Os apegos da alma | Parte 2 | Pregação | Quaresma 2026 | #22
Qual parte mais te marcou?
- Eternidade da almaPecado mortal · Pecado venial · Imperfeições · União com Deus · Renúncia aos apetites
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres. Bendita é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. Para você que tem um livro, este livro, A Subida do Monte Carmelo, São João da Cruz, parte 1, estamos na página 123.
Essa pregação é dividida em três partes. Ontem eu preguei a primeira parte dela, foi muito especial. São João da Cruz está quase acabando essa primeira parte. Hoje nós vamos para a segunda parte. O tema que eu dei foi os apegos da alma. São João da Cruz está nos explicando que eu vou ter que me desapegar, porque a pergunta é, mas para chegar à união com Deus, para chegar ao cume,
do Monte Carmelo, que é a união com Deus, a perfeição. Eu entendi já que eu vou ter que renunciar aos meus apetites, eu já entendi que eu não vou poder obedecer os apetites. Romanos, capítulo 6, versículo 12. Romanos, capítulo 6, versículo 12. Não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites.
Eu já entendi que a minha carne tem apetites contrários a Deus. E o problema, João da Cruz deixou isso bem claro na primeira pregação, o importante não é, o agravante não é ter os apetites. Porque a minha carne foi corrompida pelo pecado original. Agora eu tenho a concupiscência, algo que me chama para o mal, algo que me inclina para o mal. Agora, eu não sou obrigado a obedecer.
Eu tenho apetites, a minha carne tem apetites, mas não sou obrigado a obedecer. Por isso, não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais a seus apetites. Mas a pergunta é, eu vou ter que deixar de obedecer o apetite que é o pecado mortal? Isso eu já entendi, o pecado mortal é um pecado que gera morte? É um pecado grave? Catecismo da Igreja Católica, lembra? Catecismo da Igreja Católica, ele...
Quem quer aprender o que é pecado mortal, vale a pena ler. Caticismo da Igreja Católica, o que é pecado venial. Então, eu já entendi que eu não posso obedecer aos apetites do pecado mortal, que são muito graves. Caticismo da Igreja Católica explica pra você o que é pecado mortal, bem direitinho. Eu já entendi que eu também tenho que evitar...
também as faltas pequenas, que é isso que João da Cruz está falando. Tá, as grandes eu tenho que evitar, mas também as pequenas, os pequenos pecados e João da Cruz na primeira pregação nos mostrou que sim. Se eu quero chegar à união com Deus, eu vou ter que renunciar não só aos grandes pecados, mas também aos pequenos. O pecado venial.
E para São João da Cruz ele ainda começou a nos trazer que não só isto, pecado mortal, pecado venial e até mesmo as imperfeições. Vamos seguir o nosso tema, uma pequena introdução. Como é uma pregação que está quebrada, para não ficar tão longa, então eu vou reler o que eu preguei ontem. Parece que há muito...
o leitor deseja perguntar se é necessário que para chegar a este alto estado de perfeição tenha precedido a mortificação total em todos os apetites, pequenos e grandes. E se bastará mortificar alguns deles e deixar outros, pelo menos aqueles que parecem de pouco momento.
Porque parece coisa rigorosa e muito dificultosa para poder chegar à alma a tanta pureza e nudez, sem que tenha vontade e afeição a coisa alguma. A isso respondo. Primeiro que, embora seja verdade que nem todos os apetites são igualmente prejudiciais, nem atrapalham igualmente a alma, todos se hão de mortificar. Isso aqui tudo eu já preguei.
Falo dos voluntários, porque os apetites naturais pouco ou nada impedem a alma para a união quando não são consentidos nem passam de primeiros movimentos. Todos aqueles em que a vontade racional não teve participação nem antes nem depois. Porque tirar estes, que é mortificá-los totalmente, nesta vida é impossível.
E estes não impedem de maneira que não se possa chegar à união divina, ainda que não estejam totalmente modificados, como digo. Já expliquei isso daqui também.
A natureza pode bem ter esses apetites e a alma estar, segundo o espírito racional, muito livre deles, pois até acontecerá às vezes que a alma esteja em elevada união de oração, de quietude, na vontade, enquanto esses mesmos apetites residem de fato na parte sensitiva do homem, sem que a parte superior, que está em oração, tenha neles participação.
mas todos os demais apetites voluntários, e aqui São João da Cruz nos explicou na pregação passada, a diferença de um apetite voluntário e involuntário. O problema é o voluntário. É aquele que eu tenho consciência, é aquele que eu quero.
mas todos os demais apetites voluntários, sejam de pecado mortal, que são os mais graves, sejam de pecado venial, que são os menos graves, sejam somente de imperfeições, que são os menores, todos devem ser esvaziados, e a alma deve privar-se de todos para chegar a essa união total, por mínimos que sejam. E a razão? Qual é a razão de tudo isso?
