante é você manter a calma, falar baixo, não discordar.
Só colocar o seu ponto de vista, se for possível, se não depois buscar as outras soluções, mas não naquele momento acalorado que pode terminar com violência. Não só com tiro, mas com agressão física ou até agressão verbal. Olha, a Cláudia Hernandes é uma advogada do...
nosso segmento, condominalista, ele está dizendo que você, Edna, já está preparada para a NR01, que entra o mês que vem em ação. Mas tem uma pergunta aqui do João Schiapatti, dizendo o seguinte, Edna, você acredita que síndicos e administradoras estão preparados para vender esse novo conceito de segurança com hospitalidade ou ainda existe um gap de posicionamento no mercado?
Eu acho que muitos síndicos e administradores estão se preparando sim. Até porque hoje em dia o síndico orgânico está perdendo o espaço. Como? Porque é muito complicado. O síndico é responsável civil e criminalmente pelo condomínio, pelo todo. E muitas vezes o síndico orgânico não tem essa noção.
do tamanho da responsabilidade. Então, as pessoas não querem mais, não querem mais ser síndico orgânico, eu não quero mais ser síndico do meu prédio. Então, contrata-se o síndico profissional. E o síndico, para ser considerado um síndico profissional, ele tem que estar preparado, ele tem que saber se posicionar com relação...
a toda essa estrutura que está sendo montada, principalmente se preparar para saber acolher, o acolhimento tanto dos moradores como dos funcionários, fazer essa ponte. E as administradoras também, a gente tem cada vez mais analisado as administradoras.
de uma forma da parceria com o síndico, para fazer um bom trabalho para... Porque a gente faz um bom trabalho para o condomínio mesmo. Então, é fundamental que a gente tenha essa preparação para que a gente possa levar um bom trabalho adiante.
E a NR01, que vai ser implementada agora dia 26, realmente é o despertar, porque como a própria Cláudia colocou hoje para a gente, que ela é uma especialista em NR01, ela colocou que...
Por que surgiu a NR01? Por quê? Porque muitos casos de afastamento, INSS, muitos casos de estresse, por maus tratos, não só em condomínios, mas o funcionário como um todo.
Vamos dividir essa culpa. O INSS, os sindicatos, vamos dividir essa culpa. Então, todos os condomínios, todas as empresas vão ter que fazer esse treinamento do NR1. Por quê?
tratar com humanidade as pessoas. Eu digo o seguinte, a NR1 nada mais é de você tratar o funcionário, tratar as pessoas como você gostaria de ser tratado. Então, acho que esse é o fundamental dentro de uma relação em condomínio. É difícil, é como você falou, se você encontra um morador que está com uma arma, que tem uma arma, você não sabe se ele tem uma arma guardada em casa ou não.
Mas você tem que conhecer, conhecer um pouquinho de cada morador. Porque tem síndico que fica ali naquele seu mundo, na sua bolha, e não mergulha dentro do condomínio. Essa é a grande diferença de uma sindicatura mais humanizada.
de um olhar mais detalhado para o condomínio. E de buscar esse conhecimento fora. Exatamente, conhecimento fora da bolha. Você tem que ver, o que eu acabei até com ele, o síndico é aquele profissional que tem que ter um mar de conhecimento.
tem que ter noção, mas ele tem meio metro de profundidade, porque ele precisa de apoio. Ele precisa de um engenheiro, ele precisa de um advogado, ele precisa de alguém especialista em segurança. Então a gente tem que se apoiar com todos esses profissionais para conseguir levar para o condomínio, porque o que é o condomínio? Antigamente não tinha tantos condomínios, cada um tinha sua casa.
e o seu quintal na frente, porque a gente não precisava. Por que as pessoas passaram a viver em condomínios? Por quê? Por questão de segurança, por questão de comodidade, de ter uma academia embaixo, de ter uma piscina do lado. Então as pessoas passaram a se reunir em condomínios. E o condomínio, como eu já falei, nada mais é do que uma pequena cidade. E o síndico nada mais é do que um pequeno prefeito.
