WizPress
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Nuno Costa
- WizPress: Automação para JornalistasRedução de tarefas repetitivas no jornalismo · Transformação de comunicados em notícias · Filtragem de e-mails e palavras-chave · Prevenção de alucinações em IA · Otimização de tempo em redações
- Funcionalidades e Evolução da WizPressEdição de texto, títulos e subtítulos · Inserção de imagens e tabelas · Transcrição de áudio e vídeo · Tradução e texto para voz · Otimização para SEO e LLMs · Personalização de estilo e prompt
- Funcionalidades da WizPressTranscrição de áudio e vídeo · Geração de títulos, subtítulos e tags · Edição de conteúdo com formatação · Integração com websites e back offices · Otimização para SEO e LLMs
- Crise do Jornalismo e MídiaIA como auxiliar do jornalista · Questões legais e éticas da IA na mídia · Impacto dos LLMs no tráfego de notícias · Evolução da WizPress como assistente completo
- Desafios do Jornalismo RegionalFalta de recursos em redações locais · Dependência de comunicados de imprensa · Necessidade de conteúdo diferenciado
- História e Trajetória de Nuno CostaJornalista em mídia regional e nacional · Criação do site Sulo Informação · Transição para o ecossistema de startups · Inspiração em inovadores e feedback de clientes
- OCR e Reconhecimento de ImagemTransformação de PDFs e cartazes em texto · Facilitação da extração de informação
- Desafios e Lições na CarreiraTrabalho não remunerado · Confiança cega em clientes · Valorização do próprio trabalho
Sejam bem-vindos a mais um episódio dos Inovadores. No programa de hoje vamos falar sobre a indústria dos mídias e das redações e como existe uma solução para reduzir as tarefas repetitivas do jornalismo. Recebemos o Nuno Costa, CEO da WeExpress, uma startup algarvia que nasceu dentro do ecossistema da Dangan, uma startup studio que já esteve no programa. Nuno, bem-vindo aqui aos Inovadores. Obrigado, é um gosto estar aqui. Um jornalista aqui num programa de rádio de uma empresa de informação, ao fim e ao cabo.
Sim, acaba por ser aqui um voltar às raízes e um bocadinho aquilo que foi o meu passado até chegar aqui. Muito bem, então vamos lá falar sobre o Express ou sobre o Express do teu lado, segundo o que dizes, o Express. A vossa missão, ao fim e ao cabo, é libertar o jornalista daquele trabalho de copy-paste e passar realmente a fazer jornalismo, é isso? Olhando o Express e aquilo que está por trás da sua criação, digamos que esse é o principal objetivo.
Porquê? Porque existe informação que necessita de trabalho jornalístico, mas digamos que não é o tipo de informação para o qual um jornalista, ou na qual o jornalista devia estar a perder todo ou muito tempo para ela. Ela é importante para o leitor e estamos a falar aqui também, explicar que tipo de informação é essa.
Estamos a falar, por exemplo, daquela informação que não para de chegar ao e-mail. E estamos a falar de um produto que nasce para pequenas médias redações, muitas delas regionais, locais, que, para quem não sabe, muitas vezes o dia-a-dia desta redação, ou de um jornalista de uma redação deste género.
é chegar ao local de trabalho, sentar-se à frente do computador, tem as suas agendas ou não, se não tiver as agendas vai estar à procura ou a triturar, vamos dizer assim, a informação que lhe está a chegar ao mail, que está a chegar à redação diariamente. O que é que muitas vezes esta informação é? São comunicados de imprensa das câmaras municipais, das associações, de empresas?
E o trabalho do jornalista muitas vezes, para algum deste conteúdo, não é ligar ou entrevistar alguém, é muitas vezes transformar. Estamos a falar da nova obra que o município vai fazer, estamos a falar de um comunicado...
num comunicado sobre um novo produto de uma empresa, nós vamos, no fundo, acabar por transformar aquela informação numa notícia. O que é uma notícia no sentido lato? É, às vezes, uma escrita muito mecanizada. É responder aquelas perguntas do lead.
o que, quem, quando, onde, e isto muitas vezes retira muito trabalho ou muito tempo ao jornalista que podia ser aplicado em trabalho que um jornalista deve efetivamente fazer. E depois eu posso falar mais sobre isto porque isto também acaba por estar intimamente ligado à própria subsistência dos meios de comunicação social, porque este tipo de informação chega a todos.
qual é que vai ser o critério de diferenciação? Vai ser a capacidade que os meios de comunicação têm de entregar algo que mais ninguém entrega e para isso é preciso tempo, é preciso tirar os jornalistas da redação e é preciso ainda assim continuar a entregar este tipo de conteúdo e é isso que o Express ajuda a fazer.
no fundo ajuda a agilizar bastante este processo de chegada, de informação, triagem, redação, revisão, importantíssimo, e publicação no website. A notícia nunca é publicada sem ver uma revisão de algum jornalista, certo?
não, nunca é publicada sem revisão. O que é que... Já agora, como é que o vosso sistema consegue receber uma catrefada de e-mails, porque se calhar muitas vezes é publicidade, é lixo, ou o que seja, e como é que ele consegue perceber o que é que é importante e o que é que não é, e depois, já agora, duas numa, como é que vocês depois garantem que ele também não alucina, porque toda a gente sabe que as plataformas de inteligência artificial, por norma, têm sempre uma pequena alucinação, como é que vocês conseguem ter a certeza que cumprem aqueles requisitos todos?
