A Parábola do semeador | Parte 3 | Luz para os meus passos | Novo Testamento | #99
Qual parte mais te marcou?
Freigilson Barração do Monte
Frei Gilson
Dom José Francisco Falcão
- A Parábola do SemeadorOuvir, compreender e produzir frutos · São João Crisóstomo · Santo Agostinho · Orígenes · Salomão
- Sinodalidade na IgrejaSão João Crisóstomo · Santo Agostinho · Orígenes · São Jerônimo · São Basílio Magno
- Palavra de DeusCrescimento gradual da palavra · Palavra portadora de vida ou morte · Oferta da palavra a todos · Diversas formas da palavra · Docilidade e perseverança · Palavra inserida na tradição da Igreja
- Diferenças nos Evangelhos SinóticosLucas e a omissão de 30 e 60 por 1 · Perfeição como meta · São Lucas · São Mateus · São Jerônimo · Orígenes
- Escutar com atençãoOuvido interior e obediência · Ouvir com o coração · São Basílio Magno · Santo Agostinho
- Sinais do ApocalipseÁrvore da vida · Apocalipse 22
Que alegria começar mais um programa Luz para os Meus Passos, Novo Testamento. Estamos neste programa maravilhoso, estudando a Palavra de Deus. Quero acolher você que nos acompanha pela TV Canção Nova. Você que nos acompanha pelo canal do YouTube, Freigilson Barração do Monte. O canal do YouTube de Dom José Francisco Falcão. Seja muito bem-vindo. Sente aqui nessa mesa conosco e vamos estudar a Palavra de Deus. Já pegue sua Bíblia.
para a gente estudar e meditar o que Deus tem para nós. Estamos estudando a parábola do semeador.
Lembrando que nós vamos estudar todas as parábolas de Jesus Cristo, 41 parábolas, é a nossa primeira parábola, parábola do semeador. Nós sabemos que a parábola do semeador tem quatro situações. A semente que cai numa beira do caminho, já vimos. A semente que cai entre os espinhos, já vimos. Entre o pedregulho, já vimos. E agora nós estamos...
na semente que cai na terra boa. A gente começou a falar sobre isso no programa passado, portanto hoje eu creio que a gente consegue terminar esta outra realidade desta parábola, a semente que cai em terra boa. Quero desde já acolher no meio de nós, Dom José Falcão. Sua bênção, que alegria ter o Senhor aqui. Deus abençoe sua vida, Fregilson, uma alegria estar aqui.
Dom José, no programa passado, nós chegamos a ler somente os versículos, né? Onde Mateus capítulo 13, versículo 8. Outras, enfim, caíram em terra boa, deram frutos, 100 por 1, 60 por 1, 30 por 1.
E Jesus explicando este versículo, Mateus capítulo 13, versículo 23, A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende e produz fruto. 100 por 1, 60 por 1, 30 por 1. E paramos aqui e ficamos de ver os padres da igreja falando sobre o assunto.
Eu queria, antes de citar três padres da igreja que eu escolhi, São João Crisóstomo, bispo e doutor da igreja, Santo Agostinho também, bispo e doutor da igreja, e Origenes, o grande gênio da padrística, pontuar os três verbos que Nosso Senhor Jesus Cristo utiliza na explicação. Ouvir, compreender e produzir frutos.
As três coisas devem caminhar juntas. Ouvir. A palavra está ao teu alcance, em tua boca e em teu coração. Essa é a primeira atitude. A de Maria, sentada aos pés de Jesus, na casa de Marta, é preciso que nós nos disponhamos a ouvir a audição.
Claro, para quem padece desse sentido, há outras formas de audição. Mas quero ouvir o que o Senhor irá falar. É de paz que Ele irá anunciar, que Ele irá falar. Escuta. A vocação de Samuel para nós, então, ela é paradigmática. Fala, Senhor, o teu servo. Escuta. Depois, compreende.
A compreensão, lembre-se, nunca é uma realidade meramente intelectual. É também intelectual, porque a fé supõe a razão e a eleva e a aperfeiçoa. Muito bem. Então, o dado da fé é também racional, mas apenas a razão não consegue aprender o dado da fé. A compreensão, ela é possível para quem se faz pequeno, para quem se faz humilde.
Dou-vos graças ao Pai, porque escondeste essas coisas dos sábios e entendidos e as rebelaste aos pequeninos. Pronto, a compreensão. E esse é um elemento muito importante. E o terceiro, isto é, produzir frutos. São Paulo diz na Carta aos Gálatas, capítulo 5, versículo 6,
nem a circuncisão justifica, nem a incircuncisão, mas a fé que age pela caridade. Então, a fé deve vir acompanhada por esse elemento que evidencia a fé. São Tiago, na sua carta, capítulo 2, versículo 24, diz com todas as letras, citando o pai Abraão, que o homem é justificado não somente pela fé, mas pelas obras.
Já São Paulo, não é que diz o contrário, São Paulo diz que o homem não é justificado pelas obras da lei de Moisés. Mas a fé, ela vem necessariamente acompanhada, ela precisa ser evidenciada, está intimamente ligada com as obras. Somente essa pontuação dos três verbos.
É claro. Interessante porque o senhor resumiu bem o que Jesus já vinha falando, ou seja, na beira do caminho vocês não deram ouvidos à palavra. Então tem momentos que você até ouve com alegria, mas aí não compreende. Por isso que o diabo rouba, você não compreende. É verdade.
