PL - 39 Antes da Forca por Joe Abercrombie
Olá criaturas da noite, leitores e escritores. Bem vindos a mais um episódio do podcast Pontes para a Literatura, neste episódio o host Matheus Pontes e o convidado MP Neves dão continuidade a saga da Primeira Lei de Joe Abercrombie com o segundo livro, Antes da Forca.
O livro se encontra disponível pela Editora Aleph.
Como defender uma cidade cercada de inimigos e infestada por traidores, se não é possível confiar nem em seus aliados? Glokta precisa encontrar as respostas antes que um exército apareça nos portões da cidade.
Longe dali, o povo do norte avança contra as fronteiras da União e as brechas para a resistência estão cada vez menores. É nesse contexto que um grupo improvável parte em viagem rumo a ruínas antigas, na liderança está o próprio Primeiro dos Magos, e com ele vão Jezal, Logen, Ferro e outros, que não sabem muito bem para que foram convocados… e que buscam não matar uns aos outros até descobrirem.
LINKS DO EPISÓDIO
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Podcast de games 3Continues: 3Continues
Edição: Aluaplove
LIVROS DO HOST - MATHEUS PONTES
- Canções de Bruxas e Rapsódias de Fadas Negras
- (Físico) (Kindle)
- Canções de Bruxas e Poemas de Youkais
- (Físico) (Kindle)
- Contomorfose: Doze Começos e Doze Histórias (com Viktor Danko e outros autores).
- (Físico e Kindle)
- Barbárie Fantástica Vol. 6 (Kindle)
- Revista Táquion
LIVROS DE MP NEVES
- Máscaras para os Mortos - A Ruína de Noltora (LIVRO 1)
- Máscaras para os Mortos - Asas sob o Abismo (LIVRO 2)
- Máscara para os Mortos - Nêmeses na Necrópole (LIVRO 3)
- Relatos da Ruína: Contos de Noltora (SPIN-OFF)
- Música Roubada
- Um Contrato de Luz e Espelhos
- Sangue e Terra
- A jornada de Glokta em Dagosca e a gestão da cidade sitiadaGlokta·Dagosca·Império Gurkhshi·Nicomo Cosca·Traição
- Apresentação do livro Antes da Forca e continuidade da saga A Primeira LeiJoe Abercrombie·A Primeira Lei·Antes da Forca
- A evolução de Jezal e as lições de vida e combateJezal dan Luthar·Logan Ninefingers·Crescimento pessoal·Combate
- A revelação da Semente e a decepção com o artefato mágicoSemente·Bayaz·Magia·Anticlimax
- A ascensão de Cachorrão como líder e a morte de Três ÁrvoresCachorrão·Três Árvores·Liderança·Homens do Norte
- A inconstância e a falta de desenvolvimento da personagem FerroFerro Maljinn·Desenvolvimento de personagem·Representação feminina
Fala, criaturas da noite! Bem-vindos a mais um episódio do Pontos para Lá da Literatura. Eu sou Matheus Pontes, o host desse cast, e hoje vamos dar continuidade à trilogia ali da, né, da Primeira Lei do Joe Abercrombie, no caso com o segundo livro, Antes da Forca, que foi lançado em 2007, um ano após eu ler o primeiro livro, e dá continuidade ao que a gente abordou no livro e no cast anterior. Então é uma boa recomendação você ouvir esse cast caso você já tenha ouvido o cast anterior ou lido o livro anterior, né?
Senão você vai ficar muito perdido aqui, que a gente, né, para evitar um cast gigantesco novamente, vamos evitar ficar toda hora voltando em fatos e explicações do livro anterior para situar, né, você. E para me acompanhar aqui nesse podcast, novamente tô aqui com ele, hein, Peneves? Fala, Neves!
Salve, meu querido! Bom dia, boa tarde, boa noite, todo mundo que tá ouvindo. Muito obrigado pelo convite, estou animado para continuar falando aí do Joe Abercrombie, que E é um autor que cada vez mais eu venho a respeitar e admirar.
Isso, tá lendo o quê de bom?
Estou lendo, estou relendo O Senhor dos Anéis, tá? Já tô nas Duas Torres, é uma releitura muito legal, é que eu não esperava fazer, mas comecei a fazer agora, não consigo mais parar. Também estou lendo SPQR da Mary Beard, que é um livro de história, é basicamente o livro mais famoso sobre a história da Roma Antiga, e ele é muito bom porque ele quer analisar a história sem romantismos assim, é um livro histórico mesmo. Então apesar de estar seguindo aqui o estereótipo do hominho apassionado por Império Romano, eu não estou aqui glamourizando a história de Roma, muito pelo contrário, estou procurando aqui os motivos, né, dessa história ser tão importante assim para tantas pessoas.
Isso. E eu, enquanto isso, né, estou lendo, terminando de ler Duelo de Reis, que é a sequência desse livro aqui, né, o livro final dessa trilogia, que eu já deveria ter terminado, mas surgiu alguns pormenores. Eu tô lendo O Treva, do Coelho Neto, que é uma coletânea antiga de contos góticos, O Sertão no Destino, escrito lá em 1906. Então não é uma obra moderna, né, na verdade Tá na minha lista esse. É, então eu tô lendo ele, eu tô lendo tudo quanto é coisa do sertão nordestino, eu tô lendo agora, né, tô estudando bastante.
Depois me passa, depois me passa a sua lista aí, porque eu também tô numa quest parecida.
É, então eu posso passar, mas eu estou numa quest lendo coisa do sertão nordestino, e paralelo a isso estou numa caçada por leituras Wild West, tanto de livros, né. Eu terminei de ler o Dead in the West do Joe Arlan Dale, eu li o Pombos do Inferno, eu li contos, né, o Pombos do Inferno do Robert E. Howard, e até de quadrinhos. Até fiz uma caixa específica para uma lista de HQs de sortidas sobrenaturais de personagens da DC, da Marvel.
Então, por exemplo, você tem o Jonah Hex, que é herói da DC de Velho Oeste. Ele tem umas poucas histórias sobrenaturais. Eu li, li do El Diablo, li uma também do Motoqueiro Fantasma do Velho Oeste também. E, ah, porque tô lendo essas coisas, é o tempo dirá, talvez, para vocês, né?
Pontes para Literatura, criando caminhos entre Você, grandes autores e suas grandes obras. Fala, ouvintes!
Tô passando aqui rapidinho para dar alguns recadinhos, para dar uma leitura aqui nos e-mails e mensagens. Primeiramente, uma mensagem rápida aqui, né, no comentário de um podcast do 21 Eu Não Tenho Eu Não Tenho Boca e Preciso Gritar, né? O Ademaster comentou aqui: meu primeiro podcast aqui no Spotify e é do meu conto favorito, sucesso! Obrigado, Ademaster. E cara, muito bom poder fazer isso. Eu já fiquei pensando em trazer mais podcasts assim menores envolvendo apenas algum conto muito marcante, muito importante, que não é o Eu Não Tenho Boca e Preciso Gritar.
Caso é coisas para o futuro, eu já tenho uma ideia de ano que vem como fazer uma dinâmica para livros de contos, para gerarem casts mais curtos aqui, porque, né, eu acho que podcast muito longo que nem esses daqui, apesar da gente falar tudo do livro, pode cansar um tanto. Gabriel Gundalini, que volta e meia conversa com a gente lá no Instagram também, principalmente sobre Abercrombie, aí manda aqui: essa é minha série favorita.
Ele tá falando do episódio anterior, né, O Poder da Espada. Essa é minha série favorita, o papo foi bom e é legal ver vocês conjecturando sobre os muitos personagens. Sobre esse livro em específico, acho que os problemas dele vem muito de Abercrombie ter tentado parodiar a alta fantasia mais profissional em alguns momentos, em outros tentado imitá-la. Ele escreveu um primeiro rascunho, deixou de lado e depois voltou nele anos depois.
Por isso também alguns problemas de tramas que não se desenvolveram, tipo a coisa do login com os espíritos. Cara, acho tudo válido isso que falou. E assim, é esse negócio, você começa imitando seus ídolos e gradativamente na sua carreira você vai podando, reparando suas falhas e fazendo bom uso dos seus pontos fortes. Carreira de escritor é isso, você começa imitando as coisas. Primeiro, Canções de Bruxas, Eu tinha acabado de terminar uma maratona de leitura de Edgar Allan Poe, que eu li todos os contos do Edgar Allan Poe.
Então teve pelo menos uns 3 leitores que falaram, cara, a prosa sua é boa pra caramba, porque você tava imitando... fica parecendo algo meio Edgar Allan Poe, só que tratando de um sobrenatural mais com monstro e com criatura, que é o sobrenatural que eu gosto, né? Então você começa assim, aí é aquele processo de você descobrir sua própria voz de escritor. Então não se acanhe quem às vezes tá no primeiro manuscrito e, poxa, eu acho que eu tô imitando muito um escritor aqui, acolá.
Vai colhendo feedback. E se o próprio Abercrombie passou por isso, como a gente comentou e como o próprio Gabriel aqui tá comentando, vai ser difícil você escapar dessa. É parte do processo de todo escritor se descobrindo, eu acho, né? Nath, sobre o episódio 16 do Crime e Castigo, manda aqui: eu acredito que o Crime e Castigo e o Caso dos Exploradores de Caverna deveriam ser leituras obrigatórias de todos os advogados. Dito isso, também senti um pouco de dificuldade de ler o livro por conta da tradução.
Peguei uma de Oleg Almeida e senti que a leitura foi meio laboriosa, cheia de travas. Obrigado pelas recomendações de traduções. Opa, não, sempre bom. O bom desse episódio do Crime e Castigo é que eu trouxe muita gente que entendia melhor do que eu sobre o livro. Então foi, cara, esse episódio do Crime e Castigo é foda. Foi um dos melhores episódios que eu gravei aqui no podcast, um dos mais elogiados. Já teve até professores elogiando o meu trabalho, que a gente trouxe um negócio completo e estabeleceu o que eu chamo de time intelectual.
É um grupo de amigos meus que eu chamo de agiotas da literatura, que eu chamo só para esses episódios, tipo Metamorfose do Franz Kafka. E cara, é muito prazeroso. Ouça esse episódio do Crime e Castigo. O caso que falou aqui, o caso dos exploradores de caverna que a Nath comentou, é um caso de um advogado, de um jurista americano, de um filósofo jurídico estadunidense no caso. E esse negócio de uma boa tradução, ela realmente é uma puta de uma diferença.
Uma boa tradução ela faz uma diferença positiva muito forte na sua leitura, e uma tradução ruim também pode estragar sua experiência. E falando em leitura, obrigada para advogados, O Sol é para Todos, que eu também já tenho episódio aqui, que é um dos meus top 5 livros. Ouçam lá o episódio, obviamente. Ele até muito tempo atrás, eu sei que, eu não sei hoje, mas ele era uma leitura obrigatória nas faculdades de advocacia estadunidense por conta do, não sei, né, um tratado de ética e moral jurídica, basicamente, né.
Você tem isso e tem como base ainda um caso que aconteceu na vida real. Que não é retratado no livro, mas inspira diretamente do livro, né, que o pai da autora era advogado e passou por um caso onde foi defender pessoas inocentes e ele perdeu o caso e essas pessoas perderam a vida, né. É uma coisa bem tensa, é só vocês ouvirem o podcast lá que tem a gente debatendo muita coisa sobre isso. Outro recadinho é uma coisa meio infeliz e chata, mas o Spotify começou a dar hits em alguns episódios do nosso podcast.
Então se houver alguns episódios meio antigos, como alguns do The Witcher, e outros como do Rei de Amarelo, vocês vão ver que eles estão em off, eles não estão mais lá. Ainda dá para vocês ouvir ele. Qual que é o negócio? No lugar desses podcasts foram colocados áudios onde eu explico mais ou menos a situação, e foi deixado o link da descrição, o episódio, para vocês poderem baixar e ouvir no seu dispositivo tranquilamente, tá ali no começo da descrição, tá o link de download do episódio, né?
E aí a gente infelizmente fica com o nosso episódio em off, fica com menos tempo para ser ouvido por vocês, e isso prejudica um pouco podcast. Então sempre que vocês forem ouvir esses episódios e ver que tipo, pô, só vai tomar, vocês só vão passar por um recadinho de 1 minuto de áudio, ajuda a gente dando aquele like, dando aquela compartilhada. A gente precisa desse tipo de divulgação aqui, né, até para alcançar novos ouvintes.
E assim, alguns episódios a gente tá trabalhando aqui, eu e a Paula, né, nossa editora, para poder corrigir. Tem episódios que a gente vai conseguir subir de volta e já até conseguiu subir. Como por exemplo, se eu não me engano, o episódio do Rei de Amarelo, porque o Spotify deu hit em uma das músicas da trilha sonora e eu pude regravar aquele trecho, porque era tipo, era vírgula sonora, sabe? Então eu só precisei regravar a vírgula sonora.
Tem outros que não tem como. Um dos episódios da Torre Negra, por exemplo, ele deu hit numa música de Velho Oeste que tava na abertura, na introdução, bem quando a gente está conversando. Não tem como regravar aquilo ali, eu teria que convidar todos os convidados de novo e claro, mataria aquela abertura dinâmica que a gente teve conversando antes de e aos finalmentes. Então, para não perder o ótimo trabalho de edição, eu vou deixar o episódio para download.
Então aí o episódio, eu não tomo strike do, né, dessa plataforma ridícula, né, infelizmente tem atormentado tanto a gente, outros produtores de conteúdo também. Houve muita reclamação por aí porque não é para todo mundo que consegue ter direito para poder utilizar qualquer música. Mas aí fica o episódio lá integral para vocês. Isso infelizmente também é diminui um pouco a qualidade. Eu não posso mais fazer que nem era, por exemplo, um tempo do 3 Continues, e até alguns episódios daqui que a gente traz músicas dos jogos, de série, sabe, de filme, igual eu gosto de fazer.
A gente começa a ter que caçar umas músicas aí sem direitos autorais, que, né, para não ter dor de cabeça. Até poderíamos continuar fazendo edições com músicas de filmes, criando aquelas edições dinâmicas e fodas de trilha sonora e deixando episódio só para download, mas, gente, Sabe, a gente somos um grupo pequeno. Aí você cria um podcast com uma trilha sonora excepcional, você sobe, daqui a pouco você tem que tirar e colocar um áudio genérico no lugar e deixar esse episódio bem editado só para download no Drive para vocês.
Tipo, é muito trabalho. Então eu só peço paciência para vocês, mas vocês têm aí tudo que vocês precisam para ouvir os episódios. E eu espero que, né, o Spotify não arranje outra forma de nos atrapalhar aqui, de atrapalhar também vocês ouvintes, senão Eu não sei, nem sei como a gente vai prosseguir com isso, né? Enfim, vamos prosseguir aqui. Acompanha a vírgula sonora aí e bom podcast para você. Cachorrão ficava se esgueirando às cegas pelo terreno.
Isso havia deixado com sede. Por isso ele foi andando pelos arbustos pegajosos em direção ao som do rio. Ajoelhou-se à beira da água e ali havia muito lodo por causa das folhas apodrecidas. Mas cachorrão não achou que um pouco de sujeira fizesse diferença, já estava tão sujo quanto era possível. Pegou água com as mãos em concha e bebeu. Ali, além da linha das árvores, o vento trazia a névoa para perto num minuto e arrastava para longe no outro.
Foi então que o cachorrão ouviu. Tava de barriga para baixo, com as pernas no rio e o tronco na margem. Os dois se encararam um minuto, ambos impressionados e pasmos. Uma vara comprida saía das costas do homem, uma lança quebrada. Só então o cachorrão percebeu que ele estava morto. Cuspiu na água e se esgueirou até lá, verificando com cuidado ao redor para se certificar de que ninguém estivesse pronto para cravar uma lâmina em suas costas.
O cadáver era de um homem de cerca de duas de anos, cabelo amarelo, sangue marrom nos lábios cinza. Tinha um casaco acolchoado, inchado pela água, do tipo que alguém usaria por baixo de uma cota de malha. Então era um guerreiro, um desgarrado, talvez que se perdera de seu grupo e fora morto. Um homem da União, sem dúvida, mas não parecia muito diferente de Cachorrão ou de qualquer outro agora que estava morto. Um cadáver é bastante parecido com qualquer outro.
A grande niveladora, sussurrou Cachorrão, já que estava pensativo. Era como os homens das montanhas a chamavam: Morte nivela todas as diferenças, homens nomeados e ninguéns, no sul ou no norte, no fim ela pega todo mundo e trata todos de modo igual. No livro anterior a gente terminou lá, né, com— você tinha um trio principal de protagonistas com seus respectivos núcleos, mas você tinha outros núcleos que era desenvolvido depois.
A gente tinha o Glocta, que tava, terminava o primeiro livro indo lá para uma cidade no sul com plenos poderes para poder investigar o sumiço do antecessor dele que tava lá. A gente tem o Mago Baias, que tava numa comitiva rumo a bordo do mundo com a mulher mais odiada do sul, o homem mais temido do norte, e o homem mais convencido da União. E você tinha o grupo de ex-companheiros do Logan que estavam buscando ajudar a União, buscando a morte do Betolde, que é um rei ali do norte, ali um rei que organizou várias tribos bárbaras, e que outrora, para quem outrora o Logan trabalhou, e que agora eles estão querendo a morte porque o cara tá loucaço.
E se unir com a União é a forma mais fácil, ou pelo menos que mais tem chance desse grupo conseguir se vingar do Betode, né? É um dos grandes vilões aqui da saga, é um belo vilão, né? E a gente começa o livro logo com eles, né? A gente tem uma cena com o cachorrão e com os aliados que eles estão indo rumo a Angland para tentar se unir ali com a União contra o Betode. Eles passam por um local lá com uma névoa forte, com uma carnificina de corpos lá caso todo um grupo de soldados da União que foi massacrado.
O Barca Negra até, quando a névoa tá tão densa que o Barca Negra quase confunde o cachorrão com inimigo e quase mata ele. Mas aí o cachorrão se reúne ali com o restante do grupo, e aí o Rude Três Árvores, que é o líder, ele deduz que a União vai enviar mais homens e que esses daí vão morrer também em combate. E eles, né, continuam na estrada até que eles chegam à capital da Jungle Land, né, que é o Sterhome, e eles tentam sem sucesso oferecer os serviços deles ali contra o Betode.
Só que o pessoal ali, os soldadinhos rasos e até os superiores mais imbecis que estão ali naquele acampamento debocham deles, né, e barra a entrada deles e de alguns civis que estão tentando escapar do massacre. Apenas relembrando que Anglandia é uma das partes da União, né, que é formada por Anglandia no norte, Miderlandia no meio, que tem um nome em português que eu não lembro, Stariklandia no oeste, que foi pouco citada. Tu tem o Protetorado de Westport a leste e a cidade-estado de Dagosca no sul, onde parte da história do livro também se desenrola.
Sendo que Anglândia no norte tá sendo ameaçada pelos bárbaros e Dagosca no sul tá sendo ameaçada pelo Império Gurkhsh.
É uma série de quase colônias, né, basicamente, porque tem essa terra do meio, né, essa Midland, que meio que é onde fica ali o centro administrativo, né, da união e o centro da civilização deles, né, dessa cultura que é bem europeia assim, né, bem eurocêntrica. E Anglândia é tipo quase uma colônia, só tem colônias penais, né. O Glokta fala que trabalhou lá, que tá, né, dirigindo o campo de prisioneiros, que manda a galera para lá para trabalhar.
Então, tipo assim, é uma terra meio inóspita, pouco, pouco estruturada pela União, que eles usam ali só para extrair mesmo os recursos. Então, quando o Norte vem invadindo, eles não estão tão preparados assim, porque não tem uma presença tão massiva. E mostra o despreparo imenso da União, né. Eu fico curioso para saber como é que foi a guerra anterior que eles mencionam, a guerra contra os porque o Exército da União parece ser um exército muito, né, que vive muito mais de pompa e circunstância do que de luta de fato, né.
E os nórdicos são, né, guerreiros mesmo aí, Cachorrão e sua trupe. Cachorrão inclusive cresce muito, né, ao longo da trilha. Eu gosto muito dele. Os nórdicos meio que veem que, ó, essa galera aqui é despreparada, essa galera aqui vai tomar um cacete se a gente não fizer alguma coisa, né.
Então é aquele negócio, quando esses grupos estão em jornada para tomada de território e tudo mais, e até em tempos mais remotos, o pessoal tá mais preparado. Depois, a paz, né, o momento de nobres enriquecerem, formarem família e apenas comer e beber, transforma eles em porcos despreparados para o conflito. Basicamente isso. O conflito sempre deixa você ativo. É por isso que o, que o Logan, que sempre tá na merda lutando contra Deus e o mundo, tá sempre— por mais que esteja sempre ferrado, ele é o melhor guerreiro que tu E é por isso que o Betode também declara guerra, né?
Eles mesmo comentam isso no primeiro livro, tipo, é a sacada dele. Depois de unir várias tribos que se odiavam no norte, ele precisa criar um outro conflito, senão a união dele vai sucumbir, né? Então ele vai direto no lugar mais próximo, que é Anglândia, que fica logo abaixo ali do Norte Gelado, e ele mantém aquela união ali com conflito permanente.
Isso, exatamente. Aí a gente chega lá, né, na parte do norte lá, a gente acompanha o Major West, né, que é os personagens secundários barra protagonistas do livro anterior, né. Ele tá lidando com as questões ali do exército, com Marechal Burdo e do governador Meade, que é o nobre que tá comandando Angland. Ele tá com receio, eles estão com receio da incompetência porque o príncipe Ladisla tá ali no meio, e o príncipe ele quer comandar a guerra de forma heroica, né, todo aquele negócio romanceado.
Ele acha que eles vão ganhar facinho. Foda que todo mundo acha que vai ganhar facinho, menos as pessoas que têm noção da coisa, como West. West sabe que eles estão na merda, e todo mundo vê os bárbaros como tipo, ah, é só um pessoal incivilizado e o burro, a gente pode dar conta deles, né? Tipo, e o Ladislaw tá nessa daí, tá querendo o nome dele escrito na história e tá junto querendo contar. E o Burr, ele, o Marechal Burr, ele já é consciente o suficiente para saber que, cara, tem muita treta, tem muita gente burra aqui.
O West tem noção de como faz o serviço, deixa eu promover esse cara aqui a coronel, já que ele é um dos últimos militares competentes que tem noção do território, né? No livro anterior até explica que o West, né, o Colin West, ele cresceu próximo do Norte e ele não tem confiança nenhuma no Exército da União, né? Até porque os comandantes um bando de nobre, cada um querendo mais prestígio e fama que o outro, achando que vai ser uma guerra fácil.
Para eles, a guerra é um meio de você fazer seu nome heroico, é um meio de você conseguir promoções. Eles não estão achando que sequer tem chance deles perder.
Eu acho muito— o West é um personagem muito legal, ele realmente também cresce muito. Todos os secundários são muito surpreendentes, eu acho. Concordo, com exceção da Ferro, já comentei no outro podcast.
Nossa, esse livro, esse livro eu tenho inclusive um comentário de como ela é mais mal trabalhada nesse livro, né?
Sim, é muito, é bastante mal trabalhado. Comentário geral, acho que esse é o livro mais fraco da trilogia, mas ele dentro da trilogia inteira ele vai sustentar, porque a trilogia fechada como obra só é muito legal. Mas esse livro eu acho que é o pior da trilogia.
Ah, então eu lembro que você falou, eu já vou compartilhar minha opinião adiantada, eu achei ele esmagadoramente melhor que o primeiro.
Ah, que bom!
Eu gostei muito mais dele do que do primeiro. O terceiro tá com cara de que vai ser melhor, porque o terceiro, diferente dos dois primeiros, ele não começa lento, ele já começa muito bom.
Eu gostei do terceiro, ele é muito bom. Terceiro me surpreendeu muito, né? Então, mas enfim, o West, ele é o único playbill basicamente, né, que conseguiu acender no exército. E é um personagem muito fácil a gente se apegar por causa disso. Ele é esse cara que ele é competente, né, no que ele faz. Ele não é, ele não é show-off, né? Ele não é, ele não acha, ele não se exibe a sua própria competência. Ele é competente dentro de um contexto realista, né?
Ele é o cara que tá no trabalho ali que acidentalmente se transforma em uma pessoa importante no seu trabalho. E aí recebe essa promoção, né? Só que é uma promoção meio que no meio do caos completo, onde ele e o Marechal são as únicas duas pessoas, aparentemente, né, que sabem que o Exército da União tá só se preparando para uma grande derrota assim. E ele tem que tentar evitar essa grande derrota de alguma forma.
Ele tenta fazer um controle de danos, né, para não ter muita morte, muito derramamento de sangue.
Exatamente.
Ah, me identifico muito com ele, principalmente como funcionário público.
Sim, essa trilogia, para quem é funcionário público, é muito boa.
Que soa muito, né, cara? Com certeza, cara. Até esse negócio que eu acabei de falar dos comandantes é um bando de nobre querendo um mais prestígio, fama que o outro, cara. Tem uma coisa que eu aprendi muito trabalhando com peão velho e principalmente com prefeitura, é o tanto de funcionário velho, os cara já com 50 anos, que os cara não passa nem na mesma porta. Os cara se odeia e você descobre que os cara tem briga de infância, de jogar bola na rua, tretar um com o outro e carregar isso para o resto da vida adulta, cara. É muito adulto infantilizado dentro de dentro de empresa, né?
Com certeza. Isso aí é, as pessoas são pessoas em qualquer contexto. Pode ser numa repartição, pode ser no exército aí, de uma guerra de fantasia. As pessoas vão deixar os seus piores instintos aflorarem aí nos momentos mais críticos.
Cara, óbvio que o tópico total aqui, eu fui com, eu fui homenageado aqui na prefeitura da minha cidade por um outro negócio ligado, ligado à literatura. Teve um evento de homenageando esportistas e tudo mais, e fui homenageado por conta do meu livro, minha carreira. E aí o meu chefe foi junto comigo lá no negócio, no passe da prefeitura. E quando a gente tava lá no comes e bebes, a gente passou por uma sala que tinha quadro de vários prefeitos.
O meu chefe atual conhece vários. E aí ele foi apontando só os quadros dos antigos prefeitos. Esse é filho da puta, esse é filho da puta, esse é filho da puta, mas é bom de jogar bola. Esse daqui é gente boa, esse é um dos poucos que dá hora. Ele foi xingando meio mundo de prefeito, ele conheceu quase todos. Ai, caraca, né? Mas daí, né, o bom demais, o West e o Burr saem para cavalgar e eles acabam sendo emboscados ali por homens do Norte.
Só que para sorte deles acaba sendo na verdade o cachorrão, 3 árvores e o resto do bando que embosca eles e que fala, ó, fica relaxado aí, na verdade a gente tá querendo derrotar o Betode e a gente tá querendo oferecer os serviços, nossa união. Acontece um diálogo ali até surpreendente para eles e o Burr aceita eles e deixa o West cuidando desses caras, né?
Aí a gente forma um dos núcleos mais legais para mim da trilogia, que é o West e os Sim, que você não espera, né? O West é tipo um amigo do Jezal.
É, então sim, né?
E aí do nada ele tá com os amigos do Logan assim. Esse grupinho é muito bom.
Depois a gente vai para o nosso torturador aleijado favorito, né, o Glokta, que tá lá em Dagoska, no sul, né? Ele chegou lá na cidade com uma carta assinada pelos membros do Conselho Fechado dando pleno poder para ele defender a cidade do Império Gurkh e também tendo que investigar traições e o sumiço do antecessor dele ali, que o antigo governador-geral da cidade ali era o Davosh, né, que desapareceu e não deixou vestígios. Ele conhece o inquisidor local, que é o Harker, que ele já dispensa, que ele fica tipo irritado com o Harker.
Primeiro que o Harker, ele é um racista barato. Você nota ali que a cidade ela tem uma divisão: os nativos, que são os da agência de pele escura, são a maioria, eles são mais pobres e ficam na miséria. E os membros da união são os brancos e ricos ali, que são a minoria, que tá ali geralmente vai envolver a parte militar da cidade e tudo mais. E ele nota como o Harker, ele é um péssimo do inquisidor, porque o inquisidor, apesar do Glockta ele torturar e tudo mais, ele faz isso para arrancar informações.
O Harker, ele é só um carniceiro, ele só tortura até a morte e foda-se informação. E aí fala lá que ele descobre que o Harker ele matou 2 nativos a respeito do paradeiro do Davos, sem descobrir porra nenhuma, e que tinha uma garota ainda, que é uma garotinha, acho que uns 11, 12 anos, que a Chiquel, que foi achada lá também presa. E o Glockta mandou salvar ela e pediu para Vitário cuidar da garota e arrumar ela, que ela ia ser funcionária, ia ser uma serviçal do Glockta, que era a única coisa que eu—
cara, esse capítulo, esse capítulo não, né? Todos os capítulos do Glokta nesse segundo livro para mim são a melhor parte. Eu ficava lendo e ficava tipo, nossa, quando é que vai ter um capítulo do Glokta? Porque eu preciso saber o que que ele vai fazer, tá ligado? Porque ele é jogado numa situação muito, muito horrível. E assim, o Glokta, a gente já falou no outro cast, ele é basicamente um vilão, né? Mas o Abercrombie, ele é sábio ao construir o personagem, porque ele coloca o Glokta contracenando com gente muito pior do que ele.
