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Antonelli conquista a pole do GP da Inglaterra; Bortoleto fica a 32 milésimos do Q3

04 de julho de 202655min
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Antonelli confirmou o favoritismo da Mercedes e garantiu a pole do GP da Inglaterra, à frente de Leclerc e Hamilton. Hadjar voltou a impressionar ao terminar em quinto, superando Verstappen, enquanto Gabriel Bortoleto fez sua melhor classificação recente pela Audi, ficando em 11º e a apenas 32 milésimos da vaga no Q3.

Participantes neste episódio3
A

Antonelli

Host
H

Hamilton

Co-hostJornalista
L

Leclerc

Co-hostPiloto
Assuntos5
  • Padrões de corrida e performanceUso de bateria e energia elétrica · Machine learning em carros de corrida · Automação e controle do piloto · Regulamento de motores V8 · Dependência das montadoras · George Russell · Kimi Antonelli · Lewis Hamilton
  • Análise da Inglaterra na CopaKimi Antonelli · Charles Leclerc · Lewis Hamilton · George Russell · Gabriel Bortoleto · Pole position · Q3
  • Novo regulamento F1 2026Eletrificação de motores · Motores V8 · Indústria automobilística · Audi · Ford · Mercedes · Ferrari
  • Contexto esportivoCompetição de modelos de IA · Fórmula E · Fórmula 1 · Suspensão ativa · Câmbio CVT
  • Gabriel Bortoleto· EsportesErro na curva 6 · Disputa com Racing Bulls · Audi · Gabriel Bortoleto
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?Voz A

Começando mais um Parque Fechado por aqui. Kimi Antonelli na casa de George Russell, ele fatura pole position para esse Grande Prêmio da Inglaterra. Mais um momento em que ele marca seu nome nessa temporada. Vamos lá, 1:28.111 foi o tempo do Antonelli. Ele marca esse tempo na sua segunda tentativa, melhorou quase 2 décimos. O Charles Leclerc melhorou sua volta na segunda tentativa, fez um 28.286. O Hamilton melhorou na sua segunda tentativa, fez um 28.458.

Russell já não melhorou tanto, errou no primeiro setor, não foi bem no primeiro setor, fez um 28.481. Vai largar só em quarto lugar na segunda fila ali, fisicamente atrás do Leclerc, né, com as duas Ferraris ainda entre ele e o Kimi Antonelli. Rajahar 5º, Norris 6º, Verstappen 7º, Piastri 8º, Lindblad 9º, Liam Lawson 10º colocado, enquanto que o Gabriel Bortoletto vai largar na 11ª colocação. Não foi mal, Bortoletto, não, tá, gente?

Você que tá chegando agora aqui para o nosso parque fechado, não foi mal, Bortoletto, não. Ficou a 0,32 do Q3, mas não conseguiu essa passagem para o Q3 para disputar pole position, né? Oficialmente, pelo menos, já que o Q3 é o momento de se disputar a pole position. A gente aguarda para ver as entrevistas aqui do Antonelli, do Hamilton e do Leclerc, que em casa nem para isso o Hamilton vai ser chamado, o Russell vai ser chamado, mas Antonelli, Leclerc e Hamilton vão ser entrevistados por Julian Palmer.

E vamos lá, o Julian Palmer Conversando com Kimi Antonelli, a gente vai trazendo para você aqui, que falou assim, olha, você disse ali no final, no carro, você falou que não importava que tava em primeiro, mais importante era ter feito uma grande volta. E o Antonelli falou assim, olha, a minha última volta foi muito certinha, honestamente eu consegui entregar tudo que eu podia. O desafio do vento era muito grande, tinha rajadas de vento.

Que tava meio imprevisível ali. E ele falou assim que é muito satisfatório poder fazer a pole mais uma vez, né, conquistar mais uma. O Palmer falou aqui, o Antonelli foi construindo esse desempenho durante a sessão, perguntando se ele mudou alguma coisa no carro, né, já que ele começa, entre aspas, mal. E o Antonelli falou que mexeu no diferencial que teve um trabalho forte nisso e que a Mercedes conseguiu depois encontrar um acerto interessante para terminar bem a classificação.

Julian Palmer agora dando os parabéns para o Charles Leclerc e perguntando para ele como foi. E o Leclerc falou que as últimas corridas têm sido um pouquinho difíceis, falou que tava tendo dificuldade para encaixar uma boa volta, inclusive nos domingos. E ele falou que por isso não tem conseguido marcar pontos e que é bom voltar, né? Ele se sente bem voltando e se sentindo bem com o carro também, o Charles Leclerc, reencontrando o desempenho e melhorando o seu desempenho, né?

Ele falou que tá muito difícil manter a consistência recentemente, mas que ele acredita que ele tá indo na direção certa, que faltam alguns detalhes pequenos. E aí ele confessa, ele falou assim: a gente tem que brigar por tudo, a gente tá perdendo muito tempo. Eu vinha recentemente sem ritmo, então tive que fazer uma análise completa no carro, inclusive no meu próprio estilo de pilotagem. Ficou assim, tudo, eu tive que trabalhar em tudo, né?

Tá muito feliz com P2, falou que queria estar na pole position, mas elogiou a volta do Kimi Antonelli, falou: é isso, né? O Julian Palmer deu parabéns para ele mais uma vez. Agora ele fala dos gritos da torcida para o Hamilton, terceiro colocado. Ele falou assim: bom, você terminou na frente no Qualifying ontem e agora P3, tá tudo bem? Tá tudo certo? Tá satisfeito? Ele falou: sim, eu tô feliz de estar aqui. E eles fizeram um grande trabalho hoje, o Leclerc.

O Antonelli falou que o Charles encontrou boas melhoras no carro. Ele falou que não tinha ritmo para encarar as Mercedes, não. Assim, agora a gente tá começando a reduzir a vantagem para as Mercedes e estamos trabalhando muito bem como equipe, né? O Hamilton falando para o Palmer. Agora ele falou assim, pode ser esse cara na frente do Russell. 'Vocês conseguem trabalhar juntos amanhã como equipe também?' E o Hamilton falou assim: 'Olha, vai ser difícil de enfrentar eles, mas a gente pode trabalhar junto aí na estratégia para conseguir o melhor resultado possível para equipe.' O Hamilton falando para o Julian Palmer.

Agora o Julian Palmer tá falando que tem público recorde em Silverstone esse final de semana. E volta a conversar com Kimi Antonelli. Ele falou da disputa do Hamilton na sprint e perguntando o que que ele espera para amanhã. Ele falou assim: a gente sabe que não vai ser fácil. Ele falou assim: eles vão trabalhar juntos. A gente tava muito forte na sprint de hoje de manhã. Espero que a gente consiga manter o mesmo desempenho para amanhã e para fazer uma boa corrida nesse domingo, disse o Kimi Antonelli, que recebeu um os desejos de bom final de semana de Julian Palmer para o Kimi Antonelli.