Respondendo à primeira pergunta, à filtragem da informação no fundo, nós podíamos ter ido pelo caminho de utilizar a inteligência artificial. E foi uma decisão estrutural. Nós vamos permitir que essa filtragem exista, mas cada redação é diferente.
E sendo que cada redação é diferente, vamos fazer uma filtragem para cada redação e vamos dar a cada redação o poder de filtrar os e-mails. Existem dois níveis de filtro. Desde logo, tu conectas uma caixa de e-mail, podes receber lá várias coisas e depois há mais de comunicação social, tem uma caixa de e-mail para tudo, para as notas de imprensa, para as faturas, para os recibos de ordenado, para tudo e mais alguma coisa. E o que é que nós fazemos? Aí existe um sistema de match perfeito, de palavras.
em que a redação vai dizer, eu só quero receber e-mails que digam nota de imprensa, comunicado, comunicação, gabinete de comunicação e só esses e-mails é que entram. Portanto, aí existe uma camada de filtro. Depois existe uma segunda camada de filtro, que são com palavras-chave. Nomeadamente, eu posso colocar a cidade onde eu trabalho, Faro. Portanto, um e-mail que tem lá a palavra Faro é mais importante do que um que não tem.
Se eu tiver outra palavra-chave que é PSP, esse e-mail também é mais importante do que outro. Se tiver faro, PSP e mais uma ou duas palavras-chave, aquele e-mail vai ser urgente. Portanto, este controlo, e para evitar que possa algum e-mail falhar, é dado à redação.
também pode ser, por exemplo, colocado o nome de um organismo que estua a enviar comunicados. Claro, claro. E depois a parte do alucinar, quando ele cria a notícia, ou seja, que já sabemos que vai ser validada, mas qual é o processo que vocês a criaram para garantir que ele não inventa coisas?
Primeiro, muito treino, muita verificação, muitas instruções para que não exista nada de novo que não lhe seja dado. Ou seja, nós estamos a falar mais de uma IA que é transformadora.
mais do que adiciona coisas. O que é que a IA vai fazer? Existem várias regras. Existe, por exemplo, uma regra que é a regra da precisão fundamental. Posso aqui estar a explicar. Que, por exemplo, a IA não vai apenas escrever o comunicado, ela vai conseguir também dizer ou interpretar que algo é opinativo.
Se algo é opinativo, isto deve estar entre aspas. É algo que um jornalista também faz. Exatamente. Portanto, deve haver aqui uma citação. E se deve haver aqui uma citação, eu vou tirar ipsis verbis, aquilo que está no comunicado, e não vou alucinar.
Obviamente que, como disseste bem, estamos a falar de inteligência artificial, onde é que aqui e ali podem ocorrer alucinações? Que acontecem exatamente com os jornalistas. Que é o seguinte, existem perguntas que uma notícia tem que responder, nomeadamente o onde ou o quando, ou o quem. O quem não é tão problemático, mas o onde e o quando.
Se quando a inteligência artificial é alimentada com um determinado conteúdo não tem um destes elementos, não é que ela alucine, mas não vai ser uma notícia perfeita porque não tem os elementos necessários para escrever uma notícia. Mas depois existe sempre a validação. Exatamente. Sim, sim, sim. Quanto tempo é que vocês estimam que existe a redução de tempo de operação?
entre receber o e-mail e criar notícia versus o vosso sistema? Sendo simpático. Sendo simpático. Sendo simpático. Superior a 10 vezes. Porque nós estamos a falar de... Porque nós temos dados sobre a utilização atual.
10 vezes, mas hoje em dia demorará 20, 25 minutos por cada notícia então obviamente algumas em 2 minutos desde o momento e isso aí são dados que nós temos recolhidos da utilização da plataforma algumas notícias são inferiores um minuto entre a geração e a publicação
outras, por isso é que nós estamos aqui para tempos médios, também 20 minutos há algumas que se calhar são só 10 e outras são 35 ou 45 também depende do produto do material que chega e que muitas vezes também têm que procurar e depois também há aqui outra questão que é se nós estivermos a falar de uma nota de imprensa ou de uma informação que chega ao e-mail e vem muito mal escrita aí a poupança é muito maior CIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIMIM
a poupança é muito maior acredito que isso seja muito comum isto é um SaaS? é um SaaS, funciona com subscrição e é através de uma plataforma de um website? de um website, sim, é um login é atribuído um login ao utilizador o utilizador faz login, tem a sua conta conecta a sua conta de e-mail conecta a sua plataforma a sua website, no fundo o produto acompanha desde a entrada de informação até a saída para a publicação e...
