Episódios de Inovadores

House of Content

08 de maio de 202645min
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House of Content é uma agência especializada em conteúdo digital criando campanhas com criadores reais para marcas. Une user generated content, estratégia e performance tornando a comunicação das marcas mais genuína e eficaz.

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Participantes neste episódio1
É

Érica Antunes

ConvidadoCofundadora da House of Content
Assuntos7
  • Plataformas digitais e marketingNova era do marketing digital · Autenticidade e conteúdo real · Campanhas com criadores reais · User Generated Content (UGC) · Employer Generated Content (EGC)
  • House of Content: Modelo de NegócioAgência de marketing vs. House of Content · Smart teams e trabalho in-house · Imersão e encurtamento de tempo com o cliente · Modelos de negócio: projeto a projeto e social media · Colaboração com agências internacionais
  • Estratégias de Conteúdo e PlataformasFases da jornada do consumidor (descoberta, consideração, conversão) · Adaptação de conteúdo para diferentes plataformas (TikTok, Instagram, YouTube, LinkedIn) · Conteúdo lo-fi e autêntico vs. conteúdo de IA · Branded content in dark post · LinkedIn como plataforma de conteúdo especializado
  • Inteligência Artificial no MarketingIA na organização e gestão de empresas · IA na criação de conteúdo e efeitos visuais · IA na criação de websites e design visual · Resistência e adaptação à IA no marketing · Riscos do conteúdo de IA e a busca por autenticidade
  • Medição de Sucesso e Desafios no MarketingMétricas de campanha (awareness, conversão) · Dificuldades de medir o sucesso de campanhas de UGC · Desafios para equipes de marketing (scripts de IA, medo de ceder controle) · Importância da autenticidade e da conexão humana
  • Carreira e InspiraçõesInspiração em Gary Vaynerchuk e sua visão de futuro · A percepção do potencial da House of Content · Experiências e aprendizados na carreira · Prêmios de eficácia em marketing · Visão de futuro para a House of Content
  • TikTok e Estratégia DigitalTransformação digital e realidade virtual · A evolução das plataformas digitais e a saturação de algumas · Geração Z e sua entrada no mercado de trabalho digital · A importância de estar presente no 'IRL' (In Real Life)
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Sejam bem-vindos a mais um episódio dos Inovadores. No programa de hoje vamos falar sobre a nova era do marketing digital, onde a autenticidade e o conteúdo real valem muito mais do que qualquer grande produção de estúdio. Recebemos a Érica Antunes, cofundadora da House of Content, uma estrutura dedicada a criar conteúdos que não parecem publicidade, mas sim diálogos genuínos entre as pessoas.

Érica, bem-vinda. Obrigada. Conta-me lá, então, o segredo para as marcas captarem a atenção no dia de hoje é deixarem de aparecerem anúncios, ou através de anúncios, e começarem a aparecer através de utilizadores e criadores de conteúdos?

Segredos não existem, porque, como vocês sabem, esta era do digital também é mostrar cada vez mais o que é que é feito e como é que é feito. Nós construímos a perceção e, para quem não está tão habituado ao como é que se constrói o conteúdo, ficar um bocadinho mais à vontade.

Respondendo à questão, não. A pessoa real pode aparecer em anúncios. Por isso é que existem fases da jornada. O que são fases da jornada? É nós termos a descoberta, olha, isto existe, isto é uma dor que eu tenho. Depois, olha, vou considerar.

E depois há uma fase de conversão. E a mesma pessoa, com discursos diferentes, com scriptos genuínos, mas diferentes, pode viver tanto na fase de awareness, que é esta fase de descoberta, consideração, e depois termos esta fase de conversão, de compra. Eu sinto que esta pessoa está a falar comigo e ela vai ajudar-me a resolver a minha necessidade.

Portanto, o anúncio e o orgânico, se forem bem feitos, e de andarem de mãos dadas e com esta jornadazinha bem feita, é um espetáculo para as marcas. Então, para quem não conhece como é que isto funciona, vocês são uma empresa de marketing especialmente, talvez focada mais até no digital, digo eu, e já me vou explicar. Qual é a diferença então entre vocês, a House of Content, a Casa do Conteúdo e uma agência de marketing mais clássica?

Começa pela palavra casa. Se antes tem casa, há aqui um acolhimento, uma imersão muito diferente do que as agências tradicionais. Nós temos as chamadas smart teams, que são núcleos de pessoas, que são todas elas criadoras. E onde nós nos distinguimos, onde nós fazemos a diferença é na criação de conteúdo.

Muitas vezes nas agências é o cliente que manda o pitch, é o briefing, é o que explica. Muitas vezes há aqui um trabalho de enviar quase a papa toda feita para depois ir a uma super-team, avaliar, produzir, mandar produzir-se provavelmente fora, porque dentro das agências não há, tem que se subcontratar e nós fazemos tudo in-house. Nós, como pensamento de criadores, isto é, o que é um criador? Um criador é aquela pessoa que representa...

a pessoa real, que não está atrás de uma secretária, que está no dia-a-dia a experienciar os produtos, a ouvir o que é que é dito nas redes sociais, que vive aqui as redes sociais. Então é esta imersão e este encurtamento de tempo em que somos muitas vezes nós a dizer à marca, olha...

Eu, como consumidor, esta é a minha dor. E cada vez mais as marcas nos vêm bater à porta para nós darmos esse know-how. Obviamente, depois também existe aqui todo um nível superior, que é um bom olho, uma boa estética, saber qual é que são os formatos validados para cada tipo de conteúdo, porque uma marca de dermocosmética de luxo não pode comunicar como uma marca de detergentes. Não funciona da mesma maneira. As pessoas não querem consumir da mesma maneira.