Então, ou seja, o senhor agora sintetiza, então é preciso ouvir, compreender e produzir frutos. Exatamente. Para não cair nas ciladas dos outros três terrenos. Exatamente. E acho que essa pontuação se aplica também à segunda situação, que é a do solo pedregoso, e a da terceira situação, que é dos espinhos. Exato. Todas as... a palavra, ela se torna, de certa forma, impotente.
Quando sendo recebida, ou você é negligente, ou displicente, ou faz pouco caso, ou dá prioridade a outras coisas, como você pode esperar? Então, se você não dá o devido valor, se você não dá a devida prioridade, se você não compreende que para a palavra trazer graça para você, vida nova para você, ela precisa produzir frutos e não produzirá frutos na sua vida, se você não quiser. Não é verdade? Muito bom.
Podemos então ir para o primeiro padre da igreja? Sim. São João Crisóstomo, uma reflexão belíssima. Depois não esqueça, quando nós terminarmos, antes de tratar do versículo 9, aquele que tem ouvido os ouça, que aí já é o arremate.
O último versículo da gente tratar porque São Lucas só falou de 100 por 1. Certo. Certo. Vamos então a São João Crisóstomo. Vamos. Como todo mundo percebe que eu estou padecendo aqui na purificação da minha voz, o que for de leitura vai ser o Frei Gilson. Que razão haverá para semear entre espinhos, sobre pedras e nos caminhos? Não há razão nisso se consideramos as sementes e a terra do ponto de vista material.
porque a pedra não tem o poder de se mudar em terra, nem o caminho de não ser caminho, nem o espinho de não ser espinho. Mas nas almas e nas doutrinas isso tem uma louvável aplicação. Maravilha.
É possível que a pedra se torne terra fértil, que o caminho não seja mais pisado e que os espinhos sejam destruídos. Que maravilha! Não é culpa do semeador que a maior parte da semente se perca, mas da terra que a recebe, ou seja, da alma, porque o semeador, ao cumprir sua missão, não distingue o rico do pobre nem o sábio do ignorante, mas fala indistintamente a todos.
prevendo contudo o que havia de resultado. Que fantástico! E desta maneira pode dizer, que coisa há que eu devesse fazer mais a minha vinha e que não lhe tenha feito? Por isso não disse de modo manifesto que os indolentes receberam tal parte da semente e a deixaram perecer, que os ricos receberam outra parte e a sufocaram, e que os descuidados mais outra parte e a perderam.
Ele não quis tocar ninguém, em particular com veemência, para não estabelecer diferença. Fantástico. Esses homens são de uma riqueza tremenda, riqueza espiritual tremenda. Veja, da parte, nas quatro situações, nas três, nas três situações.
a palavra não produziu, o semeador não teve culpa de nada. Foi para todo mundo, como na vida pública de Nosso Senhor. Quem é que estava no meio da multidão? Gente ruim, gente boa. Os fascínoras, escribas, fariseus e doutores da lei, ferrenhos adversários de Nosso Senhor.
E o povo simples? E a palavra foi dita uma hora para uma outra para outra? Não. A explicação das parábolas foi reservada aos apóstolos, à parte, para que depois eles transmitissem a explicação. Mas o anúncio, não. A palavra foi dirigida para todo mundo.
Isso se aplica à situação da semente colocada à beira do caminho. Nós temos o poder de colocá-la à beira do caminho. No solo pedregoso, nós podemos transformar o nosso coração de terra boa em pedra.
Coração de pedra é uma das expressões clássicas para falar da impenitência, do fechamento, da maldade, do rechaço à palavra de Deus no Antigo Testamento. Lembra? Coração de pedra. Sim. Muito bem. Os profetas transformaram...
Colocarei o coração de carne no lugar do coração de pedra. Transformarei, modificarei. E também a situação dos espinhos. Quando ele semeia, os espinhos são a realidade posterior, que na verdade passam a sufocar a palavra pelos cuidados.
Do mundo e a sedução das riquezas. Lembra as duas coisas? Sim. Portanto, o semeador não tem culpa de forma alguma, não é algo que é imperfeito a respeito da palavra, como se ela tivesse já uma imperfeição intrínseca. Não é isso, não existe isso. E ele não faz distinção entre pessoas, né? Sim. Muito bom, muito bonito. Podemos agora passar para Santo Agostinho? Sim.
Vamos então ao magnífico doutor. Esse comentário está no comentário que ele faz ao Salmo 128, parágrafo 1º. A obra monumental dele de comentar todos os salmos versículo por versículo. E ele vai lá no Salmo 128, por favor. Soe a palavra de Deus para que os que querem e não querem.
De maneira oportuna e inoportuna. Ou seja, sem distinção de pessoas. Encontre espaço, encontre corações onde repouse, encontre terra para germinar e dar fruto.
Pois é manifesto que existem muitos maus e iníquos que a igreja suporta até o fim do mundo. Para estes a palavra de Deus é supérflua. E cai sobre eles como a semente que cai no caminho e é pisada ou recolhida pelas aves. Muito interessante. Ou cai sobre eles como a semente que caiu num terreno pedregoso, onde não há muita terra. E logo que brota, murcha devido ao calor do sol, porque não tem raízes.