A razão é que o estado dessa união consiste em a alma ter segunda vontade com tal transformação na vontade de Deus, de modo que não haja nela coisa contrária à vontade de Deus, mas que em tudo e por tudo o seu movimento seja somente a vontade de Deus. Parágrafo 3. Esta é a causa pela qual nesse estado dizemos que a alma se fez uma só vontade com Deus, pois sua vontade é vontade de Deus. E essa vontade de Deus é também vontade da alma.
Ora, se essa alma quisesse alguma imperfeição que não quer Deus, não seria feita uma só vontade com Deus, pois a alma tinha vontade do que não a tinha Deus. Logo está claro que, para vir a alma a unir-se com Deus perfeitamente por amor e vontade, há de primeiro privar-se de todo apetite voluntário, por mínimo que seja.
Isto é, que advertida e conscientemente não consinta com a vontade e imperfeição e venha ter força e liberdade para resistir a ela assim que a perceba. E digo conscientemente porque sem advertir e conhecer, ou sem estar em sua mão, bem cairá em imperfeições e pecados veniais e nos apetites naturais que dissemos. Então, João da Cruz está explicando.
O pecado é pecado quando você consente, quando você livremente escolhe uma ação contrária à vontade de Deus. Porque de tais pecados não tão voluntários e inadvertidos, está escrito que o justo cairá sete vezes do dia e se levantará. Já preguei tudo isso.
Mas quanto aos apetites voluntários, que são pecados veniais conscientes, ainda que sejam de coisas mínimas, como disse, basta um hábito que não se vença para impedir a união da alma com Deus. Digo, não modificados tal hábito, porque alguns atos, às vezes, de diferentes apetites, ainda não fazem tanto quando os hábitos já estão modificados, embora também esses atos hão de se vencer, porque também procedem de hábito de imperfeição.
Mas alguns hábitos de voluntárias imperfeições que nunca acabam de se vencer, estes não somente impedem a divina união, como também o progresso na perfeição. Parágrafo 4. E gente, olha quanta coisa a gente pregou na primeira pregação. Essas imperfeições habituais são um costume comum de falar muito,
um apegozinho a alguma coisa que nunca acaba de querer vencer, seja pessoa, vestido, livro, sela, comida e outras conversazinhas e gostosinhos. Em querer saborear as coisas, saber e ouvir e outras semelhantes. Qualquer dessas imperfeições.
A que tem a alma pego e hábito causa tanto dano para poder crescer e ir adiante em virtude que se caísse cada dia em outras coisas, imperfeições e pecados veniais soltos, que não procedem de costume ordinário, de alguma má inclinação habitual, não lhe impediriam tanto quanto ter a alma apego a alguma coisa.
Porque enquanto tiver, é inútil que possa a alma ir adiante a imperfeição, ainda que a imperfeição seja muito mínima. Pouco importa. Aqui, pronto. Cheguei aonde nós vamos pregar hoje. Esse é o ruim de separar a pregação, né? Situar a gente naquela pregação. Mas sempre é bom reprisar. Está ficando claro, né? Para São João da Cruz, a meta é a união com Deus. Sim.
E a gente já entendeu que vamos ter que renunciar aos apetites. Vamos ter que renunciar ao pecado mortal, pecado venial, pecado grave, pecado leve e as imperfeições. Porque em qualquer uma dessas realidades
a minha vontade não é a vontade de Deus. Veja, o pecado mortal, que é o mais grave, não é a vontade de Deus. Mas a imperfeição, olha o nome que já diz, sede perfeitos como o vosso Pai Celeste. A imperfeição também não é da vontade de Deus. Então João da Cus está nos mostrando o seguinte, cuidado para você não só pensar nas coisas grandes. Se você quiser uma união total, uma perfeição plena, que é possível nessa terra.
você vai ter que, então, procurar sair de tudo. Gente, é impressionante. Você acha que isso é besteira. Às vezes a gente acha que isso é besteira. Basta você ler livros de santos e vocês vão perceber que eles não estão mais preocupados em pecados mortais, porque eles estão longe disso. E agora a batalha deles é contra pecados veniais e imperfeições. Por exemplo, tem uma santa que me impressionou muito quando eu a li.
que foi a Santa Gema Gogani. Eu não conhecia muita coisa de Santa Gema, e quando eu gosto de ler um livro de um santo, eu gosto de ler o livro do próprio santo. Por exemplo, isso aqui é os próprios São João da Cruz que escreveu. Eu gosto de ler isso aqui. Muita gente escreveu sobre ele, mas eu gosto de ler o livro da pessoa. E eu peguei um livro de Santa Gema para ler. E eu fiquei, meu Deus do céu, o livro inteiro. Eu não lembro agora o nome do livro.
