PL - 38 O Poder da Espada por Joe Abercrombie
Olá criaturas da noite, leitores e escritores. Bem vindos a mais um episódio do podcast Pontes para a Literatura, neste episódio o host Matheus Pontes e o convidado MP Neves se juntam para dar boas vindas a Joe Abercrombie com sua trilogia A Primeira Lei e o primeiro livro O Poder da Espada em UM DOS CAST MAIS LONGOS NOSSOS.
O livro se encontra disponível pela Editora Aleph.
Confrontos eclodem por toda parte: forças inimigas se enfrentam ao norte e ao sul, e um bárbaro, um inquisidor e um espadachim estarão no centro dos conflitos para decidir o futuro da nação. Afinal, guerras são uma excelente oportunidade para alcançar aquilo que mais se deseja.
Logen Nove Dedos é um homem marcado por batalhas, mas precisa se afastar urgentemente da fama de bárbaro irreprimível se não quiser que a próxima luta seja a sua última. Sand dan Glokta hoje é um inquisidor escuso, depois de deixar para trás a carreira como coronel e passar por uma tortura inimaginável. E Jezal dan Luthar, que vem de uma família rica, é um espadachim fracassado que confia nas aparências para subir na hierarquia do exército. A chegada do grande mestre Bayaz vai deixar a vida desses três indivíduos muito mais complicada.
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LIVROS DO HOST - MATHEUS PONTES
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- (Físico) (Kindle)
- Canções de Bruxas e Poemas de Youkais
- (Físico) (Kindle)
- Contomorfose: Doze Começos e Doze Histórias (com Viktor Danko e outros autores).
- (Físico e Kindle)
- Barbárie Fantástica Vol. 6 (Kindle)
- Revista Táquion
LIVROS DE MP NEVES
- Máscaras para os Mortos - A Ruína de Noltora (LIVRO 1)
- Máscaras para os Mortos - Asas sob o Abismo (LIVRO 2)
- Máscara para os Mortos - Nêmeses na Necrópole (LIVRO 3)
- Relatos da Ruína: Contos de Noltora (SPIN-OFF)
- Música Roubada
- Um Contrato de Luz e Espelhos
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- Personagem Sand dan GloktaSand dan Glokta · Inquisidor · Tortura · Funcionalismo público
- Joe Abercrombie e A Primeira LeiJoe Abercrombie · A Primeira Lei · Fantasia sombria · Editora Aleph
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- Letícia Colin· EntretenimentoLetícia Colin · Ard West · Conflito Familiar · Problema de Raiva
- O Grupo de LoganCaetano Veloso · A tempestade no barco · João Barradas · Ford · Combate em grupo
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- Combate de Espadas e Habilidades de GuardiãoLogan Nove Dedos · Shankas · Combate
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Fala, criaturas da noite! Bem-vindos a mais um episódio do Pontes para Literatura. Eu sou Matheus Pontes, o host desse cast, e hoje estamos aqui para falar do primeiro livro de uma trilogia que chegou nesse ano no Brasil, né? Na verdade, chegou antes Eu vou até falar um pouquinho disso, mas que tá voltando para o Brasil agora, que no caso é a trilogia da Primeira Lady, Joe Abercrombie. Foi lançado aqui no Brasil anteriormente pela Editora Arqueiro, se eu não me engano, e agora voltou a sair no Brasil pela Editora Alep.
E eu, como prometido, falei que eu ia trazer essa trilogia. O Abercrombie é um dos autores que mais pedem para mim trazer aqui, junto do Brandon Sanderson, e é o autor que meus leitores betas mais recomendavam para mim ler. Como eu tô querendo voltar a mais participação como escritor, eu falei, ah, vou ler ele, né, vou começar a tomar minha iniciativa de ler ele até para ajudar nos meus inscritos. E para me acompanhar aqui nesse papo, estou aqui com ele, sumo sacerdote da fantasia sombria, MP Neves. Fala, Neves!
Fala, meu querido, tudo bem? Bom dia, boa tarde, boa noite para quem tá ouvindo aí o cast.
E você tá lendo o quê de bom para os ouvintes, cara?
Estou aqui fazendo algumas leituras muito legais. Eu tô no finalzinho de Darkdawn, né, que é o último da trilogia Nevernight do Jay Kristoff, uma fantasia sombria com história de vingança, uma uma pegada meio Império Romano decadente com muita magia das trevas. É bem legal, muita cena hot também, também é bem legal. E estou lendo A Odisseia de Homero, tô mais ou menos próximo do final ali. A leitura tá indo um pouco devagar porque eu fico tentando decifrar todos os títulos e versos, né, da obra e tal.
É um poema épico, então eu demoro um pouco mais assim, mas é muito legal, interessante ver como todas as histórias de fantasia no final das contas meio que estão copiando a Odisseia de alguma forma.
Sim, eu vi falar que eu já vi até o pessoal acreditando que os jogos, a estrutura de videogames de aventuras deve muito a Odisseia também.
Com certeza, sem dúvida nenhuma. E tô pegando aí devagarzinho o Vilã de Saga volume 5. Eu peguei as edições novas, né, que são reunidas. Tô ali no arco da fazenda, Thorfinn escravizado e desanimado, desgostoso com a vida, desistindo de tudo. Mas em algum momento acho que ele vai encontrar aí alguma coisa para motivá-lo novamente. É muito legal esse mangá, muito legal. Eu não sei como eu não li ele antes, mas acho que lendo agora como uma pessoa adulta e madura eu consigo apreciar melhor.
É, não, excelente. Eu só não conheço o primeiro livro que você mencionou, mas o resto conheço, já li, acho tudo excelente. Eu tô lendo, tô terminando de ler o segundo livro dessa trilogia aqui para trazer também em forma de podcast, né, o Antes da Forca, que é o segundo livro. Não estou mais lendo, tava lendo até então, mas não tô mais lendo o Hipérion do Dan Simmons. Eu terminei de ler, até que curti. Ah, vou fazer podcast dele?
Não devo, porque eu tava com vontade de ler alguma coisa sem a pressão de ter que gravar podcast. A não ser que eu goste muito dos outros livros do Dan Simmons, porque eu acho bom, achei bom o Hipérion quando ele tenta contar as histórias dos personagens e do monstro ali do Picanso. Mas eu achei bem ruim a parte de worldbuilding sci-fi dele. Muito difícil eu querer trazer como podcast, só se os outros livros forem melhores.
E eu quero saber depois, quero saber depois aí no off porque que você achou ruim, porque eu achei legal.
Eu conto depois. Mas também estou na parte de leitura de quadrinhos e de mangá. No caso, eu terminei uma run que eu tava fazendo de leituras de quadrinhos aleatórios de Alien. Eu assim peguei lista de referência de melhores HQs de Alien na internet internet. Olha, a não ser que você realmente seja uma cria dos anos 90 que gosta de coisas bem básicas, não siga essas listas, pessoal. Elogia muito umas HQs do Alien tipo Outbreak, Asylum ali da Dark Horse.
Achei bem ruim elas. Se alguém quiser ler quadrinho de Alien um dia, minha recomendação é Alien Salvation, que é do Mike Mignola, que é fechadinho, é legal. É Sacrifice, que é uma HQ do Alien tipo, que é uma protagonista que ela é uma mulher padre que tem que caçar um alien com uma lança, tipo uma Jonah Dark moderna. E o Stronghold, que é um quadrinho do Alien mais antigão assim, mais bobão, mas que é legal porque traz o melhor personagem dos quadrinhos de Alien, que é o Jerry, que é um sintético que ele tem a forma de um Alien, que é coisa—
é, ele é muito legal mesmo, eu adoro.
Nossa, a coisa mais legal. E eu tô lendo um mangá também que eu mencionei aqui na gravação de outro podcast, que é o Ubelblatt, que é um mangá de fantasia sombria. Realmente, o Ubelblatt é o segundo mangá na lista de recomendações para quem gosta de Berserk, no sentido de ser um mangá fantasia sombria, porque todo mundo indica disclaimer. E numa das listas aqui ia colar, eu ia, recomendação do Bebel, mas eu tô lendo e tá uma bosta.
É barato, é vazio, é só violência e sexo tentando parecer adulto, sabe? Olha só, adulto, eu tenho violência, tem sexo, e é tudo gratuito, tudo sem peso. Não se aproxima de Berserk em nada, nem na fantasia sombria, nem na violência, nem na densidade, nem na arte, nem nada, nem personagem, em departamento nenhum. Vou terminar de ler esse negócio apenas por ser um atestado de fantasia sombria. Mas olha, tá ruim até o volume 36, que onde eu tô, tá muito ruim.
Jamais eu leria 36 volumes de um negócio que eu acho ruim, cara. Sinceramente, eu aconselho você se libertar.
Aí, olha, eu só tô indo em frente porque é mangá e porque é rápido a leitura. Se fosse livro, eu tinha largado mesmo. Mas assim, né, do que se trata indo agora para o podcast aqui? Do que que se trata para quem nunca ouviu falar, né, da da Primeira Lei, né, do primeiro livro, no caso O Poder da Espada, né. É um, é uma saga de, eu diria, de meio grimdark, meio fantasia sombria, embora seja um tanto mais pé no chão. Tem um tom mais pé no chão assim, mais realista, tipo Bernard Cornwell, com fantasia e magia com pessoas cinzentas, a lá Sapkowski, e guerras críveis.
E o autor, ele tá ficando, ele já é bem famoso nesse meio, tá ficando mais famoso agora no Brasil para quem não conhecia ele. E com essa ascensão dele eu resolvi É, até pensei que o meu amigo que havia recomendado ler Abercrombie, que ele tinha recomendado essa trilogia, mas ele leu outra trilogia do Abercrombie. Mas lendo esse livro eu entendi porque ele me recomendou, porque bate muito com umas coisas de estilo do que eu gosto de escrever.
Mas assim, né, bora pro cast. Pontes para Literatura, criando caminhos entre você, grandes autores E suas grandes obras. Bom, vamos lá, como manda a tradição aqui, primeira vez que o Abercrombie tá aparecendo, tem que falar um pouco do autor aqui, embora vai ser bem breve essa parte. Joseph Edward Abercrombie nasceu em 31 de dezembro de 1974. Caramba, nasceu na virada do ano, né, em Lancaster, na Inglaterra. Ele estudou, né, ele fala pouco assim detalhes da vida dele.
Ele estudou numa escola que é a Lancaster Royal Grammar ali, dos 11 aos 18 anos. Posteriormente foi para a Universidade de Manchester, onde ele estudou psicologia. Universidade essa que um monte de figura famosa da história já, e da arte, já passou por ali. O Alan Turing, que é o pai da ciência da computação, estudou nessa universidade. O Benedict Cumberbatch, né, nosso Doutor Estranho, estudou aí também. O autor do Laranja Mecânica, que é o Anthony Burgess.
O Robert Oxton Bolt, que é o roteirista do Princesa da Arábia e do Doutor Divago, que são alguns clássicos do cinema ali dos anos, acho que 70, 80. É, um tanto de gente famosa já estudou nessa universidade. O Abercrombie, ele teve uma vida de profissional no início assim bem pacata. Ele foi ilustre companhia aí, é, basicamente ele foi trabalhar numa companhia televisiva lá da Inglaterra onde tinha um trabalho banal de fazer chá.
Aí depois ele foi começar um trabalho freelancer dele como editor de filmes, de música, de documentários. E esse trabalho deu mais tempo livre para ele começar a conceber ideia, escrever as histórias dele. E assim, gente, trabalho que que te dá tempo livre, que te deixa viver, maravilha. Pontos para Literatura só existe porque eu trabalho em escala 5x2. Eu espero que muita gente comece a trabalhar nessa escala também.
É isso aí.
Ele é casado também com uma escritora que é a Lo Abercrombie, com quem ele tem duas filhas, que é a Gracie e a Eve, e um filho chamado Ted. E o legal do Abercrombie, para quem é da nossa época, né, da nossa geração, é que ele é um cara muito ligado no mundo dos games, né. Muitas das influências dele vêm do mundo dos games. Ele fala mais sobre videogame do que sobre a vida dele, biografia. Ele deu uma entrevista ali para a Edge onde ele reconta ali que ele, que ele, que A família dele teve a sorte de ser uma das primeiras famílias ali da Inglaterra a ter um computador.
Pelo menos ele não conhecia ninguém que tinha computador em casa. E aí ele fala que ele teve muito contato com jogo de texto, como tinha um Kingdom Valley, jogos que ensinaram para ele história, como Civilization, Total War e Age of Empires. Ele até fala que o Total War que ajudou ele a entender a vantagem de ter um terreno alto. Ele coloca, aí são as histórias dele. E ele fala, da hora que ele fala que uma das primeiras experiências dele com o jogo foi no computador antigasso que eles tinham.
Ele até fala o nome do jogo, que é um tal de Stargate Fighter, que eu não achei nada parecido quando pesquisei. Né? Ele mesmo fala que eu não lembro direito o nome do jogo. Ele cita esse nome aí por cima, mas ele fala que ele jogou tanto nesse computador que ele chegou a quebrar as teclas do computador e ficou umas lâminas que ficava debaixo do teclado exposta. Ele ficava jogando, cortando o dedo nessas lâminas, tão viciado que ele era.
Computador Dark Fantasy aí, era assim que funciona, básico.
É o computador grimdark, arrancando sangue do coisa. Mas ele fala também que foi ter um pouco de experiência com videogames, tipo com Atari 2600, com fliperamas, onde ele jogou Street Fighter 2, que ele até hoje coloca Street Street Fighter 2 como um dos títulos favoritos dele. Ouça o nosso episódio lá do 3 Continues, Street Fighter 1, 2 e 3, da hora pra caralho, antigasso. Mas ele cita outros jogos ali, ele fala do Elite, que é um jogo de 3D isométrico para computador ali dos anos 80, Dungeon Master, que era um jogo de masmorra e que ele fala que é um dos títulos favoritos dele até hoje.
Ele cita um tal de Blood Witch de fantasia, o Legend, que ele fala que é um jogo ali de 92 que ele fala que foi o primeiro contato dele com o conceito de plot twist, porque no jogo você serve um rei, no final você descobre que o rei era o vilão. E mais alguns outros jogos, ele dos Baldur's Gate antigos, que ele inclusive, eu tô terminando de zerar o primeiro Baldur's Gate agora, e ele fala que é uma fissura pessoal dele, os Baldur's Gate.
O Baldur's Gate 3 com certeza é um jogo que vale a pena você fissurar, eu gosto muito.
Eu tô terminando, eu tô no meio do 3 e no final do 1, eu tô jogando os dois ao mesmo tempo, só que o 3 eu tô jogando em coop, então só jogo quando um amigo meu tem tempo de jogar comigo.
Legal, legal.
Enquanto um eu tô já, eu tô no meu tempo livre. E ele cita outros jogos mais modernos que ele fala que ele é viciado, Mass Effect 2, Red Dead Redemption, o GTA San Andreas, ele fala que ele jogou 6 dias inteiros, 6 dias seguidos GTA San Andreas praticamente sem fazer nada da vida dele, quase sem tomar banho. Então ele é um cara assim dos games, do mundo dos games, que nem a gente.
Estranho, não tenho mais essa, não tenho mais esse tempo da vida.
É, eu tô ligado, ele também não tem mais. Ele falou, eu podia fazer isso quando não era pai. Depois que ele virou pai, ele não pode mais fazer isso, né? Mas ele começou a escrever, faz parte, é, ele começou a ver a Lei da Espada, o Poder da Espada, né, a primeira lei ali em 2002, finalizando a escrita ali em 2004, vindo finalmente a publicar esse trabalho em 2006 editora Golanx. Eu não sei se ele teve alguma outra obra publicada antes, eu pesquisei, não achei nada.
Mas se eu não tiver errado, eu acho que esse é o primeiro dele. É, se eu não tiver errado, o primeiro trabalho, primeira obra dele publicada foi essa obra. Mas enfim, né, bora pra gente abordar a partir daqui o livro com spoilers. Então quem não quer tomar spoiler da obra, para aqui o podcast, vai ler o livro e vai ouvindo o podcast depois, beleza? Logan mergulhou entre as árvores, os pés descalços escorrendo na terra molhada, na neve semiderretida.
Nas agulhas de pinheiro encharcadas, a respiração áspera no peito e a cabeça latejando. Tropeçou e caiu de lado, seu próprio machado quase lhe abrindo o peito. Colou no chão ofegante, espiando através da floresta sombria. Acho Rão o estiver acompanhando até um momento antes, tinha certeza, mas agora não via nenhum sinal dele. Quanto aos outros, não havia como saber. Que grande líder afastando-se desse jeito de seu pessoal? Deveria tentar voltar.
Podia senti-los movendo-se entre as das árvores. Seu nariz estava impregnado do fedor deles. Achou ter ouvido gritos em algum lugar à esquerda, talvez luta. Logan se levantou devagar, tentando não fazer barulho. Um graveto se quebrou. Ele girou rapidamente. Uma lança vinha em sua direção, uma lança de aparência cruel, chegando veloz e tendo um chanca na outra extremidade. Merda, disse Logan. Jogou-se para o lado, escorregou e caiu de cara, quebrando arbustos ao se afastar, esperando que a lança atravessasse suas costas a qualquer momento.
Levantou-se com dificuldade, arquejando. Viu a ponta brilhante que mais uma vez tentava alcançá-lo e desviou-se. Protegeu-se atrás de uma árvore grande. Esticou o pescoço para espiar e, com um zumbido surdo, o cabeça achatada tentou acertá-lo. Logan apareceu no outro lado do tronco, só por um instante, depois se esquivou. Contornou a árvore num salto e lançou o machado de cima para baixo, urrando com toda a força. Houve um estalo quando a lâmina se cravou no crânio do Shankar.
Foi sorte, mas Logan achou que merecia um pouquinho dela. O cabeça achatada ficou parado piscando para ele. Depois começou a cambalear, com sangue escorrendo pelo rosto, e de repente caiu como uma pedra, levantando o machado das mãos de Logan e sacudindo-se no chão aos pés dele. Logan tentou pegar de volta o machado, mas de algum modo o Shank ainda estava segurando a lança e a ponta se agitava no ar.
Ah!
Rixou Logan quando a lança deu um talho em seu braço. Sentiu uma sombra cair sobre seu rosto. Outro cabeça achatada, um grandão, já estava no ar com os braços estendidos. Não havia tempo para pegar o machado nem para sair do caminho. A boca de Logan se abriu, mas não havia tempo para dizer nada. O que pode ser dito numa hora dessas? Os dois caíram juntos no chão molhado e foram rolando pela terra, a pele sendo rasgada por galhos, trocando socos e rosnados um para o outro.
Logan acertou porcelana em uma raiz de árvore e seus ouvidos começaram a zumbir. Ele tinha uma faca em algum lugar, mas não conseguia lembrar onde. Os dois continuaram rolando morro abaixo, o mundo girando, girando e girando. Logan tentava afastar a tontura e ao mesmo tempo esganar o grande com a cabeça achatada. Não havia como parar. Parecera-lhe perfeito montar um acampamento perto do desfiladeiro. Não havia chance de alguém se esgueirar por trás.
Agora, enquanto Logan escorregava de barriga em direção à borda do penhasco, a ideia já não soava tão boa. Suas mãos tentaram se prender ao chão molhado. Só encontraram terra e agulhas de pinheiros marrons. Seus dedos agarraram o nada. Estava começando a cair. Soltou um pequeno gemido e suas mãos se fecharam em volta de alguma coisa. Uma raiz de árvore que se projetava da terra na beira do desfiladeiro. Ele se balançou no penhasco exausto, mas segurando o filme.
Ha!
Gritou.
Ha!
Ainda estava vivo. Seria necessário mais do que alguns cabeças achatadas para dar fim a Logan Nove Dedos. O livro, ele tem uma estrutura onde os capítulos mudam para o ponto de vista de personagens, de protagonistas, e ele tem uma base assim meio firmada em 3 personagens, em 3 protagonistas, embora ele vá adicionando outros depois mediante a necessidade. Mas ele começa, a gente começa que seria o mais próximo do protagonista central da obra, né?
Capítulo de introdução, né, o prólogo se chama O Fim. Isso já diz um pouco do tom da obra, mas a gente conhece um personagem chamado Logan, Logan Nine Fingers, né, em inglês, Logan Nove Dedos, que ele é um— faz o L de Logan Nove Dedos, só que ele não tem um dedo mindinho. Ele não é o dedo mindinho que nem o Lula, é o dedo do meio que ele não tem, né? E que ele começa a história dele sendo atacado por umas criaturas chamadas Shankas.
Também são chamados de cabeça achatada. São, não descreve muito bem a aparência deles, embora dá para entender que sejam bem análogos a orcs.
E ele, na minha cabeça, na minha leitura, eles são tipo uns goblins assim, não chega a ser uns orcs, mas é tipo isso, né? Essa criatura meio humanoide, meio bestial assim.
Eu encaro mais como orc porque teria um tamanho orc, ou meio orc, porque teria um tamanho mais próximo de tamanhos humanos. Mas aí ele descreve, né, que é descrito que ele enfrenta o bicho, que dá uma machadada na cara dele, mesmo com ferimento fatal o Shanka sobrevive. Eles acabam ficando pendurado num desfiladeiro. Só que aí a criatura não tem um senso de autopreservação, acaba mordendo o calcanhar dele mesmo enquanto eles estão se segurando, e ambos caem no lago numa grande altura.
Mas o Logan sobrevive. E aí depois ele é descrito que ele vai, volta para o local onde ele tava, e aí ele não encontra os outros membros do grupo dele. Ele até menciona aqui alguns desses membros que vão ser importantes depois, que é o Ford, aí tem o Sinistro, tem o cachorrão, né?
Sinistro inclusive é muito bom também. O Abercrombie, eu na real, essa trilogia inteira ela é carregada nada pelo trabalho de personagem assim. Eu quero já deixar isso bem frisado aqui, minha opinião, porque eu acho que o worldbuilding é bem feito, é muito bem feito, mas é extremamente genérico assim. É uma Europa medieval de fantasia bem genérica, com pouquíssima distinção. Você consegue ver exatamente o que é o quê, onde é que tá a Inglaterra, onde é que tá, sabe, onde é que tá a Alemanha.
Tipo, você consegue ver ali o mapa da Europa, sabe? E essa coisa do Xang, essa coisa meio orc, não é um, não tem uma raça tipo diferente sereentona, não tem elfos também, graças a Deus. Mas os personagens são todos incríveis, são todos bem feitos. O Logan é muito foda e os amigos dele são todos interessantes. E aí, por exemplo, Sinistro é um que é tipo, com poucas linhas ele consegue caracterizar um personagem de uma forma muito marcante. É muito bom isso.
É, ele é bem isso. Inclusive, eu confesso, eu tenho que confessar que, cara, eu demorei muito para pegar no tranco a leitura porque até dado ponto da obra, ela era bem genérica mesmo. E assim, eu até falo, eu gosto, eu acho bom, principalmente autor que tá começando, às vezes começar um capítulo que mostra um pouco de ação de forma rápida, sem muito info dump, igual ele faz aqui, para mostrar um pouco que veio, mostrar um pouco da habilidade do cara descrevendo cenas de combate.
Tipo assim, o próprio Máscara para os Mortos, né, que a gente já falou aqui que abertura tinha uma cena de luta excelente. Mas eu acho a cena de luta dele extremamente genérica, não vejo nada demais no começo, não vejo nada demais no Logan. Então eu Eu acho, eu confesso, eu achei o começo do livro tão fraco, mas tão fraco. Eu demorei muito para chegar na página 50 e depois na página 100. Só depois dali da página 100 que para mim que o livro deu uma engatada.
O livro é 400 páginas, então eu tive que percorrer um quarto do livro. Demorei. E aí agora eu comecei o segundo, eu pensei, ah, como eu já tô já calibrado, terminei o primeiro livro gostando bastante, o segundo vai ser mais fácil. Cara, parece que o segundo também, no começo do segundo livro, é outro freio, é outro negócio meio, nossa, meio lento, cara.
Não pega no no começo.
Então eu espero que isso não seja um defeito do escritor, porque sim, foda-se, já fez, já faz sucesso, já é um nome calibrado hoje em dia no mercado, mas ele não precisa contar com a sorte. Mas é um caso que se fosse qualquer escritor amigo meu novo começando, eu ia falar que teria que melhorar muito os inícios, porque eu acho ele muito fraquinho, tanto no início do primeiro livro quanto no início do segundo.
Eu acho que é assim, eu acho que foi suficientemente competente o início, mas é, ele é bem genérico. E para mim assim, o o Glokta é que é o cara que carrega bem assim os livros, sabe? No terceiro a gente já tá mais, pelo menos eu já tava mais interessado em ver como tudo ia se desenhar para o final ali. Mas eu acho que o Glokta é muito interessante, é um personagem bem diferente. E até o Jezal, a gente vai ver o Jezal ainda, ele é um conceito de personagem que pouco trabalhado assim, né?
É um protagonista pouco, um tipo de protagonista pouco trabalhado. Então achei mais interessante. O Logan, ele realmente é o mais tipo assim, não, ele é um grande guerreiro freaking genéricos, não é nada de especial. Depois ele até vai ganhando novos contornos, você vai conhecendo mais da história dele e tal, entendendo, né, que ele é. Mas até esse início, realmente, tipo, se eu não já soubesse que o Abercrombie é muito bom, se eu não tivesse lido um livro dele antes de ler A Primeira Lei, talvez eu não tivesse tido essa confiança toda.
Ah, então, porque o Logan, assim, as pessoas falavam para mim que o Abercrombie ele é muito bom em escrever livros de personagens cinzentos. E o pessoal, o pessoal descrevia muito assim a trilogia trilogia da Primeira Lei como um mundo cinza com pessoas cinza fazendo desgraças, protagonistas cinzentos fazendo merda. Mas o Logan, cara, ele é quase um personagem lá, o Fugud, o Kautchikud. Ele é gente boa para caralho, ele não é essa figura cinzenta.
Ele, cara, assim, se tivesse uma— para quem não conhece o Logan, a descrição dele, cara, se você pegar o Henrique Cavill de geral, te pintar o cabelo preto, é o Logan, cara. Para mim, para mim, o tempo todo, principalmente os momentos gente boa dele, pinta que ele seria o Henrique Cavill. É o papel perfeito para Henrique Cavill, Ele é o—
ele me lembrou um pouco, eu tava dando leitura no Vinland Saga, né, o Thors, né, que é o pai do Thorfinn, que é aquele cara que tipo assim, grande guerreiro no passado e que já percebeu que tipo matar gente só estraga sua vida, só fode sua cabeça, e ele não quer mais, né, ele não quer mais ser um guerreiro, ele não quer mais sair matando gente nem lutar nada, ele meio que tá num ermo assim junto com alguns amigos, meio que fugindo de alguma coisa, se distanciando ali, né, do norte.
A gente vai aprendendo depois o que é que tá rolando. Mas ele é esse cara que tipo é muito fodão, já fez muita coisa horrível. Alguns consideram herói, alguns consideram vilão, mas ele em si já desistiu dessa vida. Ele só quer ter um pouco de paz, ele não consegue ter. É um conceito de personagem que eu gosto muito também, acho muito interessante.
É, no Logan, acho que a coisa mais legal dele ao longo do livro é você ver muito essa personalidade, que ele é o cara que é realmente um guerreiro fodido, mata gente pra caramba, só que ele não gosta de matar, não quer matar. Ele fala que o combate encontra ele. E assim, é sempre na raça, né? Não é o cara fodão que vai chegar 3 inimigos, ele vai matar ele com facilidade, vai sorrir. Não, ele, toda luta que ele entra, por mais fraco que seja o oponente, por mais rápido que ele mate o oponente, ele sempre depois tá respirando afobado falando, tô vivo, tô vivo, nossa, tô vivo!
É, e ele chega a falar isso ao longo da trilogia. Ele vai falar com determinado personagem que tipo assim, olha, toda vez que eu vou lutar eu tô morrendo de medo, porque eu sei que como esse é um mundo de baixa fantasia, né, o mundo realista. Ele falou assim, qualquer ferimento, se eu tomar uma facada que curar mal, eu posso morrer. Então assim, qualquer luta é uma chance de morte. Então eu tô sempre apavorado, eu não tô fazendo isso aqui porque eu acho legal.
É muito interessante essa perspectiva, esse comentário assim, que eu acho muito saudável trabalhar personagens guerreiros dessa forma, não como— sim, também acho heróis invencíveis, mas como uma figura que, por mais que tenha, né, uma fantasia de poder ali, dele ser muito competente, ele sempre tá vivo, né, sempre vence no final, Mas ao mesmo tempo você vê que essa vitória sempre tem um preço alto para ele, não só físico como psíquico.
Assim, ele é um cara que tá em constante estado de sofrimento assim por tudo que ele passou. É bem interessante o Logan assim. Mas é nesse início, e a gente não vê isso ainda, no início ele é só realmente um biquinho genérico.
É, no início ele é genericasso. O Sandan Glokta, né, que é o personagem que vem logo depois, que é o Inquisidor, é o melhor protagonista do livro, é o cara que eu mais sinto a vontade de ler. Ele é um Inquisidor que foi um guerreiro, né, um espadachim excepcional ali da União no passado, E aí ele passou por uma tortura no passado que ele perdeu o dedo do pé, que ele perdeu os dentes, que ele perdeu um monte de parte do corpo. E aí tem maior dificuldade de locomoção, tanto que ele não é um cara que ele entra em combate mais, né?
Ele não tem porte físico para isso. É engraçado que parece, ele tem 35 anos, mas parece que você tá lendo um personagem extremamente idoso, porque ele vai, um idoso, exatamente, porque ele vai andar as escadas, vai descer o degrau, e aí ele fala que ele tem que andar de lado que tem um caranguejo. Ele sofre para caralho para poder para poder descer degrau. Eu acho muito bom isso. Mas a gente tá acompanhando a parte dele, né? Ele é o torturador, o novo torturador do reino principal, que a gente já vai falar um pouco dele.
E ele vai até o ajudante torturador dele, que é um— o que são os ajudantes torturadores dos torturadores, né, dos inquisidores, são os práticos. E aí ele vai até o prático Frost, que é um cara grandão, albino, até meio rosado, tudo mais. E que eles estão torturando um personagem, um cara gordão chamado Salem Hughes, que ele é um conhecido do Gótica do período da da Terra, né? Ele é membro da guilda dos mercadores de tecido e ele tá torturando o Salen Hughes, interrogando ele por um caso de evasão fiscal, né?
E é interessante o caráter, a falta de caráter do Glottica, porque ele finge que não conhece o Hughes, mas você tem direto os monólogos, né, dele, monólogos interior do Glottica, que até feito em itálico, em que você vê o pensamento dele. E sim, ele fala sem vergonha nenhuma que reconhece o cara, mas que vai fingir que não conhece.
Ele, eu gosto muito do Glottica, assim, primeiro que o conceito dele é muito interessante, né, de ser esse cara que foi torturado, sofreu violências absurdas na guerra. Ele era um grande herói de guerra, essa figura tal, mas ele meio que perdeu todo esse prestígio porque ele ficou, foi preso, e ele volta torturado física e mentalmente. E a forma que ele encontra de conseguir seguir em frente com a vida é infligir a mesma dor que ele sofreu em outras pessoas.
É muito doentio isso, né? É um conceito muito doentio difícil, mas não é irreal. Isso acontece muito, né? Muita gente que sofre algum trauma, alguma coisa, acaba tentando passar para frente esse trauma, que a pessoa é amargurada. Ele é amargurado com as coisas que ele perdeu, né? Quando ele, em determinado momento, quando ele vai ver outros personagens lá que estão, né, no auge e que estão recebendo os louros por isso, por essa, por aquela façanha, ele fica se remoendo, se mordendo.
Ele é muito humano nesse sentido assim, mas ao mesmo tempo ele é muito, muito interessante, o processo dele de pensar no que ele tá fazendo, melhor, eu vou continuar aqui, mas eu não sei bem. Eu faço isso, mas não tenho nenhum propósito. É só porque eu preciso continuar fazendo alguma coisa, porque senão eu vou morrer. Tipo, senão minha vida não tem, não tem, não tem um motivo para estar vivo, porque minha vida não tem nenhum prazer.
Minha maior alegria é sentar numa cadeira e acordar sem ter me sujado durante a noite, sabe? Porque ele tem problema de incontinência também, entre outras coisas. Então ele é, para mim, ele é o mais interessante de todos. E o caminho que ele faz, nossa, o final dele da trilogia, muito inesperado assim. Ele é um personagem muito interessante, apesar de ser literalmente um vilão. Ele não, você não tem como dizer que ele é um herói, ele é um vilão, ele tortura pessoas, tipo, ele é um vilão, não tem, é ponto.
