Tango e Cash Ep 105 - Primeiro Encontro ou Pegadinha? As Loucuras dos Apps de Namoro
Fotos de 15 anos atrás, contas inesperadas, ghosting, perfis que prometem uma pessoa e entregam outra. Neste episódio do Tango & Cash, reunimos histórias reais e muito bom humor para discutir os maiores absurdos dos aplicativos de namoro e dos encontros modernos.
Ao lado das convidadas Flávia, Thames e Michelle, conversamos sobre expectativas versus realidade, red flags, machismo, sinceridade, segurança nos primeiros encontros e as situações mais inacreditáveis que já viveram.
Entre risadas e reflexões, o episódio mostra que a tecnologia mudou a forma de conhecer pessoas, mas respeito, transparência e boa comunicação continuam sendo a base de qualquer relacionamento.
• Fotos antigas e perfis que não correspondem à realidade.
• As maiores roubadas dos aplicativos de namoro.
• Ghosting, sinais de desinteresse e como identificar red flags.
• Expectativas irreais nos primeiros encontros.
• Machismo, respeito e reciprocidade nas relações.
• Como pequenos comportamentos dizem muito sobre uma pessoa.
• Histórias reais que parecem roteiro de comédia.
Se você já passou por um encontro desastroso, conheceu alguém completamente diferente do perfil ou simplesmente gosta de boas histórias, este episódio é para você.
🎙️ Dê o play e venha rir, refletir e compartilhar suas próprias histórias de dates inesquecíveis.
Neste episódio
- Histórias de Dates RuinsEncontro com fotos antigas · Homem que não paga a conta · Homem que mente sobre relacionamento · Homem que só quer levar para cama · Homem que se despe no carro · Homem que não paga padaria · Homem que pede para ser levado em casa
- Relacionamentos em aplicativos· SociedadePerfis desatualizados · Expectativas vs. Realidade · Ghosting · Red flags · Machismo em apps
- O papel do homem na relaçãoHomens 'princesos' · Expectativa de cavalheirismo · Educação de filhos homens · Masculinidade
- Comunicação TransparenteFalta de sinceridade nos relacionamentos · Dificuldade em terminar relacionamentos · O papel do ghosting
- Expectativas e realidades em relacionamentos· SociedadeDiferenças de percepção · O fim de relacionamentos · Aprendizado com experiências ruins
- O Papel da Mulher na Sociedade e na Família· SociedadeIndependência feminina · Igualdade de gênero · Feminismo
Bom dia, boa tarde, boa noite! Sem o Glauco, sem JP na área para mais um Tanguecast, o meu, seu, nosso podcast de filmes, quadrinhos, séries e o que mais a gente quiser. É isso, galera, sem JP e sem Glauco, porém com o time de peso aqui para a gente fazer um programa. A gente sempre fala, né, filmes, quadrinhos, séries e o que mais a gente quiser. O programa de hoje será um programa o que mais a gente quiser. E aí vou apresentar as nossas convidadas de hoje aqui.
Primeiro, a Dona Flávia, que participou com a gente do programa de Top Gun, né? Vocês já ouviram, vocês já viram a presença hoje só em áudio, mas vocês já viram ela nos vídeos com a gente. Fala, Dona Flavinha!
Boa noite, tudo bem com a senhora? Tudo com o senhor?
Tô bem também, tô bem.
Você sabe que aqui novamente, mesmo voz.
É isso, é isso, é isso que é importante. Tem que estar presente. Nossa próxima convidada aqui, Dona Tâmis, que participou com a gente do programa da adolescência e do Setembro Amarelo também. Olá, Dona Tâmis, e o seu teclado nervoso.
Oi, eu tô representando o Glauco aqui, que você falou que faz isso, né?
Então, é isso, é isso.
Você não sentiu saudade dele?
A minha dúvida é se o motoqueiro vai passar aí na sua janela também, porque—
Não, não, aqui apartamento, eu tô no 13º, mas eu chego quase.
O Glauco também, o motoqueiro passa sabe lá Deus como que chega barulho na janela dele. É moca, é moca.
Isso aí, aqui é outro nível, é mais profundo das L aqui, é outra coisa. Aqui é outro, outro.
E nossa última convidada de hoje participou do nosso programa com o maior volume de audiência até hoje, Dona Michele, que tava aqui com a gente, ela e o Bruno. Mas hoje o Brunão não quis, não quer mais falar com a gente, trouxe a Dona Michele para participar. Fala, Dona Mi.
Boa noite, boa noite, pessoal! Boa noite, Tami! Boa noite, Flavinha! Boa noite para todo mundo aí.
É isso, Dona Michelle.
Boa noite, pessoal!
Dona Mi tava devendo a visita aqui para gente de novo. Eu já tinha falado para ela para a gente gravar, mas eu não achei o tema. E aí o tema surgiu, né? Assim, a Mi foi meio— desculpa, Mi, ter lembrado de você nessa hora. Mas aí eu conversei, conversava um pouco com a Flávia, depois do dia eu conversei com a Tamis e tava ouvindo as histórias delas sobre os dates ruins, né, sobre os caras que— eu tô aqui de arroz, eu só vou ouvir elas aqui, eu só tô acompanhando o papo, porque a ideia é a gente conversar um pouco com elas, entender essas questões de a pista tá salgada, né, que que tá acontecendo com a galera agora que não sabe mais se relacionar, galera não sabe mais conversar, não sabe mais se expressar.
Né, a gente brinca falando da pista tá salgada, mas acho que no fim das contas a galera que não sabe mais se expressar, né? Então eu trouxe elas aqui para a gente poder ouvir esse outro lado, porque sempre tem um monte de homem nesse programa e a gente nunca tem a voz de vocês aqui para contar essas histórias. Então é essa a ideia do programa, tá bom?
Pois é, Clube de Lulu.
Isso, eu só tô aqui de editor do programa, tá? Eu só tô aqui de host editor aqui.
Eu tô até com pena de você agora.
Não, mentira. Depois eu conto as minhas derrotas também. Tá tudo certo. Eu vou juntar vocês.
Eu fico pensando por que as pessoas pensam no meu nome. Deve ser porque eu sou doida, né, Fê? Mas vamos lá.
Você que não defenda nenhum homem aqui, hein, Sedes? Esse programa foi feito pra gente esculhambar, escrachar e qualquer outro adjetivo ruim, né, referente aos homens.
Eu tenho muito pouco apreço em defender a minha classe porque eu sei o quanto a gente é idiota. Né, eu tenho muito pouco apreço em fazer isso, mas né, às vezes a gente tenta assim, fala: não, pera aí, ó, pensa assim, ó, lá abaixa a faca um pouquinho, pera aí, segura um pouquinho aqui só, será que é para tanto?
Você vai falar assim: eu sou diferente?
Não, não, não, não, não, não, não, de jeito nenhum, de jeito nenhum, não, não, não. Já eu demorei um pouco para entender esse conceito que quando alguém tava criticando o homem apareceu o cara assim: ah, nem todo homem, não sei o quê. Eu Eu ficava ali, né, as mulheres tudo reclamando. Ah, nem todo homem, por que que você vem falar aqui e tal? Daí eu entendi, eu falei, cara, deixa a gente ficar errado, a gente já tá errado, pronto, não se mete.
Nem todo homem, mas sempre um homem, né?
Então aí eu falei, eu falei, cara, deixa, desencana, para de tentar defender porque a gente tá errado, pronto, né? Eu falava quando eu tava na vida de solteiro, aí eu sempre falava que eu partia sempre do pressuposto que eu tava errado. E que eu tinha que fazer uma caminhada para percorrer, eu tinha que percorrer um trecho de estrada, fazer assim, olha, eu não sou esse cara idiota. Para daí a pessoa poder olhar, né, falar assim, ah, eu gosto, eu não gosto dele.
Mas a primeira etapa era falar, eu não sou o completo idiota. Mas já fui também, tá? Não vou defender, não vou me defender não, mas eu já fui também. Mas vamos lá, acho que para o nosso primeiro truque, Dona Flávia, você quer contar aqui alguma história para nós, Flavinha?
Ah, são tantas! Eu sou tão velha!
Ah, pode juntar, pode misturar, não tem tempo ruim não.
Aos poucos a gente vai lembrando das próximas também. Olha, eu vou contar para vocês assim, eu não vou nem dizer que a pista tá salgada porque eu tô fora dela, né?
Desistiu, né?
Mas não, já não tô nem em pista mais. Já não é nem porque eu tô casada, porque eu desisti da pista mesmo. Eu tô na igreja agora, tá louca. Meu, eu tenho uma experiência com Tinder que é assim, a galera ficava insistindo. Isso já faz uns anos, tá? Acho que foi nos primórdios do Tinder, sabe? Quando começou Tinder, sei lá quantos anos atrás.
Aí eu, na época que começou o Tinder, eu não tava usando ele, então não sabia.
Não sei se começou, mas assim, faz muitos anos isso, muitos anos mesmo. E aí o povo falou, ai, Flávia, tenta, tenta, tenta, não sei o quê lá. Porque chega numa idade que é um saco, você fala assim, cara, eu vou conhecer, tipo assim, você não sai de casa, vai conhecer as pessoas aonde, né? E aí eu acho uma forma válida até de conhecer pessoas, né? Eu tenho aí amigas que Que se casaram, conheceram pessoas no Tinder e se casaram.
Eu tenho muitos exemplos, eu conheço muita gente. Falei, tá bom, vai. Aí fiquei naquele papo que você conversa lá com 10 pessoas ao mesmo tempo, e de 10 pessoas você conversa, 3 continuam conversando, 1 você acaba saindo pra encontrar. E aí beleza, né? Tipo aquela coisa, você vê, o que que você conhece da pessoa no Tinder, né? As fotos do perfil e a conversinha ali, que até a hora que você resolve trocar telefone, né? Beleza, marquei com um cara num restaurante japonês e fui bem plena assim. Fui lá no restaurante japonês que ele marcou, cheguei antes.
Eu gosto, o bem plena já antecipa o tamanho da tristeza que você passou.
Vai, bem plena, cheguei bem plena, bonitinha assim. Era um restaurante japonês conhecido aqui em São Paulo, né? Cheguei lá, beleza, tinha já marcado, já tinha combinado, tinha um taxista que, enfim, que trabalhava comigo, que me levava para os lugares. E eu avisei ele, eu briefei ele, falei: olha, fulano, né? Que eu falei: vai que, né, me sequestram, boa noite Cinderela, sei lá.
