Episódios de Tango e Cash Podcast

Tango e Cash ep 107 - Dublagem: Muito Mais que Tradução

28 de agosto de 20261h10min
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Neste episódio do Tango & Cash, Cedis e João começam passeando pelas séries e filmes da vez, com direito a recomendações, desrecomendações e uma boa dose de Marvel.

Mas a conversa muda de tom quando Peter Cullen, a voz de Optimus Prime, entra em cena. A partir daí, o papo mergulha na dublagem e no impacto que vozes icônicas tiveram na infância e na memória afetiva de várias gerações.

He-Man, Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Yu Yu Hakusho, Chaves, Shrek, Kung Fu Panda e muitos outros aparecem na conversa, enquanto a dupla discute por que algumas versões brasileiras se tornaram tão marcantes que, para muita gente, os personagens simplesmente não existem sem aquelas vozes.

E dublagem não é só tradução. É interpretação, adaptação cultural, direção, técnica e, muitas vezes, uma nova criação.

Também tem bastidores da dublagem antiga, limitações técnicas, escolhas de adaptação, atores que se tornaram referências e aquela velha discussão: será que uma boa dublagem consegue até salvar uma atuação ruim?

Um episódio sobre cinema, séries, nostalgia e, principalmente, sobre as vozes que ajudaram a construir a nossa memória afetiva

Participantes neste episódio2
C

Cedis

Host
J

João

Co-host
Assuntos6
  • A importância da dublagem e o legado de Peter CullenPeter Cullen·Optimus Prime·Tim Curry·Dublagem brasileira·Garcia Júnior·Guilherme Briggs
  • Experiência com filmes da Marvel e a polêmica do Homem-AranhaVingadores: Endgame·Homem-Aranha·Jean Grey·Punisher·Hulk·Mark Ruffalo·Doctor Doom
  • Dublagens icônicas e adaptações culturais no BrasilHe-Man·Yu Yu Hakusho·Freakazoid·Cavaleiros do Zodíaco·Chaves·A Nova Onda do Imperador·Selton Mello
  • O elenco estelar de dubladores em Invencível e a homenagem a Peter CullenInvencível·Peter Cullen·Mark Hamill·Coringa·J.K. Simmons·Jeffrey Dean Morgan
  • Recomendações e desrecomendações de séries e filmes atuaisThe Bear·Presidente Kurtz·Rick and Morty·Stuart Não Consegue Salvar o Universo·Big Bang Theory·Lanternas
  • Críticas a dublagens de celebridades e a qualidade técnicaEnrolados·Luciano Huck·Shrek·Bussunda·Kung Fu Panda·Thaís Araújo·Viola Davis
Transcrição247 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Bom dia, boa tarde, boa noite! Cedes e JP na área para mais um Tanguecast, o meu, o seu, nosso podcast de filmes, quadrinhos, séries e o que mais a gente quiser.

?Voz B

É, olá, criançada! O Bozo chegou trazendo alegria. Eu esqueci o resto para vocês.

?Voz A

São coisas que eu tenho gravado no meu cérebro. Por exemplo, o telefone do Bozo é o 276-4803, né? É 276-0803, é o telefone do Bozo.

?Voz B

Qual que era o endereço da Xuxa mesmo?

?Voz A

É Rua Saturnino de Brito, 74, Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

?Voz B

É isso aí.

?Voz A

Eu fiquei com medo agora quando você perguntou. Meu cérebro trouxe a resposta muito rápido.

?Voz B

Eu sabia que porta bater, né? É isso aí, muito bom.

?Voz A

E aí, senhor, como estamos? Ó, conseguimos gravar duas semanas seguidas, hein?

?Voz B

Duas seguidas, cara. Muito bom.

?Voz A

Vocês estão ouvindo isso na semana seguinte ao último programa. Olha aí que evolução, que evolução! Esse ano acho que aconteceu pouquíssimas vezes.

?Voz B

Edição de colecionador.

?Voz A

2 programas seguidos, você já pode completar sua cartela no bingo aí.

?Voz B

É isso aí, não tá tão comum, não tá tão fácil. Olha que essa semana tá sendo bem desafiadora, hein? A gente arrumou esse horário aqui na unha, na unha, foi na unha.

?Voz A

Ai, meu Deus do céu! Mas fala aí, senhor, o que que você tá assistindo de bom? Que eu tenho meu up-to-date aqui para fazer.

?Voz B

Você tem seu up-to-date? Ai, cara, acho que tirando coisas mais mundanas assim, eu tô dando sequência em The Bear.

?Voz A

Nossa, série, essa série eu tenho que assistir com Rivotril do lado, velho. Eu tentei assistir, mas não rolou não, velho.

?Voz B

Cara, assim, série fantástica. Eu terminei a segunda temporada e comecei a terceira. A segunda temporada acaba de um jeito que eu fiquei olhando e falando assim, puta que pariu, isso foi um episódio final de temporada, que cacete de agulha, hein? Porque termina de um jeito que você olha e fala, porra, mas beleza, foi bem. E aí começa, começou a terceira temporada. O comentário que eu vou fazer é: quem já assistiu já sabe mais ou menos como um pouco como é o tom.

Primeiro episódio, né, você já até comentou, você tentou assistir o primeiro episódio, ele dá uma ansiedade fodida porque é muito caótico. Então ela tem alguns episódios nesse tom. Aí começou a terceira temporada, cara, o primeiro episódio da terceira temporada é lindo. Assim, ele é calmo, ele fica trocando muito de linhas do tempo porque fica mostrando o personagem principal em vários momentos da vida dele, né? Fica mostrando ele e vai meio que conectando os momentos, o porquê que ele tá fazendo uma coisa ou outra.

E assim, tem pouco diálogo, tem aquelas musiquinhas mais de fundo, tem hora que mostra em um ambiente um pouco mais conturbado, mas mostra uma parte do tipo que ele se encontrou, que tá mais calmo. Cara, é lindo o episódio. Lindo. O segundo episódio, puta que pariu, é gritaria, é um xingando o outro. Você olha e fala, cara, tudo que eles acalmaram no episódio anterior, eles descacetaram nesse segundo assim. Então é muito bom assim.

Tem um, pelo menos nas outras temporadas, os episódios não tinham tanta regularidade de tamanho. Nessa parece que eles são mais Iguaizinhos assim, tamanho, cada um é de meia hora, cara, mas não dá para assistir mais do que 2 assim na sequência, sabe? Para maratonar ela exige muito de você.

?Voz A

Então maratonar, né, cara, você cansa uma hora, né?

?Voz B

Exato.

?Voz A

Você consegue assistir mais de 2 assim, você vai.

?Voz B

Não, e The Pit também é mais pesada, né, mas é diferente a pegada, né? Então, cara, Recomendo, tô continuando. Espero que não piore nas próximas temporadas. Pelo tanto que ela é premiada, eu acho que não. Isso, isso que tenho de atualizações por hora.

?Voz A

Eu quero fazer duas desrecomendações. Eu vou pedir para ninguém assistir aqui, é coisa rápida. Eu assisti o episódio do Presidente Kurtz, que é um spin-off do Rick and Morty. Cara, você assistiu? Não. Nem se deu trabalho, cara. O primeiro episódio é legal, mas não vai, não vai pra frente. Puta, o presidente Kurt sozinho não segura, velho, não segura.

?Voz B

É, né?

?Voz A

Ainda botaram dois personagens brinde ali, mas acaba virando um Rick and Morty, sabe? Aventura do dia, aí ele tem uma parafernália lá que leva ele pros lugares, aí você fica, ah, tá bom, vai, velho. Porra, não foi, cara, não foi. Era melhor só ter o episódio dele lá dentro do Rick and Morty mesmo. Tentaram, eu entendo que estão querendo expandir um pouco essa vaca para ela dar um pouco mais de leite, mas não foi nessa não, cara.

?Voz B

Não foi nessa não. Como diria o Choque de Cultura, é Harry Potter sem Harry Potter.

?Voz A

É Harry Potter sem Harry Potter, é isso, é isso. Eu fico o tempo inteiro esperando o Rick aparecer e dar uma paulada em todo mundo, dar aquelas rajadas de verborrágica dele, de falar um monte de desaforo ali, e não acontece. Aí você fica, tá bom.

?Voz B

Não vai sair disso, né? Não vai sair disso, né?

?Voz A

O presidente Kirk era mais legal porque ele batia de frente com o Rick e ficava os dois discutindo. Era legal ver a discussão dos dois. Mas ele sozinho, ele fica com os cara bajulando ele como político mesmo. Ele fica esse papel de político e não vai para lugar nenhum a série, cara. Não rolou não. Assisti o primeiro legal. Olha o motoqueiro do álcool aí na sua casa.

?Voz B

Tamo mantendo a tradição do bingo.

?Voz A

Quem tava com a cartela do bingo aí, motoqueiro, pode marcar, acabou de sair.

?Voz B

Olha, hoje é quinta-feira, hein? Pode ter mais interferência, porque quinta-feira é o dia do corno motorizado aqui no bairro.

?Voz A

Ah, então também tem isso, né? E hoje vai ter eclipse, então pode tudo acontecer. Vai ter eclipse hoje. Aí você viu, tão datando o programa aqui. Quem for ouvir no futuro, você que tá ouvindo no futuro, a gente gravou esse programa no dia que passou e teve um eclipse. Pronto.

?Voz B

Beleza, tô sabendo legal.