E aí você tem que ter as normas que regulam isso. E essas normas são criadas pelos próprios condôminos. O condômino que ajuda no regimento interno, a convenção pode ser mudada pelos condôminos. Então, ali, você tem que trazer o condômino a vivenciar o seu condomínio. Você quer viver bem? Então, me ajuda a viver bem. Me ensina. Me ajuda te ajudar. Me ajuda te ajudar.
Essa que é a grande visão de você. Me ajuda a te ajudar. Como nós podemos resolver o seu problema? Entendeu? Não é fazer... Não, dentro do regulamento, dentro da convenção, o que a gente pode fazer para resolver o seu problema? Não, está na convenção, não pode. Não, não é isso. Está na convenção. Mas como nós poderíamos resolver o seu problema?
sem infringir a convenção. Vamos pensar juntos? Duas cabeças pensam melhor. Então, humanizar o condomínio. Essa que é a grande lição. Eu acho muito bacana, muito bonito. Isso que me dá brilho nos olhos em falar de condomínio é a humanização do condomínio. Isso que me traz toda essa energia para continuar em condomínio. Eu queria colocar um pouquinho mais de tempero nesse caldeirão.
Eu tenho relato de algumas síndicas das dificuldades que elas têm mais do que os homens. Ah, com certeza. Tem determinadas situações que ela se vê, só ela ali como mulher, e no conselho ou mesmo na assembleia as pessoas mais exaltadas e vê que é uma mulher que querem levar a coisa pela força.
Então, eu acho que é mais uma dificuldade que vocês, mulheres, como síndica, têm que enfrentar. Os homens ainda conseguem ter um pouquinho mais de proteção pelo fato de ser homem. Mas eu vejo que é um campo difícil, assim como é na polícia. Quando a mulher começou a entrar na polícia, foi muito difícil, porque o bandido, quando ele é abordado por um homem, ele tem um comportamento. Quando ele vê uma mulher do outro lado, ele...
Em primeiro momento ele não respeita tanto. Então esse eu acho que é mais um degrau que vocês têm que conquistar, e estão conquistando com muita maestria. E você comentou aí do síndico orgânico e depois a sindicatura. Quando nós tínhamos lá atrás só o síndico orgânico, não tinha tanta evolução nos condomínios como tem hoje.
Porque o síndico se limitava a resolver alguns problemas pontuais e tudo bem. Quando começou a sindicatura, esse foi um ponto decisivo para que viessem as melhorias, na parte de segurança, na parte trabalhista, na parte de humanização, em todas as partes, na administração como um todo, na gestão do condomínio. Então a gente tem que dar essa valoração para o síndico profissional, porque eu acho muito importante. Duas coisas, o síndico profissional e a síndica.
profissional que eu ainda vejo que tem um pouquinho de restrição no trabalho delas, pelo fato de serem mulheres. Mas vocês vão vencer isso com certeza. Gente, olha só, eu preciso encaminhar aqui para o encerramento do podcast. A gente tem muita coisa para falar, mas eu não posso deixar de ler algumas coisas que estão aqui. MY Lena BCM. Boa noite a todos.
Milena? É. Parabenizar aos profissionais e a conversa necessária. E, em especial, ao Coronel Mascarenhas, do qual sou grande fã. Ingrid Mascarenhas. Boa noite a todos. Parabéns ao canal e aos convidados. Em especial, o Coronel Mascarenhas. Sou grande fã.
Ela faz o seguinte comentário aqui. Coronel, mercado de luxo hoje não compra apenas metro quadrado. Compra tempo e tranquilidade. Como a hospitalidade na segurança de seu curso hoje se torna um diferencial de valorização imobiliária em condomínios de luxo?
A hospitalidade e a segurança são duas coisas importantes e elas não são separadas. Nós tínhamos uma máxima até algum tempo atrás de que quem quer segurança não tem conforto. Então, quanto mais segurança, menos conforto. Isso é óbvio, porque toda vez que você começa a implementar a segurança, você vai ter que diminuir alguma parte de conforto dos moradores. Mas dá para juntar as duas coisas desde que você tenha um time que funcione, como eu falei naquele triângulo. Você tenha bons funcionários.
você tem a tecnologia e você tem o condomínio participando desse processo. O grande problema hoje nos condomínios, ou calcanhar de aquiles, não vou chamar de problema, calcanhar de aquiles ainda continua sendo nos condomínios, precisa ter uma consciência de segurança. Então quando eu tenho no policiamento, que a gente falava assim, visibilidade, o que é visibilidade? Eu tenho uma sensação de segurança, eu vejo uma viatura ali próximo, eu estou seguro.