Então tá isso, né? Agora eles estão lá fazendo as fotos deles e tudo mais, e a gente segue com o nosso parque fechado para falar sobre isso aqui. Não, digamos que, digamos que não teve nenhuma, nenhuma grande declaração daquelas que tira o pessoal do eixo. Antonelli até chegou a a ser provocado pelo, pelo, pelo Julian Palmer ali acerca da possibilidade dele ter uma boa disputa com Hamilton amanhã na corrida. E agora Gabriel Bortoletto, né, sendo perguntado o que que aconteceu no Q2, e perguntando exatamente sobre aquele segundo setor dele, né.

Bortoletto: acho que como eu fiquei meio que de fora, tentando me achar com pouco grip que eu tinha. Acho que eu tentei um pouquinho demais na curva 6, perdi a traseira do carro, me mantive na pista, mas no meu delta ali perdi coisa de 1 décimo e meio, 2 décimos comparado à volta anterior. Mas o resto, o resto da volta foi muito bom. Só que depois que eu fiquei sabendo que eu fiquei de fora do Q3 por 300 milésimos, 32, portanto Ele falou: eu fiquei chateado, acho que eu poderia ter feito um pouquinho melhor nessa curva e ter ficado na frente das Racing Bulls, que é a equipe que a gente tem tentado competir no final de semana todo.

Na Áustria foi assim também. Então amanhã é um novo dia, a gente tem corrida, a gente tem que focar agora em tentar fazer uma boa largada e fazer uma boa corrida. Aí ele é perguntado da projeção que ele tem para amanhã, a largada que dita como vai ser a corrida. Né, e ele fala: olha, eu acho que se a gente conseguir largar bem, que é algo que de novo a gente tem sofrido esse final de semana, é de tal ritmo, quase sem boost, tentar colocar volta atrás de volta.

Eu sei que a gente tem um carro bom de corrida, a gente tem um carro que é bom nas curvas comparado a eles. Então acho que tem uma chance da gente tá competitivo amanhã na corrida para somar pontos. Mas vamos passo a passo, como eu disse. Vamos lá, e de lá a gente começa a nossa corrida, disse o Gabriel Bortoletto, né, em entrevista logo após a classificação. É isso. Bom, assumindo o erro, legal da parte do Bortoletto aí. Aí, gente, tá, cara triste, não tem que ficar feliz mesmo, né, o Bortoletto.

Mas tá explicado, pelo menos a nossa dúvida. A gente chegou a cogitar que pudesse seria algo relacionado à administração de energia elétrica. Não foi o caso. Bortoletto, que no fim das contas admitiu um erro na curva 6. E esse, se ele, se ele recupera um décimo e meio, se eu voltar aqui, bom, daqui a pouco a gente, a gente pega o tempo lá do Lawson e do Norris, do Q2.

?Voz C

Mas com certeza ele teria passado para nono, isso com certeza absoluta. Talvez teria ganho mais até um pouco mais de posições. Mas eu acho que a maior questão aqui é que também tem uma coisa assim, com certeza o Lawson e o Piastre, o Norris, enfim, Norris também erraram na volta deles, né? Então se todo mundo fizesse perfeito, minha sensação é que o Bortoletto largaria dessa mesma posição. Ah, certo, perfeito, entendeu? É que assim, aí só, aí só o Bortoletto não erra, só um erro dele, né?

?Voz A

É a mesma coisa que a gente falou no do que um, né? Ah, errou, ok. Outros não erraram.

?Voz C

Assim como provavelmente ele só ficou tão perto assim do, principalmente do Norris, porque o Norris deve ter errado na volta dele.

?Voz B

Sim.

?Voz C

Então se não tivesse errado, é isso. Assim, eu acho que a gente já falou isso várias vezes, que a potência do, da Audi assim, da entrega da Audi, performance da Audi, é sexta equipe. Então ela vai ali terminar 11º, 12º, tanto é que Bortolotti já terminou em 11º as últimas 3 corridas, tirando a sprint de hoje, né, mas as corridas em si todas nessa posição ali de 11º. E vai surgir, vai sobrar um ponto quando alguma coisa acontecer, e que essa coisa que acontecer não seja com ele.

Então parece que é isso. E E, cara, não acho que é ruim. A gente já falou isso várias vezes. Não acho que é ruim, eu acho que tá tudo bem. É, áudio para mim está melhor do que a gente imaginava. O que eu não quero é o Bortoletto terminando atrás do Hulkenberg, e ele já flertou com isso várias vezes esse ano. Então é só isso que ele precisa se atentar. Agora, o carro ser melhor não depende dele, e parece que o carro está melhor do que o que a gente a gente esperava assim, porque eu cheguei a imaginar que seria tal.

Eu cheguei a imaginar que a Audi poderia ser a Aston Martin, o que está sendo a Aston Martin, sabe? De ficar na frente da Cadillac, ou às vezes não porque errou alguma coisa no projeto. Eu não esperava que ela já seria ali de largada a sexta equipe. Na verdade, largada ela é a pior, mas de começo a sexta equipe.

?Voz A

Nossa, de largada eles são os piores mesmo. É incrível como larga mal, o que nos dá também, né, Garcia?

?Voz C

Tipo, não larga mal, não larga, o carro não larga. É isso que é o problema, é bizarro.

?Voz A

E aí certamente eles estão tentando puxar energia elétrica que foi liberada por regulamento para que a o carro não tenha tanto prejuízo, e que, e para que as largadas pelo menos não sejam inseguras, perigosas, que isso era uma das nossas cobranças por aqui inclusive, que as largadas não fossem perigosas. Então isso a Audi, é, nisso a Audi se salva por regulamento, mas se não tiver muita energia elétrica armazenada ali também, ela também vai sofrer algum tipo de prejuízo com isso.

E quando a gente vê que Audi e Red Bull voltaram a ter esse problema, talvez seja exatamente isso, pouca energia elétrica armazenada. Verstappen a gente já viu reclamando hoje, mas enfim.

?Voz C

Agora vem cá, não reclamar, não, no final da volta dele no Q1, a gente vai para imprensa.

?Voz A

Não, para imprensa, é para imprensa também. Acho que agora o Verstappen, cara, ele tá em momento de negociação. Se ele vai cumprir a tal da promessa dele de sair da Fórmula 1, caso as coisas não mudem, eu não sei, né? Mas da Red Bull a gente sabe que existe uma possibilidade real dele sair. Não vou falar grande nem pequena, mas existe uma possibilidade real dele sair da Red Bull. E agora é momento de negociação, agora não é momento dele falar muito para imprensa também.

