Episódios de Rede de Notícias da Amazônia

Programa Caminhos da Amazônia – 02/05/2026

02 de maio de 202630min
0:00 / 30:37
Participantes neste episódio5
J

Joelma Vianna

Host
J

Jéssica Santos

Co-host
D

Daniela Pantoja

Reporter
H

Helen Leal

ConvidadoProfessora
L

Luana de Oliveira

Reporter
Assuntos2
  • Gestão de Resíduos SólidosImpactos dos resíduos plásticos · Política Nacional de Resíduos Sólidos · Reciclagem e reutilização · Desafios na coleta de lixo · Iniciativas de redução de plástico
  • Desmatamento AmazoniaPoluição dos rios · Lixões a céu aberto · Saúde pública e resíduos
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Reimei, Reimei, Reimei, pra chegar até aqui.

Remei, remei, remei, remei, pra chegar até aqui. A partir de agora, a Rede de Notícias da Amazônia apresenta Caminhos da Amazônia. Juntos vamos percorrer os caminhos da nossa região e descobrir como garantir a sobrevivência do meio ambiente e dos nossos povos. Programa Caminhos da Amazônia, agora na Rede de Notícias da Amazônia.

Eu vou dançar, eu vou suar a noite inteira, eu quero é brincar. Eu vou suar, eu vou dançar nessa bregueira, ninguém vai me parar.

Ao som da lambada bregueira desembarcamos para mais uma jornada de conhecimento e informação. Por aqui no Caminhos da Amazônia ninguém fica parado. Tem muita música boa, entrevistas e reportagens que nos sensibilizam sobre o cuidado com a natureza.

Então estás esperando o quê? Aumente o volume ou compartilhe o fone de ouvido com amigo e com amiga e simbora para mais uma viagem de muitos conhecimentos e saberes. Eu vou dançar, eu vou suar a noite inteira, eu quero é brincar. Eu vou suar, eu vou dançar essa breguinha, ninguém vai me parar.

Caminhos da Amazônia. Para você que ligou o rádio agora, seja bem-vindo e bem-vinda ao Caminhos da Amazônia. Eu já estava com saudades de compartilhar informações sobre a diversidade e resistência daqueles que protegem rios e os solos sagrados. E a nossa temática de hoje é muito relevante para a sociedade e também para os governos. Afinal, é de lá que são pensadas e ampliadas as políticas públicas.

Escute só essa canção que você já vai entender o assunto que vamos falar hoje.

Só um dia que o solo empobrecer E se deixar de assustar Um dia que a lua vem nascer Tarde demais pra te dizer Que ainda resta um sonho, uma esperança Atrás de um sorriso de qualquer criança Só há uma chance de sobreviver Ei, ei Ei, você salvou o mundo Ou se acabou com ele

O teu chão era imundo, você soube cuidar dele. Jogando lis, lulis, lulis, lulis. Jogando lis, lulis, lulis, lulis. Caminhos da Amazônia. E aí, deu pra compreender?

Se você pensou em lixo, a resposta também está certa. Mas no programa de hoje vamos falar sobre resíduos sólidos, que são as sobras de processos produtivos que podem ser reaproveitados em outras finalidades. Diferente de rejeitos, que é tudo o que não pode ser reutilizado, tendo como única alternativa o descarte. E aí, você já pensou tanto de resíduos sólidos que consumimos diariamente?

Para se ter uma ideia, a produção de resíduos sólidos ultrapassou os limites da população mundial, trazendo inúmeras problemáticas ambientais como consequência, com estimativa de aumento desse número em até duas vezes até 2030. E a região amazônica enfrenta desafios significativos quando se trata de gestão de resíduos sólidos devido a entraves sociais, econômicos, políticos e ambientais.

Além disso, o crescimento urbano somado ao descarte inadequado de resíduos e saneamento básico deficiente influencia diretamente na poluição das cidades. Para que você compreenda um pouco mais sobre esse contexto, a Jéssica Santos conversou com uma pessoa que entende bastante do assunto, principalmente na gestão de resíduos sólidos. Simbora conferir?

