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28/07: Haiti marca primeiras eleições presidenciais em dez anos | Netanyahu se reúne com Trump em meio a divergências sobre o Irã | ONU alerta para risco de avanço do HIV após cortes de financiamento

28 de julho de 20265min
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Primeiro turno das eleições no Haiti está marcado para 13 de dezembro, com um eventual segundo turno previsto para 21 de fevereiro. Além da escolha do novo presidente, os haitianos também devem votar para o Parlamento, representantes locais e mudanças na Constituição. E ainda:

- Abelardo de la Espriella anunciou o fechamento de 15 consulados e 14 embaixadas da Colômbia, e prometeu ainda romper relações com Cuba e Nicarágua, afirmando queseu governo não terá vínculos com “tiranias” e que os cortes vão gerar economia para reforçar investimentos em segurança.

- Daniel Ortega anunciou o adiamento da reforma que pode impedir a participação da oposição nas eleições da Nicarágua, após repercussão negativa da comunidade internacional. Ainiciativa foi criticada pela ONU, que defendeu o direito de todos os grupos políticos disputarem eleições livres e pediu a libertação de presos políticos no país

- Benjamin Netanyahu chega aos Estados Unidos parase reunir com Donald Trump. Na pauta estão a situação no Oriente Médio, as negociações com o Líbano e a ampliação dos Acordos de Abraão, que buscam aproximar Israel de países árabes

- Segundo relatório divulgado pela ONU durante uma conferência internacional no Brasil, o mundo corre o risco de ver a epidemia de HIV voltar a crescer. De acordo com aagência, o financiamento global para programas de combate ao vírus caiu 18% em 2025, atingindo o menor nível em quase duas décadas

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Diogo Oliveira

HostPresidente da CNSEG
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Karina Oliveira

Host
Assuntos4
  • Crise no HaitiPrimeiras eleições presidenciais em uma década · Crise política e violência de gangues · Jovenel Moïse
  • Tratamento e vacinação contra o vírusCortes de financiamento global · Queda no financiamento para programas de combate ao vírus · MBL · Estados Unidos
  • História da NicaráguaAdiamento de reforma eleitoral · Pressão internacional · Daniel Ortega · ONU
  • Benjamin Netanyahu e seus processosSituação no Oriente Médio · Negociações com o Líbano · Acordos de Abraão · Benjamin Netanyahu e seus processos · Donald Trump e a NASA · Irã
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
KOKarina Oliveira

Olá, bom dia! Terça-feira, 28 de julho. Eu sou a Karina Oliveira e com o Diogo Oliveira, vem com a gente para mais um Mundo em 180 Segundos, o seu podcast só com notícias internacionais. O Haiti anunciou ontem a realização de suas primeiras eleições presidenciais em uma década. O primeiro turno está marcado para 13 de dezembro, com um eventual segundo turno previsto para 21 de fevereiro. O país não realiza eleições desde de 2016.

A crise política se agravou após o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em 2021. E desde então, sucessivos governos alegaram que a violência das gangues impedia a realização da votação. Além da escolha do novo presidente, os haitianos também devem votar para o parlamento, representantes locais e mudanças na Constituição. Mas o calendário eleitoral ainda depende de melhores condições de segurança. Hoje, grupos armados controlam grande parte da capital, Porto-Príncipe, e expandiram sua influência para outras regiões do país.

A violência provocou deslocamentos em massa, sequestros e uma grave crise humanitária, levantando dúvidas sobre a viabilidade da eleição dentro do prazo previsto. Uma das primeiras decisões do novo presidente da Colômbia já está provocando repercussão internacional. Abelardo de la Espriella, que toma posse em 7 de agosto, anunciou no último domingo o fechamento de 15 consulados e 14 embaixadas. E também prometeu romper relações com Cuba e Nicarágua.

O presidente eleito afirmou que seu governo não terá vínculos com o que chamou de tiranias e disse que os cortes vão gerar economia para reforçar investimentos em segurança. Espriella também pretende reabrir a representação diplomática da Colômbia em Israel, em Jerusalém, e suspender os planos do atual governo de instalar uma embaixada colombiana na Palestina. A medida marca uma mudança significativa na política externa do país e reforça o alinhamento do novo governo com líderes conservadores da região e também com os Estados Unidos.

E aproveitando a deixa sobre a Nicarágua, vamos agora para a América Central. Após pressão da comunidade internacional, o regime de Daniel Ortega anunciou ontem o adiamento da reforma que pode impedir a participação da oposição nas eleições da Nicarágua. A proposta ganhou repercussão depois que Ortega declarou, no último dia 19, que o país não teria mais eleições para impedir que, segundo ele, grupos apoiados pelos Estados Unidos chegassem ao poder.

Agora, o governo informou que abrirá um processo de consultas antes da votação da medida, que ficou para setembro. A iniciativa foi criticada pela ONU, que defendeu o direito de todos os grupos políticos disputarem eleições livres. E pediu a libertação de presos políticos no país. E o Brasil também se manifestou. Em nota, o Itamaraty afirmou que eleições livres, periódicas e transparentes são um dos pilares da democracia. Já os Estados Unidos pediram o isolamento internacional do regime e acusaram Ortega de abandonar qualquer aparência de legalidade democrática.

Benjamin Netanyahu chegou aos Estados Unidos Unidos na segunda-feira para se reunir com Donald Trump nesta terça. Este será o 8º encontro entre os dois desde o retorno de Trump à Casa Branca. E o primeiro desde fevereiro, pouco antes da campanha militar conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Na pauta estão a situação do Oriente Médio, as negociações com o Líbano e a ampliação dos Acordos de Abraão, que buscam aproximar Israel de países árabes.

Apesar da aliança histórica entre os dois líderes, ambos reconheceram divergências recentes sobre a estratégia em relação ao Irã. Ainda assim, Trump afirmou que os dois seguem alinhados na maior parte dos temas. E para finalizar o episódio de hoje, um alerta da ONU acendeu um sinal vermelho no combate à AIDS. Em relatório divulgado ontem durante uma conferência internacional no Brasil, O UNAIDS afirmou que o mundo corre o risco de ver a epidemia de HIV voltar a crescer.

Segundo a agência, o financiamento global para programas de combate ao vírus caiu 18% em 2025, atingindo o menor nível em quase duas décadas. Os Estados Unidos, que antes respondiam por cerca de 75% da ajuda internacional, reduziram parte dos recursos após mudanças promovidas pelo governo Donald Trump. A ONU alerta que os cortes ameaçam avanços conquistados ao longo de mais de 30 anos, período em que as infecções e mortes relacionadas à AIDS atingiram os menores níveis da história recente.

Hoje, cerca de 1,2 milhão de pessoas ainda contraem o HIV por ano, e a meta global de acabar com a AIDS até 2030 está cada vez mais distante. Essas foram as principais notícias do dia. E se você gostou do episódio, já sabe, compartilhe com mais pessoas e não deixe de nos seguir nas redes sociais. Pra você, um bom dia, uma excelente semana e até mais!

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