É momento dele segurar um pouco a língua. Então acho que todo mundo que tentar arrancar alguma coisa desse tipo do Verstappen talvez não vá conseguir, se bem que Verstappen é tão surpresa que aí daqui 10 minutos é difícil a gente cravar isso, prever isso. O Verstappen é difícil de prever mesmo. Mas é isso, a gente só precisa entender George Russell, porque esse não tá entregando aquilo que dele nem se espera, aquilo que dele ele precisa entregar e não entrega.

E não vem, não aparece desempenho lá para o George Russell, pelo menos não para acompanhar o Antonelli. Vale lembrar que, ok, venceu o GP da Áustria, que, ok, em Barcelona ele Ele pontuou, o Antonelli não, mas não porque quebrou, porque ele foi, ele foi superado no fim da corrida na Áustria. Ele não, dos 3 primeiros colocados, ele era mais lento também no fim da corrida. Amanhã você não vai largar nem na frente, ele tem sido constantemente superado no fim das corridas.

Não sei nem o que dá para esperar então amanhã para o Grande Prêmio da Inglaterra. E se ele der mais uma daquelas vaciladas que ele andou dando esse ano, justo na corrida em casa, meu amigo, a situação começa a ficar alarmante. Começa não, a situação já tá alarmante faz tempo, George Russell, né? Começa a ficar também a sacanagem, né? Mas esse 4º lugar, não quero ser tão superlativo, sabe? Mas 4º lugar é péssimo, né, Victor? É péssimo, horroroso.

?Voz C

É, eles têm que terminar, então, sempre um perto do outro. Não dá para ter distância. Se tem distância, é horroroso. E ele segue nessa toada. Acho que na Áustria o resultado foi diferente, mas a tônica, a lógica do ano não tem sido essa, né? Então, vamos ver. De repente, amanhã, numa estratégia um pouco diferente, alguma coisa assim, ele pode acabar dando um salto Aí tu falou em relação a Antonelli. Acho que em relação às Ferraris, pelo que a gente viu hoje na sprint, acho que o Russell tem total condição de superar as duas, até por conta dessa estratégia de uso de bateria, né?

O que é uma coisa que eu fico muito curioso em saber é se essa estratégia de uso de bateria é algo que pode ser feito por piloto Então, se o Russell pode fazer diferente do Antonelli, ou sei lá, pelo carro, sabe? Ah, esse tipo de carro, ele é para ser feito com essa estratégia. E o que eu quero dizer com isso, assim, bom, a Ferrari já viu hoje que não funciona o que eles fizeram na sprint. Dá para mudar a maneira que eles fazem a volta amanhã?

Não sei, meio que me parece que não, porque A gente não vê isso acontecendo nos qualifys, né? A gente não vê um piloto que é sempre bom no segundo setor e péssimo no primeiro, no segundo, fazendo o inverso, né? Me parece que também tem alguma coisa ligada ao carro em si, ou ajuste que é colocado no software do carro, não sei. Mas me parece que é uma estratégia assim tão maleável e que um piloto consegue fazer uma volta de um jeito, outra volta de outro, que a gente não vê isso acontecendo, porque se simplesmente a Ferrari for correr do mesmo jeito amanhã, do jeito que correu hoje na sprint, eu acho que o Russell, sei lá, até a volta 10 já passou as duas.

?Voz A

E aí vale puxar de novo a lembrança do que aconteceu desta vez no Grande Prêmio do Japão. Pão que o Hamilton ele vinha disputando com Norris e também com Leclerc, com Leclerc, com Leclerc, e ele e Antonelli, eles estavam meio embolados ali. E o Russell e o Hamilton chegou a reclamar depois da corrida que ele ultrapassa o Norris em dois momentos que ele nem queria ultrapassar, mas que o carro despeja potência ali sozinho. Então pode ser que os engenheiros vão ter o machine learning também, que a gente já entendeu que o próprio software tenta aprender sozinho a pista, né?

Mas vamos supor, o engenheiro programa o software. Olha, o Hamilton vai ter que gastar energias no setor 1 e 2, vai ficar sem energia no setor 3 porque é melhor para o nosso carro. Então a gente programa o software para que ele otimize carregamento onde é para carregar e despejo de potência onde é para despejar. E nisso os pilotos passam a não ter total controle disso, sendo que o ideal seria: eu vou escolher aqui, eu tiro o pé para carregar ali, eu bato o pé para gastar. Me parece também que isso não tá muito no controle dos pilotos, não.

?Voz C

É, me parece que não é algo simples e fácil de mudar, né, porque eles continuam do jeito que eles vão, eles vão todas as voltas, né? Então isso é ruim, isso é ruim, porque— e a gente não viu ninguém reclamar disso também, né? Que é tipo, alguém poderia simplesmente virar e falar: ah, estou sendo limitado pela maneira que o meu carro tá programado, sabe? Uma coisa meio assim. A gente não ouviu isso ainda.

?Voz A

Sei lá, eu só espero pelo menos que isso seja menos automatizado e mais manual, talvez.

?Voz C

Me incomoda esse machine learning da vida, etc., etc., porque para correr carro automático, até aquela categoria que eles tentaram fazer lá de carros autônomos, né? Puts, aquilo foi engraçado. Acho que tem ajudas eletrônicas que, ok, valem a pena, principalmente as que estão ligadas à segurança e tudo mais, Mas acho que é só também começar a decidir. O software decide quando coloca potência? Não, você tem que ser no pé do piloto quando coloca a potência.

O próprio controle de tração, tudo mais, já tipo não é algo que para mim faz sentido existir.

?Voz A

E o controle de tração, ele é banido num momento em que Inclusive o Senna fazia muita pressão contra ele, né?

?Voz C

Então, porque depois disso, depois foi banido de novo, né?

?Voz A

Voltou no momento que a Fórmula 1 acreditava que não conseguia mais fiscalizar, né? Aí quando ela achou que ela conseguia fiscalizar, ela falou assim: ah, beleza, vamos banir de novo os controles de tração, como acabou acontecendo. Porque ela compensa um despejo de energia errado por parte do piloto, despejo de acelerador errado por parte do piloto.

?Voz C

É que fica fácil, né? Só você dá pé embaixo toda, toda, o tempo inteiro, que ele vai corrigir, né? Na saída de curva você não precisa dosar, você só dá o pé inteiro e dane-se. Sim, na largada você não precisa dosar, você só dá o pé inteiro e dane-se.

?Voz A

Isso a gente, a gente realmente não gosta muito mesmo, né, Gavi? A gente já criticou muito já o machine learning por aqui, né?

?Voz B

Ah, é, né? Porque aí passa, não tem sentido. A categoria que vocês estavam falando era a Robo Racing, era isso? Era essa?

?Voz C

Ah, sei lá, aquelas lá. É que os carros faziam uns negócio engraçado, que era, não, mas não era essa não, era uma outra que parecia uns carros de Fórmula 2. Mas teve a Robo Racing também que fazia bastante bobagem lá, que era meio que uma divisão da Fórmula E, né?