Mas ele é muito legal de acompanhar. E tem outro motivo também, porque ele é funcionário público, então eu me identifico muito com o adoecimento mental que o serviço público provoca, tá, em seus servidores. Toda hora tem alguém querendo puxar seu tapete, toda hora tem alguém querendo te lascar.
Total. E o Glock tá passando por isso, né?
Total.
O Glock é o melhor personagem, tanto tanto o Neves quanto eu somos funcionários públicos. Eu falei para ele, né, eu falei, cara, o Glótica é o personagem que eu mais gosto do livro. E eu me sinto extremo, eu tenho que falar, sabe, até quando detalha a cena de tortura dele torturando os outros, eu me sinto extremamente relaxado de ler ele. Eu não sei por quê.
É, não é, não é, não é, tipo, as cenas não são tão gráficas assim, né. Ele, ele descreve de forma ágil assim a cena de tortura, ele não fica se demorando muito, né, no que vai acontecer. Mas é bem pesado quando você para para pensar. Esse primeiro, eu acho que esse primeiro aí que ele vai torturar, que ele vai simplesmente decepando dedo a dedo do cara, tipo, o cara vai ficando cada vez mais desesperado até assinar a confissão.
Porque o objetivo do Glockta nunca é chegar na verdade, né? Pelo menos não no início. Ele tá lá só para conseguir que as pessoas confessem, né? Amando do Arquileitor, que é uma figura que consegue ser pior que o Glockta, porque é o cara que tá sempre limpinho, sempre de branco ali, ali, mas ele é o mais sujo, né, porque ele usa os outros para fazer o trabalho sujo dele.
Isso, né. E aí o Glottis, ele recebe notícia, né, o Arclaytor Soot chama ele lá para o interrogatório. E aí ele começa a refletir ali sobre o passado, né, do Glottis, que esse negócio dele que era um de boa família, era um espadachim excelente, era oficial de cavalaria notável, todo mundo esperava coisa grande dele aí, mas ele voltou após 2 anos de tortura, que ele ficou preso numa prisão de onde pouca gente volta né? E ele foi trabalhando, chefiando mina, fazendo coisa aqui e acolá, até o momento que ele virou um inquisidor ali.
Só que aí o Glótica, ele é uma figura meio que problemática para os superiores dele, porque ele faz o que quer quando quer. Embora até o pessoal fala que não gosta dele, mas o superior dele, não lembro se é o Kalini, mas tem um superior dele que fala que não gosta do Glótica, mas gosta dos resultados dele. Mas aí o Arquileitor Sult, ele fala que ele pede para o Glótica prender um tal de Sepp Dantelfell, que é o chefe da Casa da Moeda.
E aí o Glótica, ele até fica meio surpreso porque fala, poxa, é um alvo perigoso até para ele prender um cara grande assim. Só que aí o Glótica, ele consegue uma assinatura do Hughes ali, da lista de cúmplices dele. E aí ele fala para ele colocar o nome do Sepp Dantelfell no meio. E o Hughes até pega e fala assim, poxa, eu não conheço ele. Aí o Glótica, só coloca o porra do nome aí, foda-se. E depois ele envia o Rios para trabalhar nas minas de Anglândia, que é um outro local que é citado e que é um local que o Glótica chefiou.
Mas é, cara, é muito bom essa descrição do Glótica assim, dele assim, a maior tensão que ele tem acaba, ele não tem intenção de morrer, de se envenenar e tudo mais. É que nem você falou, ele tem um desdém até pela própria vida. Ele até fala, poxa, a hora que eu morrer vai ser de boa porque nunca mais vou ter os problemas de incontinência, nunca mais vou ter que encarar degrau. É, poxa, não vai ser tão tão ruim assim. Amanhã meu corpo tá boiando num canal desfigurado, sabe?
Ele não, ele não tem muito aquém pela vida. E é, mas quando, quando ele vai encarar escadas, é muito bom, que é 16 degraus, e ele fala que 16 inimigos. E eu contei, cara, ele demora mais de uma página para descer 16 degraus. Realmente, os momentos de combate, de luta dele, é descendo escada.
Ele não, ele não tem como fazer nenhum tipo de atividade física, né? Tudo para ele é extremamente doloroso. Ele descreve de forma bastante bastante demorada, né, aquela coisa de cada passo dele é o clique da bengala, um passo, o arrastar da perna dele que foi mutilada e que ele não consegue mais dobrar, e a dor, né, a dor de dar um novo passo assim. Sempre um clique, um arrasto e uma dor. Aí o passo dele, toda vez que ele tá andando, ele vai ver se tem que subir a escada de lado.
Todo um terror assim, uma coisa de— e novamente é uma coisa real, né, tem pessoas que realmente têm essa dificuldade de mobilidade, só que ele vive numa Europa medieval de fantasia de acessibilidade não é uma questão para ninguém, né? Então assim, ninguém liga para o fato dele ser, dele ter uma deficiência, né? Ninguém se importa. O próprio Arquileitor meio que se alegra, se deleita, né, de mandar o Glócter fazer as coisas em andares altos.
Não, vai lá em tal lugar, na torre tal. E é o Glócter, tipo, não, sim, eu vou. Porque eu gosto muito do Glócter por causa disso, assim, ele, as pessoas ao redor dele são todas horríveis que nem ele, todas meio que desprezam ele, querem humilhar ele, tipo forçar ele a fazer um monte de coisa degradante. E ele bota um sorriso falso na cara e fala, não, beleza, vou fazer. E ele vai lá e faz. E ele tá sofrendo profundamente pra fazer aquilo ali, xingando Deus e o mundo, mas ele vai lá e faz sem dizer nada pra ninguém, assim.
Ele só fica guardando dentro dele. E aí você já fica esperando, né, a hora que esse cara vai se vingar. É muito interessante isso.
É, não, o Glótica, ele é sincerão, cara. Eu gosto muito dele nisso, apesar que ele deixa a sinceridade dele pra nós com os monólogos dele. Mas ele é assim, ele é um pouco mestre do jogo político social, social. Ele sabe jogar o jogo, embora ele ache o tempo todo que alguém vai envenenar ele, e ele não fica com medo disso.
É porque é isso, é o negócio dele, que assim, se alguém me matar, tá tudo bem, que minha vida já é horrível, ficou? Minha vida já é horrível. Se o cara me matar, tá bom, eu morri, né? Mas eu não vou deixar que seja fácil. E aí então ele vai tentando se virar e tal, mas ele encara a vida, ele tem essa filosofia extremamente cínica da vida assim, que é muito interessante de ler, né? Tipo, deve ser horrível ser o Glock, mas ler sobre ele é muito bom, né?
Biológico, né? A gente volta um pouco para o Logan, que tá nos locais lá, numa jornada para um— ele descreve seus Lugares Altos, que é uma região fria onde não tem o Shankas, né? E aí ele reflete que ele, sobre o lar dele, que ele tinha amigos, tinha filhos, tinha pai, esposa, e todo mundo tinha sido morto pelo Shankas. E aí ele lembra um pouco dos feitos dele na vida, de como ele perdeu o dedo dele num local chamado Carleon, o fato dele ter estripado algumas pessoas, ele ter estripado uma figura chamada Chama Sem Coração, Chama com S, não sei se essa não, não Não sei se no segundo ou terceiro livro essa figura vai ser de importância, mas aqui é mencionado essa figura e fica, né, fica boiando.
E aí, tipo, ele não tem muita coisa além de uma panela, uma faca e saliva. E aí, durante a noite, ele faz uma fogueira e a gente tem o primeiro momento, tipo, de fantasia, que ele é visitado por 3 espíritos que não são descritos assim, não dá uma descrição da aparência deles. E isso eu acho que até que gosto, porque dá um efeito, dá um efeito meio que único de mítica para a história, evento. E aí eles chegam, se sentam com ele, começa a conversar com ele.
E aí menciona, eles, os espíritos mencionam para ele sobre um homem chamado Betode, que a gente vai ver depois, que é um rei, que é antigo aliado do Logan ali, que é muito bom em fazer guerra, muito violento, e que o Logan conhece ele e ele tá fazendo mais guerras agora e virou rei, né. Ele começa, os espíritos falam para ele que tem um mago nos Pântanos do Sul que tá procurando pelo Logan. Ele até pensa assim que já matou um feiticeiro no passado, mas que não, o feiticeiro não fazia nada de extraordinário.
E aí Mas aí ele fala que magos são coisas diferentes, e já que ele perdeu tudo, vale a pena ir atrás dessa figura, desse mago que tá procurando ele. Eu gosto dessa parte desse simplismo que ele aborda esse negócio dos espíritos, né? Você não tem descrições deles, são coisas que aparentemente são normais de ser vista pelo Logan, embora até ali o final do segundo— não, não, o meio do segundo livro eu não vi isso se manifestar muito mais vezes, né?
Mas eu gosto que a magia desse mundo, pelo menos até onde eu li, ela tem uma cara meio que de Senhor dos Anéis, é tipo uma, parece uma magia Senhor dos Anéis, só que um tanto mais sombria. Aquela magia que não tá claro para você o funcionamento dela, quando ela aparece ela chama atenção, tipo que nem quando Gandalf faz efeitos mágicos. É muito esse estilo a magia do livro.
Se a gente for colocar em termos andersonianos, né, tipo é aquela soft magic, né, aquela coisa que não tem um sistema muito definido. Mas, e é isso, né, para o Logan falar com espíritos aparentemente anormal, ele até menciona aqui cada vez mais espírito. E aí a gente vai, o primeiro indício, magia nesse mundo meio que tá morrendo, tá acabando assim, não é uma coisa que já é mais tão comum, mas para o Logan isso é normal. E depois a gente vai descobrir, pô, é um dom meio que especial dele, que nem todo mundo tem essa capacidade de falar com espírito.
E aí a gente vai entendendo um pouco mais, né, magia vai sendo explicada mais, mas ela realmente ela fica no fundo, não é uma história tão de sobre a magia, é muito mais sobre os personagens mesmo. E eu acho que é melhor assim.
Eu acho os momentos de magia mais interessantes do que os momentos de política e de world building dessa história, mas os personagens estão acima até dos momentos mágicos como as melhores coisas da saga, né? E falando nos personagens, a gente é apresentado ao terceiro outro protagonista mais central da obra, que é o Gesal Danlutar, que ele é um capitão loiro ali que tá jogando cartas e aportando com os colegas dele ali em Adwa, né?
Aí a gente conhece 4 colegas dele, que é o West, Caspar, Jaden Horme e o Brinch. O Gesal O Jezal, para mim, cara, ele é a cara do, como que eu falo, cara, o vilão lá da série do The Boys. Nossa, é o Homelander jovem, cara. E, cara, é um completo do babaca, o Jezal. O Jezal, ele, enquanto o Glottica não me dá agonia nenhuma de ler, eu me sinto relaxado, o Jezal ele irrita, porque ele é o cara que tudo na vida ele se deu bem, ele é importante, ele é realmente bom em lutar e tudo mais, embora você claramente veja que ele não é, não tá no nível do Logan ou de personagens mais Ele é bom, ele é bom, ele é bom em esgrima.
Ele não é bom em lutar, ele é bom em esgrima no contexto de competição de esgrima, porque na hora de lutar mesmo ele é um card.
É, ele, cara, ele é um babacão. Ele é um personagem boçal para caralho. Ele é filho de nobre. Ele fala, né, descreve que ele tá jogando cartas ali, apostando dinheiro e tá tirando dinheiro dos caras. Ele fica feliz que ele tirou dinheiro do Brint, que é o mais pobre. Ele fica mó feliz que ele vai tirar 2 meses de pagamento do cara e fala, o cara precisa precisa desse dinheiro para viver, mas eu faço questão de torrar isso daqui com mulher e com bebida.
E ele, e ele é muito desgraçado, muito, muito. E ele, e ele se segura de— ele descreve que ele segura para não rir quando pensa nisso, que é divertido foder com pobre. Ele é nojento, cara. Ele é um personagem asqueroso.
Eu acho que todo mundo—
ele é um equivalente a um filho, ele é o equivalente a um filhinho de pai que só se dá bem na vida. E eu acho que o Abercrombie coloca ele aqui para os momentos que ele se fode você se sentir muito feliz, cara. Eu sinto isso com certeza.
E assim, acho que todo mundo conhece alguém assim, ou já conheceu alguém assim, né? Tipo um cara que tem, que aparentemente tem tudo na vida e que não merece as coisas que tem, tipo tem tudo fácil, tem vida fácil, né? Isso às vezes é só uma percepção nossa, mas acho que todo mundo conhece alguém assim. E o Gesal, ele é essa figura. Mas ao mesmo tempo, eu acho que ele é o personagem que mais cresce dentro da história. É muito interessante o arco de personagem dele ao longo da trilogia.
Então ele realmente começa sendo assim detestável, e a gente fica lendo para ver ele se lascar, né? Porque nessa história ninguém se dá bem, todo mundo se lasca. Realmente um grimdark assim, todas as boas ações são punidas severamente e as más as vezes também. Mas o Gesau, ele é um ponto de vista que é muito interessante acompanhar também, pela, por essa mudança assim, que ele realmente é muito insuportável. Você quer que ele se dê mal o tempo todo, mas depois ele mesmo vai mudando assim. É bem interessante a mudança que ele passa, né?
Não, ele é, ele é um personagem detestável, né? No começo aí a gente perde tudo que a gente já tá vendo ele se ferrar um pouco, porque ele tá treinando com o mestre dele, que é o Marechal Varus, porque ele vai participar de um torneio torneio, né, um torneio de esgrima. No caso, é uma parte da ambição dele vencer esse torneio, porque aí ele já tem, ele já é cheio de prestígio, mas ele vai ganhar muito mais prestígio, vai chegar num ponto que ele almeja muito se ele vencer esse torneio.
Embora o favorito seja um fulano chamado Bremer Dungorst, né. Só que aí ele chega atrasado no treino por conta de ficar bebendo na noite passada e jogando carta também, né. Ele tava jogando carta até numa parte, e aí o mestre dele faz ele fazer uma corrida longa ali para manter a forma. Enquanto ele vai correndo, o autor usa isso para poder apresentar um pouco do cenário de Adwa, né? Ele passa um pouco, ele vai descrevendo um pouco do cenário, as estátuas e tudo mais.
Passa por algumas figuras de importância como o Príncipe Ladisla, que tá, que até fala que tá apoiando, tá apostando na vitória do Gesal no torneio. E é engraçado que ele não tem respeito por ninguém. Ele olha o Ladisla e fala assim, cara, Ladisla é um príncipe, ele tem coisas melhores do que eu. E aí ele fala assim, é um idiota inútil, embora eu queria ter tudo que ele tem. Então tipo assim, ele é nojento de tudo quanto é jeito, cara. Até o Ladisla, que é um príncipe todo almofadinho, é mais legal que ele.
Ele tem uma cara de personagem do Sacoski, você não acha não? Tipo aqueles nobres do Temer, assim, aquela galera que é bem almofadinha, bem insuportável.
Mas daí ele retorna lá para o Varus, né? E aí o mestre dele obriga a demonstrar um pouco da esgrima mestre dele, né, e mostra que ele sabe esgrimar, que ele tem técnica e tudo mais. Só que ainda assim ele é derrubado, né. E aí o mestre dele cobra para ele treinar mais e ter menos vadiagem. E aí ele sai à noite para beber com os amigos dele militar ali, ele presencia uma cena de abdução de uma figura que tem o nome cortado antes de falar inteiro, mas a gente sabe que é o tal do Sepp Dantelfell.
E quem tá capturando ele é o próprio Glótica com os práticos dele. E aí ele se desculpa por ele presenciar aquilo ali, mas fala, só tô fazendo trabalho da Inquisição. E nisso daí o Major West, que é o superior do que é o superior do Jezal, ele demonstra conhecer o Glóctica. Tipo, até o West se surpreende quando vê ele, mas aí os dois apertam a mão e fala que eles se conhecem do exército de 9 anos atrás, né?
E assim, lutaram juntos, né? No episódio em que o Glóctica foi capturado, o West tava lá. O West inclusive coadjuvante número 1 dessa saga, muito bom É glótica ou é glóquita?
Toda hora eu fico confundindo.
Eu acho que é glóquita.
Caralho, momento Google, porque eu escrevi pela Wikipédia. É glóquita. Eu fico, eu vou falar glótica algumas vezes porque eu escrevi errado aqui no meio dos corres de pauta, mas é glóquita.
Acontece, nome de fantasia.
É nome de fantasia, tem uns nomes estranhos aqui, porra. Mas aí o glóquita e os práticos deles vão interrogar o Sepp Dantelfell. E aí ele, o Sepp Dantelfell, tá resistindo continuem a assinar um documento de confissão ali. E aí o Glock mostra para ele que teve os dentes arrancados na época que ele foi torturado, fala que o cara, ó, eu aprendi a mexer muito bem com os dentes. O cara que mexeu com meus dentes, ele removeu pedacinho por pedacinho com cinzel.
Ele removia mês a mês. Ele não deixa para causar o máximo de dor. Por legal que eu tenho umas lições de tortura. Primeiramente, você não matar a pessoa, você causar o máximo de dor e o mínimo, com o mínimo de chance de matar a pessoa. E nunca toda dor de uma vez. Ele deixa a pessoa sofrer a dor desgraçada de ter o dente arrancado em pedaços e arranca um pouco a cada dia para dor durar mais e para pessoa saber que vai sofrer aquela dor de novo.
Mas aí ele fala que tem 35 anos, ele tem que mijar sentado porque a vida atual dele é um inferno. Aí o Teofel tá se recusando a assinar o termo, já que ele sabe que se ele assinar o termo isso daí vai fazer ele parar lá nas minas de Anglândia. E aí o Teofel, o Glock tá dando 10 minutos para ele confessar e começa a fazer os negócios de cortar o dedinho dele pedaço por pedaço, nunca cortar a mão inteira, nunca cortar nervo que machuca o cara para o cara sangrar até a morte.
Vai cortando pedacinho, causando o máximo de dor, e nisso daí o cara aceita, o cara se rende, não aguenta dor e assina esse documento aí, porque o superior do Glock tá querendo essa porra desse documento. E até mencionado, né, é mencionado aqui um tal, um personagem que é o Juiz Supremo Maróvia, que é outra figura que vai ser importante também, né. Nós voltamos para o Logan, e aí a gente tem um cenário onde ele topa com um jovem mago que é o Malacus Quai.
Né, que é um, que é descrito como um jovem pálido de olheira ali, e que é aprendiz do Bias, que é o maior dos magos, e que é a figura que tá procurando o Logan, né. Ele fala, né, que veio de encontro ao Logan porque tá querendo levar o Logan para até o Bias. Diante disso, o Logan até acha estranho o sobrenome, né, o Quai, sobrenome do Malacus Quai. E a gente vai descobrir depois que é, no caso, é parte de um sobrenome comum de um império caído, e que esse império vai ser parte importante, né, da lore, da história.
Aí o Logan divide um pouco de comida com ele. É legal que a gente ver um pouco de como o Logan é tremendamente gente boa. Se o autor quer escrever o Logan como uma figura para você achar ele cinzento, igual a galera fala, ele falha miseravelmente. Porque descreve que o Logan tá com fome, mas ele dá metade da comida dele para o Kwai, porque senão o cara vai morrer e tudo, né? E aí eles passam a noite perto de uma fogueira. E aí pela manhã o Logan faz um negócio mágico também, que ele suga a fumaça da fogueira e que ele fala que tem espíritos de fogo na fogueira e que ele vai guardar debaixo da língua para facilitar ele acender a fogueira depois.
Só que aí eles são emboscados por um grupo que tenta roubar. É 3 homens que atacam ele, no caso 4, né, que tem um garoto também. Mas é um homem com um elmo e com uma espada, um homem com uma lança, outro com machado, e um moleque escondido com arco e flecha. E aí, percebendo que a única chance dele vencer essa luta é ele atacando primeiro, já que ele só tem uma faca, o Logan ele cospe o espírito, né, cospe a fumaça na cara do homem de elmo, que começa imediatamente a pegar fogo.
E aí ele ataca os outros 2, né, com— ele ataca o homem da lança esfaqueando ele, toma a arma dele e vai vai para cima do homem do machado, que quase acerta ele. Depois disso, ele ainda vai atrás do garoto lá, que descreve até que um garoto só de uns 14 anos que ele mata com facilidade, né, sem dar muito trabalho para o Logan. E nesse tempo aí, o malaco só se assustou e caiu no meio de uma moita, mas aí o Logan acaba salvando ele, né.
O Quai é realmente um coitado. Eu fiquei, eu fiquei mó feliz no segundo livro, que o Quai tá sempre doente, sempre pálido, sempre moribundo. E eu fiquei feliz para caralho na parte do segundo livro, quando ele tira o Gesal uma bosta. Eu adorei essa parte, cara, foi muito bom, tá vendo?
É que realmente o cara mais lascado te esculhambar, do cara mais lascado trilogista, que você é muito ruim mesmo.
Mas esse daqui foi o primeiro momento que eu gostei um pouco do livro, né? Eu vi um cara falando no começo que, salvo pelo Glócta, ele acha todo o começo do livro fraco. E é exatamente o que eu achei também, né? Demorei Mas eu marquei aqui, cara, eu demorei uma semana para chegar nessa parte do livro. Eu li um capítulo por dia de tão fraco que eu tava achando esse começo. Mas aqui, né, tipo, é, mas aqui fica bem, cara. Aí aqui começa a ficar mais compreensível, começa a ficar mais interessante.
A gente acompanha depois o Gesal tendo uma sessão de disparo em Cuesta, né, sendo derrotado por ele. E aí ele é levado até o Marechal Varos lá, o treinador dele, para ter uma nova leva de treinos. Até faz um treino dele andar por cima de uma trave se equilibrando, e para poder melhorar o footwork dele. Quando eu treinei box, assim, cara, footwork, então trabalho com os pés, era meu ponto fraco. E faz muito, é o mais importante, é o mais importante, é, cara, faz muita falta.
É uma noção que nem todo mundo que escreve tem, que as pernas, né, perna e postura e equilíbrio é importante para qualquer lutador, seja na ficção, seja na vida real. E muita pouca gente às vezes dá moral na escrita para isso, né?
É geralmente só quem pesquisa mais sobre ou quem já praticou, né, algum esporte de luta assim, de Exato, que realmente seu posicionamento em relação ao seu oponente, como você vai se mover para esquivar ou para dar um golpe, porque o golpe vem do seu, da sua cintura, enfim. E é interessante essa parte do treinamento do Gesal, porque apesar dele ser um preguiçoso, apesar dele ser um imprestável, o pessoal está tentando ensinar a ele, né?
E ele é bom, ele tem talento, ele só não tem vontade de se esforçar. E aí você vai vendo lá, e eu acho legal que todo mundo fala Não, porque o Bremer Dangost, ele faz isso aí com a mão nas costas. Eu já ouvi falar que esse treino aí ele já bateu recorde. E aí você fica pensando, nossa, esse oponente deve ser realmente formidável, quero muito ver essa luta. Eu acho que é legal assim, ele vai construindo pequenos detalhes assim do que vai rolar no futuro, que eu acho que ele faz muito bem também.
E o Jezal, ele é um filho da puta em tudo, até no treino. Tanto que o West, que é o superior dele, que é melhor do que ele em esgrima até certo ponto, ponto da história, ele tá tipo treinando para o Gesal melhorar. E o Gesal, enquanto isso, mindset dele, cara, eu queria matar o West, queria humilhar ele aqui, fazer ele comer cocô. E o pessoal gosta do Gesal, o pessoal coloca ele em autoestima.
Isso que o West é tipo o melhor amigo dele, o West é tipo o melhor amigo dele, é realmente é melhor que ele. Mas o West, ele é plebeu, né? Apesar de ser superior, ele é plebeu. Ele realmente é muito bom, né? Um soldado excelente, e ele conseguiu o posto de major. Mas ele não pode competir no torneio, não tem título nenhum e tal, né? Então ele tá lá treinando e é o cara que mais ajuda o Gesal. Mas mesmo assim o Gesal trata ele com um pouco de desprezo assim. É, o Gesal é um desgraçado.
É, pro Gesal tudo é nobreza, tudo é coisa. Se você não é nobre, você é lixo, né? E aí tipo, não importa o quão bom, quão hábil seja alguém, se a pessoa não é nobre, a pessoa tá abaixo todo mundo. E o pessoal gosta do Jezal. E aí, como ele fica mantendo sorrisos falsos, né, ele, o pessoal não sabe o caráter de verdade dele. Só nós que estamos lendo a gente sabe. E aí o West fala que a irmã dele tá na cidade, ele pede para o Jezal ser guia da irmã dele porque o West tá ocupado com tanto de coisa.
E ele fica com o maior desgosto da ideia, que ele fica imaginando que ela é uma versão mais baixa e mais gorda do West. E aí quando conhece a irmã dele, né, a Ard, o West, ele vê que é um garoto incrivelmente lindo e inteligente e é perspicaz. Ela é uma mulher, ela é uma mulher totalmente tomboy em personalidade. Como é uma mulher do interior, não é daquela nobreza, então ela não tem papas na língua, ela debocha, ela fala o que pensa, né?
Ela tem, ela tem zero timidez assim feminina no tom de falar e agir. E aí o Gesal, ele acaba tipo ficando muito desarmado perto dela, porque ele tá acostumado a manter as aparências por conta de coisa de nobreza, não falar muito o que realmente gente pensa. E ela não, a Ardia é sincerona. Se ela for para falar, falar de fezes na frente dos nobres, ela fala, né? Ela não tem pudores. E isso contrastando com o fato de que ela é incrivelmente bonita, né?
E aí ela fala com ele, ah, fiquei sabendo que você é o favorito, você é um dos favoritos do torneio, além do cara que mencionou, né, que é o Ghost. E aí eles passeiam pela cidade, né, porque o Jezal ficou responsável por mostrar um pouco da cidade para ela. E aí eles acabam topando com o Glokta, para o horror do Jezal, que ficou horrorizado ao ver que ele era Inquisidor. E ele até fica tipo, cara, pensando, nossa, temos que sair daqui.
E aí ele fica com mais horror ainda quando vê que ela sai andando e vai na direção do Glock. E a Ard conhece, conhece e cumprimenta o Glock. O Glock até não reconhece ela a princípio, mas aí fala tipo que ela se apresenta e o Glock fica meio chocado, falando, nossa, é você? Você cresceu! E aí ela fala que ela tinha o maior afeto pelo Glock, que é que ele e o irmão dela né, o West. Eles eram, eles eram amigos. E o Glokta, ele era incrivelmente habilidoso na esgrima, ele sempre vencia o irmão dela.
E falava assim, ó, ele era a nossa grande promessa, e agora a promessa é você, Gesalt. E isso dá mais desgosto ainda para o Gesalt, porque o Gesalt, ele acha o Inquisidor, né, o Glokta, uma figura desgraçada.
Tipo, o Gesalt, ele só liga para aparência, né? Então assim, ele se interessa pela Dili. Ela também é muito perspicaz, ela é essa coisa totalmente diferente de outras garotas que ele conhece que são nobres, porque ela não é nobre, ela é plebeia. Então ela se comporta de uma forma despojada, ela não tem medo de falar o que ela pensa e tal. Mas é o mais importante para ele é que ela é muito bonita, na real, porque ele é um cara totalmente, né, raso.
E o Glock tá para ele é a pior coisa do mundo, porque é um sujeito tipo sem os dentes da frente, é um sujeito que manca, que é meio corcunda. Ele é muito feio, né? Ele foi vítima de várias falei, você ficou muito feio. Ele olha para o Glock, tá com repulsa total. Ele não consegue entender como uma garota bonita, inteligente, interessante vai parar para conversar com aquele cara que ele acha tipo todo repulsivo e tal. Porque é isso, ele é um idiota preconceituoso.
Não que o Glock seja uma pessoa boa, não. O Glock é terrível também, mas ele não sabe, ele não conhece o cara, ele não parou para conhecer o cara.
É que o Glock, ele é sincero.
Você tem um cara ruim perto de você, mas o cara é sincero, o cara é sincero, você pelo menos você sabe, você sabe que ele o que ele tá pensando e o que ele vai fazer e tal, que ele te fala. E o Jezal é falso, né? Isso. E aí o Glokta, ele não foi essa pessoa horrível sempre, né? Ele foi tornado horrível porque ele sofreu uma tortura e tal, foi traumatizado. Mas pelo comentário da Ardi, tipo assim, pô, você era amigo do meu irmão, você visitava ele e tal.
E sendo que o Glokta também é um nobre, né? Ele é o Santo Dan Glokta, que nem o Jezal. Jezal Dan Lutar. Sobre nomes com Dan são a galera que é nobre. Então assim, o Glokta, apesar de ser um nobre prestigiado e tal, ele era muito amigo de um cara que era plebeu e tal, e visitava ele e brincava com a irmã dele e tal. E mostra que ele era uma pessoa diferente, sacou? Ele era uma pessoa gente boa de verdade. Depois ele ficou amargo e cínico por causa que ele sofreu.
O Jezal não sofreu nada, só tem coisa boa na vida, tem oportunidade de lutar no torneio que vai dar para ele um monte de coisa dele ganhar, mas mesmo assim ele despreza tudo e todos. Você acha melhor que tudo e todos. Quem tá abaixo dele ele quer, né, ferrar totalmente. Quem tá acima dele ele sente inveja desabonada, que ele olha para o príncipe e fala: ele é um imbecil, mas eu queria tudo dele.
É, exato. Ele é almofadinha, ele é fútil, ele é mau caráter, ele é raso. Ele, lembrei, ele me lembra o Lancelote do Bernard Cornwell.
Nossa, assim, cara, muito.
Nossa, total narcisista para caralho. Trabalho, né? Nessa parte a gente também tem um pouco mais da menção do Rei Betode, né, de que os homens dele do norte estão sendo a frente inimiga deles. É o mesmo Betode que foi aliado do Og no passado. E é legal que os dois irmãos aqui, né, os irmãos West, eles servem muito para contrastar com o Gesal. Sim, porque mostra também um pouco de como tanto o Colin como a Ard, ambos tratam bem as pessoas, são extremamente educados, e é o total Jezal, né?
São plebeus que estão no local, no local de coisa. É gente pobre que valoriza o que conquistou.
Aí o West, tipo, quando você bota nessa perspectiva, ele conquistou muita coisa sendo plebeu. Então assim, ele, você vê que se ele fosse nobre, tipo, ele estaria numa posição muito melhor e tal. E o próprio Jezal se ressente disso, de ser, tá num posto abaixo de um cara que não é nobre. E apesar de ser amigo assim e tal, ele é uma amizade que ele não consegue lidar muito bem, porque O cara é gente boa, mas ao mesmo tempo ele sente uma inveja do cara pelo cara ser mais competente mesmo, sabe?
Ter conquistado coisas mesmo sem ser nobre. Que o Jezal não conquistou nada, né? Tipo, ele só é nobre e ele só é, tipo, ele tudo que ele tem é por ele ser nobre e ser bonito.
É, então é. E a gente tem depois o Glock, tá, ele sonhando que ele tá enfrentando o Jezal num duelo, matando ele, beijando a Ardy, né? E aí vacilo que ele tá sonhando isso daí. Ele acorda todo mijado na cama dele e aí ele vai tomar um banho lá. Depois ele vai ter um encontro com o Sult, né, com aquele leitor que é o superior dele. E aí eles estão conversando lá com um inspetor-geral do que é o Halek, que é uma figura de enorme influência e cheia de inimigos, mas que é uma figura que simpatiza com o Sud e que tem chances de ser o novo chanceler no lugar do Septim Antelfell.
Isso daqui é muito da parte política, né, do Abercrombie, de como ele constrói a política desse mundo. E o Septim Antelfell, ele saiu de cena após a tortura, né, após a falsa confissão dele.
Fica bem claro que o Arquileitor só mandou o Glock tá atrás do Telfel para remover um adversário político, né? Tipo assim, ele foi acusado injustamente de conspiração lá, de traição, com uma acusação meio fabricada, confissão lá do primeiro cara que ele interroga. Ele consegue uma confissão com o nome do Telfel, que é um político, né? Na verdade, da Casa da Moeda e tal, mas ele tava concorrendo a esse outro cargo. O Suti usou o Glock tá só para matar o cara, porque ele sabe que tipo você mandar o Glock fazer alguma coisa, o Glock faz.
