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A ENGENHARIA POR TRÁS DE UM DESTINO TURÍSTICO COM CLAITON ARMELIN

04 de maio de 202648min
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No episódio #06 da 5ª temporada de O Gestor Podcast, recebemos Claiton Armelin, Diretor de Produtos Nacional da CVC Corp — a maior operadora de turismo da América Latina, que fechou 2025 com R$ 16,8 bilhões em reservas confirmadas e crescimento de 16%.Com mais de 40 anos de setor, passagem pela presidência da Flytour, direção executiva da Agaxtur e liderança em viagens no Grupo Águia Branca, Claiton é uma das mentes por trás do pioneirismo da CVC no desenvolvimento de destinos secundários no Brasil.Neste papo, falamos sobre:🔹 Como a CVC decide em quais destinos investir — e por que cidades dobram ou triplicam o fluxo turístico depois de entrar nas prateleiras da operadora🔹 Os bastidores do crescimento de 16% da CVC Corp em 2025🔹 O momento do turismo no Espírito Santo, a ESTour 2026 e o potencial real do estado no mapa nacional🔹 O que muda no setor com a nova gestão liderada pelo CEO Fábio Mader🔹 Lições de gestão de uma carreira que atravessou Plano Real, crise de 2008, pandemia e a explosão pós-COVIDUm episódio essencial pra quem quer entender como se constrói — e se vende — um destino turístico no Brasil.🎧 Disponível também no Spotify e Apple Podcasts.#OGestorPodcast #CVC #Turismo #Gestão #EspíritoSanto #ClaitonArmelinRealização: Apex Partners.

Assuntos4
  • Turismo em RoraimaCritérios de investimento da CVC em destinos · Impacto do desenvolvimento de destinos secundários · Papel da iniciativa privada e pública na prospecção
  • CVC Corp e sua estruturaDiversidade de empresas dentro do grupo · Planejamento de produtos e equipe de especialistas · Relacionamento com hoteleiros e redes hoteleiras · Negociação direta com hotéis
  • Carreira ProfissionalInício na área financeira da CVC · Transição para a área comercial e de produtos · Experiência em outras empresas do setor · Retorno à CVC Corp com novas responsabilidades
  • Desenvolvimento ProfissionalAdaptação a diferentes cenários econômicos · Aprendizado contínuo no setor
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Está começando mais um episódio do Gestor, o seu podcast, quando o assunto é gestão prática. Nós trazemos aqui os melhores gestores nacionais para uma conversa aprofundada sobre as melhores práticas de gestão para que você consiga traduzi-las para o seu negócio e, consequentemente, destravar todo o potencial de crescimento da sua empresa.

Meu nome é Bruno Rigamonte e se você também gosta desse tema, já se inscreve agora no nosso canal. Nós estamos aqui no YouTube, no Spotify, também no Instagram. E vamos juntos compartilhar as boas práticas de gestão para que você possa, de fato, fazer todo o crescimento do seu negócio. A gente tem a honra de receber hoje aqui Clayton Armelin, ele que é diretor nacional de produtos da CVC Corp.

Cleiton, muito obrigado por aceitar o nosso convite. Seja bem-vindo ao gestor. Eu que agradeço aí, Bruno, o convite. Ele está aqui no gestor. E feliz de estar em Vitória, uma cidade bonita, uma cidade no Espírito Santo todo. A CVC tem uma história com o Espírito Santo. E é muito legal o momento que o Espírito Santo está passando. Mas eu estou muito feliz aqui em contar um pouco dessa trajetória da CVC.

Sim, muito bom, a gente conversava brevemente antes aqui, principalmente por essa guinada que o Espírito Santo teve em relação ao turismo, já tinha uma vocação latente, mas que nos últimos anos, a partir da identificação dessa oportunidade...

Eu entendo que o Estado começou a ter aí uma dinâmica muito relevante e uma atuação muito mais forte em relação a isso. Você até está aqui hoje em Vitória para um evento da S-Tour, algo que o governo entendeu na perspectiva do Estado, mas também as cidades litorâneas, a serra, o que a gente tem também de perspectivas das diferentes formas que o Espírito Santo tem de aproveitar e de explorar realmente toda a matriz econômica relacionada ao turismo.

Mas você tem uma história muito intrínseca nesse setor. E eu queria que você pudesse, brevemente, trazer um pouco dessa sua jornada. Você que ficou em três passagens pela CVC, nessa primeira passagem lá no início, algo em torno de 23 anos, depois complementou para 26. Você pudesse compartilhar um pouco desse momento que você está retornando agora para o grupo CVC em 2026, um pouco da sua jornada nesse setor.

Bom, minha trajetória na CVC, eu comecei cedo, tá? Eu comecei praticamente com 17 a 18 anos na parte financeira da CVC. E depois eu fui galgando, né? Tendo curiosidades, porque eu pagava muito fatura dos fornecedores e eu falava muito com os fornecedores. Eu falava com o fornecedor de Natal, da Bahia. Eu falei, poxa, como é que será que é o hotel? Me conta um pouco do seu hotel. Aí ele falava um pouco.