É bom porque, pera aí, pera aí, só interrompendo só um pouquinho, Flavinha, mas assim, além do problema do cara ser um babaca, vocês ainda correm um risco físico, né? Tem toda essa questão também. Então tá certíssima, vai lá, segue.
Exatamente. Aí beleza, eu briefei o cara, né? Falei assim: olha, eu tô indo num date Né, falei para ele, jogo é real, falei assim, não deixe. Se tiver ruim, se acontecer alguma coisa, eu vou inventar uma história que eu preciso ir embora e te mando mensagem, você vem buscar? Vou, vou te buscar. Beleza. Aí beleza, cheguei, sentei na mesa lá, pedi uma long neck, tô lá sentadinha tomando a long neck. Aí o cara manda mensagem, cheguei.
Onde você tá? Tô aqui na porta. Aí olha, o restaurante tava bem cheio assim, né? Eu olhei para porta, vi uma família assim chegando. Né? E um cara. Aí eu falei, com que roupa que você tá? Ele falou, ah, tô com uma polo azul. Olhei para porta de novo, que eu falei assim, não tô te vendo, né? Eu olhei para porta de novo, eu vi o cara da polo azul. O cara da polo azul não tinha nada a ver com as fotos do perfil dele. Já começou aí, né?
Tipo, eu falei, puta que pariu, velho! Era ele nas fotos do perfil, só que assim, ele botou umas fotos dele de 15 anos atrás. No perfil. Ah, que eu olhei, eu falei, não acredito, o cara fez isso comigo. Tipo assim, vocês estão entendendo o contexto? Ele botou as fotos de 15 anos atrás no perfil dele. Então tô esperando quem chegar no restaurante?
O cara de 15 anos atrás.
Aí eu olhei, eu falei, puta merda, tipo, não, fui totalmente enganada, era outra pessoa, o cara tava transformado. Aí eu olhei e falei, puta merda, não acredito que eu caí nesse golpe. Aí eu pensei comigo, bom, vou no mínimo fazer um amigo, né? Porque já começou mentindo, né, gente? Já não dá, né? Você começar mentindo com as fotografias. Aí eu falei, beleza. Aí ele sentou, já não fez meu tipo assim fisicamente, já tipo assim na porta do restaurante eu falei, não era o cara de 15 anos atrás, né?
Não era de hoje, né? Exatamente. Aí eu olhei e falei, putz, grilo. Beleza. Aí ele sentou, oi, tudo bem, não sei o quê, patati patatá, parari parará. E pedimos a comida, conversamos. E aí eu já queria ir logo embora, né? Já não tava feliz ali naquele negócio. Falei, meu, preciso ir embora. Aí beleza. Aí fiz lá, mandei mensagem lá para o cara que ia me buscar. Falei, olha, pode vir buscar que eu vou inventar uma história aqui, vou embora.
Aí falei para ele, olha, eu preciso ir embora, tal, surgiu imprevisto, não sei o quê, não sei o quê. Ele, mas você não vai nem me dar um beijo? Aí eu olhei para ele e falei assim, como assim te dar um beijo? Aí ele falou assim, achei que a gente fosse ficar assim desse jeito, bem diretamente assim. Eu falei, então, querido, é que acho que não rolou, né, assim o clima assim, né, acabei de conhecer Isso, eu juro por Deus. Aí eu falei, cara, não vou ter que pagar a conta do cara. 2 rodízios japonês, 4 cervejas.
Falei, beleza. Não é pelo valor, entendeu? Mas eu falei assim, cara, nunca vi esse cara na minha vida. Ele já botou umas fotos que não é dele. E aí ele falando assim, cara, isso aí. E ele insistindo que queria me dar um beijo, que queria me dar um beijo, queria me dar um beijo. Aí eu falei para ele assim, falei assim, querido, eu não vou te dar um beijo. Falei para ele, não vou te dar um beijo. Primeiro que eu acabei de conhecer, segundo que eu acho que não rolou o entrosamento, terceiro que você esqueceu sua carteira.
Tipo assim, que eu percebi que não, eu percebi que não foi de propósito ele querer, não esqueceu a carteira. Aí eu falei assim, eu vou no banheiro. Fui no banheiro, cheguei lá, dei uma volta assim por trás do restaurante, paguei metade da conta e fui embora.
Esse plot eu não tava esperando, esse plot twist eu não tava esperando.
Você foi esperto, hein? Sensacional! Eu só não pagaria a conta, eu só iria embora e deixaria ele lá.
Eu só paguei metade da conta porque eu fiquei com, assim, sabe assim, com o peso na consciência pelo restaurante. Sabe assim? Sim, mas eu fui lá, paguei metade da conta e fui embora. Tô eu lá na porta, o cidadão me mandando mensagem: onde você tá? Eu falei: tô em casa.
O cara não entendeu o que aconteceu até hoje. Se ele ouvisse o programa, talvez ele entenda o que tem acontecido.
Entender?
Acho que ele entendeu, né, meu? Ele: como assim você foi embora?
Eu falei assim: fui, fui embora. Ele, como que eu vou pagar a conta? Eu falei assim, como é que eu sei? Eu paguei minha parte, falei para ele, paguei metade da conta, fui embora. Aí ele, meu Deus do céu, o que que eu faço agora? Eu falei assim, não sei, querido, liga para um amigo, dá teus pulos, faz o que você quiser. Aí ele assim, e a gente vai poder se ver amanhã? Eu falei, cara, não acredito, ele não tá acreditando que ele ainda vai me ver amanhã, né?
O cara é um guerreiro, o cara é persistente, o cara é persistente, esse cara pegou. Não pode... Ó, tá vendo? Você não pode julgar o cara, ele tá lutando, pô.
Esse é persistente, mas essa história ainda é light. Eu tenho outra história que é melhor ainda, mas essa é muito antiga. Essa é da época da Snipe do Amor.
Ah, é, porque eu tenho essa fama da Flávia que a gente chamava ela de Snipe do Amor, Sniper do Amor, porque ela olhava pro cara que ela queria e acabou. E era... Resolvia o problema, tá?
E era aquilo.
E era aquilo. Ela é o fulaninho ali... 3 mesas pra frente, 4 cadeiras pro lado, ela me mirava e tá lá e resolvia o assunto.
Poderosa!
Opa!
Sniper, né?
Uma verdadeira sniper.
Exatamente! Esse apelido que me deu foi o Felipe que me deu esse apelido, inclusive. Mas assim, não sei onde foi parar esse poder, tá, meninas? Que isso desapareceu de um jeito. Acho que eu vou ficando velha, não sei o que aconteceu. Mas eu lembro que nessa época Eu tinha um namoradinho, era uma turma assim de amigos que vivia junto, e a gente foi para balada e ele tinha outra namorada. E aí a gente foi para balada, a gente ia sempre às mesmas baladinhas assim, né?
Pulou alguma coisa que eu não entendi. Como é que é?
Você tinha um namorado que tinha outra namorada, não sabia?
Ah, ok, tá bom. Não, não, tá bom, só queria ter certeza que foi isso mesmo que eu entendi aqui, que ficou confuso.
Aí eu cheguei com ele na baladinha e tal, aí a gente deu uma dispersada assim, né, porque era uma galerinha de amigos em comum. Aí do nada chegou uma menina que era essa namorada dele, que eu não sabia que era namorada dele, que era outra, né. E aí ele, muito cara de pau, ele pensou, e agora, o que eu vou fazer, né? Ele, oi fulana, tudo bem? Fulana, essa aqui é a fulana. Fulana, essa aqui é a ciclana. E virou as costas e deixou as duas conversando lá.
Só que ele não contava que eu ia ficar best friend da menina. A gente ficou conversando, a gente não se tocou, tá?
A gente não se tocou, tá?
A gente começou a conversar, conversar, conversar, a gente se deu super bem, a gente trocou o telefone e depois ele desapareceu.
A gente foi descobrir Esse cara foi trocar as calças porque ele se cagou na hora assim, desculpa.
Meu, e a gente combinando, não, amanhã vamos no shopping fazer não sei o quê, tipo assim, não sei o quê, vamos e vamos, menina, não sei o quê lá. Não é aí no dia seguinte a gente foi no shopping. Aí o que aconteceu? A gente se desencontrou na balada assim, eu e ela, e eu acho que daí ele ia para um canto, ficava comigo, depois ele me dava um perdido dentro do canto, ficava com ela. Ele conseguiu administrar as duas na balada a noite inteira sem se tocar. Que as duas eram, que ele tava com as duas.
Em que momento você percebeu? Que momento você percebeu e você falou assim, ok, esse cara tá sendo canalha aqui? Qual que é a hora?
No dia seguinte, quando eu encontrei com a menina que a gente foi no shopping.
Ah, porque na hora que você ficou amiga dela, você não sabia?
Não, ela não sabia que assim, ele não contava que as duas iam estar lá. Ele foi comigo e não contou que ela ia estar lá.
Menina, olha essa história, eu tô sentindo falta de um café e bolo aqui pra ouvir essas histórias.
Aí, o que que aconteceu? Eu acho que assim, ele teve um insight: ai, Adriana, essa Flávia, Flávia, essa Adriana. E saiu andando e largou as duas lá conversando. Eu acho que pensou: seja o que Deus quiser, né? E aí a gente ficou conversando, conversando, conversando, me dei mó bem com ela, ela virou uma das minhas melhores amigas, sou madrinha de casamento dela.
Hoje, inclusive. A força das mulheres é um negócio incrível, né?
É. E aí ele acho que falou, puta, elas não se tocaram. E aí ele ficou assim, como tinha um monte de amigos, a gente ficou lá todo mundo junto misturado. E ele não citou ela, tipo assim, eu não me toquei que ele namorava com ela e ela não se tocou que namorava comigo. No dia seguinte, como a gente se deu super besta, contando a Fernanda, tipo, amiga, a gente combinou de sair no dia seguinte, a gente ia no shopping fazer não sei o que lá.
No dia seguinte, no shopping, a gente conversando, que a gente se tocou, que tipo a gente namorava com o mesmo cara.
Eu queria muito ter visto a cara de vocês duas nessa hora.
E a gente, eu queria ter visto a cara dele, isso sim.
A cara dele eu imagino, ele ficou branco e se cagou e foi embora. Ele não conseguiu ficar com a cara de meio estranho.
Olha que legal, gente, o dia desfecho todo dessa história. Ela virou madrinha da menina, elas são besties, são amigas. E esse cara se ferrou, deve estar querendo enganar outras, né? Porque provavelmente ainda deve estar com o mesmo.