Entrevista ambiental. Olá, Joelma, e olá você ouvinte. Para que possamos compreender mais sobre a gestão de resíduos sólidos na região, recebemos no programa Caminhos da Amazônia de hoje, Helen Leal, professora da área de saneamento do Instituto Federal do Paral e FPA Santarém. Seja muito bem-vinda ao Caminhos da Amazônia. Helen, na região, quais são os principais tipos de resíduos sólidos gerados e que possíveis impactos?

Segundo estudos e diagnósticos que foram feitos aqui na região amazônica, os principais resíduos sólidos encontrados são os orgânicos e recicláveis, mas com uma forte presença mesmo de material plástico nos rios, o que se torna um cenário desafiador, bem como também a existência de lixões a céu aberto.

Então a composição varia entre áreas urbanas e rurais, com alto impacto de descarte inadequado desse tipo de resíduo em corpos hídricos. A matéria orgânica pode representar até 90% dos resíduos que são encontrados em áreas rurais amazônicas.

Sendo que o reaproveitamento é feito, na maioria dos casos, para a alimentação dos animais ou compostagem. Aí nós vamos ter também os materiais recicláveis, secos, onde uma parcela significativa desses materiais, como o plástico, por exemplo, que contém uma alta incidência de garrafas, sacolas e embalagens, papel e papelão também, que é bastante presente em áreas.

comerciais, metais e vidros também, pelo alto consumo de bebidas e alimentos. E também é encontrado bastante rejeito, que são materiais não recicláveis, por exemplo, fralda de criança, papel higiênico, absorvente. Então, tudo isso é considerado rejeito, e esse rejeito também é bastante encontrado.

Com relação aos resíduos especiais e perigosos, a gente também verifica a questão da presença de lixo eletrônico, que é um lixo que causa uma grande preocupação com relação ao alto consumo pela população e por ele conter metais pesados que contaminam tanto a água quanto o solo, resíduos de serviço de saúde, que são os resíduos infectantes.

que também geralmente são descartados de forma irregular. De que forma as populações locais lidam com o lixo em regiões sem coleta regular? Muitos locais, cidades aqui da Amazônia, principalmente em cidades isoladas, o transporte é feito apenas por via fluvial. Então isso dificulta muito a logística de coleta e destinação dos resíduos sólidos.

Onde muitas famílias fazem a queima de alguns tipos de resíduos, outros enterram. Então, há essa dificuldade de coleta e de destinação final com relação a essas comunidades que são afastadas, que são isoladas, que o poder público não dispõe desse tipo de serviço para fazer coleta.

E em outras comunidades que são muito afastadas, geralmente essas comunidades juntam seu resíduo e levam para um ponto de coleta mais próximo, que seria uma ABR, em algum lugar mais próximo onde passa o carro coletor. Então é feito desta forma e existem essas dificuldades com relação à coleta, transporte e destinação final dos resíduos sólidos na Amazônia.

Como se explica o conceito de reciclagem e reutilização de resíduos? Para entender melhor, a reciclagem altera a estrutura do material que você vai reciclar. Por exemplo, o alumínio. A gente derrete o alumínio para fazer outras coisas. Enquanto a reutilização mantém aquele objeto original. Você pode, por exemplo, usar um pote de sorvete para guardar uma comida na geladeira. Então você está reutilizando o pote de sorvete.

Então a diferença está aí. A reciclagem envolve uma transformação, onde você vai reprocessar itens como papel, plástico, vidro, metal, para criar novos produtos. Então é um processo industrial que ele vai economizar matéria-prima e energia.

Enquanto a reutilização, ela consiste em você usar esse item novamente para a mesma função ou outra função, e ele não passa por transformação industrial. E para a gente finalizar, quais políticas públicas existentes para a gestão de resíduos sólidos na região amazônica?

A principal política existente é a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Lei 12.305 de 2010, onde ela obriga a elaboração de planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos e fomenta a logística reversa, a coleta seletiva e a inclusão de catadores. Então essa é a principal política existente que todo o poder público deveria utilizar.

como diretriz para a questão dos resíduos sólidos. Mas os estados também, cada estado da Amazônia tem as suas políticas estaduais de resíduos sólidos, onde ela vai estabelecer princípios de sustentabilidade, de responsabilidade com relação aos resíduos sólidos, de obrigação com relação à questão dos órgãos estaduais também. Então, existem as políticas no papel, mas na prática a gente não vê ela sendo muito utilizada.

