140. Entrevista: carreira, desafios e perspectivas de uma trabalhadora da área da saúde
Olá, ouvintes da Rádio Uni! Nesse episódio, os petianos João Victor Silveira e Nathalie Porto realizam uma entrevista com uma trabalhadora da área da saúde pelo dia do trabalhador.
Produção: João Victor Silveira e Nathalie Porto
Edição de áudio: Eduarda Severo
Arte da capa: João Victor Silveira
Direção geral: Carolina Fernandes
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- Identidade Racial e DiásporaImpacto do racismo no sistema de saúde · Sofrimento psíquico e racismo · Representatividade e pertencimento · Humanização do cuidado a partir da empatia
- SaúdeMotivações para escolher enfermagem · Trajetória acadêmica e profissional · Formação na Unipampa · Saúde mental como área de especialização
- Pesquisa Científica e SaúdeIntegração entre pesquisa e prática clínica · Desafios na aplicação de evidências científicas · Metodologias de pesquisa colaborativa · Pesquisa qualitativa e sua importância
- Saúde Mental FamiliarNecessidades dos familiares de pacientes psiquiátricos · Impacto financeiro e emocional da internação · Importância do cuidado integral para a família
- Humanização na sociedadeCombate ao preconceito no atendimento de saúde · Atendimento baseado em equidade e singularidade · Reconhecimento e desconstrução de preconceitos · Enfermagem como profissão humana e social
- Formação UniversitáriaEquilíbrio entre vida pessoal e acadêmica · Impacto na saúde mental de pós-graduandos · Gestão de tempo e perfeccionismo
- Impacto na saúde do médicoFoco em intervenções locais e contínuas · Valorização de pesquisas qualitativas e colaborativas · Necessidade de estudos em conjunto com a comunidade
Rádio Uni. Rádio Uni. Uma produção do Pet Letras Unifam Pabajé.
Olá, ouvintes da Rádio UNE. Estamos aqui para mais um episódio. O de hoje é uma entrevista com uma profissional da área da saúde em alusão ao Dia dos Trabalhadores, que é comemorado no dia 1º de maio, mais conhecido como ontem, já que esse episódio é postado sempre no sábado.
Eu me chamo Nathalie, então agora eu passo a palavra para o meu colega, João. Olá, ouvintes, eu me chamo João Victor de Deus, sou petiano do curso de Letras Português, e hoje, na nossa entrevista, teremos uma convidada muito especial, que ela irá se apresentar agora, que tem como tema, entrevistando um trabalhador da área da saúde.
Olá, ouvintes. Meu nome é Marciele. Estou muito feliz de estar aqui fazendo esse programa com vocês, esse podcast. Eu vou me apresentar um pouquinho. Eu tenho 32 anos, eu sou enfermeira. Me formei também pela Unipampa, então estou muito feliz de estar podendo gravar esse podcast com vocês da Unipampa.
porém lá em Uruguaiana, que é onde é o campus da saúde. Eu entrei na faculdade em 2012 e me formei em 2017. Eu fiz residência, fiz mestrado, tudo voltado para a área da saúde mental.
E eu sou uma profissional da saúde que trabalha com a área da educação. Então, eu educo trabalhadores de saúde, formos trabalhadores da saúde, tanto no curso técnico quanto na graduação. Por isso que eu também tenho esse andamento com a pesquisa, com o doutorado. Eu sou especialista em saúde mental, sou mestre também em saúde mental.
e há um ano já estou fazendo meu doutorado em saúde mental, e atualmente também trabalho numa universidade privada, com todos os cursos da área da saúde. Bom, Marcele, para começarmos nossa entrevista, eu gostaria de começar fazendo uma pergunta.
Quem que é a mulher por trás do jaleco? E o que que te motivou a escolher a enfermagem como profissão, como escolha de vida? Porque quando a gente escolhe um curso, a gente escolhe algo para a nossa vida, uma formação que a gente vai gostar. E o que que te motivou? Quem que é a Marcele por trás do jaleco? O que que te levou a tuas escolhas? A mulher por trás do jaleco, hoje é uma mulher com 32 anos que está realizando diversos sonhos, tanto na área profissional, quanto na área pessoal.
Eu sempre falo que eu fui construída, né? Eu acho que nós somos construídos não de uma forma individual, mas de uma forma familiar, social. Então, principalmente a minha família sempre me passou diversos valores de estudo, trabalho, dedicação. Eu também tive o privilégio, assim, de ter pais que...
me incentivaram muito a buscar pela educação, então durante o período da graduação, por exemplo, eu não precisei trabalhar, me dediquei somente a estudar e assim eu fui continuando. Tenho uma grande paixão por estudar e é um dos motivos que eu sempre continuei buscando, né, uma trajetória acadêmica. Eu sou uma pessoa bastante esperançosa.
comunicativa, gosto de estar com as pessoas, isso é um dos motivos que me levou a trabalhar com enfermagem, gostar de conversar, gostar de cuidar. Também acho que eu tenho uma questão muito forte com a espiritualidade que me leva a enfrentar diversos desafios, a levar o dia a dia com mais gratidão, então sou uma pessoa que tem um vínculo muito forte com Deus. Mas falando sobre por que eu escolhi a enfermagem,
é que desde muito nova eu sempre gostei da questão de cuidar das pessoas, de escutar as pessoas, de tratar as pessoas com dignidade. Então, busquei uma profissão que eu pudesse estar com as pessoas, principalmente nos seus momentos mais desafiadores, nos seus momentos mais difíceis.