Ele não liga para implicações morais, ele não liga para nada. Não, é para matar, é para torturar, vamos lá, sacou? Vamos em frente. Ninguém, tipo, não vou, não tenho por que poupar ninguém, já que ninguém me poupou, não vou poupar ninguém. E aí ele fica sendo usado de ferramenta assim nessa luta política. Aí fica bem claro já desde o início que o Sutch, ele é um vilão, né? Tipo assim, ele é um vilão político, um dos grandes vilões da história dentro dessa trama política, assim, porque ele quer tomar o controle. Aparentemente desse reino.
Isso que assim, tem um chanceler que morreu, que era o segundo homem mais poderoso depois do rei, e tanto ele quanto Maróvia queriam cargo. Sim, só que aí o Maróvia queria colocar o Halek no lugar, né, já que é um dos poucos amigos dele. E nisso daí ele ia acabar sendo o único aliado do segundo homem mais poderoso de Anglândia, sem ter— ó, para você ver que brilhantismo isso é. Ao invés de ficar com o cargo, ao colocar o Halek, que tinha amizade com ele, ele ia ser um dos únicos amigos do segundo homem mais poderoso, né?
Ou seja, ele poderia indiretamente gozar dos benefícios do cargo sem as responsabilidades do cargo.
Exatamente.
E isso, e isso é de um brilhantismo político, né? É um jogo político. É tipo você ter um amigo, é tipo você ter um amigo que é dono de uma mega empresa e você beneficiar disso sem ter que cuidar da empresa. Exato, né? Mas aí a gente tem um pouco mais da explicação de World Builder. Aqui vem um World Builder interessante porque começa a falar da União, né? A União, ela é tipo o grande reino do mundo ali, a parte onde tanto Glokta quanto o União Europeia de Fantasia.
Vamos fazer assim, é União Europeia de Fantasia.
É, e ela é, ela tem 4 partes basicamente. A Grande Aliança dos Reinos tem o reino de Jungland, tem Míderland, né, que a Terra do Meio, Starikland, que acho que é só mencionado até esse ponto, demora para ser relevante. E tem algumas cidades grandes como Westport da Gosca, embora a gente não saiba muito sobre elas. Mas basicamente a União no mapa ela tá no meio de um sanduíche de ameaças, porque no norte você tem esse Betode, que que virou o rei dos nórdicos.
Assim, o rei do norte, né?
É, o norte é cheio de bárbaros, de tribo bárbara. E o Betode, ele é um grande bárbaro que ele conseguiu se tornar rei. Você não tinha um rei entre os bárbaros? Ele venceu a maioria e se tornou rei das tribos do norte ali e começou a declarar guerra contra a União. E no sul, né, você tem um Império Gurkshi, que é um império que no passado ameaçou, né? No caso, o norte tá ameaçando Anguilândia, que é a cidade que tem, que é o reino que tem mais ao norte da União.
E no sul, o Império Gurkshi tá ameaçando o protetorado da Gósga. E o Império Gurkshi tá com um novo imperador, que é o Uthman Udohti, né? É um negócio meio indiano, Império Gurkshi.
Na real, é o Império Otomano, né? Eles são bem, para mim ficou bem claro que é uma coisa meio otomana assim, islâmica, pelos nomes, pela pela nomenclatura e pelo fato deles serem muito religiosos, fervorosos e tal.
Tem uma personagem depois que é introduzida, que ela é desse reino, e ela fala com desdém do pessoal da União, falando que eles não têm Deus na cultura deles, não sei o quê. E ela também tem esse ponto. Mas, né, é duas ameaças: uma grande ameaça no norte, uma grande ameaça no sul, ameaça na União. E dentro da União, né, a parte política tá fazendo pouco caso ainda desse perigo, não em contato com a noção de quanto é perigoso isso.
E aí, basicamente, é bom também explicar aqui, porque tá tendo todo esse jogo político, essas guildas, a troca de poderes. E é válido aqui dar uma pausa para explicar, uma adiantada um pouco da situação, assim, como que é o governo da União. Porque você tem dois conselhos que governam essa União, e esses dois conselhos seriam conselhos do rei, seriam um grupo, dois grupos diferentes de conselheiros do rei. Você tem o Conselho Aberto, que é um que é formado por nobres e comerciantes, representantes, né, é que basicamente vão ali conversar tudo mais.
E você tem o Conselho Fechado. Conselho Fechado é um negócio que ele é formado por 12 membros, é 3 senhores da lei, 3 senhores da guerra, 3 senhores da moeda e 3 que eu não tô lembrado agora como que é a tradução, mas seria 3 homens diretos do rei, além de uma 13ª cadeira vazia que deveria ser do Mago Baines, que é o mago que tá procurando o Logan lá, que é uma cadeira que ela tá vazia há anos e que um monte de gente conta que o Báez existiu e morreu, que o Báez não existe mais, que o Báez nunca existiu. Ele é uma figura praticamente mítica, mas essa cadeira fica por tradição vazia.
Ele, ele basicamente fundou, né, a União. Ele que teve a ideia do— para já que a gente tá adiantando, foi o Báez que deu essa, que criou essa estrutura política, né. E aí ele tem essa cadeira lá que é dele, eterna, mas ele há muitos anos ele já sumiu. Então tem gente que acha que ele já morreu, tem gente que acha que ele é uma lenda, mas tem estátua dele quando o Gesal tá correndo pela, por Adua, né, que é essa grande cidade, essa grande capital administrativa da União.
Ele passa por uma das estátuas e tá a estátua do Baiás lá, né, mago e tudo mais. Mas é bem interessante essa construção política, né, porque é uma monarquia meio que constitucional, né, não era absolutista, não é Game of Thrones que o cara sentou no Trono de Ferro e o que eu lá agora é lei. Não, eu tenho um rei, por sinal é um banana, é um cara que não faz nada, ele é só decorativo mesmo, porque ele é meio, já tá muito velho e tal.
Mas os conselhos governam, né? Tipo, e aí um conselho de nobres e burgueses, e o outro é meio que um autofuncionalismo público assim. São cargos que são indicados sempre, não é um, o cara não conquista aquilo ali por eleição, ele é indicado. Então Então existe o conselho fechado, meio que tem muito mais tramóias para conseguir entrar do que você só ser eleito.
Isso é totalmente meio funcionário, de funcionarismo público aqui. É muita coisa que a gente vê no trabalho. E o que que tá acontecendo basicamente é que o conselho aberto tá meio que ameaçando o poder do conselho fechado. E o Sult, ele quer os membros da guilda dos comerciantes, que é parte desse conselho aberto, mortos. Ele tá querendo sumir com esses caras porque tá ameaçando o poder do Conselho Fechado. Vários personagens que são mencionados até aqui são parte do Conselho Fechado.
Marovia, que é o rival do Suti, ele é um senhor da lei. O Varus, que é o mestre do Gesal, ele é um senhor da guerra. Fleet, que era o segundo cara abaixo do rei lá que faleceu e que eles estão querendo o cargo dele, ele era o senhor da moeda. Suti é um dos homens do rei, né? Então vários desses personagens mencionados até aqui são partes do Conselho Fechado. Mas a gente volta um pouco lá para o log, né? O Malacuscoi tá morrendo, tá moribundo como sempre, né?
E aí ele, ao invés de dar comida para o malaco Sky, ele se alimenta ele mesmo da comida, porque ele fala que vai precisar desses alimentos para ter força para carregar o Sky o resto do caminho. Ele até deixa a panela dele para trás, ele se despede, que fala que a panela amassada dele foi uma das parceiras dele. E aí, quando durante a viagem, quando o Sky fica momentaneamente sóbrio, eles vão descansar um pouco, eles topam com duas pedras que tá uma escrita antiga.
E aí o Sky, ele tá febril, mas ele menciona um negócio ali chamado da Primeira Lei, que é, né, o nome da saga. E aí ele fala sobre ser proibido tocar o outro lado, falar com demônios, né, seres que o Kwai descreve que são feitos de mentira. Inclusive nessa parte que eu entendi porque me pediram para ler Abercrombie, que é muito a forma como eu gosto de tratar magia e misticismo quando eu escrevo. Mas após dias de viagem, ele carregando o Kwai nos ombros, ele chega na vila de origem do Kwai ali, que é um local bem protegido, que é isolado ali sobre um rio.
Eu não lembro como agora, como que é o nome que eles falam, mas é um local que é acessível apenas por uma ponte de madeira ali, tem uma porta de pedra na entrada. E aí quando eles entram, o Logan ele acha que ia ver um negócio mais, sabe, mais impressionante ali. Nada ali é fora, é longe do ordinário do que ele conhece. Aí é bem a parte da capa do livro, né, da Ale, porque é ele carregando o pai.
É muito legal essa parte, nossa, é muito boa.
E aí ele, e aí ele topa o homem todo trajado de branco, que é bem a cara do Gandalf, até na arte da capa. Ele falava: você deve Esse é o—
eu lembro que vi a capa e falei, nossa, que negócio genérico aqui! O cara tá tipo copiando na cara duro, ganhando a pequena puta merda aqui. É bom mesmo isso aqui? Me recomendam há tantos anos, leia o Joel Beckerman. Mas eu já tinha lido Os Demônios, né, e eu achei muito bom. Então eu falei, pô, eu vou ler, vamos ver o que que ele tá sendo tão genérico aqui nessa capa.
É, não, e aí Isso daí é só uma brincadeira de expectativa, que ele vai falar, você é o Bynes. Não, não sou Bynes não, caramba, eu sou só o guardião da livraria, bibliotecário aqui.
É tipo, eu sou só bibliotecário, Bynes é aquele ali que você passou ali, o cara que tava no açougue tipo cortando um porco.
É um cara careca no açougue, totalmente assim que descreve antes, que é aquele passo para um cara careca barbudo no açougue. Não, aquele ali que é o Bynes, é um açougueiro do local. E aí ele chega lá, ele começa a tratar do Kwai, né? E aí ele, pouco após o Logan chegar com Kwai, é mencionado que um dos filhos do Betode veio visitar ele. Aí descreve ser o Calder, que é uma figura que é malquista tanto pelo Bynes quanto pelo Logan.
Logan, ele conheceu o Betode, ele conhece as crias do Betode, né? E ele não gosta do trucaçudo. E aí quando chega o filho do Betode, os dois ali, o Logan e ele, se desprezam mutuamente um ao outro, você vê. E aí o Calder exige que o Bynes declare fidelidade total para o pai dele, servidão aos homens do norte, falar Meu pai chamou você, por que que você não veio? Ele, ah, eu tinha, tava muito ocupado aqui. E aí o Baines diminui, né, ele corta, tira o Calder para bosta, né.
Ele fala que, ó, se seu pai quiser algo comigo, ele tem que vir. Eu falo com a cabeça do cavalo, não com a bunda do cavalo. E aí com um gesto da mão dele, ele sufoca o príncipe ali, o filho do Bethode. Quando ele tenta falar, ele fica mudo, tossindo e tudo mais. E aí o Logan dá risada dessa essa parte. O Baines também tira ele mais um pouco da bosta e libera ele e fala, ó, vai embora, cara, se você quiser, você pode ir embora furioso aí. Seu pai que tem que falar comigo, eu não falo com você não.
E aí ele mogou, mogou, mogou o cara.
É total. E aí o moleque metido vai embora para caralho. Eu não sei como um filho de um rei de uma tribo de bárbaros pode ser convencido assim, porque ele é quase o Gesal de personalidade.
Mas é isso, cara, tipo, o Betode, ele acabou de se declarar rei, né? Tipo assim, no Não tem, não tinha rei nesse norte, era uma terra meio tipo vários povoados, várias comunidades consideradas até bárbaros e tal, sem lei, sem nada. Aí chega o cara, domina tudo e fala: não, agora sou rei. Ele bota a coroa na cabeça, os filhos imediatamente começam a considerar príncipes e nobres, sacou? Tipo, ele tem uma pretensão à nobreza, ele quer ser reverenciado como nobre num lugar que nunca teve nobre nenhum.
Então ele é esse cara prepotente assim, tipo, ele acha que ele merece muito, sendo que ele não fez nada. Quem fez foi o pai dele, que chegou lá e tipo juntou um monte de exército e dominou tudo. E aí ele tem esses dois filhos que são dois, tipo, é a mesma coisa de ser um playboyzinho mesmo assim, filho de rico, sacou?
Total, total, né? Mas aí o Baines vai conversar, conversa com o Logan, até fala sobre o dom dele de conversar com espíritos, que é um dom raro, e menciona esse negócio que a magia tá sumindo do mundo, aquele negócio que você falou, mas que ele fala que é o ciclo, parte do ciclo natural esperado pelo mundo. Isso também é uma coisa bem clichê da fantasia, né? Até final do Senhor dos Anéis você tem isso, né? A magia tá morrendo, tá indo embora, melhor cara do mundo, né?
Daqui a gente tem a primeira, o primeiro capítulo que é da perspectiva de outro personagem, no caso do Colin West, né, o irmão da Ard, o superior do Gesal. Ele tá ali numa sessão do Conselho Aberto recebendo o pessoal que tá buscando audiência com o Rei da União. E aí é esse Conselho Aberto tá sendo chefiado por um tal de Chamberlain Fort Dunhoff, que é um dos três, dos três reis do Conselho, do Conselho Fechado. No caso, é ele, é assim como o Sult, né, o superior do Glótica, são esses homens conselheiros do rei.
E aí ele trata com descaso um fazendeiro que quer falar com o rei, né? Depois vem um representante da guilda dos comerciantes protestar com ele contra as ações da Inquisição de ter capturado o Rios, né? E eles estão querendo que o Rios seja liberado, tudo mais. E depois chega uma delegação de homens do norte, que são representantes do Betode. E aí tem um cara mais velho de traje branco, que tá com olho pálido, que tá liderando eles, que é o Hansu Olho Branco.
E ele fala que ele na verdade é um mero tradutor, que o verdadeiro emissário do Betode é um cara tão coberto com casaco, que é o Fenris, o temível.
Ah, eu amei muito esse negócio, amei tanto essa parte, muito legal essa parte da hora, porque o Fenris é sinistrão, né? Tipo, é, não, porque, e é isso, tipo, é baixa magia o negócio. Você tem, ah, tem uns orcs aqui, goblins, sei lá, tem uns chancas, e ah, ele tem um espírito, mas já tá tudo tipo a luta política, é um reino super organizadinho, tipo, não é baixa Idade Média, sabe? Tipo, é alta Idade Média, o negócio mais organizado e tal, é quase, sabe, pós-absolutismo.
Tem toda uma estrutura social que não é nova, né, mas é tudo arrumadinho aí, tipo, não tem tanta magia. Aí você vai ver o mago, pô, na verdade o mago é um cara, é um coroa, ele é forte, barbado. A magia que ele faz, ele engasga o cara, o cara começa a tossir, tipo assim, não é nada Grandioso.
E aí é menos brilho, menos bola de fogo, menos coisa assim.
É, é bem Bernard Cornell. E aí não, agora mais o emissário do norte, todo mundo tá achando que, cara, né, um político, por mais rústico que seja. Aí tem o olho branco, que é tipo, não, realmente, pô, ele parece que é um guerreiro veterano, um cara que já tá idoso e que agora ele vai ser porta-voz, né? E o cara chega, não, não sou eu, o emissário é esse aqui. Aí Aí entra um literal fucking gigante, né, um cara enorme, azul, com a pele toda tatuada, umas expressões bizarras que ele fica, escreve, que ele fica o tempo todo espremendo.
Parece que o cara tá, sabe, o cara que é viciado em, sei lá, cocaína e fica mexendo a cara assim, fazendo careta, o espasmo, e fazendo careta. E tipo, e ele nem falar direito, fala, sabe, te dá uns grunhidos, umas coisas meio estranhas assim. Nossa, é muito foda. E ele tem uma aura de medo, né, que na hora que ele se despe, que ele se expõe, todo mundo fica com tipo se borrando sem conseguir controlar o próprio medo. É muito legal, né?
Nessa parte ainda ele não se despe, né, ele tá com capa ainda, mas o pessoal ainda sente um negócio de medo nele. Mas ele fala, a gente quer ter um encontro com o rei, a gente tá com presente vindo do norte, né, do nosso rei Betode. E aí o Chamberlain Hoff fala para ele, não, se quiser amanhã vai ter um conselho aberto onde todo mundo pode ver o rei, todo mundo pode ir diretamente ou falar com ele. E aí o pessoal sai sem causar esse gigantão aí, e o cara, o olho branco, sai sem causar mais baderna.
E depois vem uma figura, né, um carinha mais velho com cajado que se apresenta como Yoru Sufur, que teoricamente seria um antigo aprendiz do Bias, né, que é o— e ele vem com a notícia de que o suposto Mago Bias vai estar voltando para retomar o lugar dele na União. E o pessoal ali fica meio inquieto com essa história, né, tipo, ele acaba até garantindo uma certa audiência para esse suposto ideias com o conselho fechado. E aí a gente tem ainda tipo um pouquinho de amostra de formação de caráter do West, que o primeiro fazendeiro que foi descartado logo no começo dessa parte aí, lá do lado de fora, o West vê que o fazendeiro tá na merda lá, tá com pouca coisa, e dá quase que todo o pagamento dele para o fazendeiro.
Claro, é muito gente boa, velho, é muito. Ele é o único cara que é gente boa do livro todo assim, que é bom mesmo, sacou? É o único.
Eu percebi que ele é, que ele é gente boa muito. Tem uma certa parte aqui do livro que ele lidar com uma personagem personagem, a gente já vai chegar nela já, mas ele lida com uma personagem que é puro ódio, pura raiva. E a personagem, ele sabe tratar com a personagem. Mas aí a gente tem o Glócta, né, vamos junto com os práticos dele, começam a caçar os mercadores da lista do Hughes, né, que o Hughes ele denunciou todo mundo da guilda dos mercadores.
Só que quando eles vão vendo esse pessoal, tá tudo assassinado, tem alguém matando, né, tem alguém que mandou matar esses comerciantes. E aí tem até uma cena cômica porque eles vê um um dos comerciantes que eles vão buscar com o pescoço cortado. E aí quando ele pergunta, ele pensa alto assim, o que que teria matado ele? O Frost, ele fala, talvez tenha sido veneno.
Ele fala veneno, tipo, e aí o Frost, ele é meio, o Frost tem lá a língua presa, né? Então ele fala veneno. É engraçado.
E aí engraçado que o Glock, o Severard acaba rachando o bico, e até o O Frost dá tipo um, e aí ele fala assim, nossa, ele deve estar morrendo de rir com isso, cara.
O Glócta e os Práticos são muito engraçados, velho, porque eles realmente são uns cara que não vale nada assim, tipo, eles estão sacaneando todo mundo o tempo todo. Inclusive, você acha que o Severard é uma referência ao Severian de Sombra do Torturador ou não, cara?
Não sei, o nome é muito parecido, nome é próximo, mas eu juro que eu li, eu nem pensei. Apesar de serem ambos pessoas mascaradas, né?
É isso, usam máscaras, são torturadores. Tipo assim, eu fiquei pensando, nossa, tipo, será que é uma mini homenagem?
Mas pelo menos no primeiro livro e no começo do segundo, inclusive no segundo tô sentindo falta do Severardi, ele tem muito pouco destaque. Se ele fosse um protagonista, um personagem secundário, eu acho que ele puxaria mais isso.
Mas eu não sei, não, mas eu acho que é só, eu acho que o nome pareceu só uma homenagem assim.
Mas não sei, mas eu gosto, eu gosto que como Glockta ele vê valor nos práticos dele e fala que ele é como se fossem pernas e braços. Tipo, ele fala assim, eu sou o cérebro dos dois, mas eles são minhas pernas e meus braços, já que eu não tenho. E aí eles começam a suspeitar, né, que tem um espião da Inquisição que teria alertado a guilda dos mercadores. E tá fazendo umas limpas nos membros ali para nenhum deles ser capturado e dar com a língua nos dentes.
E aí ele vai lá, informa o Suti desse contratempo. E aí eles acabam liberando o Rius para poder prender o Rius numa parte mais acessível para ver se atrai o assassino, né. Né, esse espião. Aí que o Hills, ele no caso não foi enviado pela— o Glockta, ele colocou o Hills para ser enviado para as minas de Youngland, só que o Sorte, sem informar o Glockta, segurou o Hills ali. E o Glockta até fica tomando isso como, poxa, ele faz as coisas por cima, por trás de mim.
Tipo, meu trabalho às vezes é enganar e arrancar informações, e ele é meu superior, deveria me manter informado e não me informa as coisas. E isso acaba, apesar dele ficar um pouco ressentido disso, ele acha que foi uma ideia muito útil Segurado Hills ali.
E depois, funcionários públicos, do que vocês estão ouvindo, alguma familiaridade? Qual que toda familiaridade é só coincidência, tá?
E aí ele topa com o Varus, que é o treinador do Gesal, né? E aí descreve que o Varus é um antigo amigo do Glockta também, e aparece pedindo para ele: ah, você pode, meu aluno, ele tem talento, mas ele não tem disciplina, será que você pode dar algumas dicas para ele?
Nossa, eu amo muito a parte também que ele dá as dicas para o Gesal, velho, é muito bom.
E o Glockta é legal também, porque ele aceita ajudar o Gesal. Só que o Glock, ele é muito ressentido, com razão, de alguns dos amigos dele, sim, porque ele se tornou uma párea para os conhecidos dele. Todo mundo, né, dava tapinha nas costas dele, falava, você é o cara, tudo mais. E depois que ele voltou torturado, ele voltou tão cagado que teve gente assim que nem foi ver ele, nem foi ver como ele tava. Ele tinha um monte de amigo admirador, todo mundo esqueceu dele.
Aí ele fala, ele tem a filosofia de, olha, você só é útil enquanto você só é notado enquanto você viu e útil.
Tanto que, exato, quando você vira um párea, né, tipo assim, ele até foi trabalhado na Inquisição, que é um negócio que a galera considera também tipo serviço de, sabe, um serviço secundário assim, uma coisa suja e tal, né.
Então, e tipo assim, embora a gente vai saber depois por um leve plot twist que tem um pouco mais de coisa nesse negócio dos amigos não procurarem ele, mas ele é todo desaparecido. E tanto que tem gente que cumprimenta ele, não sabia que ele tava vivo. Ele não voltou agora.
É, galera, acho que ele morreu, né?
É, ele não voltou agora para o reino. Ele já trabalha no reino faz um tempo e o pessoal acha que ele morreu na guerra, né? Tem uma parte que alguém menciona que conhece ele e fala, ah, deve ser outro, o Gokta morreu faz tempo. Seria bom ter ele vivo aqui, mas ele não tá vivo não. É, não, dá uma raiva disso, cara.
É horrível mesmo. Você entende, por mais que ele seja um vilão, cara mal para cacete, que faz coisas horríveis, você meio que assim de ele ter se transformado nessa figura. Tipo assim, ele sofreu um monte de coisa e quando ele volta, tipo, a galera ainda tipo tira ele para lixo assim, tipo, ah não, ele morreu, cara, você não é, não, você não pode ser o Block, você é qualquer outra coisa, né?
E aí a gente volta para o Gesal, né, que tá se fodendo no treino. O Varus até pega e fala, não, vou aumentar seu, vou aumentar a trave aqui, isso aqui, vou aumentar o número de treinos. E o Gesal, ele tá querendo menos treino, ele tá quase desistindo dessa coisa, né? Ele fica até revoltado em silêncio, querendo desistir. Mas ele, aqui a gente aprende que ele tem as ambições, né? Que ele não quer ficar encostado, ele quer crescer mais, ele quer se destacar.
Por conta disso, ele não, ele tem muita coisa, né? Ele tem muita coisa, ele tem tudo que poderia ter. Ele adora zoar quem tá abaixo dele, mas ele quer estar mais acima ainda. Ele só não é inteligente o suficiente para chegar acima, como nem inteligente nem esforçado. Ele quer chegar longe, se possível, só com que ele tem, sem se esforçar muito. Ironicamente, essa ambição mesquinha dele, para mim, foi a primeira coisa admirável que esse desgraçado teve na história.
Que tipo, que ele não é, ah, eu quero só curtir a vida. Não, eu quero com o negócio dele, eu quero curtir a vida, mas eu quero conseguir coisas melhores, eu quero ser admirado, eu quero ser invejado, eu quero conquistar uma cadeira no conselho fechado, né?
E aí ele se irrita, alguma ambição ele tem, né? Alguma coisa ele quer, porque realmente parece que ele não quer nada assim.
Não é isso. E acho que isso, isso é o que torna ele um, assim, quando você vai escrever uma história e seu mundo tem vários personagens e você vai se focar em algum, esse personagem ele pode ser a coisa mais mundana, ele pode ser um ladrão, ele pode ser um mendigo. Ele precisa ter algo de interessante para a história dele ser contada. E eu acho que isso daqui é um dos pontos que faz o Gesal ter alguma coisa para ter uma história ser contada para nós que somos os leitores, que estamos conhecendo aquele mundo.
Porque senão a gente, o West, podia ser um protagonista mais importante no lugar dele, né, no lugar do Gesal. Mas não, o Gesal ele é menos clichê e ele é mais funcional por conta disso, né?
Mas eu acho que torna a história mais diferente, porque realmente essa história tem muitos elementos que são meio básicos. E aí, se fosse contar a história tipo do West, que é esse cara, pô, plebeu, que conquistou muita coisa sendo muito correto, e ele tá nesse, ele tem dificuldade por ser plebeu, mas ele se esforça muito e tal, isso é um herói muito genérico também. Seria legal, né? Mas tipo, não ia ficar muito, muito batido.
É, eu mesmo, o West, eu acho ele um cara tremendo, a gente, gente boa, mas eu tenho que confessar, eu acho ele entediante várias partes que ele aparece. Embora seja bom um pouco de contraste, um pouco de bondade, para mim a bondade do Logan já tá bom demais. Eu não preciso ficar, não gosto muito dos capítulos dele não. Inclusive, é um adendo nessa parte aqui, a gente fala geralmente de adaptações mais para frente, mas os quadrinhos do Poder da Espada, eles seguem, eles param aqui nessa parte da história que a adaptação em quadrinhos do livro para.
No caso, né, teve quadrinhos e os quadrinhos tipo pararam assim. Ninguém sabe por que congelou os quadrinhos, porque pelo menos o artista, até onde eu tinha pesquisado, ele não se pronunciou na época porque não teve mais histórias. Mas teve 4 volumes de quadrinhos. Você acha fácil na internet esses quadrinhos, não é difícil. Na própria Wiki da Primeira Lei, quando você pesquisa sobre os quadrinhos, tem lá o link das 4 histórias para você ler num site, acho que até oficial.
E é assim, eu acho os quadrinhos meio genericão, eles não cobrem nenhuma coisa muito interessante, mas é bom para você ter um pouco do visual dos personagens. Se você pesquisar o nome dos personagens no Google, maior parte imagens que aparece deles é dos quadrinhos.
Ah, só que faz sentido, né?
Então, mas daí o Gesal vai conversar com o pessoal, né? Ele recebe o Tenente Caspa, que é um dos subordinados dele, que chega com umas perguntas idiotas e apresenta a prima dele, que é uma mina lá, Arisdan Caspa, que é filha de um dos nobres mais ricos. E o Gesal vê ela e acha, talvez pelo contraste com a irmã do Ash, ele acha ela pálida, magra e meio que entediante.
É, ele tá, ele tá Ele tá apaixonado, ele tá apaixonado pela Ardi. E agora nenhuma mulher, tipo, para ele se compara a ela. Essa é a parada.
Isso, isso. Ele vê ela e fala, pô, tão sem graça essa mulher, tipo. Ele, daí ele vai na reunião do Conselho Aberto, né, depois ele fica com tédio vendo os nobres, os debates dele. Salvo por uma, quando ele vê a Ardi acenando para ele, nada anima ele, né. Tipo assim, ele vê a Ardi, fica mó feliz de ver. E ele é aquele cara que ele não consegue admitir que tá apaixonado, né? E aí vem tendo os representantes da Gosca, que é uma das cidades da União.
Aí eles começam a pedir mais soldado contra a ameaça do Império Gurkish, né, que a gente mencionou, que tem com o novo imperador. E de modo paralelo, Anguilândia tá sofrendo ameaça do pessoal do Norte, que é o que eu falei lá. E aí aparece o rei da União, que é o Rei Gustavo V. E, cara, eu rachei o bico nessa parte, que a forma que é descrito o rei, cara, que o Gesal ele olha assim e fala: isso é o rei? E aí, tipo, é um cara com uma expressão de um bêbado que acabou de acordar, que vai sendo carregado que tava gordo, a pele escorria da cabeça como se o crânio tivesse derretendo.
Tipo, nossa, cara, parece, parece um tomate pálido que tá derretendo, cara. É muito feio a descrição que dá do rei, tipo, né? E aí nessa parte que a gente tem a cena que você falou, né, que o pessoal do Norte chega lá, o Hansu Olho Branco com o Feng Su terrível, e o Hansu fala, ó, eu vim trazer uma oferta de paz do rei do Norte, né, do Betoge. Eles estão, e a solicitação deles é que devolvam Anguilândia para nós, né, com presente de paz.
E o pessoal ali no local começa a dar risada, tipo, poxa, Anquilândia é parte integral do nosso reino, por que que a gente vai dar para vocês? Não, mas é antes de ser de vocês, era parte do Norte, e a gente quer ela de volta. É tudo que a gente pede, senão aí a gente vai para um combate, vocês não vão ganhar da gente. E eles, tipo assim, para o pessoal ali dessa União Europeia, exato, o pessoal do Norte é só uns bárbaros fedidos, sujos, que não sabe brigar.
E aí é após essa negativa, né, o Fênix acaba tirando a capa dele se revela, né, ele, as aparências dele, que ele é horrível, ele é grandão, a face dele fica com esses espasmos, ele tem esse monte de runa azul tatuada no braço dele. E aí ele retira uma lâmina do que tem nesse baú e ele, né, ele perfura o próprio braço ali para mostrar para todo mundo que não sente dor. Inclusive até o braço dele se regenera quando ele faz isso, né, é parte dessa baixa magia.
E ele desafia, ele fala, ó, desafio que algum guerreiro para ele desafia todos os guardas presentes, né? É quem vai enfrentar ele. E fala assim, alguém não for me enfrentar, se alguém não for me enfrentar, a gente vai ter guerra. E o Fênix, ele não domina muito bem a língua, então ele fala pouco, ele fala de forma quebrada. Isso só soma a figura dele meio que inumana, de dar medo. E os guardas ficam, todo mundo, todo mundo nessa parte é realmente o momento que, pela lógica, é vários, já era para vários dos guardas ter se movido ali, porque porra, tem um bárbaro numa sala com E esse bárbaro é gigante com a faca.
É, e o rei tá ali, ninguém tá se mexendo. Só que aí tem esse negócio, essa aura do medo que dá, e ele causa um torpor de pavor. Ironicamente, quando chega perto do Jezal e ele questiona o Jezal, o Jezal, sem saber como, ele acaba falando: ah, eu tô ocupado essa tarde, talvez eu te enfrente amanhã.
É legal que tipo você entrar, mostra um um pouco assim que o Gesal, ele tem alguma coisa a mais, assim, ele não é só esse cara babaca, tipo assim, ele consegue furar de alguma forma essa aura de medo. Claro, ele dá uma resposta esquiva, né? E todo mundo meio que espera, porque o que o Fenris faz meio que assim, ó, a gente resolve isso então agora, tipo combate singular, é o nosso costume do norte, ritual, é, a gente resolve, faz um combate aqui singular e decide, pô, se você me matar, você fica com o Irlande, senão eu luto aqui, mato quem vocês quiserem, tipo, eu vou enfrentar o que quiserem pelo direito de ter essa terra, senão a gente vai ter guerra.
E aí ninguém consegue e tal. E o Jezal, todo mundo olha para o Jezal, porque o nosso Jezal, ele é o nosso campeão, né? Ele vai enfrentar o Bremen da Gosta e tal. Tipo, ele é o cara mais qualificado para duelo aqui, é o Jezal. Aí ele meio que tipo, não dá, mas amanhã e tal. É muito boa essa parte também, porque aí ele consegue meio que sem, meio que sendo covarde, ele ainda consegue manter Ele tem uma aura tipo assim, não, olha, ele topou enfrentar o cara, tipo, mas só não pode hoje, tá?
É, pior que às vezes ele parece que ele é corajoso na ignorância, tipo, na, tipo assim, às vezes ele tem uma malerdeza e uma ignorância de não acreditar em magia, não acreditar no perigo.
Sim.
E aí ele acaba tendo uns pequenos votos de confiança em si mesmo, né, nas próprias habilidades, na ignorância dele. Não, é isso, é ser hábil com escrita, cara, essa parte aí do Abercrombie. Tanto isso quanto o negócio dele criar uma aura aura de medo para dar uma desculpa dos guardas. Porque assim, se num cenário lógico os guardas teriam interferido nessa cena, e no cenário lógico ia ter um banho de sangue desgraçado aqui com o cara comendo os guarda-vivo.
