A Morte de JK: Acidente ou Atentado?
Use o cupom RESENHAEPICA para 15% OFF na assinatura da Trinca Literária
Juscelino Kubitschek, o "Presidente Bossa Nova" e o homem que construiu Brasília, morreu em um trágico acidente na Via Dutra em 1976. Mas teria sido realmente um acidente?Neste episódio do Resenha Épica, Filipe Sampaio e Raul Trindade mergulham nos mistérios que cercam a morte de JK.
Recentemente, novos relatórios da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos trouxeram à tona evidências perturbadoras que contestam a versão oficial da ditadura militar.
O que discutimos neste vídeo:
O Relatório de 2024: As novas revelações que sugerem que JK foi, na verdade, assassinado.
Provas Contestadas: A lanterna do Opala que apareceu quebrada apenas no depósito, a falta de marcas de frenagem e o misterioso "buraco de bala" no crânio do motorista.
Operação Condor: O contexto político da época e a perseguição aos líderes da "Frente Ampla".
O Motorista do Ônibus: O relato impressionante de Josias Nunes, que afirmou ter recebido ofertas de dinheiro para assumir a culpa
.O Funeral Épico: Como o povo de Brasília tomou o caixão e o carregou por 8km em um ato de resistência.
Será que um dia saberemos a verdade absoluta ou este será um dos eternos mistérios da história do Brasil?
💬 E você, o que acha? Foi acidente ou atentado? Deixe sua opinião nos comentários!
Capítulos do Vídeo:
00:00 Introdução: O novo relatório sobre JK
02:25 O contexto da Ditadura e a Operação Condor
04:35 Quem foi Juscelino Kubitschek?
06:51 A construção de Brasília e a segurança nacional
09:05 Detalhes técnicos: O acidente na Via Dutra
14:02 O mistério do motorista do ônibus e a mala de dinheiro
16:00 Investigação: Provas destruídas e o crânio do motorista
18:48 O funeral de JK: O povo carrega o presidente
23:10 Conclusão e pedido da seguidora Marina Leal
Assista também:
👉 A História de Brasília 👉 O Roubo da Taça Jules
Acompanhe o Resenha Épica:
📸 Instagram: @resenhaepica
#JK #JuscelinoKubitschek #HistóriaDoBrasil #DitaduraMilitar #ResenhaÉpica #MistériosDaHistória #Brasília
Filipe Sampaio
Raul Trindade
- Morte de JK: Acidente ou AtentadoComissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos · Ditadura Militar · Operação Condor · Concessão Galeão · Via Dutra
- Acidentes rodoviariosVersão oficial contestada · Falta de marcas de frenagem · Buraco de bala no crânio do motorista · Destruição de provas · Lanterna do Opala quebrada
- Representação política históricaDitadura Militar no Brasil · Operação Condor · Perseguição a opositores · Frente Ampla
- Funeral e Cerimônia de EnterroAto de resistência popular · Carregamento do caixão pelo povo · Indignação contra o regime · Brasília
Uma comissão oficial afirma que Juscelino Kubitschek pode ter sido vítima da ditadura militar.
Até então, a versão oficial dizia que Juscelino morreu em um acidente automobilístico, mas um novo relatório afirma que ele foi na verdade assassinado.
Eu sou Felipe Sampaio.
Eu sou o Raul Trindade.
Bem-vindos ao Resenha Épica!
Recentemente, né, teve a Comissão da Verdade lá em 2014, que tinha concluído que tinha sido um acidente mesmo a morte do Juscelino Kubitschek. Analisaram os documentos, né, foram feitas novas entrevistas, houveram investigações, e a própria Comissão da Verdade, na época era o governo Dilma, que tinha intenção de esclarecer vários eventos obscuros da época da ditadura militar, afirmou que tinha sido um acidente. E sinceramente eu achava que isso era mais uma teoria da conspiração, uma questão assim mal resolvida, baseada em talvez narrativas, né, de algumas pessoas.
Mas cara, quando eu fui agora parar para estudar sobre esse episódio, sinceramente há muitos indícios, cara, e que eu estou tentado a acreditar que de fato o Juscelino foi assassinado. E a ideia justamente nessa conversa é ir trazendo essas questões que me impressionaram bastante, cara.