O cliente também é diferente. O cliente é totalmente diferente, o poder de compra é diferente e o mais interessante é que nós também podemos comunicar de forma diferente nas plataformas. Isto é, a maneira como se comunica no TikTok e a procura de conteúdo no TikTok é diferente.

Uma procura no Instagram, uma procura no YouTube e outras plataformas, que LinkedIn, etc. Então o tom tem que ser ajustado de uma forma rápida e que nós sabemos como é que as pessoas querem consumir que tipo de conteúdo em cada plataforma.

Vocês falam muito do user generated content. Para quem não está dentro desta área, o que é que isso quer dizer e para que é que serve ao fim e ao cabo? É um cliente profissional. Ou seja, é alguém que faz reviews de produtos, será isso? Usa, enquadra-os na vida dele, nas dores dele, como é que ajuda, porque provavelmente está a ajudar outra pessoa que tem exatamente o mesmo problema.

Portanto, isso é o que vocês consideram os criadores de conteúdo que vão ajudar as marcas a mostrar a mais-valia dos seus produtos, é isso? Existe o criador de conteúdo que não tem que ser um user-generated content. Por exemplo, há influenciadores que já são criadores de conteúdos também. O user-generated content normalmente é usado na marca, não no perfil da pessoa que está a criar o conteúdo. Para a marca... Eu...

Gostas de falar com quem? Com pessoas ou com marcas? Com pessoas. E é por isso que as marcas procuram estas pessoas reais, nós, para darmos a cara por eles.

Então agora vamos lá só perceber aqui como é que funciona. Há um cliente que vem ter com vocês, tu há pouco disseste que são vocês que fazem toda a parte criativa da ideia, mas a marca apenas diz, olha, eu quero promover determinado produto. E vocês fazem tudo já na mão, os conteúdos são feitos por vocês ou vocês dão estes tais user generated content, portanto vão ter com outro tipo de criadores de conteúdo fora da vossa empresa. Como é que funciona?

A ideia é nós temos uma casa de criadores. Portanto, nós temos aqui mapeados as pessoas em Portugal que trabalham muito bem. E não só, porque neste momento já temos um cliente em Inglaterra, não é? Portanto, mapeadas as pessoas certas, os perfis certos que nós sabemos. Por exemplo, se eu quiser uma criadora mais ligada ao fitness, eu sei quem é que vou buscar.

Se eu quiser um perfil 40+, eu também sei quem é que vou buscar. Porque nós estamos sempre a ver quem é que está a nascer, que produto, como é que está a funcionar com a câmera, porque, não vou mentir, houve aqui um boom.

Agora vou ser user generated content Vou trabalhar com marcas De repente nasceram muitos perfis Mas o bonito é que ao final de três anos Nós já conseguimos nos especializar Nós sabemos o que é que somos realmente bons Por exemplo, eu nunca me iria escolher A mim própria para fazer algo muito estético Aquelas imagens Quase idílicas Não, eu sou muito mais

na câmara e a ser real. E só preciso coçar o nariz no meio do discurso, porque é isso que as pessoas vão sentir. Não, ela está ali a falar comigo. E, na verdade, é isso que nós procuramos. Nós já estamos numa era de UGC já um bocadinho mais avançada. 80% das marcas já estão a usar o user-generated content no seu plano marketing. Portanto, nós agora não é qualquer script ou qualquer criador que consegue captar a atenção. Portanto, sim, nós somos três.

fundadores na House of Content, mas nós não somos sempre os que damos a cara da marca. Nem faz sentido. E se me permitem, também gostava de colocar aqui um tema que é o IGC. E o IGC é User Generated Content. E o IGC é Employer Generated Content, que é tão ou mais interessante que o IGC. Um trabalhador que gera conteúdo.

O trabalhador que gera conteúdo. Isto é, a pessoa que está na marca, a pessoa que vive a marca, a pessoa que fala com o consumidor, a pessoa que muitas vezes agarra no telemóvel e faz ali um conteúdo. Só que muitos dos nossos clientes já nos pedem, isto é, como é que eu faço isto?

E nós exercitamos a mente deles para o conteúdo. Portanto, é a própria pessoa da empresa que está a querer publicitar o produto que passa a ser ele a fazer os conteúdos. Temos todos os nossos clientes a produzir conteúdo. Conosco, obviamente, a orientar. Mas são eles que dão a cara. São eles que vão... E nós vamos buscar a género deles. Portanto, nós temos aqui uma imersão de um mês no cliente. Quando um cliente chega, a nossa equipe, esta smart team...

O estratega, o criador de conteúdo que vai gerir os conteúdos diariamente, o cliente, o designer e o performance manager estão todos com o cliente.

Porque muitas vezes o que eles não nos dizem é o que interessa. Porque não é óbvio para eles. E nós apanhamos. O vosso modelo de negócio é projeto a projeto? É um serviço? Nós temos dois tipos de clientes identificados. O cliente UGC, que quer fazer campanhas de UGC. Isto é, eu agora tenho uma promoção aqui do meu serviço. E quero, para a face de conversão, cinco criadores. Nós fazemos aquela.

Aquele projeto específico. E isso normalmente dura quantos meses? Um mês. Nem tanto. E já estamos a falar entre o briefing e a faturação. Portanto, nós em duas semanas conseguimos produzir tudo. Tudo, tudo. E o cliente já está no ar. Muitas vezes até menos. O cliente se despachar mais rápido, nós até mais rápido fazemos. Exatamente. O botalneco é do lado do cliente. Exatamente. E depois temos este cliente. Normalmente são agências internacionais.

que querem produzir em Portugal e que querem um apoio de uma agência portuguesa que lhes identifique os melhores criadores, os melhores escritos, os preços, faça a negociação. Portanto, chave na mão. A primeira vez que a House of Content recebe uma agência internacional faz 37 filmes de uma vez só em um mês.