Eu falei, é legal. Só que daí, em determinado momento, a CVC, que veio a origem, em 1972, o turismo rodoviário, onde tudo aconteceu, a CVC começou a passar por fases. Porque hoje tem uma coisa interessante, a trajetória do turista na CVC. Ele começava lá atrás com o turismo rodoviário, depois ele procurava um turismo aéreo, meu primeiro a viagem aéreo.

e ia para Porto Seguro, que era ali o que a gente tinha uma operação em Porto Seguro. Depois ele fazia, dentro do Brasil mesmo, uma viagem no hotel quatro estrelas, um hotel resort, depois ele ia para a primeira viagem internacional, que geralmente era Buenos Aires, América do Sul, depois ele ia...

para uma viagem internacional. Isso para a gente, a gente já tinha um plano de trabalho nesse sentido. E aí, o que aconteceu? Na parte aérea, a CVC foi muito audaciosa, a CVC foi protagonista de muitos momentos do turismo. Ela começou a fretar aviões da Rio Sul.

que é a extinta Rio Sul, que era do grupo Varig. E ali precisava, como a CVC era pautada muito em assistência ao cliente, e ali você tinha muitas pessoas que não tinham, né? Era a primeira viagem aérea, então ela tinha que ter um acompanhamento, uma assistência e era o propósito da CVC. Só que eram tantos voos que começou a faltar guia. A gente colocava um guia de bordo, um guia do aeroporto para receber e um guia que levava ele até o avião e...

Ia até pôr de seguro e voltava. Só que acabou, não tinha mais guias. Aí eu falei, posso me candidatar? Falei com o seu Guilherme Paulos e falou, Cleiton, vamos, vamos fazer um teste. Daí fui fazer um teste. No primeiro voo eu fui um pouco despreparado, porque as pessoas perguntavam alguma coisa, como é que era o hotel Emirat, é beira-mar? Eu falei, não, é beira-mar. Eu falei, não.

É a beira-mar ou não é? Aí eu senti a necessidade de ter uma capacitação. Aí no próximo final de semana, eu fiquei. Eu ia num voo, ficava no destino, fazia uma capacitação de vários hotéis, voltava no outro voo do outro dia. Com isso me deu um...

Além do contato daquelas pessoas que eu falava da área financeira, começou a abrir uma porta na área comercial. E aí surgiu em 95, 96, uma oportunidade para ir na área comercial. E como a gente já tinha um contato com a maioria dos hoteleiros do Brasil, foi fácil.

Então ali eu comecei minha carreira na parte de produtos, na parte de precificação, na parte de contratação. E aí foi até um período que eu fiquei 23 anos na CVC, sempre trabalhando ali com a família Paulos também. Depois eu fui para um outro grupo, que foi até bom porque era um grupo que tinha produtos que a CVC não tinha. E eu fui lá, aprendi bastante coisa, e nesse inteirinho a CVC comprou.

duas empresas, que era uma empresa de consolidação de bilhetes aéreos, que era a Reactura Advance, que hoje é a RA, e comprou outra empresa que era a Trending Corporativa. Aí eu voltei para a CVC, mas com o poder de analisar o mercado muito mais forte do que eu tinha lá atrás. E com isso a gente começou a crescer, começar a comprar hotelaria não só para o lazer,

mas também para o mercado corporativo. Isso começou a crescer em uma proporção tamanha. E hoje, para você entender como é que é o meu departamento, que hoje o Grupo CVC, a CVC Corp, nós possuímos nove empresas, o Grupo CVC Corp. Muita gente lembra da CVC Amarelinha, CVC Viagem, mas nós temos nove empresas.

da CVC Corp. Dessas nove empresas, nós temos a Reactura de Vans, que é a construidora de bilhetes, e a Experimento, que é intercâmbio de alunos que eu não...

forneço material, subsídios ou compra para essas duas empresas. Agora, as demais empresas e as três empresas que nós temos na Argentina, toda a contratação é feita pelo meu time. E aí existe uma expertise nesse sentido. Nós criamos lá uma área de planejamento de produtos. Isso é um DNA lá atrás, que talvez era um outro nome, uma outra dinâmica. O planejamento de produto, o que é? Um time que fica antenado.

no mercado do Brasil, em oportunidades de destinos. Nós temos uma equipe de 28 pessoas espalhadas pelo Brasil, que nós chamamos de especialistas. E esses caras são loucos para a procura de bons negócios.

Nós temos um relacionamento muito bom com as secretarias de turismo, que também nos auxiliam a ter alguns indicadores de cidades que têm um potencial, só que precisa de ajuda de alguém. Então a gente trabalha fortemente nisso. E eu tenho até uma frase, Bruno, que eu costumo utilizar, que quem cria o destino é Deus. O dever da iniciativa privada e da iniciativa pública é o quê? Prospectar...

colocar na prateleira, vender, gerando muito emprego e renda. E a gente tem aí, em todos esses anos da CVC, vários destinos que a gente pode exemplificar, que hoje são destinos de sucesso e que a CVC lá atrás conseguiu colocar esse trabalho em prática.

Todo esse trabalho, na prática, a gente pega o resultado de 2025 da CVC, e aí, naturalmente, na parte corp, e aí são dados públicos, então a gente tem ali algo em torno de 17 bilhões em reservas confirmadas com o ano fechado de 2025, um crescimento...

de 16% e um EBITDA em torno de R$ 460 milhões. E aí, para quem ouve esse número e não necessariamente está no setor, eu queria que você traduzisse um pouco do porquê a empresa, de fato, na perspectiva da CVC Corb, teve esse crescimento e o que esses números se traduzem em relação ao quanto nós temos de aquecimento do turismo no cenário nacional. Eu acho que a pandemia, você tinha um movimento ali.

antes da pandemia, a pandemia foi um choque para todos, mas após a pandemia começou uma necessidade muito forte de um cliente, de um possível passageiro. Ele falou, nossa, a pandemia, eu estou guardando muito dinheiro no banco, eu tenho que sair, fazer alguma viagem. Aquelas pessoas que talvez viajavam uma vez no ano, que eram as férias.