?Voz B

Isso, isso, um protótipo ali da Fórmula E. Enfim, não, a machine learning para mim tinha que ser extinguido, cara, né? Tinha que ser extinguido, porque aí acabou, acabou a pilotagem de fato, né? A não ser que alguém me prove aqui que o contrário ainda não conseguiu. Eu nem sou contra o uso daí, o pessoal tá falando aí, o Raul, até um abraço para o Raul da IA e tudo mais. Nem sou contra, muito pelo contrário, sou a favor do uso, mas eu acho que existem situações e situações.

E aí você usar como É, ele ser a sua base de pilotagem, para mim tá louco, né? Enfim, mas a gente tem visto no seu dia a dia.

?Voz C

Outra coisa é você usar numa competição para ver quem é melhor, né?

?Voz B

Exatamente.

?Voz C

É porque você aí tem a máquina, talvez você não seja o melhor, né? Mas ela esteja mais cara numa parte.

?Voz A

Aí você dá o título só para os construtores, né? Ah, mas dentro daquele construtor tem um piloto que foi melhor que o outro.

?Voz B

Campeonato de A.

?Voz A

E nesse ponto, nesse ponto, até o Ivanildo tá falando que não é à toa que a FIA vai mudar o regulamento dos motores para 2027, 2028. Essa questão toda que a gente tá falando aqui não vai mudar nada com essa alteração que a FIA tá fazendo, principalmente para 2028, que 2027, sejamos justos, não vai mudar praticamente nada. Né, mas para 2028 tem uma mudança ali que é um pouco mais próximo daquilo que a gente desejava. Agora sim, isso não vai mudar nada.

O que mudaria seria para 2030 ou 31, com essa tentativa da FIA de tentar forçar os motores V8 com bem menos eletrificação. Isso já mudaria um pouco o jogo. Mas problema é que é o seguinte, a gente fala aqui do machine learning, que a gente é contra o software pensando pelo piloto. Por outro lado, a gente vê a indústria de carros de rua querendo automatizar cada vez mais os processos para os motoristas. Por que que eu tô falando isso?

Tô misturando assunto? Não, porque a indústria tá lá dentro na Fórmula 1 tentando usar tudo isso como base para que isso chegue na rua para a gente dirigir daqui 15 anos. 15 anos eu tô sendo ainda, né, mas assim, para que a gente dirija esses carros daqui 15 anos. Carros que aprenderam e que vão fazer, executar muitas das funções por nós. O sonho da indústria, inclusive, é que os carros sejam completamente autônomos. Se a gente pensar por este lado, eu começo a achar difícil que soluções como essas fiquem longe da Fórmula 1, porque o campo tá aí para ser explorado, né?

?Voz B

Sim, e vai ser explorado. Você teria que tentar pegar um meio termo de como usar isso e não afetar tanto, né? Eu sou bem realista, não tem como ignorar, né? Dá para você banir igual a forma que, ah, eu acabei de falar eu aqui, né? Mas por essa expressão, porque se você for jogar mesmo na realidade, pegar a indústria, você tem que tentar. Eu acho que o Vitor já vai num caminho Que é isso, né? A competição, destacar uma coisa da competição, é que Fórmula 1 é competição, então tudo que você fizer vai acabar refletindo na competição lá na frente.

Mas o caminho seria tentar você não ignorar o uso da IA, mas juntar uma coisa em que a competição não se decida pelo uso da IA. Talvez um caminho seja esse, o caminho sem volta inclusive, né?

?Voz C

É, sei lá, que eu acho que tem coisas e coisas, né? A indústria, por exemplo, usa o controle de tração em quase todos os carros hoje em dia. Acho que todos, né? Todos que saem de fábrica hoje em dia já são, aqui no Brasil, são obrigados por lei a ter. E a Fórmula 1 não usa. Usou num momento lá, não usa mais.

?Voz A

É como se tivesse batido o limite de desenvolvimento.

?Voz C

Ao mesmo tempo que a gente tava falando de hoje a parte, talvez uma solução E aí talvez, né, que a gente não sabe os detalhes, né, mas a gente falou, talvez uma solução para o caso da, da, como chama, da largada, ter a questão da bateria, você na volta de apresentação não usar bateria, só botar ali modo de recarga e não usar nada, nada, nada, e o piloto não tem essa autonomia de ligar e desligar o motor elétrico. Mas eu tenho um carro híbrido, eu consigo.

Eu consigo deixar só elétrico, só na combustão, e deixar a máquina escolher. Então assim, aí tem coisas que eles não querem usar da indústria, né, porque por exemplo poderia usar isso, né. Então eu acho que tipo é uma via de mão dupla, mas não necessariamente uma coisa obriga a outra, sabe. Não é que porque eu gostaria de ter isso no carro é obrigado a passar pela Fórmula 1, e nem tudo que passa pela Fórmula 1 vai parar no carro, e nem tudo que tem no carro vai para Fórmula 1.

?Voz A

Até porque laboratório é isso, você dispensa muita coisa, né?

?Voz C

Sim, sim. Então, falando tudo isso só para dizer que eu acho que, tipo, ok, querem usar IA no carro elétrico, no carro, nos carros de rua, ok, mas não necessariamente precisa passar pela Fórmula 1, né? E hoje, inclusive, as marcas que estão mais avançadas e tudo mais, e que estão muito mais focadas nesse sentido, nem na Fórmula 1 estão. Então, sei lá, eu acho que eu não vejo necessidade de automatizar uns negócios como esses que tem chance da máquina errar e aí haver um prejuízo grande, ou de também a máquina mascarar um desempenho que é ruim parecer ser bom, né?

?Voz B

Eu acho assim, o problema é que eles já estão usando, né? Eu concordo, seria muito melhor nem ter usado isso. Aqui agora, depois que eles começam a usar, não acho que eles vão voltar atrás, tirar, né? Mas sim, pelo menos por enquanto, sem dúvida, né? Vai, cada vez que vai colocando essas camadas, a gente vai tendo que concordar com as pessoas de que vai perdendo um pouco o brilho da pilotagem ali, né? Um pouco da influência do piloto, não tem jeito.

?Voz A

A gente, a gente tem, que nem o Leonardo Medeiros fala, exatamente isso, né, que ele falou, dilema fica no conceito da Fórmula 1 como esporte.

?Voz B

Esporte.

?Voz A

Que aí, se você retira o controle humano sobre equipamento, se descaracteriza a modalidade como esporte. E eu acho que essa, esse debate conceitual, que já tem muita gente que questiona o automobilismo como esporte, aí se você automatiza, automatiza, automatiza, vai dar problema na hora desse debate. E talvez a própria, mas com certeza, e talvez o próprio COI que é quem regulamenta se é esporte ou não, e que reconhece automobilismo como esporte.