Eu não lembro o nome do livro. Mas o livro inteiro era ela contando os pecados dela. O livro inteiro era ela contando os podres dela. O livro dela era ela contando as imperfeições dela, ela pedindo perdão a Deus. E Santa Gema Galgani, Santa Estigmatizada, que o próprio Padre Pio diz que é uma das maiores santas, o próprio Padre Pio, santona.
Os santos, eles estão tão afinados que as pequenas coisas fazem sentido. Preste atenção. Quando o amor é pequeno, você não está preocupado com pequenas coisas. Malemar você se preocupa com as grandes.
Isso até num casamento, isso até numa vida de família. Quando não se tem muito amor, não se está preocupado malemar com as coisas grandes. Agora com coisinha pequena, não vou me preocupar com isso. Agora, quanto mais cresce o amor, a pessoa também vai ficando mais sensível.
Ou seja, coisas pequenas são importantes. Uma palavra, um sorriso, um abraço, um pedido de desculpa, perdão, com licença, obrigado, por favor. Coisas pequenas começam a ser importantes.
Então, na vida dos santos, você vai perceber que, para eles, que já estavam longe do pecado mortal, muito difícil agora cometer um pecado mortal, só que agora eles não estão preocupados que eles não caem mais em pecados mortais, agora estão preocupados com o pecado venial. E muitas deles conseguiram até se livrar desses pecados veniais, que são os pecados voluntários, né? E aí eles começam a se preocupar com as imperfeições.
É impressionante, mas é uma obra de Deus na nossa vida. Por que tudo isso, Frei? Não é exagero? Eu, de São João da Cruz, já expliquei isso na pregação do passado, quem fala que tudo isso é exagero, ele mesmo explicou. Preste atenção, olha o argumento que ele vai dar. Pouco importa que uma ave esteja presa a um fio, ou a um fio fino, ou a um grosso. Imagina agora um passarinho.
que no pé do passarinho tem uma corda fina. Esse passarinho voa ou não? Não. Imagina que no pé do passarinho tem uma corda grossa. Esse passarinho voa ou não? Não. Porque ainda que seja fino, tão preso estará a ele como ao grosso, enquanto não o quebrar para voar.
Verdade é que o fino é mais fácil de quebrar. Mas por mais fácil que seja, se não quebra, não voará. É claro, é claro que uma linha fina no pé do passarinho é mais fácil de quebrar. É claro que uma imperfeição, um pecado leve é mais fácil de a gente quebrar. Mas o que João da Cruz está tentando é o seguinte, então quebra.
Então quebra porque você não voa. Mas o que ele está querendo dizer é o seguinte, você está entendendo que não importa se o pecado é grande ou pequeno, você vai estar preso? Então preste atenção. Linha fina, voa? Não. Linha grossa, voa? Não. Ah, mas eu vou me preocupar só com o pecadão. Então, o pecadão você não voa. Mas o pecadinho também não.
Porque ao mesmo tempo que você está cometendo pecadão ou pecadinho, mas nos dois tem o mesmo princípio. Eu quero pecar.
Eu quero pecar. Aqui a gente está falando de pecado voluntário. Aqui a gente está falando de pecado que eu quero fazer. Aqui eu estou falando de pecado que eu tenho consciência que é pecado. Aqui eu estou falando de pecado que eu sei que é errado. Mas eu quero fazer. Ninguém me obriga. Eu quero. Eu sou consciente de que isso é pecado. Eu tenho consciência de que isso desagrada a Deus. Mas eu quero. Então, meu irmão, quando nós entramos nessa situação. Ah, mas não é pecado grande. É pecado pequeno. Então, quem está lá no pecadão.
E por isso que a gente não pode julgar os outros, né? Porque às vezes o que está no pecadinho, julga o que está no pecadão. Só que quem está no pecadinho está tão amarrado quanto o que está lá no pecado grande.
Verdade é que o fino é mais fácil de quebrar, mas por mais fácil que o seja, se não quebra, não voará. E assim é a alma que tem apego a alguma coisa, por mais virtude que tenha. E outra, você tem virtude, você é uma pessoa boa, você é uma pessoa generosa, você é uma pessoa maravilhosa, e papapá, muitas virtudes, mas você tem um apego às coisas do mundo. Um só.
Por mais virtude que tenha, não chegará à liberdade da divina união. Eita! Veja, o passarinho tem a virtude das asas. Ele voa, mas a asa dele não adianta nada, porque o pé dele está preso. Ah, mas não está preso a uma linha grossa. Não importa, a linha fina também prende.
Então você está entendendo? São João da Cruz está falando, você, meu querido, tem que alçar voo para Deus. Não adianta você ter as virtudes, as asas da virtude. Ai, eu tenho tantas virtudes. Beleza, mas se você tiver o pezinho preso, alguma coisa neste mundo...
Como diz Colossenses capítulo 3, versículo 2. Colossenses capítulo 3, versículo 2. Ah, feiçoai-vos as coisas lá de cima e não as da terra. Você então tem que alçar voo para as coisas de cima. Ah não, mas eu quero ficar preso a uma coisinha na terra. É só um pecadinho, Frei. É só um pecadinho. Não as da terra. Então aí você não consegue voar para Deus.