Ou como a semente no meio dos espinhos, que apesar de geminar e querer levantar-se para o ar livre, é sufocada pela quantidade de espinhos. Tais são os que desprezam a palavra de Deus como a semente no caminho. Ou os que se alegram por um momento e quando vem a tribulação, como o calor do sol, murcham.
ou que por causa dos pensamentos e cuidados e solicitudes mundanos, os espinhos da avareza sufocam o que neles começou a germinar. Existe, porém, igualmente a terra boa, onde a semente que caiu produz fruto, um 30, outro 60, outro 100%. Muito ou pouco, todos irão para o celeiro. Muito, que interessante.
A preocupação, a comparação, vamos usar a palavra, a comparação que alguns costumam fazer, hein? Quem foi que produziu mais fruto nesta vida? Foi São Dimas, que só deu fruto na hora da morte, lembra-te de mim quando estiveres no teu reino. Ou Santa Dulce dos Pobres, na periferia de Salvador. Ou Má de Teresa de Calcutá, na Índia. Ou São Vicente de Paulo, em Paris, em outras partes da França. Ou fulano de tal, ou secrano de tal. Hein?
Você pode até, desculpe a expressão, perder o seu tempo com isso, mas todos estão no celeiro. Sim. Todos estão no céu. Uns com maior brilho, menor brilho. São Paulo fala na 1 Coríntios capítulo 15 de abrilhos diferentes, né? Dos corpos dos ressuscitados. O brilho do sol, o brilho da lua, o brilho das estrelas, mas todos estão brilhando no firmamento do céu.
Jesus fala de outra forma, usa a expressão de casa e de morada. Na casa do meu pai há muitas moradas. Perfeito. Todos estão no celeiro. Muito bonito. Uma pergunta para o senhor, a gente não se dedicou tanto a isso, mas já é o segundo padre que eu vejo falando disso, que quando a parábola fala do calor, do sol...
pode ser atribuído às tribulações? Interessante, sim. Ou seja, você recebe o calor do sol e não consegue frutificar também a tribulação que incomoda, o calor do sol que te incomoda. Exatamente. E essa informação também aparece na parábola dos trabalhadores chamados nas diferentes partes do dia. Quando eles começam a murmurar, eles disseram, mas nós nos esforçamos.
trabalhamos, etc., e ele vai receber o mesmo que a gente, enfim, essa informação também é dita por eles. Suportamos o calor do sol. Sim, exatamente, faz sentido. O calor do sol, ele é causticante às vezes, ele é sofrido, ele leva o nosso corpo.
que está, inclusive, se esforçando a suar. Se você não está se esforçando diante do sol, você sua. Quanto mais você, diante do sol, trabalhando, aí você sua mais. Bem pontuado. Agora, Origines. Origines, exatamente. Ele tem outra obra, ele tem uma obra chamada Homilias sobre o Gênesis. Muito interessante essa obra.
porque ele se detém na criação do homem, Gênesis 1 e 2, mas também várias passagens desse livro, acho que é 50 capítulos, é magnífica essa obra. E lendo eu disse, não, isso aqui eu tenho que colocar também, porque ele faz essa distinção, uma 100, outra 60, outra 100 por 1. Acho que foi no encontro passado, Fred Gilson, que eu pontuava aqui, essas três situações, 30, 60 e 100,
podem também se aplicar a um determinado momento da vida da pessoa. Sei lá. Pronto, estamos aqui na Canção Nova. Monsenhor Jonas Zabib, quando fundou a primeira comunidade Canção Nova em São Paulo, a quantidade de frutos era uma. E quando estava, digamos assim, 20, 30 anos depois...
Do início da canção nova, os frutos já foram bem maiores. E no dia da sua morte, bem maiores ainda. Então a gente pode aplicar 30, 60 e 100 por um também a uma determinada pessoa. E eu me atreveria, eu me atreveria a dizer que pode acontecer o contrário. Alguém produzindo muitos frutos e ele se fechar e ele cruzar os braços e ele se entregar.
e ele se fechar a Deus e ele enveredar pelo caminho do pecado, as portas do céu se fecham. Aquilo que Deus dá, Deus tira. Quer um exemplo no Antigo Testamento? Vossa reverendíssima pode dizer qual foi a figura famosíssima e muito querida por nós, que antes de iniciar o seu reinado...
Pediu a Deus, não vida longa, mas pediu sabedoria e Deus deu. E se alegou profundamente Deus com esse pedido. E ele se tornou uma pessoa mais sábia do mundo, até o ponto de a rainha do sul, a rainha de Sabá, ter saído de sua terra para visitar Salomão. Porém, porém, ele se entregou à idolatria.
Lembra que ele acabou tendo 300 mulheres e 700 concubinas. E aí caiu em desgraça por um certo tempo. O que Deus dá, Deus tira. Como é que um homem sábio se deixa levar pela idolatria, se deixa escravizar por mil mulheres, todas elas pagãs que adoravam deuses?
Isso significa que aquilo que Deus deu, ele não soube conservar. Então, houve um momento na vida dele em que ele deu muitos frutos. O sapientíssimo Salomão, um homem culto, inteligente, com discernimento invejável, etc. Mas descuidou, enveredou por esse caminho terrível. Então, a sabedoria não é que...