Talvez até o próprio COI possa. Não que eu acho que a Fórmula 1 vai se preocupar muito caso o COI resolva descartar.

?Voz C

Se ela se preocupar, vai ter um lobby que vai fazer essa questão reverter.

?Voz A

Mas entre os amigos, numa mesa de bar, isso, isso vale mais do que o COI, cara.

?Voz C

Muito mais, muito mais, que o coi dane-se, né?

?Voz A

Sem maldade, mas sim, o coi dane-se, cara, para Fórmula 1, né? E aí tem uma questão, né? O Raul Pereira tá falando: ah, dá para fazer competição de modelos de IA, e isso não tem nada a ver com os— dá para fazer a competição de modelo de IA, e dá mesmo, cria outra categoria. O problema é que não vai fazer tanto sucesso. Se não tem tanto sucesso, não tem porque você investir tanto. E se você não investe tanto, você não tem tanto retorno daquilo.

Que aí já a gente já entra no lado que também influencia. Então a gente tá aqui: esporte, tecnologia, comercial. A conta começa a ficar muito complicada para a gente partir para esse lado.

?Voz C

Para mim, Garcia, para mim é o que eu acabei de falar aqui agora na brincadeira, que é criar outra categoria. Ah, quando quiseram ver carros elétricos correndo, não colocaram eles na Fórmula 1, né? Não fizeram as Fórmulas 1 serem elétricas, criaram uma outra categoria. Ah, quero ter uma categoria que é controlado toda a parte, piloto só acelera e vira o volante, até a marcha, a IA que troca. Beleza, cria a Fórmula IA, né?

?Voz A

FIA.

?Voz C

Então, é, e aí, exato, cria outra categoria, cara. E aí, se essa categoria fizer sucesso, vai falar Bom, vou incorporar na Fórmula 1 ou não, né? A gente vê o que aconteceu com a Fórmula E. Fórmula E tinha muita popularidade e aí isso foi se esvaindo, acabou. Tá lá ainda, categoria existe, mas longe do que ela já foi de popularidade no passado em qualquer lugar do mundo, não só aqui no Brasil, porque já, sei lá, perdeu a graça, talvez perdeu o fator novidade.

E aí agora você vai falar assim Pô, tá dando tão certo lá na Fórmula E, vamos transformar os carros da Fórmula 1 em carros elétricos? Não pareceria o caminho errado, né? Então, para mim, todas essas decisões podiam também passar por esse— são grandes, né? É tipo, putz, não, aí a IA vai decidir coisas. Cria uma outra categoria primeiro, vê se isso vai funcionar, se as pessoas vão se interessar, e aí você implementa nas categorias principais.

Eu entendo que a Fórmula 1 seja um laboratório, Mas ela também não pode ser um laboratório de qualquer ideia maluca, né? Poderia, já foi no passado, mas já que a Fórmula 1 quer ter tanto regulamento assim, né, tipo, porque eu acho que existe uma diferença muito grande entre você colocar 10 asas no carro, né, e outra entre você falar com o robô, vai decidir. Você colocar 6 rodas no carro e falar que é uma máquina que vai decidir.

Então eu acho que isso tudo precisa ser levado em conta para Fórmula 1. Vamos ver o que o futuro nos reserva em relação a isso.

?Voz A

Eu gosto muito quando o Nicholas Tombazis fala esse ano que a Fórmula 1 não deve mais ficar refém das montadoras, porque ele falou: poxa, a gente foi cobrado pelas montadoras de seguir por um caminho que era o caminho da eletrificação, porque não, eles serão 100% elétricos em 10 anos, né?

?Voz C

A Audi, acho que era 2027.

?Voz A

Então, ah, eles serão 100% elétricos, 100% elétricos, então a gente tem que ir por esse caminho. E agora tá todo mundo abandonando esse projeto. A Europa já não abraça mais esse projeto, até porque a Europa não sabe nem se ela vai ter energia elétrica suficiente para abastecer todos esses carros.

?Voz C

Ela sabe que não terá, por isso que desistiu, né? Porque agora ela vive uma crise de guerras e tudo mais, que inclusive atrapalha a própria geração de energia.

?Voz A

E aí, no fim das contas, o Nicolás Tombaz falou assim: aí a Fórmula 1 fica refém, porque a Fórmula 1 foi pelo caminho que eles fizeram pressão para a gente seguir, e agora a gente tá aqui, ó, mexendo regulamento de novo.

?Voz C

Não, então, e é muito doido que foi para o caminho que elas pediram e são elas que começaram a reclamar.

?Voz A

Isso ainda tem essa ainda.

?Voz C

Então aí chegou, e aí a torcida, e aí a FIA viu que a torcida não gostou e, putz, ouvimos as montadoras e nos ferramos. Não, não, eles ouviram as montadoras, as montadoras estão reclamando, né?

?Voz A

Então fica muito rendida nisso, muito, muito. E é por isso que nesse ponto, e o Gavi sabe porque eu tenho falado aqui, até me dá urticária, né?

?Voz C

Mas enfim, é até porque a Mercedes bota pressão, etc.

?Voz A

O Gavi sabe que eu tenho falado isso, me dá até urticária ter que defender o Sulayman, tá? Urticário, ó, já tá dando as bolinha aqui. Mas é por isso que eu acho que nesse caminho do motor V8 ele tá fazendo direitinho. Primeiro que ele tá conversando, né, ele tá chamando. Claro que ele deve estar impondo alguma coisa, fazer pressão, mas chamando para conversar e conquistando apoios. Esses dias o Domenicali tava defendendo ele com relação ao motor V8.

Esse é sinal de que conversa teve, então, para tentar trazer isso para os V8. Por quê? Porque ele tá tirando a Fórmula 1 do domínio das montadoras.

?Voz B

E aí, Garcia, tem que ter um meio termo, né? Não pode ser— a gente sabe que a Fórmula 1 depende das montadoras, né? Se elas também decidem amanhã abandonar, acabou a Fórmula 1. É muito claro isso, né?

?Voz A

Sai todas as montadoras, atrapalha bem, né?

?Voz B

Eu acho que— eu não sei, eu acho que acaba.

?Voz A

Sei lá, é porque a Ferrari faz motor de $150 mil.

?Voz B

Ferrari, como a Ferrari ia ficar só Ferrari na Fórmula 1?

?Voz A

Fica a Ford.

?Voz C

Era isso que eu ia falar, era isso que eu ia falar. Eu nem percebi.

?Voz B

Acaba, né?

?Voz C

É que eu acho que a grande questão é que se voltar para o V8, só Audi pode sair. Nem tenho certeza que ela sai, mas é só Audi, o resto não vai sair. O resto não tá lá porque é elétrico. E eu acho que talvez você consiga trazer montadora porque V8, porque é muito mais barato do que fazer motor elétrico com bateria que tem tudo integrado, tem que funcionar 1000 cavalos e durante 2 horas com rotação lá no alto. Tipo assim, é complexo. O motor V8 todo mundo já faz, sei lá, quase 100 anos.