Obrigada, Helen Leal, professora da área de saneamento do IFPA Santarém, por compartilhar sobre essa temática com os nossos ouvintes. Jéssica Santos para o Caminhos da Amazônia. Muito obrigado, Jéssica Santos e a professora Helen Leal por apresentar principalmente as políticas públicas que deveriam ser implementadas na gestão de resíduos sólidos. Por aqui tem uma turma bastante preocupada com essa questão do lixo e o descarte incorreto na comunidade.

O que será que fizeram para resolver essa situação? Acompanhe na Rádio Novela de hoje. Amazônia e suas histórias. Agora em Rádio Novela.

Preste atenção, seu pequeno me escute, coisa importante nessa prosa vou contar. A nossa casa é nosso meio ambiente, e é por isso que dela vamos cuidar. Na nossa rua onde mora muita gente, muito cuidado onde o lixo vai jogar.

Carro do lixo pra passar tem dia certo, entre na campanha pra doenças evitar. Ajunte um lixinho, ajunte dois lixinhos, ajunte três lixinhos, vamos todos a juntar. Ajunte um lixinho, ajunte dois lixinhos, ajunte três lixinhos, só assim vamos limpar.

Ai, ai, tem lixo até na música. Já não basta ter que varrer lixo todo dia? Agora até na rádio a música toca lixo. Marieta que tá reclamando de novo, mulher. Ora, Joca, já tô cansada dessa vida de limpar as ruas dessa cidade. Todo dia é um montão de lixo. Parece que nunca acaba mais, tu não acha? É, Marieta, até que tu tem razão mesmo. Nosso povo... Oop!

povozinho mal educado. As pessoas não entendem que também são responsáveis pela limpeza da cidade. Pensam que só a gente como o gari é que temos que limpar. Quer ver como as coisas acontecem? Tá vendo aquele menino ali, ó? Ah, qual? Aquele ali que tá saindo da escola junto com a mãe e que tá parando pra comprar um bombom, parece? É, esse aí mesmo. Aposto que ele vai jogar a embalagem do bombom no chão, duvida? Hum, vamos ver.

desse aqui mãe, gosto desse bombom aqui tá bom, tá bom, pode tirar aí mãe só pode comer um ô mãe, onde é que eu deixo esse papelzinho do bombom, hein? ah, sei lá menino, só não pode jogar na tua mochila, que eu não quero encontrar papel na tua mochila então eu vou jogar por aqui mesmo joga, joga, joga

Não disse? É assim que acontece todo dia, Joca. E pior que não é só os alunos, né? As pessoas que vêm no ônibus, então essa gente que anda de ônibus aí, tão acostumada a jogar papel, plástico e aqueles pauzinhos de picolé. Sem falar dos motoristas, né, Joca? Quer ver um flagrante? Hum, vamos ver.

Olha lá, tá vendo? Aquele motorista jogando aquela latinha de refrigerante. Mas não é? E olha ali, olha aquela outra mulher lá, lá naquele carro branco. Amassou um papel e jogou na rua. Ah, mas isso é um abuso mesmo. Não tô dizendo mesmo. Depois a gente tem que varrer bem varrido, senão o pessoal vai lá reclamar na prefeitura.

Ih, eu já tô pensando naquela festa. Ih, aquela festa do domingo que tem na praça e... Tá pensando na festa ou no resultado da festa, Jô? De todo aquele lixo que vai ser jogado pelas pessoas, imagina só. Mas claro que é no lixo, né, Marieta? Um montão de gente comendo, bebendo. Quem é que vai lembrar que tem que colocar o lixo no lixeiro?

Por falar em lixeiro, até que tem muitos por aí. Mas eu acho que não é suficiente, não. É, também acho que tem lugar da cidade que precisa de mais lixeiro. Quem sabe assim as pessoas tenham cuidado de não ficar jogando lixo em qualquer lugar da cidade.

Não jogar lixo pelas calçadas, nas ruas, de dentro de carros, dos ônibus, é uma questão de consciência cidadã. O cidadão é quem tem direitos e deveres. O direito de ser bem servido em todas as suas necessidades e o dever de também fazer sua parte para o bem comum. Evitar jogar lixo em qualquer canto da cidade ou da comunidade é cuidar do meio ambiente em que vivemos.