Deus foi o culpado, não. Ele se fechou à sabedoria, não quis mais exercer esse dom, se afastou do Senhor e isso o levou a não produzir tantos surtos. Eu citei, Salomão, só para dizer que esse movimento muito cadenciado de nosso Senhor Jesus Cristo, 30, 60, 100, olha a inteligência de nosso Senhor, não somente em pessoas distintas, esse...
missionário, esse pregador, esse cristão, esse leigo, produz 30, mas aquele outro, pelo tempo já de amadurecimento, já está produzindo mais, esse outro bem mais do que esse, etc. Mas também essa dinâmica na nossa vida, tanto ascendente como descendente.
Por isso São Paulo diz na 1 Coríntios, capítulo 10, versículo 13, eu me assusto, eu me assusto. Ninguém está vendo aqui agora, os meus pelos vão ficar todos levantados com essa frase. Quem está em pé, tome cuidado para não cair. Porque o fato de você estar dando muitos frutos hoje, não é um salvo conduto para você pecar.
Isso não significa dizer que você está imune da possibilidade de causar um escândalo, de, enfim, de cair, de, sei lá, como infelizmente alguns acabaram fazendo. Pessoas brilhantes, pessoas muito bem preparadas, pessoas de uma...
De tantos dons, tantos talentos, admiradas, conhecidas, famosas. E depois, pum, estoura o escândalo. O movimento oposto também. Cuidado. Cuidado. Pois é, por isso que São Lucas, na versão de São Lucas, Jesus, São Lucas quis colocar somente 100. Mas isso é um pouquinho mais para frente. Ficou claro aqui o 30, 60 e 60? Sim, sim, sim. Bem.
Então, vamos agora a Orígenes. Se escutamos a palavra e depois de tê-la escutado, nossa terra produz em seguida erva e esta erva, antes de amadurecer e frutificar seca, nossa terra será chamada pedregosa? Ah, aqui são... Orígenes está fazendo o movimento inverso. Quem é terra boa, cuidado, porque pode se tornar pedregosa. Continue.
Porém, se as palavras ditas se implantam no nosso coração com raízes tão profundas que produzam frutos de obras e tenham em si sementes dos bens futuros, então a terra de cada um de nós produzirá frutos segundo a sua capacidade. Uma cem, outra sessenta, outra trinta por um.
Porém, pareceu-nos necessário advertir que o nosso fruto não deve ter qualquer tipo de cesânia. Não deve estar à margem do caminho, mas deve ser semeado no mesmo caminho, naquele caminho que disse eu sou o caminho. Olha que bonito. Para que as aves do céu não comam nossos frutos nem nossa vinha. Se é no caminho, o diabo não toca. O diabo não tira. Ele pode tentar. A escritura diz, eu conheço aqueles que são os meus.
esse é meu, aqui você não toca quem vai a Jesus eu sou seu Senhor eu lhe pertenço, eu sou propriedade vossa de vós eu não quero me distanciar, é convosco que eu quero caminhar, protege-me Senhor, e aí é impossível não recordar do Salmo 90 porque ele confiou em mim e hei de livrá-lo
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, a sombra do Senhor onipotente o cobrirá. Você não toca em mim. Você não me tira das mãos de Jesus porque eu pertenço ao meu Senhor. E eu recorro a ele. É o meu Redentor. É o meu guarda. É o meu vigia. Para usarmos a expressão do Salmo 120. O diabo não toca. O que está dentro de mim é maior do que o que está fora. Como diz a primeira carta de São João.
Sim, e nessa perspectiva, já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. A minha vida presente na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim. Neste comentário de Origines, achei bonito quando ele coloca sementes dos bens futuros.
Porque a gente percebe que quando, nas outras terrenos, você está muito preocupado com a terra, com o mundo, com a sedução das riquezas. A sua vida está muito aqui. E, na verdade, a semente é pensando num bem futuro.
Por falar nisso, vossa reverendíssima me obriga ao livro do Apocalipse para citar exatamente essa imagem que São João vislumbrou nas suas visões. O céu descrito como uma árvore. A associação da árvore da ciência do bem e do mal.
que Adão e Eva comeram. Mas no meio do centro, no meio do jardim, qual foi a árvore que Deus colocou? A árvore da vida. Essa árvore vai passar pelo calvário, a árvore da vida é o leio da cruz, é o madeiro. Pois bem, aí está a nossa vida. Eu sou o caminho à verdade e a vida, eu vim para que todos tenham vida, vida em abundância. São João vai ver lá no Apocalipse exatamente essa ideia. Apocalipse 22, de 1 a 2.
Mostrou-me então o anjo um rio de água viva resplandecente como cristal de rocha saindo do trono de Deus e do Cordeiro. Agora. No meio da avenida e às duas margens do rio, achava-se uma árvore da vida que produz doze frutos, dando cada mês um fruto, servindo as folhas da árvore para curar as nações. Maravilha, não é? Então, a parábola do semeador.
Foi mérito dele, foi ele que levou a gente a terminar a parábola do semeador no Apocalipse, ou seja, no céu. O programa acabou de começar, é só o primeiro bloco, então um breve intervalo e a gente já retorna.