Porque por mais que seja um torturador, um vilão, sabe, um ele não é racista, né? Ele é jogado num contexto colonial de racismo absurdo onde, sabe, quem deveria estar fazendo algum trabalho ali de governar basicamente só tá tipo explorando aquela galera nativa e matando a troco de nada. E aí ele vê aquilo, ele fica extremamente aviltado, né? Tipo assim, nossa, eu não tô fazendo nenhum trabalho aqui, vocês são só sádicos e tal.
Tipo, eu acho que é muito bom porque você, por mais que o Grota seja um cara difícil de empatizar pelo que ele faz, ao mesmo tempo você mostra que ele tem os seus próprios princípios, sacou? Então assim, um personagem que vai ficando cada vez mais complexo, cada vez mais humano. Eu acho que é, nossa, é muito bom.
Ele vai, ele é um cara que ele tem a ótica dele, porque como ele é um inquisidor, ele é de um tipo que ele arranca a verdade nua e crua das pessoas, e nu às vezes no sentido literal, porque ele até fala de dar o negócio de deixar a pessoa que vai ser torturada pelada. Ele sabe muito bem como é comportamento humano. Então, se você sabe o comportamento humano de forma íntima, você sabe que cor de pele é só uma característica, né?
Não, isso diz, isso pode dizer coisas sobre a pessoa, mas isso não diz coisas sobre o caráter dela. Então, para ele, foda-se essa parte, né? Não é. Então, eu, e eu tenho mais, eu acho que o capítulo do Glock é tão bom porque ele pega muito a experiência do Abercrombie com jogos ali, coisa de jovem, com essas coisas, gerindo gerindo impérios, principalmente nesse livro aqui, né? Então é muito legal, cara, a parte da gestão dele.
Sim, eu adoro isso.
Mas ele tá lá investigando, né, essas coisas lá. Ele não consegue descobrir nada. Ele conhece os membros do conselho que comanda a cidade. No caso, tem um governador idoso que é o Sandan Wurms, que volta e meia tem ajuda do filho dele, que é o Koster Dan Wurms, ali como auxiliar, né? O filho dele não é parte do conselho, mas acaba dando as caras direto ali. Então dá dá para meio que considerar ele um apêndice importante. Tu tem a Carlote Danelder, que é uma mulher mó bonita aí, que ela é mestra da guilda de mercadores de especiarias, né, que é a única que demonstra tratar o Glock também muito bem.
Você tem o General Wisbruck, que comanda o exército, e você tem o Radish Kadia, que ele é o único nativo ali de Dagoska que faz parte desse conselho, e que ele é o representante, líder religioso dos nativos, e que diferente do pessoal dali, ele prefere levar uma vida humilde, ele compartilha o fardo do povo dele, né.
É um belo personagem também, muito interessante a relação dele com o Glock, tá, depois é muito legal.
É, e o grupo não fica muito feliz com a influência do Glock na cidade, né? E ele percebe. Já experimentei isso daí em primeira mão, já virei supervisor de um grupo que os cara falava assim, pô, mas a gente precisa de um supervisor. Eu falei, cara, precisa. A gente não faz serviço certo? Eu falei, faz, ué, mas tô aqui sob ordens de terceiros. Então já experimentei estar num grupo onde faz, ué, respondendo faz, ué, né?
Mas na cabeça, no monólogo interno, seria claro que não, né? Senão ninguém ia mandar um supervisor para cá.
A gente vai lá para o sul, né, com o Baios, o primeiro dos magos e um dos personagens mais poderosos da história. Ele tá com a viagem ali com o grupo passando pela região do Antigo Império, começa a dar umas aulas de história para o Gesal, que se recusa a aprender as lições do mago, né? Ele fala da necessidade de você ser adorado pelos pobres e não pelos nobres, né? Porque faz adoração dos nobres é falsa. Para desprezo do Caco Atíbios, do Gesal, que prefere adoração dos nobres e tem repulsa por pobre.
Mas aí fala que o Antigo Império, ele surgiu por influência do Juvens, né, que era praticamente a divindade da magia lá, que era o mestre do bairro. Mas aí caiu durante um conflito dele com o irmão Glustoróide, que é um dos irmãos, que é o irmão caçula. A gente daqui a pouco vai explicar melhor esses irmãos aí. O Pé Cumprido conversa lá com o Logan, que no caso Logan se feriu para caralho no final do livro anterior, mas ele tava tudo se recuperando muito bem.
E aí eles destacam que a Ferro sabia, mó habilidosa com agulha para costurar ferida, tudo mais. Né? E aí eles falam, né, dos perigos, a jornada que tá por vir.
E aí eu acho que isso, esse capítulo me dá muito uma vibe Sociedade do Anel do inferno assim, né? O contrário, pô, um monte de filho da mãe, ninguém presta, todo mundo é babaca. E só que eles estão nessa aventura aí que o palhaço criou para eles, né? Ai, ai, eu não vou nem dar spoiler aqui, mas meu Deus, essa parte para mim foi a parte mais complicada do do livro.
É porque você nota o atrito de personagens, às vezes torna desconfortável as cenas, né?
E assim, sim, é feito para ser bem assim. E mas dá para você ver claramente que o Baías tá esperando alguma coisa do Gesal, ele tá preparando Gesal para alguma coisa. Isso fica bem óbvio, né? Porque ele fica o tempo inteiro dando trela para o cara. O cara é uma almofadinha, não serve para nada, e ele tá levando o cara junto. Você já fica assim, né? Tipo, alguma coisa o mago quer com esse cara. E fica ainda dando aulas para ele de política, tipo, o que O que será que ele vai fazer?
É, então, sério, lembrando que no livro anterior era para o Gesal ter ido lá para o norte, lá junto com o West e os outros, mas ele acabou indo para o sul por interferência do Bias, né? E você só disso daí você sabe, né, que já tem responsão. Mas eles estão visitando o resto do antigo império. Aí você descobre que o Zakaros, que é o quinto dos magos, que é o mago da mesma ordem do Bias, que foi até mencionado no livro anterior, tá atuando na região tentando fazer esse antigo império crescer, né, de em volta.
É um capítulo de lawyer building isso aqui, tem vários capítulos de lawyer building envolvendo esse núcleo.
Sim, bastante. Essa parte é muito feita para isso mesmo.
O Glock tá, né, lá no sul, ele tá examinando os muros com o General Visbrück, ele tá descobrindo as defesas da cidade, tá descobrindo que as defesas tá decrépita, que eles têm poucos soldados, né. Ele tá avistando no norte o exército gurkshi que tá a caminho. Aí eles percebem que além de de poucos soldados. É o único recurso que eles dispõem, é uma companhia de mercenários que fica na cidade, que os mercenários do Nikomu Koska, que é um conhecido da Vitale, né, da Prática Vitale.
Ela até, é, nossa, esse cara saiu direto do The Witcher, né, velho. Esse cara aí é muito personagem do Sapkowski, eu gosto muito desse daí.
É, ele é bem aquele personagem cínico. E ele inclusive é mega importante, ele aparece em mais 2 livros depois dessa trilogia. Ele Ele chega inclusive a ser protagonista, sim, um dos protagonistas de um dos livros.
Nossa, adorei, porque eu gosto muito dele.
É, então, e eles, e esses mercenários nessa companhia, eles servem a Carlote Danelder, que aquela mulher mó bonita lá da Guilda dos Comerciantes. E aí ele percebe que apesar da fama de traidor, porque o Nicomo Koska, ele, negócio dele é vou ajudar quem paga mais, né? Mas ele percebe que eles são muito melhores do que, e úteis do que o General Visbrück, que os homens realidade. Porque assim, mercenário, ele anda, ele se informa, ele conhece território.
Esse negócio não é negócio de fantasia, esse negócio de você confiar em mercenário. Eu lembro que eu tava estudando uma época lá no negócio da guerra do Iraque, até o exército do Iraque contratava mercenários locais assim modernos e tudo mais, que sabia guiar, sabia rotas mais seguras, sabia as línguas locais.
Então esse negócio tem capítulos inteiros do Príncipe de Maquiavel, né, o famoso livro O Príncipe, que é só sobre tipo onde melhor você aplicar mercenários, onde você deve, né, você sendo enquanto príncipe governante, qual é a hora de você usar um exército mercenário, onde você deve usar ele, sabe, junto dos seus homens. Não coloca na linha de frente porque eles não vão lutar com a mesma empolgação de patriotas, mas também não coloca na retaguarda porque eles podem fugir.
Então coloca ali no meio. Tem toda uma estratégia assim, eu acho muito legal. E o Koss, que os homens dele são guerreiros de fato, né, ao contrário do Visbruk, que ele representa essa esse exército meio decadente da União que só tá se importando com prestígio e tudo mais, tanto que ele deixou as defesas, né, ficarem completamente arruinadas. E aí o Glokta, ele tá vindo aqui não só para investigar o sumiço do antecessor dele, mas também para impedir que a cidade caia para os gurkenses, né, que é uma tarefa impossível. Ele é jogado numa missão impossível, suicida, Logo de cara.
Sim. E aí quando ele vai confrontar o filho do governador, né, que o governador é idoso para caralho, quase não aparece, só aparece umas vezes falando e tudo mais, é um velho bem senil. Mas aí quando vai confrontar o filho do governador sobre os recursos que eles têm para sobreviver para um cerco, né, que vai ocorrer um cerco, eles falam: a gente tem alimento para 6 meses. Só que esse alimento só é contado para minoria ali, para os militares, o pessoal da União.
Ela ignora totalmente os nativos. E aí o Glock tá, fala para ele resolver isso urgentemente, né, no caso, porque isso daqui, cara, é totalmente Age of Empires, no caso, né? Essas decisões lógicas para lidar com a situação merda, né? Esse negócio dos recursos mesmo, cara, é muito claro que é uma ideia estúpida você não alimentar a população pobre. Se tu alimenta só a minoria militar da cidade, os ricos, e você vai deixar a população passando fome, eles se revoltam e fodem o seu cerco de dentro para fora.
Ou eles se revoltam em segredo e matam o exército e os nobres, ou eles abrem o portão, eles fazem um trato com os invasores e deixa os invasores entrar em segredo para acabar com os nobres, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Então A pior merda que você faz num cerco é você deixar uma grande maioria se fodendo.
Então, perfeito, não tenho, não tenho o que acrescentar, né?
Em viagem ali rumo, o pessoal ali do Bias continua a viagem deles rumo a Darmion, né? No caso, é um local que tem uma ponte que foi construída pelo Canedias para permitir eles atravessar um rio que tem lá sem dificuldade. A Ferro começa a questionar o Bias de algumas coisas, esse negócio da primeira lei, o negócio do Mago Kalu, que é um mago que ele citou, que é um dos magos da mesma ordem do Bias, só que ele é rival do o Byas, e é o responsável, né, pelo, pelo levante atual do Império Gurkshi e também pelo surgimento dos comedores, que a gente falou no livro anterior, que até aparecem, que são pessoas que comeram carne humana e ganharam alguns poderes mágicos sinistros, né.
E pergunta também sobre esse artefato conhecido como a semente, e o Byas ele resume explicando que essa tal semente é a forma dela se vingar do Império Gurkshi. Durante a noite ali, por falta de confiança no Byas, ela tenta fugir, só que o Logan intercepta ela roubando alguns recursos e conversa com ela e fala: sei que É chato para caralho que o Baez não é muito de confiança, mas olha, cedo ou tarde as pessoas precisam confiar umas nas outras.
Do contrário, a pessoa, você se torna uma pessoa solitária e quebrada, tipo que nem ele mesmo e que nem a própria Ferro. E aí ele fala para ela, ó, fica aí mais um pouco e tenta se enturmar e tenta levar essas coisas. Se você não, no decorrer dos próximos dias, não gostar da experiência, você pode fugir, eu até ajudo você a sair daqui. E aí ela meio que ressentida e tudo mais acaba aceitando, muito, muito, muito, muito a contragosto.
Mas é o pior que o Logan, ele trouxe não tem a forma certa de lidar com pessoa assim. Pessoa desse jeito você tem que deixar, você não pode controlar, você tem que deixar a pessoa ter escolha.
Com certeza. E coitado do Logan, né? Tipo, ele realmente é abandonar a vida de, sabe, de guerreiro sem lar e que só mata, que só luta. Ele não, ele quer confiar nas pessoas, ele quer construir relações, mas ele nunca consegue, sempre acontece alguma coisa terrível. E aí acho que ele entende a Ferro também, que a Ferro também é uma pessoa quebrada que nem ele, né, pela violência e tal. Mas infelizmente a Ferro não tem um desenvolvimento bom, cara.
Eu fico chateadíssimo porque podia ter, né, tipo, a única mulher assim que tem um ponto de vista mais importante, ele não desenvolveu aqui na trilogia.
Eu vou falar que a irmã do Colin, né, ela é a melhor personagem feminina dessa trilogia, né. Mas a Ferro, ela deixa devendo muito, principalmente pelo tempo ela, que ela tem muito tempo.
É, com certeza, com certeza.
E ela é uma personagem chata, ela vai, ela vai ser mais chata ainda no decorrer desse livro. Mas vamos prosseguir, né? O Glock tá, ele continua a investigação dele ali a respeito do Davos, né, do suposto traidor que estaria dentro do muro, que teria sumido com Davos. Ele vai visitar lá o Radish Kadia lá, que é o nativo lá, o responsável por liderar os nativos, né? E ele descobre que realmente o cara tem uma vida mó humilde lá, compartilhando o fardo do povo dele.
Mesmo o cara sendo um dos governantes, ele não fica no luxo, ele fica numa casinha mó pobre, né? E aí o Glockta faz um, pergunta para ele o que ele sabe sobre Davoschi, e ele fala assim: ressalva nenhuma, odiava o cara, mas eu não sei como ele sumiu. E aí o Glockta, né, que sabe ler sinceridade e tudo mais, faz um acordo com ele, ó, para conseguir mão de obra para cuidar da cidade e tudo mais. Ele fala: olha, eu vou oferecer a ala superior da cidade para os dagosquenses, eles vão poder, porque o povo de Dagosco, você vê que merda, os invasores, né, colonialistas expulsaram eles, deixa eles ficar só no relento da própria cidade, e ainda tomaram os templos, que os templos ficou na mão dos comerciantes.
É, viraram mercados. Ele fala, olha, viraram mercados, vou abrir a ala superior da cidade, seu pessoal vai poder andar por lá livremente e vocês vão ter o templo de volta. Vou tirar os comerciantes de lá. A troco disso, eu quero apoio do seu pessoal no reparo da cidade, na construção de defesas. Porque ele começa a avaliar que eles precisam ter um fosso em volta da cidade, precisa de um monte de coisa. E se juntar os soldados, que são minorias, não dá tempo de fazer isso.
E aí ele resolve isso daí, a gente precisa dos nativos. E aí, a troco disso, ele faz essas concessões e o Cádia aceita, né?
Eu gosto muito porque ele chega para o Cádia e tipo, ó, eu tenho esse acordo aqui e tal que a gente vai fazer, e assim assim, né? E acho que é um acordo até justo que ele propõe, né? Mas o cara, tá, mas e se eu não quiser fazer? Não, você não tem escolha, tá? Olha como vocês estão vivendo aqui, vocês estão vivendo no lixo, tá? Você não tem escolha, vocês vão aceitar o acordo. Então aceita logo, me poupa esse trabalho que eu tenho muita coisa para resolver.
É tipo assim, não toma meu tempo, cara, porque ou é isso ou vocês continuam seus status quo de merda aqui, cara. É tipo você oferecer comida para uma pessoa passando fome, a pessoa, e se eu não quiser comida? Você continua sentindo fome.
Ele fala exatamente isso, inclusive, né? O homem que passa fome não escolhe não. Tipo, quando ele recebe a oferta de comida, ele vai ter que aceitar, é sobrevivência.
Depois disso, ele, o Glock, tava a interrogar o Inquisidor Harker, né, que é o Inquisidor Carniceiro lá que fez merda. Inclusive, numa cena bem grotesca, ele arranca dos mamilos do cara e é Fala que descreve que ele usa um prendedor de ferro lá, tipo um negócio, né, um grampo, gruda e puxa o mamilo do cara sem parar até sair o mamilo.
Tipo um grampo.
É engraçado que ele fala um pensamento que eu compartilho muito, de como o mamilo masculino é um órgão meio inútil e que às vezes só irrita ele. Ele fala isso para o cara que arranca o mamilo do cara, né? É uma cena lenta, né? Uma cena bem visceral, eu acho que é. Mas aí ele consegue, né, informação do Davi.
Vou deixar no ar aí, mas não é inútil não, galera.
Consegue informação que o Davi, a única informação que consegue que o Davos roubava a população nativa, né, tipo, e que o cara também não sabe o que, não sabe mais do que isso, né, não sabe o paradeiro do Davos. Só que aí por fim ele vai lá conversar com a Charlotte Downelder, né, e ele vai pedir para ela retirar os mercadores de especiarias dos templos, né. Ela que tem uma vida de luxúria acaba aceitando e tem uma conversa com ele ali explicando que chegou da guilda através do marido falecido dela, né, começa a explicar um pouco da história dela.
Os dois acabam se dando relativamente bem e o Glocktay reflete como ela é o tipo de mulher com quem ele sempre quis se casar na juventude. E aqui eu tenho que dar o meta spoiler, mas esse capítulo fez eu deduzir corretamente quem era o traidor. Corretamente, mais ou menos. Na hora que tem a grande revelação, eu chego lá, porque a revelação de quem é o traidor, ela é uma boa aula de escrita. Mas eu chego nesse ponto na hora que a gente chegar na revelação, né?
Durante a jornada ali, né, a gente volta para o Logan lá, ele começa a refletir sobre os antigos companheiros dele, né, de que eles conversavam à noite, que isso fez criar um vínculo mais forte entre eles, companheiros dele. Só que salvo pelo irmão pé comprido que fala para caralho e tá, e é chato para caralho e tá longe de escolta, ninguém tá querendo conversar. A Ferro mata uns pássaros lá com arco e flechas dela. O Logan fica até chocado porque ele comenta como ela é mais habilidosa com arco até que o Hardin Sinistro, né.
E aí o Bias, ele resolve passar o tempo contando um pouco sobre o Eos, né, que é o deus dos deuses basicamente dessa mitologia aqui, os filhos dele. E aí ele começa um pouco de lore, né. Mas aí fala que no passado você tinha um mundo de homens e demônio, que o mundo dos homens e demônios era apenas um, até que Eus, que era um ser meio homem, meio demônio, se voltou contra os demônios e subjugou e separou os mundos, né? E aí ele teve 4 filhos, que é o Juvens, o Canedes, o Bedest e o Glustorod, da ordem do mais velho para o mais novo, e que eles também tinham sangue demoníaco e habilidades incríveis.
E aí fala que o próprio Eus criou a primeira lei, que é de proibir tocar o outro lado, né, o mundo dos demônios, e que a Ferro tem essas habilidades excepcionais em tudo, né, de não sentir dor, de nunca se cansar e tudo mais.
Mas a visão muito aguçada.
É, então é teoricamente para ela ter um vestígio desse sangue demoníaco dentro dela. E aí eles encontram um vilarejo arruinado, né? Aí a Ferro, o Logan e o Lutar vão investigar as proximidades. Ele nota nessa distância emocional dos três e como isso prejudica o grupo pela falta de camaradagem. Ele começa a tentar corrigir isso com os pequenos gestos, né? Ele oferece água para Ferro, depois oferece para o Gesal. Ele Ele fala, ó, por que que a gente não conta uma história, canta uma canção? Achei até estranho isso daqui, cara, né?
O Logan podia se dar muito bem no RH de alguma empresa, né, para fazer umas dinâmicas de grupo, umas coisas assim.
Sim, sim, nossa, total. Mas o Bias, ele sugere ali que ao invés disso, o discípulo dele, que é o Kwai, conte uma história do antigo império. Lembrando que até o Malacus Kwai, que é o discípulo, o Kwai, o sobrenome dele é um sobrenome do antigo império. Então isso implica um conhecimento do jovem sobre a história desse império. E aí o Kwai, que eu até já achei bom que essa parte é o Kwai que fala, porque o Kwai fica meio apagado durante um tempo.
Ele fica bastante apagado e o Baias fala muito, né? Esses capítulos é muito expositivo assim, né? E sim, só o Baias dando aulinha ficaria chato.
Então pelo menos sim, aí o Kwai ele conta, né, a história do antigo império, dá uma mudada na dinâmica. Teve a briga do Juvens e do Glustorod, que é dois dos filhos do Eos. E aí ele explica que o Eos ele garantiu um dom diferente para cada filho. O Juvens, que é o primeiro filho, dominou a arte da magia, né, que é o mestre do Baiazul Jovem. O Canedias, que é o segundo, ele aprendeu a moldar o ferro e pedra, se tornando um deus ferreiro, né, o Grande Artífice, que foi o deus responsável por criar a espada que o Logan usa e também por criar as criaturas, Alshankas, né.
O Bedesh ganhou o dom de comunicar com espíritos, que é o mesmo dom que o Logan tem.
O Logan tem, né.
E o Glustorod, é o quarto, ele deveria ter recebido o dom de se comunicar com demônios e com o outro lado, mas aí, como o próprio pai dele havia concebido a primeira lei que proibia isso, o pai não deu nada, né. Que belo filho da puta!
E depois disso, realmente vamos criar as condições para nossa própria ruína, né? Vamos lá, vamos, vamos preterir um filho aqui que é para ele realmente ficar bem ressentido e fazer alguma merda no futuro. Isso aí realmente é bem, bem, mas eu acho que é comum em mitologias no geral.
É bem Senhor dos Anéis, é tipo, como é que fala, o predecessor, o mestre do Sauron, como que fala? É o Morgoth, é o único que não tinha esposa. O Morgoth é o único que veio sozinho. Na verdade, na verdade tem um deus que ele é solteiro e tem uma deusa que ela é solteira também, e eles ficam de boas assim. Mas eles pelo menos têm amizade um com o outro. O Morgoth não tinha nem isso, né?
Mas o incel é um problema sempre.
Mas depois disso, né, o Eru desapareceu e deixou os filhos dele para cuidar da criação. Ou seja, um belíssimo e um irresponsável filho da puta. Mas aí o Juvens, ele fez a parte dele, ajuda a afundar o antigo império, né? Tem a capital ali que é Alcos, que ficava nessa região para onde eles estão indo, né? E apesar de serem ruínos, o Baias fala que já foram até muito maior e muito mais poderoso que a União, né? Coisa que o Gesal não acredita, porque para ele a União é o ápice da humanidade, ponto final.
Tipo, ele vê coisa com isso. E o Glustorod, né, ele ficou ressentido porque, porra, quando você fala, ó filho, você não vai receber presente agora, você tem um mas. Tipo, ó filho, você não vai receber presente agora, mas depois depois eu te dou presente em dobro, alguma coisa. E não, o Gustorod foi, ó filho, você não vai receber presente, boa sorte. Só isso que ele falou para o filho dele, basicamente. E Augusto ficou ressentido.
E primeiro, engraçado, primeiro ele tentou ir atrás dos irmãos, para cada um, para ver se os irmãos compartilhavam um pouco do dom, né, e do conhecimento deles. E cada um dos irmãos ficou no modo egoísta, não, isso daqui é só meu. Nenhum deles quis compartilhar. E isso levou o Gustorod, né, mais ressentido ainda, a estudar as artes profanas e começar a ouvir os demônios do do outro lado, que ensinaram.
Dá para culpar ele? Dá para culpar ele? Não dá, né?
Não, não dá, não dá. Que ensinaram a ele tipo onde cavar. Engraçado que também tem um tom de presságio, né, de mau agouro nesse onde cavar que é citado aqui. E ele aprendeu sobre os poderes que iria consumir com consumo de carne humana, né? Devorou humanos, ganhou poderes, né? Reuniu adeptos com sangue demoníaco também, basicamente os antepassados da Ferro, que era ainda humanos com sangue demoníaco. Começou a construir o seu exército de comedores com gente quebrando a segunda lei de come carne dos homens.
E aí, quando o Juvens saiu dessa cidade, né, de Alcos, o Glustoróide e os seguidores dele, que possuíam poderes de metamorfose, invadiram, né. Os seguidores dele foram devorando humanos e usando o poder de metamorfose para se infiltrar dentro do império, foi causando caos, né, a ruína. E aí, quando, quando o Juvens voltou, o império já tava caindo. E aí ele se reuniu com o Bedesh, né, com o irmão ali do meio que fala com espírito, fala espíritos.
Isso, para uma guerra contra o Glustorod. O Canedias, que é o irmão ferreiro, não quis tomar parte disso daí, ele se trancou em casa e foi gravar um episódio de Pontos para Literatura. E aí o Glustorod, ele tentou depois disso, ele viu que tava sendo derrotado pelos irmãos, ele tentou um novo contato com os demônios, só que aí ele foi enganado e ele invocou do outro lado uma força que levou à destruição, destruição total, Alcos, né?
E aí a cidade se tornou uma ruína desolada, envenenada. Isso levou à própria ruína do Glustorod, que aparentemente morreu aí, né? E o Bias, depois de ouvir essa história do Malacus, vai confirmar a veracidade disso tudo aí, né? E aí o Logan começa a sentir uma forma de camaradagem que tava buscando surgir entre eles. Eu tenho que falar aqui sobre esse capítulo, ele é o mais puro suco de lore aqui, é bem legal essa parte. E a gente lá no capítulo anterior, a gente diminuiu essa habilidade do Logan de conversar com espíritos.
E aí daqui você vê que é um dos dons que veio para um dos filhos dele, né, do filho do Eustace e tudo mais.
Finalmente foi explicada, né, a questão dos espíritos. Aí eu já comecei a achar, eu fiquei Alegre de saber, né, que tem tudo, tem uma raiz comum, que essa questão dos demônios, a magia vem dos demônios, todas as habilidades vêm dos demônios, cada uma é passada de uma forma. Sim, achei que é uma boa amarrada assim, que é uma amarrada bem elegante.
É só que, cara, só que o Bedash, ele é tão desimportante, tem até piada dentro da comunidade que o Bedash existe para irritar a fanbase do Abercrombie. Porque você pensa assim, tem essa trilogia e você tem outros livros, você tem 3 livros isolados, você tem uma segunda trilogia depois, você tem um livro de contos, eles falam, ah, vai explorar um pouco mais do Bedest e desse dom. Não, Bedest, cara, ele é mal, ele não é mencionado nem 5 vezes dentro da obra, ele é muito pouco explorado. Esse dom de espíritos aí é um negócio totalmente esquecível e mal utilizado.
Então, tipo, cara, vou te dizer que isso é, esse dom dos espíritos, ele só é utilizado no primeiro livro com alguma, com algum desenvolvimento. Aí aqui no segundo mesmo, nossa, eu fiquei chateado. A gente vai chegar Eu não vi essa parte, mas eu fiquei chateado com isso aí.
Nossa, esse dom de conversar com espíritos é muito mal utilizado, né? Uma outra coisa também que eu tenho que falar aqui, cara, e é um negócio que eu vou falar assim, é um personagem legal, mas ele é mal escrito. Eu acho o Logan um personagem meio que estranho, a ponto de ser até mal escrito. Ele tem uma personalidade muito oscilante às vezes, tipo assim, parece que o autor quer escrever ele mais taciturno como Conan, mas ele quer evitar sair do clichê.
Então, pô, vou colocar mais emoção nesse cara, vou fazer ele às vezes se alegra, às vezes ser otimista, às vezes meio às vezes ter medo, só que ele acaba recaindo. Tipo, às vezes ele é praticamente um Conan, às vezes ele é um Drax do Guardiões das Galáxias, lá do Guardiões das Galáxias. E eu acho que o que o autor queria fazer é um barbaresco, mas fugindo do arquétipo. Só, cara, ele oscila tanto que não é bem fodado disso. É como se o cara nice guy do grupo de amigos resolvesse fazer um bárbaro no RPG estilo Conan, mas volta e meia ele esquece do personagem, ele atua sendo ele mesmo.
É, eu acho que o Logan é muito Ele é literalmente insano, né? Ele tem uma, ele é neurodivergente, ele tem um diagnóstico. Então eu acho que talvez tenha a ver com isso, mas isso é muito difícil de tratar, né? Essa questão da personalidade que se muda e tal. Ah, então, porque quando ele vira lá o 9 Sangrento, ele meio que vira uma chave, né? E aí o que fica aparecendo é que o 9 Sangrento é responsável por todas as grandes conquistas do Logan, assim, é toda a fama dele é por causa do 9 Sangrento, mas o Logan em si é um cara meio, meio meio Drax mesmo assim, tipo, o cara meio bobão e muito sofrido também.
Só tem— eu não falo que ele é um personagem ruim, ele é muito agradável de você ler, principalmente no meio de tanto personagem merda. Mas ele não me parece um personagem muito bem escrito, muito bem—
ele é inconstante.
É, né?
