[7] A BASE DE LANÇAMENTO E OS ACORDOS QUE NUNCA VIERAM - O BRASIL NA ERA ESPACIAL - EPISÓDIO FINAL
No vídeo de hoje, mergulhamos no Tema 5 do livro "O Brasil na Era Espacial", de Raimundo Almeida Filho com atualização exclusiva 2026.O Brasil prometeu ir para o espaço, mas ficou olhando pra cima enquanto outros países voavam. Neste episódio final, a gente fecha a série 'O Brasil na Era Espacial' com o balanço deprimente de 42 anos: 7,3 bilhões de reais investidos, 285 lançamentos de foguetes, múltiplos satélites desenvolvidos... mas muito pouco resultado concreto. Veja como a governança inadequada, parcerias com viés ideológico e a falta de foco transformaram oportunidades de ouro em fracassos monumentais. 🚀 Mais um episódio para entender não apenas o passado, mas os caminhos e decisões que moldam o futuro do setor espacial brasileiro.📚 Sugestão de Leitura:"O Brasil na Era Espacial" – Raimundo Almeida Filho.Uma obra fundamental para compreender a trajetória e os desafios do programa espacial brasileiro.Link para a Amazon: https://amzn.to/4toqkpkOutras opções são :Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/livro/o-brasil-na-era-espacial-H67-4834-000UmLivro: https://loja.umlivro.com.br/o-brasil-na-era-espacial-7215403/p#descriptionContato sobre o livro com o autor pelo e-mail: brasilnaeraespacial@gmail.com.#BrasilEspacial #OBrasilNaEraEspacial #MECB #VLS #INPE #AEB #DCTA #Cyclone #Innospace #BaseDeAlcântara #SatéliteBrasileiro #AgênciaEspacial #YouTubeEducativo #CiênciaEspacial #HistóriaDoBrasil👩🏻🏫 Quem sou eu?Sou divulgadora do canal Mais Que Raios. Graduada em Física, Mestrado e Doutorado em Geofísica Espacial pelo INPE. Atualmente sou controladora de satélites no INPE e Pós-doutora da Universidade Federal do Rio Grande do Norteℹ️ Para nos conhecer melhor visite: 📃 Lattes (Claudia): http://lattes.cnpq.br/2629744653588845 Para saber mais do canal Mais Que Raios em:🔗 Youtube: https://www.youtube.com/c/MAISQUERAIOS🔗 Facebook: https://www.facebook.com/maisqueraios.oficial🔗 Instagram: https://www.instagram.com/maisqueraios🔗 Twitch: https://www.twitch.tv/maisqueraios🎧 Spotify:https://open.spotify.com/show/1RQP5BAIAywkxVXVOKycFt?si=93c72e1c69774938🌐 Website: www.maisqueraios.com.br📧 Em caso de dúvidas, envie email para maisqueraios.oficial@gmail.com
- Acordos da Base de AlcântaraSoberania nacional · Acordo com os Estados Unidos · Infraestrutura da base · Parceria com a Ucrânia · Desenvolvimento do foguete VLS
- Tecnologia espacialFalhas em lançamentos · Campanhas de oposição
Bom dia, boa tarde, boa noite seres humanos e seres biônicos desse mundão sem fronteiras. Aqui quem vos fala é Cláudia Medeiros, também conhecida como Cláudia Raios, mais que raios, no Instagram e no YouTube. Trazendo hoje para vocês mais um episódio de leitura do livro O Brasil na Era Espacial.
E antes de entrarmos no tema 5, vamos dar uma refrescada do que falamos no tema 4. No tema 4 a gente falou sobre a saga do astronauta brasileiro, as estações espaciais, vimos como o Brasil perdeu a chance de participar da Estação Espacial Internacional por falta de verba.
como o Marcos Pontes acabou indo para o espaço de carona numa nave russa e como os argentinos nos deixaram comendo poeira com relação ao setor espacial. E se você perdeu esse episódio cheio de polêmicas, o link está aqui na descrição. Como você já está aí, não esquece de deixar aquele like maroto, se inscrever no canal e compartilhar esse vídeo no grupo do WhatsApp. Bom, isso ajuda demais o nosso canal a crescer e a levar ciência, tecnologia e exploração espacial para mais gente.
