Tango & Cash Ep. 104 - Eu ja falei que esse filme é bom ? (Project Hail Mary).
Descrição do episódio
Depois de um começo descontraído falando sobre a correria da vida, séries e filmes recentes, JP e Cedis mergulham em um dos lançamentos de ficção científica mais surpreendentes dos últimos tempos: Devoradores de Estrela (Project Hail Mary).
Neste episódio, analisamos a narrativa, a ciência por trás da história, os bastidores da produção, a experiência de assistir em IMAX e, claro, a amizade entre Ryland Grace e Rocky, que se tornou o coração do filme.
⚠️ A partir de determinado momento, entramos em território com spoilers para discutir todos os detalhes da obra.
Se você já assistiu ao filme, prepare-se para uma conversa apaixonada sobre por que ele entrou imediatamente na nossa lista de favoritos. Se ainda não viu, nossa recomendação é simples: assista primeiro e depois volte para ouvir o episódio.
🎬 Também comentamos:
• Pluribus
• Casamento Sangrento 1 e 2
🎧 Dê o play e venha conversar com a gente sobre aquele que, até agora, é o nosso filme do ano.
Cedis
JP
- Filme Project Hail MaryFilme Project Hail Mary · Ryland Grace · Rocky · Astrofágio · Viagem espacial
- A jornada do herói de Ryland GraceRyland Grace · Missão suicida · Coragem
- A amizade entre Grace e RockyRyland Grace · Rocky · Comunicação interespécies · Tradução
- Recomendações de outras sériesPluribus · Silo · Série Ted Lasso · Máximo Prazer Garantido
- Ficcao CientificaAndy Weir · Perdido em Marte · Física · Relatividade
- Aspectos musicais do filmeHarry Styles · Música · Bastidores
- Humor e ComédiaCasamento Sangrento (2019) · Todos Têm Que Morrer
Bom dia, boa tarde, boa noite! Cedes e JP na área para mais um Tango e Cash, o meu, seu, nosso podcast de filmes, quadrinhos, séries e o que mais a gente quiser. E eu quase que errei a abertura.
É, pois é, tá perdendo a prática, né? Vida adulta tá cobrando o seu preço. Tá perdendo a prática. E todo mundo pode achar que eu tô com efeito sonoro aqui, mas eu tô fanho de verdade, porque, né, de vez em quando fica doente. Influenza. E para ver, né, assim, aquela veia palmeirense, né? Até influenza é a B que eu peguei, rapaz. É complicado.
Olha, não vamos falar de futebol, não vamos falar. Ah, quer dizer, até podemos falar porque a Argentina perdeu, né? Então a gente pode falar de futebol.
Parece que aconteceu alguma competição aí nos últimos tempos, né? A gente chegou a falar um pouco dela antes, ela aconteceu já toda e a gente tá gravando de novo agora, né?
É, exatamente. A gente gravou quando ia começar. Olha só como a gente tá, hein? Nós estamos fazendo um time gravando as coisas aqui porque a gente gravou quando ia começar a Copa. E tão gravando depois que ela acabou.
Depois que já acabou.
É isso, a vida é assim. Na verdade, eu vou contar para todo mundo aqui, eu tenho um programa no meio aqui que eu gravei e eu não publiquei porque o editor não teve tempo para editar. Mas olha só, vai sair na outra semana que tá aqui no forno. Já tem, eu estou sendo cobrado pelas participantes e eu não coloquei o episódio no ar porque eu não terminei de editar ainda, mas ele vai para o ar. Calma, calma, que ele vai pro ar. Tenho fé, tenho fé, tenho fé que tá gravado, o programa tá pronto, eu não perdi, eu não parei ali no meio, tá tudo certinho, eu só tô editando.
Não deu problema na internet, Dudu?
Não, nada, não deu nada, não. Tirando que uma das participantes foi muito simpática, que eu, para não ficar com saudade do Glauco, ela batia no microfone, batia na mesa, então Eu tô tirando parte dessas histórias aí, e aí isso tá dando um pouquinho mais de trabalho, viu? Obrigado, Tamires, viu? Obrigado pela ajuda desse último programa.
Tá ao vivaço, feedback ao vivaço.
Eu sacaneei ela no programa, eu falei, meu Deus do céu, cara. Mas é isso, semana que vem ou na próxima, porque daí a gente faz um programa quinzenal, pelo menos a gente não é tão cara de pau, né? Aí fica um programa a cada 15 dias e tudo bonitinho.
É isso, a gente gosta de pegar audiência de surpresa, entendeu?
Essa semana vai ter, essa semana não vai ter, não vai ter. Deu 6 horas da manhã, não apareceu no feed, não vai ter mais, tá? Só para avisar.
Já pode olhar e falar assim, bom, pera aí, qual que é o backup aqui? Porque a gente sabe que a gente é a primeira opção.
Exatamente.
Quando não tem, não tem a gente, vocês vão para um backup.
A gente sabe, vocês vão ouvir esses outros podcasts segunda linha aí, os nerdcast da vida, esses programinha mais ou menos, é um B9 qualquer aí. É, programa de segunda linha aí vocês assistem, ouvem depois da gente, mas a gente sabe que o nosso é prioritário. E então deu 5 e 5, não saiu o programa. Aí é só semana que vem mesmo, ou é aquele negócio aí fazendo a gíria do futebol, né? Olhei para um lado, joguei para o outro, vocês nunca sabem quando que vai sair o programa.
É isso, senhor. Nesse tempo que a gente ficou sem gravar, o senhor viu algo de que presta, que vale o comentário?
É, não, não, tirando o do nosso programa que a gente vai falar hoje, acho que tudo ficou secundário. Eu tive miniférias, aí nas miniférias aqui eu testei os limites possíveis e imagináveis do meu fígado. Aparentemente tudo bem.
Então, tudo bem não, senhor, porque uma semana depois você tá de cama aí.
É por outro motivo.
Então, mas é que seu corpo sobrecarregou, né? O seu sistema imunológico falou, porra, me ajuda, né?
Mudança de temperatura, foi o ar-condicionado do avião.
Entendi, entendi, entendi, entendi, entendi.
Tá bom. Tem nada a ver com o restante, foi o ar-condicionado do avião, tava forte. Aí depois pega Uber pra voltar do aeroporto, o ar-condicionado tava forte também. Aliás, eu só tenho dois comentários pra fazer só. Eu acho que eu consegui, assim, numa incrível sequência, pegar o motorista de táxi mais lento da Bahia e o motorista de Uber mais lento de São Paulo numa sequência só, cara. Foi realmente incrível, foi uma experiência única, porque eu não tive medo de acidente em momento algum com nenhum dos dois. Assim, fazia muito tempo que eu não andava de carro.
Você não sabia se ia chegar, né?
É, ainda bem que assim, de onde eu estava na Bahia até o aeroporto de Salvador, a gente saiu com muita antecedência. Mas em algum momento eu fiquei meio preocupado, eu olhei, eu falei, não vamos chegar não, nunca. Acho que nunca mais a gente chega.
Vocês estavam voltando já, né? Tava tão lento, tava sentindo a sensação de estar voltando.
É, cara, eu olhei, eu falei, não é possível, assim, mas bem devagar. Mas eu acho que era uma preparação para o que pegou a gente no aeroporto de Guarulhos, cara. É tipo 1:30 da manhã, zero trânsito nas ruas, é, cara, o O cara acho que tinha um limitador mental que ele não chegava a 85% da velocidade limite das vias.
Meu Deus do céu!
É, ele tinha isso, esse limitador. Eu acho que de madrugada, num horário desse, ele conseguiu pegar acho que 5 faróis ficando amarelo e ele parou.
Jesus! 1:30 da manhã, né?
Vamos lembrar, 1:30 da manhã, entre 1:30 e 2 horas da manhã. É assim, e os faróis vão uns lugares bacana, porque o GPS dele ainda deu uns corta-caminho que eu olhei, eu falei assim, tipo, meu senhor, tópico sensível.
GPS mandando você para o lugar errado é tópico sensível para mim essa semana, cara.
É, eu imagino, imagino, imagino.
Fez uma caminhada grátis, andei 4 km à toa por causa do GPS, mas tudo bem, segui.
É isso, então Foi isso. E o ar-condicionado desse último motorista tava muito forte, a gente acabou ficando mais tempo do que precisava dentro do carro dele. Isso que causou aqui todo o meu resfriado. Eu prefiro acreditar nisso.
Entendi, entendi. Não foi o desgaste do seu corpo com tanto álcool que você ingeriu, que aí na hora tinha que combater alguma coisa, ele falou, meu Deus, eu não tenho mais forças para lutar aqui.
Então não acredito nesta tese.
Eu vou ter uma recomendação aqui de novo da Apple TV. Eu vou um pouco de não bater nessa tecla aqui, que é uma série. Não, não, não, não, Ted Lasso, curiosamente eu nunca assisti Ted Lasso, tá? Já me falaram dela, eu nunca assisti. Eu dei play no primeiro episódio, aí eu comecei a ver, eu falei, tá, não foi, não pegou, não me pegou.
Mas enfim, as métricas da Apple TV deve te achar um usuário muito peculiar.
Pois é, né? Porque todo mundo elogiou para caramba, sério. É, não Aí eu fui assistir a primeira que terminou, o Máximo Prazer Garantido. Ah, da Tatiana Marsala, a Shihuki ali, o carisma dela não segurou a zica que virou a série.