E esta configuração demora cerca de 15 minutos, é bastante rápido. Vocês, neste momento, começaram há relativamente pouco tempo, têm mais ou menos um ano de vida. O vosso mercado tem sido apenas Portugal para já. Se calhar os vossos clientes, maioritariamente, têm sido médias empresas na área dos mídia. Quais são os próximos passos que aí vêm?
Sim, é um pouco isso que estás a dizer, mas isso também tem a ver com o próprio objetivo por trás da criação do e-express, porque a inovação é cara e existe um papel muito importante e também tem a ver com o meu próprio passado.
Existe um papel muito importante dos meios de comunicação locais e regionais que não pode ser esquecido e muitas vezes a inovação não chega. Há meios de comunicação social que estão ainda a lutar para entrar na era da internet e nós estamos a entrar na era da inteligência artificial.
que quanto a mim vai ser tão revolucionária como foi a internet para jornais. Portanto, existe esta questão aqui. Mas dizia eu que o próprio produto foi pensado para... E os próprios valores da subscrição foram pensados neste mercado.
para os primeiros passos. E estamos a trabalhar já com jornais de norte a sul do país um pouco, mas temos também bastante interesse, estamos a ter bastante interesse de grupos maiores ou de marcas maiores e de alguns grupos nacionais.
Agora vamos aqui conhecer um bocadinho o processo atual sem o e-express. Como é que funciona uma redação? Há pouco já deste aqui um pouco um resumo. Eu que conheço a realidade da RTP, portanto eu sei bem como é que as coisas funcionam, ou pelo menos tenho alguma noção. Nunca trabalhei numa área dessas, mas tenho alguma noção. Para quem não conhece como é que funciona, já há um bocadinho deste um bocadinho a entender, mas descrevemos aqui melhor os passos do dia-a-dia de uma pessoa dessas.
Sim, basicamente nós estamos a falar de um trabalho que varia de acordo também com a agenda, mas quando não há agenda, ou seja, quando não há atualidade, que isso aqui também é uma coisa com a qual a RTP lida todos os dias, mas quando não há aqueles eventos marcados à agenda, existe sempre a informação para ser trabalhada e para ser processada.
Existem sempre notas de imprensa, comunicados que estão a chegar, seja de empresas, municípios, que, isto é importante dizer, que muitas vezes, e isto sem afetar a independência jornalística, mas muitas vezes estes comunicados, estas notas de imprensa vêm de anunciantes, quando estamos a falar de uma redação local ou regional.
E este trabalho tem que ser feito, porque muitas vezes é a informação que os leitores necessitam e não há mais ninguém a cobrir aquela informação. No entanto, para o jornalista, e eu passei por aí, para o jornalista muitas vezes não é um trabalho desafiante.
muitas vezes nós estamos a perder 20 minutos, 25 minutos a reescrever uma notícia ou uma nota que chega que não vem bem escrita que quando vai ser publicada vai ter que ser publicada porque continua a ter interesse mas depois
o retorno de número de leitores e de impacto que vai ter não é tão grande, mas tem que ser publicada. Faz parte da missão do próprio órgão. Faz parte do compromisso do próprio órgão com o número de pessoas a quem ele tem me interessa. Portanto, muitas vezes, este é uma boa parte do trabalho de um jornalista. Reescrever esta informação.
Muitas vezes esses comunicados vêm quase como publicidade ao Fiocar. Sim, precisam de ser limpos, reescritos. Tem que ter um carácter de informação. E às vezes, muitas vezes acontece o essencial da informação que um jornalista puxaria para lido, vem no último parágrafo, para levar a pessoa a ler aquilo tudo até ao fim. Portanto, muitas vezes isto dá... E acontece também tendo que ir buscar informação a outro sítio que às vezes não vem no comunicado.
Sim, sim, também acontece. Mas acontece muitas vezes. E essa é a parte que é o trabalho que o jornalista deve fazer. Mas outras vezes esse trabalho de enquadramento, até porque há muita coisa por fazer, esse trabalho de enquadramento às vezes acaba por não ser ou relevante, ou necessário, ou às vezes até esquecido.
Portanto, acaba por existir muito esta reescrita. E a velocidade de publicação também é cada vez mais importante. Porquê? Porque existe concorrência. Se não houver regionais, existe concorrência com os nacionais, porque a informação alguma também lhe chega. E quanto mais te pressa chegar...
melhor. Então é um bocadinho esse o trabalho que muitas vezes existe e isto, claro, ocupa tempo para o jornalismo de elevado valor, aquele jornalismo que não é...
que diferencia, que gera monetização, que gera dinheiro, que gera estatuto daquele órgão de comunicação social e que agabe muitas vezes por ser relegado para segundo plano porque existe muito este trabalho. Não é que seja...
Eu estou a dizer isto, não é que isto seja assim, que os jornais não façam isso, ou que não procurem fazer. O que eu estou a dizer é que se em vez de termos duas pessoas a fazer este trabalho, ou três pessoas a fazer este trabalho numa redação de cinco, se pudermos ter uma, temos quatro que estão a fazer jornalismo na rua. E vai-se notar a diferença da qualidade do estatuto daquela publicação.
