#154- Quando a teimosia tira a paz
A gente precisa acalmar a mente para desacelerar o passo.
- Teimosia e Paz Interior· SociedadeTeimosia em relacionamentos·Teimosia em empregos·Autovalidação pela teimosia
- Pessoas como manuais de instrução· SociedadeAprendizado com a vida alheia·Escolhas de vida·Versões de si mesmo
- Aceitação do que não se pode controlar· SociedadeGeneralização do estado de espírito·Responsabilidade pessoal
- Julgamento e aparências· SociedadeIgnorar sinais·Persistência em relacionamentos
- Planejamento para o futuro· SociedadePlanejamento de futuro vs. presente·Consequências das decisões·Controle sobre eventos
Oi, eu sou a Manu, tenho 34 anos, 5 irmãos homens e um monte de amigo babaca. Como é que você tá? Você tá bem? Como é que estão as coisas por aí? Como é que tem sido sua semana? Diante da quantidade de mensagens que eu recebi sobre o episódio anterior, minha gratidão infinita a todos que entenderam sobre o quão é importante amar as suas próprias coisas, sobre a importância de acreditar nas coisas que você tem. E isso eu vou trazer um pouquinho mais hoje, mas não só sobre as coisas que a gente tem, que a gente tem que amar, mas sobre as coisas que a gente acha que deveria querer.
E eu tenho aprendido incansavelmente na minha própria pele quando a minha teimosia acaba por tirar minha paz. E eu preciso compartilhar com vocês porque talvez em algum momento você consiga se identificar com o que eu tô dizendo, talvez em algum momento faça parte de alguma coisa que você ainda não consegue dar nome. Então, quando eu paro para poder pensar sobre as coisas que eu quero, eu volta e meia preciso amadurecer a ideia de que eu estou querendo alguma coisa e que talvez o fato daquela coisa não acontecer, a minha teimosia faça eu querer ainda mais.
Seria engraçado se não fosse problemático. A gente, quando vem de um questionamento familiar, de vivência, de ambiente, onde você sempre precisa provar algo, ou quando você tem medo de que o que você está dizendo não tenha validade, você programa gráficos mentais para que você não cometa erros. E quando você chega na fase adulta, tudo que você quer é não cometer erros. E aí você se limita a tentativas pequenas, se limita a possibilidades pequenas, como se qualquer coisa pequena e boa que você encontrasse fosse a certeza de que nunca mais você terá a possibilidade de viver algo melhor.
A minha teimosia me levou a insistir muito mais tempo do que deveria em um emprego que não era para mim, por exemplo. Onde eu ficava incansavelmente quebrando cabeça tentando caber porque eu achei que eu deveria querer. Já me fez ficar em relacionamentos que com certeza não iriam para frente. Tinham coisas que racionalmente, racionalizando também, eu não iria querer a longo prazo. Mas o fato das coisas serem difíceis faziam com que a minha teimosia precisasse se provar, precisasse convencer não só o outro como a mim mesmo que eu não estava tão errado assim naquele ponto de vista, que eu não estava tão errado assim em querer alguma coisa.
A minha irritabilidade muitas das vezes foi provocada por mim mesma, e só hoje eu tenho total certeza de que a minha teimosia tirou a minha paz por diversas vezes. Na minha vida. A teimosia de querer acertar, a teimosia de querer fazer as minhas amigas acertarem, a teimosia de querer que todo mundo ao meu redor cometesse o mínimo de falhas possíveis. Toda essa minha busca incansável por quebrar a ideia, por tentar acertar, por já ter um cronograma mental sobre a minha vida e sobre a vida dos outros fez com que a minha teimosia tirasse a minha paz por tempo demais, por tempo demais mesmo.
A ideia de que as pessoas precisariam funcionar como uma linha reta me fez me decepcionar além do esperado, até mesmo em paixões unilaterais. Na minha cabeça, se alguém faz coisas compatíveis com um relacionamento é porque ela quer aquilo. Mas a minha teimosia faz eu acreditar nisso. Mas humanamente é impossível eu discutir isso comigo mesma. Então eu acredito fielmente que todas as coisas que eu busco coerência até hoje sobre a minha vida são importantes para mim, mas eu tenho que dar um limite para minha teimosia, porque a minha teimosia, além de querer validar o meu raciocínio, ele quer que as pessoas funcionem de fato como elas estão entregando as possibilidades, como elas estão fazendo eu acreditar naquilo.