Não, esse aí já casou também, já traiu, já separou, já tá, né?
Ele virou, ele virou uma história ruim aqui, ele virou uma história de fofoca aqui no podcast. É isso que esse cara virou.
Ele continuou no perfil. E ela, tipo, fez um baita de um casamento, casou super bem. Fui madrinha dela, ela já é casada há 15 anos. É pra você ver, é uma história antiga, é uma coisa bem antiga isso aí, né. A gente tinha 20 anos, eu acho. Eu acho, nessa época. Mas olha, pra você ver como é que é, né. E é assim, já tive também um cidadão que me convidou pra sair, chegou lá na mesa do bar e falou assim: Flávia, o negócio é o seguinte, eu só quero te levar pra cama. Assim.
Meu Deus.
Aí eu olhei pra cara dele e eu falei: Você não pode dizer que ele não foi honesto.
Como é que é? Você não pode dizer que é combinado no celular, né?
Ele foi honesto.
Ah, mas é muita cara de pau, né?
Subestimar muito uma mulher. Ah, Michelle, mas pensa, ó. Você tá na mesma energia ali, você tá num momento... Acho que às vezes vale uma sinceridade, entendeu? Isso aqui pode ser muito assim depravado, pode, mas assim, minha mente de psicóloga é bem aberta assim. Acho que vale mais uma intenção sincera do que um cara falso assim que fica enrolando só para te pegar comendo.
Eu acho que ele podia já ter feito essa, ele não precisava ter me convidado para sair para fazer essa disposto, entendeu? Eu acho que ele poderia já ter mandado uma mensagem.
Isso, isso que eu ia falar, antecipar do assunto, né, as intenções.
Ah, pera aí, mas não foi isso?
Me convidou todo bonitinho para sair, veio, me buscou, sabe aquela coisa? Chegou, sentou, pediu um drink. Ele, ah, então, negócio é o seguinte, só quero, eu só quero te levar para cama.
Aí eu fiquei olhando assim, ah não, aí não, aí assim, aí é muito chulo, né? Que eu falo assim, ah, tá bom, então você vai comer um pedaço de carne ali, meu filho? Porque, né, tem que ter uma conversa, né? Tem que ter uma amaciada na carne, né? Tem que ter uma conversa.
Me paga a conta primeiro.
Vamos conversar, fazer um negócio inteligente.
Me paga umas flores, né? Pô, pelo amor de Deus, só um oi, né? Que sacanagem é essa, pô?
E assim, e o que era pior, ele ficava olhando no relógio o tempo todo. Ele ficava olhando no relógio o tempo todo. E aí você tava com o horário marcado, gente. É que eu tenho aula de yoga amanhã cedo. Aí eu falei assim, ah é? Mas aí antes disso, né? Aí ele, ah não, aí depois quando ele falou assim, então o negócio é o seguinte, só quero te levar pra cama. Eu, como é que é? Ele, é porque o que é combinado não sai caro. Eu falei, realmente, mas eu acho que você podia ter me briefado antes, né?
Eu vou te falar uma coisa, tem um puteiro aqui na esquina. Falei, lá você também pode combinar e pagar. Mais fácil, deveria ficar, foi embora.
Olha, tá certo, tá certo.
Esse cara tá de parabéns pelo idiota do ano aí, viu?
Provavelmente era um cara comprometido, devia ser um cara comprometido para ficar olhando.
Enfim, são vários indícios, né, que muitas vezes no começo de tudo a gente não se liga, né? Mas depois, com alguns anos práticas terríveis, né? Aí a gente vai perceber, falando, isso aí é.
Então, Dona Tamires, você tá aí toda bonitinha. Não, porque eu sou psicóloga, eu tenho a cabeça mais aberta. Me conta aí, conta aí, manda seu áudio. Não, agora, agora quero ver. Eu tava vendo esse papinho todo aí, senão, porque eu sou uma psicóloga, eu não me incomodo com essas coisas. Por favor, senhora, por favor, senhora, me conta aí, me conta do seu vizinho de prédio aí, senhora.
Mas vamos lá, é, agora ele é praticamente meu vizinho aqui, meu best, né? Enfim, mas graças a Deus eu não o vi mais. Inclusive, quando lançar aqui, quando a gente editar uma bonitinha aqui, a gente colocar no ar, vou jogar aqui no grupo do condomínio assim para fazer uma bagunça. Que maldade!
Não seja maldosa!
Olha aqui!
Thami, não seja tóxica, não seja tóxica.
Eu voto, eu voto pra ela ser tóxica antes que seja tóxico com ela. Eu tenho total...
Verdade, verdade. Nisso você tem razão.
Não dá, gente. Todo dia sai uma pessoa legal e sai uma pessoa otária. Que eu não seja otária, então, né? Não dá, que seja outro. Porque eu já fui bastante, já deu, né? Já deu pra mim. Mas vamos lá, acho que tem uma bem engraçada. Eu não sou muito fã de app também, porque... Acho que... ah, não sei. Chegar a essa idade, assim, né, as relações são mais do que simplesmente essa conexão. Eu nunca nem usei Tinder, pra vocês terem uma ideia.
Usei outros apps, porque eu sempre ouvi dizer que Tinder era exatamente pra isso. Papum, sabe assim? Que era... você entrou lá é que você queria transar. E aí, como nunca é, é um meio, sei lá. É um fim ou um meio, eu não sei. Mas tá dentro do pacote? Tá dentro do pacote. Mas pra mim nunca foi só isso. Porque conta, se conta muitas outras coisas, a conversa, enfim, né, é a conexão que você tem com a pessoa e tal. E eu tentei entrar em um aí que falaram, ó, esse aqui é mais legal, as pessoas são selecionadas e tal.
Aí entrei, comecei a falar com um cara que por muito depois do divórcio, assim, por muito tempo não tinha gostado assim tanto de um perfil que eu falei, putz, acho que é esse, hein, acho que agora Agora vai. E aí a gente começou a conversar, conversar dia e noite, dia e noite, aquele negócio assim, né? E eu super radiante, apaixonadinha pelo cara. Saímos algumas vezes e tal. E nessas saídas, idas e vindas, eu nunca fui pra casa do cara porque eu tenho aquele medo lá de ser morta, esquartejada e tal.
Normalmente, quando eu quero alguma coisa assim que eu falo, putz, é esse mesmo, vamos ver e tal, um pouco mais sério, eu tento trazer pro meu lado assim, né? Ou a gente vai pra um motel e tal. Quero na minha casa, porque eu fico pensando assim, se morrer, a gente morre na minha casa, no conforto do meu lar. Eu penso, tem uma câmera, minha mãe vai aparecer aqui, alguém vai me buscar e tal, vai me encontrar, vão me enterrar, vão, né, coisar minha cinta.
Você vai até o final da história, né? Você tipo assim, não, beleza, eu vou trazer aqui perto da minha casa, porque já aconteceu, já tá o final inteiro, né?
Então sua mãe— não, é essa, eu já penso num todo ali, fala, se der ruim, alguma coisa vai o que tá acontecendo. E aí, né, já tinha ficado com esse cara algumas vezes e muitas conversas, e o negócio assim, né, nossa, gente, é ele, é ele, sem dúvida nenhuma, tal. E aí, nisso que eu trouxe ele aqui, foi uma noite daquelas que eu falei, é ele, opa, agora é ele, então é isso aí. Bom, passou um dia, esse cara sumiu, não me chamou mais nada, que eu já fui tão perfeita, eu falei que é isso mesmo, esse tal de ghosting?
Ainda não sabia muito sobre isso, né? Nunca fui muito ligada com o que o pessoal fala. Falei, cara, é isso, tomei um ghosting, né? Mas não. Conversando com o cara, ele se afastou, não respondeu mais, demorou 3 dias, encontrei uma amiga, me incumbou, falou, pô, se você gostou muito, pergunta, né? Vê o que que tá acontecendo. Eu falei, não, não vou fazer isso não. Ela, faz. Aí tá, vou lá trouxa, né? Fui lá, perguntei, falei, pô, tá acontecendo alguma coisa, né?
A gente tava numa, né, num momento tão legal. E aí ele falou, ai, acho que não dá mais, né, pra gente ficar com isso assim. Ah, eu não sei, acho que eu não tô no momento, sou eu. E aquela toa que eu não tinha vivido ainda, eu já tinha ouvido muitas pessoas falarem e eu achava até que era tanto, assim, tipo zoeira assim que as pessoas falam, ah, não tô no meu momento, sou eu, a culpa sou eu e tal, esses jargões aí mais famosos.
Aí passou um tempo, eu fiquei arrasada, chateada. Aí no Ano Novo esse cara Eu mandei mensagem pra esse cara, né, falando, desejando um negócio. Porque a gente tava numa conexão assim... A minha conexão era com ele assim, né, maravilhosa. Aí eu mandei, desejei um monte de coisa boa. Falei, olha, quando você estiver aberto de novo, se você quiser tentar e tal. Aquele negócio, né, romântica no último, negócio. Ah, eu falei, gente, que lindo, né.
Quem sabe essa história... Passou um tempinho. Eu tenho duas crianças, né. E nesse dia eu chamei alguns amiguinhos deles pra fazer uma bagunça. E aí levei todos os meninos lá pra tomar sorvete. Quando eu tô saindo da porta do prédio, tá entrando o cara que se dizia quase um religioso, que não fazia isso, não fazia aquilo. O cara fumando, o cara tipo outro, outro. Eu falei, gente, não, não é possível. Eu vi o cara. E aí ficou aquele choque assim.
Ele abaixou a cabeça na hora, tipo fingiu de louco, abaixou a cabeça e seguiu. E eu com as crianças, não sabia se eu parava, se eu perguntava, fulano, tá Eu falei, cara, não acredito. A gente passou, beleza, respirei fundo, fui lá pegar esse sorvete já tremendo. Eu falei, meu, esse menino... Eu falei, não é... Não, eu falei, acho que eu tô doida. Voltei, chamei o porteiro, que porteiro é um negócio, né, já contou. Ele falou, ó, sabe o que que é?
Esse cara aqui, falou o nome dele lá, o fulano, vem sempre aqui e a gente desconfia que ele tá saindo com a fulana XY, que é casada. Eu falei, O quê? É ele? Aí eu falei, não, mas ó, não pensa besteira que às vezes também, o porteiro falando, às vezes também pode ser que ele seja amigo do marido, né? Mas engraçado que ele vem só quando o cara não tá aqui.