Ele não— é, tá, entendi que você fez sua crítica, faz sentido.
A gente volta lá para o Ash, né, que tá se preparando para guerra dele com extremo pessimismo. Ele tá testemunhando o Ladis lá, que tá todo otimista, vou fazer o nobre com minhas tropas, não sei o quê. E o Ladis lá é tão iludido que ele comenta, poxa, é uma pena que a gente não alguns heróis como Glock tá vivo aqui nos ajudando. Aí o Westin fala para ele: não, cara, o Glock tá vivo, ele é Inquisidor. E aí o Lorde fica em choque, depois: não, cara, você tá enganado, deve ser outro Glock.
O Glock, aquele herói, morreu. E tipo, sabe que diálogo merda, cara, sério, que tipo o cara é tão, é tão estúpido assim que não sabe a informação pública, que o cara que ele tá procurando existe, trabalha para ele.
Eu gosto de como o Abercrombie consegue usar vários elementos da história para construir as coisas, né? Tipo assim, ele tá mostrando como o príncipe é um imbecil, né? Ele não só desconhece os verdadeiros fatos sobre a guerra e sobre o próprio reino, como ele também não valoriza a opinião do Ash, porque, pô, eu sou o príncipe, esse cara aqui é qualquer bosta, né? Ele é um plebeu aqui, ele não pode estar certo, sou eu que tenho que estar certo.
E ao mesmo tempo, a invisibilização do Glokta, né? Que no primeiro livro ele fala, pô, eu era um grande herói e tal, até o momento momento que eu fui capturado, depois que eu voltei parece que eu morri, as pessoas esqueceram de mim, meus amigos não viam quem era, quem dizia que era meu amigo não me visita mais, as pessoas não me reconhecem na rua e quando olham para mim duvidam que eu seja o Glócula. Tipo, e aí ele retoma essa invisibilização.
Sim, é, o Ladisla é bem construído como um personagem merda, né?
Enquanto tá construindo o personagem do Ladisla, achei que ficou bem boa essa parte.
E aí o Colin West vai conversar com o Jalen Horme, né, sobre que eles estão precisando de um ferreiro ali para construir armas porque os equipamentos dele estão do decreto. Esse Jalen Horme, aliás, que, né, que é um parceiro ali militar do West, ele também aparece em vários livros. Ele é um desses personagens secundários que o Abercrombie continua fazendo aparecer para te lembrar que essas obras se passam no mesmo universo. Então ele tá em outros livros.
Aí o West vai conversar com o inquisidor local ali do acampamento dos presidiários, que é o Loren, que é outro personagem que vai aparecer mais vezes na saga. Inclusive, acho que na segunda trilogia esse inquisidor aqui tem um papel mais importante, né. E aí ele consegue um ferreiro deformado local, que é o Pike, e a filha dele, que é a Carril, que ele até chega confundo.
Nossa, esse, esse personagem aí eu não dava nada para ele, velho. Sim, é, porra. Mas o Abercrombie sabe fazer um bom twist. Não vou dar spoiler, não vamos dar spoiler.
Vamos falar que esse pai que já apareceu antes na saga com outro nome, é só isso que eu vou falar, né? Mas ele tem a filha dele, Carril, que até o West confunde com um menino, né? Meio que trabalha ali com ferreiro também com o pai dela, e que ele aceita tipo o pai, ele pega o Pike para poder trabalhar para ele lá reforjando armas, porque o exército tá precisando. E ele fala, não, mas tem que levar minha filha junto. E ele aceita levar a filha junto, até porque ele olha a filha meio que é uma garota mais sisuda, e ele começa a lembrar da própria irmã e fica com sentido de culpa, né, em cima disso.
E o Loren fica meio puto, né, o inquisidor. Ele fala, não, vou informar o Sult, né, que é o superior do Glock, disso daí. Ele tipo, foda-se, vai lá. A gente volta lá para o núcleo do Bias lá. O Gesal, ele tá se sentindo miserável tomando chuva no cangote, né. Ele tá recebendo mais lições do Bias, né. O Bias começa que o céu mija em todo mundo por igual, sem distinções. Todo mundo tá meio com desgosto, mas o Gesal mais despreparado pro clima, né?
A nobreza deixou ele mole pra isso. O Logan já acha a chuva agradável, até tira a camisa e fica achando prazer se molhar. E o Gesal, tipo, cara, ele vai, tipo, ele— acho que essa parte que ele vai tentar conversar com alguém, tipo, vai tentar ser amistoso com alguém, e ele acaba indo conversar justamente com a Ferro. E a Ferro tira— a Ferro xinga ele, tipo, porra, Tanta gente para você tentar conversar e você vai conversar com ela? Ele é, e aí ele tenta conversar com o Kwai, aí o Kwai tira ele para merda.
Eu dei risada para caralho quando aconteceu isso, mais antissocial.
Mas eles encontram um campo de corpos ali, né? E aí a Ferro começa a examinar os cadáveres, o Gesal passar mal e vomita o café da manhã. O Logan até simpatiza com ele, falou: não se preocupa não, café da manhã fez mal para mim também. E aí o Bias fala para ele: ó, a gente na verdade não vai cruzar a ponte que atravessa o rio, na verdade o nosso destino é a capital amaldiçoada do antigo império, algo que a gente vai ter que atravessar por lá, tipo, lá que vai ter o caminho que a gente vai ter que fazer.
Mas esse negócio, eu fiquei muito curioso para saber o que que o Baia, porque ninguém sabe, só o Baia sabe o que que tem lá.
É, então, aliás, esse negócio aqui do Gesal tentando, você fica o tempo inteiro imaginando assim, fazer a boa, tentando finalmente conversar, já é uma mudança de caráter dele. Só que ele se fode, cara. Cara, é tipo, eu já presenciei muito isso, o cara merdeiro tentando fazer coisa boa e se fodendo quando vai fazer a boa ação. Eu tinha um colega frentista que era um bosta, que ele irritava todo mundo. No dia que ele foi tentar fazer uma boa ação e defender o morador de rua que tava apanhando um outro morador, os dois moradores se uniram para bater nele, cara.
Nunca teste de carisma. Tirou um, né? Tirou um no teste.
E aí eu vi ele tomar um murro, cara, na cara, e voou na geladeira de Coca-Cola. Isso, meu Deus, bem Gesal essa situação.
Pobre Valdo, bem Gesal, bem Gesal essa atitude.
Mas a gente volta lá um pouco para o cachorrão lá rapidamente, que tá trabalhando com este lá e com da União e tá detectando o homem, os homens do Betôdio nas proximidades. E aí ele fala, até fala para o Ash lá que os homens da União lá, inclusive o principal lá, eles lá é tudo um bando de molenga. Assim como o Logan no livro anterior lá, quando ele testemunhou o exército da União e falou, cara, esse é o exército? Esse cara, esses caras são todos uns bostas.
Eles também acabam tendo a mesma impressão quando olha ali os homens da União, né?
Ele vai construindo bem essa questão, né? Eu tenho um problema com isso, tá? Vou ter que falar, eu tenho um problema com essa questão de tipo, ah, esses aqui não não parecem guerreiros. É, sempre tem um Conan, né, um bárbaro assim, um cara bruto que vem de alguma cultura muito, né, de luta, é muito militarismo, não militarismo, mas de muita guerra. Essa coisa dos bárbaros, dos nórdicos, homens nomeados e cada um tem os seus feitos e tal.
E olhar para um exército, ah, esses caras são moles, esses caras não são, não são bons guerreiros. Tipo, beleza, eu até entendo, mas assim, coloca um ênfase muito muito maior numa estética de você parecer um guerreiro do que de você ter um exército organizado que usa táticas militares para ganhar. Tipo, eu acho que muitas obras de fantasia valorizam muito a figura do guerreiro, do cara que é, que tem a aparência de guerreiro, que tem as vestes, que tem o, sabe, a aura.
Mas na hora de uma guerra, a guerra é ganha por como o West tá lá. Tipo, se eu preciso assegurar comida para a galera, e o Glócton, a gente precisa de comida, a gente precisa de arma, a gente precisa de muralha, tem que estar bem perfeita, tem que cavar um fosso. O que ganha guerra é isso. O que ganha guerra não é o cara de peito, sabe, oleoso, sem camisa, não é o Conan que ganha guerra. Então é infraestrutura que ganha guerra.
Mas enfim, não, sim, verdade. Não, a pior que eles dão, eu acho que só existe um leve contraponto isso dentro da história, porque eles dão ênfase que o Betode não é só um rei dos bárbaros e pronto, acabou. Não, ele gosta de guerra, ele gosta da arte da guerra, ele gosta de estudar como ganhar guerra, gosta de estratégias diferentes. Ele é como se a guerra fosse uma arte, ele que ama essa arte. Só que sim, só que realmente, enquanto o Betode é isso, ele é muito competente.
É, pessoal que trabalhou e conhece o Betode, como o próprio grupo ali, tá sempre menosprezando. Parece que eles não enxergam isso, né? Eu vou concordar que é assim, tudo bem você bater nesse martelo uma vez ou outra, mas parece que toda hora fica batendo esse martelo, que como a União e a civilização é pobre, como a União e civilização é pobre, tipo pobre não de dinheiro, né, pobre de qualidade. E aí tipo, sabe, fica um negócio muito repetitivo.
Mas aí eles, o pessoal lá do Logan, da Ferro, chegam lá nessa capital, né? Tem até um rio gigante que é o Rio Aux, que eles têm que atravessar. Aí tem uma ponte de ferro, se eu não me engano, que foi construída acho que é pelo Canedias. Eu achava que era pelo Juvens, mas na verdade o Canedias. E tipo assim, a cidade inteira é ruína e só a ponte, que é uma ponte negra, tá intacta. E até eu acho que o Baias comenta que a ponte inclusive parece melhor hoje do que na época que foi feita. E porque é o deus ferreiro, né, o Canejas, ele é foda, né.
Ele, eu imagino as construções do Canejas como se fosse coisas quase modernas assim, tipo uma ponte de, sabe, uma ponte de carro assim, um negócio. Porque tudo dele é descrito como tipo metálico e muito quadrado, tipo a casa dele, o prédio dele é tipo um bloco maciço, a ponte também é toda reta, perfeita, e não tem nenhum sustentáculo, tipo ela assim, ela fica lá Ah, por maravilhas da engenharia, sacou? Eu fico imaginando assim, ele tava, ele tava séculos de isso, só que ele não compartilhou com ninguém porque ele é um egoísta do caralho. Séculos de desenvolvimento na frente de todo mundo, tá ligado?
Assim, sempre, né?
É um miserável.
Eles falam que na verdade eles estão no Palácio de Inverno do antigo imperador ali do Império Antigo, né? Eles até descobrem um mural ali com uma história do Glustorod cavando o mundo para contactar os demônios, né? E aí ele fala que o palácio na verdade não foi destruído na Guerra do Glustorod, foi na Guerra dos Jovens contra o Canedias, que foi uma guerra que teve depois, né, que os dois irmãos também, o mago e o ferreiro, os dois não se gostavam e os dois se bicaram.
Também a gente tem um momento ali do Logan comentando das espadas e dos donos, de como a lâmina, a lâmina rústica feita pelo Carnêdes, né, nunca precisa de afiar, parece com ele. A lâmina pequena e afiada da Ferro parecia com ela. E as lâminas do Jezal, que eram belas, mas que ele ficava sempre afiando e nunca usando, parecia com ele também, né. Mas até nessa parte mostra um pouco da, o pessoal comenta que o Jezal não usa e fica se perguntando se o Jezal tem habilidade.
O Jezal demonstra pegando umas frutas no Mark, que ele pelo menos habilidade da esgrima, né?
Novamente, ele é um bom esgrimista, né? Isso aí pelo menos é isso. É legal como ele vai construindo também o crescimento do Gesal, tá? O Gesal, ele é muito insuportável, mas ele é o que mais, ele que mais muda assim também ao longo do livro. É muito legal de acompanhar.
O Glock tá lá, continua penando para defender Dagosca, que é uma situação muito merda, né? Ele recebe uma carta do Suti lá confirmando que a União não vai poder mandar recurso nenhum para eles, que ele tem que se virar. Por quê? Porque novamente a União, ela tá lidando tanto com conflito no norte ali quanto o Betode, quanto esse conflito no sul envolvendo, envolvendo o Império Gurkshi, além das intrigas políticas lá dentro, né, dos nobres e políticos sibicanos.
E ainda assim, o Gokh, mesmo tendo que fazer o impossível, conseguiu ali a ajuda da União dos Dagosquenses com a liberdade deles, né, conseguiu mão de obra para reforçar as defesas, para cavar e encher um fosso em torno dos muros, né. Você faz isso para evitar que o pessoal coloca escada para subir os muros. Eles conseguiram comida para aguentar, para aguentar o cerco, né. Só que aí no processo eles conseguiram uma dívida desgraçada de 500 mil marcos, né?
E aí o Glock tá tentando tomar os recursos que eles possuem. Tipo, cara, tem inclusive tem uma cena muito cômica aqui, cara, que é o Severardi, né, que é um dos práticos do Glock. Eles descobrem que tem a dívida de 500 mil marcos, e aí ele pega e começa a contar as moedas que ele tem no bolso. Tem 12 moedas aqui, cara. Eu adoro os práticos do Glock, tá, cara?
É, se quiser, são muito bons. É todo núcleo dele é muito bom, cara, muito divertido.
E esses pequenos quirks dos personagens, cara, tipo o Severardi, ele é um fica o cabeludo. Ele lembra até que, cara, ele lembra para caralho aquele herói dos quadrinhos lá, The Darkness, lá com cabelão preto e máscara. E embora ele seja um torturador, tem um elemento que é mostrado às vezes que ele adora dar comida para pássaros, que é tipo um hobby dele, que ele fica cuidando de pássaro. O Frost é aquele gigante albino que tem língua presa, que é um brutamontes do caralho.
Mas tem uma parte que nota que a caligrafia dele é bonita para caramba, tipo bonitinha.
Ele tá muito craque em fazer aqueles documentos de confissão, né? Então ele já Tipo, já escreve o documento todo bonitinho, oficialzinho assim, para o cara assinar.
E aí o Glockta começa a catar a moeda, né? Tipo, temos que arrancar a unha para poder somar essa dívida, senão a gente tá fodido. E aí a mulher lá que eu falei, lá líder da guilda dos mercadores, ela oferece para ele 12 mil marcos, até com as próprias joias dela, né? E aí o Glockta vai ficando surpreso. Aliás, a surpresa real do Glockta vem quando aparece uma figura chamada Maltes, que é outro personagem que vai aparecer mais livros até fora dessa trilogia.
E ele é um representante do Banco Valint Balk, que é banco que foi citado no livro anterior como possível grande antagonista político, né? Um banco que ninguém sabe quem são os donos, que tem todo um mistério, que esse banco ele é meio que onipresente, e que o Glock tá conseguindo pistas de que esse banco pode estar por trás de muita coisa. E aí ele ficou incumbido de investigar, né? Ele só não teve tempo. Mas aí o cara chega para ele com uma oferta de 1 milhão de marcos, né?
Tipo, não apenas tava superando a dívida de 500 mil, é, mas tava gerando uma renda extra, cobrando. Ele pede em troca, ó, em troca meus donos vão querer alguns favores não estipulados. E aí o Glock, tipo isso, vai ter que divulgar tigrinho agora. E aí o Glock tá sem opção, né? Até análogo, né? É até análogo a situação que o outro tava antes, né? Que ele ofereceu, o líder dos nativos lá, esqueci o nome. Isso, até ele tá até numa situação análoga àquele, porque o Glock também não tem opção, ele aceita, né?
E ele fica até maravilhado e enojado pelo tanto de dinheiro que ele tem. Ele Ele recolhendo.
É muito legal essa cena, é muito legal, porque realmente, tipo assim, ele foi jogado nesse lugar e ele não tem como vencer. Ele sabe, o Sult, que é o superior dele, jogou ele aí sabendo que ele ia se lascar, e ele tem que dar um jeito. E o Glock tá, tipo, por algum motivo ele é ferrenhamente apegado à própria vida, assim, ele não realmente não quer ser derrotado, sabe? Por mais que ele diga que a vida dele não tem mais propósito, ele não quer cair.
Então ele faz de tudo. Aí quando ele recebe essa proposta, tipo, ó, tenho que aceitar, tipo, não tenho o que fazer, não tenho mais como eu resolver isso aqui. Se eu não, sabe, se eu não aceitar esse suborno aqui e tal. E outro comentário aqui é: banco em instituições bancárias em história de fantasia, façam mais. Gosto, gosto muito. Tem no The Witcher, tem aqui, tem no Discworld também, é muito bom. Dos meus livros favoritos do Terry Pratchett é sobre o banco, né, de fantasia, é muito legal.
Aliás, até essa parte do Glócteo, tem um monólogo interno dele importante quando ele vê a guerra ocorrendo e eles prejudicando, eles dando trabalho para o Império Gurkish. Você começa começa a ver um monólogo interno dele refletindo que ele quer, é, se ele quer, mesmo que vá perder, ele quer dar o máximo de prejuízo possível. E aí ele começa a mentalizar: façam isso pela minha perna arrancada pelos meus dentes. Tipo, ele tem um rancor do Império Gurksh que não, ele, e ele talvez ele mesmo não tenha percebido esse tempo todo.
Após, ele só começa a refletir sobre isso daí quando ele vê o Império Gurksh tendo problema para derrotar ele. Tipo assim, cara, a vingança dele é ser uma pedra no sapato do Império, basicamente. E aí, né, depois a gente volta para o Aí ele começa a refletir, após tanta monotonia na estadia, tanto contratempo, se ele realmente pode aprender algo com o Logan, né? Que o Baez disse isso para ele anteriormente, que o Logan era um cara que podia ensinar muita coisa, né?
E o Gesal, todo cheio de si, duvidava disso. Só que o Gesal resolve dar o braço a torcer, né? E aí ele tenta perguntar para o Logan para passar o tempo, né? Como que sobre os antigos conflitos, sobre a experiência de batalha dele. E aí o Logan, mega receptivo, graças a Deus, né? Graças a Deus você não vai ter que ter mais atrito aqui, de graça, né? Conversa com ele, começa a falar das experiências dele e dá 3 dicas para ele para sobreviver.
Né?
Primeiramente ele falou assim: finge ser mais fraco do que você parece, você nunca subestima um inimigo e nunca pensa muito em combate, tem que agir rápido. E cara, e são dicas que surpreendem o Jezal, porque para ele sempre tenta parecer mais forte e superior possível do que ele realmente é, e ele sempre subestima todo mundo. Para ele todo mundo é bosta, e para ele ele tem que mostrar que tá por cima. E engraçado que o Jezal ele raciocina rápido, como essas dicas são totalmente o oposto dele, mas ele consegue ver valor nelas. E isso é maturidade, isso é maturidade.
Sim, ele tá disposto, né, aprender. Tipo, ele tá, por mais que ele seja meio babaca, tipo, o Bias fica enchendo o saco dele, ele começa a ouvir. O Logan também, ele tem essa coisa de tipo, tá, ele tá querendo ser muito amigão da galera, que é meio esquisito, mas ele faz esse raciocínio de tipo assim, se a gente não tiver unido, primeiro problema que aparecer, a gente vai morrer. Primeiro grupo que vier mais unido que nós, mais organizado, a gente vai morrer, sacou?
E aí ele tá querendo fazer esse esforço e o Jezal tipo tá começando a aprender, tá começando a desenvolver o personagem. Isso é bem legal.
E aí o Login fala, ó, isso daí é 50% de chance de você sobreviver, os outros 50% são sorte. E aí quando eles são atacados pouco depois por um grupo de soldados de um império local, o Baia se irrita e ele cria ali uma onda de ar, né, mágica ali, desintegrando maior parte dos atacantes deles, né. Ele faz magia, tipo um grande efeito mágico grande na frente de todo mundo, né, matando vários desses caras. Ele acaba até afetado pela própria magia e cai do cavalo.
O Login com certo desafio conseguem cuidar ali do restante. E o Gesal, né, que finalmente se manca do quão ignorante ele é, porque não apenas ele viu que ele só ficou parado, ele viu como Logan e a Ferro arregaçaram os inimigos, como ele viu o Baias fazendo magia de verdade, magia pura, desintegrando carne humana.
E aí ele acorda, ele finalmente acorda, né, que tipo não é brincadeira isso aqui.
É, ele falou, porra, de fato esse velho é mago, de fato magia existe, de fato ele é o legendário Baias, e de fato eu sou inútil.
Eita, aprendeu muito! Esse momento é muito importante para a vida dele.
Sim, cara, esse capítulo é literalmente a melhor coisa que já aconteceu com o Gesal para ele evoluir como personagem. Diferente do capítulo anterior, onde ele tentou conversar com alguém lá, escolheu aquele, escolheu alguém disposto a conversar e ser amistoso, já que a outra vez a Ferro, né, tratou ele mal. Acho que até no outro capítulo que a Ferro caga no ombro dele uma hora que ela tá em cima de uma pedra, um negócio assim.
Sim, Com certeza, né?
E aí, tipo, cara, junta tudo isso, a magia do bias, né? Isso daí dá para ele ver como ele é um inútil, né? E mostra para ele se situar no mundo sobre quem ele era, né? Mostra com força para ele que, olha, você não conhece o mundo. Porque até muito tempo, para ele, ele conhecia o mundo. Para ele, ele tava no topo da cadeia alimentar, no melhor lugar do mundo, no melhor império do mundo, que é a União. E foda-se o resto. O resto para ele era mundo de caipiras.
O mundo dele é, o mundo dele era o Agriantes, né, aquele lugar belo, aquele capital do império, e onde ele podia fazer pouco de todo mundo porque ele era nobre. E o sucesso dele vinha dele ter ganhado um torneio, tipo assim, não é realmente uma coisa completamente iludida, né. Ele é um privilegiadinho, playboyzinho, que agora tá tendo que viver no mundo real. E aí ele já, mas pelo menos ele aprende, né, que gente que não aprende nunca.
É, então aí que eu vou adiantar um negócio. Eu acho que o Ladisla é criado para ser um paralelo podre do Gesal. O Ladisla é um Gesal que não aprende, um Gesal que não fica humilde, o príncipe lá. Porque os dois são muito parecidos no começo, só muda a posição, mas um é nobre, o outro é príncipe. Ambos menosprezam os outros e vivem na riqueza. Mas aqui você vê com uma diferença. Eu, isso para mim é uma receita de ouro na construção de personagem dentro de história, porque você pega um arquétipo de personagem e você não generaliza esse arquétipo.
É que nem uma vez que a gente tava conversando lá no grupo e eu falei como eu não gosto de generalizar personagem religioso hoje em dia como religioso vilanesco e ponto. E como é que você faz isso? Você coloca mais de um personagem do mesmo arquétipo, você mostra como você não se generaliza. Um você faz ser essa parte vilanesca, o outro você desconstrói, você mostra que ele não tá caindo no clichê, porque cai num clichê esse negócio também.
E eu acho que o Ladislav, ele é o contraponto negativo do Gesão nesse ponto, cara. E isso é muito bom, né?
Aliás, com certeza. E ele é o personagem fácil, né? É fácil você fazer um nobre que é mimado e que é antipático e que é assim sempre. Difícil você fazer um cara que é assim e é o seu protagonista e você fazer o seu leitor gostar dele.
É, então, sacou?
Esse é difícil, né?
Sim, é um desafio. Desafio. Aliás, eu acho útil aqui também dar uma explicada que, apesar de ser desinteressante, eu diria até mal explicado e mal construído também, sobre esses soldados que tá enfrentando aqui no deserto. Mas é bom explicar um pouco a situação política aqui, apesar de ser meio irrelevante, pelo menos nessa trilogia. Basicamente, o antigo império ali, ele ruiu faz tempo. Surgiu um novo imperador que era o Sabarbus, que ele tava tentando reconstruir ou construir um novo império ali, só que ele morreu cedo envenenado.
E nisso daí ficou duas frentes guerrilhando entre si, buscando se tornar novo imperador dessa região. Você tinha dois filhos dele, o Escário e o Goltus. E posteriormente surgiu uma terceira frente, que era um general chamado General Cabran, que é um ex-general desse imperador aí que foi envenenado, que passou a servir um dos filhos ali, que era o Escário, antes dele queria declarar independência e se tornar uma terceira frente nisso daí.
Então basicamente o que você tem aí é uma trindade de restos de império brigando, dos dois filhos do antigo, é, dois filhos do antigo imperador e um general. Guerra civil eterna, os três brigando por um novo, uns três brigando para se tornar o novo imperador da região. Inclusive foram os homens desse general que eles mataram nessa parte aí, né, que eles meteram porrada nesse capítulo. Então você tem essa disputa, né, e eu tô explicando esse cenário porque ele é assim, ele é irrelevante nessa trilogia, e eu acho que eu já ouvi falar que ele não chega a ser relevante para nada na saga.
Tanto que vou adiantar aqui que não, se eu não me engano, não chega a ser relevante. Mas o Goltus, que é um dos filhos, ele que vai ser o vencedor dessa disputa lá na, lá para frente você vai ouvir falar que ele venceu o irmão dele, venceu esse general aí. E ele vence esse daí porque ele está tendo apoio de um dos magos que vai aparecer depois, né. O Glokta, ele desperta após um pesadelo lá onde ele tava sendo comido vivo, comido vivo pelo anteriores de Dragosca, né?
Ele tem um pesadelo mó sinistro. É engraçado como a gente é direto, tem uns pesadelos bizarros, né? E aí, entre uns trovões ali, entre a iluminação do quarto dele, ele vê a figura de um velho que tá sentado no chão e que se identifica como Yuvay, que é um mago, que é o quarto dos magos da mesma origem, das mesmas ordens ali do Baias, que é o mesmo mago que a gente viu no primeiro livro lá, que ajudou e guiou a Ferro, que levou a Ferro até o Baias, né?
E aí ele aparece aí para dizer para o Glokta que o imperador do Império Gurkh lá tá usando a tempestade para mover um exército enorme sem ser tá movendo esse exército para próximo de Dagoska, que aí ele agora tem uma frota marítima poderosa, que é uma coisa que tipo assim nunca ninguém ia prever. A União sempre foi a rainha dos mares, né, tipo Inglaterra, né, com coisa, né. E então eles não esperam, ninguém espera que alguém vai tentar adentrar o mar e fazer frente a eles.
E ele traz essa informação secreta de que, olha, agora Império Gurk também tá dominando o mar, eles também estão fortes. E ele falou, aí existe de fato um traidor dentro de Dagoska, né. E aí o Glokta fala que começa a tentar conversar com ele ele, né, fala que não sabe quem é esse traidor. E aí o mago fala para ele, cara, que olha, tem um devorador puto dentro da Goski, que esse foi responsável por devorar o seu antecessor, né, que foi a forma que foi encontrada de sumir com ele sem deixar vestígio.
E aí ele tenta conversar um pouco mais, ele se irrita com esse UV por associar ele ao Baiás, né. Ele é o Glock, ele se recusa ainda a dar crédito ao Baiás, se recusa a dar crédito a esse negócio de magia, esse aspecto natural do mundo, né? E o Yuvi até acusa o Glogta dele, fala que ele é um aleijado lento para aprender as coisas. E isso eu acho que, eu tenho impressão que isso ofende muito o Glogta, que é porque é o que mais, o que ele mais conta é com a cabeça dele, com cérebro dele para observar e aprender.
Você chamar ele de lento para aprender, tipo você chamar o Sheldon de lento para aprender, tipo você vai ofender muito o cara.
É, a mente dele é a coisa mais afiada que ele tem, né? Mas ele é algum, algum brilho ele ainda tem, né? E é, mas é isso, o Glogta ele é muito cético em relação à magia e ele não já não devia ser, sacou? Porque o Baiás, ele dá toda a demonstração lá de que ele é o mago, pô. Ele chega lá e quer mais. Eles queriam que o cara fez, o cara explodiu uma parede, ele não consegue explicar a parede. Ele quebrou a mesa do outro lá, ele fez várias coisas.
O Grok já devia estar, tipo, cara, o telhado do Artífice lá, cara, aquele porra daquele telhado.
É, ele entrou na casa do Artífice, andou dentro da casa, ele viu a magia. Então ele já devia estar, tipo, não, a magia existe, eu não sei como funciona. Na verdade, não, ele chega lá e ele fica tipo, não, esse cara quer me enganar. Ah, esse cara alguma coisa tal, ele demora de comprar a história assim, mas ele não é, ele não é burro, pelo menos.
É, então eu acho que isso, eu acho que não é muito crível para o personagem. Acho que é uma das poucas falhas do personagem isso daí. Ele deveria ser pelo menos aquele cara que é ciente da própria ignorância, e não, parece que ele não é ciente disso. Parece que ele ainda acredita que o Baia seja um falso mago. Parece que ele ainda tá, ele parece o Mr. Satã na Saga do Céu, que todo ele acha que é truque, ele acha que não existe nada daqueles negócios.
Irrita.
Vai, vai.
Não, ele vai ter, ele vai ter o momento de acordar também nesse livro, né? Mas enfim, até aqui ele tá muito cético.