E aí, para evitar esse clímax adiantado, ele usa o recurso dessa aura de medo que o Fênix tem, né? Então ele evita um clímax fora de hora que poderia gastar esse personagem utilizando bons recursos de escrita. É uma aula de escrita para quem valendo, cara.
Realmente é excelente.
A gente volta um pouco para o Logan, que ele recebe o malaco Sky pela manhã, né? O Sky tá parcialmente recuperado. Aí o Logan fala que ele falhou em dormir ali numa cama confortável, que ele acabou indo dormir sobre as estrelas. Ele há tanto tempo dorme no relento que ele percebeu que não consegue mais dormir num negócio muito confortável. E aí eles começam a conversar, né? O Sky começa a falar de como ele não é— ele fez bem manter ele vivo.
Mas aí o Logan fala que não é nada honroso, que ele já matou muita gente de várias formas possíveis e já passou por um monte de situação de quase morte, já implorou pela própria vida, já chorou, já se mijou. Isso é bom, né? Não fica aquela mística de macho alfa só porque o cara realmente grande e forte mata todo mundo. Porque na mão de um escritor ruim, o Logan poderia virar isso, né? E não, ele faz questão de mostrar que o Logan já implorou.
E todo mundo. Tem uma parte que o Glock, ele fala de quando ele foi torturado, ele fala, cara, quando eu fui torturado, eu me mijei, eu implorei para ver minha mãe, eu dei todas as informações que eles queriam, inventei novas informações depois.
É, inventei coisa.
É, então, e tipo, é bom que ele é sincerão, ele é pé no chão com quem as pessoas se interessam de verdade. O Logan não é exceção nisso, né?
E aí você fica até se perguntando, né, como que ele é, como que o Logan é esse cara tão famoso no Norte se ele tá o tempo todo tipo fugindo, admitindo que tá com medo, admitindo que sabe que não consegue mais e tal. Tipo, você fica curioso para saber tipo o que que rolou com esse cara que ele é tão temido, tão odiado, mas tipo ele é tão humano, sacou?
Ele é o jogador que ele tira dado ruim na hora que é para negociar e tira dado bom na hora da luta. É isso aí, é totalmente isso. Mas na hora que ele fala para o Kway, não, Kway fala para ele, cara, só tô vivo por sua causa. E o Logan pega e fala que deve estar no bom ano porque ele salvou uma vida e tirou apenas 4 vidas.
É, esse ano tô indo bem.
É, então, e aí o Bias aparece mandando o Kway de volta ali para os estudos, né? Ele fala que o Betode tá vindo. E aí o Logan fica meio ansioso, até fala que o Logan ele foi expulso da antiga cidade de ambos no norte, né? É, e um dos únicos atos de misericórdia do Betôde foi deixar ele e os amigos deles vivos, né? Porque geralmente o Betôde mata todo mundo que ele quer matar, mas ele deixou o Logan vivo. E o Bias diz que quer o Logan com ele porque fala que o Logan precisa de uma arma.
E aí eles chegam lá no porão e acaba, ele acaba dando uma espada para o Logan, que apesar de ser uma espada simples, ela foi feita por um ferreiro mestre chamado Canedias, né? Que é uma figura que a gente vai aprender um pouco depois.
E aí não é nem o ferreiro mestre, né? É o Artífice Canedias. Isso, figura maior.
Isso, isso, que a gente daqui a pouco vai chegar nessa parte da mítica, né, da mítica do mundo. Mas a gente na biblioteca, o Baías tá lendo um livro ali que o Kai menciona, que é o Princípios da Arte, que é da autoria do Juvens, que é também uma figura divina, que é irmão do Canedias. Já vou dar um pequeno spoiler aqui, mas é parte dessa figura, né. Ele é o Juvens, ele é o fundador da Ordem dos magos e é o mestre do Bias. E aí ele mostra para o Logan ali que tem um monte de livro branco na estante, que todos eles são princípios da arte.
Ele fala que quando o mago tá no processo de formação, ele termina de ler o livro e ele tem que fazer a sua própria cópia, página por página do livro. E aí o Logan nota um livro negro estranho ali, diferente dos outros. E o Bias fala, ah não, aquilo ali é de autoria do irmão do Juvens e é um conhecimento que tem que ser deixado de lado. E ele guarda esse livro preto. Mas o Betode finalmente chega aí na biblioteca. Biblioteca que fala é essa, essa cidade inteira, basicamente.
E aí ele chega junto do outro filho, que é o Scale, que é o irmão mais velho do Calder, que é um cara que é um cara grandão e que tem maior rancor pelo Logan logo de cara. E de uma feiticeira do norte também, que é a Kauribi, que é uma mulher magra ali com os cabelos e trajes escuros, com uma maquiagem na cara, né. E aí quando ela fala, o Logan se surpreende com a voz dela, que parece que a voz dela faz o ódio dele sumir um pouco, faz ela parecer mais bela quando ela fala.
E aí quando o Bias fala uma coisinha, parece que esse efeito some, ele volta a ter ódio desse trio. E é uma descrição simples assim desse efeito de magia que é impregnado na voz dela.
Sim, só que é uma magia bem, uma magia bem sutil e que funciona meio quase como uma espécie de sugestão hipnótica assim, né? Tipo, você fazer a pessoa não conseguir falar, ou você fazer a pessoa te achar mais atraente ou menos ameaçadora. Tipo, magia não é, até então ela não é tipo muito aparente assim. Isso é muito interessante.
É, então, só que o Bias é um mago muito mais forte. Só dele abrir a boca para falar já desfaz esse efeito. E aí o Betôde fala com, ele fala com desprezo pela figura do Logan que tá vendo ali. Ele fala para o Bias que o Logan é um descomprimidor de promessas e que o Bias não tem que manter ele por perto, mas fala assim, olha, Logo vai ter uma guerra e eu quero você do meu lado porque eu quero conquistar Anglândia. E aí o Bias comenta como a guerra é algo genial, né, por parte do Betô, porque ele— porque é difícil você manter todas as tribos do norte sob controle, já que todas têm inimizade uma com a outra.
Só que aí você pode mandar as que têm menos amizade com você para guerra e você mantém, né, você cria um inimigo em comum. E aí você mantém as inimizades ocupadas, né, elas não se manifestam. E se tiver vitória, essas inimizades são aplacadas um pouco, né, né, eles se tornam irmãos de armas contra o inimigo em comum. Aí é assim, e o negócio, se ele tiver sucesso, beleza, ele que é o rei, ele que liderou nós para essa decisão, então ele virou o nosso herói.
Se falhar, as tribos acabam sendo abaladas pela derrota e fica mais fácil dele controlar de qualquer jeito, né? Ou ele vence, ou ele vence.
Exatamente, é uma jogada política brilhante. E é real assim, historicamente, tipo, qualquer reino agressivo, expansionista, tal, recém-formado, ele meio que vai mantendo quanto mais tempo de guerra ele puder manter para poder manter o seu povo unido, né? Tipo assim, ter um inimigo faz você criar uma sensação de unidade com os outros, mesmo que você não goste do seu vizinho. Pelo menos seu vizinho não é aquele inimigo lá do outro país.
É, exato, né? É quase um, é praticamente um comportamento nacionalista.
Exatamente, né?
Você pode não gostar do seu, você não pode, você pode não gostar do seu vizinho, mas você vai se aliar a ele para brigar com argentino.
É isso aí, né?
Mas aí ele mente, né, que vai se aliar ao Betode, e depois que o Betode fala umas coisas, o Aí ele renova a opinião dele, falando, não, não vou fazer isso porque eu não tenho muita fé em você. Eu já tive, só que você só trouxe guerra e que você não me deu nada que eu já não fosse dono. E aí o Betode faz umas ameaças, né, que vai tomar futuramente aquele lugar. E aí tanto a bruxa quanto o filho dele tentou tomar a frente, só que aí o Baia silencia todo mundo com a magia.
E o Logan também toma a frente do Skater ali, desafiando ele para um combate. Ele desafia na cara dura o filho do Betode, tipo, para saindo na espada. Só que aí eles recuam e vão embora, e fica essa promessa futura de um conflito entre as forças do Betode e o pessoal ali do Bias, né?
A gente volta, é um momento bem de bastante tensão, né? Eu fiquei querendo saber como é que ia rolar, né?
Então, e aí a gente volta um pouco lá para os práticos do Glock, né, com o Salen Hills, que tá sendo usado de isca para capturar assassino. E aí eles são levados até um prédio ali que tem um templo abandonado. E aí o Severardi, ele conhece o local, né, porque ele morou próximo durante infância. E aí ele comprou o local com o dinheiro do Hills, que quando eles prenderam o Hills no começo da história, eles roubaram o dinheiro do Hills, né, e dividiu entre as partes.
É legal que ele fala isso, ele pergunta para o Hills: você já separou a parte sua, a parte minha e a parte do Frost? Até o Frost, que é pura violência, eles tentam guardar um dinheiro para o Frost. Mas aí ele fala que comprou esse prédio, então eles podem usar esse prédio à vontade para as operações dele. E nas paredes desse prédio eles encontram uma arte ali mostrando a morte do Juvens, né, que esse mago, né, o mestre do Baias.
E aí fala que possivelmente, diz a lenda, né, que o Juvens ele foi morto pelo tal do Canedias. Aí mostra 11 figuras encapuzadas nessa arte indo na direção do Canedias enquanto o Canedias tá sendo acompanhado por duas figuras. Até o Glótica brinca que talvez sejam os práticos dele, e eles acabam dando risada de novo nessa parte. É legal que de forma sutil mostrando uma arte de cenário, ele conta já um pouco, ele adianta um pouco da lore para te deixar um pouco meio que preparado porque tá por vir.
E aí, com o Hughes ainda vivo, preso ali, eles acabam capturando o assassino, né? E aí o cara começa a gritar ofensa em outra língua, mas eles silenciam o cara com soco no estômago. Aí o cara começa a falar na língua deles. E aí o Glock tá ali, fala, não, que tá vendo um prédio ali, ó? Aquilo ali é de um dentista que mora ali perto, que é o Faradi. Ele é o melhor dentista da cidade, mas eu sou muito— ele é muito bom. Quando ele fala que quando voltou da tortura dele, como a boca dele tava arregaçada, ele foi colocado para ver o Farad.
Farad sabe causar o mínimo de dor possível quando mexe com os dentes da pessoa. E ele fala, mas o meu talento é o oposto. E aí ele, o assassino não quer abrir a boca para falar as coisas, e ele mostra, né? Ele olha, dentes são podres do assassino, e pega e fala, nossa, sua boca vai ficar, sua boca ficaria melhor se fosse igual a minha. E começa a arrancar os dentes do cara, né? Não, engraçado que essa parte tem um monólogo que o assassino fala para ele, vai se foder.
Aí o Glock tá no monólogo interno dele, se fosse possível, se eu pudesse ainda. É, então ele sofreu torturas a tal limite que ele não consegue nem fazer xixi em pé, ele consegue mais. Então assim, coitado.
É, então daí a gente chega numa das partes do livro que eu mais gosto, que é um novo núcleo que é apresentado, meu núcleo favorito até então na saga, que é o dos companheiros do Logan. Sim, aquele bando de companheiro que ele achou que tava morto, que ele fala no começo, o cachorrão né, o Sinistro. Eles estão tudo vivos, né, eles sobreviveram ao ataque do Shankar, só que eles se separaram. E eles dão o Logan como morto, né, o Logan que era o antigo líder deles.
E aí a gente é apresentado para os personagens, né. Você tem o cachorrão, que é o melhor amigo do Logan, que ele é armado com arco e flechas e com facas. Ele sendo que quando geralmente vai focar nesse núcleo é do ponto de vista do cachorrão que a gente acompanha. Você tem o Tuduru Cabeça de Trovão, que é um gigante calmo que que tem uma espada gigante. Você tem o Barca Negra, que é o mais, que é um cara cabeludo, barbudo, mais violento de todo mundo, que tem um machado.
Que é o Barca Negra, ele é muito legal.
O Barca Negra é legal para caralho. Tem o Sinistro, que é um cara de poucas palavras, que é o melhor arqueiro do grupo. E você tem os outros dois personagens que aparecem depois, que é o Três Árvores, que é o mais nobre do bando, né, ele tem uma espada e um escudo. E o Ford, o fraco, que é um jovem magrelo e medroso que tem uma espada curta. E aí é um grupo, né, eles acabaram de sobreviver ao ataque do Shanks e eles começam a conversar, né, sobre a presença do Shankas.
Eles vê um grupo que tem 12 ao todo. O Cachorrão, ele tem esse, né, eles são nomeados, são umas pessoas que tem uns nomes que vai de acordo meio que com a habilidade deles, né. O Cachorrão, ele tem esse apelido por conta do faro dele. Aí só com o faro ele conseguiu contar que são 12 Shankas. E aí eles falam sobre a liderança dele. O Barca Negra, que ele é o que mais briga com todo mundo, ele quer a liderança para cima, e todo mundo, todo mundo vota no 3 3 Árvores.
E até fala que o Logan havia apontado o 3 Árvores como segundo no comando. E aí eles começam a falar da possibilidade de matar os 12 Shankas. Eles realizam um ataque surpresa ali, eliminando os 12. E depois eles pensam, poxa, tem mais Shankas vindo e a gente tem que avisar alguém dessa incursão de Shankas, porque é um perigo grande. É, tem um exército de Shankas vindo e todo mundo tá ignorando isso. A gente tem que avisar alguma frente.
É essa luta, adoro essa parte, cara, que essa cena de luta ela é bem Bernard Cornwell. Ela é eficaz em quem, quem quer escrever luta de bando de personagem, é bom ler esse capítulo porque ele é uma aula disso, né? Ele, você tem muito personagem aqui e ele mostra também quando você não deve perder tempo no combate, porque ele descreve o combate e ele não perde muito tempo. Aquele combate que ele é, ele é bem escrito, ele é bem visual, ele é breve.
Se fosse maior, eu acho que ele seria ruim. E ele, e ele é bom também formar um grupo que ele é assim, a base desse grupo é força e respeito. Do que eles falam, né, depois que o Logan se tornou líder do grupo porque o Logan derrotou todo mundo.
Sim, ele é, eles são os antigos rivais do Logan, né, que acabaram se juntando ali porque nenhum concordava com o Betode, né. A conquista do Betode meio que desagradou vários guerreiros e o Logan juntou aí os caras e formou esse grupinho. E eles acabaram descobrindo a ameaça do Shanks, né. Eles meio que Por mais que eles não gostem do Betode, eles têm que avisar o Norte porque tá vindo mais um inimigo aí.
Não, é da hora, porque depois dá uma explicada na estrutura deles, mas cada um era de uma vila diferente. Aí quando o Betode queria dominar, subjugar uma vila, fazia basicamente o que o Fane estava tentando fazer, uma luta individual entre campeões. Aí sempre mandava o login, ele mandava o login, e todo mundo aí é campeão de uma vila diferente. Até o Ford e o Fraco, eles falam que o Ford ele era parte de uma vila que queria se render, só que é para manter a tradição, eles mandaram o guerreiro guerreiro mais fraco deles.
E esse guerreiro mais fraco foi lá só para perder, para firmar uma aliança com o Betode de forma ritualística e oficial. Mas aí o Logan, ele transformou todos os campeões que ele derrotou, até o Barca Negra, até o Todoru, até o Sinistro, todo mundo ele fez amigo dele com o tempo. A gente volta um pouco lá para o Jezal.
O Logan poupou o Ford aí, né? Podia ter matado, mas não matou. Quer dizer, o Logan ele era bonzinho mesmo na época que ele tava com o Betode, né?
Exato. O Betode é um carniceiro, mas o Logan tem mais— o Logan ele tem culhões de Isso, culhões e deixar os outros vivos. Perfeito. É a bondade dele, né? Não é fraqueza, é realmente força, né? Mas a gente volta para o Gesal, né? Para ele que ele tá voltando a treinar. E aí tem um momento, né, que o Glock tá, vai falar com ele, né, sobre o receio do— ele tem um asco do Glock, tá? E o Glock vai falar com ele sobre a parte da esgrima, tudo mais.
Começa, o Glock tá, começa a questionar ele pelo que ele luta, pelo que ele treina. E aí o Gesal começa a mandar respostas decoradas, a família, milhão, rapaz.
Isso.
E o Glock tá sincerão como que é, né, como ele é. Isso é num ex, o Glock é praticamente um ex-Gesal, só que sem ser menos bosta que o Gesal. Ele zomba, ele demonstra, tudo isso daí é mentira fajuta, só isso daí, que todo mundo, todo mundo compete por si mesmo e pelo seu próprio sucesso. Ele pega e fala, se você desistir, só você vai sofrer consequência disso. Você tem talento e qualidade. Mas o Glock inclusive comenta que ele debochava do West, que era um civil atrapalhado antes, Na época dele, né, ele fala que o West era um civil atrapalhado, né, e que hoje tá bem numa posição bem melhor que o Glock, tá? Sim.
E aí o Gesal, e eu acho legal que o Glock tá falando, ó, vai lá, tipo assim, vai lá, faz, continua assim, tá ligado? Eu vou adorar, eu vou adorar que você se lasque, que você perca. Vai, para mim vai ser ótimo se você perder, mano. Mas se você, tipo assim, se você fosse um cara minimamente com um mínimo de honra, um mínimo de vontade, você ia se esforçar aí por um mês, dois meses só, e sua vida inteira tava resolvida. Mas nem ser capaz, é muito bom.
Ele fala assim, tá, cara, isso, isso é muito coisa de funcionário público. Porque eu falando para um amigo meu que reclama a vida inteira de emprego merda, eu falo, cara, faz a porra de um concurso, faz alguma coisa que te dê um emprego melhor. Ah, eu tenho um amigo que é muito bundão para estudar. Eu não gosto de estudar. Fala, ninguém gosta, seu canalha do caralho. Ninguém gosta, seu desgraçado. Estuda a porra de um mês, consegue passar num concurso, já era.
Boa parte dos problemas da sua vida inteira vai estar resolvido com emprego melhor. Emprego ruim te fode sempre, cara, te fode sempre. Emprego bom, exatamente, mesmo que você não goste do emprego, mesmo que o emprego não seja sua vocação, seu sonho, cara, emprego bom salva sua pele de muita coisa, de muita dor de cabeça, de muita coisa, com certeza.
E aí, se o Gesais, cara, que tipo ele tá, ele tem um treinador assim, literalmente o Marechal, tipo, o cara do Conselho Fechado, tipo assim, o cara líder do exército, tá treinando ele, tá ligado? Ele tem o West, que é um dos melhores soldados, melhores combatentes, de parceiro de treino dele para um campeonato que vai deixar ele, tipo, ganhar altas oportunidades, altas promoções. Ele é capitão, ele de capitão pode ir para qualquer outra, qualquer outro posto e tal.
E ele sabe que o último cara que ganhou isso virou membro do Conselho tornozelo e tal e tal. E ele não consegue parar de beber toda noite, não consegue parar de ficar jogando, tá ligado? Não quer treinar. E é isso, eu gosto de chegar para ele e falar, meu irmão, você não consegue se esforçar durante um mês para resolver sua vida inteira, você não merece nada assim, tipo assim. E ninguém vai chorar por você, cara.
Foi o pior. Outra coisa foi eu emagrecendo. Eu falei, cara, eu vou ficar os 31 dias de agosto, eu vou viver o inferno. Eu tava, eu acho que eu já falei em algum momento aqui, mas eu sofri um acidente na coluna. Eu ganhei 3 hérnias de disco, fiquei um tanto de dias de cama. O meu médico falou, você precisa emagrecer. Eu tava com 88 kg, eu olhei assim, peguei o mês de agosto, que eu odeio esse mês porque não tem feriado nenhum, é puro trabalho, é 31 dias.
Falei, eu vou, eu vou fazer dieta os 31 dias, eu vou treinar 5 dias por semana bonitinho, não vou comer nada de açúcar, nada de álcool, nada de fritura. E cara, fui de 88 para 72 kg em um mês.
Bom demais!
E já era, resolvi todos, um problema para caralho de saúde que eu tinha, eu resolvi emagrecendo em um Um mês que eu me esforcei. Maravilha, né? Então, e aí ele joga isso, aí o Gesal fica puto por não, que esse aleijado deu esporro em mim. Aí ele topa com o Yor Sufur, que é o, que é aquele, o aprendiz do Baia, que foi lá no conselho fechado, que veio falar que o Baia está vindo, né? Aí o Yor Sufur elogia a esgrima dele, né? Fica afetado quando o Gesal fala de desistir.
E o Gesal detesta ele porque é um cara totalmente cara de plebeu. Eu apresentar. Apresentar realmente, ele é aquele rico que tem desdém por pobre, cara, mesmo. Ele é muito asqueroso.
É um bem Caco Antibes, né? Bem Caco Antibes.
Nossa, total, total. Dá para colocar a fala do Caco Antibes na voz dele, totalmente, totalmente. Aí depois, é, e aí depois ele vai falar com a Ardi, né? Ele topa com a Ardi West, por quem ele tá já com uma paixão e só não admite. E ela tá bêbada, e aí ele tenta manter aquela essa postura fingida dele, né? Nunca consegue ser sincero, sempre tem que manter a posturinha dele. E ela debocha dele, desse valor dele por nobreza, né? Ela tá lendo um livro ali, reclama de como todos os nobres são uns mimados chorões, como ele também é um mimado chorão.
E aí ele tenta, tipo, ele comenta: ah não, acho que eu quero desistir da esgrima. Ela começa a rir, começa a fazer pouco caso dele. Ele fica puto com todo mundo, que todo mundo tirou ele para bosta nesse momento, né? E aí ele decide, é legal esse ponto, porque decide, não, vou mostrar para eles. E aí ele olha assim, fala, talvez não seja tão tarde para começar a correr. E aí ele começa a treinar por vontade, aí ele começa a treinar por conta própria.
Isso, cara, você se esforçar por conta própria e não porque os outros estão mandando, isso é total, é muito diferente, faz muita diferença para você.
E é um quilo de sal, e ele vai começar a querer se esforçar, mas agora motivação dele não é nem conquistar nada, ele só quer tipo esfregar na cara da Ardi que ele é capaz, sacou? Que ele, que é uma motivação boa inclusive, tipo assim, é uma motivação válida para muitas pessoas, cara. Mas ele finalmente encontra, é nesse momento que ele começa a ter a mudança dele assim, acho bem interessante.
Sim, cara, o ódio é uma ótima força motriz.
É, e no caso ele nem ódio, né, tipo é o despeito assim, tipo assim, nossa, essas pessoas não acreditam em mim, esse monte de gente que eu acho que é lixo Tipo, tá dizendo que eu sou lixo, eu vou provar para eles, tá ligado? É bem legal esse momento assim que ele começa tipo realmente querer mudar. Sim, sim, pode não ser a melhor motivação, mas ele coloca ele para frente. Sim.
E aí a gente volta um pouco para o Glock, tá aí, para os práticos deles. Acabam emboscando um cara chamado Goffred Hornlack, que é membro da guilda dos comerciantes. E aí esse cara tenta recorrer ali um trio de marinheiros que ia levar ele para longe, só que eles ignoram ele indicando: não, você pagou pelo serviço de transporte. Morte, não pela nossa lealdade. E aí o Glocta demonstra ser o dono da lealdade deles, paga eles, né?
Tipo, até os capitões pegam e falam: a gente vai falar para os outros que esperou ele a noite inteira, ele não apareceu. E eles capturam esse cara da Guilda dos Comerciantes aí, né? Vai interrogar ele pelado. Glocta até pega e fala que é sempre bom interrogar alguém pelado porque você tem que tirar a honra que o capturado tem antes de começar o interrogatório. Então o cara tem que estar pelado, tem que estar vulnerável. Então é legal porque ele joga uma logística do porquê você vai— porque ele tá sempre torturando as pessoa torturando, interrogando pessoa nua.
É que justamente para você, a pessoa já começa humilhada, né?
E aí ele, o cara pega e fala, tipo, eles vão interrogar o cara sobre os assassinatos, né? Não, com os nomes dados pelo Salem Hills ali, todo mundo foi morto. Ele até pega e fala que a gente já capturou seu assassino, que é o tal do Carpe. Ele confessou tudo, que é o cara lá que eles começaram a torturar arrancando os dentes, né? E aí ele tenta subornar o Glockta, e é da hora que tipo ele fala, não, tem muito dinheiro. E aí o Glockta, e aí ele fica achando que ganhou o Glock, tá aí o Glock. Então eu quero meus dentes, eu quero o restante do meu corpo de volta, tipo.
Nossa, é muito bom isso. Eu posso dar o que você quiser, então me dá meus dentes, me dá minha perna, me dá minha perna de volta, tá ligado? E aí você vê o que que, tipo assim, uma das partes centrais do Glock, assim, por que que ele é assim horrível e tal, é porque ele nunca vai poder ser quem ele era, sacou? Tipo, ele é completamente quebrado, ele não, tipo assim, ele não tem nenhuma perspectiva de recuperar o que perdeu. Então ele tipo, ele quer mais é que todo mundo se lasque, ele quer mais é torturar mesmo, tá ligado?
Porque ele não— a dor dele é tão grande e é tão irreversível que ele só consegue viver sendo um desgraçado.
Sim, total. Vou infringir a dor que eu sofri aos outros porque sim, porque sim.
É isso aí.
É. E aí o cara revela, né, que o verdadeiro culpado é o Couch, que é o chefe da guilda dos comerciantes, que é o mesmo homem que a gente viu lá do Conselho Aberto e protestar contra a captura do— e aí eles começam a arrancar nome do Horn do Ronak e começa a induzir ele para ele ter uma futura confissão do conselho aberto lá, para dizer os nomes. E aí a gente volta lá para o Logan, né, para o Logan, para o Kawai, para o Bias, né.
Os três, eles deixam a livraria para trás e caem na estrada. O Bias até confessa que apesar dele ter brincado a bruxa do Betô, de Akauribe, ela tem realmente magia, ela é de fato é poderosa, nada como ele, mas ela de fato é poderosa. E eles têm que ir para Anguilândia, só que ela vai ajudar o o Betôdia localizar eles. E até ele, da hora que ele até comenta que aquela maquiagem preta nos olhos dela é uma magia, né, é o olho longo, e é uma magia que ajuda a ver os outros à distância.
E aí ele pega e falou, o Betôdia certamente viu a gente já sair da biblioteca ali, já mandou o pessoal atrás da gente, né. E aí ele fala assim, existe muita magia aqui, tipo, os homens dele não— esses homens dele vier até a biblioteca com a intenção de destruir isso, eles não vão achar, eles vão ficar perdidos dias na floresta, mesmo num caminho linear, porque tem uma magia impregnada pelo próprio Juvens nas pedras do local.
E que não, muito boa essa magia, acho que foi ideia dessa magia, muito boa, né?
Então, e aí à noite eles chegam a acampar. E aí o Kwai demonstra ali parte da falta de conhecimento dele com plantas, né? O mestre fica dando umas aulas para ele. O Logan começa a falar com o Baia sobre a magia. E aí fala que o Baia explica para ele que os magos se especializam em focos específicos do mundo. Ele fala que não tem como um mago saber basicamente tudo. Ele até pega e fala que o foco dele é fogo, força de vontade e força em si.
E ele fala que existem leis, como a primeira lei, que é de não conversar com demônios. A segunda lei, que é de não comer a carne dos homens. Ele também comenta, é o nome da trilogia, né, A Primeira Lei.
Não, não à toa, entrar em contato com demônios.
Isso. E aí ele fala da habilidade do Logan de conversar com espíritos, que é uma coisa que nem ele é capaz, e que é uma habilidade meio rara, né. E aí ele se impressiona com a sabedoria e sobriedade do Logan, né, porque o Logan tem uma fama de violento, mas Mas o Logan é um cara bom de papo, ele até começa a falar do terreno, né, ele de como o Betode governa, como Betode luta, como os homens do Betode são ordenados. E aí eles acabam justamente nessa parte, eles acabam sendo emboscados por um dos homens do Betode, né, que é um grupo que tem um líder deles que é o Pé Preto, que tem esse nome porque ele perdeu todos os dedos do pé numa friaca.
É aquele negócio desses nomes primitivos que é por características, né, o Nove Dedos do Logan é exemplo disso, né. E aí ele fala sobre o Logan conhece o Pé Preto de fama e de tempos atrás. Ele fala que ele era parte de uma tribo e que o líder dele, que era o Yau, tentou resistir ao Betode em combate, mas aí ele foi quebrado pelo novo campeão do Betode, que é o Fendes o Temível, né? E aí ele fala, a gente não tá— eu não tô contra você por inimizade, mas é por desgraça do destino mesmo.
Ele fala, antes a gente se enfrentou quando você era campeão do Betode e eu tinha que resistir ali. Agora eu tô servindo o Betode e você não tá. A gente nunca tá do mesmo lado. Tipo, é legal porque os dois não tem inimizade nenhuma. E aí eles falam até para se render, só que o Logan pega e fala tipo, pô, se eu me render eu só vou ser torturado na mão do Betote, dos filhos dele. Então ele ataca, né? E aí tipo começa uma porradaria, o Logan mata vários dos caras ali deles e foge junto do Bias e do Kwai.
Até o Logan fica falando o negócio que é bem comum do Logan, toda vez que ele entra numa briga, mata um tanto de gente, sai correndo e fica falando, tô vivo, tô vivo, nossa, tô vivo!
Tipo, eles sempre ficam falando isso, que ele realmente, ele realmente tem medo de morrer, né? Ele não quer, ele tá tipo sempre, ele sempre sabe que tipo qualquer coisa errada, qualquer problema, tipo ele pode acabar morto. Só tá lá tipo querendo viver mesmo.
Isso. E aí eles acabam sendo pegos numa armadilha, né? Eles são cercados numa parte ali que era parte do plano do Pé Preto, que eles corressem para uma certa direção. E aí quando ele se ordena uma, pela última vez, para o Logan se render. O Bias acaba sorrindo e acaba se recusando, né, se render. E aí ele faz uma magia ali que o círculo de árvores que tem em torno deles praticamente explode numa chamas brancas, né, e queima, e queima todo mundo.
A gente até vê depois o Bias meio cansado, ele tá sorrindo, mas fica cansado pelo esforço que ele fez para invocar essa magia. E o único dos caras do Metódico que sobrevive é o próprio Pepe Preto, ele tem a perna esmagada por uma árvore, ele tá vivo ainda. E aí ele fala para o finalizar ele, né? E eles, legal que eles demonstram respeito um pelo outro, né? E o Pé Preto, ele lamenta que, poxa, eu devia ter morrido enfrentando o Betode.
E aí a primeira parte do livro acaba aqui. Tu, é melhor desatrelar o cavalo daquela carroça. É o único que consegue carregar você. Para o sul? Perguntou Cabeça de Trovão confuso. Para o sul onde? Angland. Angland? Repetiu o cachorrão. E dava para ver que todos estavam pensando o mesmo. Para quê? Está havendo uma guerra por lá, né? Claro que está. É por isso que eu pensei Barca Negra franziu a testa. Por quê? O que temos contra a União?
Não, seu idiota, disse Três Árvores. Estou pensando em lutar do lado deles. Da União? Questionou. Com aquelas porcarias de mulheres? Aquela guerra não é nossa, chefe. Agora qualquer guerra contra Betode é minha. Pretendo ver o fim dele. Pensando bem, Cachorrão nunca tinha visto Três Árvores mudar de ideia, nenhuma vez que fosse. Quem está comigo? Perguntou o líder. Todos estavam, claro. A gente tinha apresentado no começo da segunda parte para outra protagonista, que é a Ferro Magin, que é uma personagem do outro reino aí, né, o reino do sul, né.
Ou inclusive, aí eu vou, aí eu tenho que falar que essa protagonista não é boa, na minha opinião. A Ferro foi um erro do Abercrombie, e é triste porque a única protagonista mulher, e ele tipo, ela não desenvolve nada, ela é monotemática tipo o tempo inteiro.
Eu já tô triste de ler isso porque eu esperava um de evolução dela, porque ela é muito chatinha de ler.
Ela é complicada, velho. Tipo assim, eu gosto de vingança, eu adoro história de vingança, mas ela, ele não desenvolve muito a vingança dela. Tipo, você não consegue, porque ela aparece meio tarde e você não vê ela perdendo as pessoas na vida dela, você não vê ela sofrendo, você só vê ela com raiva querendo se vingar, mas você não viu o sofrimento dela. Então você não tá tão investido assim, sacou? E é muito complicado assim, é um ponto de vista Ela é bem complicada, até melhora um pouco nos outros livros, mas ela, acho que ela, o Abercrombie não conseguiu desenvolver tão bem quanto os outros personagens.