Nem sempre. Às vezes o policial está olhando outra coisa, como tem vários casos, está do outro lado da rua mexendo o celular, etc., e acaba não prestando atenção. A mesma coisa é o porteiro, a mesma coisa é a segurança de um condomínio. Mas isso não quer dizer que o porteiro tem que ser uma máquina, que ele está ali só para ver coisa errada, para suspeitar de bandido. Não, foi colocado, ele tem que ser uma pessoa que trata todos os condôminos de uma forma educada. Isso daí, ele passa essa empatia.
Educação é fundamental em qualquer situação, mas nesse caso principalmente. Ele tem que ser rigoroso e rígido, mas não precisa ser violento, não precisa falar alto, nem precisa gritar. Ele vai falar em cima de procedimentos que ele tem ali e amparado. Porque em muitos condomínios o porteiro toma atitudes corretas, mas não está escrito em lugar nenhum. E o condomínio fala, vem para cima dele, arruma problema e esse funcionário às vezes acaba até sendo mandado embora.
Então para ele tomar atitudes, isso tem que estar amparado. Essa é uma coisa muito importante.
Ele tem que ter atitude, ele tem que estar bem uniformizado, ele tem que estar bem visível e conhecer um pouco também dessa área de segurança, de identificar uma pessoa suspeita, um carro suspeito, uma atitude mais agressiva. É um olhar clínico, assim como o médico olha para um doente e dá lá um diagnóstico, uma receita, a mesma coisa é o porteiro, porque o nosso problema é prevenção.
condomínio, na polícia como um todo, o trabalho da polícia é prevenção. A partir do momento que tem repressão, é porque a coisa já aconteceu, o prejuízo já está feito, alguém já morreu, alguém já foi roubado, e aí você só vai correr atrás do prejuízo. Ou seja, você vai botar a tranca na porta depois que a casa foi arrombada.
Não vai resolver. Então, isso se reúne ao treinamento. Ele tem que ser muito bem treinado para ser borteiro. É verdade. Olha, o nosso tempo está praticamente encerrado, mas eu vou colocar ainda duas questões aqui. Uma para você, Edna, e uma para o Mascarenhas. Eu tenho uma minha aqui que eu queria trazer, mas não sei se vai dar certo. O Antônio Sávio... E aí
Edna, há atualmente aumento do número de mulheres nas atividades condominiais? Caso sua resposta seja assim, porque isso ocorre.
E aí eu só faço um comentário da Fernanda Chaves, que diz assim, nós mulheres ainda sofremos muito preconceito na sindicatura. Então, essas duas colocações aí para você, para fechar nesse momento. A coisa boa aqui desse podcast é que quem vem, volta.
Que bom E como nós não vamos conseguir esgotar tudo Nós vamos marcar um outro dia para a gente continuar a nossa conversa Sim De 5 anos, vou colocar mais ou menos 5 anos para cá A mulher Entrou no mercado condominial Assim De uma maneira muito intensa Nós tínhamos Praticamente E aí
80% da sindicatura masculina. Hoje nós já somos mais de 50% de mulheres. É verdade. Entendeu? Mais de 50% de mulheres. Por quê? Porque a mulher é mais detalhista. Ela é mais... Acolhedora. Mais acolhedora. Ela tem um olhar materno, queira ou não, a gente tem um olhar materno, mas ao mesmo tempo a gente consegue ter um olhar, olha, da beleza, do cuidado, da sensibilidade.
com o condomínio como um todo. A síndica, e aí eu estou falando até um pouco, eu vejo o condomínio como a minha casa, e qualquer condomínio que eu trabalhe, entendeu? Eu quero deixar tão bonito quanto a minha casa. Então eu cuido dele, eu tenho carinho por ele, eu tenho cuidado com as pessoas que moram ali.