Jesus amado. Tiago capítulo 2, versículo 10, vai comprovar essa palavra de São João da Cruz. Eu estou fazendo tudo certo. Eu estou fazendo tudo certo, igual o jovem rico, né? Eu obedeço os mandamentos todos. Eu não estou fazendo nenhum pecado mortal. É, mas você quer ser perfeito?
Aí o jovem rico, quero ser perfeitão, vai, vende tudo que você tem, dá para os pobres. Jesus percebeu que o pé, o pezinho daquele jovem rico estava preso e amarrado à riqueza. Olha que interessante. O jovem pergunta para Jesus, o que eu devo fazer para ir para a vida eterna? Jesus falou, obedeça os mandamentos, você vai para o céu. Aí ele fala para Jesus, Jesus, eu obedeço os mandamentos desde pequeno. Então estou garantido, né? Agora, você quer ser perfeito?
Quero. Então eu vejo que você está com o pezinho preso nos bens materiais. Eu percebo, jovem rico, que você está com o pezinho preso no dinheiro. Você é muito rico. O problema não é ser rico, jovem. O problema não é ser rico. O problema não é possuir riquezas. O problema é a riqueza de possuir.
Segura aí Tiago capítulo 2 e vamos para Salmo 61. Salmo 61. Salmo 61, versículo 11.
O problema não é ter riqueza, jovem rico. O problema é o que está no Salmo 61, versículo 11. Crescendo vossas riquezas, não prendais nelas os vossos corações. O problema não é só riqueza. O problema não é possuir a riqueza. O problema é que a riqueza te possuiu. O problema é que você amarrou o seu pezinho no dinheiro. Aí, jovem rico, você está entendendo? Você tem muitas virtudes.
Inclusive você obedece todos os mandamentos. Só que você se libertou da linha grossa. Só que tem uma linha no seu pé. Presa ao dinheiro. Presa a bens materiais. E assim como você não voaria se você estivesse preso aos pecados contra os mandamentos, mas você também está preso agora por causa de dinheiro. Diz a palavra que aquele jovem estava tão preso a dinheiro que ele saiu triste e não quis seguir Jesus. Você está entendendo sim ou não? Então...
A gente pode ter muitas virtudes, mas às vezes o nosso pezinho está preso por alguma coisa. Apego a alguma coisa desta terra. Seja coisa, seja pessoa, seja título, seja sei lá o que for. Apego é o que nos escraviza. Apego é o que nos escraviza. Apego é onde eu me apoio.
Então Deus deixa de ser o centro. E outra coisa começa a ter mais lugar na minha vida. Aonde está o teu tesouro, aí está o teu coração.
Se o tesouro daquele jovem estava na riqueza, o coração dele estava na riqueza. E não podeis servir a dois senhores. Veja, se você tiver preso alguma coisa, teu pé está preso. Logo, você não voa. Então, como é que você vai estar no Senhor, que o Senhor buscai as coisas lá do alto? Afeiçoai-vos as coisas lá do alto. Então, como é que nós vamos subir para o alto se nós estamos presos com um fio grosso ou fino? Não tem como.
Agora sim, vamos para Tiago, capítulo 2, versículo 10. Pois quem guardar os preceitos da lei, mais faltar em um só ponto, se tornará culpado de toda ela. Eita! Eu estou fazendo toda a lei? Eu estou cumprindo todos os mandamentos? É, mas você faltou num só ponto? É a mesma coisa que você vai dar na mesma.
Continua. Porque aquele que disse, não cometerás adultero, disse também não matarás. Então você fala assim, é, mas eu não adultero. Mas está matando. Ah, mas eu não mato, mas adultera. Ah, mas eu não mato e nem adultero, mas está roubando. Eu não mato, não adultero e não roubo, mas está pecando contra a castidade.
Não adianta você obedecer nove e deixar de obedecer um. Seu pezinho vai estar preso. E não adianta obedecer os dez mandamentos, que é o caso do jovem rico. Obedecer os dez mandamentos e ficar preso a pequenos pecados veniais. Gente, é claro, eu já expliquei isso na pregação passada.
Existem pecados que levam à morte. Qual é o pecado que leva à morte? O único pecado que leva à morte é o pecado mortal. O pecado mortal é o único que leva à morte. Ou seja, esse pecado pode levar a pessoa para uma condenação. O pecado venial é um pecado leve, que até a própria Santa Missa, se eu me arrependo, ela perdoa os meus pecados. Jesus me perdoa ali na missa.