Enfermagem tem tudo a ver com isso, cuidar da pessoa no momento que ela se encontra vulnerável, seja por uma doença, seja por estar passando por algum momento difícil com algum familiar. E também ao longo da graduação eu fui entendendo que cuidar não se trata só de cura, só de doença, mas uma questão de uma promoção da saúde. Então trabalhar...
com a educação à saúde, entender que a saúde não é só ausência de doença, mas também é acesso ao lazer, é acesso a ter boas relações familiares, é acesso a ter vínculos, né, acesso a poder exercer, por exemplo, as suas crenças, as suas próprias decisões. Então, eu fui ampliando o meu conceito sobre saúde, saindo de um conceito mais fechado de ausência de doenças, entendendo a saúde.
como algo bem mais complexo. Então, escolher essa missão de vida que eu escolho ainda todos os dias tem a ver com isso, com gostar de cuidar das pessoas, com gostar de ouvir as pessoas.
gostar de estar com elas, né, em diversas situações da vida. E a enfermagem me proporciona tudo isso. Nossa, Marciele, que lindo te ver falar sobre a tua trajetória acadêmica e profissional. E que bom saber que estamos aqui diante de uma igreja da Unipampa. É sempre bom encontrar.
pessoas e profissionais que partilharam da mesma formação, de alguma forma, da mesma formação que nós, porque sabemos que a Unipampa tem todo um diferencial. E sempre que encontramos profissionais, seja na área da saúde, seja na área da educação, que se formaram na Unipampa, a gente vê que eles têm um olhar diferente.
É verdade, a Unipampa, assim, eu digo que foi, me deixou muito preparada para diversas áreas, assim, seja assistência, seja pesquisa, seja educação. Então, eu fiz toda a minha graduação na Unipampa e depois ainda tive a oportunidade de fazer um curso de residência.
que é quando os profissionais da saúde se emergem no campo por dois anos, assim, 60 horas por semana é bem pegado, bem complexo, e me proporcionou tudo isso, assim. Depois, ingressei no mestrado, no doutorado na URGS, outra universidade federal, mas eu digo assim que ter estudado na Unipampa foi um ponto muito crucial.
principalmente para mim ter essa compreensão mais integral do que é a saúde e também uma formação mais integral voltada para assistência, para pesquisa e para o ensino. Então, eu vejo que eu saí bem preparada pela Unipampa. Então, eu gosto muito de ter estudado na Unipampa e acho que a preparação foi incrível, tanto que quando eu ingressei na URGS, assim...
não senti nenhuma dificuldade, nenhuma diferença de formação com os demais colegas, foi tudo muito tranquilo, exatamente porque a Unipampa traz essa boa preparação para nós, uma universidade muito rica, muito complexa, e que mostra diversos ângulos na nossa formação. Isso vem muito do nosso tripé, que é a pesquisa, o ensino e a extensão. Bom, agora eu vou te passar mais uma pergunta.
que seria voltada mais para a sua identidade como mulher negra. De que forma isso influenciou ou ainda influencia a sua percepção sobre o sistema de saúde brasileiro? Pensar na minha identidade como uma mulher negra, pensar em racismo também,
foi algo que foi muito doloroso para mim por muito tempo. Dentro da minha condição familiar, era um assunto que nós dificilmente falávamos, falar sobre racismo, falar sobre preconceito. Então, eu tive uma certa resistência a estudar esse tema por muito tempo, por ser um tema dolorido. Na minha formação, grande parte dos debates, assim, mais na...
nas disciplinas eram voltados para pensar que a população negra era vulnerável, as doenças crônicas, diabetes, hipertensão, porém nós não aprofundávamos tanto na questão das questões mais socioeconômicas, que muito disso, dessa proporção de ter mais...
tendência a ter um certo tipo de doença tem tudo a ver com qualidade de vida, com trabalho, com renda. E nós sabemos que na população brasileira, a população, as pessoas negras ainda são aquelas que têm os piores trabalhos, os piores salários, muitas vezes das piores qualidades de vida. Então, ao longo do tempo que eu fui me abrindo para estudar esses assuntos e também para estudar isso numa perspectiva de saúde mental.