Ela é uma personagem que ela cansa, porque aquela personagem que ela tem raiva e ódio de tudo e todos, e você não vê tanto motivo assim. É apenas porque assim, ela tem ódio dos aliados, ela tem ódio de todo mundo, ela tem ódio de quem tá parado, tem ódio de quem tá andando, de quem tá falando, de quem tá vivo, de quem tá morto. Ela é puro exercício de você escrever uma personagem que fica grunhindo para todo mundo, e ela é chata.
Ela tem um background, mas tipo assim, os poucos vestígios que eu vejo, os momentos que ela não está grunhindo para os outros, eu gosto. E é o tipo de personagem que é legal você ver desconstruído. E assim, até onde eu li, ela não foi desconstruída, e você já tá explorando para mim que ela não vai ser desconstruída, né?
Então é assim, talvez você goste dela. Eu que não, eu não curti ela ao longo da trilogia. Acho que ela é o ponto mais fraco da trilogia.
Então até onde eu tô lendo, ela é um ponto mais fraco da trilogia, né? Até ali no segundo livro. E o nome dela é Ferro, que é ferro mesmo. Não é Iron em inglês traduzido não, apenas explicando. Mas né, a gente começa com o capítulo com ela cavando um túmulo para alguns companheiros dela que foram mortos em combate contra os soldados do Império Gurkh. Ela é, vem desse lado aí, né, ela é parte desse conflito. E aí tem um bando de escravos e criminosos deploráveis ali que ela tá enterrando com o mínimo de respeito.
E aí aparece um homem magro de pele negra e sorridente ali alcançando ela, dizendo saber quem que ela é. E ela não dá espaço nenhum para diálogo, ela começa a atirar flechas contra esse cara e ela vai errando todas as flechas sem que o cara que se mexe, tipo, e descreve que ela raramente erra uma flecha, quanto mais duas. E aí o cara chega perto dela só querendo falar e fica, o cara fica parado, o cara não reage, o cara não fica com medo nem nada.
Ela pega uma faca e tenta esfaquear ele, mas toda vez que ela vai esfaquear parece que o cara, parece que ela se mexeu errado, né? Claramente é um tipo de magia que tá tendo ali. E ela não para, ela não para de tentar matar o cara, parece que ela não ouve o cara falar. E de propósito, só para mostrar que ela é uma personagem cheia de ódio e blá blá blá blá blá. Tipo, cansa um pouco isso daí dela, essa postura dela, né? E até o legal que ela menciona aqui que ela suspeita que o cara seja um comedor Gurkish, né, que é uma coisa que vai ser importante.
E comedores, é, a gente, a segunda lei é não comer a carne dos homens. E aí você, a primeira vez que ela fala dos comedores, aí você só junta os dois pontinhos, entende o que que é um comedor, né?
E aí ele, esse homem se apresenta como Ylvey. Ele fala até que não é um comedor, ele é um mago também, ele é um aliado do Bias, e fala: eu tô, vou te ajudar a escapar dos soldados, eu tava te procurando e tem comedores atrás de você, e eu vou te ajudar em troca de um favor no futuro. Mas ela não gosta de dever nada para ninguém. E diante da opção que ele afirma que é, se ela não quiser ficar ali, ela ia acabar sendo, tipo, a outra opção seria ficar ali, ser capturada e ser exibida morrendo de fome para todo mundo numa gaiola, para desencorajar a busca ali por liberdade dos escravos.
Mas ela acaba seguindo esse Ylvey, né, após ficar tentando matar ele durante tempo de graça. E aí, durante a caminhada noturna, eles avistam 3 soldados e o Yuwei instrui ela: não grita e não ataca eles, que aí a gente não vai ser visto. É que ele tá com uma magia meio de camuflagem ali. E ainda assim ela se irrita, ela quer tentar atacar eles, não sei o quê, quando ouve eles falando dos filhos deles e da família deles. E só que ela vê que ela tá coberta por uma magia do Yuwei, que ela tá invisível diante dos olhos.
E ele fica insistindo: não, não ataca, não ataca. E ela fica tipo a todo momento querendo matar e irrita, né? Parece um personagem ruim de jogador de RPG, sabe? O cara que quer fazer tocar o zaralho o tempo todo, é, quer atacar todos o tempo inteiro.
É bem isso.
A gente vai lá para o Conselho Aberto, né, onde tá o Gesal junto com o Jalen Horn, junto com o pessoal lá numa reunião, né? A gente tem 4 nobres poderosos ali, 3 membros do Conselho Fechado. Eles estão falando da Guilda dos dos Mercadores, né, da licença, que eles têm uma licença real desde o apoio deles na guerra contra o Império Gurkhu, que é dito, né, que no passado teve uma guerra contra o Império Gurkhu. E foi nessa guerra que a Guilda dos Mercadores acabou conseguindo prestígio. Se eu não me engano, agora foi nessa guerra que o Glokta foi capturado, né?
Sim, exatamente, na guerra contra os Gurkhenses. Ele foi o primeiro lá na brecha, na luta, tipo, você tava na linha de frente, ele com o Ash, e eles foram os primeiros a salgar para abrir caminho. Só que aí ele foi nesse, ele foi derrotado e capturado aí.
Isso. E aí o Suti, né, o superior do Glockta, fala para ele trazer as testemunhas. Aí traz o Salem Hills, traz o assassino que é o Carpe, traz o Hornilá, que foi o cara que eles capturaram depois, né, que estavam todos torturados. E aí eles fornecem relatos, né, que o Suti, o Glockta queriam, né. O Hills confirma que a guilda tava de complô. O Carpe fala que matou vários membros, né, para poder esconder informação. O Hornilac fala que ele que contratou o Carpe para calar as bocas de membros menores da guilda, né?
E o pessoal da guilda fica putaço, né? A denúncia leva à prisão do Couch, que é o chefe da guilda, né, que foi o cara que foi lá no começo reclamar da prisão do Hughes, né? E a licença da guilda de mercadores acaba indo parar com a Inquisição nisso daí. E aí o Gesau, ele até se lembra que ele já viu o Hughes na casa, o cara que foi torturado ali na casa dele, conversando com o pai dele. E ele começa a temer consequências, né, disso daí.
Falou, pô, esse cara que sendo torturado aqui, já esteve lá na minha casa falando com meu pai. Tipo, ele sente uma vulnerabilidade política nesse ponto, que é interessante. E aí ele vê o Gesau, vai ter depois uma conversa lá com o pessoal, com o tenente dele lá, que é o Tenente Brinde, que começa a falar da Arde West, né?
E aí ele vai ficando bravo porque o cara tá falando da língua que ele gosta.
E aí ele topa com a Arde de novo, só que a Arde consegue fazer ele sorrir, consegue deixar ele mais de boa. E aí ele fica, ele é tão esse cara mesquinho que ele tá apaixonado pela Ard, ele pensa assim, cara, ela é fascinante, é uma pena que ela não é nobre, não tem dinheiro.
Tipo, cara, às vezes ele é muito engraçado, ele é muito engraçado, que ele realmente tipo gosta da menina e fica tipo, não, ela não tem dinheiro nenhum, ela não tem sangue nobre, então tipo nunca vou poder me envolver com ela.
Então, e aí sendo que a garota que ele conheceu que era nobre e tudo mais, que era filha de um cara rico, ela achou, ele achou ela sem graça mesmo. Todo mundo falando que ela é mó bonita. E aí, e aí o Glock tá, ele vai, né, junto com o pessoal capturar o tal do Couch, né, que é o chefe da guilda dos comerciantes. Só que antes deles prender, o Couch admite traição, mas ele fala que ele tava o tempo todo na mão dos banqueiros, né, que eles são os verdadeiros arquitetos de tudo.
Fala que o Glock tá cego na investigação dele, ele tá perdido, ele não sabe realmente que tá investigando. E ele fala, ó, se quiser, quer informação, vai investigar os traidores que tá dentro dos bancos das universidades, na casa das perguntas, no conselho fechado, lá que tem os traidores que você deveria estar prendendo. E ele se mata, ele se atira de uma janela, e o Glock fica chocado.
É uma conspiração que vai, tipo, usar essa investigação do Glock, é muito interessante porque é uma conspiração que vai indo cada vez mais longe, você não faz ideia de onde vai dar, é bem legal.
É, e o Glock inclusive ele fica inquieto porque o Glock ele tá acostumado a prever um pouco de movimentos, um pouco de ações e tudo mais, e quando ele vê um que ele deveria prender. O cara se matar e antes de se matar denunciar um tanto de frentes, ele fica inquieto, fala, poxa, parece que tem algo tão grande aqui que eu não tô vendo. E aí ele fala até o nome de um banco que é o Valenti Balchi, o Omnipresente, e ele nunca havia tipo parado para poder examinar a questão desse banco, né?
Vou bater palmas aí porque vai entrar, a trilogia entra junto com The Witcher em obras de fantasia com muito poderosos.
E aí ele é da hora que até o Glock tá, ele nota que quando ele olha o escritório do cara, ele vê que o tecido da roupa do cara, tudo em volta que parecia coisa cara era tudo coisa de baixa qualidade. A fortuna da Guilda dos Mercadores era uma mentira, eles na verdade eles eram uns quebrados do caralho. Eu gosto da hora dessa parte aqui, o Glock tá, ele vê uns degraus na frente dele e fala, ah, meus velhos inimigos, sempre à minha frente.
Coitado, o bicho não pode fazer nada que não tem que passar por uma escada.
O inferno dele vai ser uma escada espiral eterna. Mas aí a gente acompanha o núcleo com Colin West, né? No caso, ele tá tendo uma luta ali, um sparring com Jezal, e pela primeira vez ele tá perdendo. Ele tá perdendo contra o Jezal, sendo que ele sempre levava a melhor. No caso, o Jezal começou a levar mais a sério, né? E até o tutor dele ali fica surpreso. E aí ele tem um diálogo áspero com o Jezal. No caso, o Colin West, ele tá todo preocupado de repente com a irmã dele.
Ele pergunta para o Jezal se o Gesal tá pretendendo fazer sexo com ela. E o Gesal fica pálido e calado, né? Porque ele, o Gesal, ele não sabe se— ele sabe na surdina odiar e falar mal dos outros, mas ele não tem hombridade o suficiente direito para falar mal na cara, né? Então, tipo, quando o cara que era gente boa e que ele debochava tá no momento de estresse, tá falando merda para ele na cara dele, não tem reação nenhuma, né?
Tipo, né? E aí ele vai ter uma reunião lá com o Lorde Marechal Burr, e o Ash descobre que o começou a ofensiva, né, e que eles mandaram a cabeça de 3 comandantes da fronteira ali de Angland. E aí o comandante Burr fala que o exército tá enfraquecido, os veteranos que eram competentes tá tudo aposentado, os soldados estão recebendo patente só com base em parentesco e não em competência, né, tipo é só nobre recebendo cargo poderoso.
E ele fala que o Ash é uma das raras exceções, ele é um cara que conseguiu o cargo dele puramente por competência, né, ele é extremamente competente, ele lutou das guerras do passado. Ele lutou em Uriok, né? Ele lutou junto com o Glokta, né?
Isso é interessante, essa coisa do reino que ficou em momentos de paz assim, saiu de uma guerra, e eles se consideram vitoriosos, né, da guerra de Gurku, porque eles conseguiram pegar uns territórios ali. Mas o Império Gurkinse, tipo, ficou lá preparando para atacar de novo, e eles, tipo, desconsideraram totalmente o norte, só ficando, não, vamos aproveitar nossas benesses aqui, a gente tem vários territórios, várias colônias.
E pararam de se preocupar com defesa, pararam de se preocupar com, sabe, foram deixando acontecer realmente, só promovendo vagabundo, tipo o Gesal, né? E aí agora, tipo, promovendo vagabundo, eles estão agora, eles estão na, estão tendo que lidar com ameaça que já tá voltando, 2 anos depois, sei lá, uma coisa assim, os cara já tão querendo atacar de novo. Tipo, é bem interessante ver assim como a união realmente se deixou decair só porque os cara estavam querendo mais o prestígio político, o pequeno conselho ficar lá, né, querendo conseguir mais poder, e deixou o exército às moscas. É bem legal essa parte.
Ai, cara, eu como funcionário público me identifico tanto lendo essa merda, cara.
Cara, e é isso assim, já Isso eu já ouvi muito dentro do funcionalismo de colegas sábios e experientes. Aqui dentro, quem é problemático, quem é insuportável, consegue as coisas, porque a gente acaba insistindo tanto, acaba insistindo tanto para conseguir uma promoção, um negócio, faz e acontece tanta miséria, o cara acaba conseguindo, sacou?
Pena que eu não posso falar coisas aqui do meu serviço, senão faria muitos inimigos.
Mas não, pois é, eu tô falando por alto assim, mas é isso, né? Tipo, às vezes o pessoal mais que menos devia estar no poder, que é quem mais quer, né, se corromper e tal, acaba conseguindo. E isso tem consequências.
Aí o que que tá acontecendo? O rei, ele tá querendo uma— depois do que o pessoal do norte lá, o Fenris o Terrível, o Olho Branco, chegou lá, o rei falou: não, vamos ter uma iniciativa contra o norte. Norte declarou guerra contra a gente e Aí esse superior aí do West tá querendo ele na unidade. Eu falo, cara, eu quero você na minha unidade porque você é competente, tu tem um histórico, tu conhece o Norte. E o West, ele tem um conhecimento do Norte mesmo, a gente vai ver depois.
Ele, se não me engano, a família dele é oriunda da fronteira, então ele conhece o território, conhece um pouco o povo, né. Ele fala que a União tá despreparada para guerra porque a gente tá cheio de conflito interno com essa questão aí da Guilda dos Mercadores, de corrupção, tudo mais. E além do norte, possivelmente a gente tá vendo uma nova ofensiva contra o Império Gurkshi, porque tem um imperador novo aí, o último, o Dost, que ele matou todos os irmãos dele só para assumir o poder.
E a união vai estar fodida, porque, pô, a gente tem que enfrentar o norte e o sul ao mesmo tempo, né, um sanduíche. A gente vai estar na merda. Só que o que acontece, pessoas como Jezal acha que a união é invencível, faz pouco caso de qualquer ameaça. Então para eles, eles estão, eles estão, a gente tá bem aqui, né, não enxerga o nível de essa ameaça.
E é isso aí, a galera tá cega.
O Logan chega com o Malacusquai, com o Baias ali em Ádua, que é a capital da União, né? Sendo que o Logan, por ser um nortista, né, só pela aparência dele, acaba sendo mal visto por todo mundo, né, devido a essa ameaça recente do Norte.
Cara, o Baias é muito gênio nessa parte, tá? Muito gênio. É, o Baias, esse mago é muito desgraçado, ele é muito gênio. Você não dá nada por ele, mas ele é muito gênio.
É, e aí é da hora essa parte que o Logan ele sofre um choque de cultura, né, com a geografia, com os prédios ali. Pô, é maior do que tudo que eu já vi, tanto de pessoa que tem, cara. Ele fala que ele nunca pensou que podia haver tanta pessoa junta, né, ao mesmo tempo. Tipo, e fala assim, será que— porque ele vivia em vilas, né. Aí ali a cidade grande, ele fala, pô, será que todo mundo aqui tem pensamento, todo mundo tem objetivo, né?
Ele fica chocado com desigualdade social, né. Com— ele vê os soldados, ele fala, cara, isso daí é o soldado? Tipo, ele ele vê é um contingente nobre, né? Ele vê o contingente tudo franguinho, tudo franguinhos, né? Ele fala, cara, esse pessoal é tudo franzino, é tudo fraco, os armamentos dele tudo dá para ver que armamento ruim. O Betô vai esmagar esses caras, né? E aí o Bias leva eles para uma loja de roupa de teatro, né?
Isso.
Ele se apresenta como membro de alguma companhia de atores. Ele fala, né, tipo, cara, o pessoal aqui liga muito para aparência, a gente tem que se vestir bem, tipo. Então ele até fala assim, ó, preciso de roupas um grande mago, para o seu aprendiz e para um príncipe nortista, né? A gente tem que ficar apresentável para os habitantes.
E é legal que, tipo assim, o Baiás, ele quer cumprir as expectativas da galera em relação a ele. Então assim, ele vai literalmente na loja, porque ele é, ele, o Logan confundiu ele com açougueiro, né? Tipo assim, ele é um senhor careca, relativamente forte assim e tal. Ele fala, não, eu vou pegar uma roupa de teatro aqui que imita o que as pessoas acham que é mago, para tipo me apresentar como mago pra essa galera, pra cumprir as expectativas, né?
Eu vou vestir meu apriso assim. E o Logan, tipo, eu vou vestir ele como um grande guerreiro bárbaro, porque as pessoas acham que ele é um bárbaro e tal. Então vamos fazer uma coisa meio rústica, pele de animal, um pouco até de metal assim, mas nada funcional, uma coisa parecendo meio, sabe, uma história do Conan, sei lá. E é muito gênio isso dele, porque ele chega lá, a gente vai ver, tipo, a galera não quer acreditar nele, sacou?
Mas como ele se apresenta assim como mago, as coisas vão, tipo, as pessoas vão, vão relevando ele ou vão tentando investigar, mas ninguém saca que é o Baiás mesmo que voltou assim de primeira. Isso é bem interessante.
Não, é, e essa parte também é muito, lembra, ecoa muito aquele discurso do Robert Howard sobre sociedade, de tipo, que o Logan ele vê, tipo, por exemplo, uma mulher passando fome e do lado praticamente vê um cara de roupa de nobre comendo um prato farto e a mulher com uma criança passando fome no chão. E aí ele fica tipo, sabe, entra muito aquele diálogo do Howard com desprezo pela sociedade organizada, por todos os defeitos, né, da alta sociedade.
E aí soma isso com o diálogo lá do Burp West e você tem essa construção que a União, né, é um reino grande e poderoso só nas aparências. Ela se encontra enfraquecida no âmago por estar muito mais focada em questões de aparência do que utilidade e qualidade.
Ele é grande, poderoso, mas toda essa riqueza foi para mão de pouquíssimas pessoas. A segurança, o bem-estar dos cidadãos ali, tipo, do povo comum, foi completamente deixado de lado.
É, tudo foi para aparência e para aparência e curtição, e nada para coisas, estrutura e infraestrutura, né? Aí o Gesal, ele é convidado para uma audiência, né, para mostrar as habilidades dele ali num duelo contra o Colin West no torneio, né. No caminho ali para tal audiência, ele começa a notar, legal, porque ele começa a notar como o fôlego dele melhorou depois que ele cortou a bebedeira, né. Aí o mestre dele, né, o Varus, convidou para presenciar o treino não apenas a Ard, mas também o Glocta, o Príncipe Lárdis lá, né, um alto nobre chamado Isher, que é mencionado aqui, mas eu que não vi importância para o plot.
É do Conselho Aberto, né, os nobres lá do Conselho Aberto.
Isso. E o Juiz Supremo Maróvia, que é a maior autoridade ali, né. E aí o Jezal, ele Reserva na melhor no duelo contra o Colin West, né? Até ele se surpreende com a própria evolução, já que ele venceu na melhor por 3 a 2, na melhor de 3 por 2 a 0. E ele consegue elogio de um monte de gente, do Príncipe Marov. Ele até fala, não, você pode ter uma possibilidade de ter um cargo alto no futuro, né? E aí ele vai conversar com a Ard West.
Apesar de tudo, ele gagueja, né? Aquele momento que, cara, ele não sabe que tá apaixonado, mas a gente sabe que ele tá apaixonado, né? E aí ele topa depois com um funcionário do Conselho Aberto e com Yorosofur, aquele cara, o mesmo aprendiz do Baias lá que veio anunciar que o Baias tá vindo. E o Yorosofur cumprimenta ele de novo e ele fica novamente irritado desse plebeu conversar com ele. E aí acaba chegando, né, chega a figura do Baias, chega a figura de um Brutamontes do norte de quase 2 metros de altura e do Kwai.
E o velho, né, se apresenta como lendário Mago Baias, ele até reconhece das estátuas, né. E aí o Jezal acaba não tendo muito o que fazer, ele não, vou acompanhar esses caras, né? Ele acaba de tabela resolvendo acompanhar eles, né, compromisso. Ele fica muito chocado com a aparência do gigante nortista, né, do Logan. E até da hora que ele descreve a face dele, como parece a face do Logan, como parece como são costas chicoteadas entrecruzadas por cicatrizes ásperas.
O cara é tudo cortado, bicho sofreu. E aí ele nota a espada que ele carrega com ele, nota falta um dedo, né? Nota do nome, quando ele tem que desarmar, ele carrega um monte de faca com ele, vai tirando um monte de faca e vai deixando para trás, né? E aí ele fica vendo, é bem engraçado, é clássico isso, né?
O herreiro que anda cheio de arma enfiado em tudo que é lugar.
É, então, e aí ele até, ele, e ele nota tipo como o Logan, ele descreve o Logan como parece um idiota, que ele vê o Logan ficando assim surpreso com uma fonte d'água, né? E acho que até nessa parte que o Logan pergunta, mas como isso? Ele fala encanamento, Zé. O Logan fica: encanamento? O Logan não faz ideia do que é isso, né? Tipo, e aí quando eles vão entrar na reunião, o Gesell ele nota que o Sult, Marov, o Hoff tá lá dentro.
Ele fala que tem 3 membros do conselho, do conselho fechado ali. Então ele se estranha: porra, como que um cara sujo desse do norte, um mega, o cara que tá para ele tá abaixo de plebeu, tá numa reunião com um pessoal que é alta classe aqui, tipo, as coisas não conversa para ele, né?
E aí ele não, realmente não consegue ver além das aparências, tipo, ele não consegue fazer o mínimo raciocínio de tipo, ah não, tem uma ameaça de guerra com o Norte, talvez o cara tenha trazido um cara do Norte para falar alguma coisa, para dar alguma notícia, para trazer algum conhecimento. Ele não consegue nem assimilar, tipo assim, ele não consegue nem conjecturar sobre, porque realmente ele só se importa com a aparência das pessoas.
É, então o Glock tá, depois disso vai falar lá com o superior dele, aí ele descobre que quem tava vazando informação para guia dos comerciantes era um secretário dele, que é um personagem até menor que o Glock tá se irritando antes, né? E o Suti fala, não, eu já sabia que era ele, só que eu quis deixar as coisas seguirem apenas para deixar os comerciantes um pouco seguros, para eles maquinarem mais um pouco sem serem pegos. O Glock até fica surpreso que, poxa, esse tempo todo eu tô no escuro e o Suti tá sabendo dessas coisas, só que não passa informação nem para mim.
Ou seja, nem eu sou digno de confiança para esse filho da puta. E é, mas ele fala uma coisa que eu me identifiquei muito. Ele fala que ele se sente satisfeito de ser um peão que tá sendo manipulado teoricamente pelo lado certo. Lado certo é o lado forte. E cara, se tem gente forte, sagaz, maquinando nas sombras, eu sempre fico satisfeito de perceber que eu tô sendo utilizado por gente que tá vencendo. E assim, entra um pouco de egoísmo, eu percebendo que eu vou tomar menos no cu.
Quem quer perder, né? Eu compreendo.
Exato. E aí o Glock tá, fala, né, tipo, ele tava com suspeitas em cima do Kalini, né, que é um outro cara que apareceu antes, mas os achismos dele acabaram esse ano ainda mais o Sult, né, porque ele conseguiu um novo nome para o império ali. Para ele, fala que é o superior de Ádua, que é o Goyle, que é uma figura que o Glockta desgosta muito, que ele fala que é um torturador que tortura por prazer. Aí o Glockta até fala que ele, apesar dele ficar satisfeito em arrancar a verdade do outro, ele não sente prazer em arrancar a vida.
Esse torturador que tá vindo para trabalhar com o Sult é um torturador mais barato, um cara que não, o cara que é o sádico por apenas por machucar e foda informações, foda-se o resto, né?
É um rival, né? Ele tá, os dois estão, eles são rivais aí na repartição, não gosta do outro.
É, e até aí ele fala, pô, superior dele sobre o banco lá, o Valente Bal, que o Suti fala para adiar isso porque os banqueiros têm muita conexão importante que protege eles. O cara sabe jogar o xadrez político ali, né? A gente tem que saber com quem que a gente vai bater de frente. Mas aí ele fala, olha, chegou um trio do Norte aí, eu quero que você investigue eles porque o líder deles é um farsante que tá se passando passando pelo Bias, né?
Mas é um farsante que tem muito conhecimento e conexão e tá bem convincente. E ele apareceu exigindo a 13ª cadeira do conselho fechado, né? Que a cadeira vazia que é reservada desde os tempos antigos para o Bias. E tipo, né, é legal porque o Abercrombie ele usa uma técnica bem interessante aqui, porque ele podia diminuir o conteúdo. Ele usou uma técnica para diminuir o conteúdo cortando o que poderia ser repetido. Ao invés dele fazer você ver a reunião do Bias e depois o Sult falando, pô, ele já lhe mostra o Suti reagindo, né?
Ele já deixa só a reação do coisa. E aí ele não precisa perder tempo com aquilo, não precisa inchar mais a história, né? Ele entrega a informação para a gente de uma forma mais útil, mais condensada, e que funciona melhor, né? Não perde tempo com exposição desnecessária.
A cena não agregaria nada. Nossa, uma cena do— não ia acrescentar nada na história assim. O que importa é que ele voltou e ele perdiu a cadeira. E agora o pessoal do reino vai reagir a isso, né? Isso que é o mais interessante.
É, ele corta uma perda de tempo textual boa assim. Isso é uma coisa que acho que todo mundo que escreve fantasia tem que coisar, né? A gente volta para Ferro lá, para Chatíssima, que tá viajando junto com o Ilfei, tá disfarçado sobre a magia dele. Ele fez ela ficar parecendo um menino franzino. E eles passam por uns soldados ali do Império Gurkshi que estão caçando a própria Ferro. Eles falam que estão indo confrontar a União Indagóska, que é o dourado lá da União, né.
O Yuwei revela que o destino deles na verdade é ir para a União, né. E a Ferro se nega a aceitar isso. Ela fala que tem preconceito contra os pele rosa, que é o pessoal da União. Fala, não, eles não têm um deus, não sei o quê. E aí ela fala que ela tem objetivos lá no território do Império Gurkshi, né. Ela quer matar o imperador, novo imperador. Só que o Yuwei faz pouco caso da vontade dela. Eles topam até ali com o pessoal vendendo os escravos, né.
E a Ferro, que tá sendo enxergada como um menino, os cara até oferece uma menina escrava para quem ela tá olhando e E ela acaba não reagindo nem nada, mas ela fica com raiva porque ela já foi escravizada antes, né? Aí o Yui fala, né, tipo, ele fala que ele condena a vontade dela de matar o mundo, que até como ele descreve, e fala que havia algum— ela até fala que antigamente havia algo dentro de si, mas que tudo isso foi removido às cotadas, né? E que para ela tá viva.
E é isso assim, você— a gente sabe que ela sofreu muito e que ela tem essa personalidade assim, justamente como o Glock tá, né? Mas tipo, não é mostrar nada em nenhum momento do sofrimento dela. Ela só está realmente tipo tratando todo mundo mal assim, tipo, sabe, se voltando contra o mundo inteiro. Mas ela nem passa muito tempo lembrando de alguém que ela perdeu, nem como o Glock tá ficando. O Glock fica o tempo todo relembrando o passado e tal, e você consegue ver o que ele perdeu, ele encontra pessoas que lembravam dele.
Ela não tem ninguém para encontrar ela, para falar sobre alguma coisa. Então ela fica muito solta nessa, nesse desejo de vingança dela. Eu acho que foi um grande erro do Abercrombie assim, essa personagem. Ele devia ter tratado ela bem melhor.
Não, ela é rasa, construção dela é rasa. É o oposto do Chon do Téo, é só o Téo Don't Show. Ele só fala como ela tá com raiva e tudo mais, mas nunca constrói bem isso. E na moral, você falar que alguém é nervoso, que alguém é assustador, que alguém é isso, que alguém é isso, que alguém é poderoso, caralho a quatro, você só falar na história você não convence o leitor. Você tem que saber demonstrar isso na prática. Mas a gente volta lá para o Logan que tá assustado com a cidade de água, né?
O Baia se junta a ele que o Baia tá frustrado, que o pessoal do Conselho Fechado tipo é uns bosta. Ele fala, poxa, é a cidade assim, antes da união, ele ajudou a cidade antes mesmo da união existir, agora são os mal agradecidos, né? Aí o Logan vai ter, vai andando pela cidade testemunhando um monte de coisa e pessoas fora do senso de conhecimento dele, né? Ele acaba sendo engraçado que ele é tratado, ele vai ser tratado por igual pela Ardwest, que acaba topando com ele essa parte.
Embora é da hora que ela é topada inclusive de forma bem discreta, não menciona o nome dela nem nada, nem perde muito tempo, né? E aí deu uma parte de noite que ele acorda para poder mijar e aparece uma aparição feminina na janela dele, né? Tem a forma, sendo que tem a forma da esposa morta dele, que é a Telfi, que é mencionada aqui pela primeira vez, né? E aí, antes que ela fale, que ela faça alguma coisa, um clarão acaba envolvendo a sala.
E quando ele consegue enxergar novamente, tem uma cratera no lugar da janela, tem uma parede estourada, tudo mais. E aí aparece o Bias adentrando o cômodo meio cansado, com aquele mesmo cansaço que ele fica quando invoca magia. Então a gente sabe que ele invocou uma magia ali, explodiu a parede. E ele fala que essa aparição na verdade deve ter sido um comedor enviado pelo Calu. A gente não sabe ainda quem é o Calu aqui, mas o Calu ele é um mago do Império Gurkish e ele é um antigo rival do Bias, né?
Ele é um mago poderoso, mas que tá servindo ao Império Gurkish. E quem tá comandando esses comedores que foi mencionado, né, o pessoal que quebrou a Segunda Lei, né? E aí o Malacus Pai chega no cômodo ali assustado por conta do barulho. E quando o Logan pergunta para ele o que que é um comedor, o pai ele evoca, né, esse negócio da Segunda Lei aí de ser proibido comer a carne dos homens. O Severard, ele interrompe pela manhã ali o café da manhã do Glótica para falar do trio, né, dos impostores, né.
Eles falam que eles foram vítima de uma invasão noturna estranha. E aí o Glótica, Glótica, Glóquita, ele acaba falando, né, que eles têm que espiar esse pessoal, né, para saber. Fala que espiaram um pouco o nórdico durante a passeada noturna dele, que ele não fez nada, né. Ele até pergunta assim: ele matou alguém? Estuprou alguma pessoa? E não, não, Tipo, ele só andou, ficou olhando a cidade e falou com algumas pessoas. Até menciona que ele falou com a Ard West.
E o Severardi fala, quer que a gente pegue ela para interrogar? E aí o Glock tá levemente eleva os ânimos e fala, imediatamente, é, fala, não, deixa ela fora disso.
E é legal, ele meio que ele perde um pouco a compostura dele. Ele é bem profissional o tempo todo, mas quando fala dela, ele tipo, não, não, né, tipo, deixa ela, nem pensa nisso.
E aí ele deixa o Severardi investigando essas questões aí do banco, do banco né, o Valente Balk, né. E aí ele vai examinar lá a Torre das Correntes, que é onde tava, onde o pessoal tava instalado lá, onde teve aparição noturna. E aí ele vê, né, opa, mais uma torre cheia de degrau, né. E aí ele pega, é, não. E aí quando ele chega lá no topo da torre, ele vê lá o local tudo arrombado, a parede arrombada, e fala, porra, como é que aconteceu isso?
E aí ele topa com o Malacus Quire, acaba fazendo um pouco caso, porque para eles esse pessoal é tudo um bando de atores. Ele fala tudo tudo é estranho, né? Ele, mas ele, da hora que ele reconhece que pelo sobrenome do Kwai, que é um nome comum no Império Gurkh, ele topa com o Logan. Ele também julga o Logan como um ator, ele fala que é um ator mentiroso, só que ele acha estranho a sinceridade dele porque ele relata umas coisas sem nexo.
Ele fala que foi visitado por uma mulher à noite, que ela trouxe um frio estranho, e à noite o pessoal fala que à noite tava quente, né? E aí ele fala que o buraco na parede foi causado pelo Bias, não por ele. E o Glock vai ficando, ele vai estranhando isso, né? Porque tipo, ele tá acostumado a interrogar interessantes em arrancar a verdade. E não parece que o pessoal tá escondendo alguma coisa, eles falam de forma muito natural.