A primeira, a primeira. Sim, faz toda a diferença. Para uma agência alemã. E depois, e estamos a falar com criadores dos 4 anos aos 80. Isto é, nós temos que ter um conhecimento no mercado muito grande e também os criadores também nos conhecem, não é? Nós já temos algum... Qual é a lista de utilizadores, de criadores que você já tem hoje em dia? Quantidade de pessoas? Não, não vamos por quantidade, vamos por qualidade.

A qualidade é o melhor. O que nós fazemos é nós definimos por nicho. Este criador tem nichado para 30, 40 dentro da área do fitness, dentro da área da cozinha, dentro da área de ser mãe, ser pai, ser avó, ser o que for. Isso é diferente. E depois há sempre novos a surgir. E aí é onde está o nosso trigger. Nós temos sempre novas caras. Qual é o outro tipo de clientes que vocês têm?

Só que fazendo uma repescaja, normalmente campanhas de IGC e grandes agências, seja internacionais ou portuguesas, pedem-nos o apoio na produção de conteúdos e de campanhas. O segundo cliente é o cliente de social media, de social content. Pessoas que precisam de uma nova estratégia, pessoas que precisam de uma produção de conteúdos rápida, que não lhes arrebente o orçamento e que tenham uma proximidade muito grande com a agência. Isto é, não precisam de estar a esperar.

Dias para que aconteça. Muitas vezes porque eles também não têm essa previsibilidade. Então o que nós fazemos é um orçamento bem ajustado, porque nós temos muita noção de necessidade, porque fazemos a tal imersão e são clientes que nós definimos como...

o dono da marca, aquele que realmente sente que o dinheiro está a sair do bolso dele e que quer as coisas feitas, bem feitas, quer se identificar e quer se orgulhar ao final do dia. E são, por norma, startups com algum budget e não são grandes empresas. Porquê? Porque querem uma relação muito mais próxima com a sua agência e com o seu criador, que na verdade é um consultor também.

Já trabalhei com empresas de marketing digital e tipicamente muitas vezes o que acontecia era nós dávamos o tal briefing, tudo isso, éramos nós que dávamos o briefing, e depois era a agência que ia dar o briefing aos criadores de conteúdos. E muitas vezes a mensagem não passava, ou passava mal, o criador depois decidia fazer coisas que...

que se calhar por erro nosso nós não tínhamos colocado balizas e decidiam fazer coisas que não deviam ter feito. E depois os conteúdos não eram provados e voltavam para trás. Isto às vezes era um 31. Como é que funciona o vosso workflow com os vossos clientes para garantir que a coisa correu sobre rodas e não andamos aqui para trás e para a frente a perder tempo? Primeiro começa logo pelo... Não são eles que nos dizem, somos nós que propomos.

Estás daqui numa fase, por exemplo, nós agora temos um cliente que fez um ano connosco. Estás daqui numa fase em que user-generated content fazia muito sentido. Apresentamos-te os criadores certos, os valores em cima da mesa e para o que é que vão servir.

E depois, com o criador, e aqui está a diferença, nós somos criadores. Nós sabemos o que é que precisamos. Muitas vezes, estar a colocar coisas no briefing excessivas, o excesso de controle de marca mata a autenticidade que o criador depois sente que pode-se criar.

Então nós conseguimos ter os pain points muito bem demarcados do que é que queremos dizer. Olha, no discurso isto vai ter que acontecer de forma natural, mas a liberdade de criação é essencial. Porque é aí que as marcas falham, é o excesso de controle.

Claro que eu percebo que muitas vezes o criador, vocês, as marcas possam ter uma necessidade de dizer tudo. Eu entendo completamente. E a nossa função é saber mastigar onde é que está o medo. Isto é, o medo excessivo de... mas depois aquilo não sai exatamente como foi idealizado. E o trabalho que tem que ser feito, principalmente do nosso lado, e é isso que nós estamos a fazer...

é cada vez mais deixar que seja tudo tão perfeito. Não é. As pessoas não querem isso. Nós conseguimos perceber porque é que uma plataforma com um TikTok explode porque os conteúdos não são assim tão perfeitos. Há uma intencionalidade na imperfeição. E isso é o que faz as pessoas se identificarem. Os vossos criadores de conteúdos...

Podem ser vocês, como já disseram, ou externos. Vocês escolhem-nos pelo número de followers, pelo número de likes. Eu sei que não, mas ajuda-me aqui a perceber um pouco como é que vocês os vão escolhendo e como é que vocês os vão também, ao fim e ao cabo, também encontrando. Eu gostava de vos dar a resposta ideal.

Nós somos um rato de internet. Nós andamos sempre a ver, andamos sempre a cruzar. Nós trabalhamos muito nesta onda de estarmos sempre em cima. Porque é isso que faz a diferença, é de perceber as tendências que estão a funcionar. Às vezes ir buscar lá fora e já colocar cá dentro.

Até que os criadores nós estamos a fazer isso. O que é ir buscar lá fora? Há muitas tendências que nascem lá fora. E o user-generated content não nasceu em Portugal. Um ano já estava nos Estados Unidos há quase dois, quando se cruza com o nosso algoritmo. Portanto, este tipo de...

previsibilidade. Tendências. É isso que nos distingue. É isto que nós temos que saber dar resposta ao cliente. Esta coisa de, olha, espera aí que eu vou ver ali. Não, nós temos que saber. Por isso é que nós somos uma smart team. Cada um tem que trazer aos outros insights. E nós fazemos isto constantemente. Ainda hoje eu enviei aqui para o Francisco.