?Voz A

Eu também não, fiquei sabendo há uma hora atrás aqui. Aí, e outra desindicação que nem é tanta, mas assim, não tá valendo muito a pena, é o Stuart Não Consegue Salvar o Universo, que também é spin-off do Big Bang Theory. Mas cara, sabe, tá Tá bom. Eles quiseram fazer ele visitando vários universos pra poder trazer um monte de referência de um monte de lugar. Então, ora ele tá num universo que é mágico, tipo Harry Potter. Ora ele tá num universo que tá dentro de um filme que tá dentro de um filme que tá dentro de um filme.

E aí, ele termina dentro do Matrix. Aí, no Matrix, ele descobre que ele tá dentro de um filme do Matrix. Então... Ah, tá. Outra hora ele tá num sanatório. Aí, no sanatório, ele descobre que tudo era um sonho. Aí ele tem uma máquina que ele tem que ligar essa máquina, porque ele recebeu um chamado de um outro Stuart falando pra ele, ah, você tem que salvar o universo e você tem que fazer X coisa. E nessa X coisa da interferência, ele não sabe o que ele tem que fazer.

E é uma desculpa pra cada episódio aparecer um personagem do Big Bang Theory num universo separado. Então já apareceu o Raj, já apareceu a Penny, já apareceu a namorada do Sheldon, que eu esqueci o nome dela. Apareceu a baixinha pequenininha, namorada do... esposa do Holloway. E é isso, só uma desculpa pra aparecer cada um deles ali em determinado momento. Não tá legal, então assim, se você não viu e tá pensando, pô, será que é legal?

Puts, não, não é. São as duas desindicações de hoje. E como a gente tá vindo nessa torrente aqui, eu quero comentar, a gente já tá vindo nessa sequência aqui. Eu assisti o primeiro episódio de Lanternas, eu já disse que eu tinha gostado. Domingo passado teve o segundo episódio de Lanternas e eu continuo gostando. A série tá entregando, tá entregando o que ela deveria entregar. Ele tá mostrando, ele tá assim, eu achei que ia ficar só na Terra, só ali, né?

Não, não sei o quê. Não, já tem espaço, já tem alienígena, já tem o poder do anel rodando, já acharam a lanterna, mostra ele carregando, uma porrada de referência dos quadrinhos. Então assim, quem é muito fã de quadrinhos vai falar, caralho, que da hora! Quem não é tão fã vai falar, porra, é uma série boa. Porque é uma série de investigação, tem aquele climão true detective ali no meio, tem os alienígenas, tem uma treta acontecendo que a gente não sabe o que é, tem um mistério maior por trás ali.

Cara, eu vou dando esse update aqui durante os programas, né? Toda semana, se a gente conseguir gravar toda semana, eu vou falando como é que foi o episódio da semana anterior. Então assim, continua legal, recomendo para quem não assistiu ainda. Acho que você não viu ainda, né? Você não assistiu nenhum?

?Voz B

Não vi, não vi.

?Voz A

Dá play no primeiro ali, vê o que você acha. Dá, dá, dá, dá, dá. Se você gostar do primeiro, você aí beleza, engata no segundo e vai. Agora, que nem o Glauco, o Glauco assistiu, não curtiu muito. Aí eu falei, ah, cara, se você não era fã dos quadrinhos, nem insiste, né? Você assistiu, não gostou, não insiste, deixa para trás, não tem, não esquenta a cabeça.

?Voz B

Não adianta forçar.

?Voz A

É, não, não força, porque, puta, a série é legal, é bem feita. Mas, cara, ele, o Glauco, não gostou de Devoradores de Estrela, né?

?Voz B

Então, é, pois é.

?Voz A

Então, bom, ele não é uma referência muito confiável do que que ele gosta, o que que ele não gosta, né? Ele não gostou de Devorador. Ele não gostou que ele falou que ele parou na parte em que aparece o alien. Ele falou desse jeito para mim: Ele não assistiu nem para saber que o alien chamava Rocky. Meu Deus, ele não assistiu esse, ele assistiu pouco assim. Eu falei, cara, você parou na parte que realmente começa o filme. Ah não, velho, a hora que apareceu alienígena não quis mais assistir.

Só faltou ele falar assim, ah, começou a mentirada, sabe? Só faltou ele falar esse tipo de coisa. Aí eu, ah não, Glauco, porra, não dá, né, velho?

?Voz B

Mas então fala. O Jake Gyllenhaal ser um leão de chácara tá tudo bem, mas isso, isso aí, aí ele gosta, ele gosta, ele gosta, né?

?Voz A

Aí ele ia chegar, mas aí o Ryan Gosling ele já não é tão fã assim, então já não roda até, não rola até. E para mim sempre foram as mesmas pessoas, sempre que entendi todo mundo com o mesmo nome, então, mas enfim. E eu assisti o Miranha, finalmente paguei essa dívida. Foi no cinema assistir o Miranha, como deveria ser. Não assistiu Odisseia, paciência, mas só antes da gente falar do Miranha, eu quero dizer para todo mundo aqui que eu sou uma puta paga.

Eu não tenho honra, eu não tenho valor. Eu comprei a porra do ingresso para assistir Vingadores: Endgame agora no final de setembro.

?Voz B

Meu Deus!

?Voz A

Olá, meu nome é Felipe, eu estou há mais de 10 dias Sem fazer uma merda com relação a Marvel.

?Voz B

Você tá andando na calçada, você viu a casca de banana lá na frente e a sua reação foi: ô, lá vou eu cair de novo.

?Voz A

Não, eu corri, eu corri em direção. Você correu para cair mais rápido para não ter erro, para não deixar eu corri. Não, mas eu vou culpar a Dona Nicole que gravou com a gente o Bagulhos Estranhos. Porque ela ficou botando pilha, ó, a gente vai sair de novo, vai sair outra vez, vai sair outra vez. Aí eu na hora, sabe quando vem na empolgação? E eu comprei os ingressos. Aí depois que eu comprei, eu pensei, eu falei, mano, tá no streaming, eu já assisti esse filme acho que umas 4 vezes, por que caralho eu vou no cinema assistir 6 minutos de cena de IA que os irmãos Russo colocaram?

?Voz B

Ai, pois é isso. São 4 minutos, viu?

?Voz A

São 4, né? São 4 minutos, são 4 minutos. É isso, é isso.

?Voz B

Então eu vou lá no cinema, 4 minutos para cobrir 2 fases inteiras de baboseiraiada para fazer algum sentido o próximo filme que eles vão fazer.

?Voz A

É para cobrir no sentido de para apagar, né? Para apagar tudo que existiu nesses últimos anos. Ai, cara, por que que eu faço isso comigo, velho? Eu vou lá assistir, então eu vou Dito isso, eu não preciso dizer que eu vou comprar o ingresso para assistir o Doctor Doom, né?

?Voz B

Ah, mas é isso, beleza. Esse a gente já falou que ia acontecer.

?Voz A

É isso. Mas assim, a hora que eu comprei esse ingresso, tudo bem, foi barato, paguei a meia promocional, não é um absurdo. Mas assim, tá no streaming, eu não precisava pagar esse dinheiro.

?Voz B

Não, de forma alguma. E outra, vai sair do cinema, a Disney vai botar isso no Disney Plus.

?Voz A

Exato, exato, exato. Para você poder assistir no dia, um dia antes que estrear Doctor Doom, você assistir esse filme. Mas enfim, enfim, tá bom. Mas assistiu Miranha? Eu tenho algumas considerações a fazer. Antes de eu fazer minhas considerações, eu vou avisar que os próximos 5, 10 minutos aqui a gente vai ter spoiler, porque a gente vai falar do filme agora rapidamente, que o tema não é esse, mas vamos só falar rapidamente aqui do Miranha.

Sim, cara, eu não vi a necessidade de ter a Jean Grey nesse filme. Ah não, mas poderia ser qualquer outro personagem, velho, fazendo esse mesmo papel que é chupinhado do filme do Denzel Washington, O Possuídos. É o mesmo filme? Não, do filme do Possuídos é um bandido Que na cadeira elétrica ele recita uma, uma, um feitiço e o espírito dele vai vagando, e o espírito dele vai habitando outros corpos. E aí ele vai infernizando a vida do Denzel Washington, e ele transita de um corpo para o outro exatamente como a Jean Grey faz para transitar de um corpo para o outro, que não faz sentido nenhum esse poder dela fazer assim, tá?

?Voz B

É porque ela ainda tava aprimorando os poderes dela.

?Voz A

Ela é telepata, ela pode invadir a mente de um outro ser humano, ela não precisa sair de um corpo e ir para o outro.

?Voz B

Ela não sabia disso ainda, ela ainda tava em treinamento.

?Voz A

É treinamento por quem?

?Voz B

Por ela mesma.

?Voz A

É treinamento pelo meu ovo. Então assim, eu acho que é o filme, é divertido, é divertido, a história do Miranha é legal, ver ele chorando as mazelas e ele reconstruindo ali como, como o Homem-Aranha. Achei bacana, gostei pra caramba do uniforme dele. A parte do uniforme achei foda, puta. Uniforme de tecido, você vê, eles tiveram cuidado de mostrar aquilo de perto e você vê o tempo inteiro que aquilo era um pano. Você sentia que tinha um humano dentro daquele boneco, não era um boneco de CGI o tempo inteiro, sabe?

Eu adorei, adorei. O Miranha eu gostei pra caramba assim. Gostei do Punisher, eu chorei de rir com a interação deles deles dois.

?Voz B

É boa, né?

?Voz A

É boa demais, cara. É boa demais. Acharam— depois eu fui descobrir, o Ben Detrol lá, o Punisher, é amigo do Tom Holland, que foi ele quem filmou o ensaio do teste que o Tom Holland mandou pra Disney pra falar que ele queria ser o Miranha.

?Voz B

Ah, isso eu não sabia não.

?Voz A

Eles são amigos desse tanto. Eu não sabia que eles eram tão amigos assim. Então eles já são amigos de longa data. Então a química dos dois funciona pra caramba, velho.