dos 20, 30 dias, essas pessoas começam a viajar em mini férias durante todo o ano e tem aquelas férias mais expandidas, que é mais elaborada, enfim. E a gente pegou muito esse nicho. E com isso a gente conseguiu ter um crescimento, nesses pós-pandemia, ano a ano, significativo, que é o turismo regionalizado.

que é o que eu comentei, dessas cidades secundárias, que hoje se preparam cada dia mais, e aqui no Espírito Santo a gente tem vários exemplos que nós podemos citar. Então isso acho que foi um papel de uma necessidade que nós capturamos do público, o público quer viajar. Só que às vezes você tem que moldar um pouco esse público, para onde ele quer viajar, o quanto cabe no bolso.

dele naquela ocasião, que seria as miniférias, o final de semana, alguma coisa no sentido, os feriados, e deixar ele confortável para aquela viagem do sonho deles, com a família, com toda a família. Então a gente pegou muito esse jeitão dentro dessa área de planejamento. E nós estamos hoje com cerca de 7 mil hotéis com negociação direta.

dentro da CVC Corp. No nacional, nós não temos nenhum hotel que não seja negociação, que não seja do nosso time. E a gente leva uma grande vantagem nesse sentido. Então, esses números que você acabou de falar é fruto também desse trabalho, desse relacionamento com a hotelaria, tanto independente, que eu comentei, que são praticamente 80%, são donos de hotéis.

e das redes, a gente tem um bom relacionamento, uma boa penetração, muitos com uma produção excepcional. Nós ganhamos na semana retrasada um prêmio do maior vendedor de resorts do Brasil pela Resorts S.A., que é um prêmio fantástico nesse sentido. E é um trabalho de muita pesquisa dessa área de planejamento, entendendo...

regionalizando, porque hoje a CVC Viagens está presente no Brasil inteiro, são 1.400 lojas.

Nós temos lojas lá em Piripiri, em Roraima, temos lojas no Sul. Então você tem que abastecer esse povo, porque quando você faz o lançamento de uma franquia, uma loja em algum estado, alguma cidade, ele tem que ter produto na prateleira para se manter. E é o nosso dever nesse sentido. Então você tem ali a parte do estudo mercadológico, nesse sentido, e aí você tem o que é legal, Bruno, o nosso time de negociadores.

Nós temos um time parrudo de negociadores. E hoje, além de nós termos a facilidade da tecnologia, que ajudou muito, hoje o brasileiro, o hoteleiro brasileiro, ele gosta muito ainda. A tecnologia avançou muito, mas ele gosta...

de receber uma visita, ele gosta de contar um pouco da história do hotel dele, e aquilo lá para a gente, a gente tem um DNA muito forte nesse sentido de relacionamento. Isso ajuda muito a gente na parte das negociações. Então esse é um dos grandes segredos da área de contratação da CVC.

Se a gente for pegar esses 7 mil hotéis que você comentou, isso dá entre um terço a dois terços do montante total de hotéis no Brasil. E na prática, eu entendo que isso é um desafio enorme comercial e até mesmo de sucesso do cliente.

mas que vocês têm uma abordagem muito de agilidade também. Como vocês conseguem mesclar essa capacidade de ter tanto relacionamento e esse contexto de estar muito próximo, de entender as histórias? Isso é muito high touch, existem muitos pontos de contato.

com a capacidade de ser ágil, de criar novos produtos e de manter rentabilidade também para as franquias e para a empresa como um todo. Aí, como eu falei, são dois setores. A área de planejamento, que ele enxerga isso.

nesse sentido, mas ele é, tem um subsídio dessa área de negociadores. Eu tenho 20 grandes cidades que nós somos líderes hoje, nós temos um negociador em cada cidade. Então ele atravessa a rua, ou atravessa a avenida, ele está em dois minutos tomando um café com um hoteleiro. E hoje a tecnologia, você negocia, tem um calor humano, olho no olho, isso acho que é muito importante.

Hoje eu diria que a CVC, esse DNA, perpetuou e vai perpetuar por muito tempo o relacionamento. E o olho no olho você consegue... É que nem um namoro.

E esse namoro a gente transfere isso muito rápido. Você tem a tecnologia, as pessoas vão lá com o laptop, já lançam a tarifa ali. E aí você já faz uma ligação ou manda o WhatsApp. Prepara aqui uma comunicação para todas as lojas, se for uma coisa bem global ou regionalizada, que nós vamos fazer uma promoção disso. E, logicamente, olhando a rentabilidade, que é um dos pilares.

que o próprio CEO, agora o Fabio Mader, colocou como sendo um dos pilares, a rentabilidade. Então, a gente briga muito por isso. Sim. Eu entendo que nessa jornada de vocês serem pioneiros na construção de destinos, é uma coisa que você bateu muito na tecla.

Existem alguns lugares, a gente pode colocar, por exemplo, a Paraíba, que saiu da 12ª para a 6ª posição. São alguns destinos que muitas vezes a gente acaba não vendo como sendo aqueles grandes destinos que tradicionalmente, na divulgação global, ou até mesmo quando um estrangeiro vem para o Brasil, ele acaba não olhando para esses destinos. Como vocês identificam o potencial, por exemplo, de um local como a Paraíba, como algumas regiões dentro do Espírito Santo, e traduzem isso em produtos...

para sair de um conceito de ser algo, muitas vezes, secundário, para transformar algo que está, um diamante que ainda não foi lapidado, para transformar algo, eventualmente, num destino principal, vamos dizer assim. No caso da Paraíba, também eu tive a oportunidade de acompanhar durante muitos anos, mas eles tinham lá uma área gigantesca, que era o Polo do Cabo Branco, que é uma área gigante que ficou adormecida por mais de 30 anos.