Mas um link não tem nada a ver comigo Com a minha área, tem a ver com a área dele E a equipe faz a mesma coisa comigo O Francisco, para quem não nos está a ver É o teu sócio Responsável mais, até porque está aqui connosco em estúdio Responsável mais pela parte de Catação e operação Do olho Exatamente, é o vosso olho

E diz uma coisa, o vosso foco dos tipos de conteúdos que vocês estão a criar é 100% vídeos verticais, redes sociais e afins, ou a vossa estratégia depois acaba por ser multiplataforma, físico, digital, como é que funciona? Sim, 100% dos conteúdos que nos são solicitados é vertical.

O que pode mudar é a gente. Isto é, é uma cobertura de um evento, mas nós queremos o olho do criador. Aquilo que realmente... O que é que uma marca... Uma marca pergunta o que uma marca sabe.

Mas uma marca não vai perguntar aquilo que se sentiu. A outra pessoa que vai usar a marca se sentiu. E nós estamos lá a fazer esse papel por ela. Por isso é que nós somos os consumidores profissionais da marca. E é isso. Mas ainda voltando atrás, os nossos criadores nós escolhemos porque nós estamos constantemente.

em cima do mercado. E a qualidade é muito importante. A entrega, o timing de entrega, o ler o briefing e perceber que não está com mil questões. Porque esta rapidez que nos pauta também nós queremos... É obrigatório ter do outro lado também, não é? É porque isto treina-se. Esta coisa de estar sempre a questionar.

Está lá, lê Minha mãe dizia muito Faz de conta que eu sou um vosso User Generated Content Portanto eu vou criar um conteúdo com vocês E depois como é que vocês medem O sucesso dos clipes que eu fiz Eu deduz Obviamente andei aqui a pesquisar As vossas redes sociais E vi até os vossos explicadores Portanto os meus parabéns aqui pelos

Vossos explicadores aqui parecem quase autênticas aulas de marketing. Eu que não tive marketing, de repente fiquei a sentir alguém bastante preparado. Mas como é que vocês medem aqui o sucesso dos vídeos que são feitos por vocês? Primeiro sucesso de todos, que é um sucesso que ninguém fala.

é o cliente ter gostado da... Nós estamos sempre à espera do output, mas o cliente, este processo para o cliente ter sido fácil, ter sido criativo, ter sido uma maravilha ter trabalhado connosco sem estresse, recebeu a tempo, era mesmo isto, não teve que ir para trás mil vezes. Nós fizemos essa pauta de não entregamos aquilo que nós não iríamos colocar nas nossas redes.

Esse é o primeiro sucesso. Segundo sucesso é o cliente nos dar os dados da campanha. Quando há possibilidade de dar. Há marcas que não têm essa possibilidade de nos dar os dados da campanha. Quando somos nós a gerir, nós temos os dados, não é? Portanto, quando somos nós a gerir para as nossas marcas, aquelas que têm um fico connosco de social content, ok?

Mas como é que mudimos? Mudimos. Depende do que a campanha estava a falar. Se estamos numa fase de awareness e tivemos uma entrada de números de seguidores muito grande. Ou se tivemos uma fase de conversão e realmente entraram muitas pessoas no site e compraram. Ou pelo menos registaram. Porque depende, como eu disse, do objetivo de cada campanha. Normalmente as campanhas de IGC são feitas para conversão.

E esta é a luta que nós temos sentido. Não se pode começar a pedir em casamento antes de demorarmos. Namorem primeiro o consumidor. Até aquela fase, tu há pouco disseste, a primeira fase que é a fase do awareness, de dar a conhecer a marca e o produto e tudo mais. Crie familiaridade, toca na dor da pessoa. Deixa ver se este criador empatiza com este público, ok? E isto é muito importante.

Mas isso muitas vezes é difícil de medir, porque a pessoa vê o vídeo, até simpatizou com a marca, mas não teve qualquer tipo de ação. Se calhar não foi ao site ver, se calhar não converteu num registro, não fez o que seja. Portanto, como é que vocês aí não conseguem medir? Não se mede, não vamos inventar. Os vossos clientes, simplicamente, eu diria que são os responsáveis de marketing das empresas, não é? Sim. Quais são aquelas grandes balizas, aquelas grandes dificuldades que vocês veem do lado destas equipas de marketing das marcas quando são campanhas destas?

Penso que é nesta perceção do tipo de script. Primeiro temos que fazer uma campanha de awareness, outra de consideração, outra de conversão. Para marcas que já são muito conhecidas, que já fazem 30, 40 vídeos por mês, aqui a dificuldade...

Não sei se é dificuldade, mas agora nós já estamos a alertar mais para isso. É cuidado com os scripts que já aparecem. Scriptes de chat GPT. Sem... Adoro chat GPT. Adoro, meu melhor amigo, quando sabemos utilizar. Não é... Pomos lá o prompt e não dá.

Vai soar a chat de GPT e as pessoas já vão passar, já estão completamente fartas também de algum tipo de anúncios que é sempre muito igual. Portanto, dois tipos. O cliente que ainda não fez e quer logo a conversão. Acho que o user-generated content vai resolver o problema da vida dele.

E o cliente, agora que já está muito, que já faz muito, mas ainda está com algum receio de deixar que o criador faça aquilo mais orgânico.

Os user generated content, antigamente nós chamávamos-lhe influenciadores, pelo menos há uns anos atrás quando eu estive nisto. É a mesma coisa. Eu sei, eu sei. Chamávamos estas pessoas, por exemplo, conteúdos, os influenciadores, e depois dividia-se. Isto foi a ideia com que eu fiquei, embora não tenha sido a parte do Martin, era a ideia que eu tinha com o pessoal do Martin que falava, havia os micro influenciadores, os médios influenciadores, e os não sei quantos influenciadores, e aquilo ia tudo por número de seguidores.