Então, eu acho que a visão da mulher no condomínio é exatamente essa, é uma atenção maior aos detalhes, aos cuidados, tanto aos cuidados com os condôminos, ao cuidado com os funcionários, o cuidado com o material de limpeza que vai ser usado, se é perfumado, se não é, que tipo de perfume está sendo usado. Então, todos esses detalhes...
que a mulher olha com muito mais carinho do que o homem. Isso daí é fundamental. Isso não tem... Eu concordo. Então, eu acho que isso é fundamental para essa divisão de águas entre a sindicatura feminina e a masculina. Não que os homens não façam. Tem muitos que trabalham, como o Silvio, que entrou em contato aqui com a gente, que é maravilhoso, trabalha só com alto luxo, alto padrão. Mas...
E mais uma vez eu falo, existe o alto luxo e o alto padrão, mas alto padrão, todos eles têm que ter. Entendeu? Alto padrão de sindicatura. Esse que é o grande, eu digo que é a grande cereja do bolo.
Sem dúvida, eu concordo. A Milena está dizendo assim, Coronel, como encontrar o equilíbrio ideal entre protocolos de segurança extremamente rígidos e a sensação de acolhimento e liberdade que os moradores esperam em um ambiente de luxo?
Excelente pergunta. Eu começo respondendo assim, discernimento. Então, o profissional tem que ser treinado para saber o momento certo de ser enérgico, o momento certo de tratar a pessoa com um pouquinho mais, não vou dizer de educação, mas com um pouquinho mais de sensibilidade. Então, isso só se consegue com treinamento e com prática.
Então ele não pode misturar as coisas, ele tem normas a seguir, tem que ser rigoroso no cumprimento das suas normas. Mas ele tem que ter um joguinho de cintura, ele tem que ter uma flexibilidade, ele tem que ter um tirocínio para poder entender a situação naquele momento. A regra é muito fria, está escrito pode e não pode, mas tem situações que está escrito que não pode, mas tem como contornar isso que não pode. Não precisa ser essencialmente rigoroso. E aquela que pode, às vezes também não pode.
Então, ele tem que ter esse discernimento. Então, isso é da formação. Então, a gente vê que em alguns condomínios, contrata aí um porteiro que nunca fez curso de nada, não tem experiência e quer que ele tenha um trabalho de excelência. Não vai ter. Primeiro, você precisa investir no homem. Se ele for orgânico...
condomínio tem que dar esse treinamento. Se ele for terceirizado, mais fácil ainda. Tem que exigir da empresa que tenha o certificado de formação e faça a sua reciclagem pelo menos uma vez por ano. E tem que estar sempre o supervisor passando ali para orientar e qualquer problema que tiver ser comunicado. Então, eu diria assim, jogo de cintura ou discernimento. Tirocínio para entender cada situação. Não existe uma regra fixa para determinados comportamentos do ser humano, porque o ser humano é volúvel.
Eu reajo de uma forma diante de uma situação, a mesma situação você vai reagir diferente, ela também, ela também, diante da mesma situação. Então isso é tirocínio, entendimento, experiência, prática e um profissional qualificado. Perfeito. Só complementando o que você fala, desde a época que eu fazia faculdade de Direito, lá em 1986, o meu professor de Direito Constitucional sempre falou a mesma lei que condena absolve.
Então, o porteiro tem que ter noção dessa diferença, porque é muito estreita entre um ponto e outro. Mais fino que o fio de cabelo. O bom senso, discernimento e o treinamento, treinamento, bom senso, discernimento. É fundamental para uma boa portaria. Isso daí não tem como.
Bom, você que está aí conosco até agora, tenho certeza que você recebeu muitas informações importantes, muitos comentários relevantes para que você possa ajudar no condomínio onde você vive, nas atividades que você exerce.
E eu queria dizer que nós aqui do Mr. Pod estamos imensamente gratos e felizes pela participação de vocês, Edna e Mascarenhas. E como eu disse, queremos que em algum momento que dê certo as agendas, vocês estejam novamente aqui conosco. Muito obrigado e desejo muito sucesso a todos. Obrigada, pessoal. Muito obrigada. Boa noite. Boa noite. Muito obrigado, Dai. Até logo, até a próxima terça com o programa...
Ao vivo, o Mr. Pod. Um abraço a todos.