Estamos de volta ao programa Luz para os Meus Passos, Novo Testamento, meditando a parábola do semeador, quase terminando, né? Estamos no finalzinho. D. José, eu creio que nós praticamente terminamos os quatro terrenos aí, digamos assim, né? Foi bonito meditar sobre a terra boa. A importância de Jesus, e o Senhor começou dizendo isso, né? A importância de...
de ouvir, compreender e produzir fruto, isso tudo tem que estar relacionado, não pode estar separado. E o senhor, durante a explicação, nos falava de Lucas. Por que Lucas omite o que os outros evangelistas falam e coloca só 100 por 1?
Pois bem, o Frei Jesus está fazendo alusão aqui ao arremate na parábola de 2 Lucas, na versão de São Lucas, essa parábola.
Aparece em Mateus, em Marcos e em Lucas. Na narrativa de São Lucas, nosso Senhor Jesus Cristo fala apenas de 100 por 1. Não fala de 30, nem fala de 60. É como Mateus capítulo 13, versículo 8. Por favor, leia de novo Lucas, agora Lucas, Lucas 8, versículo 8. Outra, porém, caiu em terra boa, tendo crescido, produziu fruto de 100 por 1.
Dito isso, Jesus acrescentou ao tendo a voz quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Bem, nós já vimos na introdução aos Evangelhos, quando nós tratamos dos sinóticos, sobretudo, que determinadas passagens, determinados ditos, determinadas narrativas da vida pública de Nosso Senhor em um Evangelho, elas são mais extensas.
Já outro evangelho, ou outros evangelhos, a narrativa é mais breve, é mais sucinta. Se não me engano, nós abordamos aqui, a título de exemplo, o Pai Nosso em São Mateus e o Pai Nosso na versão de São Lucas. O senhor já comentou em alguns programas. Muito bem, então, na versão de São Lucas, o Pai Nosso não tem todos os pedidos que tem no Evangelho segundo Mateus.
E vimos o porquê. Lucas não considerou necessário citar todos os pedidos. E vimos também que nos pedidos que aparecem em São Lucas, que são apenas quatro, ele encara como os outros quatro que não foram citados, inseridos nesses quatro.
Vimos narrativas de milagres em que certas informações aparecem em São Marcos e não aparecem em São Mateus. O mesmo evento, o mesmo evento. Pois bem, então, nós temos com os padres da igreja algumas explicações. Eu escolhi Orígenes, escolhi São Jerônimo, escolhi Santo Agostinho, escolhi São João Crisóstomo para dar a resposta à vossa reverendíssima.
Origenes tem uma obra, o comentário ao Evangelho segundo Mateus, no livro 13, capítulo 13, parágrafo 23. Ele pontua o seguinte, ele escolhe apenas o 100 por 1, porque o 100 por 1 representa a perfeição da vida espiritual. Ele trata apenas, digamos assim, do cerne da questão.
São Paulo, na carta aos filipenses, capítulo 1, versículo 6, diz Eu estou convencido de que aquele que iniciou em vós essa obra excelente vai levá-la à perfeição.
Lembra também quando o nosso Senhor, no último versículo do capítulo 5 de São Mateus, diz, sede perfeita, como o vosso Pai Celeste é perfeito. Então, o que é que São Lucas faz? Bem, Jesus falou 30, falou 60. Bem, eu aqui vou colocar aquilo que é o cerne, aquilo que é o ideal, aquilo que é a meta, a perfeição.
Aliás, tem uma força... Guarde aí, guarde aí o seu raciocínio. Aliás, tem um impacto psicológico muito grande quando você fala apenas da perfeição. É a perfeição mesmo. Ou seja, não é que seja imperfeito você falar de 30 e de 60. Mas aqui, Jesus exige a radicalidade. Se é terra boa, ela pode dar 100%.
Sim, diga. Ou seja, então fica claro que esse 100% que todos os evangelistas trazem é a perfeição. É a perfeição, sem dúvida alguma. Mateus 5, qual é o último versículo? Por favor, Mateus, o último versículo de São Mateus. Sede perfeitos. 5,40. Perfeitos.
Mateus 5, o último versículo do capítulo 5. 48. Leia. Portanto, sejam perfeitos, assim como o vosso Pai Celeste é perfeito. Pronto. Nessa mesma linha, São Jerônimo, na mesma obra, o comentário ao Evangelho segundo Mateus, que já citamos aqui tantas vezes, ele...
decidiu omitir os frutos inferiores. Ele diz, Lucas preferiu mencionar apenas o fruto máximo para mostrar o prêmio mais excelente daqueles que ouvem a palavra com o coração perfeito. O mesmo raciocínio de origens. Isto é, Jesus disse isso, é importante. Jesus também disse isso, também é importante. E Jesus disse o que é mais importante para nós conectarmos, para nós.
Se juntarmos com a frase que ele pronunciou a Marta, uma só coisa necessária, Maria escolheu a melhor parte. Jesus não criticou Marta por estar trabalhando. Ele foi muito educado a dizer, tu te preocupas, isso não é mal. Tu te inquietas, isso também não é mal.
Mas tua irmã escolheu algo que é mais importante do que aquilo que te leva a te preocupares e a te inquietares. Então, é por assim dizer, fazendo uma aplicação, o que São Lucas fez e colocando sem, está bem, é um fruto maravilhoso você cuidar da casa.
para atender bem a Jesus e aos ilustres convidados. É preocupação, inquietação, mas o Maria tem uma coisa, Marta, tem uma coisa que é mais importante do que isso, e tua irmã está contemplando agora. Bem, 100%. São Jerônimo, a mesma coisa, o mesmo raciocínio. Santo Agostinho, ele diz numa obra, eu já citei aqui a obra sobre o consenso dos evangelistas.