E hoje vamos falar sobre o tema 5, acordos para aluguel da base de Alcântara. E gente, se prepara porque essa é mais uma daquelas novelas brasileiras cheias de idas e vindas, promessas não cumpridas e muita, mas muita polêmica envolvendo a nossa tal soberania nacional. A base de Alcântara no Maranhão sempre pareceu um ativo de negócios incrível para o Brasil. Por estar localizada muito pertinho da linha do Equador, ela permite uma economia gigante
de combustível no lançamento de satélite, se comparado com as bases do Hemisfério Norte. Na época em que foi inaugurada, todo mundo achava que ia chover cliente querendo lançar satélite de lá. As perspectivas econômicas eram as melhores possíveis. E em 1992 a NASA até veio dar uma olhadinha que mais conversas não avançaram. Dois anos depois, em 1994, o Ministério da Aeronáutica avisou que abriu uma licitação internacional para empresas operarem em Alcântara.
O objetivo? Conseguir dinheiro para melhorar a infraestrutura da base, porque o governo só tinha liberado um décimo do orçamento que eles precisavam.
Bom, o chefe do departamento na época até reclamou que o Brasil estava tendo um prejuízo enorme com investimentos que já deveriam estar dando resultado. A Rússia foi a primeira a interessar-se, mas as conversas com agentes espacial e a E.B. não foram para frente. Depois, o presidente Itamar Franco e o vice-presidente dos Estados Unidos, o Al Gore, quase fecharam um acordo para a NASA usar a base. Mas adivinha?
Também não rolou. E sabe por quê? Porque o Departamento dos Estados Unidos estava morrendo de medo que o Brasil tivesse acesso a tecnologias sensíveis e usasse isso para desenvolver o nosso próprio foguete, o VLS. Depois desses fracassos, a EB passou a bola para a Infraero para tentar achar clientes. A primeira tentativa foi uma joint venture entre o Debrecht e a Boeing Space.
O presidente Fernando Henrique Cardoso ficou super otimista, anotou até no diário dele. Mas, dois anos depois, o negócio foi desfeito. A desculpa oficial foi que o governo americano bloqueou a Boeing porque a tecnologia tinha sido desenvolvida com o dinheiro público deles.
Mas nos bastidores todo mundo sabia que era pressão por causa do medo de vazar tecnologia para o nosso foguete VLS. Aí a Infraero tentou com a Fiat Avel da Itália, que queria usar um foguete ucraniano para lançar satélites da Motorola. O negócio ia render até 30 milhões de dólares por ano para o Brasil. Mas de novo os Estados Unidos interferiram, pressionaram o governo italiano com a mesma desculpa de transferência de tecnologia de mísseis e a Fiat desistiu.
Ficou claro, para Alcântara dar dinheiro, o Brasil precisa de um acordo com os Estados Unidos, afinal eles eram responsáveis por 80% dos satélites lançados no mundo.
E finalmente, em 1999, o presidente Bill Clinton liberou as empresas americanas para lançarem de Alcântara. O embaixador brasileiro comemorou, o ministro comemorou, mas tinha um detalhe, o Brasil precisava assinar um acordo de salvaguardas tecnológicas. Esse acordo foi assinado em abril de 2000. O embaixador americano disse que era prova de um relacionamento maduro e que éramos parceiros, finalmente.
O governo brasileiro achou que ia faturar 30 milhões de dólares por ano. Mas quando o texto do acordo veio a público, foi uma enxurrada de críticas. Quatro cláusulas deixavam muita gente de cabelo em pé. A primeira proibia a transferência de tecnologia. A segunda proibia usar o dinheiro ganho em Alcântara para desenvolver o nosso foguete VLS. A terceira proibia a base de inspecionar os containers americanos que chegassem aqui.
E a quarta criava áreas dentro da base com acesso restrito. Já pensou isso? Controlado pelos americanos. O que vocês acham dessas cláusulas? Vocês assinariam um acordo desses? Comenta aqui. Eu não gostei da terceira e da quarta.