E aí, né, a gente volta lá para o grupo do Baiás. O Baiás ficou inconsciente, no caso a magia drenou as forças dele, ele ainda caiu do cavalo e bateu a cabeça.
Pô, a gente faltou falar disso aí, muito boa a consequência, tá? Porque você fica, a magia aparece pouco, né? E aí você entende por que que a magia aparece pouco. No momento que o Baiás usa o poder dele, né, força total, e mata vários caras de uma vez só, sabe, vence uma luta que tava perdida e tal, ele paga um preço muito caro, né, ele fica todo, todo lascado, todo estrupiado.
É engraçado porque assim, lá no primeiro livro tinha uma parte que dava umas magias simples, é uma parte que ele só fala um negócio e o filho do Betôde começa a se engasgar, tem uma parte que aquela bruxa lá ela fala um negócio e parece que começa a encantar o Logan em a voz do Bias quebra a magia dela. Parece umas magias de nível zero, aqueles truques do Dungeons Dragons. E aí aqui as magias de verdade, né, mas sempre tem consequência, drenando a vida dele e tudo mais, fazendo os feitos.
E aí ele tá todo cagado, todo quebrado, tá inconsciente. Aí eles começam a carregar ele numa carroça. O Logan acaba tendo que ficar com a missão indesejada de liderar o grupo, mesmo ele não gostando, né, mas ele é o mais experiente do grupo, né. E aí eles chegam até essa ponte aí do focos, né, que tá sendo mantido. O Kwai de forma noturna fica observando o Baiase e fica comentando que logo vai se recuperar. E o Kwai, ele fica realmente, ele fica gradativamente mais sinistro.
E para um personagem que você já vê que tem uma coisa errada, eu já vi que tinha coisa errada desde o outro, na verdade, desde quando ele escolheu ambos, Gesau, assim, eu já comecei, não, esse cara tá estranho, entendeu? Porque ele tava, ele fica meio apagado uma hora, depois que ele começa a voltar a falar, ele tá diferente.
Sim, senti, senti. Eu senti até lá atrás o próprio Baiase, peguei e falou assim, bom, não sei por que o meu discípulo tá estranhamente opressivo comigo, mas o Baiás, ele comenta isso. E isso é estranho, é comportamento anterior do Baiás, porque o Baiás, ele tipo fica parecendo aquele aliado fraco, mas amistoso com o Logan, né? E morreu esse comportamento amistoso dele lá do começo. Ele é outra pessoa, ele é um discípulo meio taciturno, meio sinistro.
Ele ficou até mais legal assim, né? Porque toda hora você olhava, ele tava tossindo morrendo.
Agora ele, que ele tá, não tá morrendo o tempo todo, ele tá, é, então querendo tirar todo mundo para merda.
Lá no norte a gente vê o West passando mais tempo ali com o grupo do Cachorrão, ali com os Bárbaros do Norte. Ele começa a se dar bem com o Ferreiro e começa a sentir uma certa atração pela filha dele, pela Carril. E aí o Três Árvores, o Cachorrão informa ele que o Betôdio tá se aproximando com 10 mil cows ali, que tá 5 dias de viagem. Eu não expliquei antes, até mencionei, mas os cows é o termo que é utilizado por soldados do norte, né?
Se Até não é criação disso daqui, é um termo que existe de verdade para designar homens livres, né? E aí a estrutura do norte basicamente é que se um homem livre que faz exatamente muita, sobrevive, que tem muitas vitórias, ele faz o seu nome, ele vira um nomeado e ganha um nome que vem de alguma ação marcante dele, né? Como é o caso do Cachorrão, que tem um bom faro, Nove Dedos, que não tem um dos dedos, Barca Negra, e o pessoal aí, né? Esse pessoal, o Tu, Cabeça de Trovão, os nomes deles vêm de feitos deles, né?
É muito legal esse recurso também de dar um apelido assim, que você já dá uma personalidade para o cara, sabe?
Eu tenho um que aparece depois, que é o Tremedeira, que é o cara, o Tremedeira, o Tremedeira eu vou deixar para falar quando ele aparecer, ele é muito bom, cara.
Sim, ele só fica, o Sinistro, cara, Sinistro é um dos mais legais, é um dos mais legais porque ele não fala nada nunca. E tipo, um monte de merda acontecer, ele É, tá, é, bora, não sei o quê. E por contraste, ele, você cria uma, cria uma personalidade para o cara que nunca fala nada, tá sempre tipo, é, bora lá, não sei o quê. Tipo, ele é sinistro, né? Você não sabe o que ele tá pensando, ele tá sempre ali. Tipo, é bem legal.
O sinistro é mais legal justamente por conta disso, né? E aí quando eles falam do Príncipe Ladisla lá, quando eles falam para o Ladisla sobre esses soldados se aproximando, que eles têm que recuar, o Ladisla ordena, pô, você não, cara, vamos encontra as forças do Betode, vai ser uma vitória heroica, esmagadora, vai colocar nossos nomes na história. Tipo, porra. E aí o Três Árvores diz que eles são um bando de tolo, né? Eles falam que eles vão estar seguindo para morte.
O cachorrão sai junto com ele lá, com peixe que ele roubou da mesa do príncipe sem ninguém ver. Ele fala, pelo menos a comida deles é boa. Mas lá em Dagoska a gente tá vendo a Vitari lá junto com o Glótica, né? Ela vai acordar o Glótica, o Glóquita. Olha eu voltando para os velhos erros do cast anterior. Mas a Vitari acorda o Glóquita lá dizendo que tem um emissário do Império Gurkshi que veio negociar os termos e o conselho lá com o Conselho dos Superiores da Goska, que eles não haviam acordado o Glock.
Então aqui você já ganha, poxa, é, tem gente lá dentro que tá querendo negociar com os Gurkishes e que não tá deixando o Glock tá ciente disso. E aí ele vai de encontro dele sem prévio aviso, ele chega lá e topa com o General Visbruck, ele toca com o pessoal lá, né, que tá conversando com o emissário do Império, que é um tal de Shabed Al-Slik. Aí ele tá oferecendo o nome do imperador, tá oferecendo chance dos membros da— aqui também novamente é guerra realista, porque os invasores eles estão tipo oferecendo um caminho fácil para poder ganhar a guerra.
Eles falam assim, olha, sabemos que vocês da União estão evacuando, estão comandando essa cidade, a gente quer a cidade, a gente não tá ligando para vocês. Se vocês evacuarem essa cidade e deixar da Gosca, a gente vai tomar isso daqui, já era, vocês não vão enfrentar represália. E aí o Glokta fala que vai pensar na resposta até o pôr do sol, né? E aí a Vitária, até a Vitária, ela, né, ela tá trabalhando para o Glokta, mas ela é uma correspondente direta do Sult, E ela lembra o Glock que a rendição não é uma escolha aceitável, né?
Teve, tem uma carta, ela tá lá para vigiar o Glock, basicamente.
É um filho da puta, caralho.
Não confia totalmente nele.
O Suti é um personagem que principalmente acho que nesse livro aqui, cara, várias vezes quando tem interações dele, principalmente com o Glock depois, eu parava e pensava: eu queria ver esse cara na mesa de tortura do Glock. É, então, mas daí fica tranquilo. Mas daí eles capturam o emissário quando ninguém tá vendo, né? O Severard chega para ele e fala: a gente capturou ele. E quando vai torturar esse daí, o Grog tá arranca a verdade, né, tentando encontrar o traidor ou traidores.
E aí ele arranca desse emissário aí do Império que tanto o filho do governador, né, o cara que falou que eles só tinham comida para os nobres, né, que é o Corstidam Vrums, quanto a Aether, que ali o líder da Guilda dos Comerciantes, ambos são traidores. E aí o Grog tá falando lá para o Frodo: você sabe o que fazer. E aqui fica uma lição legal descrita para esse negócio de suspeitos e narrativas. Eu falo que eu deduzi 50% porque na hora que a Aider tratou ele mega bem, eu falei, cara, ela é a traidora.
E aí eu falo para você qual que é a lição que fica aqui: quando você vai construir esse negócio de ter um suspeito na obra, primeiramente, é, geralmente a gente não vai suspeitar do mais suspeito. Você deixar um cara mais sinistro como suposto assassino, o suposto traidor, cara, todo mundo todo mundo vai suspeitar desse cara. E aí é o personagem que geralmente vai tratar bem, ser amistoso, o que você suspeitaria menos é quem tem a real chance de ser o verdadeiro traidor.
Só que para quem é leitor ou escritor experiente como nós aqui, eu acho que fica fácil deduzir isso. E aí qual que é a jogada de mestre? Ele não faz ter um traidor, ele faz ter dois traidores. Eu não vi a ideia, eu não vi dois traidores investigando. Vi um traidor.
É, eu também não tava imaginando. Eu lembrei de uma, tem uma cena do The Office, né, que o Dwight, eles estão investigando alguma coisa, o Dwight fala isso, né? Não, isso aqui tá muito fácil, porque sempre tem alguém que você suspeita mais. Nunca é quem você suspeita mais, mas também não é quem você suspeita menos, porque seria muito óbvio. Então é quem você é.
Então é basicamente isso, cara. Esse negócio de você tratar um mistério por trás de uma figura, você colocar duas suspeitas mais no médio assim, figura figuras para ocupar esse busto. É sempre inesperado. É tipo aquele final de temporada do Walking Dead que ninguém sabia quem o Negan havia matado. E qual que foi a virada genial? Quando, depois de várias suspeitas, o pessoal fazendo ranking, não, quem que morreu, quem morreu, quando chegou a próxima temporada, o Negan não havia matado um personagem, havia matado dois personagens.
Então ninguém preveu com total certeza, porque você fica induzido a pensar em apenas um. E é uma lição genial de escrita.
E aí você surpreende todo mundo, aí você surpreende todo mundo, porque até quem adivinhou um Não adivinhou 2.
Isso é genial, isso, cara. Isso é o tipo de coisa que você pode aprender com um livro, cara, para que você que é escritor e tá ouvindo esse podcast. Lá no sul, a Ferro avista um grupo de 13 homens que tá seguindo eles, né? E o grupo do Logan se estabelece ali em umas ruínas para que eles vejam que não tem como evitar e vão ter que lutar, né? A Ferro até pode correr e deixar eles para trás, mas ela decide ficar e lutar apertando a mão do Logan, né?
Tipo, dando a entender um pouquinho de construção dela aqui, mas é um conta-gotas numa piscina de merda, né? Então não vou nem dar muita consideração nisso. Aliás, eu vi teorias que essas ruínas são um cenário importante lá do outro livro do Abercrombie, o Heroes. Mas no caso seria um livro que se passa 8 anos após esse daqui. É só teoria dos fãs, eu vi o pessoal comentando sobre esse capítulo, né. Lá no norte a gente tem o Colin West vendo os exércitos sobre as ordens do Lajd lá tendo dificuldade de atravessar o rio, né, porque eles estão fazendo uma marcha para a própria morte.
E aí ele entrega uma carta para o Jalen Hormes lá, para o tenente que é amigo dele, e fala, cara, para ele, olha, vai na companhia de mais 6 homens, volta para o Lorde Marechal Burr e avisa ele que a decisão idiota do príncipe deu merda. E fala, caso não volte, cara, pede desculpa para minha irmã, Ela vai entender. Para quem não se lembra, ele no livro anterior, ele perdeu a mão e agrediu a irmã dele após ela provocar ele, né?
A cena muito pesada, uma das cenas mais pesadas do livro.
Sim, sim, né? Também é um negócio de como uma agressão simples pode ser muito mais pesada do que cena de tortura no livro, né?
Não, é muito mais pesado que é pessoal, né? Tipo, você é um irmão e tipo tenta— nossa, é, tem muitas coisas que são muito genéricas nessa trilogia, nesse universo, mas a construção dos personagens é muito bem feita assim. Eu acho que o Abercrombie, ele podia escrever fácil fácil a novela das 8, tá ligado?
Sim, né? Mas o Glock tá, ele vai lá se reunir com o superior de Tagosca. É foda a gente ficar saltando de núcleo assim, né? Porque o livro ele salta de núcleo, vai e volta e tudo mais.
Mas aqui a gente fala, é, eu gosto, tá, quando salta muito núcleo, porque eu não fico enjoado. Porque às vezes quando você se prende muito no núcleo, tipo, às vezes vai ter uma coisa que você não gosta, tipo a jornada, a O grupinho da viagem do Baias, para mim é a pior parte. Eu não, eu não me conectei tanto com essas partes.
A melhor coisa da viagem do Baias para mim é a Lore e o Gesal.
É isso, tipo assim, o Gesal é legal, mas assim, nem a Lore eu gostei muito, porque depois você fica só explicando o lote. Parece que ele tá fazendo uma aula de campo com os caras, sacou? Tipo, não, a gente vai viajar aqui, eu vou te explicar a história toda do mundo. Beleza, mas enfim, não é que seja nem ruim, né, mas é que não é, para mim foi a parte mais fraca.
Não é, ah, eu acho que é legal porque coloca as cartas na mesa, explica as coisas, mas Mas não é tipo assim, não me surpreende, sabe? Não é uma, não é um lore incrível.
Sim, é, podia ter, podia ter sido mais bem feito, exato. Mas o Glock tá muito legal e o West também é muito legal. A guerra, os dois cenários de guerra assim, as duas guerras perdidas, sabe? É muito legal.
Mas aí o Glock tá, ele se reúne lá com os superiores da Goska, né, com o pessoal lá, né, a mulher, a Eider, o moleque lá que também é traidor, o General Visbrück, e com mercenário, né, o único como Koska, que segundo a Aether, né, que é a contratante dele, ele tá ali para garantir que eles vão discutir o destino da cidade de boas, né. E aí o Glokta joga em cima da mesa a cabeça do emissário, né, e fala, ó, já sei quem são os traidores.
E aí o moleque lá, o filho do governante, o Kosterdam, ele fica em pânico porque ele percebe que foi desmascarado. A Aether reage meio que com calma dizendo que os soldados do Koska, e fala, ó, independente de você ter descoberto quem são os traidores, pessoal do Koska já tá abrindo os portões da cidade para os soldados do Império Gurkshi. Tipo, na verdade, os dois ali, tanto ela quanto o moleque que ele é o filho do governante, eles estavam numa aliança com o Império Gurkshi, que eles estavam vendendo a cidade.
Falou, a gente vai abrir o portão aqui, vocês dominam os nativos e a gente vai embora, e a gente ganha com isso, né? Só que aí o Glock revelou que, ó, o Koska agora tá trabalhando para ele. Ele usou aquele dinheiro, parte daquela renda extra lá, comprando, né, o Koska. E aí a Idris fica pálida porque ela não esperava por isso, ela não viu isso chegando e não imaginou que isso ia acontecer.
Isso muito bom isso, né?
Então, e aí o Prático Frost, ele prende o Worms, né, e a Aether, para poder, para eles poderem ser interrogados. E o General Wiesbrück, que era o único que não era um traidor de nada, ele só reafirma a posição dele, cara. Ó, eu tô aqui para defender a cidade, vocês sabem, para você. Aí o Glock aceita, né? Tipo, né, tanto faz. General Wiesbrück, nada é a mesma coisa, né?
E aí é o cara, mesmo morto, tá ligado? Não fez nada, nem fede nem cheira, não traiu também, é leal Mas também a lealdade deles que fica nada.
É, então, e aí ele fala para o Koska lá e para Vitari, tipo, ó, pega a cabeça do emissário aí, coloca no espinho do lado de fora para exibir para o Império Gurk, tipo, mostrar que a gente não tá para brincadeira, tipo.
Nossa, assim, é muito horrível, tá, gráfico, morte e tal, mas tipo, sendo colocado nessa situação que ele tá, de absolutamente nenhuma chance de resistir, tá ligado, e você vê o Glock tá tipo superando tipo cada dificuldade mais difícil que a outra, você sabe, cada problema mais complicado que o outro, e ele vai superando um por um. Tipo, é muito legal, tá ligado? É muito legal, cara.
É tipo dois lutadores se enfrentarem, um ser mais fraco, outro ser mais forte. O mais forte venceu o mais fraco, não traz nada, não é novidade.
Isso, isso.
Só que o mais fraco resistir ao mais forte é mérito para o mais fraco e humilhação para o mais forte.
É que é outra aula de escrita. Tipo assim, o leitor ele vai empatizar automaticamente com quem tá perdendo, sacou? Com quem quem tá na situação de vulnerabilidade. Se o seu protagonista ele é o grande herói poderosão, que é mago, que usa arma, que luta, que tem a melhor armadura, que tem isso, que tem aquilo, ninguém vai gostar dele, sacou? Agora, se ele é um lascado fodido, tem que comer pão com reboco de parede, a gente quer que ele vença, entendeu?
Você parece que descreveu muito bem o protagonista de um livro nacional que eu li uma vez. Piores livros nacionais que eu já li, eu já contei essa história, e eu não posso falar mais sobre esse detalhe. Deixa quieto, deixa quieto. Mas a gente volta lá para o Jezal, né? Ele assim, aliás, só voltando ali rapidinho para o Gokta, esse negócio dele exibir a cabeça do emissário tem uma outra função. A partir do momento que ele pega a cabeça do emissário e exibe para o lado de fora, ele tá dificultando que o Império Gurkshi plante mais sementes traidoras lá dentro.
Porque teoricamente eles tinham traidores lá dentro, não queriam ganhar a guerra por eles abrindo os portões e tudo mais. Aí agora o que a cabeça empalada do comentário deles plantou a ideia foi que não tem como comprar os caras. Então é, o Glock tá, passa a ter se preocupar só com luta direta, ele passa a ter que se preocupar muito menos com intriga política. Também, também estratégico isso, porque ele evita um problema chato.
Ele foi bem esperto.
A gente volta lá para o núcleo do pessoal do Baiás, né? O Gesalta se sentindo inseguro diante da perspectiva de uma batalha, né, que tá por vir. Aí o Logan fala para ele, ó, todo mundo sente medo antes da luta, tá? Ele fala que só a Ferro que não sente mais ferro, não é normal. E aí a Ferro e o Logan se adiantam para luta e o Gesalta é colocado para ficar para trás, né, defendendo tanto o Baiás quanto o Malacus Quai. O irmão pé comprido simplesmente deu no pé, né?
Ele até fala a parte lá que ele não sabe lutar, que ele sabe correr e se esconder. Mas aí do topo de um morro, a Ferra bate uns 3 homens ali com as flechas dela, né, que são 13 no total, né? E depois ela parte para porrada com a lâmina curva dela. O Logan com aquela lâmina do artífice se esconde, pega uns cara de surpresa e arregaça os caras, né? Ele mata um monte deles, mesmo se ferindo um pouco e sentindo falta do 9 Sangrento nessas horas.
Então é legal que mostra que, ah, o 9 Sangrento não é um recurso que ele tem à disposição, não é só ele se soltar e rola o 9 Sangrento, né? Mas ele acaba, ele acaba tendo problema ali com o líder dos homens, né, que é ele que fala que eles estão servindo Cabrian, que é um dos nomes lá do imperador, que ele tá lutando para ser imperador do local. Só que ele consegue vencer e depois consegue salvar a Ferro ali, que tá tendo problema com um dos inimigos.
E aí, né, o Gesal tá lá armado com as espadas lá, tá de prontidão, tá cheio de medo, e ele avista dois homens se aproximando dele. E aí ele fica mó nervoso porque ele nunca ficou numa situação de vida ou morte onde dependia dele, e ele não tem mais ninguém, né, só o malaco Sky, ele praticamente hipnotizado observando o Baiás inconsciente. Aí ele lembra das dicas do Logan, também das táticas de esgrima. E aí na hora do combate ele se surpreende porque ele consegue com facilidade se esquivar e matar os dois homens com facilidade.
Ele mata com extrema rapidez eles e ele fica mó surpreso. E aí ele foca, fica mó empolgado pela vitória dele, ele não vê quando um terceiro homem se aproxima dele e desmaia ele com um golpe na cabeça. E aqui eu confesso, eu fiquei mega animado de ver o Gesiel se dando bem no combate, porque aqui, diferente de lá no começo do torneio, aqui ele já tá humilde. Aqui já tá, tanto que é lá no torneio, quando ele começava a vencer aquele campeão, ele ficava todo cheio de si.
Aqui não, aqui ele fica uma empolgação otimista. Ele, cara, eu não acredito, eu venci! Aquele, ele parece uma criança feliz que conseguiu uma conquista.
Aqui tá muito mais legal, porque de fato é a primeira vitória de verdade dele, né? Tipo, a primeira vez que ele tá lutando por uma coisa que a própria vida, né, que de verdade não é uma brincadeira. Ele não tá sendo ajudado por um mago, ele tá tendo que se defender. E ele vê que, pô, não, realmente eu treinei, eu me esforcei, eu tenho uma habilidade aqui, sacou? E esses caras não conseguiram me vencer. Só que aí ele já cai no erro de ficar feliz demais.
É, então, mas é, esse é o ponto que a gente finalmente pode falar tranquilamente que o Gesiel irrita menos do que ela, que a Ferro. A gente vê o West lá assistindo ao Ladislau em batalha, né, comandando as tropas lá como um idiota que não sabe comandar. O Príncipe Hades ataca tudo confiante, ordenando para cavalaria para ir de encontro aos homens do Betôdio. O Ash percebe que é uma armadilha, mas ninguém ouve ele. Aos homens vão, os homens do Betôdio dão uma recuada e eles partem atrás de uma colina perseguindo os homens do Betôdio.
E aí tem uma demora e vem uma névoa, e essa névoa é importante porque ela vai aparecer mais vezes. Essa névoa, já adiantando, é um recurso sobrenatural. E essa névoa surge tampando a visão deles, né? E aí eles acabam sendo atacados pelo verdadeiro exército do Beethoven, que vai, que chega a cavalo arregaçando o exército, chega de surpresa ali por trás dessa névoa e começa a arregaçar todo mundo, inclusive chegando até o local ali onde tá o Príncipe Ladisla, com o West sendo derrubado ali no meio do combate.
E aí tem um homem do norte, vai matar ele, só que ele acaba sendo salvo pela filha do ferreiro, né? Ela chega com uma, acho que é com uma marreta, explode a cabeça do bárbaro que ia matar ele. E o pai, que também, lá que é o ferreiro, chega e começa a cacetar uns caras, mostrando que o pai que também sabe se virar um pouco no combate pelo mesmo. E aí depois de todo massacre de né, de gente gritando, de gente brigando. Tem até, acho que é uma descrição legal que ele fala, que dava para perceber pequenos dramas sangrentos aqui e acolá, tipo grupos de soldados se enfrentando e o Exército da União perdendo.
Ele encontra o Príncipe lá vivo no meio da lâmina, da lâmina, meio da lama, todo sujo, cagando de medo, né. E aí eles acabam tendo que fugir para o meio das árvores, sendo encontrado ali pelo cachorrão que ficou de olho neles porque o Três Árvores havia mandado, já que tanto o príncipe quanto o West era o único elo que eles tinham com a União, né, o único elo de que alguém da União que respeitava eles. Mas basicamente, em um capítulo, o exército ali da União tomou uma coça, pelo menos o exército que tava na mão do Ladislaw e do West tomou uma coça, e quase todo mundo morreu salvo o West, o príncipe, e o ferreiro e a filha do ferreiro.
Cara, é o coitado do West, né? Porque assim, ele sabia, o Marechal sabia que o príncipe ia, né, fazer merda, e ele manda o West com o príncipe, tipo assim, ó, eu confio em você, eu não confio no príncipe, mas eu não tenho como dizer não para ele, ele vai levar aqui os cavaleiros e tal, mas tenta resolver, né? Tipo assim, pega essa outra missão impossível aqui para você, tá ligado? É muito isso, coitado, não tinha como dar certo, tá ligado?
É engraçado que tanto ele quanto o Glock estão em missões impossíveis, né? Um no norte, outro no sul.
Sim, sim, são, são, são as melhores partes do livro assim para mim, sabe?
Tipo, mas o Glock, ele escreve lá para o Suti, ele revela que descobriu os traidores, mas que ainda não descobriu o paradeiro da Vostok, e ainda fala lá que tanto o Inquisidor Harker quanto o governador lá, o pai do traidor lá, o pai do Cortez, vão ser enviados para União para ser interrogados, mesmo eles não sendo traidores. Dagoska continua resistindo ao Império Gurkshi, né, que agora tenta armar catapulta. O Glokta, ele vai conversar com a Aider lá no interrogatório, fala até que o moleque lá, o filho do governante, foi interrogado e a cabeça dele já tá decorando os muros, né.
E aí, só que ele tá buscando mais detalhes. E aí a Aider relata, né, basicamente os seguidores essa traição. Mas ela fala que tanto a União, quando, como, tanto a União como a Guilda dos Comerciantes foram falhos ali em governar Dagosca, né? Tipo, a minoria da União oprimiu o povo e tornou com os excessos e torrou os fundos, né, que tinha lá. Tanto que ela fala que a Guilda dos Comerciantes na verdade tá seguindo rumo à falência, principalmente após ajudar as defesas da cidade.
E aí, com a derrota iminente, o que ela queria fazer é o seguinte: é ela com ajuda do moleque lá do Corsidão, vão, ela falsificou assinatura, eles falsificaram assinatura do pai e eles iam entregar a cidade ao imperador. E nisso eles iam evitar um banho de banho de sangue. Só que aí, quando o— já era uma trama antiga— quando o Davost, que era o antecessor do Glokta, descobriu a trama, né, eles informaram para o emissário que foram descobertos.
E no dia seguinte, o Davost de alguma forma desapareceu. E aí o plano deles era fazer uma traição, mas que eles iam entregar a cidade sem mortes. Só que agora, mesmo com as defesas do Glokta, eles podem resistir, só que eles não vão vencer. E vai ter um banho de sangue, um monte de inocente vai vai morrer, e é inevitável. E é legal essa parte porque o Glokta, ele tem uma reflexão foda que ele fala de como ela tava certa, tipo, os traidores estavam certos.
Se eles tivessem realizado o plano, isso iria evitar muita morte. E tipo assim, ele até fala, cara, no fim parece que todo mundo tava certo. Até se eu tivesse morrido sendo torturado, seria melhor para o mundo, seria melhor para as pessoas.
Tipo, seria melhor.
Tipo assim, se ele tivesse morto, se o Glokta não tivesse vivido, muitas outras pessoas inocentes não teriam morrido. E não porque o Glokta é um filho da filha da puta, mas por que as ações dele, decentes ou não, corretas ou não, todas levam para banho de sangue de gente inocente?
E não é uma guerra, é, e assim, a cidade já tá perdida, né? Tipo, não tem como vencer de jeito nenhum. É tudo uma questão do Arquileitor querer manter aquela cidade, né? E a gente não entende por quê por enquanto, mas você pode imaginar que a questão de prestígio político, a questão dele favorecer sua própria posição dentro do Conselho Fechado lá que é o que ele se importa. E no final das contas, tipo, realmente, tipo assim, o Glock, ele tá lá para fazer uma missão porque ele foi colocado nessa missão impossível, e ele é muito, sabe, focado em objetivo e tal. Mas o que ele tá fazendo na real é só condenar um monte de gente à morte.
É, então é basicamente isso. E não é nem porque ele quer, né, não é intencional, é efeito colateral do sucesso. São mortes que são efeitos colaterais do sucesso dele.
Sim, exatamente. Ele tá, ele tá fazendo um ótimo trabalho e por causa por causa disso várias pessoas vão morrer.
É, cara, vou até trago um exercício de roteiro de criatividade. Você poderia imaginar o sucesso levando a morte, sabe aonde? Dragon Ball Z, quando chega o Vegeta e o Nappa para atacar a cidade. Se o Kuririn tivesse cortado a cabeça do Nappa com o Kiezan, o resto da turma teria que se virar contra o Vegeta e eles iam ser exterminados em 3 palitos antes do Goku chegar. Então às vezes a vitória poderia trazer muito mais morte. É a mesma coisa aqui.
Mas daí o Goktay, ele ainda não sabe quem que é, quem sumiu, o Kudavochi, que aconteceu com ele, e E ela fala que não sabe também, fala: olha, a gente só informou o emissário e no dia seguinte o cara tinha sumido. Ele não acredita. A Vitória começa a enforcar ela com a corda. E aí, quando ela tá prestes a morrer, o Glock ainda tem uma crise de consciência, uma crise de fé pela primeira vez, e pede para parar uma execução. E até ele se admira porque fala: cara, nunca, eu nunca fiz isso.
E aí, né, ele pede para poupar ela. E aí, durante a noite, ele fica no cômodo dele ali e fica à espera do assassino, do assassino da Voz, de visitar ele, porque tudo deu errado. Então supostamente esse quem matou o Davost ainda tá por aí, esse assassino vai até ele e ele antecipa, né, pô, ele vai ter o mesmo destino. E aí ele tá lá no quarto dele, aí a menina lá que ele resgatou das torturas, que a Chiquel, vem visitar ele. E aí ele fala para ela se retirar, que olha, vai ter um— você tem que tirar que eu tô esperando uma visita.