Eu gosto do porteiro assim, né? Não tô julgando, quem somos nós para julgar?
Ele joga ali aquela coisa assim, ó, ai, ele tá traindo, ó, mas não, talvez não seja isso, talvez seja Aí já criei, aí liguei para minha irmã, precisa ficar lá, não sei o quê. Então eu vi, não, mentira, era ele, era ele, falou o nome. Eu falei, não, não precisa ficar, tal, tal. Aí não satisfeita, numa festinha aqui do condomínio, eu falei com a Cyn, a gente, eu tava conversando com a Cyn, acho que a gente dando muita risada, falando que a pista tá salgada, ela me contando umas histórias super engraçadas, que inclusive ela seria maravilhosa para estar aqui que as dela assim pior, pior de ruim, gente, negócio triste.
Aí ela falando, calma.
Aí nessa conversa toda eu contei pra ela, ela falou, peraí que eu vou investigar. E foi lá, né, fez toda aquela investigação, gente. Olha, acho que é melhor nem divulgar isso no condomínio porque não vai ser legal, né? Vou achar que ela tá realmente olhando a vida dos moradores. Mas fez toda a investigação, passou um tempinho, um mês mais ou menos, um mês, um mês e meio, ela voltou, falou: Flotami, sabe o que que é? Esse cara, essa menina terminou com o marido.
Ó a história, esse cara tá morando aqui, e aí ele vem, né, morando ou vindo com mais frequência. Quando ele vem, ela não consegue parar o carro dele aqui, ela tira o dela para ele colocar o dele. O carro dele é o X, e você vê que às vezes ela quer achar uma vaga, ela pede aqui no grupo, uma vibe e tal. É isso. Então assim, resumindo, gente, esse cara muito provavelmente ou já tava de tereca com essa menina, né, ou ele, né, namorava com ela, não sei o que que era, mas ele veio para cá, ele ficou branco, né, deve ter assustado que vem no mesmo condomínio.
Afinal, a gente tava no barzinho e eu acabei trazendo ele. E aí, gente, no fim essa história toda, eu acho que ele deve ter pensado: como que eu consegui ficar com duas minas no mesmo condomínio, do mesmo lugar, e agora esse cara tem que entrar aqui? Deve morrer de medo, né, de me ver. Mas eu tenho uma carta guardada aí na manga que eu falei para o Cedes, que se um dia eu tiver bem louca, que eu não tenho nada a perder, né? A hora que a menina falar assim: quem tem maior coisa de garagem aqui?
Ai, pode usar a minha. E eu vou estar lá, vou falar assim: oi, tudo bem, querido? Aí eu falo: ai, sua irmã? Olha, nossa, ele vinha tanto aqui no prédio. Como que a gente se divertia tanto? Uma cara de louca assim. Vamos lá, filho da mãe.
Tem que dar uma esbugalhada no olho, tem que dar uma esbugalhada no olho, fazer aquela cara de maluca.
Tem que fazer isso não, porque não Não quero nada com esse cara e tal, né? Mas assim, olha a loucura, né? O tipo de cara que enfim a gente se envolve nesses aplicativos aí, que doideira! E esse foi um dos engraçados assim que aconteceram, né? Acho que mais para ele do que para mim, porque eu fiquei puta. Teve um muito engraçado que eu saí também. Dificilmente eu vou para casa de alguém, mas nesse dia já tinha saído muitas vezes com essa pessoa, conversado e tal.
E essa pessoa faz jantar, faz café da manhã, faz não sei o quê. E aí, nesse dia, a gente teve um pouco mais de intimidade. Aí eu tomei banho lá e tal. E ele falou assim, ah, pega aí no guarda-roupa o roupão. Aí eu fui lá e peguei o roupão, achei que era um roupão normal, né? Gente, o roupão era o roupão da Michelle. Tava escrito lá, Michelle.
Não era eu, tá, gente?
Não é Michelle, por favor, Michelle. Eu fiquei com um pouco de Bom, a gente não sabe, né?
Depois você me passa aí quem é o nome.
Pode até ser, né?
Vai saber, né? Aí, Michelle. Eu falei, será que? Eu falei, não sei. Eu falei, esse daqui branco, tipo assim, perguntando, esse aqui branco mesmo? É, eu falei, gente, não tá pedindo para eu colocar um negócio da Michelle, né? Aí eu falei, meu Deus amado. Aí fui lá e eu falei, ah não, acho que eu não quero não, tô com um pouco de calor, não quero. Ficar mais à vontade. Não, eu vou colocar aqui essa camiseta mesmo. Bom, não satisfeito, aí tava lá, né?
Ele falou, não, não vai ficar descalço, não vai ficar descalço. Foi lá, me pegou um chinelo da Michelle, gente, com um negocinho escrito Michelle, Michelle. Aí eu falei, não, gente, não é possível, Deus do céu! Aí eu falei, não, eu gosto de andar descalça.
Descansa.
Eu falei, adoro andar descalça. Aí eu falei, não, gente, não. E eu sabia que não era um término recente, era um negócio já de tempo, né, de um ano mais assim. Não era para estar lá com chinelo da Michelle, o roupão da minha, a não ser que a Michelle fazia visitas. Aí eu falei, gente, não é possível, não tô acreditando. Não bastando, né, tinha, abriu um negócio lá de uma escrivaninha pegar uma caneta, tinha lá, pra Deus ver, uma calcinha.
Provavelmente era de quem? Da Michelle, né? Eu falei, ai, meu Deus! Aí eu falei, gente, a coincidência parou pra esse dia. Eu falei, não, ó, sério. Aí eu falei, não dá mais pra mim, passo. E aí eu acho que eu tô igual a Flavinha, eu tô fora das pistas, né? Às vezes eu fico pensando que se é praga do meu ex-marido. Já pensei isso também, mas assim, de verdade, acho que não. Porque uma vez ele falou assim, você não vai encontrar ninguém. Falou assim, olha, não encontrando você, meu bem, já tá de bom tamanho.
Mas é uma alternativa. Você fala, não trombar com você de novo, tá bom já, né?
Já tá tudo ótimo. Mas talvez, né, ficou ali um, é talvez um sal grosso alguma coisa adiante nesse pior.
Um chá de arruda é bom para tirar isso aí, né?
Coisas assim, aí vale tudo. Mas esses foram alguns dos últimos assim mais recentes, né? O negócio da Michelle foi inacreditável mesmo. Esse inclusive eu dividi com a síndica e a gente virou melhores amigas, né? Ela contou vários causos dela, por isso que ela ficou tão empenhada em fazer investigação do meu possível vizinho.
Na hora que você divulgar esse programa, vai cair no grupo do condomínio, é certeza.
Eu não vou fazer questão de mandar assim, é só vou perguntar para síndica. Eu falo, posso autorizar aqui o seu nome? A gente faz umas edições aqui, faz uma, tira a parte da síndica, não sei, mas acho que vai ser bom.
Gente, mas como homem é cara de pau, né? Naturalmente, como nos como se não se fosse nada, né? Sim, sim.
Ah, pega aí esse roupão. Sim, é muito, eu de verdade assim, é muita falta de cuidado, de preparo com o outro, né? Tudo bem que homem tem uma outra cabeça, uma outra coisa, pô, mas um ano já separado, um negócio tão, sabe? Ele tava separado há um ano, há um ano, há um ano, um negócio lá da Michelle.
Não, não, não, não, não. Ele tava errado se fazia 15 dias, mas um ano ele tá muito mais errado.
Não, muito ruim.
E aí assim, não dá. Eu já briguei até com conversante, não rola assim. Eu que não lembro muito assim, mas eu conversei com uma amiga, ela falou, cara, você tá muito maluca, né? Porque o cara muito ignorante nesses, nesses apps assim. Acho que eu perguntei para ele, aí, você tá muito tempo solteiro? O cara me respondeu de uma forma muito grossa. Conversei, eu achei aquilo tipo inadmissível. Ele falou alguma coisa assim, nossa, não tinha nenhuma pergunta mais inteligente?
Ele respondeu uma coisa assim. Eu achei, sabe assim, aquilo para mim foi o fim. Aí eu comecei a falar um monte de coisa para o cara, sabe assim? Tipo, acho que eu despejei toda a minha raiva, tudo do mundo.
Eu tenho uma dessa de brigar com conversante aí, cara.
Ficou, a gente fez uma briga eterna. E o cara era um psicólogo também. Ó, povo ruim, né, gente? Povo um probleminha, né? Aí o cara era psicólogo também, ficou falando. Aí ele meteu umas técnicas no meio, eu falei, vai tomar o seu banho, sei lá. Já comecei só assim, já.
Olha, o palavrão tá liberado, tá, Têmis? Não precisa filtrar muito não, tá? O palavrão tá— é, não precisa, não tem necessidade nenhuma, tá?
Mas sério, gente, aí tudo bem, a gente pode ter um pouco mais de criatividade, sei lá, mas você tá às vezes num dia corrido, você perguntou, isso é jeito de alguém te responder? Aí isso pra mim foi inadmissível. E aí eu Bravei lá com o cara, uma série de conversa, e falei um monte. E aí o cara ficou me xingando, a gente ficou, e minha amiga falou, não acredito que você tá falando com esse cara. Eu falei, tô, tô, a gente tá brigando aí.
Deixa eu contar essa rápida aqui para vocês, para vocês verem que não é só vocês não, porque essa você me fez lembrar dessa história. Faz uns, vai ter uns bons anos já isso. Eu saí com a moça tal, foi simpática, foi legal, mas não rolou assim, sabe? Eu não curti e tal, não sei o quê. Beleza, mas puta, Levei ela até na casa dela, deixei ela lá e tudo. Depois, né, conversei com a moça, tudo. Passou uns 2 dias, a gente conversou ainda um pouco.
Aí eu falei, falei, pô, cara, não rolou tal, não foi legal pra mim não, acho que não vai dar pra gente seguir. Depois que eu falei isso, ela ficou discutindo comigo mais quase 1 hora. Aí eu falei, moça, por que você tá discutindo? Chegou uma hora que eu perguntei, eu falei, por que você tá discutindo comigo? Porque, pô, nem começou e já vai terminar. Eu falei, moça, Não rolou, eu só não tô a fim. É, eu tipo, sabe, eu não quis dar o ghost, eu não quis fazer nada, cara.