Muitos especialistas disseram que isso é uma afronta à soberania nacional. O professor da Unicamp disse que era um atestado de submissão aos Estados Unidos. O então candidato à presidência bateu duro. E isso não é um acordo. Não nos permite fiscalizar um container no nosso próprio território. Isso aqui não é quintal para se fazer experiências. O governo tentou se defender. Disse que era um acordo comercial normal.
que quem aluga quer proteger suas tecnologias, que o dinheiro ia para o caixa único do governo e poderia ser usado em qualquer projeto. Mas o estrago já estava feito. O acordo virou alvo de uma campanha pesada de oposição no Congresso. Ele até passou em algumas comissões, mas com as eleições de 2002, chegando, ele acabou sendo deixado de lado.
Quando o novo presidente assumiu em 2003, ele abandonou esse acordo com os Estados Unidos e focou numa parceria com a Ucrânia. E olha que ironia, o acordo de salvaguardas que o Brasil assinou com a Ucrânia era uma cópia literal do acordo com os Estados Unidos. Tinha as mesmas cláusulas restritivas e proibição de transferência de tecnologia. A única diferença é que não proibia usar o dinheiro no nosso próprio foguete VLS.
A parceria com a Ucrânia criou a empresa binacional Alcântara Cyclone Space. O plano era usar o foguete ucraniano, o Cyclone 4. O Brasil ia construir o complexo de lançamento e toda a infraestrutura, incluindo o porto marítimo. O presidente, na época, estava super empolgado. Disse que esperava ver o primeiro lançamento antes do fim.
do mandato dele. Mas a realidade foi cruel. O projeto virou um ralo de dinheiro público. O Brasil gastou quase 500 milhões de reais e a Ucrânia não entregou o foguete. A infraestrutura em Alcântara nunca ficou pronta. E em 2015, o Brasil finalmente denunciou o tratado e saiu do negócio com prejuízo milionário e sem lançar um único foguete.
Enquanto isso, o acordo com os Estados Unidos ficou engaventado por mais de 15 anos. Só em 2017, o então presidente brasileiro pediu para o Senado encerrar a tramitação daquele acordo antigo para poder negociar um novo. E esse novo acordo de salvaguardas tecnológicas finalmente foi assinado em 2019. Com o novo acordo, o governo fez um chamamento público e selecionou empresas para operarem em Alcântara.
E em março de 2023, a startup sul-coreana InnoSpace fez um voo suborbital de teste com foguete Hambit TLV. Foi o primeiro lançamento de uma empresa privada internacional na base. O governo comemorou muito dizendo que Alcântara finalmente tinha entrado no mercado global. Mas a logística desse teste mostrou uma realidade dura.
30 anos depois de inaugurada a base de Alcântara ainda não tinha infraestrutura básica, não tem porto marítimo, não tem estação de água adequada, não tem rede elétrica suficiente e nenhum hotel decente para os clientes do New Space.
E em 2019, o então-ministro, Marcos Pontes, prometeu que tudo estaria pronto até 2021. Mas o ano de 2023 terminou sem que nenhuma obra de infraestrutura tivesse nem o menos começado. E tem mais um balde de água fria. A grande vantagem de Alcântara...
que é a economia de combustível para satélites geoestacionários, já não é mais tão atrativa. Com as novas tecnologias, os satélites duram muito mais, 20 anos ou mais. Então, a demanda por esses lançamentos está caindo 30% a cada década. E para outros tipos de órbita, Alcântara tem que competir com mais de 40 centros de lançamentos super equipados pelo mundo.
incluindo a China, que lança foguete até de plataforma no mar. Mas espera aí seres biônicos, como esse livro foi publicado no início de 2024, eu fui atrás de informações atualizadas para vocês sobre Alcântara agora no final de 2025 e início de 2026.
Lembra da empresa sul-coreana InSpace? Eles planejaram o primeiro lançamento comercial orbital da história de Alcântara para dezembro de 2025, na chamada Operação Space Ward. O foguete Hanbit Nano ia levar cinco satélites e três experimentos do Brasil, Coreia do Sul e Índia.
A expectativa estava lá no alto. O lançamento foi adiado duas vezes por questões técnicas e meteorológicas e quando finalmente tentaram lançar, o lançamento falhou. Sim, mais uma frustração para a nossa base. Mas apesar disso, a EBA e a Força Aérea continuaram tentando. A InuSpace já planeja uma nova tentativa para 2026 e outras empresas como a Canadense e C6 Launch Systems também estão na fila para fazer testes.