E a gestão atual do governador fez ali um trabalho muito forte. Hoje é um polo turístico que está sendo inaugurado um hotel, um resort, de na primeira fase 520 apartamentos, a segunda fase vai para mil e poucos apartamentos. E ali vão ser construídos mais quatro outros empreendimentos. Então acho que é uma visão daquela parte do governo entender que o turismo gera muito emprego e renda.

E ali é o trabalho que eles fizeram, muito semelhante ao trabalho que foi feito aqui no Espírito Santo. Então ali eles já plantaram e a tendência disso, eles ficam em evidência, eles ficam em evidência. Tanto é que a convenção de vendas da CVC, esse ano foi em João Pessoa.

e tiveram a condição de observar, fazer as imersões no destino. Então, João Pessoa é um case. Mas acho que o grande case que a gente tem que trabalhar agora, e eu estou muito entusiasmado nesse sentido, Bruno, é o Espírito Santo. Porque o Espírito Santo, de três anos para cá, eu contei no início da nossa...

do nosso podcast, na dificuldade que tinha. Eu tinha que contar, quando eu vim aqui negociar os apartamentos, não tinha. Começou no bastidor. Então, deixa eu contar. Eu vim a negociar com a hotelaria aqui em Vitória.

Quando eu chegava aqui, a hotelaria, isso eu estou falando em 2000, 2000 e pouco, a hotelaria chegava e falava, Cleiton, eu não consigo te dar apartamento do jeito que você quer. Aqui nós chegamos a colocar fretamento aqui em Vitória, porque a malha aérea há anos atrás não era como é a malha aérea de hoje. Só que o hoteleiro chegava e falava, Cleiton, eu só consigo te dar apartamento no Natal, Réveillon e Janeiro.

Aí eu falei, alguma coisa está errada, porque só vitória é diferente no Brasil inteiro, porque o Brasil inteiro é ao contrário. Ele quer te dar na baixa, porque eu falo que é um casamento, na alegria e na tristeza. Ele quer te dar na tristeza e na alta. Ele quer vender direto, quer fazer alguma coisa. E aqui era diferente. Aí eu falei, por quê? Porque eu fui entender que como tinha ali uma cidade extremamente...

corporativa e tinha grandes empresas como Vale, Petrobras e essas pessoas ocupavam o ano inteiro a hotelaria. Só no período lá de férias que acho que ia visitar as famílias sobrava os apartamentos e eu pegava lá. Me dá pra mim aqui. Só que eu sentia uma angústia porque eu não conseguia colocar o Espírito Santo na prateleira das lojas da CVC e nos agentes de viagens de uma forma... O ano inteiro.

E ficava ruim, sabe aquela coisa que você coloca um produto, três meses e é um negócio do supermercado da gôndola, né?

Quem tem Espírito Santo? Sumiu. Se você não está vendo ali, você não coloca no radar para viajar. Então isso me angustiava. Falei, meu Deus do céu, o que está acontecendo? Vamos falar com a BIH, que é a Associação Brasileira da Indústria. E de lá para cá, eles começaram a ter uma visão. Chegou as grandes redes aqui, que colocaram hotéis. Mas hoje, o que acontece é a transformação do Espírito Santo, que é o trabalho que eu comentei com você.

Espírito Santo tem vários destinos. É o único destino que você tem serra e praia. Serras e praias. Que era o nosso roteiro.

lá atrás, que nós tínhamos até o rodoviário, um ônibus de super luxo, depois nós colocamos os fretamentos, e começou a dar certo. Só que chegava uma hora com o cliente que eu quero viajar, no mês de junho. Aí você fala, senhor, desculpa, mas eu não tenho apartamento. E não tinha apartamento. Era complicado. Era uma coisa surreal. E aí a gente foi trabalhando, as redes identificando essa carência, começaram a abastecer.

de novos empreendimentos, os prédios, com vários apartamentos. Começou a surgir a região serrana com mais empresários. Hoje a gente tem um exemplo, o China Resort e o China Park, que é uma referência de tantos anos que hoje...

Tem um trabalho muito forte de propagação no Estado. Você tem Domingos Martins, você tem várias regiões. Hoje, você tem uma noção, Bruno, no ano passado, em 2025, toda a CVC, a CVC Corp, nós mandamos para o Espírito Santo 46 mil passageiros para o Espírito Santo. 46 mil passageiros. Isso se for fazer uma conta...

que deixa na economia local, é muito interessante, porque a conta que a gente faz é o seguinte, você pega 46 mil passageiros,

A média de gasto desse passageiro, tirando a parte aérea que fica em São Paulo, a média de gastos de hotel, refeição, passeios e artesanato gira em torno de 900 reais. Você pega 46 mil passageiros vezes 900 reais, vezes a permanência média, dá 4,6. Vamos arredondar para 5 dias.

191 milhões. Mais de 191 milhões. 191 milhões. Vamos arredondar. Vamos dizer que de 200 milhões. Na economia, gerando a economia, gerando emprego e renda. E a parte da arrecadação também de impostos. Então o turismo hoje, e graças a Deus, o governo atual do Espírito Santo enxergou isso nesses três últimos anos que eu acompanhei e está colocando em prática... E aí

Um desenho, e não um desenho que eu digo, né? Colocando já na prateleira, está tendo um grande evento agora, que só a CVC está trazendo 140 agentes de viagens para conhecer o Estado. Eu acho que vai ser uma nova fase do Espírito Santo.