como eu falei para vocês, a minha área de formação, e eu enxergo como o racismo tem tudo a ver com essa questão do sofrimento psíquico. Diversas vezes, se nós pegarmos alguns artigos científicos, principalmente da área qualitativa, nós vamos ver os relatos de pessoas negras falando de questões de complexo de inferioridade, de baixa autoestima, de como se sentem ainda.
pouco valorizados, pouco representados, e de certa forma eu sempre me enxerguei em tudo isso também. Sempre me enxerguei como uma pessoa com dificuldade de pertencimento, muitas vezes com questões de baixa autoestima.
de não se reconhecer nos padrões de beleza, nos padrões de sucesso, e como isso afeta realmente a nossa saúde mental, porque a gente cresce desde a infância se sentindo pessoas inadequadas. Então hoje, para mim, estudar sobre isso, pensar sobre isso.
principalmente na área da saúde mental, faz um grande diferencial. Principalmente também quando eu atendo outras, porque no momento eu trabalho, a minha pesquisa com crianças e adolescentes, seus familiares, outras meninas, adolescentes negras, eu sei o que é se sentir.
excluída, se sentir muitas vezes não bonita, não gostar do seu próprio cabelo, não gostar da sua própria aparência. Então, ocorre uma identificação. E essa identificação é muito importante para o cuidado, porque traz um aspecto de humanização, um aspecto de empatia.
Eu acredito que o cuidado é sim, fazer uma assistência, fazer um procedimento, mas é também essa questão de acolher os sentimentos das pessoas, de escutar a pessoa, de não minimizar as dores, principalmente, às vezes, nessa fase da infância, adolescência, início da vida adulta, que geralmente as dores das pessoas são muito minimizadas.
Então é importante, é muito importante eu me reconhecer como uma mulher negra no sistema de saúde, eu poder atender outras pessoas e também poder conscientizar outras pessoas, enfim, que não são, têm a mesma corda pele, o mesmo fenóptico que eu.
trabalhar com a conscientização do que é sofrer um racismo a todo tempo. Está em uma estrutura, em uma instituição, em um país que é onde a gente sofre racismo a todo tempo. Nossa senhora, que resposta muito boa você nos deu. Queria fazer um comentário, que isso que você falou é algo muito real que acontece no Brasil, infelizmente acontece muito ainda.
Porque quando a gente sofre violência, violência gera violência. E são difíceis os casos, por exemplo, quando acontece uma violência na infância e a pessoa quer crescer e fazer o oposto disso.
Tu escolheu enfermagem para cuidar, para querer melhorar, porque tu passou por esta situação e agora tu não quer que as pessoas passem. E se passarem, tu quer dar uma mão para elas ajudarem a não passarem, sem ter um apoio. E isso eu acho muito bonito, vindo principalmente de ti, que é uma mulher negra e da área da saúde. Porque já é difícil ser mulher nos dias de hoje. E piorou sendo negra.
Então, é uma luta constante diária contra o mundo, contra a sociedade, contra o Brasil. E isso é algo que eu admiro muito em ti, por ser nossa convidada e por explicar isso para a gente, o porquê que tu escolheu a área da saúde, porquê enfermagem, porquê a saúde mental. Porque a gente sempre tem que pensar na nossa comunidade, a gente tem que sempre pensar...
no nosso povo para querer ajudar eles, para querer melhorar. Então é algo que se faz. Pessoas com cabeça aberta pensam, e isso foi muito bonito, principalmente do apoio que vem da sua família. Bom, Marcele, eu queria te perguntar, você já explicou que a enfermagem é a linha de frente de cuidado, mas em qual momento você sentiu que precisava ir além da assistência prática e ingressar no universo da pesquisa e do doutorado?
Em qual momento assim tu achou necessário tu ir fazer o doutorado, mestrado e entrar no mundo da pesquisa? Então, tem muito a ver com esse tripé que nos foi passado pela nossa universidade, né? Pesquisa, ensino, extensão e como essas coisas são ou deveriam ser interligadas, né? Então eu entrei, ingressei no mestrado, no doutorado, muito porque queria estudar alguns temas relacionados a enfermagem e saúde mental.
que ainda não se tinha tanto na literatura, também por fazer essa formação para a área da educação. Então, acho que o momento que eu percebi que eu precisava também estar na pesquisa, além da assistência, tem tudo a ver com...
Como ainda essas coisas são dissociadas, digamos, na prática? Como ainda existe muita resistência de se inserir evidência científica nas práticas e que como às vezes os pesquisadores ainda se colocam numa posição às vezes de...
digamos, superioridade, distanciamento. Então, eu sempre quis trabalhar com pesquisa para mitigar, digamos, essas barreiras, para que essas coisas andem realmente mais sincronizadas, não só durante a nossa formação da graduação que nos ensinam, mas depois lá na ponta.
para que as coisas sejam feitas com evidências científicas, para que as coisas não andem tão dissociadas, porque isso vai refletir positivamente tanto para os nossos usuários, pacientes, quanto para o próprio profissional, que vai fazer um trabalho, digamos...
mais eficaz, menos cansativo, com mais qualidade. Então, acho que beneficia a todo mundo quanto mais evidências científicas estiverem inseridas nas nossas práticas. Porém, isso ainda é um longo caminho para ser alcançado. Isso está muito inicial ainda. Ainda tem uma dissociação muito forte entre a assistência e a pesquisa.