A gente sabe que muita gente sumiu e morreu em circunstâncias no mínimo curiosas, né, durante a ditadura militar. E nessa época aí, cara, ele morreu em 76, não foi?
Isso.
Entre 76 e 77 morreram 3 ex-presidentes.
Pois é, o Jango, né, morreu. E o Carlos Lacerda, ele era inimigo do Juscelino, mas ele também era contrário à ditadura, né.
E o João Goulart inclusive chegou, chegaram a investigar também se ele foi assassinado por envenenamento, né? Tinha essa teoria aí. Então, cara, foi uma época meio obscura aí da política brasileira.
Porra, foi de fato. Mas vamos falar assim, o que que é esse relatório, né, que surgiu agora? É o relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. E ele foi escrito, ele foi feito por uma historiadora, é de fato alguém que pesquisou os documentos. Ele é baseado numa, numa reinterpretação, numa leitura de documentos e investigações que já existem há décadas, já haviam sido feitas lá na época da Comissão da Verdade também.
O nome dessa historiadora é Maria Cecília Adão. E aí esse relatório saiu agora, né, em maio de 2026, e ele coloca vários acontecimentos e coloca que a morte do JK foi na verdade um assassinato. Ele morreu no acidente na Via Dutra, no Opala. A gente tem um episódio, né, sobre a história do Opala, um carro que eu gosto bastante. Só por aí já me chama atenção, né? E que o carro em que o Juscelino tava, tava, era dirigido pelo motorista dele.
Esse carro, ele cruzou a rua, né, a rodovia, e bateu com uma carreta do lado de lá. Do lado oposto. A versão oficial diz que um ônibus que vinha trafegando na mesma faixa que o Opala do Juscelino teria esbarrado no lado esquerdo, né, e jogado o carro para outra faixa. E essa versão, ela é contestada, né, por esse relatório, e também aponta aí vários erros de investigação, destruição de provas, situações que levantam suspeitas.
E também colocam aí indícios de que esse ônibus não teria tocado no Opala, né? Não teria tido esse toque.
Foi na Dutra, né? Foi em que altura? Foi no Rio?
Ih, rapaz, agora tu me pegou.
Porque se foi no Rio, eu acho plausível um ônibus ter feito isso, tá? Desculpa, mas é porque quem é do Rio sabe do que eu tô falando.
Já passou por muita coisa aí?
É complicado, cara, é difícil o trânsito aqui.
Ah, meu pai era motorista, eu não falo mal de motorista de ônibus não, mas ele não era um motorista de ônibus carioca. É diferente. E aí, quem foi o Juscelino Kubitschek, né? O Juscelino Kubitschek foi um político mineiro que participou— sabia que ele participou da Revolta Constitucionalista de 1932 como médico? Caramba, ele era médico, ele foi convocado, né, para atuar. Ele atuou como médico, ele salvou a vida de um cara, ele fez uma cirurgia lá no front e tal.
Ele acaba chamando atenção e entrando para política após esses eventos. Ele vai ser prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais, e vai ser presidente do Brasil. Ele é conhecido como o cara que construiu Brasília, que levou a capital do Rio de Janeiro para Brasília. O que se mostrou uma ideia muito boa, se a gente pensar que uma capital assim próxima do mar, alguém pode chegar nos helicópteros, sequestrar seu presidente, levar embora, né?
E antes a capital era aqui no Rio de Janeiro, inclusive a sede, né, era o Palácio do Catete aqui na Zona Sul do Rio. E por coincidência eu tava comentando com isso com meu pai ontem, meu pai veio aqui me visitar, né, porque eu quebrei o pé. Aí a gente tava comentando sobre isso, falando sobre o Palácio do Catete, e falando, e ele comentou isso, ele falou, cara, já imaginou se o presidente ainda estivesse ali, se o Rio ainda fosse a capital do Brasil?