?Voz B

Adorei, adorei de tudo.

?Voz A

Eles contra a Senano era eles dando junto na sala, eu ia dar risada, eu já sabia. Eles dando junto na cena era boa, a cena era boa. Ele querendo pagar de ser o bandidão, o mauzão que mata todo mundo, e mano, você não mata ninguém. O Miranha tá te ganhando na conversa aqui, velho. Sim, o Miranha, simpatia do Miranha te levou, velho. Você não vai derrubar esse aqui não, mano. É muito bom ver essa parte do filme. Eu adorei ver o Hulk.

Sim, eu adorei eles colocarem o Hulk, o Hulk que é proibido por contrato. Você sabe que tem essa questão, né? Esse nível de Hulk, na hora que ele fala assim, ah, eu não sabia que você ficava tão grande, porque eles não podiam usar, né? Eu acho que o roteirista escreveu do lado do advogado, ele foi escrevendo a cena assim, o advogado falou, chega, aqui tá bom, já deu, já deu.

?Voz B

E no final eles dão um fim, né, no no Hulk, tipo, manda o Banner para o internado lá, sabe-se lá o que que vai acontecer com ele, né?

?Voz A

Ele vai aparecer no Doomsday, ele aparece, né? Não acho que não vai.

?Voz B

Será que eu real fiquei nessa dúvida.

?Voz A

Então eu acho que ou no Doomsday ou no Guerras Secretas ele vem, né? Porque tem uma questão do Hulk, do Hulk aparecer, o personagem Hulk, e tem uma parte política do Mark Ruffalo. Porque o Mark Ruffalo é muito vocal, principalmente nas questões da Palestina ali, ele é muito vocal. E a Disney também não quer essa polêmica toda envolvendo ela, né? Ela tá assim, apesar dela não mostrar muito claro qual que é o lado dela, ela não precisa que tenha um cara ali o tempo inteiro falando qual que era o lado de todo mundo ali, né?

E vamos lembrar que a indústria cinematográfica é uma indústria feita por pessoas que não apoiam tanto a Palestina assim.

?Voz B

Exato, né?

?Voz A

Então vamos deixar assim desse tamanho. Então pode ser que o Mark Ruffalo não apareça mais, mas eles podem usar ele em CG com Hulk.

?Voz B

Isso, apareceu o Hulk, né?

?Voz A

O Hulk tá aí, o Hulk tá torando todo mundo aqui. Provavelmente a She-Hulk também deve aparecer, mas aí também só em CG, porque a Tatiana Maslavy lá também não tá mais na Disney. É, então pode ser que apareçam esses dois ali no coisa, mas enfim. Mas fala aí, eu falei, eu tava metendo o pau na Jean Grey aqui porque eu acho que eles poderiam ter usado um outro personagem para compor essa história. Podia ter outro telepata, podia ser até um espírito, podia ser um cara que invadia corpos, enfim.

Não precisaria usar uma X-Men dos X-Men originais pra estar no filme do Aranha, porque não sabe, ela é uma X-Men, ela não tá na— é como se quando eu lia quadrinho mensal eu comprava o gibi do Homem-Aranha. Então no Homem-Aranha eu sei que vai aparecer o Escorpião, vai aparecer a meia dúzia de gente, podia aparecer um Demolidor, podia aparecer um Justiceiro. Raríssimas ocasiões tinha esses crossovers com X-Men, porque X-Men tinha o gibi dele mensal e ele contava a história deles e segue a vida.

Aí assim, no filme do Aranha, se apresentar ela ali, eu falei, porra, com o poder tudo meio esquisito. Aí eu falei, ah, para quê, velho? Eu não gostei, não, de fato me fiquei com esse gosto ruim na boca aqui, não foi não.

?Voz B

Assim, para mim não incomodou. Eu acho que aí assim, para mim foi muito do tipo, cara, eles queriam dar um jeito de começar a enfiar X-Men no universo. Acho que Pensar na fase que tá a Marvel agora, eles vão começar a introduzir mais forte, mas pegar alguns personagens mais icônicos, já começando a dar uma pincelada neles, eles começarem aparecendo para não ter que fazer tipo contar a história de origem de novo, né, ficar fazendo todo esse rolê.

Então tipo, é poder do roteiro, é o dinheiro falando mais alto, a gente quer pôr o personagem pronto, acabou. Então eu não Não me ofendeu tanto assim, sabe? Do tipo, ah, poderia, eu concordo com tudo que você falou, não discordo de uma vírgula. Acho que eu só aceitei, sabe? Do tipo, ah, beleza, eles queriam que fosse ela, então é ela e bora para frente.

?Voz A

É, então eu fiquei, eu fiquei com esse gosto ruim assim porque eu falei, porra, não precisaria ter introduzido ela nesse filme. Porque assim, não chamam ela de mutante, não citam a Escola Xavier, não falam nada de também não fala nada para onde ela foi, sabe? Ela entra no filme, sai do filme e não tem nenhuma referência àquilo que ela representa, sabe? Você podia aparecer no final um Xavier ali recrutando ela, podia ela chegar na Mansão Xavier, sabe?

?Voz B

É que eu acho que vai acontecer tanta coisa ainda nesses rolês do, das, como que é o nome lá, quando o universo choca com outro, das realidades, as multi Ô meu Deus, incursão, incursão, é incursão, vai acontecer, vai juntar e vai acabar com os universos, aí vai criar outros. Que aí acho que tipo talvez ela apareça nesse rolê e aí tipo entre para o novo grupo dos mutantes como consequência desse rolê todo, sabe?

?Voz A

Não, e falando em mutantes, caramba, no trailer do Doctor Doom aparece, eu tô falando Doctor Doom, Doomsday, eu já dei 15 nomes para esse filme, né?

?Voz B

Mas é o Doomsday.

?Voz A

Aparece o Sentinelas. Então assim, sabe, já vai estar lá os mutantes. Obviamente eles vão limpar, vão limpar, vão passar vassoura. Acabou os mutantes da Fox, acabaram, acabaram, acabou de ser tudo. Esqueceram, esqueceram o McAvoy e o Fassbender, cagaram para esses dois.

?Voz B

Não, Claro que sim. Não, não é que cagaram para os dois. Os dois vão estar lá, mas vão estar lá mais velho, que é o Pet. Você ia maquiar, é isso?

?Voz A

Como você é cuzão, como você é cuzão.

?Voz B

Eles estão lá.

?Voz A

Ah, que filho da puta. É isso, tá bom. Aí, mas o Ciclope, por exemplo, cagaram, porque o Ciclope é outro. O Ciclope é o Ciclope da Fox, não é o Ciclope do Punho de Classe lá, do First Class. Eu adoro chamar o Punho, o First Class, de Punho de Classe. Não é aquele Ciclope, não é aquele Ciclope, não é aquela mística, não é a Tempestade, é, né?

?Voz B

Mas o Fera, a Tempestade é o do First Class.

?Voz A

Não é a Halle Berry também?

?Voz B

Não, não é outra.

?Voz A

É, então não sabe, tipo aqueles, aqueles filmes do First Class e acabou, isso tudo acabou. Vai ser os últimos, vai ser o Mutante, o X-Men número 1 e 2 e acabou também. É só para mostrar eles e, ó, gente, acabou, hein?

?Voz B

É, não, a mística do First Class também é cara.

?Voz A

Jennifer Lawrence, coitada, essa daí ela fez os outros dois, ela fez os filmes X-Men só porque tá amarrada no contrato, né? Ela assinou o contrato desse e o da outra lá, da, qual é, o do fogo lá, como é que é o nome da série que ela tava também?

?Voz B

A Kate Everdeen lá, o Jogos Vorazes.

?Voz A

Jogos Vorazes, é esse, é o X-Men Jogos Vorazes. Ela se arrependeu amargamente de ter assinado esses contratos.

?Voz B

O último X-Men que ela fez, ela quase não aparece de mística, e quando ela aparece ela tá pintada de tinta guache porque ela não aguentava mais ficar fazendo a porra da maquiagem.

?Voz A

Chata para caramba, chata para cacete. Gente, essa mulher aí. Então é isso, a gente teve o Miranha, não gostei da Jean Grey, gostei do Miranha e do Punisher. O Panicheiro tava muito bom. A cena extra é horrorosa. Sim, cena extra, para quê, né?

?Voz B

Mas assim, ó, vou te falar, lembra do Homem-Aranha: De Volta para Casa? Você lembra qual que é a cena extra do Homem-Aranha: De Volta para Casa?

?Voz A

O De Volta para Casa é o do Mistério, não é? Não, De Volta para Casa dos 3 Miranhas.

?Voz B

Não, é o primeiro Miranha.

?Voz A

O De Volta para Casa é o primeiro, é do Abutre?

?Voz B

É o do Abutre.

?Voz A

Nossa, eu, eu tô lembrando a cena extra do Morpheus que aparece o Abutre. Eu fiz essa confusão, não lembro agora qual que é a cena extra do Miranha lá com o Abutre, com o Batman.

?Voz B

Que tem uma hora que na escola eles estão vendo uns videozinhos educativos do Capitão América. E aí até o professor faz a piadinha do tipo, ah, isso daqui é antes dele ter se revoltado contra o governo, que na época tá bem naquele embrólio depois da Guerra Civil. Então do tipo, assiste aí pelo conteúdo, esquece que é o Capitão América que tá falando, porque agora ele é um refugiado, certo? Fugitivo. Sim. Aí a cena final é um takezinho 2 do Capitão América falando assim: expectativas, não nutra tantas expectativas porque às vezes você pode se decepcionar.