Então, Marciele, o lindo justamente é essa tua resposta, né, que fala da dissociação e da dificuldade de inserir a pesquisa na prática, né, do dia a dia.
ali do trabalho com a enfermagem, na tua visão como pesquisadora, qual seria hoje a maior dificuldade, assim, entre o que é descoberto na academia, nas pesquisas, e o que é aplicado, de fato, ali no dia a dia, né, do profissional da área da saúde? Qual é esse entrave?
Eu acredito que o principal atrave seja exatamente essa dissociação. Eu acho que pesquisa e assistência são construídos de formas muito separadas. Hoje nós temos metodologias que nos ensinam já a construir uma pesquisa, um projeto de pesquisa juntamente com todos os envolvidos. Inclusive eu estou usando tanto meu referencial teórico, se chama Translação do Conhecimento,
quanto uma referencial de metodologia, é um referencial que pesquisa convergente assistencial. Se chama convergente assistencial, exatamente para criar esse link entre pesquisa e assistência. Então, o que acontece?
nós já vamos direto construir todo o projeto juntamente com os trabalhadores, juntamente com os pacientes, usuários e as suas famílias, para entender do que eles estão necessitando, para que nós não venhamos a fazer pesquisa com esse olhar tão distante.
Acho que, às vezes, um dos principais erros que acontece é que o pesquisador ainda se coloca numa posição de distanciamento, de neutralidade, e faz uma pesquisa ainda muito sobre só a sua visão, sobre só a sua ótica, sem consultar os envolvidos, sem consultar aqueles que deveriam ser beneficiados da pesquisa. Então, eu acredito...
que a pesquisa precisa cada vez mais exercitar essa questão da construção conjunto. Claro que nem todas as pesquisas devem ser construídas, ser feitas dessa forma, existem diversas pesquisas, mas acredito que algumas pesquisas precisam sim ser construídas em conjunto, desde o início, desde o projeto de pesquisa, já pesquisar conjuntamente com o que as pessoas estão necessitando.
Porque muitas vezes eu passei por isso tanto no mestrado quanto no doutorado, de eu querer pesquisar alguma coisa, mas o que aquele serviço estava precisando não era o que eu queria pesquisar, porque eu tenho um olhar muito de fora.
Então, quanto mais eu consulto o que os profissionais que estão ali trabalhando todo dia precisam, o que os familiares, os pacientes, os usuários precisam, mais eu tenho chance de ter uma pesquisa que vai se tornar aplicável à prática.
E também acredito muitas vezes que nós precisamos criar produtos e também se voltar para o nosso local, que muitas vezes também a gente pensa só em pesquisas grandiosas, que vão ser de todo o Brasil, de todo o Rio Grande do Sul, de toda uma cidade, que são pesquisas muito importantes, mas existem também...
pesquisa que podem ser voltadas para as pequenas realidades. O que que eu posso contribuir, de repente, para aquela escola ali que eu estou fazendo a pesquisa, para aquele serviço de saúde, para aquela comunidade ali que tem necessidades tão específicas, né? O que que para eles vai fazer diferença na minha pesquisa? Então, acho que nós precisamos assim dissociar menos e também diversificar mais o tipo de pesquisa que nós estamos fazendo e desenvolvendo.
Que interessante essa tua preocupação enquanto pesquisadora e também profissional da área da saúde de realmente fazer uma ponte, de estar preocupada em fazer pesquisas e trazer resultados que possam ser aplicados ali naquele contexto imediato. Claro que as grandes pesquisas, elas são importantes, mas vendo por esse outro lado...
também é necessário pesquisar sobre assuntos e sobre questões que vão auxiliar agora, nesse momento. Exatamente, as grandes pesquisas são muito importantes, e boa parte das coisas que nós conhecemos hoje como evidência, como ciências, elas se basearam em grandes pesquisas, então eu defendo muito todo tipo de pesquisa.
mas também defendo a diversidade das pesquisas, né, que nós podemos fazer pesquisas mais qualitativas, pesquisas, as pesquisas qualitativas, por exemplo, elas têm essa premissa de não serem generalizáveis, são pesquisas mais voltadas para aqueles locais, para aqueles ambientes, são feitos geralmente com o número de pessoas.
muito maior, porque elas pesquisam diretamente essa questão da subjetividade. Então, pensar em pesquisas que vão mudar as realidades, mesmo que seja de poucas pessoas, é uma coisa importante. Então, que a gente também não venha a menosprezar.
as pesquisas que são feitas de uma forma mais singular, porque isso precisa muito na prática, porque o que mais se vê é pessoas de algum serviço, de alguma escola que não conseguem resolver alguns problemas específicos. Então, ter uma pessoa ali que vai fazer uma pesquisa, entender a visão de todo mundo, entender o que precisa ser melhorado, ser encaixado, quais são, de repente...
os avanços literários que poderiam ajudar naquela situação ali, é algo muito importante, é o que faz bastante diferença. Então eu defendo bastante a diversidade das pesquisas, que todas as formas de pesquisa continuem sendo feitas e continuem sendo aceitas.