Ia ser um caos, cara, porque não tem como proteger ninguém ali não, cara. Além de ficar muito perto do mar, né, e pô, tá mais exposto. Mas assim, tá exposto até a população mesmo. É uma cidade, o Rio é uma cidade grande demais, entendeu? Então, para fazer a segurança ali seria muito difícil. Não tô dizendo que Brasília não é grande, Brasília é gigantesco, mas ela acredito que tenha sido planejada para que o Palácio do Planalto seja protegido da forma adequada.
Nunca estive aí, mas vejo assim, pelo pelas imagens, existe um espaço suficiente para que isso seja feito.
Aqui não tem, pô, entendeu?
Aqui é no meio de um monte de prédio, entendeu? Pô, é loucura, mano, loucura.
A gente já gravou um episódio, né, sobre a história de Brasília, e lá eu critico bastante o Juscelino Kubitschek, essa ideia dele de construir Brasília em 4 anos, a um custo humano gigantesco também, um custo financeiro. Mas existe uma preocupação de fato com a segurança em Brasília, só que essa questão de ficar longe do litoral, ela já era muito antiga. A Revolta da Armada, por exemplo, tomou ali alguns navios da Marinha e colocou a capital do país como refém.
Então alguns marinheiros revoltosos conseguiram fazer isso de maneira relativamente simples. Mas de fato, voltando aí para o nosso assunto, né, o Juscelino ele termina o governo dele antes da ditadura militar, em 1961 se não me engano, e aí tem aquele período meio conturbado, né, a renúncia do Jânio Quadros, o João Goulart com as reformas de base, e aí ocorre o golpe em 1964 e o Juscelino ele perde o mandato, à época ele tinha sido eleito como senador, ele tem os direitos políticos dele cassados.
Não só ele, né, vários políticos considerados inimigos da ditadura, muito pela herança varguista, né, que ele representa também. Ele fica exilado do país e ele vai ser perseguido, cara, pela ditadura militar. Há indícios de que ele era monitorado, monitorado pela Operação Condor. Foi uma organização, uma organização militar, né, uma cooperação entre as ditaduras aqui do Cone Sul da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
É claro, financiada pelos Estados Unidos, com apoio dos Estados Unidos, que perseguiu, matou e sumiu com vários inimigos desses regimes. E há documentos que mostram que ele foi pelo menos monitorado pela Operação Condor, então ele pode ter sido inclusive assassinado dentro dessa operação. E talvez a gente nunca tenha certeza disso, né? Mas então assim, no que que se baseia esse novo relatório para cravar que na verdade ele foi assassinado?
Cara, é onde a dúvida começou a aparecer na minha cabeça também. Um engenheiro especializado em questões de trânsito analisou as provas, os documentos que se tinham, e ele levanta alguns aspectos. Ele até, até foi feita uma reconstrução em 3D do acidente que tá disponível na internet. Pra quem quiser assistir. E aí ele coloca uma parada que é muito doida, que é a inexplicável ou pouco crível falta de mínima reação evasiva. É o engenheiro Sérgio Edzenberg, ele é especialista em transporte, e aí ele coloca, né, que não tem sinal de freada.
Pela dinâmica do acidente, parece que o motorista não tentou desviar. Então isso aí é um indício, né, que surge. Há também um relato de um motorista que estaria atrás do caminhão que o carro do Juscelino bateu, que ele afirma ter visto o motorista do carro do Juscelino desacordado. E aí, cara, a gente volta lá na Comissão da Verdade em 2013. Teve um perito que ele acompanhou a exumação do motorista do carro do Juscelino em 1996, o Alberto Carlos de Minas.
Tem um vídeo, cara, que foi produzido ali na época da Comissão da Verdade, se não me engano 2013, dele sendo categórico. Ele fala: eu vi no crânio do motorista um buraco de bala. Ele não fala assim um buraco porque eu não, eu fiquei em dúvida se foi o acidente ou foi bala. Ele crava, irmão, tem um buraco de bala e tinha um vestígio metálico dentro do crânio que eu acho que pode ser um projétil. Que que rolou? Em 1996, quando ele acompanhou a exumação, haviam militares ali por perto que não permitiram que ele tirasse foto ou que ele fizesse análises mais detalhadas.