Ela ficou uma hora me xingando, xingando não, mas ficou ali argumentando, procurando e não sei o quê. Eu falei, mas moça, eu já falei que eu não tô a fim. E eu vou, eu não, não, e pera aí, deixa eu só confessar essa parte. Eu já confessei isso no outro programa uma vez, mas vou contar isso para vocês, que eu tomei um fora de uma moça. A gente tinha saído por um mês assim, Gente, saiu bastante gente boníssima. Quando ela não quis mais, ela me mandou uma mensagem, mas tão educada, tão gentil, que eu salvei essa mensagem. Eu falei, eu vou usar ela quando eu precisar de novo.
Ah, que fofura!
É, mas realmente eu gostei, achei ela de uma educação, de uma gentileza. Beleza, foi super tranquila. Não gostou? Ninguém é obrigado a nada. Beleza, segue suas coisas aí, tá tudo certo. Mas eu salvei essa mensagem. Aí eu salvei, eu usei essa mensagem. Porque eu falei, eu sou meio besta, eu vou escrever alguma idiotice? É melhor eu me apoiar nesse texto, que pelo menos eu sei que não vai sair nada tão absurdo. Me rendeu uma hora e pouco de DR ainda com a mina que eu sei uma vez só.
Eu falei, ah não, velho, porra, eu devia ter bloqueado, eu devia ter feito outra coisa.
Era talvez isso que a pessoa quisesse, né? Mas que necessariamente é bom para você não é bom para o outro, né? A gente tem um pouco esse olhar, né? Puts, foi tão legal isso, eu gostaria disso. Mas o outro às vezes não quer isso, né? Tem aquela história lá que o cara, de um casamento, né, o cara reparte o pão, aí ele fica com a parte de cima do pão, que é bem crocante, e ele dá pra mulher a parte de baixo. E ele dá a parte de baixo pra mulher porque ele acha mais fofinha e é o que ele mais gosta.
Ele acaba ficando com a dura, que é a crocante, porque ele acha que aquela não é boa. E aí, numa discussão depois de muitos anos, eles terminam, e aí um fala pro outro: né? Ela falou, e você sempre me deu aquele pão murcho debaixo. Aí ele falou assim, mas eu sempre amei aquele pão, eu dei sempre a melhor parte. Ela falou, não, a melhor parte para mim é crocante e tal.
Então é isso, às vezes a gente acha que é bom, foi bem essa situação. Eu todo empolgado assim que eu falei, nossa, eu vou mandar mensagem educada, você é um cara de— não, não adiantou nada. Eu falei, ok, beleza.
É isso. Mas antes da Mi falar aqui, que eu acho que ela vai entrar, queria te falar uma coisa legal que você trouxe, né, dessa transparência. As pessoas não estão acostumadas a tratar relacionamentos assim. Eu vou dar um exemplo: eu saí com um cara que eu super gostei. A princípio eu não queria sair, saí com ele porque assim ele foi me conquistando aos poucos e tal, e ele me surpreendeu em tudo assim, porque não era um cara que eu imaginava que fosse tão legal tudo, e foi excelente.
E ele pegou e eu percebi que ele não tava tão afim, eu tava no mesmo esquema, né? E aí teve um certo momento que eu dei um xeque-mate para ele assim, falei alguma coisa assim, ah, mas a gente não se vê, né? Tipo, para a gente tentar se ver. Ele simplesmente, de vez ele falou assim, ó, a gente não vai se ver mais porque eu já engatei com uma outra pessoa ou tal, porque ele já tinha engatado, eu fui saber depois. Ele só ficou segurando ali, sabe?
Aí eu falei, cara, por que ele não falou depois que eu descobri que ele tava com a pessoa, né? Pô, por que ele não falou assim, ô linda, sabe o que que é? Realmente, né, agora a gente não vai, eu tô tentando namorar, ou eu tô aqui com outra. Porque a gente não tinha nada sério, né? Ia ser tão legal, eu ia admirá-lo mais, eu ia passar a achar ele, sabe, mais legal. As pessoas não estão acostumadas a fazer essa troca, por isso que tem muito isso do ghost.
As pessoas não têm maturidade, nem querem, porque assim, não veem valor em você. Aí fala, ah, eu não vou ficar discutindo, não vou falar. Aí a gente quer ser legalzão, igual você quis ser uma pessoa legal, gentil, leva aí uma hora de conversa também, porque a outra pessoa não tem maturidade de falar, tá bom, ok, que pena, eu gostei de você, mas obrigada, next, né, próximo. Ou vem é o próximo.
É porque a gente vive na sociedade do próximo, né? O negócio do aplicativo é isso, não deu esse, é para o seguinte.
É isso aí, é isso, né? Mas vai lá, é isso.
É assim, só complementando, né? Eu acho que as pessoas não têm essa transparência. Elas hoje, elas não têm uma coragem de chegar e ser transparente com o outro, né? De encontrar uma melhor forma de falar, explicar para o outro Por que que ela não quer prosseguir naquele relacionamento, né? Eu passei por uma situação bem parecida com essa do Fê. Eu me relacionei com uma pessoa durante um mês, né? Com um homem durante um mês. E eu falei homem, gente, porque uma vez eu falei pro Felipe, pro Sedes, falei, Sedes, eu tô conhecendo uma pessoa. Ele falou, Mi, é um homem ou uma mulher?
Eu falei, não, é um homem.
Você falou uma pessoa? Eu gosto de homem, eu me relaciono com homem. Foi por isso que eu enfatizei homem.
Não, eu ia sacanear a Thamis, tá? Que a Thamis também falou umas duas vezes uma pessoa. Eu falei, ué, o que que foi, Thamis, que eu não tô sabendo? Depois ela falou, não, o cara. Eu falei, ah, beleza, não adianta sacanear agora. Mas eu lembrei dessa história mesmo.
Sim, sim.
Então eu me relacionei com um cara durante um mês, e aí eu vi que não ia dar. Na verdade, assim, na primeira semana, no primeiro final de semana que nós passamos juntos, eu já vi que não ia dar match, não ia dar. Eu que eu não ia conseguir seguir naquele relacionamento, né? Era um cara muito machista, mas muito de verdade, tá? Então era um cara de extrema-direita, bolsonarista ao máximo. Então eu já vi ali no primeiro final de semana que não ia dar certo, né?
Mas eu falei, cara, eu tô sozinha, o cara tá sozinho, eu vou tentar, eu vou tentar. Enfim, passou um mês, eu falei, realmente não dá, cara, assim, não tem como prosseguir nesse relacionamento. E aí eu liguei para o cara, ele— conversei com o cara, falei para ele, ah, era uma sexta-feira, eu falei assim, eu vou para sua casa, né, para a gente conversar. E eu já ia para terminar. E o que que eu queria fazer? Eu queria ser transparente, olhar olho no olho do cara e explicar por que que eu não ia seguir naquele relacionamento.
Claro, encontrar as melhores palavras, não falar porque ele era machista tal, mas é explicar porque eu não queria, para mim não dava aquele relacionamento. Então eu falei para ele, ele falou, é, você quer vir aqui em casa para terminar comigo? Enfim, ele começou a criar uma confusão que eu não consegui ser transparente, olhar olho no olho e fazer aquele término como eu gostaria de fazer, entendeu? Sim, eu queria assim, sabe quando você tem uma, tenta ter uma consideração por pouco tempo que você viveu, mas ter uma consideração pela pessoa para não deixar desconfortável?
É o que eu queria fazer naquele momento, mas que infelizmente não foi possível, porque logo que eu falei que eu ia para casa dele para a gente conversar, ele já começou a falar um monte de coisa para mim. Que você não é mulher de falar agora na minha cara, que não sei o quê. Eu falei, gente, como assim? Juro, como assim não sou mulher? O que que você tá falando? Enfim, aí eu tive que terminar ali na hora, na conversa, né, por telefone mesmo.
E falar, olha, não dá por isso, isso e isso. Tentei assim amenizar um pouco, né, o motivo pelo qual eu tava terminando, não falar tudo que eu gostaria de falar, até para não magoar, né, de fato a pessoa. Mas por mais que ele tenha ali, achei que foi desrespeitoso de falar, você não é mulher de vir falar comigo, de aparecer aqui e falar que não sei o quê. Eu falei, não, tava tentando marcar com você para eu ir na sua casa e explicar porque eu não quero.
Mas enfim, esse foi um dos pontos aí que gerou muito estresse, que eu queria ser transparente na hora do término e que não foi possível, né? Mas contando minhas histórias aí, eu não sou adepta também, tá, pessoal, a app de relacionamento. Eu não, eu já baixei o Tinder, vocês muito preconceituosos com aplicativo. Depois, é, não, eu não gosto, eu sinceramente Achei você muito empática, viu?
Maravilhosa, fina. Mas olha, não é qualquer mulher que faria isso não, porque já não é mulher. Eu já, olha, já esqueci o meu CRP, entendeu? Já falou, essa, essa aqui eu não quero ter, eu quero terminar porque você é louca.
Aquele papinho, aquele papinho que a gente tinha na gravação ali no começo de, ah não, que eu sou psicóloga, que eu tenho a cabeça, não dá, né?
Não dá.
Não, você tá certa, tá?
Aqui a gente tá falando como pessoa física também.
Mas a Mi, eu trabalhei com a Mi muito tempo.
A Mi é muito gentil, muito gentil, muita inteligência emocional aí, hein, Michele?
É assim, eu tenho, eu tô tentando evoluir, tá, pessoal? Eu venho numa busca de evolução aí, é verdade. E você acredita que esse cara me procurou depois, gente? Esse cara me procurou, eu tava correndo aqui na avenida que onde eu moro, né, enfim, aos finais de semana pelo menos. E ele passou de carro e me viu correndo, voltou com o carro. A gente pode conversar? Eu falei sim, a gente pode conversar. Ele é, mas não tem chance de voltar, que não sei o quê.
Eu falei não, não tem chance, enfim. Mas aí terminamos ali, né, o papo rapidamente. Ele, ah, tá bom também, não quero atrapalhar seu treino, que não sei o quê, enfim. E cada um seguiu seu rumo, né, para finalizar essa história. Mas voltando aí nos apps, eu não sou adepta de app, tá, pessoal. Já baixei o Tinder, já baixei umas 3 vezes o Tinder, e aí quando começa a interagir, aí eu vejo que tem que conversar com a pessoa ali por mensagem, aí para mim já não rola, não rola.
Então para mim o app não faz muito sentido, tá. E aí quando o Fê me convidou para participar desse podcast. Eu falei, caramba, por que que você pensou em mim, né? Mas depois ele me falou, não, porque você tá solteira, que não sei o quê. Eu falei, tá bom então. E aí eu fiquei buscando na minha mente ali, né, fui buscar na minha memória quais dates que tinham sido ruins, né? Eu falei, caramba, deixa eu buscar aqui quais dates foram ruins.