Bom, aproveitando que estamos já falando de pesquisa, falando sobre desafios, falando sobre problemas, eu gostaria de te perguntar, Marcelle, quais são os principais desafios de ser uma pesquisadora hoje? Os principais desafios que tu enfrentou até hoje na tua carreira acadêmica? Quais foram eles, os problemas, como é que está sendo, como é que está desenvolvendo?
Eu vou falar de um assunto que geralmente as pessoas não falam quando são pesquisadoras. Eu acho que o meu principal desafio hoje é equilibrar várias coisas. Eu sou trabalhadora, eu trabalho num regime de trabalho.
40 horas semanais, então é bastante tempo, 8 horas por dia. Eu sou esposa e eu sou doutoranda. Então, equilibrar o tempo para fazer diversas coisas no nível de exigência.
que o trabalho, o doutorado exigem, às vezes se torna um pouco complexo. Então eu tive que aprender sobre gestão de tempo, tive que aprender a não ser uma pessoa tão perfeccionista, não me cobrar num extremo, que era uma coisa que eu fazia antes e ia acabar...
fazendo muito mal à minha saúde mental, mesmo sendo uma trabalhadora da saúde mental. Então, digo que o principal desafio é conciliar tudo isso. E também, quando eu era acadêmica e tinha, às vezes, menos responsabilidades, sempre foi um pouco disso, o produtivismo.
porque estar na academia, tanto da graduação, quanto do mestrado, quanto do doutorado, faz com que nós sejamos sempre muito exigidos diversas coisas. Então, acho que sempre foi esse o maior desafio, sempre o excesso de demandas, o excesso de coisas para fazer, porque só para ingressar num mestrado, só para ingressar num doutorado, precisa ter um currículo extenso, então, precisa ter produzido bastante durante a graduação.
aí depois bastante durante o mestrado, aí depois mais durante o doutorado, então vai escalonando. Então, acredito que o...
produtivismo acadêmico, que é uma coisa já bastante criticada nos artigos sobre pós-graduação, é uma coisa que geralmente afeta a saúde mental da graduação, dos pós-graduandos. Acho que é uma coisa que nós precisamos falar mais, porque é um assunto que muitas vezes nós estamos tão imersos naquele contexto de hiperprodutividade que nós nem falamos sobre isso.
Todo mundo sabe que está cansado, que está sobrecarregado, que às vezes se sente mal, que não pode dedicar tanto tempo a família, os filhos, o marido, ao lazer. Só que nós naturalizamos esse excesso de produtividade. Mas várias situações que vêm acontecendo ao meu redor, devem ver pessoas esgotadas, devem ver pessoas muito cansadas, chegando perto do burnô.
me coloco numa responsabilidade de falar sobre isso, que nós, como pós-graduando, nós, como profissionais da saúde, precisamos olhar mais para tudo isso e entender que nós não somos máquinas, nós somos seres humanos, e nós não precisamos levar uma vida onde a única coisa que importa também é a formação, é a pós-graduação, até porque, geralmente, a grande maioria das pessoas tem que equilibrar várias coisas, e é saudável, né?
que nós venhamos a não ser mais só uma coisa, só pós-graduando, só doutorando. Nós temos diversas áreas das nossas vidas que são tão importantes. Então, essa questão do produtivismo acadêmico sempre foi um grande desafio por conta disso. Diversas vezes, me senti sobrecarregada, mas ao mesmo tempo não me daram o direito de me sentir sobrecarregada. É sempre aquela coisa do, ai, preciso arrumar tempo, preciso...
dormir tarde, acordar cedo, não parar no feriado, não parar no final de semana. Eu acho que quando eu fui ficando mais velha, eu cada vez me dou o direito de refletir mais sobre isso. Será que precisa realmente ser assim? Ou a gente se acostumou a estar numa bolha, que todo mundo age assim e a gente naturaliza?