E aí chegou-se à conclusão na época que esse objeto metálico era um prego do caixão. A liga metálica batia com pregos que eram utilizados. Só que depois disso, a Comissão da Verdade, lá em 2013, eu não me lembro exatamente a data, mas ali entre 2013 e 2014, queria exumar novamente o corpo do motorista. Mas a família foi terminantemente contra por questões pessoais, emocionais, e também por achar que o assunto tava resolvido e a justiça entendeu que não tinha nenhum novo indício que justificasse isso. Olha que loucura, cara.
Muito provavelmente foi alvejado, né, o motorista perdeu o controle.
Esse novo relatório que a gente tá falando a respeito, ele coloca que o veículo pode ter sido sabotado e que o motorista pode ter sido sedado, mas não traz de volta essa suspeita do tiro, não. Essa foi algo que surgiu lá na Comissão da Verdade. A Comissão da Verdade, ela tem duas instâncias, digamos assim. Ela aconteceu em São Paulo e também aconteceu uma comissão nacional, né, em períodos próximos. Assim, essa fala do legista foi dita em São Paulo, se não me engano.
E aí Outros eventos assim que chamam muita atenção é uma notícia falsa que colocou que o Juscelino Kubitschek tinha morrido num acidente de carro 15 dias antes dele morrer de verdade. Se liga, bicho, que coisa maluca!
Como assim? Saiu aonde essa notícia?
Cara, se não me engano, foi no Jornal do Goiás, um negócio assim. E ele teve que marcar uma coletiva de imprensa pra falar: não, tô vivo, tão realmente tentando aí me matar, mas eu sigo vivo. E aí, 15 dias depois dessa notícia, ele morreu em um acidente de carro, assim como a notícia falava. Cara, isso levanta assim várias hipóteses, né? Será que já tinha um plano para matar ele naquela data? E aí houve ali um conflito de informações, o jornal queria o furo, né, e já pá. Ou então uma coincidência assim muito sinistra.
Talvez a informação tivesse sido vendida já para um jornal até.
Alguma coisa nesse sentido, né? E aí assim, qual foi o contexto, né? O que que o JK tava fazendo ali na Via Dutra? Ele tinha uma reunião marcada com representantes do ex-presidente Geisel, presidente da ditadura militar.
Ah, e outra coisa, eu pesquisei aqui, foi no Rio de Janeiro mesmo, tá? Foi lá em Resende, é quase São Paulo, mas ainda é Rio de Janeiro.
Então ainda era Mano, qual foi assim a dinâmica do acidente? O carro sai do hotel e aí ele tá na velocidade da via, ele não tá assim mais rápido. E aí alguns quilômetros depois, essa reunião lá que o Juscelino foi participar tinha sido no hotel. E aí alguns quilômetros depois dele na rodovia, ele ganha um pouco de velocidade, passa pela frente do ônibus e vai lá para o outro lado e pega a carreta de frente. O motorista desse ônibus, ele foi entrevistado, cara, nessa Comissão da Verdade.
E, mano, adivinha o que que o maluco falou, irmão? Falou que não encostou, disse que não tem culpa nenhuma, que inclusive na época apareceram dois caras na casa dele, ofereceram a mala cheia de dinheiro para ele assumir a culpa, para ele falar: não, esbarrei no carro. Caramba, o motorista falou isso, ele disse que não aceitou, que isso trouxe para ele assim uma um sofrimento muito grande, porque ele acabou sendo culpado pela versão oficial pela morte do Juscelino.
O relatório da Comissão dos Mortos e Desaparecidos coloca esses indícios de manipulação política, de que as investigações foram obstruídas, foram manipuladas, e que também provas foram destruídas deliberadamente. 20 minutos depois do acidente, os militares já estavam lá no local. Fazendo o controle ali da cena do acidente, né? O relatório oficial fala que o ônibus tocou o lado esquerdo e inclusive quebrou a lanterna. Tem foto do carro no lado, lá no local do acidente, com a lanterna intacta. Mas lá no depósito que o carro foi levado, a lanterna tá quebrada.
Caraca! E é mesmo, cara, tem foto aqui. A lanterna tá inteira mesmo. E assim, frente do carro tá destruída, na verdade a lateral, né? Mas a parte traseira tá só, só o porta-malas tá um pouquinho torto assim, mas tá inteira, pô.
