Ser mãe atrapalha a carreira? | Dani Junco
A maternidade ainda pesa contra a mulher no mercado? Dani Junco, fundadora e CEO da B2Mamy, fala sobre hiato profissional, culpa materna, currículo, liderança, empreendedorismo e autonomia financeira. Um papo forte sobre carreira, mercado de trabalho e o que as empresas ainda não conseguem enxergar nas mães.Deixe o seu comentário! Curta e compartilhe! O que você quer ver no Canal e no Podcast? Envie sua sugestão para redessociais@crasp.gov.brPara parcerias e patrocínios: luiz.garnica@crasp.gov.br** REGISTRE-SE NO CRA-SP: https://crasp.gov.br/crasp/site/registro-profissional/registro-principal**Inscreva-se no nosso Canal do Youtube: https://www.youtube.com/c/oficialcrasp?sub_confirmation=1** Leia a Revista ADM PRO: www.admpro.crasp.gov.br** Siga o CRA-SPLinkedin: company/cra-spInstagram: @cra_spFacebook: @oficial.craspTwitter: @cra_sp***Sobre o CRA-SPO Conselho Regional de Administração de São Paulo CRA- SP pertence ao Sistema CFA/CRAs e é uma autarquia federal, criada pela Lei 4.769 de 9 de setembro de 1965, que regulamenta a profissão do Administrador. Cabe ao CRA-SP a fiscalização e o registro dos profissionais e empresas que atuam na área da Administração dentro do Estado de São Paulo. Atualmente, o CRA-SP possui mais de 65 mil profissionais e 8 mil empresas registradas. A missão do Conselho é disseminar a importância da Ciência da Administração e promover o seu reconhecimento nos meios acadêmicos, empresariais e governamentais. Entre os seus valores estão a ética, a responsabilidade social, a legalidade, o compromisso, a justiça e a transparência.
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Bom, hoje o nosso tema é sobre a maternidade no currículo. E para essa conversa eu tenho o prazer de receber a Dani Junco, que é fundadora e CEO da Beachumami. Tudo bem, Dani? Seja muito bem-vindo. Prazer tê-la aqui no DMCast. Prazer, querida. Vamos embora.
Bom, para a gente iniciar, eu gostaria de conhecer um pouco mais sobre você, né? Pedir para você falar um pouquinho para a gente quem é a Dani Junco, como é que você é da família, sua trajetória profissional, até chegar na Beach Mommy.
Claro, bom, sou Dani Junco, sou mãe do Lucas, antes de estudo, mas eu nasço numa família muito matriarcal, né, onde eu fui forjada, onde o empreendedorismo já perpassava a minha casa, a minha vida, então foi muito natural que eu seguisse esse caminho. Eu sou farmacêutica de formação, fiz neurociência, e trabalhei para a indústria farmacêutica durante muitos anos, então...
Eu sou uma pessoa de dados, eu sou uma pessoa que gosta de entender as pessoas e uso os dados também para conseguir entender. E isso eu lançava produtos de difícil compreensão, de conceitos complexos, como parece simples agora, mas eu lancei comprimidas sublingual no mercado, né? Então quando você fala...
Quando você muda uma forma farmacêutica, por exemplo, é super difícil da população conseguir entender. Eu lancei Viagra, lancei Próxido de Silicone, que não existia no Brasil. Então, na minha carreira, eu tive que fazer conversas difíceis sobre conceitos difíceis. Isso me ajudou e me deu arcabouço, me deu repertório pra conhecer gente, pra conhecer de pessoas.
E eu acho que trabalhar na indústria farmacêutica, que é uma indústria mais diretoriamente também liderada por homens, né? Muitas multinacionais, muitas multinacionais americanas, né? Me deu também outras coisas que eu não precisava ter no meu feminino, que era realmente competir.
Então competi por espaço, por fala, por muitas coisas que há 22 anos atrás era muito diferente de como é hoje, né, Maria Rita. E aí em 2015 eu engravido do Lucas e começo a questionar o modelo, o processo, a estrutura, da onde eu tô envolvida. E o Lucas, não sei se vão ter mais me assistindo, mas eu acredito que sim, estatisticamente sim.
Lucas me deu a luz, né? Meu filho me lembrou que todas as vezes que eu precisei de ajuda, que eu caí, que eu me machuquei, foi uma mulher que me ajudou. O quanto que eu era mulher também, enquanto a minha força por ser mulher também tem muito espaço no mercado de trabalho. Então eu posso contar um pouco mais sobre o Bitmami, mas eu acho que a Bitmami nasceu desse chamado que eu fiz numa rede social.
Eu escrevi que estava doendo demais em mim, pensar como eu ia equilibrar a vida materna, a vida profissional. E perguntei se estava doendo mais alguém, que eu queria tomar um café, que ia trocar com outras mães, que eu não tinha amigas mães na época, eu andava lá em 2015. Porque eu estava no LinkedIn, todo mundo feliz com as suas carreiras, 11 anos atrás não se falava nada sobre demissão ou não, ou assédio, nada. Então ninguém falava isso abertamente nas redes de negócio.
E no grupo de mães, todo mundo amava as crianças também, estava dando tudo certo.
E aí eu falei, cara, não é possível, porque eu não tô gostando nem de uma coisa nem da outra, eu tô muito confusa e muito sozinha. Aí eu queria tomar um café, e aí vieram 80 mulheres nesse café, que eu chamei, numa rede social, sem nenhum tipo de contorno, e aí eu acho que a primeira dica que eu dou aqui pra quem tá assistindo a gente é repertório, né? É estudar, porque na hora que essas mulheres chegaram, eu vi ali o fenômeno social acontecendo.
Então, fenômeno social, porque sem nenhum contorno, um chamado é atendido. Então, eu percebi que ali tinha um fenômeno, e o fenômeno que eu estava vendo ali é a transição de carreira de mulheres, depois da maternidade, e eu me dedico a estudar esse fenômeno.
causada por várias coisas que a gente pode enveredar, que é a transição de carreira de mulheres depois da maternidade. Então a Bixão me nasce dessa vontade de ser esse farol, essa luz desse caminho, pra quem tá nesse momento nessa fato. Então, só aí um três minutinhos da minha história. E pessoalmente, depois da maternidade, o que é que mudou na sua carreira, que você sentiu essa dor, quis compartilhar essa dor e você percebeu que essa dor não era única?