É o seguinte... Já, já, falo em alguns programas. Pronto. Santo Agostinho dedicou uma obra a exatamente isso, a mostrar que as supostas contradições ou as supostas, as omissões que você encontra na narrativa de um fato, um evento, um acontecimento da vida pública de Jesus...
Ah, isso não aparece nesse evangelho, isso não aparece nesse outro, mas aparece nesse. Por que São Lucas não citou o que aparece em São Marcos? Por que São Marcos não citou o que aparece em São Mateus? E ele se debruça a analisar tudo isso.
E também a dirimir, a refutar as teses de certas pessoas que dizem, não, os evangelhos têm contradição. São Marquês diz outra coisa, São Mateus diz outra, ou esse evangelho diz uma coisa que ele diz outra e tal. Muito interessante essa obra. Por favor, o vosso reverendíssimo queira ler. E nessa obra, no livro 2...
Parágrafo 41, olha o que é que ele diz. Uns dizem 100, outros 100, outros 160 e 30. Nisso não há contradição, pois cada um relata parte daquilo que o Senhor disse, sem negar o restante. Então, São Lucas não contradiz-se São Mateus, porque São Mateus disse 30, 60 e 100. Não há contradição. Lucas só disse uma parte daquilo que foi dito por Jesus, que está em São Mateus.
Não há problema, não há dificuldade nenhuma. Agora vamos a São João Crisóstomo. E com isso a gente encerra.
Por que é que São Lucas escolhe o exemplo máximo, apenas 100, já que em São Mateus se fala de 30, 60 e 100? Na homilia 40, parece-me que são cento e poucas homilias dele sobre todos os versículos do Evangelho segundo Mateus.
Uma maravilha essa obra. Tem em espanhol, mas ainda não tem em português. Não que eu saiba, pelo menos, o português aqui no Brasil. Mas vai ser publicada certamente logo, graças a Deus, as nossas...
Editoras católicas estão investindo muito em padres da igreja. Pois bem, na homilia 45, parágrafo 2, ele diz, nem todos produzem igualmente. Por isso o senhor diz 100, 60, 30, porque há diversidades de virtudes. E só o 100 estimula os fiéis a uma maior fecundidade possível. São Mateus falou da...
fecundidade boa, 30, da fecundidade maravilhosa, 60, e da fecundidade perfeita, 100. São Lucas não, São Lucas foi logo na fecundidade perfeita, justamente para encorajar você. Não, aqui Jesus é radical, é a perfeição mesmo. Então, a meta é essa, apesar de ele ter dito em São Mateus...
que 30 já é um bom começo, 60 é um ótimo avanço e assim por diante. Aliás, a gente só está discutindo isso por causa que São Lucas só colocou 100, ou seja, meditando sobre a perfeição. É, é. Então...
Deus tem os seus modos, né? Exatamente. O senhor me fez lembrar de... O senhor parece que citou até um pouco, mas Filipenses, que Paulo fala sobre isso... Essa obra é excelente? Não, ele fala da... Aqui, acho que eu já achei.
É, Filipenses capítulo 3, versículo de 12 a 15. Ah, é ele que opera em nós o querer e o executar? Leia, leia tudo. Não pretendo dizer que já alcancei esta meta e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo.
Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto. Transfendido do passado e atirando-me ao que resta para frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste ao qual nos chamam em Jesus Cristo. Nós mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisso o nosso afeto, e se tendes outro sentir sobre isso, Deus vos há de esclarecer. Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente. Boa.
Bem pontuado. Parabéns a vossa reverendíssima por ter incluído esse, não que eu tenha ainda alcançado a perfeição, mas eu me lanço para adiante. É a meta, né? É a meta, exatamente. A carta aos hebreus, no capítulo...
12, vá abrindo, por favor, vá abrindo, ela diz uma coisa muito interessante, vocês não resistiram ainda na luta contra o pecado. Ele começa assim.
Eu sei de cor. Cercados como estamos por tal nuvem de testemunhas, corramos ao certame que nos é proposto, tendo os nossos olhos fixos no autor e consumador de nossa fé, Jesus. E aí, mais na frente, ele diz, vocês ainda não derramaram o sangue na luta contra o pecado. Então, eu estou lutando para ser santo, já lutei muito, padre, estou querendo agora parar. Como?
Já derramou seu sangue na luta contra o pecado? Não, senhor. Então não pare, não.
A carta aos hebreus. Ele fala até uma coisa bonita e faz lembrar aquilo que eu gosto tanto. Ontem, assistindo o Corinthians e o Cruzeiro, o Corinthians ganhou. Pois bem, o estádio do Mineirão lotado. É a imagem utilizada pelo autor da carta aos hebreus, cercados por uma nuvem de testemunhas, ou seja, no céu.
Nós temos essa torcida por nós. Eles estão torcendo. Nossos irmãos que já estão na glória, tenha coragem, não desanime não. Nós estamos aqui, nós passamos pelo que vocês passaram. Não desanimem a torcida de Deus. Leia, por favor. Hebreus 12, versículo 1. Até na luta contra o pecado. Claro.