E aí quando ela fala com ele sobre ele esperar uma visita, a voz dele soa diferente. E aí quando ele olha para ela, ela tá com os dentes pontiagudos olhando para ele. E aí é revelado que ela é um comedor também. Ela é uma das figuras que o Baías tinha explicado, que são figuras que comeram carne humana, adquiriram poderes. E ela, a menininha de 12 anos que ele salvou, é a responsável por ter devorado o da avó. Ela até pega e fala, ó, eu que fui responsável pelo sumiço dele.
E começa a fazer carinho na barriga dizendo que devorou ele. Novamente é tipo assim, ela só tá intacta ali e perto dele porque ele fez a boa ação de poupar ela lá quando viu que ela era uma jovem que foi torturada pelo outro inquisidor. Novamente, frentista do posto ajudando mendigos, mendigo bota nele. Acabou a ação condenando o cara.
Só que aí, mas assim, ela, eles não teriam conseguido matar ela também se tentassem antes.
Não, não ia. Só que antes que ela tacasse o Glock, né, o trio de práticos ali, né, o Severardi, o Frost, a Vitaly, estavam de vigia nas sombras ali, escondido no teto e tudo mais. Eles atacam, eles atacam a garota. Só que aí mesmo, tipo, os três gruda nela e prende ela no chão e tudo mais. Só que a menina é forte para caramba. Até o Frost, que nunca demonstrou ter dificuldade com nada, descreve, né, que ele fica vermelho, fica suando para segurar ela, e cai os três em cima.
E ela fica ainda tentando andar na mão do, na mão do Glokta, com garras apontando, com os dentes pontiagudos. E o Glokta fica só olhando isso e fica extremamente tipo chocado e lembrando do papo de comedor que o mago lá que eu ouvi falou.
E aí agora ele não tem o que fazer, né? Agora ele tem que acreditar, né?
Então, e aí eles conseguem derrubar ela, consegue quebrar até os ossos dela, só que ela acaba não reagindo à dor, né? E aí o Glokta vê que logo que quebra os ossos dela, que nossos voltam para o local. E aí ele fala, olha, prende ela com corrente que a gente vai ter que interrogar essa coisa e a gente vai ter que achar uma explicação. A gente volta lá para o Gesal, né, que após o apagão dele tá sonhando com a Ard beijando ele.
Só que aí ele começa a sentir uma dor aguda na boca. E aí ele desperta vendo o Logan, a Ferro e o Pé Cumprido em cima dele cuidando dele, né. Ele sente uma dor desgraçada no corpo, principalmente na boca. Ele não consegue falar e tá sentindo dor para caralho. E o Logan fala para ele que agora você é um dos nossos. E aí o Gesal imagina que ele tá numa situação do merda e começa a chorar.
Fez uma cirurgia ortognática aí de graça.
O cachorrão, ele tá fugindo lá com o West, com o Ferreiro e com a filha, né? Além do Ládio lá, o príncipe, que é mais um encosto porque é lento, é mimado, reclama de tudo, tudo sofre, não sabe andar, né? O Barca Negra até fica acompanhando, se frustrando com ele, perguntando se a gente não pode matar ele. Aí o Barca Negra até fica de olho na filha do Ferreiro. Aí o cachorrão fica alertando para ele nem pensar nisso, né?
Nossa, essa filha do Ferreiro, na hora que apareceu essa mulher aí eu já fiquei preocupado, né? Porque sabia que não ia dar as coisas, não ia dar boa para essa menina.
Mas enfim, é, então é legal essa parte assim, que aí tem até uma cena que o cachorrão fala para ele nem, para o Barca Negra nem pensar em nada. Ele fala, ó, com Três Árvores tem uma filha que foi abusada por homens do Norte, ele não permite esse tipo de comportamento entre os homens dele. E aí até mostra que o cachorrão, tipo, pior que ele também fica refletindo, ele reflete sobre um amor do passado dele que deixarem. Ele fala que a última vez que dormiu com a mulher foi com o amor da vida dele, foi bem na noite que ele tava dormindo com ela quando ele foi capturado, exilado pelo Betode junto com o Logan e com o restante do bando, né.
E aí eles decidem seguir, ficar de olho lá nos homens do Betode à distância para impedir mais ações deles contra a União. E aí o Solares lá fica protestando: não, vocês têm que me levar para a cidade mais próxima, né. E aí o pessoal começa a rir dele falando que não é homem de verdade, que ele é só uma bagagem, não tem direito de opinar. Coloca aí, o pessoal coloca ele no lugar dele. É, só que esse capítulo é muito bom porque assim, cara, você não convenceria nenhum leitor sério no lugarzinho dele que uma mulher vai passar perto desses caras que estão na seca tanto tempo e nenhum deles vai ficar sedento querendo algo por ela.
Você não convence nenhum leitor, sabe disso? Você não convence que se você acha que um cenário desse daqui os caras normalmente sem razão nenhuma iriam respeitar a intimidade da mulher, você tá romantizando, você tá fazendo um cenário totalmente romantizado. É, e não, só que aí para o Abercrombie ele impedir que aconteça de fato alguma coisa, né, um cenário horroroso, violação e tudo mais, o que que ele faz? Ele coloca justamente é a força de respeito do bando, porque eles constroem que o Três Árvores, que é o líder do bando, ele tem um trauma, né, ele tem um trauma que uma filha dele foi abusada no passado, e ele faz isso se transformar numa lei de conduta do bando.
E aí você mostra os caras, os caras ficam até meio interessado nela, só que os caras não agem por uma lição lógica que tem dentro, dentro da um ethos dentro do grupo.
Sim, ele constrói, né, os motivos de por quê. Mas assim, esse assunto bem delicado, eu acho o seguinte, você não precisa escrever o realismo a esse ponto, eu acho. Você pode escrever uma personagem mulher com vários homens no cenário de guerra, um cenário terrível, e ela não tá correndo risco de sofrer abuso. Tipo, você pode fazer isso, na real, até acho que até deve fazer, porque no mundo real já existe abuso. Tipo, a gente não precisa, ah não, vou prezar pelo realismo aqui, e aí todo homem é um abusador em potencial.
Tipo, a gente não precisa chegar nesse ponto de realismo, sabe? Tipo, você não precisa escrever. Mas sendo um dark fantasy, sendo um grimdark, né, o mundo do Abercrombie já é construído de uma forma que essas coisas acontecem, acontecem bastante. E aí ele cria, dentro dessa proposta de ficção que, né, que é sombria e que essas coisas vão acontecer sempre e tal, ele cria uma justificativa para que isso não aconteça com esse personagem nesse momento.
Ele faz muito bem. Mas assim, para outros autores que estiver escrevendo fantasia, tipo, não precisa colocar mulher nessa posição, sacou? Não precisa também, tipo, justificar a segurança dela com trauma do passado de outra mulher ter sido abusada. Tipo, essas coisas podem não existir na fantasia, é fantasia, tá ligado? Vai depender muito da história que você vai querer contar.
Eu já sou do tipo que você precisa me convencer, você precisa me convencer, você precisa dar credibilidade de que você precisa dar uma credibilidade nisso. Eu sou do tipo disso daí. Inclusive falo isso por conta de um livro que tentaram vender para mim, inclusive com autor querendo ser entrevistado. E a proposta era basicamente de uma personagem que era jogada num cenário assim, mas era um livro totalmente romântico onde a personagem feminina ia encontrar o amor, sabe?
Não era um cenário fantástico, mas o foco era no romance, mas sabe, um cenário tipo isso daqui. E aí tipo falei, olha, foi mal, tem gente que pode gostar, mas não funciona para mim. Eu não tô dizendo para mim, estou dizendo da minha parte. Forte. Não transformem isso em leitura. Eu acho que você evita esse tipo de coisa se você fazer uma boa construção do porquê aquilo não vai ocorrer, sabe? Eu acho que o Abercrombie aqui tirou de letra isso para evitar essas coisas.
Mas enfim, a gente volta lá para o cenário do Glock, né? Ele libera a Aiden lá após a tortura, após a tortura dela, após interrogatório, né, onde ela praticamente tava esperando morrer. Ela tá com o cabelo raspado, ela não tá nada elegante. Ele acaba concedendo um navio para ela para levar ela para Westport, onde ela vai ter que recomeçar a vida dela sem jamais voltar à União. Porque ele até fala: oficialmente você foi executada por traição, não existe esse negócio de você ser poupado.
Ele nunca poupou ninguém, e traidor da União não seria poupado nisso daí. E tem um momento, né, como é que fala, tem um momento até carinhoso deles, porque ela toca a face dele e fala tipo com uma certa ternura, né, imaginando que numa realidade diferente eles não seriam o que são, né, uma traidora e um aleijado. Eles poderiam até ter alguma coisa, e aí ela vai embora, né? Mas é, eu acho legal para caramba essa parte aqui do Glocter, porque o Glocter é um personagem que não dá nem para você construir de fato algum romance físico dele, ele é todo incapaz, né?
Mas você constrói uma ternura, uma ternura em cima de todo um cenário. E é uma ternura tipo, poxa, uma ternura dele, uma mulher que ele interrogou, interrogou ali normalmente em cenário de tortura, e ele poupou e ele deu vantagens para ela, condições únicas. Isso constrói uma relação deles até para algumas coisas do futuro, né?
Mas aí você mostra assim que ele tem uma consciência, né? De alguma, em algum momento a consciência dele aflora, no sentido de que ele acha que até por entender que ela tava tentando salvar vidas, que ele acha que ela sabe, ela tava correta no curso de ação dela, e que o trabalho dele ali meio que atrapalhou uma coisa que ela ia fazer, que ia salvar várias vidas. E aí ele tipo assim, pô, eu não posso matar ela por ela ter tentado eu vou fazer uma coisa que é muito, que no final é mais certa do que eu tô fazendo.
Ele tem consciência porque ele já foi um militar na linha de frente lutando, vendo gente morrendo e sendo torturado. Então ele sabe que, cara, a vida e sofrimento humano tem o seu potencial para tanto para arrancar informações quanto para ser valorizada. As decisões dela não foram por egoísmo, então ele valoriza isso independente da função dele.
Exato. E também cria tipo uma brecha para ele se dar mal no futuro. Futuro, né? Porque tá deixando a pessoa viver, ela, ele tá, ele tá descumprindo ordens, ele tá mentindo para superior, tudo para salvar uma vida, tipo. E isso pode gerar consequências bem negativas para ele depois.
Então a cidade continua sendo atacada, embora o Império Gurkshi não consiga, tipo, avançar e esteja morrendo muito mais gente do Império Gurkshi do que do deles. O Império gradativamente tá vencendo, né? Eles conseguiram o fosso em torno dos muros e os mercenários estão fazendo um bom efeito. Só que, só que o começa a ser gradativamente sendo preenchido por pedras, né? Eles começam a perder as vantagens deles aos poucos. Kádia, que é o superior religioso lá, né, transformou o templo da cidade num hospital para tratar os feridos, né?
Só que aí ele tá numa conversa com o Glock, tá lá, que ele até fala que não vai vir nenhum reforço da União. E aí ele falou, ele até sugere para o Kádia, cara, ó, se quiser começa a rezar, o único reforço que você pode ter, você começa a rezar aí. E aí a Vitari, né, como correspondente do SUT, ela busca saber o verdadeiro paradeiro da Aider, que ela não sabe, né? O Glock apenas mente para ela dizendo que ela está morta. Só que ela percebe que tá, que tem algo no ar, né, e joga uma sugestão dela ser cúmplice do Gokta, né, de mentir para o Suti.
Só que aí ele não, né, o Gokta ele meio que caga para isso, né. Eles já, até porque o arquiteto deixou ele sem recurso para sobreviver. E o da hora, ele meio, né, tipo, pô, você me deixou aqui, eu tô, eu tô meio que já para com foda-se. Se o Gokta fosse pego em alguma situação que o Suti não gostasse, ele poderia claramente argumentar, cara, você me deixou me virar com pouco aqui, eu tô me virando como dá. Ele é engraçado, engraçado que nessa parte eu tenho uma parte que o Glock fica refletindo, poxa, será que eu amoleci por causa que ele liberou a Aether?
Aí quando ele vê um monte de gente ferida lá com o Kadia tratando deles, ele começa a cagar para todo mundo que tá mutilado e fala, ah não, não, foi só um momento de fraqueza minha, eu ainda sou, eu ainda não me importo com a vida alheia.
É muito bom, cara.
A gente volta para o Logan lá falando com o Gesal, que ele fala que ele explica para o Gesal, que agora tá consciente, que foi que ocorreu. Fala que ele bateu, matou 2 inimigos, só que aí vem um terceiro cara que deixou ele com uma porrada na cabeça e depois começou com uma massa arrebentar todos os ossos do corpo dele, arrebentar perna, arrebentar braço, queixo, né? E aí, antes dele matar o Gesal, o malaco Sky estourou a cabeça do homem com uma panela.
Engraçado, essa parte é muito legal, que o Log é muito bobão. Aí ele fica tipo animado falando: ó, nosso garoto ali matou o cara e te salvou, né? Até me surpreendi, porque o Sky geralmente é magrinho, né? Ele até fala, até fala para o Gesal: seu machucado lá no norte daria um nome, você poderia ser o Presa Quebrada. Logo assim, né? E aí o Gesal começa a chorar de novo.
Ele fala, para desespero do Gesal, né? Nossa, não sou mais bonito, não sou mais elegante.
Sou, não, Gesal começa a chorar em silêncio. Aí o Logan, eu não devo estar ajudando. Mas aí a Ferro checa a cara dele lá sem nenhuma simpatia, né? Ela que tá costurando o rosto dele. O Bias finalmente começa a despertar, né? Só que tu descreve que ele tá parecendo mais um cadáver do que um ser humano. Ele comenta ali com o Gesal que a cicatriz vai cair bem para ele, né, que os machucados vão fazer dele um homem mais forte. E aí o Jezaf fica temendo se tornar um aleijado que nem o Glock.
Ele começa, só que aí ele começa a pensar como todo mundo ali tá ajudando ele, começa a refletir que ele jamais fez nada de bom e de altruísta para outro ser humano, que ele tenta se lembrar, não, já fiz algo, ele não consegue se lembrar, ele nunca fez nada de bom, tudo que ele fez foi por ele mesmo, nunca ajudou ninguém, né.
E aí é legal ver esse crescimento dele, pelo menos percebe que tipo assim, nossa, eu realmente tô tô sendo ajudado aqui nessa situação, fui salvo, tal, podia ter morrido. E aí eu ouvi isso outro dia, não tem nada a ver, mas o Felipe Castilho falou num podcast, né, tipo, a melhor maneira de você ajudar várias pessoas é ajudar uma pessoa muito bem, porque quando a pessoa é ajudada assim bem, assim, quando ela recebe uma boa ajuda, ela vai querer passar para frente, sacou?
Não, exato, né? Ele até fala que se sobreviver vai, e é isso que tá rolando, né, vai, promete ser uma pessoa melhor. E é o ponto definitivo de virada de chave do personagem, esse daqui. Daqui para frente, o Gesalta acertando ou não as coisas que ele busca fazer, ele tá muito melhor. O Ash continua viajando lá com os nórdicos, lá, e com o Príncipe Lades, lá, que é um resmungão do caralho, né, que não tá aguentando a estrada. Tudo ele fala para, tudo ele fala para eles parar.
Ele começa a admitir parte da culpa dele no massacre dos homens, mas depois ele começa a mover essa, ah não, um dos superiores ali deu a sugestão e eu acatei, tipo, cara, ele, e eu dei ouvido a eles, cara. E o Ash vai ficando com ódio porque, tipo, porra, você não serve nem para admitir que a culpa é sua, seu filho da puta. E Aí tipo, ele, né, ele ainda se recusa a deixar essa porra desse inútil do príncipe para trás. Ele até defende quando o Barca Negra fica sugerindo, ó, se quiser eu mato o príncipe ali, cara.
Mas aí ele fala que não, ele passa o casaco dele para o príncipe, que o príncipe tá sofrendo um frio desgraçado. E aí mesmo com o casaco dele, o West começa a passar mais frio e o príncipe não encontra nem palavra para agradecer, né? É, ele é um miserável total, né? E aí é miserável. E aí o West vai conversar com a Carril lá, né, com a garota, e ela fala que já teve as cotas dela de— vai perguntar se ela tá bem E aí ela fala, não, eu tô bem, eu já tive minhas cotas de concessões com homem aqui, acolá, para me manter viva, né?
Ela até fala que o pai, que o Ferreiro Deformado, não é o pai de verdade dela, só um homem bom que acolheu e protegeu ela. E aí vai conversar com o pai, que o pai descobre que já conhece o West, né? Ele até pega e fala, cara, eu servi junto com você e com o Glock na Primeira Guerra Gurkha. Aí o West pega e fala, pô, não tô reconhecendo você, né?
Nossa, essa pista aí, porra, você é O Robert Crombie é bom, velho, ele é bom.
É, então, é. E assim, é bom ele ser um personagem que já apareceu, porque se ele revelasse depois que fosse um personagem qualquer que não apareceu, ia ser para nada esse mistério.
Tipo, é, pois é. Mas não, ele tá, ele tá construindo alguma coisa aí que quando eu li, tipo, é realmente a coisa que você lê, né? Ah tá, teve essa guerra, então várias pessoas serviram, e tipo, tá legal, ele tá só colocando esse cara ali construindo e tal. Não, não é isso, ele tá Ele tá construindo um negócio mais legal lá na frente. Isso é muito bom.
É, ele não reconhece o pai, que obviamente por conta que o pai que é descrito, né, um ferreiro tudo deformado, com a cara tudo queimada, né. A gente volta lá para Ferro conversando com o Logan sobre a situação deles. Aí ela fala até que ela preferia estar no sul enfrentando membros do Império Gucci. Logan comenta que no norte, lá da onde ele veio, ele só tem inimigos esperando ele. Até porque o Logan acredita que o bando dele do cachorrão e tudo mais morreram, né, porque o Logan cita, né, que o Logan tinha família, tinha até filho e que todo mundo tinha filhos, tinha esposa, tinha pai, todo mundo morreu no ataque do Shanks, né?
E aí tipo ele fala, né, que diferente dela ele prefere não ter mais que lutar porque o tanto de luta e morte que ele já teve só trouxer inimigos para ele, uma fama maligna do qual ele é ressentido, né? Tipo do jeito que ele é gente boa e fica realmente querendo cultivar boas relações e evitar combate, é bem plausível esse comentário dele aí.
Não faz todo sentido, o personagem dele é muito isso assim, um cara que quer luta, mas assim a vida dele leva ele assim para estar caindo numa guerra, de uma guerra para outra, mas que o verdadeiro sonho dele era não lutar mais, né?
Mas é, novamente, é outro ponto aqui de história que eu começo a refletir como ele é meio inconstante como personagem. Às vezes ele é sisudo, e sisudo com todo mundo, né? Lembrando que ele foi sisudo e já peitou até o Jezal lá atrás, quando o Jezal falou que Shanks não existia e tudo mais. E às vezes ele é um ursinho carinhoso que só falta soltar um raio colorido pela barriga.
É, nesse livro ele tá muito bonzinho mesmo, né? No segundo livro, ele é muito bonzinho, tá muito mole.
E aí ele recebe um agradecimento do Lutar ali, né? A Ferro, na verdade, recebe um agradecimento do Lutar por ter arrumado a cara dele, né? Ela fica incomodada com elogio porque ela não presta nem para isso, né? Nem para receber a porra de um elogio, sua personagem presta. Irrita para um caralho. Eu fico puto como isso não muda, né?
Nossa, tipo, é, cara, não foi dada nenhuma construção para ela, tá ligado? Isso é muito, ficou muito sobrando ela aí, é porque é justamente isso, ela não Ela não muda, ela tá sempre assim, tipo. E ela tem alguns pontos de vista, mas não são suficientes para que ela também não tá fazendo nada que ela quer, ela não tá aí porque ela quer, ela tá aí porque o Baias quer. Mas mesmo assim, eu acho que ela devia ter sofrido algum tipo de mudança, né, então mais perceptível ao longo da história, porque ela realmente é muito chata.
Não, ela até fala, nossa, eu sinto falta de como, de quando eu ficava mais incomodada com eles. Você quer que ela não tá mais se incomodando tanto? E aí ela olha isso com um problema, fala, porra, eu preferia estar odiando mais esses caras. E eles acham um campo de batalha dela devastado, tão devastado que até a Ferros se surpreende com a matança, né. O Logan estranha que não tem mosca, estranha os pássaros, né, que não tá comendo cadáver.
E aí eles avistam um homem vivo que o Bias logo reconhece como outro mago, que é o Zacarus, que é um dos magos que foi mencionado lá no primeiro livro, né, que é o mago que eu falei, que é o quinto dos magos, que é o mago que tá ajudando uma das três frentes nessa guerra ali pelo Antigo Império. E ele inclusive é o ex-mestre do Malacus Quai. E aí ele e o Bias conversam. Zacarus diz que sabia da vinda do Bias por conta dos pássaros e dos peixes, né?
Isso já mostra que ele tem uma conexão com a natureza, que é um dos dons dele como mago, né? E ele fala que os massacres foi causado pelas forças do Goltus, que é o protegido dele, né, que é um dos filhos, é um dos 3 nomes disputando o posto, né? Lembrando que essa lore é tudo desimportante, né? O Goltus vai ser o vencedor dessa disputa e foda-se, né? Não serve para nada isso daí.
De um lado, o Abercrombie é muito bom construindo Rei Draval, toda uma personagem, mas realmente a construção de mundo realmente não pode passar batido aqui nessa trilogia.
É, então, e aí esse, o Zacaros, ele se surpreende. Primeiro ele se surpreende com o Kwai, que ele fala, cara, o Kwai tá quieto. Normalmente, não sei o que que você fez como mestre dele, mas quando ele era meu discípulo, ele nunca lava a boca. Ele nota o sangue demoníaco da Ferro de cara, né? Ele nota o dom de conversar espíritos do Loki. Ele estranha praticamente todo esse negócio aí. Só que ele adverte o Baez, ele fala, cara, essa jornada sua tá envolvendo poder muito perigoso, né?
E até ele pega e fala do Baez, sugere, se não fosse por isso, o se uniria a ele contra o Kalu. Só que aí o Bias faz uma negativa dizendo que não, a gente tem que fazer essa jornada porque a gente precisa desse poder. Ele tá fazendo uma jornada atrás de uma coisa muito proibida que nem os companheiros magos dele acreditam nisso.
Vou traçar um paralelo aqui inevitável com O Senhor dos Anéis, né, porque a gente tem os magos do Senhor dos Anéis, do Istari, né. E aí tem lá o Gandalf, que é essa figura que quer mais interferir na situação, e tem o Radagast, que é o mago né, dos animais. E eu acho que ficou uma coisa meio assim, né? É, o Zacarias é o Radagast, o Zacarias é tipo Radagast, tá com os pássaros ali, tipo, não, não vou me meter porque você tá se influenciando muito por isso, é perigoso. E o Bias é tipo, e se alguém ainda fosse um filho da puta? Esse é o Bias.
É, cara, isso, isso eu falo, isso é um bom exercício de tropo, você desconstruir. Porque o Bias, no começo, com toda a mítica em cima dele, você constrói a ideia desse mago sabe o típico Gandalf, ponto.
É uma piada com isso, que até a capa do primeiro livro, né, traz aquela cena, é aquela cena do cara, esse carinha vestido de branco, barbudinho, você deve ser o mago, né? Não, não, é o açougueiro ali que tava. Isso é isso, e isso é uma dica que ele tá dando, entendeu? É uma dica que o Arthur tá dando para gente. Mas enfim, não vou dar spoiler.
Aliás, o Zacaros, ele vai ser importante fora da trilogia também, se eu não me engano, no Red Country, que é um dos livros que não é que não faz parte de trilogia nenhuma, é um romance isolado, ele é mais presente nesse livro. A gente volta lá para o Glokta, que tá observando o cerco e conversando com o general sobre a União, né, que a União não permite que eles recuam. Ele até fala que a União ordenou uma batalha deles sem fim.
E aí ele fala que os práticos, os práticos chega tudo suado lá, eles estão cansados de torturar a menina lá que tá acorrentada, né, a Chiquel. E fala, cara, ela não sente dor, a gente tá queimando, furando ela, ela apenas dá risada de tudo que a gente faz, né, ela não sente dor. E aí, por livre e espontânea vontade ela aceita conversar com o Glocta. E aí a Chiquel vai conversar com o Glocta lá e ela conta, cara. Ela fala que é uma comedora, ela fala que foi transformada em tal pelo mago Calu, fala que a primeira refeição que ela fez foi a própria mãe.
E ela fala, eu sinto nojo de mim mesmo, mas eu não posso evitar, sabe? Sinceramente, tipo, ela acredita que o Calu de fato seja a voz de Deus. E que ela até fala, legal que ela constrói uma construção do Calu, que ele não é simplesmente um mago maligno, ponto. Ela fala, Calu tá buscando vingança contra o Baias, porque segundo ele foi o próprio Baias que a jornada e as decisões dele fizeram, levaram à morte do Juvens, no caso o filho do Grande Eus, que era o mestre da magia. Lembrando, o Canedias, que era o ferreiro, matou o Juvens.
Sim, sim.
E os magos partiram num combate, numa guerra contra o Canedias. E nessa guerra um monte de magos, que eu acho que era 12 magos se eu não me engano, mas um monte de magos morreram, além do próprio Juvens que morreu antes de todo mundo.
Então tipo, sim. E a guerra iniciada pelo Baias, né? O Baias foi quem liderou aí os magos contra o Canedias.
Isso. E aí, tipo, por isso ele julga, para vingar a morte do Juvens, que ele julga que o Baiás é o responsável por todas as desgraças do mundo. Ele explica, né, ela começa a falar que os comedores, quando comem carne humana, ganham dons. Os dons não são iguais. Até fala que a maioria ganha força, resistência e agilidade sobre-humana, só que alguns dons são diferenciados, como a capacidade de usar magia, né. E fala que os escravos do império são usados para alimentar os comedores, porque a fome nunca para.
A existência do, a existência sua como um comedor é sentir uma fome externa. Ela pode ser aplacada, mas nunca silenciada para sempre. E aí o Glock, né, e aí o Glock, ele ordena para o Nicômocosca lá, aqueles mercenários dele, movam todo mundo para a cidade superior, né, já que o muro tá praticamente começando a ser superado pelos invasores. E eles falam, vamos deixar as áreas do muro externo com algumas armadilhas para o Império Gurkhsh.
E essa parte eu gosto, que a motivação do Glock, ela recai um pouco em termos pessoais. E aqui que ele fica martirizando e mentalizando o negócio dele de ele ter perdido os membros para o Império Gurkshi, e ele começa a saborear o prejuízo que ele pode causar ao Império, né? Que até então era apenas trabalho.
Sim, sim, é. Agora ele já tá meio pessoal assim, né? Porque os caras já tentaram matar ele, já, ele já tá tendo uma visão melhor do que que o conflito realmente representa, e ele tá tendo a oportunidade de se vingar, né, pelo que fizeram com ele e tal. É, para mim essa é a melhor parte. E eu estratégias, todas essas coisas de defender a muralha externa, cavar fosso. Nossa, isso é tão legal, bicho, isso é tão— eu adoro esse negócio.
É, então a gente volta lá para o grupo do Baiasco com o Logan elogiando a habilidade da Ferro de lidar com as costuras e com as cicatrizes lá quando ela tá tirando os pontos do altar. Aí ela fala que ela começa a conversar um pouco e fala que quem ensinou ela a costurar cicatriz e tudo mais foi um homem chamado Aruf. Ela fala que o cara inclusive ensinou ela a matar e que ela chegou a transar com ele algumas vezes, que ele era um bom homem.
E aqui eu acho desconcertantemente negativo com as construções do passado da Ferro. Porque volta e meia ela deixa claro que já transou e viveu com outras pessoas por livre e espontânea vontade, que teve pessoas boas no passado, que já enterrou companheiros. Só que nada disso combina com a pessoa que ela é nesse grupo, e nem com a pessoa que ela é quando ela aparece pela primeira vez. Porque ela é de uma postura no início da obra totalmente selvagem e alheia.
Parece que ela nunca andou com outro ser humano. Ela tenta atacar todo mundo, até quem tenta conversar e ajudar com ela. Tipo, não combina esse passado dela. Assim, se a tragédia do passado dela tivesse sido perder essas pessoas. E não, quando ela conversa sobre o passado dela que tornou essa pessoa amarga, foi a infância dela como escrava, a infância dela trancada numa cela chorando. Mas todo esse negócio dela conviver com outras pessoas, aprender a transar, aprender a matar e tudo mais, aprender a viver, isso veio depois.
E tipo assim, sabe, é mal construído tudo. Ela fica— quando aqui o Abercrombie tenta construir um pouco do caráter e do passado dela, e ela fica uma personagem mal, é pior escrita do já era, na minha opinião.
Tipo, o que fica subentendido, eu acho que ela teve, ela foi escravizada e meio que pelo próprio imperador, assim, quando o cara era o príncipe ainda, ela foi escravizada e servia a ele, né? Então ela tem uma rixa pessoal com ele, mas não explica o que é que aconteceu exatamente, como que isso influenciou. E aí, e é isso, aí ela se tornou, logo depois ela foge né? E aí ela teve essas outras experiências, e só que nenhuma dessas experiências aparentemente foi, curou esse trauma dela.