Mas o que você tem que entender é que nós estamos pregando para quem quer alcançar. Eu não estou pregando uma pregação aqui para quem quer ir para o céu. Aqui já se subentende que você quer ir para o céu. Aqui eu estou fazendo uma pregação para quem quer a máxima união com Deus nessa terra. Deu para entender?
a máxima união com Deus nessa terra. Porque se você falar, só quero ir para o céu, eu vou responder igual a Jesus. O que eu faço para ir para o céu? Frei, obedece os mandamentos. Aí eu tinha que mudar a minha pregação. Eu começaria a pregar os dez mandamentos. Aliás, aconselho você. Leia os dez mandamentos aqui. Leia. Porque às vezes você acha que dez mandamentos é fácil de cumprir. Leia aqui os dez mandamentos. Aliás, no final do itinerário, a gente colocou resumido para uma boa confissão os dez mandamentos. Leia os dez mandamentos.
Quer ir para o céu? O que eu preciso fazer para ir para o céu? Dez mandamentos. Leia aqui os dez mandamentos. O que significa cada um? Agora, se queres ser perfeito, vai e vende tudo o que tens e dá aos pobres. Se queres ser perfeito, corta.
todos os fios que estão presos aos seus pés, seja grosso, seja fino, corta, por quê? Para você voar para o Monte Carmelo, para o monte onde se encontra Deus, na união com Deus, aí, nesta terra, você vai ter que eliminar essas coisas. O apetite e apego da alma tem propriedade que se diz ter a rémora com o navio.
Sendo um peixe muito pequeno, quando consegue colocar-se ao navio, o mantém tão parado que não o deixa chegar ao porto sem navegar. Aqui São João da Cruz usa, provavelmente, provavelmente ele usa o exemplo de um peixe que gruda.
É um peixe pequeno, mas ele gruda. Ele gruda na tartaruga, ele gruda no tubarão, ele gruda no navio. E se acreditava naquela época, ou talvez eram navios bem pequenos, navios que não tinham força. E de repente chegavam esses peixes e grudavam num lugar onde não podia grudar e aquele navio perdia a força. Um pequeno peixe. Um pequeno peixe.
pode estragar uma navegação. E assim é lástima ver algumas almas, como alguns ricos navios carregados de riqueza, e às vezes aquele navio carregado de riqueza, boas obras, então a sua alma também, boas obras, exercícios espirituais, virtudes e favores que Deus lhe fez, e por não ter ânimo para acabar com algum gostinho, apego ou afeição, que tudo é um,
Nunca vão adiante, nem chegam ao porto da perfeição. Aí São João da Cruz está dizendo assim, como é que pode, por causa de uma corda tão fininha, por causa de um apego tão pequenininho, por causa de um pecadinho você não vai avançar? Por causa de um pecadinho você não vai voar? Não faça isso.
Bastaria tão pouco. São João da Cusa está dizendo para você, bastaria tão pouco para você. Porque você já tem virtudes, porque você já conhece a Deus, você quer. Você já se libertou das coisas grandes. Falta tão pouco.
Apenas dar um bom impulso de quebrar aquele fio de apego ou tirar aquela colada rémora do apetite. Então só falta você ter coragem de cortar esse pequeno apetite, essas pequenas mentirinhas, esses pequenos apegos que você tem. Faltava tão pouco, é só ter coragem de quebrar, tirar esse peixe pequenininho que atrapalha você.
Muito é de se lamentar que tenha Deus feito-lhes quebrar outros cordéis mais grossos de afeições e pecados e vaidades. Então, você conseguiu quebrar coisas grandes? Você conseguiu renunciar o mundo em coisas grandes? Você conseguiu renunciar grandes pecados? Esse é o problema, minha gente. Quem já passou pelo primeiro processo da conversão? Abandonamos coisas grandes e temos dificuldade de renunciar coisas pequenas.
E por não se desapegar de uma ninharia que lhes disse Deus que vencessem por amor dele, que não é mais que um fio de um cabelo, deixam de chegar a tanto bem. Então você se libertou de coisas grandes e agora das coisas pequenas você não tem coragem. Lucas capítulo 16, versículo 10. São João da Cruz está baseado nessa palavra, Lucas 16, versículo 10.
Aquele que é fiel nas coisas pequenas será fiel nas grandes coisas. E quem é injusto nas coisas pequenas o será também nas grandes. Ficou claro? Essa palavra confirma que João da Cruz está falando. Ele entendeu que a vida espiritual é assim. Quem é infiel nas pequenas vai ser infiel nas grandes. Hoje no Rosário a gente falava disso, né? Falamos da traição de Judas. A grande traição de Judas começou com pequenas traições. E o que é pior?
que não somente não vão adiante, então você não vai adiante. Por quê? Você está preso a uma pequena corda, um fio pequeno, um apegozinho. E, gente, eu estou pregando para mim, tá? Eu estou pregando para mim. Porque você acha o quê? Você acha que eu também não tenho nos meus pés cordas finas? Eu posso dizer para você, eu me lembro que com meus 14 anos, eu estava cheio de corda grossa no meu pé. Cheia. Cheia.