Tava indo bem.
Ah, cara, depois foi uma solução assim, sabe, às pressas. Puta, vai acabar a série, a gente precisa escrever alguma coisa. Aí escreveram e resolveram tudo. Por que resolveram? No final de uma sociedade, assim, ela começa com um problema, aí o problema tem um problema atrás, aí depois tem mais uma sociedade atrás, e depois tem mais um negócio. Falar não, velho, ter 15 camadas de vilão. Falar não, chega, velho, chega, acabou, não rolou, não rolou.
Assim, vamos assistir outra coisa. E eu assisti Pluribus, que é um nome muito curioso de uma série, mas a série é espetacular. A premissa da série é... Você que assistiu Rick and Morty, o planeta virou a Unity, virou a unidade. O planeta virou do nada, assim, a princípio você, a gente não sabe o que aconteceu, depois você vai descobrindo, mas o planeta virou uma massa de pessoas que pensam junto, beleza? E 12 seres humanos não têm essa, não estão nessa unidade.
E uma dessas pessoas é essa mulher. Que a gente acompanha. E é uma pessoa muito bem humorada, ela é muito mal-humorada. Eu não vou ser irônico aqui para não confundir ninguém. Ela é muito mal-humorada, ela tá muito revoltada com essa situação, ela não quer saber dessa galera, ela não quer falar com ninguém, porque no mesmo lugar acontece algumas coisas com ela. Então você vai acompanhando ela descobrindo tudo que acontece. Então ela vai desenrolando e você vai descobrindo com ela o que acontece na série.
Eu achei muito boa, já tá garantida a segunda temporada, graças a Deus. Então terminei de assistir. Cara, eu fui ver com a Érica, eu comecei a ver, eu vi os 6 primeiros episódios, são 8. E eu falei pra ela, falei, ah, vamos ver se você gosta do primeiro, porque se você não gostar, só faltam 2 pra eu terminar. Eu assisti os 8 com ela. Eu assisti os 6 de novo e assisti os outros 2, a gente assistiu num final de semana e terminamos a série.
Ela não deixou parar de ver. Ela falou, não, não, não, tem mais um, né? Eu falei, tem, tem mais um. E a gente vai assistindo, porque começa a dar umas discussões na sua cabeça, pensando assim: porra, o que que acontece se a pessoa com quem eu tô conversando, por exemplo, uma hora ela precisa falar? Porque as 12 pessoas estão no planeta, então não estão todas juntas, né? E ela assim: pô, será que eu consigo encontrar com ela? Aí a menina que tá conversando com ela para 30 segundos assim, ela: ah, elas toparam conversar com você. Porque a comunicação foi para as outras pessoas, assim, sabe?
Bosta.
Uma hora, eles dão uma infraestrutura para ela. Então a casa dela continua funcionando e tal. Aí, quando ela olha na varanda dela, assim, a cidade tá toda apagada. Aí ela: Pô, por que vocês apagaram a cidade toda? Ué, porque não precisa ter luz à noite, não tem mais crime. Aí ela: É, mas tá me incomodando. Ela não sabia o que falar, sabe? Ela falou: Mas tá me incomodando. Não, a gente acende aqui. Tipo, a gente queria poupar recursos só, mas não tem problema, a gente acende essa cidade só aqui, não tem problema.
Acenderam a cidade pra ela, pra ficar na vista dela, e ela não vê, é tudo escuro assim, sabe? E aí você começa a entender umas coisas, você fala, é verdade, cara, as pessoas não precisam... Por exemplo, eles não usam casa pra dormir, porque eles não têm indivíduo. Eles precisam descansar aquele corpo físico, mas eles não têm o individual. Então eles dormem todos dentro de um estádio, eles poupam recurso, eles poupam tudo porque eles não precisam, não precisa ter, não tem consumo, não tem nada.
Eu falei, cara, que bizarro isso, velho! É muito doido de você acompanhar, é muito bem feita. A Apple, apesar de ninguém assistir, eu não sei como é que eles fazem, a verba, toda receita que eles ganham com iPhone, com ganho com tudo, eles gastam nas séries. A Apple deve estar fechando no 0 a 0 há muito tempo, Eles fazem séries só com a receita de carregador. Ah, pode ser também, pode ser também, pode ser carregador e cabo. Mas enfim, vale, vale muito, muito a pena essa daqui.
Diferente do Silo que eu recomendei ali do tipo, ah, assiste que é legal, não, essa realmente é muito boa. São 8 episódios, não é um negócio extenso. Na hora que você termina o primeiro, você quer assistir o segundo, você quer ver o terceiro, você quer ver o quarto. É muito legal de assistir. Então a minha recomendação aqui. E a minha, a minha recomendação de gosto duvidoso é que eu assisti Casamento Sangrento, que está na Disney.
Por curiosidade, não, não faz o maior contrassenso do mundo. Casamento Sangrento 1 e 2 estarem na Disney.
Tem 2?
Tem 2. Eu vi a chamada do filme que tava lá, Casamento Sangrento 2: A Viúva. Eu falei, pô, Que diabo de filme é esse? Aí eu vi lá comédia e terror. Eu falei, ah, isso deve ter um humor duvidoso, eu vou assistir. Porque eu falei, ah, deve ser aquela série que você tipo corta a cabeça, gore, que todo mundo morre à toa. Eu falei, ah, vai ser dessa mesmo, que nem aquele Todos Têm Que Morrer, né, Todos Vão Morrer, que tá na HBO também, que é desse mesmo nível também.
E aí eu peguei, fui assistir, cara, eu me diverti horrores no primeiro e eu me diverti um pouco menos no segundo, mas os dois são muito divertidos. Então Casamento 1 e 2, é terror, é sangrento, as pessoas explodem, as pessoas perdem braço, as pessoas têm gargantas perfuradas, mas é aquele, é na base da piada, sabe? A pessoa cai em cima da espada e cai fincada na espada, e você fala, mano, sério mesmo que você morreu assim?
Entendeu? Forçou amizade, né?
É isso aí. Então é bem na base da zoeira assim. Eu gostei, achei bem divertidão. É de humor um pouco duvidoso? É um pouco duvidoso, mas para quem gosta desse tipo de mal humor, vamos dizer assim, é bem divertido. Então Casamento Sangrento 1 e 2 e Pluribus. Pluribus eu vou fazer a mesma campanha que eu fiz para esse filme que nós vamos falar hoje, porque então assim, vamos começar logo, né, com Devoradores de Estrela, que eu fiz campanha aqui.
Eu quero só contar essa história, eu fiz campanha durante o ano todo, o filme estreou em março, eu tô fazendo campanha desse filme desde março. Eu fui na estreia, eu fui no primeiro dia do filme, eu vi no IMAX. Aí passou 2, 3 semanas, eu fui de novo no cinema assistir de novo, que eu falei, porra, tem que ver de novo esse filme no cinema. Tem algumas cenas que, conforme a gente for contando, eu vou falar assim que essa cena me ganhou no cinema assim.
E aí eu fiquei enchendo o saco seu do Glauco, falei no podcast toda hora, no meu Instagram, qualquer story que eu via, qualquer Reels que eu via do filme Tava eu postando e falando, então, já falei desse filme aqui? Eu tava evangelizador de Devoradores de Estrela. E aí o senhor assistiu. Então, antes da gente falar do filme, eu tava errado?
Não, não estava errado. Vale cada minuto assistido, realmente. Cara, é uma experiência gostosa assistir o filme.
É um filme pra cima, é um filme leve que você termina de ver e você tá bem-humorado, você tá feliz de ter terminado de ver o filme.
É, e assim, e não é que ele é 100% para cima, né? Assim, pô, tem algumas coisas bem, não pesadas, mas assim, mais emocionais ali no filme, sabe? Umas coisas que você olha, você olha e fala, puta merda, mas aconteceu isso? Fala, caramba, mas pô, desse jeito, sabe? Que você olha e fala, meu, né?
Não tá acontecendo, não tá acontecendo e não vai acontecer isso não, não vão fazer isso com a gente, vão fazer isso com a gente.
Imagina, né? Só que as coisas vão, vão, e acho que a forma como ele conta a história é muito boa, né? Pra gente ir construindo isso, essa, essa percepção, né? Do tipo, tem esse otimismo não enrustido que tá ali por trás do filme. Né, do tipo, e aí, o que que vai acontecer? Como que as coisas vão acontecendo? Só que a gente vai construindo quem é aquele personagem principal conforme o filme vai evoluindo. A gente tá vendo ele num estágio, depois vai conhecendo mais da história dele, e olha e fala, poxa, tem umas coisas tão legais que acontecem, né, que eles acabam falando ali, que depois você olha e fala, pô, ele não era bem isso, mas ele virou, né? Então é muito legal, é muito legal.
Explica um pouco mais. Mas assim, o filme tem esse climão todo. O filme é do Andy Weir, que é o mesmo autor de Perdido em Marte, que é o outro filme que a gente tem que usar para resgatar o Matt Damon, né? O Matt Damon tá um cara muito perdido, gastou-se mais dinheiro resgatando Matt Damon do que desenvolvendo a SpaceX. Não é a mesma proporção, mas olha a piada. O cara já se perdeu no Soldado Ryan, no Interestelar, agora no Perdido em Marte, no Odisseia.