Profundamente traumatizada, profundamente vingativa em relação a isso. Eu acho que na real o grande erro do Abercrombie para essa personagem é que ele não, não coloca ela em um contexto onde ela possa trabalhar suas próprias falhas, sabe? Tipo essa coisa de ser completamente fechada e alheia, como falou que ela é mesmo. E aí ela fica insuportável porque ela trata todo mundo mal, mesmo personagens que você tem acesso ao ponto de vista do cara e você sabe que ele tá querendo ajudar ela, e ela tipo destrata ele o tempo inteiro.
Então realmente fica uma coisa que é cansativa. E quando você tem o acesso ao pensamento, os pensamentos dela, ela nunca faz uma reflexão pessoal sobre si a ponto de explicar porque ela tá assim. Você só tem que é uma perda genérica de que ela perdeu muita coisa, que ela foi traumatizada, mas a gente já não sabe exatamente o que é. E ao mesmo tempo ela também não consegue atuar na direção dessa vingança. Ela só— o Baez fala: não, essa semente aqui vai ser a sua vingança.
Mas ela não acredita nisso, ela tá seguindo ali meio que por uma promessa, meio que porque ela tá ali. Nem ela mesma tem muito motivo para estar ali. E isso não muda a hora nenhuma, ela não recebe nenhum tipo de desenvolvimento no sentido dela querer fazer parte, dela querer— ela tá se abrindo aí, ela se abre um pouco com o Logan, mas logo depois eles se fecham de volta e fica uma coisa super chata entre os dois.
Ela é a—
acho que toda essa parte é a pior parte do livro.
Mulher vingativa, mas mulher vingativa genérica de história. Ela é super genérica.
Sim, exato, super.
Mas o problema pior dessa construção é que você constrói que ela teve uma vida social, socialmente ativa, só que essa vida social ativa não é antes do trauma dela, é depois do trauma dela. Então ela teve o trauma que deixou ela uma selvagem, depois disso ela se socializou e continua sendo uma selvagem. Tipo, não faz sentido o que ela tá experimentando passando atualmente, ela já experimentou antes. E tipo, sabe, não mudar ela, não deixar ela menos selvagem, é uma bosta, é ridículo.
Ou fazer ela, sei lá, fazer ela ficar completamente selvagem, mas alguma mudança, alguma coisa, ela enlouquecer total, não sei, alguma mudança ela tinha que passar, entendeu? Não precisa, não precisava tipo, ah, agora eu melhorei, eu vou me abrir de novo. Pode ser um outro arco para ela, ela pode virar qualquer outra coisa, mas ela tinha um arco. Ela não tem um arco, então ela fica ali parada, inflexível, enquanto todos os outros personagens têm arco.
É, então se os outros personagens não tivesse arco, eu falar que a história é consistentemente mal escrita, mas não, menos ela. Um monte de coisa bem escrita e ela fica pior porque ela é mal escrita e ela é presente. Ela não é uma personagem que aparece um pouco, é mal escrita. Ela tá, né, na trilogia inteira e ela é constantemente mal escrita, né? Ela é muito, muito ruim, muito, muito, muito, né?
Exato.
Os outros personagens ali começam a conversar, né? O Baias começa a perguntar para o Kwai, né? Os dois começam a ter um atrito. E aí o Kwai pergunta, ele questiona o mestre dele se o mestre Ele nunca errou. E o Bias começa tipo a recontar: não, eu errei. Ele começa a contar da fundação dos magos, né, do Juvens. Ele até fala que ele foi o primeiro, o Calu foi o segundo mago, só que ele fala que foi o segundo discípulo de Juvens.
Só que desde o início, desde a juventude, os dois tiveram uma rivalidade, uma inimizade, uma inveja e um ódio um do outro. E tipo, ambos eram muito orgulhosos. E mesmo após eles se tornarem 12 magos, mesmo após todos deles virarem adultos e ficarem poderosos e sábios, é, a relação deles não melhorou. Não era uma rivalidade, era tipo, é ódio de um pelo outro mesmo, tipo, sabe? Tem gente que nasceu para se odiar.
Santo não bate, o santo não bate.
É, né? Então eu trabalhei por 2 anos com um cara que foi assim, eu odiei o cara do início ao fim ao longo desses 2 anos, e o nosso sucesso durante o dia dependia um do outro. Eu nunca aprendi a deixar de odiar o cara, e o contrário também, nunca gostou de mim. Ainda assim, é santo que não bate mesmo, né? Mas aí ele fala que após a guerra contra o Glosteroid, que o Juvens, ele temeu ali que os primeiros discípulos, que os dois, né, que deveriam ser como irmão, se matassem.
Ele desertou, caiu lá num canto, né. Ele fala que o Baias foi para o norte, o Calu foi para o sul. Só que aí, mesmo a distância, eles se odiaram ainda mais. Eles começaram a tramar um contra o outro, eles começaram a buscar mais poder, um buscando sempre superar o outro. E aí o Baias buscou um outro mestre no Canedias, né, o Ferreiro, o Mestre Artífice, que começou a apreciar a magia do Baias, já que ele não tinha acesso à magia.
Só que ele era ainda mais egoísta que o Juvens e não compartilhava nada das habilidades dos segredos. E aí, quando Canedias saiu da casa do Artífice a trabalho, o Baias explorou a casa do Artífice por conta própria, lá em busca de segredos. E ele descobriu o maior desses, que era Ptolomeia, que era a filha do Canedias, né, a filha do Artífice, que ele criou em segredo para ajudar ele ali nas criações. E ela nunca tinha tido contato com nada fora da casa do Artífice, ela era inocente, né.
E ela e o Baias se tornaram amantes, né. Ela era, ela tinha uma inocência que o Baias nunca havia visto. E no amor dela pelo Baias, ela revelou os segredos das criações do Canedias, né, revelou que ele incorporava material do outro lado, né, que as coisas que, as coisas foram deixadas por demônios. Ele quebrou a primeira lei de Elsie de não tocar o outro lado. E aí quando o Canedias retornou, ele descobriu a relação do discípulo com a filha, né.
Talvez ele tenha pego até os dois na cama, do jeito que é descrito. E aí ele tentou matar o Baiás, né. O Baiás até mostra umas cicatrizes do pescoço, acho que do pescoço até a barriga dele, que ele fala que ficou vivo por pouco, né. Mas aí ele foi de volta para o mestre dele, para o Juvens, e delatou para o Juvens que o Canedias tava tendo contato com o outro lado, né. O Canedias vingativo foi atrás do Baiás, Baiás, né? E aí quando o Juvens confrontou o Canelhos sobre essa quebra da primeira lei, ambos se enfrentaram, né?
O deus mago enfrentou o deus ferreiro, o pai da magia ele acabou morto. O Baiás ficou vingativo com respeito a isso, ele reuniu todos os magos exceto o Calu, que não quis se unir nessa guerra. E o Calu tinha inimizade eterna por ele. E eles partiram num confronto contra o Canelhos, né? E aí ele mostra, né, cicatriz, né, do pescoço ao peito, que o Canelhos quase matou ele, né? Nesse confronto aí quase todos os Galápagos morreram, é onde a filha do, o Canedes matou a própria filha no topo da torre, toda aquela história que ele contou lá no primeiro livro, né.
Mas aí essa conversa serve para eles começarem a exibir cicatrizes, né. O Pé Cumprido mostra que ele tem um machucado na perna tão feio que até a Ferro fica surpresa com o machucado dele. Aí ele fala que foi, foi atacado por um peixe que tinha um monte de dente. Aí ele foi tratado por um povo isolado que salvou ele, ensinou a língua para ele, lá um povo que fica em umas praias. Daí o Lutar, ele aproveita o tópico ali das cicatrizes do Logan e pergunta se ele tem uma história interessante.
Aí o Logan vai contar, ele fala, não, uma vez uma ovelha maligna me mordeu e doeu para caramba. Mas daí depois ele fala que ele perdeu o dedo dele, médio, em Calyon, que é um local que já até foi citado, que foi um dos machucados que mais doeu nele. Só que ele não elabora muito também. Mas ele fala que uma das piores feridas que ele teve foi quando o Sinistro, né, do bando do Cachorrão, que a gente acompanha em paralelo, atravessou ele com uma lança e que ele sobreviveu graças ao 9 Sangrento, né, que é o alter ego violento dele.
Lembrando que é explicado no livro anterior que todos os membros ali do Cachorrão, Três Árvores, o Barca Negra, todo mundo ele enfrentou, derrotou e não matou. O bando dele é formado por guerreiros de outras tribos que ele derrotou quando serviu o Betode, e ele poupou esses guerreiros. Esses guerreiros se tornaram amigos dele. Então ele fala que um dos piores machucados dele foi quando o Sinistro furou ele com uma lança, né? Mas ele começa—
eu acho muito legal essa construção do bando dele, né, de serem, sabe, aquela coisa Dragon Ball Z assim, te enfrentei e agora somos amigos para sempre. É, não, é o Sinistro, ele é o Piccolo, parece, basicamente, daqui, farmador de aura. É, ele é mesmo Piccolo.
Exato, exato, né? E aí ele fala que ele começa a falar também um pouco desse Nobre Sangrento. Ele fala que ele despertou pela primeira vez dessa outra personalidade dele num dia quando ele tinha 14 anos, ele enforcou um amigo dele. Ele fala que simplesmente esse começou com apagões, onde ele acordava, ele já tava sujo de sangue, tinha matado algo. Ele fala que ele matou, enforcado, um amigo dele. Depois ele tentou matar o pai dele, aí ele foi enviado para servir o Betode, né, que no caso era um, não era um rei, mas era um senhor de terras tentando conquistar as coisas ali, né, o líder de uma tribo.
Só que ele fala que isso piorou porque o Betode viu que ele sabia matar e colocou ele para matar mais ainda. E aí ele foi tendo tantos apagões e morte que quando chegava na hora que o pessoal se reunia em torno de uma fogueira, ele não tinha amigos, todo mundo ficava observando e temendo ele. E ele não queria ser esse mega assassino, ele queria ter amigos, ele queria se relacionar com outros seres humanos, né. E aí ele passou a ele mesmo se temer.
Cara, parece até uma analogia que eu já vi, eu já vi tipo Tayson falando isso, que ele não, ele não pratica muito mais boxe, que fala que socar até o saco de areia parece que enerva ele, deixa ele numa raiva que ele sai agredindo tudo. Ele fala isso faz ele agredir até pessoas que ele gostava e se importava, ele não sabia porque acontecia isso. Já vi até pessoa que é alcoólatra, que quando bebe fica violento, falando de ter esse efeito com álcool.
E cabuloso ele explicando aqui, né, sobre esse negócio. E aí quando ele fala isso daqui, o pessoal começa a ficar meio chocado com ele. E aí aferro que, né, num raro momento de de boa personagem é ver todo mundo hesitando e reprime o pessoal e fala: até agora a violência desse cara aqui foi útil para vocês, porque agora vocês estão ficando com medo.
E aí esse momento da Fer é um dos poucos em que ela mostra que ela teve algum avanço, né, algum desenvolvimento de estar se importando com os outros personagens. E essa condição do Logan é muito terrível, né, de ele ser um assassino incontrolável que não consegue, ele nem controla nem o próprio corpo, né, nem a própria mente. Porque ele queria, tudo que ele queria era ter uma vida normal, ter família, ter amigos, e ele não consegue. Consegue, né? É muito assustador.
Ah, então. E, né, e termina essa parte das cicatrizes com o pessoal perguntando da cicatriz dela, que ela tem uma cicatriz na cara também, né? E ela fala que não, essa aqui fui eu mesmo que fiz comigo mesmo. Quando eu tinha 12 anos, eu fui vendida para ser vendida e treinada para ser uma escrava sexual profissional. E a forma que eu achei de me revoltar contra isso foi cortando o meu próprio rosto. E aí eu feri o bolso e o orgulho do meu dono.
E aí o pessoal fica meio chocado com isso, mas tipo, acho bem menos, bem desinteressante o relato dela comparado ao resto das coisas aqui, né? E aí, né, a gente volta para o bando dos Aqui vem uma parte que eu gosto muito, porque o West, ele vai ter— eles estão, né, na merda, né, estão com poucas coisas, ele e o pessoal ali do cachorrão. Eles encontram um grupo de 12 homens do Betulde acampando com recursos úteis ali, né, comida, roupa, arma.
E aí eles fazem um plano para eles tentar matar os 12, né. E a Catheryn, ela é deixada para trás com o Príncipe Ladislaw enquanto eles fossem atacar, né, que vai todo mundo, vai ter o Pyke, que é o ferreiro. Aí o West, ele começa, ele tá sofrendo um frio do caralho ali, ele tem que passar por um lago e ficar molhado e piorar isso. O Barca Negra vai fazer o ataque junto com ele, ele fica falando que o West vai ser um peso morto.
E ele dá uns tapas na cara do West, tipo, para deixar ele nervoso, porque fala, cara, você tá muito mole. Aí ele dá uns tapas, irrita o West e sai correndo para cima dos caras. E aí o West fica puto com isso. Ele chega tão tudo que, se eu não me engano, ele e o Barca Negra mata os 12 antes do restante do grupo atacar. Tipo, até fala que o West, ele arranca a mordida do nariz de um dos caras.
Nossa, quando o West sai do sério, ele vira um outro guerreiro também, desgraçado. E os cara começam a respeitar mais ele, uns antagonistas, né, começa a respeitar mais.
É, o Barca Negra começa a dar risada e dá tapinha de aprovação nele, até dá um nome nórdico para ele, fala: você é o Furioso.
E aí quando eles voltam, é muito bom isso, é que o Barca Negra é um insuportável, tá? Ele é muito chato, nossa, ele só quer fazer merda o tempo inteiro, ele estraga os planos o tempo inteiro, ele tá, ele desafia tipo o Logan, o Três Árvores, desafia o tempo inteiro, ele é muito muito desgraçado esse cara, é muito chato, cara.
O pior que eu gosto dele como personagem, não chega a ser que nem a Ferro, mas ele é desagradável de você ter alguém como ele. Eu tinha um amigo, não, eu também gosto, esse amigo nem fala mais com a gente, era um grupo de amigos que jogava RPG e tudo mais. Esse amigo provocou todo mundo, tipo, cara, é o cara que parece que gosta de testar a paciência dos colegas. Ninguém mais tem contato com o cara, o cara era um autêntico barca negra na vida real.
Ele só dá ideia errada, mas é que é isso, é o barca negra pelo pelo menos quando alguém chega para ele e fala assim, para com essa ideia errada aí, vamos seguir o plano, ele pelo menos vai mais ou menos ali, né, no plano e tal. Tipo, claro que ele ataca um pouco antes de todo mundo, ele pega um, sempre tenta matar mais gente, sempre quer fazer. Ele é aquele personagem do grupo do RPG que tá sempre sugerindo, tipo, vamos assaltar a loja de arma em vez de comprar arma, sacou?
Ou então vamos brigar com o taverneiro aqui. Ele sempre quer criar um caos, mas ele não é ele, ao contrário da Ferro, ele não tem tanto espaço. Então não dá tempo dele ficar chato ao ponto da gente ficar reclamando muito.
É, então, e aí quando eles voltam lá até o Príncipe Ladislaw, o West testemunha alguém tentando estuprar a Catelyn, né? E aí eles pegam de surpresa a pessoa e é o próprio príncipe que tá tentando atacar ela. E aí o príncipe tenta se recompor, não sei o quê. E aí o West, cara, simplesmente ele olha, ele começa a empurrar o príncipe para trás, sério, e empurra o Príncipe Ladislaw de um precipício matando ele. E o Barca Negro, e aí ele olha que fez isso, ele olha o corpo do príncipe lá embaixo do desfiladeiro, e o Barca Negro começa a dar risada, elogiar ele, e tipo, parabéns, melhor momento.
Porque o Ash pode, o Ash pode falar, o príncipe morreu durante a guerra, infelizmente. Ninguém ali vai denunciar ele, ninguém vai, vai durante a batalha.
É, não sobrou ninguém, só sobrou ele e os nortistas. Tipo, amanhã a garota não vai tipo denunciar ele porque ele acabou de salvar ela, né? O pai sabe que também, tipo, é um cara que tá do lado dele ali, era um ex-prisioneiro, tipo, não vai, não vai denunciar ele. Nenhum dos outros vai denunciar ele. Ele cometeu o crime perfeito assim, e nenhum leitor também vai achar ruim. Todo mundo achou bom que o cara morreu.
É, então ninguém, ninguém ficou, ninguém ficou triste pela morte desse filho da puta. Aqui é o ponto fundamental que eu falo dele ser um Gesal que não melhora. Príncipe era um Gesal que só existia para o mal. O mesmo, no caso existia para as coisas erradas. A gente volta para o Glockta que recebe uma ordem por carta do Sully para retornar à água, né? O General Visbruck, que é responsável da União, ele lê a carta também, percebe que a carta ordenava o general ir para os homens dali lutar até o fim e só o Glockta com os funcionários dele retornar, né?
E aí o Glockta até agora, agora que não tem mais o que fazer, que a guerra tá perdida, você atrasou o máximo que dava, agora volte, tipo assim, você está salvo. Mas o resto da cidade, isso é.
E o general fica desesperado. E o Glock até pega, fala para ele, cara, que se lasque, olha meu estado. Eu sugiro você não ser capturado por esses caras, não sei se é torturado que nem eu. E aí, pelo bem do Cádia, o Glock tava lá e fala para ele, cara, pelo bem de você e dos nativos aqui de Dagosca, colabore com eles. É, quando a gente sair, oferece a rendição. E aí o Cádia agradece a ele por ter mostrado algum respeito pelos nativos.
E o Glock fica tipo, até é tipo monólogo Tipo, cara, seu idiota, você tem que se preocupar mais consigo mesmo. Tipo, e o Kadia é dado sugestões no próximo livro, só que naquela coletânea Sharp Ends, que é de contos, lá tem um conto focado no Kadia mostrando em detalhes o que aconteceu com ele após o, né, tem um conto que é focado nele.
Ah, que massa!
E é legal, né, você utilizar uma coletânea de contos para explorar esse tipo de coisa. O Glock, ele se prepara para ir embora, e aí a Vitória aparece para confrontar ele, que a ordem de voltar para a água não incluía ela. E aí a Vitória ameaça ele, até tenta estrangular ele com a linha de lâminas. E aí o Glock fica até meio meditando, esperando que vai morrer agora, falando, pensando: nossa, qual a última vez que eu tive uma mulher em cima de mim? E aí, só que aí ela cede, ela cede o estrangulamento e ela começa a chorar.
E aí a Vitória é um personagem excelente, cara. E aí a Ferro fica pior, porque tipo assim, não é não é o caso de um autor que não sabe escrever personagem feminina. Ele sabe escrever personagem feminina, é, então, mas ele escolheu escrever a Ferro da pior maneira possível, que a Vitória é uma personagem, tá ligado? Ela tem segredos, ela tem um arco, ela tem um— ela começa de um lado e você depois vê que na verdade ela não é exatamente o que você pensa.
É muito bom, tanto que ela aparece em outros livros. Ela é uma personagem que vai ter participação ativa fora da trilogia, né? Mas ela solta as cordas chorando e pede chorando para ele, por favor, né? Ela fala que o pedido não é nem por ela. E aí o Glockta fica surpreso preso. E até ele, ele olha como ele fica vulnerável perante mulheres em desespero e aceita o pedido de incluir ela no Retorno a Hado.
Ele me lembra, ele começou a me lembrar o Rand do Roda do Tempo, né, que é que não consegue matar nenhuma mulher.
Não, tem que ler ainda.
Ah, já tem tempo, não sei se já leu o Roda do Tempo. É, mas enfim, ele é, ele é extremamente poderoso e ele comanda, vai, ele tem várias guerreiras inclusive, tipo uma guarda de elite que são só mulheres, mas ele nunca quer usar elas porque ele não, ele não feita a ideia de uma mulher morrer nem para defender ele e nem ele matar nenhuma mulher. E aí, tipo, eu fiquei pensando nisso enquanto eu lia essas partes do Glócton.
É um ponto sensível dele mesmo, que, né, é vários pontos sensíveis dele, entra isso, né, de mulheres. Tem a irmã também do Colin West, né, que é também um ponto, né.
Sim, sim, que ele— nossa, que legal, cara, muito bem feito isso. Terceiro livro a gente vai falar sobre também.
O Gesal, ele tem as talas dos ossos removidas, né, ele ainda tá mancando, mas ele se sente feliz com as pequenas coisas que ele pode fazer, né. Nossa, Eu posso andar novamente, eu posso falar novamente, né? Ele começa a apreciar a ideia de quando voltar lá para o negócio, para a cidade, ter uma vida simples ao lado da Ard, não ter nada de fama ou luxo, fortuna. Ele apenas quer ter uma vida do lado dela, né? E aí eles finalmente chegam a Alcos, né, que a cidade toda em ruína, desolada e sem vida, né?
A Ferros ter visto algo nas sombras observando ele, só que aí o Bias renega isso, né, fala que foi apenas o vento chacoalhando uns cindos da cidade, né? Ele chegou à Ponte de Ferro Impecável, que é a obra do Canedes, né, que é o que eu falei, que destrutível, que o local inteiro tá em ruínas e a ponte parece até melhor do que antes. E aí a Ferro finalmente demanda explicações definitivas sobre o que que essa porra de semente— ela não se nega a prosseguir.
E aí o Baez fala que a semente foi a porra que o Glustoró de cavou do outro lado. Os demônios ensinaram a ele onde cavar, e quando ele cavou, ele achou um pedaço do outro lado, né? Tipo, quando o Eos separou os dois mundos e selou o mundo dos demônios, um pedaço de magia pura, um pedaço puro do outro lado, é um fragmento, ficou ali uma pedra, literalmente. Essa pedra é a semente, e quando ele cavou, o local, ele achou essa semente.
Só que essa semente é praticamente Césio-124, é uma pedra radioativa que matou todo mundo, matou até a divindade. O Bias até fala, cara, o Bias até escreve para ele, cara, dói até de olhar. É, ele fala tipo assim, depois que eles ficaram definhando durante dias, né, você não morria na hora, você morria depois.
É, eu fiquei muito pensando em coisa radioativa mesmo.
Ele fala que a ferro, por ter ferro de demônio, pode tocar e carrega livremente a semente. Só que o Bias pode fazer ela ascender general para Império Gurkhi. E aí, é, eu, eu basicamente ele quer usar uma arma nuclear contra— sim, sim. E aqui eu confesso que o Abercrombie, eu falo muito da qualidade dele de escrever Malboro, a gente falou, né, no episódio anterior. Mas aqui eu confesso que Alcus foi muito barato. Ele não me convence que o pessoal observando as sombras, observando o rio lá embaixo, ele não me convence aqui que o pessoal tá com medo de ficar nesse lugar.
Só descreve que o pessoal tá com medo e pronto, você tem que aceitar que o pessoal tá com medo. Não, não me convence que o local é assustador, né?
Eu concordo com você.
Aí eles têm que passar a noite ali nas ruínas, e aí eles encontram umas estátuas sem faces que o Bias fala que era estátua dos Júvenes, e que o Gustoróide, os demônios dele macularam as estátuas, removeram as faces. Os comedores escreveram um monte de ofensa nas estátuas, né? Eles passam no antigo Senado onde o Bias começa a se lembrar com nostalgia dos argumentos políticos ali, dos pormenores, dos discursos épicos, né? E aí eles partem para ir embora da cidade, só que aí no caminho eles sentem um cheiro estranho, e o Logan reconhece o cheiro que ele deve ser de Shankas, né?
E ele avista um Shanka espiando ele. E aí o grupo foge, eles percebem que tem Shankas naquilo ali. E o Logan conhece e odeia Shankas porque os Shankas mataram a família dele. E eles fogem sendo perseguidos por um grupo enorme de Shankas que começa a atacar eles das sombras. O Bias invoca novamente a magia do outro lado lá, causando um terremoto, destruindo as ruínas. Só que aí a Ferro e o Logan acabam presos ali num pedaço de terra perto de desfiladeiro.
E aí o Gesal consegue, com o casaco dele, ajudar eles e segurar eles por pouco. Só que quando tava quase resgatando deles, o casaco rasga e ambos caem para escuridão, enquanto ele fica em pânico, tipo, poxa, não era assim nas histórias. Tipo, e é da hora que ele fica tipo ansioso, eu finalmente tô fazendo algo bom, finalmente tô salvando, cara. Dói o orgulho, não é nem o orgulho, cara, dói você ver a bondade dele ferida pela falha.
Agora eu vou, é, agora eu vou ajudar alguém. Aí ele não consegue, né, ajudar. É ele querendo muito melhorar como uma pessoa e faz, mas ele não consegue fazer.
Ele não tá tentando ser herói, ele tá tentando fazer o bem mesmo, cara.
É bem, é, ele fazendo o quê? Ele tá querendo ajudar, ele não tá querendo tipo levar crédito, ele só tá querendo ajudar tipo as pessoas que ele agora já vê como amigos, né? Isso.
E aí os dois, né, a Ferro e o Logan, eles acabam salvos por conta de uma outra beirada que eles pararam ali naquela deles, né, sem que o pessoal lá de cima perceba. E aí tá escuro para caramba e a Ferro enxerga de boa e o Logan não consegue. Ela tem até que segurar a mão do Logan, né? E começa a passar raiva com ele. Inclusive, ela é mal agradecida para caralho pelo Logan, tipo, cara, ela é chata para caralho. Nossa, como dá uma raiva disso daí!
Ela, porque ela fala primeiro assim, ó, você não deveria ter me segurado. Aí você acha que ela tá sendo humilde, tipo, ah, você não deveria ter se arriscado. E depois ela corrige, não, você não deveria ter me segurado. Se você tivesse me deixado cair, eu estaria sozinha aqui, não estaria com você.
Tipo, é, tava melhor, né? Estaria melhor sozinha.
É, até ele fica puto nessa parte, vê que fala assim, cara, já não tem uma paciência amizade por cima. Por que você tem que sempre ser assim, sempre ser um pé no saco, sabe? É, cara, chata para porra ela. E aí eles vão topar com umas ruínas ali onde tem um Shanks.
Já não basta a gente ter quase morrido, tá ligado? Qual é a sua?
Com uma forja. E aí o Ferro abate uns 3 deles ali com arco lá enquanto eles estão comendo os restos humanos. E eles até percebem que são restos de habitantes da cidade que nunca chegaram a apodrecer nos túmulos. É quase como se o Shanks aqui fossem gus mesmo, porque são zumbis que cavam túmulos para comer resto de humanos. E aí quando Eles encontram uma sala cheia de Shankas. Aí o Logan cede à fúria, ele segue, segura a espada, né?
Ele lembra de tudo que ele perdeu pro Shankas, ele fala pra Ferro ficar pra trás. E ele, por vontade própria, ele solta o 9 Sangrento, que massacra o Shankas.
Fica longe.
Começa tipo, eles traçalham o Shankas na espadada, eles pulam pra cima dele, ele rasga vários deles. Aparece até um tipo de Shankas maior que o normal, tipo mais alto até que ele, que é quase um troll do Senhor dos Anéis. Aí ele usa uma armadura e um machado. E aí, mesmo oferecendo dificuldade, o 9 Sangrento consegue cortar até o machado dele, porque aquela espada do artífice ela não quebra, ela é mais mortal do que nunca, né? Ela corta até o ferro de outras armas. E ele fica tudo—
essa espada é overpower.
Sim, é o tipo de arma mágica que eu gosto, que é uma arma mágica simples. Ela não tem nenhum grande poder, soltar raios mágicos, qualquer coisa do tipo. Não, ela é aquela magia bem Tolkien mesmo, a magia sutil, tipo você.
E ela é uma espada, tipo, porra, é a espada perfeita, literalmente, né? Tipo, ela não, ela não vai fazer nada de, é, ela não vai fazer nada de grandioso, mas enquanto uma espada, tipo, ela é o que qualquer guerreiro gostaria de ter. Tipo, ela não vai quebrar, ela não vai, então na mão do Logan ela é perfeita, a melhor arma que o Logan poderia querer.
É porque o Logan por si só já é um puta de um guerreiro, né, cara? Ele só precisava de uma arma ideal para completar ele.
Exatamente.
Mas aí depois é a do 9 Sangrento se apaga, né? Aí a dupla começa a atravessar umas ruínas, a encontra um rio onde eles acabam atravessando umas ruínas aquáticas e saindo da cidade. E aí durante a noite eles estão descansando, né, o Logan tá acendendo uma fogueira, a Ferro começa a passar frio ali, fica tremendo os dentes, ela é bem desacostumada com o frio da região. E aí o Logan oferece para ela o casaco e ela aceita, né, de forma inédita, até ela agradece.
E ela surpreende ele oferecendo sexo. E aí ele fica um pouco sem jeito e acaba aceitando. E aí eles têm um pouco de dificuldade de iniciar o contato físico, tipo, ele acaba até tipo sendo hot, ele já ejacula antes da hora e se mostra frustrado.