Aí ele para assim do tipo, olha, como se fosse a gravação, né, tipo erros de gravação, para o pessoal falar: mas quantas dessas a gente vai ter que fazer? E acaba.

?Voz A

Nossa Senhora, ainda bem que eu esqueci disso, ainda bem que meu cérebro apagou essa informação.

?Voz B

É expectativas. Eu olhei, eu falei: caralho, eles foram muito filha da puta com isso.

?Voz A

Eu tô muito feliz de ter esquecido essa cena, mas assim, eu acabei lembrando da do abutre no filme do Morbius, que eu também não queria ter lembrado. Meu cérebro fez um caminho muito estranho agora para mim. Eu não gostei dessas lembranças que ele me trouxe.

?Voz B

Filme do Morbius, eu assisti, assisti o quê, uns 55% do filme do Morbius. Acho que o resto foi dormindo. E eu lembro dessa cena, cara. Eu não lembro, cara, eu não lembro como que acaba. Eu não lembro nem do Morbius ser tão ruim, porque eu assisti tão pouco dele tentando assistir ele.

?Voz A

Ah, então Mas aí eu me arrependi nessa de não lembrar que o Morbius é tão ruim. Eu fui assistir Madame Teia.

?Voz B

Ah, não é esse, esse irrita, né? Esse irrita, esse irrita.

?Voz A

Madame Teia é ruim que você fica irritado, você fala, meu Deus do céu, por quê? O que que eu tô fazendo aqui?

?Voz B

Na linha do que a gente falou no episódio de Transformers, o Madame Teia não dá vontade de falar de tão ruim que ele é.

?Voz A

É isso, é isso.

?Voz B

O Morbius tem a piadinha do eu sou o Venom, você olha e fala, ah, essa eu vou dar um crédito, vai.

?Voz A

É, não, você tem comentários para fazer porque ele é ruim. Mas o Madame Tussauds e aí o Kraven, você não tem vontade de falar. O Kraven eu passei 20 minutos do filme, eu não consegui passar dos 20 minutos.

?Voz B

Esse eu não vou nem tentar.

?Voz A

Não, eu vi 20 minutos, aí eu tava vendo Mercúrio de novo lá, eu falei, mano, Mercúrio, velho, você só tem esse ator para fazer esse filme? Só porque ele corre você tem que fazer de novo aqui correndo? Aí eu, ah não, beleza, obrigado, beijo, tchau. Já vi Madame Tussauds, já vi Morbius, eu não preciso mais seguir com isso aqui. E o Kraven, ele tem uma história boa do Homem-Aranha, uma única história boa que é ele contra o Homem-Aranha.

Ele é um personagem ruim nos quadrinhos. Então, sabe, você fala assim, mano, sério mesmo, velho? Vocês podiam fazer um filme do Abutre, era melhor do que fazer do Morbius, do Kraven.

?Voz B

Os vilões desse filme do Homem-Aranha que apareceram por 10, tiveram 10 segundos de tela São muito melhores do que desses que já tiveram spin-off, cara.

?Voz A

É isso, é isso, é isso. O Lápide era mais legal de fazer o filme. O Lápide tem todo um rolê com a máfia, que é o Lápide que segura ele no alto do prédio, que aquele cara branco. Então podia ter feito com o Lápide, era um filme melhorzinho. Era um filme meio bosta, mas é um filme de baixo orçamento, era um filminho mais contido ali no meio da máfia de Nova York. Puta, beleza, você teria visto.

?Voz B

Filme direto pro streaming, faz isso, filme direto pro streaming, é catálogo, compor catálogo.

?Voz A

Compor catálogo. Não, não, não quiseram fazer. Não, enfim, deixa, não vamos gastar mais tempo de podcast com isso. Sim, vamos para pauta, como diria o B9, né? Vamos para pauta agora. Vamos para pauta, pauta na cabeça hoje. Hoje literalmente a pauta na cabeça. Hoje a gente tava aqui hoje, infelizmente, no dia 27 de agosto. Para quem tá assistindo esse programa no futuro, foi o dia do falecimento do Peter Cullen. Que ironicamente a gente falou dele no programa passado, porque ele é o dublador do Optimus Prime.

E comentei algumas vezes sobre ele ter doado, vendido a voz dele, garantido o orçamento da família e tal, porque, né, já tava com seus 80 e poucos anos aí, aí faleceu no dia de hoje. É o Nerd que vos fala das mortes dessa semana, que foi o Tim Curry, a Dolly Parton, e foi ele, tudo na sequência. A morte tava girando a foice aí essa semana e levou no atacado. Tava no foda-se. Ela falou, ah, vou levar essa semana. Como diz JP, tava no feriado, né?

?Voz B

Tem um feriado para a próxima, tem feriado.

?Voz A

Tava adiantando o trampo, tava adiantando o trampo. Ela resolveu adiantar o trampo essa semana, levou todo mundo. O Tim Kurtz, que fez— aí eu amava odiar ele porque ele era o It, o It que me causou todo trauma de palhaço da vida, era o dele. E na morte dele eu descubro que ele é o diabão da lenda. Eu não sabia que ele era o diabão da lenda.

?Voz B

Nossa, você trouxe a memória do filme agora.

?Voz A

É, então, ele é o diabão da lenda, era ele também. E ele fez o Rocky Horror Movie, que é um filme muito conceituado pra galera LGBT. Ele era o Professor Frankenstein, que era transsexual da Transilvânia. E tem um número musical dele que ele tá de travesti, que é maravilhoso, cara. Você vê o Tim Curtis maquiado, cantando, puta vozeirão, canta pra caramba. Ele fez Esqueceram de Mim, agora Esqueceram de Mim. Realmente o Kevin tá sozinho porque morreu todo mundo.

?Voz B

Falta um do 2, falta um.

?Voz A

Quem do 2 que falta? O tio Peixe?

?Voz B

Não, não, é uma participação relativamente pequena.

?Voz A

Verdade, verdade, falta um. Eu lembrei agora, falta um no prédio, né? É um cara de um prédio, né? Isso, falta um, falta um ser laranja aí que tá no filme e não foi ainda.

?Voz B

É isso aí.

?Voz A

Mas enfim, o Kevin tá sozinho, né? No primeiro filme, pelo menos, ele tá sozinho. Primeiro já foi. E aí tivemos aí o Peter Cullen. Para mim foi mais doído porque eu tava no outro programa que vocês ouviram, eu falei que eu tenho trauma da morte do Líder Optimus. E hoje, para todo mundo homenagear ele, 1 milhão e meio de pessoas resolveram postar de novo essa cena. Eu falando, meu Deus do céu, eu não aguento mais, eu não aguento mais.

Que trauma miserável do falecimento dele. Eu tô revivendo, eu vim 30 anos, 40 anos para trás. Mas enfim, aí a gente conversando aqui com o JP, a gente tava pensando assim, por que que essa, essa morte a gente sentiu tanto, já que ele não era um ator, né? Ele não tava na cara da tela, a gente não via muito ele, né? Apesar dele ser um cara muito que aparecia em feira, evento, ia para tudo quanto é lado e tal. Mas é porque ele era a voz de um herói, de um personagem, e no meu modo de ver, ele era a alma desse personagem.

Porque, né, se tivesse outra voz do Líder Optimus, talvez não fosse um negócio tão legal, tão popular, tão chamativo e tudo. Ele era a alma daquele desenho todo. Era um desenho que passava de manhã, era um desenho de 20 minutos ali, mas tinha aquela questão icônica ali do Líder Optimus, de ser um líder. E eu vi a entrevista, eu já tinha visto a entrevista dele há mais tempo, dele falando da onde ele tirou essa voz, porque ele tem um irmão mais velho. E aí ele falou pro irmão, você viu essa entrevista já?

?Voz B

Eu vi, eu vi.

?Voz A

É maravilhoso ele falando pro irmão, né? Puta, eu vou fazer um trabalho de dublagem, eu vou ser um caminhão. Aí o irmão fala assim, como assim? Ele fala, eu vou ser um caminhão, mas ele é um líder, ele tem que ser um herói. Aí ele fala, você tem que ser firme, porém gentil. E ele faz a voz do irmão no Optimus Prime, porque o irmão dele era um herói de guerra, o irmão dele era militar e tal. Ele imita o irmão para fazer o Prime, então ele não foge muito do tom de voz dele ali, ele só sobe um pouco para fazer homenagem para o irmão.

E virou um personagem icônico. O Linkin Park agradece o Optimus Prime até hoje por causa disso. É, e aí a gente tava conversando aqui sobre a questão dos dubladores, né? Que a gente aqui no Brasil, a gente pensa muito no dublador porque traduz o filme pra gente, muitas vezes melhora o filme pra gente, né? Gal Gadot que o diga. A Mulher Maravilha nunca foi boa atriz, ela só é boa atriz aqui no Brasil por conta da dubladora dela.

Exato. Então a gente falar um pouco dessa alma que tem no, principalmente em animação, Pensando mais na dublagem no sentido de dar vida a um personagem que não existe, né? A gente tem inúmeras animações aí que ficaram famosas por conta da voz que tá por trás, né? E também isso, a gente lembrar aqui também, assim, zero pauta, tá, gente? A gente lembrou do assunto, queria comentar porque a morte do Peter fez tanta diferença assim pra gente.

Porque, né, é diferente se, por exemplo, ai meu Deus, eu não quero invocar nada, mas morre Tom Cruise. Ou o próprio Tim Curry que morreu, você tem a cara dele, né? Você tem os personagens que ele fez, como ele se maquiou, como ele interpretou e tal. No caso do dublador, é um cara que fica escondido. Muitas vezes a gente não sabe a cara dos dubladores, né?