Desse modo cercados como estamos de uma tal nuvem de testemunhas, desvencilemos-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com um olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus.
Em vez de gozo que se lhe oferecer, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tais com tantas contrariedades dos pecadores e não vos deixeis abater pelo desânimo. Agora. Ainda não tendes resistido até o sangue na luta contra o pecado. Pronto. Não é maravilhoso? Sim. Ou seja...
Fulano já cresceu muito, hoje é virtuoso, é uma nova criatura, etc. Tem aqueles vícios, se libertou deles. Tem aqueles pecados, não mais os pratica. Mas e a meta? Não, já está dando 30 por 1? Ótimo, pode dar mais, 60 e tal. Não, o Frei Gilson, eu já dei 99%.
Por um. Posso desanimar? Não, senhor. Jesus nessa parábola disse, é cem por um. Não, mas eu já sou uma pessoa virtuosa. Derramou seu sangue na luta contra o pecado? Não. Então, atingiu a perfeição, não. E, Dom José, essa realidade que o senhor está tratando, tão bonita, de dar fruto, e a meta é o cem, essa parábola tem que estar inserida em João capítulo 15.
Eu sou a videira, meu povo agricultor, aquele que permanece me dá frutos. Sem mim você não vai dar frutos, se você não permanecer unido a mim, você não vai conseguir dar frutos. E Jesus ainda acrescenta nessa alegoria, é aquele que não dá frutos, ele corta, então é preciso ameaçar com o perigo do inferno.
E aquele que está dando fruto, ele poda para que dê mais fruto. Ou seja, se aplica justamente aqui. 100%, porque se trata de fruto, no caso, a videira do capítulo 15, sim. Muito bom. E chegamos ao versículo 9. Queira ler Mateus 13, versículo 9. Não é mais propriamente a parábola, porque a parábola já acabou, mas é o arremate, é o arremate. Aquele que tem ouvidos, ouça.
Pois é, não é uma redundância, não precisa dizer, se eu tenho ouvidos é para que eu ouça. Não, aqui não estamos tratando dessa realidade física, esta parte do corpo tão bonita que Deus colocou, para que escutássemos, para que nós aprendêssemos o som. Não, é uma imagem curiosa, Freigilson, essa expressão, quem tem ouvidos ouça, ela aparece no Evangelho segundo Mateus, três vezes.
Aqui e em Mateus 11, 15 e Mateus 13, 43. Em Marcos ela aparece duas vezes. Em Lucas ela aparece duas vezes. Portanto, uma expressão que aparece sete vezes no Novo Testamento, nos Evangelhos.
ela precisa de uma explicação. Jesus não vai dizer uma frase dessa por acaso. Mas o que é que significa quem tem ouvidos ouça? Eu escolhi dois doutores da igreja, um monge, que depois se tornou bispo, e doutor da igreja, São Basílio Magno, para explicar.
E depois, um monge, que depois se tornou bispo, Santo Agostinho, também para explicar. Vamos à explicação dos dois? Vamos. O porquê, o que significa quem tem ouvidos ouça? Por favor, São Basílio. O que se deve dizer sobre a expressão, aquele que tem ouvidos ouça? É claro que alguns possuem ouvidos, mas...
capacitados para ouvir a palavra de Deus. Pelo contrário, aos que não têm aqueles ouvidos, o que diz? Surdos, ouvi, cegos, recuperai a vista. Todas essas expressões se referem ao homem interior. Ou seja, uma capacidade que vem de dentro. Isto é, o seu coração esteja aberto a essa palavra. Não encara essa palavra como uma coisa boba, como uma coisa trivial.
Pense-se que Deus está falando para você. Olha, a atitude de Nossa Senhora nesse sentido é espetacular. E Maria guardava todas essas coisas no seu coração. Pronto. Ou seja, o ouvido da alma.
para meditar, para degustar, vamos dizer assim, para ruminar, se você quiser, para usarmos uma expressão própria dos animais que estão comendo a comida lá, o mato, a ração e assim por diante. Santo Agostinho, Sermão 17, parágrafo 1º.
Ele não está calado, é necessário que nós o ouçamos, mas com os ouvidos do coração, pois é fácil ouvi-lo com os ouvidos carnais. Devemos escutá-lo com aqueles ouvidos que o próprio mestre procurava ao dizer, quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Na verdade, quando ele dizia essas palavras, quem é que estava ali diante dele sem os ouvidos carnais? Todos tinham ouvidos e, no entanto, poucos os tinham.
Nem todos tinham ouvidos para ouvir, ou seja, para obedecer. Olha o verbo, olha o verbo aqui que é... Ouvir é obedecer. Ouvir é obedecer, sim. Então, na visão de São Basílio, o ouvido interior, o homem interior, para usarmos a expressão de São Paulo, o homem espiritual, diferente do homem carnal.
o que raciocina não segundo Deus. O homem com os critérios mundanos, aquela sabedoria do mundo de que Jesus vai falar, escondeste essas coisas dos sábios e entendidos. E as revelaste aos pequeninos. Os pequeninos têm antes de tudo...
uma disposição interior, e esse é o dom da piedade, o dom da abertura a Deus, da disponibilidade a Deus. Então, veja, são duas formas diferentes, mas eu diria complementares, a de São Basílio e a de...