E era a chapa 5, já tem não sei quantos mil utilizadores, está dentro do micro utilizador, já tem não sei quantos. E era assim mais ou menos que se dividia. Hoje em dia, como é que vocês, já deste um pouco a entender, mas ajuda-me a perceber como é que vocês vão dividindo os vossos utilizadores. A grande diferença aqui é nesta premissa. Não são influenciadores. Nós não colocamos os conteúdos nas nossas redes. Nas nossas redes, o que é que isso quer dizer?

Na minha rede pessoal. Eu faço um conteúdo para a rede da marca, não para a minha. Portanto, o meu número de seguidores é muito diferente.

mas não fazem aquilo em formato de colaboração, ou seja, fica no teu perfil e fica no perfil deles? Fica só no perfil da própria marca, é isso? Vamos clarificar. Existem várias formas de colaboração e várias formas de contrato. Por norma, a marca contrata-nos para nós produzirmos conteúdos para os seus perfis. TikTok, Instagram, YouTube são os mais pedidos.

Depois há marcas que já perceberam que em colaboração com o user-generated content também funciona. Não tem jeito nenhum para o user-generated content. Porque eu, como user-generated content, não quero estar a falar sobre marcas. Eu quero estar a falar sobre o meu negócio. E é por isso que as pessoas me seguem. Não é para estarem a ver conteúdos de eu lavar roupa com marca. Faz sentido? Faz sentido.

E depois existe um aqui, e obrigada por ter visto o conteúdo, grande tendência aqui deste ano, e efetivamente tem funcionado muito bem, é o chamado conteúdo branded content in dark post. Calma, eu vou explicar o que é. É a marca, nós criadores, permitirmos...

que é marca aceda ao nosso gestor de perfil e que coloca o vídeo que nós produzimos em anúncio em nosso nome. Não está visível ao nosso público que nos chega, mas quando aparece o anúncio aparece como Erica Content Live, que é, por exemplo, o meu handle. Não aparece como... Não aparece como inovadores. Aparece como Erica Content Live.

Portanto, as pessoas julgam que estão a ver um conteúdo feito pela Érica no perfil da Érica, quando na realidade é um conteúdo feito pela Érica, mas no perfil da própria marca. E nem sequer aparece qualquer indicação da marca? Aparece que é um perfil patrocinado. Aparece sempre patrocinado, mas não diz por quem. Chama-se Branded Content, isto é, nós permitimos que a marca anuncie o nosso nome.

E isso pode ser feito nas diversas plataformas que existem? Sim, todas. Ainda bem que pegaste no tema das plataformas. Ajuda-nos aqui a perceber como é que elas funcionam, porque muitas vezes jogamos que elas são todas iguais, e estou a falar do TikTok, do Instagram, Facebook, eventualmente YouTube Short, e o LinkedIn, que acaba por ser uma plataforma digital com outro intuito, mas temos que assumir também uma plataforma. Vamos começar pela minha favorita, o LinkedIn. Muito bem.

E porquê a favorita? Porque é onde está o público mais quente O que é que isso quer dizer?

As pessoas que vão ao LinkedIn, entram no LinkedIn com um propósito. Eu quero consumir conteúdo especializado. Eu quero ver uma vaga de emprego. Pronto, basicamente, eles vão com propósito. E, por norma, a nossa audiência são pessoas que já conhecem o nosso trabalho, já se cruzaram connosco, já estiveram na nossa vida de alguma maneira, ou gostam daquilo que nós representamos enquanto profissionais. Portanto, para mim, é um público semi-quente.

Onde quando eu falo, as pessoas estão muito mais dispostas a ouvir. E a marca também. Em que pode dar conteúdos muito mais qualificados e que realmente pode falar da marca como marca.

O Instagram, nós entramos 20 vezes por dia para fazer aquele drum scroll para, infelizmente, nos inspirarmos. Nós, como criadores, devemos entrar no Instagram para olhar a Matrix por trás do Instagram. Porquê que isto funciona? Porquê que não funciona? Mas pronto, é um conteúdo mais estético que deve requerer mais cuidado.

E que realmente funciona muito bem Onde as marcas postam a maior parte dos seus budgets De marketing O TikTok Mega favorito também Um conteúdo muito mais Intencionalmente lo-fi Eu tenho uma ideia e documento a ideia que tive Em que eu dou uma dica Em que eu posso O perfil

nichos de perfis super engraçados no TikTok. Eu vejo pescadores, é falar de carpas, o que é que vai ter interesse na minha vida? Nada, mas o conteúdo que eles fazem realmente entretém. Depois, é um conteúdo que é utilizado muito já como um novo Google, não é? Nós vamos à procura de, encontramos lá sempre imensas reviews de imensas pessoas e pronto, depois temos que ter ali um bocadinho de cuidado, porque também é um pouco crazy.

Sim, aliás, as novas gerações quando pesquisas, aliás, vem também nos vossos vídeos, nos vossos explicadores, que hoje em dia os miúdos, a maior parte do sítio onde eles vão pesquisar hoje em dia já é este tipo de plataformas. Os miúdos e os grudos. Sim, eu próprio assumo que vou pesquisar muita coisa nessas plataformas. O TikTok já ser uma... Eu acho que o TikTok já...

provavelmente vai nascer aí uma nova rede social porque quando nós, os millennials e os boomers começam a invadir muito uma plataforma, os genes e começam a surgir. A geração ou o baixo foge sempre. Começam a surgir, mas o TikTok neste momento funciona muito como um motor de pesquisa. Funciona como, aliás, o genes do TikTok é um motor de pesquisa, tanto que eles lançam o Insight.

do TikTok para nos dizer tudo sobre como as pessoas pesquisam no TikTok. Eles querem se posicionar assim, ponto. Não há dúvida. O Instagram já se quer posicionar de outra forma. E o LinkedIn tem o seu lugar perfeitamente assegurado. E, para mim, é a rede que vai explodir no próximo ano porque há uma saturação nas outras. E só por isso ou por outro motivo qualquer? Também porque este é o último ano.

que realmente, se nós pensarmos bem, este vai ser o ano em que a última geração da Génesis vai formar. E eles já nascem na era digital, eles já sabem como comunicar. E vai haver uma enchente em entrar nas outras redes, muito qualificada, saber usar muito bem as plataformas e as narrativas digitais lá e vão dar uma grande abada a todos nós. Vão dar uma grande abada.