Eu hoje, início de agosto, eu tô gravando dia 11, você vai escutar dia 12 esse episódio. Eu queria dizer isso, eu Quero de verdade pontuar o quanto a minha teimosia me faz mal. E a decisão de me libertar dela foi uma coisa bem pessoal. Mas talvez você tenha essa mesma teimosia, só não tenha tido coragem de identificar. E aí você permanece em amizades, em relacionamentos, em vínculos empregatícios ou emocionais, simplesmente porque você é teimosa.
Mas isso te ajuda a entender se é realmente que você quer ou se é só uma teimosia. A teimosia, ela vai tirar sua paz. A teimosia nem sequer é ambição, ela vem para tirar a paz onde você começa a se provar sem perceber, onde você cria uma dissociação, onde você precisa entender a sua personalidade. E qualquer coisa que te torne uma versão sua que você não gosta, você deveria parar de tentar resolver. Você deveria apenas parar, parar uma conversa.
E eu acho que até preciso pontuar isso porque foi isso que eu fiz. Eu parei uma conversa na metade. Eu simplesmente olhei para conversa com uma pessoa e Falei, não, não consigo continuar essa conversa. E esse podcast é sobre um dia que eu deixei a minha teimosia em paz para ela me devolver a minha paz. Parei de tentar entender, parei de tentar explicar, apenas parei de digitar. Entendi que Aquilo ali, por mais que eu quisesse, não tinha a obrigação de suprir a minha teimosia.
E quantas vezes a gente faz isso, né? No trabalho, nas amizades, a gente insiste nas pessoas mais do que deveria, e depois a gente entra numa teimosia com a gente mesmo. A gente insiste que ama alguma coisa, mesmo que aquilo esteja tirando a paz da gente. Isso mais uma vez é a teimosia gritando. Então todas as vezes que a sua teimosia estiver tomando o controle ali, dominando o controle da tua vida, tu precisa se lembrar que coisas que são realmente para você não vão tirar sua paz.
O que tira sua paz é a sua teimosia. Mas voltando para o ponto que eu preciso também falar com vocês hoje, é o quão importante é a gente acalmar a mente. E o como desacelerar o passo não generaliza o estado de espírito. Quando você se acalma, quando você entende que você deveria estar calma, o seu corpo recebe uma nova informação onde você para de generalizar o seu estado de espírito, ao ponto de você parar de pensar que Hoje, a fase de hoje significa o resto da sua vida.
Por que não significa o resto da sua vida? Essa coisa que tá te fazendo sofrer atualmente pode ser uma responsabilidade da sua teimosia, mas não uma resposta para o resto da sua vida. E o tempo que você dura sua teimosia talvez defina o resto da sua vida. A teimosia sempre vai fazer você entrar em batalhas que não são suas. Guerras emocionais que não são suas. E talvez você precise volta e meia desacelerar o passo, entender se aquilo é um desejo real ou é só porque você precisa se resolver com alguma coisa do lado de dentro, seja uma rejeição.
Tô tossindo ainda porque o tempo tá frio, mas vamos continuar. Seja uma rejeição, seja um medo, seja uma validação, seja uma ausência de resposta, seja uma limitação pessoal sua de emprego e de possibilidade, seja o que for. Generalizar o momento atual da tua vida também é uma teimosia. Liberar, liderar uma ideia de que você vai ficar anos para esquecer alguém é uma teimosia imposta que não deveria generalizar o teu estado de espírito.
Porque o modo que você se relaciona agora e o modo que você sente as coisas agora não definem o resto da sua vida. A teimosia por continuar naquilo talvez sim. E além disso tudo ainda entra a nossa pressa de futuro, a ideia de que a gente tá preparando tudo para chegar lá e encontrar tudo pronto. É um sonho, mas ainda assim é equivocado. A gente pensa demais numa ideia de um futuro exatamente igual a gente planejou. Enquanto isso, a gente não é feliz no agora, então a gente não cria uma matriz que faça sentido.
A gente apenas trabalha hoje com duas ideias: fomos felizes e seremos felizes. Mas nunca é Só que o futuro, o meu futuro, o meu futuro de fato e o seu está daqui alguns segundos. Até eu terminar esse episódio já é o meu futuro acontecendo. Os próximos minutos já são o meu futuro acontecendo, porque o meu presente é só onde eu me encontro agora, aqui sentada gravando esse episódio, e você ouvindo. As decisões do futuro, elas serão consequências das coisas que a gente vai fazendo durante o dia inteiro.