?Voz B

Sim, sim. Então a gente conhece eles pela voz, né? Aquela coisa de alguns anos atrás a gente nem conhecia, era difícil da gente saber o rosto dos dubladores, né? Acho que hoje em dia com rede social e tudo a gente sabe mais quem é a cara deles, né? Mas antes às vezes a gente via, eu tava vendo um filme e tinha o cara que era o dublador do Bruce Willis. Aí de repente apareceu um outro filme com ator novo e tava ali aquela voz que era a voz do Bruce Willis, mas um pouco diferente.

A gente conhecia, conseguia reconhecer um pouco aquele fundinho, né, da voz da pessoa e falava assim, nossa, é a voz do Bruce Willis! Mas a gente meio que não sabia o nome deles, né? E uma coisa legal que vem acontecendo nos últimos anos é justamente isso, ter mais acesso a quem é, saber quem são as pessoas. E a gente vai, né, pô, a gente quando foi criança assistia muito desenho. Então tem muitas vozes icônicas de desenho que a gente tem nacionais, né?

Tem as de fora do Brasil que também são mega icônicas. Mas tem muito personagem que tem a dublagem brasileira que a gente conhece a voz daquele dublador. Então tem uma relação muito próxima com a nossa infância, né, cara?

?Voz A

Aconteceu agora recentemente com o filme do He-Man. O filme do He-Man aqui no Brasil tinha o dublador dele, que é o Garcia Júnior, que é assim, tem alguns caras que ficaram muito famosos aqui no Brasil. Então a gente tem o Garcia Júnior, o Sala de Guerra do Bob Esponja, o próprio Guilherme Briggs, tem o Manolo Reis, que é a voz do Gaguinho. E eu esqueci agora o nome do outro cara que faz o Homem de Ferro também, que também é famoso, que a gente ouve a voz do Robert Downey Jr., sabe quem é o cara.

Eu tô vendo a cara dele agora, mas não lembro o nome. Eu não vou dar no Google aqui. Mas assim, teve essa questão do He-Man que na hora que o filme apareceu, ah, vamos ter o filme do He-Man, No Brasil veio. Pô, mas a gente consegue trazer a voz do He-Man, porque o Garcia Jr. tá vivo e trabalhando. Porque ele dublou o He-Man quando ele era muito novo. Então ele ainda tá na idade de trabalhar ali, ele tá com a voz boa ainda. E ele foi lá e fez a dublagem do He-Man, porque a gente aqui, público, começou a bater e ninguém tava entendendo por quê.

O ator do He-Man aparece aqui em São Paulo, a Avenida Paulista cheia, e ele falando: Mano, sério mesmo que vocês são fãs do He-Man? E tipo assim, a galera velha, não era a galera molecada, não era jovem de 20 anos. Era nós, assim, vendo lá e cantando com o Trem da Alegria e tudo. E pra gente, a gente cagou pra quem que é o dublador americano do He-Man. A gente sabe quem é o Garcia Jr. E aí, tanto que eu vi ele legendado, a gente foi ver no cinema lá, que obrigado, Cinemark, a gente não viu o fim do filme. E quando a gente... Aquele abraço. Aquele abraço, Cinemark.

?Voz B

Beijo no coração.

?Voz A

Amamos vocês, tá? Queremos vocês aqui, hein? Queremos um patrocínio, Cinemark. Gostamos muito de vocês. Aí quando eu fui ver em casa, que eu fui ver com a Érica, eu fiz muita questão de ver dublado. Ela gosta muito do dublado, mas eu tava muito empolgado pra ver o dublado pra ouvir o Garcia Júnior dublando. E assim, apesar de eu ouvir ele com o Príncipe Adam e eu falar, pô, com o Príncipe Adam ainda engatou, mas na hora que ele é o He-Man, eu falei, é isso.

É isso que eu queria ouvir, obrigado. Até aquele valor afetivo da dublagem assim, né?

?Voz B

Era isso que a gente tava esperando.

?Voz A

Era isso que a gente tava esperando. Então assim, essa conexão com o dublador vem muito da nossa infância aqui no Brasil.

?Voz B

Sim.

?Voz A

A gente tem esse carinho todo especial porque eram os desenhos. Puts, o Niso Neto lá, que é o filho do Chico Anísio, ele era o Presto do Caverna do Dragão.

?Voz B

É.

?Voz A

Sabe?

?Voz B

Sim. Tipo... Cara, eu lembro, assim, não consigo reproduzir, mas eu lembro da voz do Preston. Eu lembro da voz do, como que é, o do Arco, cara? Olha, não tô lembrando mais o nome dos personagens.

?Voz A

É que o do Arco é sempre roubado.

?Voz B

É o Henrique, é o Henrique, é o Henrique, né? Cara, eu lembro da voz dele, cara. Assim, é muito icônico. E isso eu ouvi esses dias um cara, não lembro se era um dos dubladores ou não, mas alguém comentando do tipo É, com esse negócio agora do pessoal falando, ai, vai ter IA para dublar tudo, cara, dublagem no Brasil não é uma dublagem só, é uma adaptação do conteúdo de fora para nossa linguagem. Porque, pô, tem um monte de filme, séries e desenhos que tem uma linguagem própria aqui no Brasil, né?

Eu tava vendo o cara, um cara comentando da dublagem do Yu Yu Hakusho aqui no Brasil.

?Voz A

Nossa, essa é icônica também, essa daí eu não assistia, mas eu vi trechos da dublagem, achei maravilhoso aquilo. Eu falei, mano, é ouro, é ouro.

?Voz B

Tipo, tá falando lá um negócio, ah, ganhar de mim não é fácil não, hein, a rapadura é doce, mas não é mole não, rapaz, que não sei o quê. Que aí você olha e fala, caramba, né? Mas tipo, obviamente isso é só do Brasil, o cara não tava tipo, não falava isso em japonês, rapadura é doce, mas não é mole não. O Freakazoid que o Guilherme Briggs dublou, ele não—

?Voz A

o texto era outro, era outro texto. Ele não tava dublando mais. Ele conta, eu já vi entrevista dele contando que ele pediu para o estúdio falar assim: tô liberado para fazer o que eu quiser? Aí os cara: um desenho que não vai para frente, pode fazer o que você quiser. E é um desenho que tem uma temporada só e tal. Mano, para ele aqui no Brasil fez sucesso na época por causa dele, por causa dele.

?Voz B

Eu lembro do Ficrazóide que não voava, com os bracinhos para cima fazendo É isso, era ele que fazia, era ele, era a alma daquele desenho.

?Voz A

Então assim, você pensa que, puta, o estúdio gravou, fez não sei o quê, mas sem o poder dele ali atrás não era nada. E a cara dele nem aparece. Então tipo assim, a gente vibra com aquilo. Exato, você tá vendo um desenho, você não tá vendo o personagem, o ator.

?Voz B

Porque no caso do Yu Yu Hakusho, a explicação que eles deram foi Cara, a frase em japonês era longa, mas o significado em português era curto, do tipo, não tinha como alongar mais. Então tinha que preencher com algumas coisas, porque senão ia ficar do tipo mexer na boca, mexer na boca e o texto acabou. Então assim, tinha que ter uma adaptação, né? Não dava para ser um negócio tão direto assim, né? Só pega e vai. Então é isso, esse é um baita trabalho.

Eu tava vendo também Eu, mas assim, acho que primeiro desenho que eu peguei dessa febre de desenho, tudo foi Cavaleiros do Zodíaco. E eu lembro que ia até um episódio da Casa de Leão e voltava, e fiz isso, sei lá, umas 3, 4 vezes.

?Voz A

Era a mesma coisa. Dragon Ball fazia a mesma coisa.

?Voz B

E aí a explicação do pessoal hoje em dia, eles dando essa explicação, é que era muito difícil de fazer a dublagem porque eles tinham a versão em espanhol e a versão, acho que em inglês. E assim, quando eles iam comparar o que tava sendo falado, às vezes não batia, sabe? A versão em inglês era muito diferente da versão em espanhol. Por isso que tem uns erros meio grotescos assim de transcrição, palavras que eles usam que depois não é aquilo mais.

Nome de cavaleiro que tipo eles chamam, acho que algum cavaleiro de prata de cavaleiro de Áries, mas o de Áries depois vai aparecer como cavaleiro de ouro, sabe? Tem umas coisas muito bizarras assim dessa primeira fase que é decorrência disso, do tipo, cara, imagina o trabalho, você tá pegando um desenho japonês e você recebe a tradução, a dublagem em espanhol e aí em inglês, do tipo, cara, você não tem o material original E os dois traduzidos, nada fala com nada.

?Voz A

Não, então falar que isso era começo, era final dos anos 80, começo dos anos 90, e não era você dar um www.dublagem e vinha o texto para você. Não tinha nada, os cara tinha que fazer isso na unha, dublar isso tudo e construir esses textos todos eram na unha. O Dragon Ball era a mesma coisa. E eu fui ouvir o Dragon Ball original em japonês, não dá, é irritante você ouvir em japonês.

?Voz B

Eu não consigo, cara. É tipo todo mundo a mesma voz. O One Punch Man, One Punch Man, cara, apareceu na Netflix, não tinha dublado a temporada mais recente, que todo mundo fala que é ruim, inclusive. Aí eu vi que, pá, vou tentar ver em japonês dublado, não dá. Não dá. Depois que você já assistiu o dublado legendado, né, japonês legendado, você não consegue voltar, cara. Não consegue, não tem como. É muito, é um negócio muito louco, é bizarro, né, cara?