É o último ano em que eles vão sair das faculdades e vão começar a comunicar, porque eles começam a comunicar. Eles já não precisam de empregadores, eles criam o seu próprio emprego, não é? Certo, certo. Então o LinkedIn vai ser ali um refúgio para os outros se sentirem ainda acolhidos e com voz.

Por falar nisso, hoje em dia temos a inteligência artificial a entrar aí em barda em tudo o que é a área do digital, do marketing e também na área da criação de conteúdos. Portanto, cada vez mais começa a haver vídeos feitos por inteligência artificial ou assim o marco soube-se, portanto eu faço um clone meu e ponho o meu clone digital a falar e a fazer 50 vídeos por dia, de repente tens as redes sociais com os meus vídeos.

Portanto, há vários, até a própria IA para analisar conteúdos e analisar redes e analisar tendências. Como é que tu vês este novo panorama da inteligência artificial com estes dois princípios e se há mais coisas que tu queres também mencionar?

O meu posicionamento é muito claro e penso que na House of Content de todos nós, porque nós somos três, mas temos uma voz, não é? Única. Quem não vai surfar a IA e quem vai resistir vai morrer. E nós surfamos a IA a nosso favor. Em que é que vocês utilizam a IA a vosso favor? Em tudo. Primeiro, organização da empresa é a primeira a entrar.

os recursos, para nós o tempo é essencial porque temos muitos clientes, muito conteúdo para produzir, portanto a nível da organização de empresa é a primeira a entrar. Segundo, a nível também de criação de conteúdo, a nível de efeitos e tudo mais, coisas que nós provavelmente tínhamos que ir pedir a alguém para fazer e pagar para, pagamos uma plataforma e ajuda-nos, como por exemplo acender uma luz, apagar uma luz, coisas que...

Contudo, está completamente riscado da nossa lista colocar conteúdos de IA nos nossos conteúdos, porque vai matar a gênero. As pessoas, não vou dar nem mais um ano para que os vídeos de IA sejam vomitados e completamente...

ignorados pelo público. Portanto, nós estando no pêndulo oposto, é aqui que vocês nos vão encontrar. É cada vez mais intencionalmente lo-fi, genuínos e autênticos, que é o que as pessoas procuram. Quando dizes lo-fi, será vídeos criados realmente por uma pessoa e não vídeos criados por inteligência artificial.

É como se tu estivesse tão enraizado o que é que é o conteúdo e como podes ajudar o teu público que consome o teu conteúdo que pões uma câmera aqui que não tem assim a melhor luz desde que tenha o ecrã limpo e gravas e documentas aquilo que queres dizer e colocas na rede. Passa por nós, nós fazemos os cortes e os cortes mínimos que têm para que não seja só isso uma edição. Uma edição simples. Mas eu reparo que do meu lado eu já sinto isso quando vejo vídeos criados por IA até dos pedidos.

Clones digitais do exemplo que eu dei há pouco Eu já faço Mais um E também há um detalhe Tu há pouco estavas a falar do LinkedIn E eu também já noto isso no LinkedIn Há muita gente hoje em dia cada vez mais a publicar coisas no LinkedIn Nitidamente feitas por IA Em que tem uma máquina por trás Ou seja, um software por trás de IA Que está a criar conteúdos, vai buscar temas Cria conteúdos e que o publica automaticamente Todos os dias eles estão a criar textos super elaborados Como se fossem gente muito importante

E se vê-se muito cada vez mais. Dói, dói porque vão ser ignorados. Todos os humanos notam. Há aqui uma frase, há aqui um enamoramento. E diz, ah, que giro, que giro. Esta tendência que agora saiu das frutas, que as frutas, da telenovel das frutas, é giro, mas pronto. É uma trânsito.

Exato, é uma trend E como uma boa trend que é Não vai deixar a sua marca Contudo, essa parte do LinkedIn As pessoas realmente Eu penso assim Quando há muitos clientes que dizem Faça aqui um pró-me E ele cospe-me 10 10 milhões E eu não preciso dizer É por isso que o teu conteúdo não está funcionando E estás a falar connosco Estou a dizer isto que esta arma Não sou assim tão má Eu explico de uma maneira mais fofinha, prometo

Há pouco falaste que também utilizam a inteligência artificial na vossa gestão do dia-a-dia. Explique-nos um bocadinho o que é que estão a fazer e como é que é o vosso dia-a-dia de uma equipa de três criativos. Hoje somos nós. Depois temos um time. Certo, sim, mas a parte da gestão da empresa são três pessoas. Em que é que a inteligência artificial está aqui a facilitar o vosso trabalho?

A nível de plataformas de distribuição de trabalho, muito, principalmente. E há uma que agora é o nosso enamoramento total, eu não vou dizer o nome, ninguém me pegou para isso, mas que é básico, que é...

Nós fazemos muitos, e isto é uma... Se calhar não falei, eu devia ter falado. Uma das coisas que está a ver agora de grande tendência é sites que sejam a extensão das redes sociais. Antigamente um site era aquele mono parado, muito estético, muito institucional. Hoje as pessoas gostam de sentir que entraram numa porta e que aquilo é a mesma casa. E nós somos muito especialistas também a fazer esse tipo de sites que continuam a comunicar como uma rede social, com vídeos, com...

com situações estéticas que ele entende como... É a mesma coisa que eu vi ali no TikTok e no Instagram. Pronto.