É, o que eu ouvi agora da piada do Odisseia é que falaram assim do tipo: amigão, agora você se vira, tá? Você se vira, pega a galera aí, se vira aí, tá? Vai indo.
Então assim, uma hora você chega, uma hora você vai dar um jeito de chegar, não é possível. Você já aprendeu a chegar em casa, você já aprendeu a vir para casa, né? É possível. Porque para quem assistiu Perdido em Marte, eu vi, fui ver depois, né, na verdade. Ele tem esse climão também de uma catástrofe acontecendo, mas vai tudo se ajeitando, né? Vai tudo acontecendo. O clima, o estado de espírito do personagem principal não muda, ele continua com estado de espírito bacana ali, do tipo, não, não, vai, vai rolar, vai rolar, vai dar certo, eu vou conseguir de fazer e tal.
Esse espírito ele se mantém no Devoradores de Estrelas. A partir de agora, dito isto, a gente entra no spoiler do filme, que aí a gente vai falar do filme tudo, tudo que a gente lembrar, tudo que a gente gostou, todas as partes que a gente quiser. Então assim, quem estiver ouvindo a partir daqui, se não viu o filme ainda, vai, pode se chatear com os spoilers, tá?
É, vai escutar coisas que vai dar uma estragada na experiência, não vai ter como.
Porque, putz, por exemplo, eu não falei nada do filme para você quando você foi ver. Não, eu só falei que o filme era bom.
Sim, sim. E tinha ali um take ou outro do filme, igual você tinha comentado, do polegar para baixo.
Acho que você tinha falado, ah, isso não estraga muito, mas é só uma piada e tal. Isso não estraga. Mas, por exemplo, eu fui ver o filme sem saber da existência do Rocky. Eu não sabia que ele aparecia no filme, eu não sabia o que era o Rocky. Quando encontra com ele, eu falei, que porra é essa? É um filme de ET? Foi, caralho, eu não tava esperando um filme de ET essa hora do dia. E aí, então foi nesse nível de desconhecimento que eu fui ver o filme.
Então não, realmente eu não sabia direito o que o que que era, porque eu vi uma moça no TikTok falar que o filme era muito bonito e que uma pedra ia fazer você se emocionar.
Eu falei, ok, moça, agora você ganhou minha atenção. Isso, isso, eu vi isso depois que eu tinha assistido, olhei, eu falei assim, é, se alguém tivesse me falado isso, eu ia duvidar.
É, exato, exato. Eu falei, agora você ganhou minha atenção, moça, que que tá acontecendo aqui? Porque ela falou de uma maneira muito empolgada. Eu falei, porra, deve deve ser alguma coisa, vou assistir. Aí eu tava de bobeira, fui assistir, foi uma belíssima surpresa do filme. Mas só para organizar a ideia aqui, né, o filme conta, começa a história do filme, você já não entendendo nada. Você imagina eu que fui sem saber nada. O filme começa dentro da nave espacial, dentro da missão, não é uma, não é futurista, não é high-tech, é uma nave espacial como ela seria feita nos moldes de hoje, né.
Com a tecnologia que a gente tem hoje. E começa ele abrindo o saco da nave, o saco de vida que ele tá dentro. Ele tá dentro tipo numa criogenia, né, alguma coisa assim. E começa o filme você sabendo tanto quanto ele. Você não tá sabendo nada do que tá acontecendo, ele só tá abrindo aquele saco e saindo de lá de dentro ainda meio letárgico, né, ainda com os membros sem poder se movimentar. A cena bem engraçada até, né, naquela situação toda, né?
O computador no livro, a primeira frase do livro é que quanto são 2 2? É a primeira frase do livro, é a primeira frase do livro, é a primeira frase do livro. O livro começa com que quanto são 2 2. Aí eu falei, puta, se eu não tivesse visto o filme, eu já ia ficar confuso aqui, eu já não ia saber o que tava acontecendo aqui. E aí ele começa, a gente, o que eu achei mais legal do filme é isso, a gente começa assim saber absolutamente nada do filme, né?
Você não sabe o que ele é, quem ele é, que que essa missão, que que ele tá fazendo na nave, quem são as pessoas que estão com ele. Zero, zero conhecimento do que tá acontecendo. E ele não tem memória, né?
É, não tem, ele não tem memória. E eles falam isso, né? Olha, você pode ter perdido um pouco da memória, né, nesse, no processo aí. A gente fica Que processo, né? Que porra de processo?
O que aconteceu, mano? O que que você—
o que que ele é, né? Assim, quem que ele é? O que que ele é? Por que que ele tá fazendo? E tudo isso é explicado depois, mas é assim que você começa, do tipo. Então você se sente na pele dele, né? Do tipo, cara, ele tava lá na criogenia e acordou sem saber quem ele é.
E aí, eu achei isso uma forma tão tão bacana de contar a história que você— eles conseguiram colocar a gente na pele do personagem principal, porque a gente não sabe absolutamente nada tal como ele, né? É de uma sutileza assim de, olha como é que a gente sabe contar uma história, sabe? Não é mirabolante, não tem grandes efeitos especiais. Você fala, cara, eu simplesmente tô na pele do cara com 10 segundos de filme.
É isso, a gente vai aprender junto com ele quem ele é, né?
Exato, exato. A gente vai descobrindo. E aí assim, o filme vai contando com flashback, que para o personagem são às vezes que ele lembra, né, das coisas, né? E vai contando. E aí a gente vai juntando as peças. A gente descobre que ele é um professor, aí a gente descobre o que que a gente não sabe não, que ele tá fazendo, né? É, a gente não sabe nem qual a missão deles. Você fala, mano, o que que ele tá, o que que tá acontecendo aqui?
A gente vai descobrindo a missão conforme ele vai lembrando das coisas, vai vendo o que que é o quê dentro da nave. E acho que assim, as coisas vão acontecendo de uma forma muito natural ao longo do filme, porque tem umas passagens de tempo maior né? Porque, pô, espaço, eles não vão do ponto A para o ponto B imediatamente, não é uma coisinha de 1 hora, 2 horas, não. Às vezes estão dias. E isso acontece de uma forma sem ficar corrido.
A gente percebe que passou o tempo e não fica corrido, né? Tem uns filmes igual aquele Moonfall, cara, parece que é uma correria desenfreada, uma coisa em cima da outra.
Não vou deixar não, calma, calma.
Calma, senhor. Mas assim, é muito corrido. E você pega um filme bem feito com essas passagens de tempo e você vê uma diferença. Pô, você pega filmes mais antigos, tipo aquele Impacto Profundo, eu não lembrava dele. Ele tem umas passagens de tempo longas, ele, ele só que ele não fica com esse ar de corrido. E aí tem outros filmes que não tem passagem de tempo tão longa e fica com ar de corrido. Aí você Pô, foi mal feito esse negócio. Então acho que um dos grandes méritos desse é fazer isso de uma forma natural.
Não, e quando você fala dessa história dele se correr e compara com os outros, é que você começa a ver que assim, é possível contar uma história de uma maneira muito bem contada sem atropelar nada. E é bem isso, tem uma passagem de tempo sutil, porque às vezes é que nem, por exemplo, aí beleza, né, Só para a gente contar a história e fazer algum sentido cronológico aqui. Aí a gente descobre que ele é um professor, ele é um professor de escola, né, de criança.
Ele não dá nem aula na faculdade nem nada, ele é um professor de primário ali. Acho que é primário ali, né? É primário, no máximo ginásio, 11, 12 anos aquela molecada, né? Aí você descobre que o sol tá sendo consumido pelo tal do Devorador de estrelas. Aí o nome do filme, que tem um nome muito sutil de Astrofágio, né? O nome muito fácil de você decorar e lembrar e poder pronunciar. Astrofágio é maravilhoso. Eu tive que pensar duas vezes antes de abrir minha boca aqui, porque senão eu ia gaguejar no nome.
E que ele ia consumir o planeta, e eles estavam tentando— aí na verdade ia consumir o sol, e aí por conta da ausência do sol, o planeta ia congelar. E a gente ia acabar, né? Simples assim, era o fim do mundo. E na hora que ele tá explicando isso pros alunos, tem um trecho legal que a menina pergunta assim: Ah, mas isso vai demorar? Ele fala: Ah, uns 30 anos. Na referência dele, 30 anos é: Puta, beleza, eu já vou estar morto. Mas pras crianças, elas vão estar adultas. Então as crianças ficam em desespero nessa hora.
É do tipo: Não, não, não, não, calma aí, a gente vai ter tipo a sua idade agora. Tipo, o que que você tá falando? Isso quer dizer que a gente não chega na sua idade, né? Seu louco!
Na primeira vez que eu assisti, eu não tinha pego exatamente esse pedaço, essa sutileza. Mas depois, na segunda vez que eu vi, eu falei, cara, por que que as crianças estão apavoradas e ele fala de uma maneira tranquila? Ah, vai demorar ainda uns 30 anos. Porque para ele, foda-se. Ele falou, puta, sei lá se eu duro tudo isso.
Então é E depois é o que eles falam durante o filme, né? Ele era um cara sozinho.
Então tá bom, não tem nem cachorro, né? A mulher fala para ele, né? Ele não tem nem cachorro. Eu falei, nossa, moça, não precisa dar na cara, né?
Essa foi puxada, né?