Cara, eu não sei onde é que o Juscelino tava sentado. Essa época ninguém usava cinto de segurança, mas dá a impressão que se tivesse no banco traseiro, né, cara, talvez não tivesse, e com cinto de segurança, né?
Aqui na simulação que eu vi, ele tava atrás do motorista.
Pois é, eu também tava no banco de trás, atrás do motorista. Mas porra, cara, bater de frente com a carreta é tenso, né? Não tem condição também. E aí se liga o que que aconteceu com o carro. O carro foi preservado, cara? O carro foi desmontado, sumiram com o carro também. Ué, pois é, que era talvez, né, um ponto de investigação assim que pudesse ser utilizado para resolver aí esse mistério, né?
E o cara que tava na carreta, cara?
Pois é, o cara da carreta, ele não tem muito o que falar, a não ser de que o veículo invadiu a contramão e bateu nele de frente, né?
Eu não, de fato, veio, né?
É, nas minhas leituras assim, não se fala muito dele, não achei. Não sei se ele foi entrevistado, o que aconteceu com ele, se ele, o que aconteceu.
Mas até tô vendo aqui o motorista do ônibus dando depoimento mesmo, falando que Sei nem se ele sobreviveu ao acidente, cara.
Cara, agora que você falou, não sei informação desse cara. Mas enfim, esse lance do carro ter sumido, né, impede assim que fossem feitas investigações para verificar algum tipo de sabotagem, né? Sei lá, cortaram o freio do carro, alguma coisa assim.
E o cara, o cara faleceu agora, mano, o motorista da carreta, que eu pensei que ele ia embora. Em junho de 26, aqui, ó, Josias Nunes de Oliveira.
Ah não, foi motorista do ônibus. O cara que disse que morreu em junho agora, 2013.
Pô, mas que sacanagem, maluco morreu! Pois é, pelo menos saiu em maio, né?
Saiu.
Pelo menos o cara viu a nova decisão aí do— caraca, que doideira, mano!
Pois é, cara, diante desses indícios assim que foram sendo colocados, esse relatório ele coloca baseado no princípio de indúbio pró-vítima, né, que como não tem como ser comprovado, o benefício vai para vítima. Então assim, se responsabilizou o Estado pela morte do Juscelino, né, segundo esse relatório. Mas, cara, na verdade assim, não tem uma conclusão como a gente gostaria, assim, uma conclusão irrefutável, né? Talvez seja uma daquelas histórias que a gente nunca saiba de verdade o que que aconteceu.
Mas não é assim uma parada também solta, né? Foi um inquérito que foi produzido entre 2013 e 2019, divulgado em 2021, analisado de lá para cá para produção desse relatório da Comissão dos Mortos e Desaparecidos. Ele representa, né, essa tentativa, essa busca por nós brasileiros, pela nossa historiografia, de fazer justiça, né, em relação ao passado e aos acontecimentos históricos. Agora, tu já ouviu falar do funeral do Juscelino, cara?
Não.
Te falar que ele aconteceu um dia depois. Você acha isso daí normal?
Acha suspeito? Pô, acho esquisitíssimo, cara. Como é que os cara fizeram autópsia e... Pô, será que não foi feita autópsia nele? Não fez nada?
Ah, cara, foi acidente.
Acidente... Ué, mas ele podia, sei lá, ele podia estar envenenado, ele podia estar com tiro, ter tomado um tiro.
Mas tipo, a questão também assim que eu queria levantar não é nem essa. É... O Juscelino, ele era um inimigo do regime militar. E eles não queriam uma manifestação pública grandiosa. Então, no outro dia já foi o velório e o sepultamento. Foi aqui na capital, na Catedral de Brasília, e ele foi sepultado no Campo da Esperança. Cara, foi depois do AI-5 o primeiro momento assim de manifestação popular que juntou tanta gente na rua.
O velório do Juscelino foi também um momento em que várias pessoas mostraram a sua indignação Não só com a morte dele, mas também contra o sistema. Naquele momento ali já se falava em assassinato, né, já se questionava essa questão do acidente. E cara, aconteceu uma coisa muito louca. O caixão ia ser levado por um carro de bombeiros. As pessoas tomaram o caixão e levaram nas costas, maluco, até o cemitério. Esse trajeto tem cerca de 8 km, seria ali o caminhão andando devagarinho, 20 minutos, meia hora.