O Brasil finalmente abriu as portas de Alcântara para o mercado comercial, mas ainda esbarra na falta de infraestrutura e nos desafios técnicos. E assim, em termino, temos cinco do nosso livro. Uma história de 30 anos de negociações frustradas, medos de espionagem, debates sobre soberania, dinheiro jogado fora com a Ucrânia e uma base com localização perfeita, mas que ainda sofre para decolar de verdade no mercado internacional.
Mas antes de a gente se despedir dessa série, tem um pós-fácil muito importante que o livro traz. É tipo o resumo final de tudo que a gente viu. Vamos aos números. Entre 1965 e 1961, a KNAE, que era o órgão responsável pelas atividades espaciais, recebeu uma média de 7,5 milhões de dólares por ano do CNPq. Depois de 1971 a 1980, o INPE recebeu praticamente a mesma coisa.
Só nesses 20 anos o Brasil investiu cerca de 50 milhões de dólares em atividades espaciais civis. Mas daí tem um detalhe importante, a gente não sabe quanto o Ministério da Aeronáutica investiu.
na área militar. Mas deve-se imaginar que foi muito, muito mais do que isso. O DCTA, que é o Departamento Militar, desenvolveu três versões do foguete-sonda e fez 285 lançamentos entre 1965 e 1979. Tudo isso sem contar com a infraestrutura que foi montada. Aí chegou 1980 e começou a missão MAC-B, que é a missão espacial brasileira completa, mas durante muito tempo ninguém sabia quanto o Brasil estava gastando nesse projeto. Sabe por quê?
porque o Brasil trocou de moeda simplesmente seis vezes. Cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real e real. Era tanta inflação que ficou impossível acompanhar. Só em 2009 a IB conseguiu atualizar os valores usando o IPCA do IBGE.
Quando a EB foi criada, em 1994, os investimentos em atividades espaciais passaram a fazer parte do PNAE, que é o Programa Nacional de Atividades Espaciais, e foram lançados cinco versões desse programa, cada uma planejada para 10 anos de atividade.
As quatro primeiras versões juntas previam investimento na casa de 8,5 bilhões de dólares em valores atualizados. E o plano era desenvolver 24 satélites de diferentes tipos, fazer 20 lançamentos do VLS em Alcântara, mas aqui vem o problema. Essas previsões orçamentárias eram pura ficção contábil.
Quando chegava a hora de fazer o orçamento anual, o governo distribuía o dinheiro conforme a disponibilidade de caixa. Resultado? Muita variação de ano para ano, o que prejudicava o gerenciamento dos projetos. Fazendo as contas, sem contar salários, o Brasil investiu cerca de 7,3 bilhões de reais em 42 anos de atividades espaciais. Isso dá uma média de 170 milhões de reais por ano, com um desvio padrão de 94 milhões.
Ou seja, tinha anos que ganhava muito, anos que perdia muito. Se converter isso para dólar, dá uns 3,6 bilhões de dólares na época, ou 5 bilhões de dólares em valores atualizados. E como esse dinheiro foi gasto? Cerca de 35% em satélites e infraestrutura associada, 30% em foguetes e infraestrutura, 16% na construção e manutenção de alcântaras.
5% na empresa binacional Alcântara Cyclone Space e o resto em outras atividades, incluindo a participação na ISS e a viagem do astronauta. Agora vem a parte que dói no coração. Em 2004 e 2016, a empresa de consultoria americana Futron Corporation publicava o Space Competitiveness Index, o STI. Esse índice combinava 50 parâmetros qualitativos e quantitativos para avaliar como países com programas espaciais se beneficiavam da sua infraestrutura espacial. E aí
E em 2014, o Brasil ficou em 11º lugar entre 15 países analisados. Mas aqui vem o pior. Quando se contava só os satélites colocados em órbita, o Brasil ficava entre os três últimos. Ou seja, a gente estava investindo dinheiro na mesma ordem de grandeza que Canadá, Grã-Bretanha e Coreia do Sul, mas não estava conseguindo colocar satélite em órbita como eles.