E não porque eu só tive date bom, não, não é isso. É porque dificilmente eu tenho um date, para ser bem transparente aqui com vocês. Eu sou uma pessoa assim Eu prefiro ficar em casa do que arriscar, tá? Essa é a verdade. Prefiro, é, eu prefiro ficar em casa do que arriscar. E esse ponto que vocês falaram de estar fora das pistas, eu também. E eu já tinha colocado isso para mim há um tempo atrás, há um bom tempo atrás, tá? Pelo menos há uns 2 anos atrás eu falei assim, bom, eu vou ficar fora das pistas, eu não tenho intenção mais de arrumar ninguém, vou morrer sozinha.
Mas nesse meio tempo eu encontrei sim uma pessoa legal, tá? Apesar de não tá mais com ela, eu acabei encontrando uma pessoa legal. Mas voltando aí nos dates ruins, né? Então fui buscar na memória aqui, teve um que eu, na verdade, assim, eu tive mais uns 2 encontros com a pessoa, né? E aí eu chamei uma turma lá para o apartamento, lá para minha casa. Foi uma turma grande, essa pessoa também foi, né? E a gente começou a jogar baralho em casa, né, se divertindo tudo.
Deu umas 3 da manhã, alguém falou assim, ah, tô com vontade de comer tal coisa, né? E aí todo mundo topou. Eu falei, pô, pessoal, tem uma padaria aqui perto de casa e isso aí que você quer comer vai ter, tá? Todo mundo topou, todo mundo foi para padaria na madrugada e cada um foi pedindo o seu, inclusive esse mocinho que tava comigo. Cada um foi pedindo as coisas ali que queria comer. Enfim, todo mundo comeu, chegou na hora de pagar, todo mundo foi pagando, tá?
E esse cara ficou por último para pagar, esse mocinho aí que tava comigo. E aí todo mundo do lado de fora da padaria, e passa um minuto, nada do cara. Passa 2 minutos, nada do cara. Passa 3 minutos, nada do cara. Eu falei, cara, e aí? Eu vou entrar lá na padaria para ver que tá acontecendo, né? Enfim, o cara simplesmente não tinha dinheiro para pagar. Em nenhum momento ele falou, ele nenhum momento ele manifestou aquilo, porque eu sou o tipo de pessoa que assim, se você me convidar para sair e eu não ter, não tô zerada, não dá para sair.
Eu vou ser a primeira a levantar a mão e falar, ó, tô sem grana, não dá para eu ir, vão vocês e eu fico aqui. Em nenhum momento Esse cara fez isso e chegou na padaria e foi pedindo, foi, entendeu? Como se ele tivesse a grana. E chegou num dado momento ali de pagar, o cara não saiu da padaria, não pagou. Eu falei, o que que aconteceu? Ele falou assim, é, meu cartão não tá passando, meu cartão não tá passando.
É assim, eu até entendo. Esse mesmo cara saiu com a Flávia, foi, foi o do restaurante.
Eu falei, cara, se o cara não tinha para pagar, por que que ele não avisou antes, né? Por que que ele não se manifestou? Enfim, eu tive que pagar ali, eu acabei pagando, né, o consumo do cara na padaria, e foi isso, passou. O que eu vejo, pessoal, é que assim, existem, infelizmente hoje tem cara interesseiro, né, que sai com a mulher já contando que ela vai pagar, tá? Eu acredito nisso. Por quê? Porque eu já passei por situações, por exemplo, do cara falar assim, recentemente agora, tá, pouquíssimo tempo, há pouquíssimos dias, um cara me chamou no Instagram e falou assim, ah, vamos se ver, vamos.
E assim, eu já tava de olho no cara, eu falei assim, ah, vamos, né, vamos se ver sim, sem problemas. Já tava de olho no cara. Aí chegou um dia antes Aí ele: onde você vai me levar? Essa foi a pergunta dele. Aí eu falei, porque para mim o cara tem que ter atitude, ele já tem que saber onde vai me levar, como vai fazer. Aí ele: onde você vai me levar? Aí eu já fiquei com o pé meio atrás. Aí eu falei assim: onde eu vou te levar? Eu falei assim: mas eu achei que você já tivesse planejado alguma coisa. Ele falou assim: vinho, vinho e queijo na sua casa. Eu falei, juro, gente.
Aí eu falei, não, não, eu já li vários relatos desse, você vai pela internet aí, você vai lendo. Eu nunca tinha, nunca tinha sido alguém próximo que aconteceu uma dessa.
O cara, sério, já teve?
Sim, ele falou assim, ele falou vinho e queijo na sua casa. Eu falei não, eu comecei tipo, dei gargalhadas. Eu falei não, não, eu nunca tinha saído com um cara assim, nunca tinha Só conversado ali no Instagram e o cara já quer vir na minha casa com vinho e queijo. Daí ele tá pensando o quê? Que é assim?
Mas qual que é o problema? Não pega nada.
Nunca viu na vida, Cedes? Pelo amor de Deus, não tem como.
Cara de pau, velho.
Muito, muito, muito. E aí tem uns que assim, que são coisas sutis, que, mas que para mim conta bastante, tá? Por exemplo, uma vez eu fui num date com o cara, ok, conversando no bar. Fui num bar também, marquei num bar. Eu sou, acho que foi a Tâmis que falou dela marcar num lugar que seja seguro para ela, né? Então eu marquei num bar que era seguro ali, uma região que eu conhecia tudo, né, até próximo à casa de parentes meus. E aí tá bom, aí cheguei no bar, não tinha lugar para estacionar próximo ao bar e não tinha o valet.
Então eu parei numa rua, estacionei numa rua atrás do bar, e esse cara, como ele chegou mais cedo, ele conseguiu estacionar o carro bem quase em frente ao bar. E aí tá, a gente conversou tudo, demos risada, não foi um papo que assim que me atraiu, né, para realmente seguir um algo mais com ele. Mas aí o que eu falo da coisa sutil, por exemplo, Quando a gente saiu do bar, ele já foi andando na minha frente. Geralmente um homem que é homem de verdade, né, o que que ele faz?
Ele deixa a mulher seguir na frente dele, né, ele vai cuidando, né, ele cuida daquela mulher. E esse cara não, simplesmente ele foi andando na frente e me deixou para trás na hora de sair do bar. E aí tá, beleza, foi o primeiro ponto que me chamou atenção assim, que eu falei, bom, tá definido aqui que eu não ficarei com esse cara. Aí tá, aí quando ele chegou próximo ao carro dele, que tava quase em frente ao bar, ele queria me beijar.
E aí eu falei não. E aí é, um homem também acompanharia uma mulher até o carro dela à noite, escuro, né, uma atitude de homem mesmo acompanharia essa mulher até o bar. E esse cara não fez isso, esse cara simplesmente parou no carro dele, queria que eu ficasse com ele próximo próximo ali do carro dele, né, em frente ao carro dele, e não me acompanhou em nenhum momento até o meu carro. Então eu acho que esse tipo de atitude também, por mais que ela seja sutil e por mais que eu pudesse falar para ele essas coisas, né, se eu quisesse dar continuidade ali naquele, investir naquele relacionamento, né, eu poderia dar esses toques para o cara e esse cara mudar.
Como eu vi que já para mim não ia dar, tanto da conversa dele que nós tivemos durante o bar e até dessas duas atitudes, para mim eu já decretei que não dava. Então são coisas sutis que os homens fazem, que às vezes para eles são coisas normais assim do dia a dia, mas que afastam uma mulher dele, né? Enfim, ele acaba afastando uma mulher, uma mulher que pode ser legal, mas ele acaba afastando por coisas é bem, bem rasas, entendeu?
Não sei se fácil dele tentar, assim, uma atitude boa que ele podia ter tido com você, ele não teve. Se ele não tem essa atitude no primeiro encontro, não é o comportamento dele, né? Então acho que você tem razão, você tem razão.
Sim, sim. Então para mim teve um, teve uma outra situação. Nossa, essa eu tenho, olha, eu vou falar aqui, mas dá até vergonha de falar.
Vai falar se arrependendo, né? Eu já percebi.
Vou falar me arrependendo, exatamente. Uma vez eu fui com uma amiga, era um domingo, ela falou, ah, vamos na Vila Madalena, que não sei o quê. Eu falei, ah, vamos. E eu não sei, eu acho que eu tinha parado meu carro para revisão, tava sem carro, enfim. Ela falou, passo aí, te pego. Eu falei, beleza, vamos. Passou em casa, me pegou tudo, chegamos na Vila Madalena num bar, curtimos o bar, encontrei um cara de infância, né? Falei, puxa, que legal, né?
O cara de infância, putz, que legal, meu! Fiquei tava empolgada, entendeu, com o cara. Aí tá, aí comecei a conversar com o cara, o papo vai, papo vem. Aí deu um certo horário, aí minha amiga: ah, vamos embora. Falei: vamos, vamos embora. Aí ele: eu te levo em casa. Eu falei: não, não precisa, eu tô com a minha amiga aqui, eu vou embora com ela. Eu vim com ela e vou embora com ela. Ele: não, não, deixa eu te levar em casa, que não sei o quê.
Eu falei: não, beleza então, tá bom. Falei, bom, pelo menos assim, eu gostei de ter reencontrado a pessoa, vamos lá. Gente, chegou na porta do meu condomínio, na porta, esse cara dentro do carro começou a me beijar. Beleza, foi, seguimos. De repente ele começou a tirar a roupa. Eu não acreditei, gente. Até hoje eu falo, meu Deus, sério, até hoje eu lembro da cena e falo, eu não acredito que eu passei por essa situação vexatória. O cara começou a tirar roupa, gente, ficar pelado dentro.
Eu não acreditei.
Eu falei, não, não é possível que eu tô passando por essa situação. Eu falei, meu, o que que você tá fazendo? Você tá louco? Você tem problema? Daí eu já comecei a discutir, já abri a porta do carro, já saí do carro. Eu falei, mano, meu, nunca mais me procura, mas nunca mais, entendeu? Deletei o cara do Instagram. Falei, não, né? Que eu tinha o Instagram dele até então, mas nunca tinha reencontrado com ele. Então enfim, assim, olha que atitude.
Achei que você foi um pouco radical.
Ah não, gente do céu, que horror, velho!