Cara, tudo, né? Porque em 2015 eu já tinha uma agência que era minha de marketing farmacêutico com as mesmas forças que eu tenho hoje na Bitmama, inclusive. Então o primeiro movimento...
que a maternidade me trouxe, de tão transformador que é, foi realmente vender a minha agência e trabalhar com a Bitumami, que na época não era nada, né? No começo, eu comecei a perceber que as mulheres queriam fazer uma transição de carreira e muitas queriam empreender, quer seja porque foram demitidas, né? Que acontece na metade dos casos aí, quer ser que elas revoem, quer mudar dentro da própria empresa e tal. E aí a primeira coisa que eu decidi ajudar foi a transição de carreira para empreender, que era o que eu sabia fazer.
Então, a gente começa lá em 2016 com o Google Fora Startups sendo um dos nossos primeiros patrocinadores, onde na época a gente era só a Bixão aceleradora, e eu começo a acelerar negócios fundados por mulheres olhando para a base tecnológica. Então, a gente foi a primeira aceleradora para mulheres, para startups fundadas por mulheres do país, e da América Latina, inclusive, não existia também. Então, mais de 3 mil startups passaram por aqui.
Então, ter a Bitmami e ajudar outras mulheres a tirarem seus sonhos do papel, a fleirar os seus negócios, receber investimento, mudou absolutamente tudo. Então, eu saio do mercado extremamente produto, fábrica, produto, varejo, compra, para o mercado de impacto, de educação e impacto. Então, a chegada do meu filho me mudou como profissional, mudou o meu modelo de negócio, mudou o jeito que eu ganho dinheiro.
mudou minha estrutura. Então, eu acho que quando alguém fala que uma mãe não cabe no mercado de trabalho, não é que ela não cabe. Ele fala que não se encaixa mais. Ah, mãe não se encaixa mais. Não é que a gente não se encaixa mais, é que a gente não cabe mais no modelo pequeno, porque a gente expandiu, e não só o nosso corpo expande, como a nossa mente. Então, ser mãe me trouxe habilidades do futuro que hoje eu utilizo.
eu acho que eu viro uma mulher 3.0, sabe? Assim, no meu caso, foi ganhar.
funções e habilidades que a minha maternidade me desenvolveu. Hoje eu sou uma líder melhor, uma mãe melhor, uma amiga melhor, uma parceira melhor de negócio. E eu acho que a maternidade me entregou muita coisa. Hoje fala-se muito de habilidades, soft skills. Eu gostaria de saber quais são essas habilidades que você adquiriu e de uma forma geral, quais são as soft skills que a maternidade dá para a mulher e que muitas empresas não enxergam isso.
Assim, quando a gente fala desse mundo que a gente tá vivendo agora, até um pouquinho antes, né? Dez anos atrás, agora é mais rápido ainda, né? Mais ágil ainda, que é o mundo da EA e tal. Uma das coisas que a maternidade entrega pra gente é o desaprender. Eu acho que ele é muito poderoso, né? Então, isso é muito importante pras novas configurações de empresa. Tudo aquilo que você entendeu, leu, se formou, não faz sentido agora.
Então a primeira coisa que você tem que se desconstruir como líder e como pessoa de negócios é o desaprender. Então quando uma criança chega, tudo que você tinha certeza cai por terra. Então a primeira coisa que eu acho que é a habilidade que ele me ensinou é desaprender. Ele tem o timing dele, ele é um outro ser humano, ele quer coisas diferentes de mim, ele critica coisas diferentes. Então em cada fase você vai desaprendendo.
Então eu tenho uma criança que eu aprendi a lidar com ela, do 6 para o 7, do 7 para o 8, ali já é outra coisa.
então você tem que reaprender desaprender e reaprender, porque ele também está aprendendo outras coisas, então enquanto eu estou entrando na perimenopausa, ele está entrando na adolescência
E aí a gente tem que se encaixar e a gente tem que se entender. E eu sempre falo que ele tem 11 anos de filho e eu tenho 11 anos de mãe. Então, tá todo mundo desaprendendo aqui, aprendendo do mesmo jeito. Então, eu acho que é uma habilidade muito forte que a gente fala nos cursos todos aí de MBAs, né? Que é isso que a maternidade entrega sim. A segunda coisa é tomar decisão baseando em processos muito ágeis, né? E que colocam em risco a vida de outra pessoa.
então colocar em risco um pipeline, colocar em risco um planejamento estratégico é uma coisa, agora se você erra ou se você demora a tomar uma decisão quando você está com uma criança por exemplo, você tem que tomar decisões muito rápidas então a maternidade também me entregou essa velocidade de decisão opera ou não opera? pega ou não pega? você vai para a escola ou não vai para a escola? é tudo muito rápido, porque você tem ali um outro ser humano que tem uma agenda completamente diferente da sua tem que tomar decisão e a terceira coisa é procurar tá?
no meu negócio aqui, né, eu sou uma comunicadora, né, então, ele me ensinou técnicas de comunicação que eu não tinha antes. Você precisa se comunicar com uma criança em fases muito diferentes, vai te entregando a cabulsa inteligências diferentes também. Então, tem um exercício que a gente faz na Beach Money, que eu peço pra explicar o seu modelo de negócio, como que você trabalha pra uma criança de sete anos. Se ela não entender, você tá explicando ruim. É difícil.
as pessoas ficam lá tentando achar as palavras a maternidade me entrega muito rapidamente e a quarta e última coisa que eu acho que não é uma habilidade mas é um presente que a maternidade me entregou é estar em comunidade que aí tem todos os outros códigos então sou muito grata ao meu filho agora como levar tudo isso a uma entrevista de trabalho, de emprego
Quais são os principais erros que você acha que a mãe, recém-mãe, ou então a mãe já madura, tem durante uma entrevista que acaba colocando a maternidade como um empecilho, uma dificuldade, e que não deve mais ser assim? Eu não vou colocar o erro na conta dela, porque ela não é errada não na situação. Acho que a equação, a estrutura societária patriarcal que a gente está envolvida é a culpada.
Então, assim, eu não vou colocar na conta dela. Porque se ela tá com medo de se expor, medo de se posicionar, medo de se comunicar, medo de se inscrever na vaga, que até as pessoas utilizam como síndrome da impostora, que na verdade não é uma síndrome, porque, tecnicamente falando, uma síndrome é uma doença, e não é uma doença que acontece com milhões de mulheres todos os dias, se é alguma coisa errada, é um fenômeno estrutural causado por a gente, desde os 7, 8 anos, e a gente não pode, que não dá, que a gente não sabe de matemática.
que a gente não sabe se comunicar, que a gente não sabe ser cientista, que a gente não sabe pensar, que a gente é burra ou que a gente é feia, ou que a gente é insuficiente. Então, tem um estudo de Harvard que mostra que até seis anos as mulheres acham que elas podem ser qualquer tipo de profissão. Depois você pergunta de novo nos oito, nove, dez anos, elas caem pela metade. Elas acham que pode ser um monte de coisa que elas não conseguem fazer. Tem um outro estudo que mostra que elas começam a dar o adjetivo genial.