Na cara não, para não estragar o velório, moça. Na cara, porra. E aí o exército é o exército, não, né? É o Exército Mundial, né? É uma congregação do do mundo ali, né? É uma ONU, é a ONU hard power, né?
É, é, é, acho que é isso, é uma boa comparação.
É a ONU true ali, né? Que ela tem realmente o poder dela juntou todos os países para tentar chegar numa solução para poder descobrir o que que é o negócio, por que que ele tá devorando o sol e como que termina com aquilo, né? Como que acaba com esse problema. E aí tentam recrutar ele, ele não quer, ele tá teimando, não sei o quê. Até a hora que ele veio e fala, cara, foda-se, né? Se eu quisesse, né? Ele fala assim, aí se eu quisesse, como é que ia ser?
Ela falou, você quer ou não quer, né? Ele, não, tá bom, vai, eu vou nesse negócio aí. Aí ele embarca na aventura ali, né? Aí a gente tem um pouco também da jornada do herói aí, né? Que é o cara que tá resistente. Não, não vou. Não, não vou. Não, mas eu vou, vai, já que tá aí. Né, só faltou ele falar: você tá insistindo muito, eu vou.
E ela só chamou uma vez, tipo: ai, só porque você insistiu muito, ela não, mas tudo bem.
Aí ele vai, embarca nessa brincadeira, e ele é o cara que começa a descobrir, né, como a gente tá seguindo a história dele, né, ele é o cara mais inteligente de todo mundo. É legal que eles botam ele dentro de um de um laboratório lá para ele ficar pesquisando, né, sobre o que que é a criatura e tal. E ele chega, obviamente, no começo ele chega na resposta mais óbvia, né? Ah, eles são células. Ah, eles estão vivos, tá? E do que que eles são feitos?
Ele fala: então, para descobrir a base de carbono foram 200 anos. Ela: não, a gente não tem tudo isso de tempo. Resolve esse B.O. que a gente só tem 30 anos para resolver esse negócio aí.
Sim, não, a hora que ele mata o primeiro também é muito bom, né? Tipo, ó, ela, porra, e agora, né? Agora não sei, agora vamos testar.
É isso, ele matei o primeiro, ela falou, então só tem mais 3 agora. Aí só tinha mais 3, né?
É, acho que eram 3, eram 3 no total, ou não?
3 no total. Aí ele matou um, ela falou, então agora você só tem mais 3. Aí agora não, ele só tinha mais 3, é um 4. Ele matou um, aí ele ficou com 3, é isso? Que daí quando ele perde lá na caixa, aí ele acha, eles se reproduzem, né?
É, consegue reproduzir e aí viram 4. Ele até brinca, nós somos pais, né?
Nós somos pais. Porque aí ele, beleza, descobriu o que dava para descobrir. Ela pega, fala, beleza, obrigado, beijo, tchau. Ele falou, não, pera aí, vou tentar descobrir mais coisa. Ela falou, então você tem esses 3 aí que você não matou e é isso aí, cara, é o que você tem para brincar, são esses caras aí. E aí ele fica com o Cole, né? Cole é Cole, né, o nome do cara? Segurança, melhor segurança do mundo, né, velho?
Muito bom, né?
Dinâmica dos dois é muito boa, é muito boa, cara. Aí fica só ele e o cara, e ele tá ali tentando descobrir dele. Pô, meu, a gente tem verba no projeto? Ele falou, eu tenho verba no projeto. Ele fala, você não. Aí eles vão para o mercado lá, para um depósito, um aleirói da vida, vida lá e começa a comprar um monte de coisa para ele montar o laboratório acochambrado dele ali. Aí na hora que ele manda, a mulher falou assim: cartão?
Aí ele falou: não, a gente é do governo. Ela: de qual governo? De todos. E vai embora, não vou pagar essa porra porque o cartão aqui é o— não é América Express, é o World Express, né?
Ele deu, é o Super Platinum.
É o Super Platinum Mega Blaster Plus Ultravioleta Supremo, era o Megazord dos cartões o dele. E aí ele constrói, aí ele descobre o que que é o bicho, como é que o bicho, como é que mata, né, a substância, o ser ali, né, o tal do Astrofágio. Mas também é legal porque é o mesmo ser que tá destruindo o planeta, ou tá destruindo o sol, eu tô falando planeta, mas é sempre o sol. Também é a criatura que vai ajudar eles a chegar lá.
É, vira o combustível deles, né?
É, porra, achei legal essa solução, que tipo, a mesma coisa que tá me causando mal também me ajuda aqui nessa outra ponta, né?
É, isso acho que foi o negócio interessante, né, deles fazerem tipo, ó, vamos usar eles a nosso favor, né?
Eles estão destruindo a gente, mas vamos usar a nosso favor, vamos usar de gasolina aqui. Ali, né? E o motor, eu demorei para entender como aquele motor funcionava, que era aquele triângulo que ia girando e expulsando o negócio. O meu cérebro não foi, eu demorei um pouco para entender ali. Se você também olhou e falou, nossa, como é que esse triângulo tá funcionando? Você se junta a mim aqui. Eu entendi depois, mas eu demorei um pouco, tá?
Se você entendeu, não é um negócio óbvio não, definitivamente não é.
Que eu fiquei olhando, eu falei, mano, que porra é essa, velho? Triângulo girando aí. Aí depois eu, ah, tá bom. Essa volta toda. E aí assim, o filme fica lá na nave, aí ele tá lá tentando mexer um pouco na nave, entender como é que as coisas funcionam, entender onde ele tá. E aí de repente ele tem um flashback, aí ele vai lembrando dessas coisas que aconteceram no planeta. Isso vai muito picado, não é uma coisa que lembra de uma maneira contínua, né? Fica intercalando isso, né? Vai e volta, vai e volta, vai e volta.
É, às vezes tem uns flashbacks maiores, né? Porque ajuda ali para o contexto. E mas volta ali para o contexto dele da nave, né? Do que ele tá tendo que resolver, do que que é a missão dele, né?
Isso, porque a gente ainda não tá muito claro que por que que ele foi se enfiar. E assim, a gente não sabe porque ele tá lá até o final do filme, né? É, a gente só, assim, a gente desconfia, mas a gente não sabe.
Ah não, por que que ele foi para missão? Sim, qual é a missão? Mais para o começo ali já fica mais claro, né, que eles identificaram lá uma estrela que não tá sendo consumida, né, pelo astrofágio. E aí eles precisam ir até lá para entender, do tipo, ó, por que que essa daqui não tá dando o mesmo problema que vai dar no Sol? Então vamos até lá para descobrir, porque lá deve ter alguma coisa que tá impedindo dessa estrela morrer. Se a gente replicar isso para o nosso Sol, a gente consegue se salvar, né?
É isso, que eles se apoiam nesse negócio e fala, não, não, se ali tá salvando, aqui também vai salvar.
É, como que a gente descobre isso? Indo até lá. Olha que beleza viajar alguns anos-luz para descobrir, né?
E a viagem de alguns anos-luz só é possível porque eles usam o bendito do astrofágio como combustível. É isso, né? Porque até então não fazia uma viagem de anos-luz, porque a gente não tem como fazer, né, transportar tudo para essa distância. Graças ao astrofágio, combustível dura até lá.
É, e aí tem uma coisa que eu achei engraçado do filme, que Que quando eles estão falando de fazer a viagem, né, antes de resolver que ia usar ele como combustível, né, o Astrofage como combustível, ou quando eles descobrem que dá para usar, né, eu não lembro exatamente, que ele fala, ah, mas o problema é a velocidade. Aí a doutora fala, não, não, isso a gente já resolveu, isso não é um problema. E só segue a vida, né, do tipo Não, não vamos perder tempo aqui te explicando por que que é possível não, tá?
É para o filme funcionar, para o livro funcionar, tem que poder viajar nessa velocidade. Então vamos seguir a vida daqui em diante e não fica ruim, né?
O filme tem muito disso, né? Ó, para tudo funcionar aqui é assim que vai acontecer, tá? Porque se a gente fizer diferente não vai funcionar o filme. Então a gente vai deixar aqui. E é legal porque depois eu fui lendo um pouco a respeito do autor e tudo, ele dá uma brincada com a ciência de verdade em cima das coisas. Então nem tudo que ele tá falando é uma tremenda de uma galhofa, né? Mas tem a parte galhofa, óbvio que ele tem que inventar, porque senão não tem filme, né?
Não tem história também, né? Senão não fica divertido também você assistir aquilo, né? Você tem que ter uma diversão em algum nível, né? Não fica um negócio agradável de você ver só uma palestra de astrofísica, ia ser chatíssimo de se assistir, né? É.
E outra, pô, é um filme de espaço, ele só funciona se você subverter algumas leis da física ou coisas que hoje a gente sabe que não são possíveis, e eles assumem que é possível. Senão vamos assistir Apolo 13, né? É isso, filme de espaço vai virar Apolo 13, estou a ponto, é o máximo que dá para a gente fazer de filme de espaço.
Então não tem ficção, né? Não tem ficção nessa história assim. Ah, beleza, a gente quer ver como é que chega e volta. Não, gente, não é. A gente não tem essa tecnologia, não tem tudo esse negócio.
A gente tem que fazer isso aqui, não vai rolar. Então deu para poder desenrolar uma história que, né, vamos lá, eu acho que assim, você assim como eu gosta muito de filmes de espaço, Porque é um negócio grandioso, é um negócio desconhecido. Então ele traz muito dessa curiosidade. Poxa, como será que é, né? Será que se a gente pudesse ir lá ia ser desse jeito mesmo? Então tem toda essa curiosidade, esse lado lúdico, legal de se imaginar naquela situação grandiosa, longe de tudo.