Muito importante essas tuas reflexões, Marciele, justamente pensando na tua área de pesquisa, voltada para a saúde mental. A nossa próxima pergunta seria voltada justamente para a tua área de pesquisa. De que forma a tua pesquisa atual contribui, se ela contribui?
para minimizar as dificuldades que são encontradas ali nos atendimentos do dia a dia, minimizar as desigualdades. Então, a minha pesquisa, como eu tinha falado anteriormente, ela foi, digamos, conversada com os trabalhadores e com as famílias antes dela, quando eu iniciar meu projeto. Eu vou fazer uma pesquisa numa unidade da Internação Psiquiátrica Infanto-Juvenil.
onde nós atendemos crianças e adolescentes. Porém, desde o início, eu sempre notei, e isso também me foi falado por trabalhadores e pelos familiares, que é tudo muito voltado ainda somente para tratar os sintomas dessas crianças e dos adolescentes. Sendo que os familiares, geralmente um pai, uma mãe, uma avó,
ficam ali com eles todo o tempo. Então essas pessoas, elas são atingidas financeiramente, elas geralmente têm outros filhos, precisa fazer toda uma adequação.
para cuidar desses filhos, elas ficam esgotadas mentalmente, porque as internações costumam ser um pouco mais longas, uma internação, digamos, de uma semana. Quando chega a um ponto de uma crise em saúde mental, geralmente as internações são um pouco mais longas, então ficam muito tempo ali no hospital, e sempre demandando essa questão do esgotamento do familiar. Porém, nada...
nessa unidade, não digo nada, mas muito poucas coisas são voltadas para enxergar esse familiar, entende? Então, esse vai ser meu trabalho, um trabalho para que nós venhamos a visibilizar também as necessidades dos familiares e eles sejam entendidos ali como pessoas que precisam também ser cuidadas, não só a criança, não só o adolescente, mas existe ali um familiar que também está...
com algum sofrimento psíquico, tanto pela demanda de ter uma criança em crise, e tanto também porque precisou fazer toda uma adequação da sua vida para estar linda e prestando aquele cuidado juntamente com a equipe. Então isso foi algo que vem da própria equipe, que enxerga a necessidade desses familiares de serem cuidados, de serem orientados.
e também dos próprios familiares que se sentem muitas vezes sozinhos, abandonados, cheios de dúvidas, cheios de questionamentos nesse processo das internações. Então a minha pesquisa vai ser sobre esse tema e vai exatamente buscar atuar nessa parte mais de mudar as práticas, de mudar o tipo de cuidado e vai ser uma pesquisa de base bem construtivista.
uma pesquisa onde eu vou estar pesquisando em cima das demandas e das necessidades dos trabalhadores e também dos familiares. Então, vai ter, digamos, sempre tem um pouco do olhar da pesquisadora, mas também vai ser uma pesquisa construída junto com todos esses atores sociais.
Para aproveitar que a gente já está seguindo um fluxo sobre mudanças, sobre cuidados, sobre processos, eu queria te perguntar, Marciel, de como o preconceito se manifesta no dia a dia da saúde e como a enfermagem pode ser uma ferramenta para mudar esse processo e humanizar, né? Porque, como tu mesmo falou,
a gente acaba se tornando máquinas universitárias, que a gente acha que a gente tem que estar empregando o tempo inteiro, que está sempre produzindo alguma coisa, e a gente acaba se esquecendo desse processo. Mas como tu acha que a enfermagem pode ser uma ferramenta para mudar esse preconceito e esses processos?
Então, a enfermagem em si, ela vem se atentando muito para essa questão da diversidade. Nós falamos muito sobre padrões, sobre exclusão, sobre um padrão que sempre foi esperado das pessoas para, digamos, serem dignas de sucesso, dignas de cuidado.
É um padrão onde a minoria da população brasileira se encaixa. Então, nós estudamos políticas públicas que envolvem questões sobre a população negra, sobre outras populações vulneráveis, sobre também a população LGBTQI, desculpa se eu perdi na cega mais, para a gente poder trazer um atendimento...
diferenciado, voltado para questões das equidades, porque na saúde a gente descarta completamente essa premissa que somos todos iguais e que somos todos que ser atendidos iguais. É muito pelo contrário, nós somos todos diferentes e o atendimento das pessoas precisa ser feito de acordo com suas singularidades. Então, como eu falei no início, nós somos construídos.
pela família, por meio, pelas nossas próprias escolhas. E essa história das pessoas, dos pacientes, dos usuários, precisa estar ali sendo conhecida durante os atendimentos. Então, uma coisa muito importante que nós sempre trabalhamos...
é a questão de não fazer um atendimento, um procedimento por fazer. Eu preciso conversar, eu preciso acolher, tanto que escuta, tanto que diálogo, tanto que acolhimento, faz parte do ser enfermeiro, faz parte do tratamento.
faz parte de um bom tratamento. O bom tratamento é feito com essa questão da integralidade. Então, nós sempre buscamos, assim, exercer esse ponto de entender as pessoas dentro das suas singularidades, dentro das suas equidades. E acho que isso ajuda a mitigar a questão do preconceito.