A gente tem uma ideia um pouco equivocada, por conta da pressa de futuro, de que o futuro é algo muito distante. Mas o futuro mais longe que a gente tem aos nossos olhos no momento é hoje à noite. A gente não sabe o que pode acontecer hoje à noite. E eu vim ter essa noção de que minha prece de futuro não resolveria minha vida com perdas, com perdas de familiares, de amigos, de coisas que saíram totalmente do meu controle, de amigas que eram minhas melhores amigas até 11 da manhã e 3 horas da tarde não nos falaríamos nunca mais por um desentendimento.
São coisas que a gente não vai ter controle, mas que a gente quer. Cabe a você novamente lembrar da teimosia. A teimosia talvez te faça sofrer por coisas que já deveriam ter passado, coisas que já não deveriam estar te fazendo sofrer mais. Mas a teimosia de tentar entender, sim, isso pode durar mais tempo do que deveria. E talvez isso sim consiga trazer as respostas ali do que vai definir o resto da sua vida, que vem de uma decisão.
Acaba que pela pressa de futuro e pela teimosia a gente esquece de uma coisa extremamente importante: sinais. E os sinais, eles escancaram como prévias, até mesmo quando a gente não quer acreditar que elas existem. Um pensamento crítico só vai fazer a gente ter um pouco mais de sagacidade para resolver as situações, mas ter um senso de percepção vai eliminar a teimosia da mesa. O problema é que a teimosia tem uma força muito maior.
A teimosia, ela ignora sinais. A pressa de futuro também, mas eu acredito que a teimosia ainda assim ela consegue ser mais forte. É a teimosia que faz a gente ver o cara aprontar todas com a ex e fazer a gente ficar, pela nossa teimosia de que as coisas com a gente serão diferentes. E eu descobri, com a gente serão diferentes. Eu descobri que a minha teimosia tomava muito parte da minha vida, mas nem tanto, quando em algum momento eu disse para minha amiga assim: Algumas pessoas não sabem terminar relações.
Alguns homens mantêm contato com as ex por tempo demais. Aos términos, eles mantêm as conexões antigas. E se eu ainda amar essa pessoa e terminar, nós manteremos um contato por ter, por ter sentimento? E se eu acreditar que ainda tem volta por conta do vínculo? E aí essa pessoa me disse assim: caramba, Manu, você vê um 360 bizarro! De onde você tira isso? Falei: as pessoas me ensinaram que elas são manuais de instruções, assim como a minha família me ensinou escolhas que eu não deveria fazer.
Eu tenho amigas, pessoas na minha vida. Você também tem, é só que você não quer olhar os sinais, mas você também tem pessoas mais velhas que você que vivem exatamente a sua vida, e elas são manuais de instruções do que você deve escolher ou não. Porque se você tem uma amiga que tá vivendo uma realidade, sendo mais velha que você, tendo uma realidade que você não quer ter para tua vida, você precisa não fazer as mesmas escolhas que ela.
Se você acompanha a vida dos teus pais e não admira as escolhas que eles fizeram na idade que eles têm hoje, não gosta nem sequer da vida que eles levam hoje, bingo! Agora você também tem um manual de instruções de escolhas que você não deveria fazer, escolhas diferentes. O problema é que a gente, além da pressa de resolução de futuro que a gente tem, A gente, além de não identificar sinais, a gente apela para teimosia, de que com a gente vai ser diferente, de que com a gente vai ser melhor.
E eu queria, eu queria fazer as mesmas escolhas de merda de algumas pessoas, mas eu ter sucesso. Eu queria, eu queria puxar para um papo mais profundo. Agora eu não sei quem eu vou atingir ou afetar. Porque a felicidade ela não é baseada apenas no que eu penso. Mas deixa eu dar um parâmetro só do que tá passando na minha cabeça agora. Eu não quero ver a felicidade em muitos homens, em muitas relações e em baladas, porque as pessoas que eu conheço que vivem essa realidade de viver em festa passar madrugada na rua, volta e meia eu as encontro desabafando sobre problemas relacionais.
Grande parte das pessoas que estão vivendo uma vida livre estão aqui comigo na terapia tentando resolver problemas relacionais. Então as minhas escolhas deveriam ser diferentes. Bem diferente. Alguma coisa deu errado, isso é fato, isso é perceptível. Alguma coisa deu errado naquelas escolhas. Então fica para mim um parâmetro só de não repetir. Talvez a minha mente, a minha coerência, o peso que eu coloco na minha mente faz com que eu não queira nem sequer ser teimosa.