A OTDE também fez uma avaliação e chegou à conclusão de que aplicar recursos não é suficiente para garantir sucesso na área espacial. É preciso de uma cadeia de ações. Infraestrutura que funcione, investimentos em recursos humanos qualificados, participação do setor privado e busca constante por inovação.
E adivinha? Nada disso o Brasil tinha. O Brasil criou o protótipo de sua agência espacial, só três anos depois da NASA ter sido criada. E a partir dos anos 1980, o país construiu uma infraestrutura completa, laboratórios para desenvolver foguetes e satélites, uma base de lançamento, mas muito pouco o Brasil se beneficiou de tudo isso.
As causas? Governança inadequada dividida entre interesses militares e civis, falta de foco, projetos mal definidos, parcerias com viés ideológico. O somatório de todos esses equívocos foi tão grande que o livro questiona se o Brasil ainda consegue retomar um programa espacial relevante, coerente e competitivo.
E sabe qual é a pior parte? Em março de 2006, a EB, o INPE e o DCTA se reuniram em Brasília para avaliar o desempenho do PNAE. Naquela época já tinha acontecido o fracasso das duas primeiras tentativas do VLS e a explosão do foguete que matou pessoas. O Brasil tinha sido afastado do consórcio da ISS por não cumprir compromissos, mesmo tendo gasto 100 milhões de dólares. Mas sabe o que a EB disse?
que todas as metas tinham sido atingidas, que 99% do orçamento tinha sido executado. O presidente da EBenda comemorou dizendo que o PNAE alavancava a inovação, a ciência e a tecnologia. Isso é o que o livro chama de pós-verdade. Narrativas que substituem fatos objetivos por versões com forte apelo midiático.
O Brasil tinha fracassado em quase tudo, mas continuava comemorando pequenos eventos como se fossem grandes conquistas. E isso continuou nos anos seguintes. Em março de 2021, passava das três da manhã, quando o ministro da MCTI, o presidente da EB e o diretor do INPE fizeram uma live transmitindo o lançamento do NanoSat BR-2, um satélite de 1,7 kg construído por alunos da Universidade Federal de Santa Maria.
O ministro chamou aquilo de um momento muito importante das atividades espaciais brasileiras. Seres biônicos, isso é o resumo da história do Brasil na era espacial. Um país que teve oportunidades, que investiu dinheiro e criou infraestrutura, mas que nunca conseguiu transformar tudo isso em resultados concretos. Um país que aprendeu a comemorar fracassos como se fossem vitórias. E é assim que termina a nossa série, o Brasil na era espacial.
Foram vários episódios cheios de polêmicas, oportunidades perdidas, de dinheiro jogado fora e muita, mas muita frustração. Mas sabe de uma coisa? Eu ainda acredito que o Brasil pode fazer melhor. Que a gente pode aprender com esses erros e criar um programa espacial que funcione de verdade. Mas para isso acontecer, a gente precisa de governança forte, de foco, de parcerias.
que façam sentido de investimentos consistentes e valorização do capital humano. A gente precisa parar de comemorar pequenas conquistas como se fosse a volta à lua. Deixe aqui nos comentários o que você achou dessa série toda. O Brasil tem futuro no espaço?
ou a gente está condenado a ficar olhando para cima enquanto outros países voam? Comenta aí e muito obrigada a vocês que acompanharam essa jornada comigo. Deixa aqui um like, se inscreve no canal, compartilha nos seus grupos de WhatsApp e me segue no Instagram, Claudia Raios, mas que raios, e também no Ciência Talks. Essa série foi intensa, mas muito importante para contar essa história para vocês.
E eu vou trazer o autor para a gente poder bater um papo com ele, para ele contar para a gente a ideia, as inspirações e o que ele sentiu escrevendo este livro. E também alguns outros players para comentar e dar os seus pontos de vista que podem ser um pouco diferentes do que o livro deu.
Eu vou ficando por aqui, espero que vocês deixem comentários, se quiser sugerir alguma pessoa para falar sobre isso, deixa aqui nos comentários, eu vou entrar em contato com essas pessoas. Muito obrigada pela participação de todos vocês, um grande abraço e tchau!
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