?Voz A

O Mark Rushbrook falou isso. Que é o diretor da Ford, ele falou assim: ó, a Ford vende motor elétrico, a Ford vende, a Ford vende carro elétrico, a Ford vende carro híbrido, e a Ford vende um monte de carro V8 nos Estados Unidos. Se mudar para V8, a gente tá dentro, ele falou.

?Voz C

E a Cadillac mais ainda, Cadillac hoje não fabrica motor, mas se for V8, talvez. Eu tenho muita dúvida que um dia Cadillac vai fazer motor para Fórmula 1.

?Voz A

Eu também.

?Voz C

Eu acho que no fim eles vão continuar usando Ferrari, sei lá, não vão sair, não sei.

?Voz A

Então se aproveitando do voto de montadora.

?Voz C

Mas eu acho que eles têm muito mais chance de no fim tirar esse papel, esse projeto do papel, construir um motor Super V8 do que esse híbrido do jeito que é.

?Voz A

Sim, sim.

?Voz C

Que esse híbrido do jeito que é, eles não têm um carro, um projeto pronto que dá para pegar, copiar e dar umas mudar, mudar um pouco. O V8 eles vão tirar lá do, sei lá, que carro, viram todos os Cadillacs da cabeça. Eu ia falar o Mustang, mas assim, a Ford, onde a Ford ela pega do Mustang já um V8, óbvio que é um motor muito diferente. É, o Mustang é maior que o da Fórmula 1 inclusive, né, que o espaço que o Mustang tem no capô é muito maior.

Mas é isso, eles vão pegar o motor lá que já é um projeto feito e vai falar, bom, Isso daqui, vai que a gente já aprendeu que esse sensor não sei o quê, que o gás não sei o quê lá, é muito mais fácil para eles do que surgir agora com o motor híbrido do jeito que é. Que além de tudo, né, eu acho que eu desconheço, deve existir, mas eu desconheço carro em que, carro híbrido em que as proporções sejam tão é próximas entre elétrico e combustão.

De novo, já falei aqui algumas vezes, eu tenho um carro híbrido, o meu, o meu a combustão tem mais do que o dobro de cavalos do que o motor elétrico, um pouco mais do que o dobro.

?Voz A

Então assim, e é isso que as montadoras estão tentando usar a Fórmula 1 para desenvolver, para ver se consegue levar essa tecnologia dos 50 50 para rua.

?Voz C

É porque eu já vi carro elétrico muito potente, carro a combustão muito potente. Agora, o carro híbrido que é muito potente é o combustão é muito grande, o elétrico nem tanto. Eles estão fazendo aqui é querendo colocar uma proporção de igualdade. Como que funciona uma proporção de igualdade? É uma nova descoberta, é uma descoberta que vai levar para rua, não sei. Talvez só a Audi, talvez nem a Audi, que de novo ela foi a equipe lá, foi a montadora que primeiro falou que ia acabar a produção dos carros elétricos, os carros a combustão, porque a Alemanha ia banir a produção de carros elétricos no país.

E tudo isso já voltou atrás, né? Teve um momento que eles já falaram assim, é, agora todos os modelos tais e tais e tais só vão ser elétricos. Já mudou também, agora já estão produzindo a combustão de novo. Acho que a única montadora que eu vi que fez a migração, ainda não voltou atrás, foi a Volvo. Que o XC40 num determinado momento virou elétrico e continua sendo ainda, pelo menos. Mas fora isso, todo mundo já voltou atrás, mesmo com os modelos que eles converteram de combustão para elétrico, já voltaram a ter opção combustão.

?Voz A

É isso. E tudo isso parte de duas coisas. Primeiro, é uma lei da física: se você tem esta energia, você não consegue carregar esta energia e ainda movimentar o seu carro, porque Porque você vai ter um desgaste dessa energia movimentando seu carro, né? Então você tem que tirar energia de mais algum lugar, que é onde eles estão trabalhando para isso. Agora, por outro lado, imagine você, principalmente você, Victor, que já tá, já tá acostumado com carro híbrido, imagina você poder carregar uma bateria na velocidade que um carro de Fórmula 1 carrega.

Porque por outro lado, é o que eu falo para o Gavi, A gente fica bravo com as corridas, eu não tô gostando do carro nem nada, mas essa tecnologia que as montadoras levaram para Fórmula 1 é uma obra-prima, cara. Isso é maravilhoso, é lindo ver funcionando.

?Voz C

É lindo carregar meu carro, a parte elétrica na tomada, num 110 são 8 horas. É uma bateria pequena, bateria que dá para andar 30 e poucos quilômetros 100% elétrico. Andando na rua, de 0 a 100 a carga, sei lá, são muitos dias andando na cidade, porque se for na estrada, por exemplo, já não carrega, porque é uma reta, preciso de curva para frear, preciso tirar o pé do acelerador para carregar. Então, sei lá, muitos dias andando na rua assim, no trânsito, para bateria sair de 0 a 100%, para carregar ela inteira.

Então é impressionante como uma curva os caras carregam tanto, uma bateria tão maior, É muito maior, mas agora você faz a coisa mais rápido que eu faço.

?Voz A

E a reta, eles também estão muito mais rápido, gastando muito mais energia.

?Voz C

Muito mais.

?Voz A

Exato. Tomara, né, que você seja prudente nesse ponto, inclusive, né? Mas agora você imagina, vou até pedir perdão para quem não é de São Paulo. Aí tá lá o Vitor na Marginal Pinheiros, né, tá gastando a bateria elétrica porque ele tá acelerando, aí ele pega uma alça de acesso para sair da Marginal Pinheiros, naquele balãozinho que ele tá fazendo, já imaginou? A bateria já tá recarregando para caramba ali. Que coisa maravilhosa!

?Voz C

É tipo, se eu só faço uma curvinha, não carrega quase nada.

?Voz A

Então, e é isso que a Fórmula 1 tá tentando, que as montadoras que estão na Fórmula 1 estão tentando levar para rua. E de novo, esta tecnologia que está lá operando na Fórmula 1, ela é maravilhosa, ela é incrível. Ela só não tá servindo muito bem ainda para competição.

?Voz C

Dependente da parte elétrica, né? Ela poderia carregar nessa velocidade, mas não necessariamente que tanta potência total do carro dependesse do elétrico, porque quando a bateria acaba, vocês vejam os dois extremos que a gente falou.

?Voz B

Um, o Vitor falou de um que demora 2, 3 dias, sei lá, para carregar, e um que é uma curva.

?Voz A

Não, uma curva não chegou ainda, né?

?Voz B

Na Fórmula 1, né? É isso, a Fórmula 1, duas curvas já tá carregando.