Vou dizer que gostei muito de como isso foi criado, porque assim, esse é um livro que ele é, como você falou, as coisas são realistas, né? Então assim, não é um romance hot, não é uma cena de sexo para você achar, nossa, que sabe que excitante essa cena. Não, tipo assim, é ela meio que tá acostumada a ter companheiro de viagem, tá acostumada a fazer isso, porque é uma questão meio que você tá em perigo de morrer o inteiro, tá ligado?
Tipo, tá aí, tá junto ali, dormindo junto, por que não? E ele tipo, nossa, tem um tempão que eu não nem pego numa mulher. Aí o que que vai acontecer? O cara não vai conseguir, ele tem uma ejaculação precoce, sacou? Porque o cara tá— quanto tempo tem que ele não deve ter feito nada, tá ligado? E aí é isso que rola. E é totalmente anticlimático, mas ao mesmo tempo é muito realista.
Então, cara, ó, eu tenho um contraponto. Primeiramente eu tenho que explicar para o ouvinte para ele não ficar subentendido. Eu não gosto de cena sexo explícito em nada. Eu tenho uma dificuldade extrema com cena de sexo explícito em tudo, em jogo, em filme, em livro. Eu sempre tenho dificuldade. Até hoje tem duas cenas de sexo em tudo quanto é obra que eu consumi que eu consigo de boa, de boa ler, de boa reassistir. Tirando isso, não tem mais nenhuma.
Eu sempre tenho problema com isso. Não é um defeito, é um problema meu. Não tem que tirar isso do seu livro, não tem que tirar isso desse livro. Eu gosto do ponto de vista dessa de ser realista, porque que nem, por exemplo, Sapkowski, quando tem aquela cena, aquela cena de sexo sincera, onde o pessoal faz idiotice, tropeça assim, enrosca para tirar roupa. Esse negócio eu gosto na cena de sexo. Não que eu gosto assim do sexo em si, mas eu gosto aqui porque dá o tom realista para cena.
Só que eu acho que a cena é mal descrita. E tem uma parte que eles não têm química, esses personagens, né?
Tipo, na real, eles não têm, eles não têm química mesmo. Eles não têm um romance para ser construído e tal, então fica uma coisa meio enfiada Tipo, com perdão da palavra, fica meio tipo colocou ali tipo para colocar, mas como acontece foi bem feito. Mas realmente acho que não precisava ter.
É tipo, é que, cara, assim, eu já li descrições aqui a colar, e embora eu não goste, eu tento aprender com tudo que eu leio, tento aprender boas descrições de cenas de sexo. Sabe qual que faz muito bem? Uma cena de sexo atrapalhada e sincera com o erro. Ele faz muito bem isso mesmo, eu tô gostando. Aqui não faz bem, cara. Tem uma hora que tipo ele só descreve só as falas dos personagens, fica um, ah, Tipo, são gemidos. E aí você não sabe, é mal escrito e sem graça, né?
Eu não gosto disso também, isso não tem graça.
Mas aí, tipo, de manhã quando eles acordam, né, a Ferro tá nos braços dele, aí ela tá confusa e dá uma cotovelada nele, e aí ele fica irritado e amargo, e até ela pensa em se desculpar, só que ela só fica irritada e não sabe se desculpar, não sabe nem pedir desculpa, não sabe nem a palavra para desculpa na língua deles, né? Tipo, e aí o pessoal lá, o Gesal e a companhia tá pessimista fora da cidade, de repente os dois.
Eu fico, eu fico sentindo que o Abercrombie, ele não quer que a Ferro tenha um desenvolvimento onde ela se submete a nenhum homem, sacou? Tipo, eu acho que ele não queria que ela tipo chegasse para o Logan e falasse, ah, foi mal, fui babaca com você, me desculpa, eu preciso compensar isso de alguma forma e vou tratar você melhor a partir de agora. Acho que ele não queria fazer isso para não, de alguma forma, não parecer que que ele tava enfraquecendo a personagem ou dando a entender que o crescimento dela passaria por ela, sei lá, virar namorada de alguém.
Mas aí, ao mesmo tempo, ele perde oportunidades que ela teria de crescimento de personagem dela deixar de ser babaca com todo mundo.
É porque assim, sacou?
Ele devia ter colocado, ele devia ter colocado mais uma mulher nesse grupo e fazer a Ferro ser babaca com essa outra mulher. E aí, tipo, deixar de ser babaca com essa outra mulher e ter uma amizade com com ela, ou então, sei lá, ela podia ser lésbica também, mas enfim, e ter um relacionamento com ela para não ficar— porque eu acho que é isso que ele tentou evitar, sacou? Ele tentou evitar fazer com que essa personagem crescesse se apaixonando por um homem ou se submetendo a um homem de alguma outra forma.
E aí é por isso ele perde várias oportunidades de desenvolvimento de personagem para Ferro. Essa é pelo menos a minha sensação.
Eu acho que, tipo, meu achado é simples: ele não sabia muito o que fazer com ela. Ele sabia a função mágica dela, função mágica sobrenatural dela na história.
Ai, cara, e tirasse ela, botava qualquer outro personagem para ter essa função, velho. Faltava qualquer outra justificativa.
Eu acho que ele sabia, ele sabia a função sobrenatural dela, mas ele não sabia a função humana dela, sinceramente.
É porque, pô, o aprendiz podia ter sangue de demônio, o, sabe, o Logan podia ter. O Logan tem a ver com espírito, ele podia ter outra coisa, sabe? Se fosse só isso, se fosse não sabia o que fazer, ele tinha que, ele podia ter tirado e dado isso para outra pessoa. Mas não, ele queria fazer uma coisa com ela, mas ele não conseguiu.
Então eu acho ela mal escrita tudo, né? Mas enfim, a gente volta lá com o Glock, tá se retornando para água, ele tá achando, pois é, porra, eu fracassei, o pessoal vai me crucificar aqui, vou ser torturado, vou virar um corpo boiando. Sempre tem a descrição dele culminando com o corpo dele boiando.
Muito boa essa parte. É, ele sempre acha que vão jogar ele no canal, né, tipo, o corpo dele em alguma vala por aí.
É engraçado que toda descrição dele do que quando ele pressentindo a morte dele, ele fala assim, ah, daqui a pouco tô ali, um corpo boiando.
Sempre corpo encontra, é corpo encontrado boiando no tal lugar.
E aí, antes disso, ele visita a Ard, né? Ele vê que ela tá numa casa vazia e desolada. E aí a Ard explica que um agiota veio cobrar, que o pai dela tinha uma dívida e que essa dívida não era nem dela, e nem ela nem o irmão dela sabia. E o agiota tomou todas as coisas dela. E aí ele faz ela ficar numa residência dele pela noite e fala, ó, para amanhã vai estar tudo resolvido. E pede para o Prático Frost encontrar o agiota, dá um couro no agiota e recuperar tudo.
E aí ele vai de encontro ao Suti, né? E quando ele chega lá, o Suti tá mais que satisfeito com os esforços dele, né? Ele fala da Goska, já era um caso perdido, só que as suas ações ali foram vistas como heroicas, né? Tipo, aumentou para caramba a minha moral contra o juiz supremo Marovia. Tipo, Marovia, a gente comentou no livro anterior, ele é um membro do Conselho Fechado também, ele é um dos 3 senhores da lei, e ele tem uma rixa com o Suti.
Até entrando em meandros políticos e sociais, é até explícito como Suti é um cara ruim e como a gente tá teoricamente acompanhando o Glock, tá servindo o lado errado da moral, porque o Sute é aquele político que ele quer os nobres e reis sempre vivendo do bom e do melhor e a população que se foda. O Maróvia já é o cara do povo. Maróvia, ele quer abolir monarquia. É, ele temos que ter uma democracia. É, o Maróvia, ele é de esquerda, ele quer, é que temos que ter uma democracia, que ele quer tirar isso, né?
Ele quer justiça social, ele quer.
É, então, e aí o Até porque fala, né, o Maróvia falava que o Glock tá, não ia durar uma semana e que não ia achar o traidor. E você descobriu quem que era o traidor, descobriu que era da Guilda dos Comerciantes, você diminuiu os poderes da Guilda dos Comerciantes, né, e esses poderes passaram para nossa Inquisição e você resistiu mais tempo. Ele até fala, cara, gradativamente ali nas reuniões do Conselho Fechado, o pessoal gradativamente ia sentando mais perto de mim porque tudo que o Maróvia previu deu errado.
E aí, tipo, praticamente assim, a Inquisição ficou com uma puta de uma moral por conta das ações do Glokta, né?
Os direitos de comércio, tipo, da guilda passaram para Inquisição, um monte de coisa assim aconteceu. Basicamente, o Suti usou o Glokta para se favorecer, né? Ele não queria salvar ninguém, ele sabia que ia dar merda, e ele não se importava que, tipo, o trabalho do Glokta fosse atrasar o máximo a invasão. Mas isso causou o maior número de mortes possível também.
Então, e aí, tipo, depois disso, o Glokta, tipo, tá a salvo, né? Ele vai visitar a Hard West novamente, a casa casa tá recheada com móveis novos, né? O próprio Jota pagou, né? Então, e aí a Ardi chuta ele, começa a chutar e xingar ele, meter porrada nele.
Melhores móveis, melhores, né? Nem tão novos, não, mas melhores.
Até porque fala, pô, se um dia ela quisesse um emprego como prática, ela ia sair muito bem. E aí quando pergunta sobre notícias do irmão dela, a Colin, ela fala das novidades, são como Príncipe Ladislaw foi atacado e a unidade dele foi morta, e o irmão dela tava junto, né? E aí ele é dado como morto atualmente. Ela começa a lá, né? E o Glock tá, pela primeira vez você vê o Glock tá chocado com essa perspectiva. E essa parte do Glock é muito boa porque ele é realmente pego de surpresa.
E pouco antes dessa revelação, naqueles monólogos internos dele, ele descreve o West como o único amigo dele. É, ele superou a raiva que ele tinha com o West após a confissão no final do primeiro livro.
Sim, ele tinha acabado de recuperar a amizade, né?
Daí ele até fala assim, pô, de tantas mortes que eu já vi, por que que essa, justamente essa, cara, tá me afetando pra caralho? Tipo, ele fica afetado aqui com essa coisa. É tanto que chega logo no capítulo dele, né?
É muito, é bem pesado, né? Mas felizmente ele tá vivo, né? A gente sabe.
Eles chegam no restante do acampamento da União, surpreendendo todo mundo, inclusive os antigos parceiros dele, por ele tá vivo. Aí esse Barbeiro vai lá se estabelecer no acampamento do grupo lá, né? Vai falar da morte do Ladis lá, sem entrar em detalhe que ele matou o príncipe, logicamente, que ele não é burro. E aí ele fala da localização dos homens do Bertoldi, que estão a 2 dias de viagem para o sul. E aí ele apresenta o Ferreiro, o Pike, lá, né?
Ele apresenta para o restante do acampamento, fala: esse cara aqui, ele salvou a gente. Então, poxa, bem-vindo, deixa ele tá com as forças da União, dê mais direitos para ele, dê um local bom para ele ficar aqui. E durante a noite ele vai tentar procurar a Care Hill, né, a garota. E ele passa pelo grupo do Três Árvores, que o pessoal tá bebendo. O Tu Cabeça de—
ai, que cena dolorosa!
É, e o Tu Cabeça de Trovão tá cantando uma música sobre o 9 Sangrento, que é muito legal para lore quando alguém cantar uma música sobre algo da história que você sabe. E ele topa numa barraca e ele sem querer vê Cat Hill e o cachorrão fazendo sexo, e tipo, ele fica tipo magoado e vai embora, cara.
E que é bom, bicho, porque assim, é assim, não sabe fazer muito bem as cenas de sexo, como você falou. Ele descreve de um jeito meio, é tipo, ele fica usando onomatopeia, tipo tal. É, mas a intenção dele não é que seja hot, é, mas as pessoas falam. E inclusive, voltando nesse negócio, tipo assim, de que você não gostar, eu também já tive problemas com cena de sexo. Mas eu superei isso porque basicamente sexo faz parte da vida.
Então você vai escrever um negócio, as pessoas transam, faz parte, e é uma coisa, e uma das melhores coisas que você pode fazer na vida, né? Então assim, por que não escrever sobre, né? E aí, só que aí fica aquela coisa tipo, ah, o West, ele tava construindo uma relação com a garota de amizade, né, no caso, eu tava conhecendo mais ela, e aí ele salva ela de uma violência, e aí ele tá interessado nela, mas tipo assim, É você fazer com que o cara que salvou a pessoa da violência desenvolva uma relação com a pessoa, tipo, como se fosse uma, sabe, tipo assim, ele tá sendo recompensado por ter salvo ela.
Tipo, não é isso, isso não é assim que acontece. Não é porque ele salvou a menina que ela vai se apaixonar por ele. Ele salvou a menina porque era coisa que a pessoa decente tinha que fazer, entendeu? E aí a menina vai ficar depois com quem ela quiser, e ela não quis ficar com ele, ficar com outro cara, e paciência.
É, mas é que dói um pouco na civilidade, dói você ver o cara, o o cara bondoso se fodendo, né?
Não dói, né? Dói, não dói, doeu em mim. Eu gosto muito do West, entendeu?
Mas tipo, é lógico, né?
É doloroso, mas é a vida, bicho. Às vezes, às vezes quem a gente gosta não gosta da gente. Ele tem que ir. E o pior que tipo, sei lá, tá com cachorrão que é amigo dele e ele não vai tipo deixar de ser amigo do cara, entendeu? É bem construído isso, sacou? Não é que ele merecesse isso acontecer, doeu em mim, mas eu achei que foi uma boa escolha do autor.
Eu achei que foi Acho que foi bom para mais drama, né, também.
Porque se chegasse aqui no momento e deixasse, ah, momento de felicidade também, ia ser também, é tipo, ah, ele conquistou a garota, tipo, é isso, ia ficar muito batido, entendeu? Ele deu uma subversão interessante.
Não, eu concordo, concordo, né? O grupo do Logan chega até uma região com as montanhas quebradas ali. A gente já tá aqui no final do livro. Aí lá, nem os cavalos nem carroça pode prosseguir. Aí o Gesal tenta soltar os cavalos e até faz carinho num deles, e a Ferro mata os cavalos na mesma hora falando que vai desperdiçar carne. Tipo, beleza, eu entendo que era necessário, mas a Ferro fazer isso foi pior que tudo.
Nossa, é, tem que até matar bicho, Calemba, que é realmente para ninguém gostar da personagem, né?
É, então, pô, parece que se esforça para isso. E aí o Logan fica responsável por carregar aquela caixa de metal negra, né, lá do Canedas, porque fala, ó, a gente tá indo atrás da semente agora, e essa caixa é onde vai colocar a semente, né? Aí tem uma parte que ele admira o interior e que tá cheio de mola, né? Engraçado que tá cheio de mola no interior. E aí o Bias, ele fala lá, não, que essas molas foram colocadas aí porque o Canedias acreditava que a carga tinha que ficar segura. E é um elemento da modernidade isso.
Sim, é isso. Mas é isso que eu digo, todas as coisas do Canedias parece que ele tá na Revolução Industrial já, sabe? Tá séculos à frente assim.
Ele é um personagem de Bloodborne no mundo de Dark Souls, basicamente.
É, exato. Já tá, ele já, ele já era uma coisa industrial assim, né? É total, ele é o Chester, é o Marvelous Chester, né?
E aí ele, né, eles começam a admirar a paisagem, né? O Gesal comenta para o Logan que tem vontade de voltar para casa e casar com a Ard, né? Tem uma vida simples. O Logan começa a provar isso. O Logan nota que ele começa a se sentir atraído pela Ferro, mesmo depois daquela cena desastrosa, né?
Ele fica até meio que, ah, meu filho, não tem nada mais, nada faz um homem se apaixonar mais do que a mulher dá um fora nele, o cara fica doido, né?
E aí ele, né, ele fica até dando umas apertadas com ela meio que para raiva dela, né? E aí eles acham um poço d'água lá onde ele começa a pegar uns peixes com mãos. Essa parte, o Logan vira um background total porque o pessoal começa a conversar e o Logan tá lá catando peixe.
A pessoa, ele vira o Gollum, né?
É, ele fica, não, e é engraçado que ele tá, o pessoal começa a conversar, tipo parece uma cena de desenho animado, o pessoal no primeiro plano conversando coisa importante e lá no no fundo, ele mete a mão e tira um peixe. Daqui a pouco você vê ele tirando o segundo peixe, falando: olha, outro! Daqui a pouco um terceiro: nossa, outro! Ele tava tirando um monte de peixe do negócio enquanto o pessoal conversando.
Então, e aí tem até uma coisa mais difícil do mundo, pega peixe com a mão.
Que aí tem um peixe que até que dá uma porrada nele, escapa. E aí o Baías fala: eu acho que ele finalmente encontrou o inimigo mortal para ele, que é o peixe. Mas aí depois disso, a pedido do Gesal, o Baías reconta, né, que a semente foi colocada ali na borda do mundo, ali numa terra que é Xabulian, porque o Canelhos, o Juvens, o Bedrift, todo mundo temia que essa merda fosse trazer mais destruição, né, depois do que ela fez. E eles pediram para o espírito da terra guardar a semente, embora o Canelhos ficasse com uma vontade de estudar ela.
E aí que o Logan entra com essa habilidade única dele de conversar com espíritos. Eles precisam dessa habilidade dele para ele conversar com o espírito que está guardando essa pedra, né. E durante a noite ali, quando eles estão acampando, Gesiel testemunha a Ferro e Logan novamente fazendo sexo, e ele começa a se começar a ficar receoso da solidão dele. Tipo, tipo, já mostra que independente das coisas, a Ferro, independente da recusa, a Ferro quer essa experiência de novo. Não, não funciona, não funciona.
É, eles começam, eles começam a ter um romance, né, mas realmente não funciona bem esse romance deles nesse livro.
A relação do cachorrão com a, com a Rio, ainda que seja mais curta, é melhor, é melhor, bem melhor. Mas aí o bando do cachorrão, justamente dele, descobre as forças do Betô estacionadas aí numa fortaleza, que é de Fortaleza de Dunbrech. E aí eles sugerem que eles vão ter que espionar essa fortaleza, e o cachorro ele é pressionado para fazer isso. Até, cara, essa parte, esse capítulo, ele é o melhor capítulo para mim do livro. Esse capítulo é uma aula de como você escrever diálogos engraçados, porque ele começa com eles falando, alguém tem que ir lá espiar.
Aí o pessoal começa a falar, eu acho que quem se deu bem na noite passada tem que fazer isso. E o pessoal começa a falar para o cachorro fazer isso, e todo mundo começa a rachar o bico, cara. O pessoal começa a rachar, e o cachorro fica Cala a boca! Aí o pessoal, ô cachorro, é bem coisa de amigo, né?
Bem, é bem coisa.
O pessoal pergunta, pô, ô cachorrão, ela faz o sexo assim ou assim assado? As mulheres da União sabe fazer sexo? Aí ele vai ficando puto. Aí o pessoal, ele fala, ah, vamos chupar um ao outro para ver se vocês calam a boca. Aí o outro, ah, assim, não dá, eu tô com a cabeça de trovão me falando enquanto tá comendo. Eu tô começando a soltar ranho enquanto dá risada. Aí o Três Árvores pega e fala, gente, vamos parar aqui. Aí o Três Árvores acaba de falar isso, ele volta começa a dar risada também.
Até o Sinistro começa a dar risada. Aí ele fica puto e ele vai próximo da fortaleza, e do nada, é engraçado porque ele tá andando com o arco e ele quase dá um tiro na própria perna com a flecha. E aí ele fala que, cara, não posso voltar para lá, que se eu voltar para lá mancando com uma flecha na própria perna, nunca mais vão parar de me zoar por conta disso. Tipo, eles vão trocar o nome dele. De cachorrão, sei lá, chamar de tiro errado para alguma outra coisa.
E aí, cara, ele é abordado de surpresa por um cara que é um cara jovem, muito alto, e que conhece ele. E o cara tipo pede um tempo para ele. O cara é do norte também, o cara é altão, magrelo, cabeludo. E aí o cara tem um machado e o cara pede tempo para eles conversarem. Ele fala: olha, vamos só conversar. E ele fala, o nome dele é Cal Shivers e ele é o Tremedeira, né? E aí ele fala: eu sou, eu sou, eu sou o outro filho do Pescoço Duro.
Aí ele fala: eu sou filho do— não, engraçado esse diálogo que ele fala: eu sou filho pescoço duro. Aí, velho, é, não, eu sou outro. Mas era só moleque. Sim, sou eu.
Mas o Logan matou.
Ele passou tanto tempo assim? Passou. E aí, tipo, cara, parece um diálogo do Chaves, cara. Porque depois, quando ele leva o Tremedeira para o acampamento, ele explica para o Barca Negra. O Barca Negra também é um diálogo. Pera aí, mas o filho era só moleque. Aí já passou tanto tempo?
Aí já fala a mesma coisa, madruga conversando.
Não, e engraçado, cara, o Tremedeira, ele começa a explicar. Ele até fala assim, por que que você é chamado de Tremedeira?
É muito, muito.
E aí ele fala, tipo, ele fala, porque os inimigos tremendo diante de mim, né? É, treme diante de mim. Aí ele é sério, ele não. Na verdade, o primeiro ataque que eu fui fazer, eu fui mijar no meio do lago, o lago me arrastou, eu fui levado embora, fui sair 1 km depois sem as calças, com os bagos encolhidos, e voltei tremendo para vila. E cara, é muito engraçado. Eu ri na primeira vez que eu li, e eu ri mais ainda risada na segunda vez quando eu tava relendo para poder escrever a pauta, cara.
Dei tanta risada nessa parte, cara, eu chorava. É muito engraçado. E o Tremedeira, ele é importantíssimo. Ele é o coadjuvante mais importante apresentado talvez nessa trilogia, porque ele é protagonista de, acho que da outra trilogia. É, então ele é, ele é muito bom, né? Eu achava, eu fiquei com receio dele ser um traidor, porque de cara eu gostei dele para ele fazer outra risada, e não, não é. E aí tipo, ele fala que ele tem 40 homens à disposição dele, por que que eles não gostam de servir o Betode?
Ele fala, cara, a gente não gosta dos meios dele. O campeão ali, o Fênix do Terrível, é estranho, aquela bruxa esquisita. E a gente não gosta porque ele está com aliança com o Shankas. E quando ele fala isso, ele surpreende o cachorrão, porque o Shankas são umas criaturas selvagens que são inimigas de todo ser humano.
Esse, essa, essa revelação me surpreendeu para caramba.
Sim, porque tanto que antes eles tentaram contactar o Betode para avisar do perigo do Shankas. Agora, de surpresa, descobre que o Shanks tá trabalhando para ele.
Exato, é que é isso que justamente você fica pensando, tipo, o Betode, ele é um vilão, mas ele é um vilão, digamos assim, dentro do núcleo político assim, né? Ele é um rei novo que tá se colocando ali acima e ele tá querendo dominar, mas ele é um humano em busca de poder. Mas não, você vê que ele tá se aliando, ele está se aliando com, tipo, literalmente com monstros, né? Não só tem uma bruxa, não só tem um campeão fênix, que depois a gente vai descobrir ele também que ele tem coisa de demônio.
E aí, tipo, ele tá fazendo aliança com os Shankas, efetivamente, com os orcs desse mundo, né? Eu fiquei bem, eu fiquei bem surpreso.
É, então é uma coisa que pega você de surpresa, porque era uma lógica básica desse mundo. A lógica basilar é o Shanka é um bicho selvagem e antissocial que mata ser humano e é um perigo para todo mundo. E não é tipo falha de worldbuilding nem nada, é um negócio construído para te surpreender aqui mesmo, né? Eu não li, né, ainda a próxima trilogia, mas eu vi muito elogio da fanbase. O pessoal fala que o Tremedeira é um dos personagens mais bem escritos do Abercrombie, assim, de todos os livros dele. Então tô muito ansioso para ler mais coisas dele também.
Espero que a Aleph traga aí, que eu quero ler agora só em português.
Sim, quero ler tudo agora. O Glokta, ele descobre por notícias que o General Visbrock lá em Dagosca se matou em vez de ser capturado, né, igual ele aconselhou, né. A população nativa permaneceu intocada pelo Império Gurkh. E aí ele não tem mais o título de superior. O Arquileitor Soth nomeou ele co-superior em Adwa, ao lado do ele, né, que aquele outro inquisidor lá que o Glokta não gosta, né, o cara com quem a Vitória trabalhava antes, né.
E aí ele descobre também a respeito de uma revolta civil em Kelny, né, um local lá citado, que fala que tá sendo causada por uma figura apelidada de Tanner. Mas aí quando o Glokta ele se oferece para ir para esse lugar lidar com isso, o Zoot fala: não, você não precisa ir, a gente, a gente, você tem que ficar aqui que a gente recebeu um novo emissário do Império Gurkh. E cara, aqui eu vou puxar Orelha da tradução da Alep, por inconsistência. O Tanner, ele é mencionado no primeiro e no terceiro livro.
Sim, como curtidor, né?
Isso, como curtidor. E aqui mantiveram o nome, mantiveram o termo em inglês como se fosse nome próprio. Tipo, é um errinho, é um errinho, é um errinho aí. Eu achava que é, eu fiquei até na dúvida se como ia ficar no terceiro livro aí. No terceiro livro eles voltam a chamar de curtidor.
Esse, corrige, voltou. Eu não sei por quê, né? Passou no segundo livro. Botaram o Tanner para quê?
Aí chega o novo emissário, que é o Tuques, que é um emissário mais humilde, mais sincerão. Ele até fala, cara, do antecessor dele lá que foi decapitado pelos Práticos lá, que ele era um fanático religioso, eu sou mais pragmático. Ele fala, cara, o Kalu prometeu uma tomada. O problema que o Kalu, que era o mago dele, prometeu uma tomada fácil de Dagoska, e toda essa dificuldade de sacrifícios que o exército teve abalou a moral do sacerdote.
E aí agora o Império tá buscando paz com a União, né? O objetivo dele, o objetivo deles era pegar a gosca, não era um conflito com a União. E aí ele fala, cara, ele oferece um monte de baú vazio como presente. Ele fala que, ó, você pode dizer que tinha o que quisesse aqui nesse baú, é para, é um presente simbólico. Você pode falar que tava cheio de joia. Você, a gente tá construindo aqui, eu e você, que a gente tá vendendo uma ideia de submissão do Império Gurksh.
Tipo, a gente tem que, ele fala para o Glock, a gente tem que gerar paz entre as partes.
Eu acho é bem, nossa, essa parte, puta que pariu, velho, meu coração Não, aqui, velho, fica, chega, relembrei memória de guerra, cara.
É interessante para caralho esse conceito de baús vazios, porque a gente vai, o negócio não é a gente dar joias ou coisas para vocês, não. A gente tem que parecer que tá submisso a vocês para a gente gerar paz.
Sim, sim. E o próprio, a própria ideia de que tipo dentro desse do Império Gurkense tem várias facções. A própria Ferro fala, né, tipo, ah, vocês olham para a gente só porque a gente que tem pele escura, você acha que todo mundo é gurquês, todo mundo é igual, mas eu odeio eles e eles escravizaram vários outros povos e tal. Então tem várias culturas ali e tem várias facções políticas. Então tem os sacerdotes, mas tem uma galera que tipo é uma ala, digamos, secular do império.
E o cara tipo, não, bora, vamos tentar costurar aqui. E assim como o Glokta, o cara não tem recurso, ele não tem o dinheiro aqui para dar, mas pô, a gente pode fingir, pô, bota uns baús aí, aí você inventa qualquer história, entendeu, de que vocês ganharam, e a gente acaba com isso aqui, sacou? Por mais que embora não seja uma oferta de verdade, ele tá dando a justificativa perfeita para o negócio acabar bem, né?
Sim, não é, cara, achei genial isso daqui. Eu nunca havia parado para pensar que acho que até deve existir esse tipo de coisa, né, na história da humanidade.
Com certeza, não, com certeza.
A gente volta lá para o grupo do Bias, né, que eles chegam na outra grande biblioteca. E aí nessa biblioteca é presidida pela terceira dos magos, que é a Canoel, que é uma maga que é tipo uma mulher idosa, mas que tem um certo glamour, e que rapidão na conversa ela revela ter sido um amor do passado do Bias. E aí eles fazem uma refeição lá onde a comida é meio insoça, mas o Gesal fica mó agradecido porque a primeira vez que ele comeu uma comida minimamente decente.
E durante a refeição eles trocam ali umas acusações, né? Ela se mostra azeda, ela fala que o Bias trocou ela pela Ptolomeia só porque a Ptolomeia era inocente e pura de uma forma que ela nunca foi, né? Ela até fala, cara, de como as ações dele levaram, tipo, ela compra meio que o lado do mago lá do segundo, que era rival dele. Porque ela fala: as suas ações levaram a essas desgraças, inclusive a morte do Juvens. Tipo, ela até porque fala, tipo, de quando tava na casa do Artífice e ela ouvia ele, tipo, porque o Artífice se trancou lá dentro com o Ptolomeu e com as coisas dele, os magos não conseguiu entrar.