É interessante que não apenas a parte do turismo, eu particularmente pratico triatlon, e aí a grande marca mundialmente é a marca Ironman. E aí recentemente teve uma disputa silenciosa entre uma cidade que iria receber uma prova de Ironman, e aí geralmente são quase mil, dois mil participantes, e você precisa de ter uma infraestrutura hoteleira e também a malha viária para receber.

parte da orla, enfim. E acabou que a cidade do Paraná recebeu Curitiba, o estado do Paraná, na cidade de Curitiba, recebeu...

Uma nova prova da marca Iron Man, sendo que o Espírito Santo estava sendo cotado também. E eu olhei e falei, poxa, é algo que certamente traria ainda mais os olhos nacionais e internacionais para o Espírito Santo. Mas a despeito disso, da realidade que a gente tem, eu entendo que já aconteceram vários investimentos em infraestrutura que o Estado do Espírito Santo tem feito.

Vale citar, por exemplo, o novo contorno do Mestre Álvaro, que se tornou parte da BR-101. Quando a gente pega entre as cidades de Serra e Cariacica, a gente vai ter a duplicação do trecho da BR-101 Norte, conectando a parte da cidade de Linhares e todo o trecho que vai para a Bahia.

mas também, olhando a região de montanha, a duplicação da BR-262. Então, tudo isso já está contratado até 2028. Naturalmente, isso tem um impacto muito relevante, não só para o turismo, mas em logística e em vários outros aspectos. Quando a gente olha esse multimodal, como vocês avaliam essa capacidade ou essa infraestrutura para conseguir também fornecer bons produtos e ter essa criação de produtos?

Uma ótima pergunta e feliz que o governo já está trabalhando nesse sentido. A infraestrutura é fundamental, porque eu falo que o turismo é arte de bem receber. O turista vem cá passar alguns dias, ele não gostaria de ficar num congestionamento ou pegar uma estrada.

mal pavimentada, até por questão de segurança. Então, acho que isso é um... E até para chamar esse investimento que está sendo feito nessas duplicações e até para chamar grandes investidores, seja locais aqui, o Capsaba, ou sendo até estrangeiros. Eu acho que caberia aqui uma rede de resorts internacionais aqui no Espírito Santo. Ia fazer um sucesso.

ia fazer um sucesso. Eu acho que até fazer fila para a turma querer aqui, ter um espaço aqui, pé na areia, e dá para fazer isso. Mas isso é a preocupação, a médio prazo, de como atender o turista. E o cliente hoje, que é um dos modais também da CVC Corp, o cliente tem que estar no centro.

Ele tem que ser bem recebido pela população. E isso é muito legal o trabalho que vocês fazem. Eu estava até em um almoço com o presidente do SEBRAE aqui, do Espírito Santo, o trabalho que está sendo feito também. Eu senti que todo mundo está de mãos dadas aqui. Inclusive, uma coisa que me deixava preocupado, o empresariado.

principalmente no setor de turismo, não aqui de Vitória, mas das outras regiões. Existia uma certa resistência em querer alavancar, em querer crescer no turismo. E eu acho que o trabalho que está sendo feito nessa feira, e eu vou estar lá hoje à tarde, acho que vai ser um divisor de águas muito positivo.

Eu até brinquei com o Pedro, o Felipe Pedro, aqui o Espírito Santo só tem um jeito. Ou vai ou vai. Não tem jeito de dar ré. É pra frente. Eu acho que tem uma questão muito cultural do Espírito Santo. Se a gente for pegar historicamente, o Espírito Santo ficou um pouco encaixotado entre a Bahia e o Rio de Janeiro. E numa ótica de proteção histórica, o Espírito Santo teve muito...

principalmente pelos povos originários, indígenas. A gente teve muito dessa questão, desse protecionismo em relação a essa região do Espírito Santo, do solo, capixaba. Se a gente for pegar a raiz do termo capixaba, e aí depois se transformou no significado do povo que nasce no Espírito Santo, é o povo capixaba. Mas acho que tem muito desse protecionismo, e aí tem um pouco desse senso cultural ainda nas pessoas.

A gente não quer divulgar muito as belezas do nosso estado para que ninguém venha aqui fazer bagunça. Então, acho que tem um pouco dessa questão cultural do Espírito Santo, mas, ao mesmo tempo, é necessário desmistificar de que quando você consegue trazer investimentos, trazer recursos de fato...

fazer com que haja movimentação da economia, naturalmente você tem geração de renda, geração de empregos, geração de renda, você faz com que haja uma melhoria da qualidade de vida das pessoas. Então, isso atrai os investimentos para viabilizar a infraestrutura e essa infraestrutura gera renda. Então, acho que aos poucos o capixaba vai começando a entender o que vocês conseguiram traduzir a nível Brasil e até mesmo internacionalmente.

um pouco da perspectiva de como é possível viabilizar a melhoria da qualidade de vida trazendo pessoas para conhecer. Eu não sei se você naturalmente conhece a região da curva da Jurema, ela foi completamente revitalizada, a própria Apex, que é a nossa parceira aqui no podcast, teve um investimento relevante ali na construção do Reserva Vitória, tem um parque ali.

cultural, na região onde hoje tem dois grandes prédios ali que fazem parte do Reserva Vitória como um todo. E isso viabilizou uma maior segurança para essa localização. Investimentos em restaurantes, gastronomia, esporte. Então, tem várias perspectivas que hoje já refletem na qualidade de vida das pessoas, de todo mundo, de forma muito democrática ali.

e que valoriza também os espaços que a gente acaba tendo. Quando a gente olha para... Você comentou brevemente de como após o período de pandemia de 2020 em diante, que as pessoas tiveram uma ressignificação da viagem, eu entendo que, ao mesmo tempo, durante esse período, possivelmente o setor acabou oscilando bastante.