Quando eu penso nisso, eu falo, gente, como que uma pessoa é tão sem noção assim? Como? Não entendo, não entendo os homens, sério. Mas assim, gente, tem, tem, a gente tá falando de dates ruins, né, de homens aí que tem atitudes, né, de moleques, né, vamos dizer assim. Mas tem gente legal por aí, tá difícil de encontrar, é difícil, mas eu já passei por date bom também, tá, date assim que para mim marcou bastante, né, ficou na minha memória como algo bem legal.
Mas infelizmente não deu certo, acabou não dando certo. Mas acho que a grande maioria hoje infelizmente são os dates ruins, né?
Porque eu acho que quem assim, agora deixa eu, não vou defender ninguém não, porque eu acho que não tem como defender esses casos aí, pelo amor de Deus. Não tem, não tenho, eu não tenho coragem de expressar qualquer opinião que defenda minimamente essas situações. Mas eu queria só compartilhar com vocês duas coisas. Primeiro, eu sempre usei assim, desde que eu fiquei, desde que eu me terminei meu casamento em 2017, 2016. Aí eu, a primeira vez que eu usei o Tinder, e aí eu quero contar primeiro, primeiro date que eu tive no Tinder da primeira vez, que acho que era para eu nunca mais ter usado o aplicativo.
Conheci a moça muito simpática, educada, conversou comigo e parará, vamos lá, sim, conversamos um dia, no outro dia a gente saiu. Marcamos num japonês lá na Vila Madalena, fui e tal, não sei o quê, gente boníssima e tal. No meio do jantar, a gente conversando e tal, papo indo, papo indo e tal, ela começa a chorar porque ela fala assim, ah, eu tô cansada de chegar em casa e tá sozinha, eu queria chegar em casa e ter alguém para conversar.
E ela começa a chorar. Eu falei, eu faço o quê agora? Eu falei, eu faço o quê nessa situação? Aí ela meio que parou um pouco de chorar e a gente mudou o assunto. Aí eu fui falando, eu falei, não, beleza, ok e tal, vamos terminar esse assunto. Aí a gente tava, os dois estavam sem carros, tava os dois sem carro, a gente pegou um Uber, foi até o metrô, eu acompanhei ela. Aí ela ia fazer uma outra baldeação, rolê de fodido, né? A gente tava os dois sem grana, mas beleza, a gente já tinha se beijado e tal.
Aí a gente entrou no metrô, essa cidadã No metrô, a gente conversando um pouquinho ali, esperando chegar na estação dela ali e tal. Ah, porque você podia cortar um pouco essa barba, né, que essa sua barba comprida é muito feia. Aí eu falei, ok, vamos lá, segura, segura que já tá chegando. Eu falo assim, tá chegando a estação, vamos lá. Aí passa mais um pouquinho assim, eu tô falando, essa conversa durou 3 estações de metrô, tá?
Todo mundo aqui sabe a velocidade que isso vai, então é rápido essa conversa. Ah, porque, putz, você podia usar umas calças um pouco mais justas, ia ficar melhor para você. Aí eu, tá, beleza, falta só mais uma. Aí ela solta, ah, porque se você perdesse uns 10 kg também ia ficar muito melhor, né? Aí eu falei, sério, gente, sério? Eu olhava para cima assim, eu falei, nossa, é para não arrumar. Eu falei, foi praga da ex, é para eu aprender, é para eu saber que a vida não é essa mariola.
O que tá acontecendo comigo aqui? Aí eu, beleza, acompanhei ela até a baldeação lá que ela tinha que fazer e tal, não sei o quê, e voltei para casa. Aí ela começou a mandar mensagem assim, nossa, eu já tô com saudade, já quero te ver e tal. E eu realmente naquela hora eu não sabia o que fazer. Aí eu nunca passei pela situação, né, era a primeira vez que eu tava no aplicativo. Eu falei, cara, o que que eu faço? Eu mando essa mulher para o inferno, bloqueio, desligo e tal?
Aí eu voltei para casa sem muito saber o que, como lidar com aquilo, porque eu falei, puta, eu tive dois relacionamentos, não era, não usava aplicativo, nunca tive essa situação. Falei, caramba, o que que eu faço, né? Aí eu meio que, ó, beleza, vamos ver se a gente se vê outra hora. Comecei a dar uma conversada nela, né? Aí ela começou a apertar tanto, eu falei, ó, moça, obrigado, mas não deu, valeu, obrigado, ó, não vamos sair mais não, tal, não sei o quê.
Aí ela começou a falar que nem não sei o quê, eu bloqueei. Falei, ah, vou bloquear, vou bloquear aqui no WhatsApp. Beleza. Ela me mandou um SMS, ela mandou um SMS, porra, você me bloqueou! Eu achei que pelo menos a gente podia ser amigo e não sei o quê. Eu falei, mano, eu já tinha dado, eu já tinha falado, não quero mais sair com você. Eu já tinha dado essa frase, eu já tinha dado esse contexto. E ela pegou, mandou um SMS para mim ainda. Então assim, tem gente doida em tudo quanto é lado.
E a nossa percepção, ela com certeza vai ser diferente do outro, porque o outro tem uma outra história, uma outra vivência, uma outra crença, outros valores. Por mais parecido que nós sejamos, né, como pessoas, a gente vai interpretar uma situação de forma diferente. Eu li uma frase esses dias que fala assim, né, eu até acho que repostei, fala: quando os outros nos olham Eles nunca o fazem pela primeira vez, eles nos olham através da própria história de vida.
E assim a gente faz com o outro também. Então quando a gente olha para o outro, a gente não olha o outro, né, como o outro é. A gente olha o outro a partir da nossa história, da nossa vivência. Então as nossas interpretações são nossas.
Às vezes o outro não quer dizer nada a ver, né?
Não tem fim, não tem. Ó, agora você me deixou.
Vocês viram porque eu trago a psicóloga?
A Tami está coberta de razão. Assim, eu concordo com vocês, eu sou muito a favor do desfecho, eu sempre vou procurar um desfecho, né? Até quando algo foi bom e assim foi super legal, eu não queria o término, né, com essa pessoa, Enfim, senti muito, mas como já tinha terminado e a gente tentou uma volta, e aí de repente ele parou de falar. E vocês têm razão, pode ter sido até uma atitude minha que eu não reconheci que fez com que ele não conversasse mais comigo, né?
Só que aí naquele momento eu falei, cara, eu vou respeitar porque ele já terminou comigo, sei lá, 3 semanas atrás. Então talvez ele de fato ele não queira, então vou respeitar essa decisão dele. E talvez também eu tenha tido a atitude errada, deveria ter procurado e ter dado um desfecho para aquilo, enfim, um desfecho para algo que eu não queria que se desfechasse, né? Esse é o problema.
Aí você tá vendo, você contou um negócio aqui para a gente que talvez não, né, ele já tinha terminado antes com você, então assim, aí a gente tentou a volta talvez aquilo já tivesse meio bagunçado e você também fez a sua interpretação para se preservar. Então não existe certo ou errado, né? O que existe, né, é talvez ali de errado, você deu um exemplo legal, né? Mas assim, durante o meu casamento todo, eu por muitas vezes fui a pessoa que fiquei insistindo na— de vez a pessoa queria ir e falava assim, vou embora.
De vez eu abri a porta falar, tudo bem, vai embora. Eu falava, não, fique aqui, né? Pegava uma corrente, queria prender ainda. Só que a pessoa tá falando, eu quero ir embora. E aí você, não, vamos tentar. Aí no fim, gente, pode demorar o tempo que for, aquilo vai, vai embora se não é para ter, se não é para ser seu, se não é. Então assim, é isso. Talvez você evitou aí de repente 5 anos de uma jornada, né? Pensa assim agora, Agora já foi, você fala, bom, menos mal, já foi.
Pelo menos não tô assim quando tive que terminar depois um monte de coisa. E é isso.
Sim, mesmo porque eu já passei por um relacionamento longo muito difícil, tá muito difícil mesmo, e também insisti bastante, né? Enfim, e que não vale a pena. É um, falam, ah, mas você é um aprendizado, né? Experiência. Eu não sei o que eu faço com tanta experiência, mas vou fazer Eu vou trocar em ponto. Não sei o que eu vou fazer com essa experiência.
Eu troco por livelo essa experiência.
Eu tô num nível que eu queria ser ignorante de fazer.
Teve uma grande amiga minha que eu tava passando uma barra, que eu tava desempregado e tudo, não sei o quê. Daí ela falou, não, você vai ver, você vai sair dessa mais forte. Eu falei, eu vou sair o He-Man dessa situação, porque não é possível. Aí ela começou a rir, eu falei, mano, tá tudo dando errado, tá tudo descacetando ao mesmo tempo. Ah não, você vai sair mais forte. Eu falei: não, eu vou levantar uma espada na frente do castelo, é isso que eu vou acontecer. Você tá aí, Flavinha? Você tá aí? Ah, tá bom, pronto.
Então tá bom, né? A gente fala muito.
Ainda bem que ela abriu, ainda bem que ela começou.
Eu tava aqui me identificando com cada detalhe do que vocês estavam falando.
É, pois é.
Deixa eu só compartilhar aqui com as meninas. Meninas, vocês também acham que os homens Eles se tornaram princesos. Os caras pedem presente, os caras querem que você vá buscar em casa, os caras querem que você pague.
Exato, exato.
Não é verdade? Meu lugar de fala aqui, eu tô no meu lugar de fala. Eu quero ser tratado como princesa, que eu sou.
Gente, não, gente, não.
Isso sim, você não é princeso, você é príncipe.
Eu não sei o que que deu de ruim, gente, nessa geração. Porque assim, são os mais novos, são os mucilons que dizem aí, são os mais velhos, é tudo, todos os homens estão assim. Eu não sei o que que houve, que água foi essa que esses caras beberam, entendeu?
Eu vou, eu conto essa daqui.
Tá triste, tá triste, Sérgio.
Não, mas tem, nós temos um pouco de culpa nisso, pessoal.
Infelizmente. E aí eu digo, eu sou mãe de dois meninos, né? Eu faço as crianças, um tem 5, outro tem 7. Eu desço do mercado, cada um tem que levar sacola. Eu falo, não vou levar essa sacola sozinha não, podem vir aqui pegar. Não, vão vocês, ó, o prato tá ali, vai na pia. Eu sou carinhosa, amo, beijo, mas eu faço questão de ensinar que eles têm papel e eles precisam ser homem.