?Voz A

Quando o brasileiro bota a mão ali, faz a adaptação do texto, acabou, acabou. Não tem mais como, você não consegue ir mais para frente. Salvo uma exceção aqui que eu vou ter que comentar disso, porque a gente tá só exaltando aqui, mas aí tem que falar mal de alguém. Senão não é a gente. Se a gente não falar mal de ninguém, vai ficar, vai ficar chato para gente aqui, né, não ter falado mal de ninguém. A dublagem maravilhosa de Enrolados.

?Voz B

Ah, é uma pérola do cinema nacional.

?Voz A

Nossa, cara, eu me aborreci porque eu não tinha visto. Eu sabia que era ruim, mas eu não tinha assistido. Aí teve um dia que eu tava na casa da Érica, vamos assistir, vamos assistir, vamos assistir. Ah, vamos, vai. Ai, como assim você nunca assistiu? Assistiu. Eu falei, cara, eu não quero ver porque eu sei que é o Luciano Huck, eu vou ficar puto. Não, não vai, é legal, cara. Ele falou duas frases, eu já queria desligar o filme.

Eu falei, não dá para ver esse príncipe aqui, velho, não dá, não dá, não tem como. Eu assisti o filme revoltado. Eu quero assistir depois ele no original para poder tirar o ranço do filme assim.

?Voz B

Agora pensa no meu cenário: a Joana novinha adorou o filme, a gente foi no cinema assistir o filme Que desgraça! E depois, quando lançou o DVD, tinha o DVD e assistia e assistia e assistia, porque ela adorava o filme. Então, o tanto de vezes que eu assisti esse filme é muito bom. Esse filme no Luciano Huck, é loucura, loucura. Mas tem uma, a gente falou no episódio passado de Transformers do poder da edição, do cara que fez o corte do me dê o cu, né, cortando o bodo, o cubo.

Tem um cortezinho que na hora que o cabelo da Rapunzel brilha, que ele descobre que o cabelo dela brilha, o pessoal falando assim, olha como a censura muda todo o entendimento do contexto, né? Tipo, eles estão ali, aí ela tá para se afogar e fala, não sei o que lá, e meu cabelo brilha quando eu canto. Só que eles censuram o cabelo dela. Meu, Brilha. Aí ele: por que que o dela brilha? Aí então parece que tá falando a maior atrocidade do mundo, né? Ai, meu Deus do céu, que maravilha!

?Voz A

Só porque, só porque censurou, né?

?Voz B

Só porque censurou parece que tá falando uma groselha, né? Ele olhando para o camaleãozinho: por que que o dela brilha no escuro?

?Voz A

Ai, cara, mas é isso. A gente tem essa pequena pérola do senhor Luciano falando, fazendo essa dublagem. E pelo que eu ouvi de entrevistas, ele foi um cara extremamente arrogante para fazer a dublagem. Sim, ele entrou para fazer e ele era o bom da conversa e fez.

?Voz B

Não, fez numa sentada só, digamos assim. Chegou, entrou, leu todas as falas e foi embora. Foi isso, foi isso.

?Voz A

E depois o cara que teve que editar ficou mais 3 dias editando o programa para o áudio para poder fazer, né?

?Voz B

Se eu não me engano, é o Garcia Júnior que sofreu fazendo, fazendo todo o rolê, cara. Mas tem outros casos, né, de star talent que eles chamam, que tiveram que fazer, que tiveram que fazer não, né, que acabaram fazendo a dublagem. Porque assim, os dubladores profissionais que realmente são do ramo, que estudam para fazer Falam que, pô, às vezes dependendo do filme, tipo essas animações, para você chamar público, chamar as crianças, para os pais ficarem mais motivados, joga ali uma estrela, o nome da estrela, aí com dublagem do fulano, né?

Tem a história do Shrek. O Shrek, eu acho que o primeiro que quem dublou foi o Bussunda, foi, não é?

?Voz A

Foi, foi, foi.

?Voz B

Só que o Bussunda veio a falecer, aí Olha como que são as coisas. Não sei se você ouviu essa história. O Bussunda faleceu e a— não sei se é do universo ou da Paramount, o Shrek, não lembro de quem que é. Aqui no Brasil começaram a fazer tipo um concurso para descobrir quem que ia ser o novo dublador do Shrek. Aí a matriz lá americana mandou do tipo: nossa, mas a gente não ficou sabendo que o Mauro Ramos morreu. Aí a galera: não, mas o Mauro Ramos não morreu.

Pô, não, mas foi ele que a gente escolheu para fazer a voz do Shrek. Por que que vocês estão escolhendo alguém de novo? Não, veja bem, é que aqui no Brasil a gente trocou deles. Não vai fazer concurso porra nenhuma. Se o cara que a gente escolheu tá vivo, ele tinha que ter feito o primeiro filme. E já que o cara que fez o primeiro filme agora não está mais entre nós, bota o cara que a gente já escolheu, cacete. Do tipo, vocês estão loucos? Vocês vão gastar dinheiro fazendo um concurso?

?Voz A

E assim, e a dublagem do Shrek é maravilhosa. Maravilhosa, maravilhosa, é maravilhosa. E assim, o Shrek é aquele caso que você vê em inglês e português e tá ótimo nos dois, porque, cara, o burro, o Eddie Murphy, é maravilhoso, é fantástico, é fantástico. Em português também é muito bom. Aí você fica, caraca, como é que eu tenho que assistir em dual áudio? Você tem que ouvir um áudio de cada orelha porque é muito bom nos dois idiomas.

?Voz B

Não, e o burro no americano é o—

?Voz A

caramba, como que eu O nome dele, o Zorro, o gato, o gato, o gato, o gato de botas, Antônio Bandeiras, que também é muito bom, que é muito bom.

?Voz B

Você olha, caralho, tipo, pegaram a voz do Zorro para fazer um gato que é metido ao Zorro.

?Voz A

É legal, cara, é maravilhoso. E assim, em português tem uma piada que é aquele, no primeiro Shrek tem atendente do bar que é trans, e que em português é o Pedro Bial. E assim, você fala assim, ah, Pedro Bial ficou dublado zoado? Ficou, mas é engraçado porque é o Bial fazendo aquele trechinho. É tipo um trechinho de nada, é 10 segundos de fala. Então assim, fica legal pela piada de ser o Pedro Bial fazendo aquela dublagem. Não é, ai meu Deus, é a melhor dublagem do mundo, não é.

Mas é legal porque a gente sabe quem é o cara. Então assim, tudo no Shrek é bom, tudo, tudo nele é bom.

?Voz B

Não, é bem feito, né? Não é um negócio que você olha e fala, meu Deus.

?Voz A

E aí a gente fala, é muito bom o Shrek por conta dos dubladores. E aí a gente tá falando tanto do elenco em português quanto do elenco em inglês. Sim, que só estão dando a voz ali, né? Só, só dando a voz. Mas é uma galera muito boa. Eu tava pegando aqui outro porque eu tenho uma triste, né, para contar, que nem é culpa dela, coitada. Mas a gente foi ver Kung Fu, o Kung Fu Panda. E o Kung Fu Panda em português tem o Lúcio Mauro Filho, que faz o Kung Fu Panda, que é muito bom.

A menininha lá que acompanha lá, Dani Suzuki, que também entrega muito bem. E aí eu não sei o que aconteceu que a vilã do filme é a Thaís Araújo, que em inglês é a Viola Davis. Olha esse elenco do Kung Fu Panda. É o Jack Black, a Viola Davis, o Dustin Hoffman. É essa galera que faz o filme, né? Tem o Bryan Cranston que faz o pai do Kung Fu. Cara, é uma galera... Nossa! É ele? É o Bryan Cranston.

?Voz B

Eu nunca assisti no áudio original.

?Voz A

Ah não, é ele. E aí, qual que é o pior? A Thaís Araújo, o áudio dela tá esquisito, não é interpretação dela. Então eu e a Érica vendo assim, gente, mano, esse áudio tá estranho. Quem que é a dubladora dela? Aí foi, foi, foi. Quando acabou o filme, eu procurei, eu falei, cara, é a Thaís Araújo. Ela falou, não pode ser, ela é uma boa atriz. Eu falei, eu também acho que ela é uma boa atriz. Sim, cara, zoaram tecnicamente o áudio dela assim, e aí ficou estranho, mas Mas aí você fala, porra, olha esse elenco que puseram para fazer o filme e é muito divertido, né?

Aí, por que esse é só um exemplo da gente falar assim, por que o Luciano Huck, né?

?Voz B

Mas você falou de áudio zoado, eu lembrei de uma coisa que tem a ver com dublagem, apesar de não ser tanto os dubladores, apesar da série ter dubladores icônicos, vozes icônicas, que eu, cara, sinceramente não vou lembrar dos nomes. Mas assim, Chaves e Chapolin, você sabe que as musiquinhas de Chaves e Chapolin só é que a gente conhece é aqui do Brasil? Sim, porque quando eles receberam o material da Televisa, o áudio tava todo junto num canal só, as vozes e as músicas.

Então para poder dublar, eles tiveram que fazer as vozes e buscar músicas novas, que não tinha como reaproveitar a trilha sonora do original.

?Voz A

E você me lembrou uma outra coisa de dublagem que a gente não leva em consideração. Hoje o filme chega, chega o filme e chega a trilha de áudio. Aí beleza, você tira, aí você chega assim, tem o filme, a trilha sonora, as músicas do filme, os efeitos sonoros, porque pensando em animação não tem efeito sonoro, né? Então você tem que ter o barulho do mato, barulho da água que seja e tal. E as vozes dos personagens. E hoje, hoje, como tudo é mais moderno, você tem as vozes separadas.

?Voz B

Deve ser cada um em um canal, né? Sim, cada um em um canal.