É, e enquanto vamos sonhando com um dia em que todos vão ter consciência de não jogar lixo por aí, o jeito mesmo é ir cantando com o rádio, né, Joca? Cantando com o rádio, Marieta? Não sei não. Não sei se quero te ouvir cantar. Se tu vai querer me ouvir, pra mim não importa. Só sei que eu vou cantar.

Preste atenção, seu pequeno, me escute. Coisa importante nessa prosa eu vou cantar. A nossa casa é nosso meio ambiente. E é por isso que dela vamos cuidar. Coisa importante nessa prosa eu vou contar. A nossa casa é nosso meio ambiente. E é por isso que dela vamos cuidar. Na nossa rua onde mora muita gente. Muito cuidado onde o lixo vai jogar.

Carro do lixo pra passar tem dia certo Entre na campanha pra doenças evitar Ajunte um lixinho, ajunte dois lixinhos Ajunte três lixinhos, vamos todos a juntar Ajunte um lixinho

Caminhos da Amazônia. Que bom que a turma da comunidade conseguiu se organizar em busca de uma solução para essa problemática. Mas, infelizmente, em algumas localidades da Amazônia, a situação é bem diferente. É preciso cuidar da terra e quando descartarmos lixo de forma inadequada, só estamos contribuindo para a sua devastação. Cuida do céu. Cuida do ar. Cuida do sol. E do luar.

Cuida das águas Rios e mar Sem poluir Contaminar Cuida também Dos animais Que tanto bem Eles nos fazem Cuidar da terra

Cuida bem sim, sem ser feroz. Cuida de mim, cuida de nós. Cuida agora, cuida sim. Que o amanhã não terá fim. Lembra de Deus, o Criador. Foi Ele quem tudo criou. Cuida da terra.

Música Caminhos da Amazônia No próximo bloco vamos continuar falando sobre esse assunto e conhecer a realidade dos estados da Amazônia sobre a gestão de resíduos sólidos. E ainda, iniciativas que possam minimizar os impactos. Não sai daí que já já estamos de volta.

Sem ser feroz, cuida de mim, cuida de nós Cuida agora, cuida sim, que o amanhã não terá fim Lembra de Deus o Criador, foi Ele quem tudo criou

A RMA está apresentando Caminhos da Amazônia Rede de Notícias da Amazônia Contribuindo para a formação humana e cristã E uma Amazônia respeitada em seu ecossistema Caminhos da Amazônia Em defesa da nossa casa comum

De volta no seu rádio, Caminhos da Amazônia.

Joelma Vianna está de volta com o Caminhos da Amazônia. E nós já estamos de volta no programa Caminhos da Amazônia, na nossa bajara do conhecimento, que já navegou por vários rios e já já vai seguir viagem para um novo rumo. Se tem uma coisa que nós gostamos de fazer, é te levar para viajar sem sair do lugar. Então não perde tempo, aumente o volume, pois já estamos no ar novamente. O coração dispara saindo de marudar

E aí

Levou pra Majaria a boa canção que tem. Só eu vi quem parou quando ela chegou lá no Tepequém. Caminhos da Amazônia. Quem está dentro não sai e quem está fora quer entrar na nossa bajara. Pois suba logo na nossa bajara do Caminhos da Amazônia que sempre há um espaço para mais alguém. Hoje no programa estamos falando sobre resíduos sólidos na região amazônica. E já escutamos no primeiro bloco sobre um dos principais desafios.

que está relacionado à gestão. Estudos científicos indicam a presença crescente de resíduos plásticos e microplásticos nos rios amazônicos, com impactos sobre peixes, tartarugas, aves e outras espécies. Em setembro de 2025, um estudo coordenado pelo Laboratório de Modelagem e Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia do Instituto Leônidas e Maria Deane, em parceria com o Instituto Mamirauá,

constatou que os rios não são somente aquáticos e terrestres, mas também envolvem danos à saúde humana. Populações ribeirinhas e indígenas, por exemplo, estariam diretamente expostas à tonelada de lixo flutuante. É uma situação que preocupa bastante, não é mesmo? No estado de Roraima, os resíduos sólidos expõem desafios para o meio ambiente e a saúde pública. Vamos saber mais na reportagem da Luana de Oliveira.