Quando eu sou um outro ser humano conversando com o ser humano, quando eu busco entender aquela pessoa, quando eu busco também reconhecer os meus próprios preconceitos, entender que sim, eu trato às vezes as pessoas diferentes, porque eu tenho algum preconceito em relação a alguma coisa, entende? Então, acho que a gente sempre se coloca nessa posição de nós irmos sendo pessoas preconceituosas em desconstrução, porque nós somos... ...
construídas pessoas preconceituosas. Então, um grande passo é reconhecer esses preconceitos, é falar sobre isso. Porque muitas vezes, por muitos anos, esses assuntos foram assuntos tabus, assuntos que não eram falados, que não eram questionados. Tudo é assim, nós pensamos assim, vai ser sempre assim, meio que uma síndrome integrabial. Então, quanto mais a gente falar sobre esses temas, seja racismo, seja outros tipos de preconceitos,
Acho que mais a gente consegue dar um tratamento digno e se reconhecer também como uma pessoa que tem os seus preconceitos e precisa transformar isso, e não como aquela pessoa, como se fosse uma pessoa isenta, isenta de viver na sociedade que nos construiu. Então, acho que isso é muito interessante.
Porque nós trabalhamos essa diversidade de termos e queremos cada vez mais. A enfermagem cada vez mais tem buscado deixar de ser uma profissão que apenas faz procedimentos, que presta assistência, para ser uma profissão que se coloca enquanto uma profissão humana, uma profissão social.
que liga para as demandas das pessoas, liga para as demandas da sociedade, quer atender cada ser humano dentro da sua singularidade e dentro das suas equidades com respeito e dignidade. Como eu disse para vocês em outras questões, é um processo longo, porque ainda nós temos toda uma carga muito voltada para o procedimento, não que isso não seja importante, que isso é importantíssimo, fazer um bom procedimento, fazer uma boa assistência,
mas ampliar isso para a parte humana. Então, cada vez mais eu vejo assim como principalmente as universidades federais vêm trazendo no currículo da enfermagem essa questão mais integral, essa questão mais diversa, e a gente já vê o resultado disso.
na ponta, resultado disso da prática, de ver as pessoas se formando com esse diferencial, trazendo esses assuntos para as mesas, para as disciplinas, para os atendimentos, coisa que há muito pouco tempo atrás ninguém falava sobre isso, ninguém queria falar sobre esses temas, ninguém queria entender o quanto esses temas são importantes para se prestar uma boa assistência.
A minha próxima pergunta era justamente nesse sentido.
do atendimento personalizado, que leva em consideração as especificidades de cada paciente, mas como tu já respondeste, e respondeste assim muito bem, né, voltando também para a universidade, essa preocupação que já existe, né, de cadeiras e debates que levam em consideração esse tratamento mais...
que busca a equidade nos atendimentos. Então vamos para a nossa próxima pergunta. Qual seria o impacto que tu deseja gerar na saúde pública através da conclusão do teu doutorado?
Eu busco fazer, como eu conversei com vocês, um impacto que seja mais local. Fazer a diferença para aquela unidade onde eu vou estar pesquisando, para que esses familiares sejam tratados com mais visibilidade, com mais humanidade, que eles recebam um certo cuidado.
mas também entendendo que isso precisa ser algo totalmente orquestrado junto com a equipe, porque vai chegar o momento que eu vou concluir a minha pesquisa, vou concluir o meu doutorado e eu vou sair daquele campo. Então, se eu não pactuar com a equipe...
o tipo de cuidado que vai ser prestado, o que eles realmente querem fazer, o que se adequa à rotina deles, logo que eu sair aquilo não vai mais existir mais, não é isso que eu quero, então eu quero que haja uma continuidade. Então é basicamente esse o impacto que eu quero trazer.
fazer uma mudança naquele campo ali que eu vou estar pesquisando, e se for possível também, através da translação do conhecimento, da leitura de artigo, que isso seja pensado também para outras unidades de saúde que passem por problemas semelhantes. Não digo que vai ser pensado exatamente como o meu, porque o meu trabalho vai ter essa perspectiva.
mais única né porque vai ser voltado para aquela unidade específica mas que se façam mais trabalhos assim uma linha mais de construção em conjunto com a família em conjunto com a equipe voltado muitas vezes mais de uma base qualitativa que cada vez mais esse tipo de trabalho também seja valorizado
Além das grandes pesquisas, das pesquisas quantitativas, né, que são muito importantes, mas também, como eu disse, defendo a diversidade das pesquisas. Então, acho que assim, em nível de impacto na saúde, seria mais...
para esse olhar mais da singularidade do lugar onde você está pesquisando, de fazer uma pesquisa em conjunto com as pessoas. Acho que esse tipo de pesquisa precisa cada vez aparecer mais, porque é muito necessário. As pessoas demandam muito.
ajuda, soluções, estudos em conjunto, é uma coisa que a equipe, familiar, usuário, carece. Então, tem muito campo necessitando desse tipo de pesquisa, desse tipo de intervenção. Acredito que muitas escolas também, muitas, às vezes, salas de aula exclusivas precisam desse tipo de intervenção. E a gente entender que isso também é pesquisa, acho que é muito importante.