?Voz A

Isso mesmo, duas, vai.

?Voz B

A Mercedes talvez uma. Agora, então você imagina esse meio termo para rua, que revolucionário seria.

?Voz A

Já é louco, já é louco. Quase que eu falo palavrão aqui, desculpa, gente.

?Voz B

Então é isso. Até as tecnologias que a gente usou, por exemplo, eu lembro da suspensão ativa na Fórmula 1, ela era muito mais extrema do que a gente tinha aqui. Nos carros. Então assim, eles jogam muito alto lá na Fórmula 1 para chegar numa base aqui. Talvez seja isso, né?

?Voz A

Chegar numa base que quando chega aqui a gente vai dirigir, a gente já vai se impressionar muito.

?Voz C

Porque, cara, é o que você falou assim, a gente precisa de muito menos também na rua, né?

?Voz B

É o que é, a gente não precisa carregar em uma curva, né, Victor?

?Voz C

Não só isso, mas a gente não precisa que o carro dê 300 por hora, a gente não precisa fazer a curva 120.

?Voz B

Exato, envergue para cima, envergue para baixo. Mesmo controle de tração, você tá falando de, então, meu carro tem controle, ele atua que quando eu passo na lombada, né, quando eu vou fazer uma curva um pouquinho mais, mas o controle de tração, ele atua ali. Na Fórmula 1 atuava 300, 330 por hora. Tudo mapeado, né? As 4 rodas, uma era uma coisa. Então eu vejo assim, eu sou um defensor, eu sou, na verdade, que o que eu gosto da Fórmula 1 é essa, né, essa evolução aí.

Mas sim, acho que muita coisa é descartada no meio do caminho, muita coisa fica no laboratório, né?

?Voz A

É isso, a gente tá passando por muito, né?

?Voz C

É que não pode ser ruim o suficiente a ponto de tirar o interesse da pessoa que assiste a Fórmula 1, torcer o nariz.

?Voz A

Estragar a competição.

?Voz C

Não pode ser esse extremo, né?

?Voz B

Exato, exato.

?Voz C

E eu acho que tinha, mesmo suspensão ativa, tinha uma sacada que eu acho que, para mim, a diferença da suspensão ativa, já que você usou esse exemplo, para o que a gente tá vivendo hoje com elétrico, é que a suspensão ativa não era regulamento, era uma genialidade de um engenheiro. A parte elétrica agora é um regulamento que te obriga, que te dá parâmetros de como pode, como não pode, como tem que ser. E aí assim, todo mundo vai chegar exatamente, tipo, ninguém tá inventando nada, né?

Porque eu acho que para mim o grande, eu achava incrível a suspensão ativa, né? Eu acho que foi bom para Fórmula 1 ter sido banida porque só um cara conseguiu fazer e acabar com a categoria, né? Porque aí a Williams ia ser campeã por sei lá quantos anos até alguém conseguir desenvolver um sistema tão bom. Mas para mim o incrível é tipo Cara, como que alguém conseguiu nos anos 90 fazer aquilo acontecer, funcionar? E na Fórmula 1, que é o extremo, menos 0 e 1 à disposição, um computador que se compara ao que a gente tem hoje no celular velho, era os Pentium, velho, era Intel, bem, era nem Pentium naquela época.

Não era Paint ainda não, era tipo 386, 486. É verdade, depois a gente tá falando de 93, naquela época assim é bem, bem, bem assim, mas muito, muito, muito, muito menos do que a gente tem, não sei lá, do que a gente tinha 10 anos no celular.

?Voz A

Assim como lá em 93 mesmo a Williams pega um conceito do Gente, parece viagem que eu tô falando, mas juro que não é. A Williams pega um conceito do Leonardo da Vinci, que foi quem desenvolveu o câmbio CVT, que tem as polias contínuas. Fala assim: isso aqui vai funcionar no nosso câmbio. Ele, naquela época, era raro acontecer, mas ele foi proibido antes de ir para pista competir.

?Voz C

A FIA viu no teste e falou: não, não, não, não, não, isso aqui foi para pista, acabou, não vai ter, não vai ter corrida. Os cara vão ganhar com o pé nas costas. Eu acho que se fosse isso, se fosse um regulamento mais aberto, e aí alguém decidiu botar um motor elétrico no carro para ver o que que dava, e aí ganhou, puts, aí eu ia falar: caramba, é incrível esse negócio elétrico, puts, que baita sacada. Agora, quando bota todo mundo na igualdade, não tem muito o que inventar, não tem uma genialidade ali no negócio.

?Voz A

É só para desenvolver, né? É, eles forçaram só o desenvolvimento. Boa, boa, boa, boa.

?Voz C

E eu tive uma ideia de algo que já existia, né, Garcia? Porque de novo, suspensão ativa não existia em competição, que o carro é mapeado curva a curva, pista a pista, e aí aperta um botão e quando ele tá na curva, no S, ele já faz assim. Quando ele tá na segunda perna do S, ele já ajusta assim, aí ele já fica mais retinho no na curva do sol. Tipo, não, não existia. Tem uma diferença muito grande, né, desses dois cenários. Então eu acho que, enfim, a gente fugiu muito, muito, muito, muito da classificação do GP da Inglaterra.

?Voz A

Mas é porque a gente vai ver isso amanhã.

?Voz C

A gente tá falando tudo isso porque a corrida de amanhã vai ser muito impactada por tudo isso que a gente tá falando. Porque foi forçado um desenvolvimento que ao mesmo tempo que se força um desenvolvimento não se libera. Que também não é assim: gente, vocês desenvolvem isso aqui e assim, façam o que vocês precisarem fazer, tá liberado. Se vocês gastarem um bilhão para desenvolver, gaste. Não. Não, é tipo assim: vocês vão desenvolver isso aqui, mas aí tem o adulto, vocês só podem desenvolver quando eu deixar.

Ó, é tipo, você que é menor nem desenvolver você pode. Aí, para que que tem esse troço? Para quê? Não faz sentido para mim. E aí, enfim, amanhã a corrida muito provavelmente vai ser bem artificial por conta disso.

?Voz A

Eu acho até legal a gente amanhã, a gente vai estar falando algumas vezes, que daqui a pouco tem o corte desse parque fechado lá no Spotify, principalmente que o Gavi faz. O Gavi vai vai subir, né? Até passei o tempo para você lá, viu, Gavi? 1 hora e 28, inclusive, né? Porque amanhã a gente vai estar falando sobre isso e a gente vai estar falando para todo mundo: gente, sabe essa corrida? A gente explicou ontem. Porque é basicamente isso que vai explicar a corrida já de amanhã, como bem disse o Vitor, que a gente vai ver ultrapassagens como a do Antonelli sobre o Hamilton hoje, que o Hamilton tava completamente sem potência.