Santo Agostinho, para explicar quem tem ouvidos ouça. Então, ouvir com coração e ouvir com coração é estar disposto a obedecer. Está disposto a obedecer. Eis aqui a serva do Senhor. Nossa Senhora é sempre o modelo fantástico. É sempre o modelo fantástico. Chegando quase ao fim, Hebreus capítulo 4 se relaciona com esta parábola. Hebreus.
Capítulo 4, deixa eu ver o versículo aqui que eu quero trazer para o senhor. Versículo de 12.
A 13. Ah, sobre a palavra de Deus? Leia, por favor. Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível, tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a que havemos de prestar conta.
Sem dúvida, porque aqui o conteúdo é a palavra e a semente é a palavra de Deus, certo? Agora, essa palavra, ela realiza de fato aquilo que ela significa, isto é, ela produz fruto a depender da pessoa que chega, da pessoa que acolhe no seu coração, a boa ou má disposição.
A indisposição ou a disposição boa, isso dependendo da abertura completa, 100 por 1, sim, até certo ponto, 60 por 1, 30 por 1, etc., etc., etc., isso vai depender muito, vai depender da disposição de quem recebe a palavra, se ela é inócua ou não, se ela foi relegada ao segundo plano, primeira situação à beira do caminho.
ou se ela germinou, mas por falta de acolhimento, enfim, ela não produziu porque aquele coração virou um coração pederigoso, ou os espinhos. De novo, a palavra é eficaz, mas para que ela produza fruto em nós, precisa da nossa correspondência. Ou seja, ela confirma que a palavra eficaz, a culpa não é do semeador, a culpa não é da semente. Exatamente. Depende do terreno que a recebe.
Então, José, que alegria terminarmos uma parábola. Eu queria perguntar para o senhor no final, se o senhor pode nos trazer a mensagem central da parábola, fazer um arremate, não sei se dá tempo. Na verdade, eu queria pontuar sete coisas. A primeira, ao comparar a palavra de Deus com a semente, nosso senhor...
Quer dizer, antes de tudo, que essa palavra, ela deve crescer e deve se expandir aos poucos, não repentinamente. Jesus não imaginava a consumação da história para poucos anos após a sua morte, enfim, ela se desdobra ao longo da história. A palavra, ela como tal, é portadora de vida ou de morte. Vai depender da pessoa.
A Eucaristia também lembra disso. Aquele que come e bebe sem discernir o corpo e o sangue do Senhor, come e bebe a própria... Condenação. Então, a palavra condena, mas não porque ela tem a vontade de condenar, mas porque ela foi recebida indignamente. Terceira pontuação, a palavra é oferecida a todos os homens sem discriminação. Ela só não cresce nos terrenos inóspitos.
Se ela não cresceu, não é porque ela seja imperfeita, é porque tem alguma coisa errada no terreno onde ela foi jogada.
Próxima mensagem da parábola. A palavra de Deus, ela vem ao encontro, ao nosso encontro, sob as mais diferentes formas. A palavra de Deus, escrita, leitura espiritual, direção espiritual, conversas, acontecimentos, pregação, discernimento.
Músicas lá do Frei Gilson e assim por diante. E é muito importante que em todos esses acontecimentos a gente enxergue, é Deus que está falando, ou Deus pode estar falando. Não endureçais os vossos corações como no deserto. Diz o Salmo 94. Não tire desse acontecimento, desse momento, dessa ocasião da providência divina. Não exclua a possibilidade de Deus estar dizendo alguma coisa para você.
nesse evento, com essa pessoa, nessa situação, nessa circunstância. E depois, a docilidade de Deus, esperando que você frutifique. Em Apocalipse 23, versículo 20, é de eu estou à porta e bato. Se alguém abrir, entrarei e searemos juntos, eu com ele e ele comigo.
Ou seja, você tem um potencial tão grande, a palavra que já chegou ao seu coração, e você pode produzir tanto, e você pode dar tantos frutos. Enfim, sexta mensagem central, é preciso que aquele que recebe a palavra de Deus compreenda que, ainda que não tenha dado 100%, mas ele pode dar fruto. Tenha paciência, não desanime, intensifique mais sua vida de oração, seu estudo, sua busca a Deus.
Seu esforço, seu trabalho, seu propósito de vencer, de triunfar, de se superar com a graça de Deus. Por favor, tenacidade. Perseverança é a palavra utilizada por Jesus. E, finalmente, a palavra de Deus, ela deve ser inserida no contexto das fontes da fé, com a tradição e com o magistério da igreja.
Insira essa palavra que é poderosa, mas não tire a palavra do campo que é a igreja. Ela sozinha não se explica, ela precisa do ambiente eclesial, precisa também das outras fontes da fé. Digo no sentido de que ela foi entregue por Deus à igreja para que caminhasse sempre com as outras fontes da fé, a tradição da igreja e o magistério da igreja.
Gente, maravilhoso. Eu estou feliz demais. É a primeira parábola que a gente termina aqui. Que estudo maravilhoso, que estudo profundo. Nós nos encontramos na próxima semana com uma nova parábola. Está certo? A semente que germina por si só será o tema da nossa próxima parábola para você ficar aí na expectativa. Vamos pedir a benção de Deus. Abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.