Como foi essa virada de chave, e aí eventualmente você estava em outras organizações durante esse período, mas como foi a sua percepção de que o setor a nível Brasil como um todo conseguiu absorver esse impacto durante esse período e conseguiu agora dar uma guinada sendo um dos que está mais crescendo no Brasil como um todo?

Eu acho que toda a pandemia deixou a turma assustada. Então houve aquele receio, saiu, não saiu. Só que depois, aos pouquinhos, que eu digo em períodos de meses, as pessoas começaram a entender e falaram, eu quero viajar. E o bom disso é que tanto a hotelaria e na época as companhias aéreas tinham necessidade também de voltar com o movimento.

Então foram feitas ali várias ações com vários governos, companhias aéreas também com promoções, a hotelaria também com promoções, e aquilo ajudou a puxar, a voltar a confiança de viagem do cliente. Então ali acho que foi a grande sacada.

das pessoas entenderem que pode voltar a viajar com segurança, em todos os sentidos. Acho que os hotéis, a pandemia, os hotéis tiveram um cuidado ainda mais redobrado no que tange a parte de higienização, de todos os protocolos.

de higiene, e isso para o cliente também deixou uma segurança muito forte nesse sentido. E hoje a turma, o que acontece, isso muito em São Paulo, a turma hoje está deixando de ter um pouco a casa de campo, está deixando de ter um pouco a casa de praia.

Porque dá gasto isso, né? Dá gasto. E as pessoas estão pensando um pouco, em vez de comprar isso, e nada conta de quem compra, as pessoas estão querendo viajar mais. Você pega as estradas de São Paulo lotadas durante o final de semana.

E a turma está viajando por quê? Por quem? Que é o que a gente está trabalhando fortemente nesses destinos, os resorts. Tem muitos resorts regionalizados por São Paulo, Rio, Minas, uma série, o Paraná. Então a gente fez um trabalho muito forte nesse sentido, que a gente fala, viaje pertinho.

Então ele compra com a gente, tem toda a segurança, ele viaja com o carro dele, em algumas situações nós alugamos um carro, damos transporte nesse sentido, então essas pessoas...

Tipo assim, eu quero viajar. Teve aquele susto da pandemia, teve lá alguns problemas familiares, eu quero viajar. Então isso acho que foi um fator muito decisivo e o mercado capturou isso. O mercado capturou de uma forma algum mais rápido do que os outros. E hoje a gente está aí, nesses roteiros que nós dizemos aí que são roteiros de permanência mais curto, está vendendo muito.

Isso é bom porque incentiva ainda mais a construção de novos empreendimentos em várias cidades secundárias pelo Brasil. Isso não tem volta, isso vai dar certo. Os investidores acho que devem olhar com muito carinho nesse sentido. E durante a semana, se fala em durante a semana, esses hotéis durante a semana, eles trabalham com convenções, Bruno. Então ele tem ali uma ocupação.

corporativa. Ele faz a convenção e aí são 300 quilômetros, 400 quilômetros, aí dá para ter um transporte alternativo. Então esses hotéis estão se dando muito bem. Você pega um exemplo em Campinas, a rede Royal Palm Plaza, ele praticamente tem 2 mil apartamentos.

que é uma parte do resort e uma outra parte para eventos. Então, é passageiro do corporativo durante a semana e no final de semana passageiro de lazer. Isso é importante. Quando você passa a ter esse aumento de demanda, naturalmente existe uma necessidade de garantir a satisfação no atendimento do cliente, garantir que de ponta a ponta, desde o primeiro contato até a experiência no local, seja satisfatório que ele tenha ali...

Não apenas a primeira compra, mas que ele se torne um cliente recorrente. Eu entendo que hoje, com o uso de tecnologias, o uso de inteligência artificial, existe uma possibilidade muito grande de vocês trabalharem, muitas vezes, a personalização em escala, a omnicanalidade. O que vocês têm feito isso na ótica da diretoria de produtos para garantir essa experiência de excelência de ponta a ponta? Excelente. Nós temos três resorts pelo Brasil. Um deles eu posso falar que é o Grand Paladio.

ali na Bahia, na região da Prado Forte, nós temos uma vila, CVC. São perto de 80 apartamentos, que é exclusividade da CVC, da CVC Corp, que ali nós vendemos aquela vila com mimos, com...

travesseiro de pena de ganso, com reserva já garantida em alguns restaurantes. Então você começa a ter esse trabalho de diversificação e esse cliente que está comprando da CVC, da CVC Corp, ele entende, por que eu vou comprar da CVC? Porque tem algum diferencial, seja talvez no parcelamento, mas principalmente no atendimento.

Não para por aí. Esses nossos especialistas que rodam o Brasil, que ficam nessas cidades, eles sempre estão de olho nesses empreendimentos. Ou seja, a qualidade, a prestação de serviço, a gente tem um NPS muito bom nessa nossa entrega. Então a satisfação do cliente é boa. Dá para melhorar mais? Dá para melhorar. E a gente vai melhorar muito isso. Então é um trabalho forte que nós estamos fazendo.

de ter esse passageiro toda a jornada de compra, desde a loja do agente de viagem, ou praticamente pelo site, ele ter todo esse acompanhamento, a jornada de compra, e durante muitos destinos. Vários destinos também, nós temos através da nossa equipe local de receptivo, que eu chamo que é...

nossos agentes de experiência no destino, que antes era guia, eu chamo hoje de agentes de experiência no destino. Eles estão aí para prestar assessoria para esse nosso cliente, que pode ter um problema de saúde, qualquer coisa no sentido, alguma informação. Nós temos essas equipes em várias cidades do Brasil.

que em poucos minutos esse nosso funcionário, ou esse nosso correspondente, vai estar no hotel prestando assistência. Isso tem um poder de incremento dentro de um pacote, dentro de uma jornada de compra muito positiva.