E a AI entra muito aí, que é eu quero isto, entro e faço no meu cloud marketing, já disse, a minha ideia do website inspirado aqui, aqui, aqui. E ele realmente cospe-me aquilo, com os botões no sítio certo. Com as conchertas. Exatamente. Depois, obviamente, vai para a produção, para o web designer. Mas visualmente, em vez de ter ali um documento, Word,

escrito por nós, já vem visual. Ele próprio já começa a dizer isto aqui deve estar aqui, isto aqui. Isto é uma boa ideia. Gosto daqui. O que é que isto acelera? Acelera tudo. Ele cospe-me o website visualmente o website feito. Aí foi onde eu notei mais diferença. E na gestão, na nossa gestão interna também, de faturação, contactos, etc. Também tem todos esses processos automatizados. Também já temos esses processos automatizados. Apesar de eu gostar sempre de uma ...

Não vou mentir Boa mão e um bom olho humano Há aqui alguma situação complicada Que tenhas sentido até agora? Algum momento assim estranho? Eu estou no Martin há alguns anos Na comunicação há outros anos Eu sou filha desta casa também É verdade

A minha vida mudou muito aqui Eu comecei a ser feliz Quando vim para a RTP Profissionalmente Portanto o meu carinho é imenso E já estou a ficar com lágrima no olho Não podemos tocar neste ponto

E o que é que eu queria dizer? Portanto, eu sou filha desta casa, eu tive muitos anos aqui a nível... Eu acho que os piores anos na minha vida foi ser tão miúda e estar com projetos tão grandes como estar a fazer diretos e que aquilo é tudo ao segundo. Portanto, acho que nós temos uma...

Uma crosta diferente. É verdade. Quando vimos. E depois chegaste, tu recebeste recentemente o prémio de Creator of the Year. Uma coisa assim. Minha data. O que eu ganhei foi três prémios de eficácia. Para quem não sabe, são os prémios máximos do marketing.

E como é que foi receber esse prémio? Qualquer um deles, Sofia, ou receber os prémios, nos falar sobre uma coisa alegre. Não posso dizer que tive uma vida profissional com nenhum desafio que me marcasse particularmente. O que eu tive foi algumas situações, como qualquer outra pessoa, fruto da idade, que vamos aprendendo com a pancada. Hoje nunca deixou uma moça, sempre me levantei e vim em frente.

Sobre os prémios, sendo eu, trabalhava numa agência, e não sei se vocês alguma vez estiveram numa agência, mas há uns clientes que pagam muito bem dentro de umas agências, mas não são os maiores nomes de agências, não são as maiores insígnias da agência. Eu tinha uma conta dessas, que era um cliente que estava para sair da agência, mas era o cliente que mais faturava dentro da agência. E eu fui um bocadinho chamada como bombeira a... Tipo, para o aval, que se quis estar pegado fogo.

E com muito processo feito e uma equipa, tive que realinhar mesmo a equipa, nós fizemos uma ação baseada num pilar da marca que não estava a ser explorado, que era de Act for Good, Solidariedade Social. Foi no Porto, foi numa...

num shopping no Porto. E basicamente era uma ação onde nós ponhamos pessoas de idade a trabalhar, a costurar, para ocuparem o seu tempo. E depois esses cubos de crochê foram expostos. E aquilo viralizou de uma maneira abrupta, louca. Qual vídeo do Cristiano Ronaldo? Não, as minhas velhinhas ganharam.

E nós, com os comentários todos que fomos gerando, percebemos que aquilo realmente gerou um interesse e que as pessoas queriam continuar. Nós tirámos os cubos, depois aquelas mantas foram doadas à Santa Casa e depois numa segunda parte da ação pusemos outras pessoas que estavam obsoletas e não sabiam ocupar o seu tento com um propósito de costurar para crianças que estavam em instituições de solidariedade.

Isto foi uma loucura. E o que nasceu de uma ideia, de uma simples campanha, virou edição 1, 2, 3, 4 e 5. Obviamente que depois fomos nomeados a prémios. Isto para dizer o quê?

Porque a minha agência nunca tinha olhado para aquela conta que ia sair como um potencial ganhador de prémios. E com este trabalho de equipa, nós estamos todos alinhados, com o cliente muito alinhado connosco. O cliente que queria sair há dois anos atrás, agora já estava na luta nos prémios connosco.

Isto foi um grande marco na minha carreira. Não posso mentir. Última pergunta. Vocês trabalham muito no digital. Como é que tu vês esta nova criação de conteúdos? Por exemplo, a RTP agora até tem uma série feita específica, ou várias séries feitas especificamente para o Vertical, com histórias, com novos enredos. É esse o futuro que tu vês no Martim Digital também?

O futuro do digital, o que é hoje, já não é amanhã. Atenção. Parem de comprar livros de marketing digital, porque isto muda de um dia para o outro. Realmente vão a conferências, falem com pessoas. Estejamos muito mais IRL, in real time, ok? Porque é aí que o que é hoje não vai ser amanhã. Se amanhã...

ou daqui a um ano quiseres falar comigo, a nossa conversa ia ser outra. Algo já tinha mudado, certo? Portanto, o futuro do digital, para mim, nós vamos ter aqui uma transformação, obviamente, quando tivermos toda aqui uma realidade virtual a entrar por nós. Eu acho que vai ser muito por aí.

E gostava muito que as pessoas que escrevem, que enchem páginas, pararem de matar uma coisa em relação a ontem. A televisão não matou a rádio, portanto nada vai matar nada. As pessoas têm que se organizar e acompanhar. A rádio hoje em dia em Portugal está num hype que se calhar...

É verdade, já não tinha uns anos. Não tinha uns anos. Portanto, o vídeo não tem uns anos. Não, o vídeo não tem uns anos. Olhem as coisas um bocadinho como...