Agora vamos simular que eu sou um órgão de comunicação, até pode ser aqui a RTP, vamos dar o exemplo da RTP, e colocavamos o Express aqui na RTP. Como é que funcionaria? Portanto, já deste há um bocadinho um pouco a indicação de que colocaríamos algumas palavras-chave. No nosso caso, como não somos uma instituição regional, portanto, se calhar o número de palavras...
A palavra-chave teria que ser maior, porque a nós interessa-nos a nível nacional e Portugal continental ilhas, muitas vezes, ou a maior parte das vezes também. Portanto, o nosso tipo de palavra-chave seria diferente, mas eu sei que eles recebem montes de e-mails. Alguns não interessam para nada, mas outros interessam. E como é que depois...
Como é que depois é o fluxo? A notícia entra, aquilo prepara a notícia, mas prepara num website para aquilo que nos explicaste, mas... Sim, sim. Basicamente, existe essa configuração das palavras-chave, mas mesmo assim, apesar disso que disseste, a RTP também funciona por editorias, não é? Certo, exatamente. Portanto, haveria uma editoria que tem outras prioridades... A quem não...
As editorias tipicamente é a política, a sociedade, a economia, o desporto. Exatamente, as várias secções. Secções dentro da informação. Logo aí a prioridade de determinado tipo de informação que entra seria feita a nível de editorias. Estamos a falar no cenário hipotético da RTP.
Seria feito a nível de editoria. Depois essa informação entra, o jornalista vê, lê o e-mail, mostra-lhe o e-mail e tem um botão em que clica e diz, gera um artigo.
Ele gera um artigo, abre uma aba do lado direito, é gerado um título, um subtítulo, o artigo, tags, as etiquetas. E coloca imagens? Há a possibilidade de colocar imagens? Sim, sim, sim. Depois, do lado esquerdo, fica o e-mail que chegou. O e-mail original para ficar lado a lado.
Depois, no editor, pode colocar imagens, pode buscar a própria biblioteca que já existe. O editor dentro da própria plataforma. Pode colocar imagens, pode colocar tabelas, pode colocar os links que tem que colocar. A ferramenta também tem conteúdo relacionado.
As tabelas são tabelas vossas ou posso ir buscar tabelas minhas? Funciona como editor. O grafismo aqui muitas vezes é muito importante, porque tipicamente os meios de comunicação têm grafismo próprio. Exatamente. Eu não posso ir buscar uma tabela verde quando o meu grafismo é todo, com uma determinada cor e uma paleta de cores e tudo isso. Permite-te colocar código também, porque depois vai-te gerar a tabela. Fazer o embed. Fazer o embed.
O embed, para quem não sabe, é colocar código dentro e integrar com as coisas, com os websites e afins.
Exatamente, permite fazer tudo isso Vamos pensar por exemplo Num editor de um WordPress Ou de um back office que também permite fazer tudo isso Esse editor está dentro da ferramenta E quando envia O conteúdo depois para o website Vai com todas as formatações É aí Dentro da ferramenta pode escolher Tem dois caminhos, pode escolher Publicar live e não precisa de ir ao back office Do próprio website
pode publicar live, porque já verificou e já preparou tudo do lado da ferramenta, ou pode enviar ainda para o website como rascunho e... E depois ser fechado lá. E ser fechado do lado do website. Existe, como há pouco dissemos, existem as várias editorias, muitas vezes a notícia depois precisa de uma validação do responsável da editoria ou do coordenador editorial do dia, ou o que seja.
Existe aqui esta possibilidade de haver um passo intermédio de aprovação ou de pré-aprovação? Sim. Colocando o produto que entrou nas redações, eu penso que ainda não dissemos isto, entrou nas primeiras redações em novembro, foi a primeira versão. Novembro de 2025.
De 2025, exatamente. Entrou nessa altura. Nessa altura ainda, por exemplo, não era possível tratar as imagens. Não era possível introduzir imagens. Existe agora também a possibilidade de selecionar vários e-mails e fazer quatro notícias em simultâneo, ou cinco ou dez. Se forem todas importantes, ele vai gerar... Trabalha logo em multitask. Trabalha logo em multitask e depois vamos ver, que sempre ver o e-mail.
e se gostares de perguntar nós em maio vamos lançar maio de 2026 não sabemos quando é que se está a ouvir o programa exatamente, maio de 2026 portanto se estão a ouvir em junho de 2026 já foi
Nós vamos lançar uma versão, uma versão pensada que já não resolve apenas este problema que nós estamos aqui a falar, que já vai ser um assistente completo para um jornalista.
Já vai permitir a pesquisa de informação em tempo real, a introdução de transcrições de áudio dentro de uma reportagem que eu esteja a escrever, as equipas, era isso que estavas mesmo a perguntar, a questão das equipas editoriais, teres uma organização dentro da plataforma e antes da publicação enviados para um colega dentro da tua organização para rever, para aprovar, para fazer isso.