Bom, estamos chegando ao nosso fim do podcast e para encerrar, Marciel, eu queria te perguntar uma coisa, te fazer uma pergunta, uma pergunta que eu acho importante a gente fazer ela. Já para nós encerrar, eu queria pedir para te deixar uma mensagem para os jovens que sonham em seguir carreira acadêmica, principalmente na área da enfermagem, na área do doutorado e acham impossível. E o que tu fala para essas pessoas? O que tu pode deixar de mensagem para elas?
O que eu diria para essas pessoas é que elas acreditem nos seus sonhos, nos seus potenciais.
que eu digo que eu vim de uma família que não tinha uma estrutura assim tão boa, financeiramente falando, e todos nós acabamos assim construindo as coisas através da educação e do trabalho. Então, eu falo para esses jovens, para essas pessoas que estão buscando tanto a carreira acadêmica, seja na área da enfermagem, seja em outras áreas, que elas acreditem nos seus sonhos, nos seus potenciais.
que eu também não tinha nenhum vínculo com, depois que eu saí da Unipampa com a URIGS, ingressei nessa universidade ainda duvidando que eu conseguiria ingressar.
mas acabou que com a dedicação foi dando tudo certo. Então, eu falo que acreditam nos seus sonhos, invistam em vocês, cuidem da sua saúde mental, que a gente também não deve ser muito só produtivismo, produtivismo, produtivismo, mas acreditem que alcançar os seus objetivos é possível. É possível mesmo quando a gente tem, às vezes, poucas referências, como foi no meu caso.
que eu tive poucas referências a pessoas que se dedicaram à vida acadêmica, por exemplo.
se não me engano, uma família muito grande, a minha mãe foi a primeira pessoa a se formar na graduação com 40 e poucos anos. Passou um tempo a minha irmã, passou um tempo eu me formei, agora já tem algumas outras pessoas formadas, custando graduação, eu fui a primeira pessoa a ingressar no mestrado, então tinha pouquíssimas referências de pessoas que se dedicavam à carreira acadêmica. Então...
Mesmo com essa falta de referência, muitas vezes a gente precisa acreditar que é possível. E esses caminhos exigem dedicação, mas eles não estão fora do nosso alcance. A gente não está fora do nosso alcance para a gente conseguir ingressar numa pós-graduação, numa graduação, numa universidade federal.
Então é isso, que acredite nos seus sonhos, que se dediquem, e que mesmo às vezes que não tenham referências, que sejam as pessoas que vão construir aí essas referências, e realmente a educação é algo capaz de mudar as nossas vidas em diversos sentidos, não só em sentidos de melhorar a nossa renda, melhorar a nossa qualidade de vida, faz sim essa diferença, ao contrário do que se ouve por aí que...
graduação não serve mais para nada, que não precisa mais fazer graduação, eu sou uma pessoa que tanto tem uma boa qualidade de vida, tem uma renda melhor graças ao tempo de estudo, mas também não só isso, faz a diferença em questão de autoconhecimento, faz a diferença para si mesmo e faz também a diferença na vida das outras pessoas, que se a gente estudar principalmente nas fontes certas.
e buscar aplicar aqueles estudos para a nossa vida, você também vai se tornar um ser humano melhor, um profissional melhor, vai tratar as pessoas melhor, vai inspirar sonhos, então são muitos benefícios da educação, de seguir a carreira acadêmica, de buscar uma graduação, uma pós-graduação, enfim, tem muitos desafios, mas também tem muitas coisas boas e muitos bons frutos disso. Então, pessoal, chegamos ao fim do nosso episódio, e não tem um assunto na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta na conta
Eu queria agradecer a Marciele, essa profissional, essa pesquisadora ímpar. O nosso diálogo foi muito produtivo. Nós gostamos, eu e o João, gostamos muito de poder conversar contigo. Não digo entrevistar, acho que foi uma conversa mesmo. Pudemos dialogar contigo, gostamos muito dos teus posicionamentos, das tuas respostas.
Eu espero que vocês, ouvintes da Rádio Uni, tenham gostado também. Então, nos vemos no próximo episódio da próxima semana.
Esse episódio da Rádio Uni termina aqui. A produção foi feita por João Victor Silveira e Nathalie Porto. A direção geral é de Carolina Fernandes. A arte da capa é de João Victor Silveira. Eu sou Eduarda Severo e fiz a edição de áudio. Se você gostou desse episódio, confira nossas outras produções do Spotify, Deezer, Amazon Music e Youtube. Até a próxima!