Hamilton ficou rendido ao Antonelli. E a gente vai ver uma primeira volta que vai ser bonita de ver. Mas aí, o que o desafio que eu lanço para vocês, né? O que vocês preferem: ver uma primeira volta bonita como foi a de hoje na sprint, mas ver uma disputa pela liderança completamente falha? Ou vocês preferem ver a disputa mais forte pela liderança com uma primeira volta morninha? Porque é isso que a gente tem que escolher quando a gente vai falar sobre esse regulamento.

Talvez as primeiras voltas são lindas, na Austrália foi lindo, na China foi lindo, não é uma crítica não, eu também gostei de ver. O problema é que na continuidade da corrida, para mim, isso não funciona bem, não pega legal. E aí eu acho que é onde mora para mim o incômodo, talvez.

?Voz C

É, e digo mais, Garcia, eu acho que assim, eu fiquei muito empolgado nas primeiras etapas, que a gente vinha de anos também que não tinha acontecido nada. Agora a gente já viu que tem como. Nas últimas etapas mais recentes, a gente tava vendo algumas ultrapassagens com mais frequência, sem ser tão escancarado como essa história de não acaba a bateria no meio da reta e aí vem o outro. Com quase 100 km/h de diferença e passa. Então acho que para mim a grande diferença tá aí, né?

Agora quando volta a ter esse probleminha em Silverstone, eu falo: putz, mas eles tinham resolvido. Agora a gente vai ver aquele negócio artificial de novo. E de novo, eu prefiro artificial do que não, do que ser um trenzinho, tá? Porque mesmo no regulamento anterior tinha um dispositivo artificial que era o DRS, E mesmo assim não tinha ultrapassagem. Agora, eles acharam outro dispositivo que nem é um dispositivo, não, ele não foi feito para isso, essa questão de acabar potência não foi feito para ultrapassagem, mas foi um caminho que os pilotos encontram para ultrapassar.

Ainda acho menos pior do que o trenzinho, mas ele é bem pior do que o que a gente tinha visto nas últimas etapas. E por isso eu fico insatisfeito com como a Fórmula 1 tá rodando na Inglaterra.

?Voz A

É isso. E o Gavi, o que que ele pensa dessa, disso tudo, para a gente já partir para os nossos palpites de amanhã? Ah, tá, claro, perfeito. Não, eu já ia fazer a votação já mesmo, viu?

?Voz B

Eu até falei o que eu penso aqui. Eu acho que tem que ter um meio termo, né? Eu acho que a corrida hoje ficou ruim de novo. A gente, a Fórmula 1 tinha conseguido acertar ali na equalização dos dos megajoules hoje, né? Esses 40, 50, 100 km ali de vantagem que o Antonelli tinha sobre o Hamilton, poxa, foi muito broxante. Eu vou usar esse termo aqui, né? A gente esperava uma disputa e fomos, né, não vimos isso. Acho que é para amanhã, deve ser a mesma coisa.

Então indica que a Fórmula 1 ainda tem problemas para resolver, né? E espero que resolva o mais rápido possível. Acho que muito desses problemas passam pela troca mesmo da fórmula aí, né, que hoje tende a ser 50-50, 47-53, teria que ser 60-40, 70-30 já se falou. Então tá muito em cima disso para que resolva completamente esse problema. Mas espero que a gente veja, pelo menos do que a gente tem, né, se é para ser um passa e repassa, que seja movimentado então a corrida de amanhã, e que isso Para finalizar, traga quem sabe de novo o Bortoletto aos pontos, né?

Ele que tá merecendo, hein? Muito bem, poxa, sempre se colocando ali numa situação boa, né? Quem sabe possa ser mais um dia de pontuação, seria o segundo dia só da temporada da Audi dentro dos pontos também.

?Voz A

É isso, então vamos lá para os nossos palpites. Você que tá no chat, manda o palpite aqui para a gente. Vitor, pódio do Grande Prêmio da Inglaterra amanhã?

?Voz C

Amanhã eu acho que vai dar Antonelli, Russell e Hamilton.

?Voz A

Ah, boa, perfeito. Deixa eu só fazer um disclaimer aqui rapidinho. A gente fala Grande Prêmio da Inglaterra, mas a gente sabe que é Grande Prêmio da Grã-Bretanha, tá, gente? A gente acredita ser mais popular. A própria Globo mudou agora, mas a Globo popularizou isso nos anos 80, 90. A gente mantém falando assim até que a gente percebeu que as pessoas buscam mais por esse termo. Então a gente fala a língua das pessoas, basicamente é isso que a gente segue. Então o Vitor foi de Antonelli, Russell, Hamilton. E o Gavi?

?Voz B

Eu vou de— acho que o Antonelli vence amanhã de novo. Para mim, Antonelli, Hamilton, e vou colocar o Antonelli, Hamilton, e quem? O Norris.

?Voz A

Pobre Russell.

?Voz B

Eu ia falar de um outro britânico, aí pensei Norris, Garcia. Vai Norris mesmo.

?Voz A

Tá bom, então vamos lá, que eu vou de Antonelli, Hamilton, Leclerc.

?Voz B

Pronto, corridinha sem movimentação.

?Voz A

Eu queria que fosse Hamilton, Antonelli, Leclerc.

?Voz B

Não, fala a verdade, você queria que fosse Russell, Antonelli?

?Voz A

Lá vem vocês, brincadeira. É isso, gente. Obrigado todo mundo que acompanha a gente aqui. O Elton Moura junto com a gente por aqui falando que vai ser difícil porque a Racing Bulls tá rápida. É verdade. Ele que botou aqui Antonelli Russell Hamilton. O Davi Flashback também, o Commander. Valeu demais todo mundo que acompanha a gente pelo chat, né? O Mauro Dias de Souza falando que a Volkswagen vai lançar no final do ano um híbrido 50/50 produzido em São Bernardo.

São Bernardo, vamos ver aí a sua São Bernardo aqui do lado de casa, que é a Vox. Aí então, então é isso, boa, perfeito, gente. Obrigado todo mundo que acompanha a gente, mais uma edição aqui do nosso Parque Fechado, nosso react. Amanhã 10:30 da manhã a gente tá ao vivo aqui já fazendo aquele esquenta para o Grande Prêmio da Inglaterra. Depois a gente segue a corrida inteira explicando a corrida para você, contando a corrida para você, trazendo você do chat para transmissão também para a gente bater aquele papo sempre muito legal.

Então valeu demais todo mundo, valeu Victor, valeu Gavi. Amanhã a gente se fala, certo?

?Voz B

Boa, certíssimo, mano. Até amanhã, Garcia.

?Voz A

Valeu, tamo junto, valeu gente, valeu, tamo junto gente. Obrigado todo mundo que acompanhou, tchau!

Antonelli conquista a pole do GP da Inglaterra; Bortoleto fica a 32 milésimos do Q3 | Castnews Index — Castnews Index