Eu cansei de ser teimosa. A teimosia tira minha paz. Querer viver uma vida sem entender as escolhas que eu tô fazendo pode me causar problemas. E quando eu chegar lá na frente, eu não quero reclamar das escolhas que eu estou fazendo agora. Porque afinal de contas eu acreditei na teimosia de que fazendo o mesmo percurso que boa parte das pessoas está fazendo, eu ia ter um resultado diferente delas. Então eu não quero apelar para isso, eu quero ir contra o perfil, eu quero ir contra o que as pessoas estão fazendo, eu quero fazer escolhas diferentes de alguns ambientes.
Eu quero, porque eu não queria estar vivendo aquelas coisas. Talvez agora eu te deixe um pouco reflexivo com o que eu vou falar, mas basicamente as pessoas são manuais de instruções para você, e você também acaba sendo o manual de instrução para as pessoas. A sua vida vira uma referência do que as pessoas não deveriam estar escolhendo. Em um episódio que eu gravei aqui há um tempo atrás, eu falo sobre conhecer versões de mim que fizeram escolhas diferentes de mim.
E eu conheço essas versões. Eu conheço uma versão minha que foi minha amiga por muito tempo, que não teve filhos, que não casou cedo, mas também não vive a vida legal porque é cheia de medos. Também não gostei dessa versão. Tem uma versão minha que depois de traição ainda continuou o relacionamento. Parece estar feliz, mas eu não conseguiria. Tem outra versão de mim que tá na sua terceira faculdade, o que eu acho admirável, mas não teve filhos, e eu sou apaixonada pela filha que eu tenho.
Tem versões minhas espalhadas por toda parte, assim como tem versões de você. Sempre vai ter alguém que você vai olhar e falar, cara, eu tinha os mesmos sonhos que essa pessoa. Cara, essa pessoa é tão jovem quanto eu. Você vai encontrar pessoas com a mesma idade que você e elas são manual de instruções andando pelas ruas. As escolhas são manuais de instruções caminhando pelas ruas o tempo inteiro. Eu julgo a igualdade, eu julgo a possibilidade, eu julgo as demandas, eu julgo tudo, acreditem, dentro da dinâmica do que eu acredito que seja a vida.
E tento equilibrar volta e meia minha pressa de futuro para tentar entender que eu não tenho controle sobre isso. Eu tenho 34 anos, já morei em 3 estados diferentes, mas tem quem tem 34 já viajou o mundo. E eu entendo que às vezes a escolha vai muito sobre poder aquisitivo. Vai sobre roteiro familiar, porque eu já disse isso para uma versão minha: se eu tivesse a tua família, eu estava viajando o mundo. E aí eu conheci uma versão minha que estudou anos nos Estados Unidos, uma versão sonhadora, comunicativa, que estudou por mais de 10 anos nos Estados Unidos.
Mas adivinha não temos uma vida diferente. E o que me faz pensar é que se eu tivesse tido todas as oportunidades que aquela versão minha teve, eu estaria brilhando muito. Cheguei a um momento de trabalhar com um rapaz em uma multinacional que ele chegou a esboçar um pouco de preconceito dizendo: eu estudei em Harvard e hoje atuamos na mesma empresa. E eu quis dizer para ele que eu ficaria ofendido se eu estudasse em Harvard, que afinal de contas eu fiz faculdade na Pitágoras.
O restante que me levanta o currículo é tudo pós-graduação. O que eu quis levar para ele naquele ponto, dentro daquela discussão, é que a minha teimosia me leva para outro nível. A minha pressa de futuro me ajudou a não fazer escolhas repetitivas, mas que se eu tivesse tido as oportunidades que ele teve, talvez eu seria muito melhor do que ele, porque eu ainda sou muito boa com as condições que eu dei jeito de construir. Eu gosto da vida que levo aos 34 anos.
Eu trabalho de casa, eu acordo e eu faço meu café, eu tomo meu café na minha casa. E se eu tivesse uma família, um marido, provavelmente tomaríamos café juntos, porque eu estruturei uma vida assim, mesmo que sozinha, com total condição de tomar café junto, almoçar junto e fazer a vida acontecer. Mas as escolhas definiram todo o espaço. A minha teimosia de tentar resolver coisas dos outros talvez me atrapalharam ter esse lar agora que eu tanto falo sobre volta e meia.