Comecei a ter consciência de tanta coisa errada e mesmo assim eu fazia. Até os meus 14 anos de idade eu tinha muita corda grossa. Mas eu me lembro que como adolescente, como jovem, eu fui cortando, fui cortando, fui cortando, fui cortando o mundo. Demorou, demorou, mas consegui. Mas hoje eu vejo nos meus pés muitas cordinhas finas.
Falei, mas claro que eu tenho, porque se eu não tivesse, eu já seria santo, eu já seria perfeito, eu já estaria na união com Deus. Eu não estou santo, eu não sou perfeito. Eu tenho muitos problemas ainda, eu tenho muitos pecados veniais que eu levo para o confessionário todo mês. Eu tenho muitas imperfeições, muitas, mas muitas. Então eu estou cheio de coisa fininha que eu vou ter que cortar, eu estou pregando para mim mesmo.
Então, o que é pior é que não somente não vão adiante, senão que por esse apego voltam atrás. Perdendo o que? Perdendo o que? Em tanto tempo e com tanto trabalho caminharam e ganharam. São João da Cusa está falando que agora tem um perigo. Como a pessoa não tem coragem de cortar as pequenas coisas?
E aí acontece essa palavra, né? Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas grandes coisas. Agora, preste atenção. E quem é injusto nas coisas pequenas o será também nas grandes. Aí, quando a pessoa não quer cortar, ela demora. Ela, de fato, tem um apego. Ah, isso aqui eu não consigo deixar. É pequenininho. Aí ela começa a voltar para trás.
Porque já se sabe que nesse caminho, o não ir adiante, veja, não ir adiante é voltar para trás. E não ir ganhando é ir perdendo. Então agora, como seu pezinho está amarrado, você não consegue ir para frente. Você não consegue ir para frente na vida espiritual. E às vezes você vai ficar patinando. Você voa, voa, voa, mas não consegue voar, porque o pé está preso, o pé está preso. A corda é fina, é fina, mas está presa. Aí o que acontece na vida espiritual? Não ir para frente é ir para trás. Santa Teresa fala isso.
São João da Cruz está falando isso. Neste caminho, o não ir adiante é voltar para trás. E não ir ganhando é ir perdendo. Isso quis Nosso Senhor dar-nos a entender quando disse, quem não é comigo é contra mim. E quem comigo não a junta, espalha. Se você não está comigo, você está contra mim. Mateus 12, 30. Abra sua Bíblia em... Já estamos aí em Lucas 9.
Lucas 9, 62. Lucas 9, 62. Mas Jesus disse-lhe, aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o reino de Deus. Então, eu quero ir para frente, mas olhando para trás. Eu quero ir para frente, mas não quero tirar o apegozinho. E veja, gente, eu não estou dando nomes.
Eu não estou dando nomes. Peço que o Espírito Santo diga para você quais são os seus apegos. Quais são os seus pecadinhos. Não estou dando nomes. Até porque são tão pequenos que o Senhor começa a dar nome. Pode ter pessoas que vão falar, mas isso é exagero. Pode ser exagero. E veja, pecado pequeno pode ser exagero para uma outra pessoa que já venceu aquilo, que não tem problema com aquilo, mas para você isso é terrível.
Então, eu não vou dar nomes. É algo que o Espírito Santo tem que te dizer. Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o reino de Deus. Quem não tem cuidado de remediar o vaso por uma pequena rachadura que tenha... Então, vamos lá. Como é que se tem um vaso bonito, uma pequena rachadura, pequena.
mas você vai colocar um óleo, tem óleo dentro do vaso. Basta que se venha a derramar todo o licor que está dentro, ou seja, uma pequena rachadura pode derramar todo o licor que está dentro. O Eclesiástico nos ensinou bem dizendo, Eclesiástico 19.1 Eclesiástico 19.1
o operário dado ao vinho não se enriquecerá. E aquele que se descuida das pequenas coisas cairá pouco a pouco. Está aqui. Vai se descuidando das pequenas coisas. Vai se descuidando das pequenas coisas. O que vai acontecer? Vai caindo pouco a pouco. E o que é o pior? Você já viu essa experiência até com animais. Coloca uma corda no pé do passarinho, ele vai tentar voar tantas vezes.
não conseguindo voar, o que acontece com ele? Ele cansa. E às vezes acontece isso na vida espiritual. Você está com o pezinho amarrado nos pecadinhos, não quer sair. E veja, qual é a tentação de a gente não sair? É porque é tão pequeno que parece que é inofensivo. Parece. Mas se é pecado, não é inofensivo. Se é imperfeição, não é inofensivo.
Aquele passarinho vai batendo o asa, vai batendo o asa, chega uma hora que ele cansa. Assim somos nós na vida espiritual. Pegue um cachorro que você coloca uma coleira nele, aquele cachorro gosta de estar solto, aquele cachorro gosta de andar pra cá e pra lá. De repente você prende ele. Ele começa a tentar brigar com essa corrente. E ele vai, e ele vai, e ele late, e ele quer se libertar daquilo, ele acha que ele tem força pra se libertar daquilo.
