24/07: 1 mês depois do terremoto na Venezuela | Rubio pede isolamento da Nicarágua | Ucrânia assina acordo para produzir Patriots
Um mês após o terremoto que devastou grande parte da Venezuela, o balanço oficial já chega a quase 5.400 mortos, mais de 16 mil feridos e cerca de 18 mil pessoas desabrigadas. Governo mantém abrigos temporários e um esforço de reconstrução das cidades com apoio da Organização das Nações Unidas e outras entidades internacionais. E ainda:
- EUA prepara, novas sanções econômicas, restrições de vistos e ampliação da pressão diplomática sobre a Nicarágua. Em nota, o Brasil, diz ter recebido a decisão "com preocupação" e defendeu a realização de eleições livres, periódicas e transparentes, mas evitou críticas diretas a Daniel Ortega e também não trouxe nenhum anúncio de medidas concretas
- EUA realizam a 13ª noite consecutiva de bombardeios contra o Irã e Trump ameaça impor "grande punição" aos iranianos e aos rebeldes houthis por conta de ataques a navios no Mar Vermelho
- Ucrânia assina acordo com a empresa americana Raytheon para a produção conjunta de mísseis interceptadores do sistema antiaéreo Patriot
- Influenciadora brasileira de extrema direita tem dados pessoais vazados após chamar os integrantes da bandaBTS de "homens totalmente afeminados" e afirmou ter sentido "vergonha alheia" da apresentação do grupo durante o intervalo da final da Copa do Mundo de Futebol
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Marcos Siqueira
Diogo Oliveira
- Terremoto na VenezuelaDanos e desabrigados · Esforço de reconstrução · Crise econômica e social
- História da NicaráguaSanções econômicas e vistos · Isolamento diplomático · Daniel Ortega · Rodadas Brasileirão
- Conflito no Oriente MédioBombardeios contra o Irã · Ataques a navios no Mar Vermelho · Donald Trump e a NASA · Preços do petróleo
- Posição oficial do Brasil e EspanhaCríticas à aparência · Vazamento de dados pessoais · Datação de Fósseis e Rochas · Fãs do BTS (ARMYs)
- Produção militar dos EUAAcordo Ucrânia-Raytheon · Transferência de tecnologia · Defesa ucraniana
Olá, bom dia! Hoje é sexta-feira, 24 de julho. Eu sou Marcos Siqueira e com Diogo Oliveira, vem com a gente para mais um Mundo em 180 Segundos, o seu podcast só com notícias internacionais. Hoje completam um mês desde o terremoto que devastou grande parte da Venezuela. No dia 24 de junho aconteceu o maior desastre natural do país em mais de 2 séculos. O balanço oficial já chega a quase 5.400 mortos. De 16 mil feridos e cerca de 18 mil pessoas desabrigadas.
Milhares de edifícios, escolas, hospitais, pontes e estradas sofreram danos, enquanto cerca de 1,3 milhão de pessoas ainda dependem de ajuda humanitária. O governo mantém abrigos temporários e um esforço de reconstrução das cidades com apoio da Organização das Nações Unidas e outras entidades internacionais. Até o momento, foi levantado o equivalente a R$1,5 bilhão para socorro dos venezuelanos. Um relatório do Banco Mundial estima que os danos diretos chegam a 19,6 bilhões de dólares, quase 100 bilhões de reais, e que a reconstrução completa do país pode superar a cifra dos 250 bilhões.
Um duro golpe para um país que enfrenta há anos uma grave crise econômica e social, permeado pela instabilidade política agravada depois da captura, no dia 3 de janeiro, do ditador Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos. O secretário de Estado americano, Marco Marco Rubio disse que a decisão do presidente Daniel Ortega, que extinguiu as eleições na Nicarágua, expõe definitivamente a natureza autoritária do regime.