Só pros homens, só pros meninos, amigos. Elas vão chamar a amiga de genial. Inteligente, genial. Então, quando eu penso nessas coisas todas, primeiro, ela não tá cometendo erro nenhum. Ela tá só repetindo aquela mentira que foi contada pra ela. Então ela tá com medo. E aí quando você tá com medo de perder a sua fonte de renda, seja numa one-on-one, ou numa mentoria, você se arrisca menos. E se você se arrisca menos, você inova menos. Então você vai virando uma peça de repetição dentro do time. E você se apaga.
Na entrevista, a mesma coisa. Se eu vou com potência conversar, sem medo, despida, como os homens vão, eu falo que homens medianos com autoestima conseguem fazer coisas inimagináveis. Mulheres e mulheres que estudam mais, não conseguem. Então eu acho que é uma função de entender quem ela é.
E aí fala assim, ah, ela não teve coragem, você não tem coragem de sair dessa relação, você não teve coragem de se inscrever. Não é questão de coragem, é questão de recurso. Tô com medo de perder o recurso que eu tenho que eu financeiro. Então, a gente ...
precisa treinar e entender também as empresas que a gente tá fazendo entrevista, por exemplo, sabe? Quem que eu tô falando? De onde que tem essa empresa? De onde ela veio? É americana? É brasileira? Quem são os líderes? Caçar o que essa empresa já fez de SG? Pra tentar entender por onde que ela vai caminhar, tá? Aí ajuda muito isso, né? Você consegue colocar hoje, de secar uma empresa antes de uma entrevista, né? Agora, a outra coisa, que aí sim é uma puxada de orelha,
É que nunca foi tão fácil fazer, nunca foi tão fácil estudar, e nunca tão de graça estudar. Então, ah, não dá, não dá, mas você fica, as mulheres mães, por exemplo, ficam mais de oito horas nas redes sociais. Né? Então, o brasileiro fica muito tempo na rede social, então você tá fazendo nada.
Então, a organização de tempo pra estudar micro-learnings mesmo. Não tô falando se os caras falam MBA, não. Mas tinha 10, 15 minutos por dia pra ler, principalmente sobre tecnologia, assim, né? Pra mudar o currículo, pra se posicionar. É uma coisa. A outra coisa é, você conhece duas, três pessoas novas por mês? Por mês, você articula esse tipo de movimento? Porque você colocar seu currículo depois dos 40 anos com o filho de três numa base de currículo e achar que isso vai... Não vai. É só um fato.
não mata em nada, é só um dado, né, estatístico. Então, conhecer a gente e saber de coisas vai te levar a lugares melhores e maiores que ganham mais dinheiro. Então, a gente só precisa ter que se despertar que o dinheiro é bom, perfeito e agradável, já que vai chorar, chora em Paris, sabe?
tá triste, vai chorar lá com a babaca dentro do seu filho se precisar o sábado à noite, sacou? Então, assim, acho que dinheiro faz parte da equação, a gente tem que olhar pra isso rápido. Você falou a palavra potência, né? E a gente sabe que muito na relação da maternidade existe a culpa materna que acaba atrapalhando muitas mulheres a se tornarem essa potência.
Na sua opinião, como reverter isso? Como se sentir menos culpada? Ou então, como não se sentir culpada, já que faz parte da vida da mulher que tem filho? Trabalhar faz parte da vida da mulher que tem filho. E, às vezes, abdicar de alguns momentos com o filho em prol de outras coisas. Claro. Você é mãe também, Maria Rita? Não sou mãe ainda.
Deve ter uma criança, alguma amiga sua, alguém da família que deve ter crianças. Sim, com certeza. Deve conviver com mulheres com culpa. Em alguma instância, certo? Vamos ver se faz sentido o que eu tô falando aqui. Culpa é uma ferramenta de obediência. Ok? Quanto mais culpada você fica, menos você se movimenta. Então, a primeira coisa que eu acho que pra você decidir sair desse looping, culpa não serve pra nada, tá? Não vai te fazer uma profissional melhor, nem uma mãe melhor.
Nada. A criança não vai te amar mais, só vai se sentir mais conectada com você se você estiver culpada. Tipo assim, ela não entende o que você tá vivendo. Então assim, culpa não serve pra nada. Não te deixa mais rica, não te deixa mais bonita, não te deixa mais esperta, não te deixa melhor mãe, só te deixa culpada. Não serve pra ninguém. Sabe assim, sabe o sentimento que nem merece um divertido da mente no desenho? Não serve pra nada. Não cria nenhum valor pra ninguém em nenhum pedaço.
mas ela é uma ferramenta de obediência então eu vou dar um exemplo prático eu vou esticar hoje o happy hour, tá amor porque eu tenho que conversar com a Maria Rita lá no C.R.A e vai ser importante pra minha carreira estar conversando com ela, ela vai estar lá, então eu vou chegar em casa umas 8 horas mas o Lucas vai jogar hoje mas ele joga toda sexta-feira hoje eu não vou estar ah, mas ele gosta tanto quando você tá amanha
porque ele consegue fazer um gol melhor. Essa cesta não vai, pronto. Não é bem a criança, nem bem o gol. É a estrutura falando pra ficar culpada que eu tô conversando com você e não tô lá vendo o menino soltar pela milésima vez a bola que ele chuta toda sexta-feira. Então, é uma ferramenta de obediência. Te mantém culpada, aí você reconhece, aí você fala, ai, quer saber? Ai, vou lá com meu filho meu, tem razão. Quantas vezes ele vai chutar essa bola, eu não vou ver.
E aí você se estrutura pra ficar naquele lugar. E você acaba não te conhecendo. E ele fica longe da sua mãe. São escolhas. Então você não vê um homem. Num happy hour, por exemplo. Alguém pergunta onde está seu filho. Um homem. E eles estão o tempo inteiro fazendo dinheiro. Fora do trabalho. Quando eu entendi. Que quando eu fico culpado. Eu corroboro com o sistema. Eu chancelo ele. Eu digo que ele merece atenção. Acabou. E ele tem super de boa.
Você vai criando, né? Porque assim, né? É um chip, né? Você tem que ir. Porque por ele eu só fazia coisas com ele. Mas ele entende. E aí eu falo, mamãe te ama. Quando eu tô com ele, eu tô com ele. Não tem celular na mão. Não tem desvio. Não tem nada. É ele. Entendeu? Então os momentos de qualidade que eu tenho com ele me bastam por não me sentir culpada. Então eu sou inteira do meu filho. Tá? E eu acho que a gente tem que desromantizar a palavra prioridade.