?Voz A

É um arquivo separado, você faz tudo bonitinho. Aí pensa o seguinte, na década de 80, quando você tá falando do Chaves, era uma fita, e muitas vezes você tinha que colocar isso tudo no mudo. Para você colocar o áudio em cima disso. Então o efeito sonoro do Chaves também é o sonoplasta que faz isso. É porque não tem o efeito especial, já o efeito sonoro não existe, não existe o barulho do passo, não existe isso. Por isso que se a gente prestar atenção, como Chaves passa até hoje e é fácil da gente ver isso, o áudio da dublagem é diferente do áudio da risada.

Eles estão em volumes diferentes, em qualidade sonora diferente, porque o áudio da risada é do original, o áudio da dublagem é o regravado em cima, é a fita que roda em cima.

?Voz B

É isso, aquelas risadas também são foda, né?

?Voz A

Não é uma risada, né? Não é a risada, é um barulho que fizeram que soa como uma risada. Porque um dia eu fui prestar atenção nesse áudio, eu falei, cara, não é uma risada.

?Voz B

Cara, o áudio já tava tão deteriorado que sei lá, podia ter sido uma risada num dia, né? Um dia foi uma risada, né?

?Voz A

Aquela fita já passou tanto que, puta, até converter isso para o digital essa fita já tava gasta, né? Então aí já foi para o vinagre esse áudio ali, nunca mais, né?

?Voz B

Não tinha muito mais o que fazer.

?Voz A

Então assim, aí tem um outro filme que eu queria lembrar muito aqui, que é A Nova Onda do Imperador. Que o Selton Mello está solto. O Selton Mello é o diabo solto no pasto dublando esse filme, cara. E é só aqui. Ele, tipo, não fez sucesso lá fora, fez sucesso aqui.

?Voz B

Por conta da dublagem, né?

?Voz A

Por conta dele! Por conta dele! A Disney fala assim, nossa, mas como vem esse filme no Brasil, né? É porque a gente tinha um gênio dublando esse negócio, que falava Jabiraca, Jabulandi, Jaburcreia, Amorcreia, não sei o quê.

?Voz B

Você fala, mano, não sei se é o Garcia Júnior, acho que é o Garcia Júnior também que dirigiu esse filme.

?Voz A

Eu acho que sim, eu acho que sim, eu acho que sim.

?Voz B

Eu lembro da conversa do Memória também, ele contando que foi assim, botou o Selton para fazer e o Selton foi do tipo só meio que passando o texto do tipo, ah é, não sei o quê, sabe, falando com aquela vozinha já numa entonaçãozinha tudo. Aí tipo fez essa primeira passada, ele falou assim, não, tá feito. Aí o Selton, não, cara, mas eu tava só meio que treinando. Ele, cara, ficou genial, ficou perfeito. Aí ele falou, pô, você quer começar a refazer agora pra gente fazer umas 3, 4 vezes e você perceber que essa primeira foi a certa, tentar voltar e não conseguir?

E tipo, ele falou, cara, não, vamos com essa. E convenceu pra ir. Então aquilo é tipo o treino do Selton Melo.

?Voz A

Não é, não é o primeiro, não é o, ah, vamos, tá pronto, faz, né?

?Voz B

É, não, ele E assim, cara, o Garcia Jr. é um monstro, né? Porque pro cara olhar isso e falar assim, cara, é isso, acabou, não vamos fazer de novo, é muito tempo fazendo esse negócio, é muita experiência, é o cara ser muito profissional no que ele faz, né?

?Voz A

O Selton Melo, ele e o irmão dele, o Dalton, eles são dubladores desde criança. Eles começaram nessa porcaria de ser artista como dublador. Eles dublavam filme que tinha uma criança lá, eles dois estavam lá dublando. Então ele assim, Tá no sangue dos filhos da mãe dublar isso daí. Então o cara acho que entrou no estúdio, por isso que o Garcia não falou nada, falou, mano, esse miserável tá dublando a vida inteira dele, deixa ele fazer aí.

?Voz B

Não, deixa o bicho solto e vamos ver o que que dá.

?Voz A

E nesse filme tem mais duas coisas curiosas aqui, que a gente tem Humberto Martins nesse filme.

?Voz B

Meu Deus, ele tava com camisa ou sem camisa? Acho que ele devia estar sem camisa dublando, tava dublando sem camisa, não consegue, né? Ele não consegue, não consegue com Não consegue, né, Moisés? Ele e o Pescador Parrudo, que eu esqueci o nome do ator.

?Voz A

É, então eu achei que era ele. Não é ele, o Pescador Parrudo, é o outro.

?Voz B

Mas eles estão no mesmo, na mesma novela do Pescador Parrudo.

?Voz A

É isso aí, isso aí.

?Voz B

Mas por incrível que pareça, Humberto Martins tá mais de camisa nessa novela do que o Pescador Parrudo.

?Voz A

Ai, caramba!

?Voz B

Por que que a gente lembra disso?

?Voz A

Eu não sei, eu não sei. Era Kubanacan, né?

?Voz B

Kubanacan, cara. Por que que lembra disso? Não, e assim, o fim dessa novela, por que que acontece? Por que que o Pescador Parrudo aparece sem memória? Tipo viagem no tempo, mano. Assim, meu Deus do céu, eu não sei nada dessa série.

?Voz A

Não, não, não, é, pera aí que agora eu quero saber quem que era o Pescador Parrudo aqui, vai. Meu Deus, esqueci o nome da novela, eu esqueci o nome do cara, na verdade. Né? Marcos Pasquim é o Pescador Parrudo.

?Voz B

Pescador Parrudo, ó, o Google ele nem deixa terminar de digitar, ele já dá.

?Voz A

Não, eu coloquei Kubanacan, aí apareceu Marcos Pasquim. Eu não fui, não fui no Pescador Parrudo.

?Voz B

É o apelido famoso do personagem Esteban Maroto.

?Voz A

A gente tem, voltando na onda do Imperador, a gente tem a Marieta Severo nesse filme. Marieta Severo, ela é a bruxa lá que fala. E eu lembro, na hora que eu ouvi a voz dela, Eu falei, eu já conhecia, eu já ouvi essa voz em outro lugar. Aí eu, beleza, eu vou procurar aqui, porque ela é uma que dá uma disfarçada na voz. Você não mata de cara quem é.

?Voz B

Não, né?

?Voz A

Eu falei, olha que miserável, tá fazendo outra vozinha. É, tia, eu conheço a senhora, eu conheço esse tom de voz.

?Voz B

Não vem não, não vai me enganar tão fácil assim.

?Voz A

É, não vem não, senhora, não vem não, que a senhora eu conheço. Mulher Chico Buarque eu conheço. Então assim, a gente tem. E aí eu queria, só para a gente finalizar, eu queria primeiro, a gente exaltou aqui toda essa vida dos dubladores, obviamente a gente esqueceu de um monte de coisa, gente, mas a gente não fez pauta, tá? A gente aproveitou literalmente o falecimento do Peter Cullen, queria falar sobre esse, a culpa desses caras da gente, é a culpa deles da gente gostar de alguns certos conteúdos, né?

A gente deu exemplo da Gal Gadot, cara, a Gal Gadot é péssima atriz. A dubladora dela faz milagre, milagre. Com nada de conteúdo, a dubladora dela faz milagre no coisa. O Guilherme Briggs sofre menos com Super-Homem, ele sofre menos com Henrique Cavill, mas a mulher que dubla, ela merece palmas, porque ela dá emoção onde a Gal Gadot não tem emoção nenhuma.

?Voz B

Não, não consegue.

?Voz A

Ela é flat e a mulher consegue dar emoção assim. Parabéns! Eu vou até procurar o nome dela aqui aqui, porque ela realmente merece aqui ser citada aqui, né? Dubladora Gal Gadot. Porque olha, Gal Gadot, Gal Gadot é a Flávia Sadi, Flávia Sadi, que é a dubladora dela. Porque ela merece realmente ser exaltada, porque assim, se não fosse ela— ela já dublou Margot Robbie, ela já dublou Natalie Portman, mas essas são atrizes, a Gal Gadot não é.

Então a gente tem que exaltar ela, porque é assim, a Gal Gadot é bonita, que é o que que ela é, ela é bonita, ela não é atriz, ela é bonita, é isso. Aí, para fechar o programa, eu queria voltar aqui no Peter Cullen de novo, só para a gente finalizar, que o último trabalho dele foi no Invincible, que é a série de animação da Prime, que a Prime aproveitou aí e trouxe uma Porrada de dublador famoso que ela traz. O cara do Walking Dead, o coreano lá, o Glen. É o Glen, né? É o Glen.

?Voz B

É o Glen. Não fica me lembrando desse personagem não, eu parei de assistir quando ele morreu.

?Voz A

E ele morre de uma forma tão tranquila.

?Voz B

Não, sossega, sossega, sossega.

?Voz A

A gente tem no Invencível, a gente A gente tem, eu vou pegar o cast aqui porque eu não quero esquecer o nome desses caras. Na verdade, nem pega os dubladores, a gente pega o cast do desenho, né?

?Voz B

Sim.

?Voz A

A gente tem o Steve Yeun, que é o Invencível, que é o Glen. A gente tem o corno, o maldito, o filho de uma mãe do Mark Hamill, que esse cara é assim, ele foi, ele foi, ele não tava feliz em ter sido só o Luke Skywalker. Não, não, a vida dele foi muito tranquila. Ele só era o papel principal da maior trilogia de filmes de ficção, foi responsável por todo esse boom de cultura pop. Ele já tava com a cara, ele tava com a vida ganha.

Mas ele tava feliz com isso? Claro que não. Ele foi ser dublador. Antes disso, ele teve, ele teve logo, obviamente ele tem seu passado negro, que ele foi o Trickster na série do Flash de Veludo, né? Ele foi Sabe quem que é esse personagem, né?