Então mexe muito, né? Pelo menos com a minha curiosidade mexe muito pensar nessa grandeza e vastidão do universo. Então acho que esse é o diferencial, né?
Eu gosto, eu gosto tanto dessa questão espacial, da ficção científica e do espaço, a fronteira final, citando Star Trek aqui, que no meu bucket list de vida está o tour dos ônibus espaciais. Eu ainda vou fechar o tour de ver todos os 3 ônibus espaciais que estão em terra, que estão em Miami, Nova York e Atlanta. Atlanta não, Washington. São os 3 ônibus espaciais que foram e voltaram, porque a Challenger, né, não conseguiu. Então eu ia em Denver, eu já vi que tá em Los Angeles.
Então, e foi uma das poucas vezes na vida que eu simplesmente, do absoluto nada, porque não tinha acontecido nada ainda, quando eu dei de cara com ela eu comecei a chorar igual criança. Eu chorava descompensado. Então assim, esse assunto todo é, me fascina muito também. E quando a gente vai para um filme desse que trata as coisas de uma maneira muito real, né, você vê que a cabine da nave, a cabine de nave espacial mesmo como ela é hoje, né, tem uns exageros, né, aquele robô dele que é mais tecnológico e tal, que não é tão assim, parece o robô do Tony Stark, né, lembra aquela situação do Tony Stark.
Mas pô, é um negócio bem mais pé no chão de tecnologia do que a gente tá acostumado com ficção científica. E quando a gente encontra o bendito do Hock, que é o alienígena que a gente nem— que eu não fazia nem ideia que tinha no filme, pra mim foi um choque, que eu falei, ué, esse filme tem alienígena? Não tava sabendo disso não, não tava sabendo que tinha isso no filme não. E também não é um negócio magnânimo, não é uma raça alienígena meu Deus do céu, mega inteligente que descobriu todos os caminhos do universo, né? Não sei se você teve essa percepção também.
Sim, e acho que o principal ponto ali foi a gente entende muito rápido que assim, eles estão com o mesmo problema que a gente, né? Do tipo, eles estão ali atrás da mesma resposta porque né, também estão sofrendo com a questão da estrela deles morrerem para o astrofágio. E chegaram à conclusão que, pô, pera aí, se tem outra pessoa aqui nesse lugar, deve ser pelo mesmo motivo. Então a gente precisa se ajudar, né? Então isso acaba sendo legal, que é do tipo Eu não esperava também, eu não sabia que tinha.
Quando falaram da rocha, eu tinha visto uma imagem ou outra, eu imaginei que pudesse ser um robô, sabe, do tipo algum mascote que acompanhava ele. Eu não tinha ideia que ia ser tipo de uma outra raça, então foi surpreendente, foi surpresa mesmo.
E aí a questão da passagem de tempo que você falou, porque, e a gente, e é sutil essa passagem porque Porque na primeira vez que ele joga o artefato pra nave dele, pra tentar fazer algum nível de comunicação, demora pra caramba pra bater lá na nave. Depois ele joga um segundo, que é mais lento ainda, que dá tempo dele construir um monte de coisa pra poder receber lá e pegar o aparato. Que é legal pra caramba, né, ele levantando a mão e os dois sensorzinhos olhando lá da nave, né, do tipo, putz, será que ele vai conseguir pegar essa merda agora?
Então tem essa, essa passagem de tempo ali que a gente não percebe, mas ali pelo menos uma meia hora, 40 minutos, uma hora passou ali, né?
É, não é na velocidade que a gente tá assistindo, né?
E isso. E aí tem a comunicação deles trazendo essas, jogando essas cápsulas de um lado para o outro, que passaram-se alguns dias ali nessa brincadeira. Aí quando o Rocky engata na nave dele e constrói aquele túnel também passa-se um tempo, porque o Rocky precisa conseguir colocar oxigênio, precisa mudar a estrutura do negócio para colocar a gravidade. Então ele gira junto, ele vai, ele aprimora a parede de vidro que eles fazem, que eles se encontram. Você se ligou disso? Que a primeira só janelinha, né?
Depois ela vai, vai ficando mais fácil para eles se comunicarem.
Isso, ela vai ficando maior, mais lisa, mais transparente, eles conseguem se ver melhor. E aí você vai percebendo o porquê da nave dele ser daquele jeito, por que que a cultura dele ser daquele jeito, porque ele tem características diferentes da nossa. Ele não enxerga, ele funciona tudo na base do sonar, então ele não precisa de luz, né? E tem uma coisa que foi sutil, e você deve ter percebido isso, que assim, a base de estudo que fez o o Grace ficar famoso foi que ele falou que não necessariamente você precisa de água ou de carbono para ter uma matéria, ter uma forma de vida.
E aí quando ele acha o astrofágio, o astrofágio é feito de carbono, ele fica: porra, errei de novo, pô, uma nave é um negócio alienígena. Não, não é oxigênio e água, né? Não é carbono, oxigênio e água. Aí ele, pô, meu estudo tava errado, achei uma nave, uma, uma, um Acer alienígena que funciona igual a gente e tal, não sei o quê. E o Rock é a comprovação da teoria dele.
É, é verdade.
O Rock é a comprovação da teoria dele, existe um ser vivo que funciona sem ser baseado em água e oxigênio.
É, é, isso é legal porque do tipo ele saiu com meio que uma confirmação de que ele tava errado e ele encontra a resposta que ele tava certo. De certa forma no espaço, né, sem ninguém lá para ver que ele chegou nessa conclusão. Isso é muito bom.
Se ele pudesse falar, né, olha aí, eu tava certo.
Sim. E dessas passagens de tempo, uma outra que eles também tratam de uma forma que você entende pelo que aconteceu que já passou um bom tempo é na comunicação entre eles, né, porque ele vai fazendo ali o depara de quando o Rocky faz os tons para qual é a palavra né? E tá muito rudimentar essa comunicação deles ali quando ele tá descobrindo. E aí de repente eles já estão na nave deles e falando, né, conversando muito de boa. E aí você olha e fala, cara, isso levou um tempo para acontecer, né? Tipo, nossa, eles devem estar dias fazendo essa porra, né?
Exato. E aí essa cena particular deles descobrindo ali, encontrando uma voz para o pro Rocky, que ele vai fazendo aquele tradutor ali no computador dele. Ele dá, vamos escolher uma voz para você e tal. E tem uma piada que eu adorei muito, que eles vão escolhendo as vozes e aí tal, e cai na Meryl Streep. E aí ele fala, né, ah, Meryl Streep pode fazer qualquer coisa mesmo, né? Que a gente sempre faz uma piada que ela podia ser o Batman, né?
E aí lá no filme eu rachei de rir nessa hora. Eu nem falei, ok, tá bom, eles tinham que fazer.
Essa hora, a única coisa que eu pensei, eu falei, cara, esse meme é universal, todo mundo sabe esse meme que a Meryl Streep podia ser o Batman se ela quisesse. Sim, é muito bom essa sutileza, essas piadas que vão acontecendo no meio. Na hora que o Rocky consegue arrumar a bola de vidro dele lá, é porque o Rocky vive numa, como é que é, numa atmosfera com amônia, né?
É. E a atmosfera de oxigênio é tóxica, letal para ele, né? É tóxica. Essa palavra que eu tava procurando. Muito obrigado, senhor.
De nada, senhor, de nada. Ela então— e aí eles não conseguem coexistir no mesmo ambiente, a não ser que eles façam adaptações. E aí é legal porque a gente não vai para nave do Rock, que ia dar um trabalho dos infernos para poder fazer aquela nave, e o efeito especial ia ser uma desgraceira, ia ter que botar CGI para encantelado. Não, botaram o Rocky dentro de uma bola de vidro e ele entra fazendo o maior gazarra dentro da nave.
E ele tá sujo, tá sujo, tá sujo, tá tudo bagunçado, tá tudo bagunçado. Parece uma criança com açúcar.
É muito bom ele: eu não tava esperando visita.
Ai, cara, não tava esperando visita é ótimo. Ele: não, tá tudo bagunçado, tá tudo sujo. É, não tava esperando visita hoje. E aí eles começam a coexistir no mesmo ambiente e é uma coisa muito bacana de você ver. E aí começa a ter aquela história dele falando com a câmera, né, dele se gravando o diário de bordo ali. E ele vai falando baixo porque ele, porra, eu não consigo falar nada, tudo ele ouve. Que que você disse? Por que que você tá reclamando que eu te ouço toda hora?
Ele é um pouco, ele tem uma audição muito boa.
Começando a achar que é um pouco tóxico. Ele não deixa eu ter espaço. Eu falei, mano, você tava sozinho até agora, você não sabe quanto tempo você ficou sozinho. Para de reclamar, velho.
Agora que você tem uma companhia, né?
É, exato. Agora que você tem uma companhia, não reclama que você tem uma companhia, pô. Você tava sozinho aí chorando as pitangas aí até quanto tempo? Aí eles descobrem juntos, né? Aí tem a cena que a essa cena aqui no IMAX, duas cenas aqui no IMAX, eu falei assim, pô, ok, beleza, ainda bem que eu vi no IMAX. É a primeira hora que ele vai querer fazer a caminhada espacial para pegar o primeiro objeto que o Rocky lança para ele, que ele bota a cara para fora, aí abre aquela imensidão do universo embaixo da nave.