Portanto, o produto está em desenvolvimento e essa funcionalidade vai lá estar. Nós atualmente, eu por acaso não falei disso, falei bastante dos e-mails, mas há uma coisa que é muito chata para qualquer jornalista. E eu quando comecei a trabalhar, isto até é engraçado, a primeira entrevista de trabalho a que eu fui, o meu trabalho seria ouvir áudio e transcrever.
Era só isto. Era só ouvir entrevistas e transcrever. Mais nada. E se eu transcrevesse depressa, ficava com o emprego, se transcrevesse devagar, não ia ficar. Quase tanto datilógrafo. Antigamente havia a função de datilógrafo. Exatamente. E eu quando percebi isso também não quis... Percebi que não era por ali. Mas, de qualquer forma, a ferramenta também tem transcrição de áudio.
E deteta português e outras línguas? Outras línguas, é multilingue. Ou seja, é multilingue e, por exemplo, se chegar um comunicado ou uma nota de imprensa ou uma informação ou um e-mail em inglês e eu tiver a língua, que não é só a língua, é importante dizer isto, se eu tiver a língua selecionada para o português de Portugal, ele vai gerar o conteúdo em português de Portugal direto.
Mas quando dizes que fazia a transcrição, faz a transcrição... A transcrição de áudio para texto. Certo. Faz transcrição de áudio para texto. E vídeo também? Vídeo também. Pega na parte do áudio do fecheiro que for e transcreve. Pega na parte do áudio do fecheiro, transcreve em texto. E depois imagina uma pergunta... Neste que estamos aqui a fazer, uma conversa de pergunta-resposta. Mas detecta quem é que vem aqui? Vai detectar os intervenientes. E se eu escolher... Eu tenho o...
O fluxo normal que vai escrever uma notícia, mas eu tenho a possibilidade de dizer, ok, isto não é uma notícia, isto é uma entrevista, faz em formato de pergunta-resposta, identifica o speaker A, identifica o speaker B e tu vais-me fazer as perguntas, vai-te a escrever as tuas perguntas, vai-te a escrever as minhas respostas e o formato vai ser em pergunta-resposta. Já bem preparado para pergunta-resposta. Exatamente. Tu podes indicar o conceito de tipo, como é que eu ia dizer?
O tom de voz específico de cada jornal ou de cada organização tipicamente difere. A RTP há de ter uma maneira, tem um livro de estilo, tem aquilo tudo. O jornal Regional X há de ter o seu, assim que o TVI há de ter o seu próprio. Portanto, tu consegues dar esses inputs à plataforma, para ela criar quase uma espécie de livro de estilo para cada organização?
Sim, esse aí foi um desafio. Atualmente o que nós temos, atualmente, ao dia de hoje, nós temos a personalização de estilo por cada utilizador. Ou seja, existe um prompt, existe a geração normal e depois cada utilizador pode dar os seus impulsos. O seu próprio cuinho pessoal.
Mas tens para a empresa? A empresa pode criar balizas do tipo de informação que é preciso? Sim, sim, sim. Quando eu falava há pouco do nível das organizações, cada organização vai poder ter o seu pronto destil. Além de que, há outra questão aqui, que a ferramenta é uma ferramenta multi-agente.
Vamos dizer assim, ou seja, tem um agente especializado em fazer títulos, tem um agente especializado em transcrição, um agente especializado em escrever uma notícia, um agente especializado em SEO, que também vai... Já me estás a responder à pergunta sim.
Exatamente, um especialista em SEO. Para mudar de inglês para português? Exatamente, tradutor, tens texto para voz, que também já é importante, texto para voz, tens um agente para cada um. E, obviamente, a ferramenta é entregue totalmente a funcionar, mas um administrador de uma organização, vamos dizer, de uma RTP.
vai conseguir dizer que os meus títulos, vai dizer ao agente dos títulos que os meus títulos têm estas regras. O estilo geral da minha publicação é este. Eu escrevo as datas desta maneira, eu faço as citações com este tipo de ásperas e não com as outras. Portanto, é tudo personalizável. Obviamente, nós temos aqui a falar de vários níveis.
Nós temos, se calhar, um plano de entrada para uma pequena redação que tem personalização, mas é muito mais reduzida do que este nível, que já estamos a falar de um grupo. Nós começámos pelas pequenas médias redações, estamos agora a entrar neste nível de organização e de vários utilizadores e da possibilidade de até, e isso é possível fazer...
de ter um estilo não da organização, mas do utilizador específico, do jornalista X e YZ. Há bocadinho falaste que dá para colocar imagens. Imaginemos que eu tenho um banco de imagens ou não tenho imagens nenhumas. Isto dá para ligar a bancos de imagens ou dá para criar imagens por si só, ou seja, quase como hoje em dia vai ser as plataformas de IA e pede-se criar uma imagem de um senhor a cavar um braço.
uma coisa qualquer, em umas obras. Isto tem essa possibilidade ou vai ter no futuro? É algo que, se me perguntarmos ao dia de hoje, nós também vamos evoluir de acordo com os pedidos e com necessidades.