Prioridade, por definição, é aquilo que vem primeiro. Aquilo que você precisa fazer primeiro. Não é aquilo que você ama mais. Então, se eu for aqui com você, minha prioridade é você hoje. Se ele ligar, caiu na escola, vira ele, né? E aquilo que eu preciso fazer primeiro é socorrer uma criança. Mas se não é isso, se ele tá chorando porque ele quer um iogurte a mais, não vai ter agora. Porque minha prioridade agora não é a primeira coisa que eu preciso fazer primeiro. Eu fico zero culpada.
Ah, meu filho, durante muito tempo a vida não vai te dar iogurte na hora que você quer. Entendeu? Então, assim, a gente tem que sair desse looping. Não tem dinheiro nesse looping, não tem liberdade, não tem alegria, não tem vício na pele, não tem dermatologista.
E como atingir esse autoconhecimento para conseguir dizer não, para conseguir se posicionar profissionalmente? É preciso um autocuidado. Infelizmente, muitas mulheres não têm... Desculpa, autocuidado não, autoconhecimento. E, infelizmente, muitas mulheres não têm acesso no dia a dia, na rotina delas. É possível, Dani?
Quando você fala que tem acesso à terapia, né? Então, por exemplo, uma das coisas que teria que ter acesso é acesso à terapia, né? Então, assim, é importante. Autoconhecimento é muito importante. Ah, eu não tenho dinheiro. Cara, tem livros incríveis pra se ler. Sabe? Tô de graça na internet. Agora, uma das coisas que eu acho que funciona muito, que eu acho que é onde entra o meu trabalho, é estar conectada com a humanidade. Pra mim, ir na Beach Umami, fazer um happy hour, conversar com você, trocar com uma mulher, chorar com outra, eu acho que as mulheres se curam em bando.
Você não vai encontrar todas as respostas que você precisa perguntando pra você mesma. Até porque são coisas ruins falando só com você mesma. Então eu acho que estar no meio de outras mulheres vai ajudar você a se conhecer. Principalmente mulheres como a da minha rede. Porque você vai falar uma coisa, eu vou falar discordo.
acho que tá prolixo, acho que tá confuso acho que você tá perdida acho que você não sabe o que você tá falando então lugares que tem mulheres mais fortes também capazes de não mentir pra você não passar a mão na sua cabeça, não só de abraçar e de cuidar e se a gente provocar a olhar os ambientes você fala, amiga, não dá, você tá 12 anos cuidando de criança aí você tá chorando porque ninguém te dá uma oportunidade no mercado de trabalho vamos estudar vamos ler umas coisas, vamos ver uns links
Eu te abracei, chorei, tomou um bovinho aqui, tudo bem, é uma merda, foi um acordo que você fez, tomou uma decisão, mas agora quer voltar. Pra voltar, tem uma gatilha. Então, estar, autoconhecimento, é entender até onde você vai, qual é o seu número, quais são os seus negociáveis, quais são os seus negociáveis. Se você não consegue pagar alguém pra te ajudar nessa rotina, com uma mentoria, com uma terapia, falar com as outras ideias é uma boa saída.
É muito bacana você falar isso, porque a minha próxima pergunta é muito relacionada à visão que alguns recrutadores, principalmente os recrutadores mais tradicionais, veem o hiato da mulher quando ela para a sua função laboral para a maternidade. Quando ela volta, eles acham que é tempo desperdiçado. Como mudar essa narrativa?
tomar cuidado com essa resposta, porque eu acho também um pouco, principalmente quando você não é rica, sabe? Eu acho que a gente tem que fazer melhores acordos com nossos parceiros. Eu acho, sim, que cuidado de criança desenvolve vários desafios, mas 12 anos de uma carreira realmente fora do mercado de trabalho é 12 anos de uma carreira do mercado fora do trabalho e você vai competir com mulheres que estão on 12 anos. Então, assim, na hora lá do vamos ver, do mundão do meu Deus, você não vai passar.
Então, eu acho que a gente precisa fazer melhores negociações com nossos parceiros. Ou, ele tá pagando a economia do cuidado, você tem uma conta conjunta, onde vai X mil reais caindo de salário pra você ser Uber, massagista, médica, cuidador de casa. Ou a economia do cuidado tá sendo parada pela família, já que a decisão entre casal foi, não importa que tipo de estrutura familiar, tá? Que tipo de casal. Se a decisão do casal foi um ficar, outro ir.
Esse ficar tem que estar sendo remunerado. Porque na hora que acabam as coisas, eu preciso de dinheiro pra voltar pro mercado de trabalho. Você faz uma aposta, faz um curso, viaja. Você vai ter dinheiro pra conseguir ter fôlego pra voltar. Os combinados mudam, hein? No amor ali, no nascimento da criança. Ai, amor, vamos juntos, lógico. Você cuidando do nosso filho, eu vou pra fora. Né? Ótimo. Aí, daqui a 10 anos, acabou o amor.
E se o cara for um cara, se for um homem, né? Se for um cara do hétero, se o cara for um cara muito decente, tô fazendo a conta que ele é decente, tá? Que ele é correto, decente, ele vai pagar as coisas da criança, certo? E você? 12 anos sem emprego. Como é que você retorna? Não tô nem botando na conta que ele desapareceu, tá? Tô botando na conta... Não, em solo é mais difícil ainda, né?
Então, eu não acho que tem que mudar a visão. Eu acho, mas acho que não vai mudar, sabe? Eu acho que, em vez disso, eu acho que, de sair das mulheres, precisam negociar um pouco melhor essa decisão da família.
Mas lá no Tete a Tete, durante a entrevista, há algo que essa mulher pode falar, pode demonstrar que ajude a amenizar essa narrativa? Eu acho que estudar um pouco sobre as habilidades do futuro que foram desenvolvidas na maternidade, ter um pouco desse pitch, ter um pouco desse controle, eu acho que a gente vai ter mais se preparar, porque essa situação não vai vir. Primeiro assim, ficar revoltada que a pessoa não vai adiantar nada.
Entendeu? Pedir uma chance mesmo. Entender que tá recomeçando, sabe? Ó, eu sei que eu tô recomeçando. Eu tenho isso, isso, isso, isso, isso, isso, aquilo, desenvolver aquilo, aquilo, aquilo, outro, mas eu sei que eu tô começando. A chance de não ser eu e ser a Maranhita é muito maior. Entendeu? Me dá três meses. Me dá uma chance. Pedir mesmo. Sabe? Chega uma hora que você fala, cara, eu não vou lutar contra o sistema, eu tenho que hackear ele. Entendeu? Então, assim, tá preparada pra entender que tá um passo atrás mesmo.