Mas enquanto não quebrar aquela corrente, não adianta. Vai chegar uma hora que esse cachorro cansa.
Ele já está com a língua de fora, já está pedindo água. Porque você pode fazer o que você quiser se você não cortar essa corrente. Eclesiástico 19, 1. Aquele que se descuida das coisas pequenas cairá pouco a pouco.
O grande sacerdote começa a cair aqui. Quando é que o sacerdote cai? Quando ele se descuida das coisas pequenas, ele vai caindo pouco a pouco. Quando é que o esposo ou a esposa caem? Quando se descuida das pequenas coisas, cairá pouco a pouco. Todos nós.
Porque como o mesmo diz, de uma só faísca se aumenta o fogo. Abra também outra passagem, hein? Eclesiástico 11, versículo 34. Eclesiástico 11, 34.
Uma centelha basta para acender uma grande fogueira. Uma pequena centelha, uma grande fogueira. Um só rebanho é causa de múltiplos morticínios. E o pecador procura traicionamente derramar sangue. Uma centelha basta para acender uma grande fogueira. Uma imperfeição basta para trazer outra. Ah, aqui tem um problema. Por que a gente não se atenta?
Uma imperfeição, minha gente, puxa outra. Um pecado puxa outro. Por exemplo, vamos pegar os pecados capitais. O pecado capital da preguiça. Então vamos dizer que uma pessoa se entregue à preguiça. O que é a preguiça? Você tem deveres a cumprir. E você não cumpre os seus deveres.
Por negligência. Porque tem horas que você tem dever para cumprir, mas não dá para cumprir hoje. Você vai fazendo o que dá, não é verdade? Então, beleza, você está no seu dia, o seu dia agitado. Nossa, eu tenho tanta coisa para fazer, eu tenho tanta coisa. E você vai fazendo, você vai fazendo, você vai cumprindo seus deveres. Mas tem deveres que não dá para cumprir. Não, isso não é preguiça. Agora, preguiça é quando você tem o dever, o dever te chama, é dever seu. E você olha para o dever e fala, eu não vou fazer.
Eu deveria fazer, mas não vou fazer. E aí, você se entrega ao descanso? Você se entrega ao sono? Você se entrega ao cansaço? Beleza, esse é um pecado. Preguiça. Que depende do seu dever se torna mais grave ou não. Por exemplo, se o teu dever...
era alimentar um filho que está morrendo de fome. Esse dever é muito grave. Você deixar de alimentar um filho porque você quer ficar deitado, porque você não quer... Imagina, imagina. Eu estou exagerando, né? Mas o tamanho do teu dever, o pecado vai se tornando maior ou menor. Mas não importa. O que eu quero dizer é o seguinte. O pecado da preguiça, ele tende a trazer outros.
Na verdade, ele pode trazer todos. O pecado da preguiça pode trazer, por exemplo, a luxúria, que é outro pecado capital. Como você está à toa na vida, cabeça à toa, agora começa a vir pureza, agora começa a vir pensamentos ruins. Se você tivesse cumprido o seu dever, você não teria dado espaço para o pecado. Mas não quero cumprir meu dever, me entreguei à preguiça, beleza.
Um pecado puxa outro pecado. Aí a preguiça já chama a luxúria. E de repente, tô à toa, tô à toa, tô à toa, tenho nada pra fazer. Você tinha coisa pra fazer, mas agora não tenho nada pra fazer. O que que vai fazer? Aí tô com fome. Mas não, você não tá com fome.
Agora é a gula que está te chamando. Agora é a gula. Então, veja, o pecado da preguiça atraiu a impureza. A impureza com preguiça agora estão atraindo a gula. Vem gula também, porque agora vamos comer, vamos extravasar aqui na comida, porque hoje é dia. Hoje é dia de... Não, hoje não é o dia que você tinha deveres que você não cumpriu.
Qual é o problema de a gente achar que pecadinho não tem nada a ver? É que um pecadinho vai chamando o outro. Um pecadinho vai chamando o outro. Um pecadinho vai chamando... Eles querem fazer pazes. Eles querem se reunir. Para que pouco a pouco eles vão se tornando grandes. É o que Jesus nos falou mais uma vez em Lucas capítulo...
Qual foi a passagem? Lucas capítulo 9. Foi esse? Não, Lucas 16, 10. Lucas 16, 10. E quem é injusto nas coisas pequenas, o será também nas grandes. Vai juntando pequenininho, pequenininho, pequenininho. De repente, as coisas grandes. Uma imperfeição basta para trazer outra.
e ainda outras. Desse modo, raramente se verá uma alma que seja negligente em vencer um apetite, que não tenha outros, muitos que saem da mesma fraqueza e imperfeição do primeiro. E assim sempre vão caindo. Abra sua palavra, 1 Coríntios, capítulo 5, versículo 6. Aqui são dicas de vida espiritual, minha gente. Isso aqui é alto nível de vida espiritual. Aproveite.