Minha visão, tá? Minha visão desses princesos todos, brincadeiras à parte... Às vezes eu brinco com a Érika, ela fala, tá bom, princesa, eu te busco, né. Outro dia, meu carro tava no mecânico. Mas pô, a gente já tá namorando, já estamos um monte de tempo juntos e tal. Aí vira e mexe, ela me sacaneia, né. Que ela fala, tá bom, princesa, eu vou te buscar. Eu isso, tem que me tratar como princesa, porque eu sou. Mas brincadeiras à parte, essa questão do princesa, eu...
Minha visão, tá? Minha visão desse lado de cá do muro aqui. É que esses caras estão se apoiando tanto na história de que a mulher quer ser independente, mulher quer ter os direitos dela. Então, já que ela quer ter o direito dela, que eu também quero ter o mesmo direito que a mulher tinha antes. Só que não é bem assim que a banda toca, né? O que vocês estão querendo é uma igualdade, é vocês terem a mesma, assim, perante a sociedade.
Aí vocês me corrijam, tá? Que eu não tô no meu lugar de fala, vocês me corrijam. Assim, é perante a sociedade ter o mesmo valor que tem os homens. Porque o patriarcado falou que o homem vale mais que a mulher. A gente falou isso lá no, quando a gente gravou da Barbie, certo, Mi? Isso é isso. Então assim, quando vocês estão brigando pelo direito de vocês, não é porque vocês querem mais do que a gente, é porque vocês querem ter a mesma coisa que a gente pode ter.
É o direito de sair na rua e não ser atacada, é não ganhar um salário mais baixo e não ser desrespeitada porque é mulher. É aquele meme, né, de que quando a mulher fala ríspido ela é louca, quando o cara fala ríspido ele é autoritário, né? Né, tem essa coisa. Então minha visão desses caras é que eles se apoiaram nesse discurso de que a mulher quer o direito dela, então a gente quer ter a posição da mulher para poder ser essas babacas, entendeu?
Para poder ser esses cara idiota. E pelo que eu escuto nas conversas aí de roda de cara, que eu sempre dou uma zoada no meio, é na roda dos caras aí, é que assim, cara, tem muita, tá sobrando mulher. Então eu posso me dar o direito de fazer isso. Eu falei, meu amigo, a vida não é essa mariola toda, né? Não é essa salada de fruta que você tá achando que é. Então... Mas enfim, a minha visão dos caras princesos é porque eles têm essa visão um pouco deturpada do que vocês estão precisando de direito, né?
Que o feminismo pede o direito de vocês versus o quê? Ah, então ela que pague minha conta. Caraca! Por exemplo, eu tenho por hábito, vocês todas já andaram comigo. A Thamiz não, que a Thamiz eu não conheço pessoalmente. Mas a Mi e a Flavinha Eu sempre coloco a mulher para do lado dentro da calçada. Eu tava, eu comecei um trabalho novo agora, eu fiz por assim, eu fiz automático. A moça que trabalha comigo, no dia seguinte ela falou para mim, ela falou, ah, eu percebi que você fez.
Eu falei, então eu faço isso no automático. Tanto que um dia eu até conto essa história porque eu chorei de rir, porque a Érica ficou me sacaneando, que eu tava de um lado da rua com ela, a gente atravessou e não deu tempo de eu trocar os lugares. Aí ela soltou, não pode deixar, princesa, eu te protejo na rua agora. Eu falei, filha da mãe, não deu nem tempo de eu trocar de posição aqui. E ela ficou me sacaneando porque eu faço isso por hábito.
Agora esses caras acham que não, não preciso mais fazer isso, não preciso mais cuidar. Eu falei, gente, no mundo não é desse jeito, pelo menos a minha forma de enxergar, tá?
Gente, é assim, a gente se complementa, né? Homem gosta de mulher porque a mulher é mulher, e mulher gosta de homem porque homem é homem. A partir do momento que o homem virar uma mulher que eu não quero ficar com homem.
Sim, acho que é isso mesmo. Exato.
Eu quero uma camiseta com essa frase, Flavinha.
Quem é homem, mulher é mulher.
Não, não, mas a partir do momento que o homem quiser ser uma mulher, eu não quero mais o homem. Eu gostei desse argumento todo, eu achei válido, achei válido.
Tipo, né, porque pensa assim, eu gosto da masculinidade. O dia que o cara perder masculinidade, para que que eu quero um homem na minha vida?
Ah, poxa, eu nem posso mais ficar em casa fazendo a unha, que saco vocês também, viu?
Eu vou ter uma conversa séria quando chegar lá no dia do juízo, chegar lá no paraíso, sei lá onde. Eu vou catar a Eva, falar assim: mano, você desgraçou minha vida quanto uma maçã, sua maldita! E a outra que queimou o sutiã lá podia estar em casa com as contas pagas, marido pagando tudo. Não, tô aqui me fodendo, entendeu? Que revolução!
Eu falo que eu não quero mais ser, eu não quero ter esse cunho feminista. Eu quero ser a Amélia, eu quero ser do lar, quero meu maridinho aqui, vou colocar o chinelinho dele na beira da cama, vou cozinhar para ele. Não sei cozinhar, vou aprender a cozinhar.
Mas olha, até eu quero ser marido troféu, tá, gente? Acho que, mas isso chama-se capitalismo, já não é mais relacionamento. O capitalismo tá fazendo a gente querer ficar em casa, que o outro sustente a gente.
Eu brinco com isso, mas nem de longe eu gostaria de ser Amélia, né? Eu tô assistindo inclusive aquela série, se você quiser depois colocar aí, colocar a galera para falar, porque para mim tá sendo uma série sensacional, que é O Conto da Aya, que é de um livro. Nossa, eu tô assistindo, tô assistindo, tá assim, é muito forte. E aí assim, lógico, a gente brinca, né? Mas a gente sabe o quanto de evolução que que a gente teve aqui.
Aí tem uma galera que deturpa um pouco de tudo, igual eu brinquei falando, né, que a gente tá aqui para falar de mão de homem. Imagina, né, assim, eu não tenho essa cabeça, né, é pela zoeira, mas infelizmente a gente sabe que grande parte, mas a gente não pode generalizar, eu sempre falo isso, grande parte é grande parte, mas não é geral. Então, né, mas é isso. O que eu ia falar é o seguinte, que a Erika entrou, a Erika não, a A Flávia.
A Flávia, você falou tanto da Érica, olha aí, eu nem conheço a Érica, já tá aqui. A Flávia falou, né, de ser dessa coisa assim de querer um cavalheirismo, sei lá, alguma coisa assim, né. Mas eu, um exemplo aqui, tinha um cara que eu conheço desde o pré, sei lá, acho que do pré ou do fundamental, cara, 50 mil vezes pedindo para ficar comigo, pediu não sei o quê, fez isso, fez aquilo, a vida toda, a vida toda, negócio assim, quando encontrava o cara, só faltava ajoelhar.
Aí uma vez depois do divórcio, sai com o cara, ó, gente, sai para comer. O cara não fez nada, nada, não fez questão de pagar um sorvete. E de verdade, eu sou a pessoa, as minhas amigas falam que eu sou bem besta, porque eu sou, tudo para mim é meio a meio, eu tenho que, sabe, ou é meu direito, eu faço, não sei o quê. Eu não tenho essa de Assim, eu falo, gente, a pessoa ficou a vida inteira, não foi gentil, não foi cavalheiro, não fez nada, nada de diferente assim que você fala assim, não vou tipo me apaixonar por esse cara.
Nada. Eu falei, aí, ó, pronto, estragou a sua chance. Eu falo, nunca mais, nunca mais sair com a história de novo, lógico, né? Porque assim, 20 anos, mais de 20, né, sei lá, 30 anos assim, a pessoa implorando, você vai lá, fala um negócio tão meia-boca, tão E eu nem beijei, tá? Porque assim, não teve nem condição.
Gente, é o primeiro encontro, pelo menos o primeiro encontro, conta. Os outros você pode dividir.
Sim, sim. E outras, sabe quem é mulher parceira ou não? Vou falar, falar.
Acho que não é nem a questão do quanto custa, é que eu gosto de me sentir cuidada. É isso, eu penso que o cara zela por mim.
É isso. E aí assim, às vezes o cara não vai ter a grana para te levar no restaurante XY, que você vai pagar um vinho caro, que não sei o quê. Cara, leva no negócio que tem uma tortilha, entendeu? Que você vai conseguir bancar, que vai dar sem conto, e que sei lá, que pelo menos você vai falar, tá, eu fiz aqui essa coisa do papel e tal de ser um cavalheiro, de chegar junto. Ai, aí assim, o cara não faz isso, entendeu? Ai, falei, meu amor, obrigada.
Espero que vocês tenham gostado de participar aqui. Eu adorei fazer esse papo com vocês, achei foi muito divertido. Achei que não ia ser tão produtivo quanto foi, foi divertido.
Olha, a gente já ficou um tempão aqui, né, falando.
Foi super legal.
E eu tô tomando vinho não para me soltar, porque eu já sou solta demais, mas é porque é quinta-feira, feriado, né? Mas foi excelente, adorei conhecer a Mia, Flávia, pessoas boníssimas, boníssimas. Olha aí, ó, é o vinho. Você escutou a taça? Mentira, gente, que sensibilidade é essa? Não tô entendendo.
É o microfone do seu computador, Thaís.
Cara, que isso, esse negócio eu não escuto nada, gente. Mas eu adorei mesmo, foi muito bacana.
Gostei bastante, Flavinha.
Adorei, adorei os desabafos, adorei as histórias.
Agora a gente tem que se encontrar pessoalmente, fazer essa resenha pessoalmente, que fica mais divertido, hein?
Exato.
Eu também.
E eu levo, eu levo o café e o bolo, tá? Eu levo o café.
Vamos tomar o vinho, né?
Que maravilha! Que fofoca boa é fofoca com café e bolo.
Você me respeita.
Fofoca boa é com café e bolo. Depois vocês querem tomar o vinho de vocês, vocês tomam. Eu vou comer meu bolo enquanto eu tomo meu café. Obrigado, meninas! Obrigado mesmo! Valeu mesmo por participação de vocês.
Obrigada!
Agradecer todo mundo que nos ouviu. Valeu! Agradecer todo mundo que ouviu a gente até aqui. Todo mundo que gostou, comente, mande seu recado. As meninas que ouvirem a gente, se identificarem, quer mandar suas histórias, mandem aí nos comentários do post. Manda para gente no @tangcast lá e a gente depois compartilha com todo mundo. Valeu, galera!