A gente no espaço não tem para baixo e para cima, né? O espaço é o espaço. Você tá ali, não tem, não tem cima e embaixo, né? Aí quando ele olha para cima, aparece aquele imensidão todo. Aquilo no IMAX é lindo. E essa cena quando eles chegam na linha de Petrova, que é a linha que esses astrofágios, é o caminho que esses astrofágios pegam, né? E aí troca toda a cor, né? Ele liga o infravermelho ali e aparece todos os astrofágios em volta dele e a cena fica muito bonita.
Pô, é verdade. É essa, quando eu tava assistindo em casa, eu olhei, eu falei, essa cena no cinema deve ter sido foda.
É isso, essa cena foi espetacular, cara. É assim, se esse filme sair de novo no IMAX, eu vou assistir. É isso, é essa minha definição. E essa cena não tem CGI, ela tem um fundo verde para replicar o espaço Mas essa situação da luz vermelha e das bolinhas todas representando o astrofágio é efeito prático. Eu vi o backstage dessa cena, são canhões de luz de infravermelho passando ali. Então tem vários canhões de luz para tudo quanto é lado passando pela sala.
Quando a gente olha a cena com a luz acesa, você não enxerga nada porque a gente não vê o infravermelho. Aí tem uma das câmeras que é uma câmera com a lente para pegar a lâmpada infravermelha. Então a câmera, quando a gente vê a cena com as lâmpadas, com elas acesas, é a câmera com infravermelho que tá filmando. Então quando ele fala filma, aí quando ele fala pode ligar o infravermelho, é a hora que a câmera liga, ele troca de câmera e a câmera tá captando tudo aquilo.
Então aquilo é realmente está naquela hora. Ele tá naquela cena ali, só que a gente não veria, né? Então Ryan Gosling não está vendo aquilo. E aí você vê que o filho da puta é bom ator pra caramba, porque ele não tá nem contracenando com o fundo verde, ele está contracenando com aquilo, ele também não está vendo, e você acha que ele tá vendo tudo aquilo.
Pô, muito bem bolado, né?
Não, eu achei, cara, o Rocky mesmo não é efeito digital, ele tem ele digitalmente em algumas cenas, Mas a maioria ele é um boneco, é efeito prático, né? É um boneco.
Não, isso foi muito bom, né?
Assim, tem muita coisa nesse filme que traz essa coisa mais crua, né, para a gente poder assistir ali. Não é aquela coisa estéril de um Star Wars que o robô desliza, do Star Trek que é tudo muito frio, todo mundo com uniformezinho, as cadeiras arrumadinhas. Não, é tudo meio bagunçado, é um laboratório que não tá funcionando direito, o computador dele é meio capenga, ele amarra o computador com fita crepe, porque com fita crepe não, com silver tape.
Porque é isso que ele vai ter na nave, né, cara? Não vai ter aquela coisa, aquele ambiente estéril quadrado que a gente vê no filme de ficção científica, né?
É assim, alguma bagunça tem, não tem jeito, né?
Quando a gente viu a missão Artemis lá, os cara usam, cara. O cara vai ter um canivete no bolso do astronauta, Inclusive eu sei qual é o canivete, eu já vi para vender, custa muito caro, mas é um canivete muito bom, é um Leatherman, é um Leatherman que foi para a Lua. Ele foi da, era a marca que patrocinou as missões espaciais uma época, e agora na Artemis eles estavam de novo. E é o canivete que o Matt Damon tá usando no Perdido em Marte.
Ah, ok, faz sentido.
Momento baú de aleatoriedades aqui. Você viu?
Sim, não pode faltar, né?
Não pode faltar. Você viu até onde foi, né? Mas já fechei aqui, pronto. Então assim, é uma coisa mais pé no chão, né? Apesar de você tá falando de uma criatura, de uma partícula, de um astrofágio que tá comendo o planeta, mas essa é a parte ficção. A parte da nave que ele tem um laboratório que ele tá pesquisando é mais ou menos como é na vida real aquilo, né? A estrutura que ele tá usando É uma estrutura mais ou menos como é, mano.
A hora que ele começa a ter gravidade zero, que ele se perde completamente, aí você fala, porra, ele na hora que— ah, então a gente descobre, né, como é que ele foi, acabou parando na nave, que o outro cara que era o especialista explodiu, né?
É, é. E aí eu até ia ver se você já queria enveredar por esse caminho, porque uma das coisas que que eu gostei é quando fica dando os flashbacks, que a gente vai entendendo a história dele, porque que até chegar no porquê que ele foi parar na missão. É um pouco antes disso, o Rocky fala para ele, ah, você é muito bravo, você é um herói, né?
Você é uma ótima, vai, continua aí.
Porque assim, você olha e fala, é, pô, o cara tá no espaço, né? O cara foi para aquela missão e dá para ver que ele olha e fala, né, do tipo Poxa, né, obrigado, eu tô fazendo a minha missão, minha obrigação. E quando volta para essa parte que você falou, pô, que quem tava realmente escalado para ir na missão explodiu, teve um acidente lá, a gente vê a realidade do tipo, falam para ele, olha, você que vai ter que ir. E ele, não, ele só falou, não quero ir.
Só falta ele falar, eu nem fudendo.
É, não sou a pessoa certa, eu não tenho essa coragem que vocês estão achando que eu tenho, eu tipo não tenho esse desprendimento. E aí você olha e fala, é, do tipo, eu não imaginava que tinha sido assim. Que que a gente imagina num filme que acaba apresentando essa situação classicamente? Que o cara vai olhar e vai falar assim, não, não, eu vou lá, eu vou me sacrificar, Não é assim? Normalmente as histórias são essas, né?
Sempre o cara épico. Não, eu vou aqui, eu vou fazer a missão e tal. Ele não, ele não queria nem chegar perto do negócio.
Tá sendo 100% humano, do tipo: não, não sou a pessoa certa, gente, vocês estão malucos de me mandar para lá, eu não vou saber o que fazer, eu vou estragar a missão.
Aí tem esse diálogo que é bom, porque ele fala assim: eu tenho medo de elevador. Aí o capitão fala: mano, não tem elevador na nave, não precisa se Aí ele, mas eu nem treinei naquela piscina, eu nem fiz nada. Ela falou, não, aquilo é só para social, para rede social, a gente nem precisa.
É muito bom, é só para fazer reportagem de jornal, não precisa de nada daquilo. Ele, aham, tá bom então.
De elevador. E o cara fala, beleza, não tem elevador na nave, mano, eu levantar, vim embora. Fala, vai se lascar, mano, eu não vou ficar aqui dentro não, mano. Não, fica me tirando de idiota, vá para o inferno! Eu vou levantar e vou embora dessa porra.
É, deu para mim, né? Deu para mim, não quero essa bosta mais aqui.
Jogava o papel para o alto, falar: não, chega, gente, não dá, vocês estão abusando da minha boa vontade aqui já. Aí a gente descobre que é isso, o Roque acha que ele é muito heroico, né, por estar fazendo aquilo. Ele tá ali, não queria ter ido. E na hora que o Rocky fala assim, ah, então quer dizer que você não vai voltar? Ele falou, é, eu não vou conseguir voltar, é uma missão suicida e tal. Aí ele, pô, você é muito, é, como é que chama isso, né, na sua língua e tal?
Ele falou, é burro. O Rocky fala, né, a palavra na língua dele, como é que era, e ele só traduz por burro, mas ele vai lá no computador e escreve corajoso. Corajoso, né?
Corajoso, é isso, cara. Muito bom. E decider dele não voltar, até te mandei o vídeo, não sei se você já tinha visto, que fala do patch que eles usam, né? Como ele era civil, o patchzinho lá com as asinhas, né? Ele não pode usar o dourado porque ele não é piloto mesmo, não é oficial, mas ele ganha isso quando volta. Só que o dele é dourado. Aí eu, ué? Aí a menina explicando no vídeo, ah, porque ele não ia voltar para ganhar o dourado. Eu olhei, eu falei, nossa, me quebrou demais essa explicação.
Eu falei, eu não precisava ter ouvido essa parte. Eu falei, moça, mal ter me contado isso, né?
Não, é porque você olha, porra, foda, né? Muito foda.
Não, e aí você descobre que ele vai apagado para ida.
Os caras dão Esse plot para mim foi do tipo, mano do céu, do tipo, e ele fez a missão, né? Tipo, e ele fez a missão e ele resolveu o B.O.
Ele foi forçado, ele foi dopado, ele esqueceu metade do que ele tinha que fazer lá, ele foi lembrando no decorrer do processo e ele fez a missão. É, cara, aí você tem que dar razão para piloto lá, para capitã lá, que ela tava certa desde o princípio.
Que ele era a pessoa certa, ele era a pessoa certa para fazer.