Então você vai ter que usar da persuasão, o da falácia e da técnica de conseguir chamar o coração da pessoa mesmo. Entendeu? Então assim, isso é técnica de negociação. Você tem que estar pronta pra essa discussão. Porque ela vai vir. Se é a vaga que você quer, pede. Ninguém resiste a um bom pedido de ajuda, sabe? Com certeza. Tem que ser persuasiva. Tem que ser persuasiva mesmo.
Eu sou. Eu quero alguma coisa, eu traço o ponto B. Estudo a pessoa, o lugar, o caminho, quem é, quem não é, a empresa. Eu sou empreendedora, certo? Só que eu tenho que pegar o cheque do mesmo jeito. Tipo, igual uma entrevista de trabalho, de emprego. Só que assim, eu também tenho uma chance. Então, é quase empreender, sabe? O tempo inteiro. É igual, né? Então, você tem que se preparar. Melhor. Eu acho que não se prepara tanto assim.
Essa carga emocional chega a ser exaustiva. Como conseguir amenizar essa carga de modo que a mulher não entre em situações até de doença mental, né, Dani? A questão de burnout, são tantos pratos que precisam ser equilibrados. Que dica você dá para essa mulher? Acho que é injusto, porque os homens não precisam passar nenhuma energia em relação a isso.
A palavra é injusto. Sabemos. Eu acho que você precisa saber o seu número. De quanto você quer de dinheiro pra viver com a vida que você quer, sabe? A primeira coisa é partir do outro momento de novo. Porque o quanto eu tô disposta a deixar de vida pra esse projeto. Se você não sabe nem quem você é, o quanto é que você quer de dinheiro, você não sabe nem quem vai ver o que você procura, o quanto você empreende, o negócio que você escolhe.
Então, a primeira coisa, eu, por exemplo, não é prático, vai. Se eu tivesse hoje que ganhar duas vezes o meu cheque pra morar em São Paulo, eu não vou.
Entendeu? Três vezes não vou. Quatro, pô, calma. Ela começou a chegar no meu número, entendeu? Porque eu sei que eu sou. E que eu quero pra minha vida. Eu quero acordar em Santos, que eu quero levar meu filho na escola, que eu quero jogar meu vôlei de areia. Não tem o número que eu queria. É isso.
Vai ter que reduzir a casa, vai ter que reduzir não sei o que lá, a escola vai ter que ser outra. Não tem mágica, gente. É matemática. Então a primeira coisa pra reduzir a pressão mental é que vida que você quer de arquitetura, aí você sai de um grande multinacional, ganha uma puta de uma grana, sabe? Aí você quer autonomia, velocidade, flexibilidade, ninguém enche no saco, quer buscar o seu filho na escola de menta. É o ideal, é, mas não é o que existe. Sabe? É o que é. Às vezes a gente tem que falar, mas o que é? É o que é.
E entrando, você vai rarquendo o sistema, né? Você vai pedindo por coisas, vai lutando por direitos, mas você precisa primeiro entrar. E o sistema tá posto. Então, o que você quer pra você? Hoje, trabalhar das segundas, sextas, das oito às dezoito, batendo ponto numa coisa presencial, eu não vou por dinheiro nenhum. Aham. Brincadeiro, eu faço negócio, faço palestra, escrevo material, dou aula. Eu vou inventando milhares de rendas extras somadinhas pra dar a vida que eu quero, mas eu não vou bater ponto.
com 45 anos. Não é o que eu quero. Eu sei o que eu quero. E eu posso estar fazendo uma fala elitista, branca, inclusive, com disponibilidade pra me movimentar mais do que outras mulheres. Você sempre tem que lhe dar seus recursos. Eu tenho rede de apoio, por exemplo. Então, mas na hora que você entende quem você é, com quem você pode contar, você faz o seu número, você faz a sua conta. Tem gente que não sabe nem isso. Às vezes, ela vai na bitola e fala, mas qual é o seu número?
Ah, não sei. Você não sabe, gato. Você vai entrar numa situação de assédio moral e vai engolir pra sempre isso. A gente sabe que muitas mulheres, por conta da rotina, da maternidade, vão empreender mais pela necessidade do que por vocação.
do que por oportunidade. Dani, você sabe se existem alguns segmentos que são mais adaptáveis à mulher que tem filhos, que seja mais fácil elas conseguirem manter a rotina da maternidade quando o empreendedorismo, que, como a gente está falando, é uma luta diária?
Eu acho que a palavra empreendedorismo também é um conceito que é meio errado, em alguns lugares que eu vejo, sabe? A gente coloca conta no empreendedorismo, enquanto às vezes as políticas públicas e o governo deviam estar tirando outros empregos. Empreender é quase elitista, tá? Porque empreender é fazer estoque, é se organizar, é comprar produto, é vender, é criar uma rede social. Que hora você faz tudo isso sozinha?
Então, assim, não é tão fácil e tão simples. Embolar seu brigadeiro e vender na rua, no sol, não é empreender. Qualquer outro nome que você quiser dar. Tá? É sobrevivência. Básica. Então a gente fica botando essas fotos bonitas aí, mas não é verdade. Você pega uma mulher dessa, dá um plano de saúde pra ela, pro filho, coloca numa CLT pra trabalhar na minha empresa, vai preferir sair do sol, gente. Isso faz o menor sentido. Então...
Empreender é conseguir gerar lucro numa empresa que se organiza, inclusive, pra você contratar outras pessoas, sabe? Tem quase um pouco de possibilidades infinitas. Ah, o ver empreendedor não é. Né? Empreender significa constituir uma empresa que gera emprego. Então, a gente precisa entender o que a gente quer também. O que é dar o nome aos corretos das coisas, sabe? Então, você ficar...
você quer flexibilidade, quer dizer que não vai dar dinheiro, é renda também, mas você pode escolher essa renda, entendeu? Então, ah, revender um produtinho na rua e empreender, não, é renda extra, é juntar uma grana, não é ter uma empresa. Entendeu? Então, assim, só pra gente não vender gato por lebre, sabe?
Então, porque é difícil, é complexo, é duro, é cansativo e não vai te deixar mais perto do seu filho. Não vai. É que tem essa ilusão, né? Que você, por ser empreendedora, você está ali, tem mais tempo para o seu filho, para a sua rotina. O que você tem? Você tem flexibilidade, né? Autonomia, tomada de decisão, mas tudo isso tem um custo mental também. Eu acordo aqui, ó, e aí me ligam, pode, né? Está voltando a 100 mil reais. O que você tem que ter? Obrigado.