O banco de imagens, a integração do banco de imagens é algo que poderá acontecer muito em breve. É algo que nós já estivemos a fazer, viabilidade técnica. E é possível, sendo que a ferramenta consegue buscar ao arquivo do jornal as imagens. Também se chegares ou se tiveres fotografias próprias também consegues carregá-las na plataforma. Mas quanto à geração das imagens... Se tiver RTP tem bancos de imagens, obviamente.
Se eu tiver a sede à plataforma que eu utilizo normalmente para o banco de imagens, vou buscar a fotografia que quero e basicamente é quase só fazer drag and drop para a vossa plataforma. Sim, sim, exatamente. Parece uma coisa simples. Continua a ser... Mas se eu não tivesse banco de imagens e quisesse criar uma imagem, vocês veem isso no futuro como uma possibilidade? Uma espécie de uma API, um IA que cria imagens? Com tokens? Isto envolve dinheiro sempre por trás. É sempre o grande drama em tudo.
Existem aqui É algo que também Volto e meio alguém me pergunta exatamente isso Normalmente são pessoas que não estão Ligadas ao mundo do jornalismo No dia a dia sim, é verdade, confesso Não tanto Porque levanta aqui algumas questões Nós numa publicação Jornalística publicarmos uma imagem Totalmente artificial
E eu que também sou professor de fotojornalismo, ao formador de fotojornalismo, não que isso influencie o produto, e como eu disse, vai depender muito do próprio feedback dos clientes e das necessidades e da própria evolução.
da própria evolução. Hoje em dia não é muito comum ainda, até porque lá está, existem os bancos de imagens, as imagens genéricas. Poderá ser algo que nós consideramos, não incluímos isto como prioritário por duas razões. Essa razão, a razão do cliente com quem nós estamos a trabalhar.
que tem um compromisso com a ética, com a verdade e tudo mais. E depois outra questão que tem a ver também com os custos. Ou seja, será sempre... Nós tentamos fazer planos de custos simplificados. O que é que isto quer dizer? Estandarizados, não é? Exatamente, exatamente. Fechados.
Se começamos a trabalhar com IA para criar imagens, de repente o custo pode esperar? Pode esperar. Pode esperar. E é um risco para nós. E é um risco para o cliente se nós depois abrirmos a torneira e dizemos, ok, paga por consumo o cliente. E uma coisa que os jornais e os meios de comunicação de pequena e média dimensão têm é a incerteza.
é incerteza relativamente à capacidade de pagar e não gostam de... Eles já têm incerteza, por isso não gostam mais de incerteza. Já têm incerteza suficiente na receita. Exatamente. Gostam de saber exatamente quanto é que eles vão pagar. E isso foi uma das nossas questões. Portanto, poderá ser uma possibilidade, não foi prioritário até agora. Não foi prioritário até agora. Houve aqui algum pedido fora da caixa que vocês tenham recebido e que à partida vocês não tenham ponderado e de repente passou a fazer todo sentido?
Uma coisa que não é que não tivéssemos ponderado, mas não entendíamos logo na primeira versão a necessidade daquele pedido, que era a capacidade de aquilo que se chama o OCR, que é o reconhecimento de imagem.
Ou seja, reconhecer o texto que está dentro do PDF que está dentro do PDF ou, e é uma coisa que acontece muito na imprensa local e regional ou num cartaz. Porque se eu dizia há pouco que escrever uma notícia com base numa nota de imprensa demora 20, 25 minutos ou até meia hora, e se não for com pausas se nós estivermos a falar de um cartaz e não for com pausas.
ainda demora mais que aí tem que estar a inventar coisas não é tanto inventar é só extrair informação, organizá-la
É chato Não há outra palavra para isto É chato E então Basicamente tivemos duas ou três conversas Com clientes Se fizesse isto era fantástico E eu realmente Lá está Às vezes dizem Vocês pensaram em tudo a criar isto E eu fiquei Mas como é que eu não pensei Nisto como prioritário Certo
E agora já é possível. Aliás, estive a semana passada a fazer uma apresentação da ferramenta e quando eu termino a apresentação, o que me vieram dizer foi transformar os cartazes em texto é...
É um descanso, exato. A ferramenta faz fact-check, tem um assistente de escrita, tem correção gramatical, tem transcrição, tem tradução, avaliador de risco legal, mas a transformação de imagem em texto é o ex-libris. É o ex-libris, é a cereja no topo do bolo.
Tu vejas o Express poder ser aplicado a outro tipo de setores para além de uma área de redação ou de uma organização noticiada? Sim, e existe procura e não sei se calhar é um risco mudar o foco.
Mas existe muita procura deste tipo de ferramenta, por exemplo, não do lado do receptor de informação, ou do intermediário, que é um bocado a redação, mas do emissor. Ou seja, quando eu digo do emissor, estou a falar de agências de comunicação.
de quem produz conteúdo para enviar às redações. Já tive algumas abordagens nesse sentido. Em novembro eu estive na Web Summit, tivemos uma banca, etc., um stand.