Muito legal isso. E eu entendo que isso é uma via realmente de mão dupla, né? Isso vai, se retroalimenta. Sim. Porque você consegue gerar essa experiência, esse local vai amadurecendo e você tem uma boa experiência enquanto gerador daquele produto, então você tem interesse também em fazer com que aquilo dê certo. Mas se, vamos pensar aqui agora, se algum secretário de turismo ou um prefeito, ou enfim, alguma localidade aqui no Espírito Santo, o nosso público majoritariamente é do Espírito Santo,

Se alguém que está nos ouvindo e quer fazer com que um local dê certo na perspectiva do turismo e entre eventualmente no radar da CVC, quais são os pontos que você elencaria para essa pessoa que está nos ouvindo? Primeiro, conhecer a cidade, o potencial, se existe o potencial turístico daquela cidade. Não se ela está preparada ainda. A gente sente ali se tem uma vibração. Primeiro, o empresariado.

Pois é, número um, Bruno. Está a fim. Um exemplo, não adianta nada a gente fazer um plano com o secretário, com o prefeito, e a gente já fez inúmeros. Chega para reunir a hotelaria, ou reunir ali a comunidade, aquela sensação que você comentou. Nossa, mas vai vir aqui uma turminha de passageiros que vão fazer algazarra.

Isso a gente desmistificou muito. A gente teve lá atrás um exemplo Itacaré, uma cidade belíssima ali no sul da Bahia. Eu praticamente, mas isso eu estou falando de vários anos, praticamente tive que sair correndo lá numa reunião que nós fizemos, porque a população não estava ainda preparada, o empresariado não estava preparado.

para ouvir uma proposta de uma operadora, que no caso era a CVC. Só que hoje a gente aprendeu muito isso. Então, a gente trabalha nas secretarias e tem um lance muito legal. Aí é uma dica. O que acontece aí? A gente faz um estudo e fala quem é um formador de opinião na cidade X. Eu não vou citar nome aqui no Espírito Santo, mas um exemplo. Quem é um formador de opinião na cidade aqui?

de hoteleiro, de empresário, é o fulano de tal. Então essa pessoa a gente vai chamar, explicar direitinho o nosso propósito, e a gente está ali para gerar emprego e renda, a gente tem um fator muito forte para ser uma empresa capital aberta, mas parte da sustentabilidade que a gente preza muito nesse sentido. E ali ele entende, e o que é legal, Bruno, nesse sentido? Ele passa a ser uma célula de divulgação.

do nosso propósito para os outros empresários. Então ele tem um amigo lá que é meio reticente, não quer que tenha turistas, ou ele quer um pouco de turista só, ele vai lá e bate um papo. Às vezes, eu fui até, e algumas que até me chamaram, falou, Cleide, você pode ir lá. Ele falou, não tem problema, a gente faz uma reunião, e conversa, fala um pouco, e essas pessoas vão tendo um pouco mais de confiança, acreditando no projeto.

E ali o que acontece? Aí tem um segredo, que a gente chama, eu costumo falar que é que nem aquela corrida americana dos cachorros na frente de um coelho, não tem? Um coelhinho lá de acrílico. O que acontece? A gente escolhe um coelho. O que é um coelho? Um empresário...

que está afim de prospectar, ter uma cabeça legal, ele vai na frente e o restante vai atrás dele. Por quê? O restante está vendo que aquela pousada, o empreendimento dele, que começou, está tendo fluxo, está tendo cliente.

que a lanchonete ou aquela rua ali, que é uma rua mais movimentada, está tendo clientes falando, pô, da onde está vindo esses clientes? Está vindo lá da CVC Corp. Então, começa um movimento dele também querer. Então, isso.

vai numa velocidade fantástica. Entendo que isso é muito desafiador para todo empreendedor, empresário que vai iniciar. Eu costumo dizer que você tem duas abordagens. Quem vai primeiro, quem chega primeiro, geralmente, se é falado, bebe água limpa, mas também quem vai primeiro desmata o mato alto. Então, gasta uma energia. Já gasta uma energia.

Gasta recurso, enfim, mas ao mesmo tempo tem essa ponderação dos riscos ali. Ou se você enxerga que o retorno, o potencial de retorno é maior do que os riscos que estão atrelados, enxergando que existe um potencial, que a infraestrutura está sendo amadurecida, de que há uma intenção de um grupo de empresários, da ótica privada, mas também um apoio institucional e, eventualmente, com o investimento do setor público.

Essa parceria público-privada, na minha visão, é essencial para fazer com que o setor de turismo prospere.

Cleiton, para a gente encaminhar para o encerramento aqui, nos seus quase 40 anos de experiência no setor de turismo... Comecei novo, tá? Comecei novo, gente. Eu entendo que você tem muita bagagem, mas principalmente sabe o caminho das pedras, de como fazer um negócio prosperar e certamente boa parte do sucesso da CVC, da CVC Corp, estão atrelados com a sua jornada.

Como, de fato, um empreendedor que vai desbravando ali, que eu citei, que vai desbravando novas localidades, enfim. Quais são os aspectos fundamentais que você enxerga para quem está nos ouvindo, para quem empreende no setor de turismo, para quem tem um bar, um restaurante, uma casa de festas ou um setor de hotelaria?

O que você entende que esse empreendedor, empresário, gestor, quais são os atributos que ele, no seu negócio, olhando à luz da CVC Corp, você considera que são essenciais e que você usa na sua gestão no dia a dia para que esse cara também tenha sucesso na sua jornada? Primeiro, aquela frase que eu comentei.