Ó, faltou o pão. Ó, faltou a embalagem. Ó, faltou o site que caiu no ar. Ó, não sei o que, ó, meu produto chegou. Ó, o correio, não sei o que lá. Ó, o imposto saiu de 12 pra 16. Tá pronta? Tá pronta? Pra isso? Você quer isso?
Aí você tem três pessoas no seu time. Ah, não sei o que ficou doente. Ah, não sei o que lá aconteceu. Ah, o cliente tirou o cheque. Ah, o cara não pagou ainda. Aí nada de implê-se. Ah, faltou. Ah, tem que fazer rede social. Tem que botar o evento. Aí tem que conhecer a gente. Tem que fazer network. Aí tem que estudar. Aí tem que ler. Aí tem que inovar. Aí tem que botar tecnologia. Tá pronta. É isso. É muita coisa, né? Eu decido por isso todos os dias, tá? Pro resto da minha vida. Eu amo empreender. Só que...
Eu não sugiro. Quando você se descobriu uma empreendedora nata, depois de tantos anos trabalhando, como você nos já falou, em empresas, como foi esse insight? Sempre fui empreendedora. Isso é uma dica de ouro. Mesmo trabalhando nas empresas. Eu sempre tive uma renda extra empreendendo. Sempre. Eu nunca não fui empreendedora, desde os 15 anos.
Então eu tava no mundo corporativo, vendendo sempre alguma coisa. Sempre investindo no assunto, cavando o negócio, investindo gente. Eu nunca não fui empreendedora. E mesmo quando eu tava na companhia, eu era intraempreendedora. Se era a minha área, meu time, minhas coisas, minha meta, o presidente falava comigo, eu falava, ei, isso aqui não é só área não. Isso aqui é lá na presidência. Então você não fala com o meu time sem falar comigo antes. Nunca. Entendeu? Então assim, eu sempre tive esse lugar.
Você me deu a meta, agora você vai lá pra sua cadeira e vai esperar eu te apresentar toda segunda-feira na nossa daily. Ou você confia em mim ou eu não preciso estar aqui. Então, é a estrutura, sabe, emocional. Olhar. Só que, uma dica de um milhão de dólares. Se você não gosta, você arriscar de vender. Oferecer e se não gostarem de você. De oferecer um produto e você, sabe, assim, ai, horrível, não compro. Ai, não gosto. E receber um milhão de nãos por dia. Se você ficar frustrada.
Então o tempo inteiro alguém melhorando você ou te tratando mal esquece de empreender eu recebo 900 não pão sim todo dia agora eu trabalho que eu faço tá? Olha onde eu cheguei todo dia eu me expulgo uma porrada cara, então assim, tá pronta pra isso? quer isso? eu desejo, eu gosto eu adoro ter alguma coisa pra ninguém criticar meter o pau mesmo tô nem aí, adoro, vai mete o pau, vamos melhorar
Agora, é... É vocação mesmo, sabe? Tem um negócio aqui, assim... Funciona. Mas minhas emoções não são assim. Aí tem uma bota pro pulo do dado. Tá? Uma só precisa ser.
Você pode ser com algum time que vai ser mais CLT no sentido de repetir as coisas e organizar no que precisa fazer. Não precisa ser todas elas assim. Mas a gente se juntar com outras, entendeu? Então essa acho que é uma das coisas também. Bom, eu vi uma frase sua que eu achei super interessante.
que é entre ser mãe e ser CEO, escolha os dois. Eu gostaria de entender um pouco como é possível equilibrar a alta performance na gestão sem cair na armadilha do esgotamento que a gente estava falando, né? É possível ser os dois, mas eu caio no esgotamento algumas vezes. Tá?
Eu acho que é uma estrutura de viver com pouco também, sabe? A minha vida pessoal é estruturada em coisas que... Viver com pouco eu acho que é ruim a frase, mas eu me estruturo pra passar por longos invernos. Entendeu? Então eu tenho uma vida que ela cabe no risco. Então eu acho que a primeira coisa é isso, empreendimento financeiro. Tá? Pra você não se desesperar. Porque você vai passar por longos invernos o tempo todo empreendendo. A segunda coisa tem uma rede de apoio.
Eu tenho meu filho tempão de correr, ele tem pai. Né? Presente. Embora eu hoje não seja casada, mas ele tem um pai incrível. Eu tenho uma minha mãe, tenho minha irmã. Então assim, tenho uma família que consegue me suportar. Então como é que é a sua rede de apoio pra conseguir me empreender em alta performance? É igual atleta, gente. É igualzinho atleta. Precisa do treinador, do negócio, sabe assim?
Vou usar o que você usou, tá, Maria? Tipo assim, Dani, como é que você é uma CEO de alta performance sendo mãe? Alta performance é atleta. Então, tem um monte de coisa que o mundo amador não tem. Certo? É igual. Então, se você quer ser de alta performance, você tem que se organizar. E tem que estar pronta financeiramente pra passar por longos invernos. E viver bem. Você não viajar o mundo inteiro pra fora do Brasil, sabe essas coisas assim? Aham.
Eu não rumei em restaurante... Se eu não tivesse cinco... Quando ali, basicamente, educação, saúde, moradia organizadinha, eu vou bem pra caramba.
Eu me arrisco, entendeu? Eu sou só pessoa. Sou simples nos meus hábitos, entendeu? Você não pode querer ser uma coisa se você não se prepara pra ela, né? Mais ou menos isso. Você tem os seus objetivos e dentro dos seus objetivos você se organiza. Não é isso, Dani? É tipo assim, querer tu quer, mas tu aguenta. Aham.
Aí às vezes as pessoas me mandam, ai Dani, que sonho, tá aí você fazendo o que você vai pagar. Isso aqui que você tá vendo na internet é um recorte de stories. 90% do tempo eu tô fazendo reunião, falando com o cliente, questionando, pegando cheque, vendendo, sendo, não querendo, tô sentado numa casinha pedindo dinheiro. Você tá pronta pra negociar com o banco, negociar com o cliente. É chato. 90% do tempo das coisas são chatas. Você só tá vendo a parte legal.
Vamos falar agora para a mulher que está nos assistindo, para a mãe que está nos assistindo ou nos ouvindo, que está nessa fase de transição de carreira, está voltando ao mercado de trabalho, e aí está naquela parte chata que é fazer o currículo, que é preencher o LinkedIn. Como é que ela pode colocar as habilidades adquiridas na maternidade de forma que isso enriqueça esse material, que seja atrativo esse material?
Cara, aí você bota no chat de PT, você consegue achar várias coisas hoje em dia, sabe? Mas acho que a primeira coisa antes de... Você vai conseguir segurar isso? Porque assim, eu falo porque é meu manifesto. Entendeu? Todo mundo não tá pronta pra coisas assim. Tá pronta pra colocar couro mesmo no negócio desse? Né? Tem que ser de verdade. Sabe? Você tem que acreditar que aquilo tudo mesmo te fez o profissional melhor.