Só, e é engraçado essa parte porque ele acredita que tudo é mentira. Isso mostra um pouco do ceticismo, tipo, para união, para o pessoal mais da união ali não existe magia. Não, de jeito nenhum, não existe nada disso. A magia, ela é um negócio tão sumido que só quem é mais da natureza, tipo, Logan, conhece. Para eles não existe sobrenatural, né?
Eles não, eles são totalmente ateus e e não acredita em nada. É muito doido.
Sim, para eles é como se eles fossem personagens do Bernard Cornwell, de você não ter uma magia explícita ali naquele mundo deles. É um, para eles o mundo é como o nosso, né? Tanto que depois tem uma parte que o Jezal, ele dá risada quando alguém menciona o Shanks e fala, o Shanks é história de Ninar, não existe esse bicho, né? E aí ele até, aquele se impressiona, né, com o Loguetown, que o Loguetown fala que ele foi um campeão do Betode, que vence alguns duelos para ele, mas que agora ele tá, ele perdeu uma chance no passado de matar o Betode, agora o pode dar contra eles.
E aí ele fica, mas ele fica estranhando tudo isso, estranho quando o Bias aparece. Ele fala, não, o cara realmente parecido com as estátuas do Bias, mas careca, barbudo, tem em todo quanto é lugar, dá para você fabricar uma aparência assim.
Ele até fala, se eu deixar minha barba crescer, ele não tá, ele tá muito acostumado com todo mundo tentando esconder as coisas, mentir. E aí ele tipo, ele já vai lá querendo não acreditar, né?
Então tem até um pouco de insight mágico aí do Kwai, que ele fala da magia inferior, né, que ela vem do outro lado é selvagem, é que os magos eles equilibram magia e conhecimento para produzir a arte superior, né? E o Glogta caga totalmente para isso. E o Glogta cobra do Baez: não, mostra uma magia aí. E o Baez fica irritado com isso, né? E até é legal que quando o Baez fica irritado não demonstra que ele tá usando uma magia, mas o Glogta fala que de repente parece, ele parece mais com a estátua do que o normal.
Ele estranha isso, né? Provavelmente o Baez se fortalece com a magia dele, indescritivelmente discriminadamente. O Glock tá, não percebe que é magia, né? E ele fica até concebendo a ideia, poxa, uma ideia absurda, esses cara fala a verdade. Mas eu é que eu estou tendo dificuldade de ler mentira no velho e no nórdico. Só que ele pega e fala não, vai. Só que o Bias acaba sorrindo e fala não, beleza, pode provar sua teoria aí de que eu sou um falso Bias.
O Bias tá bem tranquilo, né? Ele não tem, sente ameaçado.
Às vezes ele se irrita, mas depois ele sorri e deixa as coisas serem guiadas para ele.
Ele se irrita porque tipo assim, ele, a gente não tem acesso aos pensamentos internos dele, Mas ele é um mago, tipo, super antigo, que ajudou a fundar, basicamente, a União e aquele reino todo. Ele chega lá e a galera quer tirar ele pra merda. E ele é tipo, pô, esses imbecis aqui, tipo, estão estragando tudo que eu ajudei a construir. Eu venho aqui resolver o problema e eles, tipo, estão querendo ainda me... sabe? Estão querendo questionar e tal.
Mas aí depois ele é tipo, não, não, tá tudo sob controle. Ele tem um plano, né. Claramente, ele tem um plano.
Sim, ele sabe jogar o jogo, né. A gente volta um pouco pro Gesal, que tá se preparando pro torneio. Ele tá se admirando no espelho. Não, porque eu sou belo. Tudo em mim é bonito, até meu queixo, né? Tipo assim, principalmente quando comparado aos outros homens. Até ele fala que até dentro da família dele ele herdou toda beleza comparado com o pai, com os irmãos, né? E aí ele vê uma nota debaixo da porta, né, assinada com A, falando para se encontrar com ele.
Ele presume ser a Ardwest. E aí, mesmo convencido de si, ele durante o torneio ele acaba tendo um surto de ansiedade, né? Ele fica checando 20 vezes as espadas, né, que a esgrima deles é com duas espadas, né? Uma espada espada longa, uma espada mais curta. Engraçado que o surto de ansiedade que ele sofre ali é bem incrível, na minha opinião. É bem, sim, é uma crise de ansiedade bem, é aquele negócio, o negócio tá na sua mão e você se pergunta, tá realmente na minha mão esse negócio?
E começa a dissociar, né?
E aí ele topa com Colin West no começo, que ia tentar acalmar ele, né? E ele vai para cerimônia de abertura vendo outros competidores, né? Vê a maior promessa do torneio, que é o tal Bramer D'Angost, que ele tem uma opinião mó presunçosa falando que ele parece não ter nada demais, é só um plebeu muito forte, né, muito musculoso. E o Gesal tem a primeira luta dele ali no torneio contra um homem magro, meio temeroso, que é o Curtis D'Ambroia.
E que aí ele vence o cara com uma facilidade, debocha do cara, né, deixa o cara irritado e humilhado. Isso só aumenta a arrogância do Gesal. Esse personagem, aliás, que ele derrota aqui, o Curtis D'Ambroia, ele vai reaparecer depois em um dos contos da Coletânea Sharp Ends, que é do mesmo universo, mas que ainda não chegou no Brasil.
Muito massa, não tava ligado.
Mas daí ele vai sair para uma noite de bebedeira, e aí ele é abordado pelo Colin West, né? O Colin West chega nervoso para abordar ele, e ele acha que ele foi descoberto sobre, né, sobre as conversas dele com a Ardy. Ele teme que vai levar um soco, e até descreve que é o primeiro soco da vida dele, e ele fica com medo disso, né? Nossa. E aí, só que aí o Colin na verdade tá tenso, que ele pega e fala, ó, eu vou te dar uma informação aqui extraoficial, mas dentro de 4 semanas a gente vai estão indo para uma guerra do norte.
É um segredo, mas você merece saber. E aí o Gesal se despede dele e fica se sentindo meio que engraçado, porque planta um negócio de consciência. Ele despreza totalmente o West, mesmo sendo amigo dele, e aqui ele fica se sentindo culpado por estar encontrando com ela, por trair a confiança do cara, tipo, se relacionando com a irmã.
O cara vem, o cara vem ajudar ele, o cara vem avisar um negócio super importante para uma guerra, né, e tal. E aí ele vem, ele vem, tipo, o West mostra como ele valoriza a amizade do Jezal. E o Jezal, tipo, esse cara tá se arriscando falando isso aqui para mim e eu tô me encontrando com a irmã dele sem ele saber, sendo que ele me pediu para eu não fazer nada e tal.
É, ele fica assim no que ele fica com receio de abusar dela e da imagem dela e não quer, tipo, meter nada ilícito com ela. E é muito estranho porque o Jezal, ele é tipo Gaston da Bela e a Fera, cara. Ele é arrogante, é pomposo, o convencido, né? Ele é tudo aparência, ele debocha de todo mundo, faz pouco caso de tudo quanto é valor à volta dele, até da, né? E assim, e ele encontra, ele debocha até do irmão da Ard, e aqui ele encontra espaço para ter medo do cara, né?
Tipo, para ter um certo respeito, né? E ele é um arrogante apaixonado, ele só não sabe lidar com isso.
Ele é tipo, ele é realmente extremamente imaturo, né? Tipo, ele é realmente playboyzinho assim, que nunca viveu nada, acha que a vida é um morango, que tudo vai dar certo para ele porque ele é bonito e rico, e que quem não é rico e nobre tipo não merece o tempo deles. Mas aí ele vai descobrindo que ele é humano, né? Ele vai descobrindo coisas e tal sobre, sobre a vida, sobre amizade, e ele vai tipo tendo dificuldade de lidar com isso.
É tanto que ele vai encontrar com a Arge de fato à noite, o recado era dela mesmo. E aí quando eles se encontram, ela pega ele desprevenido e sem nenhum nervosismo da parte dela e todo nervosismo da parte dele, ela acaba beijando ele, né, captura o coração dele. E quando ela vai embora, ele fica na vontade: não, eu tenho que ver ela de novo, eu tenho que beijar ela de novo. E ao mesmo tempo ele se sente culpado de trair a confiança do irmão.
Sim, é um momento bem bom, né, que tipo assim, você é legal isso, a gente vê isso, porque a gente pensa em história de fantasia e a gente quer ver só luta e quer ver só magia, mas tipo assim, é um momento extremamente humano do cara que tá tipo fazendo um negócio, você fica realmente Tipo, realmente o cara ele gosta dela, ele fica, e o amigo dele ele fica menos raso. É tipo assim, é bem interessante.
Mas a gente volta para o meu núcleo favorito aqui, com cachorrão.
Muito bom, né?
O pessoal lá, eles estão fazendo, eles estão rastreando um pessoal ali, tem uma família morta, né? E eles estão, o grupo deles tá tentando rastrear quem matou o pessoal de uma fazenda, né? O grupo tá, o grupo tá se bicando ali, o Barca Negra e o Tu Cabeça de Trovão fica, ficam brigando e tudo mais, que o Barca Negra fica querendo a liderança, só que ninguém concorda com ele, né. Que aí o cachorrão com o faro dele, ele informa o pessoal que eles encontram os responsáveis pela chacina, né, encontrou um bando.
E aí eles emboscam esse bando e matam quase todos os membros deles, deixando apenas um velho, um garoto ali de uns 14 anos. E aí eles reconhecem o velho como um cara conhecido como Atoleiro, que é um membro de uma outra tribo, e que ele fala que eles estão servindo o Betode agora e fala O Betode se tornou o rei do norte e nós somos os coletores de taxa, né? Eles falam que todos os demais chefes, eles começam a mencionar vários chefes de tribo, né?
E vários deles que resistiram ao Betode foram mortos pelo campeão dele. E agora o Betode tá querendo guerrilhar contra a União. E aí o Barca Negra acaba matando o Atoleiro, que o Atoleiro fica provocando ele, dizendo, dizendo que diferente dele mata com motivos. Só que aí o Atoleiro pega e fala, só que é dito que o Atoleiro matou até as crianças que tava na fazenda, né? Ele matou por ter liberado liberdade de matar. E aí eles acabam tendo que lidar com um garoto, que é uma questão, né?
Eles pegam e falam, pô, a gente não pode ter, a gente não pode carregar esse garoto. Garoto fala, não tenho, não tinha vontade de participar disso, cara. Eu só, sabe, eu queria ter ido lutar contra a União, eu queria ir para guerra, e eu fui obrigado a ficar com esses caras. Esses caras queriam matar, matar todo mundo. Eles falam, ou a gente deixa esse garoto solto, ele dedura a gente, ou a gente mata eles. E aí tipo, eles concordam em ter que matar o garoto.
E aí o cachorrão não quer fazer isso, e o Barca Negra pega e fala, não, deixa que eu faço, é para isso que eu existo, eu existo para essas Essas mortes desconfortáveis que tem que ser feito, vocês não quer fazer. Ele, e o pior que o Barca Negra, ele ainda tem um vestígio de decência, cara. Ele fala para o menino olhar para baixo, tipo, sim, fala, olha para baixo, cara, eu não quero ter que olhar nos olhos de uma criança antes de matar.
E ele mata direto, sabe? É pesadão, tipo, o Barca Negra é muito, ele é muito sinistro, mas ele é da hora.
Ele é o mais, ele é o mais violentão assim. É legal que tipo é um grupo de, entre aspas, vikings assim, mas ele consegue caracterizar cada um de um jeito, né? Tipo assim, o Cachorrão, que é ele, ele tem mais insegurança em relação ao que tá rolando, mas é mais observador. Então a gente tem um ponto de vista dele. Aí o Três Árvores é o mais sensato, por isso que ele ficou no comando, né? O outro lá, o Cabeça de Trovão e o Barca Negro, sempre brigando.
O Sinistro, tipo, só fazendo poucas palavras. Ah, certo. Tipo, ele nunca fala. Muito bom.
É o cachorrão que toda hora que é a hora do combate ele se confunde e Poxa, deu vontade de mijar. É ele, né, que é tipo, bem agora eu fui no banheiro e tal. É, cara, cara, toda hora que eu tava lendo e chegava nessas partes de luta, cara, eu tinha que parar para ler para mijar, cara. Dava vontade de fazer xixi só de ler os capítulos do Cachorrão, cara. Dá raiva. E tipo, poxa, não, e é foda, tipo, ele tipo, sei lá, ele acabou de mijar e falou, pô, acabei de mijar, agora que a gente vai atacar eu tenho que mijar de novo.
Aí merda, aí os cara se confunde. Ele, cara, até as cenas deles se preparando para emboscar os outros é muito bom, porque eles falam, tem 3 inimigos, eu vou pegar do meio, tu pega da direita, tu pega da esquerda. Aí na hora que cada um tá indo para o seu canto, o cara da direita, da esquerda inverte. Aí o cachorro tá sozinho, né, que daí é a perspectiva dele. Ele: e agora, o que que a gente faz? O que que eu faço? Quem eu ataco? Eles erram o combinado e tem que se virar.
Quem que eu pego?
É, né?
E aí o Barba Negra se adianta sempre, vai atacar sempre, tipo, frente. Tipo, os cara combina tudo certinho, ele já sai com machado, sempre aquele jogador também do RPG, né, que sempre tipo quer atacar primeiro, não quer fazer estratégia.
É muito bom essas partes deles. Mas eles concluem, cara, o Betode ele dominou tudo mesmo, ele vai guerrilhar com a União e a gente precisa avisar alguém do Shankas. E o Betode é a única opção. Ele fala, o Betode olhou todos nós, ele vai matar todos nós. Aí nisso daí o Ford, que é o fraco, né, que é o molequinho mais novo, ele fala, olha, eu não tenho nenhum motivo para ser temido, eu sou o único que eu tenho chance de ser ouvido pelo Vettori antes de ser morto.
E aí fala, deixa que eu vou. E aí eles concordam muito a contragosto e falta de opções. E é legal que isso dá uma construção para o Ford. Porra, tu é mais medroso. Tanto que tem uma parte que o Ford mata um dos inimigos, ele fica animado, fala, cara, eu matei alguém, eu matei alguém. Ele é o mais fraquinho, né?
Matei algum, finalmente.
É, então. E ele, mesmo sendo fraco, ele tem a coragem de falar, cara, eu vou lá. Eu, se qualquer um de vocês for, vocês são ameaça. Os caras podem enxergar ameaça em você e matar vocês, mas eu tenho chance de sair vivo disso. Mas daí, né, começa o torneio. O Glock tá assistindo o torneio lá, vendo a luta do favorito, que é o primeiro, Dangorsh, contra um cara ali, que é um tal de Curse, né, que é um popular oficial do rei, que também era outro favorito.
Todo mundo aposta no Curse, menos o Glock. Ele, o legal que o Glock, ele realmente um espadachim, tipo, ele enxerga as coisas até em espadachins, até no combate. Ele fala que o Gorsh é bem mais que parece, né?
Ele aposta nele, ele tem a técnica, né? Ele sabe ver quem—
isso é o Glock, tá? Ele sai dali com muito dinheiro, que o cara vence, né, a luta, né? E aí ele tá—
eu gosto dele falando isso, não, esse cara, o Gordo, ele vai mudar o esporte, né? Tipo assim, daqui a 2 anos todo mundo vai estar lutando com a técnica desse cara e tal. É bem legal esse comentário dele, acho que realmente é um negócio que acontece, né? Tipo em competições e tal assim, às vezes surge um atleta que muda muda a forma de, sabe, muda o meta basicamente do esporte. E o Glock já percebe isso logo de cara.
Então, e aí depois disso, depois dessa luta, ele vai para universidade, que é uma, que é tudo decrépita, que é o local de estudos e de pesquisa, né, da União. E dizer que ela é decrépita, tá sucateado, né, como toda universidade. É isso, dizer que ela é decrépita já diz muito sobre a construção sobre o World Building, que você sabe que fundos foram desviados e que o local não vive bem, né? É. E aí ele, exatamente, ele vai tentar investigar como o Bias teria causado aquela explosão, né?
E aí ele conhece o administrador, que é o Silver, e os vários adeptos. Aí você descobre que tem cada um tem áreas de atuação. Você tem o Saurizin, que é de química, Denka, que é o metálico, Shiley, que é o mecânico, Kanjo, que é o físico, que são áreas de estudos. Aí esse Saurizin, que é o adepto químico, vai mostrar para ele as explosões com tipo raro de pólvora, que é uma pólvora mó rara e mó explosiva. E aí o resultado dessa pólvora mega explosiva é bem aquém do esperado, né?
Ele olha lá tipo assim, só que ele tá achando que o, ele tá achando que o Baiasso explodiu a parede com algum truque, né? Então ele quer ir na universidade para ver se tem alguma coisa que pode explodir, tem algum explosivo que ele poderia ter usado. E ele vai ver a pólvora lá, mas mais volátil, tinha mais explosiva que tinha. Tipo, pô, isso aqui só não é suficiente para explodir uma parede. Então esse cara usou outra coisa.
Isso. E tipo assim, é só queima a parede. E até para fazer, quando o cara pega e fala, cara, será que dá para juntar fácil muito dessa pólvora? E ele fala, cara, para explodir uma parede igual você tá falando aí, precisaria de muita pólvora. E o bairro não teria como mover discretamente ser tanto de pólvora para parede para explodir por nada, né? Tipo, é porque é uma explosão que estourou uma parede, não mudou muda nada no dia a dia deles, é só uma parede para reconstruir, né, uma parede de uma torre.
E aí ele questiona o Silver, né, o administrador, sobre magia, né, esse papo de magia. O cara é cético, né, fala, cara, isso é um tópico do passado, de lenda e superstição. E aí ele pega e fala, né, de buscar o conteúdo histórico envolvendo esse tópico e coisas do documento lá acerca do Mago Bias. E aí ele leva ele até um antigo adepto dos estudos da magia. Você descobre, né, que tem adeptos de tópicos que estão descartados, né?
Nesse caminho, até o Glock, ele vê uma porta meio antiga, mas o Silver impede de entrar nessa porta. Essa porta é uma construção, né? É uma parte do world building, um elemento de importância depois. Mas o Glock, ele consulta, né, um adepto da história, que é um velho decrépito que fica com corvo. Da hora que o corvo assusta o Glock, ele fala: porra, achei que essa merda era empalhado. E aí o velho começa a dar para ele, mostra para ele um documento antigo para caramba ali, datado de uma língua Glock tá, não consegue ler direito, mas ele fala, ó, as partes legíveis fala de uma narrativa antiga que envolvendo Canedias, né, que é o, que é o artífice, né, o mestre ferreiro que eu falei lá, que fez a espada do Logan.
Ele fala do Bias, ele fala que descobre que Bias não é o nome verdadeiro dele, que Bias na verdade é a primeira letra, foi inventada e ela foi dada como nome, foi dado como título pelos Juvens. E no caso, Juvens era o mestre da magia e é irmão do do Canedias, né, o Artífice. Mas a gente descobre que houve um feudo, né, uma briga entre irmãos, né, onde o Canedias acabou perdendo o lar após o Baias conseguir entrar esse de alguma forma com ajuda da filha do Canedias, né.
Esse lar, ele é a casa do Artífice, que eu não mencionei aqui, mas ela é uma estrutura que é descrita algumas vezes, que é tipo logo no início, né, cara. Parece uma montanha de— é uma estrutura que fica no meio da cidade, que é selada há anos, ninguém conseguiu entrar ela.
Parece uma montanha de pedra quadrada gigante, é tipo um prédio sem porta, sem janela, sem nada, só um monolito de pedra assim.
É, e que é antigão e tá ali desde antes da União, né, ser formada. E aí a narrativa também aborda uns outros elementos, fala que existe uma possível casa para o Artífice, que somente o Bias teria essa chave. A gente descobre um negócio chamado a semente e os textos rasurados ali que o Glock tá não entende. É, o Glock tá rouba o documento por protesto do velho, né. Né, o velho não consegue impedir. O Glóquio da DEPA que falou assim, ó, você quiser, cara, a gente pode brigar pelo documento. Vai ser um aleijado e um velho brigando aqui no meio da papelada, cara.
É muito bom isso. Ele só pega assim o cara idoso, tipo, não, mas você não pode levar. Tipo, tá, você quer lutar eu e você? Vai ser horrível, tá ligado, para nós dois, né, cara.
É total, para mim é ser final do Up e Altas Aventuras, cara. Velho com coluna travando. E daí, né, o Logan ele desperta ali no— a gente volta para o Logan, ele conhece um personagem novo que é o Irmão Pé-Cumprido da Ordem dos Navegadores, que ele é um guia que foi contratado pelo Bias, né, um cara que vai guiar eles para uma jornada que o Bias tá planejando. Ele fala que o próximo passo deles, eles têm que navegar para o antigo império e que o Pé-Cumprido ele vai ser o guia deles até lá e que ele vai conseguir navio, vai conseguir as coisas.
E o Pé Cumprido é um cara chato para caralho, fica falando para caralho na cabeça de todo mundo, ninguém suporta ele.
Insuportável, irmão, Pé Cumprido. E já o elenco do livro já tá grande demais, é muito chato esse Pé Cumprido, chatão, ninguém aguenta ele.
Mas ele fala que ele vai junto com o Pé Cumprido pegar um barco, né? E aí o Pé Cumprido fica falando das viagens dele, de becos, de prostituta. E aí ele fala assim, poxa, ele acredita que o Pé Cumprido— ele é legal porque dá uma mini construção de que o Pé Cumprido realmente, apesar de falar muito, ele é alguma coisa na parte de informação. Ele fala que o cara, o cara fala a língua do Norte melhor do que eu, cara, que sou do Norte.
Então o cara sabe se guiar mesmo, né? O cara, o Baez não contratou esse filho da puta falante à toa. E aí eles são emboscados ali por um trio de bandidos querendo o dinheiro dele. E aí o Logan dá uma cotovelada num deles, aparece armado com uma faca, só que ele negocia com os outros. Você fala, ó, ele joga umas moedas no chão e sai correndo. E aí ele fica até meio que feliz de não ter que matar ninguém. De não ter que matar mais gente.
O pé comprido até pega e fala, cara, não tem talento para briga não, meu talento nessas horas é me esconder e sair correndo.
E ele é muito bom também, melhor do que correr risco de morrer.
Mas ele fica feliz de não ter que matar ninguém, cara, né? Nessa parte aqui foi a parte que eu formei, cara, é o Henrique Cavill. Seria o Henrique Cavill total aqui, o Logan, porque ele fica felizão de não ter que matar, tudo mais. Ele é meio acanhado socialmente. A gente volta lá para perto, para perto de Dagosca, com a Ferro e com o Yuwei lá, que eles estão à espreita, né. Mago tá pedindo para ela ficar escondida porque ele vai dar uma espiada no local.
E aí quando ele parte, a Ferro foge, ela vai na direção oposta, ela se esconde lá perto de um rio, começa a dar risada fazendo pouco caso, chamando o Yuwei de velho idiota, né. E aí quando ela dorme, ela acaba sendo despertada sendo emboscada por um grupo de 4 guardas e de uns 2 jovens que estão andando a cavalo. Ela mata os guardas ali com uma facilidade, né, ela é tanto com a faca, só que esses jovens que se referem um ao outro como irmãos, eles se mantêm otimistas, né, e fala: a gente precisa dela viva.
E ela nota que eles estão desarmados e tudo mais, e ela tenta atacar eles com flecha, perfurando eles. Só que quando a flecha perfura, eles não sai sangue, sai poeira das entranhas. Os irmãos, eles são comedores, eles são pessoas que quebraram a regra de não comer carne humana e adquiriram um certo—
e ganharam muito poder mágico.
Isso, eles conseguiram alguns dons demoníacos com isso. Eles são, eles são até é meio sinistro. São dois irmãos que fica sorrindo o tempo todo, que não, né? E pessoas sorrindo sem parar para você é uma coisa incômoda. Então dá para imaginar eles com isso, né? E aí, tipo, ela vai tentar enfrentar eles, e o mais velho, né, tipo, desvia das espadadas dela. Até descreve que a visão dela fica meio turva, né, que ela começa a ficar sem ar.
E ele começa a enforcar ela. Ela fica se debatendo, chutando, mordendo ele. Ele, ele só fica rindo, tipo, nada que ela faz realmente machuca eles. E aí, semiconsciente, ela ouve eles dizendo que tem ordens de pegar ela para o Kalu, né, que é a figura que o Bias mencionou, que é responsável pelos comedores, né, o mesmo cara que enviou o comedor, que visitou o Logan à noite. E aí o Yuu V aparece para salvar ela, né. Ele é descrito que ele parece até, como os irmãos acham que eles são, que ele é um mendigo, né.
E aí ele fala, não, ofereço para vocês a opção de vocês renderem e partir. Só que quando eles tentam atacar ele, ele fala, vocês quebraram a segunda lei de não comer carne dos homens. E aí a visão deles também fica turva, e aí a mulher começa a se liquefazer e o homem começa a pegar fogo. E aí a Ferro vai lá, começa a esfaquear ainda o cara que tá morrendo, e depois ela fica toda convencida, não, eu matei ele, não foi você. Ela é chata até nisso.
E o Vê claramente matou eles com magia e ela fica achando que ela que matou, né? Não, ela é chata, né?
Demais.
Ela até, não, e aí ele pergunta para ela se ela tá bem, se os ferimentos dela não doem, e ela disse que nunca dói nada, né, os machucados dela. Ela até fala que não sabe por quê, mas é, e aí ele fala que ele matou os dois e matou um com fogo e com outro com água, né. A mulher virou uma massa liquefeita de cabelo e olho, que é bem nojento.
Nossa, bastante. É um dos poucos combates mais mágicos, mais visíveis assim, né.
E não perde tempo, é bem eficaz esse combate. Mas aí ela finalmente parece aceitar que precisa de estar junto com o cara nessa jornada, né? Que muitas vezes ela é muito idiota, ela é muito pouco eficiente. Ela prefere, não, eu prefiro tipo sair matando todos os soldados e morrer, sei lá, no décimo soldado, do que me aliar e trabalhar para alguém que me ajude a vencer o Império, sendo que eu não quero trabalhar com os outros, né?
Ela é muito chatona com as coisas. E aqui ela aceita. Aí a gente acompanha Jezal lá no torneio, né? Ele começa, a gente acompanha ele apanhando um pouco para um cara chamado Filho. Ele fica num 2x2 ali após 30 minutos de peleja com o cara, o Jezal suando e passando ódio.
Esse Brasil empatando com o Catar, é isso, né?
Esse Filho também ele aparece depois em outro trabalho, ele aparece outra trilogia do Abercrombie, só que eu acho que não tem muito destaque não. Mas é legal esses personagens, às vezes o o Abercrombie, voltarem, né?
Legal mesmo.
É porque você dá uma, fica uma noção mais de world building. É tipo você encontrar uma pessoa que você não vê há anos e que não é seu amigo nem nada, mas você saca como o mundo é pequeno. Mas aí o Gesal, ele depois dessa, ele consegue vencer esse cara num sufoco, e depois ele tá meio tenso, né, por conta da paixonite dele na Ard. Tá jogando cartas ali com o pessoal dele. Aí o tenente dele lá, o Brinch, faz uns comentários meio rude sobre a Arde falando que ela é bonita, mas ela é inferior às mulheres nobres, mas eu não me importaria de comer ela, não sei o quê.
E aí o Gesal perde as estribeiras e vira mesa de cartas, ameaça eles. E aí quando ele vai embora, o trio fica até achando, não, ele deve estar tenso por conta do torneio.
É, os cara não sacam, né? Tá querendo defender.
E o Gesal não percebe, não consegue admitir que tá apaixonado, né? Ele até fala assim, cara, eu gosto.
Ele fica esse tempo inteiro sem conseguir admitir, né? Ele tá, ele tá em negação aí porque ele é um preconceituoso, ele não consegue aceitar o fato que ele tá amando alguém que teoricamente não tem a nobreza que ele tem.
Não, sem contar que ele fala tipo, não, eu gosto, a conclusão que ele chega, que não, eu gosto dela porque ela não gosta de mim, porque ela me enxerga de verdade através da aparência e dinheiro de posição. Sim, sim, até quando tipo ele admite alguma coisa, ele tem uma capacidade errônea, tipo, o cara não confia em tem sentimentos sinceros, né?
O Glock tá à noite, ele é muito, ele é muito, muito, ele precisa muito de uma terapia, esse cara.
Meu Deus, mas o terapeuta iria se irritar com ele, não ia adiantar de nada.
Com certeza. Não, mas precisa de um terapeuta no lugar dele, né?
O Glock tá à noite, ele é legal essa parte que o Glock tá durante a noite, ele é visitado por uma aparição, aparece uma voz feminina que fica perguntando por ele sobre uma tal semente, que a semente que ele ouviu no documento. Aí é legal que primeiro ele ouve a voz da mãe dele Aí descreve que se percebe que ele tem todo um complexo com a mãe dele, né, o negócio de briga com a mãe dele. Depois parece a voz do Arquileitor Suti, e depois é uma voz feminina diferente perguntando da semente.
Aí aparece mesmo, né, uma figura feminina para ele à noite. A figura consegue causar dor nele, fala para ele assim: você acha que conhece a dor de verdade? Eu vou te mostrar. E ela passa a língua gelada no rosto dele, e aí ele cai da cama. E aí, tipo, ele acorda, ele fala: não, Não, foi só um sonho. Só que ele fica passando mal, né? E aí ele fica passando mais mal ainda quando ele vê que a porta do cômodo dele, que ele sempre deixa trancada, tava destrancada.
Ele começa a ficar preocupado, ele é muito paranoico, né? É legal essa parte, é um detalhe, mas você vê como ele é e você começa a pensar que talvez não tenha sido um sonho mesmo.
Aí durante a manhã, um dos práticos dele lá, que é o Severardi, mostra para ele que foram achados restos de uma pessoa destroçada no local, né? Ele até fala, cara, eu já vi um urso matar metade de um homem. E o estrago aqui é muito pior do que o ataque de um urso. Só que ele fala que o corpo foi, tem um corpo todo destroçado que foi encontrado ali, né? E tipo, e não estão sabendo o que que é isso. E cara, é dentro do nosso território, alguém foi morto, alguém foi estraçalhado, a gente não ouviu nada aqui.
Falha de logística é essa, né? O Severardi investigou também lá o banco, né, o Valentim Bau, que não descobriu nada, né? Só descobriu que são antigos importantes e que Ninguém nunca viu os fundadores. E aí ele leva os restos, né, esses restos dessa pessoa toda destroçada para universidade. E o adepto da área de física, que é o Candelau, ele fala, cara, não dá para saber nada do corpo, nem o sexo, nem idade, só que dá para ver que ela, que a pessoa foi morta por mordidas humanas, né.
Foi uma vítima de um dos comedores, possivelmente da mulher comedora que visitou ele à noite para interrogar ele. E aí depois disso ele é visitado pelo, pelo superior Goyli, que é o outro torturador que ele não gosta, né, que vem com um trio de prática, que é a Vitari, que é uma mulher ruiva de cabelos curtos que vai aparecer bem mais no livro. Tem o Biri, que é um nortista, e o Halim, que é um solista, é um de cada canto. E o Goyli, ele fica debochando, né, de que dessa história das mordidas humanas, né.
Ah, foi mordido de cachorro, vamos dar um caso encerrado nessa história. Fica tipo, cara, é muito aquele negócio de, é muito É muito aquele negócio de pessoa que quer, que tá mexendo com trabalho e quer encurtar uma história para dar um caso como resolvido, não quer chegar na verdade.
Vamos resolver isso aqui, aí acabou, tá ligado? Deixa para lá.
Essa Vitária, aliás, essa ruiva, ela vai aparecer mais na saga e vai aparecer até em outros. Autor de fantasia adora uma ruiva, né, Neves?
Com a ruiva ela é incomum, né? Então ela tingue logo o personagem. Mas a Vitária é uma excelente personagem, ao contrário da Ferro. Uma vitória bem construída.
Então, e aí a gente acompanha lá o trio, né, o Logan, o Bias e o Kwai vendo a final do campeonato, né. O Mago começa a perguntar para eles se os duelos, para o Logan, se os duelos lembram as lutas do Norte, né. E o Logan tem memória tudo ruim, matando e estripando oponente. E aí o Bias, ele aposta no Gesal, e o Kwai fala para o Logan, fala, olha, nunca aposte contra o Mago. Inclusive é o nome do capítulo, né. E aí esse é o primeiro capítulo, inclusive, que dentro do capítulo muda os pontos ponto de vista, né?