Eles têm que estar no DNA a arte de bem receber, porque o turismo é a arte de bem receber. Não adianta ele ter um capital para levantar lá uma pousada bonita, se não tiver serviço, se não tiver qualidade. Então, a primeira coisa dele estar presente ou ter um time muito qualificado para tocar o empreendimento dele.

Segundo, de que forma que a gente vai trabalhar isso é muito bacana, como a gente tem capilaridade no Brasil inteiro, de que forma, quais são as regiões que a gente vai trabalhar para sustentar aquele movimento naquele local. E a gente prova que é legal. Nós temos um sistema da tecnologia que, vamos supor, uma pousada...

localizado em alguma cidade do país. Nós conseguimos colocá-la aqui na geolocalização e aperta um botão, ele me dá quantas lojas e quais são as lojas num raio de 360 quilômetros daquele empreendimento ou daquela cidade. Então aquilo já provoca a ele uma iniciativa que falou, tem ponto de venda, o meu produto vai estar na prateleira, porque não adianta nada ele vestir e depois não chegar o passageiro.

Aí é a nossa responsabilidade.

como CVC, como CVC Corp. Então a gente faz um trabalho. Primeiro, depois que as coisas estão bem alinhadas, que a cidade está preparada para receber, tem uma quantidade razoável de habitações, que não precisa ser muito, tudo tem um início. A gente trabalha, como a gente chama de MVP, a gente faz pequenos movimentos usando aquelas lojas que estão ao redor de um raio de 360 quilômetros, e a gente faz um raio de um raio de um raio de um raio de um raio.

para fazer o mínimo produto viável para vender aquele produto. Deu certo aquilo? Ou tem? Sempre tem ajuste. Vamos ajustar isso? A gente faz reuniões com a turma também. Ajustou? Dá para passar o que a gente chama de cluster?

Passar para outro cluster de lojas, de outras agências. Então, já começam a se preparar muito nesse sentido. E o bom é que o vizinho vê que o outro vizinho está tendo movimento. Aquele vizinho que talvez não se adaptou ou tenha aquela dúvida, será que vai dar certo? Então, ele vê aquele movimento.

na pousada. O importante que a gente sempre fala nessas cidades que a gente trabalha em destinos secundários, não deixa o grilinho da noite atrapalhar. O que é o grilinho da noite? Os nossos clientes não gostam de estar num local, num hotel que não tem alguma atração ou num vilarejo.

que tem alguma atração, quando fala atração, é uma feira de artesanato, você pega a vila de Porto de Galinhas, em Pernambuco, não era nada. Era uma pequena rua de 30 metros. E aí, conforme foi crescendo a hotelaria, a hotelaria chegava à noite, depois do jantar, eles falam, o que eu vou fazer?

Não pode ficar escutando os grillinhos, brincando os grillinhos. O que aconteceu? A gente movimentou essas pessoas para ir na vila. E na vila começou a ter restaurantes. Alguns hotéis falaram, eu abdico de dar a refeição aqui, não quero mais dar a refeição no hotel, porque eu quero fazer uma parceria com os restaurantes da vila. Isso começou...

numa velocidade fantástica. E isso que gera essa movimentação. É as pessoas acreditarem que dá certo, e logicamente a gente faz um plano bem estruturado, claro, tem os seus ajustes, e o bom disso que hoje a gente sente, que as prefeituras, as secretarias de turismo estão afim nisso.

porque isso gera muito emprego e renda, isso dá um movimento no município. Então isso é muito importante, que lá atrás era muito complicado. Então fica aí um convite para você, empresário, nesse Brasil, com tantas cidades, tantas oportunidades que nós temos de novos destinos.

chama a gente, a gente pode depois colocar aqui o contato nosso da CVC a gente está aberto aqui para visitar, para fazer contato, fazer uma visita ver se tem um potencial, se não tem a gente tenta juntamente com os órgãos governamentais, a gente quer que o Brasil venda muito e está crescendo bastante e a gente precisa crescer muito mais

E o turismo, isso é uma indústria que não gera poluição, uma indústria que é mais fácil de você movimentar, na minha opinião. Acho que é um caminho...

que não tem volta. E a CVC quer surfar muito durante muitos e muitos anos nesse sentido. Eu, como um bom turista, já fiz diversas viagens nos últimos anos e sempre entusiasmado com qual vai ser a próxima viagem. Eu tenho um quadro com a minha esposa que eu coloco todas as próximas que a gente gostaria de fazer e vai planejando isso.

Que vocês tenham cada vez mais sucesso, que isso vai garantir que eu tenha cada vez mais destinos. E todo mundo que está nos assistindo aqui também vai ter vários destinos propícios para poder fazer viagem. Obrigado, Cleiton, por aceitar o nosso convite. Sucesso cada vez mais nessa nova passagem que você está na CVC Corp, tanto na diretoria de produtos, mas na empresa como um todo. E sucesso, bom evento para vocês hoje aqui também.

Obrigado, eu que agradeço a participação do gestor, que já sou assinante, já coloquei no sininho acompanhar. Parabéns pelo trabalho de vocês, o trabalho também pelo apoio da PECS. A gente tem que fazer o Espírito Santo, eu diria o seguinte, ele já está no Campeonato Brasileirão Série A.

E ninguém segura ele. Ele vai jogar junto com os grandes players dos destinos nacionais. Isso não tenho dúvida. E conta com toda a CVC, o apoio de toda a CVC Corp. E obrigado mais uma vez. Obrigado. E você que chegou até aqui, se você gostou desse conteúdo.

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