Em Roraima, o destino do lixo se tornou um dos principais desafios ambientais e urbanos do Estado. O crescimento populacional, a expansão das cidades e a limitação da infraestrutura tem pressionado o sistema de coleta e destinação de resíduos sólidos, tornando a gestão do lixo uma questão cada vez mais urgente.

Atualmente, centenas de toneladas de resíduos são produzidas diariamente no Estado. Grande parte desse volume ainda é descartada em áreas com estrutura limitada ou em lixões a céu aberto. Esse modelo de descarte aumenta os riscos de contaminação do solo, da água e do meio ambiente, além de representar um desafio para a saúde pública.

O engenheiro sanitário da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, afemar, Rogério Martins, alerta que a falta de estrutura adequada para a destinação final dos resíduos ainda é um dos principais entraves enfrentados pelo Estado. Hoje, a lei estabelece que a gestão dos resíduos sólidos é de competência dos municípios. E no Estado de Roraima, nós temos um agravante muito preocupante, tendo em vista que nós não temos um aterro sanitário.

Nós temos até o controlado aqui em Boa Vista e nos interiores nós temos os lixões. Quando a gente fala sobre coleta seletivo, tem um impacto muito significativo no meio ambiente. Tendo em vista que boa parte dos exílio que a gente gera...

ele é reciclável. Ele pode ser reutilizado, pode ir para novamente voltar para a indústria, mas porém a gente precisa ter essa viabilidade econômica. Não adianta eu separar na minha casa, não ter para quem vender, não ter volume necessário para vender e voltar para o lixão.

A realidade local reflete um cenário nacional, mas com agravantes regionais. A distância entre os municípios, os custos operacionais e a falta de investimentos em infraestrutura dificultam a implantação de aterros sanitários e sistemas modernos de tratamento de resíduos. Em muitas cidades, o lixo ainda é depositado sem controle ambiental adequado.

Especialistas apontam que a solução passa por investimentos em infraestrutura, fortalecimento da coleta seletiva e mudança de hábitos da população. A separação correta dos resíduos dentro de casa e o descarte adequado são considerados passos importantes para reduzir o volume de lixo enviado aos lixões e ampliar o reaproveitamento de materiais recicláveis.

A gestão dos resíduos sólidos deixou de ser apenas uma questão de limpeza urbana e passou a ser um desafio estratégico para o desenvolvimento sustentável de Roraima. O modo como o lixo é produzido, tratado e descartado hoje, influencia diretamente a saúde da população, a preservação ambiental e o futuro das cidades do Estado. Da Rádio Monte Roraima, Lona de Oliveira, para o Caminhos da Amazônia.

Caminhos da Amazônia, em defesa da nossa casa comum. Muito obrigada Luana de Oliveira por apresentar essa situação vivenciada por aí, no estado de Roraima. Mas também não queremos falar sobre as problemáticas. Na região amazônica também são desenvolvidas inúmeras iniciativas para diminuir o uso de sacolas plásticas, fazendo com que não seja descartado incorretamente na natureza. A Daniela Pantoja se achega por aqui e compartilha essa experiência.

A agricultura familiar e a transição ecológica têm sido uma parceria forte para minimizar o uso de sacolas plásticas em feiras de Santarém, no Pará. Denominada Dia de Transição Ecológica, o projeto desenvolvido na Feira da Agricultura Familiar da Universidade Federal do Oeste do Pará, Ufopa,

visa refletir sobre o impacto ambiental causado pelo uso de sacolas e utensílios plásticos na comercialização de alimentos. A iniciativa busca estimular a redução do uso de sacolas plásticas durante a feira e assim incentivar os participantes a levarem suas próprias bolsas reutilizáveis, como ecobags, caixas eco boxes ou sacolas de sarrapilha, como cita ela em pessoa, professora do curso de Ciências Econômicas do Instituto de Ciências da Sociedade, o ICS, da UFOPA e uma das coordenadoras da feira.

A campanha que começou hoje, mas a gente pretende estender, ela na verdade é uma ação estratégica dentro do projeto da Feira da Agricultura Familiar da UFOPA, num processo de conscientização dos consumidores da feira para a redução do consumo de sacola plástica.