Ele foca em mais de um ponto de vista, ele alterna nos 3 protagonistas principais, né? Mas ele passa aí pelo Loki, que o elenco já tá muito grande, né? Aí vai para o Jezal, né? Ele e o Gorsh se enfrentam. E aí o Jezal, ele tava fazendo pouco caso do Gorsh, né? Porque, ah não, prebeu. Mas ele começa a sofrer para caralho contra o Gorsh, cara, na hora. Tipo, ele na força, o cara é bom em tudo, o cara é bom em força bruta, o cara é bom em técnica, o cara é bom em agilidade, o cara é bom em defesa perfeita.
E eu gosto como ele descreve a luta do Gorsh, porque o Jezal tá lutando aquelas tradicional, né, de estocada, de você aferir com a ponta da espada o seu oponente e usa a espada mais curta para defesa. E o Gorst vai tirando os braços em arcos amplos assim. As espadas dele são mais pesadas que o normal, que é para literalmente empurrar e derrubar o oponente na força bruta. Essa coisa é bem legal, né?
E para não ser empurrado de volta. Tem uma parte que esse duelo final, ele não é a melhor de 3, né? Não é quem faz 2 pontos entre 3 ganha, é É melhor de 7 pontos, é melhor de 5, né? É melhor de 7, é isso, é melhor de 7. E, cara, tem uma parte aqui, cara, é isso, é coisa que você, quem não luta, não sabe. Tem a parte que, cara, que eles travam as 4 espadas e descreve que o Jezal usa todos os músculos dele, perna, costa, tudo empurrando o outro, empurrando a mão.
E, cara, é a descrição perfeita de esforço máximo. Tipo, quando você vai levantar peso na academia, você busca força em músculos auxiliares, ou em luta mesmo, Cara, uma vez no jiu-jitsu, cara, eu tava enfrentando um cara que o cara era mais alto, mais gordo e mais pesado do que eu, cara. E eu venci a luta, foi a luta mais difícil que eu ganhei na minha vida, em qualquer luta. E cara, eu fiz tanta força com tanto músculo do meu corpo, eu comecei acho que a usar músculo da testa, cara, que comecei a ter dor de cabeça de tanto esforço que eu fazia. E eu venci, tem uma chave de triângulo.
É, né, o sangue fala e fala, cara.
Foi luta de anime, foi luta de anime. O cara me esmagou com todo o peso dele, o cara devia, o cara tinha, cara, uns 2 metros de altura, o cara era muito alto, o cara era muito gordo, e eu venci ele quando ele se cansou de travar eu. Eu consegui dar um triângulo no pescoço dele e vencer ele, cara. Mas tipo, cara, esforço máximo, nunca me esforcei tanto na vida. E a descrição dele aqui na luta, do Gesal, é isso, cara. Você começa a puxar força de outro canto, cara, porque você tá fazendo força com o braço e o braço não tá indo.
Então deixa eu colocar o ombro, deixa eu forçar o músculo do peito, deixa eu forçar as costas, né. E o Glock tá, enquanto isso, cara, ele tá se divertindo, cara. Ele fala, cara, ver o Gesal se ferrando a minha diversão, né?
Bom demais.
E ele fala, cara, o Gorsh é tão bom, ele fala assim, cara, eu nem sei se eu no meu ápice conseguiria derrotar o Gorsh. Porque ele fala, o Gesal tem talento, só que ele é totalmente previsível. E aí quando o Gorsh vai finalizar ele, que ele até vira de costas, o Gesal dá uma esquiva impossível e acerta um ponto. E aí ele olha assim, né, e ele sabe ler movimento de esgrima total, ele fala assim, não, isso é impossível. E aí a gente volta para o Gesal, e Gesal se sente cheio de energia magia, ele se sente o melhor espadachim do mundo, né?
Ele do nada ele dá mais 2 pontos, ele do nada ficou fortão. É, ele nota de repente uma reação do Ghost, né, um brilho de surpresa e até de respeito no Ghost. Aí enquanto isso, Logan tá testemunhando o Baia suando, e você ganha que o Baia está usando um buff mágico ali, né, no Jezal.
Sim, tá fazendo alguma magia para deixar o Jezal mais ágil, mais forte, mais resistente, mais tudo.
É, e aí o Glock tá vendo isso, né, ele fala, cara, esse velho impostor tá fazendo alguma coisa, alguma carapaça, alguma droga, né? Ele, porque não existe magia, né? Para ele não existe, né? Ele fez alguma parada ali, né? E aí, na hora que a força do Gesal começou a oscilar, ele: eu sou forte, eu só não sei o quê, eu vou morrer, eu vou morrer, tipo, porque é o poder do poder.
Imediatamente o poder vai embora e ele já tá tipo, volta o cansaço, volta as dores, volta tudo, né? Então, e até a confiança, tipo, até a confiança, parece até a magia tava até aumentando a confiança dele, né?
Então, e aí do nada ele recupera um um pouco do poder, ele vence, né, o Gorse. Ele sente a força vindo de algum lugar. E não, e quando vem a energia, ele vem, o convencimento dele é: não, eu sabia que o Gorse não era nada, não sei o quê. Tipo: eu sabia que eu era melhor que todo mundo, eu sempre soube, eu que tava me preocupando à toa. E aí a força some, ele: não, não, eu sou fraco. Mas ele vence o Gorse, né. E o Gorse é tão da hora que ele, apesar de ele ficar surpreso e tudo mais, ele demonstra respeito. Até pega e fala que voz.
Ele tem uma vozinha meio Anderson Silva, o Gorch, né? Ele tem uma vozinha mais fina.
É, então. E o Gesal, ele consegue agir como um mau vencedor, cara, que ele vence. É, e o cara trata ele bem, o cara, o cara, quando todo mundo vem comemorar, é, abraça ele, levanta ele tipo como campeão. É, cara, o Gorch coloca ele nos próprios ombros e fala, e fala para população: esse daqui é o vencedor. População você vem receber ele e ele fica puto porque não, eu queria esse cara humilhado, eu queria, sabe, ele quer se sentir superior e quer sentir que os outros irritados, não é vencer, ele é nojento até nesse ponto, né, cara, ele é um mau vencedor, é uma coisa, ele quer que o outro perca, ele quer que o outro perca, ele não quer vencer só, tá ligado, ele queria que o cara chorasse, se resmungasse, tudo isso, é, então tanto que a vitória que ele gostou mesmo foi a vitória contra o primeiro cara lá, porque deu risada, né?
Ele falou, ele ficou pensando, você é um merda, cara. É isso que tem que ser, todo mundo tem que ser um merda comparado a mim. Ele é nojento nesse ponto. E aí o pessoal vem comemorar, vem o pai, vem o irmão dele, né? Ele fica falando que o irmão dele é invejoso. Vem o Baia suando cumprimentar ele. E aí ele estranha que o pai dele fica branco quando vê o Baia, né? E aí vem o—
isso é importante para cacete para a trilogia. Nossa, fez bem, viu? Essa cena aí, esse esse detalhe, depois que você entende, fora shadows, porra, depois você entende por quê. É muito bom.
É uma assim, o pessoal falava muito de como Abercrombie era bom em fazer personagem cinzento. Tipo, eu acho que ele, eu acho que na verdade eu senti que, por exemplo, que o Sapkowski é melhor nisso do que ele, mas ele é bom em fora shadow, porra. Em fora shadow ele planta muita sementinha de coisa importante para o futuro.
E aí é isso, muito bem feito.
Quando é, e aí o Gesal vai cumprimentar o rei, né? E aí o rei abraça ele, confunde Gesal com um dos filhos dele, confunde com o irmão do príncipe Ladisla que a gente viu outra hora, né? A gente até ouve falar um pouco do Reinaldo, que o Reinaldo ele é o irmão mais novo do Ladisla e ele é um príncipe mais sério que seria um rei muito melhor, mas ele não vai herdar o trono porque ele é o irmão mais novo, né? E o Ladisla é um cara que vai herdar o trono e fica curtindo.
Exatamente, ele é o mais novo, o povo ama mais o mais novo, mas o mais velho é o desgraçado.
E aí o Glock tá, ele atualiza lá o arquileitor das novidades dos viajantes, né? Ele fala que agora eles têm um navegador nos números dele. Ele dá o manuscrito lá sobre o Bias, né, que ele conseguiu com historiador. Ele fala desse negócio da casa do Artífice. E aí tem um jantar de realeza ali em homenagem à vitória do Gesal, né? E aí o pessoal vai comer lá. E aí o Logan se sente perdido, ele chega por fome, por falta de conhecimento, tentar comer algumas flores.
E aí, e aí o Colin West chega nessa parte e na maior educação fala para ele que não precisa. E é legal que o Colin, ele tem esse jeito de conhecer o pessoal do Norte, então ele e o Logan se dão bem logo de cara, né?
Sim, sim. O West é o cara gente boa, cara. É difícil, viu? Só tem um cara gente boa, né? Então, para chegar e tipo explicar para o Logan, eles têm um momento legal ver isso assim, porque que os personagens começam a interagir, né, que eles começam meio separado, aí começa a misturar tudo e você vê que a história tá indo para algum lugar com toda essa galera assim. É bem interessante.
É, e aí o Colin pega e fala, cara, logo eu vou estar lá do lado da guerra. E aí tava querendo saber como as coisas, como o Rei Betode joga esse jogo de guerras. E o Logan começa a explicar para ele, tipo, de os métodos do Betode, né, que ele ama confronto, guerra, estratégia. Só que ele é hábil para caramba em organizar exércitos. Ele fala que que enfrenta ele tem que proteger a retaguarda, tem que procurar ele onde menos provável que ele esteja, né?
Ele sempre é forte onde— é, sempre espera que ele vai ser forte onde você acha que ele vai ser fraco. O Gesal, enquanto isso, tá ouvindo as conversas da nobreza, ele tá se entediando, né? Primeiro por não ser nada sobre ele, sobre vitória dele. Segundo porque é o que ele vê de elogio, é um bando de elogio insincero, né? Ele consegue perceber que é só o pessoal paparicando ele.
Ele Ele, ele, ele, ele é exato também. Eu falo que ele é o melhor, um dos melhores arcos e tal, que ele muda muito, mas ele é um merda também, né? O cara consegue ganhar o negócio que ele queria e nem assim ele fica feliz, tá ligado? Ele é muito insuportável, né?
Ele vê o West conversando com o Logan e fica, poxa, eu queria estar me divertindo que nem eles, que eles parecem estar conversando, parece que estão rindo, né?
Ele olha, ele é invejoso de tudo, tá ligado? Nem tipo um banquete em homenagem a ele, aí ele fica olhando os dois Eles ficam conversando e tipo, ah não, devia estar ali, tá ligado, cara? Se ele tivesse ali, ele ia estar pensando como os dois são tipo plebeus e burros, tá ligado? Tipo, ele é aquele cara que realmente não tem vitória com ele assim, ele não gosta de nada, tudo para ele tá ruim.
Ele quer inveja dos outros, né? E como os outros tá admirando e não invejando ele, ele fica mal com isso, cara. Isso, né? Ele vê o Glock tá olhando feio para ele, tá com olhar traiçoeiro, e o Glock tá possesso, né? Porque ele postou no Gosti, que ele fala, cara, o Gesal perdeu, não tem talento, esse cara trapaceou. E ele trapaceou, ele fica olhando para o Gesal, fica olhando para o falso Baez, né, que como ele descreve. E aí o Suti, ele planejou alguma coisa para desacreditar, né, o Baez na frente de todo mundo.
E aí ele, o Suti, chega depois ali com uma peça com os atores fazendo, retratando o conflito lendário, né, a morte do Juvens, o momento do Bias com Canedias, né? Inclusive o ator que interpreta esse negócio, né, o Yosif Lestek, ele vai ter uma participação maior lá no último livro da segunda trilogia, que é o que em inglês é Red Country. Mas esse mesmo ator vai ter um papel importante lá para frente.
Cara, isso faz isso muito bem, né? Eu acho muito legal.
Faz. E aí o Bias, né, ele fica meio surpreso, né, com essa peça, só que ele não fica infeliz diante da pesquisa do Tucci, ele fica mantendo um sorriso e começa, né, a questionar algumas coisas. E o Glock é da hora porque ele lê as pessoas. E ele tava esperando ver o Bias a qualquer momento ser desmascarado, ficar pálido, perceber assim, não, a minha farsa caiu. E não, ele vê o Bias sorrindo, contando confiante nas respostas. Ele começa a ficar constrangido.
Pô, tá demorando para esse cara começar a suar frio e ser pego no flagra. Já deu tempo desse farsante cair. E aí o Bias começa a dar detalhe vívido, não, de que ele não visitou a União porque eu ajudei. Ele fala, né, eu estive culpado com minhas coisas, mas eu visitei a União duas vezes durante esse tempo disfarçado, né. Eu vim uma época, ele fala até os nomes, né.
E aí ele chegou a ocupar o conselho com outro nome, tem, ele conta toda uma história, né.
É, e aí o Glock fica puto e fala, não, essas figuras aí ele tá falando porque ele viu as estátuas lá, cara, só porque ambos os caras de fato eram velhos carecas muito barbudos, mas não é a mesma pessoa. Ele só tá sendo, ele só tá sendo um bom enganador, né? E aí o Suti provoca sobre um feito do passado do Mago Baias, né, de quando ele partiu uma mesa, e fala: não, você é mago mesmo? Faz aí, cara. Supostamente o verdadeiro Baias tem a casa do Artífice.
Ele faz a chave aparecer aí, ele tem a chave da casa, né? E aí o Baias, ele fica irritado porque tipo, cara, eu não quero quebrar mesa, né? Ele pode fazer isso, mas ele fala: não quero quebrar mesa. Só que ele tira de dentro da manga dele um objeto fosco ali preso numa corrente, né? E fala, ó, isso aqui é a chave da casa do Artífice. Ele fala, ó, o Canedias não gostava de trabalhar com ouro, mas ele gostava de trabalhar com coisas que funcionam.
E esse negócio fosco na minha mão aqui é a chave. Ele falou, amanhã eu vou abrir a casa do Artífice e eu quero testemunhos oculares. Ele aleatoriamente escolhe, ó, eu quero Glócta e eu quero Gesal. E ambos ficam surpresos.
Aleatoriamente, aleatoriamente entre aspas, né?
Ele escolheu a dedo. Mas o Glócta fica, fica mó surpreso, que, pô, eu sou responsável por ver os disfarces dos outros, eu é a última pessoa que ele ia querer. E aí quando aquele leitor vai se sentar, cadeira dele quebra, né? E aí você sabe que é obra do Bias, que ele não quebrou a mesa, mas quebrou a cadeira do maluco, né? E ele fica e termina a janta, né? E ele tipo, né, cara, termina a janta e não caiu o negócio. E o Glock fica puto com isso, né?
Aliás, a gente ouve umas conversas paralelas nesse capítulo aqui sobre uma figura importante, um tal de Curtidor, que é descrito como camponês, né, que tá pregando uma revolução. E também é um personagem importante que já apareceu nesse ponto da história.
Curtidor é uma das referências a outros conflitos internos dentro da União, né, que são os trabalhadores camponeses querendo mais direitos e revoltando, tocando fogo em plantação, matando senhores e tal, que é um outro ponto que vai ser trabalhado depois também.
Sim. E aí o Glock e o Gesau, eles acabam acompanhando o Bias, né, junto do Logan, para essa casa do Artífice, que essa estrutura montanhosa negra no meio da União que eu falei, né. E ele ainda espera que vai chegar o momento, cara, é legal como o ceticismo dele é máximo. Ele fala, não, qualquer momento ele vai virar para nós e vai admitir, sair correndo, dar desculpa. É, ele tá enganando até o final, mas vai cair. Ele não crê de jeito nenhum que o cara é o bias, né, que é verdade, que existe magia.
Ele tá esperando algum truque o tempo inteiro.
Sim, eles passam ali por um caminho que dentro da universidade, né, cumprimentam um sentinela solitário que tá vigiando o caminho para casa do do Artífice. E aí o Gesal começa a tomar All Star ali, né? Aí o Sentinela até comenta que, ah, isso daí é o hálito do Artífice, é tipo uma magia que tá impregnada ali, né? E que afastou um monte de gente. Ele até fala que no passado um cara chegou, um místico ali com 10 funcionários pronto para arrombar a casa do Artífice, e eles voltaram todo mundo passando mal, né, sem fazer nada.
E aí é um, quando eles chegam lá, é uma pedra lisa enorme com um monte, sem buracos, né, sem ranhuras nem nada, só que com chamando de símbolo enigmático. E o Glock tá ali, até relaciona os símbolos. Não, parece aranha. Ele começa a se sentir mal olhando isso. Eu acho aqui, aqui sinceramente eu adoro esse capítulo, mas eu tenho que adiantar, eu acho um pouco puro o Glock e o pessoal ser tão informado disso. E o Glock, como ele é informado das coisas, ele nunca ter ido por conta própria examinar essa porra desse lugar e ter ido ali, passado mal, testemunhado tipo um evento mais pseudo-mágico, que seria ele, não sabe, o tempo que ele vive na cidade, o tanto que ele é informado de intriga e tudo mais, cara, ele nunca foi ali nessa parte, que não é uma parte secreta que poucas pessoas conhecem.
Literalmente um lugar gigante, né, tipo uma casa gigante. Realmente ninguém nunca tentou ir lá, ou ninguém comenta que, ah não, as pessoas não vão lá porque lá é meio esquisito. Devia ter alguma coisa, ele podia ter trabalhado um pouquinho isso, realmente.
Ele podia ter colocado uma magia de esquecimento, tipo o falar assim, cara, eu já vim aqui outras vezes, por que que eu não lembro?
E aí, ou não, ou só mencionar antes mesmo, tipo, olha, a casa do artista realmente era estranha, mas as pessoas costumavam evitar porque tem má reputação. E aí falar que, sei lá, que não ia lá porque, sabe, a Inquisição declarou que era proibido, sei lá, alguma coisa assim. Não precisava nem criar nenhuma magia nem nada, mas só mencionar mais assim, porque realmente é esquisito que tem essa construção gigante aí e que ninguém tenha tipo tentado explorar e tal, realmente fica abandonado lá no lugar.
Porque tipo, é, a galera da União é complacente demais, né, negligente, complacente demais assim. Tipo, para eles tanto faz o que tá rolando, tá tudo bem, a gente é ótimo, o mundo inteiro acabando ao redor e tipo a galera nem aí.
É tipo assim, eu vou considerar isso erros de primeiro livro, né, do Abercrombie.
Eu levo assim, né, tipo tem tanta coisa boa no livro, eu acho que um erro bem menor até, tipo, não é nada demais, foda demais.
É, então, mas daí o Glock tá, ele se surpreende, né? O Bias fala ali, são 11 proteções, 11 proteções revertidas. E para surpresa dele, de todo mundo, aquela peça negra que ele sacou, que ele fala que é uma pedra, né, cara, ela penetra na pedra lisa mesmo, sem ranhura nenhuma. E após alguns segundos e uns cliques, né, ele, a porta se abre e ele fica chocado, né? O pessoal fica chocado com isso. E o Bias fala para ele, olha, segue me sigam e não se percam, porque é uma construção do Artífice.
Apesar de toda magia morrendo no mundo, essa daqui vai durar para sempre, né? E o local é perigoso, é fácil de se perder ali dentro. É uma construção mágica, por dentro ela é bem maior, né? Tem uns corredores que aparentemente se movem. O pessoal que vai acompanhando o Bias vai passando mal com o ar do interior, né? Fala que não fede, mas tem uma sensação de morte até no som do mecanismo dentro do local. O Logan, ele começa a correlacionar o cheiro ao cheiro do Shankas, e aí o Calemba, ele comenta para ele, não, que ele fala que o Shanka são obras do Canedias, né, do Artífice.
Eu achei legal isso, dá uma explicação para a existência dessas criaturas assim, porque eles são muito fora do mundo, né, do resto das coisas, eles são muito fora de tom com o resto desse mundo, né. E aí ele, não, foi o Artífice que criou eles a partir de metal e carne e tal, tal. Tem uma, dá uma mini explicação assim de por que tem esses monstros tão diferentes do normal nesse mundo que é tão baixa fantasia.
É argila, metal e sobras de carne, né? E ele fala que foram criados para enfrentar os magos. E aí o Bias vai passando pelos corredores, né? Nessa parte inclusive que fala, né, desse negócio que o Gesal, ele começa a dar risada e pega e fala que é conto de fadas, que não existe Shankas, né?
Isso.
E aí o Logan se irrita com ele. O Logan pega e fala tipo que o Shankas mataram a família dele, cara. Ele vira meio puto para o Gesal, fala. E isso daí mostra como conhecimento padrão do pessoal da União para muita coisa, né? Poderia ser um conhecimento comum que existem chancas, mas é tão— são as criaturas que vivem tão para o norte que o pessoal não sabe disso.
E o que dá a entender aqui, o pessoal que vive na União, especialmente em Adua, né, que essa capital, eles vivem num conforto tão grande que tipo conhecimento dessas coisas já foi totalmente tratado como lenda, né? Tipo assim, nem comedores e chancas e demônios, tudo isso é lenda, tudo isso é porque essa galera nunca viu nada disso, nada chegou aí. Tipo, eles realmente construíram um negócio que é seguro, pelo menos para quem mora no centro assim, é seguro o suficiente para que ninguém tipo tem que se preocupar com essas coisas.
É, então, e aí ele começa a contar a história, ele começa a contar basicamente a história que o, a história que o Glock tá viu retratada lá na arte, no outro lugar, né. Ele fala que naqueles corredores ali eles foram atrás do Canedias, foram os 11 magos unidos pela última vez, salvo o Culu, né, que é o que é o responsável pelos comedores do Império Gurkshi. E eles foram vingar o Jugens, que era o grande mago, né, o senhor de tudo, o senhor da magia, que foi morto pelo irmão.
E aí o Bias fala que eles correm, que vários deles caíram ali, foram derrotados ou mortos. Ele fala os nomes, né: Zacaros, caiu eu, Anselmo, Dente Quebrado.
Sendo que esse, que é uma, que é um mural, né, que fica o Glócta ali, encontra uma casa lá, um local para ele poder interrogar as pessoas, que uma casa antiga e tem um mural dessa cena, né, do jovem sendo morto e dos magos sendo liderados pelo Baiat para se vingar e matar o Canedias.
Isso, até inclusive esses nomes que ele menciona aqui, o, esses Zacaros e esse Caio Uel, que são mencionados aqui, eles são, eles aparecem, acho que só aparece depois ou são mencionados depois.
Sim, vão aparecer ainda na trilogia.
Isso, que eles só foram derrotados, mas eles não foram mortos, o Anselmo e o Dente Quebrado morreram aqui. Mas daí ele começa a falar também da filha do, né, da Ptolomeia, que é a filha do Canedias. Ele menciona, o Baias menciona até com pesar, né, nessa parte aí. E aí numa câmara mais profunda eles encontram um lago com pilar branco no meio com dois objetos. Tem uma caixa preta e tem um objeto estranho ali que parece tipo um cajado espiralado com duas extremidades diferentes, é uma da outra, né, que é uma, até fala que uma é uma chapa de metal e a outra tem um gancho.
E aí o Baias manda o Logan pegar a caixa preta e não tocar no objeto que ele fala ser o divisor, que ele fala que é uma arma terrível, é uma arma que foi feita pelo artífice do qual ferro, ferro, pedra ou magia não pode proteger você. Seria tipo, cara, a coisa mais poderosa daquele mundo ali. E ele fala, segundo o Canedius dizia, que essa arma ela tem uma ponta que está aqui, uma ponta que está do outro lado.
É isso, é muito legal isso.
E é legal como toda vez que fala de magia, quando fala do outro lado, fala essas coisas, é ele ele aplica, não é foreshadow, ele faz um efeito de presságio, que ele tem a palavra em inglês para isso, que é o omen em inglês.
Sim, agouro, o mal agouro.
Isso dá um mal agouro toda vez que fala de magia, que fala do outro lado. E aí, e o Abercrombie é muito bom, cara, em trabalhar essa coisa de mal agouro. Você fica com medo desse divisor mesmo, essa coisa sendo estranha.
Eu penso que, tipo assim, como assim ela tem uma parte que tá do outro lado? Do outro lado, no caso, tipo, você não o inferno, né, o lugar dos demônios.
Isso, eu fui pesquisar uma arte desse divisor aí feito por fãs, cara, parece a pá que eu cato cocô do cachorro aqui, cara. E eu falei, cara, como é que você não gosta de medo?
E tipo, e aí, bem, eu não queria ser atingido por nenhuma das duas coisas.
Então, mas aí ele fala, o próprio Bias fala, nem eu sei como é que funciona essa arma aqui. E aí a caixa negra, ela é pesada para caramba, e o Bias pega e fala, não tem nada nessa caixa, o importante é que ela foi feita para proteger o mundo do conteúdo dela, mas não tá vazio no momento. E ela fala, ele fala para o Logan pegar, o Logan até fala que a caixa é pesada para caramba. E eles continuam andando até que eles chegam no topo da casa do Artífice e eles notam, né, tanto é, não tem nenhum degrau, né.
O Gesiel, que tá até, notam que tipo, cara, eles não subiram nenhuma escada, eles estão no topo do mundo, né, praticamente.
E o Glotta nota isso com mais ênfase, né, que tipo assim, pô, eu saberia se a gente subindo alguma coisa, tá ligado? Porque eu não consigo.
É, degrau é inimigo dele. E aí ele, né, ele mostra, cara, aqui que eu matei o Canelius, né? Ele arremessou, o Canelius arremessou daqui a própria filha, Ptolomeia. E aí o Bias lutou contra ele até as últimas forças e arremessou ele lá de cima. E aí ele fala que o Canelius era um dos 4 filhos do Eos, né? E ele foi, e foi o responsável pela ruína dos outros. E tipo, aqui é a primeira vez que a gente ouve falar do Eos. No caso, e ele adiantando um pouquinho de tópico, ele é o deus todo-poderoso da mitologia aqui dessa saga, né?
Ele é pai do Canedias, que é o Artífice, ele é pai do Juvens, que é o criador de magia, e de outros dois que a gente vai mencionar depois. E aí, né, eles saem da casa do Artífice, o Glótica fica chocado ainda com, né, para eles não havia passado nem meia hora. Só que quando, aliás, quando eles saem, eles veem que a sombra estava no mesmo lugar, mas para eles havia passado bastante tempo lá dentro, né? E apesar de todas as opiniões dele do Bias não mudaram muito, né, tipo, ele não sabe como lidar com isso, mas ele ainda suspeita que tem alguma coisa aí.
Aí o Bias fala que, olha, qualquer hora nós dois temos que conversar, né? Você talvez seja o último homem honesto nesse país. É engraçado esse negócio do Bias admirar o—
é muito interessante essa conversa deles também. Tipo, é o Foreshadowing também. Nossa, muito legal toda a construção, porque é isso, ele vai apresentar esses personagens totalmente diferentes, o Logan, o Blocta e o Gesal. E aí vai vindo os coadjuvantes também, tipo, cada um com sua própria teia assim de relações, mas eles vão se, vai todo mundo se unindo assim para o final. Ele constrói muito bem, cara, é muito bom mesmo o jeito que ele constrói o desenvolvimento e o final da obra.
E daí a gente tem, né, a gente volta um pouco para o Colin West, que tá tendo um dia de serviço merda ali com a burocracia do exército, começa a lidar com umas, com uma briga nos portões de Agrionde, onde tem uma mulher, um idoso desejando entrar, né. E a gente sabe de cara que é a Ferro e o Yue, que eles chegaram aí, né. E é legal aqui você ver um pouco de como ele é gente boa, ele consegue resolver a briga dos guardas. E ele consegue fazer a Ferro confiar nele.
Ele, ele, ele pede a faca dela e fala, olha, eu prometo que ninguém vai fazer mal a você. E ele fica com a mão aberta para ela, e ela num silêncio entrega a adaga que ela não queria entregar para ninguém, entrega para ele. Tipo, não, ele sabe tratar pessoas mesmo, cara.
Tipo, ele enxerga, tipo, no olhar dela assim, né, tipo, o pânico, a paranoia de alguém que tá, tipo, que precisa muito se sentir armada e tal, porque sabe, é bem legal.
O West é, nossa, ele é empático, ele sabe entrar na cabeça das pessoas, né?
Exatamente.
Ele não é psicologia, é empatia mesmo, né? Ele até descreve, você sabe se colocar no lugar da Ferro e fala, caralho, ela deve ter ficado assustada com um bando de homem tocando nela.
Exatamente, tipo assim, um monte de cara de armadura vindo pegar ela assim, tipo, pelo braço, e tá começando uma guerra. E tem esse negócio, né? A Ferro já comenta isso, vocês olham para qualquer pessoa que não seja rosa, porque ele não chama, ela não chama o pessoal de branco, não chama de rosa. Vocês rosados olham para qualquer pessoa de pele escura e acha que a gente é gurquense, sacou? Mas o meu povo é inimigo deles há muito mais tempo que vocês e tal, e vocês acham que eu sou igual porque você não enxerga.
Vocês são todos, aí é basicamente ela tá sofrendo um racismo ali, tá ligado? E ele identifica isso.
E não é, apesar que ela ironicamente também é, porque para ela todos os rosas são iguais, todo mundo é do mesmo povo, mesmo cotidiano.
Não, sim, com certeza, com certeza. Não tô dizendo que ela é uma pessoa legal, pelo contrário, ela é uma pessoa, ela é muito chata, mas ela tá sofrendo um, ela sofre um racismo ali que tá tendo uma guerra com o povo que a galera acha que ela é, acha que ela é gurquense, tipo, não quer deixar ela entrar. E o Wei também, tipo, é o cara que é de pele escura. E aí vai vindo a confusão e o West vai lá e resolve, tipo, realmente um momento, tipo, um dos poucos momentos que alguém faz uma coisa boa também.
Então, e aí depois ele vai lidar lá com o cara que é dono das forjas, que é o Major Valdemiro, que o cara tem, o cara tem o mesmo cargo que ele, só que o cara por capricho não quer liberar as forjas para uso, né? Ele tá precisando das forjas. E tipo assim, o Valdemiro é um cara da mesma, mesmo nível do West, só que ele não é plebeu. E ele, e ele tenta, ele acha que ele é maior, é. E ele tenta tirar o West para bosta, né, falando que ele é um plebeu, que ele só tá no, só por um capricho do destino que ele tá no mesmo cargo que ele.
E é bom que o West, ele é bondoso e ele é empático, mas ele não que ele não é inocente. Ele tenta se colocar no lugar do Valimir e fala assim, mas esse cara é só um merda mesmo, não tem ponto bom nele, né? E aí depois que ele provoca o West e fala até da irmã dele, cara, aí o West se zanga, cara, né? E aí o West ele ameaça, né? Ele ameaça o Valimir e o Valimir é covarde e acaba cedendo, recuando, né, retirando o que disse, acendendo as forjas.
E aí finalmente, cara, quando ele vai lá para o espaço ele para descansar. Ele topa com a irmã dele bebendo, enchendo a cara.
Ele é um problema que ela tem desde o início, né, na real, né? Ela bebe muito, desde todas as cenas praticamente ela tá bebendo, tá bêbada.
É, e aí tem um bilhete lá que ela, que ele topa, e ele percebe que é um bilhete que era para o Gesal, né? E aí, cara, é a cena que é vacilo, que ele fica irritado, né? Já tá cheio com os problemas, tudo mais, ele acaba agredindo ela.
A gente aqui enchendo a bola dele o livro inteiro, e eu Eu me senti muito mal quando eu li, porque realmente eu pensei, pô, esse cara é o único cara bom, tá ligado? E aí ele faz isso aí.
É, mas cara, essa eu confesso, essa parte foi a primeiro momento que o Colin West se tornou um personagem interessante, porque até aqui ele era um bondoso assim, tipo assim, legal você ver ele tratando gente boa, mas eu quero ler os outros personagens, não queria ler ele. Agora que ele fez o cara bom, mais bondoso desse mundo cruzar uma linha e agredir uma mulher, agora eu quero ver o que ele vai fazer com esse cara, que ele vai escrever esse cara.
Agora eu fiquei curioso. E aí você viu, e eu não tô separando assim tipo, ah não, ele é um canalha, então eu quero realmente ver como ele vai fazer um cara bom que fez um erro desgraçado.
É isso. E aí o cara, ele tem, a gente percebe que vai, ou vai percebendo também nos próximos vídeos, que ele tem um problema de raiva, né? Ele tem, ele disfarça muito bem, mas ele tem um problema de raiva e ele acaba descontando na irmã. E a irmã até fala, não, porque nosso pai fazia igual, e é isso aí. E tal. Aí você vê que eles têm um passado mais problemático também, tu vai aprofundando cada vez mais, né?