Mas é porque a minha teimosia me levou à ideia de construir algo perfeito nas relações e nas amizades, totalmente. Talvez as dificuldades me deram itinerário, o caos me deu anticorpos que quase ninguém do meu meio, que viveu uma vida mais fácil e melhor, consiga ter. Entende a diferença de tudo que eu tô falando agora? E eu volto para te lembrar que teimosia, teimosia é diferente de uma boa escolha. A teimosia te tira a paz. Eu sempre soube o que eu quis.
Eu sempre soube o que eu quis. E você? Você sabe o que você quer. Uma teimosia que eu compartilhei com uma amiga esses dias é que eu quero namorar, noivar e casar, mesmo quase chegando aos 35 anos. E ela disse, mas não dá para negociar isso? E se você encontrar um homem que tem tudo de bom, mas não quer as mesmas coisas? Aí eu falei com ela que a minha teimosia, ela não vai me deixar me convencer, porque eu não vou ter paz, porque eu vou ter paz até o dia que eu assistir uma pessoa sendo pedida em casamento.
Aí eu vou lembrar que eu não fui porque eu me diminuí para caber. E para as mulheres que me assistem, que me escutam, que me trazem questões no direct, que me trazem questões nos comentários sobre ser alguma coisa, estar sozinha e tudo mais, Saiba o que você quer, e o que você quer vê se te traz de fato paz. As coisas que eu quero me trazem paz, a falta delas me tira a paz. Saber o que você quer é muito importante, saber o que você não quer também.
Hoje eu aprendi a separar o que eu quero do que eu não quero, e dá muito trabalho, por mais que você pense que seja fácil. Porque se for para querer, a gente quer muita coisa. Fica mais fácil decidir as coisas que a gente não quer. Eu não quero passar pela minha vida sem viver algumas experiências. Por mais que eu queira ter alguém, eu não quero não poder viver essas experiências. Por mais que eu queira viver coisas incríveis, eu não quero deixar de viver algumas coisas específicas na minha vida.
Então, por ora, para ficar registrado na tua mente, cuidado com a teimosia que tira sua paz. Às vezes a sua insistência em algo já é a resposta de que você não deveria querer tanto assim. A teimosia, pressa de futuro e não identificar os sinais podem custar caro. Sempre olhe para como você está enquanto você pensa e quer aquelas coisas. A teimosia pode tirar a paz de uma vida que você tá vivendo totalmente agora. Para te fazer acreditar que seria melhor outra vida.
E é incrível pensar que eu vivo outra vida dentro da minha própria vida, porque eu reconstruí minha vida vivendo ela para sentir paz. Eu espero que você se encontre nesse episódio, espero que você consiga ser atravessado por esse emaranhado de informações que estão na minha cabeça. E é engraçado, vou compartilhar uma coisa com vocês para finalizar o episódio. Uma moça me questionou se eu escrevo roteiros, e eu estou para explicar para vocês que não.
Eu apenas pego o microfone e começo a falar, porque eu não preciso de um roteiro para contar o que eu acredito, para contar o que eu penso, para contar o que eu sou. Eu não preciso escrever um script. Sobre o que tem aqui dentro. É só um microfone e uma câmera, é o que eu preciso. Isso nem é sobre criatividade, isso é sobre reconhecer a si mesmo na própria pele. Porque depois que você se conhece, só depois que você se conhece é que você tem a oportunidade de mudar.
Só depois que você se conhece é que você consegue decidir se você quer ser outra coisa. E o autoconhecimento pode durar uma vida inteira. Não persista com a teimosia que tira a paz, porque a paz já deveria ser a resposta, que as coisas não precisam se atravessar. Há um tempo determinado para cada coisa abaixo do céu. Você é feliz agora, você vai dar um jeito agora, e iremos fazer as coisas como a gente sente sobre elas agora. Que você tenha paz ao ponto de se deixar em paz.
É isso, um beijo, fiquem bem. Ah, já lancei um monte de coisa, vão no meu Instagram, @levantaeflui, tá cheio de coisa nova lá. Já lancei caneca essa semana, já lancei vídeos novos lá na mentoria. E também já lancei conteúdo novo aqui sobre os grupos. Fique atento aos grupos de 5 pessoas que eu tô criando desse mês. Já tá lotado mês de agosto, mas eu volto em setembro com um novo grupo de 5 pessoas. Fiquem bem e até o nosso próximo encontro.