Nem todo o mar, nem toda a terra. Tenham calma, ok? Porque as aipes mudam muito rápido, por isso é que eu sou tão anti-trend. Olha, temos que terminar o nosso programa, já passámos largamente o tempo que tínhamos aqui estimado e agora tenho aqui umas perguntas que normalmente nós fazemos, são sempre as mesmas. A primeira pergunta é quem é a pessoa que mais te inspira?

Gary V. E quem é e porquê? É um empreendedor norte-americano. Ele, por acaso, não é... Isto é... Ele é aquela pessoa que prevê as coisas a acontecer e diz as coisas como elas são. Para as pessoas perceberem com esta linguagem mastigada. E ele formaliza. Ele já disse...

Todas as pessoas que quiserem ter sucesso no futuro e quiserem assegurar os seus postos de trabalho aqui no digital, criem produtos físicos, de consumo rápido. Isto é uma bebida refrigerante, uma agenda, algo que se consuma e que tenha que comprar. Porque é aí que os grandes criadores digitais vão fazer os seus negócios. Eles vão depender cada vez menos de marcas e vão ser a própria marca.

E já está a acontecer Em frente aos nossos olhos A grande influenciadora Já tinha a sua própria marca E já não trabalham para marcas Tudo o que ele diz Eu vou estar atenta Já estou a pensar

Em criar a minha agenda, porque eu sou muito organizada. Ah, exato. Tem que ser alguma coisa que seja a extensão de nós, não é? Se faz lembrar daquele anúncio que havia antigamente, se calhar não há tão tempo, que era a minha agenda. A minha agenda, a minha agenda. Exatamente. Muito bem. Pergunta número 2. Quando é que percebeste que a alça of content ia ter acesso?

Quando estava ainda a trabalhar na agência, na minha antiga agência, cada vez que eu criava um conteúdo nas minhas redes profissionais, pessoais, desculpa, eu tinha alguém a bater-me à porta e dizer mas tu não faz isto, não queres ser a minha agência.

Então, espera aí, eu ainda não tenho criada e já me estou a pedir. É porque aquilo que eu estou a comunicar e esta visão de mais proximidade, ser realmente uma... Tu entras porque queres o meu serviço, mas ficas por causa da confiança que nós passamos e este companheirismo. Portanto, são coisas que normalmente não se falam, eu não sei porquê. Porquê é que as pessoas não falam desta relação? Há uma coisa que eu nunca me vou esquecer que ouvi. Nós somos tão bons a ganhar clientes como a perdê-los.

Eu ouvi isto numa grande agência. E isso diz tudo. Pois, percebo. Nós não. Esperamos que não. Terceira pergunta. Qual foi a pior experiência que já tiveste com o cliente? Com o cliente? Incrível que pareça, eu nunca tive uma má experiência com o cliente, mas tive uma péssima experiência com uma pessoa ao qual eu prestava serviços. Que foi simplesmente aquilo que nós não queremos na nossa vida. Que é...

Não correta, connosco. Quarta pergunta. Qual foi a maior agenária que tu já cometeste ao longo da tua carreira? Não ter saído mais cheia da agência. Sim. Eu poderia ter feito um ano e meio antes. Porque tinha um desgaste emocional menor. Isto é, eu escrevi uma vez um texto a dizer eu nunca tive um burnout. Eu achava que tinha tido um burnout. Eu já estava era de luto. Eu já sabia que aquele meu eu já tinha saído ali.

Última pergunta, onde é que vês a House of Content daqui a 5 anos? Vejo como uma agência que continua com a sua Genes Boutique, mas multiplicada por 5, em que as suas smart teams funcionam da mesma forma, mas aqui com uma perspectiva com o cliente, porque eu não acredito em e-books nem consultorias, porque nós estamos todos a dizer como é que se faz, quem é que está a fazer.

Nós estamos a fazer, portanto vejo uma agência que está a fazer e não ensinar a fazer, mas nunca vou deixar de fazer aqueles conteúdos a explicar e a posicionar-nos como pensamos e a nossa opinião e a nossa olhar sobre o conteúdo. Mas vejo como uma agência que vai estar certamente a ajudar os seus clientes e ter aqui um género de...

pool de academia em que eles nós vamos conseguir criar ali um espaço em que eles possam falar, eles possam ter consultorias clientes, os meus clientes com os meus clientes mesmo como uma rede em que depois outros novos podem vir entrar e perceberem se a vibe deles é aquela sem estar com mentorias e que traga negócio isto é que nós multiplicamos

Vocês já têm clientes estrangeiros? Prevês aumentar esse leque de clientes estrangeiros? Eu estou a perguntar isto porquê? Porque vocês neste momento estão... O mercado é português De influenciadores ou de user generated content Chama-lhe o que quiseres Mas vocês prevêem alargar isto User generated content estrangeiro? Já fizemos Foi este ano Fizemos a primeira campanha Em Inglaterra Ainda que está no ar Ontem saiu o último conteúdo Outra época

E prevê expandir isto para outros países? Não é o nosso forte. Então para já vamos manter em Portugal e na Terra? Nós preferimos ser reis no nosso boat do que mais uns a navegar grandes navios lá fora. Temos que ter uma noção de onde é que nós fazemos a diferença. Muito obrigado por ter vindo aqui. Muita sorte e espero que o vosso boat vá aumentando paulatinamente. E que navegue águas bonitas.

E não muito dura. Imagino que sim. Para quem esteve desse lado, no fim de dia as pessoas costumam querer e continuar a conectar-se com outras pessoas, mesmo que seja num formato digital. Devemos ter sempre em mente que o objetivo será sempre simular o ambiente real e quem não consegue fazer isso vai continuar a falar sozinho. Já sabem, podem encontrar este episódio e os restantes na RTP Play e nas diversas plataformas de podcast. Muito obrigado a todos. Até a próxima semana.

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