?Voz B

Não.

?Voz A

O Trickster. Você sabe qual que é essa série do Flash de veludo?

?Voz B

Não, eu tenho uma vaga lembrança disso só.

?Voz A

Tá bom, então beleza. Siga com a vaga lembrança que você tem aí. E ele tinha um vilão que era o Coringa desse Flash. E era um cara que se vestia com uma roupa de Pierrot. Era uma roupa toda quadriculada, tal, não sei o quê. E um colar, colar, colar, colar de supervilão. Era o Mark Hamill, o vilão dessa série, o Mark Hamill.

?Voz B

Meu Deus.

?Voz A

E aí, bom, beleza, tivemos ele como Trickster. Mas daí ele resolveu falar assim, ah, quer saber, eu vou ser dublador. E ele foi ser só o melhor Coringa que a gente já teve. É, não importa onde você viu o Coringa. Ah, porque, putz, do Dark Knight é bom. Ah, porque eu gosto do— não tem ninguém gosta, né, do Esquadrão Suicida. Então não vou falar disso. Ah, mas eu gostei do do Joaquim, tá? Não, vocês estão errados. O melhor Coringa é o Mark Hamill.

Ele era o Coringa do desenho da série animada do Batman. Tipo, é uma produção muito pequena para ele ser o dublador, né? Para o Mark Hamill ser o dublador assim, sabe? Mas ele era o dublador daquele Coringa e ele foi ser o dublador do Coringa dos jogos. E são os melhores Coringas que a gente tem. Essas melhores interpretações dos Coringas. Não tem como, não tem como, não tem como você falar para mim assim, não, mas é que não, não tem mais é que ele era o melhor Coringa.

?Voz B

Sim.

?Voz A

E aí trazem, trouxeram esse cara para o Invencível para ele fazer uma ponta de meio minuto em 2 episódios, que é o cara que costura a roupa da galera. Mas tá lá o Mark Hamill. E ele foi assim, eu tava tipo vendo a série e tal, não sei o quê, mexi no celular, eu ouvi a voz, eu Caralho, mas o que que o Coringa tá fazendo aí? Aí eu olhei, eu falei, caraca, mesmo trouxeram esse cara para fazer essa cena só. Ele faz acho que 2, 3 diálogos, não tem nada na série.

?Voz B

Ah, ele aparece até algumas outras vezes assim, mas são umas participações pequenas mesmo, né?

?Voz A

É, ele aparece muito pouco no seriado, aparece bem pouquinho. E temos também a Holly, que é a War Woman, que é a menina Acho que vira— ô meu Deus, como é que é o nome dela na série em português? Puta, eu não vou lembrar o nome dela em português agora, mas é a Laurie Coohan que tá no Walking Dead também, que é a namorada do Glenn. A namoradinha do Glenn também tá no Invincible. É verdade, a gente tem o cara agora que todo mundo conhece por conta do Fallout, da série do Fallout, o cara que é o zumbi do Fallout, que é o Walton Goggins. Ele que é o— você assistiu Fallout? Não, você não assistiu?

?Voz B

Não.

?Voz A

Temos uma dívida histórica aqui, você tem que assistir Fallout. Só isso que eu tenho para te dizer. Assista Fallout, depois a gente volta a conversar sobre a série. Aí o personagem principal lá, que é o anti-herói da série, é o cara que faz o Cecil no Invincible. A gente tem o Seth Rogen que faz o Alien de Alien.

?Voz B

A Lindell é o melhor.

?Voz A

A gente tem um cara que eu não entendia que onde esse cara tá, o Zachary Quinto, que é o cara do Heroes, o cara que cortava, o Sylar que cortava a cabeça das pessoas.

?Voz B

Sim, ele é o Rudy. O Zachary Quinto é o Spock do—

?Voz A

isso, que é o Spock do Star Trek novo, Star Trek novo que não é mais tão novo. Mas ele é o Rudy, o Rudy que vira robô lá.

?Voz B

Aham, nossa, não tinha associado a voz.

?Voz A

Temos o J.K. Simmons, que é o Omni-Man, que é o nosso J.J. Jameson.

?Voz B

Muito bom também, né?

?Voz A

Então assim, tem um elenco estrelado ali para fazer a porcaria do desenho. Tem mais gente aqui, mas eu vou ficar cuspindo nome aqui, não vamos para lugar nenhum. Mas eu queria só chegar no bendito do Peter Cullen. Que ele faz o Tadeu, o Thaddeus, sei lá como é que a gente— já morreu no desenho também, gente, spoiler para ninguém. Morreu no desenho. E aí eu também tava aí, ele tá lá na 4ª temporada, acho que é na 4ª e a 5ª temporada ele aparece.

E eu também tô lá, né, lá lá lá, vendo celular e tal, não sei o quê. Daqui a pouco eu escuto Optimus Prime falando, aí eu pensei, opa, o que aconteceu aí de desenho? Mudou o desenho aqui? Eu tava de Invencível mudou para Transformers? Que que aconteceu aqui? Que que eu perdi? E aí temos ele ali fazendo o último papel da vida dele, dublando um personagem no Invencível, que é um Viltrumita também, que é o Viltrumita rebelde. E ele tá querendo ajudar ali o Mark a tentar enfrentar toda a galera e tudo.

?Voz B

Ele não é ele que quer ajudar o Mark, ele quer ajuda do Mark para enfrentar a galera.

?Voz A

É isso, ele quer ajuda do Mark, porque ele não consegue, né, Moisés? Não consegue sozinho. Mas também o vilão do Invencível, ele consegue fazer vácuo antes de dar o soco. Ele puxa, ele puxa a mão para trás, ele faz um vácuo antes de dar um soco.

?Voz B

Vai para o inferno, velho! É muito, essa sequência é muito boa. A hora que você vê ele puxando o braço e fazendo vento, você olha e fala, fodeu!

?Voz A

Não tem o que você vai falar, né?

?Voz B

Corre, negada, corre!

?Voz A

Não vai tá dando. Essa última temporada do Invencível é muito boa, cara, é muito boa. Verdade, verdade, verdade. O Jeffrey Dean Morgan também tá aí, né, velho? O Jeffrey Dean Morgan, ele tá aí, né, velho? Ele tá em tudo. Ele tá no filme Watchmen, ele tá no Watchmen, ele é o comediante, só faz papel desgraçado. Ele não tem um papel bom, ele não tem um papel de bonzinho, de ser um cara gente boa. E o pior que ele na vida real dizem que ele é mó gente boa assim, o cara, mó família e tal.

Mas ele só faz papel de desgraçado, velho. É, ai, cara, é isso. O Jeffrey Dean Morgan é esse tipo de ser humano que é muito bonzinho e virou o Conquista, que também morre de uma maneira muito desgraçada. Acho que morreu foi pouco. O Conquista morreu foi pouco, mas é isso aí. Sobrou só o Freddie Mercury de bigode lá, o Freddie Mercury fortão. O cara, o cara fez vácuo antes de dar o soco. Eu nunca vou esquecer dessa cena, velho.

Ele puxa a mão para trás, ele faz o vácuo, velho. Ai, meu Deus. É, e aí assim, para onde vai, né? Vamos mudar só os tuntas rapidões. Para onde vai essa série agora, né? Porque terminou da maneira mais desgraçada que pudesse, né, terminar. Falou, não, vamos terminar da maneira mais filha da puta que a gente consegue. Terminou, não deu para fazer nada pior que isso. Mas não é sobre Invencível, um dia a gente pode falar sobre ele um pouco mais.

Mas é isso, esse foi o nosso programa aqui querendo homenagear um pouco a galera, os dubladores. A gente semana passada gravou aí sobre o Peter, sobre Transformers, e aí tivemos a notícia aí do Peter Cullen falecendo. Então fica aqui nossa homenagem também. Quem somos nós, né? Mas, né, todos fãs aqui, então a gente pode falar um pouquinho do trabalho dele, o quanto o trabalho dele nos atingiu, né? Hoje eu postei nos meus stories lá, eu coloquei, puta, a voz do meu herói de criança, né?

E no final é isso, né? Então foi a voz que deu vida ao personagem que era o herói da gente quando a gente era criança. E depois fomos ver os filmes e ele continuou sendo a voz do Líder Optimus. Agora realmente o Optimus se foi. Agora a gente pode dizer que o Optimus nos deixou. O duro é que a gente vai ter que encarar outra Magnus até chegar no Rodimus Prime aí de novo. Mas beleza, vai, a gente passa essa etapa, vai. E eu vou continuar aqui dizendo que dia 7 de setembro teremos a estreia do filme em homenagem aos 40 anos de Transformers: O Filme.

E eu tô torcendo ainda para sair no Brasil. Não tivemos nenhuma notícia ainda atualizando isso aqui para nós, mas eu continuo com fé. Eu tenho fé aqui que vamos poder ver essa versão de 40 anos para a gente. É, exato, 3 salas ali, né, 3 salinhas. Vai ter quem vai assistir? Vamos nós assistir, eu, você e o Mauro que vai ver esse filme. Então tá bom, vamos nós 3 ver essa porra, caralho, né? Tá bom, tá bom, tá tudo certo, a gente vai se divertir um pouco.

Eu prometo que eu não choro quando eu ver o Líder Optimus morrer, né, que eu já chorei, já foi, já deu nessa. Hoje, hoje já limpou esse trauma, né? Não, hoje já vi tanto que eu falei, chega, não aguento mais. É, fez calo, foi hoje, fez calo hoje. Mas é isso, galera, obrigado todo mundo que nos ouviu até esse momento. Curtam, compartilhem a palavra para todo mundo aí. E nos vemos no próximo programa.