Mas você tava lembrando da hora que o Rocky chama ele de corajoso? Tem um negócio que o Rocky fica, ele é, mas pô, você vai morrer e tal, não sei o quê. Deu, Rocky para uns segundos ali, começa a fazer uma conta e fala, ah, eu posso te ajudar. Se eu fornecer um pouco do meu combustível para você, eu vou me atrasar 6 meses, mas você consegue voltar, você consegue voltar. Nossa, ele abraça ele, graças a Deus! Ele é, mas você não ia sacrificar? Não, tava errado, eu não queria Era só conversa fiada, eu queria voltar pra—
era da boca pra fora, era da boca pra fora. Você acha que eu ia falar que não tinha solução? Você acha que eu ia falar que era um problema pra mim? Mas agora que você conseguiu, obrigado. Aí é o momento que a gente olha e fala: é, eu no lugar dele faria a mesma coisa, né? Do tipo, cara, se não vai ter solução, você é heroico. Agora, se ele arrumou a solução, meu irmão, me dá essa porra aí, me dá combustível, pô, não vai te fazer falta não.
Me dá, me dê, deixa eu voltar, me deixa voltar, pelo amor de Deus, eu quero voltar para casa nunca mais, velho, me tira daqui, pelo amor de Deus. Aí é muito bom, aí tem toda ele voltando, né, que fala, bom, beleza, ele vai voltar para casa, pô, e agora ele tem a solução para salvar o planeta, ele tem um astrofágio para voltar, pô, tá tudo resolvido. Aí o finalzinho do filme tem o vazamento Ah não, e tem uma outra coisa que eles falam lá no começo do filme e a gente na hora eu não dei muita atenção, que a raça do Rocky ela é muito inteligente, ela tem uma capacidade de gerar uma impressora 3D ali, né, que eles fazem meio na mão, mas por exemplo eles não entendem a relatividade e eles não entendem radiação.
Mas é verdade, falado rápido no começo, no meio do filme ali. Ah, é uma raça diferente, baseada em tal elemento e tal, não sei o quê, mas eles não sabem o conceito de radiação e não entendem a relatividade. Aí eu, tá. Aí lá no final do filme, quando ele descobre que o vazamento que dá do astrofágio era por radiação, ia envenenar o Rocky, o Rocky não ia perceber porque a tripulação dele tinha morrido. Porque ele tava no lugar dos motores, que era cheio de astrofágio, e apoiar a civilização não, o resto da tripulação não.
Então por isso que ele ficou protegido, né?
O astrofágio protegeu ele, só que a cura, né, para o cura não, né, o inimigo, o antiastrofágio lá, que eles falam o nome, eu esqueci como é que era o nome do negócio.
É, agora me pegou também. Qualquer nome. Só que como justamente ele se alimenta do astrofágio, e com esse vazamento ele ia ficar à deriva, né, porque ia consumir todo combustível dele, porque o Rocky também usava astrofágio de combustível, né.
Aí ele volta, aí ele pega aquele combustível que o Rocky deu a mais para ele para ir salvar o Rocky. Aí o Rocky tá meio capenga, não tava, tava morrendo e tal, não sei o quê. Aí ele se salva Ele salva o Rock, o Rock pega a nave, leva a nave pro planeta dele, aí ele termina o filme lá no planeta do Rock. E aí tem todos os paralelos, né, que no começo do filme, no meio do filme lá, ele pergunta se ele tinha um tempo pra pensar, a capitã fala, ah, eu te dou 3 horas.
Aí na hora que o Rock tá oferecendo pra ele lá, sua nave já tá quase pronta pra voltar, ele fala, ah, posso pensar um pouco? Ele falou, você tem todo o tempo do mundo pra pensar. É, na Terra ele não valia nada, na Terra ele não tinha valor porque ele não tinha família, ele não tinha amigo, ele não tinha ninguém. Então ele era dispensável, vamos dizer assim. Mas lá para o Rocky não, para o Rocky ele era uma pessoa importante, ele queria que o Rocky, eu queria que o cara ficasse. E ele acaba descobrindo que ele vai dar aula para as crianças, né?
É, e ele começa a falar que uma das coisas que ele fala quando ele quer ficar, né, de dar aula para as crianças, e a doutora fala Não, você não tá, você não se importa com as crianças. E aí no fim a gente vê que ele se importa, né? Do tipo, ele não tava só querendo escapar, ficar, né? Ele realmente se importa porque ele foi dar aula para as crianças lá.
É isso que ele queria fazer, assim, ele não tava querendo muito mais coisa da vida dele, era isso. Enfiaram ele num BO, ele resolveu esse BO, mas não era o que ele tava querendo fazer na vida dele. Ele queria realmente cuidar das crianças e tá ali com as crianças e tocar o barco. E ele dá aula de quê para as crianças?
É meio que a mesma aula que ele tá dando no começo, né?
Ele começa falando de relatividade com as crianças.
Ah, é verdade, que aí ele deriva a mesma pergunta de qual que é a velocidade da luz, mas por conta disso.
É isso, ele termina ensinando para eles. Ele tá ensinando para eles o conceito de relatividade.
Eu achei foda demais isso, cara. É muito óbvio essa, eu não tinha me ligado tanto assim.
Eu achei muito foda, cara, porque é isso, ele no final ele tava ensinando aquilo que eles não tinham, e ele tá ensinando para as crianças como, ele tá construindo uma nova, uma nova galera ali com esse conhecimento assim. Eu achei, cara, assim, gente, vocês perceberam pela nossa divulgação aqui, o quanto a gente gostou do filme, né? Se você ouviu até aqui, obviamente você tomou todos esses spoilers. Eu espero de coração que você tenha visto o filme para poder ouvir a gente falando.
Acho que a gente queria, né? Tava nós dois aqui, você assistiu semana passada, você falou, pô, vamos falar do filme, pelo amor de Deus, que agora eu assisti.
E é muito bom, né? Acho que esse é o principal, cara. É um filme muito bom, redondinho, te deixa para acima. É lindo, né? O visual do filme é lindo, cara. Vale cada minuto da experiência, né?
Vale, vale, vale, vale. Assim, é realmente, tá? Agora, totalizando toda quantidade de vezes que eu vi esse filme, 5 vezes eu vi esse filme. Caraca, eu vi 2 vezes ele no cinema. Aí quando ele chegou no Prime para alugar, eu fui apresentar ele para Érica, a gente alugou Aí a gente assistiu duas vezes, a gente assistiu na sexta, assistiu no sábado porque já tava pago mesmo, vou assistir mais uma vez.
E eu assisti de novo quando ele entrou no streaming, que é que foi agora a hora que eu assisti. Então eu comi bola quando ele saiu para alugar, porque você tinha falado bem do filme, eu tinha ficado animado para assistir, eu falei, pô, a hora que ele aparecer para alugar eu vou assistir. Né, vou aproveitar, vou assistir em casa. E aí, tipo, comi bola, não vi. Aí eu vi a sua publicação do tipo, agora não tem mais desculpa. Eu olhei, eu falei assim, não vou nem considerar que é uma indireta, porque é uma direta, eu tenho que assistir.
E aí eu assisti, tanto que a Joana falou, ah, eu vi a publicação do Felipe, aquele filme que ele falou, tal. E o dia que eu tava assistindo em casa, ela viu que eu comecei a assistir. Eu falei, ah, quer assistir comigo? Daí ela, não, eu vi que o Felipe falou bem, depois eu vejo com calma, tal. Que ela tinha alguma coisa para fazer, faculdade ficou de greve, agenda da Joana, né? É, a faculdade ficou de greve, voltou a greve, tem trabalho, eu tinha uns trabalhos para fazer.
Tá tendo aula, cara, meio de julho tá tendo aula. Então faz parte, faz parte, já tá começando a sofrer dos primeiros sintomas de vida adulta. Então tá tudo certo. Então aí eu falei, pô, tem que assistir. Que tem minha dívida histórica aqui, porque, cara, muito bom, muito bom. Feliz, feliz, cara. Filme do ano assim até agora, sem sombra de dúvida.
Facilmente o filme do ano. Duvido muito, assim, eu acho que Odisseia vai ser legal, vai, mas eu não acho que vai ser tudo isso.
É, não é bom. É assim, você sabe que eu sou putinha do Nolan, provavelmente eu vou gostar muito de Odisseia, mas eu não sei se vai ser ruim.
Não é isso, é só acho que não vai passar desse filme assim, vai ser bom e acabou, é um filme bom.
Eu acho que ele não vai trazer a mesma sensação e a mesma discussão, a mesma vontade de falar do filme que a gente ficou de Devorador de Estrelas do Odisseia. Podia ter algumas camadas, né, do tipo lá é uma história já conhecida, a gente já meio que sabe. É uma forma de contar, eu acho que faz toda a diferença. E pelo que eu tô vendo dos feedbacks de quem assistiu, sim, é um dos grandes diferenciais desse, da Odisseia, é a forma como ele tá sendo feita e a grandiosidade do filme.
Então acho que como obra cinematográfica vai valer muito a pena ver, vai ser recompensador, né, olhar tudo. Então eu acho que tem o seu baita valor, mas não vai trazer o mesmo quentinho no coração. São sensações diferentes, né? Um, a gente vai ver como se tivesse indo no museu, sabe? Do tipo, puta, você foi para Paris, tem que ir no Museu do Louvre, tem que ver a Mona Lisa. Puta, legal, tem que ver, olhar, check, fiz aqui, fiz um negócio grandioso que precisava ser feito.
É diferente de você, sei lá, ver um, escutar uma música muito legal pela primeira vez, né? Que, ah, não é a música tecnicamente perfeita, não, mas ela te trouxe um sentimento, né? Esse filme é essa sensação, é um que dá quentinho no coração.