E até mais por curiosidade do que outra coisa, fiz um pitch. Fiz um pitch na Startup Showcase e quando eu termino o pitch tive reuniões marcadas de agências de comunicação que ficaram interessadas no conceito do lado do envio da informação, não tanto do lado da recepção.
Mas aí seria o quê? Para já terem a documentação preparada para um sistema como o vosso? Seria ao nível do auxílio na produção de conteúdo para enviar aos jornalistas. E já otimizado para que... Isto é a velha guerra entre as agências de comunicação e o jornalismo, mas para enviar a informação de maneira a que os jornalistas mexam menos.
por exemplo, não alterem tanto, um bocado por aí consigam passar a mensagem conforme querem Muito bem, última pergunta há bocadinho falaste sobre o SEO e significa que a vossa solução já tem isso em conta para quem não sabe o SEO é o texto que está preparado para os motores de busca conseguirem procurar e hoje em dia há aqui um twist que é, além de teres que ter o SEO, também tens que ter o teu site preparado para He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He He
os famosos LLM, chatas e pt da vida, que hoje em dia já vão ler informação aos sites das organizações noticiosas, portanto, já tens que ter não só o SEO, mas também tens que ter em conta como é que eles vão ler a informação. Portanto, vocês também já têm isso em conta? Sim.
Não, já temos. Já temos um agente que otimiza títulos, tags, faz sugestões, vai dar uma classificação a cada título, recomendar alguns e dizer este vai funcionar melhor, tem um CTR esperado, um click-through rate esperado de X%, se utilizar este título vai ter este. Portanto, já temos isso implementado.
Há aqui uma questão relativa aos LLMs. Quando estamos a falar deste setor, só me vem a palavra em inglês, é thin ice. É uma camada de gelo muito fina. Exatamente. Obrigado.
Andamos numa camada de gelo muito fina, porque a inteligência artificial no setor dos média é no sentido de ser um auxiliar ao trabalho ok, mas ao nível do...
da aprendizagem e da leitura dos conteúdos por parte dos meios de comunicação social. Existem, inclusivamente, questões legais que ainda estão a ser avaliadas. Até a nível europeu. Até a nível europeu. E, por isso, ainda não temos lá... Está preparado, está oculto, mas, exato, porque para alguns órgãos de comunicação social...
Não querem fazer isso porque os LLMs acabam por retirar tráfego aos órgãos de comunicação social. E por isso, lá está, é o gel fino que é difícil de caminhar neste sentido.
Sim, antigamente havia o problema de que o Google ia buscar informação e não pagava aos órgãos de comunicação social, e hoje em dia tens um segundo problema que é, os LLMs vão ler a informação, e agora ainda é pior, porque antigamente o Google ainda te punha o link para tu lá ires ver.
E agora a maior parte dos LLMs dão-te um resumo e depois lá mais embaixo, se quiseste, tens um link ou outro, mas nem sempre te metem os links todos. A nível mundial, as quebras, desde que o Gemini passou a estar integrado na pesquisa de Google e apresenta as pesquisas, apresenta o digest de resultados, vamos dizer assim, está entre os 30 e os 40%. Câmara Câmara
e tem vindo a aumentar esta quebra, portanto estamos aqui a falar de um problema para os órgãos de comunicação social Sim, muito grande, querem termos de acessos, querem termos depois de publicidade que se vai refletir Exatamente Olha Nuno, a tecnologia ajuda a poupar tempo, mas neste caso o programa tem que terminar, portanto olha
Muito obrigado por ter vindo aqui. Eu acho que a vossa solução é espetacular. Espero que um dia os reveja aqui na RTP. E agora tenho aqui umas perguntas que nós normalmente fazemos sempre no final do programa. A primeira pergunta é quem é a pessoa que mais te inspira?
É uma pergunta difícil. Eu não tenho ninguém em particular que me inspire. Quando estava aqui há pouco no estúdio sozinho, olhei para estas televisões que têm aqui inovadores e se calhar vou dizer que os inovadores no geral me inspiram. Quando é que percebeste que a tua startup ia ter sucesso?
Quando comecei a fazer as primeiras demos, eu já tinha feito algumas chamadas a colegas, porque estou próximo do meio, e recebi bom feedback no início. Mas quando comecei a fazer demos e a ver as pessoas...
fascinadas com o tempo que poderiam poupar como aquilo pode ajudar na redação foi quando eu percebi que estávamos a fazer alguma coisa bem feita Descreve a tua pior experiência com o cliente? Não sei se posso dizer uma experiência mesmo muito má mas já tive alguns clientes que me dizem que quando clicam no botão querem publicar logo tudo direto
Sem validação. Sem validação. Já tive alguns clientes assim. Que não querem ver. Confiam cegamente. Confiam cegamente. Não é mau. Não é mau por um lado. Mas por um lado é bom. Porque há confiança no vosso produto. Mas por outro deixam-nos um bocado ok. Assustados com o facilitismo. Talvez. Qual foi a maior genera que já cometeste ao longo da tua carreira?
A maior da genera que eu já cometi ao longo da minha carreira foi ter trabalhado durante bastante tempo sem ser pago por isso.