Então o convite nem é escrever. Escrever tá fácil. Eu escrevo lá no chat.pt, ele vai te explicar. Eu mesmo, Muno, eu tenho o meu, a minha gêmea digital, que ajuda até a reescrever isso, tá? Gêmea digital, como eu penso, eu mando de graça pra todo mundo, as pessoas vão lá e escrevem, copiam e enrolam. Só que, você tá pronta. Você vai conseguir segurar isso que você tá escrevendo? Você acredita nisso que você tá escrevendo? Porque senão, é um erro de dublagem, sabe?
Então você precisa primeiro entender se isso realmente é um diferencial competitivo, se você acredita nisso. Talvez nem você mesmo acredita. Então o convite primeiro é ser autêntica. Quando você fala acredita nisso, é que tipo de crença? Em si própria ou nas dificuldades? Eu vou dar conta das dificuldades que virão. É em si própria mesmo, sabe? Eu me sinto mais capaz com essa habilidade que eu estou falando aqui no LinkedIn que eu tenho.
Eu vou defender isso. Eu sou isso mesmo. Você precisa entender. Porque senão é um monte de palavras. Aí na hora de conversar com a pessoa, você não vai conseguir segurar ele. Entendi. No dia a dia também não vai dar certo. O caminho mais curto é ser quem você é. Seu superpoder é que eu não vou ser você. Você não vai ser eu. E acho que esse é o maior superpoder. É ser quem você é mesmo. E eu falo uma frase que se você sabe quem é, o mundo não te confunde.
Então assim. A pessoa pode falar o que quiser de mim. Eu não consigo nem controlar. Não tô nem aí.
Entendeu? Não tô nem aí. Ah, Dani, ah, deve ser mesmo, gente. Bota aí uma camada em cima, passa pra frente, tô nem aí. Porque eu sei quem eu sou, você não vai me machucar. Entendeu? Então, assim, saber... O mundo pode falar o que quiser, mãe isso, mãe aquilo, você isso, você aquilo. Irmão, dá aqui essa planilha de Excel que em duas horas eu vou esfregar ela na sua cara. Então, você não interessa muito o que a pessoa tá falando, entendeu?
Então, assim, toma cuidado pra quando você fizer cor e escrever essas coisas, você saber quem você é mesmo, sabe?
Porque na hora do vamos ver, você vai ter que mostrar. E é aí que mora a magia. Agora, o que é que você fala, Dani? Que dica, que conselho você fala para aquela mulher que está tentando voltar ao mercado de trabalho, não está conseguindo, e ela não tem a alternativa de não trabalhar. Ela precisa trabalhar. De onde ela tira forças para continuar nessa corrida?
Eu acho que, de uma forma mais poética, de uma forma mais prática, tá? De uma forma mais poética, eu falo uma frase que eu nunca soubesse chamar a força de uma mulher que quer ser exemplo do seu filho, assim, sabe? Eu tiro a força do Lucas, assim, sabe? Às vezes eu falo quando a Dani não consegue, a mãe do Lucas consegue. Então, acha esse lugar. Às vezes na espiritualidade, às vezes na sua família, às vezes na ancestralidade da sua casa. Encontra um ponto intangível de força. Eu tenho os meus.
Nos rituais que eu faço aqui. Agora, no tangível, olha pro bicho do jeito que ele é. Uma frase do Herói das Mil Faces, assim, que é o Joseph Campbell, né? Que ele fala, a caverna que você tem medo de entrar esconde o tesouro que você busca, sabe? Olha pro bicho direito. Você trabalha com RH. O mercado que mais se transformou nos últimos 10 anos, concorda? Aí você quer transformar, botar o link de conversar com a pessoa do jeito que era 10 anos atrás.
A primeira coisa que você tá falando pra voltar pro mercado de trabalho ou empreender, qualquer outra coisa, é entender como o mundo tá hoje. Olha pro bichão mesmo, olha a caverna lá. Cara, não tem metade das coisas que o mundo precisa de hoje. Quem tem? Aí tem um outro livro também que chama Roubando como artista. Copia as pessoas que estão conseguindo. Entendeu? Quem são as dez pessoas na minha área que estão performando que eu não tô?
Ah, a Dani, a Maria Rita, a Joana, a Fulaninha, faz lá uma listinha. Segue ela nas redes sociais, lê o que a Chatea PD tá falando delas. Vê o que você tá recomendando. E copia! Mente na sua cabeça, até ser verdade, sabe? Tudo que elas estão estudando, pensa como elas estão pensando, até que você encontre a sua voz.
Então a coisa é, faça agora a lista das mulheres que te inspiram, ou homens, né? Pessoas da sua profissão que te inspiram e que estão fazendo o que você não está fazendo. Copia. Agora, antes da gente passar para a nossa dica de leitura, você já deixou duas dicas de leitura aí para a gente. A gente vê, como você falou, o departamento RH está mudando, vários outros setores estão mudando, o mercado de trabalho em si está mudando, a gente tem agora...
o hibridismo, a possibilidade de você estar com mais flexibilidade. Você acha que esse é um momento propício pra a mãe trabalhar, pra mulher-mãe trabalhar? Eu sou uma otimista realista, tá? Eu acho que nunca foi tão fácil fazer. Manja? Eu acho que se você despertar... Assim, eu já trabalho desde os 16 anos, eu tenho 46.
era muito mais difícil estudar com esse gente, tá todo mundo disponível pra conversar com todo mundo hoje na rede social, você vai lá no inbox e conversa comigo, aí no outro layer eu vou lá no inbox e converso com a ministra, tá todo mundo disponível aí, é o tempo certo, o pitch certo, o posicionamento certo, você só precisa despertar, e você precisa gostar de dinheiro.
Mesmo, fazer as pazes com o dinheiro, sabe? Fazer as pazes com o dinheiro. Eu gosto de você. E o dinheiro te ama. Eu falo pra mim, o dinheiro me ama. Ele quer vir pra minha mão. De maneira agradável, num fluxo bom, abundante, perfeito. Juro por Deus. Eu faço um ritual de dinheiro mesmo. Cara, vai... E eu negocio. Ah, Dani, você pode? Eu não posso. Ah, não quero.
Então, assim, você tem que muito acordar com a mentalidade de grana mesmo. Eu gosto do dinheiro, ele me ama. O dinheiro me ama. Ele é bom. Ele não é sujo. Ele não é ruim. Ele compra a liberdade. Ele compra a decisão consciente. Ele compra um monte de coisa. Então, fazer as pazes com o dinheiro é uma rica... E as pazes mesmo, sabe? Obrigado, dinheiro. Você é bom. Você vai salvar minha vida. Você vai me tirar de uma situação de violência. Você vai fazer eu me movimentar.