1 Coríntios 5, versículo 6. Não é nada belo o motivo da vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda. Ah, mas é só um pouquinho de fermento. É, mas um pouquinho de fermento do mal, um pouquinho de fermento do demônio, é capaz de levedar a massa toda. Você está entendendo? Você é a massa.
Mas é só um pouquinho de fermento de pecado, só um pouquinho de fermento de imperfeição, então. Um pouquinho de fermento cresce a massa. Vai atingir toda a massa.
Já vimos muitas pessoas a quem Deus lhes concedia ir muito adiante em grande desapego e liberdade, e por só começar a tomar um apegozinho de afeição, afeiçoai-vos as coisas lá de cima e não as da terra. Ah, porque agora é só um apegozinho pequeno nas coisas da terra sob este pretexto de algum bem. Ah, e ainda é um apego tão pequenininho para o bem.
É uma mentirinha tão pequenininha, mas é sempre para fazer o bem, Frei. É mentirinha para fazer o bem para os outros. Não existe. Não existe pecado que faz bem, minha gente. Não existe imperfeição que faz bem para ninguém. É só uma fofoquinha, Frei. É só uma fofoquinha. E é a fofoquinha do bem. Não existe fofoquinha do bem. Não existe mentirinha do bem.
Então, é só começar a tomar um apegozinho de afeição e sob o pretexto de algum bem, a conversação e amizade, e ir-se-lhes por ali esvaziando o espírito e gosto de Deus e santa solidão, cair na alegria e constância nos exercícios espirituais e não parar até perder tudo. E isso porque não cortaram aquele princípio de gosto e apetite sensitivo, guardando em solidão para Deus. E um dia você pode perder tudo.
Preste atenção. E aqui eu termino. Um dia você pode perder tudo, porque não teve coragem de cortar pouco. Um dia você pode perder tudo, porque não teve coragem de cortar o pouco. Um dia você pode perder coisas grandes, porque não teve coragem de cortar coisas pequenas. Não foi isso que Jesus falou? Abra sua Bíblia em Mateus capítulo 5.
Versículo 29, Mateus 5, 29. Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o para longe de ti. Seu olho não está sendo causa de queda, arranca, corta, corta, corta os apegos, corta as impurezas, corta tudo que precisa cortar, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, do que todo o teu corpo, porque o teu corpo todo seja lançado na agenda. Então, por causa de um pequeno gosto, você vai perder o paraíso?
E aqui no caso, não é só perder, não é, a gente já expliquei para vocês várias vezes, o que faz eu perder o paraíso é o pecado mortal, é o pecado gravíssimo, mas por causa de pecados pequenos, que talvez não vão me tirar do paraíso, não vão me tirar do céu, mas vão me privar de uma união perfeita com Deus nessa terra. Porque o que eu puder fazer para ser perfeito nessa terra, eu tenho que ser.
E quanto mais perfeito eu for nessa terra, mais méritos eu terei para a eternidade. Termino com 2 Pedro, capítulo 2, versículo de 20 a 21.
Segundo Pedro 2, 20 a 21, com efeito, se aqueles que renunciaram às corrupções do mundo, pelo conhecimento de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, preste atenção, um dia você abandonou as corrupções do mundo. E por que você abandonou? Porque você conheceu Jesus Cristo. Mas, nelas se deixaram de novo enredar e vencer.
Aí eu volto para trás. Um dia eu abandonei tudo que era do mundo, mas um dia eu voltei para trás. O seu último estado torna-se pior do que o primeiro. Essa palavra é muito forte. Você estava ferido no mundo, você estava machucado no mundo, você estava perdido no mundo. Aí você conhece Jesus, você sai do mundo. Só que depois, por causa de pequenas bobeiras, você vai voltando para o mundo de novo. Aí a Bíblia está dizendo para você, agora o teu estado está pior.
Pior do que antes. Mas como assim pior do que antes? É porque antes você vivia no mundo porque você não conhecia Jesus. Você não conhecia a palavra. Aí você conheceu Jesus, você conheceu a palavra e você saiu do mundo. Só que agora você conhece a palavra e você conhece Jesus. E agora você vai abandonar tudo para seguir o mundo. Agora ficou pior.
Melhor fora não terem conhecido o caminho da justiça do que, depois de tê-lo conhecido, tornarem atrás, abandonando a lei santa que lhes foi ensinada. E Pedro chega a dizer, olha, melhor seria se você nem tivesse conhecido, porque agora que você conheceu, você abandonou. Essas palavras são muito sérias. A pregação de hoje, a pregação, todas as pregações estão sendo muito fortes.
Os apegos da alma. Parte 1, essa foi a parte 2. A próxima pregação, parte 3. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.