Sim. Não, e essa, cara, a reação dela— eu tenho uma época que eu fiquei para aprender a escrever coisas de personagens femininas, eu li muito relato de coisa, né, em rede social, de mulher que sofreu agressão. Cara, a reação dela, que ela fica em silêncio e em choque quando é agredida, que é tipo agressão que não espera, cara, é muito, é muito crível a forma que o ele escreve aqui, porque ela só fica séria e quieta quando é agredida.
E aí depois que ela começa a se soltar e fala, cara, nosso pai fazia isso. E aí a Ardi admite, ela fala, cara, eu sempre tive esperança. É legal porque ela solta um pouco de, ela solta um tanto de verdades na cara dele. E só que ela fala, você vê um pouco do, da construção dela, porque ela fala assim, olha, é meu irmão, meu pai sempre fazia isso. Quando você foi embora, tudo piorou, e eu sempre fiquei esperando o irmão que me protegia voltar.
Só que quando chegou a vida adulta e você nunca voltou, é, quando finalmente você voltou, você tinha a vida adulta, tinha mudado você. E quando finalmente eu vou realizar o sonho de morar com ele, eu vejo que você virou nosso pai. Você tá muito mais preocupado com a moral e a nobreza do que com o resto. E aí ela fala ainda, ó, vou me encontrar com o Gesiel mesmo, ele não bateria numa mulher. Cara, é uma coisa, é um negócio pesado de ler.
É, mas é muito boa também, pegada bem novela assim. Nossa, novela das 8, sabe? Eu gostei muito.
A gente vai para Ferro, né, que ela finalmente vai conhecer o Bias e o pessoal, né? Ela vai achando todo mundo patético lá. É patético. Logan tem, parece legal que pelo menos ela consegue ler umas verdades. Ela vê no Logan como terrivelmente frio e perigoso, que ela não gostaria de enfrentar desarmada. Embora ela é como você, sempre um tanto cheia de si, ela fala, não, mas eu venceria ele, né? E ela acha o Bias irritante para caralho porque ele que ele fala, ela fala, né, o Byas olha para ela como um escravizador olharia para alguém.
Pesado e forçado.
É pior que ela até descreve que ela entregou a faca para o Colin West, né, que ela não sabe o nome nem nada, mas ela fala, ele foi o único que eu na cara olhei na cara dele, ele me via como uma pessoa, não uma coisa. E aí o Byas pede para eu ver, para testar ela, e ele fala, mostra duas pedras para ela e pede para ela escolher a pedra vermelha. Ela olha um tempo e depois escolhe uma pedra, e aí ele dá risada, ele fala, ah, ambas todas são azuis, você não enxerga cores.
E aí ela fica puta, ela salta por cima da mesa e dá um murro na cara dele. E aí, antes que alguém interfira, o Baez aparece com o nariz inchado, sangrando, né, rindo, né, achando graça de tudo. E ela fica sem reação diante disso, mas ela é daltônica, ela não enxerga cores. E aí ele fala para ela esperar um pouco lá fora, que ele e o Yuwei vão conversar um pouco. E a Ferro fica do lado de fora ouvindo a conversa, né. A gente descobre através do veio sobre esse negócio do Império Gurkshi, que é o comandante lá, né, o novo imperador que é o Uthman, o Uthman, o Dost, né, fala que ele tem 200 comedores, né, que ele começa a citar alguns, alguns terríveis, né, e fala tem os aprendizes do calo do templo antigo, tem uns ventos gêmeos, tem uma dupla de gêmeas que aí o Bias falam que são comedoras que estão no nível deles mesmo.
Então, cara, tem, tem, então eles têm comedores que são muito perigosos e eles ainda E ainda menciona um tal de Man Moon, que o Yuwei disse que ficou muito poderoso e que é um dos grandes responsáveis por todo o caos atual. E aí o Bias fala que quer usar algo chamado a semente, que é o negócio que a gente viu lá no texto, né, naquele texto antigo. É, e ele fala que a Ferro pode carregar isso. E aí o Yuwei fica frustrado dizendo não, que o Caluga ele quebrou a segunda lei de não comer carne dos homens, e o Bias quer quebrar a primeira, que é de não tocar o outro lado.
E aí falou, a semente foi a ruína dos 4 filhos, dos 4 filhos do Eos. E o o rapaz fala, cara, a primeira lei é um paradoxo. A gente não pode tocar o outro lado, mas toda magia vem do outro lado, né? E aí ele fala que a Ferro junto do Logan, com habilidade dele de conversar com espíritos, são parte do que eles precisam. Ele até pega e fala, e aí ele até pega e fala que existe algo pior que o Calo, né, pior do que esse mago que tá criando comedores, que ele fala que são, que é uma coisa chamada contadores de segredos.
E fala isso, vamos tomar cuidado que eles estão ouvindo tudo. E aí novamente, cara, esse negócio, esses essas conversas agourentas que o Robert Crombie é muito bom em criar.
Ele vai só criando a expectativa de que vai dar muita merda.
É. E aí o Yue, ele cumprimenta a Ferro depois, né? Ele sai dali e ele fala, ó, agora você vai seguir numa jornada com o Bias, né? Eu não vou poder ficar junto com você, né? E ela fica levemente perturbada, tipo assim, poxa, depois de agora que eu tava começando a confiar nesse cara, esse cara vai me largar?
Ele vai embora.
É. E ele fala, cara, ela queria voltar lá para o Império para combater o Ultiman. E o Yue comenta que na verdade o o verdadeiro perigo não é o imperador, é o Calo, né? É o mago, é o que ela chama de profeta. E o Yuvê fala: ele que manipula todo mundo, todos os imperadores. E dá bastante insight, né, de um tanto de coisa. Calo, ele é um mago da mesma ordem do Bias e do Yuvê, só que por algum motivo ele desviou do caminho e criou os comedores.
Eu tô tentando lembrar aqui em algum ponto é mencionado a habilidade do Logan de falar dos espíritos, mas a gente, assim, a gente descobre que o tem 4 filhos, que tem os 4 filhos de cada um, ele deu um dom, né? É o Juvens, o Canedias, o Glustorode e o Bedesh. E todos têm um pouco mais ou menos de importância. E o Bedesh, ele, se eu não me engano, o Bedesh, ele é o filho que ganhou habilidade de falar com espírito. Só que ele é mega desimportante, tipo, ele é mencionado apenas em até uns spin-offs, mas ele não chega a ter grande importância, segundo o que eu vi falado, que eu fui pesquisar, cara.
Será que nos outros livros da saga, nos contos, algum lugar o BD ganha mais espírito e tal, né? É, tipo, eu ouvi até um cara spoilar que essa habilidade de falar espíritos não chega a ser grande importância na saga, né?
Tipo, é, pelo que eu percebi, é uma coisa bem menor assim, né? Ele só usou mais para ter, eu acho, para ter uma justificativa para colocar o Logan no meio desse grupo aí.
É um apêndice místico do personagem, né?
Exato, que ele mal usa.
É, e aí o Glótica, né, ele vai, ele recebe a visita do Colin West, né, que é um antigo amigo dele. O Colin vem falar, cara, eu vou ir para guerra e eu quero que você vigie minha irmã. É, é, o Glottica, ele é, o Glottica, ele é todo amargo com isso, né, porque ele lembra da infância dele com o West, ele lembra de todo mundo, né. Ele fala que, cara, eu era um promissor, um herói promissor de guerra, né. E aí eu fui capturado, eu segurei uma ponte sozinho para que o exército recuasse.
E quando eu fui capturado e torturado, eu sempre fiquei esperando você e meu resto os amigos chegar para me resgatar. E vocês nunca chegaram, né? E aí quando eu voltei para me visitar, vocês não foram me visitar. É, quando eu voltei ninguém foi me visitar, né? Ele até fala, cara, eu vejo ele é uma porra manca, um fantasma aleijado da porra, né? E aí tipo, e todo mundo que gostava e dava tapinha nas minhas costas, ninguém foi me visitar.
Só foram visitar quando era útil, né? E ele, eu esperava ao menos que você, que fosse, que era meu amigo de verdade, fosse visitar. E aí o Ash aceita todas as ofensas. Só que ele fala, cara, eu tentei te visitar duas vezes, só que eu fui expulso uma vez por uma empregada e uma vez pela sua mãe. Só, e aí é legal essa parte porque o Glock tá, ele começa, ele fica chocado assim pela primeira vez. Ele fala, cara, posso ter me enganado, a mãe dele realmente odiava o Ash.
A mãe dele é que nem o Gesal, a mãe dele só queria que ele se relacionasse com isso, era nobre. É, a mãe dele era super protetora com ele, né? Engraçado porque porque ela é a mãe que criaria um filhinho na bolha, e o Glock não é esse cara.
Mas ele foi, ele era tipo o Gesal, ele foi esse cara. Ele mesmo fala de um jeito assim que dá para ver que ele era daquele, sabe? Tipo, não, sabe, minhas melhores mulheres, isso aí, andava nos melhores lugares, meio como mesmo, meio como se ele desse muito valor a essas coisas. E mas eu achei legal isso porque realmente às vezes algumas coisas na nossa vida a gente dá uma dimensão, tá só na nossa cabeça. Tipo assim, essa coisa de falar ninguém foi me visitar, tipo, na real ele não teve como ter sido visitado porque foi barrado os visitantes.
Mas ele construiu na cabeça dele a ideia de que ele foi abandonado, sacou? Sendo que na real o que aconteceu foi que a mãe dele não deixava, tipo, determinadas pessoas entrarem lá para ver ele. E aí, tipo, isso muda muito. Isso acontece na nossa vida também, né? Eu achei bem interessante esse detalhe, ficou bem, muito bem construído assim.
Então, e aí, né, ele Ele aceita as desculpas. É legal porque assim, como ele tem aquela habilidade de ler as pessoas, ele sabe que o West não tá mentindo. O West fala para ele, ele vê total sinceridade. Ele é legal essa parte porque você vê ele recuperar um pouco da humanidade perdida, né, da fé nas pessoas, né. E aí o West fala, cara, eu falhei em cuidar da minha irmã como eu precisava e ela precisa de amigos enquanto eu vou embora.
E eu duvido que eu vou voltar vivo de Anglandia. E aí antes deles partirem, dele partir, ele lembra de um certo momento com o Glock Eles falam assim, cara, que eles, ele com a esgrima deles, eles impressionaram um trio de irmãs que ficou dando em cima deles. E aí foi nesse momento que o Glock conquistou as garotas, que o Ash decidiu que queria fazer esgrima. E eles falam que o superior deles, que era um gordo que ficava contando histórias, ficou se remoendo de ciúmes por isso, né, porque ele tava a fim das garotas.
E aí eles tentam se lembrar do nome, e aí o Glock lembra, é um tal de Solen Hills. E aí, cara, é aquele o cara que tava sendo torturado na abertura. O cara fala, é, logo no início, é, o cara falava, Glockta, eu trabalhei com você, cara, a gente era amigo. E o Glockta não lembra de você, e o Glockta lembra do cara. Tipo, isso, cara, isso daqui é um capítulo curto excelente, cara. Eu acho que esse daqui é um dos melhores capítulos, cara.
É um capítulo que não mexe com coisa sobrenatural, com nada, que é só sobre desenvolvimento de personagem.
Do personagem é muito bom.
Esse para mim é o melhor capítulo título desse livro, cara.
Com certeza, eu concordo com você, acho que é o melhor mesmo.
A gente volta lá, pô, a gente já tá no final do livro aqui, obviamente, né, até pelo tamanho do cast. Mas a gente volta lá no Cachorrão e no restante do bando, que eles finalmente chegam a Carleon, que é o local onde o Logan perdeu, é descrito que o Logan perdeu um dedo, né. E aí eles chegam lá para poder avisar o Betô sobre o Shankas, né. E aí eles falam que a cidade cresceu muito, né, eles não visitavam há muito tempo, né. E eles ajudaram o Betô a tomar aquele lugar, e eles veem que os muros receberam um monte de negociação, eles falam assim, cara, o Forley, o fraco, for lá visitar e der algo de errado, a gente não vai conseguir salvar ele.
E o Forley, ainda assim, mesmo medroso e fraco, fala, não, cara, eu vou negociar em nosso nome. E aí ele recebe cumprimento de todo mundo para ir, até do Barca Negro, né. É legal que o Barca Negro, ele é um assassino, um fascínora do caralho, só que ele não trata, ele não trata mal alguém de graça. Ele tem uma rivalidade para caralho, forte para caralho, com o Turu lá, o Cabeça de Trovão, mas ele não faz descaso de quem é fraco, né.
E aí eles combinam, né, o Três Árvores vai ficar essa estrada sozinho e o bando vai ficar escondido no caso tudo der errado. E aí o Forley vai lá, passa um tempo, demora, vem os homens do Betode, né, e eles aparecem com a informação: o rei tá longe, mas a gente recebeu o recado do Forley e a gente tá aqui a mando do príncipe. Aí eles intimidam Três Árvores, né, tem até um homem nomeado que tá junto com eles. Homem nomeado é esse pessoal que recebe esses nomes, né, tipo os guerreiros mais fortes que se destacam.
E aí Tipo, ganha algum apelido assim.
É, então esse, aliás, esse bem mal é bem de suficiente, não é bem de seu lado de bom. É em inglês, é bad enough, é bad enough o nome dele, mal suficiente. Mas aí ele faz pouco caso do pedido do Três Árvores e eles acham, né, que eles estão, que ele tá sozinho, né. E aí ele joga uma cabeça do Ford no chão. E nessa parte eu falei, cara, eu essa parte eu senti, essa parte eu senti, cara. E aí o Três Árvores e o restante do bando do cara ataca eles e começa uma batalha que eles assassinam todo mundo.
E o Bem Mal acaba sendo decapitado por último, cara. E eles ficam sensibilizados pela morte do garoto, né, do Ford. Enterra o resto deles. Eles refletem, né, que agora sem ele, sem o Logan, são apenas 5. Três Árvores comenta que o Ford, ele era fraco, ele era o pior guerreiro do time, o pior guerreiro da tribo, só que ele era muito forte no coração e na coragem, cara. E ele encarou a morte, com a morte certa, com mais coragem que um monte de homem Se você parar para pensar, Ford, ele é mais corajoso que o Logan.
Com certeza que o Logan, você vê o último, ele saindo de luta com medo, né? E até, não é, e até o Barca Negra descreve que até o Barca Negra parece triste.
Fora, ele sabia que aquilo podia acontecer, ele se ofereceu mesmo assim.
É, então, cara, encarar a morte como ele não é para qualquer um, né? E aí eles enterram o garoto, eles falam assim, cara, a gente não pode contar com o Betô, mas alguém ainda precisa ser avisado. E eles falam, vamos para o sul, se o Betode tá lutando contra a União, vamos tentar de alguma coisa nos unir à União, né? Agora qualquer luta contra o Betode é uma luta nossa, né? O Gesal, ele reencontra a Ard, né? Ele se choca a princípio com o estado dela, que ela tá machucada.
Ela faz pouco caso dizendo que se distraiu e caiu. E o Gesal, sei lá, acho que qualquer homem poderia imaginar que ela apanhou, mas o Gesal é tão raso que ele não percebe isso, né? Ele só fica, mas ele fica atordoado com a preocupação que tá em cima dela, né? Ele se recusa a entender porque ele tava se importando com uma plebeia. Ele até é um pouco racista em aparência, não, com uma mulher morena, cara. Ele é do jogo, ele faz todo tipo de julgamento com ela.
Ele não sabe lidar com a verdadeira sinceridade da coisa, ele não sabe lidar com esse negócio de amor. Ele fala, cara, eu sempre desprezei esse negócio de amor. E esse negócio existe mesmo, né? Ele percebe que ama ela.
Isso, mas ele não quer, ele não gosta da sensação, tipo, ele preferia queria não ter nenhum sentimento. É interessante assim esse conflito interno dele, tá? Mas ele é muito babaca nesse primeiro livro, realmente.
É, e aí ele admite para ela que ama ela, e aí ela ri primeiro e depois diz que vai esperar. E é tipo, cara, é da hora que quando ela ri dele, a princípio, quando ela ri, ele antes de falar que vai esperar ele, os olhos dele fica com lágrima, cara. Ele acha que antes de confirmação dele, ela acha que ela riu dos sentimentos dele. Cara, isso é muito sincero, cara. Se você confessar para uma garota que ama a garota, você amar de verdade a garota, a garota rir dos seus sentimentos, cara, é melhor dar um tiro, né, do que falar, do que rir. Me dá um tiro, mas não ri de mim, cara.
Tipo, me deu um tiro, mas não ria. Exatamente.
É, não, e aí tipo, só que ela fala que vai esperar ele. Quando fala que vai esperar ele, ele se enche de animação, né, cara. Essa noção dele de como é o amor, de como é a pessoa não ter domínio sobre as suas próprias emoções, né? E aí tem um navio que tá partindo para o norte, né? Ele vai para guerra, só que aí o Maróvia chama ele para uma reunião surpresa. Quando ele chega lá, ele tá o Varos e tá o Baias. Aí ele fala, olha, você não vai para guerra no norte, você vai partir com Baias numa jornada dele, né?
E ele surpresa, ele até fala, pô, mas eu quero ir para o norte. Não, não, suas coisas já tá tudo aqui já, a gente já moveu suas coisas, né? A gente vai para a borda do mundo. Ele até topa antes com o Yoru Sofuru lá, aquele assistente lá que ele ficava com raiva, assistente do Bias. E o Bias, e ele fala para ele, né, boa sorte na viagem para bordo do mundo. E ele não entende o que que era, nunca ouviu falar. É, então. E aí a gente tem um grupo do Bias que tá esperando a partida do navio, né.
O Logan tá tentando conversar com o Gesal e com o Kwai, só que ele começa a refletir, não, é bom a gente tentar construir laços de confiança entre nós, né, tipo. Só que o Gesal tá azedo, Kwai tá melancólico, né. O Bias aparece lá para tomar banho e tá dando falta da Ferro, e ele fica irritado. Ele fala para o Logan procurar ela. E aí quando o Logan encontra com ela, ela tá cercada por práticos, né? Inclusive a gente identifica eles pelas máscaras negras.
E aí percebendo que o trio de prática, pior que pela descrição a gente sabe que nenhum dos práticos é o do, são os práticos do Glock, tá? É aquele outro cara lá, aquele outro torturador que chegou. Ele chegou com um monte de práticos. Aí tem bem mais práticos que o Glock, daí ele chegou com um monte ali, esses práticos que estão tentando capturar ela. E aí quando ele percebe que o trio vai atacar ele, ele entra em combate, dá uma ombrada no um, derruba o outro, aferra, cuida do terceiro.
E eles começam a ser perseguidos, né, pelas ruas. Eles saem correndo, eles vão lá para o local do torneio, começa a ver um monte de prático tentando atacar eles e começa a trocar golpes, a porrada neles, né. Eles, ele vai arrancando banco, dando bancada nos práticos, começa a dar espada com que tem, que ele não tá carregando a espada dele, né?
Uma grande cena de perseguição assim, né? Me pareceu bem cinematográfica essa cena. Acho que esse é o ápice de ação do livro. Eu lembro de ter, tá lendo e tá tipo, nossa, tá acabando, mas não teve nenhum grande combate, nenhum grande perigo, as coisas estão se resolvendo, o que é que vai acontecer, né? Aí eu, quando começou essa perseguição, eu falei, não, agora vai começar um problema aí, né?
Então, e daí eles conseguem fugir dos telhados, cai numa casa lá. Ele é atacado pela ruiva lá, a prática ruiva Vitália, é que ela utiliza umas adagas com cordas e tenta enforcar ele, só que ele consegue nocautear ela. Ela dá mais trabalho para ele do que todos os caras até então. E aí lá numa residência ele acaba pegando uma espada enferrujada e fica junto da Ferro, né? A Ferro tá com uma faca e eles começam a atacar mais um bando de práticos que tenta atacar ele, e ele tomba, né?
Ele acaba, ele tá tudo ferido, tudo ensanguentado, foqueado, ele começa a ficar zonzo e sentir um familiar frio no estômago dele. E aí o que parece ser uma personalidade alternativa se manifesta, né?
É aí que a gente entende por que que tanta gente odeia e tem medo dele no norte.
Sim, é quando praticamente ele é um cara que quando ele tá nos limites dele manifesta uma personalidade sanguinária, que é o 9 Sangrento. É um, já é uma versão sádica dele que gosta de lutar e que começa a massacrar os práticos, né? E os cara ataca ele descreve que ele não sente dor, né? Ele começa, ele prevê parte dos ataques e mesmo recebendo não se machuca.
Ele dá risada dos golpes, ele não tem nenhum senso de autopreservação, né? O negócio é esse, né? Nem que ele, acho que ele nem que ele não sente dor, ele só não tem autopreservação e ele vai tipo lutando assim até tipo até que alguém mate ele, continua lutando.
É, ele fala, ele descreve que tem um sentido até sobrenatural, que descreve com sentido tudo que indica a localização do próximo homem morto, que é como ele trata os inimigos dele.
Ele até quase chega, é todo mundo entre ele, tipo assim, todo mundo lá na frente dele é um inimigo, tá ligado? Ele não liga.
Isso, ele quase chega a atacar Ferro, só que aí uma voz nele comenta que ela é uma aliada, né? E aí chega o prático, que é um dos práticos do que apareceu a outra hora lá, do outro cara, né, que é o Racha-Pedra, que é um prático, é o Racha-Pedra, o do Bairro, que é do Norte, né?
E ele nota o nome de vilão, Chapolin Colorado, né? Fala sério aqui, é total, né?
E aí, o da hora que o Logan, ele se reconhece, né, como homens do Norte. Ele fala que ele, Logan Nove Dedos, né? E ele pega e fala do nome nortista do Quebra-Pedra. E o Quebra-Pedra, né, ele fala, ah, você não pode, você não pode usar um nome desse, não sei o quê, esse nome é uma mentira, eu vou mostrar para você. E eles se provocam, né? E eles se enfrentam. E ele esmaga a cabeça do Quebra-Pedras com umas, ele se ficam dando uma porrada, né, os dois caras grandes para caralho.
E ele arrebenta a cabeça do quebra-pedras com a própria cabeça e dá um monte de cabeçada no cara.
E aí, muito sádico, né?
E aí, sim, sem contar que tava passando uma espada enferrujada em todo mundo, né, cara? E aí, quando ele volta a si, né, ele já tá na personalidade dele de novo. E aí a Ferro tá carregando ele, tá chamando ele seu rosado inútil, carregando ele, tá tudo ensanguentado, né? E aí volta para o navio do Bias, né? E aí quando chega lá, o Gesiel fica chocado que tá os dois tudo acorrentado, né? O Quai e o Pé Longo ficam assustados mais ainda com a aparência deles.
E aí de repente chega um trio de práticos, né, incluindo a Ruiva, tudo surrado, todo mundo sujo, todo mundo armado, né? O Gesal acaba meio que fazendo pouco caso deles, só que sem querer ele— os práticos pensam que ele tá tentando defender os dois. Ele sem querer, eu não lembro o que que ele faz, que ele saca a espada dele. E na verdade ele quer dizer, eu não tô com eles. Mas os práticos acabam achando que ele tá tentando defender os dois.
Ele meio que se levanta assim, tipo, para se afastar, mas ele tá quase espadas, que ele tava meio que afiando as espadas. Aí parece que ele tá levantando para defender os caras, a galera já vai para cima dele.
É, então, e aí nisso daí o Baia sai peladão do banho, né, acho que só com uma toalha e sabão, e ele fica puto com a barulheira e fala, que porra é essa aqui? Os práticos? Não, a gente vai levar eles e não vou fazer nada. Aí ele explode uns práticos, cara.
Nossa, muito Tarantino essa cena, né? Tipo assim, os cara começa uma confusão e chega um cara saindo do banho assim, alguém explode.
É, não, ele transforma o cara bate ele sangue, a ruiva foge, o outro também foge, né? E aí o cara termina essa parte. E aí a gente vê o Glock tá visitando a Ard, né? Ele vê os machucados dela e ela bêbada, e não demora para deduzir tudo que aconteceu, né? Ele percebe, não, que o irmão deve ter batido nela e ela deve ter ofendido, feito alguma coisa, já que ela tá embriagada, né? E apesar ela ter um deboche inicial dele, mas ambos aceitam bem a situação, né?
Ele fala, não, eu tô aqui, eles têm Eles têm uma conexão de serem dois rejeitados, né? Assim, a Ardi também, ela é muito amarga, né, por ela ser plebeia e não ter perspectiva, ter sido abandonada meio que pela família. Tipo, até o irmão dela, que ela, que era a pessoa que ela idolatrava, meio que bate nela e tal. O cara que ela gosta meio que não quer ficar com ela direito porque ela é plebeia. Tipo, ela como se a vida dela tivesse, não tivesse perspectiva nenhuma. E ela é alcoólatra por causa disso.
Sim.
E o Glock também, tipo, é esse cara tipo que acha que vida dele acabou e ele tipo só tá de pé mesmo porque ele tem gente para torturar, basicamente. E aí eles têm essa conexão de os dois se sentirem abandonados assim.
É, os dois têm uma boa sinergia, ambos são inteligentes, cínicos, rudes e sinceros, né?
Sim, sim.
E quebrados ao seu modo, ela quebrada psicologicamente, ele com o corpo, né? É. E aí o Glockta vai encontrar o Arquileitor Sult, né? Ele chega lá, encontra a Vitale, né, a Prática Ruiva toda arrebentada, sentada na cadeira, que é a prática do gole. E lá dentro o Surt tá dando um mega de um esporro no Goyle, né, que é o outro prático, que é o outro prático não, que é o outro inquisidor, que não gosta, né. Ele fala, cara, ó, você foi 20 práticos lutando contra 2 selvagens, 7 morreram, 8 ficaram gravemente feridos, e eu pedi para você ser sutil para ninguém ver nada.
A cidade inteira viu essa merda, cara. E aí, né, ele chama o Glock, ele chama o Glock, tá aí, fala, cara, olha, preciso de você em Dagosca, tá aqui, você tá com cargo de superior de Dagosca, porque o prático, não prático, né, o inquisidor de lá, que era o Davoschi, o superior de lá, ele vai ocupar o espaço do cara que desapareceu. É, ele simplesmente desapareceu, a gente não tem registro, e você vai lá. E aí ele dá um, ele dá um papel para ele que é assinado por todos os membros, né, os 12 membros lá do Conselho Fechado.
Então tu tem poder máximo, tu é a voz do rei lá. E dá mais 6 práticos para ele, fala, você tem muito pouco prático, a comentário também vai junto com você, né? E aí eu termino com o Glock que tá perguntando, né, porque ele ainda faz isso. E eu acho que o livro termina bem, né, para o início de uma trilogia. Eu não sei, assim, eu não sinto que eu me surpreendi com o livro, mas eu gostei bastante. Tem uma luta final eficiente, a gente tem um grupo no final indo para um destino misterioso, tem essa tal de semente, a gente tem promessas de ameaça futuro, né?
Inclusive, a ameaça principal aparentava ser o norte, agora a gente tá descobrindo que o sul pode ser uma ameaça maior, né?
Legal, porque tem essa coisa dos comedores e tal. E realmente é um livro, tipo assim, não é um livro, nossa, de estourar a boca do balão, mas é um livro bem competente, especialmente sendo o primeiro de um autor. Tipo, poucos primeiros livros eu já vi que são tão bem amarrados assim, sabe? Tem os seus deslizes, é um pouco genérico em questão de worldbuilding, mas tem uns personagens muito bons. O Glokta principalmente, assim, eu acho que o Glokta é a alma dessa da trilogia, na minha opinião, ele é o mais interessante.
Ele é o mais perto do que eu esperava de um personagem dele pela fama do autor.
Exatamente. Eu acho que é o que— acho que o Glock tá aqui, é o que fez a fama do Oberkron, sinceramente. E é bem construído esse final, interessante, né? Tipo assim, ele não resolve muita coisa, mas ele nos dá a formação para um segundo livro, né, interessante aí, com uma companhia de heróis, entre aspas, meio a contragosto ali, uma Sociedade do Anel às avessas, assim, digamos assim. E uma subtrama do Glock tá ainda gosca, mas você fica pensando assim, como é que vai ser esse novo capítulo?
O segundo livro, eu honestamente, eu acho que ele é o mais fraco dos três, mas as partes do Glock são todas muito boas. E assim, a trilogia como um todo é muito boa. Então, vendo como ele preparou as sementes, né, para o o final, desde o início assim. Eu às vezes acho que esse, a trilogia foi um livro só que ele teve que dividir em 3, porque é tudo bem amarrado, sabe? Não sei, mas, cara, é um livro muito legal assim, vale muito a pena, galera gosta de fantasia ler.
É isso, tipo, já é um livro mais antigo, então ele na época que ele saiu ele deve ter sido muito mais inovador. Eu acho que hoje em dia já tem muita coisa diferente dentro da fantasia, né? Mas para quem gosta de alta fantasia, grimdark, coisa de mais para medieval.
Porra, isso aqui é prato cheio, né? Então, e traz uma boa aula de vários elementos que nem eu fui falando aqui, cara.
Eu gosto de construir personagem, desenvolvimento de personagem, cenas, tensões. Tanto que as melhores cenas, a gente comentou aqui, não são as batalhas, não é a magia. Tudo isso é muito legal, mas as melhores cenas são os momentos pessoais entre os personagens. É isso que é o grande forte do autor.
Isso não é nem a parte política, é a parte humana.
É, não, nem a parte política, realmente só para dar uma, dar um gostinho assim também, né? Tipo, ele tem a parte dos personagens em si, o drama pessoal de cada um é o que conta mesmo.
Sim, mas gente, é isso, né? A gente teve uma adaptação para quadrinhos do livro também, apenas para falar aqui rápido das adaptações. Como eu falei, ela vai até uma certa parte, ela teve 4 volumes, se você acha fácil aí. Eu confesso assim, é bem qualquer coisa, porque o trabalho, porque não adapta a história até chegar a algum ponto interessante, mas é boa pra você ter uma noção visual desse mundo, uma visão, uma noção dos personagens.
Assim como eu falei, o quadrinho ele morreu cedo e eu ouvi falar que não tem um porquê de ter morrido cedo, porque até onde eu soube o plano inicial era adaptar a trilogia inteira e se possível até spin-offs, e não chegou nem na metade do primeiro livro. Mas você acha fácil aí. Eu só não gosto muito de algumas coisas do traço, por exemplo, o Malacus Quai, a ideia que passa que ele é tipo um garoto, né, mais jovem. E no livro ele parece, ele, cara, ele parece o Chang Sung, cara, ele parece velho.
Nossa, é, então, mas assim, eu, é assim, apenas um adendo. A gente não tem filme nem nada, nem jogo nem nada, nem outras adaptações, mas fica a menção aqui para quem for curioso. Eu acho que podemos fechar esse cast aqui, né, já tá longo para caramba. Logo a gente vê os outros livros aqui. Neves, vou dar o espaço agora para os seus jabás. Onde as pessoas podem te encontrar?
Primeiramente, muito obrigado pelo convite aí. Você sabe que, nossa, eu gostei muito dessa trilogia, queria muito ter feito esse cast. Eu gosto muito dessas coisas, Dark Fantasy. Afinal, eu sou o sumo sacerdote da fantasia sombria. Vocês me encontram em @mpneves_autor nas redes sociais aí, no Instagram principalmente, no Buscai também, até no Threads de vez em quando, se eu tiver a fim de passar raiva, vocês me encontram lá. E mais importante do que isso, meu novo livro Sangue da Terra já está à venda disponível.
Livro maravilhoso com pintura trilateral, a capa mais bonita de 2026. E assim, é uma história bem diferente do que a gente falou aqui, é um dieselpunk decolonial com inspiração tropical em culturas latino-americanas, africanas, espíritos animais, fantasmas ancestrais. Magia Contra Máquinas de Guerra. É um livro bem legal. Então assim, se vocês me encontrarem nas redes, tem meus links lá para vocês comprarem o livro, porque tá muito bom.
Tem os links na descrição, deixo sempre os links na descrição aqui. Inclusive meus livros também estão lá, né? Vocês podem comprar lá e ajudar um pouquinho o Contos para Literatura, já que tanto o meu Instagram, que vai estar, que tá na descrição, que é cheio de dicas de escrita criativa e de worldbuilding e tudo mais, é quanto podcast é bancado diretamente pelo meu pagamento aqui, inclusive a editora desse podcast, e você dá uma ajuda mínima para mim comprando esses livros, lendo eles, lendo via Kindle, tudo mais.
E claro, divulgando o podcast, dando uma boa avaliação. Mas gente, sem mais delongas, é isso. Links na descrição aqui, e a gente se vê na próxima parte dessa saga. Falou!
Valeu demais!