Você vai trazer os meus sonhos à tona. E eu vou trabalhar por você. Agora, você faz parte do meu coração, é só por você que eu decido? Claro que não, você é uma ferramenta e eu vou te usar. Entendeu? Então eu acho que as mulheres precisam fazer as pazes com o dinheiro.
É engraçado você falar isso, porque normalmente quando a gente fala a relação feminina com o dinheiro e a relação masculina com o dinheiro, é completamente diferente a visão que a sociedade tem. É, eu dei uma aula com uma empresa essa semana sobre mulheres, poder e dinheiro. E aí tem um dado muito interessante para falar. A geração da minha mãe, acho que você é mais jovem que eu, mas a geração da minha mãe, em 1960, foi a primeira geração que teve autonomia financeira no histórico da humanidade aqui do Brasil. No histórico do Brasil.
Porque até 1960, a nossa CPF, se a gente fosse mulher casada, era vinculada ao nosso marido, a gente podia abrir conta em banco. Por hora? Ontem. A nossa mãe foi a primeira de vacina, minha mãe, a primeira geração de mulheres que tem autonomia financeira. Eu só podia trabalhar se meu marido dissesse que eu podia. Eu só podia viajar de avião se meu marido autorizasse. 60.
lei. Então, meninas, não é culpa de vocês. A gente só ficou tempo demais longe do dinheiro. Foi ontem isso. Nossa mãe é a primeira geração de mulheres a ter autonomia financeira. Ter conta em banco.
Então, calma. Você não é incompetente. Você não é burra. Não entende de números. Não é isso. Não tem nada a ver com fisiologia. Homem entende mais de número e mulher de menos. Não, pelo amor de Deus. Eu sou farmacêutica. Fisiologicamente, não tem nada a ver com nada.
É cultural. É cultural. E é uma violência patrimonial você entregar o seu dinheiro na conta do seu marido hoje, se você vê que o trabalho é seu. Mas quando tem uma relação legal, bacana, de casamento, vocês trocarem, fazendo sonhos juntos, criarem uma conta, isso é outra história. Agora você precisa saber do seu dinheiro. Você precisa entender para onde ele vai, como é que você investe ele.
Como é que está sendo usado para a sua família? Como é que você cuida dele? O dinheiro é bom, só que você tem que gostar dele. E para gostar dele, você tem que entender sobre ele. Então, assim, não é culpa de vocês. Foram muito tempo. E mais uma vez, você falou, se capacita se você não tem condições de pagar um curso, de adquirir uma mentoria. Hoje, na internet, tem informações, né, Dani, sobre informações financeiras, investimento, enfim, coisas que vão lhe trazer liberdade.
Exato, a Bichuama tem 80% da Bichuama gratuito do que a gente faz aqui. Online, presencial, o Brasil todo, cara. É, e conhecimento é poder, né? De verdade. Eu acho que conhecimento, até a gente chegando pro final, eu acho que é muito bom deixar que conhecimento nunca vai ser tirado de você. Conhecimento não acorda no outro dia de amanhã, fala que não te ama mais e vai embora. Conhecimento não bate em você. Conhecimento não te...
não te subjuga, não te subtrai. O conhecimento é seu. Ele só te faz bem. Tá? Então, assim, presta atenção nisso. Estudar ou não estudar por causa... Estudar.
Isso jamais vão tirar de você, sabe? Quem você conhece, quem conhece você e o que você conhece organizado é seu, jamais vai te deixar, nunca vai te deixar na mão, sabe? Até pra voltar pro mercado, estuda, gente. Ah, eu tô cuidando do meu filho, então lê. Estuda podcast, conhece gente, enquanto você amamenta. Entendeu? É que eu acho que isso muda o jogo na hora que você precisar voltar.
Bom, e por falar em conhecimento, a gente agora vai com mais dicas de leitura. A Dani já deixou alguns livros aqui pra gente. O que você pode trazer mais, Dani? Tem livros aqui. O meu, né? Chama Mãe, porque você trabalha. Então eu falo sobre uma mãe que decidiu empreender e maternar sem culpa. Então eu falo sobre a minha trajetória, mas também estou sobre dicas de negócio, como tirar uma ideia do papel, como se organizar. Então vou deixar meu livro de sugestão aí, né? São mais de quase 9 mil copas vendidas, então...
Eu fico muito feliz de chegar na mão dessas pessoas. O segundo livro que eu vou sugerir chama Indomável. Não é um livro de negócio, mas é um livro sobre você redescobrir a força de quem fez um cérebro, sabe? Quem é potente, de que mulher feminina é muito incrível. E a força feminina é um negócio bizarro de boa, principalmente quando ela está em confluência com outras mulheres. E aí o terceiro livro, eu vou deixar um livro de negócio. Praticamente eu gosto muito.
que é um pensamento que se chamou O Jogo Infinito, do Simon Sinek, que fala sobre liderar em momentos como esse. Ele não é um livro novo, mas é um livro de despertar sobre modelos de negócios, sobre as coisas que você quer fazer, sabe? É um livro gostoso de ler, fácil de ler.
tudo dele é muito bom, tá? Porque a mulher gosta muito de empreender com propósito, de empreender com outras formas de fazer as coisas, de empreender trazendo muita gente junto. Então, acho que o Simon Sinek empreendeu liderar, tá? Se tiver uma companhia, umas dois tipos de carreira.
Eu vou deixar esses três livros aí, um para o coração, um para te despertar, um para se estruturar operacionalmente e um para cuidar de você e da sua maternidade. Se quiser adquirir o meu eu vou gostar. Maravilha, muito obrigada pelas dicas, muito obrigada por esse papo, a gente acha super importante aqui no canal, a gente sempre traz uma pauta voltada para
participação feminina no mercado de trabalho e maternar no mercado de trabalho, acho que é mais do que fundamental a gente falar sobre esse assunto quem quiser continuar te acompanhando onde é que te encontra? No Instagram, eu acho que é o maior caminho arroba danijunco
colocar depois inscrito aí nas plataformas, é o lugar mais fácil, que meu time me ajuda e que eu estou sempre muito disponível, é realmente a melhor rede social. Maravilha. Bom, mais uma vez, super obrigada, e muito obrigada a você também que ficou conosco em mais uma edição do ADMcast, um grande prazer receber você no canal a serviço da administração ou no Spotify. Não esqueça de deixar os comentários, sugerir novos temas, novos convidados, deixar seu like, curtir as redes sociais do CRA São Paulo e também
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