Mas isso é muito comum, se calhar, no mundo da informação? É isso que estás a dizer? É, é. Mas, no fundo, a dar... Investir demasiado... Se calhar, muito provavelmente, a minha carreira teria sido completamente diferente e não teria chegado onde cheguei. Mas, mesmo assim, se nós não demos valor ao nosso próprio trabalho, não vamos estar à espera que as outras pessoas vão dar esse mesmo valor.
Tu tens um passado relativamente engraçado, já vamos às próximas perguntas. Tens um passado relativamente engraçado porque tu chegaste até a ser jornalista da Sport TV, até chegaste a fazer a candidatura para vir aqui para a RTP, e depois, a uma dada altura, tu criaste um site de informação que é o Assolo Informação. Exato. E conta-nos lá um bocadinho esta tua história.
Até, de repente, depois largares tudo e vires parar à Zen Gun, à Startup Studios Zen Gun, e criares a Uexpress. Exato. É um pouco como disseste, sempre pensei em ser jornalista. Comecei a trabalhar num jornal regional, onde estive durante três anos. Depois, passados três anos, acabei por sair, tive a equipa toda. A equipa toda saiu por problemas financeiros.
Depois, nós na altura não sabíamos fazer mais nada e criámos o Sulo Informação, um projeto que ainda hoje existe e que me orgulha bastante, não consigo dissociar-me. Portanto, criámos o Sulo Informação. Entretanto, fui trabalhando também fazendo... O Sulo Informação, para quem não sabe, é um projeto 100% online.
100% online e isto leva-nos a uma coisa que nós falámos há pouco, que tem a ver com a própria inovação nos médias, que quando nós lançámos o jornal em 2011 nos diziam até quando é que lançam o jornal a sério, porque ainda havia aquela questão do papel. E na altura havia muito isso. Mas pronto, o jornal estive lá até há um ano.
até fevereiro, sem fevereiro do ano passado. E depois tinha uma ideia de fazer uma ponte entre inovação, porque eu também no Sol Informação já tinha feito alguns projetos de inovação e estava sempre a tentar manter-me atento às coisas que estavam a acontecer e projetos, financiamento.
E depois, de certa forma, decidi sair e fiquei assim um bocadinho sem saber o que é que ia fazer a seguir, mas tinha esta ideia e contactei o Miguel Fernandes, que também já esteve aqui. Já cá teve? E disse-lhe que gostava de ir trabalhar. Ele perguntou-me de trabalhar contigo. Ele disse-me o que é que vinhas fazer? E eu apresentei-lhe um projeto.
apresentei-lhe um projeto que passava exatamente por fazer essa ligação entre média e inovação, ajudar os órgãos de comunicação social a conseguirem financiamento para pagar inovação. Foi uma boa parte do meu primeiro ano lá, sendo que logo no início nasce a ideia do Express e leva-nos até aqui. Sim, ele até comenta quando cá estive no programa que...
Estavas sentado ao lado dele e ele disse olha, conheces a plataforma de inteligência artificial X e tu, ah, nem por isso, então vai lá pesquisar e vê lá o que é que consegues fazer. É, foi isso, foi isso. Ele gosta de contar essa história, mas basicamente foi um bocado por aí. Primeiro, penso que foi ter assim no primeiro ou no segundo dia.
Talvez primeiro em que ele me fala de uma plataforma em que eu consigo programar. Imagina, se eu sou programador, utilizo a inteligência artificial, ok. E então eu comecei a pensar, lá está, na questão do problema. Qual era o problema que eu tinha quando trabalhava na redação? Ok, tinha esse problema e a partir daí, no espaço de 24 horas, ou até menos, menos de 24 horas, eu já tinha o fluxo, desde a chegada de informação até a publicação a funcionar,
E depois ele diz-me, olha, liga a colegas. Eu liguei a colegas, eles acharam piada a ideia, então começou a ser desenvolvido até chegar depois aos utilizadores em novembro. Parabéns por todo esse processo e por toda essa aprendizagem. Pergunta final, onde é que vês a UISPresse daqui a 5 anos?
Onde é que vejo? Eu gostava que o Express pudesse contribuir para que o panorama dos órgãos de comunicação social em Portugal fosse muito melhor e melhorasse, no fundo, o panorama dos órgãos de comunicação social em Portugal.
para que produzissem mais conteúdo de valor, mais conteúdo diferenciado, contassem mais e melhores histórias e sem deixar de contar as outras e para isso pode utilizar o Express.
Olha, agora sim, temos que terminar o programa. Agora o programa final, parte podcast. Muito obrigado por teres castado. Muito sério. Mais uma vez, espero ver-te um dia aqui na RTP e por nos daros a conhecer que a tecnologia também pode ajudar os jornalistas a automatizarem ou a serem mais eficientes e preocuparem-se mais com o olhar crítico do que contra o... Exatamente. Obrigado pelo convite. Para quem esteve desse lado também, muito obrigado por estarem aí. Vemos-nos no próximo episódio. Até à próxima semana.
WizPress
plataforma que automatiza a transformação de comunicados e notas de imprensa em notícias prontas a publicar