E ele, né, o Bias, ele ficava na porta fazendo juras de amor para filha do coisa, lembrando dos momentos dele, para ela abrir a porta. E ela, tipo, ficou Monroe ficou super ferida com isso. E aí, mas ela fala que ela manteve o prometido, o prometido que ela tinha, que os jovens haviam estabelecido que ela ia cuidar daquela região, ia deixar um barco pronto se qualquer hora eles, os magos ali, precisassem ir até onde tá a semente, que até um local fechadão lá no fim do mundo lá chamado Shabulian.
E aí o Kwai nesse ponto fica com olhar de desprezo o tempo todo pro Baías, né. Ferro e Logan continuam dormindo juntos, embora tipo até a Ferro fala que não vai durar. E né, as coisas continuam prosseguindo para esse encontro. O Ash tenta organizar ali as com as bases nas informações sobre o exército do Betode, né? Consegue informações ali do grupo do Três Árvores. Os generais são tudo em briga ali, os dois generais que é o Paul e o Croy estão tudo um querendo, um querendo mais glória que o outro, são uns merda do caralho, né?
E aí é muito bom também como ele constrói esses dois generais, né? E como o West vai se— não, cara, eu, eu entendo West muito bem, tendo que navegar entre os dois assim, é bem legal.
Acho que o West, o West é um dos personagens de da literatura fantástica que eu me identifico muito desde o Geralt do The Witcher. Porque, cara, eu trabalho às vezes, né, mesclando a paz entre chefes idosos aqui a colar que se odeiam.
E tipo, é, tipo, já tive que fazer isso, muito difícil.
Um superior idoso fala: manda esse merda fazer isso. Eu falo, aí a minha mensagem é tipo: cara, você poderia fazer por gentileza isso? Não, é, tem que medir essas merda, coisa. E eles ficam sabendo que o Betôde tá com aliança com uns selvagens estranhos demais até para o povo do norte, né? Você já ganha que são chancas, né? E aí o vacilo que ele vai tentar conversar com a Carril, tipo, por que que ela escolheu o cachorrão. E aí ela meio que tímida fala, cara, que você é muito furioso para mim.
Ele fica chocado, tipo, porque principalmente que ele enxerga o cachorrão como alguém muito mais selvagem, cara. Ele percebe assim ele mesmo como alguém comportado, civilizado, e coisa não, né?
Ela viu ele lutando, né? Ele, quando ele luta, ele não é nem um pouco civilizado.
É, então. E aí o Glock tá despertado à noite lá pela Vitale, né? O Suti tá querendo ver ele. E quando chega lá, né, eles topam com um monte de figuras importantes da União lá na câmara do príncipe. Porque o Ladisla, ele tinha um irmão mais novo que era o Reinald, sendo que o Ladisla era o herdeiro do trono, só que ele era um príncipe mais festeiro idiota. E o Reinald era um príncipe mais competente, tipo, todo mundo falava, cara, ele seria um rei muito melhor, ele é competente, ele leva o posto dele de príncipe e o posto dele político a sério.
Irmão mais velho não faz isso. E aí quando ele chega lá, tá vários figurões lá da União, tá o Maróvia, tá o Varus, o Rolf, né? E aí ele chega lá e o príncipe Reinald tá morto, ele tá, o corpo na cama tudo arregaçado, com marca de mordida, sugerindo até um ataque de um comedor. E tem uma janelinha lá que marca a fuga de alguém, só que o Gok tá ganha, que fala, cara, tá muito óbvio essa pista de um ataque de comedor, né? É como se quisessem que soubessem que a morte dele foi causada por alguém do Império Gurkhsh.
E aí, para sul, tipo, para o sul, né, sem o Ladis lá e sem o príncipe, o que acontece? Você não tem nenhum dos dois príncipes e o rei tá moribundo. Quando esse rei decrépito morrer, ele não vai ter herdeiro. O que que vai acontecer?
Vai acontecer uma eleição.
É, vai ter uma eleição de membros do Conselho Aberto, né? É engraçado que ele fala até uma coisa aqui que eu achei estranho no terceiro livro. Ainda não cheguei numa parte que explique isso, mas ele que membros do Conselho Fechado não pode se candidatar. E no terceiro livro, quando vai ter eleição, os membros do Conselho Fechado estão concorrendo. Eu não sei se foi uma falha ou se eu perdi algum detalhe.
São membros do Conselho Aberto que estão concorrendo.
Não, o Sult começa a concorrer e ele do Conselho Fechado para rei.
Para rei?
Sim, sim. Tanto que você tem— eu tô bem na parte aqui.
Tem certeza? Não lembrava disso.
Que tá a concorrência dele com Maróvia, né, que é rival dele. E você tem sim.
Ah, mas não é que, não é que ele tá concorrendo entendo. Ele tá tentando arregimentar votos para alguém que ele, que favoreça ele, que ele aponte. É alguém que ele aponta. Tipo, ele não pode ser o rei, mas ele, tanto ele quanto o Maróvia lá no terceiro livro, ficam tentando caçar voto para outra pessoa, sacou? Tipo, não é?
Ah tá, entendi. Ah não, beleza, foi isso. Beleza, que eu não cheguei no ponto que falou abertamente disso. Eles só estão contando votos de 5 pessoas e ele tá tipo em penúltimo e o Maróvia tá em último lá na parte do livro que eu passei. Mas né, eles falam que é uma merda, porque assim, tendo um rei, eles têm todo o poder ali no conselho fechado para poder fazer o que quer.
Sem um rei, é que o rei é um, é um, basicamente é um inválido, né, o rei atualmente. E aí eles conseguem governar ali enquanto o rei é só um gordão na cadeira.
É, então, e sem o rei, o que que acontece? Sem o rei tem que entrar em coisa de eleição, e o conselho aberto que vota, e eleição é é quem é adorado pelo povo. E a Inquisição, que tem todo o poder político possível, ela é odiada pelo povo. Ninguém gosta da Inquisição. Então eles têm todo o poder e nenhuma chance de ganhar eleição. Então por isso que ele fica na merda. Ele até fala para o Glocta buscar o culpado o quanto antes, né?
Ele até encontra na mão do príncipe um pedaço de tecido branco e dourado manchado de sangue, que é o mesmo tecido do embaixador, né? E aí o Glocta captura o embaixador e quando interroga ele, de cara ele percebe nitidamente que o Tuques não é culpado e não sabe o que tá acontecendo. E o Tuques fala, cara, armaram contra a paz entre Império e União. É, e aqui, cara, várias suspeitas. Eu quando cheguei nessa parte eu fiquei pensando se não foi o Calu, né, que o Calu ele perdeu bem claramente isso, a moral, né.
Ele queria guerra contra a União, e se ele não estaria tramando isso. Só que você vai tendo várias, o ponto que eu cheguei não revelou ainda, mas você vai tendo várias pistas e sobrepistas que pode não ser, que pode ser. Você já terminou de ler o terceiro livro ainda? Não. Mas tipo, é muito bem construída essa parte até onde eu li, até suspeita, né.
Então é bastante bem construída. E eu não esperava o final.
E aí ele tenta comentar com o Suti que o Tuques não é culpado, e o Suti caga e fala, cara, eu não preciso da verdade, eu preciso que você encontre um culpado. E tipo, eu preciso que você arranque confissão dele. E isso é uma ofensa pro Glocta, cara.
E essa, essa é toda a diferença do Glocta para todo o resto da Inquisição, né? O Glocta, ele quer realmente descobrir a verdade.
Isso.
A Inquisição só quer alguém para torturar e tipo para prender, tá ligado?
Inclusive, o Suti fica tão ofendido que ele tão ofendido pelo mero não do Glócta, mera resistência do Glócta, que ele fala: vá, seu aleijado. A primeira vez que ele chama o Glócta de aleijado, cara. E tipo, é, cara, é muito errado. E porque o Glócta, ele é uma engrenagem, uma engrenagem suja, né, do governo, mas ele é uma engrenagem que tem uma função. E o cara tá querendo romper essa função, né, tipo de arranjar a verdade. E, cara, e dói.
Essa parte, porque você, no lugar do Glockta, você sabe que o junto do Glockta e do Tuque, se ele matar o embaixador que tá trazendo a paz, ele vai arranjar um conflito, um conflito gigantesco. É, e é o mesmo ponto, o Glockta defendeu muito maior, é tipo, vai começar uma guerra muito maior da Goska, e a defesa dele ia levar um banho de sangue maior. Aqui as ações que ele, as ordens que ele tá tendo que seguir, vai levar um banho de sangue.
Tipo, novamente é o famoso, se ele tivesse teria morrido, muita pessoa iria viver. E não é por maldade dele, né?
Tipo, é, não, ele tá fazendo a parte, entre aspas, né? Tá cumprindo ordens e tal. Mas é a questão do Soot como seu grande vilão da história do Glokta, porque ele é esse cara que não se importa com as vidas humanas, não se importa com nada. Ele se importa com o próprio poder, em aumentar esse poder e manter esse poder. E ele usa o Glokta como ferramenta, trata o Glokta como ferramenta para isso. E o Glokta meio que se vê peso a esse cara, porque ele não tem para onde ir, é a única coisa que ele pode fazer, ser inquisidor.
Ele não tem aliados, ele não tem uma vida fora, e ele vai meio que cumprindo essas ordens cegamente até que ele percebe que ele tá tipo sendo usado como instrumento, basicamente no instrumento de um sádico, né.
E aí, né, a gente vai lá para o West, a gente chega no maior capítulo já escrito até então na saga, um capítulo gigantesco, mas muito foda, porque o West tá junto com o pessoal lá da União, né, o o superior dele lá, o Brew, ele tem um mal-estar e fica inconsciente, praticamente dado como morto. E aí ele tem que mentir para os outros lá, para os dois generais lá, para eles não saber disso daí. Então os dois têm que, mano, é, não tentarem tomar o controle.
Ele é muito bom esse capítulo, cara, muito bom.
Nossa, é, cara, esse capítulo é ótimo, é ótimo.
E aí, porque justamente o cara ao longo do livro inteiro, o Marechal dando sinais desse mal-estar, né?
Vai, ele vai vomitando aqui, acolá, tipo, arrotando.
Por uma questão de, é uma azia, um negócio, por uma questão de estresse mesmo assim. O cara tá sobrecarregado de trabalho, ele tá tendo que literalmente liderar uma guerra super difícil. Então o cara, a saúde do cara vai se deteriorando a olhos vistos, até o ponto que ele tipo apaga lá, quase morre. E o S se vê com um dilema parecido com o do Glock, tipo assim, eu posso só falar que esse cara tá morrendo aqui e os outros generais vão ter que assumir.
E aí vai dar merda, porque os dois generais eles se odeiam e eles são os dois, tipo, cada um tem um estilo muito diferente, eles não, eles não vão trabalhar juntos, tá ligado? Que é outra parada do Logan também, né? Tipo assim, se a gente não se, se a gente não for amigo, a gente vai morrer. Então assim, esses caras não são amigos, eles têm que obedecer alguém. E aí ele tipo esconde a situação crítica do Marechal Superior dele do cara que deu tudo a ele, basicamente promoveu ele.
Porque se ele contar, ele sabe que vão perder a guerra. Então ele começa, ele vira de fato o marechal, começa a dar ordem. É muito bom esse capítulo, hein, cara? Dá ordens para os caras e tipo bota o Pike na frente da tenda, não deixa ninguém entrar, não deixa ninguém ver. E vamos lá, vamos tocar essa guerra para frente, que porra, é muito bom, velho.
É, vamos seguir as ordens que a gente já tinha. E aí o Três Árvores e o pessoal dele está no ponto que eles foram colocados lá, eles fazem uma defesa com um monte de árvore. E aí eles têm que manter uma posição ali, ele está junto dos carros do Tremedeira, né? O Tremedeira, ele trouxe uns 40 homens homens para junto deles. E aí eles fazem uma cobertura com os troncos. E aí o cachorrão e a Carril, eles acham seguro o suficiente para acender um fogo ali para fritar uns ovos, já que estão com fome.
E aí quando o cachorrão sente um cheiro incômodo e familiar, ele saca que são Shankas, né, os famosos selvagens que tava aliado ao Betode, né, que eram os Shankas, estavam ali, né, e que eram inimigos até para os homens do norte. Eles aparecem e a Carril, ela é atingida por uma flecha, né, nas costas, bem nas costelas. E aí eles movem ela para segurança e se une ali, forma uma linha de defesa com 3 Árvores para conseguir repelir o Shankas.
Eles tentam cuidar da Karin enquanto isso e sem dificuldade para remover a flecha. E aí quando finalmente eles tiram, o cachorro começa a tratar dela, cara, envolver ela ali com catadora, todo mundo imaginando que ela vai ficar bem, que ela até desmaia. E aí o 3 Árvores checa ela e nota e fala para ele, cara, ela tá morta. É tipo morte assim que eu acho que é bem prevista nessa parte. Eu não esperava ela morrendo aqui, já morreu.
Mas é, mas pegar você imprevisto assim é como uma boa morte às vezes escrita, né, cara?
Eu achei uma boa morte, tipo assim, eu acho uma boa Eu achei uma boa cena, você sofre pelo cachorrão ali e tal, mas eu achei sacanagem tipo matar a garota. Tipo, a garota só existiu no livro para fazer os outros homens sofrerem, tá ligado? Dá desenvolvimento para os outros personagens. Podia ter dado uma outra, podia ter matado outra pessoa, sacou? Ao invés de, e dado para mulher um outro arco. É mundano, porque é muito comum, desculpa botar o chapéu de feminista aqui, mas é muito comum usar personagens femininas para elas morrerem ou sofrerem muita violência para isso aprofundar o arco de um personagem homem.
É banal, é banal.
É, aí ficou tipo, é meio barato. Mas não, não, tirando isso, foi bem feito. Eu fiquei, porra, sofri para cacete. Coitado do menino, não merecia morrer. É uma morte mega triste, né? E aí você vê que ele tá tentando salvar ela e ele nem percebe que ela já morreu. Ele ainda tá ali em cima, que é uma coisa que acontece na vida real, inclusive.
Sim, sim, tem gente, né? Não, esse negócio de estar perto ajudando uma pessoa e a pessoa já tá morta é real para caralho.
E você tentando salvar e você nem percebe que já passou a sua oportunidade de salvar e tá ali porque você quer muito aquilo Isso.
Aí o pessoal do Três Árvores ali estão lutando, eles conseguem repelir 3 ondas do Shankas, né, vai ficando cada vez mais difícil. E aí eles se veem intrigados quando alguns do Shankas param à distância e ficam olhando eles esperando algo. E tipo, Shankas normalmente não são racionais para esperar, para planejar alguma coisa. Shankas, se for um Shankas contra 40 homens, o Shankas vai partir sozinho para cima dos 40 homens. Eles não têm tipo inteligência geralmente.
E aí começa a vir um cheiro estranho no ar, né, cachorrão sente um cheiro diferente, aquela névoa de antes, que já viram antes, aparece com mais força. E aí, para desespero do tremedeiro e para um monte de gente, aparece vindo da névoa o Fenris, o terrível, aquele desgraçado gigantesco, né, o novo campeão do Betô, daquele maluco que se regenera e tudo mais. E ele chega desarmado, né, com uma armadura cobrindo metade do corpo. Isso deixa ele mais assustador ainda, porque se ele tivesse com uma arma, alguma coisa, já dava meio que esperar esse cara.
E a névoa engrossa e a batalha contra o Shankas recomeça. E aí fica uma porrada que ninguém vê o que tá acontecendo. O cachorrão vê vários morrendo ali e acaba ele frente a ele mesmo, frente a frente com o Fênix, né? Ele consegue acertar o gigante com um golpe, o Fênix praticamente não sente, ele dá um murro no cachorro e lança ele contra uma árvore. O Três Árvores acaba interceptando o Fênix, atacando ele com umas escudadas e com uma espadada, né?
Mesmo Fênix sendo gigantão. Só que o Fênix se prova demais até para o líder deles, né, para o Três Árvores. Ele derruba o Três Árvores e prensa ele no chão e começa a meter porrada nas costas dele com os braços mesmo, né? Tipo, ele não usa arma nenhuma. E até o bicho é brabo, Fênix é ele chega até a partir o escudo e as costelas do Três Árvores, né? Essa parte dá para ver o escudo trincando. E aí, de surpresa, o Tu, o Barca Negra, o Tremedeira, ambos atacam ao mesmo tempo, perfurando e cortando, né, empalando o Fênix.
E aí eles trava tudo o Fênix com as armas deles, só que aí o Fênix se reergue praticamente ali sem ferimentos, e com um rugido ele recua. Ele se regenera de todos os ferimentos, só que ele não ataca nada, ele só dá um rugido e recua. E é uma parte assim assustadora, né?
É, ele viu que ele pode ser vencido, mas a muito custo, muito custo, e não pode nem ser Volta, né? Mas poderia imobilizar ele, sei lá. E acho que é por isso que ele recua, porque ele viu que os caras estavam organizados demais, né?
Então, e aí, e aí dá esse chá de sumiço, o cachorrão vai examinar o Três Árvores lá, e o Três Árvores tenta falar uma coisa, mas morre. E aí lá no acampamento da União tem uma discussão lá dos generais, né, do Powder e do Crow lá. E antes mesmo deles continuarem discutindo, o Powder mostra numa carroça o corpo de um Shanker, porque um tá acusando o outro de, ah, você não fez sua parte, você não fez uma parte. Aí eu não fiz minha parte?
Olha aqui o que atrapalhou a gente aqui, ó. E mostra o corpo de um chanca. E a união até esse ponto, ela é totalmente ignorante com coisas sobrenaturais, como criaturas não humanas, como chancas ou magia.
É, o próprio Gesal comenta, né, quando ele ouve do chanca, isso é história de criança, isso é lenda. Mas porque um dos generais tava lá com a cavalaria para pegar pelo flanco, só que eles atrasam, não chegam. Mas é porque os chancas vieram e interceptaram, né, o exército. Aí ele prova isso.
E aí, né, o Glokta, ele assiste lá com a— a gente volta lá para o Glokta que tá assistindo com a Arde a execução pública do emissário. E no caso, ele tá sendo— é até aqui que o título do livro, né, Antes da Forca, se refere a essa cena, que o Tux, ele tá pendurado. E, cara, eles estão fazendo uma execução dolorosa para caramba. Eles não tipo estrangularam o cara, eles penduraram o cara e foram tirando gradualmente as tripas dele frente ao público com uma navalha para ele morrer aos poucos, sabe?
É para mostrar o tipo de dor que espera alguém que faz um crime como assassinar um príncipe.
É tipo a punição mais cruel possível que eles podem dar, eles dão para o cara que é inocente. E o Glockta sabe que ele é inocente.
Então, e até tanto que ele até fala para a Arde que ele não é o culpado e que agora vai ter uma eleição ocorrendo. E a Arde fica chocada com isso. O Severard vai até o Glockta e ele foi mandado para espionar a Vitória, para saber, né, qual que era a dela. E aí o Severard descobriu que ela é mãe, que ela tá numa, que ela tem uma casa que ela visita que tem 3 crianças e que tem a mesma cor do cabelo dela. Então teoricamente, quando ela fala que ela não tava querendo voltar, não era nem por ela, é porque ela tinha 3 crianças dependendo dela, né? E aí ele fica até chocado com isso, né?
E aí ele é bem chocante essa revelação, tipo assim, dá uma profundidade também a mais para o personagem, né? É raro a gente ter personagens que são pais, que são mães. Eu achei que ficou tipo, deu uma dimensão muito legal para Vitália.
É, então, e aí ele comenta umas coisas aqui que parece ser uns fofoqueiros, uma fofoca antiga que agora, tipo, que o reino o rei logo vai morrer, não tem mais filho. Mas ele comenta que tem uma fofoca antiga de uma amante do rei que desapareceu e que ele teria um filho bastardo, né? Aí o Maltes, o representante do banco lá, o cara que chegou cheio da grana para ele, reaparece, né, para falar com ele. Ele fala para ele não prosseguir com as investigações.
Aí o Glock tá, pega e fala que vai acatar o pedido. Só que ele percebe, cara, que o Maltes não tá ameaçando ele. O Maltes tava cagando de medo, aparentemente tinha se ele continuasse investigando, ia ter alguma consequência em torno dos superiores dele, que ia foder até o Maltese.
O Maltese, ele não é, não tá imune, né? Ele é só o garoto de recados. E aí ele meio, então ele também tem, morre de medo dos próprios chefes.
E aí lá no fim do mundo, o Bias e a trupe deles desembarcam lá na ilha lá, né, de Xabulã. Eles encontram o pessoal que mora lá, eles acendem uma fogueira e eles preparam a caixa preta com o negócio que, né, para colocar E aí eles preparam para fazer o ritual, eles entregam um frasco para o Logan para ele beber. Entendi muito bem do negócio do conteúdo, mas ele sopra o conteúdo na fogueira e ele invoca o espírito, né? Novamente não tem descrições do espírito aqui, embora descreva parcialmente uma mão, uma barriga de pedra do espírito.
E vale notar que nem o Bias consegue ver o espírito, só o Logan. Ninguém ouve ou vê o espírito. É como se fosse um negócio realmente tão único para ele que nem um mago mais poderoso atual consegue fazer isso.
É, então é realmente o dom da Magia é uma coisa, o dono falar que o espírito é outra.
E aí o espírito fala para ele: ah não, tô querendo se desfazer dessa coisa aqui que eu tô guardando e só trouxe desconforto durante anos. Aí ele tira da barriga a semente, né? E ele consegue, mas o espírito consegue se fazer para ouvir ele, cochicha para Ferro aceitar. E aí depois disso feito, o espírito parte, desaparece. E aí quando eles examinam a pedra, tem um brilho estranho ali. Só que aí o brilho sobe, Baías fica um pouco olhando a pedra assim.
Depois ele se choca e fica puto falando que não é semente. Ele fala: não é porra, é uma pedra, é só uma pedra genérica, um truque do Canedes.
É só uma pedra. Ai, vai se lascar! Que ódio desse arco inteiro, velho, para ser só uma pedra.
Puxa, meu, fiquei aqui também, cara.
Se esse daqui fosse tanta raiva, eu lembrei de você no cast da Torre Negra por causa do final da Torre Negra. Eu falei, o Matheus vai odiar. Eu falei, esse Matheus vai odiar, cara.
Não, então, cara, eu só não odiei porque esse é o segundo livro. Se fosse o livro final, eu ia rasgar. Eu ia rasgar no meio, eu ia rasgar no meio essa porra. Só faltava o Baias virar sorrindo e falando, cara, importante é a nossa jornada. E aí todo mundo mentia, todo mundo esfaqueava.
É, a semente, a semente são os amigos que fizemos no caminho.
É porque os amigos vão matar ele depois, igual semente faria, cara. Daí eu, se esse fosse o livro final, rasgaria no meio essa porra, cara.
Que ódio. É isso, esse final aí ele só consegue porque não é o último último da trilogia, porque vai se lascar. Muito anticlimático. Não, para mim não funcionou, porque nada foi conseguido nesse processo. É, então tudo bem que alguns personagens ganharam, tipo, tiveram arcos, cresceram, tipo, só o Jezal basicamente, assim, viagem para o Jezal deixar de ser babaca, foi só isso. Mas nossa, muito ruim, velho, essa ideia de não ser nada.
Não é, não, se a humildade do Jezal ganhar essa guerra, beleza, velho, nem isso tinha que ter precisa alguma coisa aí.
Eu fiquei muito, fiquei muito bravo com esse capítulo, né?
Mas aí lá no navio todo mundo tá decepcionado e puto, até a gente também. É, aí beleza, a Ferro e Logan começam a conversar e o evento acabou separando eles demais. Até mostra que eles têm meio desejo de ficar junto, mas eles, um fala que vai para o sul, outro fala que vai para o norte, né? Cada um vai buscar sua luta e cada um parece frustrado com a decisão, com o outro não insistir de querer uma coisa. É, parece um casalzinho infantil, né, nesse ponto, né?
De tipo, ah, vai comigo, vem aqui.
O bando do cachorrão, ele enterra a Carrie e o Três Árvores, né? E aí o cachorrão, ele fala que são— ele olha para os cadáveres como esperanças arruinadas, tanto a esperança de ser feliz quanto a de ser um homem melhor. O Tremedeiro e os Caos, eles enterram 12 dos homens deles e comenta que tem mais uns 3 ali que tá ferido, que vai morrer. E sem mais um líder, eles começam a falar que vai ter um novo chefe, né? Eles nem— eles não sabem, da hora que eles não sabem muito bem o que falar, né?
E aí o Sinistro que chega à frente e fala, né? Ele louva, como é, ele fala, né, que o excelente—
esse momento dele falando, ele fala que o Três das árvores, era pedra de não sei qual lugar.
Ele foi um grande amigo, um grande guerreiro, um grande líder. Ele lutou muito. Eu lutei contra ele, lutei posteriormente ombro a ombro com ele, com Logue Nove Dedos. Ele nunca escolhia caminhos fáceis, nem se fossem os errados. Ele nunca fugiu de uma luta. Ele fala, cara, eu lutei por 10 anos junto desse cara, eu não tenho do que reclamar. E aí, contra a vontade, expectativa de todo, do cachorrão, ele eleito novo líder. Até ele ficar falando, cara, não, não pode ser eu, cara, tem que ser outra pessoa.
E o pessoal fala, cara, você é o cara que mais passou tempo ao lado tanto do Logan quanto ao lado do Três Árvores. Você é o que mais conhece aqui o ofício de ser líder. E o Tu e o Barca Negra, ambos, ele até fala, não, o Tu ou Barca Negra, um deles pode ser líder. E aí ambos se olham e fala, cara, a gente não concorda em nada e eu nunca seguiria ele, ele nunca me seguiria. Cara, é legal isso porque é muito conformismo masculino de duas frentes que se desgostam, reconhecem e respeitam o desgosto.
É, eu acho muito bom isso.
Até o tremedeiro aponta ele como líder.
É, e aí o cara, e o cachorrão é personagem que é foda, tipo, porque ele não é realmente, ele não é esse guerreirão de ir para frente da batalha, essa figura do guerreiro, mas não é isso que o líder tem que ser, né? O líder tem que ser o cara que une o grupo, que entende o grupo. E o cachorrão é o batedor, ele fica ali de fora, ele pega a estratégia tal, tipo, ele é o mais perceptivo, sabe? Ele ele tem o faro, ele também tem uma visão boa, e ele é o cara que ele é mais humano assim mesmo, sacou?
Então faz todo sentido ele ser o líder. É muito, é muito bom a forma como isso é construído, é muito legal. Me surpreendeu muito esse personagem, como o West também surpreende muito, sabe? De pontos fortes desse livro aí, esse, esses são uns que valem muito destacar.
É, o núcleo do cachorrão é o meu núcleo favorito. Eu falei acho que isso no cast anterior e repito aqui, continua sendo meu favorito, e no terceiro tá sendo meu favorito também.
Então eu gosto sempre mais do Glocta, mas o do Cachorrão também é muito bom.
E o livro termina aqui, né? Termina inclusive com a promessa do Cachorrão no túmulo dos dois ali, de que ele vai tentar dar o melhor dele como líder. E, né, acabamos aqui o cast. Ele não tem mídias, então agora vamos, né, subir para o jabá. Neves, faça seu jabá, diga onde as pessoas podem te encontrar.
Maravilha, galera! Muito obrigado todo mundo que escutou. Obrigado, Matheus, pelo convite mais uma vez. Sempre um prazer estar aqui. Eu sou MP Neves, eu sou sumo sacerdote da fantasia sombria. Vocês podem me encontrar no Instagram, MP Neves, na verdade, autor, no Blue Sky também, na Amazon também, MP Neves. E no site Editora Flyve tem um livro muito legal chamado Sangue da Terra, que é o meu novo lançamento. Estarei na Bienal lá no Boteco da Flyve, stand muito legal.
Não sei se quando que o cast vai sair. Se já aconteceu a Bienal, já foi um grande sucesso. Se não aconteceu ainda, vai lá, compre o seu livro, porque tá muito bom.
Excelente. Eu vou estar passando na Bienal, mas vou estar no segundo final de semana. Então não sei se você vai estar lá ainda, mas vou estar passeando.
Vou estar lá, vou estar lá. Pode, pode ir lá, a gente se bate.
Ah, então eu não tenho nenhum lançamento, eu vou só passeando lá. Apenas tem uma revista que eu já falei aqui, né, com a editora Dentes de Sabre, que eu tenho um conto lá, um romance de dark fantasy. Romance no sentido, no sentido gênero, não no sentido formato literário. Então é um conto mesmo, massa, massa, de romance, dark fantasy e vampiros lá na revista. Já tá o link na descrição para você contactar diretamente a editora Dentes de Sabre caso queira comprar direto, que eles ainda não estão com loja estabelecida.
Mas fiquem de olhos que no Halloween eu devo fazer um sorteio desses e de outros livros aí, que tá se aproximando o mês de outubro. E se quer esse cast sair antes da Bienal, vou estar lá também, só que eu vou estar a passeio. Mas para todo caso, apenas me procurem por lá. E é isso, galera, vamos terminar o cast aqui e até a parte final dessa trilogia.
Falou!