Cara, durou horas até que ele chegasse lá no cemitério para ser sepultado. O povo começou a gritar: não, o povo leva, o povo leva! Tomaram o caixão e levaram nas costas. Tem muitas fotos disso, tem bastante documento histórico que mostra. E pô, do pessoal que não conhece Brasília, a catedral fica lá no Eixo Monumental, o cemitério do Campo da Esperança fica lá na ponta da asa, tá ligado? Tipo, do meio da asa do avião ali até na outra ponta.
E a galera levou nos braços, mano. Mostra assim o respeito, né, o apreço que as pessoas de Brasília tinham pelo Juscelino. Mas mostra também uma indignação, né, em relação à morte dele.
Não, e ele era querido, né, pelo visto. Porque até eu tava vendo aqui, né, essa história do motorista do ônibus, coitado, do Seu Josias.
Sim.
E eu vi aqui que ele foi absolvido em primeira instância em 77 e em segunda instância em 78. Então é relativamente rápido, né? Mas inclusive aqui tá até falando que o juiz que declarou ele inocente falou que essa descrição do acidente atentava contra as leis da física, que não fazia sentido, entendeu? Por isso que absolveu ele. Só que ele falou que durante décadas ele sofreu muito porque ele era hostilizado pelas pessoas como assassino do JK, entendeu?
Mesmo sendo inocentado. Ele falou que, eu vi aqui, que ele era xingado na rua, era chamado de assassino na rua, as pessoas hostilizavam muito ele.
Porra, pois é, cara, imagina, né? O Juscelino Kubitschek, ele foi bem querido, né? Mano, eu não sei, vai pelo Rio de Janeiro, mas em Brasília tudo chama JK, tá ligado? Tem shopping, ponte, rua, praça, porra, tudo é JK aqui.
Aeroporto, né?
Aeroporto. E o parque da cidade é Saracubixeque, assim, tem lá o memorial JK, né, que tá com os restos mortais dele. Mais tarde, né, foi construído o memorial e os restos mortais dele foram tirados lá do cemitério foram levados para o memorial. Então a presença dele assim em Brasília, ela ainda é sentida, né, de algum jeito, por causa do memorial, por causa do nome, tudo quanto é lugar. É uma figura bem emblemática, cara. Ele tinha muitas chances de, caso houvesse uma eleição ali em 65, de ter sido eleito presidente, né.
Ele era muito popular. Apesar dele ter deixado o governo, a presidência da República com dívidas enormes. Enfim, bom, e você, querido ouvinte aí do Resenha Épica, o que que você acha? Juscelino morreu de maneira acidental ou ele foi assassinado? Diz aí para gente nos comentários. Não esquece de deixar um like nesse vídeo, seguir a gente no Spotify também, faz muita diferença para gente. Também estamos no Instagram, Vou deixando aqui aquele abraço e até a próxima.
Valeu!
Esse tempo a gente tocou nesse assunto no episódio, eu não me lembro mais do que que era o episódio, cara.
Foi o último que a gente gravou, foi qual episódio? Agora eu fiquei curioso.
Pera aí, eita desgrama!
Quando, em que contexto a gente falou sobre isso? Porque a gente comentou no episódio e uma ouvinte botou lá que, pô, cara, eu pensei a mesma coisa.
Foi no episódio do roubo da taça lá, e aí tem um momento que a gente fala alguma coisa sobre um acidente automobilístico.
Era o Broa. O Broa morreu no acidente automobilístico no dia que ele ia testemunhar no tribunal. Aí eu falei que isso É, parece que isso aí foi queima de arquivo tal, porque tinha gente grande envolvida, e igual aconteceu com JK. Aí a Mari Leal N, acredito que seja Marina Leal, né, ela comentou aqui no Spotify mesmo, botou aqui, ó: juro que na hora que vocês falaram do acidente de carro eu pensei nas novas notícias sobre o JK. Façam episódio sobre, por favor. Então, Marina, aqui está o seu episódio.
Trinca Literária
assinatura