Então hoje a gente trouxe os projetos da EcoBox, que são as caixas de papelão que são transformadas em cesta. Essa EcoBox é uma ideia que foi apresentada pelo Sr. Jorge, que é um dos feirantes aqui do projeto. Aí a gente está apresentando e também foi feita pela outra estudante, a Maria Ocileide, que já é uma sacola EcoBag com outro material.

Ellen destaca ainda como acontece o processo de uso das bolsas reutilizáveis. As pessoas vêm, acessam esses tipos de bolsa, tanto a EcoBox ou a EcoBag, para não usar a sacola plástica e adquirir os produtos da feira.

As ecoboxes, que são as caixas de papelão, o consumidor vai, retira uma ecobox, dá uma taxa de 5 reais, na outra quinta ele traz a caixa, se ele não quiser mais ele devolve e recebe de volta o seu dinheiro. Agora, se ele quiser ficar com a ecobox, que é a caixa de papelão, toda a receita gerada por essa campanha, ela fica de um fundo para os feirantes do projeto.

A proposta foi muito bem aceita pelos consumidores, que já criaram um vínculo com a feira e aderiram à ideia do uso de bolsas reutilizáveis, a exemplo de Ivone Alexandrino, professora na UFOPA.

Adorei essa ideia, eu acho que é uma inovação. Além de estimular que a gente diminua o uso de sacolas plásticas, a gente tem uma sacola maravilhosa alugada por 15 reais, que eu posso ter meu dinheiro de volta na próxima quinta-feira. E eu já disse que quero para mim, porque ela é realmente muito bonita. E a Feira da Agricultura Familiar, para mim, é uma agenda indispensável de toda quinta-feira. A gente encontra produtos.

frescos produzidos pela agricultura familiar. Então, além de ser produtos saudáveis, que nos ajudam a manter uma rotina de cuidado, a gente também fortalece a agricultura familiar. Aberta à comunidade universitária e ao público em geral, a feira funciona todas as quintas-feiras pela manhã, como espaço de comercialização direta entre produtores e consumidores.

Durante o evento, são ofertados alimentos e produtos oriundos da agricultura familiar, cultivado por agricultores e agriculturas da região, incentivando práticas agroecológicas e a economia solidária. Daniela Pantoja para o Caminhos da Amazônia.

Caminhos da Amazônia. Que massa conhecer essa articulação alinhada à agricultura familiar e economia solidária. E uma outra iniciativa pioneira na área da reciclagem de resíduos sólidos é desenvolvida pela Associação de Moradores da Vila Celdo Mapiá, concretizada em uma ação que passa a mudar a realidade local no município de Pau e Nino, Amazonas.

A partir de uma parceria firmada com o projeto Floresta Mais Amazônia, no âmbito da modalidade Comunidades, o movimento Saúde Ambiental chegou a um patamar mais elevado em suas atividades, com a construção da sua sede própria ainda no ano de 2024.

Além do Amazonas, em outros estados também são idealizados projetos voltados para a questão da reciclagem de resíduos sólidos. E claro, que nós gostaríamos de conhecer todos. Por outro lado, também é necessário que as políticas públicas cheguem até esses territórios, que os municípios que ainda não trabalham com a gestão de resíduos sólidos busquem executá-los. A natureza continua linda, a natureza continua linda, a natureza continua.

Caminhos da Amazônia Bom pessoal, a nossa viagem de hoje já está chegando ao fim. Compartilhar sobre essa temática foi bem necessária, apesar de ser um assunto que sempre é compartilhado por aqui. Por isso temos essa missão no Caminhos da Amazônia, de te informar e sensibilizar sobre diversas temáticas, sobre o cuidado com a casa comum.

Então você já sabe, na próxima semana já temos um novo encontro marcado. Ah, também escute novamente esse programa no site redesdenoticiasdamazônia.com.br Repetindo, redesdenoticiasdamazônia.com.br E compartilhe para mais pessoas. Um grande abraço e até o nosso próximo encontro aqui no Caminhos da Amazônia.

Você ouviu Caminhos da Amazônia, um programa de educação ambiental produzido pela Rede de Notícias da Amazônia.

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