Rubio pediu que a comunidade internacional isole o país. Washington prepara novas sanções econômicas, restrições de vistos e ampliação da pressão diplomática sobre o regime de Ortega. O Brasil, através do Itamaraty, disse ter recebido a decisão com preocupação e defendeu a realização de eleições livres, periódicas e transparentes. Mas a nota evitou criticar diretamente Daniel Ortega e também não trouxe nenhum anúncio de medidas concretas.
O presidente Lula, que há anos cultiva uma amizade com o autocrata nicaraguense, preferiu não comentar publicamente o caso. Daniel Ortega iniciou sua trajetória política como guerrilheiro da Frente Sandinista de Libertação Nacional, que derrubou a ditadura de Anastásio Somoza em 1979. Ele assumiu o poder em 2007 e está há 19 anos consecutivos na presidência. Ortega determinou a reeleição concentrou o controle de todos os poderes, prendeu opositores, reprimiu protestos e nomeou em 2025 sua esposa, Rosario Murillo, como copresidente da Nicarágua.
No Oriente Médio, os Estados Unidos aumentaram a pressão dos ataques e realizaram a 13ª noite consecutiva de bombardeios contra o Irã. Isso depois de Donald Trump ter ameaçado impor uma grande punição aos iranianos e aos rebeldes hutis por conta de ataques a navios no Mar Vermelho. No momento, permanecem praticamente bloqueados os estreitos de Ormuz e Bab-el-Mandeb. A situação eleva a tensão regional e pressiona os preços do petróleo.
O barril Brent acumula uma alta de 13% essa semana e bateu a casa dos US$100. Caso o conflito continue, a tendência é de aumento da inflação mundial e das taxas de juros. Na prática, combustíveis, alimentos, transportes e quase todos os produtos tendem a ficar mais caros nos próximos meses. A Ucrânia assinou um acordo com a empresa americana Raytheon para a produção conjunta de mísseis interceptadores do sistema antiaéreo Patriot.
A parceria prevê a transferência de tecnologia e licenças de fabricação, com o objetivo de ampliar a produção e reforçar a defesa ucraniana contra os cada vez mais frequentes ataques de mísseis russos. O Patriot é o principal sistema ocidental de defesa contra mísseis balísticos. A produção na Ucrânia deve reduzir a dependência dos estoques americanos e fortalecer a capacidade de defesa da Ucrânia e também da Europa diante de uma guerra sem previsão para acabar.
A influenciadora brasileira de extrema-direita Pietra Bertolazzi gerou um conflito quase tão grande quanto os que a gente vê hoje na Ucrânia e no Oriente Médio. Ela mexeu com os fãs da boyband sul-coreana BTS. A criadora de conteúdo que defende, entre outras coisas, a revogação do direito feminino ao voto resolveu criticar a apresentação do grupo durante o intervalo da final da Copa do Mundo de futebol. Pietra achou de bom tom chamar os integrantes da banda de homens totalmente afeminados e afirmou ter sentido vergonha alheia.
As críticas à aparência dos integrantes foram vistas como homofóbicas e xenófobas. Então os ARMYs, como são conhecidos os fãs do BTS, fizeram jus ao nome e foram à guerra. Em uma retaliação online, a influenciadora teve seus dados pessoais vazados, Mas a ofensiva não parou por aí. Pietra foi cadastrada como mesária voluntária para as eleições em diversos estados. Ela também acabou sendo filiada a partidos políticos, inscrita em inúmeras listas de publicidade e cadastrada para receber fotos de Lula, entre outras coisas.
Diante da repercussão, Pietra restringiu suas redes sociais e anunciou que deve ficar afastada da internet por tempo indeterminado. O fato mostrou mais uma vez o poder dos Ormes para encerrar importantes conflitos. Quem sabe eles conseguiriam dar uma mãozinha nas outras guerras intermináveis que acontecem mundo afora? Fica aí meu apelo. No som da sexta, a canção Verá, da amazonense Gabi Farias. É isso, a gente fica por aqui. Pra receber diversas notícias internacionais atualizadas em tempo real, é só seguir a gente no nosso Instagram, o @mundo_180 segundos.
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Serasa
Música Verá