É isso, é isso. Eu saí do cinema no primeiro dia, eu gravei um Reels no primeiro dia, tá lá no Instagram do Tangcast, tá no meu Instagram. Eu saí do filme assim mega empolgado Por causa disso, é um filme que você sai do cinema feliz, você sai com uma sensação boa do cinema assim, você sai com esse quentinho no peito. É muito curioso porque faz muito tempo que eu não saio do cinema com essa sensação, né? Termina de ver uma história e você sai feliz da história, você, porra, que história bem contada, que história bem feita.
É isso assim, galera, tô esperando agora para o próximo livro do Andrew Hird, que é o Artemis. Agora já, já, agora já virei puta paga do autor. Fala, foda-se, vai, fala o que você escreveu, eu vou ler, vou assistir o filme. Cara, ele vendeu o roteiro de Devoradores de Estrela pro Ryan Gosling antes de terminar o livro.
Eu vi essa história, né? Tem muita história de bastidor legal desse filme.
Tem um monte de história desse filme. Tem a história do dublador do Rocky, que é o o controlador dele, que ficava interagindo ali com o Ryan Gosling para dar as falas. Os cara, pô, por que a gente não aproveita essa voz que já tá aqui, né? O cara já tá aqui com a gente, vamos terminar esse rolê aqui com o cara. Aí aproveitaram ele para fazer a voz ali, já que ele já tava interagindo. Então tem essas coisas ali que aconteceram.
Tem a história da compra dos direitos antes do livro ficar pronto. Demorou 5 anos para o filme ficar pronto, cara.
É a música do senhor Harry Estiloso, que também entrou no filme meio que por acaso, né, cara?
Que você sabe aí, conta aí, vai, conta você, vai.
Não, é a atriz que faz lá a doutora, que eu esqueci o nome, montou uma playlist, né, de músicas de fim do mundo para entrar na vibe do filme e tal, e tinha essa música do Harry Styles. E ela tava cantarolando um dia, né? E o Ryan Gosling olhou e falou assim, pô, você não cantaria no filme, né? Ela, ah, não sei, vou pensar, tal. Aí ela fez a proposta do tipo, assim, mas eu escolho a música. E aí a cena do karaokê, que é onde ela canta, não era para ela cantar, né?
Assim, acho que era uma cena de fundo para eles estarem resolvendo alguma outra coisa e ter o karaokê no fundo para mostrar a galera interagindo e tal. E ela falou assim, não, tá bom, eu canto essa música, né, nessa cena. E eles resolveram incluir, né, porque não tá no filme, né, não tem no filme, no filme, ó, no livro essa passagem, no roteiro não tinha nada.
E ela perguntou para filha se ela podia, se ela achava que era legal ela tocando, era uma música legal, né. É, ela falou, não, fui perguntar para minha filha para ver se não era um filme, se não era música que passa vergonha, alguma coisa assim, que era uma música ruim. Aí ela pegou e falou, não.
E cara, incrível que assim, eu não sou um grande apreciador e acompanho o Harry Styles, né?
Eu também não, só que prestar atenção nele agora.
E assim, eu ouvi a música, eu olhei, eu falei assim, cara, essa música foi feita para o filme? Porque casa muito bem, né? Eu olho, eu falo, caramba! Então ela é uma música relativamente antiga dele já, né? E eu vi o Ryan Gosling falando que, pô, quando eles viram a música, viram que encaixou, foram falar com ele e ele super comprou a ideia, falou, não, vamos lá, pode pôr e tal. E ficou comprado, que casou muito bem, né? E eu vi até hoje, eu tava vendo um vídeo de novo que eles estão lá, virou meio que o hino do filme.
Cara, e virou mesmo, porque casou muito bem, né? Acho que quando o negócio é bem feito e tem tudo para as coisas irem casando, e cara, ficou muito, muito certinho, muito justinho. Você olha e fala assim, cara, você escuta a música, você lembra do filme, é redondo de um jeito que parece feito, né?
É, parece que foi de propósito e não foi. Na hora que você vê que não foi de propósito, você fala, meu Deus do céu, como isso não foi de propósito? Como é que essa história, como é que esse não foi? Porque eu não conhecia a música também, e quando eu ouvi a primeira vez, eu realmente falei, eu falei, caraca, que música bonita escolheram para o filme, né? Que trilha bonita do filme.
Aí eu procurei, foi feito para o filme, né?
É, eu falei, nossa, bonita a música que escreveram para o filme, né? Eu falei, pô, porque o filme começa a colocar um monte de música conhecida, né? Toca um monte de coisa tal, toca até Mercedes Sosa lá no filme, que eu virei putinha da trilha sonora do filme, tá? Eu já ouvi um milhão de vezes ela no Spotify. Aí, tirando essa parte, aí eu peguei e falei, pô, legal a trilha do filme, né, tal. Aí eu vi que tinha um Harry Styles ali, eu falei, caraca, é dele essa música?
Aí eu comecei a escutar. Aí tem uma versão do filme, mas a versão da atriz não tá no Spotify, só tem no TikTok, só tem no TikTok, não tem ela. Tanto é que eu vou tentar, tá? Se vocês escutarem essa essa música no final é porque eu fiz uma gambiarra aqui, eu não vou tomar direitos autorais. Mas caso não seja essa música no final do programa, é porque eu não consegui fazer minha gambiarra. Mas, e é isso, ela não ia tocar, não ia ter essa música no filme, e aí virou o hino do filme.
Muito, muito bom como as coisas encaixaram. Exatamente, é isso, é isso. Acho que o recado é, né, assistam. Já assistiu? Assiste de novo, vale a pena.
Eu assisti 5 vezes e eu tenho, eu sei que eu vou assistir de novo, vai ser meu filme conforto. Como o Glauco gosta de A Vida Maravilhosa do Walter Mitty, que ele assiste muitas vezes, é bom também, é bom para caramba.
O final desse filme do Walter Mitty é um negócio assim, ó, sensacional. É um dos filmes que eu queria poder ver pela primeira vez de novo, né? Do tipo, a sensação que te dá é uma, é uma, você fica realizado pelo cara, né? Você olha e fala, poxa, que legal!
Eu vou bater aqui que assim, no martelo aqui, que Devoradores de Estrela e o Walter Mitty são os dois filmes que eu queria ver pela primeira vez de novo, desses que não são clichê, né, de falar que isso, né?
Tipo, ah, eu queria ver esses sentido de, ah, vai tomar tiro, né? Todo mundo gostaria de fazer isso, né?
Só você queria ver pela primeira vez. Mas, ó, eu vou só fechar com esse daqui. Eu vi o filme, eu vi o Bastardos Inglórios no cinema e eu fui na segunda sessão assistir ele uma semana depois. Quando eu fui ver Bastardos Inglórios, eu fui igual eu fui Devoradores de Estrelas, eu não sabia nada. Eu sabia do Bastardos Inglórios, eu sabia que era um filme do Tarantino e que era na Segunda Guerra, toda informação que eu tinha só. E eu fui no cinema assistir.
Aí beleza, o filme é foda, não tem o que dizer do filme. Um dia eu já acho que a gente já fez o programa, se não fez a gente tá devendo ainda. E foda para caralho o filme e tal, não sei o quê, beleza. Aí eu fui assistir na semana seguinte uma segunda vez e beleza. Naquela hora do Strudel, que ele pede o creme, que ele pede o leite que ele fala assim, ah, eu quero um copo de leite. O cinema fez o barulho e eu não fiz, porque eu sabia, né?
Eu falei, porra, eu queria estar aqui pela primeira vez só para acompanhar a galera de novo aqui, porque a cena do leite todo mundo fica aquele, eita! Aí eu, droga, eu não tô aqui pela primeira vez, eu não posso acompanhar com eles. Então esses dois agora, Devoradores e o Walter Mitty, eu queria estar, queria ter esquecido para assistir de novo, cara. Muito bons, muito bons, muito bons, muito bons. E assim, não vou dar nota, eu já falei um milhão de vezes. E o nome do programa vai ser: eu já falei para vocês assistirem esse filme.
Acho justo, não é? Acho bem justo.
Eu já falei sobre esse filme com vocês. Então é isso, beleza, galera? Obrigado para quem nos ouviu até aqui. Você tá ouvindo aí, curte, comenta, compartilha, Espalha a palavra. E daqui 15 dias a gente volta, porque agora, como eu tenho um programa gravado, eu tenho certeza que daqui 15 dias eu vou postar. Então daqui 15 dias eu tô de volta. Ah, mas eu tô sem o Sr. JP, viu? Já vou caguetar que ele me deixou na mão aqui.
Eu ia falar, tudo pode mudar, mas ao que tudo indica, no próximo programa da timeline eu não vou estar, mas eu volto em algum momento, tá bom? Se não no próximo Porque esse senhor não vai se livrar de mim tão fácil assim não.
É isso aí, é isso aí. Espero, espero. Eu tive que falar, eu tive que abrir um programa falando sem Glauco, sem JP, ninguém me ama, ninguém me quer nessa caceta aqui, tô sozinho aqui, tá vendo?
Porque a pessoa inventa de tirar férias, ficar doente, trabalhar demais, né? É complicado, complicado.
Então beleza, galera, obrigado mais uma vez por tudo aí. Até o próximo programa!
Abraço, beijo e assistam.
Somewhere far away from here.
Agora já sei.